







[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
| Oposição quer impedir ''oba-oba palaciano'' |
Autor(es): João Domingos |
| O Estado de S. Paulo - 31/08/2009 |
Os partidos de oposição - PSDB, DEM e PPS - divulgaram nota conjunta anunciando que vão lutar para impedir que o pré-sal seja transformado em bandeira eleitoral nem "que venha favorecer a grupos partidários que transformam o Estado brasileiro em extensão dos seus interesses". Na nota, intitulada "O pré-sal é do Brasil", os três partidos lembraram que os brasileiros há décadas lutam em defesa dessa riqueza nacional, que também pertence às gerações futuras. Para as oposições, o pré-sal envolve uma questão de Estado que pode definir o futuro do País. Portanto, para elas, é assunto que deve ser tratado com transparência, e com participação de toda a sociedade. Sem rolo compressor. "Depois de quase dois anos de conversas restritas aos gabinetes do Palácio do Planalto, da Esplanada dos Ministérios e da diretoria da Petrobrás, a discussão sobre a exploração das reservas da camada pré-sal, enfim, chega à esfera pública", disseram os partidos de oposição. Para eles, a cerimônia de lançamento do pré-sal, marcada para hoje, é "mais um oba-oba característico" do governo. "O oba-oba palaciano tem o objetivo explícito de transformar o tema em plataforma eleitoral para 2010. No entanto, ao apresentar o modelo que considera mais conveniente para suas pretensões eleitorais de curto prazo, o governo também abre espaço para uma grande discussão nacional, que deveria estar acima de partidos e candidaturas", afirmaram os partidos de oposição. E continuaram: "O tema diz respeito à estratégia da Nação para o seu desenvolvimento e não ao objetivo de perpetuação das autoridades de plantão". Eles anunciaram que quando os projetos chegarem ao Congresso, o debate sobre o pré-sal estará desinterditado e "deixará de ser feito apenas com base em afirmações desencontradas das figuras do governo, como tem ocorrido desde o anúncio da descoberta de Tupi, em novembro de 2007". "No Parlamento - a despeito da visão autoritária do presidente Lula e de seus seguidores que veem a passagem da proposta pelo Congresso como mera formalidade -, a oposição poderá questionar a necessidade e a conveniência de se alterar o atual marco legal, que surgiu em 1997, como resultado de amplo consenso técnico e político, fruto de discussões que se iniciaram dois anos antes." De acordo com os partidos oposicionistas, os resultados obtidos com a Lei do Petróleo são de conhecimento de todos. "Basta lembrar que, hoje, R$ 1 de cada R$ 10 da riqueza produzida no Brasil vem do petróleo; é cinco vezes a fatia de 12 anos atrás. O peso do setor no PIB passou de 2% para 10%. Com a abertura, o País ganhou muito: suas reservas provadas de petróleo quase dobraram; a produção diária mais que duplicou; e a participação da União na renda gerada pelo setor multiplicou-se por oito". Isso tudo, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, também criada pela lei. Em seguida, eles pediram que o assunto seja debatido em profundidade, "sendo inadmissível qualquer tentativa de atropelamento". Assinaram a nota os presidentes do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ) e do PPS, Roberto Freire. |
| Marina quer refundar PV e admite embate com Dilma | ||
Folha de S. Paulo - 31/08/2009 | ||
Em ato de filiação ao partido, senadora rechaça ideia de trégua eleitoral com o PT
CATIA SEABRA DA REPORTAGEM LOCAL Ao assinar ontem sua ficha de filiação ao PV, a senadora Marina Silva (AC) condicionou sua candidatura à Presidência ao que seus aliados chamam de refundação ética do partido e admitiu a possibilidade de confronto com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) numa eventual disputa eleitoral. Embora tenha chorado ao lembrar sua saída do PT, Marina reconheceu divergências com Dilma em matéria ambiental e rechaçou a ideia de trégua eleitoral. ------------------ ---------------- |
| Uma festa verde para Marina em SP |
Jornal do Brasil - 31/08/2009 |
A senadora Marina Silva oficializou ontem, em cerimônia realizada em São Paulo, sua filiação ao Partido Verde. Provável concorrente à Presidência da República pelo PV em 2010, preferiu ainda não comentar a hipótese. Marina, contudo, foi recebida em clima de comício pelos novos colegas de sigla. Ao entrar no salão, os membros do partido gritavam "Brasil, urgente, Marina presidente", e a aplaudiam.
SÃO PAULO - A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva oficializou, ontem, em uma cerimônia em São Paulo, sua filiação ao Partido Verde (PV). Militante histórica do Partido dos Trabalhadores, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina anunciou seu desligamento do PT no último dia 19 de agosto, após três décadas de militância na agremiação. Marina, que deve concorrer à Presidência da República pelo PV nas eleições de 2010, preferiu não comentar sua possível candidatura durante o evento. A senadora, contudo, foi recebida em clima de comício pelos novos colegas de sigla. Ao entrar no salão, os membros do partido gritavam “Brasil, urgente, Marina presidente”, numa versão própria do grito já entoado por militantes petistas para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em alguns eventos. Marina foi bastante aplaudida em diversos momentos, e até um vídeo com trechos da trajetória de vida da senadora foi transmitido no início da cerimônia. – A decisão que for tomada em 2010 tem que vir de um processo que está evoluindo de forma positiva. Obviamente que me sinto honrada com o convite e à forma com que a sociedade recebe a indicação de uma eventual candidatura. Mas essa é uma decisão que vamos tomar em 2010 – disse a senadora após o evento. Filiada ao PT desde 1985, Marina fundou, junto com o líder seringueiro Chico Mendes, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre e exerceu os cargos de vereadora e deputada estadual. No discurso em que formalizou sua adesão ao Partido Verde, a senadora voltou a dizer que não tem “ilusões de um partido perfeito” ao falar do PV e comparou sua saída do PT a de um filho que deixa a casa dos pais. – Eu disse aos meus companheiros (do PT) que, às vezes, dentro de uma casa, é necessário que o filho saia para fazer sua própria casa. Isto não significa que estamos rompendo com as coisas boas ou os erros cometidos no passado – contou a senadora. Afirmando estar procurando “uma nova maneira de caminhar”, Marina disse que pretende desenvolver no PV políticas que integrem questões ambientais e sociais com o desenvolvimento econômico. A senadora, que falou por cerca de meia hora a uma multidão de membros do partido e simpatizantes, lembrou Chico Mendes e figuras como Martin Luther King e Nelson Mandela. Em uma fala que tirou lágrimas e aplausos em vários momentos do público presente, Marina afirmou: – O PV, ao se dispor a fazer uma revisão no seu programa e em sua estrutura partidária, me moveu para esse desafio. Estou saindo para fazer outra casa, mas para morar na mesma rua... Não é errado ter diferentes interesses. Nós precisamos de lideranças multicêntricas para questões multicêntricas – explicou. – Todos os partidos não podem se furtar a esse desafio da sustentabilidade. Estamos crentes que a velha política de se fazer as coisas para as pessoas precisa mudar para uma política com as pessoas. A cerimônia, realizada durante encontro nacional do partido, começou por volta das 11h e, segundo o partido, pelo menos 1.000 pessoas se inscreveram para acompanhar a solenidade. O encontro ocorreu em um grande espaço de eventos de São Paulo, e faixas com a imagem da senadora nas cores verde e amarela foram expostas na fachada. Em discurso, o presidente do partido, José Luiz Penna, afirmou estar honrado com a entrada da ex-ministra na legenda, e disse que a mudança representa “um importante passo na luta pelo meio ambiente”. Penna também disse que a decisão de sair candidata ou não a presidente é da senadora. – Se a Marina decidir, nós vamos apoiar. É uma questão de ela se sentir confortável com a candidatura. Se na trajetória ela decidir por outra coisa, nós a apoiamos – explicou. Já o líder do PV na Câmara, deputado José Sarney Filho (MA), foi menos contido. Para o deputado, com a entrada da senadora na sigla, já possível sentir o “efeito Marina” no país. – A sua entrada no Partido Verde e a possibilidade de concorrer à presidência do Brasil dá a oportunidade de qualificar a disputa eleitoral. O “efeito Marina” já está acontecendo – afirmou em discurso durante a cerimônia, que contou com a presença, também, de celebridades como os atores Vitor Fasano e Cristiane Torloni. O deputado federal Fernando Gabeira (RJ), um dos expoentes do PV, afirmou que agora o objetivo estratégico do partido é trabalhar pela redução das emissões de carbono, mas que a legenda não deve deixar de discutir outros temas como violência urbana, ética na política e geração sustentável de energia. Rebatendo críticas recebidas pelo partido nas últimas semanas por conta de apoios à oposição e ao governo, Gabeira disse que “em 2002 chegamos apoiando o PT com a bandeira da ética na política, e hoje temos um governo moralmente frouxo e um Congresso apodrecido”. O deputado federal também reforçou promessas da legenda de mudanças em seus quadros. – Não tem sentido ter em nosso partido pessoas que não são comprometidas com nosso programa – criticou. Eleita senadora pelo Acre, Marina exerce atualmente seu segundo mandato na casa. Em 2003, tomou posse como ministra do Meio Ambiente do governo Luiz Inácio Lula da Silva, permanecendo no cargo até maio de 2008, quando pediu sua demissão ao presidente. À época, especulou-se que o pedido de demissão estaria relacionado com embates entre ela e Dilma Rousseff provável candidata do PT à Presidência em 2010. A senadora, no entanto, não quis comentar sobre eventuais discordâncias com a ministra e afirmou que prefere “não se colocar no papel de vítima” da ministra. (Com agências). ------------
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31 de agosto de 2009
O Globo
Manchete: Lula faz festa com pré-sal e oposição ataca uso eleitoral
Marina em novo endereço
Inflação menor reduz reajuste do mínimo
Poder muda de mãos no Japão após 54 anos
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Folha de S. Paulo
Manchete: Teste do pré-sal fica abaixo do esperado
Marina admite disputa com Dilma e critica PT
Oposição tem a maior vitória no Japão após a 2ª Guerra
Lei que amplia a terceirização da saúde deve passar em SP
Orçamento de 2010 projeta despesa maior na área social
Entrevista da 2ª: Pena de prisão mais severa só piora violência, diz pesquisador
Mundo: Presidente da Colômbia, Álvaro Uribe está com gripe suína (págs. 1 e A13)
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Lula cede à pressão dos governadores do pré-sal
Japão troca partido no poder após 5 décadas
PT relegou ambiente a 2º plano, diz Marina
Pré-teste do Enem levanta dúvida sobre segurança
‘Estado’ sob censura há 31 dias (págs. 1 e A8)
Máfia do jogo: SP fecha um bingo a cada dez dias
Verbas públicas: TCU faz pente-fino e amplia punições
Segurança pública: Conseg mantém divisão das polícias
Anos de chumbo: Guerrilheiro Jonas foi morto na Oban
Artigo
Notas e Informações: Kirchner contra a mídia
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Jornal do Brasil
Manchete: Pré-sal terá modelo para agradar a todos
Marina se filia em clima de campanha
Adultos usam mais o Twitter
Japão muda rumo após 54 anos
Coisas da Política
Outras páginas
Informe JB
Editorial
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Correio Braziliense
Manchete: Servidores terão salários divulgados na internet
Rumo ao ouro
Na rota das drogas
Estados Unidos: A relação espinhosa entre Obama e a CIA
Saúde: Com licença, não quero ter mais filhos
Concursos: Faltam critérios e clareza