PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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quarta-feira, novembro 13, 2013

A CAIR DE MADURO

13/11/2013
Chavismo manobra para dar poderes especiais a Maduro em meio a crise


Gestão complicada. Deputada dissidente deve ser cassada para que governo tenha votos suficientes na Assembleia Nacional para conceder Lei Habilitante ao presidente, medida que permitirá a ele governar por decreto e tentar conter as dificuldades econômicas


O governo venezuelano prepara uma manobra para obter o voto que falta na Assembleia Nacional e garantir a aprovação de uma Lei Habilitante para o presidente Nicolás Maduro. 

A medida prevista na Constituição permite ao presidente governar por decreto sobre temas específicos e o governo pretende aprová-la para conter a crise econômica. "O chavismo tem um voto a menos do que o necessário para aprovar a Habilitante. O deputado que falta era buscado ontem, com a provável cassação de uma dissidente chavista acusada de corrupção. O suplente da parlamentar é favorável à concessão dos poderes especiais a Maduro.

Dias depois de cortar por decreto até 77% do preço de produtos eletrônicos e eletrodomésticos na Venezuela, Maduro tentou ontem acalmar a população, que pelo quarto dia seguido fez longas filas para comprar bens de consumo duráveis nas principais lojas de departamento do país. 

O líder chavista acusou a oposição de infiltrar-se nas filas para provocar tumultos violentos e deslocou a Guarda Nacional para conter possíveis distúrbios. "Fiquem calmos, esses produtos continuarão onde estão, disse Maduro em discurso na TV na madrugada de ontem. "Não há necessidade de dormir na frente das lojas. Ninguém precisa se desesperar ou ficar ansioso."

A Procuradoria-Geral da República deteve 28 pessoas, acusadas de cobrar preços abusivos de produtos importados, e emitiu outros dez pedidos de prisão.

A Venezuela atravessa uma grave crise econômica, provocada pelo aumento do endividamento e a falta de divisas estrangeiras. Isso fez o preço do dólar no mercado negro disparar para quase dez vezes o valor da cotação oficial e provocou uma escassez de 22,4% dos produtos da cesta básica, a maioria deles importada. Ainflação ao consumidor, que já era alta, subiu para 54% em 12 meses.

Maduro acusa os lojistas de especular com a diferença entre o câmbio oficial e o paralelo, já que este último é adotado como referência em vários produtos, apesar de os varejistas comprarem a moeda americana por taxas bem menores do que as usadas no câmbio negro. Depois do decreto do fim de semana, uma TV de LED 3D de 47 polegadas, que era vendida a 99 mil bolívares -um valor que, na cotação oficial de 6,3 bolívares por dólar, alcança astronômicos US$ 15,7 mil - passou a custar 22 mil bolívares.

Economistas estimam que o corte de preços terá um impacto temporário sobre a inflação, mas há o risco de a alta procura agravar o desequilíbrio entre oferta e demanda, além de exacerbar a escassez.

Além do congelamento e corte de preços e da fiscalização contra supostos abusos, Maduro também aumentou a oferta de dólares a importadoras e elevou a compra de alimentos de países latino-americanos como Colômbia, Argentina e Uruguai. /

/AP e EFE

adicionada no sistema em: 13/11/2013 03:19

quinta-feira, novembro 07, 2013

BRASIL! QUAL O TEU NEGÓCIO? O NOME DO TEU SÓCIO? (Cazuza)

07/11/2013
O socorro do Brasil a Maduro



O governo petista resolveu socorrer o regime chavista da Venezuela, que faz água por todos os lados. E, claro, essa generosidade correrá por conta do contribuinte brasileiro.


Sob ameaça de sofrer um duro revés nas eleições municipais de 8 de dezembro, vistas como uma espécie de referendo de seu desastroso governo, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu ajuda ao Brasil para contornar a crise de desabastecimento no país, o mais sério dos inúmeros problemas de sua administração.

A intenção de Maduro é garantir o fornecimento de alimentos e outros produtos do varejo até a eleição. 

Como tudo o que tem pautado o tal "socialismo do século 21", esta será mais uma medida paliativa e desesperada, lançada apenas para mitigar por um breve período os efeitos permanentemente deletérios da insanidade econômica chavista.

O modelo estatista feroz, com preços controlados e hostilidade à produção privada, esvaziou as prateleiras dos supermercados venezuelanos. As imensas filas para comprar os mais diversos produtos de primeira necessidade - o papel higiênico é o símbolo desse calvário - tornaram-se a marca do governo Maduro.

Em vez de admitir os erros de sua administração e procurar resolvê-los de modo racional, o presidente venezuelano optou pelo caminho típico do chavismo: atribuiu a escassez à "sabotagem" de capitalistas e disse que agora trava uma "guerra econômica" contra esses "agentes do imperialismo". A "guerra" inclui impedir que a imprensa noticie o desabastecimento, porque, segundo sua versão tresloucada, é isso que leva pânico à população e gera corrida aos supermercados.

É em nome desse combate imaginário que Maduro pediu ao Congresso "poderes especiais" para governar - poderes cujo escopo, obviamente, deverá ir muito além da emergência econômica.

Para o governo petista, porém, Maduro e sua equipe sabem o que estão fazendo. "Eles têm consciência dos problemas em curto, médio e longo prazos no país e estão muito preocupados em enfrentar, de forma clara e estratégica, as dificuldades históricas da economia venezuelana", disse ao jornal Valor o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia.
Ao considerar que a crise da Venezuela faz parte de "dificuldades históricas", Garcia quer fazer crer que a situação atual resulta de problemas antigos, estruturais, e não das evidentes lambanças chavistas. É provável que Garcia considere também que a importação emergencial de alimentos seja parte, conforme suas palavras, de um planejamento "claro e estratégico" para enfrentar a crise.

Esse "planejamento" conta com a bondade brasileira. Como faltam dólares na Venezuela para realizar a importação, graças ao controle do câmbio, o Brasil pretende usar o Programa de Financiamento às Exportações (Proex), do Banco do Brasil, num acordo com o Banco de Venezuela. Segundo essa solução, ainda a ser detalhada, o Banco de Venezuela receberia o dinheiro do financiamento e quitaria a importação diretamente aos fornecedores brasileiros, sem ter de passar pela Cadivi, o órgão venezuelano que regula o câmbio. O Banco de Venezuela pagaria o financiamento ao Banco do Brasil em suaves prestações.

Com tal garantia, a expectativa do governo é de que os empresários brasileiros superem a crescente desconfiança em relação à Venezuela - convidadas a incrementar as exportações àquele país nos últimos anos, seguindo a orientação da agenda Sul-Sul do governo petista, muitas empresas nacionais enfrentam agora grandes atrasos no pagamento. Como resultado, as exportações para a Venezuela no primeiro semestre do ano foram quase 16% inferiores às do mesmo período de 2012.

Em outras palavras, se as negociações prosperarem, o risco de calote dos importadores venezuelanos seria assumido pelo Banco do Brasil - em nome do compromisso ideológico do governo petista com o chavismo, com cujas agruras o contribuinte brasileiro não tem rigorosamente nada a ver.

adicionada no sistema em: 07/11/2013 02:46

quarta-feira, novembro 06, 2013

A CAIR DE MADURO...

06/11/2013
Governo estimula empresário a negociar com Venezuela


Objetivo é ajudar país vizinho a enfrentar situação de desabastecimento


-Brasília- 

O governo brasileiro tenta convencer empresários brasileiros e empresas de trading a aumentar seus negócios com a Venezuela. A tarefa está sendo executada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, que esteve há cerca de duas semanas em Caracas, com o presidente Nicolás Maduro, acompanhado do assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia.

Não se cogita ajuda direta do governo brasileiro aos venezuelanos, que sofrem com o desabastecimento de bens essenciais, como alimentos, combustíveis e artigos de higiene e limpeza. As autoridades brasileiras falam aos exportadores sobre as oportunidades naquele país e lembram que as vendas de bens e serviços podem ser financiadas pelo Programa de Financiamento às Exportações (Proex).

A Venezuela, que desde o início deste ano é membro pleno do Mercosul, ganhou prioridade para o governo Dilma Rousseff e conta com a ajuda da economia mais forte do bloco sul-americano. Já é um dos principais compradores de produtos brasileiros, mas enfrenta séria crise econômica.
Essa vontade política de pôr a Venezuela em destaque como destino de exportações financiadas pelo Proex foi sinalizada por Marco Aurélio Garcia, na última segunda-feira, em entrevista ao jornal "Valor Econômico" O assessor presidencial declarou que "o governo venezuelano quer fazer um grande estoque de alimentos e outros bens que permita enfrentar a situação de desabastecimento". Disse, ainda, que "o que se acertou foi a compra maciça de bens do Brasil"

Apesar dessa disposição do governo em ajudar o vizinho, o -atraso no pagamento de bens comprados de exportadores brasileiros é um fator de irritação e tem sido tema recorrente entre autoridades brasileiras e venezuelanas. A solução, no entanto, está longe de aparecer devido à escassez de divisas na Venezuela. O impasse dura cerca de cinco anos.
Na visita a Caracas, Pimentel e Garcia voltaram a cobrar mais agilidade no pagamento. O motivo do impasse está no Cadivi, órgão governamental venezuelano que administra as dívidas do país e é acusado de atrasar os pagamentos. Somente em meados deste ano, o valor que deveria ser repassado aos importadores locais estava entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões, sendo US$ 1,5 bilhão desse total relacionados a compras de produtos brasileiros.

De janeiro a agosto deste ano, o Brasil exportou US$ 2,7 bilhões para a Venezuela, uma queda de 16,5% em relação a 2012. Os principais produtos vendidos para aquele país foram carnes em geral, bebidas, açúcar, aviões e pneus.

adicionada no sistema em: 06/11/2013 01:32

quarta-feira, outubro 16, 2013

''QUEM DÁ MAIS???''

16/10/2013
Venezuela tenta conter o dólar paralelo


Por Fabio Murakawa | De São Paulo


O governo venezuelano encerra hoje o primeiro de uma série de leilões de dólares, na mais recente medida para tentar combater o déficit de divisas que tem provocado uma disparada da moeda americana no paralelo, da inflação e da escassez de produtos no país. Críticos classificaram a medida como eleitoreira e paliativa.

Ao fazer o anúncio, o recém-nomeado vice-presidente da área econômica do governo, Rafael Ramírez, disse que o governo estuda modificar a Lei de Ilícitos Cambiais e a Lei de Mercado de Valores, para descriminalizar a posse e a comercialização de dólares no país. O objetivo, mais uma vez, seria conter a disparada da moeda americana.

Ramírez, que também preside a estatal de petróleo PDVSA, anunciou a intensificação dos leilões por meio do sistema Sicad, com nove ofertas de US$ 100 milhões até o final do ano. Ele explicou que esses dólares serão destinados a setores "que não são prioritários, mas que são importantes para o funcionamento da nossa economia". Produtos "prioritários", como alimentos e medicamentos, são importados diretamente pelo governo, na maior parte dos casos.

O Sicad foi implementado em março, pouco depois da morte do ex-presidente Hugo Chávez, mas houve apenas quatro leilões desde então. Na mesma época, o governo promoveu uma desvalorização do câmbio controlado, de 4,30 bolívares para 6,30 bolívares por dólar. Mas o dólar paralelo, ilegal no país, saltou de cerca de 20 bolívares para 47 bolívares por dólar.


A disparada reflete a dificuldade de empresas e pessoas físicas em obter a moeda por meios oficiais. A situação é especialmente grave na Venezuela, país petroleiro que importa cerca de 70% dos bens que consome. 


Segundo o jornal "El Mundo", a dívida do Cadivi - principal instrumento com o qual o governo vende dólares à cotação oficial - com o setor privado passa de US$ 2 bilhões. O índice de escassez de produtos, medido pelo banco central, atingiu 21,2% em setembro. E a inflação, que em 2012 foi de 20,1%, fechou os 12 meses encerrados em agosto em 45,4%.


Analistas e oposição dizem que os leilões têm como objetivo facilitar a importação de produtos para o Natal, mas terão pouca eficácia para reduzir o desabastecimento de forma duradoura e, menos ainda, para baixar a inflação. 


"A medida terá um efeito de curto prazo, mas não vai resolver o problema dos preços. Para planejar a reposição dos estoques e formular os preços, as empresas continuam tendo como referência o dólar [do mercado] negro", disse ao Valor o economista Luis Vicente León, da consultoria Datanalisis.

Críticos do governo também apontam um caráter eleitoreiro na medida. O país terá eleições municipais em 8 de dezembro, que servirão como um termômetro para a aprovação de Maduro, escolhido por Chávez como seu sucessor e eleito por uma margem surpreendentemente estreita em abril.

Analistas também consideram o montante oferecido nos leilões semanais insuficiente. Na oferta de hoje, US$ 95 milhões serão vendidos a empresas, e outros US$ 5 milhões a pessoas físicas. No segundo trimestre do ano, as importações privadas na Venezuela somaram US$ 7,442 bilhões, perfazendo uma média diária de US$ 81 milhões. Ou seja, cada leilão semanal ofertará às empresas pouco mais de um dia de importações, se a quota atual for mantida.

O brasileiro Luiz Pinto, pesquisador do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Columbia, nos EUA, vê pontos positivos na medida. "Uma parte do diferencial entre o dólar oficial e o negro tem caráter especulativo. O fato de o governo ter lançado esse plano pode mitigar um pouco os efeitos da especulação", disse. Para ele, os leilões servirão também para o governo ter uma medida mais precisa do tamanho do mercado paralelo de dólares no país e, a partir disso, adotar políticas mais eficientes para estabilizar o câmbio.

adicionada no sistema em: 16/10/2013 12:27

segunda-feira, agosto 26, 2013

''O MEU PAPEL/ MEU CANUDO DE PAPEL/ ..." (Martinho da Vila)

26/08/2013
Formados no exterior tentam registro médico


Revalida foi aplicado ontem, com opiniões divididas sobre programa federal

SÃO PAULO e BRASÍLIA

Médicos estrangeiros e brasileiros que fizeram o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), exigido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) neste domingo, em São Paulo e Brasília, tiveram opiniões divergentes sobre o programa federal Mais Médicos, que busca atrair esses profissionais para áreas carentes liberando os formados no exterior de fazerem o Revalida.

O venezuelano Simon Echeto, de 31 anos, diz que, mesmo que os profissionais de seu país pudessem ser admitidos no programa, ele não se inscreveria no Mais Médicos.

- Todo mundo deveria fazer (o Revalida). É injusto - disse, ao sair da prova.

Compatriota de Echeto, Gabriela Fuenayor Contin, de 30 anos, critica a atuação dos cubanos em seu país.

- Trabalhei ao lado dos cubanos e vi que eles não estão preparados. Muitos prescrevem medicamentos ultrapassados.

Gabriela também está no Brasil para fazer especialização em cardiologia e não pode trabalhar sem a validação do diploma. Ela já fez a prova uma vez e não foi aprovada.

- A prova não é fácil, mas no ano passado a formulação estava confusa. Agora, está melhor.

A brasileira Maithi Mano Zilioli, de 26 anos, formada em Cuba, discorda dos venezuelanos.

- Os médicos cubanos são muito capacitados. Lá, ninguém morre na fila esperando para ser atendido - disse.

Maithi conta que decidiu estudar em Cuba porque não conseguiu passar no vestibular das universidades federais e não tinha condições financeiras para arcar com um curso particular.

- A formação é muito boa. A partir do terceiro ano, você participa de atendimentos em hospitais em diversas áreas.

Em Brasília, prestes a completar 70 anos, o médico português Aníbal Cruz, de 68, decidiu ampliar seu mercado de trabalho para além de Lisboa. Com desenvoltura entre a maioria jovem, no campus da Universidade de Brasília, Aníbal lamentou que, pela legislação portuguesa, não possa atuar na medicina pública após os 70. Decidiu, então, participar do Mais Médicos. Um problema no cadastro, porém, fez com que optasse pelo Revalida.

- O programa é uma boa oportunidade para pessoas como eu, que ainda se sentem bem fisicamente e ainda podem exercer a medicina. Quero ir morar no Nordeste, onde faz calor o ano todo - brincou. ( Sérgio Roxo e Guilherme Amado )

adicionada no sistema em: 26/08/2013 03:51

quarta-feira, maio 29, 2013

LEI SECA. "CARACAS'' !!!

29/05/2013
Escassez na Venezuela chega às igrejas: faltam vinho e hóstias para as missas


Produtos básicos também somem de farmácias e mercados


Caracas 

A crise de abastecimento de produtos na Venezuela não poupa nem a Igreja Católica. 

Depois da escassez de papel higiênico, que levou o governo a importar 50 milhões de rolos e provocou uma corrida aos supermercados, faltam vinho e hóstias para a celebração de missas. 

A Comissão de Liturgia da Conferência Episcopal da Venezuela publicou um comunicado no qual afirma que seu fornecedor já não pode garantir a produção e a distribuição dos produtos por falta de insumos. O estoque de vinho só duraria mais dois meses. Sem expectativa de resolver o problema, a Igreja, a exemplo de muitos venezuelanos impacientes com as prateleiras vazias, espera por um milagre.

O problema piorou nas últimas semanas, com a falta de divisas para importar vinhos de outros países. A Conferência Episcopal defende o uso da bebida em seu estado "mais puro e natural possível" e, na falta de produto nacional, sugeriu no comunicado a adoção temporária de marcas argentinas e chilenas, consideradas mais baratas que as vindas de França, Espanha ou Itália.

- Sua falta é iminente - afirmou Macky Arenas, diretora do "Reporte Católico Laico". - E faltará trigo para as hóstias. Esse é um problema maior.

impasse político

A ameaça de escassez de vinho e hóstias para a Igreja Católica reflete apenas parte de um grave problema de abastecimento. Enquanto o governo importava os rolos de papel higiênico, há poucas semanas, navios traziam da Nicarágua 15 mil toneladas de açúcar e outros insumos. As filas intermináveis em supermercados da capital e do interior do país em busca de farinha, carne e café tornaram-se frequentes. E, além dos alimentos, faltam remédios em hospitais e farmácias.

À crise de abastecimento soma-se a crise política formada após as eleições presidenciais de 14 de abril, que deram vitória a Nicolás Maduro por menos de dois pontos de vantagem sobre o rival, Henrique Capriles. 

A oposição alega fraude e ainda espera a resposta do Tribunal Supremo de Justiça sobre um pedido de impugnação da votação. E, recentemente, passou a criticar a suposta censura que estaria ocorrendo na Globovisión, que era o único canal de TV independente do país.

Capriles acusa a nova direção da emissora, que assumiu há poucas semanas, de ceder à pressão do governo chavista e proibir a transmissão ao vivo de seus discursos. Na esteira das mudanças editoriais no canal, vários funcionários foram despedidos ou pediram demissão de seus cargos - entre os mais recentes, Kico Bautista, demitido no final de semana após exibir um ato político do opositor.

As mudanças não se limitam à Globovisión: ontem, o canal Venezolana de Televisión (VTV), estatal, confirmou o fim do programa "La Hojilla", apresentado pelo jornalista Mario Silva, conhecido simpatizante do chavismo. 

A saída foi anunciada oito dias depois da divulgação de uma suposta conversa gravada de Silva com Aramis Palacios, um funcionário do serviço cubano de inteligência. No áudio, o jornalista revelaria a existência de uma rede de corrupção dentro do atual governo - o que, por razões óbvias, teria desagradado ao alto escalão chavista.

terça-feira, maio 07, 2013

MADURO/VENEZUELA: ''EL CONDOR PASA'' (?)

07/05/2013
Nicolás Maduro faz giro por três países

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, inicia um périplo por Brasil, Uruguai e Argentina, com o objetivo de reforçar a cooperação com os três países associados à Venezuela no Mercosul. "Vamos sair por um giro de três dias pelo Mercosul", anunciou Maduro. Hoje, ele se reunirá com o presidente do Uruguai, José Mujica. 


Amanhã, viajará a Buenos Aires para conversar com a líder argentina, Cristina Kirchner, antes de se encontrar com Dilma Rousseff, em Brasília, na quinta-feira. 

"Um giro pelo Mercosul para ratificar o caminho da integração profunda com Uruguai, Argentina e Brasil, para seguir completando a equação perfeita de integração energética, econômica e financeira", destacou Maduro.

Esta será a primeira viagem internacional de Maduro, que tomou posse em 19 de abril como presidente constitucional da Venezuela, depois da realização de eleições extraordinárias devido à morte de Hugo Chávez. 

Maduro venceu o líder opositor, Henrique Capriles, por uma diferença de 240 mil votos, em uma votação marcada por denúncias de fraude. Na última quinta-feira, a oposição impugnou os resultados da eleição junto ao Tribunal Supremo de Justiça, sob a alegação de "subornos, violência e fraudes".

sexta-feira, maio 03, 2013

PODRES PODERES (Caetano Veloso).

03/05/2013
Ataque ao Judiciário é quase a norma nos vizinhos do Brasil

A democracia nos países do Mercosul vem sofrendo duros golpes, desferidos pela Argentina, pelos governos bolivarianos da Venezuela e da Bolívia e, para não ficar apenas em regimes chamados de esquerda, pela senil direita paraguaia. Um dos alvos prediletos dos ataques é a Justiça, que como poder independente já não existe na Venezuela, deixará de existir na Argentina e está manietada na Bolívia. As práticas políticas vão de mal a pior no Mercosul, com exceção do Uruguai e do Brasil.

Diante do que estão fazendo os governos vizinhos, a escaramuça entre Legislativo e Executivo brasileiros, às vezes batizada com o termo forte de crise institucional, mais se assemelha, figurada ou realmente, à batalha de Itararé, aquela que não existiu. Há exemplos de casuísmo que lembram as manobras antidemocráticas bolivarianas, como a tentativa de impedir agora a criação de novos partidos, cortando-lhes no nascedouro fontes de recursos. Não é certo que a iniciativa prospere, assim como já foi sepultada a investida petista para limitar as decisões do Supremo Tribunal Federal.

Comparado aos vizinhos, o Brasil é, com todos os seus defeitos, uma democracia consolidada. Não se pode dizer o mesmo da Argentina. Há dez anos os Kirchner, primeiro Néstor e depois sua mulher, Cristina, tentam reduzir a pó a oposição e os meios de comunicação, que não se confundem necessariamente com as legendas antagônicas ao governo. Por trás de todas as práticas, várias delas típicas de gangsters, há o projeto político de Kirchner de se perpetuar no poder.

Em outubro, haverá eleições legislativas na Argentina. Elas se tornaram cruciais para Cristina Kirchner, cujo desejo de mudar a Constituição para se reeleger mais uma vez - ou indefinidamente, como conseguiu o ex-presidente Hugo Chávez - é explícito. A presidente, cuja popularidade vem em queda livre, enfrenta o desgaste com o desfalque legal na inflação, os congelamentos impostos por um de seus raivosos secretários, a proibição de obter dólares no país ou de gastá-los fora. Para reagir ao descontentamento, tenta impedir os veículos de comunicação independentes e críticos ao oficialismo. Em guerra contra o maior grupo de mídia, o Clarín, Cristina teve de engolir liminares na Justiça que a impediram de dividir na marra a companhia. Em votação polêmica no Congresso, conseguiu agora, por um par de votos, instituir eleição para os integrantes do Conselho da Magistratura, obrigando os juízes a portar em uma das mãos a Constituição e em outra o programa do partido. Mais que isso, limitou por lei o tempo de vigência de liminares contra atos do Estado, algo que só formalmente não pode se chamar de um ato ditatorial.

Quem foi mais longe no processo de transformar instituições democráticas em seu avesso foi a Venezuela. O governo tenta culpar Henrique Capriles, o líder oposicionista que quase derrotou Nicolás Maduro, pelas mortes nos protestos após a divulgação dos resultados, enquanto fecha a torneira de repasse dos recursos federais a Miranda, governada por ele. Os chavistas instituíram a democracia do pugilato, em que a maioria governista se sentiu no direito de literalmente espancar a minoria oposicionista, em uma sessão com vários feridos. Diosdado Cabello, presidente da Assembleia, destituiu a oposição de todas as comissões, ameaçou cortar-lhes a remuneração e impede suas manifestações parlamentares.

Bem-sucedido na economia em relação a Cristina e Chávez, o presidente boliviano, Evo Morales, acionou a corte constitucional do país e ganhou um polêmico direito à reeleição. Vitorioso em 2006, Evo fez a mesma coisa que Chávez ou Correa, no Equador - promoveu mudança na Constituição para permitir a reeleição. Mas jurou em público que só se candidataria mais uma vez. Era mentira. Ele vai disputar, com grandes chances de vencer, as eleições de 2014.

As espertezas para impedir novos partidos no Brasil têm filosofia parecida com a das rastejantes bases governistas dos países mencionados. Há diferenças de qualidade, porém. Quando tinha tudo para se perenizar no poder, Luiz Inácio Lula da Silva jogou absolutamente dentro das regras e se retirou no tempo devido. A presidente Dilma Rousseff, com popularidade recorde e favorita em 2014, não precisa de golpes de quinta categoria de aficionados no Congresso para aumentar suas chances de continuar no Planalto, e mantém real distância das baixarias no Congresso.

terça-feira, abril 23, 2013

''MIS HERMANOS SON POCOS''

23/04/2013
Contrastes latinos 

:: Carlos Alexandre

A vitória do colorado Horacio Cartes nas eleições presidenciais do Paraguai constitui um capítulo importante na conjuntura latino-americana. 

Ainda é prematuro formar algum prognóstico sobre o novo mandatário, egresso do partido que governou Assunção durante décadas, sustentou o lastro político do ditador Stroessner e acumula um histórico de corrupção. 

A volta do conservadorismo após a malfadada experiência esquerdista de Fernando Lugo e a transcorrência do pleito sem incidentes demonstram, entretanto, que o eleitor paraguaio parece convencido de que é preciso buscar novo caminho, tentar uma mudança. 

Passado o período obscuro dos regimes ditatoriais com forte participação dos militares, o caudilhismo permanece uma sombra constante nas democracias do subcontinente. Mas parece sensato dar um crédito de confiança ao novo ocupante do Palácio de López.

O bem-sucedido processo eleitoral paraguaio contrasta com a conturbada ascensão de Nicolás Maduro. 

De comportamento histriônico, o novo presidente venezuelano repete o estilo teatral do ex-presidente: não tolera manifestações da oposição, sataniza os Estados Unidos sem abrir mão dos petrodólares e acredita ser vítima de uma conspiração. 

O resultado das urnas em Caracas indica que, se não existiu fraude, há uma concreta divergência da “revolução bolivariana” adotada como um mantra por Hugo Chávez e asseclas. 

Do ponto de vista político, o Paraguai revela uma aproximação com o Chile, ao passo que a Venezuela caminha a passos seguros no populismo, assim como a Argentina.
A questão mais relevante nesse contexto, porém, não são as desgastadas classificações de conservadores e liberais, direita ou esquerda, reacionários ou revolucionários. Especialmente ao sul do Equador — e o Brasil não foge à regra —, está provado que o discurso político se adequa às circunstâncias, não havendo, portanto, muito escrúpulo em dispensar a coerência entre atos e palavras. Permanece útil, assim, identificar as necessidades econômicas e sociais dos países em novo mandato presidencial. Como costuma ser a tônica latino-americana, Paraguai e Venezuela precisam com urgência aplicar políticas para dirimir a pobreza, promover o ajuste fiscal, manter o funcionamento das instituições e assegurar a plena democracia.

Quanto ao Brasil, como já mencionei neste espaço em outras ocasiões, o país perde excelente oportunidade de aprofundar a liderança regional. Exerce um papel protocolar, quando não equivocado, para o desenvolvimento do subcontinente. Lamentável.

sexta-feira, abril 19, 2013

''YO TENGO TANTOS HERMANOS'' (pt saudações)

19/04/2013
O apoio de Dilma a Maduro


Quando estiver hoje na Venezuela para prestigiar a posse do presidente eleito Nicolás Maduro, a presidente Dilma Rousseff estará dando apoio formal, pretensamente em nome de todos os brasileiros, a um governo cuja legitimidade é, no mínimo, controversa.

O modelo de democracia que subsiste na Venezuela à custa de sucessivas vitórias eleitorais perdeu o viço com o "empate" do último pleito, expondo, sem mentiras e meias palavras, o caráter autoritário da "revolução bolivariana". 

Não há mais uma figura carismática como a de Hugo Chávez, nem mesmo na forma de um passarinho, capaz de fazer os venezuelanos acreditarem que o país em que vivem, com toda a sua violência, corrupção e carestia, é o paraíso socialista na Terra. 

Restaram apenas os medíocres lugar-tenentes do falecido caudilho, que só se garantem no poder graças ao aparelhamento governista de todas as instituições da república, uma máquina ubíqua montada para intimidar qualquer forma de oposição.

É por isso que, a despeito das justificadas desconfianças oposicionistas sobre a lisura da eleição de Maduro, o herdeiro de Chávez assume o poder sem que se lhe oponha qualquer resistência jurídica. Quando a presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Luisa Mo- rales, acusa o candidato derrotado Henrique Capriles de "enganar" os venezuelanos, por exercer seu direito de pedir a recontagem dos votos, é porque não há mais uma verdadeira democracia - se é que, sob o chavismo, algum dia houve.

No Conselho Nacional Eleitoral (CNE), a farsa foi completa. Em tempo recorde, proclamou-se Maduro vencedor, mesmo com a reticência do único de seus integrantes que não é chavista, Vicente Díaz, que defendera a recontagem. É esse mesmo CNE que não apurou nenhuma das denúncias sobre o uso ilegal, à luz do dia, da estrutura do Estado para favorecer o candidato oficialista; que não se incomodou com a exposição permanente desse mesmo candidato em todas as emissoras de TV, fazendo campanha explícita inclusive no período em que isso era expressamente ilegal, num favorecimento flagrante; e que não investigou as centenas de denúncias de intimidação de eleitores, de urnas fraudadas e de propaganda governista ilegal.

Como Dilma deveria saber, democracia não se torna autêntica apenas pelo ato de depositar um voto numa urna. 

Os chavistas, cada vez que se expõe o autoritarismo de seu governo, enfileiram como argumentos para provar seu caráter democrático as tantas eleições que Chávez venceu, cuja lisura foi atestada por observadores internacionais. Como toda malandragem retórica, esta ignora o fato de que eleições são apenas um dos instrumentos da democracia, que só funciona se houver instituições sólidas e independentes e estiverem garantidas a liberdade de expressão e a alternância no poder. 

Nada disso há na Venezuela, como acaba de provar o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, que mandou destituir os oposicionistas das comissões parlamentares. "Deputado opositor que não reconhecer Nicolás Maduro presidente não será reconhecido pela Assembleia Nacional", anunciou Cabello, mui democraticamente.

Diante dos mortos em confrontos de manhã e das incertezas sobre os resultados da eleição, diversos países adiaram o reconhecimento da vitória de Maduro. Para os EUA e a União Europeia, a recontagem pedida por Capriles seria importante para conferir ao eleito a legitimidade que está sob suspeição. 


Mas o governo de Dilma, alinhado a bolivarianos de carteirinha como Argentina, Bolívia e Equador, tratou rapidamente de endossar Maduro e, por tabela, criar um clima de confronto com os EUA - que Maduro tratará de explorar ao máximo, para ganhar legitimidade no grito.

Ao manifestar apoio integral a Maduro, o ex-presidente Lula, chefe de Dilma, escancarou essa estratégia; "De vez em quando, os americanos se dedicam a pôr em dúvida a eleição alheia. Deveriam se preocupar consigo mesmos e deixar que nós elejamos o nosso destino". O problema é que, na Venezuela, esse "nós" não inclui a oposição.
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quarta-feira, abril 17, 2013

VENEZUELA: O "DAY AFTER"

17/04/2013
Visão do Correio 

:: Vitória frágil


Assim como o dinheiro não aceita desaforos, a democracia costuma castigar quem dela desdenha, ou pensa poder lançar mão de seus princípios com propósitos totalitários. Mais dia menos dia, a conta da economia não fecha e o palanque da ditadura disfarçada de democracia simplesmente desaba. É o que acabam de comprovar as urnas da Venezuela. Depois de recorrer a tudo para legitimar a condição de herdeiro de Hugo Chávez, o candidato do anacrônico socialismo bolivariano, Nicolás Maduro, indicado meses antes pelo próprio criador do chavismo, obteve constrangedora vitória de Pirro.

O uso abusivo da máquina pública e das redes de TV a serviço do governo — pouco restou, aliás, da mídia privada ante toda sorte de perseguição oficial —, sem contar o desdobramento exagerado da comoção natural gerada pelo falecimento de Chávez, fazia parecer verdadeiras as bravatas de que os venezuelanos descontentes eram ínfima minoria "comprada" por antiga elite exploradora do povo.

Não foi o que emergiu das urnas. O chavismo venceu, mas não conseguiu diferença superior a 1,77%, o que seria natural em disputa em que os candidatos pudessem contar com os mesmos aparatos e condições. 
Maduro não foi além de 50,66% dos votos, resultado constrangedor para a expectativa que sua campanha criou e revelador de até uma então insuspeita decadência do regime.

Henrique Capriles, que no ano passado tinha sido derrotado por Chávez por mais de 11 pontos percentuais de diferença, cresceu mais de cinco pontos este ano ao receber 49,07% dos votos válidos. Mais importante: o crescimento não se concentrou em regiões mais prósperas, mas espalhou-se por quase todo o país. Boa parte do eleitorado pobre, apesar de ser atendido por programas sociais do governo, preferiu não votar no chavismo sem Chávez.

A verdade é que não deu mais para  esconder a difícil situação da economia, deixada em segundo plano pelo projeto bolivariano. 

Conduzindo o país com mão de ferro, sufocando a imprensa, dominando o Legislativo e submetendo o Judiciário, Chávez moldou a Constituição a seus propósitos. 
Obteve avanços no campo social, mas não percebeu que um fracasso na economia poderia pôr tudo a perder. Confiou na capacidade do petróleo para financiar os programas sociais e descuidou da infraestrutura econômica. 
A Venezuela importa, hoje, 70% do que come e tornou-se o país mais violento e inseguro do continente.

Maduro não terá vida fácil pela frente. Não dá mais para tocar o projeto bolivariano sem remédios amargos e impopulares a fim de trazer a economia de volta à produção e à competitividade. E o "filho de Chávez", como ele mesmo se autodenomina, não terá como fazer tudo isso sem reconhecer a oposição. As urnas obrigaram o chavismo a cumprir, pela primeira vez desde que o coronel chegou ao poder em 1999, um dos mais elementares rituais da democracia, regime em que a minoria tem de ser ouvida, mais ainda quando trouxe das urnas quase metade dos votos. 
E a oposição terá agora a chance de se redimir de erros e omissões, que permitiram que o povo venezuelano fosse submetido a ultrapassado caudilhismo em pleno século 21.
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quinta-feira, abril 11, 2013

QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

11 de abril de 2013
O Globo

Manchete: Pressão no bolso: Inflação passa teto da meta e juro pode subir
Alimentos, etanol e empregado doméstico puxam reajuste de preços em março.

Em 12 meses, taxa oficial fica em 6,59%, e mercado aposta em alta da Selic na semana que vem.

Em março, o custo de vida subiu 0,47%, puxado pela alta de alimentos. Ficaram mais caros cebola, tomate, açaí, cenoura, feijão-carioca e batata-inglesa. Devido ao aumento do salário mínimo, o item empregado doméstico passou de 1,12% para 1,53%, na maior contribuição para o índice. Em 12 meses, o tomate subiu 122%. O custo de vida furou o teto da meta (6,5%) pela primeira vez desde novembro de 2011. Para os mais pobres, que ganham até cinco salários mínimos, a taxa foi ainda maior: 7,22%. O mercado aposta em alta de juros já na semana que vem. (Págs. 1 e 19 e 20, Míriam Leitão e Editorial “País precisa ser convencido de que a inflação cairá”)

Entre o céu e a terra: Solidéu levanta voo no Vaticano
A ventania leva o solidéu do Papa Francisco após a audiência semanal, na qual o Pontífice falou, pela primeira vez, em espanhol. (Págs. 1 e 28)

Cidade em mutação: Polêmica na venda de quartéis
Vizinhos do QG da PM, no Centro, do 2° BPM (Botafogo) e do 6° BPM (Tijuca) reclamam de não terem sido ouvidos sobre a venda das unidades pelo estado. Eles temem que esses imóveis sejam alvo da especulação imobiliária. (Págs. 1 e 10)

Meia-volta: Senado aprova a 'desaposentadoria'
O Senado aprovou ontem projeto que permite a renúncia da aposentadoria do INSS para a correção do valor, quando o contribuinte volta a trabalhar. Ainda vai à Câmara. (Págs. 1 e 3)

A era Feliciano: Caetano Veloso e a 'Menininha do Patuá'
Em vídeo, Marco Feliciano criticou Caetano por sua ligação com Mãe Menininha do Gantois, a quem chamou de "Menininha do Patuá". O Uruguai aprovou o casamento gay. (Págs. 1, 9 e 29)
Na panela: Família do Mali come camelo de Hollande
O camelo que o presidente francês ganhou de presente quando foi ao Mali acabou na panela, comido pela família que cuidava do animal. (Págs. 1 e 29)

Maracanã: Liminar suspende a privatização
A juíza Roseli Nalin concedeu liminar que suspende a concessão do Maracanã. Segundo o MP, há "ilegalidade no edital". (Págs. 1 e Caderno Esportes)
Morre o pai da proveta
Pioneiro da fertilização in vitro e ganhador do Nobel de Medicina, Robert Edwards morreu ontem, aos 87 anos. Em 35 anos, foram quatro milhões de bebês e uma revolução de costumes (Págs. 1 e Ciência, 30)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Inflação passa meta e cresce pressão por alta de juros
Alta de preços acumulada em 12 meses atingiu 6,59% em março; alimentos e serviços foram responsáveis

A inflação acumulada em 12 meses medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 6,59% em março, a maior desde novembro de 2011, e superou o teto da meta do governo (6,5%). O indicador, divulgado ontem pelo IBGE, faz aumentar a pressão de economistas e do mercado por uma resposta do Banco Central, com a elevação da taxa básica de juros, atualmente em 7,25%. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para a semana que vem. Apesar disso, a alta de preços recuou em março, ficando em 0,47%, em relação a fevereiro (0,60%). Os alimentos foram os principais responsáveis pelo estouro da meta, respondendo por cerca de 50% da inflação em 12 meses. O índice também foi puxado pelo setor de serviços, que, com alta de 8,37%, tem quatro itens entre os dez de maior impacto: refeição fora de casa, aluguel residencial, cursos regulares e lanches fora de casa. No primeiro trimestre, só investimentos arrojados superaram a inflação. (Págs. 1 e Economia B1 a B5)

Análises

Celso Ming: Teto perfurado

Está claro que a terapia de panos quentes não funcionou. Segurar a inflação com desonerações tributárias e com adiamento de remarcações criou mais distorções do que controle. (Págs. 1 e B2)

José Paulo Kupfer: Viés político

A decisão do Copom, na próxima semana, está marcada por nítido viés político. Uma pequena alta da Selic é menos improvável do que a real marcha da inflação faria supor. (Págs. 1 e B4)

Senado aprova projeto para nova aposentadoria
O Senado aprovou ontem o projeto que permite ao trabalhador optar pela desaposentadoria. O dispositivo prevê que o aposentado volte ao trabalho e atualize o valor do benefício com base no novo período trabalhado e salário. A proposta ainda tem de passar pela Câmara para virar lei. O governo federal disse que não tem uma posição sobre a matéria. Atualmente, 500 mil aposentados continuam ativos no País. Segundo a Advocacia-Geral da União, há mais de 24 mil processos com o objetivo de ver reconhecido o direito à desaposentadoria. (Págs. 1 e Economia B6)
Fotolegenda: Em 1 mês, nenhum projeto aprovado
O presidente da Comissão de Direitos Humanos na Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP), faz ‘coração’ com as mãos para manifestantes que protestavam ontem no plenário. A sessão teve de ser fechada e parlamentares acabaram barrados. Em mais de um mês sob a presidência de Feliciano, nenhum projeto foi aprovado. (Págs. 1 e Nacional A5)
Uso abusivo de álcool cresce 36% entre as mulheres
As mulheres estão bebendo mais e em menor espaço de tempo. É o que mostra pesquisa divulgada ontem pela Universidade Federal de São Paulo. O consumo nocivo de bebida - 4 doses para mulheres e 5 para homens em menos de 2 horas - cresceu 36% entre elas e 29,4% entre os homens em 6 anos. Metade da população não bebe. (Págs. 1 e Vida A18)
Em inserções na TV, Campos faz críticas ao governo Dilma
O PSB inicia hoje uma série de inserções políticas do partido na TV e no rádio, tendo como estrela única o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato à Presidência em 2014. O discurso dos filmetes é crítico à gestão Dilma, com várias indiretas à administração da economia, que tem por base o consumo. (Págs. 1 e Nacional A4)
Justiça bloqueia bens da Eucatex, de Maluf (Págs. 1 e Nacional A8)

Pyongyang testará míssil em breve, dizem EUA
EUA e Coreia do Sul disseram ontem que a Coreia do Norte poderá lançar um míssil “a qualquer momento”, o que elevaria ainda mais a tensão na Península Coreana. Os dois países e o Japão reforçaram as medidas de monitoramento e defesa. O míssil teria alcance suficiente para atingir Coreia do Sul, Japão ou Guam, no Pacífico. (Págs. 1 e Internacional A10)
Fotolegenda: Tolerância zero
As autoridades da Mooca e do Brás iniciaram uma operação para a retirada dos moradores de rua e pediram à população que colabore. (Págs. 1 e Cidades C1)
José Serra 
Reforma ou golpe?

O projeto do PT era continuísta e buscava fortalecer apenas a si mesmo, golpeando, assim, as possibilidades de alternância de poder. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Fernando Reinach 
A ontogênese e o aprender

Nós não aprendemos a andar; isso faz parte de uma sequência de eventos que ocorrem de modo semelhante nos seres vivos de uma espécie. (Págs. 1 e Vida A22)

Luís Fernando Veríssimo 
Carrocinha de pipoca

Caiu o risco de um choque nuclear entre Rússia e EUA, mas ainda há o cuidado para se cruzar a rua. E aí aparece Kim Jong-un e sua carrocinha. (Págs. 1 e Caderno 2, D10)

Notas & Informações
Por uma vaga no Supremo

É chocante a despudorada voracidade com que se comportam certos “ministeriáveis”. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: A cidade perplexa com mais um crime bárbaro
Rapaz de 28 anos reclama de drogados e é espancado até a morte na frente de casa.

Inconformados, familiares, amigos e vizinhos acompanharam o enterro de Isaque Nilton Alves Boschini. Casado, pai de uma menina de 7 anos, o designer gráfico viu quando quatro viciados acendiam pedras de crack na porta do edifício onde morava no Guará 2. Ameaçou chamar a polícia e acabou assassinado a socos e pontapés. Da janela, a mulher dele assistiu a tudo impotente. Jean Carlos Nascimento, 18, e o ex-lutador de muay thai e kickboxing Moisés Maciel Pinto, 41, apontado como o principal agressor, foram presos pela polícia. (Págs. 1, 21 e 22)

Doações terão imposto menor
GDF sinaliza com mudanças no tributo sobre o repasse de imóveis, veículos e dinheiro, mas mantém a cobrança retroativa. MP investiga a quebra de sigilo fiscal. (Págs. 1, 29 e Entrevista no correiobraziliense.com.br)
Entorno enfrenta ameaça real de epidemia de dengue (Págs. 1 e 8)

O dragão volta a assombrar o Brasil
Pela segunda vez, a carestia derrotou o governo Dilma. O IPCA, índice oficial de inflação, atingiu 6,59% em 12 meses e estourou os 6,5% estabelecidos como limite máximo do custo de vida no país. Para tentar conter a alta de preços, o BC deve subir a taxa de juros já na próxima terça-feira. (Págs. 1, 10 e 12)

Direitos humanos, portas fechadas
Após novo protesto de ativistas, Feliciano (PSC-SP) voltou a proibir o público na sala da comissão. Veja as imagens da manifestação na coluna Photo&Grafia. (Págs. 1 e 6)
Adeus ao pai do bebê de proveta
Prêmio Nobel de Medicina, Robert Edward desenvolveu a técnica de fertilização in vitro na década de 1970. Ele morreu ontem, aos 87 anos, na Inglaterra (Págs. 1 e 29)
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Valor Econômico

Manchete: Disputa de patentes no país atinge montadoras chinesas
Com a investida das montadoras da China no mercado brasileiro vieram também as suspeitas que usualmente recaem sobre fabricantes daquele país - as de quebra de patentes - e as disputas na Justiça envolvendo a propriedade industrial. Primeiro, a BMW acusou a Lifan de clonar seu subcompacto Mini. Agora, a Honda acusa a Shineray de copiar dois de seus modelos de motos mais populares.

As decisões judiciais foram, até aqui, favoráveis aos chineses. Nos dois casos, a Justiça ainda não viu provas inequívocas de violação de direitos de marca, patente ou desenho industrial. No início do mês, a Honda teve mais uma vez rejeitada sua tentativa de impedir a Shineray de vender as duas motos acusadas de plágio. (Págs. 1 e B11)

Inflação bate teto e serviços recuam
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação, recuou e fechou março com alta de 0,47%, abaixo das expectativas do mercado. Os alimentos continuam sendo o maior fator de pressão e responderam por 60% da elevação. Excluindo o grupo alimentos, o IPCA foi de 0,25% no mês e 4,5% em 12 meses. O índice acumulado em um ano alcançou 6,59%, acima do teto da meta de inflação.

Para economistas consultados pelo Valor, a combinação de fatores que explica a inflação de março reforça a expectativa de que o Banco Central eleve os juros em breve, mas também dá certa folga para que a alta possa ser adiada até maio ou até evitada, se os dados de abril forem muito melhores. (Págs. 1 e A5)

BNDES aprova créditos de R$ 562 mi ao Boticário
Na maior operação já realizada com uma empresa do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, o BNDES aprovou financiamento de R$ 306 milhões para o grupo Boticário. Somado aos R$ 256 milhões que já haviam sido aprovados em dezembro, o banco vai emprestar R$ 562 milhões à empresa paranaense. A maior parte do dinheiro irá para a construção de uma fábrica e de um centro de distribuição na Bahia, além da construção de 40 novas lojas próprias e 148 franqueadas neste ano.

Uma característica nova no financiamento é que parte do dinheiro deve ser repassada para os franqueados, para construção e modernização de lojas, em condições semelhantes às que o banco empresta para micro, pequenas e médias empresas — TJLP (hoje de 5% ao ano) mais 0,9% ao ano, além do spread de risco. Como o Boticário é bem avaliado, segundo Ana Costa, do BNDES, o spread é baixo. Com isso, os franqueados terão acesso a recursos mais baratos do que conseguiriam nos bancos comerciais. (Págs.1 e B1)

Produção de minério da Vale voltará a crescer
A Vale planeja voltar, a partir deste ano, a aumentar sua produção de minério de ferro, estagnada desde 2006 em 300 milhões de toneladas anuais. "Entramos com um projeto no Pará que vai adicionar 40 milhões de toneladas em 2014, com o projeto Itabirito, em Minas, e outros", disse ao Valor o presidente da empresa, Murilo Ferreira. A Vale também espera para este mês a licença de instalação do projeto Serra Azul (ou S11D) em Carajás.

A Vale teve uma boa notícia ontem: conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) manter liminar que suspendia cobrança fiscal de RS 31 bilhões. Na prática, a Fazenda Nacional não pode executar o débito antes de o Judiciário decidir se a mineradora deve recolher Imposto de Renda e CSLL sobre lucros obtidos no exterior. A decisão foi unânime. (Págs. 1, B11 e E1)

Espanha ainda traz risco ao euro
Os esforços da Espanha para conter o gasto público e melhorar o desempenho econômico estão perdendo força, embora ainda haja muito a fazer, alertou ontem a Comissão Europeia, que também aponta a Eslovênia como um outro possível problema. O relatório alerta que a prolongada crise na zona do euro está pesando sobre a economia mundial.

Apesar de anos de cortes orçamentários e de uma profunda reestruturação do setor bancário, a tarefa da Espanha está “incompleta”, disse o relatório. Para a CE, “mesmo as reformas já adotadas nem sempre tiveram efeito completo, devido a atrasos na implementação”. A capacidade de ajuste da economia “continua insatisfatória, com o ônus pesando muito sobre o emprego”. (Págs. 1 e A9)

Caracas tem mercado paralelo de carro zero
Em uma grande revendedora Ford de Caracas não há veículos novos à venda para pronta entrega. Quem quiser um carro zero km terá de entrar numa lista e esperar até outubro. A cena se repete em outras duas lojas, uma da GM e outra da Nissan, todas próximas a uma região de classe média alta da capital venezuelana. Na da GM, nem há mais lista de espera e a vendedora sugere que o comprador volte em julho - ou se disponha a pagar o dobro do preço oficial no mercado paralelo para receber o carro imediatamente.

Sem dólares para importar automóveis ou comprar peças para montá-los no país, as empresas viram desabar sua produção nos últimos anos e as filas nas concessionárias duram de seis a oito meses. As dificuldades iniciaram em 2008, quando os dólares, cujo câmbio é controlado no país, começaram a faltar no mercado. E se agravou em 2009, quando a crise econômica internacional derrubou o preço do petróleo, que representa 96% das exportações venezuelanas, e afetou economia local. Naquele ano, o barril recuou para um preço médio de US$ 61,80 e o PIB caiu 3,2%. (Págs. 1 e A8)

Dirceu vai pedir revisão criminal 
Réus condenados no processo do mensalão devem ingressar com mais um instrumento jurídico no Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de reverter suas penas. O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, condenado a dez anos e dez meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa, afirmou que sua defesa entrará com um pedido de revisão criminal após a publicação do acórdão. "A revisão criminal pode anular o processo", disse Dirceu ao Valor. Pelo regimento do STF, decisões do plenário da Corte em ações penais podem ser alvo de dois tipos de recurso: embargos de declaração e embargos infringentes. A revisão criminal é um processo autônomo, só possível após o trânsito em julgado de uma condenação. (Págs. 1 e A12)
Airbus foca setor de defesa
A Airbus Military vai instalar um centro de serviços e manutenção no Brasil. A empresa também busca parceiros locais do setor aeroespacial e de defesa para ter presença industrial no país. (Págs. 1 e B7)
Gargalo regulatório no campo
Se não recebesse mais nenhum pedido e mantivesse a média de 11 casos avaliados por ano, a Anvisa levaria 116 anos para atender os 1.287 processos de registro de agrotóxicos na fila. Só aos produtores de soja a demora já causou perda de R$ 49 bilhões. (Págs. 1 e B16)

Oferta de ações da Biosev
Termina amanhã o prazo para reserva de ações na abertura de capital da Biosev, braço sucroalcooleiro da francesa Louis Dreyfus Commodities. O investidor poderá ter a opção de revender as ações após 15 meses, pelo valor inicial mais correção. (Págs. 1 e D3)

IR na indenização por construtora
Entendimento da Receita Federal é que indenizações recebidas por comprador de imóvel em razão de atraso na entrega pela construtora são rendimentos tributáveis pelo Imposto de Renda. (Págs. 1 e El)

Ideias
Ribamar Oliveira

Governo já aceita duas alíquotas interestaduais para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, de 4% e 7%. (Págs. 1 e A2)

Mário Mesquita

Mudança no discurso das autoridades é um primeiro passo no combate à inflação, mas insuficiente e reversível. (Págs. 1 e A11)

Brasil perde espaço no comércio internacional (Págs. 1 e A4)

Japão vive corrida ao ouro após medidas monetárias (Págs. 1 e B12)

Positivo busca vender negócios de educação e não descarta IPO, diz Rotenberg (Págs. 1 e B5)

Lenovo amplia o portfólio
Até o fim do ano, a multinacional chinesa Lenovo passará a produzir equipamentos de armazenagem de dados e servidores no Brasil, na fábrica recém-inaugurada em Itu (SP). (Págs. 1 e B3) 
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Estado de Minas

Manchete: O sopro do dragão
Inflação dos últimos 12 meses estoura o teto da meta pela 2ª vez no governo Dilma.

O índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, teve aumento de 0,47% em março. O resultado ficou abaixo dos de fevereiro (0,60%) e de janeiro (0,86%), mas não evitou que no acumulado em 12 meses o indicador atingisse 6,59%, superando o teto da meta estipulado pelo governo (6,5%). A última vez que isso aconteceu foi em novembro de 2011.

Apesar da desaceleração, especialistas acreditam que já possa haver elevação da taxa básica de juro (Selic) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, em 16 e 17 deste mês. A dificuldade de domar o dragão se deve sobretudo à disparada de preços dos alimentos, responsável por 60% do IPCA do mês passado. A maior alta foi a da cebola, que ficou 21,43% mais cara do que em fevereiro. (Págs. 1, 11 a 13)

Desaposentadoria: Comissão do Senado aprova a revisão do benefício 
Projeto de lei dá ao aposentado que voltar a trabalhar o direito de atualizar o valor a ser recebido, acrescentando os anos de contribuição no novo emprego. Texto precisa ser votado na Câmara. (Págs. 1 e 13)

Dengue tem novo perfil de vítimas em MG
Das 38 mortes já confirmadas este ano no estado, 26 estão fora das tradicionais faixas de risco: crianças de até 2 anos e adultos acima dos 65. (Págs. 1,17 e 18)
Congresso: Feliciano volta a fechar sessão após protestos
A reabertura de encontros da Comissão de Direitos Humanos ao público prometida pelo deputado Marco Feliciano (PSC- SP) durou seis minutos. Por causa de manifestações, reunião foi transferida para sala com acesso restrito. (Págs. 1 e 3)
Assembleia de Minas terá mais 2 deputados (Págs. 1 e 9 e Editorial, 6) 


Chacina de Unaí: STJ decide que julgamento dos acusados será em BH (Págs. 1 e 10) 

Informática: Bola fora da 4G no Brasil (Págs. 1 e 3)

Ciência: Morre o 'pai' do 1° bebê de proveta (Págs. 1 e 16)

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Jornal do Commercio

Manchete: Geraldo admite fazer restrição de veículos
Prefeito do Recife preferiu não usar a palavra rodízio, mas estuda revezamento de carros, para enfrentar engarrafamentos. Modelo deve ser implantado em uma rua de cada vez, para testar eficácia. (Págs. 1 e cidades 3)

Pesquisa traz empate entre Dilma e Eduardo no Recife
Levantamento do Instituto Maurício de Nassau/JC mostra presidente e governador tecnicamente empatados na corrida presidencial entre os recifenses, ela com 36% e ele, 34%. Gestão estadual tem 75% de aprovação. (Págs. 1 e 9)
Retorno dos aposentados ao mercado
Projeto em tramitação permite a quem volta à ativa requerer novo cálculo do benefício para optar pelo melhor. (Págs. 1 e economia 6)

Inflação acumulada em 12 meses estoura a meta do governo (Págs. 1 e economia 1 a 3)

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Zero Hora

Manchete: Mulheres bebem cada vez mais e com maior frequência
Pesquisa revela que, enquanto para os homens o consumo exagerado de álcool diminuiu, entre o público feminino o hábito cresceu.

No sul do Brasil, o número de mulheres que bebem pelo menos uma vez por semana aumentou 52% em seis anos. (Págs. 1 e 36)

A inflação rompeu o teto 
Ao alcançar 6,59% em 12 meses, índice pressiona BC a elevar juro na próxima semana. (Págs. 1 e 18)

América Latina: A China entra na campanha venezuelana
Herdeiro de Chávez quer intensificar troca de petróleo por investimentos. (Págs. 1 e 30)

Maria Isabel Hammes: Petrobras fará nova plataforma no RS
São José do Norte ganha projeto avaliado em US$ 500 milhões. (Págs. 1 e 22)
Polêmica: O livro que remexeu na ferida de Santa Maria
Obra revolta familiares das vítimas da boate Kiss, que vão pedir à polícia convocação de padre escritor (Págs. 1, 34 e 35)
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Brasil Econômico

Manchete: Governo não dá prazo para o fim do uso intensivo das termelétricas
O volume de chuvas não foi suficiente para a recuperação dos níveis de segurança dos reservatórios, o que exige a geração térmica por tempo indeterminado. “Não temos previsão, depende da hidrologia”, diz Hermes Chipp, diretor-geral do ONS. (Págs. 1 e 6)
“Petrobras tem opções além do Porto de Açu”
Graça Foster afirma que a estatal trabalha com dois ou três lugares diferentes para um futuro terminal. Se for preciso, haverá licitação de tarifas para definir o parceiro. (Págs. 1 e 12)
Foco de Abilio Diniz na BRF será na gestão e no setor externo (Págs. 1 e 10)

Desconfiança de investidor no Brasil volta a crescer (Págs. 1 e 88)

Chesf e Furnas ficarão de fora do leilão de transmissão em maio
A proibição foi anunciada ontem pela Aneel e tem como justificativa os atrasos na construção de linhas. (Págs. 1 e 11)
Mantega diz que não vai poupar esforços para conter a inflação
Com o IPCA acima do limite da meta, o ministro não fala dos juros, mas prevê a desaceleração dos preços. (Págs. 1 e 5)
Indústria pede a prorrogação do benefício fiscal aos exportadores
Na reunião do Conselho de Desenvolvimento Industrial, empresários defendem nova extensão do Reintegra. (Págs. 1 e 7)
Lula nas livrarias
Escritor Fernando Morais conta que nova biografia autorizada do ex-presidente ficará pronta até o mês de agosto. (Págs. 1 e 3)
Desafio americano
Barack Obama apresenta o projeto de orçamento que reduz o déficit dos EUA e Wall Street bate recorde histórico. (Págs. 1, 91 e 94)
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