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terça-feira, abril 15, 2014

PETROBRÁS: O QUE DIFERENCIA UM BOM NEGÓCIO ?

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Compra de Pasadena 'não foi bom negócio', afirma presidente da Petrobrás

A senadores, Graça Foster repetiu que, hoje, o conselho da estatal recusaria a compra se tivesse recebido informações adequadas sobre a refinaria

15 de abril de 2014 | 13h 17


Ricardo Brito e Nivaldo Souza/ESTADAO

Brasília - A presidente da Petrobrás, Graça Foster, afirmou nesta terça-feira, 15, que a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA) não foi um "bom negócio" para a estatal. Em audiência no Senado para explicar denúncias contra a companhia, Graça repetiu que o resumo executivo que embasou a decisão do conselho não fazia menção a cláusulas "extremamente importantes" para a tomada de posição da estatal.
Graça Foster durante audiência em comissão do Senado - André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão
Graça Foster durante audiência em comissão do Senado
"De todas as leituras e as vezes que vi o ex-presidente da Petrobrás (Sérgio Gabrielli), eu não o ouvi dizendo que foi um excelente negócio. O que ele disse é que na época foi considerado um bom negócio", afirmou. "Não há como reconhecer na presente data que se tenha feito um bom negócio", complementou.
Em 3 de fevereiro de 2006 o Conselho Administrativo da Petrobrás, à época presidido por Dilma Rousseff, autorizou a compra de 50% de Pasadena. Em 2012, a estatal concluiu a compra da refinaria, pela qual pagou US$ 1,25 bilhão, segundo Graça. Naquele ano começavam a vir à tona as dúvidas sobre o negócio, agora alvo de investigações da Polícia Federal, Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU).
Em março deste ano, o Estado revelou que Dilma deu aval à compra de parte da refinaria. Em nota, a presidente justificou que sua decisão foi tomada com base em um resumo técnico, nas suas palavras, "falho" e "incompleto".
Nesta terça, a presidente da estatal voltou a dizer que o resumo técnico encaminhado ao conselho não tinha cláusulas importantes sobre a unidade e, sem elas, não era possível fazer a análise adequada do negócio. "Nós hoje não encaminharíamos a compra da refinaria se tivéssemos todos esses dados sobre a mesa", disse, ao citar que a diretoria da empresa não tinha a seu dispor as cláusulas Put Option e Marlim. Segundo ela, se o negócio fosse hoje, a atual diretoria não aprovaria a operação.
Valor do negócio. As investigações sobre a compra suspeitam de que a estatal tenha pago valor superfaturado pela unidade. Graça Foster, no entanto, afirmou que a Astra, de quem a estatal brasileira comprou a refinaria, pagou mais do que os alegados US$ 42,5 milhões. A executiva declarou que a Astra investiu US$ 112 milhões antes de a Petrobrás comprar Pasadena. "A Astra pagou no mínimo US$ 360 milhões por Pasadena".

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