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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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quarta-feira, dezembro 03, 2014

CONGRESSO NACIONAL E LDO: MANOBRA FISCAL

03/12/2014
Após confronto, Congresso adia votação da manobra fiscal

Polícia Legislativa entra em confronto com manifestantes, congressistas se xingam, e sessão é encerrada

Nova tentativa de aprovar projeto que permite ao governo fechar suas contas neste ano é marcada para hoje

MÁRCIO FALCÃO SOFIA FERNANDES DE BRASÍLIA

Apesar de ter negociado a liberação de recursos e montando uma força-tarefa para garantir apoio dos aliados, o governo sofreu nesta terça-feira (2) nova derrota na tentativa de aprovar a manobra fiscal para fechar as contas deste ano. O motivo: o plenário do Congresso virou um ringue, e a votação foi adiada.
A sessão foi marcada pela violência da Polícia Legislativa contra manifestantes nas galerias do plenário e congressistas da oposição que saíram em sua defesa.
A confusão começou no início dos trabalhos, quando a oposição tentava liberar o acesso dos mais de 200 manifestantes que queriam acompanhar a votação. Foi autorizada a entrada de 50 pessoas na parte superior do plenário.
Em meio à ofensiva da oposição para adiar a análise do projeto de lei que permite ao governo descumprir a meta de economia para pagar juros da dívida pública em 2014, o chamado superavit primário, parlamentares da base aliada começaram a reclamar do protesto, que tinha gritos de "Fora PT", o "PT roubou" e "vá para Cuba".
A temperatura subiu quando a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que discursava, foi chamada de "vagabunda". O presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), suspendeu a sessão para a retirada dos manifestantes.
Um grupo de 15 deputados da oposição decidiu impedir a saída e foi para as galerias fazer um cordão de isolamento. Mesmo assim, a Polícia Legislativa partiu para cima, com empurrões e truculência. Ruth Gomes de Sá, 79, ligada ao PSDB, levou uma gravata de um segurança.
Um agente chegou a atirar com um taser (arma de descarga elétrica não letal) no professor de história Alexandre Seltz. Ele desmaiou por alguns segundos e foi carregado por parlamentares. No tumulto, o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) chegou a rolar as escadas.
Ao longo de mais de uma hora, os manifestantes gritavam "Fora Renan" e "O Congresso é um curral", além de ataques ao governo. Ele se identificaram como integrantes do Movimento Brasil Livre e Democracia Já e reconheceram que foram mobilizados por oposicionistas.
A confusão se estendeu ao plenário, de onde congressistas assistiam à confusão, quando o deputado Felipe Maia (DEM-RN) foi "peitado" pelo colega Assis Melo (PCdoB-RS), que defendia Grazziotin. Aos gritos, o deputado Amauri Teixeira (PT-BA) chamou o colega Domingos Sávio (PSDB-MG) de "seu merda".
Com o impasse, Renan encerrou a sessão e convocou nova votação para hoje.
GOVERNO EM ALERTA
O novo adiamento colocou o governo em alerta. Os trabalhos do Congresso se encerram em 20 dias.
Antes de analisar a manobra fiscal, deputados e senadores terão que deliberar sobre vetos presidenciais. A oposição vai tentar usar manobras regimentais para prolongar essas votações.
Calheiros disse que a oposição instrumentalizou os manifestantes.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) rebateu o presidente do Senado. "Isso é uma bobagem. A população brasileira acordou. As pessoas estão participando do que está acontecendo no Brasil."
A oposição anunciou que irá ao STF para suspender o decreto no qual o governo promete a liberação de R$ 444 milhões para verbas de congressistas para seus redutos eleitorais, caso a manobra seja aprovada.


adicionada no sistema em: 03/12/2014 02:57


03/12/2014
Tumulto no Congresso adia votação de manobra

Pancadaria nas galerias da Câmara interrompe sessão; após decreto, PMDB decide apoiar proposta do governo

Cristiane Jungblut, Júnia Gama, Maria Lima e Isabel Braga

O governo fracassou ontem na sua quarta tentativa de votar a proposta que permite o descumprimento da meta fiscal de 2014. Um clima de guerra se instalou na sessão do Congresso, com brigas e xingamentos entre manifestantes, parlamentares e seguranças nas galerias da Casa, o que levou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) a suspender os trabalhos.
Após dias de rebeldia entre os aliados, os principais partidos da base entraram em acordo para ajudar o Palácio do Planalto a aprovar a medida. Porém, a oposição, com ajuda de um grupo que acompanhava a sessão nas galerias da Câmara e gritava palavras de ordem contra parlamentares da base, conseguiu impedir a análise do projeto.
Após mais de uma hora de confusão, Renan interrompeu os trabalhos e remarcou a sessão para as 10h de hoje. O cancelamento foi uma vitória da oposição. Como faltam ser apreciados os vetos presidenciais, há o risco de a votação da mudança da meta fiscal só ocorrer no dia 9.
- Vinte e seis pessoas instrumentalizadas, provocando o Congresso, tumultuando. Não dá para trabalhar e conduzir a sessão dessa forma - disse Renan.
pmdb muda de opinião, de olho em ministérios
Na semana passada, os deputados peemedebistas, junto a outros partidos da base aliada, esvaziaram a sessão que apreciaria a medida e impossibilitaram a votação. A mudança de postura que levou os peemedebistas a se mobilizarem para a sessão de ontem, favoráveis ao governo, se deve a três fatores: distribuição de espaços na reforma ministerial em curso, liberação de verbas para estados e municípios (sobretudo através de emendas parlamentares) e a campanha pela eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara.
O plenário da Câmara, onde ocorrem as sessões do Congresso, virou um verdadeiro ringue. Enquanto nas galerias havia enfrentamento entre seguranças, manifestantes e parlamentares da oposição, alguns deputados e senadores trocavam xingamentos no plenário, a poucos metros de Renan, que parecia atônito com o tumulto. A confusão começou quando ele mandou esvaziar as galerias, por volta das 19h45m. Nesse momento, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra Renan e o PT.
- Ditador (para Renan)! O PT roubou! Vai para Cuba! - gritavam os cerca de manifestantes nas galerias.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e a senadora Vanezza Grazziotim (PCdoB-AM), que estavam discursando, entenderam que foram xingadas de vagabundas. Jandira exigiu providências.
- Não ouvi, mas a deputada disse que estavam nos chamando de vagabundas. E a deputada Manoela D´Ávila (PCdoB-RS) contou que havia uma manifestante nos chamado de safadas - disse Vanessa.
- Chamar de vagabunda é inadmissível! Minha proposta é que se esvaziem as galerias. Que se respeitem os parlamentares! - disse Jandira.
Os seguranças foram às galerias para retirar os manifestantes, a maioria ligada ao PSDB, e usaram até uma arma que dá choque. Os líderes dos partidos de oposição, então, subiram para proteger os manifestantes, e começou a briga. Os mais exaltados eram os deputados Ronaldo Caiado (DEM-GO), líder da Minoria no Congresso, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Fernando Francischini (SD-PR) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) - este, o mais irritado, que chegou a empurrar e dar cotoveladas num segurança:
- Me solte que eu sou deputado! - gritava.
Uma idosa de 79 anos, Ruth Gomes de Sá, afirmou ter sido agredida pelos seguranças.
- Eles me deram uma gravata! - disse a aposentada, que disse ser ligada ao PSDB.
Num dos momentos mais tensos , os deputados Felipe Maia (DEM-RN) e Assis Melo (PCdoB-RS) trocaram acusações e empurrões. Assis teve que ser contido por colegas do partido e Maia, pelos correligionários democratas, inclusive seu pai, o senador Agripino Maia (DEM-RN). Outro embate ocorreu entre Domingos Sávio (PSDB-MG) e Amauri Teixeira (PT-BA).
- Disse ao Amauri que ele era gordo, mas não era dois! - contou Sávio, que está usando muletas por ter operado um dos joelhos.
Os manifestantes, parte deles convocada pelo deputado Izalci (PSDB-DF), registraram boletim de ocorrência por terem sido agredidos.
O governo terá dificuldade para conseguir quorum hoje.
- Foi uma vitória nossa (da oposição) - admitiu o líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA).
em campanha, cunha quer evitar confronto
Na reunião de segunda-feira no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff deixou claro que, se o Congresso não aprovar a mudança na meta fiscal, estados e municípios sofrerão as consequências, até com corte de verbas para obras já em andamento, o que prejudicaria as bases políticas dos deputados.
Em reunião da bancada do PMDB, ontem, houve críticas ao decreto editado por Dilma, que condiciona a liberação de emendas parlamentares à aprovação desse projeto. No entanto, os deputados mostravam-se dispostos a apoiar o governo e cobraram a definição dos nomes e ministérios a serem ocupados pelo partido no segundo mandato presidencial.
Outro motivo para a decisão de cooperar com o governo é a campanha pela presidência da Câmara, iniciada oficialmente ontem por Eduardo Cunha. O deputado sofre fortes resistências do Palácio do Planalto e quer amparar arestas para melhorar suas chances de ser eleito.
Anteontem à noite, durante a reunião das lideranças da base com Dilma, o deputado sugeriu que fosse reeditado o compromisso de não se votar projetos da chamada pauta-bomba, com forte impacto nos cofres públicos.


adicionada no sistema em: 03/12/2014 04:17

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