A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quinta-feira, agosto 29, 2013
... E AQUELA GARGALHADA? A PROVA DOS NOVE!
| 29/08/2013 | |
terça-feira, agosto 13, 2013
OUVIDOS MOUCOS AO CLAMOR DAS RUAS
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Governo ainda avalia pedido da Petrobrás para reajustar combustível
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou, contudo, que ‘nenhum aumento de preços é bom’
segunda-feira, agosto 12, 2013
A ÉTICA ALÉM DO QUERER
Os senadores prometerão ser éticos?
| Autor(es): Renato Janine Ribeiro |
| Valor Econômico - 12/08/2013 |
Causou choque a recusa do senador Lobão Filho, relator do regimento do Senado, a incluir a palavra "ética" no compromisso que os membros da Casa prestam ao tomar posse.
O assunto ressoou até no jornal espanhol "El País". Disse o parlamentar que ética é questão subjetiva, com significados diferentes conforme a pessoa. Ele está errado e direi por quê. Mas também erram alguns críticos seus - os que não têm dúvidas sobre o que é certo ou errado, postura que só vale numa visão bem simplista da ética.
Como professor de ética, sempre insisto que ela não consiste numa lista pronta, que nos limitaríamos a obedecer. Tal lista existe e se chama lei. Leis são votadas pelo poder competente, sendo sua violação punida pela Justiça.
O que importa é cumprir a lei, pouco importando por quê.
Mas a ética é diferente. Exige muito mais.
A lei pede apenas a obediência nos atos; na ética, também está em pauta a intenção. Para o sistema legal, é suficiente que eu pague os impostos, não mate, agrida ou furte ninguém; mas essa obediência externa, se faz de mim um não criminoso, não me torna uma pessoa ética. Porque, se acatei as leis só por medo do castigo, não foi por amor a elas, nem por respeito aos outros, meus próximos.
Várias mudanças nestas épocas foram éticas.
Por ser exigente, a ética incomoda. Ética é antes de mais nada isso: uma enorme perturbação. Interpela os indivíduos, para que eles se tornem pessoas. Eu me explico. Cada um de nós é, em seu corpo, um ser único, indivisível. Isso é o indivíduo. Mas, dizendo isso, só descrevo um fato. Já a palavra "pessoa" é mais que isso. Designa um titular de direitos e obrigações. Saio da descrição e entro na prescrição. Um indivíduo nunca chegará a pessoa, se não assumir seus deveres e direitos. O que a ética cobra de cada um de nós é esta responsabilidade pelos atos.
Não basta, pois, cumprir ordens. Há pessoas, sobretudo as de religiosidade superficial, para quem tudo o que deve ser feito está nos mandamentos divinos. Elas os cumprem à risca. Mas, quando se limitam a obedecer o que está escrito, sem pôr nada em questão, não chegam ao nível ético. Uma coisa é tratar os Dez Mandamentos como lei - outra, como preceitos morais ou éticos. Porque, quando você os considera pela ética, tem de aprofundar. Por exemplo, o que quer dizer "não matarás"? É apenas "não tire a vida de outro ser humano" - ou deve incluir "socorra quem estiver ameaçado de morte"? É consenso que não devo matar ninguém, salvo legítima defesa; mas, se deixo matarem alguém, não estarei sendo cúmplice de assassinato? Essa conclusão me parece lógica, mas não é trivial ou óbvia. E mais ainda: e se "matar" também for "deixar uma pessoa morrer, quando tenho condições de ajudá-la", por exemplo, saciando sua fome? Neste caso, se não contribuo para minorar a fome mesmo de quem eu não conheço, estou matando. Ou ainda: se voto num candidato ou partido indiferente à fome, também estaria matando. Pode haver divergências nestas conclusões, mas vale o princípio de que "matar" não é apenas o que é óbvio (você usar a faca ou o revólver para tirar uma vida), porém pode significar várias outras coisas.
Mais um ponto. A maior parte dos dez mandamentos começa pelo "não": isso sugere que, para ser ético, seria suficiente nada fazer de mau. Mas vamos expandir. Num regime ditatorial, não colaborar com a repressão é digno; mas basta? Não fará parte da ética lutar contra a ditadura? Num país assolado pela miséria e marcado pela corrupção, é ético o indiferente? Ou, para ser ético, tenho que combater esses dois flagelos?
A corrupção, como insistimos alguns há muitos anos, mata. Corruptos podem ser pessoalmente adoráveis, porque não enfiam a faca ou atiram em ninguém. Mas matam. Igualmente a miséria. Pode haver diferenças políticas no modo como enfrentamos miséria e corrupção, mas enfrentá-las é um imperativo ético.
Por isso, quando discutimos a ética, ela não é nada óbvia. Daí, a inanidade de expressões como "ética vem do berço", como se as pessoas nascessem já decentes ou não (se assim fosse, não teríamos por que condenar quem é antiético, porque a pessoa teria nascido desse jeito - e nada poderia mudar...). Ou mesmo o absurdo de supor que a ética vem só da família - o que dispensaria quem cresceu sem família, ou com má formação familiar, da responsabilidade de ser ético. De modo geral, quem tem muita certeza sobre a ética é porque obedece ao que lhe foi ensinado como se lei fosse. Ou seja, não percebe o que a ética é, nem que ela é mais exigente do que qualquer lei.
Mas este campo de incerteza que há na ética, quando saímos da superfície e do óbvio, não justifica o senador. Ele deveria saber que é bem essa imprecisão do ético, essa sua capacidade de expansão, esse progresso para cobrir sempre novos significados, que lhe confere valor. Nestas décadas, muitos avanços nossos, como o desprezo que passamos a ter pelo assédio sexual ou moral, pelo preconceito racial ou de gênero, decorreram de questionamentos éticos. Nossa sociedade foi cedendo no moralismo, na moral das aparências, para se tornar mais exigente na ética dura. É um "work in progress", um trabalho em andamento, e é um dos grandes motores do desenvolvimento social. Já se tornou obsceno tolerar a miséria.
A carteirada perdeu a graça. A corrupção se tornou feia. A exigência ética em relação a políticos obviamente introduz um elemento de insegurança jurídica, mas isso é essencial na ética, não é secundário nela. Faz parte da ética nos interpelar, nos tirar da zona de conforto, nos questionar. Por isso mesmo, ela precisa estar presente no compromisso dos senadores.
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Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo. Escreve às segundas-feiras
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quarta-feira, abril 24, 2013
''É MENTIRA TERTA?'' (Bordão televisivo de personagem de Chico Anysio).
PT censura propaganda com críticas a Roseana
terça-feira, abril 09, 2013
APAGÃO ELÉTRICO (''... quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau?''; canção infantil)
| 09/04/2013 | |
Lobão descarta risco de racionamento
Cúpula do setor elétrico alega que modelo do ONS está defasado e não leva em conta o uso das térmicas
Danilo Fariello
Cúpula. A partir da esquerda: Rufino (Aneel), Tolmasquim (EPE), Zimmermann (MME), ministro Lobão, Grüdtner (MME) e Chipp (ONS)
Givaldo Barbosa
BRASÍLIA e RIO
A cúpula do setor elétrico no governo federal convocou a imprensa para negar a possibilidade de racionamento de energia durante a Copa das Confederações, neste ano, e a Copa do Mundo, no ano que vem.
Reportagem publicada ontem no GLOBO, com base em dados do Plano Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS) repassados aos agentes do mercado, informa que o risco de um racionamento de energia no próximo ano subiu para 9%, acima da média histórica de 5%. E que obras de geração e transmissão de energia previstas para o 2014 estão atrasadas.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu que não faltará energia em nenhuma hipótese nos estádios e cidades onde esses eventos ocorrerão e chegou a dizer que "nunca mais" haverá racionamento no Brasil. O ministro estava acompanhado dos principais nomes de Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e ONS.
- Quero dizer, definitivamente, que atrasos em nossas obras não comprometem a segurança do abastecimento nacional. Lamento profundamente o tom alarmista com que esse assunto vem sendo tratado. Não quero crer que haja nisso qualquer motivação política. Mas desassossega-se o país e gera-se incertezas econômicas - disse Lobão.
Na entrevista, Lobão comparou os órgãos de imprensa e especialistas que apontam os riscos de fornecimento ao velho do Restelo, personagem de "Os Lusíadas", de Camões, que apresentava um pessimismo exagerado em relação à epopeia do povo português no mar.
- Temos de ter segurança de que não faltará oferta de energia, desabastecimento. Se a matriz é hidrotérmica, temos que lançar mão dela. As térmicas não existem para enfeitar o sistema - disse Lobão.
O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, disse que o risco de desabastecimento de 9% apontado pelo GLOBO, na realidade, é menor, porque o cálculo não levaria em conta o uso das termelétricas - que estão ligadas atualmente para fazer frente ao baixo nível dos reservatórios.
- Se fala em risco sem considerar o despacho de térmicas. Esse despacho é exatamente para garantir a segurança e o abastecimento no ano seguinte. Sem essas térmicas complementares, não se pode fazer esse cálculo de risco. O importante é que o sistema considera as térmicas para que o risco fique próximo a zero. Ninguém quer passar o que passamos em 2001 - disse Chipp.
O risco de déficit de 9% consta do Plano Mensal de Operação do ONS deste mês. O indicador de confiabilidade de suprimento calculado pelo ONS é indicado pelo termo "risco de qualquer déficit". A cada mês, o ONS se reúne com os agentes do mercado, como geradoras e transmissoras de energia, para preparar os dados do PMO, indicando como deve funcionar o sistema no mês.
Cada agente tem acesso a uma cópia dos dados do PMO e pode rodar o programa "Newave" com esses informações para traçar cenários próprios. No PMO de abril de 2013, o indicador "risco de qualquer déficit" para a região Sudeste, em 2014, é de 9,35%, o que corresponde ao risco de 9% mencionado na reportagem.
Segundo Maurício Tolmasquim, presidente da EPE, o modelo "Newave" está defasado, porque não leva em conta o uso das usinas térmicas ligadas por motivos de segurança. Só daqui a alguns meses o programa será atualizado para levar em conta os novos critérios em vigor desde 2008, para se considerar o risco real do sistema.
- No momento em que se está operando quantidade grande de térmicas, não tem sentido olhar para esse número. Hoje, o risco é praticamente zero por uma razão determinística, porque você vai chegar a novembro com um nível que permite enfrentar a pior hidrologia dos últimos 40 anos. Só teria problema se não tivéssemos térmicas suficientes - disse Tolmasquim.
"Atrasos não comeram folga do setor"
O presidente da EPE afirmou que o cálculo do equilíbrio estrutural do sistema elétrico, que leva em conta as perspectivas de oferta e demanda projetadas, considera um nível de risco de 2% de falta de oferta, o que hoje é confortável por conta de um excedente de geração de 1.773 Megawatts médios em relação à demanda prevista.
- Contrata-se mais do que o necessário, e os atrasos não comeram a gordura, a folga que temos no setor - disse Tolmasquim, alegando que a lista de obras da Aneel apontada na reportagem não se refere àquelas consideradas para assegurar as necessidades de oferta do mercado.
Tolmasquim e Chipp destacaram que, apesar do baixo nível dos reservatórios hoje, termelétricas estão sendo usadas para que as represas cheguem ao fim do período de chuvas com um nível de água que assegure a oferta de energia elétrica necessária para os próximos anos.
- Estamos aqui para, com todas as razões e todas as forças, dizer que não há risco nenhum de desabastecimento, de racionamento de energia A margem de risco é mínima, mas estamos a todo momento valorizando o risco, e não a segurança, que é de mais de 98%. O Brasil aprendeu com aquela dificuldade (de 2001) e nunca mais haverá racionamento no país - disse Lobão.
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sexta-feira, dezembro 28, 2012
XÔ! ESTRESSE [In:] '-- É UM PÁSSARO? -- É UM AVIÃO?'. -- NÃO! É UMA RENA !
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# (cana as canalhas).
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quarta-feira, dezembro 26, 2012
SENADO: RENUNCIAR É PRECISO *
Seis anos após renúncia, Renan deve voltar a presidir Senado
O Globo - 26/12/2012 |
Peemedebista já teve atritos com Dilma; Henrique Alves, também do PMDB, deve comandar a Câmara
Maria Lima
-Brasília-
Se prevalecer a escrita, a partir de fevereiro a presidente Dilma Rousseff terá de conviver com um Congresso sob o comando de dois peemedebistas com os quais ela não teve as melhores relações até há pouco tempo: o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que pretende fazer um acerto de contas com o passado e retomar à presidência do Senado depois de renunciar em 2007, no auge do chamado "Renangate"; e o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que tenta amarrar o apoio da maioria dos partidos para evitar um segundo turno com o azarão Júlio Delgado (PSB-MG).
A escolha dos sucessores de José Sarney (PMDB-AP) e Marco Maia (PT-RS) acontece no início de fevereiro, na volta do recesso parlamentar. Mas, enquanto Henrique e Delgado batem ponto em jantares e festas de fim de ano, Renan está discreto e só deverá oficializar a candidatura no último momento. Ele quer evitar que todas as denúncias de corrupção que motivaram sua renúncia (e quase cassação do mandato) em duas votações, em 2007, sejam retiradas da gaveta e voltem a esquentar o noticiário.
Depois do escândalo, Renan ficou um tempo no ostracismo, mas foi voltando aos poucos ao comando da cena política. Ele foi acusado de receber ajuda financeira de lobistas ligados a construtoras, que teriam pago despesas pessoais, como o aluguel de um apartamento e a pensão alimentícia de sua filha com a jornalista Mônica Veloso.
Mas, com a eleição de Sarney para a presidência da Casa, Renan se rearticulou com o apoio dele e o do líder do PTB, Gim Ar-gello (DF), Voltou a ter o comando do PMDB e protagonizou algumas trombadas com a presidente Dilma, que tentou isolá-lo, tirando Romero Jucá (PMDB-RR) da liderança do governo e botando em seu lugar Eduardo Braga (PMDB-AM), um dissidente do grupo de Renan.
Dilma nunca escondeu seu mal-estar com a possibilidade de Renan presidir o Senado no lugar de Sarney. Nos bastidores, chegou a articular o nome do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), para o cargo. Ao próprio Renan, Dilma chegou a dizer que ele teria seu apoio para disputar o governo de Alagoas, o que o afastaria da presidência do Senado.
Mas, como é quem comanda, de fato, a bancada do PMDB e de partidos da base no Senado, Renan continuou fortalecido, principalmente depois da criação da CPI de Carlinhos Cachoeira, quando o governo precisou do seu partido. Ele se considera, portanto, pronto para voltar a presidir o Senado, e com apoio dos governistas.
A oposição articula o lançamento de um nome da base para disputar com Renan. O mais cotado é o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), que viajou para a Rússia com Dilma, no início de dezembro, o que gerou especulações na seara governista.
— Renan já conversou com Sarney e com amigos sobre a candidatura. Mas só vai oficializar na véspera da eleição. Ele acha que foi arrancado injustamente da presidência do Senado em 2007. Por isso, quer o cargo de volta — conta um senador peemedebista.
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(*) Votar não é preciso (... Metáfora - meta fora - e/ou parafraseando Fernando Pessoa).
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terça-feira, março 27, 2012
GOVERNO DILMA [In:] 15 MESES DE GOVERNO ...
A incompetência virou elogio
Autor(es): agência o globo:Marco Antonio Villa |
| O Globo - 27/03/2012 |
O governo Dilma Rousseff lembra o petroleiro João Cândido. Foi inaugurado com festa, mas não pôde navegar. De longe, até que tem um bom aspecto. Mas não resiste ao teste. Se for lançado ao mar, afunda. Não há discurso, por mais empolgante que seja, que consiga impedir o naufrágio. A presidente apresenta um ar de uma política bem-intencionada, de uma tia severa e até parece acreditar no que diz. Imagina que seu governo vai bem, que as metas estão cumpridas, que formou uma boa equipe de auxiliares e que sua relação com a base de sustentação política é estritamente republicana. Contudo, os seus primeiros 15 meses de governo foram marcados por escândalos de corrupção, pela subserviência aos tradicionais oligarcas que controlam o Legislativo em Brasília e por uma irritante paralisia administrativa. Inicialmente, a presidente vendeu a ideia que o Ministério não era dela, mas de Lula. E que era o preço que teria pagado por ser uma neófita na política nacional. Alguns chegaram até a acreditar que ela estaria se afastando do seu tutor político, o que demonstra como é amplo o campo do engodo no Brasil. Foi passando o tempo e nada mudou. Se ocorreram algumas mudanças no Ministério, nenhuma foi por sua iniciativa. Além do que, foi mantida a mesma lógica na designação dos novos ministros. Confundindo cara feia com energia, a presidente continuou representando o papel de hábil executiva e que via a política com certo desprezo, como se os seus ideais de juventude não estivessem superados. Como sua base não é flor que se cheire, acabou até ganhando a simpatia popular. Contudo, não se afastou deste jardim, numa curiosa relação de amor e ódio. Manteve o método herdado do seu padrinho político, de transformar a ocupação do Estado em instrumento permanente de negociação política. E ainda diz, sem ficar ruborizada, que não é partidária do toma lá dá cá. Dá para acreditar? O Ministério é notabilizado pela inoperância administrativa. Bom ministro é aquele que não aparece nos jornais com alguma acusação de corrupção. Para este governo, isto basta. Sem ser enfadonho, basta destacar dois casos. Aloizio Mercadante teve passagem pífia pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Se fosse demitido na reforma ministerial - aquela que a presidente anunciou no último trimestre do ano passado e até hoje não realizou -, poucos reclamariam, pois nada fez durante mais de um ano na função. Porém, como um bom exemplo do tempo em que vivemos, acabou promovido para o Ministério da Educação. Ou seja, a incapacidade foi premiada. O mesmo, parece, ocorrerá com Edison Lobão, que deve sair do Ministério de Minas e Energia para a presidência do Senado, com o beneplácito da presidente. O que fez de positivo no seu ministério? Numa caricata representação de participação política, Dilma patrocinou uma reunião com o empresariado nacional para ouvir o já sabido. Todas as reclamações ou concordâncias já eram conhecidas antes do encontro. Então, para que a reunião? Para manter a aura da Presidência-espetáculo? Para garantir uma fugaz manchete no dia seguinte? Será que ela não sabe que não tem o poder de comunicação do seu tutor político e que tudo será esquecido rapidamente? Uma das maiores obras da atualidade serve como referência para analisar como o governo trata a coisa pública. Desde quando foi anunciada a transposição de parte das águas do Rio São Francisco, inúmeras vozes sensatas se levantaram para demonstrar o absurdo da proposta. Nada demoveu o governo. Além do que estava próxima a eleição presidencial de 2010. Dilma ganhou de goleada na região por onde a obra passaria - em algumas cidades teve 92% dos votos. Passaria porque, apesar dos bilhões gastos, os canteiros estão abandonados e o pouco que foi realizado está sendo destruído pela falta de conservação. Enquanto isso, estados como a Bahia estão sofrendo com a maior seca dos últimos 30 anos. E, em vez de incentivar a agricultura seca, a formação de cooperativas, a construção de estradas vicinais e os projetos de conservação da água desenvolvidos por diversas entidades, a presidente optou por derramar bilhões de reais nos cofres das grandes empreiteiras. A falta de uma boa equipe ministerial, a ausência de projetos e o descompromisso com o futuro do país são evidentes. O pouco - muito pouco - que funciona na máquina estatal é produto de mudanças que tiveram início no final do século XX. A ausência de novas iniciativas é patente. Sem condições de pensar o novo, resta ao governo maldizer os países que estão dando certo em vez de aprender as razões do êxito, reforçando um certo amargor nacional com o sucesso alheio. No passado a culpa era imputada aos Estados Unidos; hoje este papel está reservado à China. Como em um conto de fadas, a presidente acredita que tudo terá um final feliz. Mas, até agora, o lobo mau está reinando absoluto na floresta. Basta observar os péssimos resultados econômicos do ano passado quando o Brasil foi o país que menos cresceu na América do Sul. E a comparação é com o Paraguai e o Equador e não com a Índia e a China. Não é descabido imaginar que a presidente foi contaminada pelo "virus brasilienses". Esta "espécie", que prolifera com muita facilidade em Brasília, tem uma variante mais perigosa, o "petismus". A vacina é a democracia combinada com outra forma de governar, buscando a competência, os melhores quadros e alianças programáticas. Mas em um país marcado pela subserviência, a incompetência governamental se transformou em elogio. --- |
terça-feira, maio 10, 2011
PETROBRAS [In:] O COMBUSTÍVEL DA INFLAÇÃO
INFLAÇÃO FAZ GOVERNO PRESSIONAR PETROBRAS A BAIXAR A GASOLINA
| Posto de chapa branca |
Autor(es): agência o globo: Mônica Tavares e Ramona Ordoñez |
| O Globo - 10/05/2011 |
Ministro diz que governo vai usar a BR para forçar queda nos preços dos combustíveis e deter inflação |
terça-feira, março 15, 2011
BRASIL-USINA NUCLEAR [In:] FÚRIA INDOMÁVEL III
ACIDENTE REAVIVA DEBATE EM TORNO DA OPÇÃO BRASILEIRA
BRASIL TEME ABALO EM PROGRAMA NUCLEAR |
Autor(es): Marta Salomon |
| O Estado de S. Paulo - 15/03/2011 |
CNEN acompanha esforços para impedir vazamento no Japão e Empresa de Política Energética diz que plano de novas usinas está mantido
Retomado no segundo mandato do então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, com a decisão de levar adiante as obras de Angra 3, o programa prevê a construção de mais quatro usinas no país até 2030. "O debate sobre a segurança das instalações vai ressurgir, com resistências, mas espero que o programa não seja paralisado", afirmou Gonçalves. Subordinada ao Ministério de Minas e Energia, a Empresa de Política Energética informou ontem que, por ora, está mantido o cronograma de construir mais quatro usinas no Brasil, além das três usinas de Angra dos Reis (RJ). As novas usinas devem entrar em operação nos próximos 19 anos. A presidente Dilma Rousseff não dá prioridade ao assunto. Mantém sem data marcada uma nova reunião da cúpula do governo para definir a localização dessas quatro usinas - duas delas no Nordeste e outras duas no Sudeste - e há sinais de que o assunto ficará fora da pauta do Planalto, pelo menos até as consequências do terremoto japonês ficarem mais claras. "A situação é preocupante", reconhece Gonçalves. Mas ele viu nos relatos da AIEA, ainda com base em informações precárias, uma chance de os reatores nucleares resistirem. Estudo recente feito pelo governo sobre a oportunidade de o país exportar urânio enriquecido para geração de energia elétrica considera um cenário pessimista para o negócio "no caso de algum incidente nuclear que reavivasse a rejeição popular a esse tipo de energia". Esse cenário foi considerado pouco provável no estudo, que apontava grandes chances de crescimento do número de usinas nucleares no mundo, estimuladas sobretudo pela necessidade de gerar energia com baixa emissão de gases de efeito estufa. Debate nos EUA. A crise nuclear no Japão também ressuscitou nos EUA o dilema da convivência com 104 usinas - a maioria próxima do limite de 40 anos de operação - e abriu uma polêmica em torno do plano do governo americano de construir 20 novas centrais. O episódio trouxe de volta o mais grave acidente do gênero nos EUA - o derretimento do reator da usina nuclear de Three Mille Island, na Pennsylvania, em 1979. Houve vazamento radioativo e cerca de 140 mil pessoas foram retiradas da região. Segundo Arnie Gundersen, engenheiro da área nuclear, 23 reatores nos EUA são iguais aos de Fukushima. Com base em documentos oficiais, Gundersen afirmou que a Comissão Reguladora Nuclear admitiu que as usinas com esses reatores jamais deveriam ter recebido sua licença. Boa parte das 104 atuais usinas - responsáveis por 20,3% da eletricidade nos EUA - começa a ser desativada em 2012. Será preciso substituí-las por outras mais modernas ou ampliar a geração em outras fontes. / DENISE CHRISPIM MARIN, DE WASHINGTON |
JAPÃO/TSUNAMI-USINA NUCLEAR [In:] FÚRIA INDOMÁVEL *
Dois golpes seguidos e certeiros, que lançaram por terra a aura de infalibilidade associada à cultura tecnológica japonesa de qualidade e segurança.
Prosseguindo a atual dificuldade de resfriar o combustível, não se descarta o derretimento total dos núcleos dos reatores. Uma perspectiva mais similar a Tchernobil (maior desastre atômico da história, em 1986, na Ucrânia), com liberação de grande quantidade de material radioativo.
Autoridades japonesas afastam a possibilidade desse outro pior cenário. Por toda parte, no entanto, o acidente já suscita discussão sobre a energia nuclear.
Apesar das dificuldades econômicas, o Japão está longe da decadência da União Soviética nos anos 1980. Se um desastre desses ocorre no país mais rico da Ásia, a terceira economia do mundo, pode acontecer em qualquer lugar.
Nenhuma central nuclear do planeta está protegida contra os mais graves episódios sísmicos possíveis no local, pois o custo do sistema de segurança seria proibitivo. Com base em análise de riscos, fixa-se o nível de probabilidade e gravidade do desastre (um evento a cada século, por exemplo) que as instalações devem ser capazes de suportar.
Segundo Michael W. Golay, especialista em engenharia nuclear do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA), não há no mundo, hoje, usina atômica pronta para sair intacta de um terremoto de intensidade 9 na escala Richter. Mas ele ocorreu no Japão.
O território brasileiro não está sujeito a sismos dessa magnitude. Tampouco a Alemanha; mesmo assim, a premiê Angela Merkel realizou reunião de emergência no fim de semana para reavaliar a segurança de reatores.
China e Índia, entre outras nações, anunciam que revisarão seus planos de expansão para termelétricas nucleares. Existem 443 usinas em operação no mundo, gerando 15% da eletricidade produzida, e 158 planejadas.
Diante do desastre de Fukushima, parece provável que esse "renascimento nuclear" seja posto em compasso de espera. No Brasil, servirá talvez para soterrar a ideia mirabolante aventada em 2008 pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de erguer 50 novas usinas, além das 2 em funcionamento (Angra 1 e 2), 1 em construção (Angra 3) e mais 4 previstas.
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http://sergyovitro.blogspot.com/2011/03/editorial-folha-de-sao-paulo_6819.html
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(*) Título de filme.
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sexta-feira, fevereiro 04, 2011
FURNAS [In:] OS LOBOS DA ESTEPE...
Dilma escolhe nome ligado a Sarney para chefiar Furnas
Escolha de Dilma para Furnas amplia força política de grupo ligado a Sarney |
O Estado de S. Paulo - 04/02/2011 |
Flávio Decat, apadrinhado do presidente do Senado e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, vai presidir a estatal; decisão barra hegemonia de deputados peemedebistas no setor elétrico, como Eduardo Cunha (RJ), e amplifica atritos na base aliada BRASÍLIA - Em mais uma demonstração pública de afirmação de sua autoridade e da animosidade que marca a relação entre os partidos da base aliada, a presidente Dilma Rousseff confirmou nesta quinta-feira, 3, a escolha do engenheiro Flávio Decat para presidir Furnas Centrais Elétricas. Dilma tinha a intenção de levar Decat para a presidência da Eletrobrás, mas a crise política vivida por Furnas, com a circulação de dossiês e acusações mútuas entre petistas e peemedebistas, levou a presidente a mudar sua escolha. Para a presidência da Eletrobrás o nome mais forte passou a ser o do atual secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, homem de confiança de Dilma Rousseff no setor elétrico. O atual presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Filho, deverá ser descolocado para a presidência da Eletronorte, cargo que já ocupou. A escolha dos primeiros nomes para a direção das estatais do setor elétrico demonstra, mais uma vez, a força do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no atual governo. Flávio Decat, que ultimamente estava no Grupo Energia, do setor privado, tem o apoio de Sarney e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Sarney elegeu-se para a presidência do Senado pela quarta vez na última terça-feira. Muniz Filho, que agora deverá ir para a Eletronorte, também é afilhado de Sarney. Razões A escolha de Decat para a presidência de Furnas teve três objetivos: além da afirmação da autoridade presidencial e de fazer mais um agrado ao grupo do senador José Sarney, serviu de punição ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), padrinho do atual presidente de Furnas, Carlos Nadalutti Filho. Dilma mostrou a Cunha que só negociará com o PMDB como um todo, deixando de atender pleitos solitários. Na crise de Furnas, a presidente optou por ignorar o PMDB da Câmara, ao mesmo tempo em que fortaleceu o PMDB do Senado e seus líderes. De acordo com participantes de uma reunião entre os dirigentes peemedebistas com o ministro Antonio Palocci (Casa Civil), encerrada às 2 horas da madrugada desta quinta-feira, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), deu berros ao saber que Dilma escolheria Decat para Furnas. "A Câmara não aceita perder Furnas para o Senado", teria dito Henrique Alves, segundo um dos presentes. Dessa reunião participaram, além de Henrique Alves e Palocci, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e o vice-presidente Michel Temer. O encontro foi realizado num apartamento de Temer, num hotel que fica a menos de 600 metros do Palácio da Alvorada. No final da tarde de ontem foi feita nova reunião entre os mesmos participantes, quando o nome de Decat foi confirmado. Coube ao ministro Edison Lobão anunciar a escolha de Decat. "Ele foi convidado pessoalmente pela presidente Dilma Rousseff", afirmou Lobão. Um dos padrinhos da indicação, o ministro disse que não há o que se falar contra Decat, que é um técnico do setor elétrico e que já trabalhou tanto na iniciativa privada quanto nas estatais. Ele já foi diretor da Eletrobrás - quando caiu nas graças de Dilma Rousseff - e já presidiu estatais do setor elétrico nos Estados, como as de Alagoas e as do Piauí. De acordo com Lobão, Decat vai pedir que todos os diretores de Furnas coloquem seus cargos à disposição. Os novos nomes que comporão a diretoria, afirmou Lobão, serão definidos por consenso entre ele e Decat. Atualmente a direção de Furnas é dividida entre petistas e peemedebistas. Colaboraram Christiane Samarco, João Domingos, Tânia Monteiro, Vera Rosa e Leonencio Nossa |
(*) ... baseado no título de livro (1927) de Hermann Hesse.
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quinta-feira, dezembro 23, 2010
DILMA PRESIDENTE [In:] VERBAS INDENIZATÓRIAS
Ministros de Dilma usam e abusam de verbas
| Autor(es): Tiago Pariz e Ivan Nunes |
| Correio Braziliense - 23/12/2010 |
Os 12 parlamentares indicados para o ministério de Dilma Rousseff se destacam por uso intenso da verba indenizatória e pelo alto índice de faltas no Congresso. Garibaldi Alves (PMDB-RN) utilizou R$ 31 mil de dinheiro público para divulgar o mandato em emissora de parentes. transição Ministros bons de faltas e de cifras Os 12 parlamentares indicados para compor o ministério de Dilma tiveram ausência média de 40% nas sessões do último semestre. Alguns usaram a verba de gabinete para se promover e alugar aviões durante as eleições Os 12 deputados e senadores indicados ministros pela presidente eleita, Dilma Rousseff, apresentaram altos gastos com verbas indenizatórias e faltas em plenário. Divulgação do mandato em empresas da própria família, aluguéis de jatinhos e passagens aéreas em plena campanha eleitoral, além da utilização da verba de parlamentar para autopromoção, são exemplos de despesas. Nas quase 30 sessões deliberativas que Câmara e Senado tiveram nos últimos seis meses, a ausência média foi de 40%. |
sexta-feira, dezembro 03, 2010
DILMA PRESIDENTE/MINISTÉRIOS [In:] NO MEIO DO CAMINHO TINHA UM ''CARDOZO''; TINHA UM ''CARDOZO'' NO MEIO DO CAMINHO ... *
CARDOZO FECHA A COTA DE DILMA
NOVO LOTE DE NOMES COM O "OK" DE DILMA | |
Autor(es): Denise Rothenburg | |
| Correio Braziliense - 03/12/2010 | |
A presidente eleita escolheu o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores da campanha, para o Ministério da Justiça. Já o PMDB emplacou Edison Lobão em Minas e Energia, e Wagner Rossi na Agricultura. A presidente eleita planeja confirmar hoje mais uma lista de figuras que vão compor o seu ministério. Cardozo, na Justiça, além dos peemedebistas Lobão (Minas e Energia) e Wagner Rossi (Agricultura), está confirmado Está tudo pronto para que a presidente eleita, Dilma Rousseff, anuncie hoje mais um lote de ministros. Entre a madrugada e a tarde de ontem, por exemplo, ela escolheu mais três: José Eduardo Cardozo (PT-SP) para a Justiça; Wagner Rossi (PMDB-SP), para Agricultura, e o senador reeleito Edison Lobão (PMDB-MA), que retorna ao Ministério de Minas e Energia. Os anúncios devem ser feitos por nota oficial, conforme ocorreu com os nomes já oficializados. O time e as cifras === (*) Parafraseando Drummond de Andrade. --- |

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