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sexta-feira, fevereiro 20, 2015

MARCHAS REVELAM A INDIGNAÇÃO NA ARGENTINA

20/02/2015

Marchas revelam a indignação na Argentina

A marcha silenciosa que mobilizou a Argentina na última quarta-feira, cobrando uma investigação independente sobre a morte do promotor especial Alberto Nisman, foi um grito eloquente pela verdade e pelas instituições do país. A morte do promotor indignou a Argentina. Ele foi encontrado morto, há um mês, com um tiro na cabeça, às vésperas de apresentar ao Parlamento o pedido formal de indiciamento da presidente Cristina Kirchner, de seu ministro de Relações Exteriores, Héctor Timerman, e de outras três pessoas ligadas à presidente, a quem acusou de acobertar, em troca de tratados comerciais, o envolvimento do Irã no atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994, que deixou 85 mortos e centenas de feridos.

Na última sexta-feira, aproveitando o esboço da denúncia elaborada por Nisman, após anos de investigação, o promotor federal Gerardo Pollicita formalizou o indiciamento de Cristina Kirchner e dos demais implicados no caso Amia. Pollicita também pediu que as denúncias de Nisman continuem sendo investigadas. A questão agora está nas mãos do juiz Daniel Rafecas, mas parlamentares ligados ao governo argentino convocaram Pollicita a esclarecer os motivos do indiciamento. Diante do histórico de violência do caso, Pollicita reforçou a segurança pessoal.

Convocada por promotores, a marcha reuniu uma ampla multidão, representantes da sociedade civil organizada e dois candidatos à Presidência nas eleições de 24 de outubro: o deputado peronista Sergio Massa, e o chefe de Governo de Buenos Aires, Mauricio Macri, não peronista. Os organizadores da manifestação não permitiram bandeiras de partidos políticos, enfatizando o caráter cívico e suprapartidário do protesto.

Já a presidente reagiu à marcha com ironia e agressividade, proporcionais à pressão que seu governo vem sofrendo não só no campo político, mas igualmente na economia. Em um comício convocado por partidários do kirchnerismo para se contrapor à marcha do silêncio, ela afirmou: "Ficamos com o canto, com a alegria; a eles deixamos o silêncio. Sempre gostaram do silêncio." Ao lado das filhas, a juíza federal Sandra Arroyo Salgado, viúva de Nisman e uma das organizadoras da marcha, replicou a fala da presidente, afirmando que suas "filhas são a alegria e a esperança; meninas cheias de energia positiva".

A participação de dezenas de milhares de pessoas na marcha do silêncio - que ecoou nas ruas das principais cidades da Argentina - revela mais que a indignação geral e a cobrança de uma apuração independente dos atentados à Amia e da morte de Nisman. Considerando-se a reação de Cristina Kirchner - que parece estar convencida de que cumpre uma missão histórica que a coloca acima do bem e do mal -, a manifestação evidencia a face cada vez mais aguda de uma crise institucional que ameaça, mais uma vez, levar a termo o governo argentino antes mesmo do fim do mandato da presidente.


adicionada no sistema em: 20/02/2015 04:11

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