A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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segunda-feira, dezembro 13, 2010
BRASIL [In:] QUEM DISSE QUE NÃO TEMOS ''CULTURA'' ?
A cultura da corrupção
Autor(es): Agencia o Globo/ Bo Mathiasen |
| O Globo - 13/12/2010 |
As cenas que vemos na televisão, mostrando empresários, políticos e funcionários públicos envolvidos em casos de corrupção, provocam sentimentos de indignação. Esses episódios minam a confiança da população na Justiça e nas instituições. A corrupção é um fenômeno inerente a qualquer sociedade e até hoje não se conhece país que esteja totalmente livre dela. Trata-se da apropriação criminosa de recursos públicos que deveriam ser usados na melhoria das condições de vida das pessoas. O Banco Mundial estima que, nos países onde os índices de corrupção são mais elevados, entre 25% e 30% do PIB são desperdiçados. Já em países onde a corrupção encontra-se sob controle, esses índices não ultrapassam 3%. Aí reside a grande diferença. Como em relação a qualquer outro tipo de crime, alguns países têm sido mais eficazes no controle da corrupção do que outros. Medir a corrupção de maneira precisa é uma tarefa complexa. Os dados mais divulgados são rankings que indicam a percepção que os cidadãos têm da corrupção. Este é o caso da ONG Transparência Internacional, que posiciona o Brasil em 69º lugar em um universo de 178 países. Apesar de serem importantes para estimular o debate público sobre a corrupção, os rankings de percepção são influenciados por eventos críticos em um determinado momento da história de um país. Nesse sentido, a maior transparência de práticas e eventos de corrupção, alcançada por meio de ações policiais de grande visibilidade midiática, tem um duplo caráter. Por um lado, pode dar a sensação de que a corrupção está crescendo. Por outro, o aprimoramento das ferramentas de transparência e de controle naturalmente confere visibilidade a situações antes escondidas e, por isso, desconhecidas. Talvez a grande diferença entre o passado e o presente é que hoje sabemos muito mais sobre o que ocorre nos bastidores da vida política. A visibilidade desses fenômenos já é um avanço, pois impulsiona setores da sociedade a cobrarem mais. De qualquer modo, quando a corrupção prevalece numa sociedade, se estabelece uma situação crítica na qual os países e seus governos não conseguem alcançar o desenvolvimento e enfrentam problemas para oferecer serviços básicos como saúde, educação, infraestrutura, entre outros desafios para a construção de uma sociedade igualitária, transparente e democrática. Em todo o mundo, é preciso combinar ações de prevenção e de repressão à corrupção. Os corruptos não podem sentir que há um ambiente favorável à impunidade e, por outro lado, deve-se desenvolver nas pessoas uma cultura ética de intolerância à corrupção. É preciso acabar com a impunidade, tratando o corrupto como um criminoso comum, que se apropriou de bens públicos. Exigir e adotar uma postura ética, no entanto, não deve se restringir apenas ao âmbito político ou empresarial. É preciso que toda pessoa assuma essa postura no dia a dia e procure agir de maneira ética. O movimento popular pela Lei da Ficha Limpa no Brasil é um exemplo claro do papel decisivo que a sociedade pode ter no controle da corrupção. Com quase 2 milhões de assinaturas, o movimento conseguiu encaminhar e apressar a votação do projeto de lei que impediu que candidatos que já haviam sido condenados judicialmente em 2ª instância concorressem a cargos no Senado e na Câmara do Deputados. O movimento é, pois, um exemplo da força que o exercício da cidadania pode ter no controle dos Poderes, e em que o cidadão chama para si a responsabilidade de combater a corrupção. É nesse sentido que o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou uma campanha global. Se todos percebermos a importância de dizer "não" a pequenos atos de corrupção, seremos capazes de mudar a sociedade. Eventos como o Dia Internacional Contra a Corrupção (9/12), são uma oportunidade para refletir sobre o assunto e reafirmar o compromisso de acabar com a cultura da corrupção e criar uma cultura de ética e integridade em todos os setores da sociedade. |
TERRA BRASILIS [In:] CORRUPÇÃO À MODA DA CASA - II
Correndo contra a corrupção
| Passos rápidos contra a corrupção |
Autor(es): Olívia Meireles |
| Correio Braziliense - 13/12/2010 |
Grupo de 1.200 atletas se une para protestar contra a corrupção em uma corrida com largada em frente ao Congresso. O governador eleito do DF, Agnelo Queiroz, participou da prova e recebeu apoio do público.
Figuras ilustres do esporte brasiliense, como o judoca Zé Mario Tranquilini, o jogador de basquete Pipoca, a jogadora de vôlei Ricarda Negrão, a corredora Carmen Oliveira e o iatista Lars Grael, se uniram à causa e foram à Esplanada. Amputado da perna direita desde 1998, Lars participou da caminhada de 1,1 quilômetro — novidade da prova — e, por ser uma espécie de embaixador do evento, discursou chamando a sociedade a fiscalizar os políticos e o poder público. Além da caminhada, a prova teve percursos de 4,3km e 10km. Os vencedores receberam um troféu e não houve premiação em dinheiro, como normalmente é de costume nessas competições. “A premiação é fazer parte desse movimento popular representando a categoria dos esportistas”, colocou Valdenor Pereira dos Santos, vencedor do trecho mais curto. O clima na corrida era de protesto. Ao lado de Lars na caminhada, a autônoma Maria Goiaci, 56 anos, disse o que a motivou. “Eu não poderia deixar de me manifestar contra a corrupção. Fazer isso aliado ao esporte é a melhor forma de acabar com esse comportamento”, explicou. Até quem não quis caminhar teve espaço. Algumas pessoas ficaram na concentração dos atletas com faixas de protesto e incentivando os atletas. Entre eles, o pastor e motoqueiro André Fernandes, do Esquadrão de Cristo. Ele não largou a jaqueta de couro e moto, mas só saiu da Esplanada depois que todos os corredores cruzaram a linha de chegada. “Isso é movimento social, não apenas um evento esportivo”, analisou. A corrida foi organizada para comemorar o Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado no último dia 9. Várias organizações de fiscalização e controle se juntaram para promover a prova — o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), a ONG Contas Abertas, o Instituto de Fiscalização e Controle (IFC) e a Comunidade de Inteligência Policial e Análise Evidencial (Cipae). “Temos que dar um basta na corrupção. Já provamos com a Lei da Ficha Limpa que a iniciativa popular ajuda a mudar o Brasil”, analisou Gil Castello Branco , fundador da Contas Abertas.
Eleito depois da mais grave crise política do Distrito Federal, o futuro governador do DF, Agnelo Queiroz, inscreveu-se e correu o percurso de 4km. Ele chegou discretamente, instantes antes da largada, que ocorreu às 9h. Embora tenha dispensado seguranças, correu o tempo todo acompanhado pelos atletas e ouviu gritos de apoio do público na calçada. Um ônibus cheio de passageiros chegou a parar para incentivá-lo. Ao passar pela linha de chegada, o governador eleito ressaltou o fato de ter chegado à frente de Carmen de Oliveira, ex-campeã da São Silvestre, atual presidente da Federação de Atletismo do DF. “O percurso foi tranquilo, o que pesou foram estes meses de corrida eleitoral”, analisou. “Este tipo de iniciativa é importante para lembrar que, além do trabalho de controle do governo no combate à corrupção, a população tem o dever de fiscalizar as atividades públicas. Com os dois lados da moeda, venceremos essa luta”, argumentou.
Luiz Carlos Ferrari, 63 anos, empresário, fez o percurso de 4km
10km Feminino 4km Feminino * A organização não havia divulgado os tempos até o fechamento desta edição
“Não aguento mais corrupção e safadeza! Está na hora de o Brasil enfrentar essa luta e ser intolerante com esse tipo de conduta” “É um momento de conscietização política. É importante trazer essa discussão para o dia a dia do brasileiro, provar que dá para fazer política do jeito certo” “A população tem que questionar o que é feito com o dinheiro público, a gente se tornou vítima desse processo e agora é a hora de reverter essa situação” “Nós esportistas também somos formadores de opinião, nada mais natural que um protesto contra a corrupção ocorra com uma corrida” “O grupo que organizou a corrida é forte e antigo nessa batalha. Sempre vou apoiar eventos que ajudem educar a população e fazer do Brasil um país melhor” |