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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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sexta-feira, fevereiro 15, 2013

"HIC ! ''


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Álcool é responsável por 1 a cada 30 mortes por câncer

Ingestão de bebidas alcoólicas, mesmo moderadamente, pode ser perigoso




Embora hábitos prejudiciais à saúde, como fumar, sejam instintivamente relacionados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, o mesmo não acontece com o álcool. Exceder um pouco na bebida de vez em quando e beber socialmente com certa frequência não é visto como problema por grande parte das pessoas. Entretanto, um estudo publicado ontem (14) no Americam Journal of Public Health mostrou que uma em cada 30 mortes por câncer nos Estudos Unidos está ligada ao consumo de álcool.

Segundo o autor do estudo, David Nelson, diretor do Cancer Prevention Fellowship Program, quanto mais álcool um indivíduo consome, maior o risco de desenvolver um câncer, mas, na verdade, não há um limite seguro de ingestão de bebidas alcoólicas. Para chegar a essa conclusão, ele e uma equipe de pesquisadores coletaram dados de diversas fontes, incluindo o Alcohol Epidemiologic Data System (2009), o Behavioral Risk Factor Surveillance System (2009) e o National Alcohol Survey (2009-2010).

A pesquisa mostrou que cerca de 30% das mortes relacionadas a tipos de câncer diretamente relacionados ao álcool, como o câncer de esôfago, estão associadas à ingestão moderada de bebidas alcoólicas. Eles descobriram ainda que o álcool apresenta uma ligação acentuada com o câncer de mama, sendo responsável por 15% das mortes pela doença. Os resultados indicaram ainda outro dado importante: mortes por câncer relacionadas ao álcool estão relacionadas ao encurtamento da vida em 18 anos, em média.

Dr. David ressalta ainda que muitas pessoas defendem o consumo de álcool com o argumento de que ele protege o coração. Entretanto, olhando um contexto mais abrangente, é possível afirmar que a bebida alcoólica provoca 10 vezes mais mortes do que previne. Confira a seguir como o álcool age no seu corpo e como afeta sua saúde:

quinta-feira, dezembro 27, 2012

CHINA: E TOME TOMATE !!!



Indústria pode importar mais tomates em 2013



Autor(es): Por Janice Kiss | De São Paulo
Valor Econômico - 27/12/2012
 

Produção de tomate industrial caiu 30% em 2012 e obrigou processadoras a operar com estoques mais apertados
As empresas de atomatados que fabricam molhos, purês, extratos e catchups - um segmento que movimenta, em média, R$ 2,6 bilhões anuais no Brasil -, terminam o ano na torcida para que nada de errado aconteça com a próxima safra de tomates industriais, a ser plantada entre fevereiro e maio e colhida de junho a setembro.
Em 2012, a colheita da variedade de cultivo rasteiro (que facilita a mecanização), formato alongado e polpa adocicada - muitas vezes vendido no mercado como "tomate italiano" - amargou uma queda de quase 30% ou 350 mil toneladas, para 1,2 milhão de toneladas.
O clima atípico, com chuva ou seca sem trégua nas regiões de cultivo, deixou a produção mais vulnerável à incidência de pragas e doenças. "Excesso de umidade ou estiagem em demasia afeta sem dó as lavouras", explica o engenheiro agrônomo Paulo César Tavares de Melo, da Esalq (USP), um dos maiores especialistas na hortaliça.
Segundo Melo, o consumo de atomatados cresce, em média, 16% ao ano no país. Por isso, as indústrias processadoras podem se ver obrigadas a aumentar as importações de tomate em pasta (de aproximadamente 63 mil toneladas anuais) caso a produção da hortaliça não deslanche. "A esperança é que a colheita de 2013 seja pelo menos de 1,3 milhão de toneladas", comenta.
"Sem outra saída, a alternativa para as indústrias foi baixar seus estoques", afirma o diretor Antônio Carlos Tadiotti, sócio da Predilecta, empresa situada em São Lourenço do Turvo (SP) - uma das três mais importantes do setor.
Segundo ele, a Predilecta conta com estoque suficiente - normalmente, 16% de uma colheita de 250 mil toneladas - para chegar ao início da próxima safra, em julho. O produtor confessa a expectativa por uma boa colheita, proveniente de 2500 hectares plantados em parceria com agricultores localizados em Goiás. A região responde por 80% da produção da hortaliça para processamento industrial do país.
Enquanto torce, Tadiotti monitora o aumento do preço da polpa importada - geralmente, de China e Chile. Nos últimos meses, conta, o produto subiu mais de 33%, de US$ 750 para US$ 1 mil por tonelada. "Os fornecedores estão cientes da escassez do Brasil e tiram proveito da situação", analisa.
O tomate industrial não foi único castigado pelo clima em 2012. A produção da hortaliça "de mesa" (presente em saladas, massas e sanduíches) também foi bastante afetada. Por essa razão, entre janeiro e agosto, a região metropolitana de São Paulo registrou a maior elevação do preço do tomate dos últimos dez anos.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço subiu 77,2% ao longo do período, para R$ 5,12 o quilo - hoje, está em R$ 2,89 - por um produto considerado de nível médio, constituído de muita semente, água e pouca firmeza. "Um produto de qualidade precisa de equilíbrio entre acidez e doçura. Caso contrário, fica insípido e ácido", diz Tavares de Melo.
Com uma produção média de 2,2 milhões de toneladas anuais, o tomate de mesa é o segundo produto mais comercializado pelo Ceagesp, maior entreposto de frutas e hortaliças da América Latina - com 292 mil toneladas por ano.

sexta-feira, maio 15, 2009

FUSÕES E AQUISIÇÕES: "CADE" e a ''ESTRUTURA-CONDUTA-DESEMPENHO" de MERCADOS

CADE AVALIARÁ A FUSÃO DE SADIA E PERDIGÃO
FUSÃO DE SADIA E PERDIGÃO DESAFIA O CADE


Autor(es): Juliano Basile, Alda do Amaral Rocha e Graziella Valenti
Valor Econômico - 15/05/2009

Caso seja confirmada, a fusão entre Sadia e Perdigão deverá ser suspensa pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça. O negócio já é visto como um dos maiores desafios ao órgão antitruste tanto pelo tamanho da nova empresa quanto por envolver diversos mercados no setor de alimentos, o que aumenta bastante a complexidade da análise.

Nos últimos anos, o Cade tem determinado a suspensão de fusões e de aquisições com características semelhantes a essa. O objetivo é evitar o fato consumado: preservar as estruturas das empresas em separado para que, caso o Cade conclua que deva vetar o negócio no futuro, essa decisão possa ser tomada. Isso ocorreu com a compra da Garoto pela Nestlé, com a aquisição da Varig pela Gol e com uma parte pequena da compra da Brasil Telecom pela Oi (o segmento de provedores à internet das duas companhias permanece separado em virtude de determinação do Cade).

A expectativa inicial é que a suspensão do negócio Sadia-Perdigão não se dê de maneira traumática, ou como imposição do órgão antitruste às empresas. Assim que o negócio for confirmado, os conselheiros do Cade deverão convocar representantes de ambas para negociar os termos de um acordo, indicando ponto a ponto quais ativos não poderão ser unificados. Será uma negociação entre as autoridades e as companhias.

A tendência é que, neste acordo - chamado tecnicamente de Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação (Apro) -, as marcas das empresas e parte das estruturas de produção e de distribuição de produtos sejam mantidas separadas. O órgão antitruste também deverá pedir que as empresas não façam demissões.

Caso as empresas se neguem a negociar, o Cade deverá impor a separação por meio de medida cautelar. Mas essa é uma determinação que ambas as partes querem evitar. A imposição é ruim para o Cade, pois as companhias podem recorrer à Justiça para derrubá-la. É ruim também para as empresas, já que caberá ao órgão antitruste dar a palavra final sobre o negócio.

"A tendência é buscar um acordo com a empresa, e não a adoção de cautelar que é medida unilateral", afirmou Luiz Carlos Delorme Prado, que participou da negociação de vários Apros nos quatro anos em que foi conselheiro do Cade e atualmente é professor do Instituto de Economia da UFRJ.

Prado acredita que essa fusão será muito discutida pelos atuais conselheiros. "Toda vez que chega ao Cade um caso de grandes empresas que chegam ao consumidor final, o Cade analisa com muito cuidado", afirmou. Segundo ele, a fusão atinge duas gigantes num "setor sensível" e num momento de crise financeira, o que também deverá ser considerado.

Cleveland Prates Teixeira, que foi conselheiro no caso Nestlé-Garoto, afirmou que a fusão Sadia-Perdigão tem questões complexas como a presença de importações, o fato de as duas companhias possuírem marcas fortes, a possibilidade de as grandes redes do varejo reagirem a eventuais aumentos de preços e até de concorrentes aumentarem a oferta de produtos. "Não é um caso trivial. Será uma análise muito complexa", disse Teixeira, sócio-diretor da Microanalyses Consultoria Econômica.

Cleveland enfatizou que todas as fusões correm o risco de se tornar um fato consumado, pois o Cade é obrigado por lei a analisá-las depois do fechamento. "Esse risco vai continuar existindo, enquanto o projeto de lei que regulamenta a análise prévia pela Cade tramitar lentamente no Congresso. Esse não é um problema deste caso específico, mas da legislação atual."

Em 2008, o Cade aprovou a compra da Eleva pela Perdigão. Na ocasião, os conselheiros falaram que a concorrência com a Sadia garantia a competição no setor, apesar de elevadas concentrações em alguns mercado, como no de carnes industrializadas. No caso da Sadia-Perdigão, o órgão antitruste terá de analisar todos os negócios das companhias, da venda de carnes e frangos à de produtos específicos, como pizzas congeladas.

sexta-feira, março 13, 2009

PUBLICIDADE [In:] ... E DEU NA TV!!!

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Associação de gays pede retirada de propaganda de Doritos do ar



CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha
A ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) pediu ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) que retire do ar campanha do salgadinho Doritos, da Elma Chips, por "disseminar preconceito com roupagem bem-humorada" contra homossexuais. O vídeo está no YouTube.
Um dos dois filmes da campanha, lançada no último dia 8 em canais de TV aberta e paga, mostra um grupo de quatro amigos em um carro ouvindo a canção "YMCA", do grupo Village People (sucesso na comunidade gay, segundo a ABGLT), quando um deles começa a dançar a coreografia da música. Ao final do vídeo, um pacote de Doritos tampa o rosto do jovem e uma voz de fundo diz: "Quer dividir alguma coisa com os amigos? Divida Doritos".
Reprodução


"A propaganda diz que a gente tem que se guardar. É ofensivo e mostra que a gente tem que se assumir cada vez mais. Não ficar enrustido para não prejudicar os amigos", disse Toni Reis, presidente da ABGLT.
Reis disse que entendeu a cena do pacote de "Doritos" no rosto do jovem como uma maneira de "esconder a homossexualidade como se fosse um grande defeito".
O Conar informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a solicitação foi encaminhada para um relator e que, se houver pedido de liminar para suspender a propaganda, a decisão deve ocorrer na próxima semana.
A PepsiCo, proprietária da marca Elma Chips, afirmou, por meio de nota, que "nunca aceitaria o risco de veicular qualquer mensagem discriminatória, muito menos ofensiva a qualquer público, e desrespeitar os homossexuais seria inaceitável tanto para a Pepsico quanto para sua agência de propaganda, a AlmapBBDO". Para a empresa, a campanha do salgadinho quer mostrar "como é gostoso consumir Doritos entre amigos".
O filme YMCA "mostra a dancinha de forma irreverente, como algo fora de moda e não faz nenhuma menção ao homossexualismo. É uma coreografia antiga, engraçada e ultrapassada. Daí o olhar de estranhamento dos amigos para o mico do menino", segundo a nota.
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quarta-feira, abril 23, 2008

ALIMENTOS/INFLAÇÃO DE DEMANDA: ... NÃO COMER, ENTÃO???

IPC-S acelera pela 7ª semana seguida puxado por alimentos
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SÃO PAULO - Pressionada sobretudo pelos custos de alimentos e vestuário, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou pela sétima semana consecutiva na terceira leitura de abril, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta quarta-feira, 23. O índice ficou em 0,81%, exatamente em linha com a mediana de previsões de analistas consultados pela Reuters e acima da leitura de 0,76% na segunda prévia de abril.
Os preços do grupo Alimentação tiveram alta de 1,92% na terceira leitura do mês, ante avanço de 1,70% na divulgação anterior. Os de Vestuário elevaram-se em 0,90%, contra alta de 0,57% na segunda prévia. Também tiveram aceleração os custos de Saúde e cuidados pessoais, para 0,51% na terceira leitura, ante 0,32% antes. As maiores altas individuais de preços vieram dos alimentos: tomate (34,83 %), mamão papaia (31,88%), pão francês (7,58%), leite longa vida (4,10%) e cebola (15,56%). Reuters, Estadão. 2304.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

SP/FRANGOS CONGELADOS: UMA MAQUIAGEM "MAQUIAVÉLICA"


Bando adulterava frango

A Polícia Civil apreendeu ontem à tarde 7,5 toneladas de frango adulterado com prazo de validade vencido. O produto, que seria vendido para mercados de todas as regiões da Capital, estava em um depósito na Rua Cláudio Henrique de Paula, 41, na Vila Rica, Zona Leste. Os proprietários, identificados apenas como Celi Batista e Marco, não foram localizados, mas o gerente Celso Petri, 51 anos, foi preso. Segundo a polícia, a quadrilha falsificava cerca de 100 toneladas de carne por mês com embalagens do Abatedouro e Avícula Floresta, que foi interditado por acusação similar em 1999. A reportagem do JT encontrou no chão caixas de frango a céu aberto sem refrigeração em meio a ratoeiras. O local apresentava forte odor de carne podre. O gerente vai responder por falsificação e adulteração de produto alimentício. A pena é de 4 a 8 anos, em regime fechado. 'Tentamos agora prender os donos do depósito clandestino', disse o delegado-titular da 8ª Seccional Leste, Jorge Carlos Carrasco. A Vigilância Sanitária Municipal e o Ministério da Agricultura constataram, em laudos assinados durante o flagrante, que o esquema da quadrilha era comprar frangos congelados de empresas idôneas, perto de vencer a validade, e depois de 'maquiá-los', vendia a carne com prazos de validade adulterados. Para deixá-los com boa aparência, mesmo deteriorados, o bando injetava nas aves descongeladas farelo de proteína isolada de soja. 'Essa substância mantém a aparência do produto razoável e o deixa com maior peso, pois favorece a retenção de água na carne', explicou a explicou a veterinária Ana Liad, do Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP). Em seguida, em meio a péssimas condições de manipulação e higiene, a ave era reembalada com o logotipo do Abatedouro Avícola Floresta. O quilo custava cerca de R$ 2,50 para o consumidor final, que chega a ser cerca de 50% mais barato do que o cobrado normalmente. De acordo com o laudo feito pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, o produto era impróprio para o consumo e nocivo à saúde pública. 'Esse frango poderia, se consumido, provocar intoxicação alimentar, com os principais sintomas, como vômito e diarréia', acrescentou a veterinária. As embalagens do Floresta continham um número do Sisp que está inválido. 'As principais irregularidades desses frangos são eles estarem fracionados (cortados em várias peças), sem identificação de procedência, sem prazo de validade e ao redor de baratas e roedores. Além disso, parte dos funcionários mora aqui', descreveu Andréa Barbosa Boanova, autoridade sanitária da Coordenação de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde. A inspetora lacrou as caixas de refrigeração e interditou o local. Já o s frangos visivelmente estragados eram transformados em partes - filé de peito, coxa e sobrecoxa - e também colocados à venda, para driblar uma eventual fiscalização. A polícia apreendeu notas fiscais e documentos que apontavam como locais de entrega supermercados no Largo do Paiçandu, na região central, Avenida Direitos Humanos, na Zona Norte, e Sapopemba, na Zona Leste. 'Essa apreensão é uma questão de saúde pública, pois os frangos eram baratos e colocaram principalmente a saúde da população mais carente em risco', avaliou Carrasco.' Essas toneladas de frango, em péssimas condições de higiene agora deverão ser incineradas e as cinzas serão usadas para a produção de ração animal e sabão', explicou Andréa Barbosa Boanova. Até 1999, a empresa funcionava no bairro Vila Floresta, em Santo André, no ABC. Mas acabou interditada pelo MP por várias irregularidades. Antes de trabalhar com adulteração dos frangos, a quadrilha agia da seguinte forma: abatia e vendia frangos a preços populares. Depois, recebia a mercadoria que não era vendida de volta, mas, em vez de tirar o produto do comércio, retirava as aves das embalagens, submetia-as a nova lavagem, imersas em cloro, e novamente, as reembalava, com novos prazos de validade. Os frangos vivos eram acondicionavam em minúsculos engradados, sob sol e chuva, em via pública, antes de serem abatidos.

COMO FUNCIONAVA

Compravam frango congelado com validade quase vencida; Descongelavam e injetavam produto químico para o frangoficar maior e mais tenro; Em seguida, cortavam o frango em pedaços, embalavam e congelavam de novo.

OS PROBLEMAS

Frangos sem identificação de procedência. Alguns sem prazo de validade. Presença de ratos e baratas na empresa. Funcionários também moravam no local onde o produto era embalado.

DICAS SOBRE FRANGO CONGELADO E FRACIONADO

Observe as condições sanitárias do local: ele deve ser limpo e ter câmara frigorífica com termômetro visível ao consumidor. Os estabelecimentos têm de afixar em local visível o seu Cadastro Municipal de Vigilância Sanitária (CMVS), o que demonstra que ele foi inspecionado e liberado pela Prefeitura. O documento é revisado anualmenteVeja prazo de validade, se o produto tem a marca do Sistema de Inspeção Federal (SIF) e se a embalagem está lacrada e íntegra. Embalagens com gelo na superfície indicam que o produto foi descongelado e congelado novamente. Não compre essa mercadoria. No caso de frango fracionado, a embalagem providenciada pelo estabelecimento deve conter uma etiqueta: com data e local deembalagem, data de validade e origem do produto (identificação da avícola)FONTE: Rui Dammenhain, diretor do Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária.
CARINA FLOSI, carina.flosi@grupoestado.com.br. Foto matéria.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

GOVERNO LULA: CARTÃO CORPORATIVO, PÃO ('CIRCUS') & VINHO


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Os cartões de crédito continuam infernizando o governo. O problema migrou da Esplanada dos Ministérios para o Palácio do Planalto. Identificaram-se três funcionários da presidência da República que, munidos dos famigerados cartões, fazem a feira do Alvorada e da Granja do Torto. Juntos, torraram em 2007 R$ 205 mil. A relação de compras inclui de mantimentos a vinhos finos.
Deve-se a revelação aos repórteres Fábio Portela e Naiara Magalhães. Levaram às páginas de Veja (só para assinantes da revista) detalhes antes restritos ao ambiente da despensa presidencial. As revelações irritaram o general Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional). Entre as atribuições do general está a de prover segurança a Lula e seus familiares. Para Félix, a divulgação dos dados relativos à compra de mantimentos da família presidencial, com valores e, sobretudo, com os nomes dos fornecedores, põe em risco a integridade do presidente, sujeitando-o a atentados. Segundo a visão do general, os dados, por sigilosos, jamais deveriam ter sido divulgados no Portal da Transparência, um sítio gerido pela CGU (Controladoria-Geral da União).
O Planalto tomou duas providências: 1) mandou retirar da rede as informações que dizem respeito a Lula. 2) determinou a abertura de um processo administrativo, para identificar os responsáveis pela divulgação dos dados que supunha sigilosos. O que chama a atenção em mais este capítulo da crise dos cartões é a desenvoltura com que funcionários do Planalto sacam do bolso o retângulo de plástico financiado com dinheiro do contribuinte. O governo realiza regularmente licitações públicas para comprar, pelo menor preço, os mantimentos e as bebidas que recheiam as despesas e as adegas das duas instalações que servem de residência para Lula em Brasília. O que espanta é que os cartões, que, em tese, serviriam apenas para os gastos “emergenciais”, são usados com notável desenvoltura também na aquisição de gêneros alimentícios para o presidente. Dos três funcionários incumbidos pelo Planalto de ir à feira, dois foram mais comedidos. Gastaram cerca de R$ 90 mil em 2007. Um terceiro, porém, levou aos extratos do cartão presidencial notáveis R$ 115 mil. Chama-se José Henrique de Souza. Está lotado no Planalto. Mas dá expediente no Alvorada e no Torto.

Vão abaixo alguns dos itens que constam da lista de compras de José Henrique:
R$ 55.400 foram gastos nos supermercados Pão de Açúcar;
R$ 23.800 foram deixados numa casa de carnes chique de Brasília: Reisman. O estabelecimento é conhecido na Capital por levar às suas vitrines refrigeradas os melhores cortes para churrascos. A picanha argentina sai a R$ 48 o quilo. A carne de coelho, muito apreciada por Lula, custa R$ 26;
R$ 14.800 forraram a caixa registradora do Mercadinho La Palma. Situado na Asa Norte de Brasília, vende vegetais frescos, iguarias e temperos.
R$ 1.200 foram despendidos pelo funcionário da presidência em padarias;
R$ 2 400 pagaram vinhos adquiridos na casa Wine Company.
Na semana passada, submetido a um noticiário acerbo, o governo anunciou um lote de mudanças nas regras que norteiam o uso de cartões. Divulgou-se também a intenção de tornar ainda mais difundida a prática de realizar despesas por meio dos cartões. Alegou-se que, desse modo, o controle dos gastos é mais intenso e a transparência é maior. Descobre-se agora que a disposição do governo de expor os gastos tem limites. Os de Lula devem ser mantidos longe dos holofotes. Em nome da segurança nacional.
Escrito por Josias de Souza às 03h45, Folha Online. 0302. Foto Alan Marques/Folha.

quarta-feira, outubro 31, 2007

PERDIGÃO & ELEVA: NEGÓCIO DA CHINA

Perdigão anuncia a compra da Eleva Alimentos por R$ 1,35 bi

A Perdigão anunciou nesta terça-feira a aquisição de 77,31% do capital da Eleva Alimentos, pelo qual vai pagar cerca de R$ 1,342 bilhão.
O grupo controlador da Eleva --liderado pelo fundador da empresa, o chinês Shan Ban Shun--, receberá R$ 598,17 milhões em dinheiro e mais 15.463.349 ações da Perdigão, que pela cotação desta terça-feira da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valem R$ 744,25 milhões.
O negócio faz com que a Perdigão passe a ser a maior empresa de alimentos com capital aberto no Brasil, ultrapassando a Sadia. Para poder realizar o pagamento da parte em dinheiro da negociação --que deve ser feita até o final do ano--, a Perdigão fará uma oferta de ações no mercado, em quantidade e condições ainda não especificadas. Após a conclusão da compra das ações do grupo controlador da Eleva, será realizada uma oferta de compra para os acionistas minoritários da empresa --onde uma parte será paga em dinheiro (pelo mesmo valor pago a Ban Shun) e outra parte em ações da Perdigão (na proporção de 1 ação da Perdigão para 1,74308855 ações da Eleva). As duas empresas já negociavam há mais de um mês. Porém, até o momento a expectativa era de que elas passariam por um processo de fusão, ao invés da Perdigão comprar a Eleva.
Nova gigante
A compra cria uma gigante do setor. A Perdigão passa a ser a líder na produção e comercialização de carnes de frango e suína, além de se consolidar no setor de lácteos. Ela passa também a ser a maior empresa alimentícia brasileira de capital aberto. O valor de mercado de Perdigão e Eleva juntos é de cerca de R$ 9,4 bilhões, passando a Sadia --que tem valor de mercado de aproximadamente R$ 8 bilhões. O faturamento de Perdigão e Eleva somados no primeiro semestre (cerca de R$ 8,7 bilhões) também passa o da principal concorrente (cerca de R$ 7,7 bilhões). A compra chega a ter tons de vingança, já que em meados do ano passado a Sadia tentou comprar a Perdigão. Porém, o bloco controlador da empresa --formado por fundos de pensão e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)-- recusou a proposta.
Folha Online, 3110.

sexta-feira, agosto 10, 2007

LULA & CACHAÇA BRASILEIRA [In:] LULA PRÓ-ÁLCOOL

Temporão não vê contradição em Lula promover cachaça

Em plena campanha de prevenção contra os riscos do consumo de bebidas alcoólicas, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, se viu tendo de apelar para um ditado popular para evitar um choque de opiniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em viagem pela Jamaica, Lula defendeu abertamente o consumo da cachaça brasileira. "O dia que o mundo experimentar a boa cachaça brasileira, o uísque vai perder mercado", declarou o presidente nesta quinta, em Kingston. Temporão, que já implicou com uma propaganda de cerveja protagonizada pelo cantor Zeca Pagodinho, tentou se explicar. “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O presidente defendeu a exportação de um produto brasileiro. Eu estou defendendo a conscientização do consumo. A campanha não é para proibir ninguém de beber. É para que a sociedade atente para o consumo precoce e abusivo de bebidas alcoólicas pelos jovens”, disse o ministro, durante o lançamento da Campanha de Prevenção dos Riscos de Consumo de Bebida Alcoólica, nesta sexta-feira (10), no Rio. Com a campanha, o Ministério da Saúde quer modificar a classificação de bebida alcoólica no país. Pela lei atual, para ser considerada alcoólica, a bebida tem de ter concentração de 13 graus ou mais de álcool em sua composição. A nova regulamentação passaria a considerar as bebidas com teor acima de 0,5 grau de álcool. “Hoje temos uma distorção grave na classificação, que deixa de fora alguns vinhos, todas as cervejas e misturas. Essa nova lei vai estabelecer que bebida alcoólica é aquela que tem 0,5 grau ou mais”, disse o ministro. Além disso, o governo também pretende proibir a venda do produto em estradas federais. E pensa numa forma de dar condições à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para coibir motoristas que transportem bebidas alcoólicas para consumo imediato em seus carros. O decreto de lei já foi O decreto de lei já foi enviado ao Congresso. Segundo Temporão, somente a partir da nova lei de classificação das bebidas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) terá condições legais de regulamentar horários e formas de exibição da propaganda de bebidas alcoólicas. “São medidas de extremo impacto, dentro da política do programa de segurança e cidadania que está sendo lançada pelo governo”, enfatizou. Alba Valéria Mendonça, G1, Rio.

quinta-feira, maio 24, 2007

POLÍTICA NACIONAL SOBRE ÁLCOOL: SEM ESSA DE "ZECA-FEIRA" !!!

Governo mira cerveja em medidas antiálcool.

O governo lançou nesta quarta-feira (23) a Política Nacional sobre Álcool, numa iniciativa de reduzir o consumo e os danos à saúde. As medidas afetam principalmente a indústria da cerveja, que passa a ser considerada como bebida alcoólica, e pode ter a publicidade controlada. “É considerada bebida alcoólica aquela que contiver 0,5º Gay-Lussac ou mais de concentração, incluindo-se aí bebidas destiladas, fermentadas e outras preparações, como a mistura de refrigerantes e destilados, além de preparações farmacêuticas”, consta do texto do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo passa a incentivar a regulamentação, o monitoramento e a fiscalização da propaganda e publicidade de bebidas alcoólicas. O público alvo dessa medida são os jovens. Para que tenha efeito é necessária uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já em estudo. “Na questão da propaganda, existe a dimensão do horário, que é um problema porque você não pode expor crianças a esse tipo de publicidade. E tem a questão do conteúdo, ou seja, de que maneira a publicidade está vendendo para a sociedade um determinado estilo de vida, uma determinada maneira de olhar a bebida”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, após cerimônia no Palácio do Planalto. Está previsto no decreto o estimulo à ações para restringir os pontos de venda, retirando-as de distribuidoras, supermercados e atacadistas. Segundo dados do Gabinete de Segurança Institucional e da Secretaria Nacional Antidrogas de 2005, 74,6% da população brasileira de 12 a 65 anos consumiram, pelo menos uma vez na vida, alguma bebida alcoólica. Nesta faixa etária, 12,3% são dependentes do álcool. Sobre os dados de 12 a 17 anos, 54,3% experimentaram alguma bebida e 7% são dependentes. G1, Tiago Pariz.

sexta-feira, maio 11, 2007

ANVISA [AVISA]: NEM TODA HORA É "HORA DE ZECA-FEIRA"

ANVISA Vai votar novas regras para propaganda de BEBIDAS:

Apesar da crescente pressão de fabricantes de cervejas e da certeza de que a medida será questionada na Justiça, a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai votar, nos próximos dias, a resolução com novas regras para a propaganda de bebidas alcoólicas. "A Anvisa entende que tem todas as condições legais para tratar dessa questão", afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A resolução propõe restringir o horário da veiculação de comerciais de bebidas alcoólicas, incluindo cerveja, e o acompanhamento do conteúdo. Hoje, a restrição é aplicada apenas para produtos de maior teor alcoólico, como conhaque e uísque. Em comunicado publicado nesta sexta-feira (11) em jornais, 11 entidades, entre elas o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), sustentam que a Anvisa não tem atribuições legais para legislar sobre publicidade. Na nota, o grupo cita dois artigos da Constituição Federal para demonstrar que somente uma lei federal poderia tratar sobre o assunto. O questionamento sobre a legitimidade de a Anvisa tratar do tema não vem de hoje, e já foi exaustivamente discutido por integrantes do governo. A equipe prefere, porém, arriscar a ter o assunto questionado na Justiça a ficar mais tempo com a questão parada na gaveta. G1.com

quarta-feira, abril 25, 2007

POLÍTICA NACIONAL SOBRE O ÁLCOOL(ISMO): UM TIRO NO ("PRÓPRIO") PÉ?

Governo conclui decreto contra consumo de álcool. Política Nacional sobre o Álcool prevê ampliação de tratamento pelo SUS; restrições a propaganda ficarão em outro texto a ser divulgado.

Após mais de três anos, o governo finalmente definiu a Política Nacional sobre o Álcool, um conjunto de medidas para prevenir o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e ampliar o acesso a tratamento para pessoas dependentes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar o decreto que institui as medidas na próxima semana. O texto do decreto, sob análise na Casa Civil, não traz definições sobre o tema mais polêmico de toda a estratégia, a restrição de horário para propaganda de todas as bebidas alcoólicas. O decreto prevê que a regulamentação da propaganda deverá ser feita por uma resolução - cujo texto já está pronto para publicação. O lançamento da Política Nacional sobre o Álcool é esperado desde 2003, época em que um grupo interministerial criado pelo governo apresentou o esboço da estratégia. Nesse documento, já se previa a restrição da propaganda de bebidas alcoólicas para depois das 23 horas. A medida, considerada indispensável por especialistas na área de saúde, atingiria em cheio a indústria de cerveja, que hoje não tem restrição para veiculação de propaganda. ' Pela lei atual, as limitações de horário atingem apenas propagandas de bebidas com maior teor alcoólico, os destilados, como pinga e uísque. A primeira versão do texto que criava a política foi submetido à audiência pública, mas depois o assunto ficou dormitando. Analistas atribuem a demora na edição do decreto justamente à polêmica criada em torno dessa proposta e às pressões feitas pela indústria da cerveja. Paralelamente, a restrição da propaganda passou a ser discutida num texto de resolução, também submetido à consulta pública, formulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O texto está previsto para ser colocado em votação pela diretoria colegiada da agência amanhã. Dentro da própria Anvisa, no entanto, há quem afirme que a resolução é um 'teste jurídico'. Isso porque há controvérsias se a agência tem poderes para regular a propaganda. Produtores de bebida garantem que o tema só pode definido por lei. O texto do decreto da Política Nacional de Álcool, articulado no governo pela Secretaria Nacional Antidrogas, traça uma série de estratégias para prevenir o consumo de álcool. Entre elas, medidas específicas voltadas para povos indígenas e para pessoas que vivem nos assentamentos de reforma agrária. Há também recomendações para ampliação da oferta de tratamento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto prevê ainda a realização de uma nova pesquisa de comportamento, para ver os reflexos do consumo de álcool nos acidentes de trânsito. Ministérios que integraram o grupo de trabalho para criação da política ficarão encarregados, assim que o decreto for assinado, de criar medidas específicas para pôr em prática as diretrizes. Entre elas, a proibição da venda de bebidas alcoólicas ao longo das rodovias federais e a criação de mecanismos para incentivar as cidades a impedir a venda de bebidas em pontos próximos de escolas e hospitais. A criação de uma política voltada para inibir o álcool há tempos vem sendo cobrada por entidades médicas e organizações não-governamentais brasileiras. Desde o ano passado, parte dessas associações participa de discussões na Organização Mundial de Saúde (OMS), debatendo estratégias de redução internacional do consumo de álcool.Tais organizações têm como modelo o trabalho que foi realizado para a redução do consumo de cigarro.A mobilização se explica. O 2º Levantamento Domiciliar sobre uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, feito em 2005 pela Secretaria Nacional Antidrogas, mostrou que 12,3% dos entrevistados com idade entre 12 e 65 anos são dependentes do álcool.O trabalho mostrou ainda que, dos 7.939 entrevistados, 74,6% já haviam bebido alguma vez na vida. Uma grande preocupação de especialistas foi reforçada pelos resultados da pesquisa: a tendência de um consumo cada vez mais elevado entre jovens.MEDIDASCasos específicos: Um conjunto de medidas, principalmente na área da saúde, será voltado apovos indígenas e pessoas que vivem em assentamentosde reforma agráriaPropaganda: Caberá à Anvisa publicar a resolução que trata da restrição da publicidade de bebida alcoólica, como cervejaAtendimento no SUS: Haverá recomendações para aampliação da oferta de tratamento destinado a pessoasdependentes de álcool na rede pública por meio doSistema Único de SaúdeLevantamentos: O governo federal quer realizar uma nova pesquisa de comportamento para ver os reflexos do consumo de álcool nos acidentes de trânsito no PaísOutras ações: Os ministérios adotarão medidas como a proibição da venda de bebidas alcoólicas ao longo de rodovias federais e a criação de mecanismos para incentivar cidades a impedir a venda de bebidas próximo a escolas. O Estadão. Ligia Formenti.


segunda-feira, abril 23, 2007

CARREFOUR & ATACADÃO: MUDANÇAS NO "RANKING" SETOR ALIMENTOS/VAREJO

Carrefour compra Atacadão e se transforma em líder do setor no Brasil

O gigante francês Carrefour anunciou nesta segunda-feira a compra da rede de hipermercados brasileira Atacadão por R$ 2,2 bilhões, transformando-se no "número um" do setor no Brasil em faturamento. Trata-se de uma das maiores operações no setor de varejo nos últimos anos. O Carrefour informou em comunicado que o protocolo de acordo assinado com o Atacadão, que tem uma fatia de mercado de 4% no Brasil, prevê o pagamento dos R$ 2,2 bilhões por suas 34 lojas, 17 das quais localizadas no Estado de São Paulo. Essa cadeia de estabelecimentos representa no total 214 mil metros quadrados de superfície comercial, 90% em propriedade e, no ano passado, efetuou vendas de R$ 4 bilhões, excluindo as taxas. O grupo francês destacou que essa aquisição na área dos hipermercados de desconto lhe aportará "um segmento de clientela adicional" que complementa sua oferta de estabelecimentos. O Carrefour se transforma agora no líder da distribuição alimentícia no Brasil em vendas, graças ao reforço de suas posições no Estado de São Paulo. A companhia francesa, que contava até agora com 109 hipermercados, 34 supermercados da cadeia Carrefour - Bairro e 258 lojas de desconto Dia, registrou no ano passado R$ 12,6 bilhões de faturamento. A última oferta oficial feita pelo Atacadão ocorreu há cerca de três anos, feita pelo banco Merril Lynch. À época, os donos acharam a proposta de cerca de US$ 650 milhões muito baixa. Fundado nos anos 60 pelo empresário Alcides Parizotto, o Atacadão pertencia à família Lima e aos executivos Farid Curi e Herberto Uli Schmeil. A disputa no setor de supermercados no Brasil está mais acirrada nos últimos anos. Neste mês, foi divulgado que a rede Wal-Mart ultrapassou o Carrefour em 2006 e assumiu a segunda posição, atrás apenas do grupo Pão de Açúcar. Em 2006, o faturamento do Wal-Mart pulou de R$ 11,7 bilhões para R$ 12,9 bilhões. O líder Pão de Açúcar registrou faturamento de R$ 16,1 bilhões em 2006, contra faturamento de R$ 15,8 bilhões em 2005 (quando somadas as lojas Extra Eletro, o valor de 2006 sobe para R$ 16,5 bilhões). O Carrefour, que ficou em terceiro, registrou leve alta de R$ 12,5 bilhões para R$ 12,6 bilhões de faturamento. Com a nova aquisição, o Carrefour, que liderava a lista até 2000, assume a liderança. da Efe, em Parisda Folha Online.

segunda-feira, abril 09, 2007

COLA & LIMÃO: O SABOR DA ERA DE "AQUARIUS"

Efeito limão. Pepsi e Coca-Cola adicionam limão para conquistar consumidores epagar menos impostos.
A onda do limão invadiu o mercado nacional de bebidas. Produtos recém-lançados que ficam a meio caminho da água mineral e do refrigerante, com adição de limão, têm engordado o faturamento da Pepsi e da Coca-Cola. O destaque da vez é o H2OH!, uma bebida de baixa caloria, com limão e levemente gaseificada. Lançada em setembro do ano passado pela Pepsi, já tinha conquistado, em janeiro, participação de 27% nas vendas de refrigerantes diet e light, contra 26,7% da Coca-Cola Light, na cidade de São Paulo. Guerra é guerra, e a Coca-Cola não ficou parada e aposta na água Aquarius, que recebeu gotas de limão e laranja em sua nova versão. O que ninguém sabe é que, por trás do limão, existe uma estratégia tributária igualmente saborosa – para as empresas. Cada vez que adicionam uma única gota de limão num refrigerante, elas pagam apenas 50% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Elas se valem de um incentivo criado em 1980, que reduz o imposto pela metade com a adição de suco de frutas e sementes ou extrato de guaraná nos refrigerantes. No caso da água com gás e limão, nem imposto federal elas acabam pagando. Os técnicos da Receita Federal quebram a cabeça para definir em que categoria de tributação vão enquadrá-los. “Nesse momento, esses lançamentos nem podem ser considerados refrigerantes nem são água mineral”, explica Luciel Henrique de Oliveira, doutor em administração, que há 12 anos estuda o mercado brasileiro de bebidas. De acordo com Oliveira, uma nova classificação tributária que enquadre os novos produtos deve demorar ainda pelo menos quatro anos para ficar pronta. A estratégia do limão tem valido a pena. A Pepsi lançou a Twist em 2002 e, graças ao produto, a participação da empresa no setor de refrigerantes, que era de 9,5%, saltou para 11,5%. “Notamos que o brasileiro já tinha o hábito de colocar rodelas de limão nos refrigerantes de sabor cola”, diz Gustavo Siemsen, diretor de marketing da Pepsi. A Coca-Cola lançou em 2003 o produto Light Lemon, justamente para tentar conter o avanço da similiar concorrente. A última ousadia vem sob a marca de cerveja Skol, que acaba de ganhar a sua versão lemon. A Skol Lemon tem menor nível alcoólico que o comum, mais limão e açúcar. Lançado em outubro passado, o produto vendeu três vezes mais que o esperado. O mestre cervejeiro Wilson Fornazier acredita que essas características tornam essa bebida especial. “Ela deve ser classificada em uma nova categoria, não é apenas uma cerveja”, defende. Desta vez, porém, a adição do limão não sensibilizou a Receita. “Ela acabou classificada como cerveja mesmo”, conta. Francisco Alves Pinto, IstoÉ Online.

segunda-feira, março 19, 2007

NESTLÉ: [N]OVO "GAROTO" NO NINHO ("NEST")

Justiça anula veto à compra da Garoto pela Nestlé:

O juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal do Distrito Federal, anulou nesta sexta-feira [16] a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade) que havia reprovado a compra a compra da fabricante de chocolates Garoto pela multinacional Nestlé. Ao tomar a decisão, Catta Preta Neto aceitou, entre outros argumentos, a alegação da Nestlé de que o Cade deveria ter julgado a aquisição no prazo de 60 dias "sob pena de aprovação automática". No entanto, o julgamento pelo órgão encarregado da defesa econômica ocorreu 411 dias após a chegada do processo ao Cade. Como a decisão é de um magistrado de 1ª Instância, o Cade pode recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, que está sediado em Brasília. "A questão atinente ao prazo para a decisão administrativa é, indubitavelmente, a mais relevante", afirmou o juiz na sentença. "A única conclusão compatível com o princípio da eficiência é o de que a regra seja o cumprimento do prazo, sua suspensão é a exceção. E o excepcional deve ser justificado, motivado", disse o magistrado. Segundo ele, isso não ocorreu no caso. "Expediram-se ofícios solicitando as mais diversas e variadas informações, algumas prescindíveis, outras não; foram determinadas inúmeras diligências que levaram um procedimento destinado a durar 60 dias aos 411 dias", observou Catta Preta Neto. A Garoto foi comprada em 2002 por cerca de R$ 600 milhões. O Cade determinou a desconstituição do ato, a Nestlé recorreu, mas a decisão foi mantida. Diante desse quadro, a multinacional recorreu ao Poder Judiciário. (Ag. Estado).