A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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folha gmail df1lkrha
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terça-feira, julho 03, 2007
JOAQUIM RORIZ [In:] EU TAMBÉM QUERO!
RENAN CALHEIROS: VIM, VI E VENCÍ *
segunda-feira, julho 02, 2007
SIBÁ MACHADO: CONFESSO QUE VI[VI] *

RORIZ: EMPRÉSTIMOS & DEVOLUÇÕES
RORIZ [In:] "OLHA O BLOCO AÍ, GENTE!!!"
RENAN CALHEIROS: A MELHOR SAÍDA É A SAÍDA!!!
FESTA JUNINA NO "ARRAÍA" DO TORTO !
LEGISLATIVO ESTADUAL: "A FARRA DO BOI"
De acordo com o Legislativo mineiro, “o comparecimento a reuniões extraordinárias é remunerado com valor correspondente à fração de 1/30 do valor do subsídio, acrescido de 50%, num total de R$ 619,20 para cada reunião, limitadas a oito por mês, dependendo do comparecimento do parlamentar”. Os deputados mineiros só não incharam o salário com o benefício em fevereiro, no primeiro mês da atual legislatura. Eles realizaram oito sessões extraordinárias em março, oito em abril e nove em maio. Em junho, a Assembléia de Minas Gerais realizou nove reuniões desse tipo. O subsídio dos parlamentares mineiros é de R$ 12.384,07, mas, pelas reuniões extraordinárias, podem receber mais R$ 4.953,60, o que eleva a remuneração no Legislativo mineiro para R$ 17.337,67, valor superior ao salário dos deputados federais, que, após o reajuste de 28,5%, recebem R$ 16.512,09. O G1 procurou o presidente da Assembléia Legislativa mineira, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), mas ele não deu resposta. Também entrou em contato com o primeiro vice-presidente da Casa, José Alves Viana (DEM), conhecido como Doutor Viana, mas o democrata disse que apenas o presidente responderia sobre questões relacionadas ao funcionamento do Legislativo. "Em reunião da mesa diretora, ficou decidido que as questões da Casa quem responderia seria o presidente, porque se começar cada um a falar termina modificando. As coisas ficaram sob a responsabilidade da presidência, pois ele nos pediu isso", disse Viana.
Na Assembléia de Tocantins, o comparecimento a cada uma das oito reuniões extraordinárias remuneradas rende R$ 596,25 a mais no salário.Se forem realizadas oito sessões, os parlamentares do Tocantins podem receber um extra de R$ 4.770, elevando seu subsídio para mais de R$ 17 mil. O G1 entrou em contato com o presidente do Legislativo de Tocantins, deputado Carlos Gaguim (PMDB), mas ele não quis comentar o assunto. O peemedebista se limitou a dizer que apenas sua assessoria passaria informações. O presidente da Assembléia também disse que não vai falar sobre a decisão da Justiça estadual que julgou procedente a Ação Civil Pública, ajuizada pelo Ministério Público Estadual, determinando que os deputados da legislatura passada (entre eles, o próprio Gaguim) terão que devolver aos cofres públicos quase R$ 100 mil (cerca de R$ 4 mil por parlamentar) que embolsaram com sessões extras em agosto do ano passado. De acordo com o promotor Marcelo Teixeira, os deputados violaram direitos constitucionais e o regimento da Casa, quando instituíram um "recesso branco" em agosto de 2006. Eles trabalhavam apenas um dia por semana, nas terças-feiras, e nos outros dias convocavam sessões extras.
O terceiro secretário da Assembléia Legislativa de Goiás, deputado Luís César Bueno (PT), afirmou que os parlamentares têm direito a R$ 2.290 por mês no caso de comparecimento a oito sessões extraordinárias. Porém, segundo o petista, não foram em todos os meses deste ano que ocorreram reuniões extras. "Quando faz - e neste semestre fizemos dois meses (março e abril) apenas - dá R$ 2.290. Mas as sessões não são fixas", disse Bueno, destacando que esse tipo de sessão se tornou menos freqüente. "Na legislatura passada, nós fizemos (sessões extraordinárias) em quase todos os meses", afirmou o deputado goiano ao G1. Apesar de Goiás ainda manter o pagamento para sessões extraordinárias, Bueno disse que é favorável à extinção do benefício. "Eu acho que a tendência é ir terminando. O deputado ganha o suficiente para se estender aqui, se desdobrar de noite, de madrugada, independentemente das sessões extras."
A Assembléia Legislativa de Roraima não informou o valor que os parlamentares recebem pelas sessões extras. O regimento interno também não trata do assunto e informa apenas: “Só podem ser remuneradas no máximo 10 (dez) sessões extraordinárias por mês.” Por meio de sua assessoria, o presidente do Legislativo de Roraima, Mecias de Jesus (PR), negou que as sessões extraordinárias sejam usadas para inchar o salário. “As reuniões extraordinárias são necessárias, pois, em todas as sessões, é obrigatório ser votado alguma coisa”, disse.
Em maio, o Congresso Nacional reajustou em 28,5% o salário dos parlamentares, elevando seus vencimentos para R$ 16,5 mil. O aumento em Brasília provoca um efeito cascata, já que os deputados estaduais e distritais podem ganhar até 75% deste valor, ou R$ 12,38 mil, desde que as assembléias aprovem o aumento. Segundo levantamento do G1, após a aprovação do reajuste pela Câmara, deputados de 21 dos 27 legislativos decidiram repassar o percentual total, ou parte dele, para os próprios salários. Entre as assembléias legislativas em que o reajuste foi menor em relação ao adotado na Câmara dos Deputados está a do Rio Grande do Sul, que aprovou na terça-feira (26) um aumento de 21,22% no subsídio. Os deputados gaúchos subiram seus vencimentos de R$ 9,5 mil para R$ 11,564 mil.Na Paraíba, os deputados aprovaram o mesmo reajuste do Congresso, mas, segundo a assessoria, o aumento só entrará em vigor a partir da próxima legislatura. Em Alagoas, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, as assessorias informaram que o aumento ainda não foi aplicado. G1, André Luís Nery, SP.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Mulher do presidente argentino tentará suceder a Kirchner. A primeira-dama e senadora argentina, Cristina Fernández de Kirchner, será a candidata do governo à presidência da república nas eleições de outubro. O lançamento da candidatura da senadora está marcado para o dia 19 de julho, num megacomício, conforme anunciou ontem o chefe do gabinete de ministros, Alberto Fernández.Dessa forma, acaba o suspense iniciado havia um ano e meio pelo presidente Néstor Kirchner, quando começou a fazer mistério sobre sua sucessão. Kirchner chegou a indicar várias vezes que o próximo presidente seria 'um pingüim ou uma pingüim-fêmea', em alusão a seu apelido de 'Pingüim', referente a suas origens patagônicas, e à sua esposa. Estadão, Ariel Palacios .

Acusados de agredir doméstica prestam novo depoimento. O delegado Carlos Augusto Nogueira, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), disse que já enviou uma equipe para pegar os estudantes Leonardo de Andrade e Rodrigo Bassalo, na carceragem da Polinter, no Grajaú, na Zona Norte do Rio. (...) A acusação, se comprovada, vai agravar a situação dos dois jovens. Eles foram presos na semana passada, acusados de terem agredido a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho, na madrugada de sábado (23). Além de Leonardo e Rodrigo, também são suspeitos da agressão, os estudantes Rubens Arruda, Felipe de Macedo Neto e Júlio Junqueira. G1, Alba Valéria Mendonça, RJ. Foto-vídeo matéria.
RORIZ & CAESB [In:] "VÔOS" 115, 151 ou 171 ?
BRASÍLIA - O TRE do Distrito Federal vai discutir nesta segunda-feira, 2, em sessão marcada para as 16 horas, que medida adotar em resposta à suspeita de que alguns votos do tribunal podem ter sido comprados na decisão tomada em outubro do ano passado que absolveu o ex-governador e senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) no processo em que ele era acusado de usar uma empresa pública para fazer campanha eleitoral. A edição da revista Veja que está nas bancas diz que "Joaquim Roriz usou dinheiro de Nenê Constantino para pagar propina a juízes" do Tribunal Regional Eleitoral do DF. O processo foi aberto a partir de uma representação do PC do B, feita em setembro de 2006, acusando Roriz, então candidato ao Senado, de usar o site da Companhia de Água e Esgoto do DF, a Caesb, para divulgar o número 151, que era o número da candidatura do ex-governador. O número de relacionamento da Caesb com a população era o 115, mas, por meio de um truque eletrônico, quem acessava o site assistia a uma animação em que aparecia o 151 de Roriz. A reportagem da revista diz que não houve "troco" do cheque de R$ 2,2 milhões descontando pelo senador Roriz, em 13 de março passado, no Banco de Brasília (BRB). Em documentos entregues à Corregedoria do Senado e em discurso no plenário da Casa, na semana passada, Roriz sustentou que precisava de R$ 300 mil para pagar a aquisição de uma bezerra da raça e que recorreu ao empresário e "amigo íntimo" Nenê Constantino, dono da companhia aérea Gol, de empresas de ônibus, investidor imobiliário e agropecuarista. Segundo o senador, ele pegou os R$ 300 mil emprestados e devolveu o restante R$ 1,9 milhão a Constantino. Da tribuna do Senado, Roriz perguntou ao colegas se era crime pedir dinheiro emprestado a um amigo. E constatou, espantado: "Imaginem se pedir dinheiro emprestado é falta de decoro. Meu Deus!". O PSOL entrou com uma representação contra o senador por quebra de decoro, alegando que as explicações dadas não são suficientes e que o desconto do cheque precisa ser investigado porque o BRB levou uma semana para comunicar a operação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) - a lei manda fazer a notificação de valores acima de R$ 100 mil em 24 horas. Segundo a Veja, além de confusas as explicações de Roriz para a compra da bezerra que se chama Miragem, o R$ 1,9 milhão foi usado para pagar suborno a dois juízes do TRE-DF, que teriam ajudado a absolver o senador. A revista diz que em conversa com o suplente dele ao Senado, Gim Argello, Roriz teria confirmado que precisou "comprar" a decisão do TRE - Argello leu a reportagem no sábado, passou mal e foi internado no Hospital Brasília. O placar inicial, diz a revista, estava em 3 a 2 contra Roriz, mas terminou em absolvição por 4 votos a 2 - os votos contra foram dos juízes Estevam Carlos Lima Laia e Romes Gonçalves Ribeiro. O advogado do PC do B, Luis Carlos Alcoforado, recorreu da decisão do TRE e entrou com um agravo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em março passado. O agravo ainda não foi julgado pelo TSE. Estadão, Brasília.
RENAN CALHEIROS [In:] PARECER (PARECE SER...)
domingo, julho 01, 2007
A HORA DO "ÂNGELUS"
"PROVÉRBIOS, [6:16-19]
16
Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina:
17
Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
18
O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal,
19
A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos".
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http://www.bibliaonline.com.br/
sábado, junho 30, 2007
EDITORIAL: FAMÍLIA & SOCIEDADE
FAMÍLIA [In:] O RESGATE (PARTE ÚNICA)
Ontem os jornais estamparam a foto da professora Eunice Martins, que ensina numa escola pública de São Bernardo Campo (SP), cuja imagem mostrava sua mão enfaixada pelo fato de seu dedo ter sido dilacerado por um aluno de 9 anos, quando a professora tentava retirá-lo do banheiro da escola, para que o mesmo voltasse à sala de aula de uma outra colega. Ao tentar abrir a porta, o aluno num impulso fechou a porta bruscamente sem que ela tivesse tempo de retirar a mão. Como se não bastasse, essa professora foi uma das vítimas de alunos, em escolas, nas últimas semanas. Houve o caso do assassinato a tiros do professor de educação física na frente de seus alunos, por um pintor de paredes, no dia 27, no ginásio de esportes em Biguaçu (SC). Igualmente, há duas semanas, outra professora fora espancada por dois estudantes, em Votorantim (SP), com um golpe de “voadora” [golpe em que a pessoa salta e chuta o rosto do outro] que lhe arrancou alguns dentes. Outra notícia dá conta que um aluno de 14 anos incendiou o cabelo de uma professora com um isqueiro durante uma aula de ciências, no dia 19, na escola estadual Darcy Frederico Pacheco, em São José do Rio Preto (SP). A violência urbana praticada por jovens de todas as classes sociais passou, diariamente, a fazer parte do noticiário. Como verificado, a violência não fica restrita às escolas e aos bairros pobres das grandes cidades, nem mesmo ao estado de São Paulo. O caso da doméstica espancada e roubada na madrugada de domingo (24) por cinco jovens de classe alta, moradores na Barra da Tijuca (RJ) ilustra bem o cotidiano da violência urbana que se alastrou pelo País.
.../
Estes casos nos conduzem, invariavelmente, a lembrar algumas frases célebres e sábias, de Rui Barbosa: “A família é a célula mater da sociedade” (grifamos); de Pitágoras: “Eduquem os meninos e não será preciso castigar os homens” (grifamos) e algumas bíblicas. Em Deuteronômio [5:1]: “E chamou Moisés a todo o Israel, e disse-lhes: Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir (grifamos); [6:6-7] “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração, e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (grifamos). Em Provérbios [22:6]: “Educa a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (grifamos). E, por Paulo, em Efésios [6:4]: “E vos pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (grifamos). E, em Mateus [7:24-25], se referindo 'a essas palavras ditas por Jesus: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram os rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha” (grifamos). E todas essas palavras indicam uma posição inconteste: a necessidade imperiosa [do resgate] da educação no seio das famílias.
Cremos que talvez nem fosse o mais indicado tomarmos, como exemplo aqui, a maneira como fomos educados na infância. Não obstante, assumiremos este risco, na tentativa de demonstrar que a educação familiar (informal) deve preceder a educação escolar (formal), à medida que a primeira é a responsável pela formação do caráter da criança. À escola cabe [tão somente] a formação pedagógica da criança.
Devemos lembrar que somos do tempo que a criança era alfabetizada aos sete anos, quando do seu ingresso na escola. Felizmente, quando ingressamos no “primário” já conhecíamos o “a-e-i-o-u” e o alfabeto, bem como, já "[ar]riscavamos” algumas palavras da cartilha “Caminho Suave”, com a ajuda de nossa irmã, que era professora, bem como, já tínhamos alguma noção de “aritmética”. Tão logo fomos alfabetizados e pelos exemplos dos pais, irmãos [em 1961, meu irmão ingressou na Faculdade de Economia] e pelo currículo da escola tomamos gosto, inclusive, pela leitura em geral, literatura e poemas. Lemos todos os “clássicos” de Walt Disney, as fábulas dos irmãos Grimm, a “Ilha do tesouro”, e um sem-número de “gibis” (Os Sobrinhos do capitão; Zorro; Tarzan; Capitão Marvel, ...) e algumas obras “escolhidas” de Monteiro Lobato, Machado de Assis, José de Alencar, Bernardino Costa Lopes, entre outros. É necessário registrar que estudávamos numa escola pública de bairro[1]. Nela aprendíamos, além do básico, o reforço das noções de hierarquia e cidadania (hoje, tão discursada...) já sabidas das “lições de casa”.
Já no “Ginásio” [também escola pública], cujo ingresso se dava pelo “exame de admissão”, o conteúdo incluía o idioma francês (língua, literatura, artes) por duas séries, e uma literatura mais profunda, de autores nacionais e estrangeiros (por exemplo, de Jorge Amado, Afonso Lima Barreto a Victor Hugo, ou mesmo Edgar Allan Poe). Nas horas vagas nos divertíamos com as “piadas de caserna” das Revista Seleções, do “Reader´s Digest”, ou com as leituras do “Nosso amiguinho”. Ou ainda nos aperfeiçoando com o “enriqueça seu vocabulário” das Seleções. E, também lendo “O Cruzeiro, Manchete, Realidade, Vida & Saúde”. E, dessas literaturas ou matérias aprendendo distinguir, para a vida, a índole de um “Pequeno príncipe” [Antoine de Saint-Exupéry] de outro “Príncipe” [Nicolau Maquiavel]. E, porque não, saber compreender o “momentum” de um Monet, [Manet], Degas ou de Renoir “vis a vis” o contido na “impressão” de um movimento “hip-hop”? Ficamos por aqui, pois é impossível não viajar ao [no] tempo do “liceu”: “Maintenant, je vais à l'école: J'apprends chaque jour ma leçon. Le sac qui pend à mon épaule. Dit que je suis un grand garçon. Quand lê maître parle, j’écoute (...)” [“L’école”; Paul Previlon !][2]; “Meu Deus! Que é isto, que emoção a minha, quando essas cousas tão singelas narro?” [“Berço”; Bernardino Costa Lopes].
Retomando as questões de hierarquia e cidadania aprendidas em casa, através de atos que (hoje) podem ser considerados tão banais; “costumes” esses, na essência, a base do caráter de qualquer pessoa. Por exemplo, o respeito pelos mais velhos. Não estamos falando em relação aos idosos, ou da terceira idade. Estamos falando em relação ao respeito dos filhos para com os pais, alunos com os professores, crianças/jovens com os adultos, e de uma maneira geral. Lembramos do respeito que todos os alunos (toda a classe) tinham em relação à professora[3] e ao ambiente escolar. Era do “protocolo” se levantar ao recebermos visitas em sala, seja da Diretora, de outras professoras ou mesmo da(s) zeladora(s) que vinha trazer giz, algum outro material ou avisos da direção. Mesmo as “visitas” solicitavam “licença” para adentrar. Isto é hierarquia, isto é educação! Igualmente, não usávamos bonés nas salas de aulas. Quando a boina fazia parte do uniforme escolar, os alunos a retiravam e a colocavam na bolsa ao entrar para a sala. Isto porque, era ensinado em casa que não se usa “chapéu” em ambiente fechado. Não riscávamos ou escrevíamos nas carteiras; não porque não “existisse” errorex; simplesmente porque não fazíamos isso em casa. Não entravamos nas salas com sapatos embarrados nos dias de chuva (não havia asfalto na cidade); levávamos um chinelo na bolsa em substituição; alguns alunos tinham galochas. Isto porque não entravamos com os pés sujos em nossas casas. Isto é educação informal! Isto faz(ia) parte da formação do caráter dos filhos, em casa.
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Finalmente perguntamos: por que a maioria dos pais transferiu a educação dos filhos “in totum” para a escola e por que esta não dá conta do dever? Alguns dirão: “a vida moderna e o crescente custo de vida, fez com que a mulher (outrora, mãe-educadora) fosse para o mercado de trabalho e, por tudo isto, que os pais voltem para casa excessivamente cansados, sem paciência e tempo para os filhos...”. Por outro lado, outros dirão: “a escola também perdeu a paciência com os alunos”. Ou ainda: “os professores são mal remunerados, alguns deles, mal preparados didaticamente, as escolas (não raro) são carentes de infra-estrutura para a demanda de uma capacitação educacional, cultural e profissional para o mundo de hoje, informatizado e, por isso, com informações e fatos que chegam à velocidade do ‘byte’”.
O fato é que esses e outros motivos levaram, já algum tempo, ao desequilíbrio dos dois ambientes: o da educação informal (familiar) e o da educação formal (escolar). Nesse bojo, estamos perdendo diuturnamente, os laços familiares, o idioma escrito e falado, e a noção de Pátria.
Que diria, hoje, o conde Afonso Celso? (“Porque me ufano do meu País”).
[1] “Grupo Escolar Theobaldo Miranda Santos”.
[2] Tradução livre: “Pelas manhãs eu vou à escola e aprendo as lições. A bolsa (mochila) que levo às costas indica que sou um grande aluno. Quando a professora fala, eu escuto (...)”.
[3] Nossa homenagem singela às professoras “Dona Calijuri” (Aninha) pelas “primeiras letras” (1º. ano); Dúnia Anjos Freitas (2º. ano), Kátia Anjos Freitas (3º. ano) e Toshie Ota (4º. ano). E, Tânia Anjo Freitas (diretora).
sexta-feira, junho 29, 2007
PERGUNTO: O POÇO (FOSSO) TERÁ FIM?
EDUCAÇÃO: FAMILIAR vs ESCOLAR

quinta-feira, junho 28, 2007
CONGRESSO NACIONAL [In:] CUSTO BRASIL

RENAN CALHEIROS: QUERES UM CONSELHO???

RENAN CALHEIROS & LULA [In:] 'TÔ FORA!!!

CHINA: "CHINATOWN" NÃO É [DE] BRINQUEDO!!!

Depois de brinquedos, CDs e softwares piratas, a China surge com mais uma novidade: a exportação de carne brasileira falsificada para os mercados da Europa e Rússia. Em muitos casos, as carnes são chinesas, mas empacotadas como sendo produto brasileiro e até com certificados falsificados escritos em português. O Estado obteve informações de que o Ministério da Agricultura já prometeu a vários países que, a partir da semana que vem, modificará os certificados usados para as exportações para dificultar a falsificação.Importadores desses países afetados pela carne pirateada já se queixaram ao governo brasileiro de que estão recebendo contêineres com caixas de carnes supostamente brasileiras, mas que, na realidade, são exportadas pela China e nunca saíram do País. Fontes no Ministério da Agricultura temem que o problema afete ainda mais a imagem das exportações brasileiras de carne que, apesar do aumento em volume nos últimos anos, sofre em algumas regiões do mundo para ser reconhecida como de alta qualidade fitossanitária. Uma das queixas recentes recebidas pelo governo veio das autoridades russas. Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína e ex-secretário de Produção do Ministério da Agricultura, confirma que as queixas de falsificação são cada vez mais freqüentes. Para ele, porém, o fato de os produtos brasileiros estarem sendo copiados é 'prova da qualidade' das exportações nacionais. Em toda a Europa, o volume de carne contrabandeada está aumentando, em parte por causa das restrições existentes em vários países e diante dos preços atrativos para os contrabandistas. No Reino Unido, por exemplo, o governo aponta que conseguiu apreender 104 toneladas de carnes que tentavam entrar ilegalmente no país em 2006. O volume é dez vezes superior às taxas de 2001. No ano passado, o governo italiano descobriu um carregamento de 260 toneladas de carnes no Porto de Calábria. Depois de amplas investigações, chegou-se à conclusão de uma grande parte vinha da China, país que sofre para controlar a gripe aviária. Também em 2006, o governo italiano descobriu que todos os restaurantes chineses de Milão eram abastecidos pelo mesmo fornecedor, que trazia carnes da China, mesmo com a imposição de um embargo. Na Suíça, 20 grupos de traficantes já foram identificados como responsáveis pelo contrabando de carne para o país de diversos mercados. Segundo os cálculos dos suíços, o país deixou de coletar US$ 10,2 milhões em impostos apenas em 2005 por causa do contrabando. Na Ásia, países como Indonésia, Malásia e Filipinas se queixam constantemente do fato de estarem recebendo carne suína e de frango da China, ainda que haja um bloqueio total das importações por causa da falta de controle sanitário na produção chinesa. Pequim alega que é também vítima do contrabando de carnes. No início da semana, o governo chinês anunciou que apreendeu, desde janeiro, 3,5 mil toneladas de carne nos portos chineses tentando entrar de forma ilegal no país. Parte desse volume viria do Brasil. A disputa pelo mercado de carnes chegou ontem à Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil questionou o embargo imposto pela China à carne nacional e pediu que as áreas livres de aftosa fossem reconhecidas por Pequim. Estadão, Jamil Chade. Foto matéria, Reuters.
PSOL vs JOAQUIM RORIZ [In:]: "VOAR, VOAR, SUMIR, SUMIR..." *
RENAN CALHEIROS, MÔNICA VELOSO & GONTIJO [In:] "ÉRAMOS FELIZES..."
CONGRESSO: REFORMA POLÍTICA. QUAL (NADA)?

BRASÍLIA - Os deputados rejeitaram nesta quarta-feira, 27, o sistema de voto em lista preordenada pelos partidos políticos, um dos principais pontos do projeto de reforma política, em uma sessão barulhenta, na qual os favoráveis e os contrários ao item se comportaram como torcidas organizadas. O placar registrou 252 votos contrários, 181 favoráveis e 3 abstenções, rejeitando as duas propostas: lista fechada e a flexível. Com a decisão, o eleitor continuará votando diretamente no candidato de sua preferência, como é atualmente. Para muitos deputados, a rejeição à lista vai provocar o fim da proposta do financiamento público de campanha e enterrar a reforma política. "Perdemos. Não tem reforma política. Essa é a expressão de quem não quer mudar nada. Foi uma opção conservadora da Câmara e dos que não querem reforma alguma", lamentou o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), um dos autores da emenda alternativa dos partidos. Com o mesmo diagnóstico de que a reforma não vai adiante, mas em tom inverso, o tucano Arnaldo Madeira (PSDB-SP) comemorou. "O que estava sendo votado era uma excrescência. Espero que agora haja uma volta ao bom senso e, com calma, possamos discutir uma reforma constitucional", disse. O PT, o PMDB, o DEM e o PCdoB reconheceram a derrota já na primeira votação da noite, quando não conseguiram dar prioridade para a emenda que apresentaram propondo uma lista flexível. Dissidentes do PMDB e do DEM foram decisivos para essa derrota. Os partidos contrários ao sistema de lista votaram praticamente unidos. O sistema de lista foi o único ponto da reforma votado nesta quarta-feira. Até a próxima semana, os deputados tentarão negociar os outros pontos, como o fim das coligações nas eleições proporcionais (deputados e vereadores), o financiamento público de campanha e a fidelidade partidária, proposta em outro projeto. A derrota na preliminar, quando os quatro partidos não conseguiram votar a proposta alternativa, foi comemorada no plenário com gritos e abraços entre os deputados contrários à proposta. Durante a votação, eles puxaram um coro "não, não, não". O grupo do "sim" era menos barulhento, já prevendo a derrota. Em meio à disputa, o deputado Sandro Mabel (PR-GO), distribuía salgadinhos e biscoitos de sua fábrica. "É o programa de transferência de renda mínima do deputado Mabel", brincou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). O grupo do "não" cobrou o voto do líder do governo, José Múcio Monteiro (PTB-PE), que estava em plenário, mas não registrou sua posição. O partido de José Múcio foi desde o início contra as listas flex e fechada e votou unido. O relator Caiado comemorou o resultado da primeira votação embora soubesse que na discussão da lista seria derrotada. Caiado propunha o sistema de lista fechada, na qual o eleitor passaria a votar apenas no partido. A proposta do DEM, do PT, do PMDB e do PCdoB previa a lista flexível com o voto no partido e a opção de o eleitor votar no candidato de sua preferência. No canto do plenário, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), repreendeu Caiado pelo discurso contrário à posição do partido. "Seu discurso foi contra o do líder (Onyx Lorenzoni). Você recebeu apoio de quem está contra nós. Vamos sofrer duas derrotas", afirmou Maia, mostrando que tanto a lista fechada defendida pelo relator quanto a lista flexível proposta pelo DEM seriam rejeitadas. Estadão. Denise Madueño e Luciana Nunes Leal. Foto matéria, Dida Sampaio/AE.
BRASIL: NOVOS RICOS ("QUE DUREZA!!!)
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
DETRAN [In:] CHAPA-BRANCA
A empresa Cordeiro Lopes, uma das duas fornecedoras oficiais de placas de veículos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo, mantém fábricas clandestinas na Grande São Paulo. Não há nenhum controle do órgão de trânsito ou de prefeituras onde elas estão instaladas, situação que pode facilitar a confecção de placas frias e a evasão fiscal.Em entrevista anteontem ao Estado, o procurador da empresa, Valdemir Rodrigues, aponta a existência de pelo menos nove fábricas irregulares. Sem especificar quais, afirmou que elas estão em processo de regularização e que o motivo da irregularidade é a pressa para atender o excesso de demanda encontrada após a assinatura do contrato com o Detran, em fevereiro de 2006.Rodrigues também diz ter dificuldades para cumprir o contrato - o que contraria a exigência de comprovar plena capacidade para o serviço. 'A gente nunca imagina o tamanho da casa que comprou porque não olhou todos os cômodos', disse.O assistente em legislação de trânsito da diretoria do Detran, delegado Gilson César Silveira, afirmou que estão autorizadas apenas as fábricas da Cordeiro Lopes em Santa Catarina e uma filial na Vila Prudente, na zona leste de São Paulo. Segundo ele, possíveis irregularidades praticadas pela Cordeiro, inclusive as fábricas clandestinas, são investigadas pela corregedoria do Detran desde 2006.A existência de fábricas clandestinas em Guarulhos, Santo André e São Bernardo do Campo também está sendo apurada pelo 36º Distrito Policial, na Vila Mariana, zona sul .As investigações sobre as fábricas clandestinas começaram depois que, no dia 23 de março, uma placa fria de motocicleta e vários documentos de veículos foram encontrados no carro de um ex-policial civil com antecedentes criminais , durante uma operação da Polícia Civil. A numeração da placa correspondia, no cadastro do Detran, à de um Fusca, e tinha registro de fabricação da Cordeiro Lopes. Os responsáveis pela investigação não quiseram dar entrevistas.Um laudo do Instituto de Criminalística confirmou que a placa era verdadeira. Em depoimento na delegacia, o ex-policial afirmou que transportava a placa e os documentos de carros porque seu filho é despachante. Informou ainda que a placa seria utilizada para demonstração a clientes.Depois disso, a delegacia recebeu denúncias sobre endereços de fábricas clandestinas na Grande São Paulo e enviou equipes para os locais, onde descobriram uma grande quantidade de placas armazenadas. Além de possível envolvimento na fabricação de placas frias, a polícia verifica indício de sonegação fiscal, cobrando da empresa provas de que as placas foram entregues mediante o pagamento de taxas ao Estado .As prefeituras de Santo André e Guarulhos informaram que as fábricas localizadas nos dois municípios ainda estão em processo de regularização - o alvará da prefeitura é uma das exigências do Detran. Ontem à noite, a prefeitura de São Bernardo informou que vai se manifestar hoje sobre assunto. A fábrica que fica na cidade está na rua da Ciretran, representação do Detran.Nas fábricas clandestinas são produzidas principalmente as placas especiais, feitas com material diferenciado. Elas são mais caras e a venda é autorizada pelo Detran apenas se o proprietário do veículo desejar.Ao pagar pela lacração do veículo - o pacote em que estão incluídos placas e lacres, entre outros itens, custa R$ 54,79 - o proprietário do veículo já tem o direito à placa comum, mais simples. Mas, por não ter conhecimento disso, costuma pagar também pela placa especial, que é encomendada nas empresas cadastradas, entre elas a Cordeiro Lopes.CONTRATOA Cordeiro Lopes tem sede em São José, município da região metropolitana de Florianópolis, e foi contratada para fabricar placas de veículos licenciados na região metropolitana e no interior do Estado de São Paulo. A fornecedora informou ser responsável por cerca de 120 mil lacrações de veículos por mês - nem toda lacração corresponde a um emplacamento, pois muitas vezes há apenas a troca do lacre da placa.O procurador da Cordeiro Lopes não soube informar ontem os valores dos contratos. O Detran também não deu informações sobre quanto o Estado repassa anualmente à empresa.A fornecedora investigada substituiu a Casa Verre e a Comepla, que realizavam o emplacamento sem recolhimento de taxas pelo serviço ao Estado e mantiveram a prestação do serviço à administração pública por três anos sem contrato e por mais de sete anos sem licitação, situação reconhecida como irregular no fim do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e corrigida com uma nova licitação.A Casa Verre, porém, tem vínculos com a Cordeiro Lopes. O procurador da empresa catarinense informou que ainda compra material da Casa Verre por causa da alta demanda.A Cordeiro venceu o pregão para prestar o serviço com preços até 73% menores no valor das placas - hoje ela recebe R$ 4 pelo par para carros. O Detran considerou que era possível a empresa executar os serviços com esses valores. Estadão, Fabiane Leite .
RENAN CALHEIROS & CONSELHO DE ÉTICA:











