PENSAR "GRANDE":

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

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segunda-feira, outubro 21, 2013

MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO...

21/10/2013
"O PDT já se entregou a Dilma para 2014", diz Cristovam


Por Fábio Brandt | De Brasília


O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), cotado como possível candidato de seu partido na eleição presidencial de 2014, afirmou em entrevista ao Valor que a sigla já está entregue à presidente Dilma Rousseff (PT) e não lançará candidatura própria.


O responsável por essa situação, disse, é o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, que, desde 2010, preferiu manter um ministério (Trabalho) nas mãos do partido a ter um candidato a presidente. O ex-ministro tem falado que poderia vir a se lançar candidato, mas Cristovam descrê dessa possibilidade.


Cristovam disse ainda que não entrará em uma disputa interna para conseguir a candidatura. "Vai parecer que estou aí na busca da Presidência [da República] a qualquer custo".

O senador pelo Distrito Federal também parece descrente da possibilidade de seu colega de Senado, Pedro Taques (MT), trocar uma candidatura ao governo de seu Estado pela disputa presidencial. "O PDT não vai ter candidato", resume.

Apesar de insatisfeito com os rumos do seu partido, Cristovam Buarque optou por não seguir correligionários como o deputado federal Miro Teixeira (RJ), que trocou o PDT pelo Pros e pode vir a ser candidato ao governo do Rio pela nova legenda.

"Não estou insatisfeito com meu partido, mas com o momento em que ele vive", justifica, dizendo-se descrente dos propósitos das novas legendas: "Não sei o que é esse Pros. A gente não sabe o que é nenhum partido, os novos e os velhos. Eu propus um dia desses, e apanhei muito por isso, que estava na hora de todos os partidos serem suspensos e serem criados novos, com unidade ideológica e moral, que hoje nenhum tem. Continuo mantendo isso. Precisava ter uma moratória de seis meses... Agora não, porque está perto da eleição".

Questionado sobre a chance de apoiar outro colega da legenda para disputar o Palácio do Planalto, ele demonstrou ceticismo. Além do PT, com a presidente Dilma Rousseff, do PSDB, com o senador Aécio Neves (MG), e do PSB, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o PDT é um dos partidos que cogitam ter um concorrente ao Planalto. Mas, até agora, houve apenas especulações e Carlos Lupi já sinalizou que aceita trocar a candidatura própria pela entrada em alguma aliança.

O PSC, do deputado Marco Feliciano (SP), já lançou a candidatura do Pastor Everaldo, e o PSOL também deve ter candidato - possivelmente o senador Randolfe Rodrigues (AP). PSTU, PCO, PSDC e PRTB são outros partidos pequenos que podem entrar na disputa.

O senador pelo Distrito Federal se mostrou otimista com a aliança entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, (PSB) e a ex-ministra Marina Silva (PSB) para a disputa presidencial de 2014: "Melhora muito o debate. Espero que eles consigam construir uma proposta. Tenho muita simpatia [pela aliança deles]".

Para Cristovam, Marina deveria ser uma "líder moral" no Brasil. "Não temos nenhum líder moral agora. Sempre tivemos, agora não temos. Líderes que iam para a frente das passeatas. Mas como ela mesma disse que não queria ser a Madre Teresa da politica, ela foi para o partido certo [o PSB].

adicionada no sistema em: 21/10/2013 12:53

sexta-feira, abril 27, 2012

CONSUMO [In:] POBRES ESBELTOS !



"Consumo pode levar ao fim do mundo"




Governo quer "caminho do meio" no consumo
Autor(es): agência o globo:Catarina Alencastro
O Globo - 27/04/2012
 
Ministro afirma que o planeta não aguentaria se o excesso de consumismo dos ricos se tornasse o modelo vigente

BRASÍLIA. O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse ontem que o mundo se acabaria, caso todos passassem a consumir bens e produtos da mesma forma que os ricos o fazem. Na quarta versão do seminário "Diálogos Sociais: Rumo à Rio+20", o ministro defendeu que se busque "o caminho do meio" na relação de consumo e assegurou que o Brasil está fazendo todos os esforços para que o evento seja um sucesso, do ponto de vista logístico e de conteúdo.
- Os muito ricos, tanto na sociedade brasileira, como no mundo todo, não praticam desenvolvimento sustentável, uma vez que o excesso de consumismo é inviável. O mundo se acabaria rapidamente se fosse universalizado o padrão de consumo das elites e, cá entre nós, o nosso, muitas vezes - disse Carvalho.
No mesmo evento, há um mês, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, mencionou que o padrão de consumo das sociedades será um dos principais temas da Rio+20. Na ocasião, disse que é insustentável que os habitantes do planeta adotem o mesmo padrão de um americano médio, que consome por dia cerca de 38 quilos de recursos naturais.
No debate de ontem, os palestrantes disseram que é preciso estimular ações não degradantes e taxar as que causam a destruição do meio ambiente. Entre eles, o senador Cristovam Buarque se mostrou pessimista quanto aos resultados da Rio+20. Ele sugeriu que meios de transporte públicos sejam isentos de impostos e os carros particulares, sobretaxados:
- Sou muito pessimista quanto aos resultados da Rio+20. Cada chefe de Estado quer dar uma solução ao seu problema e não ao do planeta. Seria suicídio o Obama vir aqui, três meses antes das eleições, dizer que o desenvolvimento causa degradação.
Brasil é acusado de adotar política "esquizofrênica"
Antes dele, Carvalho reconheceu que alguns chefes de Estado não estarão presentes à conferência por causa das eleições em seus países, mas destacou que já há confirmação de cem líderes mundiais e que a conferência será "muito representativa".
Na sessão de debates, participantes questionaram as opções do governo de investir em empreendimentos danosos ambientalmente, como o pré-sal. A analista do Banco Central Maria de Fátima Cavalcanti foi aplaudida ao classificar a política do governo brasileiro como "esquizofrênica".
- A política brasileira é bipolar, esquizofrênica. Se vou investir pesado no petróleo e no pré-sal e quero desenvolvimento sustentável, parece que tem uma incoerência aí nesse rumo - disse, deixando claro que não falava em nome do BC.

segunda-feira, agosto 24, 2009

BRASIL: ELEIÇÕES, EDUCAÇÃO FORMAL, ELEITORES,

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Por que a educação não dá voto?


O resultado das urnas no passado revela que o eleitor de baixa renda costuma dar prioridade ao bolso – e não à escola. Como é possível mudar isso?
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Isabel Clemente e Mariana Sanches
Ricardo Labastier
BOLSA-ESCOLA
No governo do Distrito Federal, Cristovam Buarque pagava para que crianças carentes continuassem estudando. Mesmo assim, não se reelegeu.
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Uma das verdades mais incômodas da política brasileira envolve um assunto que está na cabeça de pais, professores e estudiosos de todo o país – a pouca importância que o eleitor atribui às propostas para a educação na hora de escolher seu candidato. “Educação não dá voto. Dá reconhecimento”, diz o deputado federal Alceni Guerra (DEM-PR). Ex-ministro da Saúde, prefeito de Pato Branco, cidade com 70 mil habitantes no Paraná, entre 1997 e 2000, Alceni sabe o que está dizendo. No dia da posse, implantou o ensino integral na rede pública da cidade. Criou benefícios diretos para 10 mil alunos da rede pública, que passou a oferecer aulas de Balé e Inglês para crianças a partir dos 6 anos de idade. Mesmo assim, quatro anos depois, ao enfrentar o teste das urnas, perdeu para seu maior adversário. “Sempre que aparecia um problema na cidade, fosse um buraco de rua ou um problema no posto de saúde, diziam que a culpa era do prefeito, que só pensava em educação”, diz Alceni.

O comportamento do eleitorado de Pato Branco está longe de ser raridade. As pesquisas mostram que a maioria dos brasileiros adora lembrar a importância da educação para o futuro dos filhos e o progresso do país. Mas, na hora de votar, existem outras prioridades. A última enquete do Ibope encomendada pelo Todos pela Educação – um movimento social apartidário e privado criado em 2006 – revelava a educação em sexto lugar na longa fila das prioridades. Isso ainda era um avanço – no ano anterior, a educação estava em sétimo, atrás de emprego, saúde, segurança, combate às drogas, corrupção e fome.

Eleito governador do Distrito Federal em 1994, o senador Cristovam Buarque fez carreira como criador do Bolsa-Escola, o avô do Bolsa-Família, programa pioneiro em remunerar famílias carentes pela presença da criançada na sala de aula. Nem assim conseguiu se reeleger. Quatro anos depois, foi derrotado por Joaquim Roriz, um pródigo distribuidor de lotes de terras, cujos erros de concordância em pronunciamentos oficiais fazem o folclore da política local. Candidato presidencial em 2006, Cristovam não passou da condição de concorrente nanico. “Construir universidades dá voto, até o analfabeto apóia por causa do status que a cidade ganha. Educação não. Geralmente, uma escola boa não faz parte do universo de desejo do mais humilde, como um carro, uma casa ou o tênis. É algo muito distante”, diz Cristovam.

74% dos municípios pobres onde os gastos em educação cresceram mais que as transferências de renda não

Dá para mudar essa realidade? Há sinais de que isso pode ser possível. Na semana passada, o movimento Todos pela Educação divulgou uma campanha para orientar o eleitor, com o intuito de tornar a educação uma prioridade na hora do voto (leia as principais dicas da campanha). Em alguns municípios, políticos que investiram em educação se deram bem nas urnas. Nos últimos 12 anos, em Campo Limpo Paulista, a 40 quilômetros de São Paulo, a educação tem sido a principal aposta da Prefeitura. Quando se elegeu pela primeira vez prefeito da cidade, em 1996, o médico cirurgião Luiz Antônio Braz teve só 255 votos a mais que o segundo colocado. A máquina inteira de educação municipal se resumia a duas creches e duas salas de alfabetização de adultos. “Eu queria transformar a cidade em um pólo de tecnologia. Para isso, precisávamos melhorar a s qualidade da mão-de-obra que formávamos aqui.” Em oito anos, subiu para 25 o número de escolas, entre novas e municipalizadas. No segundo mandato, Braz empregou 63% do orçamento da cidade em educação. Capacitou professores e criou salas de computação em todas as escolas. Ele se reelegeu em 2000 com 47% mais votos que o segundo colocado. Quatro anos depois, fez como sucessor Armando Hashimoto, com larga margem. Seu material de campanha se concentrava nos avanços na área da educação.

Mas nem Braz nem Hashimoto creditam a vitória exclusivamente ao trabalho feito na educação. Braz diz ter asfaltado quase metade das vias da cidade e acredita ter ficado mais conhecido por essa realização. A intuição do prefeito é confirmada por estudiosos dos humores eleitorais. Estudos revelam que a saúde sempre está em primeiro lugar – num país onde a fila para muitos exames leva meses. “Enquanto o básico – viver ou morrer – não for uma questão resolvida, o eleitor terá dificuldade de valorizar investimentos em educação no Brasil”, diz o sociólogo Alberto Carlos Almeida, autor do livro A Cabeça do Brasileiro.

Frederic Jean
FOI A EDUCAÇÃO?
O prefeito Hashimoto, de Campo Limpo, em São Paulo, foi eleito sucessor de Braz (à dir.). No segundo mandato, Braz gastou 63% do orçamento próprio da cidade em educação. Mas ambos acham que o asfalto rendeu mais voto.

Uma pesquisa inédita, de dois economistas brasileiros da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, ajuda a entender melhor a visão do eleitorado sobre a educação. Depois de investigar minuciosamente gastos, características socioeconômicas e resultados das eleições de 2000 e 2004 em 5.250 municípios brasileiros, os pesquisadores Leonardo Bursztyn e Igor Barenboim descobriram que, nas cidades pobres onde se gastou mais com educação, os prefeitos tiveram menos chances de se reeleger ou de fazer sucessor. Dois resultados chamam a atenção: 74% dos municípios pobres onde os prefeitos aumentaram mais o investimento em educação que os gastos com assistência social não se reelegeram nem emplacaram seus partidos ou coligados. Em compensação, nas cidades pobres onde os gastos com transferência de renda subiram mais, 65% dos prefeitos se reelegeram ou fizeram sucessor. Conclusão: dinheiro no bolso parece contar mais do que filho na escola.

A proposta inicial do trabalho de Bursztyn e Barenboim, intitulado “Educação ganha eleições?”, era responder a uma pergunta intrigante: por que um país como o Brasil, onde 100% das pessoas reconhecem as deficiências da educação e sua importância para o futuro do país, enfrenta tanta dificuldade para resolver o problema? Os dois estudiosos lembram que a lista de causas é grande e complexa, mas que, na hora do voto, a decisão é definida pelo horizonte econômico do eleitor. Nas cidades pequenas, que formam a maioria dos municípios brasileiros, leva-se uma vida de dinheiro curto e orçamento controlado, em que o salário mínimo chega a ser quase um privilégio, e metade do eleitorado sobrevive com renda média de R$ 100 por mês ou até menos. “Nessa situação, se puder escolher entre ganhos futuros e respostas para os problemas imediatos, o eleitor sempre ficará com a segunda opção”, diz Bursztyn.

Outro dado contribui para a permanência dessa situação. A experiência ensina que as famílias de gente com baixa escolaridade – e que teriam mais necessidade de boas escolas – são aquelas que menos valor atribuem à educação. A história do sociólogo Florestan Fernandes, um dos mais festejados intelectuais da esquerda brasileira, é um bom exemplo disso. Ele foi criado por uma mãe que não sabia ler nem escrever. Ela queria que seu filho interrompesse os estudos – em que seria consagrado – e fazia o possível para que ele parasse de perder tempo e começasse a trabalhar para pagar as contas no fim do mês. “Os mais pobres tendem a ter menos anos de estudo e a valorizar menos ainda o que eles mesmos não tiveram”, diz Barenboim.

65% dos municípios pobres onde as transferências de renda cresceram mais do que os gastos em educação reelegeram o prefeito

Embora os argumentos a favor da boa educação tenham a idade dos regimes republicanos, não param de surgir novas descobertas para confirmar sua validade. Sabe-se hoje que as boas escolas criam cidadãos autônomos, mais produtivos e menos dependentes e recorda que ali funciona a regra do quanto mais cedo, melhor. “Não existe investimento com retorno social maior do que investir na primeira infância. Ele só não é alto do ponto de vista eleitoral porque, para começar, criança não vota”, diz o economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas do Rio. As propostas do movimento Todos pela Educação podem ser um bom começo para levar a educação ao topo da lista de prioridades.

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http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI11038-15223,00-POR+QUE+A+EDUCACAO+NAO+DA+VOTO.html

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quinta-feira, abril 02, 2009

SENADO: "QUERO VER QUEM PAGA PRÁ GENTE FICAR ASSIM..."

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Senado cria bancada dos 'brazucas'
A última do Senado: criação de bancada para representar brasileiros no exterior


Autor(es): Adriana Vasconcelos
O Globo - 02/04/2009

Emenda é aprovada por unanimidade na Casa, mas tem de passar por outra votação. Proposta cria de quatro a sete vagas de deputados, que ficariam encarregados de defender interesses da comunidade espalhada pelo mundo

O Senado aprovou ontem em primeiro turno, por unanimidade dos 59 presentes, uma proposta de emenda constitucional (PEC) que autoriza a criação da 28a bancada do Congresso Nacional. A nova bancada poderá ter de quatro a sete representantes na Câmara dos Deputados para defender os interesses dos mais de três milhões de brasileiros que vivem no exterior. Há cerca de dois meses, o Senado nada votava, além de indicações de autoridades e medidas provisórias, por causa da onda de denúncias que atinge a instituição.

A emenda ainda precisa ser votada em segundo turno no Senado, antes de seguir para a Câmara. Caso seja aprovada pelos deputados, será regulamentada por lei ordinária.

Cristovam diz que na Europa já há essa representação

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), autor da emenda, defendeu a proposta, alegando que os brasileiros que vivem no exterior e remetem anualmente cerca de US$ 5 bilhões ao país precisam ter uma representação específica no Congresso.

Ele propôs que sejam criadas pelo menos quatro vagas de deputados na Câmara: uma para representar os brasileiros que moram nos Estados Unidos, outra para os que vivem na Europa, uma terceira para defender os interesses de quem vive no Japão e a última para os demais espalhados pelo mundo.

— O número de brasileiros que vivem hoje no exterior supera, por exemplo, a população de Brasília, e eles não podem continuar sem representação no Parlamento. Vários países na Europa já têm esse tipo de representação, como França, Espanha, Portugal e Itália.

Temos hoje alguns brasileiros que são deputados em Lisboa — argumentou Cristovam.

O relator, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que deu parecer favorável à aprovação da matéria, admitiu que a nova bancada poderá ter até sete representantes na Câmara dos Deputados.

— Como essa comunidade tem hoje três milhões de brasileiros, o que representa 1,5% da população nacional, pela regra da proporcionalidade, essa nova bancada poderá ter até sete deputados — explicou Azeredo, que não teme uma repercussão negativa da medida: — Quem tiver uma mentalidade pequena poderá até criticar, mas o fato é que outros países já adotaram esse tipo de representação.

Abaixo-assinado pró-bancada com 22 mil assinaturas A proposta de Cristovam, apresentada em 2005, mobilizou parte dos brasileiros que vivem no exterior. Um grupo deles foi recebido há duas semanas pelos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Na ocasião, eles apresentaram um abaixo-assinado a favor da aprovação da matéria, com 22 mil assinaturas.

A ideia é que esses novos parlamentares sejam eleitos entre os próprios imigrantes brasileiros. A partir da eleição, porém, eles voltariam para o Brasil para defender, no Congresso, os interesses da comunidade brasileira no exterior.

O líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP), justificou sua posição favorável, mas ressalvando que, na sua opinião, só deveria ser criada uma vaga.

— É preciso que essa comu nidade brasileira que vive no exterior tenha representantes que defendam seus interesses.

Temos hoje dekasseguis passando fome no Japão, embora eles mandassem até o início da crise cerca de US$ 3 bilhões por ano para o Brasil. É preciso que um parlamentar acompanhe essas pessoas. O caso Jean Charles é outro que deveria ter tido um acompanhamento de perto, assim como o representante da comunidade italiana que vive no Brasil vem pressionando o governo brasileiro pela extradição do Battisti (ex-ativista político italiano Cesare Battisti). O custo seria marginal diante do interesse estratégico disso — afirmou Mercadante.

Líder do PT diz que é possível bancar nova despesa Ainda de acordo com o líder do PT, se o Legislativo fizer de fato um esforço para cortar gastos, diminuindo desperdícios, haverá dinheiro não só para custear a criação dessa nova bancada, como sobrará.

Já o líder do Democratas, senador José Agripino Maia (RN), prevê dificuldades para a implementação da proposta: — Essa matéria aprovada é de difícil efetivação, ainda mais porque terá de tramitar pela Câmara — advertiu Agripino.

Mesmo tendo votado a favor da emenda que autoriza a criação de uma nova bancada no Congresso, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), admitiu que a matéria poderá ser revista pela Casa no segundo turno de votação.

— Parece-me que esse é um assunto que merece ser mais bem discutido. Por isso, poderemos reexaminar a matéria no segundo turno — adiantou.

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