A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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terça-feira, setembro 16, 2008
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Manchete: EUA estatizam 3ª maior seguradora do mundoEm mais um capítulo da crise americana, o Federal Reserve decidiu injetar US$ 85 bilhões para salvar o AIG, a maior seguradora dos EUA e a terceira naior do mundo, com US$ 1,06 trilhão de ativos. Em troca, ficará com 80% das ações da empresa. A estatização foi o caminho escolhido após tentativas de tranferir a AIG para o Goldmam Sachs ou o JP MOrgan. No Brasil, o Unibanco AIG é a quarta maior seguradora do país com 600 mil clientes de planos de previdência e três milhões de apólices de seguro de vida. Antes do anúncio do Fed, o Unibanco informava que poderia assumir a participação da AIG no Brasil. O banco britânico Barclays concluiu a operação de compra de algumas operações do Lehmam Brothers por US$ 2 bilhões, mas os detalhes devem ser conhecidos hoje. Ontem o dia foi de recuperação de mercado: a Bovespa subiu 1,68% e o Dow Jones, em Nova York, 1,30%. (págs. 1 e 25 a 31)
Ministro quer serviço social obrigatórioO ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, defende serviço social obrigatório por um ano para jovens de 18 anos, mulheres inclusive, que não servirem às Foças Armadas. Ele quer que os jovens conheçam a realidade do país. (págs. 1 e 16)
Número 2 da PF é preso por corrupçãoO diretor-executivo da PF, Romero Menezes, segundo homem na hierarquia do órgão, foi preso por corrupção passiva e vazamento de informação. O próprio diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, deu voz de prisão a Menezes, que não foi algemado. A investigação apura fraudes da mineradora MMX no Amapá. Foram presos o irmão de Romeros e um diretor da MMX. (págs. 1 e 3)
'Chacina' do tráfico não deixa pistasPoliciais do Bope ocuparam ontem o Complexo do Alemão, mas não acharam qualquer pista da suposta guerra interna entre traficantes, que teria resultado em morte de oito bandidos. Um deles seria o chefe, o Tota, primeiro na lista de procurados. (págs. 1 e 17)
Paes: um Rio com mais ordem. E mais gastosSe eleito, Eduardo Paes (PMDB) quer promover ou manter medidas de ordem urbana, como as Apacs, e repressão a camelôs, vans, caminhões e outdoors. "Projeto bom vou manter, não mudo nem o nome", disse em sabatina no GLOBO. Mas não explicou de onde virão recursos para contratar mais médicos, professores e efetivar seis mil guardas municipais. (págs. 1 , 10 e 11)
Cesar ataca Crivella e a UniversalPara atingir o candidato Marcelo Crivella (PRB), o prefeito Cesar Maia divulgou denúncias de suposta ligação da Universal com o narcotráfico, feitas pelo pastor Caio Fábio - envolvido no dossiê Cayman. (págs. 1 e 4)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Com US$ 85 bi, EUA salvam seguradoraComo os grandes bancos americanos se recusaram a emprestar dinheiro para AIG, o governo dos EUA, depois de afirmar que não voltaria a ajudar o setor privado, decidiu emprestar US$ 85 bilhões para a maior seguradora mundial por meio do Fed (o banco central do país). Em troca, o governo terá como garantia 79,9% das ações da empresa. Segundo o “Financial Times”, o governo quer impedir que os atuais acionistas lucrem com o resgate. Pelo acordo, a direção da seguradora deverá ser demitida. O empréstimo será garantido por todos os ativos da seguradora (avaliados em US$ 1 trilhão em junho).Mesmo antes do anúncio, os mercados tiveram trégua relativa ao pessimismo. Em Nova York, O Dow Jones avançou 13%. No Brasil, a Bovespa subiu 1,68%. O dólar fechou em R$1,824. Bancos centrais ao redor do globo injetaram ao menos US$ 250 bilhões nos mercados. Os bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley anunciaram queda nos lucros, mas superaram as expectativas de analistas. (págs. 1 e Dinheiro)
Crise financeira dos EUA eleva o custo da dívida do Brasil(págs. 1 e B8)
Sindicatos vão à Justiça contra venda da Brasil Telecom à OiSindicatos de telefônicos de vários Estados preparam arrastão judicial para questionar a venda da Brasil Telecom à Oi. Órgão do RS já entrou com representação no Ministério Público Federal, alegando que o negócio cria um monopólio. A compra é condicionada a mudança do Plano Geral de Ourtogas que depende do presidente Lula. Além do movimento, há uma ação popular na 8º Vara da Justiça Federal de Fortaleza. As empresas não comentaram as iniciativas. (págs. 1 e B11)
Polícia Federal prende seu número 2A PF prendeu seu diretor executivo, Romero Menezes, suspeito de beneficiar o irmão com informações privilegiadas. O pedido de prisão partiu do Ministério Público federal do Amapá. Menezes recebeu voz de prisão da sede da PF, em Brasília, do diretor-geral do órgão, Luiz Fernando Corrêa. A Procuradoria apura se ele vazou informações da Operação Toque de Midas. Investiga-se a participação do grupo EBX, de Eike Batista, em suposto esquema de fraudes no AP. O irmão de Menezes e um diretor da MMX, ligada à EBX, tiveram prisão decretada. Em conversa com Corrêa, Menezes negou a acusação e pôs o cargo à disposição, o que foi aceito. Além do inquérito haverá processo administrativo disciplinar, que pode levar à demissão. (págs. 1 e A4)
Morales fecha acordo com os governadores oposicionistasO governo Evo Morales e os cinco governadores da oposição anunciaram a assinatura de um pré-acordo que pode permitir o fim negociado das turbulências na Bolívia. Três mesas de diálogos sobre os pontos de conflito serão formados amanhã. O governador de Pando foi preso, acusado de estar por trás da morte de ao menos 15 camponeses e de desrespeitar estado de sítio. (págs. 1 e A14)
EditoriaisLeia "Desaceleração geral" sobre efeitos da crise no Brasil; e "Mais energia e eficiência", acerca das usinas nucleares. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: BCs socorrem bancos com US$ 210 biOs bancos centrais dos países mais ricos do mundo tiveram de injetar ontem US$ 210 bilhões para acalmar o mercado, um dia após o anúncio da concordata do banco americano Lehman Brothers. O objetivo do socorro é dar aos bancos condições de honrar compromissos e manter o crédito, evitando uma seqüência de quebras das instituições. Apesar do socorro, o dia foi de intensa oscilação e pessimismo, ajudado pela decisão do Fed de manter os juros em 2%. O Ibovespa, que chegou a cair 4,45%, fechou em alta de 1,68%. O Dow Jones, em Nova York, teve recuo de 1,60% e depois se recuperou, subindo 1,30%.A tendência negativa no mercado mudou diante da informação de que o governo americano estuda salvar a seguradora AIG, a maior do país. Para os próximos dias, a previsão é de mais volatilidade. Analistas dizem que o clima em Nova York é de pânico. (págs. 1 e B1 e B11)
Unasul neutralizou ChávezO presidente Lula invocou Estado de Direito e democracia para costurar a posição da Unasul a favor do diálogo do boliviano Evo Morales com a oposição. O pragmatismo neutralizou a retórica de Evo e do venezuelano Hugo Chávez. (págs. 1 e A16)
Notas e informações: A parcialidade da UnasulO texto da Unasul sobre a Bolívia é um primor de parcialidade, por considerar o presidente Evo Morales, contra todas as evidências, como o paladino da “institucionalidade democrática”. (págs. 1 e A3)
Exército da Bolívia prende rival de EvoO Exército da Bolívia prendeu o governador do Departamento de Pando, Leopoldo Fernández, líder oposicionista acusado de ter ordenado a morte de 18 camponeses nos confrontos da semana passada. A oposição suspendeu a negociação de uma trégua com o governo, exigindo a libertação de Fernández, informa Renata Miranda. Por causa do conflito em Pando, mais de mil bolivianos e ao menos 30 brasileiros já fugiram para o Acre. A ONU acompanha o caso. (págs. 1 e A14)
Número 2 da PF é preso por corrupçãoSem algemas e longe das câmeras, o diretor executivo da Polícia Federal, Romero Lucena de Menezes, foi preso por decisão judicial. Ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas para um irmão, José Gomes de Menezes Júnior, que presta serviços à MMX, empresa de Eike Batista. O delegado também é investigado por supostamente favorecer uma firma do irmão. Menezes recebeu voz de prisão do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa. (págs. 1 e A4)
Dono da MSI fica livre de processoO STF anulou parte da ação contra o russo Boris Berezovsky, pivô do caso Corinthians-MSI. Os ministros apontaram erro do juiz Fausto de Sanctis – o mesmo da Operação Satiagraha. (págs. 1 e A6)
Marginal do Tietê terá até 11 faixas de cada ladoA Marginal do Tietê entrará em obras no ano que vem para a construção de 15 km de pistas, além de novos acessos à Avenida do Estado e à Ponte do Tatuapé. Orçado em R$ 1 bilhão pelo governo estadual, o projeto prevê que certos trechos terão até 11 faixas de cada lado. (págs. 1 e C1)
Cercado de tucanos, Kassab lança programaO prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), lançou seu plano de governo prestigiado por tucanos históricos, como o ex-ministro José Gregori. Kassab disse que seu “inspirador” foi o governador José Serra (PSDB). (págs. 1 e A7)
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Jornal do Brasil
Manchete: US$ 375 bi contra a criseUm dia depois de o pânico espalhar-se no mundo do mercado financeiro, os maiores bancos centrais injetaram US$ 375 bilhões para conter os efeitos da crise que afetou grandes companhias do Wall Street. O Banco Central Europeu despejou mais de US$ 120 bilhões. O Federal Reserve, dos EUA, US$ 155 bilhões – só para a seguradora AIG foram R$ 85 bilhões. No Brasil, o presidente Lula desdenhou da turbulência: “Que crise? Vai perguntar para o Bush”, disse a jornalistas. No histórico recente, porém, o Brasil jamais ficou impune. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. A2 a A4)
Pequeno investidor tem de ter calmaMomentos de oscilações exigem cautela, portanto especialistas sugerem que pequenos investidores devem fugir das aplicações na Bolsa e procurar outros investimentos. (pág. 1 e Tema do Dia, pág. A3)
Preso o número 2 da Polícia FederalO delegado Romero Menezes, segundo homem na hierarquia da Polícia Federal – chefe da poderosa Diretoria Executiva (Direx), responsável pela organização e execução das megaoperações desencadeadas nos últimos cinco anos – foi preso ontem pelo próprio diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, seu amigo. Menezes é acusado de favorecer o irmão, dono de uma empresa que presta serviços ao Grupo EBX.(pág. 1 e País, pág. A11)
1,2 milhão/dia sairá do pré-salA Petrobras pretende retirar 1,2 milhão de barris de petróleo a mais por dia em 2017, com a entrada em produção das primeiras 11 plataformas de exploração do pré-sal. Hoje a extração gira em torno de 1,8 milhão de barris diários. (págs. 1 e A18)
Tropa ocupa Rocinha e VidigalAs tropas do Exército ocupam hoje as favelas da Rocinha e do Vidigal. Por três dias vão proteger candidatos e eleitores. De quebra, estancarão parte do faturamento do tráfico, estimado em R$ 10 milhões mensais. (págs. 1 e A10)
Tribunal proíbe Eduardo Paes de usar UPAs na TVEduardo Paes (PMDB) foi, até agora, o candidato que mais teve propaganda irregular apreendida pelo Tribunal Regional Eleitoral. Paes sofreu ontem outra derrota: o TRE o proibiu de falar sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na TV. O governador Sérgio Cabral também terá de suspender a propaganda. (págs. 1, A5 e A7)
Mulheres ficam mais doentesMulheres cada vez mais jovens estão procurando médicos com casos avançados de câncer de mama e outros males, alguns ligados ao universo masculino, como o enfarte do miocárdio. É o efeito colateral do estresse e de uma coleção de maus hábitos. (págs. 1 e A24)
Ação civil pública contra o helipontoPor considerar que o heliponto às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas fere o tombamento da área, o Ministério Público Estadual entrou com ação civil pública contra a prefeitura e a empresa de táxi aéreo Helisul, que explora o local para turismo. (págs. 1 e A10)
Morales e Chávez unem estratégiasA crescente aproximação com Hugo Chávez sugere que o boliviano Evo Morales adota a mesma estratégia de colega venezuelano: a idéia de todos contra o império para reforçar o nacionalismo. No fim da noite, Morales fechou acordo com a oposição. (págs. 1 e A22)
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Correio Braziliense
Manchete: A crise a caminho do seu bolsoPela primeira vez em seis anos, pequenos bancos brasileiros suspenderam operações de crédito por não terem dinheiro para emprestar. O fenômeno é sintoma de contágio da crise internacional, que pode, por efeito dominó, se desdobrar em maiores complicações para o país. No resto do mundo, os centros financeiros foram sacudidos pelo terremoto da seguradora AIG — a maior dos EUA, que precisa de um socorro de US$ 85 bilhões para não quebrar. Tentando serenar os ânimos, bancos centrais de vários países injetaram, juntos, US$ 234 bilhões nos mercados. Mesmo assim, a bolsa da Rússia caiu 17% e teve que encerrar os negócios antes do fim do pregão. (pág. 1, Tema do dia, págs. 13 a 15 e Visão do Correio, pág. 20)
Acordo ameaçado na BolíviaGovernadores oposicionistas suspendem negociações de trégua com o governo Evo Morales após a prisão de Leopoldo Fernández, acusado de comandar massacre de camponeses. Brasil reforça vigilância na fronteira do Acre para evitar o alastramento do conflito. (págs. 1, 22 e 23)
Navalha na carne da PFChefe da Polícia Federal dá voz de prisão a Romero Menezes, segundo na hierarquia da corporação. Delegado é suspeito de tráfico de influência. (págs. 1, 2 e 3)
Anencefalia provoca debate tenso no STF (págs. 1 e 11)
Patrimônio histórico da Vila Planalto vira depósito (págs. 1 e 30)
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Valor Econômico
Manchete: Todo o mercado olha para a AIGO comportamento do mercado financeiro hoje vai depender do que acontecerá com a AIG. A maior seguradora do mundo esteve ontem no epicentro das turbulências financeiras globais. Segundo o “The Wall Street Journal”, dificilmente ela conseguirá sobreviver sem alguma forma de intervenção governamental, depois que fracassou a tentativa de levantar US$ 75 bilhões junto a bancos do setor privado. O governo dos Estados Unidos ainda tentava ontem à noite resgatar a AIG.A principal opção em análise seria o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) fornecer um empréstimo de curto prazo de US$ 85 bilhões para a AIG, segundo fontes a par da situação. Em troca, o governo americano receberia garantias representadas pelo direito de comprar as ações da empresa, sob certas condições. Isso colocaria o governo possivelmente em posição de controlar a seguradora, uma decisão histórica, especialmente considerando-se que a AIG não é diretamente regulamentada pelo governo americano. A incerteza em relação ao futuro da AIG e a notícia de que as três principais agências de rating rebaixaram a avaliação da seguradora conturbaram a abertura dos mercados financeiros ontem. Como a AIG fornecia seguro para cobrir as carteiras dos bancos, seu rebaixamento obrigou a uma revisão automática dos ativos que ela garantia.Como conseqüência, os bancos passaram a precisar de mais capital para manter seus ativos, o que provocou um extraordinário aperto global de liquidez. A taxa interbancária de Londres (Libor) para empréstimos overnight dobrou de 3,33% para 6,44%, o maior salto em um dia em sete anos. Para irrigar os mercados, os bancos centrais dos EUA, Inglaterra, União Européia, Japão e Austrália injetaram pouco mais de US$ 200 bilhões. Para piorar a situação, o Federal Reserve contrariou as previsões generalizadas e manteve a taxa básica de juros dos EUA inalterada em 2%.Somente a expectativa de que o Fed poderá conceder um empréstimo de emergência para AIG é que justificou a reversão da Bolsa de Nova York, que fechou com alta de 1,3% depois de ter caído até 1% no início da tarde, após a decisão do Fed. A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,68%, mas chegou a cair 4,5% no pior momento do dia. O dólar fechou em R$ 1,824.O agravamento da crise de liquidez e solvência no sistema financeiro internacional suspendeu virtualmente as operações de empréstimo sindicalizado (com a participação de vários bancos) para empresas brasileiras. Mais de US$ 12 bilhões em operações abertas foram afetadas. Bancos estrangeiros preferem esperar a poeira baixar antes de se comprometer com novos empréstimos. A situação é mais desconfortável para as companhias de capital nacional que ganharam as licitações para a construção de navios-sonda de perfuração de petróleo e plataformas semi-submersíveis já licitadas pela Petrobras. (págs. 1, C1 a C10 e D2)
Queda do petróleo derruba ações na RússiaAs ações sofreram ontem baixas de até 20% na Rússia, na maior queda em mais de um década. A corrida para a venda de ações se deu em razão da forte deterioração dos preços do petróleo, que ontem caíram para US$ 89 o barril em Londres. Os negócios foram suspensos nas duas bolsas do país porque os investidores ignoraram garantias dadas pelas autoridades russas. Chamadas de margem obrigaram as operadoras a liquidar posições. Pelo menos um banco de Moscou não conseguiu honrar os pagamentos. O índice Micex, denominado em rublos, fechou em queda de 17,75%. O banco central injetou US$ 14,16 bilhões para acalmar o mercado, sem sucesso. (págs. 1 e C2)
Tesouro está com folga para emergênciasÉ muito cedo para comemorar, mas o Brasil, de fato, se mostra mais preparado para enfrentar a atual crise externa. Os fundamentos da economia são muito mais sólidos e as vulnerabilidades, menores. Isso talvez explique o comportamento de uma parcela dos investidores estrangeiros que, em vez de deixar o país, estão saindo da bolsa de valores e se refugiando em títulos públicos, à espera de melhores dias no mercado acionário. O Tesouro Nacional, por sua vez, acumulou, para uma possível emergência, quantia estimada entre R$ 100 bilhões e R$ 165 bilhões, o suficiente para cobrir de três a cinco meses de vencimento das dívidas interna e externa. (págs. 1 e A2)
Fiesp propõe acordo sobre crédito do IPIEmpresas exportadoras de grande porte estão propondo ao governo federal uma acordo para pôr fim à bilionária e interminável disputa judicial entre o Fisco e os contribuintes envolvendo o benefício chamado “crédito-prêmio do IPI”, que se arrasta desde 2004. os empresários tentam, por intermédio da Fiesp, fechar uma espécie de "acordão" nos mesmos moldes do que foi feito em 2001 entre o governo e os trabalhadores para pagar as diferenças da correção do FGTS decorrentes de planos econômicos nas décadas de 80 e 90. O acordo viria por meio de medida provisória – cuja minuta está pronta e á qual o Valor teve acesso - , para diminuir o impacto de uma derrota dos contribuintes ou do Fisco quando o crédito-prêmio for julgado pelo Supremo Tribunal Federal. A proposta permite tanto a adesão das empresas que têm créditos a receber quanto das que devem para a União. (págs. 1 e E1)
Apostas no petróleoCom a demanda aquecida no setor de petróleo e gás, o banco Modal e a Caixa Econômica Federal anunciam a criação de um fundo de investimento em participações, no valor de R$ 500 milhões, voltado aos fornecedores das grandes petroleiras. (págs. 1 e B10)
Commodities em quedaPressionadas pela crise financeira, as cotações das principais commodities agrícolas negociadas no mercado internacional (milho, trigo e soja) registraram fortes quedas ontem. Em Chicago, os contratos de milho para março chegaram ao menor preço em 11 meses. (págs. 1 e B15)
Exportações de carneA União Européia adiou a discussão sobre retomada das compras de carne bovina do Mato Grosso do Sul e áreas de Minas e Mato Grosso. Neste ano, as exportações totais do país somaram US$ 3,5 bilhões até agosto, alta de 21%. Mas os volumes caíram 15,5%. (págs. 1 e B16)
Tombo com as blue chipsA crise nos mercados acertou em cheio os investidores em fundos da Vale e Petrobras, que já representam quase metade do patrimônio total dos fundos de ações no varejo. No ano, só até o dia 12, essas carteiras perderam respectivamente, 28,79% e 23%. (págs. 1 e D2)
Deflação americanaOs preços no varejo dos EUA registraram deflação de 0,1% em agosto, frente à alta de 0,8% no mês anterior , bastante influenciados pela deflação de 3,1% nos preços da energia, reflexo da queda do petróleo. Em 12 meses, o núcleo do índice – excluídos alimentos e energia – tem alta de 2,5%. (págs. 1 e C3)
Em quatro anos, produção de leite em pó deve crescer 40% e a exportação, mais que dobrar, diz Alfredo de Goeye, da Serlac. (págs. 1 e B16)
Mercado tentadorA Fiat lançou três novos modelos de veículos no país nos últimos 45 dias. Pelas projeções do presidente da companhia no Brasil, Cledorvino Belini, o potencial do mercado brasileiro de automóveis está longe de chegar ao fim e garante 15 anos de vendas anuais de 5 milhões de veículos. (págs. 1 e B12)
IdéiasJosé L. Oreiro e Gabriel C. Squeff: 1929 pode acontecer de novo? (págs. 1 e A12)
IdéiasDavid Kupfer: é preciso reaprender a fazer políticas de desenvolvimento. (págs. 1 e A13)
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Gazeta Mercantil
Manchete: Fed mantém taxa de juros e acalma ânimo dos mercadosO Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), alegando preocupação com a desaceleração econômica e a pressão sobre os preços, manteve a taxa básica de juros inalterada em 2% ontem. A decisão do colegiado, presidido por Ben Bernanke, foi unânime.A resolução parece ter ido contra o sentimento que prevalece em Wall Street, que estimava uma redução de 0,25 ponto desde o fim de semana, quando a Merrill Lynch foi comprada pelo Bank of America, o Lehman Brothers foi forçado a pedir recuperação judicial e revelou-se que a seguradora AIG luta para captar ao menos US$ 75 bilhões em financiamentos para sobreviver.Os investidores, tanto no mercado americano como no brasileiro, reagiram prontamente: as bolsas mudaram o sentido e encerraram o dia em alta. O Ibovespa subiu 1,68%, seguindo Wall Street. O Dow Jones teve alta de 1,3%, enquanto o Nasdaq subiu 1,28%. O dólar teve leve alta, de 0,33%. (págs. 1 e B1 a B6)
Lula destaca solidez do País contra a criseDiante da ameaça da crise financeira norte-americana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou destacar a solidez da economia brasileira a fim de serenar os mercados. Em cerimônia no Palácio do Itamaraty, onde participou de evento com o primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, o presidente ressaltou fatores como as reservas internacionais de US$ 205 bilhões, que permitem ao Brasil encarar a crise com maior tranqüilidade. Lula admitiu, porém, que ainda é impossível calcular a dimensão dos problemas no mercado norte-americano e os efeitos na economia mundial. “Estamos tranqüilos neste momento. Tranqüilos, mas atentos”, disse o presidente. Para ele, caso a crise chegue ao País, o impacto “será quase imperceptível”.Ainda segundo o presidente, a expansão da demanda doméstica é outro importante instrumento de blindagem perante a crise internacional. “O que está puxando a economia é o forte crescimento do mercado interno”, afirmou, ao lembrar que o País diminuiu a dependência dos Estados Unidos na composição da balança comercial. (págs. 1 e B2)
Sem risco para agriculturaO ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, não acredita em impacto negativo da crise internacional nas cotações dos produtos agrícolas. Sua opinião, porém, não é compartilhada por analistas de mercado. (págs. 1 e C9)
Investidores e governo podem assumir a AIGInvestidores da American International Group (AIG), liderados pelo ex-principal-executivo Maurice “Hank” Greenberg, poderão analisar a compra da seguradora por meio de uma permissão dos acionistas ou aquisição de ações. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos também analisa assumir a AIG por meio de custódia como uma opção para atacar sua crise de capital, disseram duas pessoas ligadas às conversações. O Unibanco poderá comprar a parte da AIG na parceria que mantém com a seguradora no Brasil, caso a companhia tenha de vender ativos para levantar recursos e minimizar suas perdas no exterior. O presidente da Unibanco AIG, José Rudge, afirmou ontem que o Unibanco tem preferência na transação. “Estamos atentos a essa oportunidade e temos o direito de preferência. Seria um caminho natural”, disse o executivo. (págs. 1 e B1)
Governo define entrada das teles em conteúdoEm reunião hoje, no Palácio do Planalto, ministros, representante da comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara e a iniciativa privada devem decidir sobre a proposta que o governo apoiará para permitir a convergência das mídias e abrir o mercado de conteúdo às operadoras telefônicas. Essa é a expectativa do deputado Jorge Bittar (PT-RJ), relator do Projeto de Lei nº 29 (PL 29). As agências Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a de Cinema (Ancine) também estarão presentes.“O governo já bateu o martelo”, disse Bittar. Ele se referia à decisão oficial de dar tratamento de choque ao projeto, que somente em verbas orçamentárias para a produção de conteúdo promete investir mais de R$ 500 milhões anuais no mercado audiovisual brasileiro, incluindo a televisão aberta, paga e demais mídias, como a internet. (págs. 1 e C3)
Usina a diesel vai pressionar consumidorO uso de termelétricas a óleo diesel no lugar de usinas a gás natural, como prevê o “plano B” traçado pelo governo federal para um eventual novo corte no fornecimento do insumo boliviano, trará efeitos desastrosos para o preço da energia e atingirá em cheio o bolso do consumidor. “Ligando as térmicas a óleo diesel, mais uma vez o impacto será para o consumidor, já que a geração a partir desse combustível é bem mais cara”, afirma Ricardo Lima, presidente da Abrace, associação que representa os consumidores de eletricidade. A geração a partir do óleo custa cerca de R$ 600 por megawatt-hora, o dobro do custo da geração de uma termelétrica a gás.E, apesar de a situação na Bolívia estar aparentemente calma, Giuseppe Bacoccoli, da Coppe/UFRJ, afirma que a crise naquele país é constante. “Na Bolívia, há profundas diferenças sociais e étnicas, portanto há um racha na sociedade que dificilmente será superado”, comenta. O especialista critica a falta de planejamento estratégico no setor elétrico nacional. “Nós nunca tivemos planejamento e, por isso, estamos nas mãos do gás natural boliviano”, acrescenta. (págs. 1, A9 e C7)
Diesel terá de poluir menosA Justiça de São Paulo determinou que no próximo ano a Petrobras terá que fornecer diesel menos poluente para o abastecimento de veículos novos que entrarem no mercado a partir de janeiro. (págs. 1 e A13)
PetróleoBarril cai novamente e fecha a US$ 91,15. (págs. 1 e C8)
Grendene entra em siderurgiaO empresário gaúcho Alexandre Grendene Bartelle vai investir US$ 450 milhões na construção de uma usina siderúrgica no Mato Grosso do Sul que produzirá 1 milhão de toneladas de aço por ano. (págs. 1 e C2)
Sucessão municipalO candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, mudou o tom de sua campanha e chamou seu adversário, Gilberto Kassab (DEM), de oportunista. (págs. 1 e A11)
Ajuste fiscal recupera as finanças gaúchasAs finanças do Rio Grande do Sul retomaram a rota do equilíbrio após três anos de ajustes. O secretário estadual da Fazenda, Aod Cunha de Moraes Júnior, enfrentou um quadro marcado por quatro décadas de déficits sucessivos e lidera processo de corte de gastos para restabelecer a saúde financeira do estado. “Não tinha outra solução, a não ser o ajuste fiscal. A experiência mostrou que não funcionou a aposta em um ajuste gradualista. Então partimos para um ajuste fiscal de choque”, afirma Moraes Júnior. Para 2008, a meta é reduzir o déficit para menos de R$ 400 milhões e zerá-lo em 2009. A determinação em reduzir os gastos públicos foi reconhecida pelo Banco Mundial, que fechou recentemente um financiamento de US$ 1,1 bilhão para o governo gaúcho promover a reestruturação da dívida do estado. (págs. 1 e A8)
OpiniãoEditorial: a economia brasileira não apresentou reação muito assustada frente à violenta crise do mercado acionário. Investimentos definidos asseguram expansão do PIB e só o déficit em transações correntes pode vir a preocupar. (págs. 1 e A2)
OpiniãoAugusto Nunes: o artigo 2º da Lei de Dantas declarou inconstitucional a escuta telefônica abusiva. Beira-Mar vai usar o celular com mais liberdade. (págs. 1 e A10)
OpiniãoKlaus Kleber: na crise de 1999, além da erosão das reservas, houve overshooting do dólar, Selic a 45% a.a., mas a inflação não chegou a dois dígitos. (págs. 1 e B2)
IGP-10 tem deflação de 0,42%O IGP-10 registrou deflação de 0,42% em setembro, a menor taxa em quase dois anos e meio. Em agosto, o indicador havia apresentado alta de 0,38%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). (págs. 1 e A4)
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Manchete: O novo 11 de Setembro do mercado
Editorial : Ter um colchão de amortecimento numa hora dessas não tem preço para a economia brasileira (págs. 1 e 6)
Colunas, Artigos e Entrevistas
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No Chile, Evo denuncia golpe da oposição
Rio tem queda recorde de homicídios
Mais guardas, sem choque de ordem
Para TRE, favela é "campo de concentração"
Gabeira ataca: há matadores da Câmara
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Folha de S. Paulo
Manchete: Maior quebra da história causa pior dia nas Bolsas desde o 11/9
Sistema parece cidade feita sobre falha geológica
Vinicius Torres Freire: Crédito mais caro e apertado prenuncia dificuldades ao país
Fernando Canzian: Crise tem sentido parecido ao da queda das torres gêmeas
Morales aceita mediação de países sul-americanos
Para a ONU, polícia no Brasil mata quem ela quiser
Mensalidade escolar deverá ter reajuste médio de 10% em 2009
EditoriaisLeia “Cada vez pior”, sobre dia de pânico nos mercados; e “Os balcões da Câmara”, acerca dos vereadores paulistanos. (Págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Quebra de banco nos EUA faz mercado global desabar
Lehman se preparava para entrar no Brasil...
Cúpula decide enviar missão à Bolívia para conter a crise
ONU vê erros do País contra crime
Pilotos omitem problemas em vôo por temor de ação judicial
Campanha em SP entra na fase de ataque direto aos candidatos
Notas e Informações - O pior está para vir
Artigo - Ilan Goldfajn
Risco nos EUA : Roleta-russa financeira
Risco nos emergentes: a hora do grande teste
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Jornal do Brasil
Manchete: O mundo em pânico
Futuro de dívidasBancos brasileiros perdem 25% do valor de mercado neste ano. Sem consenso sobre os danos, os analistas dizem que a crise vai chegar. Mantega avisa: se preciso, medidas fiscais virão.(págs. 1 e A2 a A5)
Impacto global
Morales ganha apoio de vizinhos
10 plataformas para o pré-sal
Wider deixa o TRE e atira no Congresso
Contrastes marcam a violência no Rio
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Correio Braziliense
Manchete: A pior crise desde 11/9
Entenda o abalo no mercado financeiro (pág. 1)
Mantega: país não ficará "de quatro" (pág. 1)
Brasileiros vão pagar mais por crédito (pág. 1)
Tombaço na Bovespa
Bolívia: Presidentes apóiam Evo
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Valor Econômico
Manchete: crise já atinge o crédito no Brasil
Formalidade recorde
BNDES negociará com VCP/Safra
Cidades encolhem e recebem menos
Avanço da TI
Temores no campoCom o fim do período de vazio sanitário no Mato Grosso, produtores de soja iniciam o plantio da safra 2008/09 preocupados com a possibilidade de margens negativas, em razão da queda nas cotações internacionais e da alta nos preços dos fertilizantes. (págs. 1 e B12)
Por que o Rio é o campeão dos indecisosA cidade do Rio de Janeiro é a campeã dos eleitores indecisos. Segundo a última pesquisa espontânea da Datafolha, 47% dos entrevistados afirmam que ainda não sabem em quem votar. Para o cientista político Jairo Nicolau, professor do Iuperj (Universidade Candido Mendes), Eduardo Paes (PMDB) ascendeu por ter alcançado o eleitorado popular além da zona sul. Nicolau ressalta, porém, que a indefinição é a marca dessa eleição, devido ao grande número de candidaturas – 12 no total. Por trás da dificuldade de escolha do eleitor, ele destaca o enfraquecimento dos partidos políticos no Estado, o histórico de lideranças políticas regionais que trocam facilmente de partido e a ausência de uma polarização com a gestão do prefeito Cesar Maia (DEM). No Rio, também é fraca a presença dos maiores partidos nacionais: PT e PSDB. (págs. 1 e A14)
Idéias
Negócios do petróleo
Antecipação de demandaConstrutoras apostam na área habitacional em pólos de atração industrial. Entre os alvos estão Porto Velho (RO), Parauapebas (PA), Camaçari e Feira de Santana (BA), Rio Grande (RS) e Duque de Caxias (RJ). (págs 1 e B7)
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Gazeta Mercantil
Manchete: Derrocada do Lehman arrasta bolsas ao redor do mundo
Petrobras contrata dez plataformas por US$ 15 bi
Fundo Petrobras perde valorO FIDC NP do sistema Petrobras perdeu quase 100% do valor de seu patrimônio líquido em três meses, segundo informações setoriais. (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)
Bancos brasileiros perdem US$ 10,5 bilhões em um dia
País não está imune, diz Nakano
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
segunda-feira, setembro 15, 2008
TABACO & FINANCIAMENTO CAMPANHAS POLÍTICAS [...A cobra vai ou está fumando???]
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
O Globo
Manchete: Poder paralelo faz TRE pedir tropas para 2º turno no Rio
Jobim ignora grampos na área militar Militares que investigam crimes estão fazendo escutas telefônicas à revelia do Ministério da Defesa. O ministro Nelson Jobim disse à CPI do Grampo que, em 14 meses, foram feitas sete interceptações. Mas, nesse período, a Justiça Militar da União autorizou 234 grampos. (págs. 1 e 8)
Pressão contra golpe na Bolívia
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Folha de S. Paulo
Manchete: Verba do petróleo não melhora nível da escola pública
Hugo Chávez acusa general boliviano de golpismo
Lobby do fumo do doa R$ 1,7 mi para candidatos
Situacionistas arrecadam mais que opositores
Para corregedor do CNJ, grampo é ‘prova essencial’
Anatel diz que cobrará teles por venda de sigilo
Marcos Cintra
EditoraisLeia “Finança selvagem”, que defende mais regulação; e “Controle de qualidade”, acerca do ensino superior. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Impasse em negociação deixa Lehman à beira da liquidação
Bank of America de olho no Merrill
Para CNJ, Justiça será digital só em dez anos
Campanha de Alckmin na TV sobe tom e ataca
Cúpula sinaliza apoio a Evo
Após 30 mortos, diálogo é retomado
“Pobres com petróleo”
“As armações de um delegado”
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Jornal do Brasil
Manchete: Só Solange quer a aprovação automática
Brasil-China: parceria de US$ 30 biO presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, afirma que a parceria estratégica de negócios entre os dois países estará em US$ 30 bilhões até o fim de 2009. (pág. 1 e Economia, págs. A18 e A19)
Gesto positivo na Bolívia
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Correio Braziliense
Manchete: Concurso da PMDF vai abrir 1.500 vagas
Obras do PAC ameaçadas
Bolívia – Conversa para negociar a paz
Palanque na tribuna da CâmaraDeputados federais que concorrem a cargo de prefeito em outubro aproveitam a transmissão ao vivo dos veículos públicos de comunicação da Casa para fazer discursos, atacar adversários e divulgar programas de campanha. (págs. 1 e Tema do dia, pág. 2)
Presídios esquecidos
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Valor Econômico
Manchete: Crédito à construção bate recorde, mas falta recurso
Recuperação extrajudicial engatinha
Idéias
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Gazeta Mercantil
Manchete: Jazidas de Serra Pelada voltam à cena
Lula vai ao Chile para discutir crise na Bolívia
Brasil-China
Casa da Moeda vai retomar exportações
Crise de confiança nos EUA atinge outros bancos
Retração generalizada nos indicadores
GM investirá US$ 1 bi em novos carrosA General Motors negocia com a matriz liberação de US$ 1 bilhão para dar início ao plano de renovação de 20 produtos no Brasil até 2012. (...) (págs. 1 e C3)
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domingo, setembro 14, 2008
A HORA DO "ÂNGELUS" [A Morte cerebral]
CIÊNCIA & RELIGIÃO
Grande parte da imprensa em todo o mundo, inclusive no Brasil, ignorou ou não deu destaque para o questionamento dos critérios para determinação de morte cerebral na quarta-feira (03/09) na capa do jornal L´Osservatore Romano, órgão oficial do Vaticano, pelo editorial "I segni della morte" (Os sinais da morte), assinado por Lucetta Scaraffia, jornalista e professora de história contemporânea da Universidade de Roma La Sapienza.
O texto se referiu a "novas pesquisas, que põem em dúvida o próprio fato de que a morte do encéfalo provoque a desintegração do corpo". O editorial teve como "gancho" os 40 anos desde a publicação, no Jama (Journal of the American Medical Association), em agosto de 1968, do relatório "A definition of irreversible coma". Considerado um marco na história da medicina, esse relatório elaborado por sete professores de medicina, um de teologia, um de direito e um de história, todos da Universidade Harvard, redefiniu o conceito de morte, substituindo o critério de cessação da atividade cardíaca, até então vigente, pelo de ausência de atividade cerebral, que passou a ser adotado inclusive para estabelecer a possibilidade de remoção de órgãos para transplantes.
Uma das fontes principais do editorial de Scaraffia foi o livro Morte Cerebrale e Tranpianto de Organi, lançado neste ano por Paolo Becchi, professor de filosofia do direito da Universidade de Lucerna, na Suíça, e da Universidade de Gênova, na Itália. Segundo Becchi, um dos erros fundamentais do "Relatório Harvard" foi buscar uma solução científica para o complexo problema ético e legal que surgiu com o primeiro transplante de coração, realizado por Christiaan Barnard em dezembro de 1967, na África do Sul, em circunstâncias de incerteza sobre a morte da jovem doadora de 20 anos – agravadas pela suspeita de descaso com ela por ser negra em um país de regime racista.
Outra referência do editorial do Osservatore foi o livro Finis Vitae: Is brain death still life?, organizado por Roberto de Mattei, subcomissário de ciências humanas do Conselho Nacional de Pesquisa, em Roma. Publicada originalmente em 2006, essa obra, cuja versão italiana foi lançada também neste ano, reúne estudos de 21 cientistas e juristas de diversos países que participaram de um encontro na Academia Pontifícia de Ciências, promovido em 2 e 3 fevereiro de 2005 pelo papa João Paulo II. Com a morte do pontífice dois meses depois, a publicação do livro, prevista inicialmente para ser feita pela academia, acabou sendo realizada pela editora Rubbettino.
No dia seguinte ao editorial, poucos jornais de grande circulação repercutiram o assunto, como o britânico The Times ("Vatican called on to re-open debate on brain death as end of life"). Na Itália, devido à importância de tudo o que diz respeito ao Vaticano, a história teve chamadas de primeira página nos jornais La Repubblica ("La morte cerebrale non è la fine della vita") e Corriere della Sera ("L´Osservatore e la polemica sulla morte cerebrale").
No Brasil, a repercussão teve espaço na mídia impressa com a matéria "Para Vaticano, morte cerebral não caracteriza mais a morte", de O Estado de S. Paulo. A principal fonte dos portais foi a BBC Brasil, já na quarta-feira (3/9), com o texto "Jornal do Vaticano diz que vida não acaba com morte cerebral", traduzido da reportagem de Assimina Vlahou, da BBC News em Roma, que foi reproduzido pela Folha Online, G1, Último Segundo (iG) e outros.
No mesmo dia da publicação do editorial de Lucetta Scaraffia, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, afirmou que o texto da jornalista e historiadora é "uma contribuição interessante e de peso", mas ressalvou que ele "não pode ser considerado como a posição do Magistério da Igreja", como ressaltou a nota "Declaração vaticana sobre morte cerebral", do boletim da rede Zenit – O mundo visto de Roma.
Risco para transplantes
Um aspecto que tem tradicionalmente desestimulado a repercussão em torno de qualquer questionamento sobre os critérios de definição de morte cerebral é a compreensível preocupação em evitar uma crise na insuficiente doação e captação de órgãos para transplantes. De um modo geral, neurologistas consultados por jornalistas sempre enfatizam sua apreensão com a divulgação de histórias, como a do caso que teria ocorrido em novembro do ano passado, em Oklahoma City, nos Estados Unidos, com o jovem Zach Dunlap, de 21 anos, que teria sobrevivido após ter passado por todo o protocolo de morte cerebral. A afirmação consta no depoimento gravado em vídeo e transcrito do médico Leo Mercer, do United Regional Hospital, à reportagem "`Dead´ man recovering after ATV accident", da NBC News.
Na internet não se registrou nenhum acompanhamento desse caso, por parte dos principais jornais do país, para confirmar ou refutar a veracidade das informações dessa notícia. Em fevereiro deste ano, foi a vez da rede ABC News com a reportagem "Medical miracle: Woman back from brink of death". A matéria relatou a sobrevivência de uma mulher de 65 anos, Rae Kupferschmidt, de Saint Paul, Minneapolis, após o diagnóstico de morte cerebral, segundo o depoimento do médico Brad Helms. E em junho alguns veículos reproduziram a notícia "French near-death case stir debate on organ donors", da agência Reuters, sobre outro acontecimento semelhante em Paris, que não forneceu nomes e creditou suas afirmações ao diário Le Monde.
Além desse lado espinhoso do assunto e da rápida negativa oficial de endosso do Vaticano, para muitos editores deve ter pesado na decisão de não ter reportar o editorial do Osservatore o seu enfoque mais religioso do que científico. No plano da opinião pública, muitas posições religiosas – como aquelas contrárias ao aborto, à distribuição de preservativos, ao uso de células-tronco embrionárias humanas em pesquisas e à interrupção de gravidez em casos de anencefalia de fetos – têm sido cada vez mais consideradas anacrônicas, anticientíficas e contrárias ao interesse público. Sem falar que uma parte expressiva dos jornalistas que cobrem ciência tende a valorizar muito mais os fatores ligados às ciências naturais do que aqueles da ordem das humanidades, como as considerações de ordem ética, jurídica e filosófica.
No entanto, as críticas aos protocolos médicos de diagnóstico de morte não se devem apenas a objeções religiosas e a críticas por parte das desprestigiadas humanidades. Existe há muitos anos uma polêmica de ordem técnica entre pesquisadores em relação ao assunto, como reconheceu até mesmo um dos mais influentes defensores do "Relatório Harvard", o neurologista holandês Eelco Wijdicks, da Clínica Mayo, em Rochester, nos Estados Unidos, no estudo "Brain death worldwide: Accepted fact but no global consensus in diagnostic criteria", publicado em janeiro de 2002 na revista científica Neurology.
Foi justamente esse aspecto polêmico o que ressaltou a reportagem "CFM será obrigado a explicar morte cerebral", publicada pelo signatário em 5/10/2003 na Folha de S.Paulo, que por sua vez comentou no editorial "Diagnóstico difícil", de 12/10/2003. Quatro dias depois, foi a vez do artigo "A morte", de Hélio Schwartsman, articulista do jornal, com as seguintes afirmações:
"Atualmente, a maioria dos países trabalha com a noção de morte encefálica. A idéia aqui é que existe um ponto a partir do qual a destruição das células do tronco cerebral é de tal ordem que o indivíduo, ainda que submetido a suporte ventilatório e cardíaco, não teria mais como recuperar-se, evoluindo necessariamente para o óbito. Pessoalmente, eu concordo com essa tese, mas é forçoso admitir que ela é epistemologicamente problemática. Só saberíamos se a morte é de fato inevitável se esperássemos o paciente morrer, o que não podemos fazer se a nossa meta é utilizar seus órgãos em transplantes. A questão é que, embora falemos em `diagnóstico´ de morte encefálica, na verdade estamos fazendo um `prognóstico´, o qual é, por definição, precário e sujeito a intercorrências. Talvez eu esteja sendo meio radical, mas, para sermos rigorosos, só quem faz diagnósticos em medicina é o legista, e, mesmo assim, nem sempre. Todos os demais médicos trabalham apenas com prognósticos."
Críticas ao protocolo
A reportagem publicada na Folha referiu-se a 40 questões sobre a segurança do protocolo estabelecido pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) por meio da Resolução CFM 1.480, de 1997, elaboradas a partir de pesquisas publicadas em revistas científicas especializadas. Uma interpelação judicial com essas questões, encabeçada pelo advogado Celso Galli Coimbra, de Porto Alegre, teve resposta do CFM em 10/12/2003, que, por sua vez, receberam réplica em 20/04/2004.
Em grande parte dos países são adotados protocolos semelhantes ao do CFM para morte encefálica (termo empregado pelos especialistas em língua portuguesa, mais preciso segundo a concepção de que a falência do tronco encefálico, situado na base do cérebro, acarreta a irreversibilidade do coma). Uma das exceções é o Japão, onde esse procedimento não é obrigatório, como explica o artigo "Reconsidering brain death", de Masahiro Morioka, professor de ética contemporânea da Univesidade Municipal de Osaka. Nesse país, o primeiro transplante de coração só foi feito em 1999, ou seja, 31 anos após o pioneiro, de Barnard.
O "Relatório Harvard" foi contestado por pesquisadores de diversas especialidades. O mais ilustre deles foi Hans Jonas (1903-1993), filósofo alemão que viveu suas últimas décadas nos Estados Unidos. Em seu livro Against the Stream, ele enfatizou que o interesse pela necessidade de captar órgãos, mesmo para salvar vidas, jamais deve interferir na definição de morte:
"Eu sustento que, puro como esse interesse é em si próprio, isto é, o de salvar vidas, sua intrusão na tentativa teórica de definir a morte a torna impura; o Comitê de Harvard nunca deveria ter-se permitido adulterar a pureza de seu exemplo científico seduzindo-o com a expectativa desse benefício extrínseco – embora sumamente atraente." (Hans Jonas, Against the stream: comments on the definition and the redefinition of death. Philosophical essais: From the ancient creed to technological man. Englewwod Cliffs: Prentice Hall, 1974, p. 133. Citado por David Lamb, obra citada abaixo, p. 220.)
Uma crítica de grande repercussão ao "Relatório Harvard" é o artigo "A change of heart and a change of mind? Technology and the redefinition of death in 1968", da epidemiologista Mita Giacomini, professora da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá. Publicado em 1997 na revista Social Science & Medicine, esse estudo ressaltou que prevaleceu na atuação do comitê o ponto de vista de cirurgiões de transplantes – e não o de neurologistas ou neurocirurgiões, que são os especialistas em morte encefálica –, os quais pressionaram pela redução do período entre os testes neurológicos para asseguram melhor condição de órgãos ao serem removidos para transplantes.
Um dos estudos mais recentes favoráveis à revisão dos critérios vigentes de determinação de morte encefálica é "Brain death: too flawed to endure, too ingrained to abandon", publicado em meados de 2007 na revista The Journal of Law, Medicine & Ethics por Robert D. Truog, professor de anestesiologia e de ética médica de Harvard. Em contrapartida, o "Relatório Harvard" foi enfaticamente endossado também em 2007 pelo artigo "The Declaration of Sydney of Human Death", publicado no Journal of Medical Ethics, cujo autor principal é Calixto Machado, presidente do Instituto de Neurologia e Neurocirurgia de Havana, em Cuba.
Na comunidade científica brasileira, o principal contestador desses critérios de morte encefálica é o neurologista Cícero Galli Coimbra – irmão do citado advogado autor da interpelação ao CFM –, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo e um dos 21 autores do livro Finis Vitae, mencionado no editorial do L´Osservatore Romano. Seu estudo "Implications of ischemic penumbra for the diagnosis of brain death", foi publicado em dezembro de 1999 na Brazilian Journal of Medical and Biological Research, uma revista científica indexada em diversas bases internacionais. O principal foco de sua crítica, assim como de alguns pesquisadores de outros países, é o chamado teste de apnéia, que, segundo eles, pode precipitar a morte do paciente em vez de diagnosticá-la. Desde 1998, Coimbra mantém uma página sobre o assunto no portal da Unifesp.
De acordo com a maior parte dos protocolos em vigor no mundo, esse teste deve ser aplicado após duas séries de testes neurológicos (verificação de pupilas fixas e arreativas expostas à luz e de ausência de reflexos a outras estimulações). O intervalo entre as duas seqüências varia conforme a idade do paciente em coma: a) seis horas a partir de dois anos de idade; b) 12 horas para os de um ano completo a dois anos incompletos; c) 24 horas para os de dois meses completos a um ano incompleto; e d) 48 horas para os de 7 dias completos a dois meses incompletos. O teste de apnéia consiste em ventilar o paciente com oxigênio (O2) durante dez minutos e, em seguida, desconectá-lo do ventilador durante mais dez minutos, durante os quais se deve observar se aparecem movimentos respiratórios. A aplicação desse protocolo não pode ser feita por profissionais envolvidos na captação de órgãos nem em transplantes.
Omissão da imprensa
A Resolução CFM 1.480/1997 estabelece também a obrigatoriedade de "exame complementar que demonstre inequivocadamente a ausência de circulação sangüínea intracraniana ou atividade elétrica cerebral, ou atividade metabólica cerebral". Para isso são usados SPECT (tomografia de emissão de pósitron único), ultra-som transcraniano, ressonância magnética, eletroencefalogramas especials ou angiografia cerebral. Neurologistas ouvidos pela reportagem da Folha de 2003 afirmaram que preferem, por considerar mais seguro, realizar algum exame complementar antes do teste de apnéia, uma vez que o protocolo não prevê a ordem em que os dois procedimentos devem ser executados.
Por outro lado, declarações estarrecedoras em defesa do teste de apnéia por parte de outros neurologistas foram feitas em duas reuniões de uma comissão técnica do CFM realizada em 1998 em São Paulo, conforme mostram as transcrições oficiais de suas gravações, registradas na interpelação judicial de 2003 acima citada. Por exemplo:
"(...) no mundo atual, o custo benefício é uma coisa muito importante. Hoje em dia, o fluxo de dinheiro permeia todas as relações humanas. Então, não só para mitigar o sofrimento do paciente [em coma cerebral], como para mitigar o sofrimento da [sua] família, também mitiga-se o gasto excessivo com o diagnóstico de morte encefálica."
Um dos principais defensores do teste de apnéia, o britânico David Lamb, professor de filosofia da ciência e de bioética da Universidade de Birmingham, tem sido também, por outro lado, um severo crítico de justificações dos critérios de morte encefálica extrínsecas ao bem-estar do paciente. Em uma de suas principais obras, ele afirmou:
"Numa atmosfera de despesas cambaleantes com a saúde e de agências de provisão social consciente dos custos, existe o perigo muito real de que os médicos sejam pressionados do tratamento de pacientes em estados vegetativos e não-cognitivos para outros mais urgentes. Quaisquer debates desse tipo devem ser entendidos como uma questão econômica, ética, política ou legal, o que é diferente da questão fatual de determinar o instante da morte." (David Lamb, Ética, Morte e Morte Encefálica. Tradução de Jorge Curbelo e Rogéria Cristina Dias. São Paulo: Office Editora, 2001, p. 224.)
Além das objeções de ordem ética e religiosa levantadas, a polêmica científica no senso estrito sobre esse assunto persiste, como sugere um recente estudo de revisão bibliográfica "Brain death: Should it be reconsidered?", elaborado por Konstantinos Karakatsanis, professor do Departamento de Medicina Nuclear da Universidade Aristóteles de Tessalônica, na Grécia. Publicado em agosto pela revista Spinal Cord, que integra as revistas científicas do grupo Nature, o trabalho conclui pela necessidade de abandonar completamente não só o teste de apnéia, mas o próprio conceito de morte encefálica, e de retomar como critério a cessação da atividade cardíaca.
Apesar de tudo o que se tem constatado sobre o sensacionalismo por grande parte da imprensa e de esse assunto ser de grande apelo, o receio de prejuízo para os transplantes tem pesado contra a divulgação, sem falar nos complexos aspectos técnicos e éticos envolvidos. No entanto, apesar de toda a polêmica que há anos se arrasta em torno da matéria e do interesse público que ela envolve, a medicina parece estar precisando de uma séria cobrança da sociedade para proceder a uma solução. A imprensa pode e deve mostrar que essa polêmica existe e confrontar suas posições antagônicas com responsabilidade e independência.
sábado, setembro 13, 2008
EDITORIAL: LULA EM CAMPANHA

LULA E A MÍDIA
O editor mais poderoso da imprensa brasileira é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele cita com freqüência o nome de Getúlio Vargas, mas, quando se trata de lidar com os meios de comunicação, seu mestre deve ser mesmo Jânio Quadros. Jânio, em seu segundo mandato como prefeito de São Paulo, sempre decidiu quando ocupar as primeiras páginas, ou, no mínimo, ganhar destaque no dia-a-dia. Virava notícia quando deixava a barba crescer. Virava notícia, de novo, quando cortava a barba. Quando pendurou chuteiras na porta de seu gabinete, insinuando a intenção de se aposentar, todos correram para fotografá-las. Nada precisava fazer de importante para ocupar o noticiário. Lula tem-se mostrado igualmente hábil na produção de noticiário sem fato relevante. Quem precisa de fatos, quando é tão fácil ocupar espaço nos jornais e tempo nos meios eletrônicos?
O presidente conseguiu, na primeira semana de setembro, converter num grande evento a primeira extração, ainda experimental, de óleo do campo de Jubarte, como se aquilo fosse o início da exploração dos novas áreas do pré-sal, muito maiores e de acesso muito mais difícil. Para isso, montou-se um espetáculo com ministros, comitiva política e diretores da Petrobras, todos fantasiados com macacões cor de laranja, e criou-se um palco para Lula recitar uma porção de gracinhas.
Numa de suas frases mais citadas, o presidente chamou a Petrobras de "mãe da industrialização do país". A intenção – desfazer o ambiente de briga com a estatal, criado por ele mesmo nas semanas anteriores – era evidente e foi apontado pelos jornais. Mas ninguém se deu ao trabalho de examinar a própria frase, uma besteira histórica. A Petrobras não é mãe de industrialização nenhuma.
Antes dela, o governo havia criado, nos anos 1940, a Companhia Siderúrgica Nacional, a Companhia Vale do Rio Doce e a Fábrica Nacional de Motores. No começo dos anos 1950 foi fundado o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE). Na segunda metade dos 50, enquanto a Petrobras mal engatinhava, Juscelino Kubitschek, com seu Plano de Metas, deu enorme impulso à implantação de indústrias, com ênfase especial ao setor automobilístico. Se alguém quiser ir mais longe no tempo, dê um passeio pela Zona Leste de São Paulo e reveja os edifícios de tijolos vermelhos das fábricas do início do século 20.
Sentido da mensagem
Por que os jornalistas deveriam esclarecer esse ponto, em vez de apenas citar o presidente? Por que não, se aceitaram o trabalho de esclarecer a referência da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Sítio do Pica-Pau Amarelo?
A disposição da imprensa brasileira de reproduzir passivamente qualquer frase presidencial – ou mesmo ministerial – deve parecer espantosa a quem ainda associa as idéias de notícia e de relevância. Basta um pouco mais de sonoridade. No dia 28 de agosto, no meio de um discurso de 18 páginas, o presidente referiu-se ao petróleo do pré-sal como um prêmio de loteria: "Não é porque tiramos um bilhete premiado que vamos nos deslumbrar e sair por aí gastando", disse Lula.
Quem teve de guiar nas avenidas congestionadas de São Paulo, entre as 18h e 19h daquela quinta-feira, teve de ouvir a declaração pelo menos cinco ou seis vezes, pelo rádio, sempre fora de contexto e sem nenhuma explicação. Aquelas palavras foram reproduzidas como grande notícia nos jornais do dia seguinte, como se o presidente houvesse dito uma frase de importância transcendental.
Por que ele teria dito aquilo? Até aquele dia, o presidente, ministros e governadores haviam discutido a partilha do dinheiro – ainda inexistente – do novo petróleo, e só de fora do governo haviam surgido advertências sobre o risco de gastar antes de ter. Fora de contexto, o palavrório nada significava, mas era apresentado como proclamação de enorme importância.
Fiel à boa disposição de anotar e repetir frases presidenciais, os jornais deram destaque, também no começo de setembro, ao lembrete dirigido por Lula aos governadores: o petróleo do pré-sal, segundo ele, pertence à União, não aos estados. É verdade. Pertence à União, mas a Lei do Petróleo contém regras detalhadas para a distribuição do produto da atividade. O pagamento de royalties a estados e municípios não decorre de uma liberalidade do poder central. É um direito estabelecido em lei.
E aí: qual o sentido da mensagem, se essa lei continua em vigor? Repórteres e editores, no entanto, raramente acrescentam detalhes desse tipo à cobertura, limitando-se, quase sempre, a reproduzir as falas ou trechos das falas de autoridades. Se o leitor quiser saber algo mais sobre o assunto, ou se tiver dúvidas sobre o contexto, problema dele.
O resto é secundário
Durante algumas semanas, a cobertura, é justo reconhecer, deu espaço a discussões sobre a política do pré-sal. Nessa discussão surgiram observações importantes sobre os investimentos necessários à exploração desse petróleo e o problema do financiamento – temas inicialmente negligenciados no falatório presidencial. Mas o governo aparentemente conseguiu impor o seu discurso, produzindo fatos – nem todos importantes – em número suficiente para dominar a cobertura.
Isso não é raro e ocorre não só na área econômica. No caso dos grampos telefônicos, a imprensa tem dado muita importância a detalhes fornecidos por autoridades: o Exército tem equipamento para escuta, o ministro da Justiça apresentou um projeto de lei para aumentar a punição a quem pratica bisbilhotice ilegal, e assim por diante.
Ora, saber quem tem equipamento de escuta não é o mais importante, neste momento. Se o assunto for tecnologia, muitos investigadores particulares, daquele tipo especializado em casos de adultério, em brigas de sócios ou contra-espionagem industrial, poderão dar conferências muito proveitosas. O projeto de uma nova lei também não afeta a questão relevante neste momento.
Uma lei já existe e foi violada. Trata-se de saber quem cometeu o crime de bisbilhotar o presidente do Supremo Tribunal Federal e um senador e quem pode ter sido o mandante ou beneficiário dessa malandragem. O resto é secundário, mas esse resto vem sendo noticiado como se fosse o grande assunto.
Para o governo, e especialmente para os suspeitos, nada mais conveniente: quanto mais se cuidar dos aspectos secundários, tanto melhor.


