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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

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quarta-feira, outubro 09, 2013

ELEIÇÕES 2014: O LOBO DA ESTEPE (3)

09/10/2013
Grupo da Rede passa a integrar executiva do PSB


Partidos começam a avaliar perspectivas nos estados, e seus líderes aparecerão na TV 

Chico de Gois chico.gois@bsb.oglobo.com.br


No primeiro encontro entre as cúpulas do PSB e da Rede após o anúncio de filiação da ex-senadora Marina Silva ao partido do governador Eduardo Campos, as duas legendas decidiram que representantes da Rede farão parte informal da executiva do PSB. Oficialmente, os membros da Rede não podem integrar a executiva socialista porque não pertencem ao diretório nacional, mas foi o jeito encontrado para que os simpatizantes de Marina possam apresentar suas ideias para um eventual plano de governo, caso se confirme a candidatura de Campos à Presidência, em 2014.

Ontem, Pedro Ivo, da coordenação de organização da Rede; Gutemberg Gomes, da executiva do partido, e Carlos Siqueira, primeiro-secretário do PSB, reuniram-se por aproximadamente cinco horas para uma avaliação preliminar das perspectivas de união nos estados.

— Preferimos não avançar muito na discussão regional para termos um quadro mais detalhado de nossos próprios quadros. Nós ainda nem sabemos direito quem está filiado — disse Siqueira.

Marina não fará parte desse grupo da executiva do PSB. Sua função será viajar pelo país para divulgar as ideias da coligação. Amanhã, ela estará em São Paulo com Eduardo Campos; na próxima terça-feira, irá proferir palestra ém Recife.

A ex-senadora aparecerá fazendo um jogral com Campos no programa do PSB que vai ao ar amanhã. Foi pinçado parte de seu discurso do sábado, ao lado de Campos, em que fala das dificuldades que enfrentou para legalizar sua legenda, e ela dirá que, em plena democracia, tem de manter sua agremiação na clandestinidade. O programa contará com a presença da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP). A Rede terá direito de expor seu símbolo. 

adicionada no sistema em: 09/10/2013 03:27

ELEIÇÕES 2014: O LOBO DA ESTEPE (2)

09/10/2013
Campos agora fala em 'aposentar raposas'


Política está mofada, diz governador, aliado de uma dezena de partidos em PE


-SALVADOR E NOVA YORK- 

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pré-candidato à Presidência da República, classificou ontem a política brasileira como "mofada, cansada, atrasada" e disse que está na hora de aposentar as "raposas que já estão enchendo a paciência do povo brasileiro".


Campos deu entrevista, por telefone, à Rádio Metrópole de Salvador.


— Chegou a hora de a gente aposentar um bocado de raposas. (Elas) Têm de ir para casa para o Brasil seguir em frente e continuar mudando — disse Campos, que conta desde sábado com o apoio de Marina Silva.

O governador, porém, não citou quais seriam as raposas a que se referia. Disse que tem consideração e amizade pelo ex-presidente Lula (PT) e pelo senador Aécio Neves, pré-candidato tucano à Presidência, que, segundo ele, fazem um tipo de política que ele, Campos, diz que não quer mais fazer.

— As figurinhas são as mesmas, as mesmas cabeças, só pensam nas casquinhas, nos políticos debaixo do braço para empregar alguém que não arruma emprego na iniciativa priva -da para atrasar a vida do povo. 

O povo está querendo eficiência, mudança. Essa política é analógica, e a população está na era digital, não aguenta mais conversa, não, quer velocidade — disse Campos.

Ao ser indagado sobre a frase atribuída a Lula de que a aliança com Marina Silva teria sido um "soco no fígado" Campos disse que sua intenção "não foi dar soco em ninguém" mas "construir um caminho para animar a vida pública brasileira".

Em relação ao fatiamento de governos motivado pelas alianças partidárias, o pré-candidato do PSB, que abriga mais de uma dezena de partidos no governo de Pernambuco, disse que essa prática estaria "vencida";

— Não é nenhum preconceito com a política (atual). Já vi o mar encher e o mar secar. Você só tem sustentação parlamentar se você tem sustentação nas ruas — admitiu.


AÉCIO: VIGOR PARA OPOSIÇÃO
Já em Nova York, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse ontem que a aliança entre Campos e Marina indica que o ciclo do PT no governo pode estar chegando ao fim, e que "a campanha deixará de ter o maniqueísmo que sempre atendeu muito aos interesses do Partido dos  Trabalhadores".


Em entrevista, antes de palestra num seminário promovido pelo banco BTG Pactuai, Aécio afirmou que o acordo "traz vigor à oposição" e é, sobretudo, um atestado da vulnerabilidade do atual governo.

—Acho que é uma demonstração clara da fragilização desse modelo que está aí, que nos tem levado a um crescimento pífio ao longo dos últimos anos, com a inflação voltando a crescer ea estagnação dos nossos indicadores sociais. A presença tanto de Eduardo como de Marina no campo oposicionista deve ser saudada por nós como algo que prenuncia o fim desse ciclo de governo do PT — declarou.

Quinze dias depois de a presidente Dilma Rousseff fazer uma palestra em Nova York para acalmar investidores estrangeiros, a convite do Goldman Sachs, Aécio adotou um discurso bem diferente. Em tom de campanha diante de uma platéia de mais de 500 investidores — metade composta de brasileiros , ele focou a sua retórica nos desafios que o Brasil enfrenta para "voltar a ser uma nação confiável, sobretudo para o investimento privado".

adicionada no sistema em: 09/10/2013 03:32

sexta-feira, julho 05, 2013

... E O NOSSO DINHEIRO (BNDES) COLOCADO NO GRUPO? ESSE É O ''X'' (XIS) DA QUESTÃO !!!

05/07/2013
Empresas 'X': Reestruturação puxa ações do grupo de Eike

A confirmação de que a empresa MPX, de energia, ganhará aporte de R$ 800 milhões, iniciando uma reestruturação que deve atingir outras companhias "X”, animou investidores e puxou a Bolsa, em dia de feriado nos EUA, com os mercados lá fechados. As ações da MPX subiram 10,2% e influenciaram outras companhias do grupo: a OGX subiu 20,5% e a MMX, 8,5%

Novo fôlego

Ações do grupo EBX sobem após início da reestruturação, com saída de Eike do conselho da MPX

Daniel Haidar, João Sorima Neto
e Danielle Nogueira

MUDANÇA NAS "X"
RIO E SÃO PAULO


O início do processo de reestruturação do grupo EBX deu novo fôlego aos papéis das companhias negociadas na Bovespa. As ações da petroleira OGX registraram a maior valorização, com alta de 20,51% a R$ 0,47. 

Outros papéis acompanharam o movimento, como a MMX, de mineração, que subiu 8,52%, a R$ 1,40, e a MPX, de energia, com alta de 10,23%, a R$ 7,13. O mercado reagiu bem ao anúncio de que a empresa de energia receberá um aumento de capital de R$ 800 milhões - que significará a ampliação da fatia da sócia alemã E.ON na empresa. Além disso, a companhia informou ao mercado que Eike Batista não fará mais parte do conselho e que a MPX adotará um novo nome, que deve ser definido até outubro. Já se sabe que a empresa excluirá o "X", letra símbolo dos empreendimentos de Eike.

A medida é o primeiro passo do processo de reestruturação orquestrado pelo BTG Pactual, que consiste basicamente na venda das empresas mais rentáveis e no fatiamento do grupo. A estimativa é que poucos ativos permaneçam sob o guarda-chuva da holding EBX no fim da operação. Caso o processo seja bem-sucedido, significa uma mudança radical no grupo, que cresceu com a perspectiva de operações interligadas entre as companhias.


Fontes que acompanham a operação afirmam que Eike pode vender integralmente suas participações na MPX e na MMX. Após o aporte de capital, a fatia de Eike na empresa de energia deve ser reduzida de 29% para cerca de 24% (caso realmente não compre novas ações). 


Estas duas empresas já têm projetos em operação e são consideradas as mais atraentes pelo mercado. A MPX é a companhia com maior valor de mercado no grupo, avaliada em R$ 4,11 bilhões, segundo a Bloomberg, e conta com cinco usinas térmicas em funcionamento. Já a MMX tem como um de seus principais ativos o Porto do Sudeste. 

Procurada pelo GLOBO para falar da perspectiva de venda, informou que "está avaliando oportunidades de negócios, incluindo, mas não se limitando, à venda de ações detidas pelo acionista controlador da companhia, assim como de seus ativos". A solução para empresas em fase pré-operacional é considerada mais complexa, de acordo com fontes envolvidas na reestruturação.

Até o momento, a avaliação é que o empresário deve permanecer com companhias como a AUX, de ouro, a REX, de investimentos no setor imobiliário, a IMX, de entretenimento, a CCX, de carvão, e uma participação minoritária na LLX, de logística. Os recursos obtidos com esta estratégia de venda de participações deverão ser usados para quitar dívidas e obrigações da holding EBX. 


O processo resultaria no saneamento de dívidas do grupo, e deixaria Eike, ao final, com um patrimônio da ordem de US$ 1 bilhão a US$ 2 bilhões. O BTG cancelou recentemente uma linha de empréstimo de US$ 1 bilhão para o grupo, mas nada havia sido desembolsado no período.


envolvimento dos alemães

As negociações para a reestruturação da MPX foram acompanhadas de perto pelo alemão Jorgen Kildahl, que assumiu a presidência do conselho de administração da MPX ontem. Ele era o membro da E.ON. no Conselho, no qual exercia a função de vice-presidente. Kildahl passou os últimos dias no Brasil diretamente envolvido nas negociações com o BTG e embarcou para a Alemanha ontem, no fim da tarde. Após o aumento de capital, a alemã elevará sua participação de 36,2% para 38%, com uma injeção de R$ 366,7 milhões ao preço de R$ 6,45 para cada ação. O executivo deixou claro que sua opção de entrar na MPX tinha como pano de fundo a aposta nos fundamentos da economia brasileira, apesar da desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto, soma dos bens e serviços produzidos no país) e da alta da inflação. A interlocutores, ele repetia que "nenhum lugar do mundo está 100%".

A multinacional também vai buscar um brasileiro para assumir o conselho. Kildahl demonstrou confiança no corpo técnico da MPX. Dizia que era uma empresa "saudável" e deixou claro durante as negociações que "é preciso separar a empresa do resto do grupo EBX". A ideia é que a empresa tenha um nome próprio e não simplesmente reproduza o nome E.ON.

"A E.ON agradece a grande contribuição de Eike Batista na MPX, tornando-a uma das mais atrativas empresas de energia do Brasil, desde sua fundação em 2001", disse Kildahl, em comunicado.

- É muito importante no processo de tornar a empresa totalmente independente - reforçou o diretor-presidente da MPX, Eduardo Karrer, que será mantido no cargo, segundo o comunicado da empresa, que foi procurada pelo GLOBO, mas evitou se pronunciar a respeito das mudanças.

Minoritária na MPX, a Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, evitou comentar se compraria novas ações para evitar uma diluição de sua participação na empresa.

- A MPX já passou da fase pré-operacional. Pode ter sido contaminada pelos problemas de outras empresas do grupo - disse Arminio.

Para o analista Gabriel Ribeiro, da Um Investimentos, a reestruturação das empresas e a transformação de Eike Batista em acionista minoritário já era esperada desde que foi firmada parceria estratégica com o banco BTG Pactual para aconselhamento. O analista avalia que os potenciais compradores de outras empresas, como a MMX, de mineração, esperam obter um preço menor pelos ativos.

- Foi o primeiro passo. Além da MPX, a MMX é um bom ativo, que pode ser vendido. A LLX que tem o Porto do Açu, é vista com bons olhos pelo mercado, mas ainda precisa de um volume de investimentos significativo - afirma Ribeiro.

Os papéis de alguns dos bancos credores do grupo EBX também subiram ontem. As ações preferenciais (sem direito a voto) do Itaú Unibanco ganharam 1,26%, a R$ 27,32, enquanto os papéis do BTG Pactual subiram 5,93%, a R$ 27,13.


OSX é exceção, com queda de 8,69%


Os papéis do estaleiro OSX foram a exceção entre as ações do grupo EBX ontem. As ações recuaram 8,69%, a R$ 1,07. Fontes próximas ao projeto de reestruturação afirmam que a empresa deve ser fechada e não descartam a hipótese de uma recuperação judicial. A empresa foi afetada pelo informe ao mercado feito pela petroleira OGX na última segunda-feira. A companhia disse que seu único campo em produção, o de Tubarão Azul, pode parar no próximo ano e declarou que era inviável explorar petróleo em outros três campos. Uma das consequências na revisão de suas projeções, foi o cancelamento de algumas encomendas feitas ao estaleiro e o ressarcimento imediato de US$ 449 milhões à empresa. Com a mudança de cenário, a OGX teve seu rating rebaixado pelas principais agências de classificação de risco e analistas intensificaram as cobranças para que Eike exerça uma opção de compra de ações no valor de US$ 1 bilhão. Fontes que acompanham de perto a reestruturação dizem que, no curto prazo, esta hipótese não está em discussão.

Em comunicado enviado ontem à Comissão de Valores Mobiliários, a empresa afirma não ser totalmente dependente das demandas da petroleira OGX. Ela citou a construção de um navio PLSV para a Sapura e a construção de alguns módulos e integração de duas plataformas FPSO para a Petrobras. A empresa esclarece que não pretende recorrer à recuperação judicial e que seu perfil de endividamento é compatível com seus projetos.

"As obras e equipes necessárias permanecem trabalhando normalmente na execução da Fase 1 do estaleiro, que quando concluída o capacitará a atuar como um dos principais canteiros offshore do Brasil", informa o fato relevante divulgado pelo estaleiro.

adicionada no sistema em: 05/07/2013 04:38

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

BANCO PANAMERICANO [In:] ''O QUE SERÁ QUE SERÁ QUE ANDAM COMBINANDO NO BREU DAS TOCAS..."

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PanAmericano terá suporte bilionário

BTG Pactual quer PanAmericano com R$ 40 bilhões de ativos


Autor(es): Vanessa Adachi | De São Paulo
Valor Econômico - 02/02/2011

Antes um banco à beira da quebra, o PanAmericana sai da operação de resgate no último fim de semana como uma nova potência do varejo bancário no país. Apoiado por dois dos maiores bancos brasileiros - a agressiva BTG Pactual e a Caixa Econômica Federal -, a instituição fundada pelo empresário Silvio Santos deve, agora, decolar.
O banco poderá ter ativos de até R$ 40 bilhões em três a quatro anos. Para sustentar suas operações, o novo PanAmericano contará com uma estrutura de captação de recursos reforçada. A Caixa comprometeu-se a fornecer até R$ 10 bilhões em funding ao longo dos próximos anos, por meia da compra de recebíveis e operações no interbancária. O BTG Pactual fornecerá outros R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões.


Antes um banco ancorado num ativo fictício, com operação deficitária e que esteve à beira da quebra por pelo menos três vezes (na crise de 2008, em novembro e agora), o PanAmericano emerge da operação arquitetada para resgatá-lo no último fim de semana como uma nova potência do varejo bancário do país. Apoiado por dois dos maiores bancos brasileiros - o ágil e agressivo BTG Pactual de um lado e o estatal Caixa Econômica Federal de outro -, a instituição fundada pelo empresário Silvio Santos deve, agora, decolar.

"Esse banco tem potencial para ter tamanho de ativo bem grande. Se falar em R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões de carteira não é nada fora da realidade", diz José Luiz Acar Pedro, apontado para assumir a presidência da instituição, completando que esse objetivo deve se cumprir em três a quatro anos.

Esse tamanho de carteira de crédito colocaria o PanAmericano ao redor da oitava posição. Segundo os dados do Banco Central de setembro, o HSBC tem carteira de crédito de R$ 37,4 bilhões e o Safra, de R$ 27,9 bilhões. O PanAmericano aparecia na 19ª posição, com R$ 6,1 bilhões.

Para sustentar sua operação, o novo PanAmericano contará com uma estrutura de captação de recursos vitaminada. A Caixa comprometeu-se a fornecer até R$ 10 bilhões em funding ao longo dos próximos anos, por meio de compra de recebíveis e operações no interbancário. O BTG Pactual fornecerá outros R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões. Ambos em condições de mercado, sem subsídio.

Sob o comando dos funcionários de Silvio Santos, o PanAmericano tinha uma estrutura de captação com custos tão elevados que simplesmente inviabilizava uma operação rentável.

Ao concordar com as duas operações de resgate, num total de R$ 3,8 bilhões, os maiores cotistas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que são também os maiores bancos de varejo do país, criaram espaço para o surgimento de um concorrente de peso.

Outros bancos chegaram a ser consultados pelo FGC para assumir o PanAmericano. Muitos se perguntavam ontem por que a operação não interessou a Bradesco e Itaú, por exemplo, já que eles próprios tinham uma exposição ao banco por conta das carteiras de crédito adquiridas e que se mostraram fictícias em muitos casos. Um experiente banqueiro, de uma grande instituição, diz que a operação não fazia sentido para nenhum dos dois, porque, com a Caixa como sócia, não seria possível consolidar as operações do PanAmericano e ganhar sinergias. A decisão de fazer um movimento para barrar o avanço de um concorrente nessas condições não era óbvia.

Para transformar o PanAmericano na máquina de fazer dinheiro que pretende, o BTG Pactual terá ainda muito trabalho. O balanço do terceiro trimestre do ano passado, ainda sem data para ser publicado, virá limpo de todas as fraudes e inconsistências encontradas. Isso quer dizer que o ativo remanescente será raquítico, muito menor que os R$ 11,9 bilhões exibidos em junho e que o colocavam na 21ª posição no ranking de ativos. O banco precisará ganhar ritmo ainda e os indispensáveis investimentos em tecnologia levarão algum tempo para surtir efeito.

Há muitos desafios pela frente. Existem, ainda, alguns prejuízos lá dentro que precisam ser digeridos. O caso mais gritante envolve suspeitas de desvio de dinheiro em conluio com a antiga administração, algo ainda não apurado. O mineiro Adalberto Junior emprestou centenas de milhões de reais ao PanAmericano por meio de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com taxas prefixadas que beiram os 30% ao ano por prazos tão longos quanto 20 anos. Para efeito de comparação, a taxa básica está em 11,25%. Sob a gestão do BTG, a ideia é renegociar essas e outras operações, trazendo-as para a realidade de mercado.

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