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terça-feira, abril 29, 2014

MENSALÃO EM PORTUGAL: NAU SEM RUMO


29/04/2014
Ministros repudiam declarações de Lula

Em reação às críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao julgamento do mensalão, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, repudiou o petista e classificou como "grave" a desqualificação da Corte. Em nota divulgada ontem à noite, o ministro não poupou Lula. "Lamento profundamente que um ex-presidente da República, tenha escolhido um órgão da imprensa estrangeira para questionar a lisura do trabalho realizado pelos membros da mais alta Corte de Justiça do país", enfatizou.

Em entrevista à TV RTP, de Portugal, Lula disse, no último fim de semana, que 80% das decisões da ação penal 470 foram políticas e, ainda, que houve "um massacre que visava destruir o PT". O presidente do STF saiu em defesa do julgamento, que culminou na condenação de mais 20 réus, incluindo ex-integrantes da cúpula do PT. "A desqualificação do STF, pilar essencial da democracia brasileira, é um fato grave que merece o mais veemente repúdio. Essa iniciativa emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade, e acuado pela violência. Os cidadãos brasileiros clamam por justiça", frisou Barbosa.

O chefe do Judiciário observou que ação foi conduzida de forma "absolutamente transparente" e as partes tiveram acesso simultâneo aos autos do processo. Ressaltou também que foram feitas inúmeras perícias por órgãos federais ao longo do processo, que resultaram em provas. "Portanto, o juízo de valor emitido pelo ex-Chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome."

O ministro do STF Marco Aurélio Mello classificou de desrespeitosa à maneira como o petista se referiu à Corte. O magistrado rechaçou a declaração do ex-mandatário do país. "Eu vejo acima de tudo como uma visão leiga e de alguém que está integrado a um partido que tem envolvidos no processo-crime. Ele está no papel político-partidário dele", disse Marco Aurélio, em entrevista ao Correio. "Imaginar que em pleno regime democrático houve uma decisão política é um passo demasiadamente largo. (O que Lula disse) é algo que discrepa da ordem natural das coisas e da respeitabilidade que tem que se ter com as instituições", frisou.

O ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto também demonstrou incômodo com a declaração. Para o ministro aposentado, Lula tem o direito de fazer o uso da liberdade de expressão, mas a opinião não condiz com a realidade. "Pode-se discordar do resultado, mas a legitimidade do julgamento está acima de qualquer dúvida", ponderou Britto, que presidia o STF quando o julgamento foi iniciado.

Já o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também destacou que Lula tem o direito de se manifestar sobre a condenação de políticos do PT. "A Ação Penal 470, que tramitou perante a Corte mais alta do país, está encerrada, com o julgamento claro, objetivo, transparente, respeitados o contraditório e o amplo direito de defesa", afirmou.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato tucano à Presidência da República, considerou "lamentável" a colocação feita pelo ex-presidente. Segundo o parlamentar, Lula deveria ser o primeiro a zelar pelas instituições brasileiras. "Não podemos respeitar o Poder Judiciário quando ele toma decisões que nos são favoráveis e desrespeitá-lo quando ele toma decisões que não nos são favoráveis. Uma afirmação como essa não engrandece o currículo do ex-presidente, até porque, pela importância do cargo que ocupou, deveria ser ele o primeiro a zelar pelas nossas instituições."

Relações

Evitando polemizar, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, prestou solidariedade aos petistas presos. Lula teria dito que os condenados não eram pessoas de sua confiança, enquanto Carvalho admitiu que tinha relações próximas com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, com o ex-deputado José Genoino (PT) e com o ex-tesoureiro Delúbio Soares. "Eu respeito a opinião do presidente Lula. Esses companheiros são pessoas que sempre estiveram, pessoalmente de mim, bastante próximos. Eles deram sua contribuição ao país, cometeram equívocos e foram julgados", disse.

"Uma visão leiga é de alguém que está integrado a um partido que tem envolvidos no processo-crime. Ele está no papel político-partidário dele"
Marco Aurélio Mello, ministro
DIEGO ABREU

Política

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