A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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sexta-feira, fevereiro 15, 2013
"HIC ! ''
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Álcool é responsável por 1 a cada 30 mortes por câncer
Ingestão de bebidas alcoólicas, mesmo moderadamente, pode ser perigoso
quinta-feira, dezembro 27, 2012
CHINA: E TOME TOMATE !!!
Indústria pode importar mais tomates em 2013
Autor(es): Por Janice Kiss | De São Paulo |
| Valor Econômico - 27/12/2012 |
Produção de tomate industrial caiu 30% em 2012 e obrigou processadoras a operar com estoques mais apertados
As empresas de atomatados que fabricam molhos, purês, extratos e catchups - um segmento que movimenta, em média, R$ 2,6 bilhões anuais no Brasil -, terminam o ano na torcida para que nada de errado aconteça com a próxima safra de tomates industriais, a ser plantada entre fevereiro e maio e colhida de junho a setembro.
Em 2012, a colheita da variedade de cultivo rasteiro (que facilita a mecanização), formato alongado e polpa adocicada - muitas vezes vendido no mercado como "tomate italiano" - amargou uma queda de quase 30% ou 350 mil toneladas, para 1,2 milhão de toneladas.
O clima atípico, com chuva ou seca sem trégua nas regiões de cultivo, deixou a produção mais vulnerável à incidência de pragas e doenças. "Excesso de umidade ou estiagem em demasia afeta sem dó as lavouras", explica o engenheiro agrônomo Paulo César Tavares de Melo, da Esalq (USP), um dos maiores especialistas na hortaliça.
Segundo Melo, o consumo de atomatados cresce, em média, 16% ao ano no país. Por isso, as indústrias processadoras podem se ver obrigadas a aumentar as importações de tomate em pasta (de aproximadamente 63 mil toneladas anuais) caso a produção da hortaliça não deslanche. "A esperança é que a colheita de 2013 seja pelo menos de 1,3 milhão de toneladas", comenta.
"Sem outra saída, a alternativa para as indústrias foi baixar seus estoques", afirma o diretor Antônio Carlos Tadiotti, sócio da Predilecta, empresa situada em São Lourenço do Turvo (SP) - uma das três mais importantes do setor.
Segundo ele, a Predilecta conta com estoque suficiente - normalmente, 16% de uma colheita de 250 mil toneladas - para chegar ao início da próxima safra, em julho. O produtor confessa a expectativa por uma boa colheita, proveniente de 2500 hectares plantados em parceria com agricultores localizados em Goiás. A região responde por 80% da produção da hortaliça para processamento industrial do país.
Enquanto torce, Tadiotti monitora o aumento do preço da polpa importada - geralmente, de China e Chile. Nos últimos meses, conta, o produto subiu mais de 33%, de US$ 750 para US$ 1 mil por tonelada. "Os fornecedores estão cientes da escassez do Brasil e tiram proveito da situação", analisa.
O tomate industrial não foi único castigado pelo clima em 2012. A produção da hortaliça "de mesa" (presente em saladas, massas e sanduíches) também foi bastante afetada. Por essa razão, entre janeiro e agosto, a região metropolitana de São Paulo registrou a maior elevação do preço do tomate dos últimos dez anos.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço subiu 77,2% ao longo do período, para R$ 5,12 o quilo - hoje, está em R$ 2,89 - por um produto considerado de nível médio, constituído de muita semente, água e pouca firmeza. "Um produto de qualidade precisa de equilíbrio entre acidez e doçura. Caso contrário, fica insípido e ácido", diz Tavares de Melo.
Com uma produção média de 2,2 milhões de toneladas anuais, o tomate de mesa é o segundo produto mais comercializado pelo Ceagesp, maior entreposto de frutas e hortaliças da América Latina - com 292 mil toneladas por ano.
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sexta-feira, maio 15, 2009
FUSÕES E AQUISIÇÕES: "CADE" e a ''ESTRUTURA-CONDUTA-DESEMPENHO" de MERCADOS
| FUSÃO DE SADIA E PERDIGÃO DESAFIA O CADE |
Autor(es): Juliano Basile, Alda do Amaral Rocha e Graziella Valenti |
| Valor Econômico - 15/05/2009 |
Caso seja confirmada, a fusão entre Sadia e Perdigão deverá ser suspensa pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça. O negócio já é visto como um dos maiores desafios ao órgão antitruste tanto pelo tamanho da nova empresa quanto por envolver diversos mercados no setor de alimentos, o que aumenta bastante a complexidade da análise. Nos últimos anos, o Cade tem determinado a suspensão de fusões e de aquisições com características semelhantes a essa. O objetivo é evitar o fato consumado: preservar as estruturas das empresas em separado para que, caso o Cade conclua que deva vetar o negócio no futuro, essa decisão possa ser tomada. Isso ocorreu com a compra da Garoto pela Nestlé, com a aquisição da Varig pela Gol e com uma parte pequena da compra da Brasil Telecom pela Oi (o segmento de provedores à internet das duas companhias permanece separado em virtude de determinação do Cade). A expectativa inicial é que a suspensão do negócio Sadia-Perdigão não se dê de maneira traumática, ou como imposição do órgão antitruste às empresas. Assim que o negócio for confirmado, os conselheiros do Cade deverão convocar representantes de ambas para negociar os termos de um acordo, indicando ponto a ponto quais ativos não poderão ser unificados. Será uma negociação entre as autoridades e as companhias. A tendência é que, neste acordo - chamado tecnicamente de Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação (Apro) -, as marcas das empresas e parte das estruturas de produção e de distribuição de produtos sejam mantidas separadas. O órgão antitruste também deverá pedir que as empresas não façam demissões. Caso as empresas se neguem a negociar, o Cade deverá impor a separação por meio de medida cautelar. Mas essa é uma determinação que ambas as partes querem evitar. A imposição é ruim para o Cade, pois as companhias podem recorrer à Justiça para derrubá-la. É ruim também para as empresas, já que caberá ao órgão antitruste dar a palavra final sobre o negócio. "A tendência é buscar um acordo com a empresa, e não a adoção de cautelar que é medida unilateral", afirmou Luiz Carlos Delorme Prado, que participou da negociação de vários Apros nos quatro anos em que foi conselheiro do Cade e atualmente é professor do Instituto de Economia da UFRJ. Prado acredita que essa fusão será muito discutida pelos atuais conselheiros. "Toda vez que chega ao Cade um caso de grandes empresas que chegam ao consumidor final, o Cade analisa com muito cuidado", afirmou. Segundo ele, a fusão atinge duas gigantes num "setor sensível" e num momento de crise financeira, o que também deverá ser considerado. Cleveland Prates Teixeira, que foi conselheiro no caso Nestlé-Garoto, afirmou que a fusão Sadia-Perdigão tem questões complexas como a presença de importações, o fato de as duas companhias possuírem marcas fortes, a possibilidade de as grandes redes do varejo reagirem a eventuais aumentos de preços e até de concorrentes aumentarem a oferta de produtos. "Não é um caso trivial. Será uma análise muito complexa", disse Teixeira, sócio-diretor da Microanalyses Consultoria Econômica. Cleveland enfatizou que todas as fusões correm o risco de se tornar um fato consumado, pois o Cade é obrigado por lei a analisá-las depois do fechamento. "Esse risco vai continuar existindo, enquanto o projeto de lei que regulamenta a análise prévia pela Cade tramitar lentamente no Congresso. Esse não é um problema deste caso específico, mas da legislação atual." Em 2008, o Cade aprovou a compra da Eleva pela Perdigão. Na ocasião, os conselheiros falaram que a concorrência com a Sadia garantia a competição no setor, apesar de elevadas concentrações em alguns mercado, como no de carnes industrializadas. No caso da Sadia-Perdigão, o órgão antitruste terá de analisar todos os negócios das companhias, da venda de carnes e frangos à de produtos específicos, como pizzas congeladas. |
sexta-feira, março 13, 2009
PUBLICIDADE [In:] ... E DEU NA TV!!!
CÍNTIA ACAYABA

Um dos dois filmes da campanha mostra um grupo de amigos em um carro ouvindo a canção "YMCA", do grupo Village People
quarta-feira, abril 23, 2008
ALIMENTOS/INFLAÇÃO DE DEMANDA: ... NÃO COMER, ENTÃO???
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sexta-feira, fevereiro 29, 2008
SP/FRANGOS CONGELADOS: UMA MAQUIAGEM "MAQUIAVÉLICA"

sexta-feira, fevereiro 01, 2008
GOVERNO LULA: CARTÃO CORPORATIVO, PÃO ('CIRCUS') & VINHO

Deve-se a revelação aos repórteres Fábio Portela e Naiara Magalhães. Levaram às páginas de Veja (só para assinantes da revista) detalhes antes restritos ao ambiente da despensa presidencial. As revelações irritaram o general Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional). Entre as atribuições do general está a de prover segurança a Lula e seus familiares. Para Félix, a divulgação dos dados relativos à compra de mantimentos da família presidencial, com valores e, sobretudo, com os nomes dos fornecedores, põe em risco a integridade do presidente, sujeitando-o a atentados. Segundo a visão do general, os dados, por sigilosos, jamais deveriam ter sido divulgados no Portal da Transparência, um sítio gerido pela CGU (Controladoria-Geral da União).
O Planalto tomou duas providências: 1) mandou retirar da rede as informações que dizem respeito a Lula. 2) determinou a abertura de um processo administrativo, para identificar os responsáveis pela divulgação dos dados que supunha sigilosos. O que chama a atenção em mais este capítulo da crise dos cartões é a desenvoltura com que funcionários do Planalto sacam do bolso o retângulo de plástico financiado com dinheiro do contribuinte. O governo realiza regularmente licitações públicas para comprar, pelo menor preço, os mantimentos e as bebidas que recheiam as despesas e as adegas das duas instalações que servem de residência para Lula em Brasília. O que espanta é que os cartões, que, em tese, serviriam apenas para os gastos “emergenciais”, são usados com notável desenvoltura também na aquisição de gêneros alimentícios para o presidente. Dos três funcionários incumbidos pelo Planalto de ir à feira, dois foram mais comedidos. Gastaram cerca de R$ 90 mil em 2007. Um terceiro, porém, levou aos extratos do cartão presidencial notáveis R$ 115 mil. Chama-se José Henrique de Souza. Está lotado no Planalto. Mas dá expediente no Alvorada e no Torto.
R$ 55.400 foram gastos nos supermercados Pão de Açúcar;
R$ 23.800 foram deixados numa casa de carnes chique de Brasília: Reisman. O estabelecimento é conhecido na Capital por levar às suas vitrines refrigeradas os melhores cortes para churrascos. A picanha argentina sai a R$ 48 o quilo. A carne de coelho, muito apreciada por Lula, custa R$ 26;
R$ 14.800 forraram a caixa registradora do Mercadinho La Palma. Situado na Asa Norte de Brasília, vende vegetais frescos, iguarias e temperos.
R$ 1.200 foram despendidos pelo funcionário da presidência em padarias;
R$ 2 400 pagaram vinhos adquiridos na casa Wine Company.
Na semana passada, submetido a um noticiário acerbo, o governo anunciou um lote de mudanças nas regras que norteiam o uso de cartões. Divulgou-se também a intenção de tornar ainda mais difundida a prática de realizar despesas por meio dos cartões. Alegou-se que, desse modo, o controle dos gastos é mais intenso e a transparência é maior. Descobre-se agora que a disposição do governo de expor os gastos tem limites. Os de Lula devem ser mantidos longe dos holofotes. Em nome da segurança nacional.
Escrito por Josias de Souza às 03h45, Folha Online. 0302. Foto Alan Marques/Folha.
quarta-feira, outubro 31, 2007
PERDIGÃO & ELEVA: NEGÓCIO DA CHINA
O grupo controlador da Eleva --liderado pelo fundador da empresa, o chinês Shan Ban Shun--, receberá R$ 598,17 milhões em dinheiro e mais 15.463.349 ações da Perdigão, que pela cotação desta terça-feira da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valem R$ 744,25 milhões.
O negócio faz com que a Perdigão passe a ser a maior empresa de alimentos com capital aberto no Brasil, ultrapassando a Sadia. Para poder realizar o pagamento da parte em dinheiro da negociação --que deve ser feita até o final do ano--, a Perdigão fará uma oferta de ações no mercado, em quantidade e condições ainda não especificadas. Após a conclusão da compra das ações do grupo controlador da Eleva, será realizada uma oferta de compra para os acionistas minoritários da empresa --onde uma parte será paga em dinheiro (pelo mesmo valor pago a Ban Shun) e outra parte em ações da Perdigão (na proporção de 1 ação da Perdigão para 1,74308855 ações da Eleva). As duas empresas já negociavam há mais de um mês. Porém, até o momento a expectativa era de que elas passariam por um processo de fusão, ao invés da Perdigão comprar a Eleva.
Nova gigante
A compra cria uma gigante do setor. A Perdigão passa a ser a líder na produção e comercialização de carnes de frango e suína, além de se consolidar no setor de lácteos. Ela passa também a ser a maior empresa alimentícia brasileira de capital aberto. O valor de mercado de Perdigão e Eleva juntos é de cerca de R$ 9,4 bilhões, passando a Sadia --que tem valor de mercado de aproximadamente R$ 8 bilhões. O faturamento de Perdigão e Eleva somados no primeiro semestre (cerca de R$ 8,7 bilhões) também passa o da principal concorrente (cerca de R$ 7,7 bilhões). A compra chega a ter tons de vingança, já que em meados do ano passado a Sadia tentou comprar a Perdigão. Porém, o bloco controlador da empresa --formado por fundos de pensão e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)-- recusou a proposta.
sexta-feira, agosto 10, 2007
LULA & CACHAÇA BRASILEIRA [In:] LULA PRÓ-ÁLCOOL
quinta-feira, maio 24, 2007
POLÍTICA NACIONAL SOBRE ÁLCOOL: SEM ESSA DE "ZECA-FEIRA" !!!
sexta-feira, maio 11, 2007
ANVISA [AVISA]: NEM TODA HORA É "HORA DE ZECA-FEIRA"
Apesar da crescente pressão de fabricantes de cervejas e da certeza de que a medida será questionada na Justiça, a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai votar, nos próximos dias, a resolução com novas regras para a propaganda de bebidas alcoólicas. "A Anvisa entende que tem todas as condições legais para tratar dessa questão", afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A resolução propõe restringir o horário da veiculação de comerciais de bebidas alcoólicas, incluindo cerveja, e o acompanhamento do conteúdo. Hoje, a restrição é aplicada apenas para produtos de maior teor alcoólico, como conhaque e uísque. Em comunicado publicado nesta sexta-feira (11) em jornais, 11 entidades, entre elas o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), sustentam que a Anvisa não tem atribuições legais para legislar sobre publicidade. Na nota, o grupo cita dois artigos da Constituição Federal para demonstrar que somente uma lei federal poderia tratar sobre o assunto. O questionamento sobre a legitimidade de a Anvisa tratar do tema não vem de hoje, e já foi exaustivamente discutido por integrantes do governo. A equipe prefere, porém, arriscar a ter o assunto questionado na Justiça a ficar mais tempo com a questão parada na gaveta. G1.com
quarta-feira, abril 25, 2007
POLÍTICA NACIONAL SOBRE O ÁLCOOL(ISMO): UM TIRO NO ("PRÓPRIO") PÉ?
Após mais de três anos, o governo finalmente definiu a Política Nacional sobre o Álcool, um conjunto de medidas para prevenir o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e ampliar o acesso a tratamento para pessoas dependentes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar o decreto que institui as medidas na próxima semana. O texto do decreto, sob análise na Casa Civil, não traz definições sobre o tema mais polêmico de toda a estratégia, a restrição de horário para propaganda de todas as bebidas alcoólicas. O decreto prevê que a regulamentação da propaganda deverá ser feita por uma resolução - cujo texto já está pronto para publicação. O lançamento da Política Nacional sobre o Álcool é esperado desde 2003, época em que um grupo interministerial criado pelo governo apresentou o esboço da estratégia. Nesse documento, já se previa a restrição da propaganda de bebidas alcoólicas para depois das 23 horas. A medida, considerada indispensável por especialistas na área de saúde, atingiria em cheio a indústria de cerveja, que hoje não tem restrição para veiculação de propaganda. ' Pela lei atual, as limitações de horário atingem apenas propagandas de bebidas com maior teor alcoólico, os destilados, como pinga e uísque. A primeira versão do texto que criava a política foi submetido à audiência pública, mas depois o assunto ficou dormitando. Analistas atribuem a demora na edição do decreto justamente à polêmica criada em torno dessa proposta e às pressões feitas pela indústria da cerveja. Paralelamente, a restrição da propaganda passou a ser discutida num texto de resolução, também submetido à consulta pública, formulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O texto está previsto para ser colocado em votação pela diretoria colegiada da agência amanhã. Dentro da própria Anvisa, no entanto, há quem afirme que a resolução é um 'teste jurídico'. Isso porque há controvérsias se a agência tem poderes para regular a propaganda. Produtores de bebida garantem que o tema só pode definido por lei. O texto do decreto da Política Nacional de Álcool, articulado no governo pela Secretaria Nacional Antidrogas, traça uma série de estratégias para prevenir o consumo de álcool. Entre elas, medidas específicas voltadas para povos indígenas e para pessoas que vivem nos assentamentos de reforma agrária. Há também recomendações para ampliação da oferta de tratamento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto prevê ainda a realização de uma nova pesquisa de comportamento, para ver os reflexos do consumo de álcool nos acidentes de trânsito. Ministérios que integraram o grupo de trabalho para criação da política ficarão encarregados, assim que o decreto for assinado, de criar medidas específicas para pôr em prática as diretrizes. Entre elas, a proibição da venda de bebidas alcoólicas ao longo das rodovias federais e a criação de mecanismos para incentivar as cidades a impedir a venda de bebidas em pontos próximos de escolas e hospitais. A criação de uma política voltada para inibir o álcool há tempos vem sendo cobrada por entidades médicas e organizações não-governamentais brasileiras. Desde o ano passado, parte dessas associações participa de discussões na Organização Mundial de Saúde (OMS), debatendo estratégias de redução internacional do consumo de álcool.Tais organizações têm como modelo o trabalho que foi realizado para a redução do consumo de cigarro.A mobilização se explica. O 2º Levantamento Domiciliar sobre uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, feito em 2005 pela Secretaria Nacional Antidrogas, mostrou que 12,3% dos entrevistados com idade entre 12 e 65 anos são dependentes do álcool.O trabalho mostrou ainda que, dos 7.939 entrevistados, 74,6% já haviam bebido alguma vez na vida. Uma grande preocupação de especialistas foi reforçada pelos resultados da pesquisa: a tendência de um consumo cada vez mais elevado entre jovens.MEDIDASCasos específicos: Um conjunto de medidas, principalmente na área da saúde, será voltado apovos indígenas e pessoas que vivem em assentamentosde reforma agráriaPropaganda: Caberá à Anvisa publicar a resolução que trata da restrição da publicidade de bebida alcoólica, como cervejaAtendimento no SUS: Haverá recomendações para aampliação da oferta de tratamento destinado a pessoasdependentes de álcool na rede pública por meio doSistema Único de SaúdeLevantamentos: O governo federal quer realizar uma nova pesquisa de comportamento para ver os reflexos do consumo de álcool nos acidentes de trânsito no PaísOutras ações: Os ministérios adotarão medidas como a proibição da venda de bebidas alcoólicas ao longo de rodovias federais e a criação de mecanismos para incentivar cidades a impedir a venda de bebidas próximo a escolas. O Estadão. Ligia Formenti.
segunda-feira, abril 23, 2007
CARREFOUR & ATACADÃO: MUDANÇAS NO "RANKING" SETOR ALIMENTOS/VAREJO
segunda-feira, abril 09, 2007
COLA & LIMÃO: O SABOR DA ERA DE "AQUARIUS"
segunda-feira, março 19, 2007
NESTLÉ: [N]OVO "GAROTO" NO NINHO ("NEST")
O juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal do Distrito Federal, anulou nesta sexta-feira [16] a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade) que havia reprovado a compra a compra da fabricante de chocolates Garoto pela multinacional Nestlé. Ao tomar a decisão, Catta Preta Neto aceitou, entre outros argumentos, a alegação da Nestlé de que o Cade deveria ter julgado a aquisição no prazo de 60 dias "sob pena de aprovação automática". No entanto, o julgamento pelo órgão encarregado da defesa econômica ocorreu 411 dias após a chegada do processo ao Cade. Como a decisão é de um magistrado de 1ª Instância, o Cade pode recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, que está sediado em Brasília. "A questão atinente ao prazo para a decisão administrativa é, indubitavelmente, a mais relevante", afirmou o juiz na sentença. "A única conclusão compatível com o princípio da eficiência é o de que a regra seja o cumprimento do prazo, sua suspensão é a exceção. E o excepcional deve ser justificado, motivado", disse o magistrado. Segundo ele, isso não ocorreu no caso. "Expediram-se ofícios solicitando as mais diversas e variadas informações, algumas prescindíveis, outras não; foram determinadas inúmeras diligências que levaram um procedimento destinado a durar 60 dias aos 411 dias", observou Catta Preta Neto. A Garoto foi comprada em 2002 por cerca de R$ 600 milhões. O Cade determinou a desconstituição do ato, a Nestlé recorreu, mas a decisão foi mantida. Diante desse quadro, a multinacional recorreu ao Poder Judiciário. (Ag. Estado).