MUNDO ECONÔMICO

A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.

quarta-feira, junho 02, 2010

XÔ! ESTRESSE [In:] ORA BOLAS !!!

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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EROS GRAU [In:] ACADEMIA A ZERO GRAU...

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O ministro está nu

da Folha de São Paulo


Um romance com citações eróticas e uma estátua dele próprio nu, vista por um "surpreso" colega em seu refúgio em Minas e comentada nos corredores do STF. Com um perfil que foge às formalidades da toga, o ministro Eros Roberto Grau, 69, está prestes a deixar a corte.

Depois de assumir a cadeira deixada por Maurício Corrêa em junho de 2004, o gaúcho Eros Grau tenta hoje, às 16h, uma vaga no "templo dos imortais", a Academia Brasileira de Letras.

A Folha apurou que ele tem o apoio de José Sarney, Marco Maciel, Moacyr Scliar, Carlos Nejar e Paulo Coelho. Ainda assim, o favorito à cadeira 29 é o diplomata e ensaísta pernambucano Geraldo de Holanda Cavalcanti.

Não é de hoje que Eros se dedica à literatura. No fim de 2008, cansado com o volume de julgamentos, lançou o 41º livro, o romance "Triângulo no Ponto", sua primeira aventura na ficção, que causou frisson na corte por seu conteúdo erótico.

Todos os outros de sua estante pessoal, começada em 1974 com o "Região Metropolitana: Regime Jurídico", estudo sobre o crescimento das cidades, foram escritos sobre as nuances e interpretação do direito no Brasil, na Itália e na Espanha. Um deles está na 14ª edição.

"Triângulo no Ponto" trata da vida de três personagens durante a ditadura (1964-1985), numa narrativa entremeada por cenas de sexo.

"A imprensa matou o livro. Por me chamar Eros, virou erótico. Se me chamasse Hermes, seria hermético", disse, quando recebeu a Folha em seu gabinete.

"Triângulo no Ponto" está na segunda edição. Apesar de a narrativa política predominar "sem nenhum excesso de linguagem", diz Eros, não passam despercebidas descrições como "válvula de sucção no lugar do sexo" com "sonoras flatulências vaginais pós-coito" sobre ex-namorada de personagem.
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http://dinarteassuncao.blogspot.com/2010/06/o-ministro-esta-nu.html
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] CANDIDATO e CANDIDATOS...

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José Serra: A segunda tentativa

CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO


Ele abomina o gerúndio como resposta. E, já na Prefeitura de São Paulo, baniu expressões como "viabilizar", "logradouro" e "munícipe". Ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, é adepto do antitucanês reloaded.

Só não dispensa um eufemismo ao se descrever. Serra se apresenta como "obstinado, curioso e diligente". Seus mais fiéis colaboradores traduzem: obcecado, perturbador e perfeccionista.

Ele também reconhece: é "um pouco impaciente". Que o digam seus subordinados.

Generoso na delegação de poder e objetivo na fixação de prioridades, é implacável na cobrança de resultados, a ponto de constranger publicamente um assessor se insatisfeito.

Arquivo Pessoal
José Serra no Colégio Dom Bosco, em 1952, aos dez anos, quando cursava o quarto ano
José Serra no Colégio Dom Bosco, em 1952, aos dez anos, quando cursava o quarto ano

Aconteceu no dia 19 de janeiro, durante evento de distribuição de material didático para início do ano letivo. Contrariado com a timidez da logomarca do governo, alfinetou o secretário de Educação, Paulo Renato Souza:

"O material é de muito boa qualidade, no estilo tucano: esconde o nome do governo", ironizou.

Pobre também de Walter Feldman, secretário de Subprefeitura na gestão Serra. Lado ao lado, num palanque em Itaquera, ouviu o chefe acusá-lo de falta de dedicação no combate à poluição. "Ele me destruiu várias vezes", lembra Feldman, numa referência às exigências do chefe. "Agüente, Feldman. Você vai ser outro depois dessa experiência", repetia, imodestamente, Serra.

Outro exemplo? Em março de 2005, Serra determinou que um helicóptero buscasse a então secretária de Serviços da Prefeitura, Maria Helena Orth, para uma reunião com subsecretários na Zona Leste. Convocada, Orth alegara dificuldade para chegar a São Miguel Paulista.

Em outra, também com subprefeitos, Serra divulgou o próprio número do telefone após Orth argumentar que não tinha tempo para atendê-los. Ela foi demitida em maio de 2005.

Sem "trololó"

Avesso a evasivas --a que chama de "trololó"-- Serra é capaz de interromper um assessor ao perceber que não tem as respostas que procura. Foi o que fez com o secretário de Assistência Social da Prefeitura, Floriano Pesaro, após uma sabatina sobre renda mínima. "Secretário, estude o assunto e volte", recomendou a Floriano, que, ainda assim, e a exemplo de Feldman, descreve como estimulante o trabalho com Serra.

Costuma incentivar o confronto de ideias na equipe. Em 2008, antes da explosão da crise na segurança, o secretário de Gestão, Sidney Beraldo, alertou Serra para o risco de descontrole na Polícia Civil. Diante de Beraldo, Serra telefonou para o então secretário de Segurança, Ronaldo Marzagão, e acionou o viva-voz.

"Tem um impasse, ele bota o viva-voz", lembra Beraldo.

Folhapress
José Serra em 1978, professor de economia da Unicamp, durante visita à redação da Folha
José Serra em 1978, professor de economia da Unicamp, durante visita à redação da Folha

Numa reunião, ele já telefonou para a central de atendimento da Prefeitura, diante de toda a equipe, para testar a qualidade de serviço. Em outra, suspendeu a audiência para, de helicóptero, confirmar se uma obra cumpria o ritmo descrito há pouco por um secretário.

"É muito difícil enrolar Serra. Ele tem aquele famoso "por quê?", afirma Aloysio Nunes Ferreira, ele mesmo flagrado pelo tucano, durante a Prefeitura. "Serra brigou comigo porque terceirizei a redação de uma nota. Reconheceu diferenças no estilo", conta.

No governo do Estado, redigiu pessoalmente um release, após constatar, contrariado, que assessores estavam no almoço.

Serra pode ser cortante quando um subordinado é pouco objetivo. "Meu problema é o tédio", confessa o candidato, que não escondia a impaciência com a ex-secretária estadual de Educação Maria Helena Guimarães.

Se decepcionado, submete o auxiliar a dolorosa fritura, começando pelo esvaziamento de suas atribuições. Secretário de Esporte na Prefeitura, Marcos Tortorello perdeu a administração do autódromo para a SPTuris e os centros municipais para a Educação. Depois, se demitiu.

Contrariado com o desempenho de um secretário, pode recorrer diretamente a um de seus subordinados em busca de respostas. Econômico nos elogios, premia os bem-sucedidos com mais trabalho.

Kathy Willens/AP
Serra discurso, como ministro da Saúde, na Assembleia Geral das Nações Unidas
Serra discurso, como ministro da Saúde, na Assembleia Geral das Nações Unidas

Filho único de um imigrante italiano com uma filha de imigrantes, Serra exige dedicação integral de sua equipe. À frente do Ministério da Saúde (1998 a 2002), chegou a propor que o secretário de Assistência à Saúde, Renilson Rehem, usasse um celular exclusivamente para atendê-lo. Fosse no Planejamento (de 1995 a 1996) ou na Saúde, preferia que os assessores não deixassem Brasília nos fins de semana.

Num bilhete, recomendou até que Rehem desistisse, na véspera do embarque, de um congresso em Paris. Como o ministério enfrentou crise durante sua ausência, Rehem foi recepcionado com um "não falei que essa viagem seria um desastre?". "Mas nem foi no meu departamento", reagiu Rehem.

Mordaz, já recebeu Beraldo com um "de passagem por São Paulo?" após férias de dez dias do secretário. Hoje à frente do governo, Alberto Goldman já foi premiado com um telefonema durante a folga do fim de ano.

"Você não acha que já está muito tempo fora?", perguntou Serra, que, em dezembro, telefonou para o secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano, para reclamar de sua ausência numa reunião de encerramento de ano.

Política

Além de cebola e alho, Serra não digere as desilusões políticas. "Ele não perdoa deslealdade", afirma o deputado e amigo Jutahy Magalhães (BA). Ex-presidente da UNE, exilado no Chile --onde concluiu o mestrado em economia--, e duas vezes deputado, Serra concorreu a seis cargos majoritários nos últimos 20 anos. Colecionou desafetos no caminho, sendo Ciro Gomes (PSB) um deles.

Adolescente brigão, se esforça agora para conter esse ímpeto na política. Disposto a apagar a imagem de beligerante, evita desavença pública com o mineiro Aécio Neves, tem elogiado Ciro e desenha uma reaproximação com o senador Tasso Jereissati (CE). Em São Paulo, patrocinou uma aliança com Geraldo Alckmin.

"Perdemos duas eleições e ganhamos duas. Estamos empatados", disse a Alckmin num telefonema, após a dura disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Além de demonstrações de solidariedade, Serra reserva surpresas aos aliados. Já abordou o ator José Mayer num aeroporto só para apresentá-lo a assessoras. Também perseguiu um grafiteiro pelas ruas de São Paulo às 2h da madrugada. Ele, o então secretário Andrea Matarazzo e suas mulheres voltavam do cinema. Estavam na Heitor Penteado.

"Pare o carro", gritou Serra, que, ao alcançar o pichador, fez um interrogatório para saber suas motivações.

Mesmo com um prodigioso poder de concentração, consegue ser distraído o bastante para perceber, apenas 15 minutos depois, que entrou na embaixada errada para um almoço em Washington.

Família

O ar retraído se esvai na companhia dos filhos Verônica e Luciano. Ele se derrete pelos netos. Palmeirense, permite até que Antonio seja flamenguista.

Serra é dono de hábitos extravagantes. Para aliviar a tensão, costuma fazer esteira de madrugada, mas não come para evitar mal-estar pela manhã. Refrigerante, só sem gás. E é verdade: colocou uma cama no banheiro da Prefeitura de São Paulo, para passar mais tempo no trabalho.

Serra só viaja no mesmo lado em aviões: o direito. Argumento? "Tem dado certo até hoje".

Hoje, aos 68 anos --43 deles ao lado da mulher, Monica-- Serra sua nas mãos de Geraldo, seu personal trainer. Também se submete a sessões de acupuntura e massagem. É preciso estar em forma para a dura disputa eleitoral.

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CIÊNCIAS ECONÔMICAS e ECONOMISTAS [In:] UM CURSO AINDA ELITIZADO...

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Guia de profissões

Com características que misturam ciências sociais e matemática, a Economia atrai pelas várias possibilidades de atuação


publicada em 01/06/2010 às 12h53m

Leonardo Cazes


RIO - Durante os anos em que deu aula para os períodos iniciais, a professora Maria Silvia Possas, diretora-adjunta de graduação do Instituto de Economia da UFRJ, sempre perguntava o motivo que tinha levado os alunos para lá. Eles respondiam, em sua maioria, que escolheram o curso por se tratar de uma "ciência social com matemática". Mais do que isso, a professora considera a economia uma maneira de compreender o mundo em que vivemos. E que deveria ser oferecida até na escola:

" Infelizmente, as pessoas têm muito pouca noção do que seja economia "

- Infelizmente, as pessoas têm muito pouca noção do que seja economia. Ela é muito importante para a cidadania. Defendo, inclusive, uma licenciatura em Ciências Sociais aplicadas. Tanto que as primeiras pessoas para quem se ensina economia são os pais, avós, tios, amigos, que têm dúvidas sobre como as coisas funcionam - conta.

Para ela, se, no colégio, o aluno gosta de geografia e história econômica e também de matemática, provavelmente vai se dar bem no curso. Mas o mais importante, é gostar de ler jornal. E a professora não está falando do caderno de esportes ou de cultura.

- O jovem tem que gostar de ler jornal, especialmente o caderno de economia. Para saber se gosta, ele precisa ler o caderno econômico de um jornal e ver se tem interesse em entender aquilo, estudar o assunto a fundo, pensar o que significa para o país - afirma Maria Silvia.

Sobre a confusão feita muitas vezes entre as funções de um economista, de um administrador e de um engenheiro de produção, ela diz que as atividades não são concorrentes, e sim complementares.

" O jovem tem que gostar de ler jornal, especialmente o caderno de economia "

A professora explica que o administrador recebe uma formação na área de humanas, com cadeiras de psicologia e sociologia, que o economista não tem. Em compensação, este está mais preparado para construir cenários de mercado, levando em conta aspectos como concorrência e novos negócios. Já os engenheiros são atraídos para o mercado financeiro por seu conhecimento de matemática.

O CURSO

Os primeiros períodos do curso são dedicados a disciplinas teóricas que deem conta de três áreas principais : macroeconomia, que estuda aspectos mais gerais, como taxa de juros e a economia de um país; microeconomia, ligada a setores específicos; e finanças. É neste momento também que os alunos veem a parte mais pesada de matemática. Com esta base, eles passam a ter aulas sobre assuntos mais específicos, e a maioria começa a estagiar. Fazer disciplinas de Administração também é uma boa para quem quer trabalhar na área de gestão.

A CARREIRA

Os diferentes campos de atuação são atrativos para estudantes procurarem a área. O setor bancário é o que mais contrata, mas esse profissional pode trabalhar em outros tipos de empresa, onde avalia o mercado de atuação, seus desafios, riscos e potenciais. As consultorias são outra alternativa, assim como o setor público. A área acadêmica, onde o economista pode se dedicar a lecionar e a pesquisas, seja em órgãos públicos ou universidades, também é procurada. E estudos relacionados a recursos naturais devem ganhar cada vez mais importância.

http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2010/06/01/com-caracteristicas-que-misturam-ciencias-sociais-matematica-economia-atrai-pelas-varias-possibilidades-de-atuacao-916751502.asp
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MEDEIROS, Natalino Henrique às 9:43 AM Nenhum comentário:
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BRASIL/FERIADÃO [In:] O CUSTO DO ÓCIO

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Custo dos feriados para a indústria é de R$ 850 milhões

O Estado de S. Paulo - 02/06/2010

Um estudo divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) indicou que os 14 feriados que ocorrerão este ano em São Paulo custarão à indústria paulista cerca de R$ 850 milhões. Cada feriado acarreta um custo adicional de R$ 60,7 milhões ao setor.


De acordo com a instituição, 59% das 478 empresas analisadas disseram interromper suas atividades nessas datas, acomodando a produção em outros dias, em horário normal. Outros 31% disseram recuperar a produção com horas extras e 10% afirmaram que mantêm as atividades mesmo nos feriados.

A pesquisa foi feita entre os dias 3 e 21 de maio; 68% das entrevistadas eram micro e pequenas empresas, 25% médias e 7%, grandes. Em relação à interferência no custo do produto, a alta média nesses períodos é de 2,2%.

MEDEIROS, Natalino Henrique às 9:19 AM Nenhum comentário:
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] GOVERNO E ESTADO. O PAPEL DO PRESIDENTE

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O efeito das escolhas de Lula na eleição

Brasil - Cristiano Romero
Valor Econômico - 02/06/2010

Os mapas de intenção de voto da corrida presidencial mostram mais do que a divisão do país em duas regiões geopolíticas - o Sudeste/Sul, que prefere o candidato da oposição (José Serra), e o Norte/Nordeste e o Centro-Oeste, que estão com a candidata do governo (Dilma Rousseff). Os dados, um retrato do momento passível de mudança, parecem refletir, como ocorreu na eleição de 2006, as escolhas do governo Lula na área econômica.

No primeiro mandato e contra a vontade de setores do seu partido, o presidente Lula manteve o tripé de política econômica herdado do antecessor - equilíbrio fiscal, metas para inflação e câmbio flutuante -, fortalecendo um dos pilares (o superávit primário). Com isso, reorganizou as contas públicas e derrubou a inflação de 12,53% em 2002 para 3,1% em 2006, ano da reeleição.


Com inflação baixa, Lula tornou efetivo o seu principal programa social - o Bolsa Família, que beneficia cerca de 50 milhões de pessoas. De fato, não bastaria transferir renda se o poder de compra da moeda continuasse sendo corroído pela inflação. A opção teve efeitos colaterais - os juros altos inibiram os investimentos do setor privado e o aperto fiscal, os investimentos do setor público.

Essa equação deu força a Lula nas regiões mais pobres, mas o enfraqueceu nos centros mais industrializados. A taxa de desemprego em 2006 já era menor que a dos anos anteriores, mas ainda muito elevada (10,4% em abril daquele ano). O rendimento médio real da população ocupada nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE estava abaixo dos valores de 2002, último ano do governo FHC (ver quadro abaixo).

Aparentemente, isso se refletiu nas eleições: na disputa do segundo turno em 2006, Lula perdeu para Geraldo Alckmin (2006) nas três capitais da região Sul e em São Paulo. Dentre os grandes centros, saiu vitorioso no imprevisível Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Em todo o Estado de Minas Gerais, a diferença para seu adversário foi de apenas cinco pontos percentuais, enquanto na capital chegou a 26,3, uma história nunca bem explicada pelo tucano Aécio Neves, reeleito na ocasião com 77% dos votos válidos (Alckmin perdeu votos do primeiro para o segundo turno em Minas).

No segundo mandato, Lula manteve a política econômica, mas fez inflexões - adotou uma política deliberada de recuperação do salário mínimo, aumentou fortemente o gasto público, colocou o tema do investimento em infraestrutura no centro da agenda e desistiu de dar o passo seguinte no processo de desinflação (a meta de 4,5%, vigente desde 2005, virou, na prática, piso do regime).

Essa estratégia fortaleceu ainda mais a imagem de Lula como "pai dos pobres", adquirida no primeiro mandato - o salário mínimo turbinado beneficia 18,7 milhões de aposentados, mais de 20 milhões de trabalhadores do setor privado, 40% dos servidores públicos municipais, um sem-número de trabalhadores da economia informal, que usam o mínimo como referência, e até desempregados com direito ao seguro-desemprego.

Tendo arrumado a casa no primeiro mandato, Lula criou as condições para a economia crescer de forma acelerada no período seguinte - a única exceção foi 2008, quando houve recuo de 0,2%, provocado pela crise mundial. Nos últimos três anos, o desemprego cedeu em todas as regiões metropolitanas. Em abril, caiu ao menor índice da série histórica para esse mês. Isso pode explicar a melhora do desempenho de Dilma em todas as regiões do país, inclusive, onde Serra ainda lidera as pesquisas.

Segundo o Datafolha, a diferença entre Serra e Dilma no Sudeste chegou a ser de 22 pontos em dezembro; em maio, caiu para sete pontos em favor do ex-governador. Na região Sul, a distância era de 29 pontos em março, mas hoje é de apenas três. Nas regiões metropolitanas, Dilma já empatou com Serra. Isso não garante que a candidata do governo vá continuar crescendo onde Lula se habituou a perder - afinal, a campanha oficial ainda nem começou e há inúmeros fatores que podem influenciar na decisão de um eleitor.

O comportamento do rendimento médio real da população ocupada mostra que, mesmo com toda a "exuberância" da economia brasileira nos anos recentes, esse indicador evoluiu timidamente nas seis principais regiões metropolitanas - apenas 3,5%, na média, em oito anos. Em abril, era praticamente o mesmo de 2002 em São Paulo (alta de 0,3%) e 6,8% inferior no Recife. Cresceu em Salvador (10,38%), Belo Horizonte (9,6%), Rio (7,7%) e Porto Alegre (9,5%).

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SINDICATOS E ESTADO [In:] O RETORNO (II)

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Lula afirma que fará campanha na porta de fábrica para Dilma

Autor(es): Adriana Carranca
O Estado de S. Paulo - 02/06/2010

Sem citar nome, ele promete a metalúrgicos que voltará à Volkswagen "este ano" para eleger a candidata governista


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar em continuidade do governo, ontem, porém de forma mais velada que em palanques anteriores. "O Brasil vive um momento extraordinário. Eu quero que isso continue. Precisa continuar", disse.


Sem citar o nome da pré-candidata à sua sucessão, Dilma Rousseff (PT), Lula prometeu aos metalúrgicos e funcionários da fabricante de automóveis Volkswagen, em São Bernardo do Campo, que voltará à empresa "ainda este ano para fazer campanha" para eleger a candidata governista. "Não é proibido o presidente da República fazer campanha quando ela começar", disse, lembrando que não vai se licenciar do cargo.

Mais uma vez sem citar nomes, Lula fez uma referência ao mensalão petista dizendo que em 2005 (ano em que o escândalo veio à tona), os "conservadores" tentaram derrubar o governo. "Eles não se conformavam com o fato de que um metalúrgico, um torneiro mecânico, podia fazer mais do que eles."

"As caras". Na formatura da primeira turma do projeto Próximo Passo, que pretende ser a "porta de saída" do Bolsa-Família, Lula exaltou o papel da mulher, discursando de improviso para uma plateia de cerca de 3 mil pessoas, predominantemente feminina. "Vocês, na verdade, são as caras", disse o presidente, numa referência ao título de "o cara" que recebeu no ano passado do presidente americano Barack Obama. O evento ocorreu no clube Juventus, na Mooca, na zona leste da capital paulista.

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SINDICATOS E ESTADO [In:] O RETORNO

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'Lula pode ser chefe de entidade sindical gigante'

Autor(es): Guilherme Scarance
O Estado de S. Paulo - 02/06/2010

Leôncio Martins Rodrigues, professor titular aposentado da USP e da Unicamp


A cooptação de entidades sindicais faz parte dos esquemas populistas, diz Leôncio Martins Rodrigues, autor de Destino do Sindicalismo e professor titular aposentado da USP e da Unicamp. "Basta lembrar Getúlio e Perón", afirma o cientista político, lembrando que, no Brasil, nos quadros desse corporativismo criado pela Constituição de 1988, "o Estado sustenta os sindicatos". Ele cita um cenário em que a formação de uma só entidade sindical gigante poderia ter no presidente Lula "o grande chefe".


No ano passado, apenas a CUT embolsou R$ 26,7 milhões originários da partilha do imposto sindical. Como o sr. vê o fato de as centrais, cada vez mais cooptadas pelo governo por meio de repasses oficiais, reunirem uma multidão para um ato com forte conotação político-eleitoral?

A intensa e ampla cooptação de chefias e entidades sindicais por parte do governo não é uma novidade na história política do nosso e de outros países. Faz parte dos esquemas populistas. Basta lembrar Getúlio e Perón. Sindicalismo e política estão sempre próximos. Mas há várias diferenças nesse conúbio. Nos países centrais, frequentemente, eram os sindicatos que financiavam os partidos. O caso do Partido Trabalhista Britânico, criado pela Trade Union Congress (central sindical britânica) é um dos mais paradigmáticos. Os sindicatos sobrevivem pela cotização de seus membros. No Brasil, nos quadros desse corporativismo sui generis criado pela Constituição de 1988, na aparência, o Estado sustenta os sindicatos. Na realidade, legaliza a retirada compulsória dos salários dos trabalhadores do mercado formal de trabalho (sindicalizados ou não) e os repassa às chefias dos sindicatos únicos, quer dizer, a entidades sem concorrência que tem o monopólio da representação. Como o modelo do sindicato único permanece, há uma diferença essencial com relação a outros países: se os sindicatos corporativos vivem da contribuição de todos os empregados de diferentes ideologias, devem representar a todos. Não são sindicatos ideológicos e, portanto, formalmente, não podem apoiar candidatos, participar das disputas partidárias porque arrecadam dinheiro de trabalhadores de variadas posições políticas.

Como o sr. vê a união de CUT e Força em torno da candidatura Dilma? Essa reedição da Conclat tem conotação ideológica ou visa simplesmente a garantir a continuidade dos repasses, das vantagens e da interlocução com o governo federal?

Uma vez que a Força Sindical e a CUT foram adversários históricos, é óbvio que a aproximação entre elas não tem nada de programático ou ideológico. Essa afirmação vale para as outras centrais que eram rivais da CUT. É visível o esforço de seus dirigentes - alguns que já estiveram próximos do PSDB - para se legitimarem perante o PT e serem bem-aceitos pelos cutistas. A forte distribuição proporcional de recursos para todas elas e a ideia da recriação da Conclat fazem pensar num amplo movimento, que poderia ir mais além da "simples" eleição da Dilma e que terminaria na formação de uma só entidade sindical gigante. Lula, já fora da Presidência da República, seria o grande chefe, mais poderoso do que nunca, capaz de cortar qualquer pretensão de independência que sua candidata possa imaginar que teria, caso seja eleita. Seria uma espécie de Perón vindo das classes baixas.

MEDEIROS, Natalino Henrique às 9:07 AM Nenhum comentário:
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] PT/PMDB. ETERNO ENQUANTO ''BURLE''

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Aliança antes, melhor que adesão depois

Política
Autor(es): Rosângela Bittar
Valor Econômico - 02/06/2010

A perspectiva de êxito que se alimenta no PMDB, hoje, a partir da aliança com o PT para eleição de Dilma Rousseff a presidente, é muito forte, mais do que viveu o partido em campanhas eleitorais anteriores. Alguns ousam registrar que, desde a Nova República, o PMDB não tem condições tão perfeitas, como agora, de exercer na plenitude e em abrangência o poder político.

Este PMDB fortíssimo, que se candidata a ter a Vice-Presidência (já houve cientista político levantando a hipótese de a situação levar ao vice-presidencialismo) e, com ela, por óbvio, boa parte do governo, caso seja eleita a candidata da aliança, ainda não admite que seja necessário ter mais do que teve no governo Lula.

O partido veio aderindo a sucessivos governos, o que lhe permitiu manter-se na crista política em governos estaduais, em prefeituras, fazer grandes bancadas e, numa espécie de retroalimentação, ser desejado para alianças no governo federal que o fizeram crescer mais, sucessivamente, e se fortalecer.

Não houve necessidade, para chegar a este ponto, que o partido se unisse internamente. Percorreu seus caminhos dividido, distribuindo nacos de poder entre facções diversas. Hoje, estaria mais unido do que sempre esteve, dizem os da direção, mesmo antes de estarem definidas as alianças estaduais que garantirão a formalização da aliança nacional. Contam com uma dissidência menor do que sempre.

Nos anos mais recentes, de três ministérios no governo Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, saltou para seis no governo Lula, depois de ter participado como vice da chapa do adversário de Lula, José Serra. Um fenômeno de partido.

Essa perfomance deveria sugerir que serão mais apurados seus desejos em um governo do qual será sócio já a partir das eleições. Crê o partido que, realmente, é mais forte a aliança que começa na luta eleitoral do que aquela firmada em adesão ao governo já em curso, vencedor.

O discurso que se arma, porém, é de uma discrição a toda prova. Inicia-se a reflexão sobre a divisão do poder futuro pela caracterização dos momentos. A eleição tem duas etapas, argumentam políticos do comando. Uma, política, vivida agora, dedicada a conversas, ordenamento do quadro de alianças, preparação das demandas. Outra, a eleitoral, da propaganda, do discurso, em que a política não entra mais.

O PMDB acha que está vivendo intensamente seu momento político, com cautela, para não deixar que nada estrague o que vem mais adiante. Assim, não explicita o que quer do governo Dilma.

As indicações contidas no seu programa de governo, porém, são eloquentes.

Gaba-se o partido de ter dado sempre, em todos os governos, uma contribuição forte em diferentes setores. Atribui-se, por exemplo, a criação da Secretaria do Tesouro, que viria a modernizar a contabilidade e a administração pública. Estão no portfólio apresentado pelo partido iniciativas como "a gênese dos programas sociais", a "relatoria do plano real", e nesse resgate recente até "a luta contra a ditadura".

"Queremos agora uma unidade interna igual ou maior do que à época de Tancredo Neves, em que praticamente todas as correntes se juntaram", diz integrante da cúpula. Mas os pés ainda estão no chão, e o discurso é que, o fato de ter a vice, não vai levar o partido a querer ser dono do governo.

"Nossa participação vai depender das políticas públicas que vierem a ser definidas, principalmente das que consideramos fundamentais no nosso programa", assinala um dos principais interlocutores da aliança, definindo: "Vamos procurar ter uma presença contributiva". Este é o novo nome para a divisão do poder no comando do governo. Nesta presença, o PMDB destaca políticas voltadas para o desenvolvimento urbano. Portanto, não haverá surpresa se levar o Ministério das Cidades.

"O grande problema que o país vive se dá nas grandes cidades, não temos dúvida em afirmar que os problemas de emprego, renda, serviços públicos na grandes cidades penalizam mais a população pobre que os ricos", diz um político da cúpula. "A questão fundiária urbana é gravíssima".

A educação, questão que mereceu destaque no programa do partido, tem evidência na conversa de perspectiva de poder para o PMDB. O partido quer prioridade para o ensino fundamental, criou programas que possam assegurar a presença das crianças na escola, como a instituição de uma poupança por aluno, a ser resgatada quando ele concluir o curso, ou um Prouni - bolsa de estudo em instituição particular - também para o ensino fundamental. Estar no comando do Ministério da Educação é uma postulação que, se ainda não verbalizada, o será no momento em que o canudo estiver mais perto de lhes ser entregue.

O PMDB imagina ter atribuído uma importância inédita aos bancos públicos em seu programa de governo, e acredita que o BNDES tem de pensar mais no médio empresariado do que no grande, como ocorre atualmente.

Não será surpresa se o PMDB assumir, na divisão de poder com o aliado, o desejo de comandar a Previdência. A proposta de aumento da idade para aposentadoria, feita pela candidata da aliança, Dilma Rousseff, há dois dias, não assustou o partido. Ao contrário, isto estava no seu programa de governo, mas à última hora não passou pelo crivo político o trecho que discutia a necessidade de mover para cima o limite tendo em vista o aumento da expectativa de vida do brasileiro. "Estamos vivendo mais e melhor, e as mulheres estão vivendo mais que os homens", justificou-se, dentro no partido, com a ressalva que isto seria só para os "novos entrantes" no sistema.

Uma supressão eleitoralmente preventiva, porém, não significa abandono da tese. Dessa discussão participaram técnicos, acadêmicos e políticos do partido, desde o exótico Mangabeira Unger até Delfim Netto e Bernardo Appy. Enquanto durou a ilusão da vice, Henrique Meirelles também participou ativamente.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

02 de junho de 2010

O Globo


Manchete: Pressão global obriga Israel a soltar presos da frota da paz

Ativistas serão deportados; Conselho de Segurança condena ataque, mas não o país

Sob pressão internacional e diante do clima de comoção causado pela morte de nove ativistas estrangeiros no ataque à flotilha de ajuda humanitária, o governo israelense decidiu libertar e deportar em 48 horas os 682 passageiros e tripulantes que estão presos numa cadeia no Sul do país. Israel também está sob pressão para que levante o bloqueio de três anos à Faixa de Gaza. Após mais de 12 horas de discussões, o Conselho de Segurança da ONU emitiu uma declaração condenando o ataque e pedindo uma investigação imparcial. Mas não condenou Israel. Embora tenha afirmado que havia terroristas ligados ao Halhas entre os passageiros da flotilha, o governo israelense aceitou deportar os estrangeiros, sem processo judicial. A cineasta brasileira Iara Lee, que, como a maioria, fora presa por recusar-se a assinar um documento assumindo que entrou ilegalmente em Israel, também deverá deixar o país. (Págs. 1 e 31 a 33)

Rio salva 637 vidas em oito meses

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio mostram que o número de homicídios dolosos no estado caiu 19,9% nos últimos oito meses, passando de 4.252 (no período de setembro de 2008 a abril de 2009), para 3.615 (de setembro de 2009 a abril deste ano), o que significa 637 mortes a menos. Também houve redução nos roubos de veículos (25%) e assaltos a transeuntes (12%). (Págs. 1 e 16)

Indústria zera as perdas da crise de 2008

A produção da indústria brasileira recuou 0,7% em abril em relação a março, segundo o IBGE. Nos quatro primeiros meses, no entanto, o crescimento foi de 18% em relação a 2009. O setor voltou ao nível de antes da crise global, em setembro de 2008. (Págs. 1 e 24)

Chuveiro 'flex' terá programa de R$ 4,5 bi

O governo destinará R$ 4,5 bilhões ao programa de incentivo ao chuveiro híbrido (solar e elétrico), beneficiando 2,6 milhões de casas, com foco na baixa renda. O sistema trará economia de energia equivalente ao consumo de uma cidade como Belo Horizonte. (Págs. 1 e 23)

Colunas e Artigos: Ancelmo Gois: Vem aí um mega empréstimo do Banco Mundial para o Rio (Págs. 1 e Rio 18 e 19)

Colunas e Artigos: Elio Gaspari: Lula pratica no Oriente Médio diplomacia de terceira classe (Págs. 1 e Opinião 6)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Egito abre caminho para Gaza após ataque a barco

Mesmo membros do governo israelense questionam ação militar; ONU cobra fim do bloqueio

A pressão internacional pelo fim do bloqueio israelense a Gaza aumentou, após o Egito anunciar a reabertuta da passagem de Rafah, que liga o país a Gaza.

Única saída terrestre do território que não passa por Israel, a passagem estava fechada desde que o grupo islâmico Hamas tomou o poder em Gaza, em 2007.

O movimento que organizou a frota interceptada por Israel, quando nove ativistas foram mortos, anunciou o envio de outros navios para o território palestino.

A ONU cobrou o fim do bloqueio. O Conselho de Segurança quer investigação.

Ministros israelenses criticaram que a ação tenha sido decidida apenas por uma parte do gabinete. (Págs. 1 e A14)

A brasileira Iara Lee afirmou à Folha que os soldados de Israel utilizaram força "indiscriminada". (Págs. 1 e A16)

Foto legenda: Palestinos mostram documentos na passagem de Rafah, ligação entre Gaza e o Egito reaberta ontem depois de três anos

Cerco é fruto de suposição errada sobre palestinos
Amós Oz

Desde 1967, Israel sofre de fixação pela força militar. O lema é: o que não pode ser feito pela força pode ser realizado por uma força maior.

O cerco a Gaza é um fétido produto dessa postura. Origina-se da errônea suposição de que o problema palestino pode ser esmagado, e não resolvido. (Págs. 1 e A14)

Amós Oz ,escritor israelense, é fundador de movimento pró-Estado palestino.

Premiê do Japão decide renunciar após polêmica

O premiê do Japão, Yukio Hatoyama, anunciou que vai renunciar. Hatoyama cedeu aos EUA e aceitou manter uma polêmica base militar na ilha de Okinawa.

A decisão abre caminho para que Hatoyama seja substituído como líder do PDJ (Partido Democrata do Japão) e, consequentemente, como primeiro-ministro sem precisar convocar eleições no país. (Págs. 1 e A17)

Para morador, vazamento de petróleo é pior que furacões

Moradores do sul da Louisiana, uma das áreas mais afetadas pelo pior vazamento de petróleo dos EUA, avaliam que a recuperação será ainda mais difícil que as que sucederam a passagem de furacões, relata a enviada especial Cristina Fibe.

Parte dos comerciantes fechou as portas. (Págs. 1 e A20)

Alec Duarte
Ação da BP na internet após o desastre ambiental faz a imagem da empresa piorar. Tec

O ministro está nu

Um romance com citações eróticas. Uma estátua dele próprio nu, em sua casa colonial em Minas Gerais.

Com um perfil que foge a formalidades, mas considerado conservador pelas decisões no Supremo Tribunal Federal, de onde está prestes a sair, o ministro Eros Roberto Grau, 69, tenta hoje uma vaga na Academia Brasileira de Letras. (Págs. 1 e A10)

Novo na Folha: Mario Mesquita discute papel dos BCs pós-crise (Págs. 1 e B12)

Editoriais

Leia "Do golfo ao pré-sal", sobre vazamento nos EUA e riscos na exploração de petróleo no Brasil; e "Ensino médio", acerca de proposta de José Serra. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Conselho da ONU critica Israel e cobra investigação

Declaração sobre a sangrenta ação contra barcos de ativistas pró-palestinos evita culpar só os israelenses

O Conselho de Segurança da ONU divulgou declaração em que diz lamentar “profundamente” as nove mortes na ação israelense contra uma frota de ativistas pró-palestinos que tentou furar o cerco a Gaza. O texto, elaborado após negociações que se estenderam pela madrugada, usa linguagem que evita responsabilizar apenas Israel pelo ocorrido, como defendia a Turquia. Além disso, os turcos não conseguiram fazer com que o conselho acusasse Israel de violar leis internacionais. Mas os termos do documento foram mais duros do que queriam os EUA - ele exige que Israel libere os barcos e os civis detidos e pede investigação imediata, imparcial, crível e transparente de acordo com os padrões internacionais". Na avaliação do conselho, "a situação em Gaza é insustentável". O governo israelense decidiu que o processo de deportação dos ativistas estrangeiros presos seja concluído até amanhã. (Págs. 1 e Internacional A10 e A13)

Condenação
Ahmet Davutoglu
Chanceler Turco
"Os israelenses acreditam estar acima de qualquer lei"

Militares israelenses admitem erros

Militares israelenses reconheceram ter cometido erros de inteligência e estratégia na abordagem dos barcos com ativistas pró-palestinos que tentaram furar o bloqueio a Gaza. "Não esperávamos essa resistência dos ativistas, já que estávamos falando de um grupo de ajuda humanitária", disse o chefe da equipe de embarque. A imprensa israelense criticou duramente a operação, qualificando-a de "fiasco" e “confusão". (Págs. 1 e Internacional A10)

Foto legenda: Carga. Oficiais israelenses examinam caixa de brinquedos encontrada em um dos navios: boa parte da ajuda humanitária foi liberada. (Págs. 1 e A11)

Central faz campanha política em ato sindical

Em evento custeado pelo imposto sindical, descontado do salário dos trabalhadores, Força Sindical, CUT, CGTB, CTB e Nova Central pregaram ontem, na assembleia da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, no Pacaembu, a continuidade do governo Lula. Sindicalistas alertaram para um possível "retrocesso", em referência ao pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra. O evento custou R$ 800 mil e reuniu 15 mil pessoas. (Págs. 1 e Nacional A4)

'Como Getúlio e Perón'
Para o professor Leôncio Martins Rodrigues, a cooptação de entidades sindicais faz parte dos esquemas populistas: "No Brasil, o Estado sustenta os sindicatos". (Págs. 1 e Nacional A4)

Previ muda e vai investir em infraestrutura

O mais poderoso fundo de pensão do País, a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, deu posse ontem a 27 novos diretores e conselheiros e começou uma nova fase. O foco agora deverá ser aumentar os investimentos em infraestrutura, setor que vem aglutinando os esforços do governo em torno de projetos de grandes obras. (Págs. 1 e Economia B1)

PUC compra área tombada na Paulista

Os edifícios que abrigaram o Hospital Matarazzo, na região da Avenida Paulista, foram comprados pela PUC de São Paulo e por um fundo de investimentos. Os prédios abrigarão um câmpus da PUC. O restante da área será explorado comercialmente pelo fundo, mas o tombamento será mantido. (Págs. 1 e Cidades C1)

Vacinação contra gripe não atinge meta (Págs. 1 e Vida A14)

Celso Ming: Mais desemprego

Paradoxalmente, a crise do desemprego tende a se acentuar no mundo desenvolvido pelos fatores que pretendiam atenuar seu impacto. (Págs. 1 e Economia B2)

Notas & Informações: Reação desproporcional

Foi insana a decisão israelense de abordar em águas internacionais o Mavi Marmara. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Crédito consignado mantém expansão e já soma R$ 118 bi

Reajuste antecipado do salário mínimo, novos convênios de desconto em folha e uso recorrente da linha mais barata de empréstimo pessoal para aquisição de bens. Acrescente-se a isso o aumento do emprego formal, índices elevados de confiança do consumidor e a inclusão de 1,5 milhão de beneficiários do INSS ao sistema anualmente. O resultado da soma desses fatores é o crescimento do crédito consignado em ritmo acelerado. É o que mostram as estatísticas mais recentes do Banco Central.

No primeiro quadrimestre, as operações garantidas pelo desconto das parcelas direto no contracheque cresceram 38% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo um estoque de R$ 118,8 bilhões. Em volume, a modalidade só perde para o financiamento de veículos (crédito direto ao consumidor e leasing), com R$ 164 bilhões. No total do crédito pessoal, o consignado passou de uma fatia de 54,2% para 60% nos últimos 12 meses. No ano, só o crédito à habitação cresce em velocidade maior: 47,4% de janeiro a abril. (Págs. 1 e C1)

Avanço em ritmo chinês fica para trás

A temporada de crescimento chinês ficou para trás. A realidade do segundo trimestre mostra moderação da atividade econômica, mas não uma freada brusca. Em abril, segundo o IBGE, a produção industrial caiu 0,7% em relação a março. O fim do IPI reduzido para automóveis e eletrodomésticos e a própria acomodação do crescimento, após forte recuperação, explicam a atividade um pouco mais fraca a partir de abril. O ritmo mais lento também aparece em alguns indicadores de maio: o licenciamento de veículos caiu 10% em relação a abril.

Mesmo assim, o crescimento chinês do início do ano deverá garantir expansão forte em 2010 - muitos analistas projetam alta superior a 7%. A boa notícia trazida pelos dados do IBGE foi a alta de 2,4% no setor de bens de capital, que inclui máquinas e equipamentos necessários para ampliar a capacidade da indústria. (Págs. 1 e A3)

iPad virou instrumento de trabalho

Antes mesmo de começar a ser vendido oficialmente no país, calcula-se que já existam cerca de 2 mil iPads no Brasil e muitos deles sendo usados como instrumento de trabalho. Brasileiros de alta renda que compraram o aparelho no exterior, para ter acesso mais fácil a diversas opções de entretenimento, estão deixando de lado seus notebooks para usar o equipamento no escritório. O consultor André Bianchi Monte-Raso diz que a maioria das empresas ainda não tem uma definição exata de qual será o principal uso dos tablets no mercado de tecnologia e quem será o público-alvo. Sem essas definições, fica difícil criar ferramentas mais atrativas para os usuários. (Págs. 1 e B4)

Foto legenda: Sistema aperfeiçoado

Em parceria com a bolsa de Chicago, cem pessoas trabalham na criação de um software para substituir outros quatro usados pela BM&FBovespa, diz seu diretor André Demarco. A bolsa também procura as razões da pane de segunda-feira no sistema, que paralisou operações de derivativos. (Págs. 1 e D2)

Crise grega pode empurrar o mundo de volta à recessão?

Jim O'Neill, o economista que criou a sigla Bric, estava razoavelmente otimista que os impactos negativos da crise grega não seriam suficientes para inviabilizar a recuperação mundial. Mas a cada dia que as bolsas vacilam, que o euro cai, mais as dificuldades no sul da Europa ameaçam produzir consequências mundiais. "As coisas estão parecendo mais assustadoras", diz O'Neill. Enquanto persistirem dúvidas sobre a rapidez com que bancos podem transmitir problemas de uma economia a outra, é impossível descartar que a crise grega vá mesmo empurrar o mundo de volta à recessão. (Págs. 1 e A14)

Com mercado ruim, empresa recorre a fundos e debêntures

Sem nenhuma operação registrada na CVM, maio foi o pior mês para ofertas públicas de ações desde agosto. O cenário adverso explica as alternativas usadas por empresas que buscam recursos para investir. A International Meal Company, dona das redes Viena, Frango Assado e Brunella, captou US$ 100 milhões com fundos de investimentos, entre eles o British Columbia, do Canadá. Já a Multiner, de energia renovável, mantém seu pedido de registro na CVM, mas decidiu fazer uma emissão de debêntures conversíveis em ações de R$ 250 milhões à espera de uma melhora do mercado. (Págs. 1 e D6)

Governo investiga cartel no mercado de óculos de sol (Págs. 1 e B6)

Telefônica eleva a € 6,5 bi sua oferta por ações da PT na Vivo (Págs. 1 e D4)

Demissões na HP

A HP vai demitir 9 mil pessoas e remodelar sua unidade de serviços para concorrer com a IBM. A companhia não confirmou cortes no Brasil, onde tem 8,5 mil empregados. (Págs. 1 e B2)

Acordo Vale-Shell

Shell e Vale negociam acordo de dois anos, renovável por mais três, pelo qual a petroleira será a fornecedora mundial de lubrificantes para as operações da mineradora. (Págs. 1 e B2)

Valor Estados/ Maranhão

Investimentos no setor petroquímico, em mineração e no agronegócio formam o tripé do atual processo de desenvolvimento do Maranhão, diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado, Edilson Baldez. (Pág. 1)

Avanço do luxo

Dois meses após abrir sua sexta loja no Brasil, no Shopping Iguatemi de Brasília, a grife francesa Louis Vuitton estuda novas unidades fora do eixo São Paulo-Rio. (Págs. 1 e B6)

Guerra contra o tempo

Aumento da idade média da população leva os principais fabricantes de cosméticos do país a investir em tecnologia e marketing de suas linhas de cremes antirrugas. (Págs. 1 e B11)

Cebrace aumenta produção

A fabricante de vidros planos Cebrace (Saint-Gobain e NSG/Pilkington) vai investir € 170 milhões para aumentar a capacidade da fábrica de Jacareí (SP). (Págs. 1 e B12)

Suzano vende a Vocal

O grupo Suzano vendeu a Vocal, rede de concessionárias de caminhões e chassis de ônibus Volvo, para o conglomerado português Auto Sueco. (Págs. 1 e B12)

JCB planeja nova fábrica

Prestes a inaugurar uma linha de produção de escavadeiras na unidade de Sorocaba (SP), a fabricante britânica de máquinas pesadas JCB planeja a construção de mais uma fábrica no Brasil em 2011. (Págs. 1 e B12)

'Ninguém podia dormir na rede'

A construtora MaxCasa, do empresário José Paim (ex-sócio da Rossi), faz sucesso com apartamentos sem paredes, como um loft, e conclusão personalizada. (Págs. 1 e B13)

'Operação Broca'

Receita, Ministério Público e Polícia Federal deflagraram ontem uma operação contra atacadistas, exportadores e torrefadoras de café de Minas e Espírito Santo suspeitos de irregularidades fiscais. (Págs. 1 e B15)

Irlandeses voltam à carga

Associação dos produtores rurais da Irlanda aproveita incidente com carne brasileira nos EUA para retomar campanha contra o produto na Europa. (Págs. 1 e B16)

Ideias

Cristiano Romero
Mapas das intenções de voto parecem refletir, como em 2006, as escolhas do governo Lula na área econômica. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Rosângela Bittar
Desejos do PMDB deverão ser mais apurados em um governo do qual será sócio já a partir das eleições. (Págs. 1 e A8)

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MEDEIROS, Natalino Henrique às 7:28 AM Nenhum comentário:
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MEDEIROS, Natalino Henrique
Maringá, Paraná, Brazil
Ex-Professor Titular de Economia (UEM), 1980-2015. Doutor em Economia (FEA/USP, 1995). Pós-doutor em Economia Agrícola (IE/UNICAMP, 2000). Pesquisador. Ex-Coordenador do Conselho Acadêmico de Curso de Ciências Econômicas/UEM (gestão 2008/2010 e 2010-jul./2012). Ex-Delegado do CORECON-Conselho Regional de Economia do Paraná, 6a. Região. Seccional Maringá. 2010/2012. **** 2016 - ETHOS Consultoria. Numerologia Cabalística Empresarial (Certificado). Email: ethos_consultoriaempresarial@outlook.com ************** Assessorado por Roberta Mazzer de Henrique Medeiros. Advogada, (OAB/PR 47.692).
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