PENSAR "GRANDE":

***************************************************
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************


“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

----

''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

=========
# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

***

terça-feira, julho 03, 2007

JOAQUIM RORIZ [In:] EU TAMBÉM QUERO!

Roriz busca alternativas para escapar de eventual processo de cassação.

Com prazo de 20 dias para que apresente suas explicações ao MPF (Ministério Público Federal), o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) busca alternativas para escapar de um eventual processo de cassação no Senado. A estratégia do senador é adiar ao máximo a sua eventual renúncia de mandato em meio a dúvidas jurídicas sobre a abertura do processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. A Folha Online apurou que ele comemorou as controvérsias em torno do limite permitido para que renuncie ao cargo, o que evitaria a sua cassação. O regimento interno do Senado dá margem a essas dúvidas. Há três compreensões sobre o prazo limite para que um parlamentar possa renunciar sem o risco de ser cassado: quando é protocolada representação contra ele na Mesa Diretora do Senado, quando o senador é notificado pela Mesa ou no momento em que a Mesa Diretora decide encaminhar o processo ao Conselho de Ética. Em meio às dúvidas, o ex-governador do Distrito Federal discute com o advogado Everardo Ribeiro e correligionários alternativas para evitar a punição máxima --a cassação. Segundo aliados do peemedebista, o momento não é favorável a Roriz porque o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), trabalha nos bastidores para sair do foco das denúncias por quebra de decoro parlamentar. Se for cassado pelos colegas, Roriz ficará inelegível até o ano de 2022 --o resto do atual mandato mais oito anos. Ainda nesta semana, a Mesa Diretora do Senado deve decidir sobre o encaminhamento da representação elaborada pelo PSOL contra Roriz. Uma vez enviado ao conselho será instaurado o processo por quebra de decoro parlamentar. Segundo reportagem da Folha publicada hoje, Roriz estuda renunciar em bloco junto com o primeiro suplente, Gim Argello, e o segundo, Marcos de Almeida Castro --de quem teria partido a proposta. A saída tornaria obrigatória nova eleição para senador no Distrito Federal. Nesta segunda-feira, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, abriu procedimento administrativo contra o senador baseado em gravações de conversas telefônicas de Roriz com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Tarcísio Franklin de Moura. Nas conversas, Roriz supostamente acerta com Moura a partilha de R$ 2,2 milhões no escritório do empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol. O senador alega que ficou com apenas R$ 300 mil do valor total e argumenta ter devolvido a diferença a Constantino. Ele afirma que gastou parte do dinheiro na compra de uma bezerra e, com o restante, ajudou um amigo que enfrentava dificuldades financeiras. Reportagem publicada pela revista "Veja", no entanto, afirma que Roriz usou parte dos R$ 2,2 milhões para subornar juízes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal em processo contra ele nas eleições do ano passado. Renata Giraldi, Gabriela Guerreiro, da Folha Online, em Brasília .

RENAN CALHEIROS: VIM, VI E VENCÍ *

Aliado adia tramitação de processo contra Renan;

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), ignorou as ameaças e críticas da oposição e devolveu para a Mesa Diretora o processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Com isso, a tramitação do processo será adiada, pois sua análise será praticamente retomada do zero. Ele tomou essa decisão sem consultar os demais membros do conselho. A justificativa dele é que é preciso corrigir sanar vícios do processo contra Renan para evitar a sua "nulidade". Quintanilha afirma, em nota oficial, que solicitou parecer à consultoria jurídica do Senado para evitar que processo seja questionado no futuro. "Passei o fim de semana estudando os pareceres e decidi, dentro de minhas atribuições como presidente do conselho, encaminhar o processo à Mesa Diretora do Senado para o necessário saneamento", afirma. Para devolver o processo à Mesa, ele se baseou em parecer encomendado à consultoria jurídica do Senado. De acordo com o parecer, houve falhas na representação por quebra de decoro parlamentar contra o senador. Uma das irregularidades seria a perícia realizada pelo Conselho de Ética em documentos encaminhados por Renan. A perícia, segundo o parecer, deveria ter sido solicitada pela própria Mesa Diretora da Casa --uma vez que o conselho não teria autonomia para pedir a análise dos documentos. O parecer alega, ainda, que somente as CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) têm poderes para investigar de forma efetiva o senador. Com as perícias solicitadas pelo Conselho de Ética, o órgão teria extrapolado suas funções no caso Renan. Outra irregularidade levantada no parecer está relacionada ao próprio processo contra Renan. Segundo o parecer, o processo por quebra de decoro só deveria ter sido aberto depois do aval de integrantes da Mesa Diretora. O ex-presidente do conselho, Sibá Machado (PT-AC), chegou a devolver o processo à Mesa. Mas Renan, sozinho, encaminhou o processo para a analise do órgão sem o aval dos demais integrantes da Mesa Diretora. Quintanilha é um dos principais aliados de Renan no Conselho de Ética e chegou a "desconvidar" o senador Renato Casagrande (PSB-ES) para relatar o processo contra Renan depois que ele propôs investigações rigorosas sobre o presidente do Senado. A oposição está disposta a reagir à devolução do processo à Mesa Diretora do Senado. O líder do DEM (ex-PFL) no Senado, José Agripino Maia (RN), disse hoje que não existem irregularidades na tramitação do processo que justifiquem o seu envio à Mesa. "Se isso vier a acontecer, estaria com cheiro de armadilha jurídica para procrastinar o processo. A maioria dos senadores não está disposta a comprometer a imagem da instituição", disse ele antes da decisão de Quintanilha. Agripino afirmou que se o processo for devolvido à Mesa Diretora, os partidos de oposição no conselho vão reagir. "O plenário se reunirá e deliberará. O conselho não pode ser prisioneiro de arbitrariedades. Eu me recuso a acreditar que isso venha a ser proposto", disse. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), divulgou hoje nota oficial para criticar a manobra de Quintanilha. Virgílio também critica, na nota, a estratégia articulada por aliados do presidente do Senado de repassar ao STF (Supremo Tribunal Federal) a competência das investigações sobre Renan. "O PSDB entende que essa medida seria meramente protelatória. A concretizar-se, desestabilizaria aquele Conselho [de Ética], retirando-lhe o que lhe resta de credibilidade", diz Virgílio. Segundo o tucano, a PGR (Procuradoria Geral da República) já deixou claro que cabe ao Conselho de Ética dar prosseguimento às investigações relacionadas à quebra de decoro parlamentar no caso Renan. O PSDB reúne amanhã sua bancada no Senado para discutir estratégias que impeçam a protelação do processo contra Renan, que vêm sendo articuladas nos bastidores por aliados do senador. Folha Online, Gabriela Guerreiro, Brasília.
_____________________
(*) Veni, vidi, vici (em português: "Vim, vi, venci") é uma famosa frase latina (supostamente) proferida pelo general e cônsul romano Júlio César em 47 a.C.. César utilizou a frase numa mensagem ao Senado Romano descrevendo sua recente vitória sobre Farnaces II na Batalha de Zela. A frase serviu tanto para proclamar seu feito, como também alertar aos senadores de seu poder militar (Roma passava por uma guerra civil). [www.pt.wikiepedia.org].

segunda-feira, julho 02, 2007

XÔ! ESTRESSE: "PEDALA" CONSELHO!






[Chargistas: Melado, Angeli, Amarildo, Ivan, Ponciano].

SIBÁ MACHADO: CONFESSO QUE VI[VI] *


Sibá confirma esquema para proteger Renan.

De volta ao Acre, depois de renunciar à presidência do Conselho de (falta de) Ética do Senado, Sibá Machado (PT-AC) reconheceu o óbvio: em entrevistas a repórteres de jornais de sua província, disse que há no conselho um “jogo de interesses” para livrar Renan Calheiros (PMDB-AL) de uma punição. O próprio Sibá fez o que pôde. Conta que, ao repassar à Polícia Federal os documentos da defesa de Renan, para que fossem submetidos a perícia, fez uma recomendação: "Pedi à polícia que não extrapolasse sua competência", recorda. Esforço vão. O relatório dos peritos da PF, embora preliminar, crivou de dúvidas as alegadas transações agropecuárias com que o presidente do Senado diz ter bancado a pensão alimentícia da filha que teve com Mônica Veloso. Os peritos deixaram claro que o papelório de Renan merece uma averiguação mais vagarosa e detida. Surpreendido pelo teor do texto da PF, o grupo de Renan pôs em movimento o “jogo de interesses”. Segundo as revelações de Siba, o objetivo da milícia parlamentar que está a serviço do acobertamento é transferir as apurações do âmbito do Conselho de (A)ética do Senado para o STF. Ainda segundo Sibá, o cinturão de proteção a Renan mira a disputa presidencial de 2010. Ele conta que o enrolado presidente do Senado rumina a pretensão de tornar-se candidato a vice-presidente da República na chapa de um eventual presidenciável do PMDB. Sibá fez uma outra revelação surpreendente em suas entrevistas acreanas: disse que o ex-relator Epitáfio Cafeteira (PTB-MA), aquele que sugeriu o enterro de um escândalo vivo, sem nenhum tipo de investigação, renunciou ao cargo e não pediu licença para tratamento médico, como vem sendo divulgado. Segundo ele, Cafeteira não estaria agüentando às pressões de aliados e da opinião publica. De resto, o ex-presidente do Conselho de (pouca) Ética afirmou que decidiu abandonar a apuração do Renangate porque não desejava entrar em conflito com os interesses do seu partido, o PT, e do Palácio do Planalto. As revelações de Sibá foram noticiadas neste sábado pelo sítio Acre 24 Horas. No mesmo endereço, há a reprodução de reportagem veiculada neste final de semana de Veja. A revista relata, a certa altura, que, em conversa com Ideli Salvati (SC), líder do PT, o próprio Renan Calheiros “exigiu que Sibá Machado fosse destituído da presidência do Conselho de, digamos assim, Ética”. O texto prossegue: “Em seguida, Renan brindou o Planalto com uma demonstração de seu poder: parou os trabalhos do Senado e não votou uma única matéria de interesse do governo. Alarmada, Ideli, obedecendo a ordens do Planalto, passou a forçar a renúncia de Sibá Machado”. Há ainda uma entrevista do também acreano Tião Viana (PT-AC), primeiro-vice-presidente do Senado e substituto constitucional de Renan Calheiros. Ele diz que o trabalho do Conselho de (ausência) de Ética terá de ser submetido à Mesa diretora do Senado. Uma mesa presidida pelo réu Renan. “A pressão é muito grande em todo o Senado, principalmente por parte da imprensa e da sociedade brasileira, que querem o esclarecimento e a apuração do caso”, disse Tião Viana. Ele alimentou uma tese que serve aos interesses da milícia parlamentar de Renan. Disse que só o STF, mediante solicitação do presidente do Conselho de (A)ética ou do Ministério Público, poderá autorizar o processo investigativo sobre os negócios bovinos do presidente do Senado. Uma tese vivamente contestada pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO). “Se receber um pedido do Senado, o STF vai fazer um aviãozinho com o documento”, diz Demóstenes. Escrito por Josias de Souza, Folha Online.
_______________________
(*) “Talvez não tenha vivido em mim mesmo, talvez tenha vivido a vida dos outros", [Confesso que vivi. Pablo Neruda].

RORIZ: EMPRÉSTIMOS & DEVOLUÇÕES

MP abre investigação sobre Roriz.

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, abriu procedimento administrativo contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) e deu prazo de 20 dias para que ele se explique sobre as gravações telefônicas em que aparece acertando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Tarcísio Franklin de Moura. As gravações foram feitas durante a Operação Aquarela, da Polícia Civil do Distrito Federal. Tarcísio Franklin de Moura chegou a ser preso. Se detectar que há indícios de que o senador cometeu algum crime, o procurador pode pedir a abertura de inquérito ou denunciá-lo ao Supremo Tribunal Federal (STF). O cargo de senador dá a Roriz o direito de ser investigado no STF. “Há um procedimento, evidentemente, mas eu sempre dou oportunidade para que o parlamentar se contraponha ao que está dito. Ele já foi até ao plenário [do Senado] falar sobre esse assunto. Então, eu estou aguardando para, depois do prazo, tomar as providencias cabíveis”, disse o procurador. A defesa não é obrigatória e, segundo Antonio Fernando, deve ser apresentada por escrito. Na semana passada, Roriz usou a tribuna do Senado para se defender das acusações. Ele afirma o valor foi emprestado pelo empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol. Roriz diz que usou cerca de R$ 300 mil para comprar uma bezerra e para custear o tratamento de saúde de um parente. O restante, sustenta, foi devolvido ao empresário. O procurador também informou, nesta segunda-feira (2), que abriu prazo de 20 dias para que os deputados Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Maurício Quintella (PR-AL) e Paulo Magalhães (DEM-BA) apresentem explicações ao Ministério Público Federal (MPF). Os parlamentares foram citados em relatório da Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento no esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos, desmontado pela Operação Navalha, da PF. Com base nos relatórios, o procurador abriu três procedimentos administrativos para apurar o caso. Se entender que há indícios de envolvimento dos parlamentares com o esquema de corrupção, Antonio Fernando pode pedir a abertura de inquérito no STF. G1.

RORIZ [In:] "OLHA O BLOCO AÍ, GENTE!!!"

Roriz e aliados já cogitam renúncia em bloco no Senado.

Em meio às investigações da Operação Aquarela, que desmontou um esquema de desvios de recursos no BRB (Banco de Brasília), o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) discute com aliados abrir mão do mandato, informa reportagem desta segunda-feira da Folha (só para assinantes). Segundo a reportagem, renunciariam em bloco Roriz, o primeiro suplente, Gim Argello, e o segundo, Marcos de Almeida Castro --de quem teria partido a proposta. A saída tornaria obrigatória nova eleição para senador no Distrito Federal. Roriz é acusado de ter negociado R$ 2,2 milhões de origem não conhecida. Conversas gravadas em 13 de março, com autorização judicial, registraram o senador supostamente combinando partilha de dinheiro com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB. Inicialmente, a idéia da renúncia era considerada prematura, mas hoje Roriz e aliados avaliam que aumentaram as chances de um processo de cassação no Conselho de Ética do Senado. O nome de Gim Argello aparece nas investigações da Operação Aquarela. Além disso, segunda a Folha, Roriz acha que foi ele a fonte de informações publicadas na revista "Veja" desta semana, sobre suposta compra de votos no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), no julgamento que evitou a cassação da candidatura do peemedebista em outubro do ano passado. Segundo a revista, o dinheiro para pagar os magistrados teria saído da negociação em que Roriz e o ex-presidente do BRB receberam um cheque de R$ 2,23 milhões do empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol. Folha Online.

RENAN CALHEIROS: A MELHOR SAÍDA É A SAÍDA!!!

Tensão deve crescer no Senado após parecer.


A tensão deve aumentar nesta semana no Senado em torno do processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de receber ajuda de um lobista para pagar despesas pessoais. De um lado, aliados de Renan trabalham para enterrar o processo depois que um parecer jurídico apontou falhas na investigação. De outro, senadores da oposição e até da base do governo aumentarão a pressão para que ele deixe a presidência. Integrante da base aliada do governo, o senador Renato Casagrande (PSB-ES) defende agora o afastamento de Renan depois que o parecer jurídico da consultoria legislativa apontou falhas que mostram que o processo deveria retornar à Mesa Diretora, presidida pelo próprio presidente do Senado. "Ele tem que se licenciar. Neste caso, a licença temporária poderia ajudar no processo", disse. Casagrande chegou a ser convidado na semana passada para relatar o processo, mas o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), suspendeu o convite até a conclusão desse parecer jurídico. Agora, com o parecer entregue a Quintanilha, Casagrande não confirma se aceitaria um novo convite. "Preciso ler esse parecer e avaliar. Agora, é um debate novo", disse. O líder do Democratas, José Agripino (RN), mantém a posição de seu partido de pedir a saída de Renan. "É a rua que está chegando ao Senado", afirmou, sobre as cobranças que os senadores estão recebendo em seus estados. O PSDB marcou reunião de sua bancada para esta terça (3). A expectativa é que o partido endureça e possa, assim como o Democratas, pedir o afastamento de Renan da presidência. Os senadores, aliás, aguardam a postura de Quintanilha em cima desse parecer jurídico. O Conselho de Ética tem reunião marcada para esta terça. Na opinião de Casagrande, o órgão poderia rapidamente resolver as questões levantadas na análise jurídica. "O conselho pode resolver isso com rapidez: devolver o processo para a Mesa Diretora para que seja saneado. E a Mesa se reúne e devolve. Tudo em um dia", afirma. Neste caso, alerta Casagrande, mesmo que Renan se negue a deixar a presidência, caberia a Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, presidir a reunião da Mesa Diretora para evitar qualquer constrangimento político. G1, Cristiana Lobo e Leandro Colon, Brasília.

FESTA JUNINA NO "ARRAÍA" DO TORTO !


Autoridades participam de 'Arraiá do Torto'.


Festa junina ocorreu sábado à noite na residência oficial do presidente Lula. Ministros e autoridades compareceram à festa.
G1, Brasília, foto-matéria.


LEGISLATIVO ESTADUAL: "A FARRA DO BOI"

Estaduais incham salário e superam a Câmara.


Apesar de a lei limitar o salário dos deputados estaduais a 75% da remuneração dos deputados federais, parlamentares de quatro estados incham seu subsídio com a remuneração por sessões extraordinárias e chegam a ganhar até mais que seus colegas da Câmara dos Deputados. Segundo levantamento do G1, os deputados estaduais de Goiás, Minas Gerais e Tocantins têm direito a até oito sessões extraordinárias remuneradas por mês. Em Roraima, o limite é de dez reuniões extras por mês. Os demais legislativos informaram que não pagam o benefício. Para o cientista político da Universidade Federal de Minais Gerais (UFMG) Fábio Wanderley Reis, os deputados estaduais se utilizam da remuneração de reuniões extras como "uma forma de burlar as normas estabelecidas", já que a lei impõe limites a seus vencimentos. "É claro que, com a remuneração e pelo pouco trabalho que eles (deputados) têm, não há nenhuma razão para serem remuneradas algumas sessões extraordinárias. É algo claramente impróprio e extremamente auto-abusivo", disse Reis ao G1.
Minas Gerais
De acordo com o Legislativo mineiro, “o comparecimento a reuniões extraordinárias é remunerado com valor correspondente à fração de 1/30 do valor do subsídio, acrescido de 50%, num total de R$ 619,20 para cada reunião, limitadas a oito por mês, dependendo do comparecimento do parlamentar”. Os deputados mineiros só não incharam o salário com o benefício em fevereiro, no primeiro mês da atual legislatura. Eles realizaram oito sessões extraordinárias em março, oito em abril e nove em maio. Em junho, a Assembléia de Minas Gerais realizou nove reuniões desse tipo. O subsídio dos parlamentares mineiros é de R$ 12.384,07, mas, pelas reuniões extraordinárias, podem receber mais R$ 4.953,60, o que eleva a remuneração no Legislativo mineiro para R$ 17.337,67, valor superior ao salário dos deputados federais, que, após o reajuste de 28,5%, recebem R$ 16.512,09. O G1 procurou o presidente da Assembléia Legislativa mineira, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), mas ele não deu resposta. Também entrou em contato com o primeiro vice-presidente da Casa, José Alves Viana (DEM), conhecido como Doutor Viana, mas o democrata disse que apenas o presidente responderia sobre questões relacionadas ao funcionamento do Legislativo. "Em reunião da mesa diretora, ficou decidido que as questões da Casa quem responderia seria o presidente, porque se começar cada um a falar termina modificando. As coisas ficaram sob a responsabilidade da presidência, pois ele nos pediu isso", disse Viana.
Tocantins
Na Assembléia de Tocantins, o comparecimento a cada uma das oito reuniões extraordinárias remuneradas rende R$ 596,25 a mais no salário.Se forem realizadas oito sessões, os parlamentares do Tocantins podem receber um extra de R$ 4.770, elevando seu subsídio para mais de R$ 17 mil. O G1 entrou em contato com o presidente do Legislativo de Tocantins, deputado Carlos Gaguim (PMDB), mas ele não quis comentar o assunto. O peemedebista se limitou a dizer que apenas sua assessoria passaria informações. O presidente da Assembléia também disse que não vai falar sobre a decisão da Justiça estadual que julgou procedente a Ação Civil Pública, ajuizada pelo Ministério Público Estadual, determinando que os deputados da legislatura passada (entre eles, o próprio Gaguim) terão que devolver aos cofres públicos quase R$ 100 mil (cerca de R$ 4 mil por parlamentar) que embolsaram com sessões extras em agosto do ano passado. De acordo com o promotor Marcelo Teixeira, os deputados violaram direitos constitucionais e o regimento da Casa, quando instituíram um "recesso branco" em agosto de 2006. Eles trabalhavam apenas um dia por semana, nas terças-feiras, e nos outros dias convocavam sessões extras.
Goiás
O terceiro secretário da Assembléia Legislativa de Goiás, deputado Luís César Bueno (PT), afirmou que os parlamentares têm direito a R$ 2.290 por mês no caso de comparecimento a oito sessões extraordinárias. Porém, segundo o petista, não foram em todos os meses deste ano que ocorreram reuniões extras. "Quando faz - e neste semestre fizemos dois meses (março e abril) apenas - dá R$ 2.290. Mas as sessões não são fixas", disse Bueno, destacando que esse tipo de sessão se tornou menos freqüente. "Na legislatura passada, nós fizemos (sessões extraordinárias) em quase todos os meses", afirmou o deputado goiano ao G1. Apesar de Goiás ainda manter o pagamento para sessões extraordinárias, Bueno disse que é favorável à extinção do benefício. "Eu acho que a tendência é ir terminando. O deputado ganha o suficiente para se estender aqui, se desdobrar de noite, de madrugada, independentemente das sessões extras."
Roraima
A Assembléia Legislativa de Roraima não informou o valor que os parlamentares recebem pelas sessões extras. O regimento interno também não trata do assunto e informa apenas: “Só podem ser remuneradas no máximo 10 (dez) sessões extraordinárias por mês.” Por meio de sua assessoria, o presidente do Legislativo de Roraima, Mecias de Jesus (PR), negou que as sessões extraordinárias sejam usadas para inchar o salário. “As reuniões extraordinárias são necessárias, pois, em todas as sessões, é obrigatório ser votado alguma coisa”, disse.
Salários
Em maio, o Congresso Nacional reajustou em 28,5% o salário dos parlamentares, elevando seus vencimentos para R$ 16,5 mil. O aumento em Brasília provoca um efeito cascata, já que os deputados estaduais e distritais podem ganhar até 75% deste valor, ou R$ 12,38 mil, desde que as assembléias aprovem o aumento. Segundo levantamento do G1, após a aprovação do reajuste pela Câmara, deputados de 21 dos 27 legislativos decidiram repassar o percentual total, ou parte dele, para os próprios salários. Entre as assembléias legislativas em que o reajuste foi menor em relação ao adotado na Câmara dos Deputados está a do Rio Grande do Sul, que aprovou na terça-feira (26) um aumento de 21,22% no subsídio. Os deputados gaúchos subiram seus vencimentos de R$ 9,5 mil para R$ 11,564 mil.Na Paraíba, os deputados aprovaram o mesmo reajuste do Congresso, mas, segundo a assessoria, o aumento só entrará em vigor a partir da próxima legislatura. Em Alagoas, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, as assessorias informaram que o aumento ainda não foi aplicado. G1, André Luís Nery, SP.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"



Robinho marca três e mantém o Brasil vivo na Copa América. Após dois anos sem marcar gols pela seleção brasileira, o atacante Robinho desencantou e marcou os três na vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Chile, na cidade de Maturín, pela Copa América da Venezuela. O resultado manteve o time do técnico Dunga com chances de classificação pelo Grupo B da competição, depois da derrota na estréia para o México. Folha Online.

Mulher do presidente argentino tentará suceder a Kirchner. A primeira-dama e senadora argentina, Cristina Fernández de Kirchner, será a candidata do governo à presidência da república nas eleições de outubro. O lançamento da candidatura da senadora está marcado para o dia 19 de julho, num megacomício, conforme anunciou ontem o chefe do gabinete de ministros, Alberto Fernández.Dessa forma, acaba o suspense iniciado havia um ano e meio pelo presidente Néstor Kirchner, quando começou a fazer mistério sobre sua sucessão. Kirchner chegou a indicar várias vezes que o próximo presidente seria 'um pingüim ou uma pingüim-fêmea', em alusão a seu apelido de 'Pingüim', referente a suas origens patagônicas, e à sua esposa. Estadão, Ariel Palacios .


Acusados de agredir doméstica prestam novo depoimento. O delegado Carlos Augusto Nogueira, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), disse que já enviou uma equipe para pegar os estudantes Leonardo de Andrade e Rodrigo Bassalo, na carceragem da Polinter, no Grajaú, na Zona Norte do Rio. (...) A acusação, se comprovada, vai agravar a situação dos dois jovens. Eles foram presos na semana passada, acusados de terem agredido a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho, na madrugada de sábado (23). Além de Leonardo e Rodrigo, também são suspeitos da agressão, os estudantes Rubens Arruda, Felipe de Macedo Neto e Júlio Junqueira. G1, Alba Valéria Mendonça, RJ. Foto-vídeo matéria.

RORIZ & CAESB [In:] "VÔOS" 115, 151 ou 171 ?

TRE discute caso Roriz com dois juízes sob suspeita.

BRASÍLIA - O TRE do Distrito Federal vai discutir nesta segunda-feira, 2, em sessão marcada para as 16 horas, que medida adotar em resposta à suspeita de que alguns votos do tribunal podem ter sido comprados na decisão tomada em outubro do ano passado que absolveu o ex-governador e senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) no processo em que ele era acusado de usar uma empresa pública para fazer campanha eleitoral. A edição da revista Veja que está nas bancas diz que "Joaquim Roriz usou dinheiro de Nenê Constantino para pagar propina a juízes" do Tribunal Regional Eleitoral do DF. O processo foi aberto a partir de uma representação do PC do B, feita em setembro de 2006, acusando Roriz, então candidato ao Senado, de usar o site da Companhia de Água e Esgoto do DF, a Caesb, para divulgar o número 151, que era o número da candidatura do ex-governador. O número de relacionamento da Caesb com a população era o 115, mas, por meio de um truque eletrônico, quem acessava o site assistia a uma animação em que aparecia o 151 de Roriz. A reportagem da revista diz que não houve "troco" do cheque de R$ 2,2 milhões descontando pelo senador Roriz, em 13 de março passado, no Banco de Brasília (BRB). Em documentos entregues à Corregedoria do Senado e em discurso no plenário da Casa, na semana passada, Roriz sustentou que precisava de R$ 300 mil para pagar a aquisição de uma bezerra da raça e que recorreu ao empresário e "amigo íntimo" Nenê Constantino, dono da companhia aérea Gol, de empresas de ônibus, investidor imobiliário e agropecuarista. Segundo o senador, ele pegou os R$ 300 mil emprestados e devolveu o restante R$ 1,9 milhão a Constantino. Da tribuna do Senado, Roriz perguntou ao colegas se era crime pedir dinheiro emprestado a um amigo. E constatou, espantado: "Imaginem se pedir dinheiro emprestado é falta de decoro. Meu Deus!". O PSOL entrou com uma representação contra o senador por quebra de decoro, alegando que as explicações dadas não são suficientes e que o desconto do cheque precisa ser investigado porque o BRB levou uma semana para comunicar a operação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) - a lei manda fazer a notificação de valores acima de R$ 100 mil em 24 horas. Segundo a Veja, além de confusas as explicações de Roriz para a compra da bezerra que se chama Miragem, o R$ 1,9 milhão foi usado para pagar suborno a dois juízes do TRE-DF, que teriam ajudado a absolver o senador. A revista diz que em conversa com o suplente dele ao Senado, Gim Argello, Roriz teria confirmado que precisou "comprar" a decisão do TRE - Argello leu a reportagem no sábado, passou mal e foi internado no Hospital Brasília. O placar inicial, diz a revista, estava em 3 a 2 contra Roriz, mas terminou em absolvição por 4 votos a 2 - os votos contra foram dos juízes Estevam Carlos Lima Laia e Romes Gonçalves Ribeiro. O advogado do PC do B, Luis Carlos Alcoforado, recorreu da decisão do TRE e entrou com um agravo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em março passado. O agravo ainda não foi julgado pelo TSE. Estadão, Brasília.

RENAN CALHEIROS [In:] PARECER (PARECE SER...)

Parecer vê falhas em processo contra Renan.

Parecer técnico feito pela consultoria legislativa do Senado aponta irregularidades no processo no Conselho de Ética contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de receber ajuda de um lobista para pagar despesas pessoais. Em 14 páginas, a consultoria cita, pelo menos, duas falhas processuais que podem interromper a investigação contra Renan. O parecer foi concluído na sexta passada (29) e entregue no mesmo dia à secretária do Conselho de Ética do Senado. A consulta jurídica foi pedida pelo novo presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Aliado de Renan, Quintanilha pode usar essa consulta para devolver o processo para a Mesa Diretora, o que atrasaria ainda mais os trabalhos do conselho. Aliados do presidente do Senado querem usar a análise jurídica para que a Mesa Diretora remeta o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), interrompendo o julgamento político. Ministros do STF, porém, já deram um recado a senadores de que podem não aceitar, porque o episódio deve ser analisado pelos parlamentares por se tratar de quebra de decoro. Segundo o G1 apurou, o parecer jurídico questiona, por exemplo, a perícia que a Polícia Federal fez em documentos apresentados por Renan. A perícia, alerta o parecer, deveria ser pedida por meio da Mesa Diretora do Senado, e não como ocorreu, diretamente pelo Conselho de Ética. A consultoria cita o artigo 19 da resolução 20, de 1993, que criou o conselho. "As apurações de fatos e de responsabilidade previstos neste Código poderão, quando a sua natureza assim o exigir, ser solicitadas ao Ministério Público ou às autoridades policiais, por intermédio da Mesa do Senado, caso em que serão feitas as necessárias adaptações nos procedimentos e nos prazos estabelecidos neste Capítulo", afirma o artigo. O parecer ainda diz que o processo de Renan deveria ser aberto somente depois do aval dos integrantes da Mesa. Ao receber o pedido de processo, o então presidente do Conselho de Ética, Sibá Machado (PT-AC), devolveu no dia 31 de maio a representação para a Mesa Diretora. Renan, no mesmo dia, assinou e remeteu o documento de volta ao conselho. O parecer da consultoria jurídica diz que Renan não poderia ter feito isso. E cita o artigo 14 da mesma resolução 20. "Oferecida representação contra Senador por fato sujeito à pena de perda do mandato ou à pena de perda temporária do exercício do mandato, aplicáveis pelo Plenário do Senado, será ela inicialmente encaminhada, pela Mesa, ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar", diz o artigo. Embora já saiba do seu conteúdo, Quintanilha deve receber esse parecer oficialmente nesta segunda-feira (2). Ele marcou reunião do Conselho de Ética para esta terça, quando pretende apresentar aos colegas o resultado do estudo jurídico. G1, Leandro Colon, Brasília.

domingo, julho 01, 2007

A HORA DO "ÂNGELUS"

"Queremos crer que, a partir da citação de Rui Barbosa e dos últimos acontecimentos no cenário político, parte desse texto bíblico seja assaz apropriado":


"PROVÉRBIOS, [6:16-19]

16
Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina:
17
Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
18
O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal,
19
A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos".

______________
http://www.bibliaonline.com.br/

sábado, junho 30, 2007

EDITORIAL: FAMÍLIA & SOCIEDADE

EDITORIAL – 30 de junho de 2007.

FAMÍLIA [In:] O RESGATE (PARTE ÚNICA)

Ontem os jornais estamparam a foto da professora Eunice Martins, que ensina numa escola pública de São Bernardo Campo (SP), cuja imagem mostrava sua mão enfaixada pelo fato de seu dedo ter sido dilacerado por um aluno de 9 anos, quando a professora tentava retirá-lo do banheiro da escola, para que o mesmo voltasse à sala de aula de uma outra colega. Ao tentar abrir a porta, o aluno num impulso fechou a porta bruscamente sem que ela tivesse tempo de retirar a mão. Como se não bastasse, essa professora foi uma das vítimas de alunos, em escolas, nas últimas semanas. Houve o caso do assassinato a tiros do professor de educação física na frente de seus alunos, por um pintor de paredes, no dia 27, no ginásio de esportes em Biguaçu (SC). Igualmente, há duas semanas, outra professora fora espancada por dois estudantes, em Votorantim (SP), com um golpe de “voadora” [golpe em que a pessoa salta e chuta o rosto do outro] que lhe arrancou alguns dentes. Outra notícia dá conta que um aluno de 14 anos incendiou o cabelo de uma professora com um isqueiro durante uma aula de ciências, no dia 19, na escola estadual Darcy Frederico Pacheco, em São José do Rio Preto (SP). A violência urbana praticada por jovens de todas as classes sociais passou, diariamente, a fazer parte do noticiário. Como verificado, a violência não fica restrita às escolas e aos bairros pobres das grandes cidades, nem mesmo ao estado de São Paulo. O caso da doméstica espancada e roubada na madrugada de domingo (24) por cinco jovens de classe alta, moradores na Barra da Tijuca (RJ) ilustra bem o cotidiano da violência urbana que se alastrou pelo País.
.../
Estes casos nos conduzem, invariavelmente, a lembrar algumas frases célebres e sábias, de Rui Barbosa: “A família é a célula mater da sociedade” (grifamos); de Pitágoras: “Eduquem os meninos e não será preciso castigar os homens” (grifamos) e algumas bíblicas. Em Deuteronômio [5:1]: “E chamou Moisés a todo o Israel, e disse-lhes: Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir (grifamos); [6:6-7] “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração, e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (grifamos). Em Provérbios [22:6]: “Educa a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (grifamos). E, por Paulo, em Efésios [6:4]: “E vos pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (grifamos). E, em Mateus [7:24-25], se referindo 'a essas palavras ditas por Jesus: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram os rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha” (grifamos). E todas essas palavras indicam uma posição inconteste: a necessidade imperiosa [do resgate] da educação no seio das famílias.
Cremos que talvez nem fosse o mais indicado tomarmos, como exemplo aqui, a maneira como fomos educados na infância. Não obstante, assumiremos este risco, na tentativa de demonstrar que a educação familiar (informal) deve preceder a educação escolar (formal), à medida que a primeira é a responsável pela formação do caráter da criança. À escola cabe [tão somente] a formação pedagógica da criança.
Devemos lembrar que somos do tempo que a criança era alfabetizada aos sete anos, quando do seu ingresso na escola. Felizmente, quando ingressamos no “primário” já conhecíamos o “a-e-i-o-u” e o alfabeto, bem como, já "[ar]riscavamos” algumas palavras da cartilha “Caminho Suave”, com a ajuda de nossa irmã, que era professora, bem como, já tínhamos alguma noção de “aritmética”. Tão logo fomos alfabetizados e pelos exemplos dos pais, irmãos [em 1961, meu irmão ingressou na Faculdade de Economia] e pelo currículo da escola tomamos gosto, inclusive, pela leitura em geral, literatura e poemas. Lemos todos os “clássicos” de Walt Disney, as fábulas dos irmãos Grimm, a “Ilha do tesouro”, e um sem-número de “gibis” (Os Sobrinhos do capitão; Zorro; Tarzan; Capitão Marvel, ...) e algumas obras “escolhidas” de Monteiro Lobato, Machado de Assis, José de Alencar, Bernardino Costa Lopes, entre outros. É necessário registrar que estudávamos numa escola pública de bairro[1]. Nela aprendíamos, além do básico, o reforço das noções de hierarquia e cidadania (hoje, tão discursada...) já sabidas das “lições de casa”.
Já no “Ginásio” [também escola pública], cujo ingresso se dava pelo “exame de admissão”, o conteúdo incluía o idioma francês (língua, literatura, artes) por duas séries, e uma literatura mais profunda, de autores nacionais e estrangeiros (por exemplo, de Jorge Amado, Afonso Lima Barreto a Victor Hugo, ou mesmo Edgar Allan Poe). Nas horas vagas nos divertíamos com as “piadas de caserna” das Revista Seleções, do “Reader´s Digest”, ou com as leituras do “Nosso amiguinho”. Ou ainda nos aperfeiçoando com o “enriqueça seu vocabulário” das Seleções. E, também lendo “O Cruzeiro, Manchete, Realidade, Vida & Saúde”. E, dessas literaturas ou matérias aprendendo distinguir, para a vida, a índole de um “Pequeno príncipe” [Antoine de Saint-Exupéry] de outro “Príncipe” [Nicolau Maquiavel]. E, porque não, saber compreender o “momentum” de um Monet, [Manet], Degas ou de Renoir “vis a vis” o contido na “impressão” de um movimento “hip-hop”? Ficamos por aqui, pois é impossível não viajar ao [no] tempo do “liceu”: “Maintenant, je vais à l'école: J'apprends chaque jour ma leçon. Le sac qui pend à mon épaule. Dit que je suis un grand garçon. Quand lê maître parle, j’écoute (...)” [“L’école”; Paul Previlon !][2]; “Meu Deus! Que é isto, que emoção a minha, quando essas cousas tão singelas narro?” [“Berço”; Bernardino Costa Lopes].
Retomando as questões de hierarquia e cidadania aprendidas em casa, através de atos que (hoje) podem ser considerados tão banais; “costumes” esses, na essência, a base do caráter de qualquer pessoa. Por exemplo, o respeito pelos mais velhos. Não estamos falando em relação aos idosos, ou da terceira idade. Estamos falando em relação ao respeito dos filhos para com os pais, alunos com os professores, crianças/jovens com os adultos, e de uma maneira geral. Lembramos do respeito que todos os alunos (toda a classe) tinham em relação à professora[3] e ao ambiente escolar. Era do “protocolo” se levantar ao recebermos visitas em sala, seja da Diretora, de outras professoras ou mesmo da(s) zeladora(s) que vinha trazer giz, algum outro material ou avisos da direção. Mesmo as “visitas” solicitavam “licença” para adentrar. Isto é hierarquia, isto é educação! Igualmente, não usávamos bonés nas salas de aulas. Quando a boina fazia parte do uniforme escolar, os alunos a retiravam e a colocavam na bolsa ao entrar para a sala. Isto porque, era ensinado em casa que não se usa “chapéu” em ambiente fechado. Não riscávamos ou escrevíamos nas carteiras; não porque não “existisse” errorex; simplesmente porque não fazíamos isso em casa. Não entravamos nas salas com sapatos embarrados nos dias de chuva (não havia asfalto na cidade); levávamos um chinelo na bolsa em substituição; alguns alunos tinham galochas. Isto porque não entravamos com os pés sujos em nossas casas. Isto é educação informal! Isto faz(ia) parte da formação do caráter dos filhos, em casa.
.../
Finalmente perguntamos: por que a maioria dos pais transferiu a educação dos filhos “in totum” para a escola e por que esta não dá conta do dever? Alguns dirão: “a vida moderna e o crescente custo de vida, fez com que a mulher (outrora, mãe-educadora) fosse para o mercado de trabalho e, por tudo isto, que os pais voltem para casa excessivamente cansados, sem paciência e tempo para os filhos...”. Por outro lado, outros dirão: “a escola também perdeu a paciência com os alunos”. Ou ainda: “os professores são mal remunerados, alguns deles, mal preparados didaticamente, as escolas (não raro) são carentes de infra-estrutura para a demanda de uma capacitação educacional, cultural e profissional para o mundo de hoje, informatizado e, por isso, com informações e fatos que chegam à velocidade do ‘byte’”.
O fato é que esses e outros motivos levaram, já algum tempo, ao desequilíbrio dos dois ambientes: o da educação informal (familiar) e o da educação formal (escolar). Nesse bojo, estamos perdendo diuturnamente, os laços familiares, o idioma escrito e falado, e a noção de Pátria.
Que diria, hoje, o conde Afonso Celso? (“Porque me ufano do meu País”).
______________________________

[1] “Grupo Escolar Theobaldo Miranda Santos”.
[2] Tradução livre: “Pelas manhãs eu vou à escola e aprendo as lições. A bolsa (mochila) que levo às costas indica que sou um grande aluno. Quando a professora fala, eu escuto (...)”.
[3] Nossa homenagem singela às professoras “Dona Calijuri” (Aninha) pelas “primeiras letras” (1º. ano); Dúnia Anjos Freitas (2º. ano), Kátia Anjos Freitas (3º. ano) e Toshie Ota (4º. ano). E, Tânia Anjo Freitas (diretora).

sexta-feira, junho 29, 2007

PERGUNTO: O POÇO (FOSSO) TERÁ FIM?

" A PARTIR DA POSTAGEM ANTERIOR, DECIDI ENCERRAR AS ATIVIDADES DO DIA DE HOJE, EM SOLIDARIEDADE À PROFESSORA EUNICE MARTINS, DE SÃO BERNARDO DO CAMPO (SP) E DE INDIGNAÇÃO, ENQUANTO EDUCADOR.
ESTE BLOGUE ESTÁ DE LUTO!
NÃO SEI SE ESTE MEU PROTESTO IRÁ CHEGAR À ALGUMA AUTORIDADE DESTE PAÍS.
E, ESTOU PREOCUPADO COM ISTO*.
SÓ LAMENTO QUE TENHAMOS CHEGADOS A ESTE PONTO.
AMANHÃ, TENTAREI NO EDITORIAL ESCREVER SOBRE ESTE TEMA: FAMÍLIA E ESCOLA"; [Natalino Henrique Medeiros].
______________________
(*) "Ontem" foi o índio Galdino, os mendigos incendiados, os meninos-de-rua, as domésticas, as prostitutas, ...

EDUCAÇÃO: FAMILIAR vs ESCOLAR


'Não consigo sentir raiva dele', diz professora que teve dedo decepado.


Ainda traumatizada por ter parte do dedo decepado por um aluno de dez anos, a professora da 4ª série do ensino fundamental Eunice Martins dos Santos, de 47 anos, procura entender o que aconteceu. "Não consigo sentir raiva dele." No fim da tarde de quarta-feira (27), ela teve a mão direita prensada em uma porta e perdeu a ponta do dedo indicador na escola municipal onde dá aula, em São Bernardo do Campo, no ABC. A educadora vai procurar um especialista nesta sexta-feira (29) para saber se conseguirá fazer um enxerto. “Eu não esperava por nada disso. Ele bateu a porta com força e vi o pedaço do meu dedo no chão”, disse ela. Eunice contou que foi agredida porque correu atrás do aluno, que se escondeu no banheiro após o intervalo. Segundo ela, o menino não quis voltar para a sala de aula e a professora resolveu conversar com ele. Antes, o garoto teria empurrado vários alunos que seguiam para suas salas. “Ele entrou na cabine (do banheiro) e consegui empurrar um pouco a porta, mas depois ele bateu com força”. Eunice informou que decidiu denunciar o fato porque não acha justo que os profissionais de ensino sejam vítimas de agressões dentro da escola. “Acho que é hora de darmos um basta nisso. Espero que a lei me ampare”. Mas não foi isso que ela ouviu da polícia. Quando foi à delegacia registrar o boletim de ocorrência, teria ouvido do delegado que, como o menino é menor de idade, não haveria culpados. “Nem a mãe dele. Então eu sou a culpada?”, questionou. Eunice disse que o garoto nem é aluno dela. Ele fica na sala ao lado e, desde que entrou na escola, há três anos, apresenta problemas de disciplina. “Ele tem problemas sérios de agressividade. Bate nos colegas, atira a carteira (contra as pessoas). Outro dia, deu uma cabeçada no nariz da vice-diretora, que ficou com o rosto ensangüentado”, relatou a professora, que trabalha na profissão há 28 anos, 12 deles na escola que fica em uma favela na periferia de São Bernardo. De acordo com Eunice, o aluno deveria ter acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Por causa da agressão, ela está de licença médica por 15 dias. G1, Carolina Iskandarian, foto-matéria Valéria Gonçalves.

quinta-feira, junho 28, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] EM QUALQUER ESTAD[I]O: DECEPÇÃO! *




[Chargistas: Fernandes, Angeli, Mariano, Ique, Jorge Braga].
____________________
(*) Estado ou estádio.

CONGRESSO NACIONAL [In:] CUSTO BRASIL



Estudo feito pela Transparência Brasil comparou o custo do Congresso brasileiro ao de casas legislativas de outros 12 países. Com um orçamento congressual de R$ 6,1 bilhões para o ano da graça de 2007, o Brasil só perde, em números absolutos, para os EUA (R$ 8,1 bilhões). Considerando-se, porém, o nível de riqueza dos países pesquisados, o nosso Congresso é o mais caro. Medindo-se o descalabro pela relação com o salário mínimo anual, o Legislativo brasileiro é o mais dinheiro sorve do bolso do contribuinte, com um percentual de 0,66%. O mais barato é o do Reino Unido, com 0,06%. Aferindo-se a encrenca pela régua do PIB per capita, o Parlamento do Brasil é, de novo, o mais oneroso, com percentual de 0,18%. O mais em conta, por esse parâmetro, é o da Espanha, com 0,02%— ou 8,4 vezes a menos. Entraram na comparação, além do Brasil, o Chile, a Espanha, a Alemanha, a Argentina, o Canadá, os EUA, a França, o Reino Unido, a Itália, o México e Portugal. Sob as duas cuias de Niemeyer –a do Senado, virada para cima, e a do Senado, emborcada—, torram-se R$ 11.545,04 por minuto para bancar as atividades dos 81 senadores e dos 513 deputados. Um gasto 12 vezes maior do que o realizado, por exemplo, pelo Parlamento da Espanha. O custo médio de cada congressista brasileiro é de estratosféricos R$ 10 milhões por ano. Nos legislativos da Europa e do Canadá, o custo médio por parlamentar é de cerca de R$ 2,4 milhões por ano. O signatário do blog reitera a sua convicção de que os críticos do Congresso, esses sujeitos que insistem em insuflar a opinião pública contra os seus representantes, deveriam ser processadas judicialmente. O problema é que, normalmente, os detratores do Legislativo desfrutam de imunidade parlamentar. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Chargista Brum.

RENAN CALHEIROS: QUERES UM CONSELHO???


Conselho deve definir hoje novo relator.

Depois de ter elegido um presidente, o Conselho de Ética do Senado pode definir nesta quinta-feira (28) um novo relator para o processo contra Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente da Casa, acusado de ter as contas pessoais pagas por um lobista. O senador Renato Casagrande (PSB-ES), convidado para assumir a relatoria do processo pelo senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), eleito na noite de quarta, decide se aceita ou não o cargo. Casagrande pediu um tempo para dar a resposta ao colega, mas deve se reunir com Quintanilha ainda nesta manhã. A próxima reunião do Conselho de Ética ficou marcada para a próxima terça-feira (3), às 18h. O Conselho elegeu Quintanilha nesta noite para a presidência do órgão em substituição a Sibá Machado (PT-AC), que renunciou ao cargo na terça-feira (26). Quintanilha venceu o líder do PSDB, Arthur Virgilio (AM), por nove votos a seis. A sessão foi presidida pelo vice-presidente do conselho, Adelmir Santana (DEM-DF), que cometeu uma gafe ao anunciar o resultado. "O presidente eleito é Arthur Quintanilha", disse, misturando os nomes dos dois candidatos. O dia foi de longa negociação no Senado. Pela manhã, o PSDB anunciou a candidatura de Virgílio e propôs um acordo com os aliados de Renan: o líder tucano ficaria com a presidência e a relatoria do processo contra Renan. Mercadante recusou e sugeriu ficar com a presidência, passando a relatoria ao PSDB. Como maior bancada, o PMDB, no entanto, não abriu mão da presidência e criou um impasse. O partido lançou o senador Quintanilha e, sem acordo, os dois candidatos disputaram o cargo. G1, Leandro Colon, Brasília. Foto vídeo-matéria.

RENAN CALHEIROS & LULA [In:] 'TÔ FORA!!!



Em encontro com Lula, Renan Calheiros disse que sua eventual saída da presidência do Senado submeteria o governo a graves riscos. Afirmou que a oposição trama a sua queda, para se apoderar do controle de seu cargo. Citou a nota do DEM, divulgada na véspera, cobrando que ele se licenciasse do cargo. O presidente entendeu a peroração do aliado como um pedido de ajuda. A despeito disso, de acordo com relatos de confidentes do presidente, a visita de Renan não alterou a disposição de Lula de manter o governo longe da encrenca que corrói o prestígio e a autoridade de seu aliado. Ele manteve o mesmo entendimento que vem adotando desde o início da crise. Mostra-se pessoalmente solidário a Renan. Diz que gostaria que o "amigo" se safasse. Mas acha que o problema deve ser resolvido no âmbito do Congresso, a partir das explicações que Renan for capaz de fornecer. O envolvimento direto do governo seria recebido pela opinião pública, acredita Lula, como algo inapropriado. Partiu de Renan o pedido de encontro com o presidente da República. O senador se ressente da falta de suporte do governo. Queixa-se de que, afora o PMDB, os demais partidos do consórcio governista, incluindo o PT de Lula, têm se mostrado pouco solidários a ele. Disse que, com ou sem apoio, não arredará o pé da presidência do Senado. Depois de avistar-se com Renan, Lula recebeu a líder do PT, Ideli Salvati (SC); e o primeiro-vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC). Ambos discorreram sobre os detalhes da borrasca que envenena a atmosfera do Senado. E não ouviram nenhuma recomendação específica para que o PT se envolva mais do que já vem se envolvendo no esforço para preservar Renan. Em privado, Lula parece mais interessado em assegurar que a presidência do Senado se mantenha em mãos aliadas caso Renan se veja compelido a deixar o cargo. Preocupa-o mais a manutenção do ritmo das votações do que propriamente a operação de salvamento de Renan que, a seu juízo, depende da consistência dos argumentos do próprio senador. No Senado, dois aliados de Renan disseram ao blog que o presidente do Senado obtivera de Lula o compromisso de ajuda. Uma versão bem distinta da que foi contada por assessores do Planalto. Ali, diz-se que Lula preocupa-se em preservar as boas relações do governo com o PMDB, maior partido do consórcio que dá suporte a ele no Congresso. Chegou a dizer a Ideli e Tião Viana que considerou um erro a indicação de Eduardo Suplicy (PT-SP) para o Conselho de Ética do Senado. Mas daí a envolver-se diretamente na barafunda vai uma enorme distância. Informado acerca das observações de Lula, que, no início da noite, já haviam ganhado a internet, Suplicy respondeu à sua maneira, diante das câmeras da TV Senado. Deu-se durante a sessão do Conselho de Ética. O senador afirmou que está apenas tentando chegar à verdade. Aproveitou para repisar a sugestão de que Renan compareça ao conselho, para elucidar as dúvidas remanescentes. Ideli, que estava presente à sessão, negou, em timbre irritado, que Lula houvesse se referido a Suplicy. A despeito da negativa da líder do PT, a menção ao petista-problema fora, de fato, feita. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Foto matéria, Alam Marques-Folha.

CHINA: "CHINATOWN" NÃO É [DE] BRINQUEDO!!!


China vende carne brasileira. Pirata.

Depois de brinquedos, CDs e softwares piratas, a China surge com mais uma novidade: a exportação de carne brasileira falsificada para os mercados da Europa e Rússia. Em muitos casos, as carnes são chinesas, mas empacotadas como sendo produto brasileiro e até com certificados falsificados escritos em português. O Estado obteve informações de que o Ministério da Agricultura já prometeu a vários países que, a partir da semana que vem, modificará os certificados usados para as exportações para dificultar a falsificação.Importadores desses países afetados pela carne pirateada já se queixaram ao governo brasileiro de que estão recebendo contêineres com caixas de carnes supostamente brasileiras, mas que, na realidade, são exportadas pela China e nunca saíram do País. Fontes no Ministério da Agricultura temem que o problema afete ainda mais a imagem das exportações brasileiras de carne que, apesar do aumento em volume nos últimos anos, sofre em algumas regiões do mundo para ser reconhecida como de alta qualidade fitossanitária. Uma das queixas recentes recebidas pelo governo veio das autoridades russas. Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína e ex-secretário de Produção do Ministério da Agricultura, confirma que as queixas de falsificação são cada vez mais freqüentes. Para ele, porém, o fato de os produtos brasileiros estarem sendo copiados é 'prova da qualidade' das exportações nacionais. Em toda a Europa, o volume de carne contrabandeada está aumentando, em parte por causa das restrições existentes em vários países e diante dos preços atrativos para os contrabandistas. No Reino Unido, por exemplo, o governo aponta que conseguiu apreender 104 toneladas de carnes que tentavam entrar ilegalmente no país em 2006. O volume é dez vezes superior às taxas de 2001. No ano passado, o governo italiano descobriu um carregamento de 260 toneladas de carnes no Porto de Calábria. Depois de amplas investigações, chegou-se à conclusão de uma grande parte vinha da China, país que sofre para controlar a gripe aviária. Também em 2006, o governo italiano descobriu que todos os restaurantes chineses de Milão eram abastecidos pelo mesmo fornecedor, que trazia carnes da China, mesmo com a imposição de um embargo. Na Suíça, 20 grupos de traficantes já foram identificados como responsáveis pelo contrabando de carne para o país de diversos mercados. Segundo os cálculos dos suíços, o país deixou de coletar US$ 10,2 milhões em impostos apenas em 2005 por causa do contrabando. Na Ásia, países como Indonésia, Malásia e Filipinas se queixam constantemente do fato de estarem recebendo carne suína e de frango da China, ainda que haja um bloqueio total das importações por causa da falta de controle sanitário na produção chinesa. Pequim alega que é também vítima do contrabando de carnes. No início da semana, o governo chinês anunciou que apreendeu, desde janeiro, 3,5 mil toneladas de carne nos portos chineses tentando entrar de forma ilegal no país. Parte desse volume viria do Brasil. A disputa pelo mercado de carnes chegou ontem à Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil questionou o embargo imposto pela China à carne nacional e pediu que as áreas livres de aftosa fossem reconhecidas por Pequim. Estadão, Jamil Chade. Foto matéria, Reuters.

PSOL vs JOAQUIM RORIZ [In:]: "VOAR, VOAR, SUMIR, SUMIR..." *

PSOL apresenta representação contra Roriz por quebra de decoro parlamentar.

O PSOL vai ingressar nesta quinta-feira com uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) no Conselho de Ética do Senado. Escutas feitas pela polícia flagraram Roriz negociando a partilha de dinheiro com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), preso durante a Operação Aquarela. A partilha seria feita no escritório de Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol. Neste mesmo dia, Constantino sacou R$ 2,2 milhões no BRB. Antecipando-se às investigações da Corregedoria Geral do Senado, Roriz enviou ontem sua "defesa prévia", como definiu o corregedor-geral, Romeu Tuma (DEM-SP). A iniciativa do ex-governador do Distrito Federal ocorreu depois de Tuma comentar que restavam poucas dúvidas sobre a gravidade das denúncias que o envolvem. Sem aparecer em seu gabinete no Senado desde que as acusações vieram à tona, Roriz é alvo de críticas dos colegas senadores. Os parlamentares cobram dele explicações públicas e afirmam que estranham o fato de optar por ficar em casa, nos últimos dias. Para o corregedor, apenas os documentos enviados por Roriz --colocados em um envelope entregue na tarde de ontem-- não são suficientes e ele vai buscar mais informações no Ministério Público do Distrito Federal. "Ele [Roriz] encaminhou os documentos e fez uma espécie de defesa prévia", disse Tuma. Folha Online.
____________________
(*) Byafra - Sonho de Ícaro. [Voar voar, subir subir ir por onde for/ Descer até o céu cair ou mudar de cor/ (...) Ir até que um dia chegue em fim/ Em que o sol derreta a cera até o fim".

RENAN CALHEIROS, MÔNICA VELOSO & GONTIJO [In:] "ÉRAMOS FELIZES..."

Gravações indicam que Renan não tinha como pagar pensão, diz advogado.

O advogado da jornalista Mônica Veloso, Pedro Calmon Filho, encaminhou hoje ao Conselho de Ética do Senado seis CDs com gravações de conversas entre a jornalista, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o lobista da empreiteira Mendes Júnior, Cláudio Gontijo. Segundo o advogado, as ligações comprovam que Renan não tinha recursos suficientes para pagar pensão à jornalista, como alega o presidente do Senado. "As gravações indicam que o senhor Cláudio Gontijo fazia pagamentos que talvez o senador não tivesse condições de pagar. O senhor Gontijo vai ter que comparecer para depor. Ele enganou o conselho, mentiu, não deixou que houvesse um interrogatório formal", disse. Renan responde a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado sob a acusação de que usou dinheiro da empreiteira para pagar pensão alimentícia e aluguel à jornalista, com quem tem uma filha fora do casamento. O presidente do Senado apresentou uma série de documentos ao conselho que comprovariam sua renda --suficiente, segundo Renan, para não precisar recorrer à empreiteira em busca dos recursos. Segundo reportagem divulgada pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, as gravações foram feitas por Monica na sede da Mendes Junior, em março de 2005, para ser usadas no processo de reconhecimento da paternidade da filha da jornalista com o senador. Monica teria escondido o gravador na bolsa e durante meia hora conversou com Gontijo sobre suas dificuldades financeiras. As gravações prejudicam Renan uma vez que, se ficar comprovado que o senador não tinha recursos suficientes para pagar pensão de R$ 12 mil à jornalista, sua versão apresentada sobre as denúncias ficará desmentida. O advogado disse que decidiu divulgar as gravações para encerrar as especulações sobre as conversas. "Hoje recebi cópias de dossiês com trechos das conversas que circulavam pela cidade. Foi a primeira vez que vi esses dossiês e constatei adulterações das gravações. Por isso, argumentei com a minha cliente que não dava mais para guardar segredo", afirmou. Calmon disse que o perito Aidano Faria, que constatou a veracidade das gravações, está disposto a comparecer ao Conselho de Ética para afirmar que os CDs são legítimos. Além de encaminhar as gravações ao conselho, o advogado afirmou que vai entregar os CDs à Procuradoria-Geral da República para que "sejam tomadas as devidas providências". O advogado evitou revelar detalhes das gravações com o argumento de que processo tramita em segredo de Justiça. Calmon admite que, em um dos CDs, ele próprio aparece negociando com Gontijo o seu depoimento ao Conselho de Ética como testemunha de Mônica Veloso. "É evidente que se vou arrolar o diretor de uma empresa como testemunha eu tenho que avisá-lo dessa convocação. O interessante é que, todas as vezes que se inicia uma investigação mais séria [sobre Renan], ataca-se a minha cliente", disse Calmon. Folha Online, Gabriela Guerreiro, Brasília.

CONGRESSO: REFORMA POLÍTICA. QUAL (NADA)?


Na reforma política, deputados rejeitam voto em lista.

BRASÍLIA - Os deputados rejeitaram nesta quarta-feira, 27, o sistema de voto em lista preordenada pelos partidos políticos, um dos principais pontos do projeto de reforma política, em uma sessão barulhenta, na qual os favoráveis e os contrários ao item se comportaram como torcidas organizadas. O placar registrou 252 votos contrários, 181 favoráveis e 3 abstenções, rejeitando as duas propostas: lista fechada e a flexível. Com a decisão, o eleitor continuará votando diretamente no candidato de sua preferência, como é atualmente. Para muitos deputados, a rejeição à lista vai provocar o fim da proposta do financiamento público de campanha e enterrar a reforma política. "Perdemos. Não tem reforma política. Essa é a expressão de quem não quer mudar nada. Foi uma opção conservadora da Câmara e dos que não querem reforma alguma", lamentou o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), um dos autores da emenda alternativa dos partidos. Com o mesmo diagnóstico de que a reforma não vai adiante, mas em tom inverso, o tucano Arnaldo Madeira (PSDB-SP) comemorou. "O que estava sendo votado era uma excrescência. Espero que agora haja uma volta ao bom senso e, com calma, possamos discutir uma reforma constitucional", disse. O PT, o PMDB, o DEM e o PCdoB reconheceram a derrota já na primeira votação da noite, quando não conseguiram dar prioridade para a emenda que apresentaram propondo uma lista flexível. Dissidentes do PMDB e do DEM foram decisivos para essa derrota. Os partidos contrários ao sistema de lista votaram praticamente unidos. O sistema de lista foi o único ponto da reforma votado nesta quarta-feira. Até a próxima semana, os deputados tentarão negociar os outros pontos, como o fim das coligações nas eleições proporcionais (deputados e vereadores), o financiamento público de campanha e a fidelidade partidária, proposta em outro projeto. A derrota na preliminar, quando os quatro partidos não conseguiram votar a proposta alternativa, foi comemorada no plenário com gritos e abraços entre os deputados contrários à proposta. Durante a votação, eles puxaram um coro "não, não, não". O grupo do "sim" era menos barulhento, já prevendo a derrota. Em meio à disputa, o deputado Sandro Mabel (PR-GO), distribuía salgadinhos e biscoitos de sua fábrica. "É o programa de transferência de renda mínima do deputado Mabel", brincou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). O grupo do "não" cobrou o voto do líder do governo, José Múcio Monteiro (PTB-PE), que estava em plenário, mas não registrou sua posição. O partido de José Múcio foi desde o início contra as listas flex e fechada e votou unido. O relator Caiado comemorou o resultado da primeira votação embora soubesse que na discussão da lista seria derrotada. Caiado propunha o sistema de lista fechada, na qual o eleitor passaria a votar apenas no partido. A proposta do DEM, do PT, do PMDB e do PCdoB previa a lista flexível com o voto no partido e a opção de o eleitor votar no candidato de sua preferência. No canto do plenário, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), repreendeu Caiado pelo discurso contrário à posição do partido. "Seu discurso foi contra o do líder (Onyx Lorenzoni). Você recebeu apoio de quem está contra nós. Vamos sofrer duas derrotas", afirmou Maia, mostrando que tanto a lista fechada defendida pelo relator quanto a lista flexível proposta pelo DEM seriam rejeitadas. Estadão. Denise Madueño e Luciana Nunes Leal. Foto matéria, Dida Sampaio/AE.

BRASIL: NOVOS RICOS ("QUE DUREZA!!!)

Número de milionários no Brasil cresce 10%.

O Brasil atingiu a marca de 120,4 mil milionários em 2006, cerca de 10% a mais que em 2005, segundo um levantamento feito pelo banco Merrill Lynch e pela consultoria Cap Gemini. O estudo considera como milionárias as pessoas que têm pelo menos US$ 1 milhão líquidos (descontadas as dívidas) para investir. De acordo com o levantamento, o aumento foi impulsionado pela aceleração no consumo e no investimento privado, pela redução do juro e da inflação, e pelo superávit da balança comercial. A alta dos preços das commodities também ajudou a elevar o número de milionários do Brasil, segundo o relatório. Mas o baixo investimento público e o nível dos impostos foram apontados como fatores que podem inibir o aumento desse grupo. O estoque de dinheiro de todos os milionários da América Latina subiu 23,2% em 2006, crescimento mais rápido que em qualquer outra região do mundo. O número de milionários avançou 10,2%. No mundo todo, os milionários somam 9,5 milhões de pessoas, que possuem juntas US$ 37,2 trilhões. Já o número de “ultra-milionários”, aqueles com mais US$ 30 milhões para investir, é de apenas 95 mil pessoas. Com mais dinheiro no bolso, os milionários também ajudaram os menos afortunados, gastando um total de US$ 285 bilhões em causas filantrópicas. As pessoas da América do Norte e da Ásia foram as mais generosas. A pesquisa indica, entretanto, que uma redução do crescimento econômico mundial pode conter essa expansão nos próximos anos. "Muitas economias devem desacelerar, os riscos de alta dos preços de energia e conflitos geopolíticos são uma ameaça contínua, adicionando um nível de incerteza a nossas atuais previsões", afirmou o estudo. A pesquisa, denominada "World Wealth Report" prevê que a riqueza global cresça 6,8% por ano até 2011, elevando a riqueza total do mundo a US$ 51,6 trilhões. G1, Reuters.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Juiz acusado de violentar menina de 13 anos é condenado. Acusado de ter violentado uma menina de 13 anos em 2005, um juiz foi condenado, na quarta-feira (27), durante sessão no Tribunal de Justiça de Roraima (TJ-RR), a nove anos e nove meses de prisão. O réu também foi afastado de suas funções por conduta incompatível com o cargo de magistrado. Há possibilidade de recurso e, por causa disso, ele não será preso. Durante todo o processo, aberto pelo Ministério Público Estadual (MPE), o juiz não compareceu a nenhuma das audiências e também não foi ao julgamento para prestar qualquer esclarecimento à Justiça sobre o caso. Conforme a denúncia dos promotores, ele manteve o primeiro contato com a menor em janeiro de 2005, quando ela saía de uma escola de informática. A garota teria sido violentada três vezes. O juiz teria se apresentado, dizendo ter 29 anos e ser advogado. Segundo dados do processo, na época a menina tinha 13 anos de idade e era virgem. G1, AE.
Farc dizem que 11 reféns morreram em tentativa de resgate. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quinta-feira, 28, a morte de 11 deputados do departamento colombiano do Valle del Cauca, que tinham sido seqüestrados em 2002, num fogo cruzado. Em comunicado publicado no site da agência de notícias Nueva Colombia, com sede em Estocolmo, a guerrilha colombiana informa que os deputados morreram no dia 18 de junho, "no meio do fogo cruzado, quando um grupo militar não identificado até o momento atacou o acampamento onde eles estavam". Estadão, Efe e Reuters.
Contran define novo padrão para placas de veículos. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) irá alterar o tipo de letra utilizado nas placas dos veículos. O objetivo é padronizar o equipamento no estilo (ou caracteres) "mandatory" e melhorar a visualização da identificação do veículo. De acordo com a resolução 231 do órgão, a medida entrará em vigor a partir de 1º de agosto. Por enquanto, só os carros zero quilômetro receberão as novas placas. Portanto, não é preciso correr para efetuar a troca, pois a substituição das placas atuais pelas novas será feita gradualmente, assim que o proprietário do veículo necessite de um serviço do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). G1, SP.
Suspeita sobre BRB se estende a Nossa Caixa. Em meio às investigações da Operação Aquarela, que desmontou um esquema de desvios de recursos no BRB (Banco de Brasília), o Ministério Público e a Polícia Civil do Distrito Federal afirmam haver "fortes indícios" da existência de um esquema de desvio de recursos públicos na Nossa Caixa, banco oficial do governo de São Paulo, informa reportagem desta quarta-feira da Folha (só para assinantes). Segundo a reportagem, as investigações apontam a existência de esquema idêntico ao que fraudou os cofres do BRB. Na Operação Aquarela, foram expedidos mandados de prisão contra 20 pessoas. O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) é alvo de denúncias de que teria negociado R$ 2,2 milhões de origem não conhecida. Conversas gravadas em 13 de março, com autorização judicial, registraram o senador supostamente combinando partilha de dinheiro com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB. Folha Online.
Primo de Roriz pede afastamento do governo do DF. Em meio às investigações da Operação Aquarela, que desmontou um esquema de desvios de recursos no BRB (Banco de Brasília), o primo do senador peemedebista Joaquim Roriz (DF) Benjamin Roriz pediu ontem afastamento da assessoria especial do Governo do Distrito Federal e do Conselho do Banco de Brasília. (...) Benjamin pediu afastamento da assessoria até o fim das investigações, "quando, espero, não restará nenhuma dúvida sobre minha isenção". Ele é apontado como suspeito de ter recebido R$ 29 mil dos R$ 2,2 milhões. Folha Online, Folha de São Paulo.

DETRAN [In:] CHAPA-BRANCA

Fornecedor de placas do Detran admite ter fábricas clandestinas.

A empresa Cordeiro Lopes, uma das duas fornecedoras oficiais de placas de veículos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo, mantém fábricas clandestinas na Grande São Paulo. Não há nenhum controle do órgão de trânsito ou de prefeituras onde elas estão instaladas, situação que pode facilitar a confecção de placas frias e a evasão fiscal.Em entrevista anteontem ao Estado, o procurador da empresa, Valdemir Rodrigues, aponta a existência de pelo menos nove fábricas irregulares. Sem especificar quais, afirmou que elas estão em processo de regularização e que o motivo da irregularidade é a pressa para atender o excesso de demanda encontrada após a assinatura do contrato com o Detran, em fevereiro de 2006.Rodrigues também diz ter dificuldades para cumprir o contrato - o que contraria a exigência de comprovar plena capacidade para o serviço. 'A gente nunca imagina o tamanho da casa que comprou porque não olhou todos os cômodos', disse.O assistente em legislação de trânsito da diretoria do Detran, delegado Gilson César Silveira, afirmou que estão autorizadas apenas as fábricas da Cordeiro Lopes em Santa Catarina e uma filial na Vila Prudente, na zona leste de São Paulo. Segundo ele, possíveis irregularidades praticadas pela Cordeiro, inclusive as fábricas clandestinas, são investigadas pela corregedoria do Detran desde 2006.A existência de fábricas clandestinas em Guarulhos, Santo André e São Bernardo do Campo também está sendo apurada pelo 36º Distrito Policial, na Vila Mariana, zona sul .As investigações sobre as fábricas clandestinas começaram depois que, no dia 23 de março, uma placa fria de motocicleta e vários documentos de veículos foram encontrados no carro de um ex-policial civil com antecedentes criminais , durante uma operação da Polícia Civil. A numeração da placa correspondia, no cadastro do Detran, à de um Fusca, e tinha registro de fabricação da Cordeiro Lopes. Os responsáveis pela investigação não quiseram dar entrevistas.Um laudo do Instituto de Criminalística confirmou que a placa era verdadeira. Em depoimento na delegacia, o ex-policial afirmou que transportava a placa e os documentos de carros porque seu filho é despachante. Informou ainda que a placa seria utilizada para demonstração a clientes.Depois disso, a delegacia recebeu denúncias sobre endereços de fábricas clandestinas na Grande São Paulo e enviou equipes para os locais, onde descobriram uma grande quantidade de placas armazenadas. Além de possível envolvimento na fabricação de placas frias, a polícia verifica indício de sonegação fiscal, cobrando da empresa provas de que as placas foram entregues mediante o pagamento de taxas ao Estado .As prefeituras de Santo André e Guarulhos informaram que as fábricas localizadas nos dois municípios ainda estão em processo de regularização - o alvará da prefeitura é uma das exigências do Detran. Ontem à noite, a prefeitura de São Bernardo informou que vai se manifestar hoje sobre assunto. A fábrica que fica na cidade está na rua da Ciretran, representação do Detran.Nas fábricas clandestinas são produzidas principalmente as placas especiais, feitas com material diferenciado. Elas são mais caras e a venda é autorizada pelo Detran apenas se o proprietário do veículo desejar.Ao pagar pela lacração do veículo - o pacote em que estão incluídos placas e lacres, entre outros itens, custa R$ 54,79 - o proprietário do veículo já tem o direito à placa comum, mais simples. Mas, por não ter conhecimento disso, costuma pagar também pela placa especial, que é encomendada nas empresas cadastradas, entre elas a Cordeiro Lopes.CONTRATOA Cordeiro Lopes tem sede em São José, município da região metropolitana de Florianópolis, e foi contratada para fabricar placas de veículos licenciados na região metropolitana e no interior do Estado de São Paulo. A fornecedora informou ser responsável por cerca de 120 mil lacrações de veículos por mês - nem toda lacração corresponde a um emplacamento, pois muitas vezes há apenas a troca do lacre da placa.O procurador da Cordeiro Lopes não soube informar ontem os valores dos contratos. O Detran também não deu informações sobre quanto o Estado repassa anualmente à empresa.A fornecedora investigada substituiu a Casa Verre e a Comepla, que realizavam o emplacamento sem recolhimento de taxas pelo serviço ao Estado e mantiveram a prestação do serviço à administração pública por três anos sem contrato e por mais de sete anos sem licitação, situação reconhecida como irregular no fim do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e corrigida com uma nova licitação.A Casa Verre, porém, tem vínculos com a Cordeiro Lopes. O procurador da empresa catarinense informou que ainda compra material da Casa Verre por causa da alta demanda.A Cordeiro venceu o pregão para prestar o serviço com preços até 73% menores no valor das placas - hoje ela recebe R$ 4 pelo par para carros. O Detran considerou que era possível a empresa executar os serviços com esses valores. Estadão, Fabiane Leite .

RENAN CALHEIROS & CONSELHO DE ÉTICA:


Quintanilha quer fim do processo até recesso.

O novo presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse nesta noite que espera terminar o processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), antes do recesso parlamentar, que começa a partir do dia 15 de julho. "Queremos fazer um trabalho com segurança e firmeza, o mais rápido possível. Espero que consigamos dar um fim a esse trabalho antes do recesso", afirmou. Quintanilha foi eleito nesta quarta (27) para a presidência do conselho depois da renúncia de Sibá Machado (PT-AC) ao cargo na terça. Ele nega que ajudará Renan por ser do mesmo partido do presidente do Senado, acusado de receber ajuda de um lobista para pagar despesas pessoais. "Tenho o maior respeito pelo senador Renan, mas como presidente do conselho, tenho que conduzir com responsabilidade", disse. Quintanilha convidou o senador Renato Casagrande (PSB-ES) para ser o relator do processo contra Renan. Casagrande pediu um tempo para dar a resposta. Ele marcou uma reunião para esta quinta (28) com Quintanilha para discutir o assunto e, depois, tomar uma decisão. O peemedebista marcou para terça-feira (3) a próxima reunião do Conselho de Ética. G1, Leandro Colon, Brasília, foto vídeo-matéria.