PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).


''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

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''Quero me aproximar de pessoas do bem e ficar o mais distante das que não valem a pena'', (Flavio Siqueira, bloguista).
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Sábado, Janeiro 01, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''EU VOLTEI, AGORA PRÁ FICAR; PORQUE AQUI É O MEU LUGAR" *

...
..
.



















[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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(*) O PORTÃO. Roberto Carlos.

"(...)

Tudo estava igual
Como era antes
Quase nada se modificou
Acho que só eu mesmo mudei
E voltei!...

Eu voltei!
Agora prá ficar
Porque aqui!
Aqui é meu lugar
Eu voltei pr'as coisas
Que eu deixei
Eu voltei!..."

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EDITORIAL [In:] DILMA PRESIDENTE. TRANSMISSÃO DA FAIXA PRESIDENCIAL

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''Venho para consolidar a obra transformadora do presidente Lula'', diz Dilma no discurso da posse

01 de janeiro de 2011 | 15h 46

Fotos: Joel Silva/Folhapress.


Estadao.com.br

BRASÍLIA - Leia abaixo a íntegra do discurso da presidente eleita Dilma Rousseff.


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"Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Pela decisão soberana do povo, hoje será a primeira vez que a faixa presidencial cingirá o ombro de uma mulher.

Sinto uma imensa honra por essa escolha do povo brasileiro e sei do significado histórico desta decisão.

Sei, também, como é aparente a suavidade da seda verde-amarela da faixa presidencial, pois ela traz consigo uma enorme responsabilidade perante a nação.

Para assumi-la, tenho comigo a força e o exemplo da mulher brasileira. Abro meu coração para receber, neste momento, uma centelha de sua imensa energia.

E sei que meu mandato deve incluir a tradução mais generosa desta ousadia do voto popular que, após levar à presidência um homem do povo, decide convocar uma mulher para dirigir os destinos do país.

Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres, também possam, no futuro, ser presidenta; e para que - no dia de hoje - todas as brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher.

Não venho para enaltecer a minha biografia; mas para glorificar a vida de cada mulher brasileira. Meu compromisso supremo é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos!

Venho, antes de tudo, para dar continuidade ao maior processo de afirmação que este país já viveu.

Venho para consolidar a obra transformadora do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, com quem tive a mais vigorosa experiência política da minha vida e o privilégio de servir ao país, ao seu lado, nestes últimos anos.

De um presidente que mudou a forma de governar e levou o povo brasileiro a confiar ainda mais em si mesmo e no futuro do seu País.

A maior homenagem que posso prestar a ele é ampliar e avançar as conquistas do seu governo. Reconhecer, acreditar e investir na força do povo foi a maior lição que o presidente Lula deixou para todos nós.

Sob sua liderança, o povo brasileiro fez a travessia para uma outra margem da história.

Minha missão agora é de consolidar esta passagem e avançar no caminho de uma nação geradora das mais amplas oportunidades.

Quero, neste momento, prestar minha homenagem a outro grande brasileiro, incansável lutador, companheiro que esteve ao lado do Presidente Lula nestes oito anos: nosso querido Vice José Alencar. Que exemplo de coragem e de amor à vida nos dá este homem!! E que parceria fizeram o presidente Lula e o vice-presidente José Alencar, pelo Brasil e pelo nosso povo!!

Eu e Michel Temer nos sentimos responsáveis por seguir no caminho iniciado por eles.

Um governo se alicerça no acúmulo de conquistas realizadas ao longo da história. Ele sempre será, ao seu tempo, mudança e continuidade. Por isso, ao saudar os extraordinários avanços recentes, é justo lembrar que muitos, a seu tempo e a seu modo, deram grandes contribuições às conquistas do Brasil de hoje.

Vivemos um dos melhores períodos da vida nacional: milhões de empregos estão sendo criados; nossa taxa de crescimento mais que dobrou e encerramos um longo período de dependência do FMI, ao mesmo tempo em que superamos nossa dívida externa.

Reduzimos, sobretudo, a nossa histórica dívida social, resgatando milhões de brasileiros da tragédia da miséria e ajudando outros milhões a alcançarem a classe média.

Mas, em um país com a complexidade do nosso, é preciso sempre querer mais, descobrir mais, inovar nos caminhos e buscar novas soluções.

Só assim poderemos garantir, aos que melhoraram de vida, que eles podem alcançar mais; e provar, aos que ainda lutam para sair da miséria, que eles podem, com a ajuda do governo e de toda sociedade, mudar de patamar.

Que podemos ser, de fato, uma das nações mais desenvolvidas e menos desiguais do mundo - um país de classe média sólida e empreendedora.

Uma democracia vibrante e moderna, plena de compromisso social, liberdade política e criatividade institucional.

Queridos brasileiros e queridas brasileiras, para enfrentar estes grandes desafios é preciso manter os fundamentos que nos garantiram chegar até aqui.

Mas, igualmente, agregar novas ferramentas e novos valores.

Na política é tarefa indeclinável e urgente uma reforma política com mudanças na legislação para fazer avançar nossa jovem democracia, fortalecer o sentido programático dos partidos e aperfeiçoar as instituições, restaurando valores e dando mais transparência ao conjunto da atividade pública.

Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento é preciso garantir a estabilidade de preços e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo de nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo, da grande empresa até os pequenos negócios locais, do agronegócio à agricultura familiar.

É, portanto, inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte.

Valorizar nosso parque industrial e ampliar sua força exportadora será meta permanente. A competitividade de nossa agricultura e da pecuária, que faz do Brasil grande exportador de produtos de qualidade para todos os continentes, merecerá toda nossa atenção. Nos setores mais produtivos a internacionalização de nossas empresas já é uma realidade.

O apoio aos grandes exportadores não é incompatível com o incentivo à agricultura familiar e ao microempreendedor. As pequenas empresas são responsáveis pela maior parcela dos empregos permanentes em nosso país. Merecerão políticas tributárias e de crédito perenes.

Valorizar o desenvolvimento regional é outro imperativo de um país continental, sustentando a vibrante economia do nordeste, preservando e respeitando a biodiversidade da Amazônia no norte, dando condições à extraordinária produção agrícola do centro-oeste, a força industrial do sudeste e a pujança e o espírito de pioneirismo do sul.

É preciso, antes de tudo, criar condições reais e efetivas capazes de aproveitar e potencializar, ainda mais e melhor, a imensa energia criativa e produtiva do povo brasileiro.

No plano social, a inclusão só será plenamente alcançada com a universalização e a qualificação dos serviços essenciais. Este é um passo, decisivo e irrevogável, para consolidar e ampliar as grandes conquistas obtidas pela nossa população.

É, portanto, tarefa indispensável uma ação renovada, efetiva e integrada dos governos federal, estaduais e municipais, em particular nas áreas da saúde, da educação e da segurança, vontade expressa das famílias brasileiras.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, a luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos.

Uma expressiva mobilidade social ocorreu nos dois mandatos do Presidente Lula. Mas, ainda existe pobreza a envergonhar nosso país e a impedir nossa afirmação plena como povo desenvolvido.

Não vou descansar enquanto houver brasileiros sem alimentos na mesa, enquanto houver famílias no desalento das ruas, enquanto houver crianças pobres abandonadas à própria sorte. O congraçamento das famílias se dá no alimento, na paz e na alegria. E este é o sonho que vou perseguir!

Esta não é tarefa isolada de um governo, mas um compromisso a ser abraçado por toda sociedade. Para isso peço com humildade o apoio das instituições públicas e privadas, de todos os partidos, das entidades empresariais e dos trabalhadores, das universidades, da juventude, de toda a imprensa e de das pessoas de bem.

A superação da miséria exige prioridade na sustentação de um longo ciclo de crescimento. É com crescimento que serão gerados os empregos necessários para as atuais e as novas gerações.

É com crescimento, associado a fortes programas sociais, que venceremos a desigualdade de renda e do desenvolvimento regional.

Isso significa - reitero - manter a estabilidade econômica como valor absoluto. Já faz parte de nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que esta praga volte a corroer nosso tecido econômico e a castigar as famílias mais pobres.

Continuaremos fortalecendo nossas reservas para garantir o equilíbrio das contas externas. Atuaremos decididamente nos fóruns multilaterais na defesa de políticas econômicas saudáveis e equilibradas, protegendo o país da concorrência desleal e do fluxo indiscriminado de capitais especulativos.

Não faremos a menor concessão ao protecionismo dos países ricos que sufoca qualquer possibilidade de superação da pobreza de tantas nações pela via do esforço de produção.

Faremos um trabalho permanente e continuado para melhorar a qualidade do gasto público. O Brasil optou, ao longo de sua história, por construir um estado provedor de serviços básicos e de previdência social pública. Isso significa custos elevados para toda a sociedade, mas significa também a garantia do alento da aposentadoria para todos e serviços de saúde e educação universais. Portanto, a melhoria dos serviços é também um imperativo de qualificação dos gastos governamentais.

Outro fator importante da qualidade da despesa é o aumento dos níveis de investimento em relação aos gastos de custeio. O investimento público é essencial como indutor do investimento privado e como instrumento de desenvolvimento regional.

Através do Programa de Aceleração do Crescimento e do Minha Casa Minha Vida, manteremos o investimento sob estrito e cuidadoso acompanhamento da Presidência da República e dos ministérios.

O PAC continuará sendo um instrumento de coesão da ação governamental e coordenação voluntária dos investimentos estruturais dos estados e municípios. Será também vetor de incentivo ao investimento privado, valorizando todas as iniciativas de constituição de fundos privados de longo prazo.

Por sua vez, os investimentos previstos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão concebidos de maneira a dar ganhos permanentes de qualidade de vida, em todas as regiões envolvidas.

Este princípio vai reger também nossa política de transporte aéreo. É preciso, sem dúvida, melhorar e ampliar nossos aeroportos para a Copa e as Olimpíadas. Mas é mais que necessário melhorá-los já, para arcar com o crescente uso deste meio de transporte por parcelas cada vez mais amplas da população brasileira.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, junto com a erradicação da miséria, será prioridade do meu governo a luta pela qualidade da educação, da saúde e da segurança.

Nas últimas duas décadas, o Brasil universalizou o ensino fundamental. Porém é preciso melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio.

Para isso, vamos ajudar decididamente os municípios a ampliar a oferta de creches e de pré escolas.

No ensino médio, além do aumento do investimento publico vamos estender a vitoriosa experiência do PROUNI para o ensino médio profissionalizante, acelerando a oferta de milhares de vagas para que nossos jovens recebam uma formação educacional e profissional de qualidade.

Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens.

Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, consolidar o Sistema Único de Saúde será outra grande prioridade do meu governo.

Para isso, vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento desse setor tão essencial para o povo brasileiro.

Quero ser a presidenta que consolidou o SUS, tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo.

O SUS deve ter como meta a solução real do problema que atinge a pessoa que o procura, com uso de todos os instrumentos de diagnóstico e tratamento disponíveis, tornando os medicamentos acessíveis a todos, além de fortalecer as políticas de prevenção e promoção da saúde.

Vou usar a força do governo federal para acompanhar a qualidade do serviço prestado e o respeito ao usuário.

Vamos estabelecer parcerias com o setor privado na área da saúde, assegurando a reciprocidade quando da utilização dos serviços do SUS.

A formação e a presença de profissionais de saúde adequadamente distribuídos em todas as regiões do país será outra meta essencial ao bom funcionamento do sistema.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, a ação integrada de todos os níveis de governo e a participação da sociedade é o caminho para a redução da violência que constrange a sociedade e as famílias brasileiras.

Meu governo fará um trabalho permanente para garantir a presença do Estado em todas as regiões mais sensíveis à ação da criminalidade e das drogas, em forte parceria com Estados e Municípios.

O estado do Rio de Janeiro mostrou o quanto é importante, na solução dos conflitos, a ação coordenada das forças de segurança dos três níveis de governo, incluindo - quando necessário - a participação decisiva das Forças Armadas.

O êxito desta experiência deve nos estimular a unir as forças de segurança no combate, sem tréguas, ao crime organizado, que sofistica a cada dia seu poder de fogo e suas técnicas de aliciamento de jovens.

Buscaremos também uma maior capacitação federal na área de inteligência e no controle das fronteiras, com uso de modernas tecnologias e treinamento profissional permanente.

Reitero meu compromisso de agir no combate as drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra nossa juventude e infelicita as famílias.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, o Pré-Sal é nosso passaporte para o futuro, mas só o será plenamente se produzir uma síntese equilibrada de avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental.

A sua própria descoberta é resultado do avanço tecnológico brasileiro e de uma moderna política de investimentos em pesquisa e inovação. Seu desenvolvimento será fator de valorização da empresa nacional e seus investimentos serão geradores de milhares de novos empregos.

O grande agente desta política é a Petrobrás, símbolo histórico da soberania brasileira na produção energética.

O meu governo terá a responsabilidade de transformar a enorme riqueza obtida no Pré Sal em poupança de longo prazo, capaz de fornecer às atuais e às futuras gerações a melhor parcela dessa riqueza, transformada, ao longo do tempo, em investimentos efetivos na qualidade dos serviços públicos, na redução da pobreza e na valorização do meio ambiente. Recusaremos o gasto apressado, que reserva às futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

Meus queridos brasileiros e brasileiras, muita coisa melhorou em nosso país, mas estamos vivendo apenas o início de uma nova era. O despertar de um novo Brasil.

Recorro a um poeta da minha terra: "o que tem de ser, tem muita força".

Pela primeira vez o Brasil se vê diante da oportunidade real de se tornar, de ser, uma nação desenvolvida. Uma nação com a marca inerente da cultura e do estilo brasileiros - o amor, a generosidade, a criatividade e a tolerância.

Uma nação em que a preservação das reservas naturais e das suas imensas florestas, associada à rica biodiversidade e a matriz energética mais limpa do mundo, permitem um projeto inédito de país desenvolvido com forte componente ambiental.

O mundo vive num ritmo cada vez mais acelerado de revolução tecnológica. Ela se processa tanto na decifração de códigos desvendadores da vida quanto na explosão da comunicação e da informática.

Temos avançado na pesquisa e na tecnologia, mas precisamos avançar muito mais. Meu governo apoiará fortemente o desenvolvimento científico e tecnológico para o domínio do conhecimento e a inovação como instrumento da produtividade.

Mas o caminho para uma nação desenvolvida não está somente no campo econômico. Ele pressupõe o avanço social e a valorização da diversidade cultural. A cultura é a alma de um povo, essência de sua identidade.

Vamos investir em cultura, ampliando a produção e o consumo em todas as regiões de nossos bens culturais e expandindo a exportação da nossa música, cinema e literatura, signos vivos de nossa presença no mundo.

Em suma: temos que combater a miséria, que é a forma mais trágica de atraso, e, ao mesmo tempo, avançar investindo fortemente nas áreas mais sofisticadas da invenção tecnológica, da criação intelectual e da produção artística e cultural.

Justiça social, moralidade, conhecimento, invenção e criatividade, devem ser, mais que nunca, conceitos vivos no dia-a-dia da nação.

Queridos brasileiros e queridas brasileiras, considero uma missão sagrada do Brasil a de mostrar ao mundo que é possível um país crescer aceleradamente, sem destruir o meio ambiente.

Somos e seremos os campeões mundiais de energia limpa, um país que sempre saberá crescer de forma saudável e equilibrada.

O etanol e as fontes de energia hídricas terão grande incentivo, assim como as fontes alternativas: a biomassa, a eólica e a solar. O Brasil continuará também priorizando a preservação das reservas naturais e das florestas.

Nossa política ambiental favorecerá nossa ação nos fóruns multilaterais. Mas o Brasil não condicionará sua ação ambiental ao sucesso e ao cumprimento, por terceiros, de acordos internacionais.

Defender o equilíbrio ambiental do planeta é um dos nossos compromissos nacionais mais universais.

Meus queridos brasileiros e brasileiras, nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não-intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo.

O meu governo continuará engajado na luta contra a fome e a miséria no mundo.

Seguiremos aprofundando o relacionamento com nossos vizinhos sul-americanos; com nossos irmãos da América Latina e do Caribe; com nossos irmãos africanos e com os povos do Oriente Médio e dos países asiáticos. Preservaremos e aprofundaremos o relacionamento com os Estados Unidos e com a União Europeia.

Vamos dar grande atenção aos países emergentes.

O Brasil reitera, com veemência e firmeza, a decisão de associar seu desenvolvimento econômico, social e político ao de nosso continente.

Podemos transformar nossa região em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à UNASUL. Vamos contribuir para a estabilidade financeira internacional, com uma intervenção qualificada nos fóruns multilaterais.

Nossa tradição de defesa da paz não nos permite qualquer indiferença frente à existência de enormes arsenais atômicos, à proliferação nuclear, ao terrorismo e ao crime organizado transnacional.

Nossa ação política externa continuará propugnando pela reforma dos organismos de governança mundial, em especial as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, disse, no início deste discurso, que eu governarei para todos os brasileiros e brasileiras. E vou fazê-lo.

Mas é importante lembrar que o destino de um país não se resume à ação de seu governo. Ele é o resultado do trabalho e da ação transformadora de todos os brasileiros e brasileiras. O Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ele hoje. Do tamanho da participação de todos e de cada um:

Dos movimentos sociais,

dos que labutam no campo,

dos profissionais liberais,

dos trabalhadores e dos pequenos empreendedores,

dos intelectuais,

dos servidores públicos,

dos empresários,

das mulheres,

dos negros, dos índios e dos jovens,

de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação.

Quero estar ao lado dos que trabalham pelo bem do Brasil na solidão amazônica, na seca nordestina, na imensidão do cerrado, na vastidão dos pampas.

Quero estar ao lado dos que vivem nos aglomerados metropolitanos, na vastidão das florestas; no interior ou no litoral, nas capitais e nas fronteiras do Brasil.

Quero convocar todos a participar do esforço de transformação do nosso país.

Respeitada a autonomia dos poderes e o princípio federativo, quero contar com o Legislativo e o Judiciário, e com a parceria de governadores e prefeitos para continuarmos desenvolvendo nosso País, aperfeiçoando nossas instituições e fortalecendo nossa democracia.

Reafirmo meu compromisso inegociável com a garantia plena das liberdades individuais; da liberdade de culto e de religião; da liberdade de imprensa e de opinião.

Reafirmo que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos, no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos.

O ser humano não é só realização prática, mas sonho; não é só cautela racional, mas coragem, invenção e ousadia. E esses são elementos fundamentais para a afirmação coletiva da nossa nação.

Eu e meu vice Michel Temer fomos eleitos por uma ampla coligação partidária. Estamos construindo com eles um governo onde capacidade profissional, liderança e a disposição de servir ao país serão os critérios fundamentais.

Mais uma vez estendo minha mão aos partidos de oposição e as parcelas da sociedade que não estiveram conosco na recente jornada eleitoral. Não haverá de minha parte discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir deste momento sou a presidenta de todos os brasileiros, sob a égide dos valores republicanos.

Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para aturem com firmeza e autonomia.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, dediquei toda a minha vida a causa do Brasil. Entreguei minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor.

Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem.

Esta dura caminhada me fez valorizar e amar muito mais a vida e me deu sobretudo coragem para enfrentar desafios ainda maiores. Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra:

"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem"

É com esta coragem que vou governar o Brasil. Mas mulher não é só coragem. É carinho também. Carinho que dedico a minha filha e ao meu neto. Carinho com que abraço a minha mãe que me acompanha e me abençoa.

É com este mesmo carinho que quero cuidar do meu povo, e a ele - só a ele - dedicar os próximos anos da minha vida.

Que Deus abençoe o Brasil!

Que Deus abençoe a todos nós!"

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2011: A ESPERANÇA SE RENOVA EM TODOS OS SENTIDOS.

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Há várias maneiras de se desejar um novo ano que se iniciará àqueles que nos são caros.

Poderíamos começar ou continuarmos com “John Lennon” a medida que estamos “saindo” das festividades natalinas: “A very merry christmas/ And a happy new year/ Let's hope it's a good one/ Without any fear”.

Há os que prefiram recorrer a numerologia. Segundo tais estudos o ano de 2011 será regido pelo número 4 o que significa que nesse ano o nosso “lado racional e sólido estará bastante evidenciado”. Com efeito, em 2011 será o momento ideal para colocar os planos em prática, bem como uma fase muito propícia para estreitar os relacionamentos com velhos amigos e familiares.

Ainda nessa proposta filosófica ou mística tem-se a tradição chinesa de relacionar o ano civil com os animais. Daí, 2011 será o ano do “coelho”. O coelho simboliza a graciosidade, as boas maneiras, conselhos sadios, bondade e sensibilidade à beleza. O seu discurso delicado e maneiras graciosas preenchem todos os traços desejáveis de um diplomata bem sucedido ou de um bom político.

Finalmente, tomaremos o Anjo Nemamiah (Nêmim) que é a referência para os primeiros cinco dias do ano e cujo anjo representa a purificação. A sua mensagem está contida no Salmo 115: 11: “... Confiai no Senhor; Ele é o seu auxílio e o seu escudo”. Coincidência ou não, o 11 do versículo é o número do novo “ano” em questão.

Assim, reunimos todas essas informações para DESEJARMOS AOS NOSSOS AMIGOS que, em 2011: “Let´s hope it´s a good one, whithout any fear”, com racionalidade e planejamento, estreitando nossos laços de amizade dentro da mais pura diplomacia, pois estaremos cônscios que o nosso Deus é o nosso escudo e a nossa salvação.


Prof. Natalino Henrique Medeiros.

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Sexta-feira, Dezembro 31, 2010

XÔ! ESTRESSE [In:] ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO !!!

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:(






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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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:)
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LULISMO/CESARE BATTISTI [In:] ''EU TENHO A FORÇA...'' *

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Lula decide pela permanência de Cesare Battisti no Brasil

Presidente acatou argumento da AGU, que usando um artigo do Tratado de Extradição entre Brasília e Itália, avaliou que extradição colocava a vida do ex-ativista em risco de perseguição e até de morte.


31 de dezembro de 2010 | 10h 35
Felipe Recondo - O Estado de S.Paulo



O presidente da República acaba de decidir, depois de uma reunião, nesta sexta-feira, com o Advogado Geral da União, Luis Inácio Adams, que o ex-ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos na década de 70, vai continuar no País, não sendo, portanto, extraditado para a Itália.

Veja também:

linkBerlusconi classifica como 'inaceitável' permanência de Battisti no Brasil

especialEntenda o caso Cesare Battisti

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acatou o argumento da AGU, que, usando um artigo do Tratado de Extradição entre Brasília e Itália, avaliou que a extradição de Battisti colocava a vida do ex-ativista em risco de perseguição e até de morte.

Battisti foi condenado a prisão perpétua na Itália em 1987 por quatro assassinatos promovidos pela organização Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Preso na Penitenciária da Papuda desde março de 2007, aguardava uma decisão do presidente sobre sua extradição. Lula não queria deixar o caso para ser resolvido pela futura presidente Dilma Rousseff.

Lula recebeu na última quinta-feira, 30, a recomendação expressa da Advocacia-Geral da União (AGU) para que negasse a extradição do ex-ativista para a Itália. A AGU alegou que o tratado de extradição entre o Brasil e a Itália dá espaço para o presidente manter Battisti no País, independentemente da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar a extradição de Battisti.

A decisão sobre a liberdade de Battisti, conforme entendimento da AGU, dependerá novamente do STF. O presidente do tribunal e relator do processo de extradição, Cezar Peluso, que está de plantão, deverá analisar o pedido. Mas já adiantou que poderá esperar a volta dos ministros do recesso, em fevereiro, para decidir.

Além disso, nada impede que o governo da Itália volte a contestar a decisão do governo. Da primeira vez, os italianos contestaram a decisão do Ministério da Justiça de reconhecer o status de refugiado de Cesare Battisti. O STF reconheceu a ilegalidade do ato e autorizou a extradição.

Agora, num eventual processo, os advogados da Itália poderiam argumentar que a decisão do presidente viola o tratado de extradição. A possibilidade de um novo capítulo desse caso já foi aventada pelos ministros Gilmar Mendes e Peluso.

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(*) Grito de guerra de ''HE-MAN''.
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GOVERNO LULA [In:] SALÁRIO ''MÍNIMO''

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Lula reajusta salário mínimo para R$ 540



Mantega

Para Mantega, reajusta não representa pressão tão grande sobre a previdência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira uma medida provisória que reajusta o salário mínimo de R$ 510 para R$ 540, a partir de 1º de janeiro.

Ao divulgar a informação, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou o cenário econômico favorável e afirmou que o aumento de R$ 30 não representa “uma pressão tão grande sobre a previdência social”.

Para o ministro, o reajuste também contribuirá para manter o equilíbrio fiscal: “Não há condições de a inflação sair da meta”, cujo centro é 4,5%, podendo flutuar entre 2,5% e 6,5%.

"Para 2011, a inflação estará controlada", afirmou o ministro.

Expectativa

Mantega afirmou ainda que os oito anos do governo Lula foram o período que salário mínio mais cresceu na história do país.

Segundo ele, as expectativas são de redução do nível de atividade em 2011, comparado a este ano, que terá crescimento entre 7,5% e 7,7%, o que também irá colaborar para o controle da inflação.

“Cumpriremos o superávit primário estabelecido para 2011, e a relação dívida/PIB, que está levemente acima de 40%, vai fechar o ano que vem abaixo de 38%, certamente. Poderemos fazer mais do que a meta”, afirmou.

Lula também assinou outra MP, que cria facilidades para crédito de longo prazo.

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http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/12/101231_lula_aumento_salariominimo_mdb.shtml

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DILMA PRESIDENTE [In:] GOVERNAR É PRECISO

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Em editorial de 1ª página, 'Le Monde' lista os desafios de Dilma



Dilma Rousseff faz sinal de positivo após votar, em outubro

Para jornal, Dilma assume em situação melhor do que Lula em 2003.

O prestigioso jornal francês Le Monde dedica em sua edição desta sexta-feira um grande destaque à sucessão presidencial no Brasil, com a posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, marcada para o sábado.

Em um editorial que ocupa cerca de um terço de sua primeira página, o Monde afirma que ela assume com o país numa situação muito melhor do que a que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, encontrou ao ser eleito em 2002.

Mas o jornal adverte que Lula deixa o cargo com muitos trabalhos inacabados, deixando vários desafios para sua sucessora, listados pelo editorial.

“A educação continua pobre e desigual. O sistema de saúde funciona em duas velocidades. Violência e insegurança corrompem as metrópoles. A corrupção e o nepotismo na vida pública corroem um país no qual a política é muitas vezes vista apenas como um meio de se enriquecer. A infraestrutura precisa ser desenvolvida rapidamente para enfrentar o desafio especial da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016”, lista o jornal.

Para o diário, “Lula deixa para a nova presidente um país ouvido e respeitado na arena internacional”, mas que também é alvo de algumas críticas, como em sua relação com o Irã.

Apesar disso, observa o editorial, Dilma já começou a expressar suas diferenças com comentários sobre sua preocupação com os direitos humanos, principalmente das mulheres, no Irã e em outros países.

O jornal comenta que Dilma deve seu “destino glorioso” ao mentor Lula, do qual não tem nem o carisma nem o dom da oratória.

O editorial conclui afirmando que ela deve se esforçar para não decepcionar os quatro em cada cinco brasileiros que, segundo as pesquisas, acreditam que ela fará um governo tão bom ou melhor do que o de Lula.

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http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/12/101231_lemonde_editorial_dilma_rw.shtml
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GOVERNO LULA ''BY'' LULA [In:] O ÚLTIMO DIA NO PODER

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Lula diz que 'foi gostoso' terminar mandato vendo EUA em crise

Medidas adotadas pelo Brasil reduziram impacto na economia do país, afirmou. Presidente discursou durante evento na Bahia nesta quarta-feira.




Fausto Carneiro e Iara Lemos
Do G1, em Brasília

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Presidente Lula durante cerimônia de inauguração de moradias e anúncio dos resultados nacionais do programa Minha Casa, Minha Vida

Presidente Lula durante cerimônia de inauguração
de moradias e anúncio de resultado do programa
Minha Casa, Minha Vida (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou em discurso nesta quarta-feira (29), na Bahia, as conquistas econômicas durante seu governo e criticou os países desenvolvidos pela crise financeira mundial.

“Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver o problema da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México”, disse.

Segundo Lula, as ações adotadas pelo Brasil fizeram que a crise tivesse um impacto menor no país. “Foi importante para falar para eles [os países ricos] que na crise não foi nenhum doutor, nenhum americano, nenhum inglês, foi um torneiro mecânico, pernambucano, presidente do Brasil que soube como lidar com a crise com sua equipe econômica. Foi por isso que a crise demorou mais para chegar aqui e foi embora depressa.”

Em seu discurso, Lula destacou o crescimento da economia e a inclusão social como marcas de seu governo. “É muito confortante, [Jaques] Wagner, saber que nós criamos 15 milhões de empregos em oito anos com carteira assinada. É muito gratificante a gente saber que mais de 36 milhões de brasileiros ascenderam à classe média. É importante saber que mais de 20 milhões de brasileiros saíram da miséria”, afirmou, dirigindo-se ao governador da Bahia.

Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver o problema da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México"
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente afirmou que sua passagem pela Presidência "criou uma coisa nova" para os mais humildes. “Nós não queremos que pensem mais que pobre não gosta de coisa boa. Não sei quem foi o malandro que inventou que pobre não gosta de coisa boa. Que pobre gosta é de miséria. Não. Pobre gosta é de luxo. Inventaram até que peão não gosta de uísque, que peão só gosta de cachaça. Peão gosta de uísque também.”

De acordo com ele, "algumas pessoas estavam acostumadas com um tipo de governo que ficava com a bunda sentada na cadeira e que não chamava os companheiros para cobrar".

Popularidade
O presidente citou em seu discurso, durante a cerimônia de balanço do programa Minha Casa, Minha Vida, em Salvador, o índice de popularidade recorde atribuído a ele, que foi divulgado nesta quarta pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). De acordo com o instituto Sensus, contratado pela CNT, o presidente deixará o governo com 87% de aprovação.

“Isso demonstra que talvez nós tenhamos sido muito bons, mas demonstra como o Brasil estava abandonado. O Brasil estava sendo governado apenas para um terço da população, e nós resolvemos colocar no prato todo mundo. Essa foi a mudança extraordinária que aconteceu no Brasil”, disse após o evento.

Caso Battisti
Lula afirmou que deve anunciar nesta quinta-feira sua decisão em relação ao ativista italiano Cesare Battisti, preso no Brasil e que tem um pedido de extradição feito pela Itália, onde ele foi condenado por assassinato.

“O presidente da República só se manifesta nos autos. Quando eu receber amanhã os autos e as alegações da Advocacia Geral da União, o presidente orgulhosamente anunciará à nação brasileira qual a decisão sobre o caso Battisti.”

Ele afirmou que não teme repercussão negativa da Itália, onde Battisti foi condenado por assassinato. “Não preciso de represália da Itália. O Brasil é soberano. Quem é que vai ‘represar’ o Brasil, fazer represália? É a maioridade, pô. O Brasil é soberano e toma a decisão que quiser. Quando for a Itália que tiver que tomar a posição, a Itália toma a decisão que quiser. E nós sempre respeitaremos a decisão soberana de outra nação.”

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DILMA PRESIDENTE/HILLARY CLINTON [In:] VIDA LONGA PARA O NOVO REI !

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EUA: há pressa em trabalhar com Dilma; Hillary viaja sábado



Hillary participa de debate em São Paulo. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Hillary quer estreitar relações com o Brasil
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, representará os Estados Unidos na posse da presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, no próximo sábado, em Brasília. A informação foi confirmada por Washington nesta quarta-feira. Hillary embarca em direção ao Brasil no sábado.

"Os Estados Unidos têm pressa de trabalhar com a presidente eleita Rousseff e com seu governo", afirmou Philip Crowley, porta-voz do departamento de Estado. "O Brasil é um parceiro essencial no hemisfério sul e no mundo, e os Estados Unidos estão comprometidos com o aprofundamento de nossa relação em uma ampla categoria de assuntos bilaterais, regionais e globais com o governo e o povo do Brasil", informou o departamento por meio de nota. As duas nações possuem estreita cooperação em temas comerciais, energéticos e de segurança, entre outros.

A posse da primeira mulher ao cargo deve ter a presença de pelo menos 12 chefes de Estado, assim como delegações de outros países. Mais de 40 autoridades estrangeiras confirmaram presença na cerimônia - a maioria de países latino-americanos e africanos. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, enviará como seu representante o chanceler Héctor Timerman.

Com informações da EFE e Agência Brasil.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4865625-EI7896,00-EUA+ha+pressa+em+trabalhar+com+Dilma+Hillary+viaja+sabado.html

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GOVERNO LULA/FÁBIO LUÍS [In:] SEM TETO

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Empresa paga aluguel de R$ 12 mil de Lulinha


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Folha Online

Um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís, mora desde 2007 em apartamento alugado por R$ 12 mil nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Quem paga a conta é uma empresa com contratos com vários governos, entre eles o federal.

Lulinha, como Fábio Luís é conhecido, não é sócio da empresa que paga o aluguel. O Grupo Gol, que alugou o apartamento, é do empresário de mídia e mercado editorial Jonas Suassuna, sócio de Lulinha em um outro negócio, a empresa de conteúdo eletrônico Gamecorp.



Primo do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB), Jonas fez fortuna com venda de CDs da Bíblia gravados por Cid Moreira. Procurado pela Folha, Jonas disse que não vai mais pagar o aluguel para o filho do presidente.

A Folha apurou que até hoje é Suassuna quem paga o aluguel, e o dono do imóvel não havia sido contatado até a semana passada para discutir mudança no contrato, informa reportagem de José Ernesto Credendio e Andreza Matais, publicada nesta quinta-feira.

A reportagem está disponível para assinantes da Folha e do UOL.

Outro lado

Lulinha confirmou à Folha que é Suassuna quem paga o aluguel do apartamento onde mora, mas que, em contrapartida, levou os móveis de sua antiga residência e assumiu despesas com o apartamento nos Jardins. "Há quatro meses pedi para ficar com todo o apartamento, pois me tornei pai e estamos transferindo o contrato", afirmou Lulinha.

Filho do dono do imóvel, o advogado Vladmir Silveira disse que não sabia que o filho de Lula era seu inquilino. "Quem alugou foi o Grupo Gol. O Jonas assina como proprietário dela e fiador, na física", escreveu, por e-mail.

Leia a reportagem completa na Folha, que já está nas bancas.
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http://www.bastidores3.com/2010/12/empresa-paga-aluguel-de-r-12-mil-de.html
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DILMA PRESIDENTE [In:] GENEALOGIA OU ''GENIALOGIA'' ?

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Búlgaro dá a Dilma árvore genealógica dos Rousseff


Valter Campanato/ABr

A dois dias da posse, Dilma Rousseff recebeu nesta quinta (30) a visita do primeiro-ministro da Bulgária, Boyco Borrisov.

Mandachuva no país de origem do pai de Dilma, Borrisov enxerga na gestão da nova presidente brasileira uma janela de oportunidades.

Conversou com Dilma sobre a intensificação das relações do Brasil com a Bulgária. Discutiram projetos nos setores de transportes e tecnologia da informação.

Dilma e Borrisov trocaram presentes. Apreciador do futebol, o visitante recebeu da anfitriã uma bola de prata.

Borrisov deu a Dilma uma árvore genealógica da família dela. Junto, uma foto da irmão do pai de Dilma, Vana.

O búlgaro Pétar Russév, pai de Dilma, era advogado. Militava no Partido Comunista da Bulgária.

Aportou no Brasil no final da década de 30. Deixando para trás, um filho búlgaro, Luben, Péter desembarcou em Salvador (BA).

Afugentado pelo clima, que considerou excessivamente quente, mudou-se para a Argentina.

Alguns anos depois, voltou para o Brasil, fixando-se em São Paulo. Numa visita a Uberaba (MG), conheceu a brasileira Dilma Jane Silva.

Casaram-se. Depois, mudaram-se para Belo Horizonte e tiveram filhos. Entre eles Dilma Vana Rousseff, nascida em 14 de dezembro de 1947.

O Vana enganchado no sobrenome de Dilma é homenagem à irmã de seu pai, aquela cuja foto o primeiro-ministro búlgaro anexou à árvore genealógica.

Por que Rousseff se o pai se chamava Russév? Deve-se o ajuste a uma decisão do pai de Dilma, que ajustou o próprio nome, para facilitar sua vida no Brasil.

O Pétar, abrasileirado, virou Pedro. O Russév, afrancesado, tornou-se Rousseff.

Na conversa com Borrisov, Dilma comprometeu-se a visitar a Bulgária. O primeiro-ministro disse a ela que a posse é atração também no país de seu pai.

A visita deve ocorrer ainda em 2011, durante um tour que Dilma fará à Europa. Desembarcará na Bulgária durante um festival de cinema, no verão.

Mantido por Dilma na cadeira de assessor internacional da Presidência, o grão-petê Marco Aurélio Garcia informou:

Além do encontro com Russév, Dilma já agendou pelo menos três encontros bilaterais com chefes de Estado estrangeiros que virão para a posse.

Vai à mesa com Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), José Alberto Mujica (Uruguai) e José Sócrates (primeiro-ministro de Portugal).

Dilma pretendia avistar-se também com Cristina Kirchner. A presidente da Argentina, porém, decidiu não dar as caras.

Constrangimento? De jeito nenhum, disse Garcia. Cristina, segundo ele, "passa por um momento pessoal difícil".

Vem da perda do marido, Néstor Kirchner, morto em outubro. Por isso, teria decidido cruzar o Natal e a passagem do ano em família.

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Escrito por Josias de Souza às 21h13-Folha.

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GOVERNO LULA 'BY'' LULA [In:] MENSALÃO? COMO ???

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Historicida, Lula quer apagar da biografia o mensalão



Marcello Casal/ABr
A leitura da História fica mais interessante quanto a narrativa é pontuada por cenas carregadas de simbolismo.

Por exemplo: a Idade Clássica teve o seu epílogo no incêndio da biblioteca de Alexandria.

Se a era Lula se restringisse ao primeiro reinado, seu resumo seria a degradação ética simbolizada pelo escândalo do mensalão.

Para sorte de Lula, o eleitor lhe deu a sobrevida de um segundo reinado. Agora, inebriado pela popularidade, ele tenta reescrever a história, higienizando-a.

Santificado pelas pesquisas, Lula fala ao seu povo como um Jesus Cristo que aparece aos gentios, na figura dos Reis Magos.

A celebração a aparição do filho do Padre Eterno é celebrada com a festa litúrgica da Epifania. Caía no dia 6 de janeiro. Porém...

Porém, com a reforma do calendário litúrgico, de 1969, passou a ser comemorada no segundo domingo depois do Natal.

Pois bem. Nesta quinta (30), a poucas horas do segundo domingo pós-natalino de 2010, Lula pôs-se a reescrever a epifania de seu evangelho.

Em entrevista veiculada pela TV Brasil, referiu-se ao companheiro José Dirceu com palavras enaltecedoras:

"Dirceu é um dos políticos mais competentes que o Brasil tem. Tem pouca gente com a competência de formação política que ele tem...”

Para o neo-Cristo, o único “erro” daquele que o Ministério Público chamou de “chefe da quadrilha” foi “trazer para a Casa Civil todas as tensões políticas da República".

Semanas atrás, ao sair de um café da manhã com Lula, o próprio Dirceu dissera que, fora do governo, o presidente se dedicaria a desmontar “a farsa do mensalão”.

Antes mesmo de “desencarnar”, Lula executa a promessa. Já disse, por exemplo, que o mensalão foi uma “tentativa de golpe”.

Diante das câmeras da emissora oficial, declarou que, de pijamas, vai esmiuçar o caso “com mais carinho”.

Deu de ombros para a denúncia do ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza, convertida em ação penal pelo STF.

Preferiu realçar os desdobramentos da encrenca no Congresso: "O cidadão que acusou [Roberto Jefferson] foi cassado porque não provou a acusação...”

“...Se eu não provo a acusação, porque a acusação vai ser considerada? (...) Se tudo é verdade, não sei...”

“...Se tudo é mentira, não sei. Quero conversar muito e ler muito sobre o que aconteceu, conversar com as pessoas".

É como se Lula chamasse de levianos os investigadores da Polícia Federal, responsáveis pela coleta dos dados que recheiam a denúncia.

É como se tachasse de néscio o doutor Antonio Fernando, que enxergou crime nas “valerices” detectadas no inquérito.

É como se classificasse de imbecis os ministros do Supremo, que viram na peça do procurador-geral indícios suficientes para levar 40 pessoas ao banco dos réus.

Lula talvez devesse iniciar o seu ciclo de “conversas” por Duda Mendonça. Seu ex-marqueteiro reproduziria o depoimento que deu no Senado.

Relembraria que parte da verba que custeou sua vitoriosa campanha de 2002 veio na forma de “valerianas” depositadas clandestinamente no exterior.

Lula dedicou parte da entrevista à TV Brasil à desqualificação da imprensa, vitrine do strip-tease moral do petismo, levado ao paroxismo nos idos mensaleiros de 2005.

Repisou o lero-lero de que, para evitar a azia, parou de ler o noticiário. “Tomei a atitude de não ficar com a raiva que eles [repórteres] pensam que eu vou ficar...”

“...Pensam que eu vou ler, vou ficar com azia. Disse ao Franklin [Martins]: 'vou parar de lê-los, não vou ficar com azia. E não perdi nada".

Tomado pelas palavras, Lula livrou-se da acidez estomacal, mas ganhou uma amnésia. Esqueceu, por exemplo, do que disse numa cadeia de TV em 2005.

Coisas assim: “Quero dizer a vocês, com toda a franqueza, eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento”.

Ou assim: “Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia, e que chocam o país. O PT foi criado justamente para fortalecer a ética na política”.

Hoje, no papel de historiador de si mesmo, diz que a mídia “exagera”, faz denúncias sem provas. Afora o mensalão, sublimou os aloprados, o caseirogate, a Erenicegate...

"Se for ver algumas manchetes dos jornais, esse governo não existiu [...]. A imprensa se acha onipotente e que pode criticar todo mundo...”

“...E eu não posso dizer que está errado. Responsabilidade vale para o presidente, jornalista e dono de jornal. Não posso dizer coisas sem ter que provar nada".

Em meio à celebração dos “feitos”, Lula olhou para o pedaço degradante de sua gestão com olhos de bandido de anedota antiga.

Um sujeito que, depois de matar o pai e a mãe, pediu no julgamento misericórdia para um pobre órfão.

Lula, presidente de um governo que, noves fora os êxitos, assassinou a ética e a moral, roga por clemência para um pobre cego que não viu os discípulos tocarem fogo na biblioteca de sua Alexandria.

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Escrito por Josias de Souza às 05h47-Folha.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

31 de dezembro de 2010

O Globo

Manchete: Na saída, Lula dá mínimo abaixo da inflação pela primeira vez
Presidente assina MP que fixa o piso em R$ 540, a partir de amanhã

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na despedida do cargo, fixou ontem o novo salário mínimo em R$ 540. O valor, segundo o Dieese, não repõe a inflação: a entidade calculou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) a ser aplicado fechará em 6,47%. Com isso, o mínimo deveria ser de R$ 543. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a gestão Lula foi o período em que o salário mínimo “mais cresceu na História deste país”. As centras sindicais queriam R$ 580 e vão tentar mudar o valor no Congresso. Para a Força Sindical, “Lula quer que Dilma esqueça o que ele fez pelos trabalhadores em oito anos”. (Págs. 1, 3 e editorial “Lula entre o mito e a realidade”)

Onipresença

No penúltimo dia no cargo, Lula conseguiu estar em vários lugares ao mesmo tempo, com “inaugurações” on-line. Hoje, anuncia que não extraditará Cesare Battisti, o que já provoca reações da Itália. (Págs. 1, 4 e 11)

Lulinha: aluguel de graça

Filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Fábio Luiz, o Lulinha, vive sem pagar aluguel há três anos. Os custos do apartamento em que mora nos Jardins, em São Paulo, avaliado em R$ 1,8 milhão, são pagos pelo empresário Jonas Leite Suassuna, dono de editora que é sócia de Lulinha e tem negócios com o governo. O valor do aluguel é de R$ 12 mil mensais. (Págs. 1 e 13)

EUA dizem ter pressa por Dilma

Um dia depois de o presidente Lula dizer que acha “gostoso” terminar seu governo vendo os EUA em crise, a Casa Branca divulgou comunicado indicando que tem pressa para trabalhar com o governo Dilma. Na nota, que confirma a vinda da secretária Hillary Clinton para a posse de Dilma amanhã, Lula nem é citado. (Págs. 1 e 5)

PT avança sobre o PMDB e também assume os Correios. (Págs. 1 e 12)

Origem
Dilma Rousseff cumprimenta o primeiro-ministro da Bulgária, terra natal do pai dela. (Págs. 1 e 3)

FGTS Vale foi a melhor aplicação na Era Lula

O FGTS Vale foi a aplicação mais rentável nos oito anos do governo Lula, com 629,69% de ganhos, bem longe do segundo e do terceiro colocados, que foram o fundo de ações Ibovespa (443,92%) e o FGTS Petrobras (428,41%). Em 2010, o ouro (28,92%) e o FGTS Vale (12,1%) foram os únicos a bater a inflação medida pelo IGP-M (11,32%). Págs. 1 e 25)

Sem Lula, Dilma mudará aeroportos

Dilma Rousseff assume amanhã com uma decisão tomada: vai aceitar a concessão de aeroportos à iniciativa privada, informa Ancelmo Góis. Lula era contra. O assunto já foi tratado com o ministro Nelson Jobim. (Págs. 1 e 20)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Sob Lula, Bolsa tem ganho real de quase 300%
Com exceção do dólar caderneta de poupança foi a pior aplicação, com rendimento de 21,6% em oito anos

Nos últimos oito anos, a Bolsa teve ganho real de 295% no Ibovespa, permitindo a 210 empresas captarem R$ 352,6 bilhões com venda de ações. A Bolsa superou até a renda fixa, que acompanha nos juros da dívida pública brasileira, os mais altos do mundo. A valorização da Bolsa, porém, se deve mais ao resultado de uma conjuntura global com excesso de capital e valorização de commodities – várias exportadas pelo Brasil – do que a um esforço do governo Lula para fomentar os negócios no mercado de capitais. (Págs. 1 e Mercado, B3)

Caso Battisti voltará ao Supremo, afirma Peluso

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, confirmou que, antes de definir o destino do terrorista italiano Cesare Battisti, a corte vai analisar os argumentos do Presidente Lula, que deve negar sua extradição. O relator do caso será o ministro Gilmar Mendes. O presidente adiou para hoje, último dia de governo, o anúncio sobre o italiano, condenado à prisão perpétua por quatro homicídios. (Págs. 1 e A6)

Dos maiores campos de óleo, só o de Lula tem nome de político

Entre os campos de petróleo mais promissores do mundo - com grande volume de reservas e que ainda não estão em declínio -, só o megacampo de Lula tem nome de chefe de Estado. (Págs. 1 e B5)

Novos ministros utilizam verba pública para agradecer votos

Futuros ministros de Dilma Rousseff gastaram verba pública para agradecer a eleitores. Garibaldi Alves (Previdência), enviou 22 mil cartões e fez anúncio na TV. Luiz Sergio (Relações Institucionais) gastou R$ 11,2 mil da cota de correio. Maria do Rosário (PT), dos Direitos Humanos, usou informe parlamentar. Todos negam ilegaldiade. (Págs. 1 e A4)

Líder palestino pede apoio de tropas do Brasil

Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, defendeu, em entrevista a Samy Adghirni, a participação militar do Brasil em missões de paz para proteger um Estado palestino independente. Ele disse que o governo brasileiro deve tentar convencer o Irã a não apoiar radicais do Hamas. (Págs. 1 e A8)

Venezuela mexe no câmbio e onera importação de produtos básicos (Págs. 1 e A10)

Editoriais
Leia "Avanço chinês", sobre a perda de competitividade da indústria brasileira; e "Marcha lenta", acerca do reajuste da tarifa de ônibus em São Paulo. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Lula contraria centrais e fixa novo mínimo em R$ 540
Líderes sindicais com presença no Congresso prometem pressionar Dilma por salário de R$ 580

O salário mínimo de 2010 será de R$ 540, apesar da pressão das centrais sindicais por R$ 580. O presidente Lula já assinou medida provisória que entrará em vigor amanhã. Evitar que o valor seja elevado no Congresso será a primeira batalha da presidente eleita Dilma Rouseff no Legislativo. Embora os partidos da base governista tenham maioria, as discussões ocorrerão num clima de tensão pela disputa de espaço entre o PT e seu principal aliado, o PMDB. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, deputado eleito pelo PDT de São Paulo, já anunciou que fará uma emenda à MP, elevando o valor para R$ 580. “Lamento essa decisão do presidente Lula. Ele negociou durante todos os anos de seu governo, e, no último, esqueceu de negociar. Perdeu a sensibilidade.”

5,88% é o reajuste do salário mínimo previsto na Medida Provisória assinada ontem. (Págs. 1 e Nacional A4)

Perto do fim, governo acelera gastos de última hora

O volume de empenhos, que são a primeira etapa de uma despesa federal e uma reserva para pagar certa mercadoria ou serviço, alcançou R$ 10,093 bi até 27 de dezembro, segundo a ONG Contas Abertas. O valor, recorde para o ano, se refere apenas aos recursos relacionados a investimentos. (Págs. 1 e Economia B1)

Agenda define lista de prioridades de Dilma

Dilma Rousseff e os 37 ministros receberão hoje da Casa Civil um exemplar do Livro da Transição com a “Agenda 120”, na qual estão listadas as atividades obrigatórias da Presidência durante os primeiros 120 dias de governo. Na agenda consta, por exemplo, a formulação do Plano Plurianual (PPA), que terá de ser apresentado até 31 de agosto. O PPA estabelece medidas, gastos e objetivos a serem seguidos pelo governo ao longo de quatro anos. (Págs. 1 e Nacional A5)

Sob pressão, Lula decide hoje destino de Battisti

O presidente Lula vai decidir hoje se dá asilo ao ex-ativista italiano Cesare Battisti. Parecer da Advocacia-Geral da União defende a concessão. Mas ministros do Supremo disseram que podem derrubar a decisão. (Págs. 1 e Nacional A4)

Uma nova identidade

Em um dos últimos atos de seu governo, o presidente Lula lançou ontem o Registro de Identidade Civil (RIC), cuja emissão começa por Brasília, Rio e Salvador. Com 17 itens de segurança, o RIC unifica documentos como CPF, RG e título eleitoral. (Págs. 1 e Cidades C1)

Venda de carros novos e helicópteros bate recorde

Antes de terminar, dezembro já é o melhor mês da história em vendas de carros novos. Até quarta-feira, foram licenciados 363,7 mil veículos. No acumulado do ano, o resultado também é recorde, com 3,497 milhões vendidos até agora. O ano foi bom também para o setor de helicópteros – as vendas do chamado “mercado executivo” quintuplicaram. (Págs. 1, B5 e B9)

Ouro se valoriza 31% e é a melhor aplicação no ano

A procura de investidores por ativos mais seguros, provocada pela crise global, fez com que as aplicações em ouro superassem as demais em 2010. O metal acumulou 31,13% no ano, ante um desempenho quase nulo da Bovespa, de 0,83%. (Págs. 1 e Economia B3)

Mega-Sena da Virada atinge R$ 200 milhões

O prêmio da Mega-Sena da Virada aumentou para R$ 200 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. O valor é recorde. As apostas seguem até as 14h de hoje (horário de Brasília), e o sorteio ocorre às 20h, com transmissão pela TV. (Págs. 1 e Cidades C3)

Washington Novaes

Déjá-vu ou novas estratégias?

O Brasil avançou, mas terá de conceber novas estratégias para enfrentar a transformação na produção de bens que concorrem com os nossos. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas e Informações

Balanço final

A era Lula entrelaçou o melhor e o pior que um governante eleito já proporcionou ao Brasil. (Págs 1 e A3)

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