A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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sexta-feira, fevereiro 22, 2013
''FAST FOOD'': FOME CAVALAR
Escândalo da carne de cavalo revela brechas nas leis e maus-tratos a animais
Susanna Forrest
- Lasanha da marca francesa Findus está entre os produtos com suspeita de conter carne de cavalo
Problemas intrincados
Perdendo a pista
Voltando a um pesadelo
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
''UM BIFE A CAVALO, BATATAS FRITAS..." *
JBS negocia a reabertura de unidade no Tocantins
Autor(es): Por Letícia Casado e Luiz Henrique Mendes | De São Paulo |
| Valor Econômico - 21/02/2013 |
A JBS, maior processadora de carne bovina do país, está negociando com o governo do Tocantins a reabertura de um frigorífico no município de Araguaína e a ampliação de um curtume localizado em Gurupi, informou ontem ao Valor o secretário de Indústria e Comércio do Estado, Paulo Massuia.
Executivos da JBS vão se reunir hoje com o secretário Massuia na sede da empresa, em São Paulo, para discutir questões relacionadas ao negócio, como os incentivos fiscais que o governo estadual pode oferecer à empresa.
A reabertura do frigorífico de Araguaína, cuja capacidade diária de abate é de 600 cabeças, representaria a volta das operações de abate da JBS ao Tocantins. Hoje, a Minerva é o único entre os três maiores frigoríficos do país que possui atividades de abate no Estado, que detém um rebanho de 8 milhões de cabeças.
A retomada das operações de abate no Tocantins reforça a estratégia da JBS de ampliar em 2 milhões de cabeças os abates de bovinos no Brasil em 2013, aproveitando a maior oferta de boi gordo e a forte demanda por exportações. No mês passado, a JBS retomou as operações das unidades de abate de Pontes e Lacerda e Vila Rica, ambas em Mato Grosso. A JBS prevê, ainda, reabrir as plantas de Senador Canedo (GO) e Castelo dos Sonhos (PA) até abril.
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(*) O Rancho das goiabadas (João Bosco).
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terça-feira, fevereiro 19, 2013
CARNES: PANGARÉS EM ALTA
| 19/02/2013 | |
Caso da carne de cavalo atinge Nestlé e JBS
Escândalo da carne de cavalo na Europa atinge a Nestlé e o JBS
Jamil Chade
Correspondente / Genebra
O escândalo da fraude no comércio de carne na Europa respingou no grupo brasileiro JBS. Ontem, a suíça Nestlé revelou que realizou testes em alguns de seus produtos e constatou que eles continham carne de cavalo, e não de vaca, como suas embalagens informavam.
A carne era fornecida pelo JBS, o maior produtor de carnes do mundo, que havia comprado o produto de outra empresa na Alemanha antes de repassar para a Nestlé.
O escândalo na indústria alimentícia foi primeiro revelado na Inglaterra, há pouco mais de duas semanas, indicando a presença de carne de cavalo em produtos que se apresentavam como sendo carne de vaca, até mesmo em grandes redes de fast-food, como a Burger King.
A polêmica, em poucos dias, se espalhou por vários países europeus, escancarando falhas no sistema de controle sanitário da União Européia (UE) e uma cadeia de produção envolvendo intermediários, produtos e empresas que, no final da linha, nem mesmo sabem a origem do que estão vendendo. Mas se até agora o escândalo envolvia empresas de porte médio, a nova revelação demonstra que a fraude está instalada no setor de carnes da Europa e respinga nas maiores empresas do setor.
Exames.
A Nestlé, a maior empresa de alimentos do mundo, confirmou ontem que, depois de realizar exames em seus produtos, constatou que também teria sido vítima da fraude. A informação foi revelada uma semana depois de a própria Nestlé ter emitido um outro comunicado garantindo que seus produtos não haviam sido afetados pelo escândalo europeu. Segundo um comunicado da companhia com sede na Suíça, o fornecedor seria a empresa alemã HJ. Schypke, que fornece a carne à JBS Toledo N.V., uma subsidiária do grupo brasileiro na Europa. Já a JBS usaria carne da empresa alemã para repassá-la para a Nestlé.
O JBS, em seu site, informa que fornece "a carne processada de mais alta qualidade, sem concessões". O JBS comprou a Toledo, com sede em Gent, na Bélgica, em 2010, por € 11 milhões. Procurado no Brasil, o JBS não se pronunciou até o fechamento desta edição.
"Nossos testes encontraram DNA de cavalo em dois produtos feitos com a carne fornecida pela H.J. Schypke", indicou a Nestlé, que garante já ter avisado as autoridades de sua constatação e insistindo que não existe risco para a saúde dos consumidores.
Mesmo assim, a Nestlé optou por retirar das prateleiras dos supermercados produtos como o ravióli e o tortelini de carne da marca Buitoni. Essas substituições ocorreram na Itália e na Espanha. Já na França, o produto afetado é a lasanha à bolonhesa Gourmandes. Os testes nesses produtos revelaram que mais de 1% da carne testada não era de vaca.
Pedindo desculpas aos consumidores, a Nestlé insiste que vai aumentar a partir de agora os programas de controle de qualidade, adicionando aos exames a verificação de DNA de cavalo em sua produção na Europa. A companhia garantiu que suspendeu todo o fornecimento vindo da empresa alemã e que vai substituir os produtos atingidos por carne 100% de vaca.
Nas últimas duas semanas, empresas registraram a queda da venda de alimentos prontos em quase 50%, enquanto as autoridades políticas do continente não disfarçam a saia-justa diante do escândalo.
Para lembrar: Medo de queda nas vendas
As informações sobre a venda de carne de cavalo com sendo carne de boi provocaram uma série de questionamentos na Europa. Em Bruxelas, o comissário europeu de Saúde, Tonio Borg, chegou a convocar a imprensa para esclarecer que o escândalo não configurava uma crise de segurança alimentar, já que não há risco no consumo. "Nós não devemos semear o pânico", disse. O problema é que as suspeitas de fraude despertaram temor na população, ainda traumatizada pelo mal da vaca louca no Reino Unido. E há ainda o fato de que os produtos com carne de cavalo não teriam sido submetidos ao teste para verificar a presença de feniíbutazona, uma substância comumente usada nesses animais que é banida por ser insegura para o consumo humano. Ela poderia causar, em casos raros, doenças no sangue.
Consumidores acusam as autoridades sanitárias de falta de controle sobre os alimentos na Europa. Como consequência, empresas do setor temem uma crise econômica causada pela queda nas vendas. Produtos como lasanhas, canelones e massas congeladas em geral vêm sendo retirados das prateleiras de grandes redes supermercadistas da França, como Carrefour, Monoprix e Picard, e de outros países europeus.
O consumo de carne de cavalo é um hábito difundido na França, mas é reprovado pela maioria dos consumidores em outros países, como o Reino Unido, onde a Agência de Segurança Alimentar localizou desse tipo de carne em 29 produtos, entre 2,5 mil investigados.
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sexta-feira, dezembro 07, 2012
PARANÁ. 'MAD COW' ?
Paraná apura ocorrência de 'vaca louca'
| Paraná registra caso de "vaca louca" |
Autor(es): Por Tarso Veloso, Luiz Henrique Mendes e Fernando Lopes | De Brasília e São Paulo |
| Valor Econômico - 07/12/2012 |
Exames realizados em uma vaca morta no Paraná identificaram a presença do príon, a proteína que é a agente da doença da "vaca louca". O Ministério da Agricultura deverá se pronunciar sobre o assunto ainda hoje. Como em um caso diagnosticado em abril nos Estados Unidos, há atenuantes que poderão reduzir ou até mesmo anular os efeitos negativos da notícia sobre a cadeia produtiva da carne no Brasil.
Exames realizados em uma vaca morta aos 13 anos no Paraná poderão causar sérios problemas à cadeia produtiva de carne bovina brasileira. Suspeitava-se que o animal tivesse morrido de raiva, mas as primeiras análises obtidas pelo Ministério da Agricultura identificaram a presença do príon, uma forma de proteína que é o agente patogênico do mal da "vaca louca" (encefalopatia espongiforme bovina), moléstia neurodegenerativa que pode ser transmitida ao homem na forma da doença de Creutzfeldt-Jakob.
O ministério deverá se pronunciar oficialmente nesta sexta-feira sobre o caso. Os técnicos da Pasta aguardavam uma contraprova do tecido do cérebro do animal para tirar quaisquer dúvidas sobre a ocorrência da doença e adotar as providências necessárias, uma vez que a doença costuma provocar barreiras comerciais amplas e duradouras à carne bovina do país no exterior. O Valor apurou que os resultados da contraprova chegaram ao ministério na noite de ontem e foram positivos. No entanto, como em um caso diagnosticado nos EUA em abril, há atenuantes que podem mitigar ou anular reflexos negativos.
O primeiro deles é a idade da vaca morta, muito avançada levando-se em conta que normalmente o mal atinge animais de até sete anos. O segundo atenuante é o próprio resultado dos primeiros exames realizados a partir da amostra de massa encefálica analisada. O Valor apurou que a primeira lâmina analisada mostrou o tecido perfeito, mas que um segundo teste apontou a proteína no cérebro alterada. "Era um portador que não manifestou a doença", explicou uma fonte familiarizada com o problema.
"Quando um animal morre devido a uma lesão no cérebro, ele é analisado. Os primeiros exames após a morte não detectaram raiva, que seria compatível com um comportamento anormal. Em seguida, não foram encontradas lesões importantes no cérebro. Por fim, os protocolos obrigam a fazer o exame do príon, a proteína que causa a "vaca louca", e este deu positivo", disse a fonte.
Normalmente a transmissão da doença está associada à ingestão de farinha de carne e ossos de animais infectados, produto que começou a ser proibido no mundo todo depois da descoberta do mal, em meados dos anos 80 no Reino Unido. Mas nem sempre a causa é essa, como ficou comprovado no caso americano de abril, na Califórnia. Na ocasião, o Departamento da Agricultura dos EUA (USDA) informou que se tratava de uma forma rara da doença, não associada ao consumo da farinha.
No caso dos EUA, também serviu de atenuante o fato de os exames feitos na cria do animal morto não terem apontado o mal. Assim, Coreia do Sul, Japão, México e Canadá, os principais importadores da carne bovina americana, não impuseram barreiras ao país. Só a Indonésia impôs restrições, ainda assim parciais. Durante um período, o país asiático proibiu a entrada de carnes com osso, vísceras e gelatinas à base de tutano produzidos nos EUA. De janeiro a setembro, as exportações brasileiras de carne bovina somaram quase 900 mil toneladas (US$ 4,1 bilhões).
Outro ponto positivo para o Brasil em um momento como esse é o fato de o país ter conquistado em maio o melhor nível de avaliação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) para os riscos de surgimento da doença. Com o "nível 1" obtido, o risco passou de "controlado" para "insignificante", status dividido com um seleto grupo de cerca de 15 países. Nos EUA, esse risco é considerado "controlado". São nesses atenuantes que o governo e a iniciativa privada certamente se apoiarão se de fato a contraprova apontar que o animal morto no Paraná foi vitimado pela "vaca louca".
Outra má notícia para o segmento é que, a partir de hoje, a Rússia passará a exigir, para todos os lotes de carnes exportadas, um certificado que ateste que não foram usados indutores de crescimento nos animais, principalmente ractopamina. "É um exame caro e demorado. Vai atrasar os embarques", disse uma fonte. O Ministério da Agricultura avalia que a proibição será só para a carne suína, já que considera que o gado deixou de receber esses produtos. Na semana passada, a Pasta anunciou o fim do embargo russo às exportações brasileiras de carnes (bovina, suína e de aves) de Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. Na semana que vem, a presidente Dilma Rousseff visitará a Rússia.
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