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quarta-feira, dezembro 03, 2014

PETROLÃO E OS 40 POLÍTICOS

03/12/2014
Delator da Petrobras diz ter entregado até 40 políticos

Ex-diretor da Petrobras confirma ter feito acusações em depoimentos sigilosos

Questionado em CPI, Paulo Roberto Costa diz que corrupção atinge obras em outros setores e se espalha pelo país

DE BRASÍLIA

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa surpreendeu os integrantes da CPI criada pelo Congresso para investigar a estatal ao quebrar o silêncio e confirmar que entregou dezenas de políticos em seus depoimentos à Justiça, mantidos sob sigilo pelo Supremo Tribunal Federal.
Sem entrar em detalhes para não comprometer o acordo de delação premiada, Costa fez um "esclarecimento inicial" nesta terça (2), na sessão em que foi convocado para acareação com outro ex-diretor da estatal, Nestor Cerveró.
Preso durante a Operação Lava Jato, que desvendou o maior esquema de corrupção envolvendo a petroleira, Costa só foi solto depois de fazer o acordo e admitiu que entregou "algumas dezenas" de políticos ao ser questionado pelos integrantes da CPI.
Após a sessão, confidenciou a dois deputados o número de políticos que citou. Um dos que ouviu o dado foi Julio Delgado (PSB-MG). "Eu perguntei: como é isso, quantos são?". Ele me disse que são de 35 a 40 do PP, PMDB e PT."
O delator disse que chegou a ficar "enojado" com o que ocorria na estatal e que a corrupção está espalhada pelo país. "O que acontecia na Petrobras acontece no Brasil inteiro: nas rodovias, ferrovias, nos portos, aeroportos, nas hidrelétricas. Isso acontece no Brasil inteiro. É só pesquisar."
Ele não falou sobre a acusação, que fez à Justiça, de que Cerveró recebia propina. O ex-diretor da área internacional negou: "É uma ilação".
Costa fez um breve histórico de sua entrada por concurso na estatal, em 1977, mas admitiu ter chegado ao alto escalão graças a indicações políticas --foi diretor de Abastecimento de 2004 a 2012.
Ele, que cumpre prisão domiciliar, diz estar "profundamente arrependido".
"Desde o governo Sarney, governo Collor, governo Itamar, governo Fernando Henrique --todos--, governo Lula, governo Dilma, todos os diretores da Petrobras e diretores de outras empresas, se não tivessem apoio político, não chegavam a diretor! Isso é fato. Pode ser comprovado."
E continuou: "Infelizmente, aceitei. Se pudesse, não faria isso. Esse cargo me deixou onde estou hoje", disse.
Ele chegou a dizer que sonhava em ser presidente da Petrobras e que passou a sentir ojeriza do esquema do qual participava. Foi, segundo diz, quando enviou à Casa Civil, em 2009, e-mail com questionamento feitos pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
O e-mail foi revelado pela revista "Veja". Na época, Dilma Rousseff chefiava a Casa Civil. À CPI Costa negou que o envio ocorreu por interesses escusos ou porque queria interferência do Executivo.
"Nessa época, eu já estava enojado. Aquele processo estava me enojando. [O objetivo] foi alertar de que estávamos com problemas", disse.
"Queria que ele explicasse o que é o enojamento" e por que não tomou nenhuma ação para desenojar" o processo", afirmou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).
Costa não deu novos detalhes sobre sua delação. Repetiu, porém, que confirma tudo o que foi dito, segundo ele, em mais de 80 depoimentos.
Disse que virou delator para "deixar a alma mais pura" e atendendo ao apelo da família. "Perguntaram: Por que só você, cadê os outros? Você vai pagar sozinho?""
A disposição dele em falar animou a oposição. O deputado Izalci (PSDB-DF), questionou se o ex-presidente Lula e a presidente Dilma foram informados sobre os desvios.
Costa disse que, por ele, nunca. Aproveitou para desmentir que Lula o chamasse de Paulinho: "É folclore".
Cerveró repetiu o roteiro de sua primeira fala à CPI, em setembro. Voltou a dizer que não sabia nada sobre a existência de um cartel de empresas, de superfaturamento em obras e propina.
(GABRIEL MASCARENHAS E GABRIELA GUERREIRO)

adicionada no sistema em: 03/12/2014 02:55


03/12/2014
Costa revela que delatou 35 políticos

Paulo Roberto Costa diz que corrupção é generalizada e que, na estatal, há 35 políticos envolvidos

André de Souza e Evandro Éboli

BRASÍLIA

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que ficou calado durante seu primeiro depoimento à CPI mista da Petrobras, em setembro, ontem resolveu abandonar o silêncio e contou, em nova sessão, que as irregularidades descobertas na estatal se estendem a todo o Brasil, atingindo obras como rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrelétricas. Ele disse que confirmava tudo o que contou no acordo de delação premiada que firmou com a Justiça, acrescentando que citou no processo o nome de dezenas de políticos.
Após o término da sessão, em conversa reservada com o deputado Ênio Bacci (PDT-RS), Paulo Roberto Costa informou que há 35 políticos envolvidos no esquema. Na sessão, ele confirmou também que mandou um e-mail, em 2009, para a então ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Dilma Rousseff, alertando sobre as irregularidades na Petrobras. Funcionário da estatal cobravam propina de empreiteiras para celebrar contratos, e partidos teriam participação no esquema.
A CPI fez ontem uma acareação entre Paulo Roberto Costa e o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró para esclarecer as divergências em depoimentos anteriores feitos pelos executivos. Acusado de irregularidades na Petrobras, Paulo Roberto está colaborando com as investigações. Ele disse estar arrependido de ter participado das fraudes, e que decidiu participar da delação premiada por orientação da família. Isso teria lhe trazido "sossego à alma". À Justiça, ele já havia dito que houve pagamento de propina para que a empresa adquirisse a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Cerveró, por outro lado, sempre negou as irregularidades.
Apoio político para ser diretor
Em sua primeira fala, Paulo Roberto Costa disse que, assim como na primeira vez que foi à CPI mista, em 17 de setembro, permaneceria calado, justamente para não atrapalhar o processo de delação premiada. Segundo ele, todas as dúvidas já haviam sido esclarecidas a Ministério Público, Polícia Federal e Justiça Federal. Mas ressaltou que faria alguns esclarecimentos. Neles, lembrou que assumiu o posto de diretor de Abastecimento 27 anos depois de ter entrado na empresa por concurso público. Nesse período, disse, ocupou postos importante por sua competência técnica, mas destacou que isso não seria suficiente para se tornar diretor.
- Quando chegou a oportunidade de ter uma diretoria da Petrobras, era um sonho meu chegar a diretor, e quem sabe chegar a presidente da companhia. Mas, desde o governo Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula, Dilma, todos os diretores da Petrobras e diretores de outras empresas, se não tivessem apoio político, não chegavam a diretor - afirmou Paulo Roberto Costa. - Estou extremamente arrependido de ter feito isso (ser diretor). Se tivesse oportunidade de não o fazer, não faria novamente isso. Isso tudo, para tornar minha alma um pouco mais pura, um pouco mais confortável para mim e para minha família, me levou a fazer a delação. Eu passei lá na carceragem em Curitiba seis meses preso. Até que resolvi fazer a delação de tudo o que acontecia na Petrobras, e não só na Petrobras. Isso está no noticiário. O que acontecia na Petrobras acontece no Brasil inteiro: nas rodovias, nas ferrovias, nos portos, nos aeroportos, nas hidrelétricas. Isso acontece no Brasil inteiro. É só pesquisar.
Também disse, em várias ocasiões, que confirmava tudo o que disse no processo de delação premiada, mas não quis dar detalhes. Segundo eles, fatos e pessoas envolvidas nas irregularidades serão conhecidos no momento oportuno:
- Tudo que falei lá eu confirmo. Não tem nada lá que eu não confirme. É um instrumento sério, que não pode ser usado de artificio, de mentira, que não pode ser na frente confirmado. Nos mais de 80 depoimentos que fiz, foram mais de duas semanas de delação, o que está lá eu confirmo. Provas existiram e estão sendo colocadas. Falei de fatos, de pessoas. Na época oportuna, virão a conhecimento público.
Um trecho do depoimento dele à Justiça Federal chegou a ser reproduzido na sessão pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Nele, Costa diz que havia pagamento de propinas para Nestor Cerveró e que seu ex-colega de Petrobras era ligado ao PMDB. Cerveró refutou as acusações e disse, ainda, desconhecer irregularidades na empresa.
- Eu posso debitar isso na conta de uma ilação do Paulo. Eu desconheço esse tipo de pagamento - disse Cerveró, acrescentando que alcançou o cargo de diretor por mérito, e não por indicação política.
Os dois ex-diretores concordaram quando trataram das responsabilidades do Conselho de Administração da Petrobras na compra da refinaria de Pasadena, que causou prejuízos à Petrobras e na qual o Tribunal de Contas da União encontrou irregularidades. O Conselho era presidido pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O TCU decidiu responsabilizar apenas os integrantes da diretoria na época, isentando os conselheiros.
- A responsabilidade pela aquisição de ativos na Petrobras, ativos no Brasil e no exterior, cabe ao Conselho de Administração - afirmou Cerveró.
- A responsabilidade final de aprovar uma compra de um ativo como Pasadena é 100% do Conselho de Administração. A diretoria da Petrobras não tem autonomia para compra de um ativo como Pasadena. Então, eximir o Conselho de Administração a respeito da compra de Pasadena é um erro - concordou Paulo Roberto Costa.
Costa, por duas vezes, disse que estava enojado com o esquema de corrupção na Petrobras do qual fazia parte. Ele usou esse termo pela primeira vez ao se referir ao episódio no qual, em setembro de 2009, enviou um email "diretamente para a ministra da Casa Civil na época" (Dilma), no qual tratava de problemas da estatal com o TCU.
- Nessa época eu estava já enojado desse processo todo - disse.
Cerveró confirmou que sua defesa está sendo paga pela Petrobras, mas de forma indireta, por um seguro que cobre ações dos gestores da empresa:
- A minha defesa está sendo paga pelo seguro, é uma forma indireta. Modelo americano que cobre atos de gestão de diretores e conselheiros. Cobre toda atividade de defesa de gestão desses diretores.
Costa negou que seja tratado pelo ex-presidente Lula como "Paulinho", dizendo que isso é folclore. Ele afirmou que a família está sofrendo e que foi por orientação dela que resolveu colaborar:
- Falavam: por que só você? E os outros? Você vai pagar sozinho?

adicionada no sistema em: 03/12/2014 04:17

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