PENSAR "GRANDE":

***************************************************
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************


“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

----

''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

=========
# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

***

segunda-feira, abril 28, 2014

MENSALÃO: ''ATÉ TU, BRUTUS" e/ou "QUE'QUE ISSO CAMARADA?"

#
28/04/2014
 às 14:02

Marco Aurélio reage a Lula: “É um troço doido; é o sagrado direito de espernear”

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, reagiu à crítica bucéfala que Lula fez ao julgamento do mensalão em entrevista à TV portuguesa RTP. Segundo o ex-presidente, o processo teve “80% de política e 20% de decisão jurídica”. Com a ironia costumeira, considerou o ministro, segundo informa a Folha Online: “Não sei como ele tarifou, como fez essa medição. Qual aparelho permite isso? É um troço de doido”.
Marco Aurélio foi um dos ministros que acabaram achando, na fase dos embargos infringentes, que houve penas excessivas. De forma indireta, lembrou isso em sua fala, mas considerou: “Só espero que esse distanciamento da realidade não se torne admissível pela sociedade. Na dosimetria, pode até se discutir alguma coisa; agora a culpabilidade não. A culpa foi demonstrada pelo estado acusador”.
Para Marco Aurélio, Lula está apenas recorrendo a seu “sagrado direito de espernear”. E lembrou algo que já observei aqui: “No final do julgamento, eram só três ministros não indicados por ele. A nomeação é técnico-política e se demonstrou institucional. Como eu sempre digo: ‘Não se agradece com a toga’”.
Na mosca! Lula apostava que os ministros nomeados por ele fariam as suas vontades. Na sua cabeça perturbada pelas trocas políticas mais indignas, esperava que seus amigos fossem absolvidos em sinal de agradecimento dos que foram por ele indicados. Lula entende de relações de compadrio e de suserania e vassalagem, não de democracia.
Por Reinaldo Azevedo/VEJA



#####


28/04/2014
 às 11:00 \ Direto ao Ponto

Na entrevista a um canal da TV portuguesa, Lula insinua que não sabe quem é José Genoino e conhece José Dirceu só de vista


Atualizado às 11h00
“O que eu acho é que não houve mensalão”, disse o ex-presidente Lula na entrevista concedida à RTP, publicada neste domingo no site da emissora de televisão portuguesa. “Eu também não vou ficar discutindo a decisão da Suprema Corte”, tratou de desdizer-se na frase seguinte. E mudou de ideia na continuação: “Eu só acho que essa história vai ser recontada para saber o que aconteceu na verdade”. A hipótese é tentadora para o país que presta.
Se a história fosse recontada como se deve, não ficaria sem castigo o chefe supremo do esquema que produziu o maior escândalo político-policial desde o Descobrimento. Se a verdade prevalecesse, seria restaurada a decisão original do Supremo Tribunal Federal, desfigurada pela nomeação de Teori Zavaschi e Roberto Barroso. Ao tornar majoritária a bancada dos ministros da defesa de culpados, a dupla de togas ajudou a parir a obscenidade segundo a qual  um bando de quadrilheiros é diferente de uma quadrilha.
O camelô de empreiteira não parece preocupado com o destino dos condenados, revelou o melhor dos piores momentos da conversa. Quando a entrevistadora lembrou que estão na cadeia alguns velhos parceiros do entrevistado, Lula atirou ao mar a carga incômoda: “Tem companheiros do PT presos”. Depois de estacionar numa vírgula, despejou a ressalva abjeta: “Não se trata de gente da minha confiança”.
Nem a turma da cela S13?, talvez perguntasse a jornalista se tivesse mais intimidade com os casos de polícia hospedados na Papuda. Os telespectadores portugueses e brasileiros então ouviriam Lula dizer que não sabe direito quem é José Genoino, acha que Delúbio é nome de rio e conhece José Dirceu só de vista.

Augusto Nunes/VEJA



###########





28.abril.2014 15:00:25

Lula: mensaleiros não eram de sua confiança,

 já Roberto Jefferson…

O que surpreende na entrevista do ex-presidente Lula a uma emissora de TV portuguesa não é a avaliação de que o julgamento do mensalão foi político. Mas a de que os políticos condenados e presos não eram de sua confiança.
Como não fez distinção entre os presos do PT e os demais, a declaração abrange o seu ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha e o ex-presidente do partido, José Genoíno.
Para quem chegou a afirmar que daria um cheque em branco ao delator do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson, soa fora de contexto a revelação, que expõe mais ainda os ex-dirigentes do PT.
Foi só o que Lula acrescentou ao que já tinha dito sobre o episódio que poderia ter gerado um processo de impeachment em seu governo. Que não aconteceu porque não só negou conhecer o esquema, como o condenou diversas vezes, dizendo-se traído pelos companheiros.
Nesse ponto, há coerência entre a fala de hoje e a de ontem: não eram de confiança, diz ele, hoje, sobre aqueles que o traíram no governo, como afirmou à época do mensalão. Juntando os dois tempos, Lula foi traído por gente que não tinha a sua confiança e que hoje está presa. Não obstante, traição se traduzir por deslealdade daquele em quem se confiava.
Mas, segundo o ex-presidente, essa gente que não tinha a sua confiança, está presa por condenação de um julgamento 80% político. É curiosa a conta que concede 20% de acerto ao Supremo Tribunal Federal. Seria interessante se o ex-presidente dividisse com o distinto público o cálculo que o levou a tal divisão porcentual.
O cálculo rouba consistência à tese do julgamento injusto, pois que concede alguma razão ao STF, ainda que proporcionalmente muito abaixo da realidade. 
Onde acertou e onde errou o  STF ? Qualquer que seja a resposta de Lula, é explícito o reconhecimento de crime.
São algumas as hipóteses para a tese do ex-presidente. O STF acertou ao reconhecer o crime e errou na dosagem das penas. Mas o próprio STF já reviu essa parte, ao  revogar a pena por formação de quadrilha, o que não revogou as prisões.
Segunda hipótese: o STF teria dado  tratamento isonômico a réus com participações distintas no esquema de desvio de recursos. Por esse raciocínio, culpados são todos aqueles que não pertenciam ao PT, pois segundo o partido, José Dirceu de nada sabia, como Lula; José Genoíno assinou passivamente o empréstimo fraudulento, por uma credulidade romântica; João Paulo Cunha apenas mandou sacar um dinheiro conforme orientação partidária.
Como os demais réus não foram defendidos em nenhuma das teorias conspiratórias do PT, resta a conclusão de que só os do partido foram injustiçados. E tem-se aqui o inusitado: não houve o crime do qual o PT foi acusado, mas a prisão é justa para aqueles condenados solidariamente e que não pertencem ao partido.
A outra hipótese que pode passar pelo cálculo de Lula: não houve compra de votos de parlamentares, mas caixa-dois  de campanha, a segunda versão que deu ao caso, depois de abominá-lo como mensalão e dizer-se traído.
Aí residiria o cálculo de 80% e 20%. Crime, sim, mas de caixa-dois, não de assalto ao erário. O problema é que houve desvio de recursos públicos em dimensão jamais vista, dinheiro que financiou parlamentares integrantes de uma  base de sustentação igualmente inédita e de fidelidade canina.
Lula jogou, mais uma vez, para as calendas a sua versão do mensalão, ou a verdadeira, como afirma. Ele será esclarecido um dia, será recontado com a finalidade de mostrar que foi “um massacre para destruir o PT”.
A rigor, já foi recontada pelo PT algumas vezes, em versões tão diferentes quanto irreais. Mas o ex-presidente cumpre o papel de alimentar a estratégia de mostrar o julgamento como político ao sugerir um mistério ainda a ser desvendado.
Tudo sempre no futuro, que a Deus pertence, já dizia o ex-ministro da Justiça do regime militar, Armando Falcão.

http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/lula-mensaleiros-nao-eram-de-sua-confianca-ja-roberto-jefferson/

#########

Nenhum comentário: