PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, julho 31, 2008

RODADA DOHA: DIPLOMACIA, DIPLOMATAS & FRACASSOS

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O Brasil pós-Doha

O governo brasileiro terá de reformular sua diplomacia comercial depois de mais um fiasco, talvez definitivo, da Rodada Doha. Anunciado o fracasso da reunião ministerial de Genebra, o chanceler Celso Amorim falou em mudança de rumos. "A Organização Mundial do Comércio (OMC) era a prioridade, mas agora vamos ter de nos concentrar em coisas que dão resultados." Acordos bilaterais devem ir para o topo da agenda e um dos primeiros objetivos será, provavelmente, o reinício das conversações entre Mercosul e União Européia. O ministro também não descarta a hipótese de negociações com os Estados Unidos, interrompidas quando os governos brasileiro e argentino torpedearam o projeto da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A prioridade concedida à OMC era compreensível. A negociação global era o melhor cenário para a discussão de temas como a eliminação de subsídios à agricultura. Além disso, a rodada poderia estabelecer uma base equilibrada para acordos bilaterais e regionais. Enfim, há excelentes motivos para se buscar a consolidação de uma ordem multilateral, com regras válidas para todos. Mesmo um acordo com ambições moderadas poderia ter proporcionado ganhos em todas essas áreas. Perdeu-se uma grande oportunidade e não se sabe quando se poderá retomar, e a partir de que base, uma negociação multilateral. Outros países também deram prioridade à rodada, mas não deixaram de celebrar acordos bilaterais com grande número de parceiros. Coisas que dão resultados, sobre as quais Amorim poderia ter-se debruçado sem prejuízo da sua atuação na OMC. Sem esperar o fim da rodada, o governo dos Estados Unidos buscou entendimentos com países centro e sul-americanos. Foi a sua reação ao fracasso da Alca. Chile e México tomaram rumo semelhante, negociando pactos comerciais com a União Européia e com outros mercados. Movimento parecido vem ocorrendo, há anos, na área do Pacífico. O Brasil, portanto, está simplesmente atrasado, não por ter dado prioridade à OMC, mas por haver negligenciado as oportunidades de acordos com o bloco europeu e os Estados Unidos. A aproximação com os grandes emergentes, como China, Índia e México, não rendeu nenhum acordo de livre-comércio, porque Brasil e Mercosul não estavam no alto da agenda desses países. O comércio cresceu muito, em alguns casos, mas teria crescido mesmo sem o carnaval diplomático promovido pelo governo petista. Basta consultar as estatísticas para identificar as tendências. O fiasco da rodada comprovou de novo o caráter fantasioso da estratégia Sul-Sul adotada pelo Itamaraty. A intransigência americana pode ter contribuído para o impasse final, mas do outro lado do cabo-de-guerra estavam os negociadores indiano e chinês, empenhados em promover o protecionismo agrícola em seus países. China e Índia integraram desde o início o Grupo dos 20 (G-20), criado em 2003, por iniciativa brasileira, para combater a política agrícola do mundo rico. O G-20 cumpriu seu papel durante algum tempo, mas sua limitação logo ficou clara. Alguns de seus integrantes, como Índia e China, faziam campanha, com o Brasil, contra as subvenções e as barreiras americanas e européias, mas não estavam dispostos a enfrentar a concorrência dos produtores eficientes no mercado agrícola. Se a proposta defendida em Genebra pelos dois países fosse aceita, seus mercados seriam facilmente fechados ao Brasil. No esforço final para tentar um acordo, o ministro Celso Amorim negociou concessões na área industrial consideradas inaceitáveis pelo governo argentino. Com um esforço de acomodação, essa iniciativa poderia ter dado certo, se o impasse entre Estados Unidos, China e Índia a respeito de salvaguardas especiais para a agricultura não houvesse levado a reunião ao fracasso. Mas o episódio mostrou também, de novo, a dificuldade dos sócios do Mercosul para negociar em bloco. Essa dificuldade reaparecerá, se forem retomadas as discussões com a União Européia. A boa novidade foi a disposição do chanceler Amorim de se descolar do Mercosul e de batalhar pela conclusão de um acordo interessante para o Brasil, sem se deixar amarrar pelos parceiros de bloco ou de alianças "estratégicas", que foram um dos pilares da política externa petista. Se essa disposição for mantida, talvez possa haver de fato a indispensável revisão da diplomacia comercial do País.
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http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080731/not_imp214831,0.php

terça-feira, julho 29, 2008

RODADA DOHA: ''PODER DE MERCADO'' OU PROTECIONISMO?

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Rodada Doha depende de um compromisso entre Índia e EUA

[da France Presse].

Os ministros de 35 países tentavam nesta terça-feira aproximar Estados Unidos e Índia para evitar que o tema da proteção dos mercados agrícolas de países em desenvolvimento provoque o naufrágio definitivo das negociações multilaterais de livre comércio.
Vários ministros destacaram ao chegar à reunião na sede da OMC (Organização Mundial de Comércio) em Genebra os riscos de que o dia de hoje --o nono consecutivo de negociações-- acabe sem uma solução de compromisso.
"Vejo as coisas por um fio. Se não for resolvido [a questão das salvaguardas pedidas pela Índia] isso acaba", disse à agência de notícias France Presse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Amorim pediu a todas as partes que "assumam riscos, políticos inclusive", para salvar a Rodada Doha, "porque se isso acabar agora, francamente não vejo como se possa retomar dentro de dois ou três meses, seria uma total ilusão".
O comissário de Comércio da União Européia (UE), Peter Mandelson, também destacou a necessidade de "um compromisso entre as duas partes, ou seja, Estados Unidos e Índia e outros países em desenvolvimento".
"Se não mostrarem a vontade de compromisso, temo que o acordo caia, a perspectiva é espantosa", disse Mandelson.
O ministro indiano do Comércio, Kamal Nath, não pareceu particularmente pressionado ao chegar à sede da OMC. "Esta noite tive ótimos sonhos. Estou otimista", comentou. "Os Estados Unidos tentam favorecer seus interesses comerciais, eu tento proteger a vida e a segurança dos agricultores [indianos]."
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segunda-feira, julho 28, 2008

OMC/RODADA DOHA: OS EMERGENTES EMERGINDO...

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China endurece posição e vira nova ameaça a um acordo na OMC

O governo da China endureceu sua posição no setor industrial na Rodada Doha e a Índia conseguiu reunir quase cem países para defender novas barreiras agrícolas no pacote que se negocia na Organização Mundial do Comércio (OMC). Ontem, o acordo que começava a se desenhar nos últimos dias deu sinais de rachadura diante da demanda de alguns de que fosse reaberto. A situação é tão delicada que a representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, pediu a palavra no fim de uma reunião para apelar: não deixem o trabalho de sete anos ser jogado fora. A diplomacia brasileira, que já acatou o acordo, trabalha nos bastidores para convencer os demais emergentes a aceitar o texto final. Tanto a China quanto a Índia são vistos como as novas potências econômicas no cenário internacional. Agora, passam a usar seu peso para tentar moldar um acordo com base em seus interesses. "Tínhamos um acordo na sexta-feira com um resultado exitoso. Não era perfeito, mas tinha um equilíbrio relativo, respaldado pela maioria dos participantes. Lamentavelmente, alguns poucos mercados emergentes decidiram que queriam reequilibrá-lo a favor de outros assuntos", atacou Schwab. "O equilíbrio é tão delicado que se você estira de um lado, desequilibra de outro. Assim, vamos romper com o único pacto de êxito que tínhamos até agora." Parte da surpresa veio da China. Pela primeira vez, Pequim foi convidada pela OMC para fazer parte de um pequeno grupo de países que toma as decisões na entidade. Na condição de segundo maior exportador do mundo, deixar a China de fora das decisões parecia difícil. Mas, agora, os mandarins da política comercial chinesa avisam a que vieram e deixam claro que não vão sair do processo sem ganhos claros. Ontem, Pequim anunciou que não abrirá seu mercado para produtos agrícolas e têxteis, além de recusar a liberalização de seus setores industriais. "Não há garantias de que o pacote estabelecido sexta-feira sobreviva", afirmou Peter Mandelson, comissário de Comércio da União Européia. "Os temas continuam sem uma solução. Vamos tentar amanhã (hoje) ainda", disse Kamal Nath, ministro de Comércio da Índia. Pascal Lamy, diretor-geral da OMC, avisou aos países, no fim do encontro, que hoje traria um novo pacote e pediu que os governos passassem a noite "refletindo" para evitar um fracasso. Para seus assessores, estaria cada vez mais difícil desistir do pacote, pois vários países começam a ver sinais reais de benefícios. "Nunca estivemos tão perto de um acordo. Mas falta solucionar alguns pontos", disse o ministro do Comércio da Nova Zelândia, Phillip Goff. Um dos promotores abertos do acordo é o chanceler Celso Amorim, que já aceitou o pacote e sabe que terá benefícios. "Ao menos o barco continua navegando e não afundou", disse. Durante o encontro de ontem entre os ministros, um dos problemas foi a recusa da China em aceitar um texto que obriga os países a liberalizar totalmente dois setores industriais. "Temos grandes problemas com isso", afirmou Sun Zhenyu, embaixador da China na OMC. "Uma liberalização nesse modelo teria implicações enormes para nós", disse. Americanos e europeus apostam na abertura de setores como forma de vender a seus públicos as concessões no setor agrícola. Entre os alvos preferidos estão o de químicos, máquinas e veículos. A Índia e a Argentina saíram em defesa dos chineses. "Deve ficar claro que não haverá a obrigação de negociar a liberalização de setores inteiros", afirmou Nath. Amorim, mais uma vez, tentou mediar a situação. "O texto já diz que será uma negociação voluntária dos setores. A frase é taxativa. Mas outros países ainda estão preocupados."Outro movimento importante de ontem foi o estabelecimento de uma aliança de China e Índia com um grupo de cem países em desenvolvimento. O objetivo é a imposição de barreiras comerciais caso sofram um surto de importações de bens agrícolas depois de um eventual acordo na Rodada Doha.
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Jamil Chade, GENEBRA. Estadão. 2807.

quarta-feira, junho 06, 2007

LULA & BINGO: "PERO QUE SI, PERO QUE NO"

'Eu sou a favor de não ter bingo´, diz Lula.

NOVA DÉLHI - "Eu sou a favor de não ter bingo". A frase é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, apesar de absolutamente afirmativa, não significa o que parece. Nesta terça-feira, na Índia, ao responder a perguntas sobre a Operação Xeque-Mate, que prendeu 77 pessoas envolvidas com a máfia dos caça-níqueis, Lula disse que o Brasil "tem um problema nessa questão do bingo". Lembrou que, dois anos atrás, havia mandado uma Medida Provisória proibindo os bingos no País - MP que o Congresso derrubou. Apesar de se dizer contra os bingos, ao justificar a MP derrotada, o presidente acabou deixando aberta a porta para a possibilidade de o Congresso regulamentar os bingos. Lula lembrou que o público freqüentador dos bingos mudou de dois anos para cá e que os motivos que o convenceram a editar a MP não mais existiriam. Segundo relato do presidente da República, quando editou a MP, ele "estava convencido, naquele instante, pelas informações que recebia da própria Polícia Federal, de que o bingo era utilizado com lavagem de dinheiro. "Agora, dizem que tem uma diferença: dizem que o bingo é uma coisa aonde vão as mulheres, as velhinhas jogar." No caso das máquinas caça-níqueis, Lula disse que isso é "outra coisa". E explicou: "Ali (máquinas) há distorção. De qualquer forma eu acho que o Congresso nacional pode regulamentar, proibindo ou não proibindo". A posição do candidato Lula, em 2002, do presidente da República e do governo, nestes últimos cinco anos, tem sido zigezagueante. Na campanha eleitoral o comitê do então candidato se posicionou a favor da legalização - tanto que os "empresários" do jogo fizeram doações para a campanha dele. No primeiro ano de governo (2003), o Planalto falava abertamente em legalizar o jogo, e chegou a formar um grupo de trabalho, coordenado pelo então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, para formatar um proposta a enviar ao Congresso. O escândalo Waldomiro Diniz, em fevereiro de 2004, fez o governo desistir da idéia da legalização dos bingos, loterias e demais jogos. Foi quando o presidente editou uma Medida Provisória proibindo os jogos. De lá para cá, depois da derrota da MP, o que vigora hoje é a súmula vinculante editada e aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que só uma lei federal pode legalizar ou proibir em definitivo o jogo no País. "Vamos ver se, na operação Xeque-Mate, a polícia consegue investigar (se há lavagem de dinheiro na atividade). Vamos ver se regulamentamos o bingo: ou proíbe ou não proíbe", afirmou Lula em Nova Délhi. Estadão, Denise Chrispim Marin.

segunda-feira, junho 04, 2007

LULA NA ÍNDIA [In:] "GANDHI" E A INSPIRAÇÃO PELA PAZ



Lula afirma que Gandhi foi ´inspiração´ para sua vida política.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta segunda-feira a tradicional oferenda floral aos pés do memorial de Mahatma Gandhi, e assegurou que o pai da nação indiana foi uma "inspiração" para sua vida política. "A primeira vez que li Gandhi foi para mim uma inspiração para a política", afirmou o presidente, que acrescentou que Gandhi "é inspiração para qualquer pessoa que queira realizar mudanças sociais em paz". Em seu segundo dia de visita oficial à Índia, Lula foi recebido no palácio presidencial pelo primeiro-ministro Manmohan Singh e pelo presidente do país, Abdul Kalam. Em seguida, visitou o Rajgat, um pequeno memorial de mármore negro que lembra o local onde Gandhi foi cremado antes que suas cinzas fossem espalhadas pelo rio Ganges. Lula, que encabeça uma delegação de aproximadamente cem pessoas, destacou que Índia e Brasil são "aliados importantes nos fóruns internacionais", e citou como exemplo disso o impulso conjunto da "democratização" da ONU, já que ambos os países compartilham o desejo de que o Conselho de Segurança amplie os cinco membros permanentes que tem atualmente. O presidente afirmou que Brasil e Índia "são duas grandes democracias, dois países com grandes expectativas econômicas". "Antes de 2002, eu disse que a Índia era um importante foco estratégico", indicou Lula ao lembrar que esta é sua segunda visita ao país asiático em três anos. Além disso, afirmou que "a Índia tem muito a ensinar ao Brasil, e o Brasil à Índia, em todos os campos, incluindo o científico e o tecnológico". O presidente insistiu em seu desejo que "em 2010 os intercâmbios econômicos (entre ambos os países) cheguem aos US$ 10 bilhões", e apostou por um "desenvolvimento das relações comerciais, políticas e culturais" indo-brasileiras. "Esta visita é um passo extraordinário. Espero voltar ao Brasil mais convencido de que Índia e Brasil estão ainda mais unidos", afirmou. Efe, Estadão.

segunda-feira, março 05, 2007

BIOCOMBUSTÍVEIS: A "IGUALDADE" DOS PAÍSES PRODUTORES-CONSUMIDORES

Mundo atento ao etanol. Brasil, EUA, China e Europa somam forças para desenvolver biocombustíveis:

NOVA YORK (AFP) - 03/03/2007 - Brasil, China, Estados Unidos, Índia, a Comissão Européia e a África do Sul anunciaram nesta sexta-feira em Nova York, a criação de um Fórum internacional de biocombustíveis para trabalhar pelo desenvolvimento e a expansão do consumo destas substâncias. O anúncio ocorreu em entrevista coletiva na sede das Nações Unidas em Nova York, na qual estiveram representantes dos países mencionados. "Para os países em desenvolvimento, o uso de biocombustíveis significa reduzir drasticamente sua dependência da importação de petróleo, corrigindo seus desequilíbrios comerciais e acumulando recursos para melhorar os investimentos em educação, saneamento e desenvolvimento social", declarou o embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Antonio Patriota. "Para os países desenvolvidos", acrescentou, "o uso de biocombustíveis também é atraente, porque complementa a segurança energética, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e a emissão de gases de efeito estufa", ressaltou. Thomas Shannon, responsável pela diplomacia dos Estados Unidos na América Latina , agradeceu a liderança do Brasil neste tema e qualificou a criação do Fórum como "um acontecimento muito, muito importante". "Como vocês sabem, o presidente" George W.Bush identifica "a diversificação de recursos energéticos como um pilar importante da política energética americana" e "anunciou o objetivo de reduzir nossa dependência do petróleo", afirmou Shannon. "Trabalhando juntos poderemos identificar os meios e as formas de ajudar países com potencial produtivo agrícola para se converter em grandes produtores de energia", disse o diplomata americano. A iniciativa pretende iniciar um mecanismo de diálogo entre os maiores produtores e consumidores destes combustíveis feitos de substâncias orgânicas, como o etanol e o biodiesel, interessados em promover a criação de um mercado internacional para os mesmos. Segundo os promotores, o surgimento de um mercado mundial contribuiria para incrementar a eficiência produtiva, a distribuição e o uso mundial dos mesmos. Para conseguir alvos objetivos, os países participantes acreditam ser necessário fortalecer a coordenação internacional neste tópico e o Fórum é um primeiro passo que permitirá a expansão internacional dos biocombustíveis ao mesmo tempo em que melhoram seus benefícios econômicos, sociais e ambientais. Na inauguração deste fórum, foram criadas equipes de trabalho, começando por uma de trocas de informações e outra encarregada de analisar regulamentações e padrões. O Fórum terá duração de um ano e seus participantes se reunirão periodicamente. Um dos objetivos do grupo será realizar uma Conferência Internacional de Biocombustíveis, que será sediada no Brasil em 2008. Os Estados Unidos e o Brasil são os maiores produtores mundiais de etanol (álcool etílico), à base de milho e cana de açúcar, respectivamente. No Brasil, 80% dos automóveis vendidos estão equipados com um motor que se adapta a ambos os combustíveis, somente um ou misturados em qualquer proporção. Entre as vantagens do uso deste tipo de combustível estão as ambientais, em um momento de conscientização sobre a questão da mudança climática e, em casos como o dos Estados Unidos, a vantagem de contar com uma fonte de energia segura e reduzir a dependência do petróleo do Oriente Médio que tanto move sua política externa. (Fonte: Gazeta Mercantil).

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

AQUECIMENTO GLOBAL: MEA CULPA ? ! ?


China responsabiliza o Ocidente pelo aquecimento global:

A China afirmou na terça-feira (06/02) que os países mais ricos devem assumir a dianteira na redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa, e se recusou a dizer se concordará com qualquer limite obrigatório para emissões que possa prejudicar a sua dinâmica economia.Jiang Yu, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse que o país está disposto a contribuir com um esforço internacional para combater o aquecimento global, mas responsabilizou pelo problema especialmente as nações mais ricas e desenvolvidas, que vêm poluindo o planeta há bem mais tempo."Deve-se ter em mente que a mudança climática tem sido provocada pelas emissões historicamente cumulativas dos países desenvolvidos e pelas elevadas emissões per capita desses países", afirmou Yu, acrescentando que as nações desenvolvidas têm responsabilidades pelo aquecimento global "das quais não podem se esquivar".
Os comentários de Jian, combinados a uma outra declaração dada na terça-feira pelo principal especialista em clima do país, se constituíram na primeira resposta oficial a um relatório histórico divulgado na semana passada por um painel de cientistas da Organização das Nações Unidas (ONU), declarando que o aquecimento global é "inequívoco" e advertindo que é necessário que se tomem ações imediatas a fim de evitar conseqüências desastrosas.
A China é o segundo maior emissor de gases causadores do efeito estufa que contribuem para a alteração climática, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Os especialistas prevêem que o país acabará ocupando o primeiro lugar na lista dos maiores poluidores. A economia chinesa em rápida expansão obtém quase 70% da sua energia de usinas termoelétricas movidas a carvão, muitas das quais equipadas com controles anti-poluentes precários.
Mas as autoridades chinesas há muito observam que as emissões per capita da China ficam bem abaixo da média dos países mais ricos, incluindo os Estados Unidos.
As autoridades alegam que a China continua sendo um país em desenvolvimento destituído dos recursos financeiros ou da capacidade tecnológica para fazer uma transição mais rápida para tecnologias energéticas mais limpas e caras.
A China não questionou a argumentação científica sobre o aquecimento global, e tampouco contestou os estragos potenciais que seriam causados pela elevação da temperatura do planeta. No mês passado, o país divulgou um relatório advertindo que a mudança climática representa uma séria ameaça para a sua produção agrícola e para a economia como um todo."
O governo chinês está levando a mudança climática muito a sério", disse aos jornalistas em uma coletiva na terça-feira Qin Dahe, diretor da Administração Meteorológica da China. "O presidente Hu Jintao afirmou que a alteração climática não é apenas um problema ambiental, mas também uma questão que diz respeito ao desenvolvimento".Porém, ainda que os líderes chineses reconheçam a gravidade do problema, eles continuam resistindo a medidas abrangentes que possam ameaçar o desenvolvimento econômico do país. Medidas mais limitadas já estão gerando resultados irregulares.
Qin, que atuou com co-diretor do painel da ONU que divulgou o relatório da semana passada sobre o aquecimento global, observou que a China estabeleceu uma meta ambiciosa de cinco anos para melhorar em 20% a eficiência energética. Mas no ano passado, o país não foi capaz de atingir a meta inicial proposta.A posição da China, que é ao mesmo tempo um enorme país em desenvolvimento e uma das economias de mais rápido crescimento em todo o mundo, faz com que esta nação se destaque no debate sobre o aquecimento global.

Juntamente com a Índia, a China está isenta dos requerimentos do Protocolo de Kyoto, o acordo que solicita às nações industrializadas que reduzam as suas emissões até 2012 (os Estados Unidos não assinaram o acordo). Quando lhe perguntaram se a China concordaria com metas obrigatórias e específicas para a redução das emissões, Qin não respondeu diretamente. "Como somos um país em desenvolvimento que cresce rapidamente e que possui uma grande população, a promoção de uma transformação drástica da estrutura energética e o uso de fontes limpas de energia exigiriam muito dinheiro", disse Quin, segundo a agência de notícias Reuters.

(...) Foto de uma chamine de termelétrica na cidade Hua Mao Zhong Xin (China).
(Fonte: New York Times. Enviado por Alberto Baggio Neto).