A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
----
''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
=========valor ...ria...nine
folha gmail df1lkrha
***
terça-feira, maio 14, 2013
A SERVIR A DOIS OU MAIS SENHORES...
| 14/05/2013 | |
SERVIR A DOIS SENHORES
| 14/05/2013 | |
terça-feira, março 05, 2013
XÔ! ESTRESSE [In:] ''VADE RETRO, ...! "
segunda-feira, março 04, 2013
''QUEM QUER DINHEIROOOOOO?"
Número de brasileiros na lista de bilionários do mundo da FORBES aumenta para 46
segunda-feira, outubro 15, 2012
UFA! ATÉ QUE ENFIM, A LUCIDEZ !!!
Mensalão golpista
Autor(es): Rubem Azevedo Lima |
| Correio Braziliense - 15/10/2012 |
No último número de Babelia (1089), suplemento literário de El País, a jornalista Rosa Montero comenta Escritores delinquentes, obra do jovem espanhol José Ovejero, sobre os escritores de mãos sujas. Em tempo: eles não têm nada com nossos mensaleiros, embora todos hajam cometido crimes. Ele cita Jean Genet, que, abandonado pela mãe, roubou aos 10 anos de idade, e André Malraux, que tentou roubar templos religiosos em Angkor.
A obra de Ovejero, (Alfaguara, Madri, 18,50 euros) compara-se, a meu ver, às investigações do Supremo, sobre o mensalão. Ele concluiu que os escritores, por vezes, são tocados pela loucura.
A conclusão do Supremo foi que o PT, com os mensaleiros, queria a ditadura do partido único no país.
Não é nada, não é nada, foi esse o golpe que Hitler deu no Parlamento alemão e levou a Alemanha, após criar empregos, à derrota em guerra crudelíssima, antijudaica, contra intelectuais e socialistas. Talvez por isso, fala-se, em Brasília, que a Abin, dirigida por militares, dará proteção ao ministro Joaquim Barbosa, do STF, relator do processo do mensalão, para nada lhe acontecer nem ao país. A Abin teme reações violentas, de vingança contra os ministros que condenaram os mensaleiros. Joaquim é um dos ministros do Supremo que os brasileiros mais admiraram e, por isso, é alvo principal da intolerância do fanatismo político. Mas os colegas que apoiaram o voto do relator serão protegidos. Brasília é uma cidade fervilhante de satisfação, com o Supremo, de um lado, e do outro, com a frustração dos petistas. A paixão popular sobre esse processo tem duas vertentes: a dos que apoiam a limpeza da política nacional, feita pelo Supremo; e a dos que teimam em não acreditar em mensalão. Compara-se esse processo ao de Dreyfus, na França. Condenado por traição, ele foi preso na Ilha do Diabo, Guiana Francesa. O país dividiu-se em dreifusistas (esquerda) e antidreifusistas (direita). Entre aqueles, no PT, estão Maluf, o bispo Macedo e outros mais. Nenhum, porém, tem pinta de esquerdista, a começar por Lula, que continua descrente do mensalão. Explica-se: ele parece viver bem na Ilha dos Anjos.
|
quarta-feira, setembro 26, 2012
O CÉU É O LIMITE
PRB quer Lula, Dilma e PT no palanque de Russomanno no 2º turno
DE BRASÍLIA
O "bispo licenciado" é uma categoria de religiosos da Iurd para trabalhos externos em áreas de interesse da organização. De licença, Marcos Pereira não exerce atividades religiosas em tempo integral, mas mantém o vínculo com a igreja.
No caso de Fernando Haddad (PT) passar ao segundo turno na eleição paulistana, o dirigente do PRB dá um sorriso. Sugere uma fórmula para a presidente Dilma:
"Eu imagino que ela deverá, obviamente, apoiar o Fernando Haddad. Mas sem críticas e sem tons agressivos ao outro candidato, que a apoiou na sua eleição em 2010 e o partido que a apoiou e hoje faz base do governo dela".
Marcos Pereira relatou também como foi o processo que levou o PRB a assinar um manifesto de partidos governistas em defesa de Lula, insinuando que a oposição estaria preparando um golpe.
Segundo o dirigente do PRB, coube ao ministro Marcelo Crivella (Pesca), que é do seu partido, analisar o documento a pedido do presidente do PT, Rui Falcão. "Eu não tive participação nenhuma na construção do texto, nem sequer li o texto", afirma Pereira.
Ele não diz que discorda, mas faz uma ressalva sobre o trecho que fala em golpe: "Eu teria discutido um pouco mais com eles o conteúdo da carta. Não há que se falar em golpe, na minha opinião".
Conciliador, Marcos Pereira retirou nesta semana de seu blog um texto escrito há um ano e meio e considerado ofensivo pela Igreja Católica. O líder do PRB sugeria ligação de católicos à proposta de distribuir um kit anti-homofobia em escolas. O caso agora ficou para trás: "Eu não estou aqui para julgar o que a Igreja Católica faz e deixa de fazer. Nós não devemos ficar discutindo religião [na campanha] porque isso é muito ruim para o fortalecimento e amadurecimento da democracia brasileira".
PERFIL
O advogado Marcos Antonio Pereira, de 40 anos, pode ser encaixado dentro do grupo de brasileiros emergentes dos quais tanto se fala neste início de século 21. De origem humilde, ascendeu a postos de direção na Igreja Universal do Reino de Deus e na TV Record. Hoje, é o presidente nacional do PRB (Partido Republicano Brasileiro).
Logo ao nascer, Marcos conta ter sido entregue para uma família de um mecânico de automóveis em Linhares, no interior do Espírito Santo. Nunca conheceu a mãe biológica. "Procurei, mas não achei. Agora, só se eu fosse no Programa do Ratinho, mas não acho que seja o caso", diz, bem humorado. Ele se diz resolvido sobre esse assunto e mostra, espontaneamente, um documento no qual só aparece o nome da mãe e não o do pai.
"Minha mãe era empregada doméstica em São Paulo. A história que me contam é que ela engravidou do patrão. Voltou para o Espírito Santo. Depois que eu nasci, foi embora e ninguém mais teve contato com ela".
Aos cinco anos, Marcos Pereira foi morar com a mãe de seu padrasto, em São Mateus, outra cidade do interior capixaba. Estudou em escolas públicas. Formou-se em 1989 como técnico em contabilidade após ter cursado o antigo segundo grau (hoje ensino médio) profissionalizante.
Tinha 17 anos e havia sido educado na fé católica. Chegou a pensar em ser padre. Mas acabou mesmo entrando para a Igreja Universal do Reino de Deus, em São Mateus. O templo funcionava na casa de sua futura (e até hoje) mulher. Aos 20 anos, já era pastor e tinha um escritório próprio de contabilidade.
Loquaz e com raciocínio organizado em suas apresentações, passou dois anos em Colatina, uma cidade média do Espírito Santo. Em 1994, a Universal o chamou para o Rio, onde passou a desempenhar funções administrativas na organização religiosa.
Em 1999, foi promovido a bispo. Em outubro do mesmo ano, foi transferido para São Paulo para ser o segundo homem na hierarquia administrativa da igreja no Brasil.
Sua capacidade organizacional o catapultou em 2002 para a TV Record, emissora ligada à Igreja Universal. Lá, foi diretor de rede, vice-presidente ("quando só havia um vice-presidente"), vice-presidente executivo e de relações institucionais.
Todas essas atribuições fizeram com que Marcos Pereira atrasasse suas pretensões acadêmicas e políticas. Só em 2005 formou-se em direito pela Unip. No ano seguinte, matriculou-se num mestrado na PUC, mas cursou só um semestre.
Preferiu se dedicar a uma maratona de aulas diárias no Instituto Berlitz em 2006. Hoje, é fluente em inglês. "Falo inclusive inglês jurídico. Falo com advogados internacionais em inglês", afirma. Em 2009, fez uma especialização em direito e processo penal no Mackenzie.
O curso no Mackenzie o animou a fazer carreira fora da Igreja Universal e fora da Record. Ele havia montado LM Consultoria em 2003, para prestar assessoria contábil e jurídica. Resolveu então deixar em 2010 o cargo de direção que ocupava na emissora de TV do bispo Edir Macedo.
Durou pouco tempo esse afastamento. Em 9 de maio de 2011, Marcos Pereira foi aclamado presidente nacional do PRB. Ele nem havia participado da montagem da legenda nos anos de 2004 e 2005. Mas o partido que passou a ser o braço político da Universal e da TV Record precisava dele para uma nova fase de crescimento.
"Quando eu tinha 18 anos, cheguei a pensar em me candidatar a vereador em São Mateus. Mas não deu. Eu passei muitos anos filiado ao PT do B. Depois, no início dos anos 2000, estive no PSB", relata.
Com 1m62 de altura e 60 quilos, o presidente do PRB é crítico com sua forma: "Estou precisando emagrecer. Mas de esporte eu não gosto muito. Torço para o Vasco, só que acompanho futebol mesmo durante a Copa do Mundo", diz. Vai se candidatar? "Não posso descartar. Só que 2014 talvez ainda seja cedo para mim".
Trechos da entrevista com Marcos Pereira - 11 vídeos
terça-feira, setembro 18, 2012
PRATICAMENTE ''UM CRUZADO'' !
Russomanno, o católico
Autor(es): Cláujdio Gonçalves Couto |
| O Estado de S. Paulo - 18/09/2012 |
Diante do questionamento sobre seus vínculos com a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, replica ser católico fervoroso. Diz que católico é não apenas ele, mas 80% de seu partido, que teria apenas 6% de membros da Igreja Universal. Não informa a fonte dos números, mas, mesmo admitindo sua correção, ainda é o caso de questionar sua relevância.
Afinal, as características do conjunto de filiados de um partido diz pouco sobre seus rumos ou propósitos gerais. Agremiações partidárias são organizações de poder concentrado, decisões centralizadas e relações hierárquicas. Isso não é característica do PRB, mas de quaisquer partidos políticos relevantes, mundo afora. Mesmo agremiações originalmente abertas à participação da base militante, como PT e PSDB, se tornaram partidos de poder concentrado.
A concentração decorre da profissionalização da política em geral e dos partidos, em especial. Tal como as empresas, agremiações não profissionalizadas não prosperam: não vencem eleições, não gerem bem suas finanças, não elaboram estratégias vitoriosas de conquista e manutenção do poder. E é para isso que os partidos servem - ainda que acalentemos fins mais nobres para eles.
É fundamental compreender o que realmente importa no funcionamento dos partidos e na definição dos reais interesses por eles defendidos, a saber: a composição de seu grupo dirigente. Logo, tanto faz se de fato houver 80% de católicos entre os filiados do PRB, pois o que, na verdade, conta é a composição dos ocupantes dos cargos de comando na organização.
Levantei estes dados do partido de Russomanno, observando dois tipos de informação: 1) a composição da Executiva Nacional e 2) a presidência dos órgãos estaduais. Ressalte-se ainda que, no que concerne aos Estados, o PRB está organizado (sem nenhuma exceção) em "Comissões Provisórias", um tipo de estrutura que priva os órgãos estaduais de autonomia em relação à direção nacional (como poderia haver no caso de diretórios); assim, pode-se afirmar que os presidentes estaduais são prepostos da Executiva Nacional. Em alguns Estados, como Roraima, tal "provisoriedade" dura desde 2007 e em todos os casos seu prazo de vigência é indeterminado. Assim, o partido reflete nos Estados a diretriz dada pelo centro.
A Executiva Nacional é composta por 18 membros, sendo dez deles (55%) oriundos da Igreja Universal do Reino de Deus ou da Record (em alguns casos, de ambas). No caso dos sete cargos hierarquicamente mais importantes na Executiva, todos os membros são igualmente oriundos da Iurd ou da Record. É bom frisar que essa é uma estimativa modesta, pois não foi possível obter informações sobre sete dos membros (que, aparentemente, não têm uma vida pública de relevo).
Nos órgãos estaduais os números são mais impressionantes. Dos 27 presidentes, só quatro (15%) não têm ou não tiveram vínculo formal aparente com a Igreja Universal ou a Record. Todos os demais ou são eclesiásticos da Iurd ou foram funcionários da Record, ou ambas as coisas. Se Russomanno considera que um partido com 80% de católicos não é vinculado a uma denominação neopentecostal específica, o que dizer de uma agremiação em que nada menos que 85% dos dirigentes estaduais são não apenas fiéis de uma igreja, mas seus funcionários e dirigentes?
Não há como ignorar os vínculos orgânicos entre a igreja, o grupo de comunicação e o partido. A presença simultânea e/ou a circulação de dirigentes nas três organizações evidenciam haver um mesmo grande empreendimento. Iniciado nos anos 70 por Edir Macedo, teve tanto sucesso no acúmulo de recursos que logrou comprar a Rede Record no início dos anos 90 e, após a eleição esparsa de parlamentares por diversos partidos, encampar uma agremiação própria nos anos 2000.
A presença de não membros da Iurd tanto na Record como no partido não desmente a lógica de conglomerado empresarial. Ora, por que motivo uma emissora vinculada a uma igreja evangélica tem em sua grade de programação um programa de forte apelo erótico como A Fazenda? Simples: porque dá audiência e, consequentemente, lucro. E por que um partido controlado por essa igreja evangélica tem como candidato na maior cidade do País um "católico fervoroso"? Simples: porque viu nele a opção mais competitiva para disputar (e, talvez, ganhar) a eleição. Nos dois casos, trata-se de lançar mão do melhor instrumento disponível para alavancar o empreendimento. É de negócios que se trata.
Para que ninguém se iluda, a própria Igreja Universal, por meio de seu veículo próprio de imprensa, a Folha Universal, deu boa mostra de como operam as relações de lealdade entre a direção da organização e seu corpo de funcionários. Desde 30 de agosto, em diferentes cidades do País, foi lançado um livro que traz a autobiografia do bispo Edir Macedo - com o sugestivo título Nada a Perder. Ao lançamento compareceram e adquiriram a obra, prestigiando o patrão, leais funcionários cuja trajetória não tem nada de fidelidade religiosa à Iurd: os jornalistas Paulo Henrique Amorim e Jorge Pontual, a modelo e apresentadora Ana Hickmann - para quem "o bispo Edir Macedo é uma inspiração pelas lutas que enfrentou e venceu" - e a atriz Bianca Rinaldi.
Celso Russomanno é também empregado da Record, cujos funcionários demonstraram sua lealdade ao bispo, chefe maior da igreja, que controla o grupo de comunicação. Tendo em vista que vínculo equivalente há entre igreja e partido, que conduta se pode esperar dos membros da agremiação que forem eleitos? Certamente, mandatários em cargos importantes, como o prefeito de São Paulo, podem gozar de autonomia política considerável. Desde que, claro, estejam dispostos a exercê-la. Será o caso aqui?
|






.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
