PENSAR "GRANDE":

***************************************************
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************


“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

----

''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

=========
# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

***

sexta-feira, dezembro 20, 2013

SUA NOTA VALE UMA NOTA (campanha para aumento de arrecadação de impostos, comum nos anos 60)

20/12/2013
Enem sob suspeita


Quadrilha mineira que fraudava vestibular de faculdades de medicina também quebrou o sigilo de provas do Exame Nacional deste ano

Guilherme Paranaiba


Belo Horizonte — 
Um esquema milionário de fraude descoberto pela Polícia Civil de Minas Gerais colocou mais uma vez em dúvida a segurança e a lisura do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Depois de desbaratar uma quadrilha especializada em fraudar vestibulares de medicina em faculdades particulares de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, os policiais perceberam que um dos envolvidos comprou as provas do Enem de 2013 de um fiscal e repassou os gabaritos aos candidatos, que teriam desembolsado entre R$ 70 mil e R$ 100 mil pelas informações. Segundo admitiu o comprador do teste, José Cláudio de Oliveira, 41, flagrado em inúmeras escutas telefônicas pela polícia, a fragilidade do controle das salas em que as provas eram feitas facilitou as fraudes.
Os candidatos receberiam as respostas por telefone celular. Há indícios concretos, segundo a polícia, de que 40 pessoas estavam relacionadas para receber a cola, que poderia render entre R$ 2,8 milhões e R$ 4 milhões aos criminosos. Como o Enem é nacional, a Polícia Federal entrou no caso, cujo inquérito já tem cerca de 3 mil páginas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo Enem, informou, em nota, que até o momento não existe indício de fraude.

Das 21 pessoas presas pela Polícia Civil em 3 de dezembro em 17 cidades de Minas e do Rio de Janeiro, a investigação verificou o envolvimento de duas na fraude do Enem. José Cláudio, que estuda medicina na Faculdade de Barbacena, é apontado como o mentor do golpe. Figura de destaque no grupo que atuou em pelo menos 11 universidades mineiras e fluminenses, ele tinha um alto padrão de vida. Em duas mensagens de texto, interceptadas pela polícia, ele diz que pagou R$ 10 mil para receber dois cadernos de prova de cor amarela do Enem. As provas foram aplicadas em 26 e 27 de outubro deste ano. O outro envolvido é o funcionário público aposentado Quintino Ribeiro Neto, 63 anos, responsável por cooptar candidatos para o esquema.


“O Enem é bagunçado, não tem fiscalização. É escolinha pública que aplica”. “É vaga de federal, pode ficar tranquilo”. “São essas velhinhas de colégio que tomam conta”. “É bagunçado, é a maior zona, não tem detector de metal”. 


Nos trechos de conversas interceptadas pela polícia entre José Cláudio e interessados no esquema, ele tenta mostrar para as pessoas que, diferentemente de vestibulares para medicina, o Enem é frágil em termos de segurança. “No Enem eu vou te cobrar R$ 70 mil. Depois não vai pagar faculdade”, afirma o criminoso em outra conversa.

Lista de clientes
Segundo o delegado Fernando Lima, responsável pelas investigações, os dois cadernos de provas adquiridos por José Cláudio foram encontrados com ele em 3 de dezembro. No verso de um, havia o gabarito da prova amarela. No verso do outro, foram encontrados 40 números de telefone celular, de candidatos que mostraram interesse em receber as respostas. Na lista estão números de cidades mineiras, fluminenses e até de Fortaleza.

“Não tenho dúvida alguma que houve fraude no Enem”, diz o delegado Fernando Lima, da delegacia de Caratinga, no Vale do Rio Doce, onde começaram as investigações. Segundo o policial, só falta saber como a prova foi parar nas mãos de José Cláudio.

De acordo com as investigações, a quadrilha que fraudou vestibulares de 11 faculdades em Minas e no Rio de Janeiro chegou a oferecer para candidatos serviços em outras 16 instituições, mas não foram encontrados problemas em nenhuma delas. Entre as universidades estão instituições de referência, como a UnB e a PUC de Campinas.

R$ 100 mil

Preço que a quadrilha chegava a cobrar dos candidatos pelas respostas da prova do Enem


“O Enem é bagunçado, não tem fiscalização. É escolinha pública que aplica, é a maior zona, não tem detector de metal” 
Trecho da gravação de uma conversa telefônica entre José Cláudio e um candidato interessado em receber as respostas do exame

adicionada no sistema em: 19/12/2013 11:58

Nenhum comentário: