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sexta-feira, novembro 28, 2014

'TÁ DIFÍCIL ENCONTRAR UM ''HOMEM PÚBLICO'' DESPROVIDO DE INTERESSES PRIVADOS...

28/11/2014
PF tenta prender dois irmãos de ministro

Parentes de Neri Geller, da Agricultura, têm prisão decretada por fraude na reforma agrária

Adriana Mendes, Anselmo Carvalho Pinto* e Jailton de Carvalho
CUIABÁ E BRASÍLIA


Dois irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller (PMDB), são suspeitos de integrar um esquema de grilagem de terras descoberto pela Polícia Federal de Mato Grosso. Deflagrada ontem de manhã, a Operação Terra Prometida havia prendido até ontem à tarde 30 pessoas, entre servidores do Incra e fazendeiros da região Meio-Norte do estado. Foram expedidos 52 mandados de prisão, incluindo os de Odair e Milton Geller, irmãos do ministro. Eles não haviam sido localizados até ontem. A previsão é que se entreguem hoje.

As investigações começaram em 2010, a partir de reportagens do "Jornal Nacional" sobre negociação de lotes da reforma agrária, o que é proibido por lei. O esquema, porém, ocorre desde 1997. O centro do esquema são os municípios de Itanhangá (MT) e Lucas do Rio Verde (MT), cidade onde a família Geller tem fazendas. Milton é ex-prefeito de Tapurah (MT) e atual secretário adjunto de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar de Mato Grosso.

Em Lucas do Rio Verde, também atua o empresário Marino Franz (PSDB), ex-prefeito da cidade e dono da empresa Fiagril, uma das maiores do ramo de agronegócio do Brasil, com faturamento de R$ 2,75 bilhões em 2013. Franz foi preso de manhã em sua casa e levado para a PF de Cuiabá.
- Grandes grupos do agronegócio utilizaram terras da União para criar verdadeiros latifúndios - disse o delegado federal Hércules Sodré, que conduziu o inquérito.

Os agentes cumpriram ainda 146 mandados de busca e apreensão e 29 de medidas proibitivas em dez cidades de Mato Grosso, inclusive Cuiabá. Cerca de 80 fazendeiros estão envolvidos. A operação se estendeu por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na investigação, descobriu-se um esquema de invasão de terras da União, crimes contra o meio ambiente, falsidade documental, estelionato e corrupção, delitos pelos quais os acusados podem ser condenados a até 12 anos de cadeia.

posseiros obrigados a ceder lotes

Usando da influência financeira e política, o grupo é suspeito de aliciar e ameaçar posseiros da reforma agrária, obrigando-os a ceder seus lotes a preços bem abaixo dos de mercado. As ameaças eram feitas, segundo a PF, com "força física" e uso de armas. Os lotes eram regularizados com ajuda de servidores do Incra; oito deles estão entre os alvos da operação.
- Trabalhamos em parceria com a PF e o Ministério Público para acabar com essa prática de venda de lotes da reforma agrária - afirmou o superintendente do Incra em Mato Grosso, Salvador de Almeida.
A operação atingiu empresários que movimentam a economia de Lucas do Rio Verde. Um deles é Edu Pascoski, também diretor do Luverdense, time de futebol que disputa a Série B do campeonato brasileiro. Segundo a PF, em dez anos o grupo priorizou terras em locais onde houve reforma agrária, numa região com o hectare mais caro de Mato Grosso. A regularização ilegal de terras públicas pode ter gerado prejuízo estimado de R$ 1 bilhão à União.
Nas fraudes, o grupo usou documentos falsos, simulou vistorias e termos de desistência, além de incluir dados falsos no Sistema de Informações de Projetos de Reforma Agrária. A PF informou que empresas multinacionais foram beneficiadas pelo esquema, mas não confirmou nenhum nome. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Diamantino (MT).
A PF e o Ministério Público Federal (MPF) suspeitam que familiares do ministro da Agricultura usaram parentes e até uma empregada doméstica para se apropriarem de forma ilegal desses lotes. Entre os supostos laranjas está Helena da Silva Meireles, que, pelas investigações, é empregada de Odair Geller. O nome de Helena aparece entre os donos de um dos lotes cedidos pelo Incra num processo considerado ilegal. Pela lei, os terrenos deveriam ser cedidos a trabalhadores rurais sem terra.
Ministro diz não ter envolvimento
A assessoria do Ministério da Agricultura informou que Neri Geller não está citado no processo e não tem sociedade com os irmãos ou qualquer pessoa envolvida no processo. O ministro retornaria no início da noite de ontem de uma viagem aos Emirados Árabes Unidos. Neri Geller candidatou-se a deputado federal em 2006 e 2010, ficou como suplente nas duas legislaturas e chegou a assumir o mandato na Câmara. Na época, elegeu-se pelo PP. Em 2013, ele ocupou a Secretaria de Política Agrícola, antes de assumir o ministério, no início de março deste ano.
O GLOBO tentou contato com a Fiagril. A assessoria de imprensa da empresa comprometeu-se a divulgar uma nota, o que não havia sido feito até o final do dia.
cada lote vale hoje R$ 1 milhão
Em sua decisão, o juiz Fábio Fiorenza afirma não haver dúvida da existência de um grupo criminoso. "Grupo voltado à invasão de terras públicas federais e à formação de grandes fazendas de monocultura de soja e milho em imóveis destinados à reforma agrária no Projeto de Assentamento Itanhangá/Tapurah", considerado o segundo maior do mundo. As investigações constataram que apenas 10% dos lotes do assentamento permanecem nas mãos de pessoas que se enquadram no perfil de beneficiários da reforma agrária. O assentamento tem 115 mil hectares com 1.149 lotes. Cada um vale hoje R$ 1 milhão.
Conforme o juiz, existe a suspeita de que os irmãos Geller teriam indicado parentes e laranjas para receber lotes. Em depoimento, o executor do Incra em Diamantino, Antônio Nogueira, afirmou achar que os Geller teriam 15 lotes registrados em nomes de laranjas.
Em Mato Grosso, os mandados estão sendo cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande, Nova Mutum, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Sorriso, Tapurah e Campo Verde. Também estão sendo cumpridos mandados nos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. (*Especial para O GLOBO)


adicionada no sistema em: 28/11/2014 04:45

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