A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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quinta-feira, junho 06, 2013
XÔ! ESTRESSE [In:] COPA E COPOM
terça-feira, abril 16, 2013
O SONHO ACABOU (Se é que existiu!)
| 16/04/2013 | |
Calote volta a subir
Inflação pressiona e inadimplência avança 3,6%. Provável alta de juros vai apertar mais orçamento piora no crédito
SÃO PAULO, RIO e BRASÍLIA
Além de ter ultrapassado, em março, o teto da meta do Banco Central (BC), a inflação alta acabou freando o movimento de queda da inadimplência. De acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência do Consumidor, no mês passado houve um aumento de 3,6% nos registros de calotes em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2012, a alta foi de 8,7%, pouco menor que o avanço de fevereiro, de 10,1% sobre o mesmo mês do ano anterior. Assim, a provável alta nos juros básicos da economia, que deve ser decidida pelo BC esta semana, encontrará o consumidor brasileiro com o orçamento mais apertado não só pela alta dos preços, como também por dívidas em atraso.
A inflação acumula alta de 6,59% nos últimos 12 meses, ou seja, acima do teto da meta perseguida pelo governo, que é de 6,5%. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne hoje e amanhã para decidir a nova taxa básica Selic. E, na previsão da maioria dos analistas, o BC deve subir a taxa, atualmente em 7,25% ao ano. Desde julho de 2011 não há uma elevação na Selic. Uma alta nos juros teria impacto imediato no custo de dívidas com taxas flutuantes, como o rotativo dos cartões de crédito e o cheque especial.
mercado vÊ Selic maior esta semana
A pequisa da Serasa Experian constatou um aumento da inadimplência em todas as modalidades de dívida. O maior avanço foi dos calotes com cheques sem fundos, que aumentaram 26,4% em relação a fevereiro. As dívidas não bancárias - com cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadores de serviços, como telefonia e fornecimento de energia e água -, que têm peso maior, cresceram 2,5%.
Carlos Henrique de Almeida, economista da Serasa Experian, observa que março, por razões sazonais, como a concentração de muitos pagamentos de impostos (IPVA, IPTU etc.) e das despesas escolares, é tradicionalmente um período de aumento na inadimplência. E neste ano, particularmente, o indicador de março ainda teve a contribuição da inflação. Com exceção de outubro, por causa do Dia das Crianças, quando o indicador subiu 5%, a inadimplência apresentava queda desde junho do ano passado.
- Não dá para dizer, ainda, que o cenário de mais inflação e a provável alta dos juros vai mudar a tendência de queda da inadimplência - diz Almeida, da Serasa Experian.
O analista de processo Jobson Vieira Lima, de 24 anos, deve R$ 800 a uma operadora de celular por causa de uma assinatura cancelada em 2011. Na época, a conta que deixou de pagar era de R$ 71. Agora, tenta negociar uma redução na dívida.
- Eles estão irredutíveis - reclama.
Segundo pesquisa feita pela Bloomberg News com 45 economistas, o Copom deve elevar amanhã a Selic em 0,25 ponto percentual, para 7,50% ao ano. Pelo levantamento, 60% dos economistas apostam em uma alta da Selic e outros 40% na manutenção da taxa. Entre os que veem a possibilidade de elevação, 15 apostam numa alta de 0,25 ponto percentual e outros 12, em meio ponto.
Para Marcelo Carvalho, economista do banco BNP Paribas, o ciclo de aumento dos juros chega com atraso.
- O aumento de preços não ocorreu apenas no tomate, mas também em serviços. Virou um assunto popular. Nessa altura do campeonato, não subir juros parece impensável. E subir 0,25 ponto parece muito pouco - disse Carvalho.
As taxas de juros futuros nos contratos negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em alta pela sexta sessão consecutiva ontem. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2013 subiu de 7,53% para 7,60%.
- A curva de alta aponta mais para uma alta de meio ponto percentual do que para 0,25 - disse João Júnior, especialista em mercado de juro da Icap Brasil.
Os analistas diminuíram a previsão para a inflação este ano, pela segunda semana seguida. A expectativa para o IPCA caiu de 5,7% para 5,68%, de acordo com a pesquisa semanal Focus, do BC.
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segunda-feira, março 11, 2013
METAS DE GOVERNO: TIRO PELA CULATRA ou NO PÉ
| 11/03/2013 | |
Medidas tópicas têm efeito limitado contra a inflação
As projeções do Banco Central (BC) para o comportamento da inflação neste início de ano estão se mostrando descoladas da realidade.
No relatório trimestral de inflação de dezembro passado, o BC projetava que o IPCA acumulado em 12 meses terminaria o primeiro trimestre em 5,7%.
A probabilidade estimada pela autoridade monetária de a inflação ultrapassar o limite superior do intervalo de tolerância da meta em 2013 se situava em 12%. Este era o cenário de referência do BC, com base na estabilidade da taxa básica de juros nos 7,25% ao ano atuais.
Os fatos desautorizaram os prognósticos.
A inflação acumulada em janeiro e fevereiro atingiu 1,47%, chegou a 6,31% em 12 meses e é muito provável que ela estoure o teto da meta de 6,5% em março.
O IPCA de fevereiro, de 0,60%, enfraqueceu as esperanças de que os preços assumissem uma trajetória mais acentuada de queda nos primeiros meses do ano e deixou imensas dúvidas sobre se medidas tópicas, como a redução da tarifa de energia elétrica e a desoneração da cesta básica, dentre outras, serão suficientes para recolocar a inflação rumo à meta de 4,5%.
O agravante é o elevado grau de disseminação dos aumentos de preços pela economia, que os especialistas chamam de taxa de dispersão. Essa taxa chegou a 72,33% em fevereiro. É verdade que esta caiu em relação a janeiro, quando chegou a 75,07%, mas ficou muito acima da registada em fevereiro de 2012, de 59,18%. Os analistas chamam a atenção para o fato de que, desde 2002, essa taxa não ficava acima dos 70%.
A taxa de dispersão mostra que as expectativas de inflação do mercado estão sem âncora, o que, no sistema de metas de inflação adotado pelo Brasil, deveria ser garantida pelo Banco Central.
Em certa medida, o comunicado do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), emitido após a reunião da última quarta-feira, ficou com aparência de velho.
Este Banco Central por duas vezes contrariou as avaliações do mercado e o tempo mostrou que ele estava certo. Primeiro, no início da gestão de Dilma Rousseff, aumentou os juros de forma mais gradual do que era esperado e, logo no meio do ano - em agosto de 2011 - percebeu que a crise internacional se agravava e isso exerceria um efeito desinflacionário no país.
O diagnóstico do BC, até o momento, é de que há uma forte pressão dos alimentos sobre a inflação corrente e que os índices mensais, este ano, serão inferiores aos de 2012, mas só em meados do segundo semestre é que o IPCA acumulado em 12 meses vai cair.
Haveria boas razões para esperar esse comportamento. Há um choque de oferta de alimentos e larga margem de capacidade ociosa na indústria. O Produto Interno Bruto (PIB) cresce abaixo do potencial desde 2011.
O regime de metas para a inflação é flexível e permite que os bancos centrais acomodem choques de oferta desde que as expectativas sobre a trajetória futura dos preços se mantenham devidamente ancoradas.
O Banco da Inglaterra, por exemplo, decidiu que não vai partir para uma política de aperto monetário à despeito de pressões inflacionárias persistentes. A previsão é de que índice de preços ao consumidor, nos próximos dois anos, fique acima da meta de 2%. O Banco Central do México adotou comportamento semelhante. Manteve os juros inalterados, fundamentado na convicção de que o aumento dos preços era um evento passageiro, o que se confirmou.
No caso brasileiro, o Banco Central vinha trilhando um caminho semelhante. Mas passou, desde fevereiro, a reconhecer que os riscos inflacionários aumentaram e a considerar como real a possibilidade de acionar os instrumentos de controle monetário, como a elevação da taxa básica de juros, a Selic. Foi, na sexta-feira, porém, surpreendido por uma inflação bem superior, no mês passado, do que previa.
O comunicado da última reunião do Copom dizia que, com base na avaliação da conjuntura macroeconômica e da inflação, decidiu manter os juros em 7,25% ao ano; e que iria "acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".
Cabe ao Banco Central, na ata que será divulgada na quinta-feira, explicar como pretende lidar com essa nova realidade.
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segunda-feira, junho 23, 2008
INFLAÇÃO: MENSURADA COM RIGOR; SEM PAIXÕES
Economistas e analistas do mercado financeiro aumentaram novamente suas previsões para a inflação em 2008, segundo a pesquisa semanal do Banco Central conhecida como relatório Focus.
A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta de inflação, subiu pela 13ª semana seguida. O IPCA deve fechar o ano a 6,08%, acima dos 5,80% esperados até a semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima do centro da meta de inflação para esse ano, que é de 4,5%.
Para 2009, a previsão para o IPCA subiu de 4,63% para 4,78%. Os demais indicadores de inflação pesquisados pela instituição também tiveram as projeções para 2008 elevadas pelo mercado. O maior destaque foram os IGPs, que servem de base para o reajuste de aluguéis e tarifas. A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu de 9,96% para 11,02%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão aumentada de 10% para 10,36%; e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficaria em 5,79%, ante 5,52% da semana anterior. A estimativa de inflação para os preços administrados subiu de 3,70% para 3,75%.
Juros
Os economistas mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros termine 2008 em 14,25% ao ano, feita na semana passada. Para o final de 2009, a estimativa de que a Selic estaria em 12,75% subiu para 12,30% ao ano.
No início do mês, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) aumentou a taxa básica de juros de 11,75% para 12,25% ao ano. Na ata da reunião, os diretores do BC dizem que continuarão aumentando os juros "enquanto for necessário".
Agora, o mercado espera um aumento para 12,75% na reunião do Copom do final de julho; para 13,25% na reunião no início de setembro; 13,75% em outubro; e para 14,25% em dezembro (o Copom se reúne a cada 45 dias aproximadamente).
PIB
A previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 4,80% em 2008. Para 2009, foi mantida a taxa de 4%. Ambas estão abaixo da projeção oficial do governo, de 5% para os dois anos. A estimativa para o dólar caiu de R$ 1,70 para R$ 1,68 no final deste ano. Para dezembro de 2009, a previsão ficou em R$ 1,77. A previsão do saldo da balança comercial em 2008 caiu de US$ 23,35 bilhões para US$ 23 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 15,61 bilhões para US$ 15 bilhões.
Contas externas
Caíram as expectativas de investimentos estrangeiros diretos, de US$ 34,15 bilhões para US$ 34 bilhões (2008). Para 2009, foi mantida a previsão de US$ 30 bilhões. Foi mantida a previsão para a relação dívida/PIB, em 41,10% neste ano, e no saldo em conta corrente, com um resultado negativo de US$ 23 bilhões em 2008.
quinta-feira, junho 05, 2008
COPOM/BC/TAXA DE JUROS: "SOBE!!!"
Copom eleva Selic pela 2ª vez e taxa vai a 12,25%
.Renée Pereira, Fernando Nakagawa e Gustavo Porto. Estadão, 0506. Figura/gráfico, via blog do Josias-Folha.
quinta-feira, abril 17, 2008
BANCO CENTRAL/COPOM: "EU JURO, POR MIM MESMO, POR DEUS, ..."
>Estadão. 1704. Leandro Modé, Cleide Silva e Marcelo Rehder. Ilustração: blog do Josias de Souza/Folha.
terça-feira, outubro 16, 2007
COPOM & INFLAÇÃO DE DEMANDA: TEORIA = PRÁTICA
terça-feira, junho 05, 2007
LULA & ALENCAR: EM PÚBLICO, "JURAMENTOS"
quinta-feira, março 15, 2007
GASOLINA: ESTABILIDADE NOS PREÇOS EM 2007

quinta-feira, janeiro 25, 2007
TAXA DE JUROS... SÓ NO "COPOM" !!!
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terça-feira, janeiro 23, 2007
PAC: "QUEDA DE JUROS ou QUEDA-DE-BRAÇOS ?"
BRASÍLIA. O presidente do BC, Henrique Meirelles, evitou polemizar com o ministro da Fazenda Guido Mantega que, durante a apresentação do PAC "cobrou" a queda de juros, de acordo com os "anseios" do mercado.
"Encarei como uma manifestação de confiança do ministro na capacidade do BC de entregar a inflação na meta, de forma consistente e continuada", disse Meirelles.
O ministro não comentou sobre a previsão de que a taxa de crescimento possa atingir 4,5% este ano.
É sabido que, até março o COPOM (Comitê de Política Monetária) se reunirá para manter a previsão parcial de uma taxa de 3,8%.
(Fonte: O Globo).
[:. Título e grifos nossos].





