A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quarta-feira, outubro 23, 2013
COMBUSTÍVEIS: AUMENTO NA BOMBA
| 23/10/2013 | |
quarta-feira, outubro 16, 2013
GOVERNO DILMA
| 16/10/2013 | |
sexta-feira, junho 28, 2013
TEU ''PIBINHO'' é AMARELINHO ... O DRAGÃO É VERDE (que ironia Verde-Amarelo!)
| 28/06/2013 | |
quinta-feira, junho 20, 2013
O BAFO DO DRAGÃO
| 20/06/2013 | |
sexta-feira, junho 14, 2013
ORA, POIS!
| 14/06/2013 | |
Dora Kramer
Está tudo ótimo
O texto abaixo é o resumo de uma crônica da americana , Dorothy Parker publicada em coletânea organizada e traduzida por Ruy Castro no livro Big loira e outras histórias de Nova York, de 1987. Chama-se Você estava ótimo.
O rapaz de tez pálida acomodou-se lenta e cuidadosamente no sofá e reclinou a cabeça em direção á uma almofada fresca que lhe confortasse a face e a têmpora.
- Aiii - gemeu. - Ai, ai, ai. Aiii
A jovem de olhos claros, sentada firme e ereta na poltrona, lançou-lhe um sorriso malicioso.
- Não está se sentindo bem hoje?
- Oh, estou ótimo, borbulhante, eu diria. Sabe a que horas eu me levantei? Às quatro da tarde, em ponto. Tentei me levantar antes, mas toda vez que punha a cabeça para fora do travesseiro ela rolava para debaixo da cama.
- Quer um drinque para se sentir melhor?
- Para afogar a ressaca em mais bebida? Não, obrigado, parei de beber, de vez, nem mais uma gota. Diga uma coisa: eu me comportei mal ontem à noite?
- Ontem? Ora, que nada. Todo mundo estava meio alto. Você estava ótimo.
- Alguém reclamou de mim?
- Deus do céu, claro que não. Todo mundo achou você terrivelmente engraçado. Claro, Jim Pierson ficou um pouco brabo com você durante o jantar. Mas conseguiram segurá-lo na cadeira e ele se acalmou.
- Jim queria me bater? O que foi que eu fiz?
- Ora, você não fez nada. Você estava ótimo. Mas sabe como Jim fica quando Narrativa de Bilma sobre situação da economia lembra crônica de Dorothy Parker pensa que alguém está dando em cima ; de Elinor.
- Eu estava cantando Elinor? - disse ele.
- Claro que não - ela disse - Você estava só brincando. Ela o achou tremendamente divertido. Só parou de rir um pouco quando você despejou as lulas "en su tinta" pelo decote dela.
- E agora, o que vou fazer?
- Ora, ela vai ficar boa. Mande-lhe flores no hospital. Não se preocupe, não foi nada.
- Cometi mais alguma façanha fascinante no jantar?
- Você estava ótimo. Não seja tolo. Todo mundo estava louco por você. O maître ficou um pouco aborrecido porque você não conseguia parar de cantar, mas, no fundo, não se importou. Só disse que a polícia talvez fechasse de novo o restaurante por causa do barulho.
- Quer dizer que eu cantei. Deve ter sido formidável.
- Não se lembra? Uma música atrás da outra. Todo mundo ficou ouvindo. E adorou. Foi só quando você insistiu em cantar qualquer coisa sobre fuzileiros, que as pessoas começaram a fazer psiu, psiu e você insistia em cantá-la de novo. Foi uma maravilha. Tentamos fazer com que parasse e comesse um pouco, mas você nem queria saber.
- Por quê? Eu não estava comendo?
- Toda vez que o garçom vinha servi-lo você lhe devolvia o prato dizendo que ele era seu irmão postiço, trocado no berço da maternidade por uma quadrilha de ciganos e tudo o que você tinha pertencia a ele. O garçom ficou uma onça com você.
- Bem, o que aconteceu depois desse estrondoso sucesso com o garçom?
- Ah, pouca coisa. Você aparentemente discordou do estampado da gravata de um senhor de cabelos brancos, sentado do outro lado da sala, e foi lá lhe pedir satisfações. Mas conseguimos sair com você do restaurante antes que ele ficasse furioso.
- Ah, fomos embora, saí andando?
- Andando! Claro que sim! Você estava perfeitamente bem. Tanto que, quando você tropeçou no meio-fio e caiu sentado, ninguém se importou; Poderia ter acontecido com qualquer um.
A graça da crônica de Parker é a discrepância entre a versão e os fatos.
Lembra a narrativa da presidente Dilma Rousseff sobre a situação da economia, que de resto não tem a menor graça.
Escola.
Muito melhor a referência de Dilma aos Lusíadas que as metáforas futebolísticas de Lula. Ao menos se aprende algo. |
quinta-feira, junho 13, 2013
A CRIATURA DO CRIADOR
| 13/06/2013 | |
XEQUE-MATE no POPULISMO
| 13/06/2013 | |
MARAVILHA, MARAVILHA !!! (Acorda Alice! A corda..., Alice!)
| 13/06/2013 | |
quarta-feira, junho 12, 2013
XÔ! ESTRESSE [In:] ''-- ACORDA ALICE!'' *
''-- CRISE? ONDE É QUE ESTÁ A CRISE?''
A república do benjamim
Autor(es): Roberto P. d'Araujo |
| Valor Econômico - 12/06/2013 |
Convido o leitor a uma "viagem" pelo setor elétrico brasileiro, mostrando que, mesmo nesse segmento onde o Brasil tem óbvias vantagens, dominam os nossos típicos improvisos e incoerências. Como personagem principal, o nosso benjamim, esse adaptador de tomadas que tem seu nome ligado a Benjamim Franklin, um dos pioneiros da eletricidade e que, certamente, nada tem a ver com o artefato. Seja o próprio ou como metáfora, o benjamim domina o nosso setor.
O Brasil fez uma rígida reforma nas suas tomadas exigindo um padrão "mais seguro", objetivo que não deve ser criticado. O erro foi a forma afobada da mudança, como se estivéssemos perante uma epidemia de choques elétricos.
Adotamos conectores embutidos e até um terceiro pino para aterramento, que, por enquanto, vai gerar o "pino nada", pois a maioria das residências não tem a fiação necessária para essa função.
Para o júbilo dos fabricantes e irritação dos consumidores, implantou-se um design incompatível com todos os modelos existentes, e, de repente, nos vimos obrigados a comprar adaptadores e benjamins para "darmos um jeito", o que nos deixa na mesma situação anterior.
Para que a vida útil se estenda e as usinas fiquem como novas, as concessionárias têm que manter investimentos
Nos postes de distribuição, são comuns os emaranhados de fios, mesmo em bairros de classe alta. Em ligações elétricas, como nos benjamins, qualquer contacto ou dimensionamento mal feito gera perdas por calor.
Portanto, não se trata apenas de estética e segurança, pois alguns kWh"s ficam por ali. Nesses "novelos" pode haver o "gato", mas, como a energia roubada ou perdida é cobrada de quem paga a fatura, o assunto fica em segundo plano. No Brasil, fora os apagões, mais de 15% dos kWh"s ficam pelo caminho. Uma redução de perdas significaria mais eficiência, segurança e tarifas menores. Mas o recente desconto foi meramente contábil e nem aquele atabalhoado rigor que se viu nas tomadas se vê nos postes.
Nosso sistema de transmissão tem um papel integrador muito mais amplo que as redes de outros países, pois leva grandes quantidades de energia de uma região para outra, reorganizando o estoque dos reservatórios. Não há similar no mundo. Com essa função, imagina-se um sistema o mais homogêneo, compatível e monitorado possível, pois qualquer anomalia pode causar interrupções de grande porte. Mas, surpresa! A nossa rede tem múltiplos donos. Por exemplo, a subestação Colinas no Tocantins abriga nada mais nada menos do que linhas de seis diferentes empresas, com equipamentos, tecnologia e equipes desiguais! Vejam a semelhança da inconsistência de padrões, pois é como se fossem "benjamins" de alta tensão.
Enfim, chegamos às usinas. Para reduzir tarifas, abdicando de qualquer aumento de eficiência no mundo real, a opção das autoridades foi a de impor mágicos descontos, um festival de "benjamins" na contabilidade do setor. Se valesse o que está registrado, alguma redução seria possível, mas não no nível prometido. Tal qual o adaptador de tomadas, uma nova contabilidade "deu um jeito", resultando numa redução de 70% na receita da Eletrobras.
Já ultrapassamos a fase de lamentar a sequela na estatal, que definha sem cerimônia admitindo perda de R$ 1 milhão por hora. Trata-se de lembrar que, em qualquer país, o regime que garante a redução de tarifas via amortização é o de serviço pelo custo. Era o que valia no Brasil até 1995 e, se não tivesse proporcionado modicidade, a tarifa de então não seria a metade da atual em termos reais. Mas, seguindo a moda da década, ele foi banido pela lei 8987/95 que implantou o modelo de "mercado", onde o preço nada tem a ver com estágio de amortização. Ora, se o governo está assustado com o encarecimento, porque o manteve na sua "reforma" de 2004? Agora, como na troca das tomadas, numa súbita "meia volta, volver" perante um consumidor que entende cada vez menos o que ocorre, o "benjamim" contábil faz os dois regulamentos, de princípios distintos, repartirem o mesmo sistema, mais um ineditismo brasileiro.
Sob a filosofia do "benjamim metafórico", as empresas passam a ser meras "empreiteiras" de operação e manutenção (O&M), perdendo a iniciativa de investir, pois, qualquer despesa que não for classificada como tal terá que ser autorizada pela Aneel. Por outro lado, com um orçamento voltado para seu "umbigo", a usina também deixa de participar da vida da empresa, que, tendo uma inserção na sociedade, não se limita a gerar e transmitir energia. Figurativamente, é como se as usinas fossem "benjamins" nas empresas.
Usinas não são como tomadas e não precisam ser trocadas porque duram muito. Mas, para que a vida útil se estenda e ela fique como nova, as concessionárias têm que manter investimentos. Ora, se a amortização insuficiente faz o lucro extrapolar, ou se geram recursos para construir novas usinas ou a tarifa é reduzida. É assim em sistemas de matriz semelhante, onde antigas hidrelétricas são "velhas senhoras", mas não sofrem a "laqueadura" que a política adotada vai impor. As nossas "velhas senhoras" nunca vão gerar "novas meninas".
O que é grave nisso tudo é o modo adaptado e improvisado com que se fazem as políticas públicas no país. O benjamim é um ícone do nosso setor, pois tal e qual a mudança brusca das tomadas, quando os consumidores "se viram" com adaptadores, um artifício contábil também "dá um jeito" para nos convencer que o setor ficou mais eficiente e mais barato.
A eletricidade brasileira, além de cara, tem o suprimento arriscado. Como último sintoma de que a situação não é tranquila, além das térmicas à toda, as bandeiras tarifárias vêm insinuar que o consumidor é culpado pelo esvaziamento dos reservatórios.
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