PENSAR "GRANDE":

***************************************************
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************


“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

----

''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

=========
# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

***

Mostrando postagens com marcador COPOM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador COPOM. Mostrar todas as postagens

terça-feira, abril 16, 2013

O SONHO ACABOU (Se é que existiu!)

16/04/2013
Calote volta a subir

Inflação pressiona e inadimplência avança 3,6%. Provável alta de juros vai apertar mais orçamento piora no crédito

SÃO PAULO, RIO e BRASÍLIA 

Além de ter ultrapassado, em março, o teto da meta do Banco Central (BC), a inflação alta acabou freando o movimento de queda da inadimplência. De acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência do Consumidor, no mês passado houve um aumento de 3,6% nos registros de calotes em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2012, a alta foi de 8,7%, pouco menor que o avanço de fevereiro, de 10,1% sobre o mesmo mês do ano anterior. Assim, a provável alta nos juros básicos da economia, que deve ser decidida pelo BC esta semana, encontrará o consumidor brasileiro com o orçamento mais apertado não só pela alta dos preços, como também por dívidas em atraso.

A inflação acumula alta de 6,59% nos últimos 12 meses, ou seja, acima do teto da meta perseguida pelo governo, que é de 6,5%. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne hoje e amanhã para decidir a nova taxa básica Selic. E, na previsão da maioria dos analistas, o BC deve subir a taxa, atualmente em 7,25% ao ano. Desde julho de 2011 não há uma elevação na Selic. Uma alta nos juros teria impacto imediato no custo de dívidas com taxas flutuantes, como o rotativo dos cartões de crédito e o cheque especial.

mercado vÊ Selic maior esta semana

A pequisa da Serasa Experian constatou um aumento da inadimplência em todas as modalidades de dívida. O maior avanço foi dos calotes com cheques sem fundos, que aumentaram 26,4% em relação a fevereiro. As dívidas não bancárias - com cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadores de serviços, como telefonia e fornecimento de energia e água -, que têm peso maior, cresceram 2,5%.

Carlos Henrique de Almeida, economista da Serasa Experian, observa que março, por razões sazonais, como a concentração de muitos pagamentos de impostos (IPVA, IPTU etc.) e das despesas escolares, é tradicionalmente um período de aumento na inadimplência. E neste ano, particularmente, o indicador de março ainda teve a contribuição da inflação. Com exceção de outubro, por causa do Dia das Crianças, quando o indicador subiu 5%, a inadimplência apresentava queda desde junho do ano passado.

- Não dá para dizer, ainda, que o cenário de mais inflação e a provável alta dos juros vai mudar a tendência de queda da inadimplência - diz Almeida, da Serasa Experian.
O analista de processo Jobson Vieira Lima, de 24 anos, deve R$ 800 a uma operadora de celular por causa de uma assinatura cancelada em 2011. Na época, a conta que deixou de pagar era de R$ 71. Agora, tenta negociar uma redução na dívida.

- Eles estão irredutíveis - reclama.

Segundo pesquisa feita pela Bloomberg News com 45 economistas, o Copom deve elevar amanhã a Selic em 0,25 ponto percentual, para 7,50% ao ano. Pelo levantamento, 60% dos economistas apostam em uma alta da Selic e outros 40% na manutenção da taxa. Entre os que veem a possibilidade de elevação, 15 apostam numa alta de 0,25 ponto percentual e outros 12, em meio ponto.

Para Marcelo Carvalho, economista do banco BNP Paribas, o ciclo de aumento dos juros chega com atraso.

- O aumento de preços não ocorreu apenas no tomate, mas também em serviços. Virou um assunto popular. Nessa altura do campeonato, não subir juros parece impensável. E subir 0,25 ponto parece muito pouco - disse Carvalho.

As taxas de juros futuros nos contratos negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em alta pela sexta sessão consecutiva ontem. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2013 subiu de 7,53% para 7,60%.

- A curva de alta aponta mais para uma alta de meio ponto percentual do que para 0,25 - disse João Júnior, especialista em mercado de juro da Icap Brasil.

Os analistas diminuíram a previsão para a inflação este ano, pela segunda semana seguida. A expectativa para o IPCA caiu de 5,7% para 5,68%, de acordo com a pesquisa semanal Focus, do BC.

segunda-feira, março 11, 2013

METAS DE GOVERNO: TIRO PELA CULATRA ou NO PÉ

11/03/2013
Medidas tópicas têm efeito limitado contra a inflação


As projeções do Banco Central (BC) para o comportamento da inflação neste início de ano estão se mostrando descoladas da realidade. 

No relatório trimestral de inflação de dezembro passado, o BC projetava que o IPCA acumulado em 12 meses terminaria o primeiro trimestre em 5,7%. 

A probabilidade estimada pela autoridade monetária de a inflação ultrapassar o limite superior do intervalo de tolerância da meta em 2013 se situava em 12%. Este era o cenário de referência do BC, com base na estabilidade da taxa básica de juros nos 7,25% ao ano atuais. 

Os fatos desautorizaram os prognósticos. 

A inflação acumulada em janeiro e fevereiro atingiu 1,47%, chegou a 6,31% em 12 meses e é muito provável que ela estoure o teto da meta de 6,5% em março.

O IPCA de fevereiro, de 0,60%, enfraqueceu as esperanças de que os preços assumissem uma trajetória mais acentuada de queda nos primeiros meses do ano e deixou imensas dúvidas sobre se medidas tópicas, como a redução da tarifa de energia elétrica e a desoneração da cesta básica, dentre outras, serão suficientes para recolocar a inflação rumo à meta de 4,5%.

O agravante é o elevado grau de disseminação dos aumentos de preços pela economia, que os especialistas chamam de taxa de dispersão. Essa taxa chegou a 72,33% em fevereiro. É verdade que esta caiu em relação a janeiro, quando chegou a 75,07%, mas ficou muito acima da registada em fevereiro de 2012, de 59,18%. Os analistas chamam a atenção para o fato de que, desde 2002, essa taxa não ficava acima dos 70%.

A taxa de dispersão mostra que as expectativas de inflação do mercado estão sem âncora, o que, no sistema de metas de inflação adotado pelo Brasil, deveria ser garantida pelo Banco Central.

Em certa medida, o comunicado do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), emitido após a reunião da última quarta-feira, ficou com aparência de velho.

Este Banco Central por duas vezes contrariou as avaliações do mercado e o tempo mostrou que ele estava certo. Primeiro, no início da gestão de Dilma Rousseff, aumentou os juros de forma mais gradual do que era esperado e, logo no meio do ano - em agosto de 2011 - percebeu que a crise internacional se agravava e isso exerceria um efeito desinflacionário no país.

O diagnóstico do BC, até o momento, é de que há uma forte pressão dos alimentos sobre a inflação corrente e que os índices mensais, este ano, serão inferiores aos de 2012, mas só em meados do segundo semestre é que o IPCA acumulado em 12 meses vai cair.

Haveria boas razões para esperar esse comportamento. Há um choque de oferta de alimentos e larga margem de capacidade ociosa na indústria. O Produto Interno Bruto (PIB) cresce abaixo do potencial desde 2011.

O regime de metas para a inflação é flexível e permite que os bancos centrais acomodem choques de oferta desde que as expectativas sobre a trajetória futura dos preços se mantenham devidamente ancoradas.

O Banco da Inglaterra, por exemplo, decidiu que não vai partir para uma política de aperto monetário à despeito de pressões inflacionárias persistentes. A previsão é de que índice de preços ao consumidor, nos próximos dois anos, fique acima da meta de 2%. O Banco Central do México adotou comportamento semelhante. Manteve os juros inalterados, fundamentado na convicção de que o aumento dos preços era um evento passageiro, o que se confirmou.

No caso brasileiro, o Banco Central vinha trilhando um caminho semelhante. Mas passou, desde fevereiro, a reconhecer que os riscos inflacionários aumentaram e a considerar como real a possibilidade de acionar os instrumentos de controle monetário, como a elevação da taxa básica de juros, a Selic. Foi, na sexta-feira, porém, surpreendido por uma inflação bem superior, no mês passado, do que previa.

O comunicado da última reunião do Copom dizia que, com base na avaliação da conjuntura macroeconômica e da inflação, decidiu manter os juros em 7,25% ao ano; e que iria "acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".

Cabe ao Banco Central, na ata que será divulgada na quinta-feira, explicar como pretende lidar com essa nova realidade.
---------------

segunda-feira, junho 23, 2008

INFLAÇÃO: MENSURADA COM RIGOR; SEM PAIXÕES

>
Economistas prevêem inflação acima de 6% em 2008, diz pesquisa do BC

Economistas e analistas do mercado financeiro aumentaram novamente suas previsões para a inflação em 2008, segundo a pesquisa semanal do Banco Central conhecida como relatório Focus.
A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta de inflação, subiu pela 13ª semana seguida. O IPCA deve fechar o ano a 6,08%, acima dos 5,80% esperados até a semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima do centro da meta de inflação para esse ano, que é de 4,5%.
Para 2009, a previsão para o IPCA subiu de 4,63% para 4,78%.
Os demais indicadores de inflação pesquisados pela instituição também tiveram as projeções para 2008 elevadas pelo mercado. O maior destaque foram os IGPs, que servem de base para o reajuste de aluguéis e tarifas. A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu de 9,96% para 11,02%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão aumentada de 10% para 10,36%; e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficaria em 5,79%, ante 5,52% da semana anterior. A estimativa de inflação para os preços administrados subiu de 3,70% para 3,75%.
Juros
Os economistas mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros termine 2008 em 14,25% ao ano, feita na semana passada. Para o final de 2009, a estimativa de que a Selic estaria em 12,75% subiu para 12,30% ao ano.
No início do mês, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) aumentou a taxa básica de juros de 11,75% para 12,25% ao ano. Na ata da reunião, os diretores do BC dizem que continuarão aumentando os juros "enquanto for necessário".
Agora, o mercado espera um aumento para 12,75% na reunião do Copom do final de julho; para 13,25% na reunião no início de setembro; 13,75% em outubro; e para 14,25% em dezembro (o Copom se reúne a cada 45 dias aproximadamente).
PIB
A previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 4,80% em 2008. Para 2009, foi mantida a taxa de 4%. Ambas estão abaixo da projeção oficial do governo, de 5% para os dois anos. A estimativa para o dólar caiu de R$ 1,70 para R$ 1,68 no final deste ano. Para dezembro de 2009, a previsão ficou em R$ 1,77. A previsão do saldo da balança comercial em 2008 caiu de US$ 23,35 bilhões para US$ 23 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 15,61 bilhões para US$ 15 bilhões.
Contas externas
Caíram as expectativas de investimentos estrangeiros diretos, de US$ 34,15 bilhões para US$ 34 bilhões (2008). Para 2009, foi mantida a previsão de US$ 30 bilhões. Foi mantida a previsão para a relação dívida/PIB, em 41,10% neste ano, e no saldo em conta corrente, com um resultado negativo de US$ 23 bilhões em 2008.
EDUARDO CUCOLO; da Folha Online, em Brasília - 2106.

quinta-feira, junho 05, 2008

COPOM/BC/TAXA DE JUROS: "SOBE!!!"

>
Copom eleva Selic pela 2ª vez e taxa vai a 12,25%
>
>


.
O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou em 0,5 ponto porcentual a taxa básica de juros (Selic), para 12,25% ao ano. Foi a segunda alta consecutiva. A decisão, unânime e sem viés, já havia sido amplamente antecipada pelo mercado financeiro por causa da piora no cenário de inflação para 2008 e 2009. Por isso, a certeza de uma alta era geral. Só havia uma pequena dúvida em relação à intensidade do aperto monetário. A aposta majoritária era de 0,5 ponto, mas alguns arriscaram 0,75. No comunicado para anunciar o resultado e o placar da reunião, o Banco Central (BC) foi sucinto. Declarou apenas que deu "prosseguimento ao processo de ajuste da taxa de juros básica, iniciado na reunião de abril". Com isso, a autoridade monetária evitou dar dicas do que pode vir nas próximas reuniões e mostrou que não se compromete com nenhuma linha de atuação daqui pra frente (com aceleração ou manutenção do ritmo de alta dos juros), destacou o economista do banco Santander, Constantin Jancsó. O economista da Paraty Investimentos Marco Franklin tem opinião semelhante. "O que consigo ver neste momento é que a Selic sobe até onde a vista alcançar." Para ele, a alta só não foi maior por causa do grau de investimento concedido ao País pelas agências Standard & Poors e Fitch e pela intenção do governo de elevar o superávit primário para 4,3%. Para as próximas reuniões, diz Franklin, a intensidade do ciclo de aperto monetário dependerá das expectativas de inflação e dos indicadores de demanda agregada. "Hoje a taxa de desemprego está nas mínimas históricas, o nível da capacidade instalada (83,2%) é um risco grande para a inflação e o crédito não pára de crescer acima de 30%." Diante deste quadro, avalia o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, a alta dos juros ontem era inevitável, tendo em vista a pressão mais forte da inflação. "Não vai ser o último aumento na Selic e a MB espera que no fim do ano ela chegue a 14% ao ano." Para ele, há praticamente um consenso entre os analistas de que a inflação feche 2008 entre 5,5% e até acima de 6%, graças à combinação do choque de oferta, com altas de petróleo e de alimentos, além de demanda forte.O diplomata e ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero também considerou inevitável o aumento de 0,5 ponto. Ele criticou, porém, a falta de ação do Copom, por não ter feito cortes mais profundos quando a inflação estava controlada no Brasil e no mundo. "O erro do Copom não foi agora, foi há um ano e meio, quando poderia ter baixado muito os juros e não baixou. Era uma época sem inflação mundial e, por excesso de cautela, manteve os juros em um nível muito alto", disse Ricupero. Além da redução na taxa de juros, Ricupero cobrou outras medidas fiscais por parte do governo, como a adoção de um "superávit nominal e não apenas primário, que pague os custos da dívida interna".
Renée Pereira, Fernando Nakagawa e Gustavo Porto. Estadão, 0506. Figura/gráfico, via blog do Josias-Folha.

quinta-feira, abril 17, 2008

BANCO CENTRAL/COPOM: "EU JURO, POR MIM MESMO, POR DEUS, ..."

BC surpreende e juro sobe 0,5 ponto
>
>
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) surpreendeu ontem o mercado, ao elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, para 11,75% ao ano. A expectativa da maioria dos analistas era de uma alta de 0,25 ponto porcentual. Foi o primeiro reajuste desde maio de 2005, quando a Selic passou de 19,5% para 19,75% ao ano. "O comitê entende que a decisão de realizar, de imediato, parte relevante do movimento da taxa básica de juros contribuirá para a diminuição tempestiva do risco que se configura para o cenário inflacionário e, como conseqüência, para reduzir a magnitude do ajuste total a ser implementado", afirmou o comunicado divulgado após o encontro. A votação foi unânime.Embora projetasse elevação de 0,25 ponto, o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, disse ter ficado "confiante" com o texto. "A sinalização, que ainda precisa ser confirmada na ata, é de que o ciclo de alta da Selic pode ser curto." Ele prevê que a taxa encerrará 2008 em 12,75% ao ano. A consultoria MB Associados estava entre as instituições que projetavam uma elevação de 0,50 ponto. "Para um BC preocupado com a demanda, seria melhor um ajuste mais forte para ancorar as expectativas (de inflação) o mais rapidamente possível", afirmou o economista-chefe da consultoria, Sergio Vale. Ele refere-se ao fato de o próprio mercado financeiro ter elevado, nas últimas semanas, as previsões para a inflação em 2008. O relatório Focus divulgado pelo BC segunda-feira mostrou que os analistas projetavam uma alta de 4,66% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano. O indicador baliza a meta de inflação no País, definida em 4,5%, com margem de erro (para cima ou para baixo) de dois pontos porcentuais. Foi a primeira vez que o mercado, na média, estimou uma variação superior ao centro da meta. Para Roberto Padovani, economista do banco WestLB, ao optar por 0,50 ponto, "o BC quis dar sinais convincentes de comprometimento com a meta". A decisão do BC provocou duras críticas no meio empresarial e entre os sindicatos. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Pereira, considerou a alta "lamentável". O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse estar "perplexo". O BC começou a demonstrar desconforto com a inflação no fim de 2007. No primeiro trimestre, os recados se intensificaram e levaram o mercado a dar como certa uma alta da Selic nesta semana. "A oferta da economia, somada às importações, não tem conseguido suprir a demanda. Com isso, algumas medidas de núcleo da inflação (que excluem energia e alimentos) estão subindo", disse Caio Megale, da Mauá Investimentos. O Copom reúne-se de novo nos dias 3 e 4 de junho.
Estadão. 1704. Leandro Modé, Cleide Silva e Marcelo Rehder. Ilustração: blog do Josias de Souza/Folha.

terça-feira, outubro 16, 2007

COPOM & INFLAÇÃO DE DEMANDA: TEORIA = PRÁTICA

Debate sobre demanda esquenta Copom

O risco de inflação por conta de um suposto superaquecimento da economia brasileira será o fator crucial para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a nova taxa básica da economia (Selic), hoje em 11,25% ao ano. O Copom reúne-se hoje e amanhã, para definir a nova Selic. Apesar dos alertas do BC e do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, a possibilidade de o Brasil enfrentar essa inflação de demanda nem de longe produz unanimidade entre economistas ouvidos pelo Estado.
O professor da USP, Carlos Eduardo Soares Gonçalves, é um dos que identificam indícios de inflação de demanda. Segundo ele, indicadores como o nível de utilização da capacidade instalada - que bateu recorde - e as vendas no varejo sinalizam procura excessiva por bens. "Os indicadores de demanda estão fortes", diz, explicando que o Brasil pode crescer até 4,5% sem acelerar a inflação. Ele reconhece, no entanto, que a elevação dos preços nos últimos meses também esteve relacionada a choques de oferta. "Acredito que a verdade esteja no meio do caminho. Mas não é verdade que não há pressão de demanda, que é tudo preço de alimentos e commodities e que vai ser revertido. Por outro lado, seria falso afirmar que tudo o que está aí é pressão de demanda", resume. Gonçalves acredita que o BC vai parar de cortar os juros nesta reunião, embora avalie que ainda há espaço para reduções, por conta do juro real ainda elevado. "Acho que ainda há margem para os juros continuarem em queda sem risco de a inflação desandar no ano que vem." O professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Cláudio Haddad, também vê sinais de inflação de demanda. "Certamente existem indícios, uma vez que a política fiscal continua expansiva, os preços de commodities estão elevados (demanda externa), a renda e o emprego crescem, o consumo e a produção industrial batem recordes." Como o BC, ele vê os investimentos em expansão, mas a um ritmo mais baixo, fato que seria comprovado pela elevação nos níveis de utilização da capacidade instalada. "A preocupação do BC, portanto, é legítima."Os economistas que não identificam sinais de inflação de demanda tiveram essa percepção reforçada com o IPCA baixo em setembro - o índice foi de 0,18%. É a visão majoritária no Ministério da Fazenda, onde as apostas são de mais dois cortes na Selic. O professor da UFRJ, Carlos Thadeu Filho, avalia que o forte aumento no consumo tem sido bem atendido pelas importações e pela expansão da oferta interna. "Não vejo impacto da demanda na inflação. A inflação é de custo e de choque de oferta", diz, referindo-se ao repasse da alta do petróleo para produtos como plásticos e à alta nos preços de alimentos. Para ele, é natural o BC manifestar preocupação com a demanda, mas isso não quer dizer fim dos cortes de juros. "A mensagem é que os próximos cortes dependerão muito mais dos dados que ainda vão sair." Ele prevê corte de 0,25 ponto porcentual nesta reunião. Para o economista da LCA Consultores, Raphael Castro, "não há qualquer indício de inflação de demanda". Para ele, a aceleração recente nos preços foi provocada essencialmente pelos alimentos. Embora veja um dos riscos para 2008 o aumento da inércia inflacionária (parcela da inflação herdada do ano anterior), Castro diz que as importações e a alta dos investimentos e da produtividade do trabalho atenderão à demanda. Sobre os investimentos, o economista acredita que em alguns meses eles reduzirão o nível de utilização da capacidade instalada, hoje apontado como indicador maior de demanda excessiva. Além desses fatores, ele pondera que o câmbio valorizado tem minimizado o impacto da alta nos preços de commodities. Para Castro, o BC não cortará os juros nesta reunião, retomando os cortes em dezembro, quando perceber que a aceleração dos preços foi de fato temporária e que não há pressão de demanda. "Embora avalie que há espaço para reduzir a Selic nesta reunião, não acredito que isso vai acontecer."
Fabio Graner, Estadão; 1610.

terça-feira, junho 05, 2007

LULA & ALENCAR: EM PÚBLICO, "JURAMENTOS"

Na ausência de Lula, Alencar volta bater nos juros.

Quando o assunto é taxa de juros, a melhor maneira de entender o que se passa na cúpula do governo é estabelecer uma analogia entre o Palácio do Planalto e aquele grupo musical que já fez sucesso no passado, o Tchan. Embora se declarasse unido, o Tchan convivia com uma briga eterna entre suas duas bailarinas, a loira e a morena. No Planalto, dá-se algo semelhante. Com uma diferença: as rusgas entre as bailarinas eram escamoteadas. Elas se descabelavam nos bastidores. Lula e José Alencar, os bailarinos do governo, divergem em cima do palco, tumultuando a coreografia. Nesta segunda-feira (4), Alencar voltou a atravessar o ritmo. Acomodado na presidência interina da República –Lula encontra-se na Índia—, o vice foi instado a falar sobre juros. E rebolou em sentido contrário ao do resto do governo. Disse que, mercê das taxas lunares, o Brasil “joga dinheiro pela janela”. "Me disseram que, na presidência, não devo falar mal dos juros. No entanto, como estou em uma democracia, vou falar", bailou Alencar. Pelas contas do vice-presidente, só no primeiro reinado, o governo Lula torrou R$ 600 bilhões em juros. "Se tivéssemos reduzido a taxa nominal, e ela fosse a metade da praticada, haveria a economia de R$ 300 bilhões, que poderiam ser usados para saúde, educação e infra-estrutura, uma vez que temos um orçamento muito enxuto que não contempla todas as necessidades", sacolejou Alencar. O bailado do parceiro de Lula ocorre dois dias antes de uma nova reunião do Copom, o conselho do Banco Central que fixa juros. Todo o mercado espera que a taxa caia pelo menos 0,5 ponto percentual. Alencar, tudo indica, quer mais. O que, na coreografia brasiliense, não quer dizer coisa nenhuma. Para desassossego da platéia, diferentemente do Tchan, a dupla de bailarinos do Planalto é indissolúvel. Só a morte, que ninguém deseja, poderia apartar Lula de seu vice. Assim, resta aturar a movimentação desengonçada dos dois. Por sorte, eles dançam de terno e gravata. Já imaginou se exibissem suas divergências enfiados naqueles shortinhos apertadinhos? Escrito por Josias de Souza, Folha Online.

quinta-feira, março 15, 2007

GASOLINA: ESTABILIDADE NOS PREÇOS EM 2007


Preço da gasolina ficará inalterado em 2007, diz Copom:

Brasília. O Copom (Comitê de Política Monetária) prevê que o preço da gasolina não sofra reajuste neste ano. O mesmo deve ocorrer com o gás de cozinha. O "exercício" de previsão de reajustes de tarifas é um dos mais importantes nos cálculos da chamada expectativa de inflação do Copom. Apesar do recuo na cotação do petróleo no mercado internacional a partir do segundo semestre, a Petrobras descartou, no mês passado, reduzir o preço da gasolina caso o barril continue entre US$ 59 e US$ 60. (Folha Online; Ana Paula Ribeiro, foto FotoSearch royalty free).

quinta-feira, janeiro 25, 2007

TAXA DE JUROS... SÓ NO "COPOM" !!!

Copom mantém conservadorismo com o juro:
Rio (AE) - Mesmo com a torcida por um corte maior, o Banco Central decidiu diminuir o ritmo de redução da taxa básica de juros. O Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou no final da tarde de ontem que a Selic caiu de 13,25% ao ano para 13%. Nas últimas cinco reuniões, o corte foi de meio ponto percentual.
.............
Parte do mercado apostava em um corte de 0,25 ponto percentual. Outra ala, porém, esperava redução de 0,5 ponto. Com o anúncio do PAC (Programa para Aceleração do Crescimento), alguns analistas reforçaram a expectativa de manutenção do ritmo de corte da taxa, já que o juro menor favorece o crescimento da economia. Outros, entretanto, avaliaram que como as medidas do pacote são expansionistas, o Copom poderia ser mais cauteloso.
(...)
A cautela do BC ocorre em um momento em que não há nenhum temor de choque externo ou interno que possa afetar a economia a ponto de colocar em risco a meta de inflação, que é um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 4,5%, com margem de dois pontos para cima ou para baixo. No ano passado, os preços subiram 3,14%.
(O Estado do Paraná).
[:.T&Gn].

terça-feira, janeiro 23, 2007

PAC: "QUEDA DE JUROS ou QUEDA-DE-BRAÇOS ?"

MEIRELLES diz ter interpretado posititivamente a "cobrança" de MANTEGA sobre queda nos juros:

BRASÍLIA. O presidente do BC, Henrique Meirelles, evitou polemizar com o ministro da Fazenda Guido Mantega que, durante a apresentação do PAC "cobrou" a queda de juros, de acordo com os "anseios" do mercado.

"Encarei como uma manifestação de confiança do ministro na capacidade do BC de entregar a inflação na meta, de forma consistente e continuada", disse Meirelles.
O ministro não comentou sobre a previsão de que a taxa de crescimento possa atingir 4,5% este ano.

É sabido que, até março o COPOM (Comitê de Política Monetária) se reunirá para manter a previsão parcial de uma taxa de 3,8%.

(Fonte: O Globo).

[:. Título e grifos nossos].