A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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terça-feira, dezembro 11, 2012
MENSALÃO: QUANTO MAIS MEXE (2)
Depoimento de Marcos Valério relata ameaças de morte
'Ou você se comporta, ou morre', teria dito Paulo Okamotto em 2005; hoje diretor do Instituto Lula, ele não comentou acusação do empresário
quinta-feira, julho 26, 2012
''VOCÊ É LUZ, É RAIO ESTRELA E LUAR..."
Cachoeira ignora Justiça e faz juras de amor à mulher
| O deboche de Cachoeira |
Autor(es): Josie Jeronimo |
| Correio Braziliense - 26/07/2012 |
Bicheiro rompe o silêncio, mas, em vez de rebater a acusação de que comanda a quadrilha responsável pela exploração de jogos ilegais em Goiás, faz declaração de amor à mulher
Goiânia — O bicheiro Carlinhos Cachoeira resumiu em 13 minutos as explicações que deveria dar para rebater acusações do processo que responde na 11ª Vara Federal em Goiânia. Mas, em vez de responder às indagações do juiz Alderico Rocha Santos, o contraventor se denominou um "leproso jurídico", fez declarações de amor à mulher, Andressa Mendonça, disparou provocações aos procuradores da República Léa Batista e Daniel Resende Salgado e aproveitou a sessão para fazer um agradecimento público aos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Tourinho Neto e Adilson Macabu. "Eu virei um leproso jurídico. Quem me deu voto favorável até agora foram só os desembargadores Tourinho e Macabu, que inclusive chamaram os outros de justiceiros. Mas um dia tudo vai ser esclarecido e eles vão saber quem eu sou."
Cachoeira respondeu às perguntas de qualificação do juiz, alegou que sua profissão é "empresário" e que já foi "processado" no episódio "Waldomiro Diniz", em referência ao ex-assessor especial da Casa Civil flagrado em vídeo de esquema de corrupção pelo próprio bicheiro, que deu origem à CPI dos Bingos, em 2005. Em tom de ironia, ele afirmou ainda que não sabe qual é o seu atual endereço. "Pergunta para ela, nos mudamos e eu estou segregado há cinco meses", disse, apontando para Andressa.
Sobre as investigações da Operação Monte Carlo, ele não aceitou falar nada. "Eu gostaria de fazer um bom debate com o Ministério Público, mas devido às falhas processuais, é melhor não falar nada, eu resolvi não falar nada", disse. Ainda no clima de euforia, que surpreendeu os presentes na audiência —até então as notícias davam conta de um Cachoeira deprimido —, o bicheiro, ao responder sobre seu estado civil, disse que a pergunta era "difícil", pois só estava esperando o Ministério Público o liberar para se casar com Andressa Mendonça. "Vou falar, porque o sofrimento é muito grande: ela me deu nova vida. Eu te amo", declarou, olhando para a mulher, que acompanhou a audiência.
Irritados com a atitude de Cachoeira ao longo da audiência, os procuradores desistiram de fazer perguntas ao bicheiro. Após a sessão, não quiseram comentar o comportamento do contraventor.
Um agente da Polícia Federal que atuou na transferência de Cachoeira de Brasília a Goiânia informou ao Correio que, após passar por consulta médica para avaliar seu quadro psicológico, o contraventor tomou remédios contra a depressão. O efeito de uma "pílula da felicidade", como disse o agente, referindo-se a um tipo popular de antidepressivo, pode ter causado a "espontaneidade" do bicheiro durante o depoimento, na avaliação do policial.
Os advogados de defesa de Cachoeira e dos outros sete réus usaram estratégias variadas para evitar o depoimento do bicheiro ontem. A preocupação não era o conteúdo das declarações de Cachoeira — que apelou ao direito de não se autoincriminar —, mas a possível celeridade que o processo ganha ao fim das audiências de instrução, com a conclusão do interrogatório dos réus.
Depois que todas as testemunhas de acusação e de defesa foram ouvidas, os advogados apresentaram requerimento arrolando o delegado Raul Alexandre Marques, responsável pela Operação Vegas, e o agente Márcio Azevedo, que monitorou Cachoeira na Operação Monte Carlo, para serem ouvidos antes do interrogatório dos réus. A ideia era tentar desqualificar as provas colhidas durante as investigações da Operação Monte Carlo. O juiz Alderico Rocha Santos, no entanto, indeferiu os pedidos e deu continuidade às oitivas.
A audiência também teve momentos tensos. Douglas Messoura, advogado de Gleyb Ferreira da Cruz — suposto braço direito do esquema liderado por Cachoeira —, discutiu com o procurador Daniel Resende Salgado. O procurador interrompeu a fala de uma testemunha e foi criticado pelo advogado. Irritado, Salgado rebateu: "Eu sou o fiscal da lei". Messoura subiu o tom e respondeu o procurador. "Eu sou o defensor, e qual é a diferença entre nós dois? Se o senhor é o fiscal da lei, em quê o senhor é mais do que eu?", questionou. "Eu não estou dizendo que sou mais do que o senhor", rebateu Salgado. "O senhor colocou palavras na boca da testemunha. Coloque-se em seu lugar", continuou o advogado. "Quem tem que se colocar em seu lugar é vossa excelência", finalizou o procurador.
O choro de Gleyb
Minutos antes do depoimento de Carlinhos Cachoeira, o juiz Alderico Rocha Santos ouviu o desabafo de um dos principais operadores do bicheiro, Gleyb Ferreira da Cruz, que chorou durante a explanação ao magistrado. Ele também se recusou a responder a perguntas relacionadas às investigações da Operação Monte Carlo, mas utilizou o tempo à frente do juiz para confrontar o magistrado e os representantes do Ministério Público presentes na sessão. "Eu até queria colaborar, juiz, mas vendo o que ocorre desde o início, não acho que o Ministério Público queira esclarecer a verdade. É um ato de condenação."
Gleyb reclamou que foi preso em casa e que os policiais relataram que ele possuía armamento, informação supostamente inverídica. Apesar de ter sido flagrado em dezenas de escutas telefônicas fechando negócios em nome de Cachoeira, Gleyb disse que está sendo julgado por ter amizade com uma "pessoa pública", disse, referindo–se ao bicheiro. "Eu poderia ter uma amizade com o senhor em um bar, mas minha amizade me imputou essa prisão."
Apontado como principal operador de Cachoeira, Gleyb reclamou ainda que a mulher está sendo constrangida ao visitá-lo na prisão. "Ter a humilhação da minha família, conviver com marginais, estupradores, traficantes, isso não é cabível. Tudo que eles (os advogados de defesa) pediram aqui, nada foi acatado pelo senhor. Eu não tenho no que acreditar. Meu dia tem sido pensar se vale a pena viver ou não. Minha esposa, quando vai me visitar, tem que passar por humilhação. Sei que não é relevante nada do que estou falando, mas é só um desabafo." Em vez de censurar o réu pelo tom agressivo usado durante o depoimento, o juiz Alderico Rocha Santos encerrou a oitiva, oferecendo água a Gleyb.
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quarta-feira, julho 11, 2012
CAI-CAI; PAI-PAI
terça-feira, julho 10, 2012
SEM ''DATASHOW''
Cassação: STF proíbe divulgar voto em painel
| Abrir o voto, sim, mas não no painel |
Autor(es): agência o globo:Fernanda Krakovics |
| O Globo - 10/07/2012 |
Senadores vão declarar em plenário posição no processo de cassação de Demóstenes
BRASÍLIA. Com a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) proibindo a exibição do voto, em plenário, sobre o pedido de cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), senadores pretendem apenas anunciar como votaram, sem mostrar o registro no painel eletrônico do Senado. A votação está marcada para amanhã e será secreta.
O ministro Celso de Mello, do STF, negou, liminarmente, na última sexta-feira, pedido do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) para que a Mesa do Senado adotasse providências para tornar abertos seus votos. Para o ministro, como a Constituição estabelece o voto secreto em caso de cassação de mandato, essa regra só pode ser modificada com a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional, o que já ocorreu no Senado, na semana passada. Para entrar em vigor, a matéria precisa ser aprovada também pela Câmara.
- O voto é secreto, mas o direito do parlamentar de se manifestar é inviolável - afirmou Ferraço, que pretende votar pela cassação.
Alguns senadores estão cautelosos, temendo eventual anulação do voto. O advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse, no entanto, que não pretende recorrer à Justiça para tentar invalidar o voto de quem declarar sua posição.
- A Constituição garante a liberdade de expressão, mas, por cautela, acho que não cabe manifestação na hora do voto - opinou o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-ES), que também é favorável à cassação de Demóstenes.
Para o presidente e líder do DEM, senador José Agripino (RN), a declaração de voto abre brecha para Demóstenes pedir anulação da votação no STF:
- Quando o senador declarar o voto, estará dando ao acusado o direito de contestar o resultado pela violação da Constituição.
Na tentativa de salvar seu mandato, Demóstenes afirmou ontem, em novo discurso, que nenhuma das acusações contra ele configura quebra de decoro parlamentar. Mesmo assim, ele negou ter mentido ao afirmar que sua relação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira era apenas de amizade, e não de negócios; e disse que a cozinha importada e o rádio Nextel que ganhou do contraventor não se caracterizam como vantagem indevida.
- E a verdade é que não quebrei o decoro parlamentar, não cometi ilegalidades, não menti em discurso no plenário do Senado, não percebi vantagem indevida, não pratiquei irregularidades, não me envolvi em qualquer crime ou contravenção, não conhecia as atividades de Carlinhos Cachoeira investigadas pela Operação Monte Carlo - argumentou Demóstenes.
O senador goiano afirmou ontem que mentir não é quebra de decoro. Segundo ele, esse precedente foi estabelecido, de maneira informal, na cassação do senador Luiz Estevão (PMDB-DF).
- Se o parlamentar mentir, é um problema dele com sua consciência e sua audiência, não com o decoro. Aliás, nada do que o parlamentar diz da tribuna pode ser quebra de decoro. Criou-se esse mito por causa do precedente utilizado para cassar um senador no ano 2000. A diferença é que eu não menti - afirmou Demóstenes.
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BODEMO
Demóstenes, a ser julgado amanhã, defende mentiras
| O decoro segundo Demóstenes |
Autor(es): JOÃO VALADARES |
| Correio Braziliense - 10/07/2012 |
Senador defende que não feriu os princípios parlamentares ao negar a relação próxima com o bicheiro Carlos Cachoeira. STF decide que cassação será por voto fechado
O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), acusado de colocar o mandato parlamentar a serviço do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, segue o seu calvário. Na tarde de ontem, durante o sexto discurso que fez na tribuna do Senado Federal desde a semana passada, ele defendeu que não quebrou o decoro ao negar a relação com Cachoeira, ao falar da tribuna aos senadores em 6 de março — interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo evidenciaram posteriormente que o parlamentar era o braço político de Cachoeira no Congresso Nacional. "Se o parlamentar mentir, é um problema dele com sua consciência e sua audiência, não com o decoro. Aliás, nada do que o parlamentar diz da tribuna pode ser quebra de decoro", disse Demóstenes.
Embora não tenha convencido seus pares com a fala, o senador pôde comemorar uma vitória importante: o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Melo negou pedido do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) para que o parlamentares pudessem externar o posicionamento no momento da votação do pedido de perda do mandato, que ocorre amanhã, no plenário do Senado. De acordo com a decisão, o sigilo do voto é imposto pela Constituição.
Falando mais uma vez para poucos colegas, o senador goiano proferiu um discurso genérico. Mais do mesmo. Repetiu que é vítima de um massacre da imprensa, que as provas são ilegais e fez um alerta: "O Senado não vai cair na armadilha de me fazer de bode expiatório de uma crise fabricada". Para a cassação, são necessários 41 votos. Temendo o esvaziamento do plenário amanhã, o senador Humberto Costa (PT-PE) iniciou campanha no Twitter para cobrar presença dos congressistas. O pernambucano disponibilizou, nas redes sociais, lista com o Twitter de todos os senadores para que a opinião pública possa pressionar.
No discurso de ontem, o senador Demóstenes Torres não citou o episódio do rádio Nextel. O equipamento, segundo investigações da Polícia Federal, foi dado pelo contraventor a todos os membros da organização criminosa. Uma linha direta entre o chefe e seus subordinados. Demóstenes confessou, durante depoimento no Conselho de Ética, que a conta do aparelho era paga por Cachoeira. Ele aproveitou o pronunciamento para rebater o senador Humberto Costa (PT-PE), relator do pedido de cassação no Conselho de Ética.
Lobby do bicho
No parecer, aprovado por unanimidade, o pernambucano classificou Demóstenes como mentiroso, boquirroto, gabola. "Converso muito ao telefone, converso até demais, mas boquirroto é o que não guarda segredos e não fui eu quem violou o sigilo do inquérito resguardado judicialmente. Gabola é o vaidoso e eu só me gabo de gostar de discos. Mentiroso eu não sou."
No pronunciamento, Demóstenes alegou que nunca articulou legalização dos jogos de azar no Senado. "O relatório me desenha como articulador do jogo no Senado. Repito a pergunta já feita aqui outras vezes: qual senador eu procurei para ajudar a liberar o jogo? Que lobista é esse que não pediu voto aos próprios colegas? Não procurei ninguém", garantiu.
O parlamentar admitiu ter recebido os presentes, mas afirmou que isso não configura nenhuma ilegalidade. "A geladeira e o fogão foram da mulher de Cachoeira para a minha mulher. Havia uma justificativa, o nosso casamento. E isso não trouxe vantagem indevida, até porque quem presenteou não foi ressarcido." Ontem, os advogados do senador começaram a distribuir, em alguns gabinetes, documento com os principais pontos da defesa do senador.
"Boquirroto é o que não guarda segredos e não fui eu quem violou o sigilo do inquérito resguardado judicialmente"
"Se o parlamentar mentir, é um problema dele com sua consciência e sua audiência, não com o decoro"
"O Senado não vai cair na armadilha de me fazer de bode expiatório de uma crise fabricada"
Demóstenes Torres (sem partido-GO), senador |
quinta-feira, julho 05, 2012
DEMóstenes
CCJ aprova processo de cassação de Demóstenes
CCJ aprova por unanimidade pedido de cassação de Demóstenes |
| Autor(es): EUGÊNIA LOPES , RICARDO BRITO |
| O Estado de S. Paulo - 05/07/2012 |
Por 22 votos a zero, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ontem parecer que concluiu pela legalidade de todo o processo favorável à perda de mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). A votação no plenário será no dia 11
Agora processo segue para o Senado, que dará o voto final sobre mandato do político goiano na quarta-feira
O Senado deu ontem mais um passo para cassar, na quarta-feira, o mandato do senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) por falta de decoro parlamentar. Por 22 votos a zero, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou parecer do senador Pedro Taques (PDT-MT), que concluiu pela legalidade de todo o processo favorável à perda de mandato de Demóstenes, acusado de ser o braço político do esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Se for cassado, Demóstenes só poderá se candidatar novamente em 2027.
No plenário do Senado serão necessários os votos favoráveis de 41 senadores para que Demóstenes seja cassado. Mas o voto aí é secreto. No Conselho de Ética e na CCJ, as votações foram abertas e o pedido de cassação foi aprovado por unanimidade.
Se o plenário cassar o mandato de Demóstenes, ele ficará inelegível até 1.º de fevereiro de 2027. Motivo: Demóstenes foi reeleito em 2010 e tomou posse no novo mandato em 1.º de fevereiro de 2011 por período de oito anos, que termina em 31 de janeiro de 2019. Pela legislação em vigor, o político cassado fica inelegível nos oito anos seguintes ao fim de seu mandato. Ou seja, no caso de Demóstenes a "quarentena" terminará somente daqui a 15 anos.
No parecer de 28 páginas aprovado ontem na CCJ, Taques afirmou que a "inexistência de vícios de constitucionalidade, legalidade e juridicidade" no processo. "Conclui-se pela absoluta compatibilidade dos procedimentos adotados pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar com as normas regimentais pertinentes e com os princípios do contraditório e da ampla defesa".
Ausência. Demóstenes Torres não compareceu à CCJ. A leitura do relatório, que durou mais de uma hora, foi acompanhada pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Ao defender seu cliente, Kakay voltou a contestar a legalidade das provas e afirmou que a defesa não teve acesso à integridade das provas apresentadas. "(As provas) foram apresentadas de forma descontextualizada. O que a defesa pede é uma análise serena do que está posto nos autos. Sem esse massacre a que esse senador foi submetido", argumentou Kakay.
Dos titulares da CCJ, apenas o senador José Agripino Maia (DEM-RN) não estava presente à sessão e não votou pela cassação do ex-companheiro de partido. Onze senadores falaram defendendo a punição de Demóstenes. Um dos discursos mais contundentes foi o da senadora Marta Suplicy (PT-SP). Ao afirmar que se decepcionou com o senador goiano, a petista acusou Demóstenes de sofrer de uma "patologia grave" e de ter "duas personalidades". "Tivemos uma surpresa gigantesca. É uma pessoa com duas personalidades. Que pessoa é esta? Uma pessoa com capacidade de mentir, manipular, o que raramente se vê em pessoas corretas, para não dizer normais", disse.
O processo de cassação do mandato de Demóstenes tramitou em pouco mais de três meses. A representação contra o senador foi apresentada em 28 de março pelo PSOL. Em 8 de maio foi instaurado o processo no Conselho de Ética do Senado. Na semana passada, dia 25, o Conselho aprovou por 15 votos a recomendação de cassação do mandato de Demóstenes.
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quarta-feira, julho 04, 2012
terça-feira, julho 03, 2012
''ÊTA AMOR! CARA-DE-PAU!'' *
02/07/2012 - 17h50 - Atualizado em 02/07/2012 - 17h50
Em discurso, Demóstenes pede perdão pelos erros
Ao apelar para um discurso emocional, mas sem se emocionar, Demóstenes afirmou que decidiu falar em plenário para provar a inocência dele diante do "incrível repertório de ofensas" dirigidas a ele
AGÊNCIA ESTADO
quarta-feira, junho 13, 2012
''QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ" *
Dora Kramer
Só Perillo não viu
Em uma hora e meia de questionamento, o deputado Odair Cunha deixou passar oportunidades de preencher lacunas sobre as relações dele com Cachoeira.Contou para isso com a colaboração da linha de interrogatório escolhida pelo relator, feita no intuito de cumprir o rito de defesa e levar o governador a se pronunciar sobre tópicos polêmicos já conhecidos e a respeito dos quais Perillo chegou bem preparado para responder.
Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua
Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua...".




