A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quarta-feira, setembro 11, 2013
''ASSINEMOS COMPANHEIROS..." (paráfrase de ''Bebamos companheiros/ como bebes/ tão ligeiro...)
| 11/09/2013 | |
BIODIVERSIDADE, CLIMA E DESMATAMENTOS.
O nosso 11 de setembro
Autor(es): Mauro Oliveira Pires |
| Correio Braziliense - 11/09/2013 |
Sociólogo
Esta é a 11ª vez que se comemora o Dia do Cerrado, instituído em 2003 por meio de decreto presidencial, atendendo a proposta do Ministério do Meio Ambiente encampada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A data, 11 de setembro, foi uma homenagem ao ambientalista e artista Ary Pára-Raios, fundador do grupo artístico Esquadrão da Vida, que vem encantando nosso cenário cultural há mais de três décadas, graças ao trabalho de seus filhos, imbuídos de continuar a obra do pai, após a morte dele em 2003. Em vida, Ary, que fez carreira no Distrito Federal, tornou-se militante apaixonado pelo bioma que o acolheu. Na Eco-92, articulou, com outros ambientalistas, um Tratado Internacional do Cerrado, a fim de chamar a atenção do mundo para esse importante conjunto de seres vivos, esquecido pela Constituição Federal de 1988. Enquanto nos Estados Unidos o 11 de setembro remonta a uma tragédia assombrosa, no Brasil, a data é para refletir e celebrar a vida de um bioma único, rico em espécies e em diversos mosaicos vegetacionais, singular em sua geografia e, porque não, na diversidade humana que vem abrigando há milênios, como dizem os paleontólogos e arqueólogos. Claro que há motivos para entristecimento; afinal, quase metade da área original foi destruída em menos de 40 anos e, na parte restante, poucos são os fragmentos remanescentes de maior porte. Mas tão importante quanto denunciar os crimes ambientais cometidos contra ele, é valorizá-lo. E não poderia haver momento mais propício. Em pleno mês em que a secura é elevada, em que as queimadas e incêndios alastram-se espantosamente, o cerrado surpreende, por meio dos ipês-amarelos, floridos por poucos dias, parecendo dizer algo profundo e nos convidar para uma celebração. Aproveitemos a ocasião para isto: reflexão e celebração. Que reflitamos sobre a ocupação desenfreada, movida pelo agronegócio de extensas monoculturas, destruindo ecossistemas, aniquilando nascentes, erodindo os solos, contaminando-os com agrotóxicos. Que reflitamos se é realmente esse o modelo a ser exportado para as savanas africanas, enquanto aqui na sua porção norte, denominada Matopi (entroncamento entre os estados do Maranhão, Tocantins e Piauí), avança o desmatamento. Será que repetirão naquele continente os erros socioambientais praticados aqui? Esperemos que não. Esperemos que o Brasil não seja o imperialista de outrora, o novo colonizador que emula práticas de seus antigos conquistadores. Que celebremos a diversidade da vida, que lembremos quão importante é o cerrado para o dinâmico equilíbrio ecossistêmico, para a formação das bacias hidrográficas e os estoques de carbono, graças à sua elevada biomassa. Que aproveitemos para cobrar do Congresso Nacional a tão esperada aprovação da emenda constitucional que eleva esse bioma, a caatinga e os pampas à condição de patrimônio nacional. Afinal, já são 18 anos de lenta tramitação. Que aproveitemos para lembrar que, a cada dia, todos podem fazer alguma coisa pelo cerrado — seja diminuindo o lixo doméstico, seja na hora de eleger os representantes políticos, escolhendo aqueles realmente comprometidos com a conservação e o uso sustentável, pois 2014 está próximo. Brasília conta com diversos lugares para essa celebração: seus parques, sua água mineral e arredores estão aí para serem visitados e para se descobrir as cores, os frutos, as flores e toda a fauna desse bioma riquíssimo. Que os próximos 11 de setembro sirvam para ampliar a consciência e a ação em favor do cerrado. Essa era e continua sendo a ideia para a instituição do seu dia.
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"E QUE SEJA IMORTAL/ POSTO QUE É CHAMA" (Vinicius de Moraes)
O imortal FHC
| Correio Braziliense - 11/09/2013 |
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso assumiu ontem a cadeira número 36 da Academia Brasileira de Letras (ABL), que estava vaga desde a morte do escritor João de Scantimburgo, em março.
Na solenidade de posse, FCH não demonstrou desconforto com o fardão.
Disse que vai tentar adequar a agenda da Academia aos seus compromissos profissionais e partidários.
“Moro em São Paulo e, apesar da idade avançada, tenho muitos compromissos, viagens ao exterior, mas vou tentar participar dentro desse limite”. Sobre política, disse apenas que o momento atual “está tenso”.
No discurso de posse, FHC fez questão de homenagear a mulher, a socióloga Ruth Cardoso, que morreu em 2008. “Ela foi meu esteio, me abriu a mente”, disse o ex-presidente.
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''CAI O REI DE ESPADAS..." (Ivan Lins)
NÚMERO 2 DO TRABALHO CAI. MINISTRO BALANÇA
MINISTRO RESISTE, MAS O Nº 2 PERDE O CARGO |
| Autor(es): PAULO DE TARSO LYRA KARLA CORREIA LEANDRO KLEBER |
| Correio Braziliense - 11/09/2013 |
Governo mantém Manoel Dias no cargo apesar da demissão do secretário executivo da pasta e da prisão de três assessores acusados de integrar quadrilha que desviou R$ 400 milhões. Tudo para não contrariar o PDT
Após pressão de Dilma, secretário executivo pede demissão no Trabalho. Manoel Dias permanece no governo porque o Planalto quer evitar desgaste com o PDT
Depois da pressão do Palácio do Planalto, com recados claros encaminhados pela presidente Dilma Rousseff por pessoas próximas ao gabinete, o secretário executivo do Ministério do Trabalho, Paulo Roberto Pinto, pediu exoneração ontem do cargo. A saída de Paulo Roberto, investigado pela Polícia Federal na Operação Esopo, fragiliza a situação do ministro Manoel Dias. Ele permanece na função, por enquanto, porque Dilma não deseja comprar uma briga neste momento com o PDT. O caso do secretário executivo era diferente. Ele era visto pelo Planalto como o braço operacional do presidente do PDT, Carlos Lupi, dentro do ministério. Lupi deixou o cargo de ministro em dezembro de 2011, após denúncias de irregularidades em convênios.
Contra Dias, no entanto, pesa uma percepção de que ele não tem controle sobre o que se passa na própria pasta. Na semana passada, a Polícia Federal prendeu sete gestores da ONG Centro de Atendimento ao Trabalhador (Ceat) — inclusive um padre e a presidente da entidade, Jorgette Maria Oliveira — e um assessor do Ministério do Trabalho Gleide Santos Costa, lotado na Secretaria de Políticas Públicas de Emprego. Ele tinha em mãos R$ 30 mil recebidos como propina para facilitar um aditamento a um convênio do ministério com a ONG, que recebeu, desde 2009, repasses de R$ 47,5 milhões. Diante da reincidência da pasta em denúncias de irregularidades, o governo tentou agir rápido, para evitar uma sangria maior. O receio da presidente é que o escândalo, que envolve o desvio de R$ 400 milhões em cursos de capacitação não realizados, escorresse para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o que aumentaria o escândalo para a casa dos bilhões de reais. [FOTO2]Desde segunda-feira, quando a Operação Esopo foi deflagrada pela Polícia Federal, a cabeça de Paulo Roberto Pinto ficou a prêmio. Emissários da presidente avisaram a Dias que ele deveria exonerar o secretário executivo. Era uma chance para que o ministro não se afundasse no escândalo que assolava a estrutura da pasta. Como tudo no PDT é lento — o próprio Lupi sempre disse que os escândalos duram até que o próximo seja descoberto —, Dias deixou a sugestão em banho-maria e não demitiu Paulo Roberto Pinto, apesar de o subordinado ter sido convocado pela Polícia Federal a prestar esclarecimentos sobre a Operação Esopo. O ministro descobriu, no entanto, que a paciência de Dilma tem limite. Ontem, durante a reunião com senadores da base aliada, ela deixou duas vezes a sala para tratar da crise no Ministério do Trabalho. O encontro com os parlamentares durou até as 14h. Pouco depois das 16h, Paulo Pinto entregou a carta de demissão. “Tenho plena convicção de que sempre agi de acordo com os princípios éticos e balizadores da moralidade pública”, disse o ex-secretário executivo. Referências Na carta de demissão, Paulo Roberto afirma que causaram surpresa as denúncias envolvendo o nome do servidor Antônio Fernando Decnop Martins, ex-subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério do Trabalho. “Ele foi indicado pelo Secretário Federal de Controle Interno da CGU, por se tratar de servidor público efetivo dotado das melhores referências profissionais”, completou. O secretário de controle interno da CGU, Valdito Agapito Teixeira, negou, por meio de sua assessoria, que tenha indicado Antônio Martins para o Ministério do Trabalho. Segundo ele, houve uma consulta informal, à qual ele respondeu que, com base no tempo em que o servidor trabalhou na Controladoria-Geral da União, “não havia nada que o desabonasse”. O ex-secretário executivo afirma que todos seus atos à frente da pasta sempre foram baseados em um laudo técnico das áreas subordinadas. “Nas minhas duas passagens por este ministério, sempre procurei atuar em parceria estreita com os órgãos de controle no sentido de prevenir e coibir eventuais abusos na aplicação de recursos geridos pelo MTE”, afirmou. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, garantiu que não existe estremecimento na relação do PDT com o governo, apesar de mais um episódio de denúncias de corrupção envolvendo nomes ligados à legenda. Prova disso seria o afago feito pela presidente ao líder do partido na Câmara, André Figueiredo (CE), durante reunião com deputados na última segunda-feira. Em seguida, no entanto foi incisiva ao expor a avaliação de Dilma sobre o episódio. “A palavra da presidente em todos esses casos é a mesma: que apresente as justificativas, que se defenda e, ficando insustentável, que saia do governo.” Dias entendeu o recado. “Seguro no cargo só a presidente é que diz.”, declarou o ministro, em coletiva no início da noite. |
''FAZ-ME RIR/ O QUE ANDAS DIZENDO..." (Edith Veiga)
Dirceu "indignado com a inveja da elite"
| Autor(es): DIEGO ABREU |
| Correio Braziliense - 11/09/2013 |
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu disse ontem que é “alvo de inveja de setores da elite” e que fica “indignado” quando dizem que ele vai sair do Brasil. As declarações foram feitas ontem, em entrevista a um programa da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, na véspera de o Supremo Tribunal Federal (STF) retomar a análise sobre o cabimento dos embargos infringentes — recursos que podem levar a um novo julgamento em relação a réus do mensalão que tenham recebido ao menos quatro votos pela absolvição.
Dirceu é um dos 11 condenados na Ação Penal 470 que depositam a esperança de reduzir a pena por meio dos infringentes. Ele foi condenado a 10 anos e 10 meses de cadeia em regime fechado. Caso o petista tenha direito a novo julgamento, a pena pode ser diluída para 7 anos e 9 meses em regime semiaberto. Na entrevista, Dirceu disse estar “com a consciência tranquila” em relação às acusações do mensalão e apontou a denúncia como “indébita e vazia”. “Amanhã (hoje) ou quinta teremos mais um capítulo, talvez o último. Não o último, porque depois temos revisão criminal, as Cortes internacionais. Vou continuar defendendo o PT e o governo”, destacou o petista. O julgamento do mensalão chega hoje à fase decisiva. Na última quinta, o único a votar em relação aos embargos infringentes foi o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, que se manifestou contra o cabimento desses recursos. Segundo ele, a Lei n° 8.038/1990 revoga o artigo do Regimento Interno do STF que estabelece os infringentes, pois a legislação não prevê tal recurso. Dez ministros ainda votarão. De acordo com prognóstico de integrantes da Corte, o debate deve se estender até amanhã. Gilmar Mendes alertou que, se os embargos infringentes forem aceitos, as ações penais em andamento no STF tendem a ter “duração indefinida”. As defesas do deputado José Genoino (PT-SP) e da ex-diretora da SMP&B Simone Vasconcelos apresentaram memorial ontem ao Supremo. A primeira alerta que o momento é inadequado para a avaliação do cabimento dos infringentes. O debate deveria ocorrer, na avaliação do parlamentar, somente após a publicação do resultado final da etapa dos embargos de declaração. A defesa de Simone também apoia o adiamento da discussão, mas antecipa posição favorável à validade dos recursos. [FOTO1]
“Amanhã (hoje) ou quinta teremos mais um capítulo, talvez o último. Não o último, porque depois temos revisão criminal, as Cortes internacionais. Vou continuar defendendo o PT e o governo”
José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil
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terça-feira, setembro 10, 2013
VETOS, VOTOS, VOZES
| 10/09/2013 | |
Presidente afaga Congresso antes de análise de vetos
Tânia Monteiro
Ricardo Della Coletta / Brasília
Às vésperas de enfrentar a pauta bomba montada pelos parlamentares, a presidente Dilma Rousseff aproveitou ontem o discurso durante a cerimônia de sanção da lei que destina recursos dos royalties do petróleo do pré-sal às áreas de Educação e Saúde para elogiar, o Congresso e destacar a sensibilidade dos parlamentares aos pleitos das ruas.
"Devemos reconhecimento pela sensibilidade social e pela visão estratégica que o Congresso demonstrou ao incluir a destinação de parcelas dos recursos também para o investimento na Saúde", disse Dilma, que a partir do dia 17 terá de contar com seus aliados do Parlamento para que nenhum de seus recentes vetos seja derrubado.
A relação entre Dilma e o Congresso ficou abalada após as manifestações de junho. Como resposta às ruas, a presidente propôs, entre outras coisas, a realização de um plebiscito para mudar o sistema político do País. Os parlamentares não gostaram e interpretaram a proposta como uma forma de Dilma tentar jogar em suas costas a culpa pelos problemas do País apresentados pelos manifestantes.
Entre os pactos de Dilma, também estava a destinação de 100% dos royalties de petróleo para a Educação. O Congresso mudou o projeto de dividiu o bolo com a Saúde, texto que acabou sancionado ontem pela presidente com os elogios aos integrantes do Congresso. Depois da cerimônia no Palácio do Planalto, Dilma recebeu líderes da Câmara dos Deputados, Hoje será a vez de a presidente receber líderes do Senado.
Temor.
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse, após a reunião com os parlamentares, que o veto que mais preocupa o Planalto é o referente ao fim da multa adicional de 10% sobre o FGTS nos casos de demissões sem justa causa é o que causa maior impacto financeiro. O governo barrou a medida aprovada pelos parlamentares. "O foco central é a questão dos vetos. Temos sete matérias que vão estar pautadas na reunião do dia 17", disse. "Então o trabalho está sendo de esclarecimento, de perspectiva de manutenção, principalmente de não causar impactos nas contas", afirmou ela.
Nesse esforço de manutenção dos vetos, a presidente sinalizou a possibilidade de realizar um novo encontro com as lideranças na próxima segunda-feira, disse a ministra. Ideli disse que entre os vetos pautados para a próxima reunião conjunta do Congresso Nacional o fim da multa adicional sobre o FGTS é o que causa maior impacto. "É uma retirada busca de um valor significativa, que hoje é aplicado para subsidiar o Minha Casa, Minha Vida", disse Ideli.
O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), disse que, no encontro com Dilma, o governo fez um discurso positivo da situação econômica do País em agosto e reiterou a importância de manter o veto presidencial ao projeto. Segundo o peemedebista, o governo ressaltou que não pode abrir mão dos recursos da multa.
Cunha disse que o Planalto deve apresentar até a próxima semana, quando os vetos serão apreciados, uma proposta alternativa para o FGTS baseada no seu projeto. No texto apresentado pelo peemedebista, a contribuição adicional é mantida e o trabalhador pode resgatar os recursos em sua aposentadoria. "O governo vai encampar minha proposta". / Colaborou Daiene Cardoso
Confete
"Devemos reconhecimento pela sensibilidade social e visão estratégica que o Congresso demonstrou ao incluir a destinação de recursos também para o investimento na saúde" Dilma Rousseff Presidente da República |
''...-- E SE A CASA CAIR? -- DEIXA QUE CAIA! '' (Teodoro e Sampaio)
| 10/09/2013 | |
O veto que assombra o projeto de reeleição
Preocupada com o impacto financeiro da possível derrubada de vetos presidenciais pelo Congresso, a presidente Dilma Rousseff fez um apelo à base. Ela quer evitar que os parlamentares anulem a canetada que manteve a multa de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) imposta a empregadores que demitem empregados sem justa causa. O veto deve ir a votação no Congresso na próxima terça-feira.
O pano de fundo para a nova batalha do governo no Legislativo é uma disputa de interesses eleitorais.
Por outro lado, os parlamentares estão sendo pressionados pelo lobby empresarial, principal interessado na extinção da multa. As empresas que trabalham pela derrubada do veto são as mesmas que financiam as campanhas eleitorais de deputados e de senadores, o que dá ao grupo um considerável poder de persuasão no Congresso.
De acordo com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, a extinção da multa significaria, para o governo, uma perda de aproximadamente R$ 3,2 bilhões já neste ano. "É uma retirada muito brusca de um valor significativo. Isso teria impacto nas contas do governo, na política de geração de emprego, na política de benefícios para população, e trará também uma maior facilidade na rotatividade de mão de obra", argumentou a ministra. Ideli afirmou que, se o veto for derrubado, o governo não terá como manter o ritmo de obras no Minha Casa, Minha Vida. O assunto dominou a reunião da tarde de ontem entre Dilma, Ideli, o vice-presidente da República, Michel Temer, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e parlamentares da base.
Uma saída aventada pelo Planalto é a extinção gradual da multa. A proposta escalonaria, nos próximos quatro anos, a redução do percentual até zerar o valor da multa em 2017. Em tese, a solução agradaria empresários, diminuindo o encargo sobre as demissões ao mesmo tempo em que manteria, ao menos por um período, o fluxo de recursos para o programa habitacional. Outra hipótese é destinar o montante da multa para o trabalhador, que só receberia o dinheiro no momento da aposentadoria. Nenhuma proposta, contudo, representa consenso entre governo e base, até o momento.
Outra preocupação do Executivo é a proposta que destina 10% da receita corrente bruta da União para a saúde. A ideia, que ganhou força no Congresso com as manifestações populares iniciadas em junho, geraria impacto imediato da ordem de R$ 40 bilhões nos cofres públicos.
Medidas provisórias
Além de ter de conquistar a boa-vontade da base governista em duas pautas em que o apelo popular joga contra o governo, o Planalto ainda terá de lidar com um Congresso cada vez mais duro no tratamento das medidas provisórias. Cobrado por deputados, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou ontem que enrijecerá as regras para admissão de MPs, a exemplo do comportamento já adotado pelo Senado.
Em maio, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estabeleceu prazo mínimo de sete dias de tramitação para votar medidas aprovadas pela Câmara. A regra foi copiada por Henrique Eduardo Alves. "Esta Casa não vai mais apreciar nenhuma medida provisória que não chegue aqui com duas semanas (de prazo) — uma para o Senado, uma para a Câmara", anunciou Alves.
Ciro Gomes será
secretário do irmão O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), nomeou o irmão e ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, secretário de Saúde do estado. Ele substituiu Arruda Bastos (PCdoB), que deve se candidatar a deputado estadual em 2014. Arruda é o nono secretário a deixar o cargo nos últimos dias. Na sexta-feira, Cid exonerou parte da equipe devido à lei eleitoral, que exige dos futuros candidatos a desincompatibilização do cargo no governo seis meses antes da disputa. Todos os exonerados pretendem concorrer e se anteciparam ao prazo estipulado pela norma. Cid negou que a indicação possa ser considerada ato de nepotismo. Segundo o governador, Ciro Gomes é "uma pessoa de sua confiança" e tem "larga experiência como governador, ministro e prefeito".
adicionada no sistema em: 10/09/2013 02:29
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BURROS NOVOS, PELEGOS VELHOS
| 10/09/2013 | |
No sindicalismo, nada de novo
Sérgio Amad Costa
O sindicalismo no Brasil não se renovou. Já era tempo de termos aqui um sindicalismo com autonomia, independente das amarras do Estado; pluralista, sem a obrigatoriedade da unicidade sindical; com o sustento financeiro pago pelos sócios das entidades, e não mediante tributos sindicais; com independência nos órgãos de representação profissional, em vez de sindicatos e centrais que atuam como correi de transmissão de partidos políticos; e com alta taxa de sindicalização. Mas o que se vê hoje, na verdade, é o recrudescimento das práticas de décadas passadas.
Quanto ao sustento financeiro da estrutura de representação profissional, muito se fala sobre o "Velho" imposto sindical, criado em 1940, que equivale a um dia de salário de todo empregado, descontado compulsoriamente em março. Mas, vale salientar, de 1988 para cá quadruplicou o autoritarismo no campo trabalhista. Isto é, foram instituídas outras contribuições para saciar o apetite de vários órgãos de representação profissional que garfam, com muita gula, parte dos salários dos trabalhadores, a título de contribuições para o sustento de suas entidades.
A Contribuição Confederativa é uma delas. Surgiu no artigo 8.° da Constituição de 1988 e o montante a ser cobrado dos empregados é estipulado em assembleia do sindicato. Outra é a Contribuição Assistencial, que também apareceu nos fins dos anos 80, cobrada no mês em que se firma o acordo coletivo, e seu valor é também fixado em assembleia sindical, com fundamento no artigo 513 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). E, finalmente, a "contribuição" conhecida como negociai, cobrada por alguns sindicatos. Essa, sem amparo legal, é solicitada em decorrência de acordo no Programa de Participação nos Lucros ou nos Resultados (PLR).
No que concerne aos sindicatos tutelados pelo Estado, sua origem, no Brasil, está no início do governo Vargas. Mas com a promulgação da Constituição de 1988 houve uma aparente redução do controle estatal nos sindicatos. Apenas aparente, pois na Lei Maior há um número muito grande de regras disciplinando as relações dos órgãos de representação profissional, que sustentam um sistema rígido de controle estatal, embora atenuado e disfarçado, restringindo a liberdade sindical.
A partir do primeiro lustro da década de 2000, para reforçar a tutela do Estado sobre o sindicalismo brasileiro, verifica-se no País a cooptação pelo governo de vários dirigentes sindicais. Eleva-se a presença, cada vez maior, de militantes trabalhistas em aparelhos governamentais. O resultado disso tudo é que, como na era Vargas, muitos sindicatos estão mais a serviço do governo, e não de seus filiados. É a antítese da autonomia sindical.
As centrais sindicais não fogem à regra desse sindicalismo dependente do Estado. A partir de 2008 elas também passaram a ser financiadas pelo "imposto" sindical e atuam de forma cupular como correia de transmissão de partidos políticos, ou como trampolim para carreiras políticas de seus dirigentes, distanciando-se das bases que dizem representar.
Aliás, a CUT, que nos anos 80 e 90 fazia críticas ferrenhas ao Estado brasileiro, passou a ser agora uma entidade muito adequada aos interesses do governo. Alguns estudos publicados recentemente procuram explicar essa mudança de postura da maior central sindical do País. Um deles é o livro Movo Sindicalismo no Brasil, de Teones França, publicado agora, em 2013, pela Editora Cortez.
O fato é que tais centrais hoje, embora no discurso se apresentem como representativas, na prática estão muito distantes da realidade da maioria dos trabalhadores do País. A grande massa de trabalhadores está por fora do que acontece em termos de representação profissional. Além do mais, o número de sindicalizados no Brasil é pequeno. Aliás, sempre foi pequeno.
No início da década de 1980 o número de sócios em sindicatos era de apenas 29% da população economicamente ativa e agora, em 2013, não chega a 18%. Além disso, muitos trabalhadores são sócios de sindicatos independentes, que não estão filiados a nenhuma central. Dentro do universo de sindicatos, filiados a alguma central, há também aqueles que recorrem às entidades por motivos apenas assistencialistas. Estima-se que representam pelo menos 50% desses associados. Assim, como se vê, resta apenas um número pequeno de militantes sindicais.
Portanto, há assalariados que nem sabem direito se a sua entidade de representação profissional é filiada a alguma central sindical ou qual é o órgão que o sindicato escolheu para se filiar. Mas elas se consideram legítimas representantes, na medida em que os sindicatos em que esses profissionais, por força da lei, estão enquadrados a elas se filiaram. Talvez por essa razão as centrais estejam acomodadas com a atual estrutura sindical. Podem dizer interesseiramente que representam um número muito grande de trabalhadores. Dentro do nosso modelo de representação profissional, elas estão falando a pura verdade.
O fato é que, quanto mais burocratizada e controlada é a estrutura de representação profissional, mais cupular se toma a organização dos trabalhadores, distanciando a massa de assalariados do mundo sindical. Salvo raras exceções, nada de novo tem surgido em nosso sindicalismo. Ao contrário, o que estamos assistindo é ao seu envelhecimento, repetindo as mesmas práticas de décadas passadas. Um sindicalismo parco de representatividade e fortemente dependente do Estado. As ruas, no fraco movimento de 11 de julho liderado pelas centrais, evidenciaram isso.
Estamos assistindo ao seu envelhecimento, repetindo as práticas de décadas passadas.
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Professor de Recursos Humanos e Relações Trabalhistas da FGV-SP
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BATENDO UM BOLÃO...
| 10/09/2013 | |
Demitido, suspeito voltou à pasta com novo ministro
Fábio Fabrini
Brasília
Alvo da Operação Esopo da Polícia Federal, o assessor Anderson Brito foi readmitido pelo ministro Manoel Dias (PDT-SC) depois de ser dispensado, na gestão anterior, por suspeita de beneficiar o Instituto Mundial de Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC).
Titular do ministério até março, o ex-ministro Brizola Neto (PDT-RJ) disse ontem, ao Estado, que havia demitido Brito ao detectar suposta operação para direcionar os recursos de um convênio à entidade.
Segundo Brizola, o favorecimento ao IMDC começou quando o ministério firmou convênio com a Universidade Federal de Juiz de Fora para qualificar profissionais necessários aos serviços da Copa do Mundo. Cerca de R$ 22 milhões chegaram a ser repassados à instituição. As regras da parceria previam, contudo, que a universidade deveria terceirizar os serviços a uma entidade ou empresa.
O ex-ministro explica: "Nós demitimos, exoneramos, porque justamente pairava sobre ele a suspeita de estar induzindo o reitor da UFJF a fazer um edital completamente equivocado, que, na prática, direcionava um convênio para esse instituto, o IMDC. Cancelamos (o convênio), a universidade devolveu o dinheiro, e demitimos. Para minha surpresa, o Anderson foi readmitido".
Denúncias.
O ex-ministro Carlos Lupi pediu demissão em dezembro de 2011, em meio a denúncias de irregularidades no ministério. Interinamente, ficou em seu lugar o número 2, Paulo Pinto. Brizola o sucedeu em maio de 2012, mas, sem poder no PDT, deu lugar a Manoel Dias, apadrinhado de Lupi. Em troca, o partido daria apoio à presidente Dilma Rousseff em 2014.
Dias reassumiu a chefia do MTE em março passado e reabilitou Paulo Pinto, embora a CGU já apontasse o envolvimento dele em irregularidades, como revelou o Estado. Brizola disse ontem ter ficado surpreso com o volume de recursos sob suspeita de desvio.
"Agora está mais claro quais eram as divergências que eu tinha com o Lupi e com a direção do PDT. Uma das questões importantes, quando eu assumi, era colocar o Paulo Pinto como secretário. Não tinha como compactuar com aquelas suspeitas que pairavam sobre ele. Agora, a gente está vendo o resultado", disse o ex-ministro.
O reitor da UFJF, Henrique Duque de Miranda, disse que as regras do edital foram sugeridas pelo MTE e que, após solicitação, a universidade concordou com o cancelamento da parceria. Segundo ele, a terceirização não era de interesse da instituição, que não tinha, naquele momento, condições de executar as atribuições previstas.
O Estado não conseguiu contato ontem com Lupi e Paulo Pinto. Também não conseguiu localizar o advogado de Anderson Brito. Apesar da expectativa, ontem, de que Paulo Pinto pedisse afastamento do cargo, ele permaneceu na função.
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A SERVIR DOIS SENHORES...
| 10/09/2013 | |
Entre dois escândalos
Condenada no mensalão como braço direito de Marcos Valério, Simone Vasconcelos era dona de firma de fachada irrigada com verba das fraudes no Trabalho.
Condenada no mensalão é suspeita
Condenada no processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, Simone Vasconcelos, braço-direito do operador do esquema Marcos Valério, teve de prestar depoimento à Polícia Federal dentro das investigações sobre fraudes no Ministério do Trabalho.
Simone tinha uma empresa de fachada — uma empresa de aluguel de carros que teria só um veículo — que foi irrigada com recursos públicos por meio da Oscip Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC). A empresa de Simone forneceu notas fiscais à Oscip para justificar a prestação de serviço de R$ 400 mil ao evento Minas Trends Preview. Na casa de Simone, foram achados R$ 130 mil em espécie.
Ex-diretora administrativo-financeira da SMB&P, de Valério, Simone Vasconcelos foi acusada pelo Ministério Público de ser a operadora externa do mensalão.
Ela faria os saques das contas da SMB&P e repassaria o dinheiro a parlamentares — alguns valores vultosos a ponto de, em determinada vez, segundo ela, ter sido preciso um carro-forte para transportá-los.
No STF, Simone foi condenada por corrupção ativa, evasão de divisas, formação de quadrilha (esta com pena prescrita) e lavagem de dinheiro, num total de 12 anos, 7 meses e 20 dias de reclusão, mais multa de R$ 374,4 mil. A ex- diretora está entre os réus com embargos de declaração rejeitados pelo Supremo.
Durante o julgamento, Leonardo Yarochewsky, seu advogado, chegou a se referir à novela "Avenida Brasil" para tentar defendê-la: "Virou moda. Até na novela das oito, a Carminha disse que ia processar a Rita por bando ou quadrilha" disse então.
O presidente do IMDC, Deivson Oliveira Vidal, preso, é defendido por outro advogado do caso do mensalão: Marcelo Leonardo, responsável pela defesa de Valério. Procurado, Leonardo afirmou que nada tinha a falar sobre a prisão de Deivson.
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NEPOTISMO SAUDÁVEL (´sic´)
| 10/09/2013 | |
O TRABALHO ENOBRECE E ENRIQUECE
| 10/09/2013 | |
segunda-feira, setembro 09, 2013
ASSALTO AO TREM PAGADOR (ficção no cinema).
Governo apoia possível acordo entre promotores e Siemens, diz Alckmin
| Tamires Santos/Divulgação/Governo do Estado de SP | ||
| O governador Geraldo Alckmin, em evento onde assinou convênio para Cultura com a ministra Marta Suplicy na semana passada |
ENSINO SUPERIOR: UNIVERSIDADES PÚBLICAS/QUALIDADE COMPROVADA
São Paulo tem 5 das 10 líderes em produção científica
| Editoria de Arte/Folhapress |
desconcentração
ENSINO: MÉDIO !
Polícia usa bombas de gás em protesto de professores na casa de governador gaúcho
DE PORTO ALEGRE