A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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segunda-feira, abril 19, 2010
RECURSOS NATURAIS [In:] ONDE ESTÁ O ''BURACO"?
A mudança dos paradigmas e o mito do crescimento
| Autor(es): Hugo Penteado |
| Valor Econômico - 19/04/2010 |
Não há uma única variável nos modelos econômicos que contabilize a contribuição irreproduzível e fundamental dos serviços da natureza. Para a pouca análise feita dentro do " mainstream " , há apenas a conclusão que os recursos naturais tangíveis, como metais e petróleo, são completamente dispensáveis e irrelevantes para o processo econômico. Água, que é finita, idem. Sobre os demais serviços ecológicos e o papel dos ecossistemas não há qualquer tratamento científico nessa ciência. A importância desses itens é demasiado grande para ser ignorada dessa forma. Há um artigo na " Enciclopédia de Sistêmica " de Charles François que dá a seguinte referência para " Permanência " (leia-se sistemas sustentáveis): " um sistema só pode permanecer se apresentar estruturas regulatórias de feedback que levem em conta interferências e possibilidades externas reais. " Esse conceito revela que praticamente nenhum processo econômico possui permanência - ou sustentabilidade -, a menos que esse erro teórico seja corrigido. China e os Estados Unidos não vivem a sua própria insustentabilidade porque são capazes de exportá-la a custo zero para o resto do mundo via comércio global. Nicholas Georgescu-Roegen teria evitado a confusão climática e ambiental atual, pois no seu tempo, mais de 50 anos atrás, foi capaz de prever a maior parte desses problemas. Segundo ele, se a economia do descarte imediato dos bens, do desperdício e do crescimento infinito for mantida, a humanidade será capaz de entregar a terra ainda banhada em sol apenas à vida bacteriana. Temos um problema tanto de matéria quanto de energia, mas o " mainstream " abraçou a causa do aquecimento global como uma oportunidade de negócios. É um mito acreditar que só temos um problema de energia. Temos acima de tudo um problema de matéria. O espaço territorial é finito, os serviços ecológicos e os ecossistemas dos quais dependemos são restrições maiores que a espacial. Na Terra, todos os seres vivos dependem de todos os seres vivos. Tamanho erro não se justifica à luz do conhecimento científico das últimas décadas e não se confirma mais pelos fatos evidenciados todos os dias, seja no âmbito ambiental e no social. A mania de crescimento, se não for logo abandonada, irá transformar nosso planeta fértil e cheio de vida em uma rocha seca. Quando o problema do buraco da camada de ozônio surgiu, houve um lobby gigante da maior empresa produtora dos gases causadores (CFCs), que atrasou a solução por mais de 10 anos. Estava em jogo nada mais nada menos que a vida na Terra, pois, sem essa frágil camada, o DNA é destruído. O mesmo lobby surge agora da indústria de combustíveis fósseis e carvão. A esse respeito o livro " Os Senhores do Clima " de Tim Flannery é uma leitura mais do que recomendada. Há evidências do fracasso do modelo de crescimento. Os Estados Unidos são um exemplo desse projeto que terminou em catástrofe econômica. A China deve evidenciar a catástrofe ambiental com seus problemas assustadores. O crescimento, segundo a New Economics Foundation ( " Growth isn´t working " ) e a Fordham University, nada mais é que um mecanismo de diferenciação social, cujos níveis de desigualdade atingiram recordes, principalmente entre as nações mais ricas. Os indicadores da Fordham mostram uma comprometedora relação negativa entre crescimento econômico e os indicadores (analfabetismo, pobreza entre pessoas com mais de 65 anos, população encarcerada, alcoolismo, mendicância, acesso à saúde, suicídio, etc). Amartya Sen tem uma enorme contribuição a dar para esse debate. Ao largo dessa visão de mundo, há o testemunho de Mohammed Yunus que curiosamente foi assistente de Roegen (seu livro " O Banqueiro dos Pobres " é imperdível). Segundo Yunus, os projetos de assistência social visam perpetuar uma situação de empobrecimento da população com duas finalidades nada éticas: 1) Justificar mais crescimento para abastecer quem menos precisa, com a falsa noção que só o crescimento - e o dinheiro - irá tirar a população da pobreza. 2) Criar atividades que deveriam ser éticas, mas que são portas abertas para as mais absurdas manobras de corrupção envolvendo governos e empresas no mundo todo. Como romper com tudo isso? ------------ |
segunda-feira, março 22, 2010
POLUIÇÃO DAS ÁGUAS/ONU [In:] ''SÃO AS ÁGUAS DE MARÇO'', ABRIL, ...
Água poluída mata mais que violência no mundo, diz ONU
Publicada em 22/03/2010 às 12h20m
ABIDJAN - A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU nesta segunda-feira, Dia Mundial da Água. Vários protestos foram feitos em diversos países chamando a atenção para o problema, como em Berna, na Suíça, onde quatro mil mamadeiras com água poluídas foram expostas numa praça pública.
Veja fotogaleria do Dia Mundial da Água no mundo todo
- A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras - disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).
Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira, o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.
O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.
Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90 por cento da água de esgoto sem tratamento.
A diarréia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."
O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.
Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.
"Se o mundo pretende... sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas."
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http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/03/22/agua-poluida-mata-mais-que-violencia-no-mundo-diz-onu-916135606.asp
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quarta-feira, março 25, 2009
PETROBRAS: O CLÁSSICO ''VALOR DE USO'' E ''VALOR DE TROCA''
| GASOLINA E ÁGUA NÃO SE MISTURAM |
Autor(es): Eduardo Rodrigues e Ramona Ordoñez |
| O Globo - 25/03/2009 |
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, descartou ontem qualquer redução, a curto prazo, dos preços dos combustíveis no Brasil, argumentando que a gasolina das refinarias brasileiras custa menos do que água. Muito questionado pelos senadores que comandaram audiência pública sobre investimentos da estatal, Gabrielli afirmou que a companhia não aumentou os preços quando a cotação do petróleo disparou no mercado internacional - chegando próximo a US$150 por barril - e, portanto, não deve repassar às bombas a queda recente do produto, cujo barril está custando hoje perto de US$50. - O preço não vai baixar porque não subiu. O litro da gasolina que sai das refinarias é mais barato que o litro de água engarrafada. O que encarece para o consumidor é a margem de lucro das distribuidoras e os altos tributos - defendeu, na sessão conjunta das comissões de Infraestrutura e de Acompanhamento Econômico. Porém, uma rápida consulta a supermercados e lojas na internet mostra que o preço da água mineral é mais baixo que o da gasolina. Um litro de água custa entre R$0,79 e R$0,90, dependendo da marca (referência a embalagens de 1,5 litro). Nas refinarias da Petrobras, o litro de gasolina sai por R$1,10, segundo as distribuidoras. Apesar dos apelos dos parlamentares, Gabrielli garantiu que reajustes só ocorrerão após a estabilização dos preços internacionais. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) questionou os argumentos de Gabrielli, que apresentou tabela mostrando que, em 2008, o preço médio do combustível ao sair das refinarias da Petrobras estava no mesmo nível de países como EUA e China, onde o valor final ao consumidor é menor. - Eu quero saber é de 2009. Temos hoje uma defasagem gigantesca em relação à média internacional - protestou o parlamentar, que contestou o argumento de que o lucro dos postos é que encarece o combustível, lembrando que a Petrobras Distribuidora, da estatal, é responsável por grande fatia do mercado brasileiro. Estatal detém 35% da distribuição A Petrobras Distribuidora detém 35% do mercado nacional de distribuição, e o presidente da empresa, José Eduardo Dutra, também estava presente na audiência pública no Senado. Gabrielli enfatizou que a Petrobras não mudará os rumos de sua política de preços para atender a pressões, pois a empresa ainda estaria se recuperando do prejuízo de não ter aumentado os preços no período em que o petróleo alcançou as alturas. Hoje, os preços da gasolina pura - sem a adição de 25% de álcool - nas refinarias da Petrobras estão 20% mais elevados do que o cobrado nas refinarias dos Estados Unidos. De acordo com o vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), Alísio Vaz, no último dia 23, a gasolina estava sendo vendida nos Estados Unidos a R$0,88 o litro, contra o R$1,10 da Petrobras, sem impostos. Reportagem do GLOBO de 18/3 revelou que essa defasagem já chegou a ser de 33% em meados deste mês. Segundo o vice-presidente do Sindicom, dos R$2,54 pagos, em média, pelos consumidores cariocas pelo litro da gasolina, 40% se referem ao custo do produto, sendo 32% da Petrobras e 8%, o álcool anidro. Os impostos representam 45% do preço final, enquanto as margens da distribuição, revenda e custos de transporte respondem pelos 15% restantes. Hoje, os trabalhadores da Petrobras entram no terceiro dia de greve e, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a paralisação vai até sexta-feira. No fim do dia, a direção da Petrobras e os grevistas retomaram as negociações. Antes disso, no Senado, Gabrielli afirmou que havia a possibilidade de a companhia aumentar a proposta de participação nos lucros e resultados da empresa (PLR). O valor oferecido, de R$1,3 bilhão, é equivalente a 4% do lucro líquido da companhia, mas não agrada aos grevistas. Gabrielli garantiu que a paralisação não causou impacto sobre a produção e o fornecimento de combustíveis. Para evitar cortes na atividade, a estatal conta com equipes de contingência. Ontem, segundo a FUP, a adesão à greve foi grande e teria havido redução na produção. |
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
ÁGUA: RECURSO ESCASSO

terça-feira, fevereiro 13, 2007
"TERRA, PLANETA ÁGUA..." (*)

Mais de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável. Até o final do século, 3,2 bilhões sofrerão com escassez. No mundo todo, estima-se que 1,7 milhão de mortes anuais sejam causadas pelas águas poluídas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). E a poluição tende a crescer.
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