A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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quinta-feira, agosto 22, 2013
BOI DE PIRANHA. E A MANADA?
| 22/08/2013 | |
Comissão da Câmara aprova cassação de Donadon
Por Yvna Sousa | De Brasília
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou ontem o pedido de cassação do mandato do deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO). O processo deve ser votado pelo plenário da Casa na próxima semana. O rigor usado pela CCJ no caso do parlamentar preso após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal não foi seguido pelo Conselho de Ética, que no mesmo dia, livrou da cassação Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO), que tem ligações com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
A CCJ aprovou o parecer do deputado federal Sérgio Zveiter (PSD-RJ). No texto, Zveiter afirma que os fatos que levaram à prisão de Donadon "não se coadunam com os requisitos de probidade e decoro exigidos para o exercício do mandato popular". Donadon foi condenado pelo STF a 13 anos, 4 meses e 10 dias de prisão por formação de quadrilha e peculato pelo desvio de R$ 8,4 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia, à época em que era diretor financeiro da instituição. Ele está preso desde junho em Brasília.
Grande parte da reunião foi tomada pela discussão em torno do voto em separado apresentado pelo deputado tucano Jutahy Júnior (PA). Jutahy pedia a cassação de Donadon, mas defendia que a Mesa Diretora da Casa deveria apenas referendar a decisão da CCJ, sem que o processo fosse a plenário.
A iniciativa da oposição tinha o objetivo claro de facilitar a cassação dos parlamentares condenados pelo STF no processo do mensalão, especialmente dos petistas João Paulo Cunha (SP) e José Genoino (SP). À época, o Supremo entendeu que a suspensão dos direitos políticos dos réus levaria à perda automática dos mandatos, o que gerou atrito com a Câmara, que entende que a palavra final é da Casa. Como a votação em plenário em processos de cassação é secreta, há o risco de que os deputados sejam absolvidos.
O relator Sérgio Zveiter reforçou que o plenário dá a palavra final em processos de cassação. "Não sou eu que estou dizendo isso, quem está dizendo é o regimento interno" declarou.
A poucos metros da reunião da CCJ, quase simultaneamente, O Conselho de Ética rejeitou por 12 votos contra três a favor e uma abstenção o parecer do deputado Ronaldo Benedet (PMDB-SC) que pedia a cassação de Lereia por suas ligações com Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal por chefiar um esquema ilegal de jogos de azar.
adicionada no sistema em: 22/08/2013 12:30
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sexta-feira, junho 28, 2013
''OS OUTROS SÃO OS OUTROS..." (Kid Abelha)
| 28/06/2013 | |
quarta-feira, julho 23, 2008
REPORTAGEM ESPECIAL REVISTA ''VEJA''
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Vilhena/RO
Cidade em regime de engorda
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Em trinta anos, um entreposto de gado no Norte passou a ostentar indicadores sociais dignos do Sul Maravilha
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Foto: Manoel Marques. Vilhena já foi apenas uma das fronteiras do gadono Norte do país. Hoje, é também um entreposto comercial que centraliza a economia de outros sete municípios].>
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Vilhena está estrategicamente posicionada no meio da Rodovia BR-364, que liga Porto Velho a Cuiabá. Foi povoada por agricultores do Sul e do Sudeste, atraídos por loteamentos feitos por Brasília e slogans como "Integrar para não entregar" e "Terras sem homens para homens sem terras". Foi uma verdadeira conquista do Oeste – ou do Noroeste. Em boléia de caminhão, o percurso até Vilhena levava quinze dias. A estrada só recebeu asfalto em 1982, o mesmo ano em que foi inaugurado seu aeroporto. As obras provocaram um surto de crescimento. A cidade se tornou um dos principais entrepostos comerciais da Região Norte. Em quatro anos, sua população triplicou e atingiu 36 000 habitantes. Ao facilitar o transporte dos bois, a rodovia enriqueceu os criadores de gado e proporcionou à prefeitura sua principal fonte de arrecadação.
A estrada deu novo impulso ao comércio. A BR-364 é cortada diariamente por 700 caminhões de soja, que se dirigem a Porto Velho, onde embarcam o grão nas barcaças que cruzam o Rio Madeira. Vilhena é ponto de parada dos caminhoneiros, que lá abastecem seus veículos e fazem compras. O gado, os serviços e a soja fizeram com que nesta década o PIB municipal crescesse 73% e a população, 25%. Os vilhenenses solicitaram um comércio mais sofisticado. Em 1975, o grupo Pato Branco era só uma mercearia de secos e molhados. Depois que a rodovia foi construída, a empresa abriu um posto de gasolina, uma revendedora de pneus e, hoje, possui o maior supermercado da região. Agora, constrói o primeiro shopping center da cidade. "Quando ele ficar pronto, Vilhena vai parecer uma Suíça rondoniense", sonha Selito Bagatini, dono do Pato Branco.
Como não poderia deixar de ser, apareceu um clã para tomar conta da política. Detalhe: quando os Donadon chegaram, a economia local já estava em disparada. Vilhena já elegeu quatro Donadon: dois prefeitos, um deputado estadual e outro federal. O negócio da família é o gogó. Tanto que ela não se contenta apenas com o poder. Quer dominar também os palcos de Vilhena. Os parlamentares Natan e Marcos exibem um repertório sertanejo em shows. "Quase viramos profissionais", diz o deputado estadual Marcos, que se submeteu até a um implante capilar para não comprometer a estampa da dupla. Suas irmãs, Miriam e Raquel, enveredaram pelo gospel. O prefeito Marlon, primo deles, ataca no pop. Todos cantaram para a reportagem de VEJA.
O eldorado amazônico é o mais bem posicionado do Norte e do Nordeste em todos os rankings elaborados por VEJA. É a única cidade destas regiões a aparecer entre as vinte primeiras colocadas quando é considerado o desenvolvimento da economia e da qualidade de vida (educação, saúde, segurança e acesso à tecnologia). O futuro promete ser alvissareiro. Brasília pretende conectá-la à costa baiana por meio de uma ferrovia. Mais avançado está o projeto de ligá-la a um porto no Pacífico. Os primeiros trechos da rodovia, que se estenderá até a costa do Peru, já estão concluídos.
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quarta-feira, setembro 19, 2007
USINAS NO RIO MADEIRA: DIS-PU-TA$ ...

Acusações
Além de argumentos, as duas empresas disparam acusações de deslealdade comercial. “Todos eles querem o mesmo fabricante, embora não seja o maior nem o mais experiente. É porque esse fabricante detém informações e estratégias que a Odebrecht já desenvolveu com eles no passado. É por isso que todo mundo faz questão desse concorrente porque é esse o concorrente que tem as nossas informações”, diz Irineu Meireles, diretor da Odebrecht. “Eu não preciso do desenho da Odebrecht, pois o nosso grupo tem uma competência firmada de muitos anos. Tem mais de 50% da potência brasileira construída pelo grupo Camargo Corrêa. Nós não precisamos de informação confidencial de ninguém”, rebate João Canellas, diretor da Camargo Corrêa.
Processo
A Secretaria de Direito Econômico ouviu as duas partes e abriu um processo administrativo. Como o julgamento pode demorar até dois anos, publicou uma medida preventiva, suspendendo as cláusulas de exclusividade. A Odebrecht foi à Justiça Federal e conseguiu uma liminar que confirma os contratos originais e a exclusividade. As duas construtoras podem recorrer em instâncias superiores, e iniciar uma guerra de liminares que pode atrasar a obra. G1, SP, Rede Globo. Imagem matéria.
terça-feira, maio 08, 2007
RONDÔNIA: GOVERNADOR CASSOL [HIDRELÉTRICA, "BAGRES & TUBARÃO"] - Conclusão

Dono de hidrelétricas, governador de Rondônia vende energia para o governo federal. Ele se diz "totalmente" favorável a projeto de implantar usinas no Rio Madeira.
Superfaturamento
G1 - No sorteio feito pela Controladoria Geral da União para verificação de contas da administração pública... Cassol - ...Eu sei. O estádio de Rondônia foi citado. Ontem mesmo, quando tomei conhecimento, já determinei que se abrisse uma sindicância, apurando quem cometeu irregularidades, para serem punidos na forma da lei. G1 - Apenas para deixar claro, governador, nós estamos falando do superfaturamento de computadores, que deveriam custar no máximo R$ 2,2 mil e custaram R$ 5,2 mil, não é? Cassol - R$ 15 mil. G1 - Mas o relatório da CGU fala em R$ 5,2 mil. Cassol - É coisa assim. Nós estamos na Região Norte, temos um custo mais elevado para qualquer bem de consumo que compramos aqui por causa do frete. Mas nada justifica um aumento de 100%. Tudo que estiver fora do valor, real, o secretário tem que apurar. G1 - Dá mais de 100%, nesse caso. O sr. afastou o secretário envolvido nessa licitação? Cassol - Eu não acredito que nenhum secretário esteja envolvido em licitação. Nenhum deles. Infelizmente, o governador nunca tem o controle de tudo. Você depende de um grupo de pessoas. Em Rondônia, são 40 mil servidores. Mas vamos responsabilizar quem fez isso. Pode ser quem for, vai ser responsabilizado na forma da lei.
Operação Dominó: G1 - Como está o inquérito sobre a Operação Dominó, em que o sr. foi acusado de envolvimento com um esquema de desvio de verbas públicas? Cassol - O inquérito está em andamento, e eu faço questão que a investigação aconteça, pois não tenho nada a temer. Meu nome foi citado pelos verdadeiros envolvidos, e eu fiz questão de ser investigado para provar a minha. Sou inocente. Tentaram me colocar na mesma vala, mas não temo nenhuma investigação.
Vida empresarial: G1 - O sr. é um dos homens mais ricos de seu estado e empresário com atuação em vários setores. Em um estado pequeno como Rondônia, sua atuação empresarial não cria conflitos de interesse direto com o estado? Cassol - Sou empresário e empreendedor. Minha experiência de vida e empresarial me dá facilidade para administrar, para fazer as ações que tenho que fazer. Não quer dizer que os políticos não têm que ter nada. Enquanto há muitos políticos no país que botam o patrimônio em nome do laranjal, eu não tenho nem uma cibalena em nome de outras pessoas. O que tenho é meu e ganhei suado. Está no meu Imposto de Renda.
Hidrelétricas no Rio Madeira: G1 - O sr. tem seis pequenas hidrelétricas e vende energia para o governo federal. O projeto do complexo hidrelétrico do Rio Madeira não vai atrapalhar seus negócios no setor? Cassol - De maneira nenhuma. Primeiro porque a primeira turbina só vai funcionar em oito a dez anos. Em segundo lugar, não é Rondônia que está precisando de energia. São vocês aí que precisam, sob pena de ter de subir as escadas dos edifícios em Brasília e em São Paulo, sem elevador, e ficar no escuro. G1 - O sr. é a favor da obra? Cassol - Totalmente. Nós temos que parar de ser escravos de americanos, de estrangeiros. O que é mais viável? Uma usina nuclear ou uma usina limpa? “Ahh, mas vai atingir os ribeirinhos...” Aí eu pergunto: quem veio do exterior ou da nossa capital federal ajudar os ribeirinhos? Essa usina não é igual à de Itaipu, que tem área de alagamento muito grande. G1 - Mas há estudos ambientais que dizem que o impacto pode ser maior que o previsto, inclusive com a transferência de espécies de peixes que vivem em regiões baixas para as altas, onde poderiam passar a ser dominantes e vice-versa. Cassol - É mais importante a sua sobrevivência e a da sua família ou a dos peixes? Nós podemos transportar alevinos, nós podemos fazer escadas nas barragens, fazer as eclusas para os peixes poderem subir. Isso não é pretexto para inviabilizar uma obra. É bom para Rondônia? É bom, é ótimo. Mas eu quero lembrar que é muito melhor para o Brasil. Com a projeção do governo federal de crescer 5% ao ano, se não construir novas usinas, o Brasil fica no escuro, vai ter apagão.
Política partidária: G1 - Na última eleição, o sr. apoiou o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. O sr. já fez parte do PSDB e hoje está no PPS, que também faz oposição ao governo federal. Como tem sido seu relacionamento com o presidente Lula? Cassol - Com o Lula, sempre foi muito bom. Nunca foi muito bom com o pessoal do PT no meu estado. G1 - O apoio dado ao candidato Alckmin criou algum tipo de problema nesse relacionamento? Cassol - Eu ajudei o Geraldo Alckmin, mesmo ele não tendo sucesso, fiz a minha parte. Num país democrático, temos o direito de escolher para quem trabalhar e em quem votar. G1 - Mas isso não causa embaraços políticos? Cassol - Eu não defendo questões partidárias, eu defendo o ser humano. Quem ganhou a eleição? Foi o PT? Não, foi o presidente Lula. A maneira simples, humilde dele, que ganhou a eleição. O PT estava manchado em nível nacional. O partido em que estou hoje, o PPS, ou meu apoio ao Alckmin, não vão me distanciar de A ou B ou C. G1 - Depois de migrar do PSDB para o PPS, como é seu relacionamento no novo partido? Cassol - É excelente. Quando o presidente do partido, Roberto Freire, me convidou, aceitei de pronto. Em Rondônia temos uma grande representação partidária, e sou respeitado pela bancada nacional, que apóia o nosso projeto político. Fui convidado a ingressar em outros partidos, mas optei por permanecer no PPS.
Futuro político: G1 - Quais são seus planos políticos? Depois de ter sido reeleito, o sr. pensa noutro cargo? Cassol - O futuro a Deus pertence. Não penso, no momento, em me candidatar a nenhum outro cargo. [Fausto Carneiro, G1, foto Leopoldo Silva].
RONDÔNIA: GOVERNADOR CASSOL [HIDRELÉTRICA, "BAGRES & TUBARÃO"] - 1a. parte

Dono de hidrelétricas, governador de Rondônia vende energia para o governo federal. Ele se diz "totalmente" favorável a projeto de implantar usinas no Rio Madeira.
Dois anos depois de gravar em vídeo, uma tentativa de extorsão feita por deputados em troca de apoio na Assembléia Legislativa, o governador - primeiro a se reeleger no estado - diz que ninguém mais se sente encorajado a fazer a ele propostas ilícitas. “Agora só querem falar comigo na piscina”, disse. Veja os principais trechos da entrevista, a segunda da série com governadores no G1.
G1 - O sr. gravou deputados que tentavam extorquir dinheiro em troca de apoio na Assembléia Legislativa. Como ficou seu relacionamento com a Assembléia Legislativa após esse episódio? Ivo Cassol - Na legislatura passada, não foi muito bom por causa da maneira como os deputados faziam política e sugavam o dinheiro público. Dessa assembléia nova, nós tivemos 19 deputados estaduais novos eleitos, de 24. Esses deputados estão dando um exemplo de economia, cortando despesas, demitindo servidores fantasmas que estavam no Nordeste, no Sul, em outros países. Nos primeiros três meses, economizaram R$ 8 milhões. G1 - Em outros países? Cassol - Ganhavam, mas estavam na Bolívia, Espanha, Portugal, Estados Unidos. Pessoas que ganhavam da Assembléia Legislativa, mas estavam em outros países. Faturavam à custa do estado sem trabalhar. G1 - A Assembléia entrou com alguma ação contra essas pessoas? Cassol - Entrou com processo administrativo para demissão. É o que eles fizeram. G1 - Nessa nova Assembléia, os deputados reeleitos não têm criado dificuldades para seu governo? Cassol - De maneira nenhuma. Mas, com os deputados novos, o presidente da Assembléia está tendo muita dificuldade, porque há uma pressão muito grande de alguns parlamentares para querer reviver o passado. G1 - Algum parlamentar tentou fazer algum tipo de proposta ilícita? Cassol - Não. Eles têm dificultado, quiseram tentar ter mordomias e reviver o passado, mas essa nova Assembléia Legislativa está moralizando o Poder Legislativo no estado. G1 - Mas houve alguma outra tentativa de achaque por parte de deputados? Cassol - Não para mim, mas eu tenho ouvido os próprios deputados reclamarem que há parlamentares que estão fazendo de tudo para que volte o passado, para ser tudo como antigamente. G1 - O sr. pode dar nomes? Cassol - Não tenho nomes. Como não tenho como provar, não posso falar. Se falar e não provar, me enrolo. Há alguns que achavam que podiam praticar a mesma coisa. E não estou me referindo aos que ficaram, estou me referindo a alguns dos novos. G1 - O sr. acredita que o episódio das fitas vai dar condenação a alguns dos envolvidos? Cassol - Eles vão responder criminalmente. O MP entrou com várias ações. Acho que é questão de tempo. A justiça está sendo feita. Quando não foram reeleitos, [a justiça] já estava sendo feita pelos eleitores. G1 - O sr. repetiria esse episódio? Voltaria a fazer uma gravação? Cassol - Se tivesse que fazer, sim. Mas agora ninguém mais fala nada comigo. Só querem falar comigo na piscina. Ninguém mais se sente motivado ou encorajado a falar comigo sobre coisas estranhas ou que não sejam de trabalho do dia a dia.
Má gestão
G1 - Apesar de ter feito essa denúncia, o sr. também sofre acusações de má gestão e irregularidades no uso de recursos públicos quando foi prefeito de Rolim de Moura, inclusive com ação no STF. Cassol - O que acontece é o seguinte: Em final de 2003, quando já era governador, tive um problema com o procurador do Ministério Público do estado. Sou o único governador do Brasil que tem um processo e que não negociou com os deputados para que não fosse processado, para poder provar minha inocência. Fui um exemplo para o Brasil. Me arrependo disso. G1 - Em Rolim de Moura, o problema foi com uma licitação? Cassol - Eu tive vários convênios com ministérios. Convênios de R$ 50 mil, R$ 100 mil, R$ 200 mil, R$ 1 milhão e até R$ 3 milhões. Em todos eu executei as obras. O promotor me denunciou porque disse que fragmentei a licitação. Acontece que cada convênio tem um plano de trabalho, um empenho, uma ordem bancária e uma conta e uma prestação de conta. Para cada convênio fiz uma licitação. O correto é do jeito que fiz. Isso é o que eu vou ter que provar daqui para frente. Acabou. [G1, Fausto Carneiro].