A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quarta-feira, outubro 08, 2008
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Manchete: Dólar chega a R$ 2,31 e Lula recomenda manter consumo
Lula recebe Paes, sem direito a foto
Petrobras pode deixar Equador
FMI: US$ 12,3 tri estão sob risco
BB e CEF também socorrerão bancos
Europa amplia garantias para depósitos bancáriosNuma reunião extraordinária em Luxemburgo, os países da União Européia decidiram subir para €50 mil o limite de garantia de depósitos bancários. O Reino Unido deve anunciar hoje um pacote de, no mínimo, 50 bilhões de libras. (págs. 1 e 30)
Partidos governistas avançam no Nordeste
Servidores vão pagar imposto sindical
Incêndio terá taxa cobrada duas vezes
Vistos para os EUA valerão por dez anos
Neotucano
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Folha de S. Paulo
Manchete: Governos ampliam socorro, mas não seguram mercados
Índex / Dinheiro
Embaixada dos EUA promete agilizar vistos
Editoriais Leia "Guerra financeira", sobre ação coordenada contra crise; e "Inércia municipal", acerca de vereadores eleitos. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: BC age, mas dólar dispara 5,09% e atinge R$ 2,31
E a crise? - Lula na festa de batismo da plataforma P-51, em Angra dos Reis: "Não temos o direito de aceitar a socialização da desgraça" (pág.1)
Governo já gastou R$ 75,2 bi
Agricultura pede ajuda urgente
Sem dinheiroProdutores renegociam dívida, mas reclamam de falta de crédito. (pág.1)
Notas e informações: Ação contra a crise
Reeleitos tiveram mais verbas federais
'Fichas-sujas': metade se reelegeMetade dos vereadores "fichas-sujas" se reelegeu em 19 capitais, relata a ONG Transparência Brasil. Dos 75 políticos com pendências judiciais, 37 mantiveram seus mandatos. (págs. 1 e A9)
PSDB anuncia apoio e Serra aparece ao lado de Kassab
Anvisa suspende alimento da China
Artigo: O caso dos aeroportos Josef Barat: É hora de saber o que se quer da aviação civil e como desenvolvê-la. (págs. 1 e B2)
Justiça reconduz promotor ao cargo Pela quarta vez, Thales Ferri Schoedl reconquista sua posição. (págs. 1 e C3)
A lei dos museus Polêmica emperra discussão sobre o Estatuto dos Museus. (págs.1 e Caderno 2)
Residente com bolsa pública atende mais para planosEstudo inédito em São Paulo constatou que, dos médicos que fizeram residência financiada pelo Estado, só 40% têm mais da metade dos pacientes usuários do SUS. As regras podem mudar para garantir maior aproveitamento desses médicos no setor público. (págs. 1 e A21)
EUA devem ampliar visto para 10 anos e reduzir fila Os EUA devem elevar, de 5 para 10 anos, a validade dos vistos de turismo e de negócios para brasileiros. A medida é parte do pacote destinado a acelerar a concessão de vistos americanos no Brasil, que inclui um "mutirão" dos consulados para reduzir o tempo do processo. (págs. 1 e C1)
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Jornal do Brasil
Manchete: Gabeira esconde Cesar da TV
Petrobras pode deixar o Equador
Candidatos azarões surpreendem e agora impõem medo
Favela no Fundão choca alunos e professores
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Correio Braziliense
Manchete: Como a crise afeta o brasiliense
Dólar dispara e chega a R$ 2,31
Nações costuram pacote mundial
PMDB amplia reinado nos grotões do país
Pechincha: cobertura de ex-reitor à venda
Segurança: Itapoã recebe primeiro postoGovernador Arruda e ministro Tarso Genro inauguram unidade policial na região carente de 85 mil habitantes, como parte de programa federal de segurança. (págs. 1 e 32)
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Valor Econômico
Manchete: Mercado avalia perdas com dólar em derivativos
Idéias - Rosângela Bittar
Medidas inéditas e fé para recuperar a economiaAo participar ontem de uma conferência em Evian, na França, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, sentou-se encurvado e preocupado. Durante boa parte do tempo em que leu seu discurso, manteve as mãos em sinal de oração, com os olhos parados. Sua imagem é um símbolo do atual momento de perplexidade com o avanço da crise financeira mundial. "O sistema deve ser totalmente reformado", sugeriu Trichet. Pessimismo semelhante está estampado no relatório do FMI divulgado ontem, que prevê prejuízos de US$ 1,4 trilhão decorrentes da crise. Numa ação inédita desde a Grande Depressão dos anos 30, o Federal Reserve invocou poderes emergenciais e anunciou que vai emprestar dinheiro diretamente às empresas por meio da compra de "commercial papers", num total de US$ 1,6 trilhão. O presidente do Fed, Ben Bernanke, também deu forte indicação de que vai cortar os juros - um coquetel de medidas convencionais e não convencionais para uma economia cujos prognósticos se deterioram com rapidez. Os investidores, porém, ainda não foram convencidos de que esses remédios vão funcionar. A cotação das ações continuou em queda implacável e o índice Dow Jones baixou 5,11% na Bolsa de Nova York. "Tenham fé, que a economia vai se recuperar", disse o presidente George W. Bush, em Virgínia. (págs. 1 e C2 a C12)
Fundos perdem recursos
Queda das commodities reduz o efeito do câmbio na inflação
Governo prepara novo reforço ao crédito rural
Idéias - Martin Wolf
Indústria naval
Venda de manufaturados
Crise derruba preço do frete marítimo em 75% entre Ásia e Europa. (págs. 1 e B6)
Alta do dólar acelera planos da HyundaiA rápida valorização do dólar frente ao real nas últimas semanas deve acelerar os planos da Hyundai Heavy Industries para instalar uma linha de montagem de automóveis no Brasil. O prazo acertado entre o distribuidor local e a fabricante coreana para decidir sobre a produção local era 2012, mas agora a expectativa é que a definição saia até o fim de 2009. A região de Sorocaba (SP) é a mais cotada para receber o projeto. Caso se concretize, a unidade será plataforma de exportação para toda a América Latina. O investimento previsto é de US$ 50 milhões. (págs. 1 e B9)
Dinheiro para a Linha 4
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Gazeta Mercantil
Manchete: Empresas apostam no risco do dólar futuro
Lula admite saída da Petrobras do Equador
Deságio será alto no plano de salvamento
EUA já perderam US$ 1,4 trilhão
Boas chances nos países do Bric
Indústrias vão atrás de crédito para o produtor
Opinião. David Brooks: Hoje, os líderes do mundo têm de imaginar como estabilizar as economias em meio aos voláteis fluxos globais de capital. Esse teste está ancorado na mudança global do poder econômico. (págs. 1 e A12)
Opinião. Ariverson Feltrin: Escaldado pelas sucessivas crises, o brasileiro torce para que a crise externa não contamine o País e, não sem motivo, maldiz e xinga os americanos pelo rombo que buscam repassar ao mundo. (págs. 1 e A2)
Inflação IGP-DI tem alta de 0,36% em setembro. (págs. 1 e A4)
TelecomunicaçõesTelefónica manterá investimento programado para a América Latina. (págs. 1 e C7)
CEF vai comprar carteira
Construtoras tentam se ajustar à nova realidade
CNJ aprova bloqueio de conta única
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
terça-feira, outubro 07, 2008
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
07 de outubro de 2008
Manchete: BC anuncia socorro a bancos em dia de pânico no mercado
Empresas cancelam negóciosEm meio à crise mundial, grandes empresas mudaram suas rotas. A Sadia, que teve prejuízo de R$ 760 milhões com câmbio, chamou o ex-ministro Luiz Furlan de volta. A Votorantim (VCP) suspendeu a compra de R$ 2,71 bilhões em ações da concorrente Aracruz. No ramo da construção, a Cyrela desistiu da Agra. (págs. 1 e 44)
Gabeira ganha na Zona Sul, Zona Norte e Barra; Paes leva na Zona Oeste e subúrbios
Paes e Gabeira debatem quinta-feira no Globo (págs. 1 e 9)
São Paulo, cidade partida. Periferia é reduto de Marta. (págs. 1 e 15)
Pesquisas: guerra de números e acusações entre os institutos (págs. 1 e 18)
Aécio: "Ficou claro que não há nenhum Rei midas em Minas" (págs. 1 e 17)
Rosinha teve menos votos que candidato sub judice (págs. 1 e 14)
As listas dos vencedores nas capitais, no Estado do Rio e os vereadores eleitos da capital (págs. 1, 22 a 24)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Crise se aprofunda na Europa e espalha pânico pelos mercados
Coluna: Janio de Freitas: 1º turno desinfla a influência de Lula
BC vai poder "comprar" carteira de banco pequenoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu e obteve apoio de aliados para medida provisória que autoriza o Banco Central a “comprar” carteiras de crédito de bancos menores, com dificuldade de obter dinheiro. As carteiras seriam aceitas como garantia de empréstimos. Segundo líderes governistas, Lula disse estar preocupado com o efeito da crise nos pequenos. O ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do BC, Henrique Meirelles, voltaram a dizer que a economia está “sólida” e anunciaram medidas pró-exportação. (págs. B1 e B8)
Artigo: Benjamin Steinbruch: Se o Brasil pisar no freio agora, efeito será pior
Siglas da oposição são as que mais perdem cidades
Editoriais Leia "Um degrau abaixo" sobre crédito a exportadores e ações anticrise; e "2010 ainda está longe", acerca das eleições. (págs. 1 e A7)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: BC ganha mais poder para socorrer bancos pequenos
"Podemos ter uma bolha agrícola"
Análise - Uma certa hecatombe
Na União Européia, falta estratégia comum
Equador adverte novamente a Petrobras
Eleições 2008 - O resultado final nas capitais. (págs. 1 e A14)
DEM acerta apoio ao PSDB; Marta telefona para Alckmin
Eleições 2008 - Manhã seguinte
Os vereadores eleitos em SP (págs.1 e A7)
Todos os prefeitos do Estado de SP (págs. 1, A8 e A9)
Notas e Informações - A autonomia do eleitor
Artigo - Ouve-se o som da Goldfajn: É fundamental assegurar o funcionamento dos mercados do Brasil. (págs. 1 e A2)
Justiça susta contrato, e radar não pode multar em SP
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Jornal do Brasil
Manchete: Crise chega ao país
Plataforma vai reforçar a Petrobras
Medo de recessão se espalha, e bolsas caemDe Nova York a Paris, Londres e Frankfurt, o pessimismo dominou os operadores de mercado, e as bolsas de valores tiveram mais um dia de perdas. As ações européias caíram, em média, 7,8%. Em Wall Street, 3,58%. O temor generalizado é que o pacote americano anticrise seja insuficiente para evitar que a turbulência financeira afete a economia real. Analistas prevêem recessão global. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. A2 a A5)
Câmara renovada e com mais problemas
Gabeira admite o apoio de Cesar
Bola e urna se separam no Rio
Máfia das quadras na mira da polícia
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Correio Braziliense
Manchete: Governo lança pacote contra desespero
PT estaciona na contagem total de votos
Nobel de Medicina elogia Brasil
Taxa sindical obrigatória para servidor. (págs. 1 e 21)
Gerente de cassino joga com tráfico
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Valor Econômico
Manchete: Governos tentam acalmar mercado
Crise deve afetar linhão do Madeira
Idéias Raymundo Costa: Eleição teve o mérito de derrubar muito da infalibilidade de um presidente popular. (págs. 1 e A6)
Em meio à crise, deflação é a nova ameaça nos países ricos (págs. 1 e A16)
Freio nas commodities
Indústria automobilística
Câmbio afeta turismo externoA valorização do dólar, que já chega a 15,4% apenas neste mês, começa a afetar os negócios das agências de viagens. A procura por pacotes internacionais caiu e os prazos de financiamento também foram reduzidos. (págs. 1 e B4)
Contaminação mexicana
IdéiasDelfim Netto: Proposta que governo Bush tentou enfiar garganta abaixo do Congresso era indecente. (págs. 1 e A2)
Governo pune "cartéis populares"
PMDB ganha peso para 2010
Furlan volta ao comando da SadiaQuase seis anos depois de ter deixado a Sadia para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan reassume hoje a presidência do conselho da companhia com a missão de reorganizar sua administração. Ele tomará o lugar de Walter Fontana Filho, que deixou o cargo depois que a empresa teve de reconhecer perdas de R$ 760 milhões com derivativos de dólar. "Eu não podia recusar a convocação do Walter", disse Furlan ao Valor. Segundo o ex-ministro, a Sadia vive um "momento paradoxal": fundamentos muito bons e demanda forte, mas foi atingida por uma "imprudência". Em três operações, informou, a empresa já recolocou R$ 1,5 bilhão em seu caixa. As responsabilidades pelas operações que causaram as perdas estão sendo apuradas pela KPMG e os resultados preliminares mostram que houve transgressão de regras da companhia. (págs. 1 e B7)
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Gazeta Mercantil
Manchete: Circuit breaker
Apenas Marta e Marinho terão a ajuda de Lula
Dólar dispara 8%, para R$ 2,205
Investimentos
BC utilizará reservas contra crise
Mercado prevê expansão menor do PIB em 2009
Férias na GM e Fiat acionam sinal de alerta
Petróleo Ministro crê em solução diplomática entre Petrobras e Equador. (págs. 1 e A13)
Opinião Maria Fernanda Teixeira: As últimas semanas têm sido de muita tensão para milhões de pessoas, preocupadas com a evolução da grande crise financeira. É importante olhar também para o lado não material e não se deixar dominar pelo estresse. (págs. 1 e A3)
Opinião Ana Maria Géia: Quanto mais o Brasil se abaixa, mais coloca à mostra suas intimidades a los hermanos latinos. Rafael Correa, do Equador, que o diga! (págs. 1 e A2)
Furlan quer levar a Sadia “de volta às suas origens”Depois de seis anos fora da Sadia S.A., o ex-ministro Luiz Fernando Furlan comunicou ontem que aceitou voltar à companhia. O escândalo financeiro com operações de hedge cambial que resultaram em perdas de R$ 760 milhões à companhia motivou a decisão. “A Sadia vai voltar às suas origens, de empresa do ramo industrial”, diz Furlan, referindo-se à alta exposição da empresa a operações de natureza especulativa. Ele ocupa a partir de hoje o cargo de presidente do conselho de administração, no lugar de Walter Fontana Filho, no cargo desde 2005. Também renunciou Eduardo Fontana d’Avila, vice-presidente do conselho. Furlan anunciou que a empresa está em forte contenção de gastos, mas afirmou não saber se alguns investimentos serão postergados. Ontem as ações da Sadia caíram 5,2%. No caso da Aracruz Celulose, que também informou perdas com operação de hedge, as ações tiveram queda de 15,46% ontem. Já a Votorantim Celulose e Papel (VCP) teve baixa de apenas 1%. A VCP adiou a conclusão da compra de participação da família Lorentzen na Aracruz marcada para ontem. (págs. 1, B14 e C8)
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segunda-feira, outubro 06, 2008
KEYNES: DEMANDA AGREGADA II
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A teoria econômica de Lord Keynes e a ideologia triunfante do nosso tempo
Por Alceu Garcia. 19 de março de 2002
Filho de um renomado economista, educado em Eton e Cambridge, membro da melhor sociedade britânica, Keynes formou-se em um tempo em que a elite pensante inglesa questionava e negava os valores de seu meio social, inclinando-se vigorosamente para o socialismo. O triste espetáculo dessa elite decadente, niilista e descrente dos princípios morais até então vigentes evoca fenômenos similares ocorridos em outras épocas e contextos. A degeneração moral das aristocracias grega e romana relatadas, por exemplo, por Políbio, Tácito e Petrônio, a meu ver tem muitos traços em comum com o estado da intelligentsia inglesa no tempo de Keynes. Quando a classe dirigente de uma cultura perde a confiança em si mesma e em seu papel histórico, essa cultura está perdida. Parece-me que coisa do tipo aconteceu na Inglaterra a partir de meados do século 19.
Conduzida por uma elite vigorosa e confiante, a Grã-Bretanha inventou o liberalismo político no séc. 17 e, quebrando as cadeias que tolhiam a criatividade e iniciativa individual, criou as condições para o florescimento espontâneo da moderna economia de mercado. Liderou o mundo por muito tempo no plano comercial, tecnológico, industrial, financeiro, político e intelectual. Porém, a partir de certo momento esse dinamismo principiou a arrefecer. A trajetória intelectual de John Stuart Mill, o pensador mais eminente de sua época, revela os contornos desse processo. De um ponto de partida liberal, Mill gradualmente e sutilmente inclinou-se para posições simpáticas ao socialismo. Essa transmutação do liberalismo em socialismo, capturada no nascedouro com maestria pela pena profética de Herbert Spencer (The Man Versus the State), se completou com a Sociedade Fabiana (1883), nome inspirado no general Fabius Maximus, que salvou Roma evitando travar batalha em campo aberto com o grande comandante cartaginês Aníbal, recorrendo ao invés a métodos indiretos de guerra. A Sociedade Fabiana era um grupo formado por intelectuais ativistas do high society liderados pelos milionários Sidney e Beatrice Webb (Lord e Lady Passfield), adeptos de uma estratégia política gradualista, que se dedicava a doutrinar o estamento superior da sociedade britânica, apossar-se dos canais de difusão de idéias, do aparato estatal, da Igreja, das artes, dos sindicatos e tudo o mais que fosse útil à implementação de um governo socialista. O dramaturgo George Bernard Shaw, por exemplo, foi uma das estrelas do movimento fabiano, que mais tarde deu origem ao Labour Party.
A enorme influência do socialismo fabiano marcou profundamente a formação intelectual e moral de Keynes. Ele integrou uma sociedade secreta em Cambridge conhecida como Os Apóstolos e posteriormente a confraria de letrados ilustres denominada Grupo de Bloomsbury, ambas subprodutos do caldo cultural do fabianismo. Hedonismo, niilismo, elitismo, iconoclastia, bissexualismo, pedantismo, amoralismo e, claro, socialismo, eram os traços comuns aos integrantes desses grêmios. O filósofo G.E. Moore, um dos gurus máximos da tchurma, autor de um livro intitulado Principia Ethica, exerceu forte atração sobre Keynes. Para Moore não existiam princípios morais universais, reduzindo-se a ética aos prazeres estéticos pessoais. Não é possível compreender o caráter de Keynes, nem sua atuação política e sua produção científica, isolados do contexto ideológico em que ele atuou. E os traços chave da natureza do economista britânico eram: relativismo moral e desonestidade intelectual.
Keynes, o Polemista
Não é preciso estender-se muito a respeito da terrível ruptura que a Primeira Guerra Mundial significou para o mundo relativamente estável, aberto e progressista da Belle Epoque. O conflito abriu uma caixa de pândora e libertou demônios cujos males ainda se fazem sentir em nossos dias. Keynes, àquela altura um economista jovem e promissor, serviu no departamento do tesouro inglês durante a guerra. Após o conflito, ele foi designado para a delegação britânica encarregada de elaborar o Tratado de Versalhes. No curso das deliberações Keynes discordou da política de impor pesadas reparações à Alemanha vencida e rompeu publicamente com seus superiores, para a alegria de seus amigos fabianos. Publicou então o livro The Economic Consequences of the Peace (1920), que o transformou em celebridade mundial instantânea. Nesse panfleto, Keynes lamentava a sorte dos alemães e condenava o espírito de vingança e rapacidade dos vencedores. Ridicularizou os líderes aliados Lloyd George, Clemenceau e o Presidente Wilson, pintando-os, com riqueza de detalhes, como figuras patéticas e grosseiras. Insinuou que a culpa da guerra era tanto dos vencedores quanto dos vencidos e afirmou categoricamente que a Alemanha não teria condições de pagar as dívidas impostas e que a insistência em sua cobrança acarretaria a morte pela fome e doenças de milhões de crianças alemãs.
Essa avaliação dos fatos e as previsões de Keynes foram devidamente refutadas mais tarde por Ludwig von Mises (Omnipotent Government) e Étienne Mantoux (The Carthaginian Peace). A culpa inequívoca do governo alemão já está mais do que demonstrada pela pesquisa histórica, e foi aliás explicitamente confessada pelo chanceler do Kaiser Bethmann Hollweg em suas memórias. O montante das reparações não era tão grande em proporção ao produto nacional alemão, e a insistência no seu pagamento teria inviabilizado, ou pelo menos atrasado, o programa de rearmamento iniciado ainda em fins da República de Weimar e acelerado subsequentemente por Hitler. Mas nada poderia impedir que uma tão brilhante peça de argumentação erística, perfeitamente consonante com o zeitgeist, o espírito da época, fizesse enorme sucesso. O livro de Keynes foi habilmente aproveitado pela propaganda nacionalista alemã, inclusive a nazista, para fomentar a atmosfera de complacência internacional que facilitou a ascensão posterior de Hitler. Não é argumentar ad absurdum afirmar que Keynes forneceu vários dos tijolos para a construção dos muros dos futuros campos de concentração nazistas.
Tendo provado o gosto da fama literária e midiática, Keynes nunca mais abandonou as polêmicas públicas, tornando-se um intelectual opinativo e requisitado pela imprensa, tal como tantas figuras similares em nosso país. Vários de seus artigos dessa safra foram reunidos e publicados sob o título Essays in Persuasion (1932), onde o leitor atual pode se deliciar com o estilo florido e admirar a habilidade sofística do autor. Ele não perdia uma oportunidade de escandalizar, de soar herético. "Epater le bourgeois", como dizem os franceses.
Subjacente ao prestígio popular de Keynes estava a sua autoridade como economista. A economia na época já se tornara uma ciência altamente especializada e inacessível aos leigos graças ao crescente formalismo matemático e geométrico, bem como o desenvolvimento de um jargão próprio ininteligível. Longe iam os dias em que os não-especialistas cultos compreendiam com relativa facilidade os teoremas enunciados no bom e velho raciocínio dedutivo verbal por Adam Smith, David Ricardo e outros, e podiam acompanhar ativamente as polêmicas travadas pelos grandes nomes da área. Cabe aqui observar que o complexo verniz matemático utilizado pelos economistas modernos encobre proposições bastantes simples e perfeitamente passíveis de serem expressas em lógica discursiva. Trata-se de uma violação do princípio do método científico conhecido como navalha de Occam, segundo o qual, resumindo grosseiramente, não se deve complicar desnecessariamente o que pode ser enunciado de modo mais simples. A panóplia de curvas, equações e modelos matemáticos serve para dar aos economistas a ilusão de contarem com um instrumental metodológico altamente científico, copiado das ciências exatas, que confunde e atemoriza o não-especialista. Mas acima de tudo serve para ocultar o absurdo e a ilogicidade de suas proposições básicas, que, se expostas claramente, não enganariam nenhum crítico inteligente. Quem duvida, deveria experimentar ler os textos acadêmicos de gente como Simonsen, Sayad, Beluzzo, Kandir e Zélia Cardoso e, da pletora de equações e diagramas, extrair deles os postulados essenciais que fundamentam seus encadeamentos lógicos. Quem fizer isso vai compreender imediatamente o nexo de causalidade entre os paralogismo s obtidos e os desastres sociais por eles causados em nosso país. De todo modo, Keynes certamente foi um dos que mais contribuiu para turvar a ciência econômica com essa finalidade. Mas que espécie de economista era Keynes afinal?
http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0138.htm
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ELEIÇÕES: CUSTO BRASIL
Estadão. MARIANGELA GALLUCCI E FABIO GRANER - Agencia Estado.
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BOVESPA: ''CAI O REI DE ESPADA..."
Pouco depois da abertura, a Bolsa despencou rapidamente e o mecanismo do "circuit breaker" foi acionado --às 10h19-- para evitar oscilações ainda bruscas. Após meia hora de interrupção --para acalmar os ânimos-- o mercado não melhorou. Em um pregão inundado por ordens de venda, o índice Ibovespa caiu rapidamente 15%, quando o "circuit breaker" foi acionado novamente --às 11h44-- interrompendo os negócios, desta vez, por uma hora.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, desvaloriza 13,54% e desce para os 38.490 pontos, praticamente anulando os ganhos dos últimos dois anos. O giro financeiro é de R$ 3,53 bilhões.
No epicentro da crise, a Bolsa de Nova York perde 7,27%. O índice de ações Dow Jones, de repercussão global, caiu abaixo do patamar histórico dos 10 mil pontos pela primeira vez em quatro anos.
O dólar comercial é negociado a R$ 2,195 para venda, em forte alta de 7,28%. A taxa de risco-país marca 404 pontos, número 13,5% mais alto que a pontuação anterior.
Após a taxa atingir R$ 2,15, o Banco Central anunciou um leilão de contratos de swap cambial no montante de US$ 1 bilhão. Esse leilão funciona como uma venda de dólares no mercado futuro, o que pode suavizar o ritmo de alta das cotações.
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As Bolsas européias concluíram os negócios registrando fortes quedas, a exemplo de Londres (baixa de 7,85%), Paris (baixa de 9,03%) e Frankfurt (queda de 7,07%).
Há semanas, o mercado observava problemas no sistema financeiro europeu, mas neste final de semana, os investidores realmente ficaram nervosos com a notícia da situação quase falimentar do banco alemão Hypo Real Estate (HRE).
Para escapar da quebra, o HRE teve que ser salvo por uma operação conjunta entre o governo alemão e bancos privados. Especializado em hipotecas, o HRE também foi afetado em suas contas por carregar os problemáticos créditos imobiliários americanos que estão no centro da crise financeira que abala a economia mundial desde o ano passado.
A situação do HRE reforça a percepção de que as instituições financeiras européias seguem pelo mesmo caminho dos bancos americanos, que anunciaram rombos bilionários e, ou foram 'engolidos' por outros bancos, ou tiveram que ser socorridos pelo governo local.
ELEIÇÕES MUNICIPAIS: AINDA ''ARGUEIROS'' NA VISÃO...
6 de outubro de 2008
O Globo
Manchete: Rio derrota Cesar e Crivella: Paes e Gabeira vão a 2º turno
Kassab surpreende e lidera apuração
Em BH, eleitor pune ‘salto alto’ de Aécio
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Folha de S. Paulo
Manchete: Kassab chega na frente de Marta
Peemedebista surpreende candidato de Aécio em Minas
Gabeira ultrapassa Crivella e enfrenta Eduardo Paes no Rio
Petista vai ao segundo turno com prefeito em Porto Alegre
Contra crise bancária, Alemanha anuncia garantia a contas
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Kassab cresce no fim e vai com Marta ao 2º turno em São Paulo
Gabeira chega na frente de Crivella
Meirelles diz que BC deve usar reservas
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Jornal do Brasil
Manchete: Paes 32% Gabeira 25%
TRE critica sujeira de candidatos: 4,8 toneladas apreendidas
Favela ocupada por tropas viram zona franca eleitoral
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Correio Braziliense
Manchete: PMDB ganha força nas urnas. Já o PT...
Novo Português
Socorro Alemão acalma bancos
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Valor Econômico
Manchete: Eleições sancionam continuidade
Governos europeus socorrem bancos
Sob pressão, Anbid tenta regular IPOs
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Gazeta Mercantil
Manchete: TIM renova conselho e muda foco para cliente e rentabilidade
Humor do mercado traz impacto para risco-Brasil
Déficit de moradias pede ação política
Institutos erram e Serra vence em São Paulo
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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sábado, outubro 04, 2008
EDITORIAL: KEYNES E A DEMANDA AGREGADA
... Cremos que o momento financeiro mundial é crucial para revermos este ensaio.
[Por Alceu Garcia19 de março de 2002
Introdução
Dificilmente se passa uma semana sem que o economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) seja louvado por escritores e colunistas de nomeada, especialistas na matéria ou não, como o genial autor de uma revolução copernicana na economia e um grande benfeitor da humanidade. O cultuado escritor L.F. Veríssimo elogiou o "espírito público" de Keynes em sua coluna em O Globo, e lamentou que a visão egoísta e os interesses imperialistas dos americanos tenham prevalecido sobre os propósitos benevolentes do inglês no acordo de Bretton Woods. Uma ativista americana que participou do recente Fórum Social Mundial de Porto Alegre, entrevistada pelo JB, concitou a humanidade a adotar políticas keynesianas para redimir os bilhões de miseráveis do planeta. A última moda da esquerda festiva parisiense é uma estridente propaganda em prol da dita "taxa tobin" sobre movimentações financeiras internacionais, inspirada em estudo de James Tobin, economista americano da melhor estirpe keynesiana. O jornalista Cesar Benjamim, remanescente do marxismo-leninismo ortodoxo, escreveu em artigo na Caros Amigos que a Lei da Responsabilidade Fiscal, que limita as despesas públicas à arrecadação, é nociva, de vez que os gastos deficitários do estado possuem um efeito multiplicador que espalha a prosperidade e resulta em aumento na arrecadação futura, recobrando o equilíbrio orçamentário em outro nível. Isso não é nem Marx, nem Lenin; é macroeconomia keynesiana pura. Curiosamente, no número seguinte do mesmo periódico Benjamim proferiu um candente libelo contra... a macroeconomia!
No universo dos especialistas o prestígio do luminar de Cambridge é ainda maior. O ex-ministro do governo Sarney e banqueiro João Sayad, aquele mesmo responsável pelo fracassado Plano Cruzado e que hoje atormenta os paulistanos como secretário de finanças da prefeita Dona Marta, exalta Keynes frequentemente em suas lacrimosas colunas no JB, salientando que o inglês foi o primeiro a manifestar interesse pela questão do desemprego e em como salvar os trabalhadores das garras do capitalismo predatório Os economistas responsáveis pelo projeto econômico do PT, Guido Mantegna, Luiz Beluzzo, o próprio Sayad e outros, baseiam-se muito em Keynes e pouco em Marx, o contrário do que normalmente se esperaria de um partido de extrema-esquerda. Não menos keynesianos são os economistas do PSDB "autêntico", pontificando entre eles outro ex-ministro de Sarney e comandante de mais um desastrado "plano", Bresser Pereira. A revista República, hoje o veículo semi-oficial da candidatura Serra, não poupa elogios a Keynes e invectivas contra o superado neoliberalismo do americano Milton Friedman. O colunista do New York Times Paul Krugman, cujas diatribes ultra-keynesianas são reproduzidas em alguns jornais brasileiros, é acatado por seus congêneres tupiniquins, acadêmicos ou não (com a exceção de Gustavo Franco), como a máxima autoridade mundial em economia. Os juízos de Krugman produzem em nosso país um efeito categórico de Roma locuta, causa finita.
Os exemplos dessa profunda identificação entre o pensamento e a propaganda esquerdista com Keynes e suas idéias são inúmeros. O curioso, por outro lado, é que também certa direita reinvindica Keynes como um de seus patronos. Basta lembrar de Delfim Netto e Mario Henrique Simonsen, ministros do regime militar e adeptos das teorias keynesianas, os quais dirigiram a mais extensa invasão do domínio econômico pelo estado na história do nosso país e fizeram da economia brasileira uma das mais estatizadas do mundo. Liberais como o falecido J.G. Merquior também relacionam Keynes como um eminente prócer do liberalismo. Tudo isso é bastante perturbador e inconclusivo. Afinal, Keynes foi um socialista, conservador ou liberal? Talvez suas inovações científicas simplesmente sejam rigorosamente irrefutáveis e, portanto, ideologicamente neutras, não podendo responder por apropriações indevidas, por todas as correntes políticas, da verdade apoditicamente demonstrada. A proposta desse ensaio é tentar elucidar esse enigma, desvendando a verdadeira filosofia social do economista britânico e sua posição no quadro do pensamento econômico, ideológico e político contemporâneo.







