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segunda-feira, março 11, 2013

PMDB: NADA A TEMER

11/03/2013
Dilma discute reforma ministerial com Temer


Por Bruno Peres | De Brasília

A presidente Dilma Rousseff deve avançar nas mudanças no primeiro escalão do governo aguardadas desde o rearranjo político resultante das eleições municipais, depois de uma agenda intensa de conversas com lideranças aliadas.

A expectativa é que amanhã Dilma discuta a cota do PMDB na reforma ministerial, em encontro com o vice-presidente, Michel Temer.

O cenário proposto pelo PMDB - e que o partido considera mais provável de anuência da presidente - contempla ampliação de espaço na Esplanada dos Ministérios. O atual secretário de Assuntos Estratégicos (SAE), Wellington Moreira Franco, iria para a Secretaria de Aviação Civil (SAC), pasta em evidência com a realização de grandes eventos no país e de concessões de aeroportos.

Moreira Franco seria substituído por Mendes Ribeiro, que cederia a Agricultura para o presidente do PMDB mineiro e deputado federal Antônio Andrade.

O PMDB abriu mão de candidatura própria em Belo Horizonte para apoiar Patrus Ananias, do PT, derrotada pelo atual prefeito Márcio Lacerda, do PSB, em um dos embates mais emblemáticos entre os dois partidos. Em tratamento de saúde, Mendes Ribeiro, por sua vez, seria menos demandado na SAE, avaliam interlocutores do partido.

O PMDB foi avisado da inviabilidade de entregar o Ministério da Ciência e Tecnologia ao deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), após vir à tona uma série de acusações referentes à época em que o pemedebista integrou a gestão tucana de Geraldo Alckmin (2003-2006).

Chalita era dado como certo para o lugar do atual ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, em razão do apoio à candidatura do prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), no segundo turno.

Entre as várias discussões na reforma ministerial, a pasta dos Transportes, também alvo do PMDB, poderia voltar ao PR com um outro nome do partido, que não vê o ministro Paulo Sérgio Passos como uma indicação política da legenda.

Um nome cotado era o do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG). Dilma, entretanto, foi alertada de que o deputado poderia se fortalecer e por em risco as pretensões do PT em Minas. Além disso, há a cobrança do PR para manter a Pasta.

Com a aprovação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa pelo Congresso, Dilma poderá finalmente abrir espaço para o PSD e formalizar sua adesão ao governo. O nome mais cotado é o do vice-governador paulista, Guilherme Afif Domingos.

É ainda considerada incerta a permanência de Brizola Neto (PDT) à frente do Ministério do Trabalho.
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quinta-feira, março 07, 2013

''... E FOI POR ELA QUE O GALO COCorocô'' (Caetano Veloso)


,,,
07/03/2013 - 05h30

Amigo de Chalita trabalhou para o governo sem deixar grupo privado



MARIO CESAR CARVALHO
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DE SÃO PAULO


Um amigo do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) que ele indicou para assessorar a diretoria da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) foi sócio de uma empresa que tinha interesse em fazer negócios com o governo estadual.

Alexandre Eduardo de Freitas, um professor de educação física que era diretor da academia de ginástica que Chalita frequentava, trabalhou no governo durante pouco mais de um ano, de abril de 2004 a junho de 2005, quando Chalita era o secretário estadual da Educação.



Freitas foi assessor da diretoria executiva da FDE e ganhava R$ 10,6 mil por mês. Seis meses depois de sua saída, a fundação contratou por R$ 2,45 milhões, e sem licitação, uma empresa da qual Freitas tinha sido sócio até recentemente, a EAB (Editoras Associadas do Brasil), para fornecer software educativo.

Freitas ajudou a fundar essa empresa em 2003 e deixou de ser sócio em janeiro de 2005, quando faltavam poucos meses para ele deixar o governo estadual e o contrato milionário da fundação com a empresa ser assinado.

A editora foi criada pelo empresário Chaim Zaher, que na época era dono do grupo educacional COC e agora está sob investigação do Ministério Público de São Paulo sob suspeita de ter pago despesas pessoais de Chalita no período em que ele foi secretário, entre 2002 e 2006.

O deputado é alvo de 11 inquéritos abertos a partir de depoimentos do analista de sistemas Roberto Grobman, que foi sócio de outra empresa ligada ao COC e diz ter atuado como assessor informal de Chalita na Secretaria da Educação. O deputado nega ter indicado Freitas para favorecer negócios privados.

Freitas manteve um pé no governo e outro na iniciativa privada durante nove dos 14 meses em que trabalhou na FDE. 

Grobman disse ao Ministério Público que ele frequentava o apartamento de Chalita e também trabalhou como seu "personal trainer", o que o deputado nega.

O professor de educação física morou em outro apartamento que pertenceu a Chalita, e o indicou como seu endereço residencial na documentação de abertura da EAB. O deputado vendeu esse imóvel em maio de 2004.

Além do amigo de Chalita, a EAB tinha outros três sócios: um executivo do COC, a mulher de outro diretor do grupo e Adilson Durante Filho, um colaborador do então deputado estadual Paulo Barbosa (PSDB), que foi o número dois de Chalita na Secretaria da Educação e atualmente é o prefeito de Santos.

Editoria de Arte/Folhapress
+ CANAIS




07/03/2013
 às 5:25

Chalita contratou outro amigão que não deixou setor privado. Seria um método?

Leiam o que informam Mario Cesar Carvalho e José Ernesto Credendio, na Folha Online:
Um amigo do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) que ele indicou para assessorar a diretoria da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) foi sócio de uma empresa que tinha interesse em fazer negócios com o governo estadual. Alexandre Eduardo de Freitas, um professor de educação física que era diretor da academia de ginástica que Chalita frequentava, trabalhou no governo durante pouco mais de um ano, de abril de 2004 a junho de 2005, quando Chalita era o secretário estadual da Educação.
Freitas foi assessor da diretoria executiva da FDE e ganhava R$ 10,6 mil por mês. Seis meses depois de sua saída, a fundação contratou por R$ 2,45 milhões, e sem licitação, uma empresa da qual Freitas tinha sido sócio até recentemente, a EAB (Editoras Associadas do Brasil), para fornecer software educativo. Freitas ajudou a fundar essa empresa em 2003 e deixou de ser sócio em janeiro de 2005, quando faltavam poucos meses para ele deixar o governo estadual e o contrato milionário da fundação com a empresa ser assinado.
A editora foi criada pelo empresário Chaim Zaher, que na época era dono do grupo educacional COC e agora está sob investigação do Ministério Público de São Paulo sob suspeita de ter pago despesas pessoais de Chalita no período em que ele foi secretário, entre 2002 e 2006. O deputado é alvo de 11 inquéritos abertos a partir de depoimentos do analista de sistemas Roberto Grobman, que foi sócio de outra empresa ligada ao COC e diz ter atuado como assessor informal de Chalita na Secretaria da Educação. O deputado nega ter indicado Freitas para favorecer negócios privados.
(…)
Por Reinaldo Azevedo/VEJA.
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sexta-feira, fevereiro 08, 2013

NADA A TEMER...

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PMDB e PT de SP rejeitam saída de Temer da vice em 2014

Especulações de que cúpula nacional petista daria lugar para Eduardo Campos (PSB) na chapa presidencial desagrada direções estaduais

08 de fevereiro de 2013.

Gustavo Porto e Daiene Cardoso, da Agência Estado

As especulações sobre a possibilidade de a cúpula nacional do PT desalojar o vice-presidente Michel Temer da chapa presidencial em 2014 em favor do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) e entregar a candidatura ao governo de São Paulo ao peemedebista desagradam as direções estaduais do PMDB e do próprio PT. Embora líderes nacionais do partido da presidente Dilma Rousseff defendam que a aliança nacional em torno de sua reeleição prevaleça sobre os projetos estaduais, o PT paulista avisa que não abrirá mão de uma candidatura própria no Estado. Na mesma linha, o PMDB deixa claro que também terá um candidato próprio à sucessão de Geraldo Alckmin (PSDB) e que ele não será o vice-presidente.
Veja também:

"Temer não tem disposição alguma em ser candidato a governador", argumenta o presidente estadual do PMDB, deputado estadual Baleia Rossi, afilhado de Temer e um dos políticos mais próximos ao vice-presidente da República. Segundo Rossi, as especulações sobre a candidatura de Temer em São Paulo não têm "nenhum fundo de verdade". "Reafirmamos total apoio à manutenção do Temer como vice da Dilma. (A candidatura de Temer em São Paulo) não é uma coisa que o PMDB pense", disse Rossi. Os peemedebistas acreditam que os "boatos" visam desestabilizar a atual aliança federal.
Para o deputado, os possíveis candidatos a governador pelo PMDB são o atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que já colocou publicamente sua pré-candidatura, e o deputado federal Gabriel Chalita, cotado também para assumir um ministério no governo Dilma. "Claro que Chalita é um nome importantíssimo do partido para o governo, pois sua candidatura (a prefeito) na capital foi extremamente importante para o PMDB", lembrou Rossi.
Ao contrário da disposição do comando nacional do PT, o discurso de lideranças paulistas do partido ignora a candidatura de Temer. Os ministros Guido Mantega (Fazenda), Aloizio Mercadante (Educação), Alexandre Padilha (Saúde) e José Eduardo Cardozo (Justiça), sendo este último com menor força, são os nomes já postos. "O Mantega hoje é o principal nome do PT", disse uma liderança do partido. "Se a economia estiver bem, o Guido tem força", completou.
O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, um dos nomes cogitados para a disputa em 2014, já comunicou ao partido que não deixará a prefeitura para se lançar ao governo estadual. Ele afirma que, se a decisão fosse hoje, apoiaria a candidatura de Mercadante. "Acho o Padilha um excepcional quadro, o Mantega tem perfil, mas minha tendência hoje seria sugerir o Mercadante", defendeu.
No entanto, o prefeito - que é um dos petistas mais próximos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - enfatiza que, embora a sigla ainda esteja trabalhando para construir um nome forte em São Paulo, a aliança nacional e a reeleição da presidente Dilma em 2014 é a prioridade. "A eleição da Dilma vai orientar o resto (disputa em São Paulo)", reforçou.
No entanto, segundo uma outra liderança do PT em São Paulo, o partido está mobilizado em favor de uma candidatura própria. "A (cúpula) nacional quer São Paulo para compor a tática, mas se for no voto dentro do partido não passa. Hoje o partido está mobilizado (em torno da candidatura própria)", disse.
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segunda-feira, novembro 12, 2012

GOVERNO DILMA: A FESTA DO ESTICA E PUXA

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Dilma prepara reforma ministerial enxuta para afagar PMDB e PSD



VERA ROSA / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

A presidente Dilma Rousseff pretende fazer uma reforma ministerial enxuta, depois da eleição que renovará o comando da Câmara e do Senado, em 1.º de fevereiro de 2013. Até agora, Dilma avalia que é mais conveniente esperar a acomodação da base aliada no Congresso, antes de promover as trocas na equipe. A estratégia foi traçada para evitar o costumeiro jogo de intrigas e pressões, além de ruídos na dobradinha entre o PT e o PMDB.
Pré-candidata a um segundo mandato, em 2014, Dilma está mais política, faz afagos nos insatisfeitos e chama a reforma de "ajuste". Na prática, porém, ela tem seguido os conselhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reuniu na última terça-feira: não vai comprar brigas desnecessárias, muito menos desalojar parceiros que podem estar no palanque petista, daqui a dois anos.
Depois de se unir a José Serra (PSDB) na eleição em São Paulo, o PSD do prefeito Gilberto Kassab ingressará na coligação governista, apoiará Dilma e ganhará um ministério. 
Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Simão - que comanda o PSD de Minas - é cotado para ocupar o recém-criado Ministério da Micro e Pequena Empresa. 
Nas fileiras do PSD, outras opções para uma vaga na Esplanada são o líder do partido na Câmara, Guilherme Campos (SP), o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, e a senadora Kátia Abreu (TO).
A opção por Simão seria uma forma de ampliar o espaço de Minas na equipe. Dilma está decidida a contemplar Kassab, que em julho chegou a intervir na seção municipal do PSD para avalizar a candidatura de Patrus Ananias (PT), derrotado depois, em Belo Horizonte, na disputa contra o prefeito Márcio Lacerda (PSB).
O xadrez da reforma, no entanto, não é tão simples como parece. O PMDB de Minas, que retirou a candidatura na capital para ser vice na chapa de Patrus, também espera uma recompensa. Atualmente, o PMDB controla cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Agricultura, Turismo e Secretaria de Assuntos Estratégicos) e o plano de Dilma é pôr o partido do vice-presidente Michel Temer no comando de mais uma cadeira.
Se nada mudar até fevereiro, porém, o contemplado não será mineiro. O acerto é para abrigar o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) no Ministério da Ciência e Tecnologia, hoje ocupado pelo técnico Marco Antônio Raupp. Chalita aderiu à campanha de Fernando Haddad (PT) no 2.º turno da eleição paulistana.
Fusão. Na tentativa de aumentar seu cacife, Kassab também se movimenta com a intenção de fundir o PSD com o PP do deputado Paulo Maluf (SP). A operação daria ao novo partido um tempo de TV cobiçado por qualquer candidato na propaganda eleitoral, além de uma bancada de 86 deputados, do tamanho da do PT, hoje a maior da Câmara.
"Ninguém nunca falou isso comigo", disse o senador Francisco Dornelles (RJ), presidente do PP, que também integra a base de sustentação do governo no Congresso. "Em política, porém, nada é impossível e nada é certo. Tudo pode acontecer, inclusive nada."
O PP comanda o Ministério das Cidades, objeto do desejo de vários aliados, que gostariam de desbancar Aguinaldo Ribeiro de lá. "Pois eu acho que o Aguinaldo é ministro não só até 2014, mas até 2018", arriscou Dornelles.
A Secretaria da Aviação Civil, hoje nas mãos de Wagner Bittencourt, também poderá ser alvo de mudanças. Senadores e deputados alegam que esse ministério tem mais ônus do que bônus, mas, de qualquer forma, a pasta é uma espécie de "plano B" para acomodar o PSD de Kassab.
O PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nega que o partido queira mais ministérios, além dos dois que já controla - Integração Nacional e Portos. "Se a gente fosse querer, íamos pedir logo uns vinte", provocou o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que almoçou na quinta-feira com Dilma.
Um dia antes, Campos também conversou com ela. Em jantar no Palácio da Alvorada, o governador e presidente do PSB jurou fidelidade a Dilma e disse que o projeto de poder do partido é para 2018. Nos bastidores, porém, ele se posiciona para a disputa de 2014.
O PT fechou acordo que garante ao PMDB a presidência da Câmara e do Senado, a partir de fevereiro de 2013. Agora, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) quer se lançar candidato alternativo à sucessão na Câmara, contra o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). No Senado, o nome apresentado pelo PMDB é o de Renan Calheiros (AL), que em 2007 teve de renunciar à presidência da Casa, no rastro de denúncias de irregularidades.
Embora Campos tenha dito a Dilma que não definiu nada com Delgado, a dúvida em relação à estratégia do governador é constante no Planalto. "Eduardo Campos virou uma espécie de José Dirceu. Parece que está por trás de tudo", ironizou um ministro, numa referência ao ex-todo-poderoso chefe da Casa Civil, hoje réu no processo do mensalão.
O PSB derrotou o PT em Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Campinas. Conquistou 440 prefeituras e foi o partido que mais cresceu, proporcionalmente, em relação às eleições municipais de 2008, dando um salto de 42%. O PT elegeu 633 prefeitos e o PMDB, 1025.
"É claro que, após qualquer evento político, é hora de discutir a relação", admitiu o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). "Houve estresse com o PMDB na Bahia e o PSB é um partido bastante cobiçado pela oposição, que quer rachar a base aliada. Mas, enquanto eles batem bumbo, nós vamos de berimbau. Tentamos sempre achar o caminho do meio."
Pré-candidatos. Pelo menos seis ministros do PT são pré-candidatos a governos de Estado, em 2014, mas nenhum deles deve deixar a Esplanada agora. Na Casa Civil, a tendência é que Gleisi Hoffmann (PT), citada para concorrer à sucessão no Paraná, continue no cargo por mais algum tempo. Com isso, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, um dos nomes do PT para disputar o Palácio dos Bandeirantes, pode não ser deslocado para outra pasta. Mercadante gostaria de ir para um ministério com mais peso político.
Em São Paulo, os outros pré-candidatos são Alexandre Padilha (Saúde), Marta Suplicy (Cultura) e José Eduardo Cardozo (Justiça). A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) quer entrar no páreo em Santa Catarina. / COLABORARAM TÂNIA MONTEIRO E RAFAEL MORAES MOURA

terça-feira, outubro 30, 2012

''MALANDRO É MALANDRO..." (Salvados de campanha)



DILMA FARÁ MUDANÇAS NO MINISTÉRIO

AJUSTE NA ESPLANADA



Autor(es): PAULO DE TARSO LYRA J ULIANA BRAGA LEANDRO KLEBER
Correio Braziliense - 30/10/2012
 

Pelo menos duas mexidas são dadas como certas. De olho na reeleição, a presidente deve entregar uma pasta para o PMDB abrigar Gabriel Chalita e outra para o PSD de Gilberto Kassab

Concluída a disputa nas urnas, Dilma prepara o terreno para a reforma ministerial. PMDB de Gabriel Chalita e PSD de Kassab serão agraciados com uma pasta cada um. Gleisi e Padilha aparecem como as apostas de 2014
A presidente Dilma Rousseff vai promover duas mudanças na Esplanada dos Ministérios para reacomodar a base após as eleições municipais e iniciar a caminhada rumo à reeleição em 2014. 
Os dois novos espaços serão ocupados pelo PMDB de Gabriel Chalita (SP) e pela adesão do PSD ao governo federal. No caso de Chalita, os peemedebistas ouviram a sinalização de que ele iria para o Ministério da Ciência e Tecnologia, uma pasta ligada à área de educação e ocupada atualmente por um técnico, Marco Antonio Raupp. Para o PSD, o espaço será definido em uma conversa da presidente com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Uma das grandes vitoriosas nas urnas com a eleição de Gustavo Fruet (PDT) para a prefeitura de Curitiba, a chefe da Casa Civil, ministra Gleisi Hoffmann, permanecerá na Esplanada até 2014, quando deve retomar o mandato de senadora para concorrer ao governo do Paraná contra o tucano Beto Richa. Ela deixará o governo ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nome cada vez mais forte no PT e no Planalto para concorrer ao governo de São Paulo.
A adesão do PSD ao governo, apesar de ser um desejo da presidente, ainda precisa ser mais bem articulada. Não existe uma pasta na Esplanada pronta para receber o partido de Kassab. Pelos corredores palacianos especula-se que a legenda poderia ocupar o ainda inexistente Ministério da Micro e Pequena Empresa, cuja criação tramita no Congresso. Três nomes são cotados: o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos; o presidente da Confederação Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão; e a senadora Kátia Abreu (PSD-TO).
Nenhum dos três nomes é de fácil viabilização. Afif é o vice do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Ele sempre defendeu a manutenção da aliança com o PSDB paulista, mas Kassab já avisou que essa parceria não se repetirá em 2014. O prefeito demonstrou seu total descontentamento com o uso da máquina estadual em Ribeirão Preto para tentar eleger o deputado Duarte Nogueira (PSDB) contra a pessedista Dárcy Vera, que acabou garantindo mais um mandato. Kassab já afirmou que o PSD estará ao lado do PT em 2014 em São Paulo.
Reaproximação
A senadora Kátia Abreu é amiga de Dilma, mas expôs uma divergência com Kassab ao criticar a intervenção do diretório nacional do partido a favor da candidatura de Patrus Ananias (PT-MG) em Belo Horizonte. Mesmo que esse episódio seja superado com a reaproximação entre a senadora e o presidente do PSD, ela ainda terá que renovar o mandato em 2014, o que faria com que permanecesse na Esplanada pouco mais de um ano. "A presidente Dilma, quando escolhe um ministro, não escolhe para ser temporário, escolhe para passar um tempo e resolver os problemas", disse ao Correio um assessor palaciano.
Paulo Safady Simão também é próximo da presidente, especialmente pela atuação na implantação do Programa Minha Casa, Minha Vida. Mas como a intenção do Planalto é compensar o partido pelo "bom comportamento" no Congresso, existem dúvidas se ele seria um bom nome, pois tem um perfil mais técnico do que político.
O pós-eleição também mantém o tradicional pranto e ranger de dentes de aliados insatisfeitos. Como disse uma vez o ex-ministro de Relações Institucionais José Múcio Monteiro, "só os insatisfeitos e derrotados retornam para Brasília após as eleições para prefeito". Tanto o PMDB quanto o PT mineiro querem ser recompensados, apesar da derrota para o PSB de Márcio Lacerda. Existe uma boa vontade com Patrus Ananias, mas precisaria ser criado um espaço para ele. Ele não sofreria vetos de Fernando Pimentel (MDIC), já que Dilma selou uma paz entre ambos, promovendo a candidatura de Patrus a prefeito de Belo Horizonte e amarrando com a nome de Pimentel para o governo de Minas em 2014.
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segunda-feira, setembro 24, 2012

O PRIMEIRO ELEMENTO

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Elemento surpresa
Líder nas pesquisas de intenção de voto, Russomanno conquista votos em regiões cativas do PT e do PSDB e põe em xeque polarização vivida em eleições anteriores
PAULO GAMA

DE SÃO PAULO


Se a eleição para a Prefeitura de São Paulo fosse hoje, nem o PT conseguiria alcançar seu padrão histórico de votação na cidade nem o PSDB repetiria o desempenho que levou José Serra ao segundo turno e à vitória na disputa de 2004.

O responsável pelo cenário é Celso Russomanno (PRB), candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto com 35%. Sua vantagem se constrói principalmente nos extremos leste e sul, redutos que historicamente depositam seus votos no PT, e nos bairros mais centrais da zona leste, que ajudaram a eleger Serra em 2004.

Expressiva na periferia, a votação em Russomanno faria com que Fernando Haddad registrasse o pior resultado da história do PT nas disputas paulistanas.

Segundo pesquisa Datafolha da última semana, Haddad está em terceiro lugar com 15%. Considerando a margem de erro, tem no máximo 17%. O percentual equivale a 19,8% dos votos válidos -total calculado desconsiderando os votos brancos, nulos e os indecisos, que somam 14% nessa pesquisa.

O desempenho é inferior ao de Eduardo Suplicy em 1985, quando recebeu 20,7% dos votos válidos, o pior resultado petista até hoje.

Naquele ano, Suplicy ficou em terceiro lugar. Foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que alcançou 35,8%, e por Jânio Quadros (PTB), eleito com 39,3%.
Desde 1996, o PT consolidou sua votação nas periferias. Esse desempenho se repetiu mesmo quando o partido foi derrotado, como nos pleitos de 2004 e 2008.
Elas continuam sendo as regiões em que o partido vai melhor: nos extremos sul e leste, Haddad supera numericamente Serra, mas, comprimido por Russomanno, registra percentuais abaixo da média histórica do PT.
O desempenho de Serra também é fragilizado por Russomanno, principalmente na região que abrange bairros como Mooca, Penha e Tatuapé, onde o tucano teve votação expressiva em 2004.
Na soma da cidade, Serra teria hoje pouco mais da metade do percentual que conseguiu no primeiro turno da disputa de oito anos atrás.