PENSAR "GRANDE":

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, agosto 28, 2008

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

28 de agosto de 2008
O Globo
Gastos públicos crescerão mais que economia em 2009
O projeto da lei do Orçamento da União para 2009 prevê aumento de gastos em proporção maior que o crescimento da arrecadação de Impostos. As despesas obrigatórias subirão 13,1%, chegando a R$ 455,9 bilhões. Já a receita líquida crescerá 12,5%. Só com o funcionalismo serão gastos R$ 155,3 bilhões, equivalente a 5% do PIB, o maior do governo Lula. O reajuste previsto para o salário mínimo é de 11,98%, elevando-o para R$ 464,72. A proposta mostra aumento da carga tributária, que atingirá 25,38% do PIB. O ministro Paulo Bernardo disse que o governo optou por uma projeção conservadora do aumento do PIB, de 4,5%. A alta da inflação e dos juros, combinada com a desvalorização do dólar, levou o setor público a gastar R$ 18,7 bilhões (33% a mais) só em julho como pagamentos de encargos da dívida. (págs. 1, 13 e 27)
Toga de guerraJoênia de Carvalho, da tribo wapichana, é a primeira índia a subir à tribuna do STF para defender uma causa. No caso Raposa Serra do Sol, o relator deu razão aos índios e votou pela demarcação contínua da reserva. Mas o julgamento foi interrompido. (págs. 1, 3 e 4)
Petrobras terá privilégio no Pré-SalA Petrobras terá atuação privilegiada em relação às multinacionais na exploração dos megacampos nas áreas do Pré-Sal, mesmo que seja criada outra estatal. (págs. 1 e 30)
Barack Obama também quer Brasil no G-8Assim como John MacCain, Barack Obama quer expandir o acordo sobre etanol com o Brasil e defende a entrada do país no G8. Ele foi nomeado candidato por aclamação a pedido de Hillary, que abriu mão de seus votos. (págs. 1,.33 a 35)
Milícia é investigada por prostituição infantilDepois de chegar às favelas com o marketing da moralidade, prometendo combater o tráfico, milícias já são investigadas pelo Ministério Público até por prostituição infantil. Um grupo de Gardênia Azul seleciona adolescentes para negociá-las em festas. (págs. 1, 16 e 17 e editorial “Outro mundo”)
Acusado de improbidade fornece pessoal a UPAAdministrador de uma das cooperativas que prestam serviço à UPA da Tijuca, Milton César Ferreira Rangel é acusado pelo Ministério Público estadual de improbidade administrativa. Ele é suspeito de ter recebido R$ 5,1 milhões do governo do estado sem ter comprovado a prestação de serviços. O governo informa que os terceirizados serão substituídos. (págs. 1 e 14)
Segundo CadernoO cinema brasileiro, que já teve 22% do mercado, enfrenta 2008 com sua platéia reduzida a apenas 6,9% do público. Especialistas discutem o que fazer. (pág. 1)
ObituárioO banqueiro, criador do Itaú e ex-prefeito de São Paulo Olavo Setúbal morreu ontem aos 85 anos, de insuficiência cardíaca.Stella Maris, mulher de Dorival Caymmi, morreu aos 86 anos, onze dias depois do músico, (págs. 1 e 18)
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Folha de S. Paulo
Relator apóia índios contra arrozeirosRelator do caso da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (Roraima) no Supremo Tribunal Federal, o ministro Carlos Ayres Britto votou no julgamento do STF pela total retirada de não-índios da região. Ele votou também pela manutenção da demarcação de forma contínua. Carlos Alberto Direito, que votaria a seguir pediu vista do processo, interrompendo o julgamento. Não existe prazo para que Direito apresente seu voto,mas ele deverá respeitar pedido do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, para fazê-lo neste semestre. A demarcação da Raposa/ Serra do Sol opõe de um lado o governo federal, índios e ONGs, que querem a manutenção do decreto que definiu a reserva numa área contínua de 1,7 milhão de hectares; do outro, arrozeiros que plantam na reserva.Em seu voto, Ayres Britto se pautou pela defesa dos direitos do índios, disse que eles não podem pagar o preço de possível omissão do Estado na segurança, exaltou o respeito dos indígenas pelo ambiente e citou de Tiradentes a Garrincha. (págs. 1 e A4)
Artigo: Marcelo LeiteVoto do ministro teve efeito demolidor: Foi Dia do Índio no STF. O voto do relator Carlos Ayres Britto teve ímpeto demolidor. Tratorou os débeis argumentos do interesse de fazendeiros de arroz. Para o relator, não faz sentido falar em subtração de áreas a uma unidade da Federação, pois os índios já estavam lá antes da criação do Estado de Roraima. (págs. 1 e A4)
MEC corta 3.313 vagas de cursos de direitoRedução na área chega a 24 mil, 49% do total oferecido pelos 81 cursos supervisionados desde o segundo semestre de 2007. Considerando só as vagas preenchidas no último vestibular de 2007, o corte é de 16.231 (33%). (págs. 1 e C9)
Orçamento propõe mínimo de R$ 464,72A proposta de Orçamento de 2009 prevê que o salário mínimo suba de R$415 para R$464,72 em fevereiro, com pagamento até o quinto dia útil de março. A alta é de 11,98%. O texto estima que o PIB cresça 4,5% em 2009, 0,5% ponto percentual abaixo do índice anual projetado para o segundo mandato do presidente Lula. (págs. 1 e B3)
Índice do aluguel cai pela 1º vez em mais de 2 anosO IGPM teve em agosto a primeira queda desde abril de 2006, de 0,32%, seguindo a diminuição do preço dos produtos agropecuários, especialmente no atacado. No início do ano, o índice teve forte alta, puxada pela inflação mundial dos alimentos. O acumulado é de 8,35% no ano e de 13,63% nos últimos 12 meses. Conhecido por reajustar preços de aluguéis e serviços públicos, o IGP-M deve fechar 2008 com alta de 10,91% de acordo com a expectativa do emrcado. Em agosto, a maior queda foi nos preços do atacado – mas a pesquisa feita pela FGV mostra também que a diminuição já chegou ao consumidor. (págs. 1 e B1)
EditoriaisLeia "Em transição", sobre afirmação russa no Cáucaso; e "Olavo Setúbal", acerca da morte do empresário. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Governo gasta R$ 106,8 bi com jurosPrefeituras, Estados e o governo federal gastaram, de janeiro a julho, R$ 106,8 bilhões com o pagamento de juros aos credores da dívida pública. É a primeira vez que, nos sete meses iniciais do ano, o custo dos juros supera os R$ 100 bilhões. O valor registrado neste ano representa um aumento de 14,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. Dados divulgados ontem pelo Banco Central confirmam também que a arrecadação de impostos não pára de crescer e continua a garantir o chamado superávit primário – balanço de receitas menos despesas, excluídos gastos com juros. Quando o peso dos juros é incluído na conta, chega-se a uma déficit nominal, indicador a que o Ministério da Fazenda pretende dar maior ênfase a partir de 2010. Nos sete primeiros meses de 2008, o resultado nominal é de R$ 8,6 bilhões negativos. Apesar disso, o déficit acumulado no ano é 35% menor do que de janeiro a julho de 2007 e o mais baixo para o período desde 1993. “O resultado é bastante razoável, até elevado”, avaliou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. (págs. 1, B1 e B3)
Servidores custarão mais 16,5%A despesa com o pagamento do funcionários ativos e aposentados vai aumentar R$ 22 bilhões em 2009, de acordo com o projeto de lei do Orçamento da União divulgado ontem. Em relação ao PIB, o gasto com servidores era o maior desde 1995. (págs. 1 e B4)
Planalto avalia três propostas de intervenção no petróleoA comissão que discute mudanças nas regras do petróleo estuda três opões para as áreas do pré-sal. Na mais forte, a União abriria mão de suas reservas localizadas em torno das atuais descobertas em troca de novas ações da Petrobras. Na segunda, a União seria sócia nos blocos descobertos. A terceira afastaria investidor privado. (págs. 1 e B10)
Voto de relator no STF mantém reserva indígenaO ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs que a reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, seja demarcada de forma contínua, com a saída dos agricultores que plantam arroz nas terras. Relator do caso, Ayres Britto rejeitou a idéia de criação de “ilhas” para populações indígenas. O relator foi o único dos 11 membros do STF a votar no primeiro dia do julgamento, pois o ministro Carlos Alberto Direito pediu vistas do processo, adiando a decisão. A causa das tribos foi defendida pela advogada Joênia Batista Carvalho, primeira índia a obter registro da OAB. (págs. 1 e A4)
Surumu segue a votação pela TVEm Surumu, vilarejo na entrada da reserva Raposa Serra do Sol, cerca de 500 índios acompanharam a votação no STF pela TV. Eles farão manifestações até que saia a decisão do Supremo. A Polícia Federal aumentou seus contingente na região. (págs. 1 A6)
81 cursos de Direito vão perder 54% das vagasOitenta e um cursos de Direito com avaliações ruins perderão 54% das vagas a partir do próximo vestibular. Serão 24.380 postos a menos no País, a maioria (14.527) no Estado de São Paulo. A medida do governo visa a melhorar a qualidade dos cursos com conceito baixos no Enade e na prova da OAB. (págs. 1 e A21)
A ampliação da modernização da JustiçaA área jurídica do governo quer repetir a dose, ampliando a reforma infraconstitucional do Judiciário. Propostas simples e sensatas permitirão à Justiça poupar tempo e dinheiro. (págs. 1 e A3)
Morre Olavo Setúbal, aos 85 anosO presidente do Conselho de Administração do banco Itaú, Olavo Egydio Setúbal, morreu ontem, aos 85 anos. Setúbal foi prefeito de São Paulo, entre 1975 e 1979, e ministro das Relações Exteriores no governo Sarney. (págs. 1, B6 e B7)
9% dos estudantes de SP são fumantesPesquisa foi feita com alunos do ensino fundamental e médio da cidade. (págs. 1 e A18)
Artigo – O terceiro setorMarcelo Rocha: ele precisa de profissionalização e gestão mais transparente. (Págs. 1 E A2)
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Jornal do Brasil
Jovens fogem das urnasAs eleições deste ano no Rio vão contar com o menor número de eleitores entre 16 e 17 anos desde de 1992 – apenas 0,6% do total. No Brasil, no mesmo período, o número de eleitores desta faixa etária, cujo voto é facultativo, caiu quase à metade. A tendência de evasão das urnas, verificada duas décadas depois de os jovens conquistarem o direito ao voto, é creditada ao desencanto com os políticos e os partidos. (págs. 1 e Eleições A11)
Direito perde 54% das vagas no paísO Ministério da Educação decidiu fechar 54% das vagas oferecidas por 81 cursos de Direito em todo o país. No Rio, 14 faculdades foram punidas, com redução de 2.996 vagas. A mudança reflete a supervisão nacional no ensino universitário realizada por uma comissão do MEC nos últimos 11 meses. Os critérios para o corte incluíram a nota do Exame Nacional de Desempenho Estudantil (Enade) e o percentual de alunos aprovados no exame da OAB. (págs. 1 e País A12)
Governo prevê investir R$ 119 biO projeto de orçamento do governo federal e das estatais para 2009 prevê investimentos de R$ 119,1 bilhões, 24,3% maior que o total deste ano. A maior parte virá da Petrobras: R$ 53 bilhões. O salário mínimo previsto é de R$ 464,72 em 2009. (págs. 1 e Economia A17)
Olavo Setúbal morre aos 85 anosPresidente do Conselho de Administração da Itaúsa, holding que controla o segundo maior banco privado do país, o Itaú, Olavo Egydio Setúbal morreu ontem de insuficiência cardíaca no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. (págs. 1 e Economia A20)
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Correio Braziliense
Matança no entorno só aumentaA força nacional de segurança e a polícia goiana são incapazes de conter a violência no Entorno. De janeiro a julho deste ano, 240 pessoas foram assassinadas na região vizinha ao Distrito Federal, segundo levantamento do Correio. Esse número é 5,7% superior às mortes computadas no mesmo período do ano passado. Os dados também revelam um aumento na quantidade de lesões corporais graves, inclusive à bala. O quadro é agravado pela falência do aparato policial: a falta de delegados e de PMs atingiu níveis críticos. (págs. 1, 45, 46 e 30)
Agora vai - MP do reajuste sai até o fim do diaCom atraso de três meses, Palácio do Planalto promete para hoje a medida provisória concedendo reajuste a 300 mil funcionários públicos federais. (págs.1 e 22)
Advocacia - MEC corta 2,7 mil vagas em faculdades do DFCursos de direito da Unieuro, Uniplac, Unip e Uniplan são punidos. No país, governo elimina 24,2 mil cadeiras. (págs. 1 e 49)
Índio em alta no SupremoRelator vota a favor dos indígenas na disputa pelas terras da reserva Raposa Serra do Sol (Roraima), mas decisão é adiada. Da etnia uapixana, a advogada Joênia Carvalho ocupa a tribuna e faz história no STF. (págs 1, 16 e 17)
Em vez de médicos e hospital, abadá e iogaQuinta reportagem da série sobre gastos no sistema de saúde mostra destino incerto do dinheiro federal mandado aos municípios. Pelo menos R$ 70 milhões em repasses se perderam na compra de itens exóticos, mimos e outros badulaques. (págs. 1, 4 e 5)
- 0,32%Com a deflação do IGP-M neste mês, correção dos aluguéis cai de 15,1% para 13,6%. (págs. 1 e 24)
O mistério do leiteProduto especial para crianças alérgicas some do estoque da Secretaria de Saúde. Uma lata chega a R$ 1 mil. (págs. 1 e 48)
Salários - Aumento para 23 mil servidores do GDFA Câmara Legislativa aprovou acréscimo de 10% nos vencimentos de 23 mil servidores, entre dentistas, enfermeiros e agentes de saúde. (págs. 1 e 50)
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Valor Econômico
BC vigia liquidez e risco de crédito dos bancosO Banco Central está monitorando mais de perto o crédito bancário. Ao longo do primeiro semestre, os fiscais do BC intensificaram as visitas às instituições financeiras para conferir a consistência da classificação de risco de crédito. Nessas visitas, têm verificado se as garantias cobrem de fato os empréstimos, exigindo mais capital próprio quando a cobertura do risco não é adequada. Outra frente de atuação do BC é quanto à liquidez. Já existe regulamentação sobre o tema, a Resolução nº 2.804 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que determina que os bancos têm de montar estruturas de análise e controlar os riscos de liquidez. A fiscalização verificou como essas regras estavam sendo cumpridas. Isso estimulou algumas instituições a captarem com prazos mais longos, o que foi um dos fatores responsáveis pela alta nos juros dos CDBs desde o primeiro semestre. Para acompanhar mais de perto os riscos de liquidez, o BC também baixou em julho a Circular nº 3.394, ampliando as informações que devem ser fornecidas pelos bancos. O BC acredita que a realidade brasileira é bem diferente da que levou à recente crise dos financiamentos imobiliários nos EUA. Não está nos planos nenhuma medida regulatória para conter o atual ciclo de expansão do crédito. Ao contrário dos EUA, as captações de bancos feitas nos mercados de capitais são pequenas. O volume total de operações securitizadas no Brasil é de apenas R$ 60 bilhões. Os bancos brasileiros captam basicamente no varejo e são menos vulneráveis a paradas súbitas de financiamento. Os depósitos compulsórios elevados são uma ferramenta importante para lidar com crises de liquidez. As estatísticas não mostram, na visão do BC, um movimento preocupante de alongamento dos prazos. O período médio dos financiamentos de veículos - que parou de crescer - foi de 590 dias para operações contratadas em julho, menos de dois anos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já vê os primeiros sinais de desaceleração da economia e avalia que não é o momento de adotar mais medidas para conter a expansão do crédito. "Não é hora de mexer, é hora de esperar", disse ontem, em entrevista ao Valor. (págs. 1 e A5)
Carga de tributos deve ultrapassar PIB em 2009O projeto de lei orçamentária enviado ontem ao Congresso indica que a carga tributária federal continuará crescendo mais do que o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Pelas projeções contidas na proposta, comparadas à última reestimativa oficial para 2008, o volume de receitas primárias da União aumentará 13%, enquanto o PIB deve crescer 10,53%, em termos nominais. Anunciados pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, os números da proposta orçamentária mostram que as despesas vão crescer, em tese, ainda mais do que as receitas. O governo propõe que o Congresso autorize gastos primários 12,74% maiores do que espera executar em 2008. O crescimento não será linear. As despesas obrigatórias vão crescer, em média, 13,1%. Nessa categoria estão os gastos com pessoal, cujo crescimento será de 16,5%. Segundo o ministro, ainda nesta semana duas novas medidas provisórias concedendo reajustes ao funcionalismo federal serão encaminhadas ao Congresso. Outras quatro foram editadas desde o início do ano. Já incluído no projeto para 2009, o impacto desses aumentos será diluído no tempo, pois os percentuais de reajuste foram parcelados. (págs. 1 e A4)
Negócios com terras atraem investidores internacionaisA forte demanda por terras agrícolas no Brasil tem atraído grupos nacionais e estrangeiros que estão se associando a fundos e investidores, sobretudo internacionais, para negociar a compra e venda de propriedades rurais, com tendência de valorização futura. O Valor apurou que quatro empresas planejam investir no país mais de US$ 1 bilhão nos próximos meses. A Agrifirma, que tem entre seus acionistas investidores ingleses, vai captar US$ 500 milhões para investir em terras. A empresa já adquiriu 20 mil hectares, mas pretende crescer dez vezes mais. A americana AIG Capital Investments adquiriu 37% de participação na Calyx Agro, que já tinha como sócio o grupo francês Louis Dreyfus. "A idéia é comprar terras para investir na produção agrícola e vender essas propriedades depois", explica Marcelo Aguiar, diretor da AIG Investments. Já o presidente da Calyx Agro, Axel Hinsch, conta que a empresa tem duas propriedades na região dos Estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. "Vamos alcançar cem mil hectares até o fim do ano", diz. O grupo Cosan criou a empresa Radar, que também terá sócios estrangeiros. (págs. 1 e B14)
Sodexo vai atuar com recebíveisDona de um terço do mercado brasileiro, a Sodexo, maior empresa de vale refeições do país, quer ampliar sua atuação com uma financeira. A autorização já foi solicitada ao Banco Central. O objetivo é trabalhar com a antecipação dos recebíveis dos mais de 120 mil restaurantes filiados à sua rede. Desde sua chegada ao país, em 1996, a Sodexo cresceu por meio de uma série de aquisições, até a compra da VR no ano passado. A partir de agora, a aposta é no crescimento orgânico e no desenvolvimento de novos produtos. "Ainda há muito espaço para crescer na área de benefícios. No mercado formal de trabalho existe mais de 26 milhões de pessoas não incluídas", diz o presidente Geraldo França. (págs. 1 e C14)
Destaques – Retração nos preçosO Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou em agosto a primeira deflação mensal desde abril de 2006, com queda de 0,32%. Como resultado, o índice acumula alta de 8,35% no ano e de 13,63% em 12 meses. Os preços no atacado (IPA) caíram 0,74%. (págs. 1 e A6)
Destaque – Infra-estrutura portuáriaO Brasil vai precisar de mais 105 berços de atracação – atualmente são 82 – e 22 milhões de metros quadrados de área nos portos para atender a demanda de cargas por volta de 2017. O investimento necessário atinge US$ 25 bilhões. (págs. 1 e B7)
Destaques – Acordo de leniênciaA Bridgestone assinou acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cadê) pelo qual pagou R$ 1.5 milhão e se comprometeu a entregar provas para subsidiar investigação sobre cartel no mercado de mangueiras marítimas. Em troca, o processo contra a empresa foi arquivado. (págs. 1 e B9)
Idéias – Cláudio Haddad: a discussão do pré-sal está sendo política e pontuada por proposições equivocadas (págs. 1 e A2)
Idéias – Maria Inês Nassif: a situação de Alckmin na disputa paulistana não é nada boa e tende a piorar (págs. 1 e A7)
Olavo Setubal morre em São PauloMorreu ontem, aos 85 anos, por insuficiência cardíaca, Olavo Egydio Setubal. O empresário teve papel fundamental na construção do segundo maior banco privado do país, o Itaú, e da quinta maior holding brasileira, a Itaúsa, com negócios na área industrial (Duratex, Itautec e Elekeiroz). A morte de Olavo Setubal não afeta a administração do grupo. Desde o início da década, ele presidia os conselhos de administração da Itaúsa e do Itaú. Com a saúde debilitada, estava cada vez mais afastado dos negócios. O velório de Setubal teve a presença de representantes dos setores financeiro, empresarial e também da área política. Setubal foi prefeito de São Paulo na década de 70 e ministro das Relações Exteriores na década de 80. (págs. 1, C4 e C5)
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Gazeta Mercantil
Contratos atuais do pré-sal favorecem fornecedor externoOs blocos já licitados de exploração de petróleo situados na camada pré-sal desestimulam a indústria brasileira e favorecem a contratação de bens e serviços no exterior. Isso porque o índice de nacionalização exigido em leilões de concessão realizados em períodos anteriores ao governo Lula — que englobam algumas das áreas mais badaladas das reservas do pré-sal — girava em menos de 40%, enquanto nos mais recentes o conteúdo nacional mínimo para a região supera os 80%. No bloco BM-S-11, onde está o mais importante campo da promissora região petrolífera, o de Tupi, licitado em 2000 —, a Petrobras, o grupo britânico BG e a portuguesa Galp, responsáveis pela área, se comprometeram a encomendar de fornecedores locais apenas 35% dos bens e serviços necessários à fase de exploração. Nesta semana, a Petrobras deu mostras da necessidade de buscar materiais fora do País ao fechar acordo com a japonesa Mitsui para a construção de um navio-plataforma no Japão para atender especialmente o campo de Tupi. Com o objetivo de resgatar a indústria naval brasileira, o governo quer privilegiar empresas que oferecem elevados índices de nacionalização. Segundo o advogado Paulo Valois, o governo terá de quebrar contratos se quiser aumentar o conteúdo local de áreas licitadas. Ontem, o ministro Marco Aurélio Garcia disse que o Brasil poderá receber apoio dos países sul-americanos no desenvolvimento de um complexo industrial destinado ao pré-sal. (págs. 1 e C2 )
Investimento do governo para 2009 passa de R$ 119 biO ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, entregou ontem ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária (LDO) de 2009 com as projeções de investimentos do governo e estatais. No próximo ano serão aplicados R$ 119,1 bilhões, valor que supera em 24,3% os R$ 95,8 bilhões do orçamento de 2008. As estatais devem investir R$ 79,7 bilhões no ano que vem, montante 26,7% maior. O aporte mais elevado de recursos caberá à Petrobras, que prevê desembolsar R$ 53 bilhões em projetos no País, além de R$ 12,4 bilhões no exterior. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deve contar com R$ 21,2 bilhões para seus investimentos no próximo ano. A cifra é 18,4% maior que os R$ 17,9 bilhões estimados. Com aportes mais altos, a previsão de receita também cresceu e está avaliada em R$ 808 bilhões em 2009. (págs. 1 e A5)
Financiamento de imóvel tem crescimento histórico no semestreDados da Abecip indicam que, no período de janeiro a julho deste ano, foram financiadas 163.146 unidades e este resultado representa quase 63% dos imóveis financiados entre agosto de 2007 e julho de 2008. O aumento da demanda no mercado de crédito imobiliário que vem desde 2005 tem permitido grandes mudanças no perfil das operações, entre elas a presença de imobiliárias como correspondentes imobiliárias da Caixa Econômica Federal e também a extensão dos prazos de financiamento, que atualmente podem chegar a 30 anos. O atual cenário do financiamento de imóveis está nas páginas do Suplemento Especial Crédito Imobiliário que circula com esta edição.(pág. 1)
Licitações de PCs atraem nova disputaUma série de licitações para computadores voltados a escolas públicas esperada para o segundo semestre atrai empresas novas neste mercado. Em 9 de setembro, o Ministério da Educação (MEC) licitará 7 mil computadores e 35 mil terminais de acesso para o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo) Rural. O edital da versão urbana do programa está em elaboração — juntos somarão 300 mil máquinas — e ainda há um pregão suspenso para 150 mil laptops educacionais.De olho nesse mercado, a Dell anunciou ontem seus primeiros computadores específicos para países em desenvolvimento, que têm como um dos focos educação e governo. A filial brasileira participou da formatação dos produtos para que possam competir aqui. A também americana NComputing traz esta semana executivos para explicar ao MEC sua tecnologia de acesso remoto com a qual pretende concorrer ao Proinfo. (págs. 1 e C1)
Primeiro Plano – Real forte afeta as pequenasSondagem realizada pela CNI mostra que a valorização do real em relação ao dólar ameaça o crescimento de empresas industriais de pequeno e médio portes que atuam no mercado externo. (págs. 1 e A8)
Primeiro plano – IGP-M registra deflação de 0,32%O IGP-M registrou a menor taxa desde abril de 2006. Em agosto, o indicador apresentou deflação de 0,32%, após alta de 1,76% em julho, segundo a FGV. (págs. 1 e A6)
Primeiro plano – Uma nova Petrobras?As recentes descobertas de reservas de petróleo e gás natural despertaram uma discussão sobre a possibilidade da criação de uma nova estatal. (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)
O BanqueiroMorreu ontem em São Paulo, aos 85 anos, Olavo Egydio Setubal, fundador do Banco Itaú. Ex-prefeito de São Paulo, foi também ministro de Relações Exteriores no governo de José Sarney. Engenheiro mecânico, iniciou seu conglomerado financeiro-industrial com a Deca em 1947, para fabricar chaves e fechaduras.(págs. 1, A10, A11 e A12)
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quarta-feira, agosto 27, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] TUDO É ''FRUTO'' DO MAR...

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].

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CADE: CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA

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Comissão do Senado aprova indicação de Arthur Badin para Cade
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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, nesta terça-feira (26/8), a indicação de Arthur Badin para a presidência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O relatório do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) teve 21 votos favoráveis e nenhum contrário. Dois senadores abstiveram-se. Agora, a indicação deve ser votada pelo Plenário do Senado. O nome de Badin demorou mais de dois meses para ser apreciado pela comissão. Havia resistências quanto à idade de Badin, 32 anos, e sua experiência como procurador-geral do Cade, criticada por algumas empresas.
Para Azeredo, o currículo de Badin evidencia sua experiência na área de Direito Econômico. O senador destacou ainda que o advogado vem atuando no Sistema Nacional de Defesa da Concorrência desde 2003, quando era chefe de gabinete da Secretaria de Defesa Econômica, do Ministério da Fazenda.
O senador José Agripino (DEM-RN) pediu esclarecimentos sobre ressalvas de Badin sobre a possibilidade de recursos judiciais contra decisões do Cade. Em resposta, ele negou que seja contrário à possibilidade. Defendeu, no entanto, uma delimitação mais clara sobre papéis de cada instância e advertiu ainda para o risco de o Judiciário ser acionado apenas com o objetivo de retardar o cumprimento de decisões administrativas.
O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) afirmou que o Cade muitas vezes tem posições "antiempresariais" e defendeu que o órgão apóie empresas que desejam investir no Brasil. A preocupação é, sobretudo, pela necessidade das empresas nacionais disputarem mercados em outros países.
Badin defendeu que o papel do órgão é defender a concorrência
e afirmou que não há intenção de impedir o desenvolvimento das empresas. Ele lembrou que o Cade tomou decisões recentemente que permitiram certo nível de concentração dentro do país para dar fôlego a empresas para competir no mercado externo.
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Foto: Google/imagens.
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CONGRESSO NACIONAL: PLENOS [3] PODERES

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O Congresso na ''extrema-unção''

Ao falar das relações entre os Poderes, em um evento promovido em São Paulo por uma entidade empresarial, o presidente do Senado, Garibaldi Alves, do PMDB do Rio Grande do Norte, constatou o que está aí à vista de todos - a crescente desenvoltura com que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem exercido o papel de criador de leis, ao cumprir a sua função essencial de julgar se as normas em vigor e os atos delas decorrentes estão de acordo com os princípios constitucionais. "O Judiciário não poderia fazer o que está fazendo", protestou, exemplificando com a decisão do Supremo de estabelecer regras da fidelidade partidária para os detentores de mandatos legislativos. Reconheceu, no entanto, que o STF se expande "no vácuo" de um Congresso Nacional cujos trabalhos são basicamente pautados pelo Planalto. Não é de hoje que o titular do Senado, eleito no ano passado para completar o mandato do alagoano Renan Calheiros, que renunciou ao cargo para evitar um processo de cassação, se mostra igualmente desenvolto nas críticas ao Executivo e aos seus pares. No primeiro caso, pela freqüência sem precedentes com que recorre ao instituto "esdrúxulo" das medidas provisórias (MP) para, afinal de contas, governar. No segundo, pela mansidão com que deputados e senadores se submetem à hegemonia presidencial, incapazes até mesmo de criar um filtro pelo qual só passariam, para votação, as MPs que efetivamente atendessem aos requisitos de urgência e relevância. Daí o estado de "extrema-unção", na metáfora de Garibaldi, a que chegou o Parlamento. Mas desta vez ele acusou também o Judiciário de exorbitar. Talvez convenha separar os problemas, apesar de suas conexões óbvias, para focalizar o que têm de específico. Em primeiro lugar, o governo Lula montou - por métodos notórios que tiram proveito do oportunismo e escasso senso de decência da maioria dos políticos - uma base parlamentar de proporções tais que lhe assegura, no mínimo, o controle sem contestação da agenda do Legislativo. O máximo que os congressistas pretendem é mexer nas regras de tramitação das medidas provisórias para que não obstruam as demais votações. A rigor, nem mesmo a oposição tem interesse em coibir o uso abusivo das MPs - na expectativa de que o instrumento lhe possa ser do mesmo modo útil quando voltar ao poder. Além disso, não é que, se o governo deixasse o Congresso à vontade, ele teria coesão e descortino suficientes para aprovar um número expressivo de projetos de interesse nacional.Quanto ao chamado protagonismo do Supremo, não se trata apenas de ocupação de espaços deixados vagos. Em sistemas institucionais como o do Brasil, não costumam ser pétreos os limites à atuação das suas instâncias judiciais máximas - entre interpretar as leis e fazer leis. Os especialistas citam com freqüência o exemplo dos Estados Unidos, onde a tradição legislativa da Suprema Corte remonta ao século 19, quando ela definiu todas as normas de comércio interestadual no país. Mais recentemente, entre meados da década de 1950 e fins da década seguinte, sob a presidência de Earl Warren, a Corte reagiu à inércia conservadora do Capitólio tomando decisões histórias sobre segregação racial, direitos civis, separação entre religião e Estado, entre outras. E foi o Supremo americano, e não o Congresso, que em 1973 afirmou o direito ao aborto, no célebre processo Roe vs. Wade. Hoje, no Brasil, sob a presidência do ministro Gilmar Mendes, que prega "a pedagogia dos direitos fundamentais", o STF tomou a si o que entende ser o aperfeiçoamento dos padrões de conduta da área pública, com a aprovação das súmulas para delimitar o uso de algemas e coibir o nepotismo - gerando ora polêmica, ora o aplauso de uma opinião pública farta do patrimonialismo. Só depois da primeira decisão é que o Congresso se animou a discutir um projeto de lavra própria a respeito. Depois da segunda, pôs-se a procurar brechas para a sua burla, como a grotesca proposta do senador Mozarildo Cavalcanti, do PTB de Roraima, de criar cotas para a contratação de parentes por parlamentares - "três primos, dois tios?", ridicularizou Garibaldi. Em suma, o Supremo se destaca entre as instituições, enquanto o Legislativo patina no descrédito, vítima de sua própria omissão e da voracidade com que o Executivo usurpa as suas funções precípuas.
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Chargista: M. Aurélio.
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

27 de agosto de 2008
O Globo
Tráfico e milícia disputam lucros de serviços ilegais
Tanto o tráfico de drogas como as milícias que hoje dominam boa parte das comunidades pobres do Rio passaram a administrar serviços ilegais que rendem aos grupos criminosos R$ 280 milhões anualmente, segundo estimativas de sindicatos dos setores e da polícia. O pedágio cobrado de vans (R$ 145 milhões), a exploração ilegal de TV a cabo (R$ 119 milhões) e o ágio sobre o comércio de gás (R$ 16 milhões) viraram alvo da disputa das quadrilhas de traficantes e de grupos paramilitares. Esse lucrativo mercado de serviços levou o traficante Fernando Gomes de Freitas a se afastar da venda de drogas para cuidar da TV a cabo ilegal (R$ 1,4 milhão por ano) e pedágio de vans (R$ 2,8 milhões). Os rendimentos desses atravessadores é o tema da quarta reportagem da série Favelas S/A. (págs. 1, 17 e 18)
Pré-Sal terá desoneração de imposto
As empresas que explorarem os campos de Pré-Sal terão direito a redução de impostos na compra de máquinas, mas serão obrigadas a usar mais equipamentos produzidos no Brasil. (págs. 1 e 27)
Cana no Pantanal vira crise ministerial
Depois da reunião com a ministra Dilma Rousseff, versões diferentes sobre os planos de liberar o plantio de cana no Pantanal: Reinhold Stephanes (Agricultura) disse que está prevista a ampliação dos canaviais em áreas da Bacia do Alto Paraguai, mas Carlos Minc (Meio Ambiente) voltou atrás e disse que não permitirá o plantio. (págs. 1 e 13)
A volta da velha briga entre governador e prefeito
O governador Sérgio Cabral (PMDB) acusou ontem setores da prefeitura, num ato “sórdido”, de encaminhar pacientes dos postos municipais para as Unidades de Pronto-Atendimento(UPAs), de responsabilidade do estado, com o objetivo de superlotá-las e inviabilizar o atendimento. O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, chegou a mostrar papéis timbrados da prefeitura encaminhando os pacientes. Em resposta, Cesar chamou Côrtes de mentiroso e insinuou que os documentos sejam falsificados. Também atacou Cabral e o projeto das UPAs, dizendo que as unidades são muito caras e não atendem ao número de pacientes divulgado. (págs. 1, 3 e 23)
Contas da prefeitura: entenda quem puderCriado para informar sobre gastos do município, o site Rio Transparente é complexo e omite vários dados – como as verbas do combate à dengue. (págs. 1 e 11)
Cabral quer escolas com ar-refrigerado
O governador Sérgio Cabral anunciou ontem que vai equipar com ar-condicionado 1.500 escolas públicas já no próximo verão. O Sepe diz que há outras prioridades. (págs. 1 e 23)
Ex-chefe do rapa tem apoio de camelôsO candidato a vereador Lúcio Costa (DEM), ex-chefe de controle urbano da prefeitura, é apoiado por camelôs. No cargo, ele foi substituído pela mulher. (págs. 1 e 4)
Jô Moraes ataca ‘arranjo’ entre PT e PSDB em BH
Na primeira entrevista ao Globo de candidatos a prefeito de Belo Horizonte, Jô Moraes (PCdoB) atacou adversário apoiado por Aécio e Pimentel. (págs. 1 e 8)
Nepotismo à moda Requião: burla ao STF
Para driblar a proibição do Supremo ao nepotismo, o governador Roberto Requião (PR) promoveu a secretários a mulher e o irmão. O presidente do Senado ainda não demitiu o sobrinho. (págs. 1 e 12)
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Folha de S. Paulo
Rússia desafia Ocidente e reconhece separatistas
A Rússia reconheceu a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, território separatistas da Geórgia, desencadeando duras críticas da Europa e dos EUA. A região vive uma crise desde que, no último dia 7 a Geórgia invadiu a Ossétia do Sul, sob proteção russa desde 1992, e Moscou, em resposta, retomou o território e ocupou militarmente parte da Geórgia. Após seis dias, houve um cessar-fogo negociado pela União Européia. O presidente russo, Dmitri Medvedev, disse não ter medo da nova Guerra Fria e justificou o reconhecimento dos territórios como “única saída” para salvar vidas – alusão à versão sul-ossetiana de que a Geóregia queria fazer limpeza étnica no território . A decisão levou euforia às áreas separatistas. O presidente George W. Bush pediu que Medvedev reconsidere a “decisão irresponsável”. A Geórgia disse que “é a primeira vez que a Europa, desde a Alemanha nazista e União Soviética sob Stálin, que um grande país procura anexar território pertencente a outro. (págs. 1 e A18)
Sabatina Folha: Para Sarney, apoio de Lula é essencial em 2010
O ex-presidente e senador José Sarney (PMDB – AP) afirmou duvidar qye o futuro presidente possa ser escolhido sem o apoio de Luis Inácio Lula da Silva”. Ele pregou a aliança do PMDB com o PT em 2010. O primeiro presidente civil após a ditadura repassou sus experiência política nos últimos 50 anos. Sarney declarou desconhecer a prática de tortura no regime militar e se posicionou contra a revisão da Lei da Anistia, discutida por membros do governo Lula. (págs. A16 e A17)
Índios ameaçam invadir fazendas em reserva de RR
Índios favoráveis à demarcação contínua da Raposa/ Serra do Sol ameaçam invadir fazendas de arrozeiros na região, informa o enviado especial Lucas Ferraz. O STF (Supremo Tribunal Federal) julga a partir de hoje ação que contesta a demarcação da reserva. “Vai morrer índio ou vai morrer branco, mas vamos lutar”, disse macuxi Pedro Brasil, 28. Estabelecida por decreto de Lula de 2005 na fronteira, a reserva equivale a cerca de 8% da área de Roraima e opõe União, índios e ONG e arrozeiros e governo do Estado. (págs. 1 e Brasil)
Gasolina no país está entre as mais caras do mundo
A gasolina brasileira figura entre as mais caras do mundo, diz a revista “Portfólio” (EUA), que comparou preços em dólar tendo como medida o galão americano (3,8 litros). Segundo a revista, abastecer no Brasil (US$ 6,38 o galão) só não é mais caro do que na Europa e em mais cinco países. Para especialistas, o que encarece a gasolina é a carga tributária (quase 50% do preço). (págs. 1 e B1)
Após renúncia do reitor, cúpula da Unifesp deve sair
O vice-reitor da Unifesp, Sérgio Tufik e a cúpula da universidade devem entregar os cargos hoje, na reunião extraordinária do Conselho Universitário que discutirá a renúncia do reitor Ulysses Fagundes Neto. Com isso, cai toda a linha sucessória do reitor. (págs. 1 e A10)
Requião e Cesar Maia driblam decisão do STF antinepotismo
O prefeito do Rio, César Maia (DEM), promoveu a irmã Ana Maria Maia a secretária especial para fugir da decisão do STF que proíbe nepotismo, mas admite parentes como secretários de Estado. “Cumpri a ‘lei’, o que determina a súmula”, diz. O governador do Paraná Roberto Requião (PMDB), promoveu a mulher e o irmão, segundo ele, por “excelente desempenho”. (págs. 1 e A11)
Comissão do Senado aprova Badin no Cade
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o nome de Arthur badin, 32, para presidir o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Houve ampla vantagem e agora a decisão vai a plenário. Grandes empresas eram contra a indicação. (págs. 1 e B6)
EditoriaisLeia "Congresso trancado" sobre atritos entre Poderes e "Contas (mais) públicas", acerca da contabilidade estatal. (págs. 1 e B1)
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O Estado de S. Paulo
Ministro apóia teles contra a Anatel
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, criticou ontem a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e apoiou as empresas do setor. Costa chamou de “negócio retrógrado” a exigência da Anatel de que as companhias criem firmas independentes só para vender serviços de banda larga. A obrigação consta da proposta de um novo Plano Geral de Outorgas em análise na Anatel e deve ser derrubada pelo ministério. A reformulação do plano é necessária para que seja concretizada a compra da Brasil Telecom pela Oi, pois as regras atuais proíbem a fusão de concessionárias que atuem em regiões diferentes. Após a provação pela Anatel, o novo plano será enviado ao ministério, que poderá fazer alterações antes de encaminhá-lo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Frase: Hélio Costa - Ministro das Comunicações: "O ministério não tem de fazer, obrigatoriamente, o que vem da Anatel. (págs. 1 e B1)
Religiosos divergem sobre aborto em debate no STF
O STF viveu ontem uma disputa entre religiosos em debate sobre a interrupção de gestações de fetos com anencefalia, tema que o tribunal se prepara para julgar. Carlos Macedo de Oliveira, da Igreja Universal, disse que a mulher deve decidir se quer ou não fazer aborto. Católicos contrários à tese lembraram o caso de Marcela de Jesus Ferreira. Diagnosticada como anencéfala, ela viveu 1 ano e 8 meses. Frase: Luís Antônio Bento - Representante da CNBB: "É melhor oferecer a um filho um caixão do que uma lata de lixo". (págs. 1 e A20)
Após veto, políticos promovem parentesApós a proibição do nepotismo pelo STF, políticos aproveitam uma brecha e promovem parentes para evitar que sejam demitidos. O veto à contratação de familiares não vale para os cargos de secretário e ministro. O prefeito do Rio, César Maia (DEM), instalou a irmã Ana Maria no comando da nova Secretaria Especial de Eventos. Já o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), nomeou secretários especiais a mulher, Maristela e um irmão, Eduardo. (págs. 1 e A7)
Notas e Informações - O Congresso na 'extrema-unção'
Hoje, no Brasil, o STF se destaca entre as instituições, enquanto o Legislativo patina no descrédito, vítima de sua própria omissão e da voracidade com que o Executivo usurpa suas funções. (págs. 1 e A3)
Falcon insiste na compra de mina da Petrobras
A Falcon Metais, que havia comprado minas de potássio da Petrobras e teve o negócio desfeito por pressão do governo, vai tentar reverter a decisão. Segundo a empresa, a intenção é “produzir muito rápido”. (págs. 1 e B3)
Executivo da Alstom é preso na Suíça
A polícia suíça fez busca e apreensão nos escritórios da Alstom e prendeu executivo suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro. No Brasil, a empresa é investigada por contrato com o Metrô de São Paulo.(págs 1 e A13)
São Paulo busca licença ambiental para lixões
Sem aterros sanitários próprios para destinar as mais de 13 mil toneladas de lixo que a cidade produz diariamente, São Paulo tenta obter licença ambiental para instalar novos lixões nas zonas noroeste e leste. (págs 1 e C1)
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Jornal do Brasil
Saúde provoca guerra entre Cabral e César
O governador Sérgio Cabral e o prefeito César Maia deflagraram guerra. Razão da discórdia: as Unidades de Pronto-Atendimento 24 horas. Ontem, ao inaugurar a 10ª UPA, em Botafogo, Cabral acusou César de dificultar a instalação das unidades por conta do processo eleitoral. “Essa instrumentalização é muito feia’, disse. O prefeito rebateu: “Cabral é inconfiável”. Ambos ameaçam desfazer contratos de cessão de terrenos entre o governo e a prefeitura. (págs. 1 e Cidade A15)
Anistiados terão pensões diminuídas
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça pretende reavaliar os valores de cerca de 5 mil benefícios concedidos a trabalhadores anistiados que perderam seus empregos durante a ditadura militar. A idéia é adequar as pensões aos critérios estipulados pela lei 10.559, de 2002 – que determina os cálculos com base na média dos vencimentos pagos à categoria trabalhista do anistiado, em vez de usar os valores pagos no topo da carreira. Serão revistas, inclusive, as pensões obtidas pelo presidente Lula e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. (págs. 1 e País A11)
União ultrapassa meta da economia
O superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) do governo federal cresceu 43,2%. Em sete meses, superou a meta para todo o ano. A conta, que reúne números do Tesouro, Banco Central e Previdência, foi beneficiada pela arrecadação recorde de impostos, mas as despesas com pessoal cresceram menos 9,3%, ante 14% no ano passado. (págs. 1 e Economia A18)
TCE condena prefeito de Magé
Com a candidatura à reeleição já por um fio devido a outras acusações, a prefeita de Magé, Núbia Cozzolino (PMDB), foi condenada pelo Tribunal de Contas do Estado a devolver mais de R$ 2 milhões em verbas da União aplicadas irregularmente. (págs. 1 e Eleições A7)
Caso Marlan Jr.: OAB é elogiada
O Sindicato Nacional dos Aeroviários elogiou ontem a posição da OAB de apuração da conduta do advogado Marlan Jr. no processo de leilão judicial de 17 salas da entidade. O Conselho Nacional de Justiça fará um pedido de providências até amanhã. (págs. 1 e País A11)
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Correio Braziliense
Não há força que dê jeito nos bingos do Entorno
As operações da polícia se sucedem, eles fecham as portas por um tempo. Mas logo em seguida recomeça a jogatina. As casas de bingo no Entorno mantêm uma atividade clandestina que se beneficia da fraqueza do Estado e da conivência de policiais corruptos. Em Valparaíso, o Correio constatou que locais de apostas funcionam normalmente, protegidos por altos muros e homens armados. Até mesmo bingos que haviam sido desativados retomaram a contravenção.“O esquema é muito grande. Eles têm informantes em todos os lugares, o que dificulta a repressão”, admite a promotora Alice Barcelos, do Ministério Público goiano. Os altos índices de criminalidade na região vizinha ao DF levaram o governo federal a tomar uma medida inédita: instalar no Entorno o primeiro quartel permanente da Força Nacional de Segurança (FNS). Além de continuar o trabalho de policiamento, a sede formará unidades para atuar em todo o país.(págs. 1, 25 e 26)
86 mil vagas
Governo federal vai criar os cargos a partir deste ano. Fatia maior do bolo vai para a área da educação: 60 mil vagas para professores nas universidades e escolas técnicas. (págs. 1 e 13)
Preço cai, mas comida ainda é caraÍndice de Preços ao Consumidor aponta recuo de 0,21% no valor dos alimentos no DF. Tomate, filé mignon, abacaxi e feijão carioquinha são os itens que mais caíram.(págs. 1 e 17)
Dinheiro tem de sobra, mas falta médico
Apesar dos R$ 3,9 bilhões investidos pelo Ministério da Sáude em 2007, o Programa Saúde da Família não consegue fazer com que equipes médicas atendam à população. Faltam clínicos gerais, dentistas, enfermeiros. Em municípios como Primeiro de Maio, no Paraná, a hanseníase ameaça os moradores. (págs. 1, 4 e 5)
Anencéfalos dividem até religiosos
Na primeira audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal a respeito do aborto de fetos com má-formação no cérebro, Confederação Nacional dos Bispos do Brasil se pronunciou contrária à interrupção da gestação. Mas os evangélicos da Igreja Universal do Reino de Deus se declararam favoráveis.(págs. 1 e 11)
Pressão pelo afastamento de Efraim
íder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC) defendeu o afastamento do senador Efraim Morais (DEM-PB) da primeira-secretaria, enquanto não forem esclarecidas as denúncias de ligações dele com um lobista envolvido na fraude de licitações da Casa, que resultou em contratos de R$ 35 milhões.(págs. 1, 2 e 3)
O Alerta de Niemeyer
Arquiteto da cidade-monumento, Oscar Niemeyer afirma que a criação de novas áreas urbanas ameaça o futuro da capital federal, que já abriga 2,5 milhões de habitantes. (págs. 1 e 27)
Um pônei sacrificado
Morte de um dos animais do Le Cirque no fim de viagem estressante de 35 horas para cumprir decisão judicial acirra troca de acusações entre o circo e o Ibama. (págs. 1 e 32)
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Valor Econômico
JBS supera dificuldades e cresce no mercado dos EUA
Pouco mais de um ano desde que comprou o terceiro maior frigorífico dos Estados Unidos, o Swift, por US$ 1,4 bilhão, o grupo brasileiro JBS-Friboi começa a colher os resultados de sua estratégia agressiva de crescimento no mercado americano, onde é dirigido por Wesley Batista, um dos filhos do fundador. Quando foi comprada pelos brasileiros, a Swift se encontrava em péssima situação financeira e perdia terreno para os concorrentes. Quatro dezenas de executivos americanos foram mandados para casa e uma dúzia de profissionais brasileiros assumiu o comando. Em um movimento ousado, eles decidiram dobrar a produção da maior unidade da companhia, em Greeley, no Colorado. Em menos de dois meses, a fábrica começou a operar em dois turnos. "Todo mundo achou que eles eram loucos", diz Pedro Herrera, analista do banco HSBC em Nova York. Não havia demanda que justificasse passo tão audacioso e a empresa continuou perdendo dinheiro por vários meses. Mas o aumento da capacidade de produção em Greeley ajudou a JBS Swift a abocanhar uma fatia maior do mercado. E os resultados começaram a aparecer. Com o dólar mais barato, as exportações dos EUA aumentaram. A redução de custos obtida com o enxugamento na JBS Swift tornou-a mais competitiva do que os concorrentes. "Passamos por alguns meses horríveis, mas precisávamos nos preparar para o momento em que o mercado voltasse a ficar bom", diz Wesley. O grupo JBS registrou prejuízo de R$ 364 milhões no segundo trimestre, por causa do endividamento e de despesas financeiras contraídas com as aquisições. Mas o resultado teria sido pior se as coisas não estivessem indo tão bem nos EUA, onde o grupo contabilizou lucro de R$ 113 milhões no período. Com um faturamento estimado para este ano superior a US$ 20 bilhões, o grupo anunciou a compra de mais duas grandes empresas, por US$ 1 bilhão. As duas aquisições estão sendo examinadas pela Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos EUA. Se o governo aprovar as transações, o grupo brasileiro assumirá a liderança da indústria no país, passando à frente de Cargill e Tyson. Suas fábricas terão condições de processar quase 42 mil cabeças de gado por dia. (págs. 1 e B12)
Desbloqueio acirra disputa entre celulares
A Oi transformou o desbloqueio de celulares - que permite que um aparelho seja usado na rede de qualquer operadora - em ferramenta de marketing para preparar sua estréia no mercado paulista, em outubro. Desde a semana passada, desbloqueou 17,8 mil aparelhos em quiosques que instalou em estações de metrô na Capital e peruas que colocou para rodar no interior do Estado. A estratégia despertou a reação dos concorrentes. A TIM vê falta de ética em destravar celulares de outras operadoras. A Claro suspendeu na Justiça uma propaganda que considerava enganosa. Agora, passou a fazer campanha em defesa da portabilidade, que permitirá ao usuário manter o número de telefone ao trocar de operadora. (págs. 1 e B3)
Aquecimento da economia puxou preços
A utilização de recursos na economia brasileira está em nível bastante elevado, mostrando forte correlação com a evolução dos índices de preços, segundo estudo do Banco Real Private Banking. O economista Fábio Susteras construiu uma espécie de nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) para todo o PIB, com base em números da agricultura, indústria e serviços. Pelas contas de Susteras, o indicador atingiu 86,8% no segundo trimestre, o segundo percentual mais alto da série iniciada em 2006, depois dos 87,6% atingidos no quarto trimestre do ano passado. (págs. 1 e A5)
Armínio sugere cautela no crédito
reocupado com a expansão da oferta de crédito e com a onda de endividamento do consumidor, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos, recomenda um endurecimento nas regras prudenciais para limitar a capacidade dos bancos emprestarem. "As tesourarias dos bancos já estão precificando esse risco, mas cabe ao Banco Central ficar de olho e tenho certeza de que isso está no radar do BC", disse. Armínio não acha razoável um financiamento de dez anos para a compra de um automóvel e ressaltou que é preciso averiguar se a expansão do crédito de longo prazo está sendo acompanhada por um alongamento no prazo de captação dos bancos. Em entrevista ao Valor, ele disse que o crescimento econômico do país foi, até agora, movido sobretudo pelo aumento do consumo e do crédito. "O consumo nunca foi âncora para o crescimento sustentável", salientou. "Qualidade da educação, desenvolvimento da infra-estrutura, aumento da taxa de investimento. Isso é o que faz o país crescer de maneira sustentável". O investimento aumenta, "mas os outros itens que mencionei não estão respondendo à altura". (págs. 1 e A14)
CAE do Senado aprova Arthur Badin para a presidência do Cade (págs. 1 e A10)
Destaques - Lanterninha
O Brasil tem o menor número de cinemas por habitantes da América Latina: 1,1 sala para 100 mil pessoas. A freqüência também é baixa. Em média, o brasileiro vai ao cinema uma vez a cada dois anos. (págs. 1 e B2)
Destaques – Piscicultura marinha
A Aqualider é a primeira empresa do país a obter licença onerosa do governo federal para projeto de piscicultura marinha. Vai explorar por 20 anos uma área de 169 hectares em frente à praia de Boa Viagem, no Recife. (págs. 1 e B11)
Destaques – Aplicação indexada
A alta da inflação nos últimos meses atraiu os investidores para títulos públicos atrelados ao IPCA. A venda de NTN-B pelo Tesouro Direto aumentou 40% neste ano, até julho. Mas com o recente arrefecimento dos preços, o melhor momento para esses papéis pode ter passado. (págs. 1, D1 e D2)
Destaques – Fundo de ações
Desde meados de maio, os fundos de ações captaram R$ 5,3 bilhões, a despeito da perda média de 22,67% no período, equivalente a R$ 21,3 bilhões. Um terço dessas perdas referem-se aos fundos de Petrobras e Vale (excluídos o FGTS). (págs. 1 e D6)
Idéias – Cristiano Romero: Modelo de concessão poderia ser mantido no pré-sal (págs. 1 e A2)
Idéias – José Graziano: a segurança alimentar ainda inspira cuidados (págs. 1 e A12)
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Gazeta Mercantil
Alta procura dobra salários em finanças
O número de vagas para executivos do setor financeiro aumentou 76,6% no primeiro semestre de 2008, em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme indicou um balanço da consultoria DBM. No Brasil, de acordo com outro estudo, elaborado pela Robert Half International, 82% das companhias têm encontrado dificuldades na busca por profissionais nas áreas de finanças e contabilidade. A forte demanda resultou em uma elevação nos patamares salariais dos executivos. Segundo uma pesquisa da Michael Page, os diretores financeiros tiveram um aumento próximo de 40% na remuneração fixa nos últimos dois anos. “Nas grandes empresas, hoje, esse salário começa em R$ 28 mil. Mas há casos acima de R$ 50 mil mensais”, assegura Gil Van Delft, da divisão finance da consultoria. (págs. 1, C1 e C12)
Indenizações revistasReavaliação de benefícios concedidos a anistiados inclui processo de Lula. (págs. 1 e A9)
Novo presidente do Cade
Arthur Badin passa por sabatina no Senado. (págs. 1 e A10)
Primeiro Plano – Impasse sobre enxofre no DieselReunião realizada ontem entre governo, indústria, promotores e ambientalistas não chegou a consenso sobre a diminuição do nível de enxofre no diesel. Novos encontros deverão ocorrer nos próximos dias. (págs. 1 e A4)
Opinião – Mauro Rodrigues da Cunha
A troca de auditores de empresas abertas a cada cinco anos, como exige a CVM, volta ao debate. Mas não se cogita de consultar os atores mais relevantes: os acionistas. (págs. 1 e A3)
Bancos estrangeiros criam gestoras no País
O crescimento da indústria de fundos no Brasil, a adoção da estrutura de arquitetura aberta para a distribuição dos produtos e a abertura para aplicação em ativos no exterior têm atraído as assets estrangeiras. O Goldman Sachs está estruturando uma gestora de recursos no Brasil e já criou seu primeiro fundo de ações, com recursos próprios. O banco Fortis, que integrou o consórcio que comprou o Banco ABN Amro, junto com Santander e o Royal Bank of Scotland (RBS), também criou uma gestora no País, assim como o Royal Bank of Canadá.Com o crescimento dos fundos multimercado, a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) estuda reformular a classificação para essa categoria, baseada nas estratégias adotadas pelos gestores. (págs. 1 e B1)
Extrativismo põe em risco indústria brasileira
Os processos de valorização do real frente ao dólar e das commodities ocorridos nos últimos anos impulsionaram o setor extrativista brasileiro a ponto de promover uma mudança na estrutura industrial do País. Estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) revela que esse crescimento ocorreu em detrimento da indústria de transformação.Essa alteração, pouco comum em economias emergentes, pode fazer com que as importações de manufaturados, hoje vistas como um fenômeno conjuntural, se incorporem de vez ao sistema econômico do País. Caso a cotação dos produtos básicos recue, essa situação traria dificuldades para a balança comercial e, conseqüentemente, para o equilíbrio externo do País. “Estamos criando uma nova vulnerabilidade para o Brasil”, diz Júlio Gomes de Almeida, consultor do instituto.Diante do quadro, os investimentos estão cada vez mais concentrados. De um total de 27 setores, oito são responsáveis por 70% do investido, a indústria extrativa figura entre os primeiros. Nas duas últimas décadas a indústria perdeu participação no Produto Interno Bruto (PIB), muito embora tenha aumentado sua capacidade de competir e também sua produtividade. “Isso reflete a descontinuidade de cadeias produtivas.”(págs. 1 e A7)
Monsanto promete soja que já vem com ômega 3
As empresas de biotecnologia não estão mais de olho apenas no produtor que usará a sua semente, mas no consumidor final do grão. Pelo menos é o que se vê nos projetos apresentados na Farm Progress Show, em Bonne (Iowa, Estados Unidos).Entre as promessas da Monsanto Company está uma soja com 20% de ômega 3 (substância que preserva o sistema circulatório e retarda o envelhecimento). Segundo o pesquisador David Songstad, a proposta é produzir em 1 hectare de soja o equivalente a 25 mil postas de salmão. O projeto prevê incorporar à planta o gene da alga que é base do alimento do peixe e responsável por esse atributo nutricional. (págs. 1 e C10)
Cosan anuncia entrada no mercado imobiliário
Depois de anunciar este ano a compra da Esso Distribuidora, inovando em verticalização na cadeia sucroalcooleira, o grupo Cosan, um dos maiores produtores de açúcar e álcool do mundo, comunicou a entrada em um outro ramo de negócios: o imobiliário. Em reunião com analistas de mercado, o diretor de Relações com Investidores, Paulo Diniz, anunciou ontem a criação da Radar, empresa que atuará na compra e venda de terras em regiões estratégicas do Brasil. O projeto terá a parceria de um grupo dos Estados Unidos, cujo nome não foi revelado. O parceiro estrangeiro investirá US$ 150 milhões na primeira fase do projeto e a Cosan, outros US$ 35 milhões. “Não achamos que como produtora de açúcar e álcool a companhia terá um futuro brilhante, por isso, a atuação em toda a cadeia”, justifica Diniz.A companhia brasileira também divulgou o investimento total de construção de seu alcoolduto: R$ 1,64 bilhão, aplicado por todos os sócios no projeto. A criação da Uniduto Logística S.A. é uma parceria entre a Cosan, a Copersucar e a Crystalsev, mas está aberta à entrada de outras empresas. Em março passado, o grupo havia anunciado um valor de R$ 1,5 bilhão.A Uniduto irá construir e operar um alcoolduto ligando o terminal portuário de Santos (SP) — que terá melhorias — e a cidade de Paulínia (SP), com ramificações para as cidades de Conchas e Ribeirão Preto. A expectativa é de que o alcoolduto reduza os custos de logística de 35% a 40% — de R$ 95 por metro cúbico (m3) para R$ 57 por m3. (págs. 1 e A7)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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terça-feira, agosto 26, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "LÁ VEM O SAL" (`HERE COMES THE SUN (`SALT`...)

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CACCIOLA [In:] QUENTINHA REQUENTADA. OPS!!! "REQUINTADA"

Rio vai apurar se Cacciola recebeu lagosta na prisão
O ex-banqueiro Alberto Salvatore Cacciola, de 64 anos, será ouvido em sindicância aberta para apurar denúncias de que ele estaria recebendo regalias no Presídio de Bangu 8, onde cumpre pena há 40 dias por gestão fraudulenta e peculato. Segundo denúncia recebida pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Cacciola teria feito refeições requintadas, como lagosta e salmão, compradas em um restaurante da Barra da Tijuca. Os dois pratos custam, no total, R$ 170. O advogado do preso nega.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse hoje que o caso será "apurado a fundo". "Vamos agir com dureza, até porque o que vale para Chico também vale para Francisco. E o governo não compactua com este tipo de coisa", afirmou.
O advogado de Cacciola, Carlos Eli Eluf, disse que a denúncia é "mentirosa" e que beira as "vias da hilariedade e da insanidade". De acordo com o advogado, o ex-bancário é alérgico a frutos do mar e não poderia ter comido lagosta. Além disso, o fato de manter um cardápio refinado dentro da cela traria risco de vida para Cacciola, alega Eluf.
"O senhor Cacciola divide uma cela com 34 pessoas. Ele não vai comer lagosta ou salmão enquanto 33 presos almoçam arroz com feijão, porque iria arrumar uma animosidade tão grande dentro da cela que poderia até ser morto. Isso é impossível", afirmou. Eluf lembrou que os presos podem receber alimentos da família. "Mas ele nunca recebeu lagosta nem salmão. Isso é uma campanha dirigida para difamá-lo", afirmou.
A quentinha com o que sobrou das refeições teria sido encontrada na cela em que está Cacciola. Segundo a assessoria de imprensa da Seap, não há irregularidade se o ex-banqueiro tiver recebido as refeições nos dias de visita (segundas e sextas-feiras), quando a família pode levar alimentos. Do contrário, teria havido facilitação de agentes.
Essa não é a primeira informação de regalias dentro de Bangu 8, destinado a autoridades, policiais e detentos com nível superior, e onde também estão presos os ex-chefes de Polícia Álvaro Lins e Ricardo Hallack, o deputado estadual Natalino Guimarães e seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho. Na semana passada, os agentes encontraram R$ 10 mil numa das celas - cada preso pode receber das famílias R$ 100 semanalmente para pequenas despesas emergenciais, como compra de medicamentos. A secretaria não informou a quem pertence o dinheiro.
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AE/Ag.Estado.
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

26 de agosto de 2008
O Globo
Indústria da invasão em favelas cobra até ‘luvas’
A indústria da invasão para criação de favelas ganhou no Rio proporções tão alarmantes que agora é feita até por servidores públicos e com cobrança de “luvas” – valor extra exigido de quem aluga um imóvel. O funcionário municipal Dorceli Pereira organizou, por exemplo, a invasão do terreno onde nasceu a Favela Vila Taboinhas, em Vargem Grande: por R$ 500, os interessados podiam erguer barracos no lugar. Pelo menos 1.455 novas invasões ocorreram no Rio, em um ano e meio, revela a terceira reportagem da série Favela S/A. O governador Sérgio Cabral defendeu a criação de zonas francas, com incentivos fiscais e tributação simplificada, para combater a informalidade nas favelas. (págs. 1, 13 a 15)
Em vez de educação, submarino com Pré-Sal
Apesar de o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff dizerem que os recursos obtidos com o petróleo abaixo da camada de sal serão usados prioritariamente em educação, o ministro Nelson Jobim já planeja destinar parte do dinheiro para fazer um submarino. O governo montará um “livro branco” com informações do Pré-Sal. (págs. 1, 12, 21, 22 e editorial “Nivelar por baixo”)
Minc: não vai ter plantio nem usina de cana no Pantanal (págs. 1 e 12)
Governo vai dar ainda mais dinheiro ao COB
O Ministério do Esporte aumentará a verba destinada ao COB, mas, inspirado no modelo chinês, quer fixar metas e investir em modalidades individuais. A Grã-Bretanha gastou R$ 17 milhões por medalha em Pequim, menos do que os R$ 53 milhões do Brasil. (págs. 1, 37 e editorial “Tombo em Pequim”)
Desnutrição caiu mas fome ainda é dilema
No ano do centenário do nascimento de Josué de Castro (autor de “Geografia da fome”), o Brasil constata que o drama hoje é o da insegurança alimentar. A desnutrição aguda caiu 46% em dez anos. (págs. 1, 26 e 27)
César promove irmã para não demiti-la
Para manter a irmã na prefeitura, César Maia promoveu-a a secretária de Eventos. O Supremo Tribunal Federal proibiu o nepotismo, mas a medida não atinge o secretariado. (págs. 1, 9 e Luiz Garcia)
UPA pra lá e pra cá
As Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), do governo estadual, tornaram-se ontem a vedete do debate eleitoral no Rio. Ao gravar numa UPA, Eduardo Paes (PMDB) foi acusado de usar a máquina do estado por adversários que prometem até municipalizar essas unidades. (págs. 1 e 3)
Brasil já tem seis Obamas nas eleições
Um candidato a prefeito e cinco a vereador se registraram no TSE como Obama ou Barack Obama, numa “homenagem” ao postulante democrata à Presidência dos Estados Unidos. (págs. 1 e 4)
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Folha de S. Paulo
Reitor da Unifesp cai após denúncias
O reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Ulysses Fagundes Neto, renunciou ao cargo. A decisão foi tomada depois da divulgação pela Folha de relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre irregularidades nos gastos de viagem entre 2006 e 2007. Segundo o TCU, o reitor usou indevidamente recursos do Estado, cometeu desvio de finalidade, burlou o regime de dedicação exclusiva e fez viagens não autorizadas ou com prazo superior ao necessário. Os fiscais propõem a devolução de R$229.550,06 ao erário. “Infelizmente, o envolvimento do meu nome no noticiário recente sobre gastos realizados em viagens de trabalho exige de mim tempo e disposição para minha argumentação e defesa”, escreveu Fagundes Neto em carta-renúncia. O Ministério da Educação declarou vago o cargo. O vice-reitor Sérgio Tifik, assumiu interinamente e agoras tem até 60 dias para realizar o processo de escolha do novo titular. (págs. 1 e Brasil)
Crédito é o maior desde o início do Plano Real
Apesar de os juros de empréstimos bancários em julho terem sido os mais altos em 20 meses, o volume de crédito no país é o maior desde o início do Plano Real. Segundo o Banco Central , o total de empréstimos bancários no final do mês passado era de R$1,086 trilhão – valor igual a 37% do PIB (Produto Interno Bruto). Para analistas, a relação entre crédito e PIB poderá passar de 40% até o fim do ano – ainda abaixo da média de outros países emergentes, que registraram até 70%. Com alta na venda de automóveis, o total de operações de leasing por pessoas físicas superou contratações por empresas, o que não ocorria há oito anos. (págs, 1 e B1)
Juiz poderá pela internet penhorar carro de devedor
Os juízes poderão a partir de hoje bloquear, pela internet, carros para pagamento de dívidas determinadas pela Justiça. O sistema on-line de restrição judicial de veículos permite identificar o proprietário, penhorar o carro e ordenar o bloqueio de licenciamento, transferência e circulação. (págs. 1 e C6)
STF inicia debate sobre aborto de feto anencéfalo
A CNBB abre hoje a primeira de três audiências públicas no STF sobre a hipótese de interrupção da gravidez em caso de anencefalia do feto. A entidade usará argumentos religiosos e científicos contra a medida. Outras entidades como a Católicas pelo Direito de Decidir, também opinarão.(págs. 1 e C7)
Parlamentares de RR querem arrozeiros em reserva indígena
Às vésperas do julgamento no STF que pode rever os limites da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR), todos os deputados estaduais e congressistas do Estado se dizem contra o modo como a área foi homologada – em terra contínua e com saída dos não-índios. Deputados chamam a demarcação de “fraude” e argumentam que a saída dos arrozeiros prejudicará a economia do Estado. (págs. 1 e A8)
Artigo: João Pereira Coutinho
Órfãos do marxismo adotaram a moda do aquecimento global: A moda do aquecimento global foi sobretudo adotada por órfãos do marxismo, que substituíram uma religião secular por outra. Hoje, o verde é o novo vermelho. O combate à fome, à doença, à proliferação nuclear e ao terrorismo são causas mais prementes. (págs. 1 e E8)
DinheiroPetrobras e Bolsas do exterior fazem Bovespa cair 2,5%. (págs. 1 e B10)
Editoriais
Leia "Efeitos da máquina", sobre números da corrida eleitoral; e "O desafio da cana", acerca de trabalho no campo. (págs. 1 e A2)
Foto
Policial militar domina cortador de cana em Pontal (SP), durante confronto em que três foram presos e seis , feridos;a PM foi chamada para cumprir liminar que garantia a saída de ônibus com trabalhadores que não aderiram à greve dos cortadores. (págs. 1 e B12)
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O Estado de S. Paulo
Crédito cresce apesar do aumento dos juros
Famílias e empresas brasileiras recorrem cada vez mais ao crédito, apesar da alta dos juros. Relatório do Banco Central divulgado ontem mostra que, em julho, o volume total de financiamento cresceu 1,7% e atingiu R$ 1,067 trilhão, o equivalente a 37% do PIB. É o maior nível desde janeiro de 1995. Enquanto isso, os juros médios do sistema financeiro – levando-se em conta as taxas para pessoas físicas e jurídicas - foram de 39,4% ao ano, o patamar mais alto em um ano e sete meses. Para os consumidores, as taxas são mais elevadas, ficando na média em 51,9%. O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, avalia que o aumento da renda tem dado segurança aos brasileiros para tomar financiamentos. “Isso permite que uma operação mais cara continue cabendo no orçamento das famílias”, diz ele. (págs. 1, B1, B3 e B4)
Lula acha que desempenho brasileiro foi razoávelO presidente Lula afirmou, em seu programa semanal de rádio, que a participação do Brasil na Olimpíada foi “razoável”. Pediu que prefeituras, estados e empresários invistam no esporte para que o País tenha um desempenho melhor nos Jogos de Londres, em 2012. Ele se disse frustrado com os resultados obtidos pelo futebol e elogiou a seleção feminina. (págs. 1 e E1)
STF vai definir regra geral para demarcação de terras
O julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a extensão e o formato da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, servirá de base para outras disputas no STF. Há 144 ações na corte sobre demarcação de terras indígenas na Bahia, Pará, Paraíba, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Segundo o ministro Carlos Ayres Brito, o julgamento servirá de exemplo para casos semelhantes. (págs. 1 e A4)
Permissão para aborto de anencéfalo terá restrições
O Supremo Tribunal Federal deverá permitir a interrupção de gestação de fetos com anencefalia. Mas é provável que os ministros imponham preucações para que se comprove, de fato, tratar-se de feto com anomalia. (págs. 1 e A16)
Brasil é o 4º em consumo de água engarrafada
A água engarrafada é a bebida que mais cresce no mundo. O Brasil já é o quarto maior mercado, atrás apenas de EUA, México e China. Ativistas alertam, no entanto, que o custo ambiental é alto. (págs. 1 e A19)
Lobbies de energia bancam festas de democratas
Os lobbies de energia são um dos maiores patrocinadores de festas para delegados e parlamentares na convenção democrata. Energia, relata a correspondente Patrícia Campos Mello, é o tema central da eleição. (págs. 1 e A15)
Alckmin e Kassab já trocam ataques na campanha
A redução da distância entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) nas intenções de voto elevou a tensão entre os dois. Para Kassab, a candidatura Alckmin a prefeito de São Paulo é “incoerente”. O tucano ataca o atendimento à saúde. (págs.1 e A7)
Multas aplicadas pela PM triplicam em São Paulo
A Polícia Militar triplicou sua participação nas multas aplicadas em São Paulo. Até 2002, quando foi extinto o Comando de Policiamento de Trânsito, entre 4% e 6% das autuações eram de Pms. Em julho, foram 17,9%. (págs. 1 e C1)
Ruim é o gasto, não a conta
O ponto importante ao anunciar mudanças na contabilidade, o ministro Guido Mantega pretende apenas modificar a apresentação das contas ou tornar a política fiscal mais austera? (págs. 1 e A3)
Produtor de peixe
Xico Graziano: País não precisa de ministério para engrandecer sua aqüicultura. (págs. 1 e A2)
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Jornal do Brasil
César Maia dribla lei contra nepotismo e promove irmã
O prefeito César Maia achou uma forma de driblar a decisão do Supremo Tribunal Federal que proíbe nepotismo: exonerou a irmã Ana Maria Maia da Subsecretaria Especial de Eventos e a nomeou titular da recém-criada Secretaria Especial de Eventos. O cargo, considerado político, é a exceção admitida pelo STF. O prefeito, que mantém outros cinco parentes no quadro da prefeitura, admite a manobra para escapar da regra. (págs. 1 e Eleição A4)
Procuradoria pede que Daniel Dantas volte à prisão
O subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves pediu ao Supremo Tribunal Federal a revisão da liminar do presidente do órgão, Gilmar Mendes, que mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas, preso durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Ainda cabe ao STF a manifestação final sobre a decisão de Mendes. (págs. 1 e A6)
CNJ começa a apurar tráfico de influência no Rio
O Conselho Nacional de Justiça e a AOB do Rio começam esta semana a apurar as operações de tráfico de influência do advogado Marlan Jr. no leilão da sede do Sindicato Nacional dos Aeroviários. Para o corregedor do CNJ, ministro César Asfor Rocha, as denúncias contra o advogado são “graves e contundentes”. (págs. 1 e Tema do dia A2 e A3)
Em um site, tudo sobre sua saúde
Um novo portal na internet, chamado Idmed, promete tornar mais ágeis e precisos os atendimentos clínicos e hospitalares no Brasil. O próprio usuário monta seu histórico detalhado e obtém um cartão pessoal com senha para acesso dos seus médicos. (págs. 1, Vida, Saúde & Ciência A24)
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Correio Braziliense
Conta de luz mais barata
A partir de hoje, o preço da energia residencial no Distrito Federal ficará 3,26% menor. A redução, decidida pela Agência Nacional de Energia Elétrica, vale até 2009. É o terceiro ano seguido que o valor da eletricidade vendida no DF é rebaixado — queda de 1,5% em 2006 e de 3% no ano passado. Em 2008, a notícia poderia até ter sido melhor para o brasiliense. A princípio, a tarifa deveria cair 5,1%.Mas a CEB pediu que o percentual fosse revisto, alegando ter registrado ao longo dos últimos 12 meses custos operacionais acima dos previstos. O presidente da empresa, José Jorge, reclamou. “O lado bom é que os consumidores vão poder pagar menos. Mas o lado ruim é que dá um sinal de que a energia é abundante e incentiva o consumo, além de dificultar os investimentos.”(págs. 1 e 16)
Campanha foi só “razoável”, afirma Lula
Em seu programa semanal de rádio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez leve crítica à delegação brasileira nas Olimpíadas. Ele convocou prefeitos, governadores e empresários a se integrarem na promoção desportiva. “Nós precisamos levar mais a sério essa questão do esporte brasileiro”, disse. (págs. 1, 35 a 37 e 44)
Equipamento médico ao deus-dará
Terceira reportagem da série mostra uma das faces mais cruéis da corrupção sobre o sistema de saúde do Brasil: enquanto a população pena sem diagnóstico ou atendimento adequado, mamógrafos, sondas, aparelhos de raios x, monitores cardíacos e ecógrafos mofam nos hospitais públicos. (págs. 1, 6 e 7)
Ameaça de morte contra testemunha
Segurança foi ameaçado por testemunhar a entrada de um colega na direção-geral do Senado, em plena madrugada, três dias antes de a Polícia Federal fazer uma busca no lugar. Suspeita é de ocultação de provas. Lobista acusado de fraude tinha sala no gabinete do primeiro-secretário Efraim Morais (DEM-PB).(págs. 1, 2 e 3)
Condenados ao estresse
Em mais uma rodada do vaivém judicial em torno dos bichos do Le Cirque, 23 animais desembarcam no DF após 35 horas de viagem e ficam no zôo. É a terceira vez que são recolhidos pelo Ibama. Advogado do circo vai recorrer ao STJ. (págs. 1 e 29)
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Valor Econômico
China já é o segundo país em comércio com o Brasil
O aumento do preço das commodities, o forte crescimento chinês e a demanda aquecida das famílias brasileiras ajudaram a China a ultrapassar a Argentina e ocupar o segundo lugar entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Nos 12 meses encerrados em julho, a corrente de comércio(soma de exportações e importações) chegou a US$ 31,9 bilhões entre os dois países. O valor supera os US$ 29,3 bilhões do comércio com a Argentina em igual período e só perde para os US$ 49,2 bilhões das trocas com os Estados Unidos, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento. Os empresários vêem esse quadro com preocupação, pois identificam uma "complementariedade perversa" no comércio com a China. Enquanto os chineses compram petróleo, soja e minério de ferro, o Brasil importa bens manufaturados vindos do outro lado do mundo. "A China vai consolidar a segunda colocação como parceiro do Brasil, mas não há vantagem nisso porque o comércio é desequilibrado no conteúdo", disse Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do departamento de Comércio Exterior da Fiesp. "Exportamos matérias-primas e importamos bens de consumo, como sapatos e têxteis, e até máquinas. É uma concorrência aguda, que constrange a produção local". Na avaliação do secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, essa é uma "visão simplista" sobre a relação entre os dois países. Ele observa que a maior parte das importações de produtos chineses é de bens de capital e intermediários. "Estamos renovando o parque industrial brasileiro com insumos chineses". A China já havia superado a Argentina no início de 2007 e a distância só aumentou. Nos últimos 12 meses, o Brasil importou US$ 17 bilhões da China e US$ 12 bilhões da Argentina. Depois de superávits expressivos em 2003 e 2004, o país agora amarga perdas crescentes, com o déficit atingindo US$ 2,6 bilhões em 12 meses. Com a Argentina, o superávit é de quase US$ 5 bilhões no período. (págs. 1 e A3)
Penhora extrajudicial
Governo Federal prepara um pacote para agilizar a cobrança de dívidas tributárias. A medida mais polêmica prevê a possibilidade de penhora de bens ainda na fase da cobrança administrativa. (pág. 1 e A7)
Luizianne lidera em Fortaleza
A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, enfrenta pela segunda vez os dois principais caciques do Estado – o senador Tasso Jereissati (PSDB) e o deputado federal Ciro Gomes (PSB) - , além da hostilidade das igrejas pentescotais, que em outdoors a chamam de Jezebel, princesa fenícia que combatia os profetas. Com o início do horário eleitoral gratuito, Luizianne ultrapassou seu principal concorrente, o deputado federal Moroni Torgan (DEM), que ressuscitou a participação política do Centro Industrial do Ceará (CIC) em sua tentativa de chegar à Prefeitura. Luizianne mantém a aliança com o governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, e reclama a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Fortaleza foi a capital petista que lhe deu maior percentual de votos. Ele nos deve isso.” Diz que Tasso, a quem chama de 'coronel eletrônico', teme a consolidação de um projeto alternativo de poder.(págs. 1 e A10)
Idéias:
Raymundo Costa: PSDB e Dilma discutem lei de agências reguladoras. (págs. 1 e A8)
Petrobras 'gira' menosPolêmica sobre o futuro do petróleo da camada pré-sal afugenta investidores dos papéis da Petrobras. Ontem, o giro foi de apenas R$ 550 milhões, frente à média de R$ 1,5 bilhão de maio. (págs. 1 e D2)
Idéias:
Delfim Netto: violenta política de juros 'tempestiva' tem pouco suporte na 'boa teoria' e na 'boa prática'.(págs. 1 e A2)
Energia mais caraCom aumento superior a 400% no mercado livre desde 2004, os preços da energia elétrica vão continuar em alta pelo menos até 2012, puxados pela oferta apertada e pela geração termelétrica. (págs. 1 e B1)
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Gazeta Mercantil
Fisco dos EUA pode fiscalizar no Brasil
Um acordo assinado entre a Receita Federal do Brasil e os Estados Unidos, que ainda depende da aprovação do Congresso Nacional, está causando polêmica entre advogados e empresários. O tratado prevê a troca de informações tributárias entre os dois países. Permite ainda que, além do Fisco americano, FBI e CIA também fiscalizem contribuintes brasileiros. Os Estados Unidos têm acordos semelhantes com países considerados da black list, como os paraísos fiscais, Colômbia (devido ao narcotráfico) e México (para evitar imigração ilegal). “A assinatura desse acordo é ruim para a imagem internacional do País porque pode dificultar acordos de bitributação com outros países que podem considerar o Brasil um país da black list”, diz o advogado Antonio Carlos do Amaral, representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).Além disso, especialistas afirmam que o acordo internacional é inconstitucional. Primeiro, porque somente o presidente da República pode assinar um tratado internacional (a assinatura brasileira é da Secretaria da Receita Federal) e segundo porque cidadãos brasileiros têm o direito de privacidade contra investigações estrangeiras. “O agente que terá acesso aos dados não é apenas do Fisco americano, pode ser do FBI ou CIA”, diz o advogado Ives Gandra da Silva Martins.A Receita Federal rebate as discordâncias. Para o chefe da assessoria de assuntos internacionais da Receita, Marcus Vinicius Vidal Pontes, o tratado não fere a Constituição porque o presidente delegou a assinatura ao secretário da Receita. E nenhum cidadão será enfrentado diretamente por órgão estrangeiro, competência esta somente dos agentes fiscais brasileiros. (págs. 1 e A9)
Mudanças na Lei do Petróleo apenas em 2009
O Palácio do Planalto está criando uma estratégia para diminuir as tensões políticas no Congresso, criar um ambiente positivo para o governo e, só então, enviar propostas concretas para alterar o marco regulatório do petróleo e do gás. As preocupações do Planalto incluem mudanças nas regras de exploração de petróleo na camada do pré-sal, além de modificações no sistema de distribuição de royalties para estados e municípios. O governo avalia que apenas em 2009 será viável a aprovação de projetos mais difíceis no Congresso. Em 2010, será muito complicado aprovar matérias polêmicas. No caso do pré-sal, a expectativa é de que mudanças sejam apresentadas e votadas no ano que vem. (págs. 1 e A7)
Primeiro Plano – Consumidores mais confiantes
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apurou alta de 6,2% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC). As desacelerações da inflação, como a do IPC-S, que teve alta de 0,24%, animam os consumidores. (págs. 1, A4 e A6)
Sistema Financeiro – Operações de crédito batem novo recorde (págs. 1 e B2)
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segunda-feira, agosto 25, 2008

XÖ


"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

25 de agosto de 2008

O Globo
Aluguéis em favelas do Rio rendem 107 milhões
O mercado informal de aluguéis em favelas na cidade do Rio movimenta pelo menos R$ 107 milhões por ano, de acordo com cálculo feito pelo economista Ib Teixeira. São 35.500 casas alugadas (12% do total), construídas sem licença e em áreas com infra-estrutura precária (...) (págs. 1, 10 e 11)
Interior já supera o Rio da Capital
Impulsionada por pólos industriais, a região interiorana do Rio ganhou força e ampliou sua participação na economia fluminense, de 35% em 1997, revela pesquisa exclusiva da Fundação Cide (...) (págs. 1 e 17)
Jandira parte para o ataque a Eduardo Paes
A campanha no Rio esquentou após a pesquisa Datafolha mostrar que a disputa está mais embolada. Jandira Feghali (PCdoB) partiu para o ataque a Eduardo Paes (PMDB), para quem perdeu o segundo lugar (...) (págs. 1 e 3)
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Folha de S. Paulo
Arrecadação sobe, e dívida dos Estados bate recorde
Após dez anos praticamente impedidos de aumentar suas dívidas, os governos estaduais retomaram o endividamento. Até a semana passada, obtiveram autorização do Tesouro para tomar R$ 9,5 bilhões em dívidas. O valor é de 281% superior a tudo o que foi emprestado no ano passado (...) (págs. 1 e B1)
Barbosa diz que esperavam um negro submisso no Supremo
O ministro Joaquim Barbosa nega que seja “encrenqueiro” e atribui os recentes atritos com seus colegas à defesa que faz de “princípios caros à sociedade”, como o combate à corrupção.Em entrevista à Folha, diz que “enganaram-se os que pensavam que o Supremo Tribunal Federal iria ter um negro submisso”. Barbosa é o primeiro negro da Instituição (...) (págs. 1 e A16)
Reitor da Unifesp é acusado de gasto irregular de R$ 230 milFiscalização do TCU aponta que Ulysses Neto usou verba pública em viagens ao exterior para comprar itens de luxo e atuar como consultor. (págs. 1 e A10)
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O Estado de S. Paulo
Brasil lidera investimento entre países emergentes
O Brasil teve a maior alta de investimentos diretos estrangeiros entre as economias emergentes do mundo entre 2006 e 2007, à frente de China, Índia e Rússia, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) (...) (págs. 1, B1 e B3)
Tucanos inauguram comitê com KassabUm grupo de tucanos esteve ontem na inauguração do comitê de campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em Itaquera. Não pouparam elogios ao candidato que, segundo o instituto Datafolha, aproxima-se de Geraldo Alckmin (PSDB), em segundo nas pesquisas. (págs. 1 e A4)
Denúncia de tráfico de drogas cresce 21,4% em SP
O número de denúncias sobre tráfico de drogas aumentou 21,4% no Estado de janeiro a julho de 2008. O telefone 181 foi acionado 26.694 vezes, com informações sobre comércio de cocaína, maconha, crack e ecstasy. São Paulo, Sorocaba e Guarulhos lideram o ranking. (págs. 1 e C1)
Objetivo de convenção é ‘americanizar’ Obama
A mulher de Barack Obama, Michelle, vai abrir hoje a convenção democrata. O objetivo do evento é “americanizar” Obama, visto por eleitores como alguém sem raízes nos EUA. (págs. 1 e A12)
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Jornal do Brasil
Petrobras avança no pré-sal
A Petrobras quer expandir as fronteiras do pré-sal já concedido à iniciativa privada para se antecipar à proposta de criação da Petrosal, estatal encarregada de manter entre brasileiros os recursos dos campos gigantes. Em artigo, o deputado Miro Teixeira insiste na parte do Rio nos royalties. Em editorial, o JB defende a co-existência das estatais. (págs. 1, Economia, A17 e Editorial A8)
Ação tenta anular golpe de Marlan Jr.
A secretária-geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, informa que a entidade vai tentar, na Justiça, anular o leilão de sua sede, que o JB revelou ter sido arrematada pelo advogado Marlan de Moraes Marinho Júnior, em operação envolvendo seu irmão, juiz da 24ª Vara Cível do Rio. (págs. 1, País A6)
MP investiga ganhos de 22 vereadores
Quase metade dos 48 vereadores que tentarão a reeleição em outubro já estão sendo investigados pelo Ministério Público Estadual do Rio, por suspeita de enriquecimento ilícito ou improbidade administrativa. O JB teve acesso exclusivo à lista do MP com nomes e números e inquéritos. (págs. 1, Tema do dia A2 e A3)
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Correio Braziliense
R$ 74 milhões do banheiro para o ralo
Segunda reportagem da série do Correio/Estado de Minas sobre a má gestão dos recursos da saúde mostra como uma pequena fortuna destinada à construção de “módulos sanitários domiciliares” para famílias de baixa renda desapareceu em banheiros fantasmas. Em algumas casas, as obras até começaram, mas não foram concluídas. Em outras, a construção inacabada já se deteriorou. E, num exemplo claro de desvio de verbas, a Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou os banheiros do programa em bares, igrejas e estabelecimentos comerciais. (págs. 1, Tema do Dia, 2 e 3)
223 mil aposentados no Distrito Federal recebem, a partir de hoje, a antecipação do 13º salário
Começa nesta segunda, e vai até 5 de setembro, o pagamento da primeira parcela do 13º a cerca de 22,1 milhões de aposentados do INSS. A estimativa é de que a antecipação do benefício injete mais de R$ 7 bilhões na economia brasileira, sendo R$ 85,2 milhões em Brasília. (págs. 1 e 10)
Apreensão de LSD mostra Brasília na rota do tráfico
Drogas sintéticas chegam pelo correio em correspondências comuns, livros e até CDs vindos da França e da Holanda. As duas rotas são consideradas novas pela polícia — que, no último dia 13, prendeu dois jovens na região do Sudoeste e da Octogonal com 575 papelotes. (págs.1, 17 e 18)
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Valor Econômico
Terceirização perde espaço nas empresas
Por motivos diversos e em um movimento oposto à tendência de terceirização que ganhou força a partir da década de 90, empresas como Brasil Telecom, Avis e Getronics integraram à folha de salários profissionais que forneciam serviços a empresas por elas contratadas - serviços originalmente realizados por seu quadro funcional. A reversão do modelo responde à maior fiscalização do Ministério do Trabalho, à busca de ganhos de eficiência e ao crescimento da economia (...) (págs. 1 e A4)
Bancos neutralizam alta da CSLL
O aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) neste ano foi neutralizado no balanço da maioria dos bancos e não teve impacto contábil - ao menos temporariamente. Acionistas e controladores ainda não tiveram seus dividendos afetados pela majoração do imposto (...) (págs. 1 e C1)
Nossa Caixa e BB debatem valor de ativos
Surgiram nas negociações de incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil divergências sobre valores de ativos que serão incorporados. A cúpula do BB e o governo paulista têm pontos de vista diferentes sobre depósitos judiciais, folha de pagamento de servidores e a conta única do Tesouro paulista (...) (págs. 1 e C8)
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Gazeta Mercantil
Petróleo criará pólo de equipamentos pesados
Os investimentos em exploração de petróleo e as novas descobertas realizadas na camada pré-sal serão suficientes para viabilizar a estruturação de um pólo industrial capaz de produzir equipamentos para a indústria petrolífera mundial. A Petrobras planeja investir US$ 97,4 bilhões até 2012. Várias companhias devem aplicar mais US$ 30 bilhões na exploração(...) (págs. 1 e A6)
Petrobras avança exploração para áreas além de Tupi e CariocaA Petrobras começa a expandir seu trabalho de exploração em áreas menos “badaladas” do pré-sal para realizar novas descobertas na extensa faixa de petróleo que vai de Santa Catarina ao sul do Nordeste. Depois de anunciar campos promissores como os de Tupi e Carioca, a estatal começou a perfurar duas áreas no litoral catarinense e a expectativa é encontrar hidrocarbonetos tanto em cima como embaixo da camada de sal. (págs. 1 e C1)
PIB potencial só cresce com menos gargalos
O Produto Interno Bruto (PIB) potencial do Brasil ainda está bem aquém do necessário para colocar o País em rota de crescimento robusto, sustentável e sem pressões inflacionárias. Cálculos de economistas indicam que esse número estaria entre 3% e 4,5%. Para elevar esse nível, é necessário retirar entraves do caminho, como os gargalos em infra-estrutura, a má qualidade do gasto público, as baixas taxas tanto de investimento quanto de produtividade, além de questões regulatórias em aberto. (págs. 1 e A7)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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domingo, agosto 24, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS"

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Deus no palanque

A disputa religiosa é a segunda maior causa de guerras na história da humanidade. A primeira é, obviamente, a conquista territorial para garantir a subsistência e a sobrevivência. Nesta questão primordial, o ser humano não se distingue das outras espécies animais que se engalfinham em busca do espaço vital para produzir alimento, agasalho e a preservação do grupo. Asseguradas as necessidades biológicas, os animais ditos racionais passam a guerrear-se para impor suas crenças.
Lamentável: a vantagem competitiva oferecida pela racionalidade em vez de pacificar os instintos só os exacerba. Em termos concretos significa que a busca da paz genuína compreende um esforço ostensivo dos envolvidos para retirar da pauta dos contenciosos todos os ingredientes capazes de fomentar o fervor religioso ou a ferocidade confessional.
Em outras palavras: é preciso tirar Deus da arena política. Há indícios de que isto está acontecendo na Europa – prova de que o Velho Mundo ainda é uma referência – porém na Ásia e na África religião é dinamite pura. No mitológico Novo Mundo, sempre associado à imagem de liberdade, a religião foi imposta a ferro e fogo. Na parte setentrional do continente, mais de cinco séculos depois da chegada de Colombo, encontramos uma situação não muito diferente daquela que existia em 1492, quando a Espanha expulsava os mouros e os judeus do seu território.
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Nova dimensão
Hoje, nos EUA (segundo a Economist de 16/8, pág. 35), cerca de 90% dos cidadãos declaram-se religiosos, 63% acreditam que a Bíblia é a palavra divina e que religiosidade é prova de bom caráter. Apenas 42% dos norte-americanos afirmam que votariam num agnóstico ou ateu para a presidência enquanto 56% votariam num homossexual e 93% aceitariam um negro.
Esta exótica religiosidade numa comunidade tão diversificada e numa civilização tão materialista produz situações singulares como o primeiro encontro dos dois candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain, realizado no megatemplo do poderosíssimo pastor Rick Warren na Califórnia, semana passada. Obama veio para mudar, conseguiu ser pós-racial, pós-ideológico, mas não conseguiu ser pós-religioso. Sequer tentou.
Na Íbero-América, a conversão forçada dos nativos e a presença da onipotente, onisciente e implacável Inquisição criou um paraíso monolítico católico que agora começa a ruir diante do formidável avanço das seitas protestantes de variadas filiações. Sem o apoio das massas, certos grupos e ordens ligados ao Vaticano (como a Opus Dei) tentam barrar este avanço evangélico através de um grande empenho na área da comunicação social onde os evangélicos estão poderosamente inseridos.
As eleições de outubro têm tudo para transformar-se no primeiro round de um confronto formal e ostensivo entre evangélicos e não-evangélicos graças à presença de Marcelo Crivella (PRB) como candidato à prefeitura carioca. Sua eleição anterior para o Senado foi apenas um ensaio: sua postulação a um cargo majoritário, numa cidade-vitrine como o Rio de Janeiro, dá outra dimensão a uma disputa que em outras circunstâncias seria no máximo partidária. Agora é midiática, aos pés do Redentor, portanto religiosa.
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Milícia & bandidagem
Na antiga Cidade Maravilhosa está a sede do poderoso Grupo Globo, cujo maior competidor é a TV Record, carro-chefe da Igreja Universal, de propriedade do bispo-empresário Edir Macedo, tio do candidato Crivella, por enquanto líder nas pesquisas.
Crivella tem o apoio do governo federal, seu partido é o mesmo do vice-presidente da República e do ministro Mangabeira Unger, que aposta numa reedição da história de sucesso da Coréia do Sul, onde a opção pelo protestantismo foi estratégica.
Os desdobramentos de um eventual confronto são preocupantes. Embora administrada como empresa multinacional, a Igreja Universal adota um proselitismo agressivo. Seu poderio eleitoral, sobretudo nos segmentos menos favorecidos, pode potencializar conflitos subjacentes. Nas comunidades carentes do Rio onde atua, até a panfletagem precisa ser aprovada pela bandidagem ou pela milícia (o que vem dar no mesmo).
Deus nos palanques tira Marx da jogada. Religião deixou de ser o "ópio do povo", porém nada impede que se converta em "coração de um mundo sem coração e alma da condição desalmada". Guerras religiosas são insaciáveis. Mais nocivas do que as produzidas pela fome.
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Por Alberto Dines em 23/8/2008Reproduzido do Último Segundo, 22/8/2008
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