PENSAR "GRANDE":

***************************************************
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************


“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

----

''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

=========
# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

***

Mostrando postagens com marcador BASE GOVERNISTA DILMA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BASE GOVERNISTA DILMA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, outubro 25, 2013

TETO, TETA, TÉTANO

25/10/2013
Líder do PSB afirma que petista atingiu seu 'teto'


João Domingos / Brasília


O PT comemorou o resultado da pesquisa do Ibope, afirmando que a sociedade brasileira quer a reeleição da presidente Dilma Rousseff; o PSB diz que o governador Eduardo Campos foi o único a crescer 150%; e o PSDB afirmou que é preciso mudar a estratégia de campanha para forçar o segundo turno, já que Marina Silva está fora da disputa.

"A pesquisa comprovou que a sociedade quer a reeleição da presidente Dilma Rousseff", disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), ex-líder do partido e candidato a presidente da legenda. "Acho que a presidente Dilma demonstrou a solidez do governo e a capacidade de diálogo, visto que deu resposta imediata às manifestações de junho", acrescentou ele.

Segundo o líder petista, a sondagem atual reforça a ideia de que o governo tem estrutura para resistir a crises políticas, como a das manifestações de rua de junho. "É um governo aprovado pelo povo brasileiro."

O líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS), afirmou que o resultado da pesquisa Ibope só anima o partido. Para ele, Dilma alcançou o teto e não deverá ultrapassar a casa dos 40%, 41%, enquanto Eduardo Campos cresceu 150%. "Na última pesquisa nosso pré-candidato tinha 4%. Agora está com 10%. Fomos os únicos a crescer 150%. Isso demonstra o acerto da aliança com Marina." Albuquerque vê a presidente Dilma c o tucano Aécio Neves praticamente estacionados.

 "Reforça a ideia de que a sociedade se cansou da polarização PT/PSDB. Nós somos o novo. Nossa candidatura terá uma caminhada muito forte."


Já o senador tucano Alvaro Dias (PR) faz uma análise mais pessimista da dobradinha Eduardo Campos-Marina Silva.

"Foi uma péssima estratégia para a oposição. Com ela, tínhamos a garantia do segundo turno. Com a saída dela, perdemos uma candidatura competitiva. Vamos ter de reavaliar nossa estratégia de luta contra o governo do PT", afirmou o senador do PSDB.

adicionada no sistema em: 25/10/2013 03:20

SIAMESES: SEPARADOS NA MATERNIDADE

25/10/2013
Aliados, mas separados


PT e PMDB devem marchar separados em 11 estados onde estão 68% do eleitorado

Juliana Castro e Paulo Celso Pereira


-Rio e Brasília- 
Aliados nacionais, PT e PMDB devem caminhar separados nas disputas regionais em estados onde estão 68% do eleitorado brasileiro — donos de quase 96 milhões de votos. Esse cenário pode estar presente em 11 unidades da Federação, entre elas os maiores colégios eleitorais do país: Rio, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. A divisão não significa rejeição à reeleição da presidente Dilma Rousseff, embora existam problemas em alguns diretórios do PMDB que ameaçam votar contra a coligação nacional com o PT.

Os dois aliados tendem a se juntar em outras nove unidades da Federação, entre elas o Distrito Federal, onde o governador Agnelo Queiroz (PT) e seu vice, Tadeu Filipelli (PMDB), tentarão a reeleição. Nos casos em que as duas siglas devem estar unidas, a maior parte das alianças tem os peemedebistas como cabeça de chapa, como no Rio Grande do Norte e em Alagoas. Com o cenário atual, PT e PMDB só apareceriam unidos local e nacionalmente para 16% do eleitorado.
As duas legendas informaram ao GLOBO quais pré-candidatos tinham a intenção de lançar ou apoiar para governador em 2014, o que permitiu o cruzamento de informações.

— Cada partido trabalha para lançar candidatos no maior número possível de estados, assim foi nas eleições municipais, e a coisa vai afunilando. Ainda há estados em que é possível fechamento. Só não é possível mesmo em São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul — afirmou o presidente do PMDB, Valdir Raupp.

INDEFINIÇÃO NO MARANHÃO E NO CEARÁ

Em sete estados, a situação está corn-pletamente indefinida. No Maranhão, por exemplo, os petistas estão divididos entre o apoio ao presidente da Em-bratur, Flávio Dino (PCdoB), e ao candidato da governadora Roseana Sarney (PMDB), Luiz Fernando Silva, atual secretário estadual de Infraestrutura. No Ceará, o PT só estará com o PMDB se o governador Cid Gomes (PROS) também apoiar o senador peemedebista Eunício Oliveira ao governo. Cid deixou o PSB do governador e pré-candidato à Presidência Eduardo Campos pára trabalhar pela reeleição de Dilma.

Insatisfeitos com o rumo das negociações com o PT em seus estados, seis importantes diretórios do PMDB do vice-presidente Michel Temer começaram a se movimentar para forçar a realização de uma pré-convenção do partido em março do ano que vem. No j evento, seriam colocadas claramente as condicionantes para o partido apoiar a reeleição de Dilma.
— Não tem tensão nenhuma, pelo menos comigo, não. Todos os partidos fazem convenção, pré-convenção — minimizou o presidente do PT, Rui Falcão, ao chegar a debate dos candidatos à presidência do partido em Brasília.

O aumento da pressão por uma pré-convenção que defina os rumos do PMDB não é gratuito. Os principais diretórios da legenda enfrentam hoje problemas locais que podem se refletir na aliança nacional com o PT. Dois estados já anunciaram publicamente que não apoiarão a reeleição da presidente, justamente os maiores do Nordeste: Bahia e Pernambuco. Os diretórios do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul também estão hoje majoritariamente contra a aliança nacional com o PT, em função de disputas regionais.

Na Bahia, a busca de Geddel Vieira Lima (PMDB) por apoio de outros partidos, incluindo PSDB e DEM, inviabiliza o apoio a Dilma. Já no Rio Grande do Sul, PT e PMDB historicamente sempre caminharam separados. Tarso Genro (PT) busca a reeleição, e o PMDB tem como pré-candidatos o ex-governador Germano Rigotto e o ex-prefeito de Caxias do Sul Ivo Sartori.

— É normal que haja esses conflitos de interesses, e temos que saber manejar isso — afirmou um dos vice-presidentes do PT, Alberto Cantalice.

Há, no entanto, pelo menos quatro estados em que os diretórios do PMDB têm como meta apoiar a presidente Dilma, mas exigem que o PT faça concessões: Rio, Ceará, Maranhão e Paraíba. E, por terem muitos delegados na convenção do partido, eles têm a capacidade de levar a aliança ao naufrágio. Outros três estados que também detêm enorme força na convenção do partido — Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina — encontram-se hoje divididos.

TEMER ATUA COMO BOMBEIRO

Em Minas, segundo maior colégio eleitoral e estado do pré-candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), os petistas já trabalham pelo nome do ministro Fernando Pimentel, enquanto os pee-medebistas apresentaram o nome do senador Clésio Andrade para a disputa. O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, é apontado como um dos que fazem parte da turma que defende o apoio a Pimentel e a união com o PT.

— O Clésio e o Pimentel estão conversando. Pode ser que os partidos tenham candidatos separados, mas apoiando a chapa nacional — afirmou Raupp.

Ontem, com a revelação da estratégia de convocação de uma pré-convenção, Temer recebeu desde cedo diversas ligações a favor e contra a medida. O vice-presidente, naturalmente, defende que a decisão do partido não seja antecipada, até por elevar a possibilidade de rompimento com a candidatura de Dilma. E prega que as negociações com o PT continuem sendo feitas estado por estado. O temor é que a colocação de todos os cenários simultaneamente leve à radicalização do processo.

— Este é um período em que as parI tes estão ensaiando suas jogadas. Quem disser que vai ser assim ou assado é pretensioso — disse o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB-RS).

Temer ao menos conseguiu ganhar tempo. Como acabou sendo abortado o jantar de anteontem que reuniria a cúpula do partido e no qual seria formalizada a proposta da pré-convenção, a tendência é que o assunto só volte a ser debatido no fim do ano.

Os peemedebistas que trabalham pela aliança nacional com o PT não acreditam que os descontentes serão capazes de barrar o apoio do partido a Dil-ma, mas reconhecem que, em alguns estados, os pré-candidatos do partido não farão campanha para a presidente.

A rebelião do PMDB nos estados se alastrou a partir de um epicentro: o Rio. No estado, o mais importante governado pelos peemedebistas, os dois aliados vivem às turras por conta da briga pelo governo do estado em 2014, entre o senador lindbergh Farias (PT) e o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

adicionada no sistema em: 25/10/2013 01:01

quarta-feira, outubro 23, 2013

RELAÇÕES ESTÁVEIS: É DANDO QUE SE RECEBE

23/10/2013
PT revê meta de crescer no Senado e cede vagas a aliados


Desde 2010, por ordem de Lula, estratégia era não medir esforços para conseguir maioria na Casa; agora, foco é isolar PSB e PSDB

João Domingos \ Brasília


Na busca pelo apoio do maior número possível de partidos à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o PT decidiu abrir mão da meta de ultrapassar o PMDB em número de senadores e vai investir mais fortemente na ampliação da bancada de deputados. Os petistas podem abrir mão de candidaturas majoritárias ao Senado em 12 Estados e apoiar siglas aliadas para evitar que se coliguem com o PSB do governador Eduardo Campos ou o PSDB do senador Aécio Neves.

A orientação é para que o partido ceda vagas aos parceiros na montagem das chapas estaduais, reservando boa parte do Senado para PMDB, PTB, PP, PR, PDT e PC do B. No ano que. vem cada Estado elegerá apenas um senador.

Na eleição de 2010, por orientação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT foi instado a dar mais atenção à disputa no Senado, Casa onde não conseguiu formar maioria e que deu ao petista as maiores derrotas políticas. "Não podemos deixar a Dilma na mão de senadores como eu fiquei", afirmou Lula, em comício realizado em Ribeirão Preto (SP), em setembro de 2010. Lula ainda carregava a lembrança de derrotas emblemáticas: a instalação da CPI dos Correios, que apurou o caso do mensalão, e a articulação de seus opositores para derrubar, em 2007, a cobrança da CPMF (o imposto do cheque que financiava o setor da saúde).
Hoje o PT tem 88 parlamentares, contra 76 do PMDB do vice-presidente da República, Michel Temer. No Senado, a situação é inversa. O PMDB tem 21 senadores e o PT conta com 12. No próximo pleito, pela projeção dos petistas, o partido deve lançar entre dez e treze candidatos a senador. A lógica do PT é amarrar esses partidos na aliança nacional, cedendo as vagas ao Senado, e garantindo para a presidente Dilma Rousseff mais tempo de propaganda na TV.

O PT também deve desistir de lançar candidatos ao governo em cinco Estados.

PT abre mão de candidaturas nos Estados para assegurar aliados

Para o Senado
AC - Por pressão do PC do B, PT pode apoiar a comunista Perpétua Almeida, abandonando a reeleição de Aníbal Diniz
CE - PT nacional pressiona pelo apoio a Inácio Arruda (PC do B), mas legenda local quer lançar José Guimarães
ES - PT negocia apoio ao peemedebista Paulo Hartung
MA - Por enquanto, o PT está orientado a apoiar a candidatura da governadora Roseana Sarney ao Senado, Mas pode haver mudanças e o partido entrar na coligação do candidato ao governo Flávio Dino, do PC do B
MG - Se houver composição com o PMDB, o PT deverá apoiar a candidatura do empresário Josué Gomes
MS - PT pode até apoiar um candidato tucano ao Senado
PB - Provável candidato a senador é o ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), do PP
PR - O ex-senador Osmar Dias, do PDT, deverá ser apoiado pelo PT
PI - Acordo já fechado transfere o apoio para a reeleição do senador João Claudino (PTB)
PR - O PT deve apoiar a reeleição de Mozaríldo Cavalcante (PTB)
RS - Tende a apoiar candidatura ao Senado do PTB ou do PC do B
TO - A direção nacional do partido quer o apoio à reeleição da senadora Kátia Abreu (PMDB)

Para governador
GO - Paulo Garcia deixa candidatura para apoiarJúnior da Friboi, do PMDB
PA - Paulo Rocha vai para o Ssenado e PT apoia Helder Barbalho (PMDB)
SC - Ideli Salvatti abandona candidatura para apoiar a reeleição de Raimundo Colombo (PSD)
PR - Gleisi Hoffmann é lançada pelo PT mas negocia com Roberto Requião (PMDB) lançamento de sua candidatura para facilitar segundo turno
TO - Raul Filho deixa candidatura para apoiar Marcelo Miranda (PMDB)


adicionada no sistema em: 23/10/2013 02:08

terça-feira, outubro 15, 2013

PROFESSORES E CID GOMES. (...) PARA OS QUE TEM MEMÓRIA CURTA

###

Professor deve trabalhar por amor, não por dinheiro, diz Cid 

Governador do Ceará critica professores da rede estadual, em greve há 24 dias, e diz que quem quer dinheiro deve procurar outra atividade

Daniel Aderaldo, iG Ceará | 29/08/2011 21:07
Texto:

Foto: Agência EstadoAmpliar
Cid Gomes (PSB), governador do Ceará
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), mandou um recado nesta segunda-feira (29) para os professores da rede estadual de ensino em greve há 24 dias - eles querem aumento de salário. Para ele, quem desenvolve atividade pública deve colocar o amor pelo que faz na frente do retorno financeiro. “Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, não por dinheiro”, disse o governador.
A afirmação já havia sido atribuída a Cid Gomes por professores que participaram de uma negociação pelo fim da greve. Há uma semana o governador teria dito. “Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado".
“
Quem está atrás de riqueza, de dinheiro, deve procurar outro setor e não a vida pública"
A imprensa pediu um “tira-teima” e Cid disse praticamente a mesma coisa, mas de uma forma mais branda.
“Isso é uma opinião minha que governador, prefeito, presidente, deputado, senador, vereador, médico, professor e policial devem entrar, ter como motivação para entrar na vida pública, amor e espírito público”, declarou. "Quem está atrás de riqueza, de dinheiro, deve procurar outro setor e não a vida pública”, completou.
O Sindicato dos Professores do Ceará (Apeoc) diz que o governo do Ceará não cumpre a Lei Federal do Piso e o plano de cargos e carreiras dos professores. A categoria quer a aplicação do piso para os profissionais de nível médio, graduados e pós-graduados.

==================

segunda-feira, outubro 14, 2013

... SE É POR CAUSA DE ADEUS, ATÉ LOGO! (dito popular)

14/10/2013
PT entrega cargos em Pernambuco



Lideranças do PT de Pernambuco vão entregar postos no governo Eduardo Campos (PSB). O partido deve se posicionar nesta semana sobre a ruptura. Em reunião com Marina Silva, a Rede manteve o plano de virar partido e não aceitará integrar a cúpula do PSB.

Dirigentes próximos de Lula anunciam ruptura do PT com Campos no Estado



As principais lideranças do PT em Pernambuco anunciaram ontem que o partido entregará os cargos ocupados no governo Eduardo Campos (PSB). O grupo segue orientação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que quer um distanciamento do governador, provável candidato à Presidência com apoio da ex-ministra Marina Silva. A posição foi tomada pelo senador Humberto Costa, pelo deputado federal João Paulo e pelo atual presidente estadual da sigla, deputado federal Pedro Eugênio, mas parte dos petistas é contra a ruptura.

Um anúncio oficial do PT, porém, só será feito nesta semana. O grupo do ex-prefeito do Recife, João da Costa, e do presidente do diretório municipal, Oscar Barreto,defende a manutenção dos cargos, sem ruptura com o PSB pernambucano.

"Nos antecipamos para defender nossa posição dentro do partido", afirmou Humberto Costa. Segundo ele, a partir do momento em que o PSB de Eduardo Campos entregou os cargos que tinha no ministério da presidente Dilma Rousseff, não faz mais sentido manter os cargos do PT no Estado. "De lá paracá as coisas ficaram cristalizadas e não faz mais sentido estar dentro do governo de Eduardo", afirmou o senador, ao citar a aliança de Campos com Marina Silva e o programa nacional do PSB com críticas ao governo Dilma Rousseff.

Aproximadamente 25 cargos serão entregues, a maioria na área da saúde, onde o PT tinha a secretaria executiva. O PT controlava as secretaria de Cultura e Agricultura." Foi um gesto político", disse João Paulo.

Prioridade. Segundo Costa, a prioridade do partido, depois da definição do PT estadual em relação ao PSB, será a organização de forças para dar sustentação à reeleição da presidente. Para o senador, ainda é cedo para saber se o PT terá candidato próprio ao governo de Pernambuco ou se apoiará a provável candidaturado senador Armando Monteiro Neto (PTB), que deixou o governo Campos na última sexta-feira, alegando a mesma razão dada pelo governador ao sair do governo federal: paraficar mais à vontade.

Monteiro Neto trabalha para consolidar sua candidatura ao governo estadual com o apoio do PT. O deputado federal João Paulo acredita que a tendência será se aliar ao petebista.

Estranha inimizade. Para o primeiro-secretário nacional do PSB, Carlos Siqueira, o PSB não pode ser tratado pelos petistas como inimigo por conta do projeto presidencial de Campos. "É estranho ser tratado como inimigo. Diferentemente deles, não vemos o PT como inimigos. Essa visão (de isolar o PSB nos Estados, defendida por Lula) é fundamentalista e autoritária." Ele admite, porém, problemas na aliança estadual: "A saída dos secretários já era esperada. A relação do PT com o PSB em Pernambuco estava tumultuada desde 2012". "Em outros Estados o PSB e o PT continuarão juntos. No Espírito Santo, eles apoiam o (Renato) Casagrande. No Acre também devemos estar juntos", pontuou Siqueira.

Pesquisa. O senador Humberto Costa achou "muito boa" a aprovação da presidente na última pesquisa do Datafolha. A petista venceria Campos ou Aécio Neves (PSDB) no 1.° turno. "É natural que a superexposição tenha feito Eduardo crescer (de 8% para 15%)", disse. / 

COLABOROU PEDRO VENCESLAU


adicionada no sistema em: 14/10/2013 02:47

terça-feira, outubro 08, 2013

ELEIÇÕES 2014: "NÃO CONTAVAM COM A MINHA ASTÚCIA!" (Chaves/Chapolin)

08/10/2013
Dora Kramer


Política na veia


A narrativa da tentativa de criar um partido a tempo de concorrer por ele à eleição de 2014 não foi das melhores, mas o desfecho ante a adversidade da recusa do registro da Rede foi um lance político admirável, como há muito não se via.  


Inesperado, surpreendente, competente, pragmático no melhor sentido da palavra e feito em termos decentes, o acordo entre a ex-senadora Marina Silva e o governador Eduardo Campos dá um sacode geral nos preparativos para a campanha presidencial.

É cedo para dizer se de fato muda o cenário da eleição, mas sem dúvida alguma altera o quadro de acordos e a correlação de forças nesse período pré-eleitoral. Um movimento taticamente irrepreensível mais não seja por ter subvertido o previsível.


As maneiras adotadas devolvem um pouco de altivez à atividade política por pautadas em estratégia, identificação de propósitos e definição de um objetivo claro: derrotar os atuais condôminos do poder. Muito mais legítimo que o festival de chantagens e barganhas que tem conduzido conversas entre partidos. Nesse sentido, o acordo fechado na sexta-feira à noite é um ponto fora da curva no padrão lamacento em vigor.

Mostrou que Marina não se põe acima do bem e do mal como muitas de suas atitudes ao molde de maria santísisima levam a crer. Venceu a tentação da omissão e foi ao jogo sem abrir mão da coerência. Entendeu que quem tem voto precisa saber conferir materialidade a eles para além do terreno das boas intenções.  

União Campos-Marina é ponto fora da curva no padrão de acertos eleitorais


A aliança dificulta a vida do PSDB? Sem dúvida, mas esta já não estava fácil mesmo. Tem mais a perder quem dispõe de mais e se imaginava com a vida ganha. O PT, como atesta  entrevista do marqueteiro João Santana à revista Época desta semana, fazendo pouco dos adversários da chefe, Dilma Rousseff.

Segundo ele, a presidente será reeleita no primeiro turno devido a um fenômeno denominado por Santana de "antropofagia de anões". Mais que uma precipitação, a declaração mostra-se ofensiva ao falar em "anões ". Na política, o termo evoca aquele grupo que nos anos 90 tomava de assalto a Comissão de Orçamento no Congresso e foi alvo de CPI que ceifou mandatos.

Do ponto de vista das pesquisas, Marina, Campos, Aécio Neves e José Serra podem ser tidos como nanicos em face da dianteira da presidente. 

Mas sob o aspecto político fazem movimentos na direção do fortalecimento do campo oposicionista. A permanência de Serra no PSDB impede a fragmentação dos eleitores fiéis ao partido. A aliança entre Marina e Campos confere substância mútua e, portanto, importância, a uma alternativa.

Ela dá a ele potencial de capital eleitoral, a chancela do "novo". Ele agrega estrutura, expectativa de financiamento, passaporte ao Nordeste, densidade no quesito confiança administrativa. Um quê de tradicionalismo ás vezes ajuda na compreensão da maioria ainda pouco afeita a modernismos.

Se essa receita vai resultar em êxito, é outra história a ser contada a partir de agora pela capacidade de articulação entre os grupos que se juntam, de conquistar adesões partidárias, de construir um discurso atrativo ao eleitorado, de firmar compromissos nítidos com a sociedade.

Não se pode, entretanto, subestimar a reação do governo. O ex-presidente Lula, tido como o mais esperto entre todos os espertos, levou uma volta de dois ex-aliados. Não vai se conformar nem medir esforços no contra-ataque que, ninguém se iluda, avizinha-se dos mais pesados.

Passe livre. Na conversa de sexta-feira à noite em Brasília, Eduardo Campos assegurou a Marina que o PSB não criará obstáculos à sua des-filiação do partido quando a Rede Sustentabilidade obtiver o registro na Justiça Eleitoral.

Passadas as eleições, bem entendido, porque antes disso a nova legenda não terá condições legais de participar de coligações eleitorais.

adicionada no sistema em: 08/10/2013 02:41

terça-feira, setembro 24, 2013

QUEM NÃO ESTÁ CONOSCO ESTÁ CONTRA ''NOSCO'' (Isso é messiânico...)

###
24/09/2013 - 03h30

Nota da direção do PT foi lida pelo PSB como ultimato



Pior que o soneto 
A nota da direção do PT foi lida no Palácio do Planalto e no QG de Eduardo Campos como um ultimato: se o PSB não estiver com Dilma Rousseff em 2014, será considerado oposição. Para auxiliares da presidente, o texto revela "falta de sintonia" com a estratégia da petista e de Lula de evitar rompimento com o governador de Pernambuco. "É o PT jogando Campos para tudo ou nada", diz um governista. Dilma quer marcar nova conversa com o pessebista na primeira semana de outubro.

Pela culatra 
Embora petistas garantam que a intenção da nota era apaziguar os ânimos, Campos manifestou a aliados, diante do texto, que o PSB sempre foi contra a ideia de bipartidarismo. "Desde o tempo da ditadura", alfinetou. Para ele, "o Brasil é mais complexo que isso".

Voo solo? 
Cândido Vaccarezza (PT-SP), que esteve com Lula na segunda-feira (23), afirma que a nota não foi submetida ao ex-presidente por Rui Falcão, no encontro que tiveram no início da tarde.

Livre para... 
Campos grava nesta terça (24) participação nos spots de TV que o PSB exibe a partir da próxima terça-feira. Na propaganda, falará sobre "desafios" que o Brasil ainda precisa vencer, como a mobilidade, a saúde e a educação.

... criticar 
O presidenciável será o protagonista de todas as inserções. O material é produzido pela Link Propaganda, de Edinho Barbosa.

Nas redes 
O Planalto agendou para sexta-feira evento com Dilma para a reestreia do governo nas redes sociais, organizado pelo gabinete digital. O portal Brasil será repaginado e, na segunda etapa, mudará a página da Presidência no Facebook.

Tête-à-tête 
Marina Silva limpou sua agenda esta semana para se reunir com os ministros do TSE e discutir o processo de criação da Rede. A ex-senadora quer "sensibilizá-los" e mostrar que o partido cumpriu todas as exigências para obter o registro.

Plano B 
O PPS apresenta seu programa de TV na quinta-feira. Sem a definição de José Serra sobre uma possível filiação, a sigla optou por relacionar as manifestações pelo país a partir de junho ao "sentimento de mudança" que pode emergir em 2014.

Fora O PR entrou no TSE com ação de perda de mandato do senador Vicentinho Alves (TO), que apresentou carta de desfiliação da sigla. O parlamentar estava próximo de fechar com o PSB, mas pode se filiar ao PROS, caso o partido obtenha registro, para evitar a perda do cargo.

Transição 
O governo de São Paulo nomeou Helder Liberato Bovo para o gabinete da Secretaria de Emprego e Trabalho do Estado. Bovo é filiado ao PDT, mas foi um dos articuladores da coleta de assinaturas para a criação do Solidariedade --atividade que aconteceu inclusive dentro da estrutura da secretaria.

Genérico 
Em fase final para tentar obter registro, o PROS (Partido Republicano da Ordem Social) espalhou outdoors às margens de avenidas para arregimentar novos filiados com o slogan: "Somos contra a corrupção".

Mobilidade Na última quinta-feira o STJ deu uma decisão contrária à renovação, sem licitação, dos contratos de concessões de transporte público do Rio de Janeiro, alguns deles das décadas de 1940 e 1950.

Mobilidade 2 
A 2ª Turma do tribunal determinou que as licitações sejam feitas no prazo de um ano, no máximo, sem que se espere o trânsito em julgado. A decisão não se refere a todos os contratos, mas abre brecha para rever outros casos.

Visita à Folha
Britaldo Pedrosa Soares, presidente da AES Eletropaulo, visitou na segunda-feira a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Teresa Vernaglia, vice-presidente de Serviços Compartilhados, e Paulo Camillo Penna, vice-presidente de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade.
*
TIROTEIO
Se Bolsonaro fez isso com um senador e na democracia, imaginem o que fazia com os que se insurgiam contra a sua ditadura.
DO SENADOR RANDOLFE RODRIGUES (PSOL-AP), sobre o soco que diz ter levado do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), em discussão em frente ao antigo DOI-Codi.
*
CONTRAPONTO
Desafio sobre rodas
Ao decidir participar da Pedalada Noturna, na Virada Esportiva, o prefeito Fernando Haddad (PT) combinou que partiria do Parque das Bicicletas, em Moema, e pararia algumas esquinas à frente. Duas horas depois, telefonou para Celso Jatene (Esportes) e disse que estava no Memorial da América Latina, a 11 km a largada.
-O pessoal esquece que eu não sei recusar desafio! -disse, contando que os ciclistas o instaram a ir adiante.
Com ANDRÉIA SADI e BRUNO BOGHOSSIAN
painel
Vera Magalhães é editora do Painel. Na Folha desde 1997, já foi repórter do Painel em Brasília, editora do caderno 'Poder' e repórter especial.

quarta-feira, setembro 18, 2013

BASE GOVERNISTA: UM A MENOS?

Jornais O GLOBO
18/09/2013
PSB sairá do governo hoje


Após pressão do Planalto, partido oficializa saída do governo federal, no qual ocupa dois ministérios, consolidando a candidatura à Presidência de Eduardo Campos.


      PSB oficializa hoje entrega de cargos no governo federal


Decisão consolida candidatura presidencial de Eduardo Campos em 2014


Fernanda Krakovics e Maria Lima

Brasília-

 Com um empurrãozinho de PT e PMDB, o presidente do PSB e pré-candidato à Presidência da República, governador Eduardo Campos (PE), precipitou uma decisão adiada até agora. Convocou reunião extraordinária da Executiva Nacional do partido para oficializar decisão preliminar tomada ontem por unanimidade pela cúpula socialista: a entrega dos cargos no governo Dilma Rousseff.

O PSB tem dois ministérios, Integração Regional e Portos, além de cargos no segundo escalão. Com isso, Campos, incomodado com acusações de fisiologismo e com a pressão alimentada pelo Planalto, dá hoje o primeiro passo para consolidar sua candidatura a presidente.

Apesar disso, o discurso é que o partido continuará na base e só baterá o martelo quanto à candidatura presidencial no ano ique vem. O assunto foi discutido ontem em reunião de Campos com a cúpula nacional do PSB. A avaliação foi que a presidente Dilma estaria tentando constrangê-los ao mandar recados, pela imprensa, de que pretendia tirar do govemo o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), ligado a Campos, por causa das críticas feitas pelo presidenciável do PSB à gestão petista e por causa de sua aproximação com o pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, senador Aécio Neves (MG). Campos mostrou irritação com as cobranças e disse que o PSB não entraria num balcão por cargos no govemo:

— Nosso debate não é sobre cargos, é sobre o país. A relação do PSB com a frente política que compõe há mais de dez anos é para ajudar a população, jamais foi presidida por interesses fisiológicos.
Sobre a irritação de Dilma com o apoio ao diplomata Eduardo Saboia, que resgatou para o Brasil o senador boliviano Roger Pinto Molina, e com seu encontro com Aécio, Campos desabafou com interlocutores que o avô Miguel Arraes tinha sofrido com o confinamento em embaixadas. E que entendia muito bem o que se passou em La Paz. Também lembrou que no auge da crise do mensalão, petistas pediram que procurasse Aécio e tucanos para pedir ajuda. E não reclamaram naquela época do encontro.
—Na época da crise do mensalão, o Eduardo Campos foi lá conversar com o Aécio e o PSDB com o Mercadante. Mesmo agora, depois de todo o achincalhe que o PT fez com o PSB nas eleições municipais, o Eduardo não se negou a apoiar : Dilma, a pedido de Lula. Se solidariedade faltou, não foi do PSB —disse um dos participantes da reunião.

Na reunião de ontem, apenas o governador Renato Casagrande (ES) ponderou que talvez fosse melhor esperar mais, porque o desembarque do govemo precipitaria a candidatura de Campos. Embora o socialista já esteja percorrendo o país em campanha, o PSB quer avaliar o cenário, principalmente as pesquisas de intenção de voto, e confirmar sua candidatura.

— Há um incômodo com esse tratamento. Nunca condicionamos o apoio ao governo a cargos. Temos tido postura muito leal em todos os momentos difíceis, ao contrário de outros partidos. Não colocamos a faca no pescoço do governo e expressamos críticas com lealdade. Uma parcela do partido está muito constrangida com esse tipo de situação e quer deixar a presidente Dilma à vontade — afirmou o líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF).

— Não somos o partido da boquinha — afirmou Albuquerque, ao deixar a reunião, defendendo a entrega dos cargos.
O governador do Piauí, Wilson Martins, confirmou que o PSB vai entregar hoje os cargos, inclusive os dos ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) e Leônidas Cristino (Secretaria de Portos):

— Pode apostar na notícia do rompimento.

Hoje, na reunião da Executiva Nacional, o governador Cid Gomes (CE) deve se posicionar contra o desembarque do governo federal. Campos conversou ontem com Leônidas, que é da cota dos irmãos Ferreira Gomes. E deveria ligar para Lula.

Apesar da irritação de Dilma e do PT com os movimentos de Campos, o ex-presidente Lula estava tentando contemporizar, defendendo que o socialista fosse tratado como um aliado, de olho em uma aliança no provável segundo turno das eleições do ano que vem. Para Lula, Dilma só deveria mexer em sua equipe em janeiro.

Colaborou: Efrém Ribeiro; de Teresina 


Radiobrás - Banco de Notícias - http://clipping.radiobras.gov.br

terça-feira, setembro 17, 2013

''O TRABALHO ENOBRECE'' ... ''EU FUI À LAPA E PERDI A VIAGEM/ AQUELA TAL MALANDRAGEM/ NÃO EXISTE MAIS..." (Chico Buarque)

17/09/2013
Dilma segura PDT no governo, mirando 2014


OPERAÇÃO ESOPO/ Escândalos não abalaram o ministro do Trabalho, Manoel Dias. O Planalto quer evitar que a legenda se alie à oposição

» PAULO DE TARSO LYRA
» KARLA CORREIA
» ADRIANA CAITANO


A exoneração do número 2 da pasta, a prisão de mais de 20 pessoas durante Operação Esopo, na semana passada, e, agora, uma denúncia de irregularidades em convênios firmados pela mulher do ministro Manoel Dias, Dalva Dias, quando ela era secretária do Trabalho em Santa Catarina, ainda não são suficientes para que a presidente Dilma Rousseff rife o PDT do Ministério do Trabalho. 

Em entrevista, ontem, a jornais gaúchos, a presidente sinalizou que não pretende demitir o ministro, mesmo após as novas denúncias, e lembrou que Dias chegou há pouco tempo no governo.


No Planalto, foi o secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, o escalado para acalmar o PDT e o próprio titular do ministério. 

"Quem conhece Manoel Dias sabe da seriedade dele, da história dele. Não posso acreditar que haja qualquer problema com o ministro", disse Carvalho. "Boa parte dos convênios que estão no Ministério do Trabalho nem é, inclusive, da época dele. Ele tomou todas as providências necessárias, como a suspensão dos convênios para uma análise", defendeu Carvalho.

O governo está cauteloso em romper com o PDT porque sabe que o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, faz um jogo ambíguo e não confirma se apoiará a reeleição da presidente Dilma Rousseff. 

Ao Correio, ele negou que as novas denúncias envolvendo a pasta possam interferir na escolha da aliança eleitoral em 2014. "Zero. Tenho o corpo marcado pelas lutas da vida. A manipulação das informações não me influencia." 

Mas Dilma sabe que ele tem se reunido, com frequência, com o pré-candidato do PSB à Presidência, governador Eduardo Campos (PE), e com o pré-candidato do PSDB, senador Aécio Neves (MG).

Um cacique governista admitiu que, feliz, a presidente Dilma não está. "Mas é preciso esperar mais para não tomar uma decisão precipitada. A descoberta de irregularidades contra a mulher do ministro complica, mas, por enquanto, ele está blindado", revelou o aliado da presidente Dilma. Em nota, o Ministério do Trabalho informou que as denúncias contra Dalva, publicadas no jornal O Estado de S. Paulo, já foram analisadas e arquivadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2009. Mesmo assim, os convênios sob suspeita serão analisados pela força-tarefa criada pela pasta no sábado.

Amanhã, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados vota requerimentos de convocação do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, e do ministro Manoel Dias. O primeiro foi apresentado pelo deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), e o segundo, pelo deputado Fernando Francischini (PEN-PR), que também pretende convidar Gilberto Carvalho. "A gente precisa saber ainda se aquela faxina feita pela presidente Dilma (quando Lupi deixou o ministério) foi de verdade ou só para varrer a sujeira para debaixo do tapete", disse o deputado paranaense.


adicionada no sistema em: 17/09/2013 04:15




17/09/2013
Dilma diz que não mexerá no Ministério agora


Presidente afirma que Dias assumiu cargo há apenas seis meses; Carvalho defende ministro


-Porto Alegre e Brasília- 

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem em Porto Alegre a manutenção no cargo do ministro do Trabalho, Manoel Dias, apesar das denúncias de fraudes em licitações da pasta que chegam a R$ 400 milhões, segundo investigação da operação Esopo, da Polícia Federal. 

Em uma entrevista concedida no aeroporto da cidade aos jornais "Correio do Povo" e "Zero Hora" antes de embarcar para Brasília, Dilma descartou a possibilidade de uma reforma ministerial neste momento. Segundo ela, mudanças no primeiro escalão vão ocorrer somente entre o final deste ano e o início de 2014, envolvendo exclusivamente ministros que serão candidatos nas eleições do ano que vem.

— O ministro (Manoel Dias) acabou de entrar no governo. As responsabilidades dele são todas muito circunscritas. Vou avaliar os dados. Mas não temos hoje nenhuma razão para modificar nossa visão do ministro, como não tenho de nenhum outro ministro. Havendo algum caso concreto e fundado, qualquer pessoa está sujeita às exigências éticas e legais do país — disse Dil-ma quando foi perguntada sobre a situação de Dias no governo.

O ministro, vinculado ao PDT de Santa Catarina, tomou posse há seis meses, depois que Brizola Neto deixou o cargo na minirreforma ministerial do começo do ano. Pedetista histórico, Dias foi secretário pessoal de Brizola e tem uma boa relação com a presidente.

Desaconselhada pela segurança a viajar até Rio Grande devido às condições climáticas, onde participaria do batismo da P-55, a presidente cancelou a agenda marcada no polo naval da cidade e transferiu a solenidade simbólica, que incluía a assinatura de contrato para a construção de mais duas plataformas de petróleo na região, para o Palácio Piratini — sede do governo gaúcho.

Durante a cerimônia, Dilma decidiu que daria entrevista para os dois principais diários da capital gaúcha. Mas, devido a alegados problemas na voz, advertiu que o encontro seria rápido. A entrevista durou pouco mais de 30 minutos e se deteve principalmente na destinação de recursos federais para a obra do metrô de Porto Alegre.

A presidente informou que, quando fizer a reforma ministerial, levará em conta principalmente os interesses do governo.

— Vamos fazer uma reforma que seja centrada no interesse do governo. Eu não quero solução de continuidade, quero manter um padrão — disse.

Mais cedo, em Brasília, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, saiu em defesa de Dias. Carvalho afirmou que Dias é sério e que a maior parte dos convênios foi firmada antes de ele assumir o ministério.

— Quem conhece o Manoel Dias sabe da seriedade dele, sabe da história dele. Eu, sinceramente, não posso acreditar que haja qualquer problema com o ministro. Boa parte dos convênios que estão no Ministério do Trabalho não é da época dele. Ele tomou as providências necessárias que foi a suspensão dos convênios para uma análise — disse.

Ele disse ainda ficar revoltado de ver desvios de recursos públicos, mas apontou que o governo elaborou um marco regulatório para normalizar as relações de ONGs com o governo. 
(Flávio Ilha e Catarina Alencastro)

adicionada no sistema em: 17/09/2013 01:28