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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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quarta-feira, abril 30, 2014

ELEIÇÕES 2014: "CAI O REI..." (2)


30/04/2014
Pesquisa acirra divisão no PT

No discurso, o partido prega unidade em torno de Dilma. Nos bastidores, petistas admitem ameaça à vitória no primeiro turno

PAULO DE TARSO LYRA

A nova queda da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto abriu de vez a ferida que divide lulistas e dilmistas dentro do PT e na base aliada do governo. “Sabíamos que havia o desgaste, mas ela está caindo mais rápido do que esperávamos”, assustou-se um integrante da coalizão governista, que não esconde a afinidade com o ex-presidente. 

Já o vice-presidente do PT, deputado José Guimarães (CE), acredita que é hora de encerrar as especulações e sepultar de vez o “Volta, Lula”. “Temos de fazer nosso dever de casa, acabar com esse disse me disse e deixar claro que nossa candidata é Dilma Rousseff”, sentenciou. 
A pesquisa divulgada ontem surge em um momento no qual as más notícias para Dilma se avolumam. Na segunda-feira, a bancada do PR na Câmara pregou abertamente o “Volta, Lula”. O líder do partido, Bernardo Santana (MG), pendurou uma foto do ex-presidente na parede do gabinete. O PSD do Rio de Janeiro fechou com o pré-candidato do PSDB ao Planalto, senador Aécio Neves (MG), apesar do apoio explícito dado pela cúpula da legenda à reeleição de Dilma. O tucano espera os próximos resultados das pesquisas eleitorais para tentar uma abordagem mais incisiva em direção ao PP e à senadora Ana Amélia (RS), pré-candidata ao governo gaúcho.

Para José Guimarães, o PT é o responsável por esse clima de insegurança. Pré-candidato ao Senado pelo Ceará, ele aposta as fichas no encontro partidário marcado para sexta e sábado em São Paulo. “Lula e Dilma têm de dar sinais claros de que estão unidos e de que ela é a candidata. Senão, vamos seguir nesse clima infernal de desgaste”, comentou. O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) reforça o entendimento e diz que o partido não pode cometer a “loucura” de substituir Dilma por Lula neste momento. “A queda da presidente nas pesquisas se deve ao massacre que estamos passando. Quando começar o horário eleitoral, vamos ter o que mostrar para a população.”

No fim de semana passado, durante entrevista a uma rede de televisão portuguesa, Lula reiterou que a candidata será Dilma Rousseff. “Eu vou ser cabo eleitoral da Dilma, vou para a rua fazer campanha para Dilma”, afirmou à rede RTP. Ontem, o secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, reconheceu que o “Volta, Lula” constrange o ex-presidente. “Essa hipótese não existe, é zero. O (ex) presidente Lula está determinado a dar todo o empenho à reeleição da presidente Dilma. Ele é mais do que taxativo, nunca cogitou essa hipótese (de se candidatar) e está muito incomodado”, disse Carvalho.

Para o ministro, a pressão só serve para fragilizar o Planalto. “Só quem não viveu as experiências duras de ser governo é que vacila à primeira crise que existe. Eu não consigo entender esse tipo de posição. Respeito, mas discordo radicalmente e alerto aos companheiros do meu partido que esse tipo de expressão só vem a favorecer os adversários, só nos fragiliza. Por isso que eu me insurjo fortemente contra esse tipo de especulação ou de opinião, sobretudo quando vem de dentro do meu partido”, esbravejou o ministro, que, no discurso da posse, em 2011, afirmou que “daria a vida por Lula”.

Divergências
Apesar do discurso de Carvalho, o partido está fragmentado. “Vamos conversar daqui a um mês. Se o cenário mudar, a pressão acaba. Se continuar do jeito que está, o caldeirão explode”, afirmou um interlocutor do partido. Outro integrante da base aliada, que tem mantido reuniões constantes com o ex-presidente Lula em São Paulo, atribuiu ao próprio cacique petista a ambiguidade nas declarações. “Há duas semanas, Lula deu uma entrevista para blogueiros na qual criticou os rumos da política econômica do governo. Vai querer me convencer de que uma declaração dessas ajuda Dilma?”, provocou o aliado.

“Lula e Dilma têm de dar sinais claros de que estão unidos e de que ela é a candidata. Senão, vamos seguir nesse clima infernal de desgaste”
José Guimarães, vice-presidente do PT e deputado federal 


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30/04/2014
Luz amarela no palácio

O Planalto tenta manter a tranquilidade, apesar da ratificação da queda da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto e do acirramento do movimento “Volta, Lula”. Na noite de segunda-feira, Dilma minimizou possíveis divergências com o antecessor e afirmou que nada seria capaz de atrapalhar a relação entre os dois. “De abril de 2005 a maio de 2010, eu convivi com o Lula todos os dias. Todos os dias. Sabem lá o que é isso? Temos, eu e o Lula, uma relação de muita lealdade. Sou muito grata a ele. Existe uma coisa que é lealdade. Então, isso não me pega”, assegurou. 

Por enquanto, a avaliação é de que a pesquisa CNT/MDA divulgada ontem repete resultados de levantamentos anteriores, que já apontavam queda de Dilma nas pesquisas. O desempenho negativo é atribuído à pressão da mídia e da oposição por investigações na Petrobras, além de uma oscilação da inflação. Internamente, o governo trabalha com números bem próximos aos divulgados ontem: Dilma Rousseff soma entre 38% e 40% das intenções de voto, Aécio Neves (PSDB) varia de 18% a 20%, e Eduardo Campos (PSB) soma de 9% a 11% das intenções de voto.

Quanto ao aumento no índice de intenção de votos de Aécio Neves, a percepção é de que o tucano se aproveitou das inserções partidárias para se tornar mais conhecido. O PT terá a propaganda veiculada em maio, e os petistas acreditam que a presidente voltará a crescer nas pesquisas.

Mais do que a transferência direta dos votos perdidos para os candidatos da oposição — antes, esses votos migravam para brancos e nulos —, preocupa o Planalto o aumento nos índices de rejeição da presidente. Em fevereiro, 37,3% dos entrevistados pela CNT/MDA afirmavam que não votariam em Dilma de jeito nenhum. Na pesquisa divulgada ontem, esse percentual subiu para 43,1%, o maior entre os três principais postulantes ao Planalto (Aécio tem 32,4% e Campos 29,9%). “Precisamos analisar esses números para saber o que provocou esse crescimento”, afirmou um auxiliar da presidente.

O caminho agora é reforçar a relação com os partidos da base aliada e evitar possíveis debandadas. A tarefa é responsabilidade dos ministros Ricardo Berzoini (Secretaria de Relações Institucionais) e Aloizio Mercadante (Casa Civil). Desde a semana passada, quando se tornou inevitável a instalação da CPI da Petrobras, Berzoini e Mercadante intensificaram os encontros com integrantes da coalizão governista. (PTL)

“De abril de 2005 a maio de 2010, eu convivi com o Lula todos os dias. Sabem lá o que é isso? Temos uma relação de muita lealdade. Sou muito grata a ele”
Dilma Rousseff, presidente da República 

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