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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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quinta-feira, novembro 04, 2010

ELEIÇÕES 2010/EMPREITEIRAS [In:] UMA ''EMPREITADA'' E TANTO ...

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04/11/2010 - 08h29

Grupo Camargo Corrêa triplica doações nesta campanha



FLÁVIO FERREIRA
BRENO COSTA
folha DE SÃO PAULO


Após ter executivos acusados em 2009 pela Polícia Federal de abastecer o caixa 2 de campanhas e pagar propina a políticos, o grupo da empreiteira Camargo Corrêa mais que triplicou as doações eleitorais legais neste ano, na comparação com o pleito do mesmo tipo de 2006.

As prestações de contas apresentadas por políticos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até agora já apontam que as contribuições do grupo a candidatos, comitês e diretórios nacionais totalizam R$ 79,1 milhões.


Em 2006, considerando as prestações de contas dos dois turnos das eleições, as contribuições desse tipo somaram R$ 22,5 milhões.

O grupo nega qualquer relação entre o aumento nas doações e as acusações da PF, que deram origem à Operação Castelo de Areia da PF. De acordo com a companhia a elevação reflete um aumento no faturamento da empresa (leia texto nesta página).

Atualmente a Camargo Corrêa busca no STJ (Superior Tribunal de Justiça) a anulação da operação da PF.

O levantamento feito pela Folha também indica um aumento significativo nas contribuições de outras grandes empreiteiras em 2010, em comparação às eleições de 2006.

Neste ano as companhias do grupo da construtora Andrade Gutierrez fizeram doações que totalizaram R$ 58,3 milhões a candidatos, comitês financeiros de campanha e diretórios nacionais.

Nas eleições de quatro anos atrás, as contribuições da Andrade Gutierrez somaram R$18 milhões.

Também foi grande a elevação das doações da construtora OAS em 2010.

Na comparação com 2006, o valor de contribuições da empreiteira quase triplicou --saltou do total de R$ 11,9 milhão para R$ 34,3 milhão.

A totalização de prestação de contas já disponível no site do TSE indica ainda que a construtora Odebrecht também elevou o valor de suas doações. O montante de contribuições foi de R$ 7,8 milhão, em 2006, para R$10,8 nas eleições deste ano.

Todos os valores relativos às doações de 2006 mencionados na reportagem foram corrigidos pelo índice IPCA.

Os números sobre as doações para diretórios nacionais de partidos em 2010 referem-se somente ao período eleitoral iniciado em julho.

Já os dados relativos às receitas dos diretórios nacionais em 2006 abrangem as contribuições feitas durante todo aquele ano.

Os registros do TSE sobre montantes desembolsados pelas empreiteiras ainda subirá até o final do mês, quando serão divulgadas as prestações de contas dos candidatos que disputaram cargos no segundo turno das eleições, entre eles a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), e José Serra (PSDB).

A maioria dessas empresas recebe recursos públicos de diferentes esferas (federal e estadual) e disputa concorrências do bilionário canteiro de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

+ Notícias sobre eleições


quinta-feira, outubro 28, 2010

ELEIÇÕES 2O1O[In:] ... UM GURU CANSADO

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O voto da mágoa


Brasília-DF
Autor(es): Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense - 28/10/2010


O veterano senador Pedro Simon (PMDB-RS) anunciou ontem, em discurso no Senado, que não se sente em condição de orientar seus eleitores no segundo turno das eleições. Segundo ele, pela primeira vez desde a eleição de Getúlio Vargas, em 1950, encontra-se nessa situação. Queixa-se do disse me disse da campanha eleitoral e da troca de acusações entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). E de que os candidatos não estão discutindo uma agenda de verdade para o país.

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Hoje eu me pergunto: como uma pessoa que nem eu pode orientar o que fazer e como fazer? Qual é o programa de um, qual é o programa do outro, qual é a convicção que eu tenho de um lado e qual é a convicção que eu tenho do outro lado? E, se olhar as companhias, eu fico a me perguntar: com quem um governará e com quem o outro governará? Por isso, eu não tenho a coragem de falar e orientar os meus irmãos em quem devem votar.

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Simon é uma espécie de biruta de aeroporto, fareja os ventos que vêm do Sul e segue o rumo do Minuano na política nacional. Vou votar, mas não falo aqui, porque não quero orientar ninguém, não quero ter a responsabilidade de nenhum voto a favor de a ou a favor de b. Cada um faça o que eu vou fazer. Vou votar com muita mágoa. Vou votar já dizendo que, no ano que vem, aqui, serei um senador independente, ganhe um ou ganhe outro.

Petróleo
Tendo como porta-voz o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (foto), do PSDB do Espírito Santo, um dos criadores do bem-sucedido Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP) e funcionário de carreira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os tucanos resolveram finalmente encarar o debate sobre o regime de exploração de petróleo e o desempenho da Petrobras após a quebra do monopólio. Instituída em 1997, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a Lei do Petróleo alavancou de forma extraordinária e espetacular a Petrobras: Em 10 anos, a produção de petróleo do Brasil dobrou, destacou o tucano, presidente do Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos do PSDB.

Modelo
Para a cúpula do PT, a polêmica sobre o novo marco regulatório da Petrobras é a melhor oportunidade oferecida a Dilma Rousseff para estabelecer uma linha divisória entre seu projeto de governo e o do tucano José Serra com um viés nacionalista. Todas as vezes em que isso aconteceu, a oposição ficou na defensiva. No debate de segunda-feira, na TV Record, porém, Serra acusou a petista de ter realizado o maior número de concessões para exploração de petróleo do pós-sal a empresas estrangeiras da história. O próximo round entre os dois será amanhã, no debate da TV Globo.

Feriadão
Cresce a apreensão na campanha de Serra com o feriado de terça, 2 de novembro (Dia de Finados), principalmente nos estados governistas, onde a abstenção tende a ser maior entre os eleitores do tucano. No Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral , do PMDB, adiou de hoje para segunda-feira a comemoração do Dia do Servidor Público no estado. O governo de Goiás foi pelo mesmo caminho. No Distrito Federal, porém, o feriadão pode prejudicar o petista Agnelo Queiroz.

Castelo de areia
Circula na campanha tucana a informação de que José Serra guardou para o último debate, promovido pela TV Globo, as respostas referentes à Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. No debate da Record, Dilma Rousseff provocou Serra ao citar a participação de Paulo Preto no escândalo desbaratado pela PF. A promessa é que o tucano parta para o ataque contra Dilma.

Maratona
O ex-governador Aécio Neves e o governador Anastasia tentam alavancar a candidatura de José Serra em Minas promovendo dois eventos de campanha hoje, um em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e outro em Montes Claros, no Norte do estado. Durante a semana, Aécio fez campanha para Serra em Feira de Santana (BA), Salvador, Goiânia, Teresina, Belém, Maceió e Rio de Janeiro.

Concorrência/ O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, deve julgar na semana que vem mais um caso da cervejaria Ambev. Os conselheiros analisarão a mudança do tamanho das embalagens das cervejas vendidas no Brasil de 600ml para 630ml.

Pesquisas/ Vêm mais pesquisas por aí: hoje serão divulgados levantamentos do Ibope (25 a 28/10) e do Datafolha (28/10); na sexta-feira será a vez da Sensus (28 a 29/10); e, no sábado, do Ibope (27 a 30/10), do Datafolha (29 a 30/10) e da Vox Populi (30/10).

Jornalista/ A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, condenou o assassinato do jornalista Francisco Gomes de Medeiros, em Caicó, no Rio Grande de Norte, no último dia 18, e pediu uma investigação completa sobre o crime.

Sucesso
Segundo Vellozo Lucas, que é funcionário de carreira do BNDES, no período a capacidade de investimento da Petrobras saltou de R$ 4 bilhões para R$ 30 bilhões

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sexta-feira, dezembro 04, 2009

DOAÇÕES: ''É DANDO QUE SE RECEBE...'

Planilha detalha doações para caixa 2 de Arruda

Arquivo indica US$ 1,37 mi para TCE

Autor(es): Fausto Macedo
O Estado de S. Paulo - 04/12/2009


Conselheiros Robson Marinho e Eduardo Bittencourt estão entre os apontados em papéis apreendidos pela PF

Planilha secreta da Construtora Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, cita nove vezes o Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo como "cliente". Cada citação à sigla TCE é acompanhada de valores em dólares - ao todo, US$ 1.378.732. Os registros são relativos ao período de 26 de março a 2 de outubro de 1998.

Nesse documento, apreendido pela Polícia Federal na residência de Pietro Bianchi - executivo da empreiteira sobre o qual pesa acusação por lavagem de dinheiro e evasão -, há menção à Companhia Paulista de Ativos e à obra do metrô linha 2-Oratório. Aparecem as iniciais de supostos beneficiários: E.B. e R.M.

Outros documentos - muitos manuscritos e uns digitalizados - apontam quantias mais elevadas supostamente repassadas para o "cliente" TCE. Há referências às obras das linhas Amarela e Verde do Metrô e os nomes de dois conselheiros - Eduardo Bittencourt e Robson Marinho - são citados por extenso, alinhados a valores em dólares.

O Ministério Público Federal avalia que as anotações não são prova de pagamento de propinas, mas vai encaminhar cópias dos arquivos ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e ao procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella, para que decidam sobre eventual abertura de investigações, uma de âmbito criminal, outra civil por improbidade.

Bittencourt e Marinho desfrutam de foro privilegiado no aspecto penal perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ambos já são alvos de investigações sobre suposto enriquecimento ilícito. Bittencourt sofre devassa no STJ. Marinho é foco de inquérito na Promotoria de Defesa do Patrimônio sobre o caso Alston - empresa francesa que teria pago propina a servidores.

Ao TCE cabe auditar todos os contratos da administração pública. O TCE paulista é o maior do País. Os apontamentos de 1998 foram achados em três gráficos de uma planilha de 54 páginas que sugere ser contabilidade paralela da Camargo Corrêa.

Na página 41, intitulada CPA, há 26 lançamentos no total de US$ 5.728.544. Em cinco anotações o TCE aparece como "cliente", três delas de 6 de julho e duas de 7 de julho daquele ano. Aqui, os valores somam US$ 950.322.

À página 46, lançamentos no valor global de US$ 395 mil que teriam sido repassados ao "cliente" TCE em três parcelas, de 26 de março, 30 de junho e 2 de outubro - este último apontamento, de US$ 230 mil, é acompanhado da expressão "anel viário" e das iniciais R.M. Na página 54, intitulada "diversos", há referência ao "cliente" TCE alinhada às iniciais E.B. e o valor US$ 33,4 mil.

"Desconheço esse documento", declarou o advogado Paulo Sérgio Santo André, que defende Bittencourt. "Assim que meu cliente for notificado vamos exercer o direito de defesa." Robson Marinho, por sua assessoria, foi enfático. "Nego ter recebido algo dessa empresa." Ele desafiou: "A quem acusa cabe a prova." Disse que no caso Alston a promotoria o acusou de receber propina para aprovar aditamento contratual de obra do metrô. "O contrato é de 1983 e o aditivo de 1990. Eu nem era conselheiro."

O criminalista Celso Villardi, advogado da Camargo Corrêa, pede o trancamento da ação penal aberta contra executivos da empresa. Ele sustenta que a investigação teve base em denúncia anônima, o que é vetado pelos tribunais superiores.

sexta-feira, novembro 27, 2009

EMPREITEIRAS E ''EMPREITADAS''

Empreiteira pagou ‘mesada’ para políticos, aponta PF

Documentos indicam suposta mesada de empreiteira a políticos e partidos


Autor(es): Fausto Macedo
O Estado de S. Paulo - 27/11/2009

Thomaz Bastos, que defende a Camargo Corrêa, diz que doações identificadas pela PF foram declaradas legais

A Polícia Federal concluiu a Operação Castelo de Areia - investigação sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo executivos da Construtora Camargo Corrêa - e anexou ao relatório documento que pode indicar suposto esquema de pagamentos mensais a parlamentares e administradores públicos e doações "por fora" para partidos políticos.


O dossiê é formado por 54 planilhas que sugerem provável contabilidade paralela da empreiteira. Elas registram dados sobre 208 obras e contratos da Camargo Corrêa entre 1995 e 1998, espalhados por quase todo o País e também no exterior - Bolívia e Peru.


Os repasses teriam ocorrido naquele período em favor de deputados federais, senadores, prefeitos e servidores municipais e estaduais. Em quatro anos a empreiteira desembolsou R$ 178,16 milhões. Em 1995, segundo os registros, ela pagou R$ 17,3 milhões. Em 1996, R$ 50,54 milhões. Em 1997, R$ 41,13 milhões. No ano de 1998, R$ 69,14 milhões.


O Ministério Público Federal poderá requisitar à Justiça o envio à Procuradoria-Geral da República dos dados referentes a autoridades que detêm prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Outra medida será a abertura de vários inquéritos para investigar as obras.


Ano a ano, mês a mês, as planilhas são um histórico de relações da construtora, alvo maior da Castelo de Areia - missão integrada que a PF e a Procuradoria da República deflagraram na manhã de 25 de abril, ocasião em que foram capturados quatro dirigentes da Camargo Corrêa. Na residência de Pietro Bianchi, executivo da empreiteira, a PF recolheu a papelada. As anotações são datilografadas e não têm assinatura.


"Eu não conheço o documento, portanto não posso me pronunciar", disse o criminalista Marcio Thomaz Bastos, que coordena a defesa da Camargo Corrêa. Ele observou que o processo e o inquérito correm em segredo de Justiça. "É preciso lembrar que nessa mesma operação já foram divulgadas listas de nomes que depois se verificou dizerem respeito a doações absolutamente legais, declaradas à Justiça Eleitoral."


PLANILHAS


Desde junho, uma equipe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal analisa as planilhas. O trabalho foi encerrado na semana passada e entregue ao Ministério Público Federal. A PF não se manifesta sobre a investigação.


O que reforça a suspeita de caixa 2 é o fato de que os números alinhados aos nomes dos supostos beneficiários estão grafados em dólares, com a taxa do dia e a conversão para reais. Na página 54, há quatro lançamentos em nome do deputado Walter Feldman (PSDB-SP). Cada registro tem o valor de US$ 5 mil, somando US$ 20 mil entre 13 de janeiro e 14 de abril de 1998. À página 21, outros 12 lançamentos associados ao nome Feldman, entre 26 de janeiro e 23 de dezembro de 1996 - US$ 5 mil por mês. O deputado indignou-se com a citação a seu nome.


Em outro arquivo, página 18, valores ao lado da expressão "Palácio Band" - 4 anotações, entre 8 de fevereiro e 30 de setembro de 1996, somando US$ 45 mil, ou R$ 46.165. Na última planilha, página 54, na coluna "Diversos" constam nove registros, um assim descrito: "14 de setembro de 1998, campanha política, Aloísio Nunes, US$ 15.780." Em 10 de novembro de 1995 o então senador Gilberto Miranda teria recebido US$ 50 mil.


Na página 25, 29 lançamentos que somam US$ 2.389.927 relativos a obra da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), em 1997. Cinco vezes surge a expressão "presidente" acompanhada de quantias em dólar - 9 de maio, US$ 88,3 mil; 9 de julho, US$ 203,6 mil; 14 de agosto, US$ 202,5 mil; 9 de setembro, US$ 60 mil; 4 de dezembro, US$ 390,71 mil.


Cada página é dividida em 11 colunas, com dia, mês e ano dos pagamentos e a obra. Uma coluna, intitulada "cliente/órgão", identifica prováveis recebedores, entre autoridades e agremiações políticas. Outra cita nomes ou apelidos. "Turco", da obra "JK", em São Paulo, surge ao lado de oito lançamentos que somam US$ 3,7 milhões, entre 17 de agosto e 31 de dezembro de 1995 - a parcela maior, US$ 1,1 milhão, é de 27 de dezembro. Quatro dias mais tarde, "Turco" levou mais US$ 446,4 mil.


A planilha "CPA", página 14, revela quatro pagamentos em 1996, todos supostamente destinados a partidos, denominados "clientes". Os destaques são de 21 de março, US$ 20 mil para "líder do PMDB, Milton Montes"; 19 de julho, US$ 200 mil para PMDB-PFL; 24 de julho, US$ 200 mil para PSDB-SP; 13 de setembro, US$ 270 mil para PSDB/PMDB/PFL/PPB. Em 1998, mostra outra planilha "CPA", foram pagos US$ 1,52 milhão em 10 parcelas a PSDB, PFL, PMDB, PPB e PTB.


"Pelas notícias que eu tenho é material apócrifo, sem assinatura e indicação de autoria", reagiu o criminalista Celso Villardi, defensor dos executivos da Camargo Corrêa. "Lamento que uma vez mais material confidencial seja entregue à imprensa antes mesmo que os advogados constituídos nos autos tenham ciência dele."


"Quando da deflagração da Castelo de Areia ficou comprovada a precipitada divulgação de listas e nomes", ressaltou Villardi. "Mostrou-se temerária a divulgação porque depois restou comprovado que nenhuma ilicitude havia em relação àquelas pessoas citadas."
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sexta-feira, março 27, 2009

CAMARGO CORRÊA [In:] "ALÔ, ALÔ!! RESPONDA. RESPONDA COM TODA SINCERIDADE..." *

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Caixa 2 nas conversas da empreiteira
“Por dentro e por fora”


Autor(es): Lúcio Vaz
Correio Braziliense - 27/03/2009

CASTELO DE AREIA

Em conversas gravadas pela Polícia Federal, diretores da Camargo Corrêa dão a entender que parte dos repasses de recursos a partidos políticos era feita por caixa 2. Lista com supostos favorecidos é investigada


Diretores da empreiteira Camargo Corrêa sugerem, em conversas gravadas pela Polícia Federal, que parte das doações feitas a partidos políticos foi legal e outro montante por caixa 2. Ao combinar ou informar a remessa de recursos para partidos políticos ou diretamente para candidatos, os diretores ressaltam: “Essa é por dentro, essa é por fora”. Nas conversas, eles citam nomes de políticos e as quantias destinadas, informou ontem a procuradora da República Karen Louise Kahn. A Polícia Federal investiga uma lista com o nome dos favorecidos.


Na decisão sobre o pedido de prisão dos diretores da empresa, o juiz federal Fausto de Sanctis afirma que a operação da PF apurou, “em tese, alguns diálogos que envolveriam supostas doações não declaradas para políticos e partidos políticos, eventualmente efetivadas pelo grupo Camargo Corrêa”. Ele cita que representantes da empresa teriam entrado em contato com a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) para a “suposta distribuição de valores a políticos ou partidos”. Segundo a decisão do juiz, constaria distribuição de dinheiro a diversos partidos, como PPS, PSB, PDT, DEM e PP, “fato que estaria listado em algum documento ou mídia eletrônica”. Os diretores Pietro Bianchi e Dárcio Brunato teriam uma relação das supostas doações. Numa das conversas, o diretor Fernando Gomes fala da destinação de R$ 300 mil ao PMDB do Pará.


Policiais e procuradores vão fazer agora um cruzamento de dados obtidos nos diálogos gravados com transferências de recursos e até com registros dos tribunais eleitorais, que informam as doações feitas de forma legal. A procuradora informou que parte dos diálogos sobre repassasses de dinheiro a políticos e partidos ocorreu durante o período eleitoral do ano passado. Ressaltou, porém, que não foram gravadas conversas com políticos. “Os políticos são mencionados, são terceiros. Não se pode dizer que eles receberam dinheiro irregularmente.” Informada de que alguns partidos apresentaram recibos de doações da empreiteira, comentou: “Se eles têm recibo, está perfeito, bom para eles. Estão juntas as duas pontas”.

Sobre a declaração do presidente do PPS, Roberto Freire, que promete recorrer à Justiça contra a divulgação do nome do partido na Operação Castelo de Areia, a procuradora afirmou: “Não existe uma investigação contra o PPS. O partido foi mencionado, e desse fato não se pode fugir. Está mencionado por um dos integrantes da organização criminosa. A atitude (de Freire) é afoita e precipitada. Quem não deve não teme”.

Indícios
Karen Kahn informou que ninguém foi indiciado e, até agora, existem apenas indícios. “Fizemos uma operação de busca e apreensão para buscar provas. O objetivo era investigar lavagem de dinheiro, ocultamento de dinheiro cuja origem não podia ser declarada.” Ela também deixou claro que ainda não existem provas definitivas sobre superfaturamento de obras: “Dizer que as obras são superfaturadas seria leviano. Mas temos informações do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público de outros estados que indicam a prática desse tipo de ilícito pela empresa. Teria havido favorecimento da empresa em licitações com a participação de políticos locais”. O TCU apontou, em 2008, superfaturamento de R$ 72 milhões nas obras da Refinaria do Nordeste, tocada pela Petrobrás em Pernambuco.

A Polícia Federal e o Ministério Público não têm mais dúvidas sobre o poder de articulação, a estrutura e o poder de fogo do grupo. Essas conclusões teriam levado ao pedido de prisão dos líderes da organização. “O que mais chama a atenção é a forma articulada, sofisticada com que se comunicavam, o que demonstra o temor de serem descobertos. Eles usavam telefones criptografados, com a utilização de códigos, senhas.” Ela explicou que dados foram decifrados porque os diálogos são rastreados durante muito tempo. Toda a investigação durou um ano e dois meses.

Relatório mostra suposta distribuição de dinheiro a partidos


Não foi esse o foco (eleitoral). Mas se esse foco se caracterizar crime, vamos apurar, independentemente de partido

Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal

Leia: a íntegra da decisão do juiz Fausto De Sanctis

Tarso defende operação
Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press
Tarso Genro (d) com o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa: “Se há conotação política quem vai dizer é a justiça eleitoral”


O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou ontem que a Operação Castelo de Areia, deflagrada na quarta-feira pela Polícia Federal, tenha motivação política. Conversas telefônicas interceptadas com autorização judicial flagraram diretores da empreiteira, presos na operação, tratando de doações a partidos políticos durante a campanha municipal. Tarso disse que os políticos que criticaram a suspeita levantada pela operação de que ocorreu caixa 2 em outubro passado devem procurar a Justiça Eleitoral e o Ministério Público.

“Se há conotação política ou não quem vai dizer é a Justiça Eleitoral. Quando é feito o inquérito, não se faz vínculo com ideologia, programa de partido ou liderança de partido político”, rebateu Tarso, ressaltando que a operação foi feita com neutralidade e sem exibicionismo. Até o momento, as investigações apontam que sete partidos — DEM, PSDB, PPS, PSB, PDT, PP e PMDB — podem ter recebido doações ilegais nas eleições passadas.

O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, também rejeitou a crítica de que a operação tinha como foco irregularidades eleitorais. A ação da polícia apura supostas fraudes a licitações e remessas ilegais da Camargo Corrêa para o exterior, por meio de doleiros. “Não foi esse o foco (eleitoral). Mas se esse foco se caracterizar crime, vamos apurar, independentemente de partido. A Polícia Federal não atua pautada por questões político-partidárias”, disse. Corrêa, Tarso e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participaram, ontem à tarde, da cerimônia de comemoração dos 65 anos da PF.

Durante a solenidade, o presidente Lula apresentou uma série de números para mostrar que, nos últimos seis anos, o orçamentou da PF mais que dobrou, alcançando a cifra de R$ 4,4 bilhões. Elogiou a melhoria da prova obtida nas investigações policiais, apontando dados. Lula citou que, atualmente, 60% das prisões decretadas são preventivas ante a uma média histórica de 10%. Ao contrário das prisões temporárias, suspensas em no máximo 10 dias, as prisões preventivas são decretadas pela Justiça quando há indícios mais consistentes de irregularidades e tem um prazo de duração bem maior.

O presidente pediu que Tarso acompanhe a tramitação do anteprojeto de lei que institui a Lei Orgânica da PF. “Se não cuidar, vai ficar lá”, brincou Lula. O projeto está no Ministério do Planejamento e, antes de ser encaminhado ao Congresso, seguirá para a Casa Civil. A proposta define direitos, obrigações e prerrogativas dos federais e tem sido alvo de uma disputa interna por abrir a possibilidade de agentes e escrivães de se tornarem chefes.

Escutas

Conversa 1
Interlocutores: Marcelo e Pietro Bianchi (diretor da Camargo Corrêa)

Pietro – O que que é isso?
Marcelo – Era algumas coisas que aconteceram ontem.
Pietro – Sim... mas o que que é, campanha política?
Marcelo – É...
Pietro – Por dentro?
Marcelo – Não...
Pietro – É, então não tô sab... nem eu tô sabendo... tudo...


Conversa 2
Interlocutores: Darcy Alvarenga e Fernando Gomes com Pietro (todos diretores da empresa)

Fernando – Diz que ele tem um pendrive lá embaixo.
Pietro – Além disso, na minha pasta lá.
Fernando – Hum.
Pietro – Tem aquela pasta das eleições.
Fernando – Ah, tá bom.
Pietro – E lá tem todos os caras que foram pagos.
Fernando – Eu procuro lá então.
Fernando – A relação, inclusive... bom, inclusive o oficial... a colaboração oficial.
Fernando – Tá bom.
Fernando – Tem as duas, né?
Pietro – Tá bom.
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quinta-feira, março 26, 2009

CAMARGO CORRÊA [In:] "O MEU CASTELO DE AREIA A ONDA LEVOU..." (*)

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PF PRENDE DIRETORES DA CAMARGO CORRÊA
PF INVESTIGA DOAÇÕES ILEGAIS DA CAMARGO CORRÊA A POLÍTICOS



Autor(es): LILIAN CHRISTOFOLETTI e
MARIO CESAR CARVALHO
Folha de S. Paulo - 26/03/2009

Divulgação/PF

Objetos da Camargo Corrêa separados por agentes da Polícia Federal em São Paulo para serem analisados

A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Castelo de Areia, que atingiu a direção da empreiteira Camargo Corrêa, investigada por supostos crimes de remessa ilegal de dólares, superfaturamento de obras públicas e doações ilegais para partidos políticos. O relatório da PF cita o PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT e PP.
Foram presos quatro diretores e duas secretárias da Camargo Corrêa. Cerca de 40 policiais federais fizeram buscas na sede da empresa, na Vila Olímpia (zona sul de São Paulo), e levaram documentos, computadores e um cofre. A busca durou cerca de dez horas. Três supostos doleiros e um suspeito de ser o articulador das remessas ilegais também foram detidos. Todos continuam presos até ontem à noite.
Na casa de um dos diretores presos, chamado Dárcio Brunato, delegados da PF afirmam ter encontrado uma lista com os nomes de políticos e funcionários públicos que teriam recebido valores da empreiteira.
Na mencionada lista, há referências ainda ao Tribunal de Contas da União, o que criou um constrangimento durante a operação, já que membros do tribunal acompanharam as prisões e buscas. A presença deles foi solicitada pela própria PF, diante dos indícios de superfaturamento de obras públicas.
A obra citada na investigação é a Refinaria Abreu de Lima, conhecida também como Refinaria do Nordeste. O TCU apontou em 2008 um superfaturamento de cerca de R$ 72 milhões na obra da Petrobras, feita por um consórcio que inclui a Camargo Corrêa.
As conversas gravadas pela PF sobre remessas ilegais aconteceram na mesma época do ano passado em que TCU apontava problemas de superfaturamento na construção da refinaria. Por isso os policiais federais suspeitam que o superfaturamento e as remessas tenham alguma ligação.
Foram presos os diretores da construtora Pietro Francesco Giavina Bianchi, Fernando Dias Gomes, Dárcio Brunato e Raggi Badra Neto, além das secretárias Darcy Flores Alvarenga e Marisa Berti Iaquinto.

Skaf
Durante as interceptações telefônicas, a polícia gravou uma conversa entre o vice-presidente da Camargo Corrêa, Fernando Botelho, com um dos diretores presos, Bianchi.
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No diálogo, de setembro do ano passado, Botelho afirma ter sido procurado pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, que se queixava da demora do repasse de verbas da empreiteira.

Por causa do contexto, Skaf é apresentado pela PF como o suposto intermediário da Camargo Corrêa com os partidos políticos. Ele é apontado como eventual candidato ao governo de São Paulo em 2010.

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Noutra conversa, Bianchi telefona para outro diretor, Brunato, e diz, segundo a transcrição do diálogo, que o pagamento já havia sido feito. "Foram R$ 300 mil para Agripino e partido", diz, e "outros 200 para Flexa Ribeiro". Agripino seria o senador José Agripino Maia (DEM-RN); Ribeiro é senador paraense do PSDB.
Botelho também relata numa conversa telefônica a remessa de R$ 300 mil para o PMDB do Pará.
A PF encontrou ainda indícios de que a empreiteira enviava dólares em notas para o Peru. A empresa faz duas estradas no Peru, uma das quais parte do Acre -a Transoceânica.
Durante as conversas, os diretores demonstraram preocupação com eventual escuta telefônica. Um dos diretores só usava telefone criptografado -com códigos que evitariam as gravações. Outro, só falava de telefone público. Houve orientação ainda para "limpeza" dos HDs (discos de memória) de computadores.
Um dos motivos da busca e apreensão realizada ontem era o aprofundamento das investigações sobre essas supostas doações aos partidos.

Exterior
A investigação da PF começou em janeiro do ano passado, após uma denúncia anônima que apontou o suposto doleiro suíço Kurt Paul Pickel, naturalizado brasileiro, como suspeito de ser intermediador de ações ilícitas praticadas pela empresa.
A PF obteve autorização judicial para realizar escutas telefônicas e interceptações de e-mails. Na casa de Pickel, foi colocada uma escuta ambiental. Ele passou a ser vigiado por agentes, que fotografaram dezenas de idas dele à sede da construtora, em São Paulo.
A polícia aponta que as remessas eram feitas por empresas fantasmas brasileiras e passavam por "offshores" no Uruguai, nas Ilhas Cayman e na Suíça. Duas empresas fantasmas de Saquarema, no interior do Rio de Janeiro, fizeram remessas de US$ 810 mil, US$ 600 mil e US$ 200 mil.
O Ministério Público Federal diz que foram realizadas remessas que somam R$ 20 milhões no período de um ano.
As sedes dessas empresas, chamadas Admaster Serviços e Instituto Pirâmides, ficam em ruas de terra num bairro de baixa renda. Segundo a PF, as empresas não têm negócio algum.
José Alberto Iegas, delegado regional da PF de Combate ao Crime Organizado, diz que não há comprovação de que o dinheiro retornava ao Brasil -um dos caminhos já conhecidos pela PF para o pagamento de comissões a políticos.

Empreiteira nega acusações; doação é legal, dizem políticos

A construtora Camargo Corrêa negou ontem, por meio de nota, as irregularidades das quais é acusada pela Polícia Federal. Os senadores citados na investigação -Agripino Maia (DEM-RN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA)- afirmaram que as doações recebidas foram transparentes, legais e registradas conforme determina a lei.
Os presidentes dos partidos políticos que, segundo a PF, receberam dinheiro da empresa, também negaram irregularidades nas doações. Agripino enviou à Folha o que seria o recebido da doação (veja ao lado).
"A Camargo Corrêa vem a público manifestar sua perplexidade diante dos fatos ocorridos hoje pela manhã, quando a sua sede em São Paulo foi invadida e isolada pela Polícia Federal, cumprindo mandado da Justiça. Até o momento, a empresa não teve acesso ao teor do processo que autoriza essa ação", diz a nota da empresa.
O advogado da empresa Antônio Cláudio Mariz de Oliveira afirmou que entrará hoje com o pedido de habeas corpus para os funcionários presos. Segundo ele, a construtura foi surpreendida pela operação.
"As investigações estão em curso há mais de um ano, e a Camargo Corrêa, seus diretores e funcionários, foram absolutamente surpreendidos. [A empresa] jamais havia sido notificada. Vou preparar os habeas corpus para tentar reverter as prisões, especialmente as preventivas, que consideramos deploráveis por não entendermos qual a necessidade delas."
Segundo a Procuradoria da República, quatro diretores da empreiteira tiveram a prisão preventiva decretada. Duas secretárias, a prisão temporária -com duração de cinco dias, renováveis por mais cinco.
"Apesar de tudo, confiamos no trabalho da Justiça e temos certeza de que ao final será comprovada a inocência da empresa", afirmou Mariz.
A construtora também criticou a atuação da PF no caso. "O grupo reafirma que confia em seus diretores e funcionários e que repudia a forma como foi constituída a ação", diz o texto.
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), também por meio de nota, negou irregularidades.


Partidos
O gabinete do senador José Agripino Maia enviou à Folha a cópia de um recibo da doação de R$ 300 mil recebida pelo DEM-RN datado de 15 de setembro de 2008. "Foi tudo transparente, publicado no balanço do diretório, do qual eu sou o presidente. Acho muita estranha essa operação", disse.
Flexa Ribeiro, senador e presidente do PSDB do Pará, confirmou ter recebido doação de R$ 200 mil da Camargo Corrêa. De acordo com ele, o valor foi dividido em duas parcelas de R$ 100 mil.
"Não há nada de ilegal, prestamos conta da doação conforme determina a lei. Tudo está registrado", afirmou ele.
O presidente do PMDB do Pará, Jader Barbalho, disse que não saberia precisar o valor da doação nem qual empresa teria feito a contribuição. Mas afirmou: "O PMDB do Pará recebeu legalmente. Não tem o menor fundamento".
O presidente nacional do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE), disse que a Camargo Corrêa é uma grande empresa e, como todas as do ramo de construção, tem tradição de contribuir com o partido.
"O que tem isso de mais? Qual é o problema? Se a Camargo Corrêa ajudou o PSDB nacional, estadual ou municipal, não há ilegalidade nisso."

O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), alega que precisa conhecer o conteúdo das investigações antes de se manifestar. "Vamos esperar o decorrer das investigações."
Roberto Freire (PE), deputado federal e presidente nacional do PPS, negou o recebimento de recursos de forma ilegal e chamou de "leviano" o "vazamento de nomes dos partidos". "Isso é uma irresponsabilidade. Onde estão as provas? Essa polícia política do Tarso Genro não merece credibilidade." O partido irá entrar na Justiça. A assessoria do PDT nacional afirma que o partido não recebeu nenhuma contribuição da Camargo Corrêa na eleição passada. Toda doação, afirma, está registrada.
O tesoureiro do PSB, deputado Marcio França (SP), afirma que não há registro de doação da Camargo Corrêa para a sigla no âmbito nacional. "Se houve , foi nos Estados. Mas tudo feito oficialmente", disse.
A assessoria do PP divulgou nota em que "informa que toda doação recebida pelo partido está na prestação de contas.
O relatório também cita um PS como beneficiário de doações. No Brasil, existe um Partido Social em fase de gestação, que ainda não tem registro na Justiça Eleitoral.

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(*) MEU CASTELO DE AREIA (Nenéo). Antonio Marcos (cantor).
"Sim, estou vendo se perder /Tudo que eu tinha./Sim, o meu castelo de areia, /A onda levou!/

Um dia, eu criei/O meu castelo de ilusões,/Feito de sonhos /E envolvido na esperança..."

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http://vagalume.uol.com.br/antonio-marcos/meu-castelo-de-areia.html
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