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segunda-feira, janeiro 13, 2014

MARANHÃO ... NO meu CAMINHO TEM UMAS PEDRINHAS, NO MEU PRATINHO tem UMAS LAGOSTAS

13/01/2014
Um "poste" no Maranhão



DENISE ROTHENBURG

Nem tanto à terra, nem tanto ao mar. Para não melindrar a família do senador José Sarney, em especial, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o PT nacional planeja nos bastidores a perspectiva de lançamento de um nome próprio ao governo estadual, ainda que não tenha votos nem candidatos fortes para a empreitada. 

A ideia, no entanto, não une o PT maranhense, rachado e detentor de cargos no governo de Roseana. E, como a sigla não tem eleitorado hoje no estado para fazer bonito na sucessão local, qualquer que seja o nome lançado, se a ideia vingar, será um “poste”, ou seja, apenas para deixar o PT equidistante de Luís Fernando Silva, candidato apoiado pela governadora Roseana Sarney, e de seu maior adversário, Flávio Dino, a grande aposta do PCdoB no projeto para este ano.

Entre os aliados da governadora, a avaliação hoje é a de que ela enfrentará a mais arriscada disputa de sua vida no Maranhão, caso seja candidata ao Senado — decisão que ainda não está tomada. 

A análise, tanto de petistas quanto de peemedebistas, é de que essa crise da segurança pública vem num momento muito pior do que o escândalo da Lunus, a empresa de Jorge Murad, marido de Roseana Sarney. Na sede da firma, em 2002, foi encontrada uma grande soma de dinheiro que seria usado na pré-campanha presidencial. 

Sim, Roseana chegou a aparecer com 24% das intenções de voto em fevereiro do ano eleitoral. Lula contava com 26%. Nas simulações de segundo turno, ela batia todos, até Lula. Os recursos terminaram devolvidos à família, uma vez que o Supremo Tribunal Federal considerou não haver nada que desabonasse a governadora. Mas a candidatura presidencial naufragara. Quando da devolução dos recursos, Roseana já era senadora.

Agora, essa saída via Senado não se mostra tão fácil e promissora como ocorreu em 2002. Por isso, a perspectiva de que Roseana deixe o cargo para concorrer ao Senado em abril sofre idas e vindas. Inicialmente, ela iria concorrer. Depois, mudou de ideia. Segundo aliados, ela hoje é uma mulher “agoniada”. Roseana descobriu nos últimos dias que a avaliação de seu governo era pior do que ela acreditava. Para completar, reportagens em todo o país expuseram a imagem dela como uma princesa no Palácio, enquanto a população sofre com a violência e a má qualidade dos serviços públicos.

Derrotas

Roseana não está acostumada a derrotas eleitorais. Só teve uma, para o governo em 2006 contra Jackson Lago, do PDT. Mas ela terminou assumindo o cargo em março de 2009, quando Lago teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por irregularidades na campanha. Roseana estreou na Câmara dos Deputados em 1991, onde se notabilizou no papel de musa do impeachment de Fernando Collor de Mello, que assumira o governo depois de uma campanha recheada de duras críticas ao antecessor, José Sarney. Em 1994, foi eleita pela primeira vez governadora do Maranhão.

Em 1998, quando candidata à reeleição, venceu no primeiro turno, embora quase não tenha feito campanha por causa de uma cirurgia no pulmão. Deixou o mandato em 2002 para concorrer ao Senado. Como senadora, foi líder do governo Lula no Congresso. Ao assumir o governo do estado em 2009, como segunda colocada, já preparou a reeleição em 2010. Novamente, levou no primeiro turno, mas numa votação apertada. Flávio Dino, o adversário, só teve a certeza de que não haveria segundo turno na madrugada. Ela venceu com 50.08% dos votos.

A vitória apertada no primeiro turno de 2010, quando a imagem da governadora não estava desgastada, deixa uma ideia do que vem por aí. Além de todo o desgaste, reza a história eleitoral maranhense que um candidato forte ao governo sempre puxa um candidato ao Senado. E, desta vez, quem está com melhores perspectivas pelo cenário de hoje é Flávio Dino. Assim, é mais fácil ele alavancar Roberto Rocha, do PSB.

Somados os problemas administrativos e as dificuldades eleitorais, se depender apenas de Roseana, ela ficará no governo até o final, no sentido de tentar este ano dar algum impulso à combalida área de segurança no estado. Assim, terá tempo para trabalhar e, ao final do governo, poder dizer que, apesar de tudo, deixou o Maranhão em paz.

Mas a família não tem hoje um político de sobrenome Sarney no estado que seja mais forte do que a governadora para enfrentar essa campanha. Daí, os apelos para que ela não desista de concorrer. A decisão final será tomada depois do carnaval, assim como a do PT, que hoje se mantém rachado. Parte aposta em Flávio Dino, outra em Roseana e uma parcela pequena defendendo candidato próprio.

Para saber mais
Operação da PF minou candidatura


Roseana desistiu da candidatura presidencial em abril de 2002, quase um mês depois de a Polícia Federal fazer uma busca e apreensão na empresa Lunus Participações, na qual era sócia do marido, Jorge Murad. A foto de 26.800 notas de R$ 50 empilhadas sobre uma mesa e as várias versões dadas sobre a origem do dinheiro foram mortais. A última foi a de que Murad havia arrecadado recursos para a pré-campanha presidencial de sua mulher. E foi a que ficou. O caso foi ao STF e Roseana terminou inocentada e o dinheiro devolvido.

O caso foi um divisor de águas na política nacional. Roseana era do PFL e aliada do presidente Fernando Henrique Cardoso. A família Sarney exigiu e obteve o rompimento do partido com o PSDB e a candidatura de José Serra, acusado pela família Sarney como o mentor da operação da PF que exterminou a candidatura de Roseana. Em 2006, os pefelistas voltaram à parceria com os tucanos, com Geraldo Alckmin como candidato. Mas, no Maranhão, Alckmin não teve guarida. Roseana, candidata a governadora, apoiou a reeleição de Lula. Terminou derrotada e expulsa do partido, em novembro daquele ano. Foi então que se filiou ao PMDB, no qual permanece até hoje. (DR)


adicionada no sistema em: 13/01/2014 12:17

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