PENSAR "GRANDE":

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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quarta-feira, março 06, 2013

ELEIÇÕES 2014: O DIABO NA TERRA DO SOL (A CARAVANA 666)


quarta-feira, março 06, 2013
O diabo está na reeleição 

- EDITORIAL O ESTADÃO

O Estado de S.Paulo - 06/03


É o que dá fazer-se passar pelo que não se é. 

A presidente Dilma Rousseff, de quem não se pode dizer que tenha a facilidade para se expressar entre os seus presumíveis atributos, tentou imitar o patrono Lula - imbatível em matéria de se comunicar com o grande público. Querendo dizer uma coisa, numa linguagem que não domina, acabou atropelada pelas próprias palavras. Em um comício em João Pessoa, a pretexto da entrega de um conjunto habitacional, a presidente pregou a civilidade política no trato com os adversários, quando se ocupa um cargo eletivo, em contraposição à crueza das batalhas eleitorais. 


No primeiro caso, "temos que nos respeitar, pois fomos eleitos pelo voto direto do povo", discursou. Já nas campanhas, "podemos brigar, podemos fazer o diabo".

Pode-se deduzir que ela se traiu ao legitimar o vale-tudo na disputa pelas urnas, quanto mais não fosse porque é assim que o seu mestre opera. Mas pode ser também que o diabo entrou na história apenas porque a discípula, diria aquele, "forçou a barra", na ânsia de ser coloquial e aparentar sintonia com o léxico de sua plateia. Prova disso, decerto, foi ela incluir o desfrute de "uma cervejinha" entre as alegrias de quem passa a morar em casa própria - puro Lula.

De todo modo, a questão de fundo é mais grave. Suponha-se que Dilma tivesse conseguido morder a língua a tempo, guardando-se de invocar o tinhoso e poupando-se de ganhar, pelo avesso, as manchetes da imprensa. Não faria a menor diferença para o fato de que, sob a batuta de Lula, o "presidente adjunto", na precisa qualificação do seu antecessor Fernando Henrique, ela faz o diabo para permanecer por mais quatro anos no Planalto.

Não é preciso ser o provável candidato presidencial da oposição, o senador Aécio Neves, para constatar que Dilma "não está de olho em 2013, mas na reeleição em 2014". Mesmo no Brasil, onde as campanhas começam na prática muito antes do que admitem as regras da Justiça Eleitoral, foi acintoso Lula lançar a recandidatura Dilma em fevereiro último, a um ano e sete meses do pleito. 

Desde que lhe passou a faixa, ele só desceu do palanque reeleitoral quando a saúde o impediu. Em seguida, tendo recebido alta, o adjunto precisou trabalhar em dobro para correr atrás dos prejuízos do desastroso governo da pupila, que, entre outras consequências, produziu o pibinho de 0,9% no ano passado. 

Orientou-a, de um lado, a ouvir as elites empresariais e, de outro, a circular pelo País para que o povo - o mesmo que aprova o seu desempenho, graças ao binômio emprego e renda, mas está pronto a cantar "Lula lá" a qualquer momento - não a perca de vista.

O que o eleitorado lulista-dilmista ainda não consegue vislumbrar é o nexo entre a absoluta prioridade dada pela dupla ao segundo mandato dela e a incontida sequência de desastres da atual gestão. 

A esta altura, para as parcelas mais bem informadas da população, já há de estar claro que estes descendem daquela em linha direta. Não é a incompetência que permeia o Executivo federal, a começar de sua titular, a causa primeira da disfuncional administração Dilma. 

A incompetência se dissemina pela estrutura do poder porque ela está infestada de quadros despreparados, que só ocupam os lugares com que foram aquinhoados para garantir em 2014 uma coligação eleitoral ainda mais enxundiosa, se possível, do que Lula montou para a apadrinhada em 2010. E pelo mesmo motivo, ainda que o quisesse, Dilma não se atreveria a empreender uma faxina técnica no governo.

Além disso, ela se especializou em tomar decisões eleitoreiras por atacado. É o caso, para citar apenas as mais recentes, da apregoada extinção da "miséria visível", no jargão oficial, para garantir a fidelidade do voto pobre. Ou a espantosa dispensa do conhecimento dos idiomas dos países onde pretendem estudar os candidatos do agigantado programa Ciência sem Fronteiras, para agregar à clientela eleitoral da presidente a classe média monoglota.

Dilma está pronta para tomar medidas populares a torto e a direito, indiferente ao efeito bumerangue de muitas delas. Já as outras, benéficas mais adiante, nem pensar. Ao diabo com o interesse nacional!
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segunda-feira, dezembro 31, 2012

DROGAS? 'TÔ FORA !



Enfrentar ou liberar as drogas?



Autor(es): Osmar Terra
O Globo - 31/12/2012
O dilema entre enfrentar ou liberar as drogas no Brasil exige mais do que uma opinião ideológica ou sociológica sobre o tema. Exige conhecimento da história, das pesquisas científicas mais atuais, do porquê e como um ser humano fica dependente das drogas, das políticas públicas e da experiência das famílias que vivem esse drama. Sem pretensão de fazer aqui um tratado sobre o tema posso dizer que um ponto central desse conhecimento científico sobre as drogas, e que é rigorosamente ignorado pelos defensores da liberação, é o de que a dependência química produz uma mudança estrutural, definitiva, no cérebro humano.

Fruto do estímulo continuado da droga, é produzido um novo tipo de memória de longo prazo da sensação causada, com novas conexões entre os neurônios no centro de recompensa cerebral, e que permanecerá para o resto da vida.

Obedecendo a um mecanismo ancestral de sobrevivência, essa estrutura modificada passa a comandar a motivação do dependente e irá direcionar seus interesses e ações na busca da droga, em detrimento de todas as demais atividades. Mesmo tratado, o dependente recairá de forma cíclica, e a vitória maior será mantê-lo em abstinência prolongada.

Assim funciona com qualquer droga. Do cigarro ao crack, passando pelo álcool e a maconha. Todas atuam na mesma região do cérebro com as mesmas consequências.
O que varia é a rapidez e a intensidade com que isso acontece. Tais alterações, depois de estabelecidas, caracterizam uma forma de doença crônica, até agora incurável, e que exigirá cuidados médicos permanentes. Junto com isso temos um percentual elevado de portadores de alguma outra forma de transtorno mental (ao redor de 20% da população), que são muito mais vulneráveis à dependência química que os não portadores.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) produziu um livro com consensos científicos internacionais sobre o assunto, “Neurociência do uso e da dependência de substancias psicoativas” (editora Roca), que pode ser consultado.

Na minha opinião, como médico estudioso do assunto, como secretário estadual da Saúde que fui por oito anos no Rio Grande do Sul e ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, afirmo que estamos diante do mais grave problema de saúde pública e de segurança no Brasil. A progressiva liberação das drogas produzirá uma oferta ampliada e multiplicará rapidamente o número de dependentes.

Criaremos uma enorme legião de doentes crônicos, com dificílima readaptação a uma vida produtiva. E com custos humanos e financeiros extraordinários para o Brasil.

Entendo que a liberação seria muito mais desumana e onerosa para o país que qualquer forma de enfrentamento ao tráfico. Até porque, liberadas, as drogas seriam “traficadas” por grandes indústrias e ter iam uma oferta colossal. Todos os países que liberaram as drogas, como a Suécia, até 1969, e a China, no século XIX, tiveram que voltar atrás, em função dos problemas sociais e de segurança, e têm hoje leis duríssimas sobre o assunto.

As experiências pontuais de liberação parcial do uso como a de Portugal fracassaram, aumentando o número de dependentes em tratamento e multiplicando os homicídios. Vide relatórios do Instituto Nacional de Administração (INA, dezembro de 2004), do governo português. Ao contrário do que afirmam os defensores da liberação, nos países que tomaram medidas mais firmes contra o consumo de drogas, como Suécia e EUA, houve diminuição de dependentes e de homicídios.

Desde a década de 80 os homicídios caíram pela metade nos EUA e na Suécia morrem assassinadas 30 vezes menos pessoas, proporcionalmente, que no Brasil. Em outras palavras, se aqui tivéssemos as taxas de homicídios da Suécia, 48 mil pessoas deixariam de morrer assassinadas a cada ano. Com essa visão e acompanhando o sofrimento de muitas famílias é que me motivei a propor as mudanças na lei sobre drogas, enfrentando, e não liberando seu consumo. Elas deverão ser votadas ainda no primeiro semestre de 2013 na Câmara dos Deputados.

Osmar Terra é deputado federal (PMDB-RS).
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quarta-feira, fevereiro 01, 2012

O PAÍS DA ''51'' (II)

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PM transfere policiais flagrados bebendo cerveja

Policiais foram retirados do serviço de rua e passaram para setor administrativo. Corporação instaurou inquérito para apurar a conduta


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O comando da Polícia Militar do Paraná decidiu, naesta terça-feria (31) pela transferência dos dois policiais que foram flagrados bebendo cerveja durante o expediente. Eles foram transferidos do trabalho nas ruas para o setor administrativo do 17° Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, enquanto o comando da PM investiga a ação dos dois.

Segundo a assessoria da PM, um dos policiais é um soldado e outro é um aluno soldado, que ainda passa por um período de estágio supervisionado. Os nomes dos dois não foram divulgados. A Polícia Militar terá, no prazo de 40 dias, o resultado do inquérito para definir quais as sanções serão aplicadas aos policiais.

Os dois PMs foram flagrados com bebida alcoólica ao lado de alguns jovens e de carros estacionados. A fotografia dos dois circulou, na segunda-feira (29) na internet e causou indignação e protestos de internautas nas redes sociais.

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http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1218672

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quinta-feira, junho 17, 2010

COPA DO MUNDO/BRASIL [In:] O PAÍS DO ''HIC ! " ?

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Lei Seca contra Lei de Gérson

Jornal do Brasil - 17/06/2010

ÉPOCA DE COPA DO MUNDO é dos momentos em que talvez haja mais interação social na vida dos brasileiros. Eles se reúnem para acompanhar a Seleção, em casa ou nos bares, e independentemente do resultado uma coisa é certa: terminado o jogo, milhões terão ingerido, entre um lance e outro, quantidades suficientes de álcool que, no trânsito, podem transformar em tragédia o que deveria ser uma festa ou mostrar que há desastres muito maiores que a perda de uma partida de futebol.

Nada mais prudente, portanto, do que a decisão das autoridades do governo do estado de antecipar o horário de início da Operação Lei Seca em dias de jogos da Seleção Brasileira. Como ocorrido na última terça-feira, na partida de estreia no Mundial, as blitzes serão montadas nos próximos jogos a partir das 17h30, no trabalho ao mesmo tempo coercitivo e pedagógico que tem salvado milhares de vidas.

A Operação Lei Seca foi iniciada em março do ano passado e, desde então, segundo cálculos do governo, já evitou que mais de 5 mil pessoas se envolvessem em acidentes no Rio de Janeiro.

A lei demorou a pegar. Houve e ainda há tentativas de enfraquecê-la, especialmente com o movimento que se popularizou no microblog Twitter, pelo qual motoristas são avisados e evitam os pontos da cidade em que a polícia está realizando as blitzes.

A burla, porém, não foi suficiente para minimizar a eficácia das operações. Com o apoio de grande parte da sociedade – que se convenceu das vantagens da lei, apesar das restrições rigorosas ao consumo de álcool – e com a atuação persistente da polícia, criou-se um novo comportamento.

Motoristas deixam seus carros em casa e passam a utilizar táxi, como forma de se sentirem mais livres para ultrapassar os limites da legislação.

Nos grupos de amigos, institucionaliza-se a figura do “motorista da rodada”, aquele que ficará responsável, durante a saída, por não beber e levar o grupo de volta, com segurança.

Não bastassem os óbvios benefícios individuais e coletivos, com a prevenção de mortes no trânsito, a lei estimula o comportamento cidadão, de respeito às leis, aos outros, a si mesmo. É um exercício de civilidade que muitas vezes falta à cultura brasileira, tão afeita ao jeitinho, ao drible em questões fundamentais, a levar vantagem em tudo – mania que se batizou como Lei de Gérson, para infelicidade do craque da Copa de 70.

Mas, quando quer, ou se sente realmente intimado a agir corretamente, o brasileiro responde.

O uso obrigatório do cinto de segurança é exemplo de regra que pegou. A Lei Seca, também. Das mais de 220 mil pessoas que fizeram o teste do bafômetro, em pouco mais de um ano, 98,3% foram liberadas, pois não tinham grau de alcoolemia. Na empolgação dos jogos da Seleção, a conscientização não pode afrouxar. E, assim, a Lei Seca vai derrotando a de Gérson.

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