PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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sexta-feira, julho 05, 2013

''(...) -- FALA GAROTO!!''

Filho de Garotinho aceita ingressos da CBF, entidade que está na mira do pai

  • Wladimir foi descoberto entre convidados da confederação que viram a final da Copa das Confederações no Maracanã

BRASÍLIA — O pai, na Câmara, quer criar a CPI da CBF. Mas o filho não se furta a assistir o jogo do Brasil no Maracanã na área destinada aos convidados da confederação. É assim a família Garotinho. O deputado Anthony Garotinho é um dos maiores críticos da entidade e tentou no início de seu mandato instalar em Brasília uma CPI para investigar supostas irregularidades cometidas pela confederação — em discurso recente disse que a sigla CBF poderia significar “Confederação Brasileira de Falcatruas”. Perguntado nesta quinta-feira pelo Globo, o deputado disse que não pediu ingresso para ninguém, e que a reportagem falasse com o próprio filho Wladimir. Este, por sua vez, disse que não sabia que era ingresso da CBF, e que ganhou duas entradas do deputado Paulo Feijó, aliado da família em Campos.
A princípio, Feijó negou ao GLOBO, por meio de uma assessora, que tenha dado ingressos para Wladimir e até mesmo que tenha recebido ingressos da entidade. Mais tarde, o próprio deputado explicou melhor, por telefone:
— Um amigo meu da CBF me deu dois ingressos, mas na hora acabei desanimando de ir ao jogo. É muito chão daqui de Campos para lá. Aí dei para o Wladimir.
A filha famosa de Garotinho é Clarissa, que seguiu a carreira do pai e tornou-se deputada estadual. Não fosse um golpe de azar, Wladimir passaria despercebido na multidão de convidados da entidade. Mas exatamente duas fileiras à frente de Wladimir e sua esposa, estavam o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e sua namorada. Com a revelação de que Alves levou amigos e parentes em um avião da Força Aérea Brasileira para ver o jogo, as fotos dele no estádio caíram na rede. E descobriu-se, então, que o filho do ex-governador e grande crítico da CBF aproveitou a final da Copa das Confederações, acompanhado da mulher, por conta de uma cortesia da entidade.

 http://oglobo.globo.com/pais/filho-de-garotinho-aceita-ingressos-da-cbf-entidade-que-esta-na-mira-do-pai-8922445#ixzz2YB9igBeU
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segunda-feira, julho 01, 2013

ABALOU ...

01/07/2013
Encoberta pelo povo


Fifa teve de assistir a um de seus principais produtos dividir as atenções com a onda de protestos espalhados por centenas de cidades brasileiras. E mais: cartazes criticavam a entidade, e até os patrocinadores foram afetados

Emmanuel Macêdo
Rodrigo Antonelli


O primeiro grande evento que o Brasil se propôs a organizar acabou. A Copa das Confederações teve a final ontem e agora faz parte do passado. Porém, o que deveria ser motivo para discussões nas ruas, bolões de torcedores e grandes manchetes dos jornais do mundo em junho, acabou ofuscado pela onda de manifestações pelo Brasil.

Nas redes sociais, as fotos compartilhadas nos estádios de Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e Salvador foram engolidas pelas postagens inflamadas dos protestos pelo país. Para piorar, muitas das manifestações ocorreram na região onde os estádios estão construídos, em uma clara insatisfação da população com o dinheiro gasto no evento e na falta de qualidade nas escolas e nos hospitais. “Deu para notar uma atenção bem menor para a Copa das Confederações mesmo. Os protestos tomaram conta de todos os jornais. Acho isso muito legal, porque mostra com o que o povo realmente se importa”, diz a assistente de enfermagem Jaqueline Andrade, de 26 anos.


Jaqueline é apenas uma das várias vozes ouvidas pelo Correio nas ruas. “Saúde, educação e segurança são muito mais importantes do que o futebol. Que bom que esses assuntos estão no centro da discussão na imprensa, e não a Copa das Confederações”, concorda Juliano Ferreira, 25 anos, programador de computador.

O pedido das pessoas vem pouco dias antes de Luis Fernandes, secretário executivo do Ministério dos Esportes, anunciar que o orçamento da Copa do Mundo atingiu R$ 28 bilhões. No mesmo momento em que esse número foi divulgado, Fernandes lembrou que não foi tirado dinheiro de outras áreas para colocar na Copa. Para 2013, o orçamento prevê R$ 71,7 bilhões para a educação e R$ 87,7 bilhões para a saúde.

Fenômeno raro

O discurso das pessoas pode até ser surpreendente, já que, nos últimos anos, o país tinha “adormecido” em relação a grandes protestos. E, com o futebol sendo o principal esporte do Brasil, era de se esperar um envolvimento maior das pessoas. “É um fenômeno raro na nossa sociedade. No Brasil, o futebol sempre ocupou um lugar de muito interesse e chegou a ser usado para encobrir questões políticas. Dessa vez, porém, o povo se mostrou mais preocupado com o futuro do país do que com o futebol”, afirma o sociólogo André França, lembrando que até os participantes da Copa das Confederações tiveram de falar sobre o assunto. “As vozes das ruas foram mais fortes, obrigando todos os envolvidos a se posicionarem, de jogadores a dirigentes”, concluiu.

Com os dois eventos no Brasil — Copa das Confederações e Copa do Mundo —, a Fifa vai lucrar aproximadamente R$ 4 bilhões. Joseph Blatter, presidente, já disse, em outros tempos, que é na Copa do Mundo que a entidade consegue mais de 90% das receitas para a própria existênia e para a organização de todos os eventos em que ela chancela. E não é na venda de ingressos em que está a maior parte da receita. Esse dinheiro é proveniente das empresas patrocinadoras, que apostam na superexposição de suas marcas durante os grandes eventos.

Com o torneio em segundo plano, alguns patrocinadores chiaram, principalmente os nacionais, que apostaram na competição como uma forma de fortificar a marca. Entre os patrocinadores tradicionais, a Adidas foi a única que se manifestou publicamente. Na semana passada, em evento da própria empresa para apresentar as metas de crescimento, o diretor geral da multinacional no Brasil, Fernando Basualdo, comentou: “Esperamos que os governantes e as partes interessadas ouçam as mensagens nacionais e busquem uma solução rápida”. Mesmo pedindo por soluções, o diretor de maketing, Rodrigo Messias, na ocasião, considerou a competição “um êxito total”. “Não tivemos impactos negativos para a marca”, disse.

Em contato com o Correio, Ricardo Wolff, diretor de Marketing Institucional da Johnson & Johnson no Brasil, uma das patrocinadoras específicas da Copa das Confederações, prefere não se alongar quando perguntado sobre a relação entre a competição e os protestos. “Entendemos que esse é um momento importante na história do país e apoiamos o direito de todos de manifestarem suas opiniões de forma pacifica.”

O balanço final da maior parte das empresas em relação à competição ainda não foi fechado. Mas é certo que quem investiu milhões não ficou satisfeito com as imagens de tanto vandalismo correndo mundo afora.

"A Copa das Confederações perdeu espaço e, consequentemente, o alcance que os patrocinadores esperavam atingir foi menor”

Eduardo Muniz, 

professor de Branding no Esporte da ESPM de São Paulo

"Não tem mais ponto de retorno. As multas rescisórias são brutais. Todos os contratos estão sempre protegidos”

Antônio Carlos Morim, 
coordenador de MBA da ESPM do Rio de Janeiro


Saiba mais

Vandalismo 

Em Salvador, carros com adesivos da Copa das Confederações foram apedrejados no caminho para a Fonte Nova, onde o Brasil enfrentou a Itália, e convidados admitiram receio em usar camisetas promocionais da competição. Concessionárias de carro de uma das parceiras da Fifa foram depredadas e saqueadas durante manifestações em Fortaleza e em Belo Horizonte. No Rio de Janeiro, funcionários do Copacabana Palace, hotel onde estão hospedados os dirigentes da entidade, teriam sido instruídos a retirar bandeiras da Fifa da fachada.

sexta-feira, junho 14, 2013

''É GOL... QUE FELICIDADE! ..." (Trio Esperança)

14/06/2013
Blatter minimiza atrasos nos estádios


Leonardo Maia
Tiago Rogero
Rio


Quando Joseph Blatter entrou na sala do Copacabana Palace para a entrevista coletiva, com atraso de 1h13, faltavam pouco mais de 48 horas para o início da Copa das Confederações. E ele admitiu: os estádios não estão 100% prontos,

Mas o suíço, presidente da Fifa desde 1998, garantiu já ter visto cenários piores. E assegurou: "Na hora do pontapé inicial, tudo estará pronto."

"Já fui a competições em que, uma hora antes do jogo de abertura e da chegada das autoridades, ainda havia pintores fazendo retoques. Muito trabalho ainda vai ser feito de última hora", reconheceu o presidente da Fifa, "Não é uma surpresa que operários ainda estejam trabalhando. Muita coisa ainda não foi acabada, mas vai acabar."

Ao lado de Blatter na coletiva não estava o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL), José Maria Marin. 

O presidente da Fifa preferiu se sentar entre o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o presidente em exercício do comitê organizador da Copa das Confederações, o marfinense Jacques Anouma (que não disse uma palavra sequer durante o evento). Marin ficou entre Rebelo e o CEO do COL, Ricardo Trade.

O ministro do Esporte se irritou com uma pergunta sobre o entorno do Maracanã, ainda recebendo retoques antes do primeiro jogo do estádio na Copa das Confederações, no domingo, entre México e Itália.

"O estádio foi entregue. Houve dois jogos-teste com pleno sucesso, dentro da mais absoluta tranquilidade e segurança", disse. Rebelo ao responder sobre uma "maquiagem" que estaria sendo feita no entorno do Maracanã. "Se aquilo que se está fazendo lá é chamado de maquiagem no seu país, então sinceramente eu tenho pena das pessoas de lá. De que país você é?", perguntou o ministro. O jornalista, que havia feito a pergunta em inglês, respondeu: "Sou brasileiro."

Premiação. No discurso de abertura, lido e sem improvisos, o presidente da CBF e do COL deixou claro estar ansioso para que o foco da imprensa deixe de ser a organização e infraestrutura dos estádios e se volte para a bola. "Daqui a dois dias, os senhores da imprensa deixarão de falar dos preparativos para falar do que mais interessa: o futebol", disse Marin.

O cartola afirmou que a premiação para jogadores e comissão técnica, em caso de conquista, já está definida. Mas ele não quis revelar o valor, "por uma questão de ética e elegância". Prometeu revelar após a Copa das Confederações, se o Brasil for campeão, mas só "com a concordância" dos jogadores.

"A coisa mais importante para eles é conquistar o título. Eu posso garantir, e sou amigo do Felipe Scolari: o que menos os preocupa é a premiação", disse.

quinta-feira, junho 13, 2013

... E QUANTO QUE EU LEVO NISSO? (Bordão personagem humorístico de Moacir Franco)

13/06/2013
Meu caro futebol...


Quanto custa uma paixão? No esporte mais popular do mundo, ela alcança cifras astronômicas. Por exemplo, o dinheiro gasto nos seis estádios para a Copa das Confederações, que começa sábado: R$ 4,8 bilhões. No campo, os valores também impressionam. Os jogadores da Seleção Brasileira, no mercado, valem juntos R$ 1,1 bilhão. Os japoneses, rivais na abertura do torneio, mal chegam a R$ 300 milhões. E a conta desse negócio bilionário fica para os torcedores. Além dos ingressos caros, eles vão gastar muito nas arenas. O preço de uma cerveja no Mané Garrincha será de R$ 12! Um copo de água, R$ 6. Sobra até para os turistas, que em Brasília desembolsam, em média, R$ 449 por uma diária nos hotéis.

Bomba-relógio


Juntos, os estádios da Copa das Confederações estouraram em 41,1% o orçamento inicial previsto. Para piorar, duas arenas ainda não atingiram os 100% a dois dias do início do torneio

Às vésperas do início da Copa das Confederações, os estádios que vão receber jogos ainda contam com problemas, mesmo já inaugurados e entregues à Fifa. Juntas, as arenas escolhidas para o torneio extrapolaram em 41,1% o orçamento inicial no primeiro balanço do Ministério do Esporte. Os seis equipamentos foram orçados em R$ 3,4 bilhões, mas custaram R$ 4,8 bilhões.

Os mais problemáticos são os mais caros: o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e o Estádio Mário Filho (Maracanã), que ainda não atingiram 100% das obras concluídas, restando apenas dois dias para o início da competição. Máquinas ainda circulam no entorno dos dois locais. As longas filas e a dificuldade de acesso também preocuparam durante os eventos testes que elas receberam.

O Castelão, em Fortaleza, foi o único empreendimento a respeitar o orçamento original, sem aditivos, enquanto o Maracanã foi o recordista em documentos complementares ao orçamento original: 10 aditivos foram assinados ao longo dos três anos de reforma. Em Pernambuco, o que mais preocupa é o futuro, uma vez que a arena foi construída em um local onde ainda não há comércio e residências.

Em todos os casos, os responsáveis pelas obras culparam detalhes de acabamento pelos aumentos nos valores iniciais. Os problemas não comprometem a realização da competição, mas podem dar dor de cabeça em quem pretende ir aos jogos. O Correio reuniu as principais informações e resumiu os problemas.

Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha

Orçamento previsto: R$ 702 milhões

Custo final: R$ 1,2 bilhão Variação: 72,2% Estágio das obras: 97%
Em Brasília, a dificuldade de acesso ao novo Mané Garrincha, principalmente por deficientes físicos, está entre as principais críticas. Torcedores que estiveram em Brasília x Brasiliense ou Santos x Flamengo reclamaram da dificuldade para chegar e das longas filas. Detalhes de acabamento também chamaram a atenção nas duas partidas: falta de pintura em alguns locais, torneiras não instaladas e azulejos fora de lugar. A Secopa-DF justificou que o orçamento inicial não continha obras de acabamento para o estouro na previsão inicial.


Arena Pernambuco (Recife)

Orçamento previsto: R$ 532 milhões

Custo final: R$ 650 milhões Variação: 22,1% Estágio das obras: 100%
A preocupação maior é quanto ao transporte dos torcedores, já que o estádio fica longe dos principais pontos de Recife, em uma área que ainda não há ocupação imobiliária. O teste de fogo, contudo, será apenas durante a Copa das Confederações, quando o local receberá três jogos. Algo que incomodou os torcedores foi o alcance da cobertura, que deixa 20% das arquibancadas desprotegidas. A Secopa-PE alega que o aumento no preço ocorreu porque a arena foi selecionada para a Copa das Confederações e teve de acelerar o ritmo.

Arena Castelão (Fortaleza)

Orçamento previsto: R$ 518,6 milhões

Custo final: R$ 518,6 milhões Variação: 0% Estágio das obras: 100%
Único estádio da Copa das Confederações a ser concluído sem aumento no valor previsto, o Castelão foi também o primeiro a ser inaugurado, em dezembro de 2012. Mas nem tudo é para se comemorar: o entorno da arena ainda é um grande canteiro de obras e causa transtornos aos torcedores. De acordo com a Secopa municipal, as obras de mobilidade nas imediações serão entregues em 15 de junho, quatro dias antes do primeiro jogo da Copa das Confederações na cidade. Porém, apenas 80% delas estão concluídas.

Arena Fonte Nova (Salvador)

Orçamento previsto: R$ 591,7 milhões

Custo final: R$ 689,4 milhões Variação: 16,5% Estágio das obras: 100%
O estádio da capital baiana foi o que passou por mais testes até agora, recebendo jogos de Bahia e Vitória frequentemente. Na Copa das Confederações, a arena será sede de dois jogos da fase de grupos, incluindo Brasil x Itália, e também da disputa de terceiro lugar. Em 27 de maio, parte da cobertura da arena despencou por causa de fortes chuvas e mais dinheiro teve de ser investido para a reparação do toldo. Sobre o aumento no valor, a Secopa-BA limitou-se a dizer que novas exigências da Fifa não estavam previstas no orçamento inicial e surgiram ao longo da construção.

Estádio Mineirão (Belo Horizonte)

Orçamento previsto: R$ 426 milhões

Custo final: R$ 695 milhões Variação: 63,1% Estágio das obras: 100%
Tradicional estádio brasileiro, o Mineirão foi reinaugurado em 3 de fevereiro, com o clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, e apresentou problemas, como sinalização confusa, falta de água e refluxo de esgoto nos banheiros. Eles se repetiram no último 4 de maio, durante show do ex-beatle Paul McCartney. O estádio recebe dois jogos da primeira fase e um da semifinal. Segundo a Secopa-MG, o aumento nos custos se deu por conta de obras adicionais no complexo Mineirão, em volta da arena, que não estavam na estimativa inicial.

Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)

Orçamento previsto: R$ 705 milhões

Custo final: R$ 1,12 bilhão Variação: 58,8% Estágio das obras: 98%
Palco da final e de mais dois jogos da fase de grupos da Copa das Confederações, o Maracanã tem mais problemas na área externa e na Justiça do que nas dependências internas. As calçadas não estão finalizadas e máquinas ainda transitam no local. Trânsito, longas filas e dificuldades de acesso estiverem entre as principais reclamações da torcida quando Brasil e Inglaterra fizeram um amistoso no local. Em discurso oficial, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, culpou o "imponderável" pelo aumento de mais de 50% na obra, que recebeu 10 termos.

A PÁTRIA DAS CHUTEIRAS E DOS PATROCINADORES (Futebol que é bom... Bem, seria exigir demais!)

13/06/2013
Disputa entre patrocinadores marca Copa das Confederações

A Copa das Confederações, que começa sábado, será o pano de fundo para uma disputa acirrada entre empresas que tentam aproveitar o momento de grande visibilidade para fixar suas marcas. Os 19 patrocinadores da Fifa e da competição terão espaço em campo e contarão com zonas de exclusão de publicidade no entorno dos estádios. As 12 patrocinadoras da seleção e outras empresas buscam espaço na TV, rádio, mídia impressa e internet para associar suas marcas ao torneio. A maior disputa se dará no setor de roupas esportivas, entre Adidas, tradicional parceira da Fifa, e Nike, patrocinadora da seleção.

Marcas disputam atenção do torcedor

Por Guilherme Serodio, Paola de Moura e Letícia Casado | Do Rio e de São Paulo


Quando a Copa das Confederações começar, no sábado, haverá mais do que oito seleções competindo. O torneio da Fifa é também o pontapé inicial para uma disputa acirrada entre empresas que tentam aproveitar a visibilidade dos próximos grandes eventos e fixar suas marcas para o público.

Enquanto as parceiras da Fifa terão espaço garantido no campo e no entorno dos estádios, e exclusividade no uso do nome do torneio, patrocinadoras da seleção brasileira e outras empresas buscam alternativas para atrair atenção.

No setor de artigos esportivos está uma das disputas mais fortes. Patrocinadora da Fifa e de quatro equipes, a Adidas atua na única área em que o patrocínio não garante exclusividade nos jogos. A rival Nike patrocina a seleção brasileira e, com seu logo na camisa, tem presença garantida toda vez que o time pisa no gramado. "A gente tem uma posição protagonista, mas, nos jogos do Brasil, a Nike possui uma exposição importante", admite o gerente de marca da Adidas, Diogo Guimarães.

A Adidas lança amanhã na TV e na internet uma campanha focada no evento. A peça usa os atletas brasileiros Daniel Alves, Lucas e Fred ao lado do espanhol David Villa - patrocinados pela empresa. "O mote da campanha é dizer que todo jogo começa zero a zero e que não são títulos de outras copas que vão definir o jogo quando a bola rolar".

A Fifa proíbe o uso das marcas dos dois eventos por qualquer empresa que não seja uma das 20 patrocinadoras oficiais. Além disso, qualquer propaganda que faça referência ao torneio, a jogos e partidas em estádios também são vetadas. Mesmo estratégias pequenas como estacionar um carro com marca no entorno das arenas ou distribuir brindes são vetadas.

Mas a instituição tem cuidado especial com os patrocinadores das seleções, que viabilizam em parte os eventos. O trato é nenhum avançar o sinal do outro. Na quarta, por exemplo, a seleção da Itália treinou no Engenhão, no Rio. Usou camisas e concedeu entrevista frente a um banner com marcas como Fiat, TIM e Puma. Mas, em treinos no Maracanã, as camisas não poderão ter estas marcas e os banners trarão os associadas à Fifa.

Sem vínculo com a Fifa ou a CBF, a Fiat lançou, há duas semanas, uma campanha chamando os torcedores para as ruas. Nos vídeos não há referência a estádios ou à competição. "Nós não somos patrocinadores, por isso falamos da rua", diz João Ciaco, diretor de publicidade e marketing da Fiat.

A disputa entre as montadoras é grande. Patrocinadora da seleção, a Volks associa seu líder de vendas, o Gol, à imagem da maior estrela da seleção hoje, Neymar Jr. A estratégia de investir em carros populares é compartilhada pela Hyundai, associada à Fifa. A montadora coreana quer ganhar espaço no Brasil e terá no HB20, seu carro mais barato, a estrela de sua campanha de marketing durante o evento.

Patrocinador da CBF desde 2010, o Gatorade, da PepsiCo, é o isotônico da seleção. Mas no torneio da Fifa, o único a entrar em campo será o Powerade, da rival Coca-Cola. "Nossa limitação é no fornecimento do produto aos atletas, mas continuamos na TV", diz o diretor de marketing da Gatorade, Tiago Pinto. "Usamos esse período para reafirmar a nossa presença".

A Coca, patrocinadora de bebidas não-alcoólicas da Fifa, quer aproveitar para aumentar sua participação no segmento, onde o Gatorade tem a liderança com cerca de 70%. "Temos um caminho longo mas esses eventos vão nos ajudar", diz Victor Bicca, diretor de Assuntos para a Copa da Coca-Cola.

As marcas Brahma e Budweiser, da Ambev, serão as cervejas oficiais da competição e estarão, inclusive, no bares dos estádios de Salvador e Pernambuco, que, fora dos eventos são abastecidos pela Itaipava, do concorrente Grupo Petrópolis.

Para a Visa, a associação com a Fifa lhe deu a vantagem de vender ingressos para seus clientes antes da liberação para o público. E também oferecerá nos estádios cartões pré-pagos carregáveis, em parceria com o Itaú. Já a Mastercard, patrocinadora da seleção, informou que não fará campanhas em respeito às regras da Fifa.

quarta-feira, novembro 28, 2012

OPERAÇÃO PORTO SEGURO (7): TENTÁCULOS DE POLVO e MEDÉIAS



Para a plateia petista



Panorama Político
O Globo - 28/11/2012
 

Reunido com os deputados da base aliada, o relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), desistiu ontem de indiciar o jornalista Policarpo Junior, de “Veja”, e confirmou o recuo no pedido de investigação sobre o procurador Roberto Gurgel. Os aliados do PT saíram do encontro com a nítida impressão que Cunha radicalizou apenas para atender ao seu público interno.
João Paulo: 20 anos de molho
Hoje, no STF, o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP), além da cadeia, terá punição mais dura: deve ficar duas décadas sem concorrer a nenhum mandato ou sem ocupar cargos públicos, como secretário estadual, municipal, ministro, diretor de empresas públicas, e sem integrar conselhos de administração. Isso porque ele vai pegar uma pena alta por conta do crime de peculato, mais alguns anos por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o que deve superar dez anos. Nos casos de lavagem, a pena inclui a proibição de ocupar ou concorrer a cargos públicos pelo dobro da condenação, ou seja, cerca de 20 anos.
“Deixa a moça (Rosemary Noronha) falar, até para (o ex-presidente) Lula saber quem eram os que queriam o apunhalar!” Chico Alencar Deputado federal (PSOL-RJ)
É verdade
O assessor do MEC Márcio Barbosa Lima, um dos investigados pela Operação Porto Seguro, que faz doutorado na UnB, é autor de tese de mestrado na Unicamp que tem como título: “Contribuição ao Estudo da Mentira na Vida Cotidiana”
É ver para crer
Muitos analistas não acreditavam que o STF condenasse os políticos envolvidos no mensalão. Quebraram a cara! Agora, o troante senador Mário Couto (PSDB-PA) adere à descrença. Ele proclamou: “Será que o Zé Dirceu tira um ano de cadeia? Tira nada! Eu aposto o meu mandato se o Dirceu passar mais de um ano na cadeia!” Aposta feita.
A pescadora
A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (PSD-TO), que realiza seminário com 26 empresários chineses, alinhavou um negócio no seu estado. A Jiangxi Group estuda instalar uma fábrica de ração para piscicultura em Tocantins.
Nova CPI na CBF
O governo está preocupado com o envolvimento de Marco Polo Del Nero, vice-presidente da CBF, nas investigações da Operação Durkheim pela Polícia Federal. Avalia que o fato cria ambiente para o funcionamento de uma nova CPI da CBF. O deputado Romário (PSB-RJ) começa hoje a coletar assinaturas para investigar os contratos da CBF com a TAM e para os jogos amistosos.
Puxando os freios
A Operação Porto Seguro fez os líderes aliados passarem a desaconselhar o governo a votar este ano a MP do Setor Elétrico. O temor é que convocações de ministros e servidores afastados para depor virem moeda de troca na Câmara.
Fim de festa
A presidente em exercício da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES), foi aplaudida ontem na reunião de líderes. Todos estão com o presidente Marco Maia (PT-RS) atravessado na garganta porque há três semanas ele não os consulta.
A PRESIDENTE DILMA cogita não ir à reunião da Unasul, em Lima, sexta-feira. Ela não quer estar fora caso surjam novos fatos da Operação Porto Seguro.
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sexta-feira, julho 13, 2012

HORA EXTRA [In:] SEXTA-FEIRA, 13
















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''VOA CANARINHO, VOA" *

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Políticos europeus cobram Blatter sobre subornos a Havelange e Teixeira

Lideranças políticas condenam presidente da Fifa por tentar acobertar caso de corrupção

13 de julho de 2012 | 9h 57


Brian Homewood e Keith Weir - Reuters
ZURIQUE - Políticos europeus cobraram explicações nesta sexta-feira do presidente daFifaJoseph Blatter, por conta das novas revelações num escândalo de corrupção que envolve os ex-dirigentes João Havelange e Ricardo Teixeira, que abalou ainda mais a imagem da entidade que dirige o futebol mundial.
Joseph Blatter, presidente da Fifa, admitiu que sabia de escândalos de Ricardo Teixeira - Alexander Demianchuk/Reuters - 20/12/12
Alexander Demianchuk/Reuters - 20/12/12
Joseph Blatter, presidente da Fifa, admitiu que sabia de escândalos de Ricardo Teixeira
Um promotor suíço disse em um documento judicial divulgado nesta semana que o ex-presidente da Fifa João Havelange e seu ex-genro Ricardo Teixeira, que foi presidente daCBF e membro do comitê executivo da Fifa, receberam propinas de bilhões de dólares na venda de direitos televisivos de Copas do Mundo na década de 1990.
Blatter, que está na Fifa desde 1975 e sucedeu Havelange como presidente em 1998, disse na quinta-feira que sabia dos pagamentos, que ele chamou de "comissões", e que isso não era ilegal na época em que aconteceu.
Políticos do braço parlamentar do Conselho da Europa, que reúne 47 países, condenaram a Fifa por tentar acobertar o caso.
"Se os gestores da Fifa --inclusive seu atual presidente-- estavam cientes desses subornos, deveriam ter feito de tudo ao seu alcance para processar, ao invés de proteger, os funcionários envolvidos", disse o político francês François Rochebloine.
Ele pediu que Blatter esclareça seu envolvimento com o escândalo, na época em que ele era secretário-geral da Fifa.
"Quando exatamente ele se tornou ciente desses pagamentos? Por que a Fifa escondeu irregularidades e deixou de agir contra os responsáveis? Acima de tudo, que medidas ela irá tomar agora para evitar que isso se repita?", questionou.
Em uma sessão de perguntas e respostas no site da Fifa, na quinta-feira, Blatter foi questionado sobre se sabia dos pagamentos, e respondeu: "Quer saber? Essa comissão foi paga? Na época, tais pagamentos podiam até ser deduzidos dos impostos como um gasto empresarial. Hoje, isso seria punível por lei. Não se pode julgar o passado com base nos padrões de hoje."
Havelange, que recentemente completou 96 anos, comandou a Fifa entre 1974 e 1998. Segundo o promotor suíço, em março de 1997, ele recebeu 1,5 milhão de francos suíços (1,53 milhão de dólares) da hoje extinta firma de marketing esportivo ISL, que havia sido encarregada pela Fifa de negociar os direitos de transmissão televisiva de eventos das Copas do Mundo.
Teixeira, de 65 anos, que deixou neste ano o comando da CBF e do comitê organizador da Copa de 2014, recebeu 12,7 milhões de francos suíços entre 1992 e 1997, segundo o promotor.
A ISL faliu em 2001, deixando dívidas de 300 milhões de dólares.
Havelange ainda é presidente honorário da Fifa, mas Blatter disse não ter "o poder de chamá-lo a se explicar". "O Congresso (da Fifa) o nomeou presidente honorário. Só o Congresso pode definir o seu futuro."
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(*) Júnior (jogador).
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sexta-feira, março 16, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] HOMENAGEM AO MALANDRO *

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(*) Homenagem ao Malandro (Chico Buarque, em outros tempos...);

''Agora já não é normal, o que dá de malandro,
regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal''.
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quarta-feira, março 14, 2012

sexta-feira, dezembro 23, 2011

COPA DO MUNDO 2014 [In:] ROMÁRIO, RICARDO, RONALDO...

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Após 'presente', Romário se emociona, mas diz que vai ficar em cima de Teixeira e Ronaldo

Ricardo Teixeira liberou 24 mil ingressos para a Copa do Mundo de 2014 de graça para deficientes físicos, algo que Romário havia pedido ao presidente da CBF


Após 'presente', Romário se emociona, mas diz que vai ficar em cima de Teixeira e Ronaldo

Romário se emocionou ao lado de Ronaldo

Um dos mais críticos à gestão de Ricardo Teixeira na CBF e à realização da Copa do Mundo no Brasil, o ex-jogador e agora deputado federal Romário, negou que tenha "amolecido" depois de ter se reunido com Teixeira e Ronaldo, diretor do COL.

Nesta reunião de sexta-feira, no Rio de Janeiro, Ricardo Teixeira liberou 32 mil ingressos para a Copa do Mundo de 2014 de graça para deficientes físicos, algo que Romário havia pedido ao presidente da CBF. O evento também teve a presença de Ronaldo. "Acredito que seja nesse meu primeiro ano de mandato, a maior conquista que tivemos até agora. Será a única classe, a princípio, que poderá ver a Copa sem ter que pagar ingresso. Ingressos esses, que fora categoria quatro, terão um valor absurdo", disse o "Baixinho", que se emocionou e foi até às lágrimas no evento.

Romário negou que depois do "presente" esteja sendo menos crítico. "Eu não mudo de lado, de bandeira. Sou deputado federal e vou continuar fiscalizando a CBF, o Ricardo Teixeira e o próprio Ronaldo, tudo visando uma Copa do Mundo melhor e do povo", afirmou Romário.

"A Fifa está querendo se sobrepor à nossa soberania, quer mandar no nosso país. Ainda bem que existem outros deputados que pensam como eu. Tanto é que a Lei Geral da Copa foi adiada para o começo do ano que vem para que cada um de nós deputados possamos fazer emendas que, eu tenho certeza, vão ser totalmente positivas ao povo brasileiro", disse o ex-jogador na última quinta-feira, após um jogo futevolêi.

Ele também citou outros problemas para o Mundial: "Há falta de respeito em relação aos idosos, às pessoas com deficiência. Há ainda essa coisa da bebida alcoolica, que só pode ser vendida em um raio de 2 km e que seja patrocinadora da Fifa. A Fifa não tem poder para isso."

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terça-feira, outubro 04, 2011

GOVERNO DILMA/DILMA [In;] OPS !!

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Dilma recua e aceita regras da Fifa na Copa

Recuo estratégico
Autor(es): agência o globo:Chico de Gois
O Globo - 04/10/2011

Dilma Rousseff diz à Fifa que o governo brasileiro admite rever pontos da Lei Geral da Copa do Mundo que desagradaram à entidade. Mas não vai mexer no Estatuto do Idoso

Numa reunião de pouco mais de uma hora, sem permissão para registro nem mesmo do fotógrafo oficial, a presidente Dilma Rousseff aceitou rever alguns pontos da Lei Geral da Copa que causaram conflito com a Fifa. Dilma se encontrou com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e com o ministro do Esporte, Orlando Silva. Nem o presidente da Fifa, Joseph Blatter, nem o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) do Mundial de 2014, Ricardo Teixeira, estiveram presentes. Segundo o ministro, o governo reafirmou à entidade que irá seguir os compromissos assumidos quando o Brasil foi escolhido para sediar o evento. O governo aceita rever pontos controversos para a Fifa, como a proibição de venda de bebidas alcoólicas nos estádios, meia entrada para estudantes e combate mais rigoroso à pirataria. Já a venda de meia entrada para os idosos, garantida pelo Estatuto do Idoso, não deverá sofrer alteração.

Na próxima semana haverá outra reunião entre representantes da Fifa e do governo, em Brasília. Valcke avaliou que a audiência com Dilma foi produtiva e observou que as exigências da entidade para o Brasil são as mesmas aplicadas na África do Sul em 2010 e serão idênticas às que serão impostas à Rússia em 2018.

De acordo com Orlando Silva, na semana que vem serão revistos temas que poderão ser alterados na Lei Geral da Copa, que foi encaminhada para a Câmara há cerca de 15 dias.

- Na próxima semana, na quarta-feira, uma equipe da Fifa estará no Brasil para um novo encontro, examinar temas que a redação do projeto possa ser aperfeiçoada de modo que fique nítido que todas as garantias que o Brasil firmou com a Fifa serão cumpridas.

Ele disse que o governo irá sugerir alterações ao Congresso, mas não deu detalhes.

- Nosso objetivo é oferecer eventualmente ao Congresso sugestões adicionais para que a redação da lei deixe o mais claro possível os compromissos do Brasil com as garantias que foram oferecidas.

Estudantes: decisão em cada sede

Orlando Silva afirmou que no caso dos descontos para estudantes as legislações são estaduais e, portanto, a Fifa terá de conversar com os governos estaduais. O governo federal se comprometeu a intermediar as negociações, caso seja necessário. As cidades temem ficar expostas e se sentirem obrigadas a ceder, sob pena de terem papel secundário na definição do calendário de jogos. Ou seja, há sedes que temem, caso decidam não ceder aos desejos da Fifa, não receber jogos das fases mais importantes do torneio.

Já em relação à venda de bebidas nos estádios, que contraria o interesse da entidade uma vez que uma das patrocinadoras é uma cervejaria, o ministro declarou que não há uma legislação federal a respeito, mas uma determinação da CBF, que cumpriu acordo com o Ministério Público.

- No que diz respeito ao Estatuto do Idoso, que prevê descontos para a população idosa, informamos à Fifa que não seria suspensa a legislação sobre esse tema, como não será suspensa a legislação do país em nenhum aspecto. Um tema ou outro que seja próprio da Copa do Mundo, que é um evento especial e com características próprias, nós vamos estudar.

Valcke elogiou a reunião com Dilma, qualificando-a de produtiva. Ele afirma ter dito à presidente que se a entidade e o governo brasileiro trabalharem juntos, o sucesso virá para ambos. Caso contrários, os dois sairão perdendo.

- O que pedimos ao Brasil não é mais do que pedimos para a África do Sul em 2010 e não menos do que pediremos para a Rússia em 2018. Nós reconhecemos as leis nacionais e a legislação e trabalhamos para que se cumpram. Mas é preciso reconhecer que a Copa é um evento único.

Valcke disse que a intenção do encontro foi mostrar que a Fifa não está trabalhando contra o governo. Segundo ele, a Fifa respeita a Constituição brasileira, mas quer demonstrar que a Copa precisa de algumas adaptações:

- O que o público tem que entender é que não estamos brigando com o governo brasileiro ou com a presidente. Estamos trabalhando juntos para que a Constituição brasileira garanta os direitos dos brasileiros e, ao mesmo tempo, contemple as necessidades da Fifa. Até o fim do mês, o presidente Blatter irá ao Brasil para conversar com a presidente e deixar claro detalhes sobre o acordo que estamos assinando.

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terça-feira, junho 21, 2011

COPA DO MUNDO/ROMÁRIO [In:] O FILHO DE DEUS É FIEL

20/06/2011 - 08h16

Só Jesus Cristo salva a Copa do Mundo no Brasil, diz Romário

FOLHA SP


Autor do convite para que o presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local), Ricardo Teixeira, vá à Câmara dos Deputados explicar as denúncias de cobrança de propina e o aumento do custo na construção e reforma dos estádios para a Copa-2014, o ex-jogador e agora deputado Romário (PSB-RJ) afirmou que só existe uma chance do Mundial acontecer sem atrasar as obras: Jesus Cristo descer no Brasil nos próximos três anos.

A declaração de Romário está na entrevista feita por Filipe Coutinho com o ex-jogador, publicada pela Folha nesta segunda-feira. A íntegra da entrevista está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

"Pelo que estou vendo, as coisas não vão acontecer. Vai ter a Copa, mas infelizmente teremos problemas e não vai ser a melhor de todos os tempos. Vou te falar uma verdade: os evangélicos acreditam que Jesus vai voltar. Só ele para fazer com que o Brasil faça a melhor Copa. Se ele descer nos próximos três anos, aí será possível", declarou Romário.

Para o deputado, surge a cada dia uma nova denúncia sobre a Copa no Brasil, como a reportagem da Folha que mostrou, há uma semana, integrantes da Fifa e do COL fazendo lobby em favor de patrocinadores do Mundial.

Na entrevista, Romário diz que tem apenas um relação cordial com Ricardo Teixeira e sugere que o cartola deixe a organização da Copa "até mesmo por conta da idade".

"Existem pessoas no Brasil bastante competentes para fazer esse papel de comandar o COL, mas ele se acha nesse direito. Mas, até mesmo por conta da idade dele [64], não é bom para ele. Eu colocaria outra pessoa, como é o caso do Henrique Meirelles [ex- -presidente do Banco Central] para a Olimpíada [do Rio, em 2016]. Seria um desgaste muito menor", disse.

Leia mais na Folha desta segunda que já está nas bancas.


Alan Marques/Folhapress
Romário (PSB-RJ) em seu gabinete em Brasília
Romário (PSB-RJ) em seu gabinete em Brasília

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quarta-feira, julho 28, 2010