PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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segunda-feira, outubro 06, 2008

KEYNES: DEMANDA AGREGADA II

> [continuação...].
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A teoria econômica de Lord Keynes e a ideologia triunfante do nosso tempo
Por Alceu Garcia. 19 de março de 2002

Keynes e Suas Circunstâncias
Filho de um renomado economista, educado em Eton e Cambridge, membro da melhor sociedade britânica, Keynes formou-se em um tempo em que a elite pensante inglesa questionava e negava os valores de seu meio social, inclinando-se vigorosamente para o socialismo. O triste espetáculo dessa elite decadente, niilista e descrente dos princípios morais até então vigentes evoca fenômenos similares ocorridos em outras épocas e contextos. A degeneração moral das aristocracias grega e romana relatadas, por exemplo, por Políbio, Tácito e Petrônio, a meu ver tem muitos traços em comum com o estado da intelligentsia inglesa no tempo de Keynes. Quando a classe dirigente de uma cultura perde a confiança em si mesma e em seu papel histórico, essa cultura está perdida. Parece-me que coisa do tipo aconteceu na Inglaterra a partir de meados do século 19.
Conduzida por uma elite vigorosa e confiante, a Grã-Bretanha inventou o liberalismo político no séc. 17 e, quebrando as cadeias que tolhiam a criatividade e iniciativa individual, criou as condições para o florescimento espontâneo da moderna economia de mercado. Liderou o mundo por muito tempo no plano comercial, tecnológico, industrial, financeiro, político e intelectual. Porém, a partir de certo momento esse dinamismo principiou a arrefecer. A trajetória intelectual de John Stuart Mill, o pensador mais eminente de sua época, revela os contornos desse processo. De um ponto de partida liberal, Mill gradualmente e sutilmente inclinou-se para posições simpáticas ao socialismo. Essa transmutação do liberalismo em socialismo, capturada no nascedouro com maestria pela pena profética de Herbert Spencer (The Man Versus the State), se completou com a Sociedade Fabiana (1883), nome inspirado no general Fabius Maximus, que salvou Roma evitando travar batalha em campo aberto com o grande comandante cartaginês Aníbal, recorrendo ao invés a métodos indiretos de guerra. A Sociedade Fabiana era um grupo formado por intelectuais ativistas do high society liderados pelos milionários Sidney e Beatrice Webb (Lord e Lady Passfield), adeptos de uma estratégia política gradualista, que se dedicava a doutrinar o estamento superior da sociedade britânica, apossar-se dos canais de difusão de idéias, do aparato estatal, da Igreja, das artes, dos sindicatos e tudo o mais que fosse útil à implementação de um governo socialista. O dramaturgo George Bernard Shaw, por exemplo, foi uma das estrelas do movimento fabiano, que mais tarde deu origem ao Labour Party.
A enorme influência do socialismo fabiano marcou profundamente a formação intelectual e moral de Keynes. Ele integrou uma sociedade secreta em Cambridge conhecida como Os Apóstolos e posteriormente a confraria de letrados ilustres denominada Grupo de Bloomsbury, ambas subprodutos do caldo cultural do fabianismo. Hedonismo, niilismo, elitismo, iconoclastia, bissexualismo, pedantismo, amoralismo e, claro, socialismo, eram os traços comuns aos integrantes desses grêmios. O filósofo G.E. Moore, um dos gurus máximos da tchurma, autor de um livro intitulado Principia Ethica, exerceu forte atração sobre Keynes. Para Moore não existiam princípios morais universais, reduzindo-se a ética aos prazeres estéticos pessoais. Não é possível compreender o caráter de Keynes, nem sua atuação política e sua produção científica, isolados do contexto ideológico em que ele atuou. E os traços chave da natureza do economista britânico eram: relativismo moral e desonestidade intelectual.
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Keynes, o Polemista
Não é preciso estender-se muito a respeito da terrível ruptura que a Primeira Guerra Mundial significou para o mundo relativamente estável, aberto e progressista da Belle Epoque. O conflito abriu uma caixa de pândora e libertou demônios cujos males ainda se fazem sentir em nossos dias. Keynes, àquela altura um economista jovem e promissor, serviu no departamento do tesouro inglês durante a guerra. Após o conflito, ele foi designado para a delegação britânica encarregada de elaborar o Tratado de Versalhes. No curso das deliberações Keynes discordou da política de impor pesadas reparações à Alemanha vencida e rompeu publicamente com seus superiores, para a alegria de seus amigos fabianos. Publicou então o livro The Economic Consequences of the Peace (1920), que o transformou em celebridade mundial instantânea. Nesse panfleto, Keynes lamentava a sorte dos alemães e condenava o espírito de vingança e rapacidade dos vencedores. Ridicularizou os líderes aliados Lloyd George, Clemenceau e o Presidente Wilson, pintando-os, com riqueza de detalhes, como figuras patéticas e grosseiras. Insinuou que a culpa da guerra era tanto dos vencedores quanto dos vencidos e afirmou categoricamente que a Alemanha não teria condições de pagar as dívidas impostas e que a insistência em sua cobrança acarretaria a morte pela fome e doenças de milhões de crianças alemãs.
Essa avaliação dos fatos e as previsões de Keynes foram devidamente refutadas mais tarde por Ludwig von Mises (Omnipotent Government) e Étienne Mantoux (The Carthaginian Peace). A culpa inequívoca do governo alemão já está mais do que demonstrada pela pesquisa histórica, e foi aliás explicitamente confessada pelo chanceler do Kaiser Bethmann Hollweg em suas memórias. O montante das reparações não era tão grande em proporção ao produto nacional alemão, e a insistência no seu pagamento teria inviabilizado, ou pelo menos atrasado, o programa de rearmamento iniciado ainda em fins da República de Weimar e acelerado subsequentemente por Hitler. Mas nada poderia impedir que uma tão brilhante peça de argumentação erística, perfeitamente consonante com o zeitgeist, o espírito da época, fizesse enorme sucesso. O livro de Keynes foi habilmente aproveitado pela propaganda nacionalista alemã, inclusive a nazista, para fomentar a atmosfera de complacência internacional que facilitou a ascensão posterior de Hitler. Não é argumentar ad absurdum afirmar que Keynes forneceu vários dos tijolos para a construção dos muros dos futuros campos de concentração nazistas.
Tendo provado o gosto da fama literária e midiática, Keynes nunca mais abandonou as polêmicas públicas, tornando-se um intelectual opinativo e requisitado pela imprensa, tal como tantas figuras similares em nosso país. Vários de seus artigos dessa safra foram reunidos e publicados sob o título Essays in Persuasion (1932), onde o leitor atual pode se deliciar com o estilo florido e admirar a habilidade sofística do autor. Ele não perdia uma oportunidade de escandalizar, de soar herético. "Epater le bourgeois", como dizem os franceses.
Subjacente ao prestígio popular de Keynes estava a sua autoridade como economista. A economia na época já se tornara uma ciência altamente especializada e inacessível aos leigos graças ao crescente formalismo matemático e geométrico, bem como o desenvolvimento de um jargão próprio ininteligível. Longe iam os dias em que os não-especialistas cultos compreendiam com relativa facilidade os teoremas enunciados no bom e velho raciocínio dedutivo verbal por Adam Smith, David Ricardo e outros, e podiam acompanhar ativamente as polêmicas travadas pelos grandes nomes da área. Cabe aqui observar que o complexo verniz matemático utilizado pelos economistas modernos encobre proposições bastantes simples e perfeitamente passíveis de serem expressas em lógica discursiva. Trata-se de uma violação do princípio do método científico conhecido como navalha de Occam, segundo o qual, resumindo grosseiramente, não se deve complicar desnecessariamente o que pode ser enunciado de modo mais simples. A panóplia de curvas, equações e modelos matemáticos serve para dar aos economistas a ilusão de contarem com um instrumental metodológico altamente científico, copiado das ciências exatas, que confunde e atemoriza o não-especialista. Mas acima de tudo serve para ocultar o absurdo e a ilogicidade de suas proposições básicas, que, se expostas claramente, não enganariam nenhum crítico inteligente. Quem duvida, deveria experimentar ler os textos acadêmicos de gente como Simonsen, Sayad, Beluzzo, Kandir e Zélia Cardoso e, da pletora de equações e diagramas, extrair deles os postulados essenciais que fundamentam seus encadeamentos lógicos. Quem fizer isso vai compreender imediatamente o nexo de causalidade entre os paralogismo s obtidos e os desastres sociais por eles causados em nosso país. De todo modo, Keynes certamente foi um dos que mais contribuiu para turvar a ciência econômica com essa finalidade. Mas que espécie de economista era Keynes afinal?
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http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0138.htm
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ELEIÇÕES: CUSTO BRASIL

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TSE: eleições custaram R$ 523 mi aos cofres públicos
BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, informou que o custo da realização das eleições deste ano foi de R$ 523 milhões. Em 2004, o processo consumiu R$ 420 milhões em verbas públicas. O aumento no total de gastos, neste ano, se deve, segundo Britto, a fatores como o crescimento do número de eleitores, a produção de novas urnas eletrônicas e o financiamento da operação das forças federais para garantir a segurança do processo eleitoral no Rio de Janeiro. Britto mostrou-se satisfeito com o ritmo da apuração dos votos das eleições de primeiro turno. Ele destacou o fato de que os votos estariam totalmente apurados até as 22 horas na maioria das capitais. Britto explicou que, em São Paulo, onde se registrou uma demora maior que a esperada na conclusão da apuração, houve um problema técnico de processamento das informações recebidas que levou a um atraso na divulgação dos dados totalizados. "Houve necessidade de um freio de arrumação", disse Britto. "Isso nós vamos corrigir. Caso contrário, todo o setor de informática (do TSE) vai ter de se haver comigo", brincou.O presidente do TSE informou que no julgamento de casos de impugnação de candidaturas, a prioridade será dada aos casos em que as candidaturas passíveis de cassação tenham votação suficiente para ir ao segundo turno. Nos demais casos, segundo ele, "será seguida mecanicamente a legislação eleitoral." Britto informou ainda que será feito um esforço, inclusive por meio de plantões, para se examinar todos os casos antes da diplomação dos candidatos eleitos.
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Estadão. MARIANGELA GALLUCCI E FABIO GRANER - Agencia Estado.
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BOVESPA: ''CAI O REI DE ESPADA..."

Bovespa desvaloriza 13,54% e dólar marca R$ 2,19; mercado vive pior dia da crise

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) continua a cair a uma taxa de dois dígitos, no que desponta como o pior dia dos mercados desde o início da crise dos créditos "subprimes", desde a segunda metade de 2007. Segundo analistas, os investidores temem o agravamento dessa crise no sistema financeiro europeu. E num pregão histórico, a Bolsa brasileira já interrompeu por duas vezes os negócios.
Pouco depois da abertura, a Bolsa despencou rapidamente e o mecanismo do "circuit breaker" foi acionado --às 10h19-- para evitar oscilações ainda bruscas. Após meia hora de interrupção --para acalmar os ânimos-- o mercado não melhorou. Em um pregão inundado por ordens de venda, o índice Ibovespa caiu rapidamente 15%, quando o "circuit breaker" foi acionado novamente --às 11h44-- interrompendo os negócios, desta vez, por uma hora.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, desvaloriza 13,54% e desce para os 38.490 pontos, praticamente anulando os ganhos dos últimos dois anos. O giro financeiro é de R$ 3,53 bilhões.
No epicentro da crise, a Bolsa de Nova York perde 7,27%. O índice de ações Dow Jones, de repercussão global, caiu abaixo do patamar histórico dos 10 mil pontos pela primeira vez em quatro anos.
O dólar comercial é negociado a R$ 2,195 para venda, em forte alta de 7,28%. A taxa de risco-país marca 404 pontos, número 13,5% mais alto que a pontuação anterior.
Após a taxa atingir R$ 2,15, o Banco Central anunciou um leilão de contratos de swap cambial no montante de US$ 1 bilhão. Esse leilão funciona como uma venda de dólares no mercado futuro, o que pode suavizar o ritmo de alta das cotações.
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As Bolsas européias concluíram os negócios registrando fortes quedas, a exemplo de Londres (baixa de 7,85%), Paris (baixa de 9,03%) e Frankfurt (queda de 7,07%).
Há semanas, o mercado observava problemas no sistema financeiro europeu, mas neste final de semana, os investidores realmente ficaram nervosos com a notícia da situação quase falimentar do banco alemão Hypo Real Estate (HRE).
Para escapar da quebra, o HRE teve que ser salvo por uma operação conjunta entre o governo alemão e bancos privados. Especializado em hipotecas, o HRE também foi afetado em suas contas por carregar os problemáticos créditos imobiliários americanos que estão no centro da crise financeira que abala a economia mundial desde o ano passado.
A situação do HRE reforça a percepção de que as instituições financeiras européias seguem pelo mesmo caminho dos bancos americanos, que anunciaram rombos bilionários e, ou foram 'engolidos' por outros bancos, ou tiveram que ser socorridos pelo governo local.
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Folha Online,
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ELEIÇÕES MUNICIPAIS: AINDA ''ARGUEIROS'' NA VISÃO...

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6 de outubro de 2008

O Globo
Manchete: Rio derrota Cesar e Crivella: Paes e Gabeira vão a 2º turno
Com a participação de 82% do eleitorado, o Rio pôs fim à Era Cesar Maia na prefeitura, impondo a terceira derrota consecutiva ao senador Marcello Crivella (PRB) em sua pretensão de exercer um cargo executivo no estado. Com 31% a 25% dos votos válidos, respectivamente, Eduardo Paes (da coligação PMDB-PTB-PP-PSL) e Fernando Gabeira (PV-PSDB-PPS) conquistaram o direito de disputar o segundo turno das eleição para prefeito. Crivella teve 19%. Gabeira, candidato ciclista, que não atacou adversários e não tinha cartazes de campanha para não sujar a cidade, virou um fenômeno eleitoral. O DEM de Cesar Maia, massacrado ao obter só 4% para sua candidata Solange Amaral, deve anunciar hoje apoio a Gabeira. Paes vai procurar o apoio de Crivella, do PT e do PCdoB de Jandira Feghali, que conseguiu 9,7% dos votos. O peemedebista chega ao segundo turno com um discurso voltado para as áreas mais carentes, destacando a união entre município, estado e governo federal. O prefeito nomeará até amanhã uma equipe de transição. (págs. 1, 3 a 11)
Kassab surpreende e lidera apuração
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), surpreendeu e, apurados 81% das urnas, liderava a disputa com 34,37% dos votos válidos, à frente de Marta Suplicy (PT), que tinha 31,27%. Geraldo Alckmin (PSDB) estava com 23,04%. O desempenho de Kassab fortalece o governador tucano José Serra, que o apoiou nos bastidores e não fez campanha por Alckmin. Mesmo que Marta conseguisse assumir a liderança durante a madrugada, a disputa voto a voto em São Paulo acendeu o sinal de alerta do PT. Lula deve reforçar o apoio a Marta no segundo turno. (págs. 1, 16, 17 e 18)
Em BH, eleitor pune ‘salto alto’ de Aécio
Em Belo Horizonte, Leonardo Quintão (PMDB), um jovem deputado que entrou na disputa como azarão, chegou apenas dois pontos percentuais atrás do super-favorito Márcio Lacerda (PSB), apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT). Lacerda, que era cotado para vencer no primeiro turno até poucos dias antes da votação, teve 43%, contra 41% de Quintão. Aécio, que chegara a ironizar a falta de adversário, tentou minimizar o impacto do resultado, dizendo que a tese da convergência entre PT e PSDB avança. “Chegaremos na frente.” (págs. 1 e 20)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Kassab chega na frente de Marta
Em ascensão na reta final, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), chegou à frente da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) no primeiro turno da disputa pela prefeitura. O segundo turno será no dia 26 de outubro. Com quase todas as urnas da cidade apuradas, a vantagem de Kassab sobre Marta era inferior a um ponto. A campanha do prefeito já articula um “arrastão partidário”, para ampliar alianças e tentar isolar a adversária. (págs. 1 e Eleições 2008)
Peemedebista surpreende candidato de Aécio em Minas
Leonardo Quintão, 33, foi ao segundo turno quase empatado com Márcio Lacerda; o governador apostava que Lacerda se elegeria ontem. (págs. 1, Esp. 5 e 12)
Gabeira ultrapassa Crivella e enfrenta Eduardo Paes no Rio
Deputado federal do PV ficou com 25,6% dos votos, contra 32% do peemedebista; Datafolha foi o primeiro a detectar a sua ascensão. (págs. 1 e Esp. 10)
Petista vai ao segundo turno com prefeito em Porto Alegre
Maria do Rosário teve 22,73% dos votos, contra 43,85% de José Fogaça (PMDB); Manuela D’Ávila (PCdoB) fica fora e deve apoiar Rosário. (págs. 1 e Esp. 13)
Contra crise bancária, Alemanha anuncia garantia a contas
A Alemanha anunciou que vai garantir todas as contas bancárias do país, em ação para evitar uma corrida aos bancos. Hoje, só depósitos de até € 20 mil (R$ 56 mil) por conta são garantidos. (págs. 1, A9 e A10)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Kassab cresce no fim e vai com Marta ao 2º turno em São Paulo
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) vão disputar o segundo turno da eleição à Prefeitura de São Paulo, numa briga que opõe o governador tucano José Serra e o presidente Lula. A campanha já está traçada: as gestões serão comparadas. Marta disse que Kassab fez metade do que ela, mesmo tendo R$ 10 bilhões a mais. O prefeito rebateu: “ Nossa gestão teve melhores resultados”. Kassab disse que a costura de aliança com os tucanos para o segundo turno será conduzida principalmente por Serra, e afirmou que considera “natural” o apoio de Soninha (PPS). (págs. 1, H1 a H8)
Gabeira chega na frente de Crivella
Eduardo Paes (PMDB) disputará o segundo turno da eleição no Rio com Fernando Gabeira (PV), que superou Marcelo Crivella (PRB). Gabeira teve desempenho superior ao apontado pelas pesquisas. O PMDB do governador Sérgio Cabral esperava que Paes obtivesse uma vantagem maior e já prepara ajuste para o segundo turno: o presidente Lula será chamado a participar da campanha. (págs. 1 e H15)
Meirelles diz que BC deve usar reservas
O Banco Central está usando as reservas cambiais do País para neutralizar a restrição de crédito a exportadores, disse o presidente do BC, Henrique Meirelles. Ele lembrou que o governo já interferiu no câmbio e poderá voltar a fazê-lo, “desta e de outras formas, quando julgarmos necessário”. O presidente Lula convocou para hoje reunião com líderes da base governista para discutir a crise. (págs. 1, B1 e B3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Paes 32% Gabeira 25%
Eduardo Paes (PMDB), com 32% dos votos, e Fernando Gabeira (PV), com 25%, vão disputar a preferência do eleitor carioca no segundo turno. Gabeira confirmou a ascensão final e ultrapassou Marcelo Crivella (PRB), que começou a campanha em primeiro lugar nas pesquisas e obteve ontem 20%. Nesta edição especial, tudo o que ocorreu pelo Brasil. (págs. 1 e Eleições A2 a A24)
TRE critica sujeira de candidatos: 4,8 toneladas apreendidas
Com poucos incidentes durante o dia, o maior trabalho do TRE do Rio foi com o material de campanha irregular: 4,8 toneladas apreendidas, entre placas, panfletos e santinhos. Boca-de-urna disfarçada e liberação de bebida integraram a lista de problemas.Em todo o Brasil, mais de 200 candidatos acabaram presos por propaganda irregular. (págs. 1, Eleições A4, A10, A11, A15 e A19)
Favela ocupada por tropas viram zona franca eleitoral
Ocupadas pelas tropas do Exército, favelas do Rio enfrentaram um dia tenso. Na Cidade de Deus, militares feriram dois homens acusados de agredir soldados. Na Rocinha, na Vila Cruzeiro e nos complexos do Alemão e da Penha, o vale-tudo prevaleceu. Entre os flagrantes, boca-de-urna, cabos eleitorais exercendo a função de mesários e intimidação de fotógrafo do JB. (págs. 1 e Eleições A13)
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Correio Braziliense
Manchete: PMDB ganha força nas urnas. Já o PT...
As eleições municipais confirmaram o PMDB como o partido de maior expressão nacional. Os candidatos peemedebistas estão no segundo turno em cinco das maiores capitais do país: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e São Paulo, com o vice de Gilberto Kassab (DEM). O PT, por sua vez, teve um desempenho muito aquém do prometido.A esperada “onda vermelha”, resultante dos excepcionais índices de aprovação do presidente Lula, não se confirmou. A situação mais emblemática está em São Paulo, onde Marta Suplicy desceu da liderança nas pesquisas para o segundo lugar na contagem de votos. Na capital mineira, outra surpresa: Márcio Lacerda, grande aposta do governador Aécio Neves, venceu o concorrente Leonardo Quintão por uma diferença de apenas 30 mil votos. Como informou o Correio ontem, o mapa político nacional ficou marcado pelo continuísmo. (págs. 1, Tema do dia, 2 a 20)
Novo Português
Após a aprovação do acordo ortográfico da língua portuguesa, alunos de escolas públicas vão receber livros didáticos com as novas regras de grafia já a partir do próximo ano. O alfabeto ganha as letras k, w e y e o trema deixa de existir. Saiba como ficará a nossa língua. (págs. 1, Gabarito, capa 6 e 7)
Socorro Alemão acalma bancos
Para evitar quebradeira geral, governo da Alemanha garante que depósitos bancários estão seguros. Banco HRE, com risco de falência, receberá aporte de 50 bilhões de euros. (págs. 1 e 23)
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Valor Econômico
Manchete: Eleições sancionam continuidade
Todos os prefeitos de capital que se candidataram a um novo mandato foram reeleitos ou vão disputar o segundo turno no dia 26. É o mais eloqüente sinal da aposta na continuidade administrativa na esfera municipal dado pelo eleitorado desde a aprovação da emenda constitucional que instituiu a reeleição, em 1997.Nas cinco maiores capitais do país – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador – a decisão ficará para o segundo turno, o que ainda deixa indefinida a configuração das forças partidárias para 2010. (págs. 1, A5 a A16 e A20)
Governos europeus socorrem bancos
Governos na Europa tentavam desesperadamente salvar bancos do colapso, ontem, enquanto crescia o medo na população. As televisões mostraram alguns clientes na Bélgica visivelmente aliviados quando conseguiram sacar dinheiro de uma máquina eletrônica do banco Fortis. Já era perto de meia-noite na Bélgica quando o governo anunciou que o francês BNP Paribas adquiriu 75% do braço belga do Fortis pagando em ações US$ 11,4 bilhões. (págs. 1, C1 a C10)
Sob pressão, Anbid tenta regular IPOs
Sob pressão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Andib) deve adotar em 45 dias novas normas para controlar os conflitos de interesse na oferta de ações (IPOs). A presidente da CVM, Maria Helena Santana, disse à “ValorInveste”, que circula nesta edição, que a própria CVM baixará as normas se a auto-regulamentação não ocorrer. (págs. 1 e ValorInvest)
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Gazeta Mercantil
Manchete: TIM renova conselho e muda foco para cliente e rentabilidade
Com um invejável currículo e muita experiência nos mercados financeiros, o italiano Gabriele Galateri di Genola, que há quase um ano é o chairman da Telecom Itália, assumiu também a presidência do conselho de administração da TIM Brasil. Em sua primeira entrevista à imprensa brasileira revela muito entusiasmo com os novos desafios e destaca que o Brasil é prioridade absoluta nos investimentos externos. “O País representa 59% das operações internacionais da companhia. Depois da Itália, o Brasil é o mais importante mercado”, afirma o executivo que chefiará mais de R$ 7 bilhões de investimentos em modernização nos próximos três anos. (págs. 1 e C1)
Humor do mercado traz impacto para risco-Brasil
Os principais indicadores utilizados para medir a aversão ao risco dos ativos brasileiros apresentaram forte alta em setembro e início de outubro, com o agravamento da crise no mercado internacional, que praticamente anulou os efeitos da obtenção do grau de investimento pelo Brasil. O risco-Brasil medido pelo índice Embi+ do JPMorgan alcançou 348,97 pontos básicos. Já o prêmio de risco-Brasil medido pelo swap de crédito (CDS) de vencimento em cinco anos estava a 210,80 pontos básicos.Para o estrategista-chefe do banco West-LB, Roberto Padovani, a elevação do risco-Brasil, que tem se acentuado desde meados de junho, é reflexo de um aumento da aversão ao risco no mercado em geral, agravada pela retração da liquidez e incerteza sobre o mercado bancário.O mercado demonstrou, sexta-feira, que não acredita nos efeitos do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões, que, no entender de especialistas, chega tarde demais. (págs. 1 e B1)
Déficit de moradias pede ação política
Às vésperas do anúncio do Plano Nacional de Habitação, em desenvolvimento há dois anos, há expectativa sobre as soluções que serão apresentadas pelo governo para sanar o déficit de moradias. Dados do Centro de Informações da Gazeta Mercantil, com base no Pnad 2008, mostram que 3,6 milhões de famílias vivem em condições de coabitação, o que representa 58% do déficit. Empresários de vários estados afirmam: o problema da habitação é uma questão de vontade política. (págs. 1, C8, C9 e C10)
Institutos erram e Serra vence em São Paulo
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), com pouco mais de 90% dos votos apurados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), estava à frente na disputa pela capital paulista, com 33,8%. A favorita em todas as pesquisas — inclusive nas de boca-de-urna —, era a candidata do PT, Marta Suplicy, que registrava 32,42% dos votos. Resultados oficiais discrepantes das pesquisas aconteceram em vários municípios do País, o que, mais uma vez, questiona o trabalho dos institutos.(págs. 1, A8, A9, A10 e A11)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir

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sábado, outubro 04, 2008

EDITORIAL: KEYNES E A DEMANDA AGREGADA

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... Cremos que o momento financeiro mundial é crucial para revermos este ensaio.


A teoria econômica de Lord Keynes e a ideologia triunfante do nosso tempo

[Por Alceu Garcia19 de março de 2002

Alceu Garcia não existe. É o pseudônimo de um cidadão que, cercado de esquerdistas por todos os lados, e já conhecendo o tratamento que eles dão a quem ouse contrariá-los no local de trabalho, tem bons motivos para desejar permanecer incógnito. Camuflado ou não, é um excelente escritor, e é com muita honra que apresento e agradeço sua contribuição notabilíssima ao debate que ando travando há tempos com os devotos de Lord Keynes. Outros textos de Alceu Garcia aparecerão nesta página nas próximas semanas. O. de C. (13 de março de 2002)].

Introdução

Dificilmente se passa uma semana sem que o economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) seja louvado por escritores e colunistas de nomeada, especialistas na matéria ou não, como o genial autor de uma revolução copernicana na economia e um grande benfeitor da humanidade. O cultuado escritor L.F. Veríssimo elogiou o "espírito público" de Keynes em sua coluna em O Globo, e lamentou que a visão egoísta e os interesses imperialistas dos americanos tenham prevalecido sobre os propósitos benevolentes do inglês no acordo de Bretton Woods. Uma ativista americana que participou do recente Fórum Social Mundial de Porto Alegre, entrevistada pelo JB, concitou a humanidade a adotar políticas keynesianas para redimir os bilhões de miseráveis do planeta. A última moda da esquerda festiva parisiense é uma estridente propaganda em prol da dita "taxa tobin" sobre movimentações financeiras internacionais, inspirada em estudo de James Tobin, economista americano da melhor estirpe keynesiana. O jornalista Cesar Benjamim, remanescente do marxismo-leninismo ortodoxo, escreveu em artigo na Caros Amigos que a Lei da Responsabilidade Fiscal, que limita as despesas públicas à arrecadação, é nociva, de vez que os gastos deficitários do estado possuem um efeito multiplicador que espalha a prosperidade e resulta em aumento na arrecadação futura, recobrando o equilíbrio orçamentário em outro nível. Isso não é nem Marx, nem Lenin; é macroeconomia keynesiana pura. Curiosamente, no número seguinte do mesmo periódico Benjamim proferiu um candente libelo contra... a macroeconomia!
No universo dos especialistas o prestígio do luminar de Cambridge é ainda maior. O ex-ministro do governo Sarney e banqueiro João Sayad, aquele mesmo responsável pelo fracassado Plano Cruzado e que hoje atormenta os paulistanos como secretário de finanças da prefeita Dona Marta, exalta Keynes frequentemente em suas lacrimosas colunas no JB, salientando que o inglês foi o primeiro a manifestar interesse pela questão do desemprego e em como salvar os trabalhadores das garras do capitalismo predatório Os economistas responsáveis pelo projeto econômico do PT, Guido Mantegna, Luiz Beluzzo, o próprio Sayad e outros, baseiam-se muito em Keynes e pouco em Marx, o contrário do que normalmente se esperaria de um partido de extrema-esquerda. Não menos keynesianos são os economistas do PSDB "autêntico", pontificando entre eles outro ex-ministro de Sarney e comandante de mais um desastrado "plano", Bresser Pereira. A revista República, hoje o veículo semi-oficial da candidatura Serra, não poupa elogios a Keynes e invectivas contra o superado neoliberalismo do americano Milton Friedman. O colunista do New York Times Paul Krugman, cujas diatribes ultra-keynesianas são reproduzidas em alguns jornais brasileiros, é acatado por seus congêneres tupiniquins, acadêmicos ou não (com a exceção de Gustavo Franco), como a máxima autoridade mundial em economia. Os juízos de Krugman produzem em nosso país um efeito categórico de Roma locuta, causa finita.
Os exemplos dessa profunda identificação entre o pensamento e a propaganda esquerdista com Keynes e suas idéias são inúmeros. O curioso, por outro lado, é que também certa direita reinvindica Keynes como um de seus patronos. Basta lembrar de Delfim Netto e Mario Henrique Simonsen, ministros do regime militar e adeptos das teorias keynesianas, os quais dirigiram a mais extensa invasão do domínio econômico pelo estado na história do nosso país e fizeram da economia brasileira uma das mais estatizadas do mundo. Liberais como o falecido J.G. Merquior também relacionam Keynes como um eminente prócer do liberalismo. Tudo isso é bastante perturbador e inconclusivo. Afinal, Keynes foi um socialista, conservador ou liberal? Talvez suas inovações científicas simplesmente sejam rigorosamente irrefutáveis e, portanto, ideologicamente neutras, não podendo responder por apropriações indevidas, por todas as correntes políticas, da verdade apoditicamente demonstrada. A proposta desse ensaio é tentar elucidar esse enigma, desvendando a verdadeira filosofia social do economista britânico e sua posição no quadro do pensamento econômico, ideológico e político contemporâneo.
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[Reproduziremos em partes este ensaio durante a próxima semana...].

sexta-feira, outubro 03, 2008

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

03 de outubro de 2008

O Globo
Manchete: Temor de novo veto a pacote nos EUA derruba as bolsas
Nem a aprovação do pacote anticrise pelo Senado americano ajudou a acalmar os mercados que tiveram ontem um dia de fortes perdas. A bolsa brasileira, mais uma vez, teve a maior queda: 7,34%, após ter oscilado até 9,41%. O dólar disparou 5,09% e fechou a R$ 2,023, maior cotação desde agosto de 2007. Em Nova York, o Dow Jones caiu 3,22% e o Nasdaq recuou 4,48%. Hoje, o pacote deve ir à votação na Câmara, com risco de ser rejeitado novamente. Há grupos de deputados contrários às emendas que elevaram o custo para US$ 850 bilhões. À noite, o BC brasileiro anunciou mudanças nas regras compulsórias dos bancos para dar mais liquidez ao mercado. (págs. 1, 29 a 35, Míriam Leitão, Merval Pereira e Editorial "Desconfiança")
Apoiado por Lula, Severino sobe
Com vídeo de apoio de Lula e a presença de ministro nos comícios, o ex-deputado Severino Cavalcante canta vitória em sua cidade natal. (págs. 1 e 13)
Graziano: Minc expôs sujeira sob o tapeteO ex-presidente do Incra Xico Graziano elogiou o ministro Carlos Minc por "levantar a sujeira sob o tapete", ao publicar lista que aponta assentamento de sem-terra como os maiores causadores de desmatamento na Amazônia. "A reforma agrária no Brasil, com este formato, é antiecológica." O Ibama admite fechar um acordo para perdoar a dívida milionária do Incra. (págs. 1 e 16)
Privatização em rodovias federais avança
Mais de 600 quilômetros das rodovias federais BR-116 e BR-324, na Bahia, serão privatizados em 1º de dezembro. O valor máximo de pedágio é de R$ 2,80 por trecho. Empresários temem que grupos estrangeiros fiquem de fora por causa da crise global. (págs. 1 e 36)
Graziano: Minc expôs sujeira sob o tapete
O ex-presidente do Incra Xico Graziano elogiou o ministro Carlos Minc por "levantar a sujeira sob o tapete", ao publicar lista que aponta assentamento de sem-terra como os maiores causadores de desmatamento na Amazônia. "A reforma agrária no Brasil, com este formato, é antiecológica." O Ibama admite fechar um acordo para perdoar a dívida milionária do Incra. (págs. 1 e 16)
COB: Nuzman é reeleito na surdina
O presidente Carlos Arthur Nuzman foi reeleito por aclamação no COB, em pleito contestado por algumas confederações, como a CBF, que não mandou representante. Nuzman ignorou o prazo mínimo de convocação previsto no estatuto do comitê. (págs. 1 e 42)
Chefe da Scotland Yard se demite
O comissário da Scotland Yard, Ian Blair, pediu demissão, pondo fim a uma gestão polêmica marcada pelo assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. Atritos com o prefeito Boris Johnson e má gestão de verbas públicas teriam causado a saída. (págs. 1 e 39)
A conquista do Oeste
Os quase 40% dos votos cariocas que se concentram na Zona Oeste foram disputados ontem, palmo a palmo, pelos candidatos a prefeito que aparecem à frente nas pesquisas. Eduardo Paes (PMDB) fez campanha ao lado do pastor evangélico Manoel Ferreira e se empenhou em explicar suas propostas para as vans, rebatendo os ataques que tem sofrido de cooperativas do setor. Marcelo Crivella (PRB) insistiu em se apresentar como o candidato dos pobres contra aquele que apontou como o dos ricos (Paes). Fernando Gabeira (PV) conversou com eleitores no calçadão de Bangu e disse que não quer ser o candidato anti-Lula. Ele disse ter dúvida sobre qual candidato o presidente prefere. Jandira Feghali (PcdoB) concentrou suas críticas em Gabeira, mas se disse anti-Crivella. (págs. 1 e 3)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Bolsa cai 7,3% e dólar passa de R$2
Um dia após o Senado americano aprovar um pacote financeiro de US$ 850 bilhões, os mercados voltaram a sofrer fortes perdas. A Bovespa fechou em queda de 7,34%, superior à dos demais mercados. no pior momento, a desvalorização chegou a 9,41% e quase o pregão foi interrompido - o que ocorreria se as perdas superasssem 10%. O dólar subiu 5,09%, para R$ 2,023. A divulgação de novos dados ruins da economia americana puxou o mau humor geral. Em Nova York, O Dow Jones recuou 3,22%. Os mercados emergentes também caíram fortemente. Mesmo que a Câmara aprove hoje o pacote, teme-se que a economia dos EUA não escape da recessão. A equipe econômica apresentou ao presidente Lula plano com vários cenários de medidas para combater os efeitos da crise. Lula quer garantir crescimento de 4% nos próximos anos. (págs. 1 e Dinheiro)
Foto: Moeda americana sobe 30% em 2 meses
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com a Organização das Cooperativas Brasileiras, no Planalto, pela manhã.
EditoriaisLeia "Cautelas fiscais", sobre prevenção contra a crise e "Concessões sem controle", acerca de autorizações de TV. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Dólar bate R$ 2,00 e bolsa cai com incertezas sobre pacote
Os mercados mundiais tiveram ontem novo dia de tensão e quedas fortes, apesar da aprovação pelo Senado dos EUA, no dia anterior, do pacote de US$ 700 bilhões para socorrer o sistema financeiro do país. Permanece o temor de recessão global e de que a crise bancária atinja também Europa e Japão. A Bovespa caiu 7,34% e o dólar foi a R% 2,021, superando os R$ 2 pela primeira vez desde agosto de 2007. A desvalorizaçao do real atingiu 18,5% no último mês. Em Nova York, a bolsa recuou 3,22%, diante da incerteza sobre o pacote de ajuda. O plano enfrenta forte resistência e sua votação na Câmara, prevista para hoje, pode nem acontecer, já que a presidente da Casa, a democrata Nancy Pelosi, disse que o texto só iria a plenário se houvesse votos suficientes para aprová-lo. Na Europa, os líderes devem se reunir amanhã para dar uma reposta à crise, mas a UE está dividida. No Brasil, o governo decidiu fazer economia de gastos e busca folga fiscal para 2009, quando se espera que o efeito da crise surja com mais força. (págs. 1, B1 a B11)
Bancos médios vão atrás de recursos
Com dificuldade para captar recursos, bancos médios brasileiros buscam financiamento pela emissão de papéis baseados em empréstimos a receber. Em setembro, os pedidos de emissão somaram R$ 1,4 bilhão. (págs. 1 e B7)
Terceirização pode ser limitada pelo governo
Anteprojeto enviado pelo Ministério do Trabalho ao Planalto propõe novas regras que dificultam a contratação de serviços terceirizados, informam Isabel Sobral e Rui Nogueira. Pelo texto, empresas privadas não poderiam manter por mais de cinco anos contratos do mesmo serviço terceirizado. Profissionais liberais também ficariam impedidos de registrar empresas exclusivamente para prestar serviços - as chamadas "empresas de um funcionário só". (págs. 1 e B14)
Brasil e Espanha fazem acordo Convênio dá assistência jurídica a barrados nos dois países. (págs. 1 e C1)
Fórum Estadão: Crise desafia país a fazer reformas Em caderno especial, analistas pedem novo debate sobre a Previdência. (pág. 1)
Os 20 anos da Constituição Os defeitos da Constituição não são poucos, mas ela tem servido como bom farol para a vida brasileira. A comemoração de seus 20 anos é também a celebração da estabilidade política. (págs. 1 e A3)
Artigo: Amizade histórica Celso Amorim e Serguei Lavrov: O laço Rússia-Brasil independe da conjuntura. (págs. 1 e A2)
Crianças da classe A são as que tomam menos vacinas Crianças da classe A tomam menos vacinas, revela estudo da Santa Casa de SP. O fenômeno é nacional, mas se acentua no Sudeste, onde só 68,9% das crianças mais ricas receberam as vacinas do calendário oficial. A meta é de 95%. (págs. 1 e A22)
Livrarias e editoras se expandem A abertura de loja da Livraria Cultura dedicada à Companhia das Letras reforçou segmento do mercado em expansão: o de editoras que mantêm livrarias com seu nome, como acontece na França. Com canal exclusivo de distribuição, elas testam quais títulos interessam mais. (págs. 1 e D5)
Marta e Kassab já reúnem munição para o 2º turno Os comitês de Marta Sulicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM) já reúnem munição para o segundo turno da eleição em São Paulo. A equipe de Kassab separou imagens de 2004 em que Marta, então prefeita, aparece batendo boca com uma eleitora que reclama de enchentes. Eles temem a exibição de cenas de Kassab chamando um autônomo de "vagabundo" durante vistoria a posto de saúde. (págs. 1 e A4)
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Jornal do Brasil
Manchete: Nos EUA, mutirão a favor do pacote
Um mutirão de lobistas resolveu agir para aprovar a nova versão do pacote de socorro contra a crise que abala o mercado financeiro internacional. Aprovado pelo Senado americano na quarta-feira, o projeto, que destina US$ 700 bilhões para evitar o xeque-mate de instituições financeiras, já foi aumentado para US$ 850 bilhões e será votado hoje na Câmara. As linhas telefônicas ficaram sobrecarregadas, com chamadas tentando convencer os relutantes. Mas o mercado parece não se saciar facilmente. A Bovespa liderou a queda das bolsas: - 7,34%. (págs. 1 e Economia A18)
Horário eleitoral perdeu audiência
Terminou ontem o horário eleitoral gratuito do primeiro turno, no rádio e na TV, com baixos índices de audiência. Os números do Ibope em São Paulo – segundo a Rede Globo, semelhantes aos do Rio – apontam que a quantidade de aparelhos ligados caiu 17% nas transmissões da tarde. Nas noturnas, 12%. Cientistas políticos consideram os programas de Eduardo Paes e Fernando Gabeira como os melhores. (págs. 1, Tema do dia A2 e A3)
Chefe da Scotland Yard renuncia após caso Jean Charles
Pressionado por críticas à sua ineficiência e acusação de racismo na resolução do caso da morte do brasileiro Jean Charles, o chefe da Scotland Yard, Ian Blair, anunciou que vai deixar o cargo. No pronunciamento da renúncia, nem remorso nem pedido de desculpas. Blair avisou que sai “pelo interesse dos londrinos”. (págs. 1 e Internacional A22)
Radioterapia curta é mais eficaz
Estudo feito no Canadá, que acompanhou por 12 anos grupos de mulheres com câncer de mama em estágio inicial, recomenda uma nova técnica de radioterapia: o tratamento é mais eficaz se durar três semanas, em vez de cinco. (págs. 1 e A24)
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Correio Braziliense
Manchete: Jogatina de grã-fino na Península dos MinistrosA QL 12 do Lago Sul, conhecida como Península dos Ministros, é um dos endereços mais nobres de Brasília. Tem como moradores o presidente da Câmara dos Deputados, o presidente de Senado, o ministro da Fazenda. Em uma operação concluída na madrugada de ontem, investigadores da 10ª Delegacia de Polícia desativaram um cassino que funcionava na casa 9 do Conjunto 20, vizinho às residências de poderosos da capital federal. Quarenta pessoas foram presas em flagrante, entre elas dois comerciantes jordanianos. Os policiais apreenderam mesas, fichas, baralhos, livros-caixas, recibos e comprovantes de movimentação financeira da casa. O material recolhido foi suficiente para encher dois caminhões. Uma primeira análise indica que as apostas no cassino do Lago Sul chegavam a R$ 3 mil. (págs. 1 e 25)
BC permite que bancões salvem banquinhos brasileirosNo fim da noite, o Banco Central anunciou mudanças nas regras dos depósitos compulsórios, para injetar R$ 23,5 bilhões no sistema financeiro. Grandes bancos ganharam autorização para adquirir carteiras de crédito dos menores, em apuros desde que a crise dos EUA interrompeu as linhas de financiamento internacionais. (págs. 1, 12 e Tema do Dia)
Incertezas levam dólar a mais de R$ 2A taxa de câmbio brasileira encerrou o dia cotada a R$ 2,02, alta de 5,3%. A bolsa de São Paulo caiu 7,3%. Tudo porque ninguém mais sabe como vai acabar a crise americana. (págs. 1, 12 e Tema do Dia)
Chefe da Scotland Yard, enfim, deixa cargoIan Blair, comissário da polícia londrina, sucumbiu à pressão pelos erros da operação na qual o brasileiro Jean Charles de Menezes acabou assassinado, há três anos. Ele deixará o cargo em 1º de dezembro. O último a tomar tal decisão foi James Monro, em 1890, por não conseguir prender Jack, o Estripador. (págs. 1 e 24)
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Valor Econômico
Manchete: Receita alta explica onda de reeleição nas capitaisAs contas públicas explicam parte importante da força reeleitoral deste ano – os candidatos com apoio da prefeitura lideram as pesquisas de intenção de voto em 20 das 26 capitais estaduais. A receita corrente das prefeituras das capitais saltou de R$ 41 bilhões em 2004 para R$ 59,6 bilhões em 2007 (aumento de 46,8%). No conjunto dos municípios, os recursos disponíveis tiveram um aumento ainda maior, de 52,4%. Foi uma alta mais significativa do que aquela observada nas receitas da União (45,7%) e dos Estados (41,7%) no mesmo período.O Rio – capital que teve o menor aumento de receita (24,1%) – é a cidade em que a candidatura apoiada pela máquina municipal registra o pior resultado nas pesquisas. Sustentada pelo prefeito César Maia (DEM), a deputada Solange Amaral (DEM) disputa o quinto lugar com Chico Alencar (P-SOL) e Alessandro Molon (PT).O prefeito que provavelmente será campeão proporcional de votos no Brasil, Cícero Almeida (PP), de Maceió, assistiu a um aumento de 60,5% em sua receita. No entanto, a relação entre alta de receita e vitória na eleição não é automática. A receita da prefeitura de São Paulo subiu 55,8% no período, o que não foi suficiente para levar o prefeito Gilberto Kassab (DEM) à liderança, embora deva passar para o segundo turno com chances de vender Marta Suplicy (PT).Caso o resultado das pesquisas se confirme nas urnas, haverá um grande contraste em relação ao que ocorreu quatro anos atrás. Em 2004, em ambiente geral de crise econômica, a oposição venceu em 16 das 26 capitais estaduais e dez prefeitos foram reeleitos. Foi a primeira gestão regida do início ao fim pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabeleceu limites de endividamento e de gastos.A elevação das receitas dos municípios nos últimos anos foi resultado de uma combinação de fatores que vão desde mudanças na lei até o desempenho geral da economia. Mas a geração de recursos próprios, sobretudo nas capitais, teve lugar de destaque. Enquanto as transferências da União tiveram uma elevação de 38,6% e as dos Estados subiram 35,8%, a arrecadação tributária nas capitais aumentou 51,8% nos últimos três anos, principalmente em razão da mudança no Imposto sobre Serviços (ISS), o principal tributo das prefeituras. (págs. 1 e A18)
Dólar supera R$ 2 em mais um dia nervosoUma nova rodada de indicadores ruins sobre a economia americana e especulação levaram o dólar a ultrapassar a casa dos R$ 2 - fechou a R$ 2,023 - e subir 5,09% ontem. As bolsas de valores levaram mais tombos e a Bovespa chegou perto de interromper seu pregão diante de uma queda de 9,4%. O Ibovespa encerrou o dia com perda de 7,34%. A bolsa de Nova York caiu 3,22%, em mais um dia de queda generalizada das ações. A corrida ao fechamento de câmbio por parte dos exportadores para aproveitar a cotação favorável do dólar não tem sido suficiente para contrabalançar dois movimentos opostos. O primeiro, de restrição das linhas externas de financiamento para Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC). O segundo, de saída de divisas do país no câmbio financeiro. Desde o dia 5, com raras exceções, o fluxo cambial diário se manteve ligeiramente negativo. O Banco Central não se moveu no mercado de câmbio. Sua ausência equivaleu ao recado de que a alta do dólar não se sustentará, cessado o movimento especulativo. O BC não percebeu falta de liquidez nem de linhas externas. Operadores de câmbio consideram a notícia de que os dados relativos ao fluxo cambial passarão a ser divulgados semanalmente como um indício de que o BC pretende demonstrar que não está faltando liquidez no sistema. (págs. 1, C1 a C12 e D1)
Destaques: atividade industrialA produção da indústria brasileira diminuiu 1,3% em agosto em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Na comparação com agosto de 2007, o indicador mostra crescimento de 2%. No acumulado do ano, a alta chegou a 6% e 6,5% em 12 meses. (págs. 1 e A3)
Destaques: floresta em pé gera lucroA Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma, no Amazonas, recebeu aval da auditoria alemã Tüv Süd para negociar créditos de carbono pelo não-desmatamento da floresta. É a segunda operação do gênero no mundo e a primeira no Brasil. (págs. 1 e A4)
Destaques: exportações de carneA União Européia decidiu ontem restabelecer a habilitação do Mato Grosso do Sul e áreas do Mato Grosso e Minas Gerais para exportar carne bovina in natura a seus mercados. Atualmente, apenas 364 propriedades no país podem exportar para a UE. (págs. 1 e B11)
Destaques; Codesp quer elevar receitaProposta levada pela Codesp, administradora do porto de Santos, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários prevê a participação das companhias docas estatais nos resultados dos terminais privados. A mudança valeria para os novos arrendamentos. (págs. 1 e B8)
Projetos de governos da América do Sul agitam o mercado de satélites (págs. 1 e B2)
Destaques: demissões nos EUAAs empresas americanas anunciaram cortes de 95 mil postos de trabalho no mês passado, um número 7,2% maior do que as 88 mil demissões feitas em agosto. Até setembro, já foram suprimidas 763 mil vagas, quase o mesmo que em todo o ano passado. (págs. 1 e D2)
Brenco fecha venda de álcool anidro aos EUAA Brenco fechou na quarta-feira, no Texas, um acordo comercial para exportar 1 bilhão de litros de álcool anidro para a companhia petrolífera americana Lyondell. O Valor apurou que o contrato tem a duração de quatro anos e que os embarques começarão a ser realizados a partir do quarto trimestre de 2009, até 2013. Em valores atuais, a negociação envolve cerca de US$ 680 milhões. (págs. 1 e B11)
Pedro Afonso começa a plantar cana-de-açúcarAo contrário da maioria dos municípios de Tocantins, a festa anual de Pedro Afonso não celebra o gado, mas sim a soja. E é natural que seja assim, porque o grão domina a vida econômica da cidade e de toda a região. Mas isso vai mudar. A soja dará lugar à cana-de-açúcar. Com a chegada da Ferrovia Norte-Sul, que terá uma estação de transbordo a menos de 20 quilômetros da cidade, grandes grupos, como a Bunge, estão comprando terras para plantar cana.A estimativa da cooperativa agroindustrial de Pedro Afonso é que a área plantada com soja caia mais de 70% nos próximos três anos. "A soja vai migrar para regiões mais distantes. Aqui em Pedro Afonso, o que vai ter mesmo é cana", reconhece Vanderlei de Souza, gerente da Coapa. A cidade, que foi pioneira da soja no Estado, está vivendo uma mudança que se repete com mais ou menos intensidade em outras regiões que prosperaram com a produção de grãos e agora, com a grande demanda por biocombustíveis, se voltam para a cana. (págs. 1 e B12)
Emissões privadas de ações suprem IPOsCosan receberá um aporte do Gávea, fundo gestor de recursos do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, por meio de um aumento de capital privado de US$ 130 milhões. O controlador, Rubens Ometto, colocará outros US$ 50 milhões. É a quarta empresa a levantar recursos por meio de emissão privada de ações, atraindo fundos de participações ou de ações com foco no longo prazo. Com o mercado de capitais fechado a emissões públicas (IPOs), os negócios se voltam para operações que combinam a chegada de novos sócios com o aporte de mais recursos dos acionistas. "Para nós, o momento é espetacular", disse Luiz Fraga, sócio do Gávea, que captou US$ 1,2 bilhão, há dois meses, para abertura da terceira carteira. (págs. 1 e D3)
IdéiasNaércio Menezes Filho: em breve não haverá mais aumento da demanda por cursos superiores. (págs. 1 e A17)
IdéiasRobert Skidelsky: crescimento foi maior e mais estável na era keynesiana do que na era de Friedman. (págs. 1 e A17)
IdéiasMaria Cristina Fernandes: Marta não conseguiu reduzir rejeição. (págs. 1 e A6)
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Gazeta Mercantil
Manchete: Mercados se retraem à espera do pacoteDescrença. Este foi o sentimento que levou os mercados a nova queda ontem, um dia após a aprovação do pacote de socorro ao setor financeiro pelo Senado norte-americano. Não bastassem as inúmeras alterações na proposta original, que elevaram o total da ajuda para US$ 850 bilhões, a votação do pacote na Câmara dos Representantes, prevista para hoje, assim como sua real eficácia, é incerta. O Tesouro afirmou ontem que levará semanas para começar a desembolsar os recursos destinados a comprar os ativos podres dos bancos. Mesmo com medidas aprovadas e liquidez recuperada, especialistas acreditam que dificilmente os EUA evitarão uma recessão. “Não vamos colocar o projeto em votação sem ter os votos, mas estou otimista“, disse Nancy Pelosi, presidente da Câmara. Com tanta incerteza, o preço do petróleo recuou mais de 4%, a US$ 94 o barril, em Nova York. O dólar subiu frente a outras moedas. No Brasil, a moeda avançou 4,99%, cotada a R$ 2,021. O Ibovespa esteve perto de um novo circuit breaker, ao recuar 9,4%, mas fechou com queda de 7,34%. Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em queda de 3,2%. Nos EUA, o preço dos imóveis caiu tanto que uma casa chegou a ser leiloada por US$ 1,75 no site de leilões Ebay. (págs. 1 e B1)
Promessa de dinheiro novo não convence agricultoresA maioria dos produtores brasileiros ainda não conseguiu ter acesso aos R$ 45 bilhões prometidos pelo governo federal em julho para o custeio da safra 2008/09. O Banco do Brasil (BB), responsável por 63% do total destinado ao agronegócio, liberou até 30 de setembro R$ 4,155 bilhões. Mesmo com a limitação, o número é 70% maior do que em igual período de 2007.Para os representantes dos produtores, o adiantamento dos R$ 5 bilhões anunciados anteontem pelo governo não devem proporcionar o efeito esperado. “No ano passado sobraram R$ 2 bilhões do total e no anterior, R$ 5 bilhões. Isso prova que o produtor não tem sido atendido”, argumenta Carlos Sperotto, presidente da Comissão de Endividamento da CNA.A restrição atinge até quem paga as contas em dia. “Liquidei as dívidas para ter acesso ao crédito e agora estou sem capital de giro”, revela Anderson Taques Moreira Castro, produtor em Castro (PR). Independentemente da burocracia, os recursos são insuficientes, avalia Pedro Arantes, assessor econômico da Faeg.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou, ontem, tranqüilizar os agricultores, reafirmando que não faltará crédito para o custeio rural. (págs. 1 e B12)
Produção industrial recua em agostoO efeito calendário contribuiu para que a produção da indústria caísse 1,3% em agosto (que teve dois dias a menos que o mês anterior), mas já se torna visível que a economia brasileira começou a colher taxas mais moderadas de crescimento. O ritmo chinês de algumas categorias da indústria no segundo semestre do ano passado torna a base de comparação elevada demais para grandes saltos daqui para frente. As fábricas mantiveram em agosto o nível de produção nas alturas, mas mesmo assim o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou aumento de apenas 2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Como elevar o crescimento sobre um salto de 10,5%? Foi este o percentual de aumento da produção industrial em outubro do ano passado. O ritmo asiático foi empurrado pela produção de bens de capital, que cresceu 27,8% naquele mês, conforme lembra a pesquisadora do IBGE Isabella Nunes. Os bens duráveis no mesmo período cresceram 18,2%. “A base de agosto a dezembro está muito elevada e vai ser difícil crescer muito. Mas o ritmo da indústria continua crescendo e o patamar de produção é alto”, afirmou.O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, debitou a queda da produção em agosto à alta da Selic e à retração da demanda. (págs. 1 e A5)
Câmbio – Dólar ultrapassa a marca de R$ 2 (págs. 1 e B2)
Elétricas estão blindadas contra crise, diz estudoAgentes da cadeia produtiva do setor elétrico, que engloba as áreas de distribuição, transmissão e geração, afirmam que a atual crise financeira global não afetará os investimentos e a rentabilidade de empresas ligadas ao segmento. “Os agentes econômicos estão vendo o setor elétrico de forma muito positiva. É como se o segmento estivesse blindado à crise internacional”, diz o professor Nivalde José de Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que divulgou ontem um estudo sobre o setor. As razões para tanta confiança, afirma Castro, residem no fato de boa parte do endividamento das empresas energéticas ter sido feito com moeda local, além dos bons faturamentos obtidos nos últimos anos e das projeções de as receitas para o futuro estarem acima da inflação. “Eles têm a percepção de que a rentabilidade deverá se manter, pois as regras já estão definidas, avalia o professor. O otimismo ainda é revelado sobre projeções de investimentos, que serão maiores entre 2009 e 2012 do que têm sido nos últimos quatro anos, segunda a pesquisa. (págs. 1 e C3)
Orçamento da Marinha será de R$ 2,7 bilhões no próximo anoO orçamento da Marinha de Guerra do Brasil poderá alcançar R$ 2,7 bilhões em 2009. O anúncio abre perspectivas para a renovação de equipamentos da Força Naval. “Antes o orçamento destinava-se apenas ao custeio. Hoje já prevê investimentos”, diz o contra-almirante Antonio Carlos Frade Carneiro, coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha. O País tem 8.500 quilômetros de litoral para defender, além da exploração de petróleo do pré-sal, em pontos situados a até 300 quilômetros da costa. (págs. 1 e A6)
Crédito caro no comércio exteriorApesar de capitalizadas, as instituições financeiras preferem não emprestar, para manter liquidez e evitar riscos. Isso tem elevado consecutivamente a taxa de juros das linhas de comércio exterior (ACC). (págs. 1 e B3)
Fuga para a governançaOs departamentos de análise de várias corretoras endureceram os critérios de recomendação das ações. A palavra de ordem é priorizar empresas com práticas reconhecidas de governança corporativa. (págs. 1 e B4)
Satyam amplia receita no BrasilA Satyam, quarta maior empresa de tecnologia da Índia, planeja expandir para 5% a participação da receita oriunda da operação no Brasil em sua receita global, que até agora era de apenas 1%. (págs. 1 e C6)
OpiniãoMárcio Artur Laurelli Cypriano: No Brasil, os bancos e a equipe econômica tornaram-se referência em termos de rigor regulatório, vigilância, prudência e eficiência. (págs. 1 e A3)
MineraçãoAs exportações brasileiras de minério de ferro cresceram 28% em setembro (págs. 1 e C7)
Constituição Cidadã completa 20 anosNo dia 5 de outubro de 1988, o País conheceu a democracia através da promulgação da Constituição Federal. Em seu vigésimo aniversário, ela ainda divide a opinião de juristas. O símbolo máximo dos direitos individuais e fundamentais dos cidadãos completa duas décadas em meio a críticas sobre seu conteúdo e eficácia e com 3,7 milhões de normas editadas. (págs. 1 e Suplemento Especial)
O mestre reencontra seu primeiro amorNo início de 1941, do encontro entre o jovem Oscar Niemeyer e Juscelino Kubitschek, então governador de Minas Gerais, nascia o projeto de criar o mais belo bairro de Belo Horizonte, o Complexo da Pampulha, obra que projetou o nome do arquiteto. Hoje, aos 101 anos, Niemeyer volta a interferir na paisagem da cidade, a convite de outro governador, Aécio Neves, que encomendou ao mestre um Centro Administrativo. (págs. 1, D1 e D2)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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quinta-feira, outubro 02, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] ''CA$$INO ROYALE''

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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EUA: UM PACOTE. UMA CAMPANHA

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Senado dos EUA aprova pacote de ajuda financeira
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Foi aprovado na noite desta quarta-feira (1º) pelo Senado norte-americano pacote de ajuda financeira no valor de US$ 700 bilhões, proposto pelo governo George W. Bush. A proposta foi aprovada por 74 votos a 25. O projeto de lei foi rejeitado na última segunda-feira (29/09) pela Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA. Os congressistas republicanos foram responsáveis pela maioria dos votos contra o plano. O placar foi de 228 contrários e 205 a favor do socorro. Os candidatos à presidência dos Estados Unidos tanto do partido Republicano quanto do Democrata, ambos senadores, pressionaram para que houvesse uma votação no Senado. Foi a primeira vez que um projeto de lei nos EUA passou pela Câmara Alta antes de ir à Câmara Baixa (dos Representantes). Após a rejeição, o texto sofreu modificações e, às três páginas iniciais foram acrescidas outras 450.A proposta ainda depende de aprovação da Câmara Baixa, que pode votá-la nesta sexta-feira (3/09). Entre as alterações feitas desde segunda-feira, estão a elevação do limite de depósitos garantidos pela Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC) - de US$ 100 mil para US$ 250 mil - e a prorrogação de créditos fiscais para empresas e para projetos de energia renovável.
Problemas
Apesar da aprovação do pacote, os problemas devem continuar, mesmo que os deputados sigam o exemplo dos colegas senadores e aprovem o pacote na segunda votação do tema, que pode acontecer ainda quinta-feira ou sexta. "O pacote não pode ser considerado um salvador da pátria. É apenas um caminho mais rápido para um ajuste necessário no sistema financeiro. Pode contribuir para acalmar um pouco o clima, desarmando as expectativas. Mas não significa que o crédito vai voltar a fluir ou que os bancos não vão mais quebrar", afirma o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas Gomes.Ex-diretor do Banco Central (BC), Gomes acredita que o sucesso do pacote vai depender de uma série de detalhes práticos de sua implantação. Ainda não está claro o tamanho do deságio com que os créditos podres serão comprados pelo Tesouro e nem se a operação vai resultar numa real capitalização dos bancos. Só com dinheiro disponível, eles poderão voltar a emprestar para consumidores e empresas. De qualquer maneira, na avaliação do economista, a compra direta dos papéis é uma opção melhor do que o financiamento diário das instituições pelos bancos centrais. "O pacote pode ser o começo de uma recuperação econômica um pouco mais rápida", aposta. Na visão de outro ex-diretor do BC, o consultor Carlos Eduardo de Freitas, é difícil saber até que ponto o pacote conseguirá restaurar a confiança dos investidores no sistema financeiro. "O governo foi muito lento ao agir. A hora de ter entrado em campo rapidamente era duas semanas atrás, quando os bancos começaram a mostrar sérios sinais de que estavam quebrados. As autoridades perderam totalmente o controle da situação e o pacote pode dar a elas algum tempo até que o comando seja retomado", afirma. O economista acredita que as medidas pelo menos têm o potencial de estancar a sangria no crédito. Para Freitas, o governo tem poucas alternativas agora a não ser torcer para que o socorro aos bancos dê certo. Se não der, as autoridades acabarão tendo que adotar uma saída radical: nacionalizar os bancos em dificuldades e saneá-los para posterior privatização. Segundo ele, o governo dos EUA já adotou essa medida ao encampar o banco Continental Illinois, em 1984, vendendo-o depois de limpar seu balanço. "Se fez isso uma vez, pode fazer de novo. O que não dá para fazer é deixar o sistema todo ruir. Os efeitos para a economia real são muito danosos. O primeiro seria um colapso total do crédito, seguido de uma brutal recessão mundial", diz.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

02 de outubro de 2008
O Globo
Manchete: EUA: Senado aprova socorro mas custo vai a US$ 850 bi
O Senado americano aprovou ontem, por 74 votos a favor e 25 contra, o pacote de socorro de US$ 700 bilhões a instituições financeiras. O texto deve ser votado amanhã na Câmara. De olho na eleição, os senadores cederam, no entanto, a ação de lobistas que conseguiram incluir várias propostas elevam o custo para US$ 850 bilhões. Entre as mudanças, está a prorrogação de benefícios para a indústria de cinema e donos de autódromos, além de isenção de impostos para vítimas de furacões. O plano manteve o teto de salários para executivo de instituições que receberem ajuda. O mercado financeiro passou o dia à espera da votação, que só aconteceu à noite. O Índice Dow Jones caiu 0,18% e a Bovespa subiu 0,52%. O dólar fechou cotado a R$ 1,925, com alta de 1,1%. Pesquisa mostra que George W. Bush é o presidente mais impopular da história americana, com 70% de desaprovação. (págs. 1, 27 a 33 e 36, Miriam Leitão e editorial “Plano de vôo”)
Lula: ‘Cuidem do crédito que o Natal ta aí’
O presidente Lula cobrou de seus ministros que não falte crédito para os consumidores: “Cuidem do crédito. O Natal está aí”. O Banco do Brasil dará R$ 5 bi a agricultores para compensar a falta de crédito. (págs. 1, 29 e Negócios & Cia)
Eleições 2008
Fanfarra eleitoral: o Exército entra no Complexo do Alemão tocando hinos dos clubes cariocas. A ocupação mobilizou o maior contingente da Operação Eleições, com 3.500 soldados. Uma Bandeira do Brasil foi fincada no ponto mais alto do conjunto de favelas. (págs. 1 e 9)
Marinha ameaça interromper patrulhas navais
Depois do Exército, agora é a vez de a Marinha avisar que pode interromper atividades por falta de dinheiro. As patrulhas navais correm risco de suspensão, o que afetaria a segurança das plataformas de petróleo. (págs. 1 e 9)
Segundo Caderno O ex-ministro Gilberto Gil volta à música e diz não sentir saudades da política. (pág. 1)
Caracas à frente entre as mais violentas
A capital da Venezuela está entre as cidades mais violentas do mundo e tem a maior taxa de homicídios da América do Sul, segundo a revista “Foreign Policy”. Desde que Chávez assumiu, a taxa de homicídios do país subiu 67%. (págs. 1 e 37)
Apac não impede demolições no Leblon
Apontada pelo prefeito César Maia como instrumento para deter a especulação imobiliária, a Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac) não está impedindo nova leva de demolições no Leblon. Dezenove pequenos prédios já foram derrubados desde que o prefeito publicou o primeiro decreto de proteção, em junho de 2001. (págs. 1 e 16)
Esforço final de Gabeira e Crivella pelo 2º turno
A mais recente pesquisa Datafolha mostra Marcelo Crivella (PRB), com 19% e Fernando Gabeira (PV) com 17%, em empate técnico, brigando voto a voto por uma vaga no segundo turno contra Eduardo Paes (PMDB), que se manteve com 29%. Nos três últimos dias de campanha, Crivella investirá no eleitorado mais pobre e Gabeira, na classe média. (págs. 1, 3 e 5)
SP: Kassab abre oito pontos sobre Alckmin O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), subiu para 27% na última pesquisa Datafolha e abriu oito pontos de vantagem sobre o tucano Geraldo Alckmin. Ele polariza com Marta Suplicy (PT), que aparece com 35%. (págs. 1 e 13)
Em BH, 2º turno surge no cenário Pesquisa Datafolha abriu possibilidade de segundo turno em Belo Horizonte, com o candidato do PMDB, Leonardo Quintão, subindo para 23% nos últimos dias. Márcio Lacerda, do PSB com apoio do PT e PSDB, chegou a 45%. (págs. 1 e 15)
BA: João Henrique lidera em Salvador O prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), apareceu pela primeira vez à frente na pesquisa Datafolha, com 25%, em empate técnico com ACM Neto (DEM), com 24%. O candidato do PT, Walter Pinheiro, tem 22%. (págs. 1 e 11)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Senado dos EUA aprova megapacote
O Senado dos EUA aprovou, por votos 74 votos a 25, um pacote de socorro financeiro de US$ 850 bilhões. O valor é US$ 150 bilhões superior ao da proposta original do governo. O aumento ocorreu com as mudanças acrescentou pelos políticos para facilitar a aprovação do plano no Congresso. Uma das mudanças é um corte generalizado nos impostos da classe média, de pequenos empresário e de famílias vítimas de acidentes naturais – mais de 25 milhões de beneficiados. No custo adicional do pacote também estão previstos incentivos fiscais para empresas que investirem em energia alternativa e em pesquisa e desenvolvimento na próxima década. Outra medida é a elevação de US$ 100 mil para US$ 250 mil da garantia de depósitos individuais, para evitar corrida bancária e transferência de valores de pequenos para grandes bancos. Dos cem senadores, só o democrata Ted Kennedy, em tratamento de saúde não votou. O pacote volta agora à Câmara dos Representantes, que já o rejeitou. A votação é amanhã. (págs. 1 e B1)
Lula libera R$ 5 bi para agricultura
Para tentar amenizar a escassez de linhas de financiamento externas para o setor agrícola, gerada pala crise dos EUA, o governo decidiu antecipar a liberação de R$ 5 bilhões que o Banco do Brasil previa usar só em 2009. O Planalto estuda redução dos depósitos compulsórios para elevar o volume de dinheiro destinado ao crédito. O presidente Lula descartou um pacote: “Não tem pacote. (A situação) está mais tranqüila”. (págs. 1, B6 e B7)
Foto: Cidade Maravilhosa Banda da Brigada Pára-Quedista toca no Complexo do Alemão (Rio) durante a maior ação das Forças Armadas para dar segurança ao processo eleitoral no Rio; traficantes monitoraram de perto e por rádio os 4.300 militares e debocham dos soldados. (págs. 1 e A8)
Editoriais Leia "Eleições tuteladas" sobre a restrição a debates; e "Ibama versus Incra", acerca de relatório de desmatamento. (págs; 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Governo tenta garantir o crédito de final de ano
O presidente Lula pediu aos ministro da área econômica que “não deixem faltar crédito” para nenhum setor da economia brasileira, diante da turbulência internacional. “O presidente disse que não se pode fingir que não tem crise”, relatou Paulo Bernardo (Planejamento). “Ele afirmou: ‘Olha, o Natal está chegando’.” Para dar mais fôlego aos financiamentos, discutiu-se a hipótese de redução dos depósitos que os bancos têm de fazer no Banco Central. Além disso, deverão ter ajuda o agronegócio, o setor de infra-estrutura e os exportadores – segundo o BC, o crédito para a exportação caiu à metade desde meados de setembro. Lula negou que as medidas sejam “pacote”. “Tem pacote sim, mas é nos EUA”, disse Guido Mantega (Fazenda). O Senado americano votaria o plano de ajuda financeira ontem à noite. Os candidatos à Casa Branca, Barack Obama (democrata) e John McCain (republicano), passaram o dia fazendo apelos por sua aprovação. “Aos (congressistas) que se opuseram ao plano, peço o seguinte: mãos à obra. Façam o que é correto para o país porque agora é o momento de agir”, disse Obama. (págs. 1, B1 a B13)
FrasePaulo Bernardo – Ministro do Planejamento: “O presidente disse que não se pode fingir que não há crise e pediu que cuidássemos do crédito” (pág. 1)
Lula vai reforçar campanha em SP O presidente Lula vai reforçar as campanhas do PT em São Paulo. No sábado, véspera da eleição municipal, ele vai se reunir com candidatos petistas e prefeituras da Grande SP, entre eles Marta Suplicy. O encontro será durante almoço em São Bernardo do Campo, berço do PT. Na capital, o comitê de Marta já discute a estratégia de segundo turno e pretende “nacionalizar” ainda mais a campanha. A idéia é ampliar a presença de Lula na propaganda e mostrar os benefícios que programas do governo federal trazem à cidade. (págs. 1, A4 e A8)
Notas e informações: Perguntem a Lula Lula se recusava a falar seriamente sobre a crise. “Pergunte ao Bush” era sua resposta-padrão. O governo parece ter entendido, afinal, que a turbulência é problema também do Brasil. (págs. 1 e A3)
Fuga dos fundos de alto risco
Investidores brasileiros estão fugindo dos fundos hedge, os mais arriscados – e badalados – do mercado. As perdas desse tipo de fundo já somam R$ 17,8 bilhões e atingem estréias do setor, como Luiz Carlos Mendonça de Barros, da Quest investimentos, e Ilan Goldfajn, da Claro Investimentos. (págs. 1 e B4)
4.500 soldados ocupam Complexo do Alemão.
Com o maior contingente já usado pelas Forças Armadas na segurança das eleições, 4.500 homens do Exército e da Marinha ocuparam o Complexo do Alemão, conjunto de favelas em uma das áreas mais violentas do Rio. Parte da tropa permanecerá o tempo todo no local, onde foi hasteada uma bandeira do Brasil. A operação mobilizou ainda 20 blindados. (págs. 1 e A11)
Eleições 2008 Camuflados – Crianças observam soldados que montam guarda em meio a rochas no Complexo do Alemão: tropa na favela até a eleição. (pág. 1)
Espanha recebe ajuda brasileira e prende 121 por pedofilia
A polícia espanhola deteve ontem 121 pessoas na maior operação já feita no país contra pedofilia na internet. Dados da Polícia Federal brasileira foram usados na ação. As investigações da Operação Carrossel, que contou com 800 agentes, começaram em julho de 2007 e permitiram localizar rede de troca de arquivos com 18 mil conexões em 75 países. (págs. 1 e C8)
Equador: Odebrecht aceita termos de Correa
Empresa cede ao presidente equatoriano para voltar ao país. (págs. 1 e A18)
Educação – Resolução limita idade em supletivo Se aprovada, medida vetará ingresso de menores de 18 anos. (págs. 1 e A21)
Lixões em 67 municípios paulistas serão interditados
A Cetesb vai interditar lixões em 67 municípios de São Paulo. Os aterros funcionam sob as mesmas condições desde os anos 80, contaminando áreas de mananciais, como a Represa Billings. Os prefeitos de cidades com aterros irregulares se dizem perseguidos e afirmam que a Cetesb favorece os lixões particulares. O governo paulista nega. (págs. 1, C1, C3 e C4)
Artigo: Liberdade de informarDemétrio Magnoli: Não seria tempo de uma Primeira Emenda à Constituição? (págs. 1 e A2)
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Jornal do Brasil
Manchete: Brasil prepara pacote
O presidente Lula evita rotular de pacote, mas o governo está costurando medidas para se prevenir contra a crise. Prepara ações para diferentes possibilidades de intensidade de turbulência internacional. Formulado pelo Banco Central e ministérios do Desenvolvimento e Fazenda, o plano é ampliar linhas de crédito para financiar as exportações. Cerca de R$ 5 bilhões de antecipação para a agricultura e desburocratização para pequenas e médias empresas estão entre as providências.(págs. 1 e Tema do Dia, A2)
Festa para uns, cobranças para outros
Medalhista: Presidente Lula recebe campeões olímpicos e paraolímpicos em Brasília, e cobra do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, e do ministro dos Esportes, Orlando Silva, melhor preparação dos atletas brasileiros. (págs. 1 e Esportes D8)
Rio resiste à lei e crescem acidentes
Pesquisa do Núcleo de Atenção ao Acidentado de Trânsito da UFRJ aponta o Rio como um dos Estados com menor redução, no Brasil, no número de atendimentos à vítimas de acidentes de trânsito, após a entrada em vigor da Lei Seca. (págs. 1 e A15)
Hinos contra a barricada
Para dar segurança às eleições, os homens das Forças Armadas se apresentaram ontem, no Complexo do Alemão, ao som do hino do Flamengo e de outros clubes. A aparente tranqüilidade foi interrompida pela derrubada de uma barricada de metal. (págs. 1 e A6)
Morre empresário Baby de Carvalho Morreu ontem, aos 95 anos, Joaquim Monteiro de Carvalho, o baby, empresário responsável pela vinda de várias grandes empresas para o Brasil, como a Volkswagen e a Peugeot. (págs. 1 e A15)
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Correio Braziliense
Manchete: Senado dá nova chance ao superpacote de Bush
Barack Obama votou sim. John McCain votou sim. Outros 72 senadores fizeram o mesmo. E o pacote de US$ 700 bilhões para socorrer os falidos bancos americanos, mandado pela Casa Branca, foi aprovado no Senado dos EUA. Com isso, o texto volta à Casa dos Representantes — como eles chamam a Câmara dos Deputados de lá — e deve ser submetido à nova votação, prevista para amanhã. Para resgatar o plano, rejeitado pelos deputados dois dias antes, o governo Bush foi obrigado a alterar o texto em vários pontos, cortando US$ 150 bilhões em impostos e elevando o valor do seguro para correntistas das instituições financeiras em apuros. Apesar do suspiro de esperança, não há certeza de que a câmara baixa mude a posição quanto às medidas. “O que o Senado está mandando de volta é um gêmeo fraterno daquele que eu votei contra na segunda-feira”, reclamou o deputado texano Joe Barton, republicano como George W. Bush. (págs. 1, Tema do dia, 22 a 27)
Sobrepreço de 10% pára obra em Guarulhos
A Infraero cancelou a licitação das obras do terceiro terminal do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Presente na lista do PAC como um dos itens para construção da infra-estrutura do país, o projeto havia sido orçado em R$ 1,12 bilhão, mas, segundo o TCU, tal valor está superestimado em pelo menos R$ 100 milhões. (págs. 1 e 2)
Pesquisa terá R$ 21 milhões ainda este ano
Verbas do governo federal serão liberadas por meio de dois editais a cientistas que desenvolvem projetos de terapia celular. Governo quer criar uma rede virtual englobando todos eles. Movimentos que lutaram pela aprovação das pesquisas no STF comemoraram a descoberta da primeira linhagem nacional de células-tronco embrionárias. (págs. 1 e 17)
Tropa na rua tenta garantir eleição no Rio
O Exército reproduziu nas ruas do Rio de Janeiro o que já havia feito no Haiti. Um contingente de 3,5 mil homens entrou no Complexo do Alemão para assegurar aos cidadãos cariocas o direito ao voto. Além de promessas para reduzir a violência, plataforma eleitoral dos candidatos inclui a construção de um superaquário. (págs. 1 e 6)
O inimigo da Lei Seca
Remédio contra alcoolismo é a nova arma de motoristas para escapar do bafômetro. Mas o medicamento não é eficaz em blitz e traz riscos à saúde se tomado sem indicação médica. (págs. 1 e 39)
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Valor Econômico
Manchete: Brasil e Argentina se armam para conter ‘invasão chinesa’
Brasil e Argentina já se preparam para enfrentar uma provável invasão de produtos chineses e de outros países no Mercosul. A preocupação dos dois governos decorre de previsões de que os exportadores, principalmente da China, deverão buscar de forma agressiva mercados alternativos ao americano e de outras nações ricas que estão prestes a entrar em recessão.O assunto foi discutido com o presidente Lula na reunião ministerial de segunda-feira. O governo acredita ser possível lidar com a invasão chinesa usando os mecanismos tradicionais de defesa comercial, como sobretaxas. Muitos empresários não sabem usar esses mecanismos e o governo vai fazer um esforço para divulga-los. “Existe uma preocupação muito grande porque os chineses são fornecedores importantes dos EUA”, disse ao Valor o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge. “O Brasil é um alvo previsível”.No entanto, o governo quer evitar medidas que possam ser interpretadas como discriminatórias, como seria o caso da imposição de salvaguardas. “O governo tem evitado recorrer à salvaguarda prevista na OMC contra os chineses, mas é possível usar a salvaguarda geral, não específica contra a China”, diz Ivan Ramalho, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento. Há grande preocupação dos empresários com a entrada de brinquedos para o Natal. Nesse segmento, o governo espera obter, em novembro, um compromisso da China de conter voluntariamente suas exportações.Na Argentina, o Ministério da Economia pretende colocar em vigor um sistema regulamentado há um mês que reduz de 24 para 12 meses o prazo médio para análise de processos antidumping. Além de proteger a indústria local, a medida responde a uma demanda interna do empresariado, que pede desvalorização do peso frente ao dólar e estímulos à produção.Afastada do mercado internacional de crédito desde a moratória, a Argentina não está sofrendo impactos da crise, a não ser pelos mercados de ações e bônus, que despencaram como um todo o mundo. Mas o secretário de Finanças do Ministério da Economia, Hernan Lorenzino, previu no Congresso que a desaceleração econômica também vai atingir o país. (págs. 1, A6 e A11)
Fim da euforia nos imóveis comerciais
O mercado de imóveis comerciais começa a sentir os efeitos da crise financeira. A euforia e a corrida desenfreadas por terrenos e edifícios prontos, que dominaram o mercado até o início do ano, deram lugar à cautela. Com forte presença de investidores estrangeiros, as decisões que envolvem grandes negócios começam a ser reavaliadas e até adiadas.O mercado de locação continua aquecido, mas a compra de ativos está mais lenta. “Com uma crise desse tamanho não há quem não pare para pensar. Metade dos compradores desistiu das propostas”, afirma Walter Cardoso, presidente da CB Richard Ellis. No auge do aquecimento do mercado, uma licitação para venda de imóvel chegava a ter de dez a 15 propostas. Agora, são de três a seis. Segundo o executivo, parte dos investidores se retraiu, apostando na queda dos preços. (págs. 1 e B8)
Ação defensivaGestores que participam da Carteira Valor recomendam papéis defensivos para enfrentar as turbulências da crise financeira internacional. Entre os destaques estão as ações de empresas do setor elétrico, que têm fluxo de caixa estável, e também de grandes bancos. (págs. 1 e D1)
Fluxo cambial e especulações
O fluxo cambial em setembro, até o dia 26, foi positivo em US$ 2,75 bilhões. O déficit financeiro, de US$ 3,52 bilhões, foi coberto pelo saldo comercial de US$ 6,26 bilhões. Os dados mostram que a alta do dólar no mercado interno é resultado de especulação. (págs. 1 e C2)
Russos fora da venda de caças à FABA Força Aérea Brasileira (FAB) eliminou metade das propostas e selecionou três fornecedores para a última fase do projeto F-X2, que resultará em uma encomenda inicial de 36 caças de múltiplo emprego, com entregas a partir de 2014. Passaram à etapa final o F-18 Super Hornet (da americana Boeing), Rafale (da francesa Dassault) e Gripen New Generation (da sueca Saab).Em uma postura rara, os americanos enviaram cartas à FAB em que acenam com transferência de tecnologia e abertura do código-fonte de componentes de seus aviões. Ficaram de fora da lista o caça russo Sukhoi Su-35, o americano F-16 (da Lockheed Martin) e o Eurofighter Typhoon (de um consórcio europeu). A ausência da Sukhoi surpreendeu, já que a aeronave russa era considerada uma das favoritas. (págs. 1 e A7)
Brasil tende a ser um importante competidor no mercado de leite, diz Carletti, do Rabobank (págs. 1 e B10)
Propostas de orçamento dos Estados ignoram crise
O agravamento da crise financeira internacional nas últimas semanas não modificou as propostas de orçamento estaduais para o próximo ano. Pelo menos seis Estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Piauí – prevêem crescimento de receitas maior do que os 13% estimados pela União para 2009. Alguns projetam elevação em torno de 20%.Estados como São Paulo e Paraná consideraram prematuro rever as premissas de crescimento do PIB e da inflação levadas em consideração para a elaboração das propostas e mantiveram os números com os quais vinham trabalhando nos últimos dois ou três meses. O bom desempenho das contas neste ano colaborou para a decisão.Segundo o secretário da Economia e Planejamento de São Paulo, Francisco Vidal Luna, a projeção de inflação deve se cumprir em 2009. “Talvez o crescimento do PIB fique um pouco abaixo do esperado, mas o ‘colchão’ de 2008, deve compensar os resultados de 2009”. (págs. 1 e A3)
Um estilo tucano que dá certo
Um lidera com muita folga as pesquisas em Curitiba e talvez seja o melhor representante de um PSDB sem crise nas eleições de domingo. O outro nem é do partido, mas deve levar o estilo tucano de gestão para a prefeitura de Belo Horizonte, num reflexo do que o governador Aécio Neves, este sim do PSDB, faz no governo estadual.Beto Richa, de 43 anos, aparece em todas as pesquisas com mais de 68% das intenções de voto, mas dispensa o rótulo que vem recebendo. “Estou longe de ser um fenômeno”, seu desempenho na prefeitura e na campanha tornaram inevitáveis as especulações sobre suas possibilidades de suceder o governador Roberto Requião (PMDB) em 2010.Márcio Lacerda (PSB), de 62 anos, comunista na juventude e empresário bem-sucedido, pretende implementar uma diretriz política distinta da que prevaleceu nos últimos 16 anos de gestão do PT à frente da prefeitura de Belo Horizonte, caso seu favoritismo nas pesquisas seja confirmado no domingo. Ele quer não só trazer os tucanos de volta como também replicar, em âmbito local, o “choque de gestão”, difundido por Aécio. (págs. 1 e A14)
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Gazeta Mercantil
Manchete: Senado americano aprova plano de socorro financeirO
O Senado dos Estados Unidos aprovou ontem à noite o pacote de resgate que prevê o uso de até US$ 700 bilhões para comprar títulos podres das instituições financeiras. Foram 74 votos a favor e 25 contra.O pacote também precisa de aprovação na Câmara para ser implementado. A votação pode acontecer amanhã. Na segunda-feira, a Câmara rejeitou uma versão anterior do plano.A aprovação do Senado ocorreu depois de intensas negociações e a inclusão de novos pontos no plano (ver quadro). Na tarde de ontem, o presidente George W. Bush fez novo pronunciamento apelando pela aprovação do plano. Os dois candidatos à presidência, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, votaram a favor do pacote de socorro, que, de acordo com acerto feito entre os parlamentares, para passar no Senado o projeto teria de ter aceitação de 60 dos 100 senadores.No início da noite, a brigada pró-pacote já dizia contar com o mínimo de 60 votos para a aprovação das medidas. “Desejamos dar uma demonstração substantiva de apoio ao Senado, para servir de exemplo à Câmara”, disse o congressista Joe Lieberman. (págs. 1 e A16)
Governo libera US$ 5 bi ao campo
Os ministérios do Desenvolvimento, da Fazenda e o Banco Central preparam um conjunto de medidas para proteger o País dos efeitos da crise. O governo pretende ampliar as linhas de crédito para as exportações e para dar liquidez ao mercado. “Os dois ministérios e o Banco Central estão preparando medidas de precaução. A determinação do presidente Lula é a de que nos antecipássemos para qualquer situação”, disse o secretário de comércio exterior, Welber Barral.O presidente Lula quer evitar chamar de pacote as medidas em estudo devido ao peso negativo que a palavra tem na história econômica do país. Entre as medidas estão a antecipação de R$ 5 bilhões para a agricultura, sanando a falta de crédito que atinge o setor desde o agravamento da crise financeira.Segundo dados do Banco do Brasil (BB), 25% dos produtores rurais têm alguma restrição de crédito por comprometimento total ou parcial dos seus limites com renegociação de dívidas. A situação deve refletir em queda na área plantada nesta safra. Se não fossem as exportações do agronegócio, o Brasil teria, no primeiro semestre, saldo negativo de US$ 16,7 bilhões na balança comercial.Outro ponto do pacote é a desburocratização do crédito para pequenas e médias empresas, além de medidas já anunciadas, como a nova regulamentação do compulsório para o leasing e o leilão de venda de dólares para elevar a liquidez. (págs. 1 e B10)
Moody’s prevê menor liquidez
A crise de crédito já impacta a capacidade de financiamento de dívidas e investimentos de empresas da América Latina. De acordo com relatório que a agência internacional de classificação de risco Moody’s divulga hoje, companhias da economia real apresentam maior risco de liquidez. (págs. 1 e B3)
Agronegócio perde US$ 21 bi na Bovesp
aAs 14 principais companhias do agronegócio listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perderam R$ 21 bilhões até 30 de setembro na comparação com seu valor estimado em 20 de maio, antes do agravamento da crise internacional. Algumas delas podem ter dificuldade para retornar à posição anterior, sobretudo porque devem ser mais atingidas pela crise nos próximos meses ou simplesmente porque têm como negócio a venda de commodities agrícolas, cujos preços estão baixos e não devem recuperar patamares altos no curto prazo. A maior parte dessas empresas teve perdas superiores às do Ibovespa, que se desvalorizou 32,6%. (págs. 1 e B10)
Balança comercial: País exportou US$ 150,8 bi até setembro (págs. 1 e A5)
Volatilidade do dólar faz EDP desistir de usinaA Energias do Brasil, do grupo português EDP, sentiu o impacto da crise financeira mundial e desistiu de investir em uma usina térmica a carvão no Ceará, orçada em cerca de US$ 600 milhões. “Tivemos uma segunda-feira negra”, disse ontem António Pita de Abreu, presidente da empresa, que atribuiu o fracasso do plano americano de US$ 700 bilhões e a grande volatilidade do dólar à decisão do grupo de não participar do leilão de energia realizado na terça-feira, quando a usina cearense foi colocada à venda pelo sócio do projeto, a MPX. Representantes do governo, porém, ressaltaram o sucesso do leilão, que irá resultar em aportes de R$ 11 bilhões. (págs. 1 e C2)
Imóveis: Incorporadoras começam a rever lançamentos (págs. 1 e C1)
Impactos da crise só em 2009Os impactos da crise serão sentidos pelo comércio exterior ao longo de 2009. A avaliação é de José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB. (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)
Opinião Thomas L. Friedman: Reconheço momentos sem precedentes quando vejo um. Senti medo pelo meu país poucas vezes na vida. Uma delas, na segunda-feira. (págs. 1 e A16)
Opinião Rodrigo da Rocha Loures: O Copom deve baixar a taxa Selic. Se isso não acontecer, corremos o risco de abortar outro ciclo de crescimento da economia brasileira. (págs. 1 e A3)
Caos e riscos na duplicação da BR-101Principal ligação rodoviária entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a BR-101 convive com caos, transtornos e riscos, acentuados pelos desvios criados nas obras de duplicação. No total, 348 quilômetros estão sendo duplicados, entre os municípios de Palhoça, na região metropolitana de Florianópolis, e Osório, a cerca de 100 quilômetros de Porto Alegre.A reportagem da Gazeta Mercantil percorreu o trecho e mostra os principais problemas da estrada. Além dos desvios e da sinalização confusa, há partes esburacadas e sem acostamento. E, embora o prazo previsto inicialmente para a conclusão das obras fosse dezembro de 2008, há trechos cuja construção da segunda pista sequer começou.E os transtornos podem se estender por mais tempo. O Tribunal de Contas da União (TCU) pediu o embargo de 48 obras em todo o país, entre elas um túnel da BR-101, em Maquiné (RS). (págs. 1, C4 e C5)
DEM, PSDB e PT estão otimistas Três dos principais partidos políticos do País — DEM, PSDB e PT — acreditam que vão colher bons resultados nas eleições municipais de domingo. (págs. 1, A9 e A10)
Opinião Sandra Nascimento: Na legislação passada foram apresentados apenas dois projetos contra “crimes do colarinho-branco”. Um deles já foi arquivado. (págs. 1 e A2)

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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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