A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
----
''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
=========valor ...ria...nine
folha gmail df1lkrha
***
quarta-feira, julho 17, 2013
''MUY AMIGO!''
| 17/07/2013 | |
sexta-feira, abril 19, 2013
PLUFT: O FANTASMINHA CAMARADA (peça teatral)
| 19/04/2013 | |
CGU exige explicações do Itamaraty sobre fantasmas
Controladoria quer saber por que diplomatas com salário médio de R$ 20 mil recebem sem trabalhar.
Um dia depois de reportagem do Correio Braziliense revelar que pelo menos 17 diplomatas estão sem lotação no Ministério das Relações Exteriores e ganham sem dar expediente, a Controladoria-Geral da União cobrou informações sobre o caso. A CGU anunciou que vai acompanhar tudo o que o Itamaraty já fez ou fará para resolver a situação. Em março, o Ministério do Planejamento, baseado em suposto descontrole na gestão de pessoal, negou pedido para a realização de concurso público com o objetivo de contratar oficiais de chancelaria. Teria condicionado a autorização à instalação de ponto eletrônico no serviço exterior para registrar horários e frequência dos servidores ao trabalho.
CGU na cola do Itamaraty
Controladoria quer saber quais providências o MRE adotará no caso dos diplomatas que recebem salários sem trabalhar. Problemas na gestão de pessoal da pasta motivaram a suspensão de concurso até que seja implantado ponto eletrônico
JOÃO VALADARES
A Controladoria-Geral da União (CGU) cobra hoje do Ministério das Relações Exteriores (MRE) informações detalhadas de todos os 17 casos de diplomatas do Itamaraty que ganham salário médio de R$ 20 mil, mas não dão expediente. A denúncia foi publicada na edição de ontem do Correio. O órgão explicou que a Corregedoria-Geral da União vai acompanhar e averiguar tudo o que o departamento próprio de correição do Itamaraty já fez ou fará em relação aos três embaixadores, cinco ministros de segunda classe, oito conselheiros e uma primeira-secretária.
A lista dos diplomatas que recebem salários sem estarem lotados aumentou. Ontem, passou para 18 nomes. A embaixadora Claudia D’Angelo, que estava cedida até 2011 ao Ministério da Justiça, deveria ter voltado ao trabalho em 10 de novembro do ano passado. Ao retornar ao Itamaraty, após gozar de licença prêmio, ela pediu novo afastamento legal por 58 dias para acompanhar um familiar que se encontra com problemas de saúde. O pedido é acobertado pelo artigo 83 da Lei n° 8.112/90. O problema é que a licença venceu em novembro e, até agora, não foi renovada. Mesmo assim, Claudia D’Angelo continua recebendo salário bruto de R$ 21.557 sem trabalhar. Na quarta-feira, o embaixador José Borges Santos, diretor do Departamento do Serviço Exterior, e o chefe da Divisão do Pessoal, o conselheiro Adriano Pucci, alegaram que o caso de Claudia D’Angelo estava sendo resolvido, e reconheceram que a licença precisaria ser renovada. É apenas mais um caso que evidencia a precariedade do modelo de gestão da pasta. O descontrole é tão evidente que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) negou, em março, autorização para o MRE realizar concurso público com o objetivo de contratar oficiais de chancelaria. Documentos obtidos pelo Correio apontam que, duas semanas após o subsecretário-geral do Serviço Exterior, Denis Fontes de Souza Pinto, pedir autorização para realizar o concurso, a secretária de gestão pública do MPOG, Ana Lúcia Amorim, negou o requerimento, alegando que “a demanda não possui os requisitos mínimos para análise técnica”. Preocupação Num documento interno do Itamaraty, encaminhado aos chefes de três departamentos logo depois da negativa, Denis Fontes demonstra preocupação com a desordem em relação ao controle da frequência e do horário dos servidores. “É com grande preocupação que a administração tem percebido o descumprimento dessas normas por parte das chefias das unidades. É notória a concessão informal de expediente de trabalho reduzido por parte das chefias do MRE.” No mesmo ofício, ele deixa claro o desconforto com a situação: “Não posso deixar de ressaltar os impactos negativos que tal prática tem gerado para a política de gestão de pessoal do Itamaraty”. No fim do documento, o subsecretário-geral ressalta os motivos que levaram o MPOG a não autorizar o concurso. “A administração do MRE já foi informada pelo Ministério do Planejamento que eventuais pedidos para a realização de concursos serão analisados à luz da existência de sistema operante de controle eletrônico de ponto dos servidores.” O sistema eletrônico está em processo de licitação. Ontem, a assessoria de imprensa limitou-se a informar que “todos os casos citados já mereciam a atenção da Administração do MRE, que continuará a tomar as medidas cabíveis para resolvê-los, cada um de acordo com as suas peculiaridades”.
No entanto, há casos que se arrastam desde 2001. A anomalia é tão grande que a conselheira Ilka Maria Lehmkul, com salário de R$ 19.297, estava “invisível” para o MRE desde 2006. Ela simplesmente desapareceu do controle interno da pasta. Desde então, está sem trabalhar.
Existem ainda cinco conselheiros que o MRE preferiu não se posicionar sobre a situação individual, porque passam por problemas de saúde. Mesmo alegando que as medidas já vinha sendo tomadas, após vários anos, nenhum deles foi aposentado por invalidez, e continuam ganhando salário sem trabalhar normalmente. Oficialmente, os diagnósticos que comprovariam o problema tecnicamente não prosperaram.
Outro diplomata que chama a atenção é o ministro de segunda classe Mario Grieco, que recebe salário de R$ 20.729,81, mas não trabalha desde 2006. O mais grave: apenas em julho do ano passado, o MRE descobriu a situação. E só em agosto de 2012 elaborou um memorando sugerindo uma lotação para ele. No entanto, segundo o próprio Itamaraty, ainda não há definição. Até lá, Grieco segue sem local de trabalho. Há casos de dois embaixadores que esperam ser sabatinados no Senado e continuam sem lotação. Carlos Eduardo Sette Câmara, com salário de R$ 21.447, realizou apenas duas missões nos últimos dois anos. Desde novembro do ano passado, não precisa ir ao ministério, como os demais servidores. A justificativa oficial do Itamaraty é que ele aguarda o procedimento no Congresso para ser nomeado embaixador do Brasil em Nassau, nas Bahamas. A situação é a mesma de Eduardo Botelho Barbosa, que recebe R$ 19.420 e espera, desde janeiro, a sabatina para ser nomeado embaixador em Argel. Na tarde de ontem, o Correio pediu informações ao MRE sobre missões de outros embaixadores. No entanto, a assessoria de imprensa da pasta alegou que a demanda “deveria ser feita via Lei de Acesso à Informação”. Na quarta-feira, o embaixador José Borges Santos explicou que os colegas sem lotação fazem parte de um grupo que pode ser deslocado a qualquer momento para missões internacionais. “É uma espécie de estoque.” |
terça-feira, agosto 17, 2010
AHMADINEJAD/LULA [In:] ''... AMIGOS À PARTE'' ("business is business'').
Ahmadinejad diz que pedido de Lula é inútil
| Sem saída para Sakineh Ashtiani |
Autor(es): Agencia o Globo |
| O Globo - 17/08/2010 |
Ahmadinejad rompe silêncio, rejeita asilo e diz não querer criar problemas para Lula Opresidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, rompeu o silêncio e entrou em cena ontem para colocar um ponto final no caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani a iraniana condenada à morte por adultério e pelo suposto assassinato de seu marido. Após uma semana de intenso vaivém diplomático acerca da proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dar asilo à prisioneira, no primeiro pronunciamento público sobre o caso, Ahmadinejad afirmou que não vê necessidade de enviar a condenada ao Brasil. Há um juiz e, no fim das contas, os juízes são independentes. Conversei com chefe do Judiciário e o Judiciário também não concorda com a proposta do Brasil afirmou Ahmadinejad, em entrevista à estatal Press TV. Acho que não há necessidade de criar mais confusão para o presidente Lula levando-a ao Brasil sentenciou o líder iraniano. Esquivando-se de polêmicas, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, evitou comentar as declarações. Mas, o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse acreditar que ainda há espaço para negociação. Se nós acreditássemos que não ia adiantar, não estaríamos insistindo afirmou Garcia. Essa não é uma questão jurídica, filosófica, teológica, essa é uma questão política, portanto tem que ser tratada pelo governo do Irã como política. De Teerã, a decisão ecoou em Brasília. Num comunicado, a embaixada do Irã afirmou que não aceitará nenhuma forma de interferência de outros países em seus assuntos internos. A embaixada disse considerar a oferta brasileira como um pedido de um país amigo, baseado nos sentimentos puramente humanitários e no espírito do presidente Lula mas insinuou também que há quem tente tirar proveito da condenação de Sakineh para obter benefícios eleitorais. Infelizmente, alguns grupos de pessoas dentro do Brasil, aproveitando a situação e desconsiderando o interesse nacional de seu país, utilizam esse assunto como um instrumento para reforçarem suas forças políticas e obterem melhor aproveitamento na campanha eleitoral, acusa o texto. Ahmadinejad é ditador, diz ministro Na semana passada, o embaixador iraniano em Brasília, Mohsen Shaterzadeh, havia negado que o Brasil fizera uma proposta formal de asilo à mulher. |
terça-feira, dezembro 01, 2009
HONDURAS/BRASIL: REFRESCANDO A MEMÓRIA...
Crise em Honduras
O cafofo de Zelaya
3 de outubro de 2009
Manuel Zelaya encerrou sua segunda semana como "hóspede" da embaixada brasileira em Honduras com o entourage reduzido a um quinto, as ideias de perseguição elevadas ao cubo e nenhuma mostra de que está disposto a desistir de voltar ao poder, de onde foi apeado no último dia 28 de junho por determinação da Suprema Corte de Justiça.
Ao longo da semana, com o beneplácito do governo brasileiro, ele conclamou a insurreição, convocou a população para a "ofensiva final" e pediu que seus apoiadores fizessem greve de fome. Desde o dia em que voltou clandestinamente a Honduras, numa operação patrocinada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Zelaya tinha como objetivo promover um levante popular que o levasse de volta à presidência.
Diante do fracasso do plano, parece ter desistido de usar seus apoiadores como bucha de canhão. Na quinta-feira, disse estar disposto a ser julgado pelos dezoito crimes pelos quais é processado e a abrir mão de uma boa - e não especificada - parte dos poderes presidenciais caso retome o cargo. Isso, claro, se os "raios" permitirem.
A casa onde funciona a missão diplomática do Brasil em Tegucigalpa, capital de Honduras, chegou a ter mais de 300 pessoas nos dias seguintes à chegada do presidente deposto. Na última sexta-feira, ela abrigava 53 - sem contar o próprio Zelaya, onze jornalistas e dois diplomatas. Destes 53 ocupantes, 24 trabalham como seguranças (pagos) do hondurenho. Os demais podem ser divididos em duas categorias: a dos simpatizantes do presidente deposto e a dos que mal sabem por que estão lá (como é o caso de cinco desempregados que, antes de abrigar-se na embaixada, viviam nas ruas, e para os quais a estada no Big Brother zelayista não passa de uma chance de dormir ao abrigo do relento).
Durante o dia, Zelaya fica na sala destinada ao embaixador, agora transformada em suíte para ele e a mulher, Xiomara. À noite, vai dormir no almoxarifado. O hondurenho nunca acorda antes das dez da manhã, passa boa parte do dia falando ao telefone e, à noite, lê o livro El Candidato, do argentino Jorge Bucay, autor de best-sellers de auto-ajuda como Vinte Passos para a Felicidade e Amar de Olhos Abertos. Raramente deixa a a sala e, quando o faz, é para dar entrevistas coletivas ou distribuir comunicados aos jornalistas presentes. Um desses comunicados, exortando a população a praticar atos de desobediência civil contra o governo, foi o principal argumento para que o presidente Roberto Micheletti, que substituiu Zelaya no dia 28 de junho, decretasse o estado de exceção no país.
A passividade do Itamaraty diante das incitações de Zelaya à violência, feitas do interior da embaixada, não foram outra contribuição do governo brasileiro ao espetáculo hondurenho nesta semana. O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, também fez sua parte ao declarar em Pittsburgh, durante reunião do Grupo dos Vinte, que o governo "golpista de Roberto Micheletti é feito de mentirosos". Ao contrário de Garcia, o presidente Hugo Chávez, autor do roteiro de filme B que trouxe Zelaya de volta a Honduras, guardou silêncio estratégico.
No enredo criado pelo venezuelano, um aprendiz de caudilho aceita sofrer uma transmutação "ideológica" em troca da fórmula do poder perpétuo (e, claro, dinheiro). Expelido do país, retorna clandestina e bravamente para ser reconduzido ao poder nos braços do povo, que ele governará com a tutela de seu mestre. Embora essa última parte tenha tido de ser reescrita, a fita barata e de atores ruins continua a se desenrolar conforme as ordens do seu diretor. O mais triste é que, nesse filme, o Brasil continua fazendo um papel feio.
-----------------
http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/cafofo-zelaya-502970.shtml
-------------