PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, outubro 08, 2008

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

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08 de outubro de 2008
O Globo
Manchete: Dólar chega a R$ 2,31 e Lula recomenda manter consumo
O dólar fechou a R$ 2,31 ontem, com alta de 5,4%. Nem os leilões do Banco Central conseguiram segurar a cotação. A disparada da moeda americana está levando indústrias e comércio a rever seus planos para o Natal. A maioria das empresas de eletrodomésticos, como Semp Toshiba, suspendeu temporariamente as vendas. Fabricantes de brinquedos prevêem altas de 15% a 25% dos importados para o fim do ano. A Abras, associação de supermercados, também aposta na necessidade de renegociar contratos fechados para o Natal. Com a crise se agravando na Europa e nos EUA, a Bovespa caiu 4,66%. O presidente Lula, no entanto, pediu que a população não reduza o consumo: "Continuem fazendo as mesmas coisas que vocês faziam." (págs. 1, 25 a 31, Míriam Leitão, Elio Gaspari, Roberto DaMatta e editorial "Travessia")
Lula recebe Paes, sem direito a foto
Longe da imprensa e sem que o compromisso constasse de sua agenda, o candidato do PMDB à prefeitura, Eduardo Paes, encontrou-se ontem com o presidente Lula na base Aérea de Santa Cruz. Após o encontro, Paes foi reticente sobre o apoio de Lula. "Não estou pedindo ao presidente que venha para cá pedir voto. Disse a ele que estava procurando o partido dele", afirmou Paes, que hoje receberá o apoio do PT do Rio, que tem cargos no governo Sérgio Cabral. Quando era relator adjunto da CPI dos Correios, Paes chamou Lula de "chefe de quadrilha". Já Fernando Gabeira (PV) manteve a estratégia de obter apoios isolados e recebeu a adesão do prefeito eleito em Niterói, Jorge Roberto Silveira, uma das estrelas do PDT fluminense, que também deve fechar com Paes. Gabeira cobrou do TRE a punição dos autores de panfletos apócrifos contra ele e forneceu o endereço da gráfica. (págs. 1, 3, 4 e editorial "Sombra nas urnas")
Petrobras pode deixar Equador
O presidente Lula disse ontem que a Petrobras poderá encerrar suas operações no Equador, se não houver acordo entre a estatal brasileira e o governo de Rafael Correa sobre o modelo de exploração e produção de petróleo a ser adotado no país vizinho. (págs. 1 e 31)
FMI: US$ 12,3 tri estão sob risco
O pacote de US$ 700 bilhões não será suficiente. Quem diz é o FMI, lembrando que hoje há US$ 1,4 tri em créditos podres nos EUA e o risco é bem maior: pode chegar a US$ 12,3 tri, contando empréstimos a empresas e consumidores. (págs. 1 e 29)
BB e CEF também socorrerão bancos
Além do Banco Central, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal também foram convocados pelo governo para ajudar a socorrer instituições pequenas. Já foram às compras para arrematar carteiras de crédito duvidoso. (págs. 1 e 26)
Europa amplia garantias para depósitos bancáriosNuma reunião extraordinária em Luxemburgo, os países da União Européia decidiram subir para €50 mil o limite de garantia de depósitos bancários. O Reino Unido deve anunciar hoje um pacote de, no mínimo, 50 bilhões de libras. (págs. 1 e 30)
Partidos governistas avançam no Nordeste
O novo mapa do poder mostra que PT, PSB e PDT tiveram crescimento expressivo no Nordeste, região em que o DEM teve sua maior perda política: queda de 63% no número de prefeituras. O PSDB, porém, manteve a liderança no Sudeste e ganhou o comando de 381 cidades no domingo. (págs. 1 e 11)
Servidores vão pagar imposto sindical
Sem alarde, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, regulamentou, na semana passada, a cobrança de imposto sindical do funcionalismo público, informa Ilimar Franco no Panorama Político. Serão arrecadados R$ 450 milhões com o desconto de um dia de salário dos 7,4 milhões de servidores federais, estaduais e municipais (do Executivo, do Legislativo e do Judiciário). (págs. 1 e 2)
Incêndio terá taxa cobrada duas vezes
O Corpo de Bombeiros decidiu cobrar, ainda este ano, a taxa de incêndio de 2008, o que só deveria ocorrer no ano que vem. Com isso, os contribuintes fluminenses terão que pagar a taxa duas vezes este ano. O Ministério Público vai abrir inquérito civil público. (págs. 1 e 24)
Vistos para os EUA valerão por dez anos
O governo americano deve aumentar de cinco para dez anos o prazo de validade dos vistos para brasileiros, num esforço para aumentar o ingresso de turistas. Até a década de 90, eles valiam por dez anos. O prazo fora reduzido a pedido dos EUA. (págs. 1 e 12)
Neotucano
Com apoio oficial do PSDB e de José Serra, Gilberto Kassab brinca com máscara: "Hoje é o dia em que eu viro tucano". (págs.1 e 10)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Governos ampliam socorro, mas não seguram mercados
As autoridades dos EUA e da Europa tomaram novas medidas para tentar domar o pânico nos mercados financeiros, com distribuição de recursos e garantias, mas não animaram as Bolsas. A União Européia propôs elevar de 20 mil euros para 50 mil euros (de R$60 mil a R$150 mil) a garantia para depósitos bancários e decidiu ajudar instituições que estiverem em risco. O Banco Central Europeu duplicou para 50 bilhões de euros os recursos destinados a bancos. Já o Reino Unido divulgou um pacote de até US$ 87 bilhões para comprar ações de grandes bancos. Ben Bernanke, presidente do Fed, anunciou que vai emprestar dinheiro a empresas, sinalizou corte nos juros e disse que a crise tem “dimensões históricas”. “Se a intervenção estatal acontece só quando a maioria das instituições financeiras estão insolventes, os custos para restaurar o sistema são muito maiores”, disse. Apesar das medidas, o Dow Jones teve o segundo maior recuo do ano. O dólar subiu para R$2,311. (págs. 1 Dinheiro)
Índex / Dinheiro
Crédito nos EUA registra a maior queda desde 1943. (págs. 1 e B4)Medo faz a instabilidade se acentuar, diz Scheinkman. (págs. 1 e B10) Vinícius Torres Freire avalia estatização das finanças. (págs. 1 e B4) BC precisa mudar, afirma Paulo Rabello de Castro. (págs. 1 e B2)
Embaixada dos EUA promete agilizar vistos
A Embaixada dos EUA está fazendo um mutirão para reduzir o tempo de espera dos brasileiros para obtenção de visto. Mais funcionários tentam agilizar o processamento de pedidos. Segundo a embaixada, a demanda cresceu. O embaixador Clifford Sobel afirma que a meta é baixar o prazo médio para 30 dias. (págs. 1 e C5)
Editoriais Leia "Guerra financeira", sobre ação coordenada contra crise; e "Inércia municipal", acerca de vereadores eleitos. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: BC age, mas dólar dispara 5,09% e atinge R$ 2,31
Em novo dia de nervosismo internacional, o dólar subiu ontem 5,09% no Brasil, fechando a R$ 2,312, apesar da intervenção do Banco Central. Para analistas, empresas estão comprando dólares para reverter perdas com apostas na valorização do real, a exemplo do que aconteceu com a Sadia. A Fazenda teme que a alta do dólar, que atinge 48% desde agosto, pressione a inflação. Nos EUA, diante da provável queda da atividade econômica, o Fed indicou que poderá reduzir os juros, hoje em 2%, mas o aceno não evitou que a Bolsa de Nova York caísse 5,11%. A Bovespa, por sua vez, recuou 4,66%. Na Europa, a UE adotou um pacote anticrise, mas a criação de fundo de emergência fracassou. O FMI recomendou a capitalização de bancos em dificuldade, a liquidação dos inviáveis e a compra de títulos podres. (págs. 1, B1 a B10 e B14)
E a crise? - Lula na festa de batismo da plataforma P-51, em Angra dos Reis: "Não temos o direito de aceitar a socialização da desgraça" (pág.1)
Governo já gastou R$ 75,2 bi
O governo federal desembolsou até agora R$ 75,28 bilhões para conter a crise financeira. Esse é o valor das medidas tomadas de duas semanas para cá. O gasto poderá ser maior, pois há iniciativas cujo valor total não está estimado e outras ainda em estudo, a serem adotadas se necessário. (págs. 1 e B6)
Agricultura pede ajuda urgente
Com o início do plantio da safra coincidindo com a crise global, a agricultura precisa, "com urgência", de pelo menos R$ 10 bilhões para garantir a produção em 2009, diz o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Os recursos seriam rateados entre bancos privados e tradings do agronegócio. (págs. 1 e B6)
Sem dinheiroProdutores renegociam dívida, mas reclamam de falta de crédito. (pág.1)
Notas e informações: Ação contra a crise
Num ambiente de pânico, a boa notícia: o governo brasileiro decidiu reconhecer a seriedade da crise, sem meias palavras, e a urgência de ações para limitar o impacto na economia. (págs. 1 e A3)
Reeleitos tiveram mais verbas federais
Dos 15 prefeitos de capitais que conseguiram se reeleger no primeiro turno, 9 são da base aliada do Planalto e figuram no grupo dos que mais receberam verbas federais neste ano. O líder da lista é Iradilson Sampaio (PSB), cuja cidade, Boa Vista (RR), recebeu R$ 52,9 milhões, ou R$ 332,80 para cada um dos 159 mil eleitores. O governo federal diz que respeitou critérios técnicos e negou favorecimento partidário. (págs. 1 e A4)
'Fichas-sujas': metade se reelegeMetade dos vereadores "fichas-sujas" se reelegeu em 19 capitais, relata a ONG Transparência Brasil. Dos 75 políticos com pendências judiciais, 37 mantiveram seus mandatos. (págs. 1 e A9)
PSDB anuncia apoio e Serra aparece ao lado de Kassab
No mesmo dia em que o PSDB oficializou apoio à candidatura do DEM na capital, o governador tucano, José Serra, apareceu ao lado do prefeito Gilberto Kassab, escancarando a dobradinha, antes informal. A candidata Marta Suplicy (PT) alfinetou: "Kassab não tem imagem própria". (págs. 1, A6 e A8)
Anvisa suspende alimento da China
O veto à importação se deve à intoxicação de chineses pelo leite. (págs. 1 e A21)
Artigo: O caso dos aeroportos Josef Barat: É hora de saber o que se quer da aviação civil e como desenvolvê-la. (págs. 1 e B2)
Justiça reconduz promotor ao cargo Pela quarta vez, Thales Ferri Schoedl reconquista sua posição. (págs. 1 e C3)
A lei dos museus Polêmica emperra discussão sobre o Estatuto dos Museus. (págs.1 e Caderno 2)
Residente com bolsa pública atende mais para planosEstudo inédito em São Paulo constatou que, dos médicos que fizeram residência financiada pelo Estado, só 40% têm mais da metade dos pacientes usuários do SUS. As regras podem mudar para garantir maior aproveitamento desses médicos no setor público. (págs. 1 e A21)
EUA devem ampliar visto para 10 anos e reduzir fila Os EUA devem elevar, de 5 para 10 anos, a validade dos vistos de turismo e de negócios para brasileiros. A medida é parte do pacote destinado a acelerar a concessão de vistos americanos no Brasil, que inclui um "mutirão" dos consulados para reduzir o tempo do processo. (págs. 1 e C1)
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Jornal do Brasil
Manchete: Gabeira esconde Cesar da TV
O partido Democratas já enviou até seu representante ao comando da campanha de Fernando Gabeira (PV), o deputado federal Índio da Costa, mas verdes e tucanos preferem manter Cesar Maia afastado da propaganda eleitoral gratuita. O próprio prefeito admitiu ao JB que ficará de fora. Embora Gabeira afirme, publicamente, que o apoio não o prejudica, representantes das associações de moradores de Botafogo, Humaitá e Leme disseram-se decepcionados com a aliança. (pág. 1 e Eleições, pág. A6)
Petrobras pode deixar o Equador
A Petrobras sairá do Equador se não chegar a um acordo para manter suas operações de exploração de petróleo naquele país. A decisão foi anunciada pelo presidente Lula, ontem, em Angra dos Reis. (pág. 1 e Economia, pág. A20)
Candidatos azarões surpreendem e agora impõem medo
Fernando Gabeira (PV) no Rio, Walter Pinheiro (PT) em Salvador, Leonardo Quintão (PMDB) em Belo Horizonte e Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo: são quatro dos principais exemplos de candidatos considerados sem chances no início da campanha. Eles arrancaram nas últimas semanas e agora entraram no jogo. (págs. 1 e A12)
Favela no Fundão choca alunos e professores
Duas mil pessoas vivem há mais de 30 anos numa favela dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Fundão. Criada para operários da construção da Ponte Rio - Niterói, a Vila dos Funcionários tem 400 casas e faltam saneamento, água e luz. O contraste com a realidade universitária choca alunos e professores. (págs. 1 e A15)
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Correio Braziliense
Manchete: Como a crise afeta o brasiliense
Por causa da crise dos EUA, comprar no crediário está 3% ao ano mais caro no Distrito Federal. Além disso, os prazos de financiamento vêm sendo encurtados, o que vai aumentar o valor das parcelas e afastar os consumidores. No ramo automobilístico, novas tabelas com taxas maiores e períodos de pagamento menores chegam às agências e concessionárias toda semana. As financeiras reduziram o volume de empréstimos e estão sendo mais rigorosas na aprovação dos cadastros. Construtoras adiaram lançamento de obras. Por tudo isso, o crescimento de 2009 será bem menor que o previsto. (págs. 1 e 14 a 21)
Dólar dispara e chega a R$ 2,31
Nem medidas do governo seguram a alta da moeda e cotação sobe mais de 5% em um dia. (págs. 1 e 14 a 21)
Nações costuram pacote mundial
Estados Unidos, Japão e Europa definem injeção bilionária de dinheiro no mercado. (págs. 1 e 14 a 21)
PMDB amplia reinado nos grotões do país
Nos pequenos municípios com menos de 5 mil eleitores, espalhados pelo interior do Brasil, o PMDB reinou absoluto. Elegeu 409 de 1.940 prefeituras disputadas nessa faixa e, assim, garantiu 21,1% do bolo. Há quatro anos, a fatia peemedebista era de 20,8%. O PSDB ficou em segundo, seguido do PP e do DEM. (págs. 1 e 2)
Pechincha: cobertura de ex-reitor à venda
UnB fará leilão de 27 imóveis, entre eles o escandaloso apartamento usado pelo ex-reitor Timothy Mulholland na 310 Norte. Cobertura está avaliada em R$ 2 milhões. (págs. 1 e 31)
Segurança: Itapoã recebe primeiro postoGovernador Arruda e ministro Tarso Genro inauguram unidade policial na região carente de 85 mil habitantes, como parte de programa federal de segurança. (págs. 1 e 32)
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Valor Econômico
Manchete: Mercado avalia perdas com dólar em derivativos
As operações de alto risco no mercado de derivativos que deram prejuízo a algumas empresas estão reduzindo a liquidez no mercado interno ao sangrar também o caixa dos bancos que atuaram como contraparte e que têm de pagar ajustes diários na BM&FBovespa toda a vez que o dólar sobe. Ontem, a moeda atingiu R$ 2,3110, com alta de 5,14% - 48% acima de seu nível mínimo, no dia 1º de agosto. O Valor teve acesso a ofertas feitas pelos bancos a empresas exportadoras para um hedge (proteção) contra a queda do dólar “ultra turbinado”, à semelhança da transação realizada pela Aracruz. Nessa operação de alto risco, a empresa aposta duas vezes que o real vai se valorizar. Fica vendida em dólar futuro duas vezes. Primeiro, vende o dólar para o banco no mercado futuro - uma tradicional venda de dólar a termo, com cotação prefixada. Essa transação pode não representar exposição a risco cambial se for casada com uma receita em dólar que a empresa tiver a receber. No “target forward”, no entanto, a empresa vendia de novo o dólar para o banco no futuro, por meio de uma transação mais arriscada: a venda de uma opção de compra. Nela, o banco paga um valor à empresa para ter o direito de comprar o dólar a uma cotação pré-estabelecida no futuro. Os riscos foram assumidos porque as empresas não acreditavam que o dólar fosse subir tanto no curto prazo de forma a ultrapassar a cotação “target” e porque conseguiam ganhos maiores do que no dólar a termo, embora limitados. Até agora, o Banco Central optou por não atuar diretamente no mercado de câmbio à vista, mas pode mudar de tática a qualquer momento e intervir vendendo reservas para diminuir a desvalorização do real frente ao dólar. Até agora, a preocupação tem sido não "queimar" reservas. Mas isso pode mudar. "As pessoas não devem operar achando que o BC vai ficar fazendo sempre a mesma coisa, indefinidamente", advertiu uma fonte do governo. (págs. 1, C1 e A2)
Idéias - Rosângela Bittar
Lula transferiu votos a seus candidatos preferidos. (págs. 1 e A12)
Medidas inéditas e fé para recuperar a economiaAo participar ontem de uma conferência em Evian, na França, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, sentou-se encurvado e preocupado. Durante boa parte do tempo em que leu seu discurso, manteve as mãos em sinal de oração, com os olhos parados. Sua imagem é um símbolo do atual momento de perplexidade com o avanço da crise financeira mundial. "O sistema deve ser totalmente reformado", sugeriu Trichet. Pessimismo semelhante está estampado no relatório do FMI divulgado ontem, que prevê prejuízos de US$ 1,4 trilhão decorrentes da crise. Numa ação inédita desde a Grande Depressão dos anos 30, o Federal Reserve invocou poderes emergenciais e anunciou que vai emprestar dinheiro diretamente às empresas por meio da compra de "commercial papers", num total de US$ 1,6 trilhão. O presidente do Fed, Ben Bernanke, também deu forte indicação de que vai cortar os juros - um coquetel de medidas convencionais e não convencionais para uma economia cujos prognósticos se deterioram com rapidez. Os investidores, porém, ainda não foram convencidos de que esses remédios vão funcionar. A cotação das ações continuou em queda implacável e o índice Dow Jones baixou 5,11% na Bolsa de Nova York. "Tenham fé, que a economia vai se recuperar", disse o presidente George W. Bush, em Virgínia. (págs. 1 e C2 a C12)
Fundos perdem recursos
O agravamento da crise internacional acelerou os resgates nos fundos de investimento. Só na semana passada, entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, a captação foi negativa em R$ 8,7 bilhões, com destaque para as carteiras de renda fixa. (págs. 1 e D2)
Queda das commodities reduz o efeito do câmbio na inflação
O dólar subiu 16,4% em setembro, mas o impacto do câmbio na inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi menor do que o efeito da queda ou estabilização dos preços das commodities. Depois de cair 0,38% em agosto, o IGP-DI subiu 0,36% no mês passado, influenciado principalmente pela reversão da deflação dos preços no atacado, que passaram de uma queda de 0,8% para uma alta de 0,44%, em grande parte devido ao comportamento do complexo soja (grão, farelo e óleo). Outros produtos refletiram o recuo das commodities, como o milho, e dos itens da cadeia petroquímica que caíram junto com os preços do petróleo. Com a forte alta do dólar nos últimos dias, há possibilidade de o quadro mudar. O risco é que a redução nos preços dos produtos primários não seja suficiente para compensar o impacto da desvalorização do real. (págs. 1 e A3)
Governo prepara novo reforço ao crédito rural
O governo estuda a ampliação da parcela de recursos de aplicação obrigatória no setor rural de 25% para até 30% no caso dos depósitos à vista e de 65% para até 70% na poupança rural. Essa é uma das opções para injetar mais dinheiro no campo e atender a forte demanda por capital de giro na época do plantio. A medida cobriria uma demanda de até R$ 6 bilhões por crédito, estima o governo. O secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoniran Sanches, diz que o governo também estuda mudar as regras dos fundos constitucionais do Centro-Oeste (FCO), do Norte e do Nordeste, que tiveram arrecadação 14% superior à prevista até agosto, ou R$ 527 milhões adicionais. A idéia seria permitir ao banco das cooperativas (Sicredi) fazer operações com recursos desses fundos, hoje restritas ao Banco do Brasil. A arrecadação adicional também poderia financiar o comércio exterior nessas regiões, por meio de ACCs, estimulando as tradings a financiar a safra. (págs. 1 e B12)
Idéias - Martin Wolf
Governos deveriam garantir por certo tempo os passivos dos bancos e recapitalizá-los. (págs. 1 e A17)
Indústria naval
O Tesouro Nacional fará um aporte de R$ 10 bilhões no Fundo da Marinha Mercante (FMM) para garantir o financiamento à indústria naval. Até a semana passada, 138 projetos demandavam créditos de R$ 8 bilhões. (págs. 1 e B1)
Venda de manufaturados
O faturamento da indústria diminuiu 2,3% entre julho e agosto, já descontados efeitos sazonais. Em relação a agosto de 2007, o resultado foi 0,8% maior. No acumulado do ano, a expansão é de 8,2%, o melhor resultado da série histórica da CNI, iniciada em 2003. (págs. 1 e A3)
Crise derruba preço do frete marítimo em 75% entre Ásia e Europa. (págs. 1 e B6)
Alta do dólar acelera planos da HyundaiA rápida valorização do dólar frente ao real nas últimas semanas deve acelerar os planos da Hyundai Heavy Industries para instalar uma linha de montagem de automóveis no Brasil. O prazo acertado entre o distribuidor local e a fabricante coreana para decidir sobre a produção local era 2012, mas agora a expectativa é que a definição saia até o fim de 2009. A região de Sorocaba (SP) é a mais cotada para receber o projeto. Caso se concretize, a unidade será plataforma de exportação para toda a América Latina. O investimento previsto é de US$ 50 milhões. (págs. 1 e B9)
Dinheiro para a Linha 4
A concessionária ViaQuatro, responsável pela operação da Linha 4 (Amarela) do metrô de São Paulo, contratou ontem financiamento de US$ 368,7 milhões com o BID. Os recursos garantem o início da operação, previsto para fevereiro de 2010. (págs. 1 e B8)
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Gazeta Mercantil
Manchete: Empresas apostam no risco do dólar futuro
Os contratos de compra de dólar futuro na BM&F, feitos por empresas não-financeiras, dispararam como mais um reflexo do forte avanço da moeda. Entre os dias 29 de setembro e 6 deste mês, a posição líquida “comprada” em dólar pelas empresas - uma aposta na alta da moeda - subiu para US$ 1,933 bilhão, avanço de 68%. Por trás do movimento não está apenas a busca por proteção, mas também uma tentativa de reduzir prejuízos potenciais com operações mais arriscadas montadas com derivativos. Tentam evitar perdas como as da Sadia, que assumiu prejuízos de R$ 760 bilhões com derivativos. “Muitas empresas estão ‘vendidas’ no mercado de opções, o que pode levá-las a um prejuízo com o dólar alto”, diz Alexandre Ferreira, do banco WestLB. “Essas empresas estão com dificuldade em sair da posição ruim e buscam na compra de dólar futuro reduzir prejuízos.”A alta da cotação se manteve ontem com o dólar, apesar de o Banco Central ter realizado novo leilão cambial, de R$ 1,3 bilhão. Além do câmbio, os sinais da crise foram mantidos no mercado acionário. O Ibovespa caiu 4,66%, a 40.139 pontos, nível de 2006, acompanhando tendência das bolsas americanas, asiáticas e boa parte das européias. (págs. 1, B1 e B2)
Lula admite saída da Petrobras do Equador
O presidente Lula afirmou ontem que a Petrobras poderá sair do Equador caso a estatal não entre em acordo com o governo equatoriano. “Se tiver acordo, ótimo. Se não, a Petrobras vai procurar outro caminho”, disse Lula, que participou, em Angra dos Reis (RJ), do batismo da primeira plataforma totalmente construída no País. José Gabrielli, presidente da estatal, disse que a empresa não aceitará se tornar prestadora de serviço, exigência do presidente equatoriano, Rafael Correa. No mesmo evento, a ministra Dilma Rousseff anunciou recursos de R$ 10 bi para a indústria naval. (págs. 1, A12 e C9)
Deságio será alto no plano de salvamento
O pacote de socorro do governo norte-americano ao sistema financeiro do país indica um deságio de ao menos 50% no valor atual das carteiras inadimplentes de crédito subprime e de títulos lastreados nessas operações, avalia Luís Miguel Santacreu, da Austin Rating. A análise leva em conta o montante de ajuda de US$ 700 bilhões em relação ao US$ 1,4 trilhão em perdas com crédito e títulos desde o início da crise, estimados ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Entretanto, esse deságio poderá chegar a 60% do valor dos ativos, já que o governo dos Estados Unidos precisará separar uma fatia dos recursos para injetar capital nas instituições, como prevê o plano de salvamento. (págs. 1 e B3)
EUA já perderam US$ 1,4 trilhão
Os prejuízos dos Estados Unidos com a crise financeira atingiram, até agora, a cifra de US$ 1,4 trilhão. Os cálculos foram divulgados por Jaime Caruana, diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI). (págs. 1 e B3)
Boas chances nos países do Bric
Pesquisa da consultoria Korn Ferry, com 3 mil executivos do mundo inteiro, aponta Brasil, Rússia, Índia e China como os países com as melhores oportunidades de crescimento profissional. (págs. 1 e C11)
Indústrias vão atrás de crédito para o produtor
Indústrias processadoras e exportadoras de soja se juntam a produtores rurais para reivindicar mais crédito ao governo federal. O grupo, que se reúne nesta semana na Casa Civil e no Ministério da Fazenda, pede que o governo libere financiamento de R$ 2 bilhões às tradings para que estas repassem o recurso, via empréstimos, ao produtor rural. “A escassez de crédito pode comprometera produção de soja e, com isso, a indústria teme perder mercado no exterior. Seria difícil reverter a situação”, diz Sérgio Mendes, diretor da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). (págs. 1 e B16)
Opinião. David Brooks: Hoje, os líderes do mundo têm de imaginar como estabilizar as economias em meio aos voláteis fluxos globais de capital. Esse teste está ancorado na mudança global do poder econômico. (págs. 1 e A12)
Opinião. Ariverson Feltrin: Escaldado pelas sucessivas crises, o brasileiro torce para que a crise externa não contamine o País e, não sem motivo, maldiz e xinga os americanos pelo rombo que buscam repassar ao mundo. (págs. 1 e A2)
Inflação IGP-DI tem alta de 0,36% em setembro. (págs. 1 e A4)
TelecomunicaçõesTelefónica manterá investimento programado para a América Latina. (págs. 1 e C7)
CEF vai comprar carteira
A Caixa Econômica Federal (CEF) negocia a compra de carteiras de crédito. O vice-presidente da instituição, Márcio Percival, diz que mantém conversações com uma dúzia de bancos e pode investir até R$ 2,4 bilhões. (págs. 1 e B1)
Construtoras tentam se ajustar à nova realidade
Em razão dos problemas no mercado imobiliário, as grandes incorporadoras estão se ajustando à nova realidade. A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), controlada pelo grupo Camargo Corrêa, anunciou ontem que adquiriu a totalidade das ações da incorporadora HM, da qual já possuía 81% das ações. O negócio foi fechado por R$ 12,44 milhões mais um volume de 3,9 milhões de ações. “Com essa decisão, a companhia terá mais liberdade para atuar no segmento de baixa renda”, garante Paulo Mazzali, diretor de finanças e relações com investidores da CCDI.Já a Rossi Residencial irá promover um aumento de capital de R$ 150 milhões e a revisão de seu plano de lançamentos para este ano e para 2009. Os lançamentos programados para 2008 terão uma retração de cerca de 16% no valor potencial de vendas - de R$ 2,5 bilhões para R$ 2,15 bilhões - e os previstos para 2009 sofrerão redução em torno de 33% - de R$ 3 bilhões para R$ 2,25 bilhões. A incorporadora InPar também mexeu no seu planejamento. Reduziu seu programa de lançamentos para 2008, de R$ 2,5 bilhões para R$ 1,65 bilhão, retornando à meta anunciada quando fez seu IPO. (págs. 1 e C10)
CNJ aprova bloqueio de conta única
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, ontem, a resolução que cria o Sistema Nacional de Cadastramento de Contas Únicas do Bacen-Jud (Banco Central-Judiciário), destinado a bloqueios financeiros, em casos de penhoras. O objetivo da resolução é evitar transtornos para as empresas - em face da multiplicidade de penhoras em contas diversas, com o mesmo valor de execução -, autorizando-as a indicar uma única conta para eventuais penhoras on-line. De acordo com a resolução do CNJ, as empresas comprometem- se a manter dinheiro suficiente nas contas únicas indicadas, proporcional aos valores da execução. Caso contrário, outras contas poderão ser, automaticamente, incluídas na penhora on-line. A resolução do CNJ entra em vigor em 30 dias e as empresas devem cadastrar essas contas especiais nos tribunais superiores, por requerimento impresso ou formulário eletrônico via internet. O aperfeiçoamento do Bacen-Jud foi motivado por “pedido de providências” da Companhia Brasileira de Distribuição, do Grupo Pão de Açúcar. O advogado do grupo, Paulo Ciari, do escritório Azevedo Sette Advogados, disse que a resolução beneficiará, principalmente, as empresas de grande porte, mas alertou que é necessário “manter saldo suficiente na conta indicada, ainda que, para tanto, seja necessário criar uma linha de crédito junto às instituições financeiras”. (págs. 1 e A8)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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terça-feira, outubro 07, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] O QUE O VENTO NÃO LEVOU...

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].

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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


07 de outubro de 2008
O Globo
Manchete: BC anuncia socorro a bancos em dia de pânico no mercado
Pela terceira vez, uma segunda-feira foi de pânico nos mercados mundiais. E apenas dois dias após o presidente Lula dizer que a crise chegaria ao Brasil "como uma marolinha", ela veio na forma de tempestade: o dólar disparou novamente e chegou a R$ 2,20 (a maior alta desde janeiro de 1999), a bolsa desabou e chegou a ter os negócios interrompidos duas vezes - o que não acontecia desde a crise russa, há 10 anos. A baixa, que chegou a 15,5%, foi reduzida para 5,43% com recuperação dos mercados e o anúncio de que o BC usaria reservas para financiar o comércio exterior. O Dow Jones caiu abaixo de 10 mil pontos, despencou 7,75%, mas fechou com baixa de 3,58%. A Bolsa de Paris caiu 9%, o maior tombo da História. À noite, o BC anunciou que socorreria bancos pequenos comprando suas carteiras de crédito. (págs. 1 e 33 a 44)
Empresas cancelam negóciosEm meio à crise mundial, grandes empresas mudaram suas rotas. A Sadia, que teve prejuízo de R$ 760 milhões com câmbio, chamou o ex-ministro Luiz Furlan de volta. A Votorantim (VCP) suspendeu a compra de R$ 2,71 bilhões em ações da concorrente Aracruz. No ramo da construção, a Cyrela desistiu da Agra. (págs. 1 e 44)
Gabeira ganha na Zona Sul, Zona Norte e Barra; Paes leva na Zona Oeste e subúrbios
O mapa da votação no Rio mostrou vitória de Fernando Gabeira (PV) na Zona Sul, no Centro e na Zona Norte, com desempenho surpreendente em bairros como Tijuca e Méier. Eduardo Paes (PMDB) venceu por ampla margem na Zona Oeste - com exceção da Barra e Recreio - e nos subúrbios. Marcelo Crivella (PRB) não venceu em nenhuma região. Ontem, Paes e Gabeira trataram de alianças. Paes garantiu o apoio do PSB e recebeu em casa o ministro Carlos Lupi (PDT) e líderes do PT, entre eles Benedita da Silva. O DEM oficializou apoio a Gabeira, que procurou líderes de partidos de esquerda. Ele deve receber apoio do PSOL, mas disse que não quer "sopa de letras". Gabeira nadou no Flamengo e anunciou que dormirá duas noites por semana na Zona Oeste.
Paes e Gabeira debatem quinta-feira no Globo (págs. 1 e 9)
São Paulo, cidade partida. Periferia é reduto de Marta. (págs. 1 e 15)
Pesquisas: guerra de números e acusações entre os institutos (págs. 1 e 18)
Aécio: "Ficou claro que não há nenhum Rei midas em Minas" (págs. 1 e 17)
Rosinha teve menos votos que candidato sub judice (págs. 1 e 14)
As listas dos vencedores nas capitais, no Estado do Rio e os vereadores eleitos da capital (págs. 1, 22 a 24)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Crise se aprofunda na Europa e espalha pânico pelos mercados
O pânico tomou conta dos mercados com quedas espetaculares nas Bolsas, enquanto governos europeus corriam desorientados atrás de medidas para contê-lo. Paris recuou 9,04% e Londres, 7,85%. Nos EUA, o Dow Jones caiu 7,75% (quase 800 pontos), recuperou-se e fechou em baixa de 3,85%. A Bovespa chegou a cair 15,5% e teve o pregão suspenso duas vezes. Encerrou em queda de 5,43%. O epicentro do pânico foi a Europa, onde o socorro de 50 bilhões de euros do governo alemão à Hypo, gigante do crédito imobiliário, foi insuficiente para evitar a baixa de 35% nas ações da empresa. Mais de cinco países – Portugal, Suécia, Áustria, Islândia e Dinamarca – anunciaram garantia total dos depósitos, para tentar evitar uma corrida aos bancos. A Espanha informou que também vai aumentá-la. No Brasil, o dólar disparou e fechou cotado a R$2,198, alta de 7,43%. (págs. 1 e Dinheiro)
Coluna: Janio de Freitas: 1º turno desinfla a influência de Lula
Se confrontado com o poder eleitoral atribuído à sua aprovação, Lula sai do primeiro turno com revés que só por grande soma de êxitos, no segundo turno, poderia tornar desimportante. O efeito insuficiente dos seus empenhos trouxe um clareamento significativo: desinflou o bicho-papão eleitoral que condicionava as propecções políticas para a eleição de 2010. (págs. 1 e A7)
BC vai poder "comprar" carteira de banco pequenoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu e obteve apoio de aliados para medida provisória que autoriza o Banco Central a “comprar” carteiras de crédito de bancos menores, com dificuldade de obter dinheiro. As carteiras seriam aceitas como garantia de empréstimos. Segundo líderes governistas, Lula disse estar preocupado com o efeito da crise nos pequenos. O ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do BC, Henrique Meirelles, voltaram a dizer que a economia está “sólida” e anunciaram medidas pró-exportação. (págs. B1 e B8)
Artigo: Benjamin Steinbruch: Se o Brasil pisar no freio agora, efeito será pior
Já se levantaram as vozes de sempre para aconselhar o governo a reduzir o aumento da produção interna. É natural que se tente compensar a desaceleração com estímulos ao mercado interno. Se fizer o contrário e pisar no freio, o país maximizará o efeito da crise. (págs. 1 e B2)
Siglas da oposição são as que mais perdem cidades
PSDB, DEM e PPS, os três principais partidos de oposição ao governo Lula, foram os que mais perderam prefeituras no primeiro turno das eleições municipais. O DEM deixará o poder em 176 cidades; o PSDB, em 109; e o PPS, em 70. Já o PT garantiu 157 prefeituras a mais do que governa hoje. Além dele, PSB (95 prefeitos a mais) e PTB (35) foram os que mais ganharam cidades. Os partidos da base aliada conquistaram 4.036 municípios, um crescimento de 20% em relação a hoje. Pelo critério de número de votos nominais, o maior vencedor é o PMDB (18,4 milhões de votos). (págs. 1 e sp. 1)
Editoriais Leia "Um degrau abaixo" sobre crédito a exportadores e ações anticrise; e "2010 ainda está longe", acerca das eleições. (págs. 1 e A7)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: BC ganha mais poder para socorrer bancos pequenos
O governo editará medida provisória que dará mais agilidade ao Banco Central para atuar na crise financeira, que ontem registrou um de seus piores momentos, com turbulência dos bancos europeus e temor de recessão mundial. A MP incluiria garantia do BC a empréstimos para exportadores e autorização para que o órgão possa comprar carteiras de créditos de bancos pequenos e médios. O dia de ontem nas bolsas foi classificado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) de "comportamento de manada". A Bovespa caiu 5,43% após suspender o pregão duas vezes por causa de recuos acima de 10%. O dólar subiu 7,63%, a maior alta porcentual desde 1999, e fechou em R$ 2,20 mesmo com a atuação do BC. No meio do dia, a equipe econômica anunciou medidas para ajudar exportadores, o que reduziu as perdas. No exterior, o pessimismo diminuiu com informações de que o Fed (banco central dos EUA) pode cortar juros e de que subiu para US$ 900 bilhões o volume de empréstimos que pode fazer a bancos. (págs. 1 e B1 a B9)
"Podemos ter uma bolha agrícola"
Para o Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, a fuga dos investidores derrubará preços das commodities agrícolas, tornando as dívidas contraídas no campo um problema para o Brasil. (págs. 1 e B8)
Análise - Uma certa hecatombe
Não há nada de especialmente errado com a economia brasileira. Mas é difícil evitar a inflação se o dólar continuar disparando. (págs. 1 e B2)
Na União Européia, falta estratégia comum
Sem uma estratégia comum, a União Européia vive uma proliferação de medidas unilaterais para salvar bancos e depósitos, relata o correspondente em Genebra, Jamil Chade. O máximo que a UE emitiu foi um comunicado em que os países prometem "trabalhar em coordenação". (págs. 1 e B7)
Equador adverte novamente a Petrobras
O Equador advertiu novamente a Petrobras de que revogará seu contrato de exploração de petróleo no país. O ministro de Minas e Petróleo, Galo Chiriboga, disse que, se a empresa não aceitar novo acordo "no menor tempo possível", o contrato do Bloco 18, na Amazônia, será extinto. Representantes da empresa reuniram-se ontem à tarde com Chiriboga, mas até o início da noite não havia informações sobre a reunião. (págs. 1 e A16)
Eleições 2008 - O resultado final nas capitais. (págs. 1 e A14)
DEM acerta apoio ao PSDB; Marta telefona para Alckmin
No primeiro passo da aliança com o PSDB para o segundo turno em São Paulo, o DEM apoiará candidatos tucanos onde o partido de Gilberto Kassab não estiver na disputa. Já Marta Suplicy (PT) ligou para Geraldo Alckmin, de olho em eventuais tucanos dissidentes. (págs. 1 e A4)
Eleições 2008 - Manhã seguinte
Gabeira em piscina no Rio e Kassab no escritório de casa em São Paulo: desempenhos surpreendentes no 1º turno. (pág. 1)
Os vereadores eleitos em SP (págs.1 e A7)
Todos os prefeitos do Estado de SP (págs. 1, A8 e A9)
Notas e Informações - A autonomia do eleitor
As surpresas do pleito em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Salvador compõem, em conjunto, um retrato alentador da autonomia do eleitorado na hora da decisão. Prova de que os candidatos, seus operadores e apoiadores podem muito, mas não podem tudo, em matéria de indução do voto. (págs. 1 e A3)
Artigo - Ouve-se o som da Goldfajn: É fundamental assegurar o funcionamento dos mercados do Brasil. (págs. 1 e A2)
Justiça susta contrato, e radar não pode multar em SP
A Justiça sustou a instalação dos 175 radares fixos de São Paulo. A liminar atende empresa que perdeu a licitação, e não pode haver multa enquanto o impasse seguir. O contrato de 26 radares móveis expirou e também não foi renovado. Já a operação de lombadas eletrônicas foi prorrogada. (págs. 1, C1 e C3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Crise chega ao país
A crise chegou à economia real do Brasil, especialmente às empresas exportadoras. Resultado: com a cotação da moeda americana em disparada (fechou em R$ 2,20), a Bovespa chegou a cair 15% e parou duas vezes, até encerrar o pregão em queda de 5,43%. O ministro Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciaram o uso de reservas para emprestar dólares aos bancos e garantir crédito aos exportadores. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. A2 a A5)
Plataforma vai reforçar a Petrobras
A P-51, primeira plataforma de petróleo construída no Brasil, será inaugurada hoje, em Angra dos Reis, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova unidade vai reforçar a produção da Petrobras com 20 mil barris de óleo por dia. (págs. 1 e A20)
Medo de recessão se espalha, e bolsas caemDe Nova York a Paris, Londres e Frankfurt, o pessimismo dominou os operadores de mercado, e as bolsas de valores tiveram mais um dia de perdas. As ações européias caíram, em média, 7,8%. Em Wall Street, 3,58%. O temor generalizado é que o pacote americano anticrise seja insuficiente para evitar que a turbulência financeira afete a economia real. Analistas prevêem recessão global. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. A2 a A5)
Câmara renovada e com mais problemas
O índice de renovação da Câmara Municipal foi alto, de 43%. Mas a mudança não trouxe melhoria no perfil: o plenário, com 51 vereadores, tem 21 legendas e o número de suspeitos de ligação com crimes subiu para oito, assim como os de perfil fisiológico e clientelista, agora 31. (págs. 1 e A7)
Gabeira admite o apoio de Cesar
Os candidatos a prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), que vão ao segundo turno, buscam novas alianças partidárias. Paes saiu na frente e anuncia hoje a adesão do PSB. Já Fernando Gabeira preferiu cautela, mas admite apoio de Cesar Maia (DEM) e Crivella (PRB). (págs. 1, Eleições e A6)
Bola e urna se separam no Rio
Se em Goiânia o atacante Túlio foi um fenômeno eleitoral, no Rio os candidatos ligados ao esporte não tiveram sucesso. Dos muitos que usaram o nome do Flamengo, apenas a ex-nadadora Patrícia Amorim foi eleita. Jairzinho teve só 704 votos. (págs. 1, Esportes e D3)
Máfia das quadras na mira da polícia
O esquema de cobrança pelo uso de quadras de futebol society no Parque do Flamengo, denunciado pelo JB no domingo, gerou um inquérito policial. Embora o delegado considere o problema administrativo, os ambulantes cobram R$ 40 pelo uso do espaço, que é gratuito. As ligas do esporte no Rio criticam a falta de fiscalização por parte da subprefeitura da Zona Sul e pedem mais transparência dos responsáveis. (págs. 1 e A17)
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Correio Braziliense
Manchete: Governo lança pacote contra desespero
Passavam poucos minutos das 10h quando a Bolsa de São Paulo parou pela primeira vez. Àquela altura, o valor das empresas negociadas por lá derretia como manteiga. O índice que aglomera as principais companhias caía mais de 10%. Meia hora depois, os negócios foram retomados. Mas com o mesmo humor. O Ibovespa rolou ladeira abaixo, chegou a mais de 15% de perda e obrigou o pregão a nova parada. O sinal era claro: o mercado entrara em colapso. Estava a reboque das más notícias vindas da Europa. Lá, como nos EUA, grandes instituições financeiras surgem debilitadas. Os governos prometem tomar o lugar dos bancos centrais e garantir, eles mesmos, os depósitos da população. Tudo para evitar uma onda de saques e a conseqüente quebradeira. No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BC, Henrique Meirelles, convocaram entrevista coletiva e anunciaram o primeiro pacote do governo Lula (leia abaixo). Os ânimos serenaram. À noite, Meirelles chamou novamente a imprensa e anunciou a edição de uma MP, dando-lhe poderes para socorrer bancos brasileiros em dificuldades. - Banco Central ganha poderes para salvar pequenos bancos em apuros;- Reservas cambiais passam a garantir exportação e empréstimos externos;- BNDES libera R$ 5 bilhões para irrigar o mercado de crédito. (págs. 1, 14 a 20 e Tema do Dia)
PT estaciona na contagem total de votos
O partido do presidente Lula recebeu 16,1 milhões de votos, 45 mil a menos do que em 2004, e perdeu para o PMDB o título de campeão das urnas. Dirigentes justificam que legenda investiu na política de alianças. (págs. 1 e 2)
Nobel de Medicina elogia Brasil
Em entrevista ao Correio, Françoise Barré-Sinoussi aprova a política que assegura tratamento a pacientes com HIV. Ela, o compatriota Luc Montagnier e o alemão Haral zur Hausen dividiram o Nobel de Medicina. (págs. 1 e 26)
Taxa sindical obrigatória para servidor. (págs. 1 e 21)
Gerente de cassino joga com tráfico
Apontado pela polícia como responsável pela casa ilegal de jogo flagrada na Península dos Ministros, Wladimir Billota Duarte é acusado pelo MP de envolvimento com a quadrilha de Michele Tocci, o Barão do Ecstasy. (págs. 1 e 30)
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Valor Econômico
Manchete: Governos tentam acalmar mercado
Bancos centrais de vários países adotaram medidas para tentar conter o agravamento da crise financeira, que depois de atingir a Europa castigou duramente os países emergentes ontem. As bolsas européias tiveram seus piores pregões em 20 anos. O Índice Dow Jones caiu abaixo dos 10 mil pontos. A Bovespa teve seus negócios interrompidos por duas vezes, para deter uma enxurrada de vendas que levaram seu índice a cair, primeiro 10% e, depois, 15%. No fim do dia, as perdas no mercado americano arrefeceram e a bolsa brasileira fechou com perda de 5,43%, a 42.100 pontos, menor pontuação desde 5 de março de 2007. O Fed agiu novamente para estancar a crise aguda de desconfiança, sem muito sucesso. Ele anunciou que começará a pagar juros sobre as reservas que os bancos deixam em depósito, uma forma de injetar dinheiro no sistema financeiro. Além disso, elevou os recursos de seu programa especial de leilões para US$ 900 bilhões, ante US$ 150 bilhões há 15 dias. Enquanto a possibilidade de um novo corte na taxa de juros nos próximos dias aumentava, autoridades americanas debatiam formas de ampliar os recursos no mercado de "commercial papers", fonte essencial de captação de curto prazo para bancos e empresas. No Brasil, o governo também ampliou sua ação para combater a escassez de linhas externas aos exportadores. Enquanto o BNDES vai oferecer o equivalente a R$ 5 bilhões em novos créditos pré-embarque (fase de produção), o Banco Central usará reservas cambiais para adquirir ativos de bancos brasileiros no exterior, com compromisso de recompra por parte dessas instituições. Assim, elas recuperariam liquidez em dólar para retomar a oferta de Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACC). À noite, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciou que o presidente Lula assinou medida provisória autorizando o BC a criar duas novas modalidades de linhas de redesconto - empréstimos do BC aos bancos. Uma delas terá como garantia crédito dos bancos em reais. A outra será em moeda estrangeira, com garantia também em divisa internacional. De acordo com Meirelles, essas linhas não são necessárias no momento e o BC não pretende fazer uso delas, ao menos por enquanto. (págs. 1 e C1 a C7)
Crise deve afetar linhão do Madeira
A crise de crédito internacional vai afetar o leilão das linhas de transmissão das hidrelétricas do Rio Madeira, previsto para 31 de outubro, e o próprio governo já admite informalmente que haverá impactos negativos. As empresas interessadas pressionam para que o leilão seja adiado e as condições, revistas. Não só o custo de boa parte dos equipamentos subiu drasticamente em função da valorização do dólar como os recursos para os empréstimos-ponte sumiram.Como se trata de uma obra estratégica para o governo, que precisa garantir a energia das usinas de Santo Antônio e Jirau a partir de 2012, a solução pode passar pelas estatais ligadas ao Sistema Eletrobrás. Foram elas que arremataram a maior parte dos lotes de linhas de transmissão de pequeno porte leiloadas na sexta-feira. A linha de transmissão do Madeira exigirá investimentos de R$ 7,2 bilhões. (págs. 1 e B1)
Idéias Raymundo Costa: Eleição teve o mérito de derrubar muito da infalibilidade de um presidente popular. (págs. 1 e A6)
Em meio à crise, deflação é a nova ameaça nos países ricos (págs. 1 e A16)
Freio nas commodities
Com a possibilidade cada vez mais concreta de uma desaceleração significativa na economia mundial, analistas acreditam que já não é mais tão improvável cogitar o retorno das cotações das principais commodities agrícolas às médias históricas anteriores a 2006. (págs. 1 e B12)
Indústria automobilística
As montadoras instaladas no Brasil produziram 298,3 mil veículos em setembro, alta de 18% na comparação com o mesmo mês em 2007. Em relação a agosto, houve queda de 4,3%. No acumulado do ano, a produção alcançou 2,620 milhões de unidades, alta de 19,9%. (págs. 1 e B7)
Câmbio afeta turismo externoA valorização do dólar, que já chega a 15,4% apenas neste mês, começa a afetar os negócios das agências de viagens. A procura por pacotes internacionais caiu e os prazos de financiamento também foram reduzidos. (págs. 1 e B4)
Contaminação mexicana
A economia do México, bastante dependente dos EUA - 80% das exportações vão para o mercado americano -, deverá ser a maior vítima da crise na América Latina. As quedas do petróleo e das remessas dos imigrantes agravam a situação. (págs. 1 e A17)
IdéiasDelfim Netto: Proposta que governo Bush tentou enfiar garganta abaixo do Congresso era indecente. (págs. 1 e A2)
Governo pune "cartéis populares"
Tradicionalmente voltado para o combate a infrações econômicas cometidas por grandes empresas, o Ministério da Justiça decidiu ampliar o seu campo de atuação contra os chamados "cartéis populares". O objetivo é desbaratar acordos de preços em setores sensíveis para a inflação, como transportes, combustíveis, construção civil e planos de saúde.A Secretaria de Direito Econômico ampliou o foco contra cartéis formados por pequenas empresas ou grupos e a maioria dos processos leva a uma condenação. Nos últimos meses, pequenos comerciantes e profissionais liberais apareceram na lista de investigados por cartel e muitos foram condenados por acordos de preços e infrações contra a concorrência. São donos de postos de gasolina, diretores de sindicatos, gerentes de planos de saúde e até taxistas. "O nosso objetivo é chegar na ponta", diz Ana Paula Martinez, diretora da SDE. (págs. 1 e A3)
PMDB ganha peso para 2010
Os dois parceiros mais disputados por PT e PSDB para composições na eleição presidencial de 2010 tiveram crescimento nas eleições municipais de domingo. Depois de perder espaço em quatro eleições seguidas, o PMDB voltou a crescer em número de prefeituras. Segundo números preliminares do TSE, o partido elegeu 1.194 prefeitos, 13,8% a mais do que há quatro anos. A principal expansão ocorreu na Bahia, reduto do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Já o PSB teve crescimento de 74,5%, grande parte em Pernambuco, graças à ação do governador Eduardo Campos. O PT lançou menos candidatos, mas obteve proporcionalmente o maior número de vitórias, crescendo 33%. O PSDB perdeu 91 prefeituras. Em São Paulo, o mapa eleitoral do município mostra que a candidata do PT, Marta Suplicy, perdeu mais votos para o prefeito Gilberto Kassab (DEM) nas regiões onde predominam eleitores das classes A e B. Entre os eleitores de menor poder aquisitivo e nas regiões mais carentes a ex-ministra conseguiu manter um eleitorado mais fiel, apesar dos investimentos em equipamentos sociais feitos pela prefeitura nos últimos anos, como as Assistências Médico Ambulatoriais (AMAs), os Centros Educacionais Unificados (CEUs) e as escolas de ensino infantil e médio. (págs. 1, A5 e A14)
Furlan volta ao comando da SadiaQuase seis anos depois de ter deixado a Sadia para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan reassume hoje a presidência do conselho da companhia com a missão de reorganizar sua administração. Ele tomará o lugar de Walter Fontana Filho, que deixou o cargo depois que a empresa teve de reconhecer perdas de R$ 760 milhões com derivativos de dólar. "Eu não podia recusar a convocação do Walter", disse Furlan ao Valor. Segundo o ex-ministro, a Sadia vive um "momento paradoxal": fundamentos muito bons e demanda forte, mas foi atingida por uma "imprudência". Em três operações, informou, a empresa já recolocou R$ 1,5 bilhão em seu caixa. As responsabilidades pelas operações que causaram as perdas estão sendo apuradas pela KPMG e os resultados preliminares mostram que houve transgressão de regras da companhia. (págs. 1 e B7)
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Gazeta Mercantil
Manchete: Circuit breaker
Uma outra segunda-feira de pânico. Com temor de uma recessão econômica global, as principais bolsas de valores do mundo foram arrastadas ladeira abaixo mais uma vez, marcando um dos piores desempenhos da história no mercado acionário. A Bovespa acionou o circuit breaker por duas vezes, o que não acontecia desde 1998, chegando à queda de 15%. O principal índice da bolsa brasileira encerrou aos 42.100 pontos, o menor patamar desde 5 de março de 2007. Segundo a Economatica, as empresas que compõem o Ibovespa perderam R$ 62,95 bilhões em valor de mercado num só dia. “Os investidores estão completamente pessimistas em relação ao desenvolvimento do mercado no curto prazo”, afirma Kelly Trentin, analista da SLW Corretora. A percepção é a de que os países, especialmente europeus, estão com menores margens de manobra. No embalo desta crença, bolsas de valores da Europa fecharam na maior baixa desde os atentados de 11 de setembro de 2001 e o temor de colapso financeiro levou líderes da União Européia a prometer que protegerão as economias dos correntistas e apoiarão o sistema financeiro regional. O receio foi desencadeado com o anúncio do governo alemão de um plano de socorro financeiro para evitar a concordata do banco Hypo Real State e a compra de divisões do Fortis na Bélgica e em Luxemburgo pelo banco francês BNP Paribas. Nos Estados Unidos, ainda sem efeitos reais do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões, o índice Dow Jones fechou em queda de 3,58%, abaixo do patamar de 10 mil pontos pela primeira vez em quatro anos, e o Nasdaq desvalorizou-se 4,34%. Os investidores desfizeram posições diante das preocupações geradas pela escalada da crise de crédito, que pode se alastrar pela economia global e afetar os lucros das empresas. (págs. 1 e B1 a B6)
Apenas Marta e Marinho terão a ajuda de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou sua participação apenas nos palanques dos petistas Marta Suplicy, em São Paulo, e Luiz Marinho, em São Bernardo do Campo (SP). Em reunião realizada na manhã de ontem com ministros e assessores no Palácio do Planalto, Lula decidiu, a princípio, evitar participar da batalha pelas prefeituras de Porto Alegre e do Rio de Janeiro, ambas com candidatos de partidos governistas. (págs. 1 e A8)
Dólar dispara 8%, para R$ 2,205
O dólar comercial disparou 8,09% e fechou a sessão de ontem cotado a R$ 2,205 na venda, maior patamar em mais de dois anos. Os sinais de recessão na economia mundial e a falta de liquidez no sistema financeiro impulsionaram a valorização da moeda norte-americana, que já acumula ganhos de 13,71% no mês e 22,88% no ano.O leilão de swap cambial do Banco Central (BC) teve pouco efeito no mercado e não conseguiu evitar a forte alta da moeda. A autoridade monetária ofertou US$ 1,47 bilhão em leilão de swap cambial tradicional, que equivaleram a 29.500 contratos vendidos, dos 41.600 ofertados. Foi o primeiro swap desse tipo desde maio de 2006. “O momento é ruim para as moedas do mundo todo”, afirma o economista da corretora Coinvalores, Paulo Nepomuceno. (págs. 1 e B2)
Investimentos
Fundos têm perda de R$ 30,5 bilhões. (págs. 1 e B5)
BC utilizará reservas contra crise
O Banco Central (BC) anunciou ontem que usará parte de suas reservas em dólares para recomprar títulos de bancos brasileiros. Como contrapartida, as instituições deverão utilizar os recursos injetados para financiar linhas de comércio exterior. Pelo mecanismo, o BC comprará títulos de bancos privados e ofertará dólares, recebendo títulos em garantia. No momento da recompra, a autoridade monetária devolve os títulos e recebe os dólares de volta. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BC, Henrique Meirelles, anunciaram ainda um aporte adicional de R$ 5 bilhões ao BNDES para ajudar o comércio exterior. Os recursos fazem parte dos R$ 15 bilhões determinados para capitalizar a instituição. Mais tarde, Meirelles informou que o BC comprará carteiras em dólares e de empréstimos dos bancos por meio do redesconto e a criação da Letra de Arrendamento Mercantil (LAM). (págs. 1, A4 e B3)
Mercado prevê expansão menor do PIB em 2009
Analistas do mercado financeiro elevaram as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008 para 5,20%, ante os 5,18% da semana anterior, e reduziram a estimativa para o próximo ano. Segundo relatório do Banco Central (BC), o mercado prevê expansão de 3,50% do PIB em 2009, abaixo dos 3,55% da semana passada. A projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o ano foi mantida em 6,14%. (págs. 1 e A6)
Férias na GM e Fiat acionam sinal de alerta
A queda nas exportações forçou a GM a conceder férias coletivas para 10 mil dos seus 24 mil funcionários, enquanto a Fiat, a pedido da área de recursos humanos, também concederá férias a 1,7 mil empregados. As duas decisões deixaram os analistas apreensivos, mas Jackson Schneider, presidente da Anfavea, garante que o mercado interno ainda não sente os efeitos da crise. Setembro foi o segundo melhor mês da história das montadoras. (págs. 1 e C4)
Petróleo Ministro crê em solução diplomática entre Petrobras e Equador. (págs. 1 e A13)
Opinião Maria Fernanda Teixeira: As últimas semanas têm sido de muita tensão para milhões de pessoas, preocupadas com a evolução da grande crise financeira. É importante olhar também para o lado não material e não se deixar dominar pelo estresse. (págs. 1 e A3)
Opinião Ana Maria Géia: Quanto mais o Brasil se abaixa, mais coloca à mostra suas intimidades a los hermanos latinos. Rafael Correa, do Equador, que o diga! (págs. 1 e A2)
Furlan quer levar a Sadia “de volta às suas origens”Depois de seis anos fora da Sadia S.A., o ex-ministro Luiz Fernando Furlan comunicou ontem que aceitou voltar à companhia. O escândalo financeiro com operações de hedge cambial que resultaram em perdas de R$ 760 milhões à companhia motivou a decisão. “A Sadia vai voltar às suas origens, de empresa do ramo industrial”, diz Furlan, referindo-se à alta exposição da empresa a operações de natureza especulativa. Ele ocupa a partir de hoje o cargo de presidente do conselho de administração, no lugar de Walter Fontana Filho, no cargo desde 2005. Também renunciou Eduardo Fontana d’Avila, vice-presidente do conselho. Furlan anunciou que a empresa está em forte contenção de gastos, mas afirmou não saber se alguns investimentos serão postergados. Ontem as ações da Sadia caíram 5,2%. No caso da Aracruz Celulose, que também informou perdas com operação de hedge, as ações tiveram queda de 15,46% ontem. Já a Votorantim Celulose e Papel (VCP) teve baixa de apenas 1%. A VCP adiou a conclusão da compra de participação da família Lorentzen na Aracruz marcada para ontem. (págs. 1, B14 e C8)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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segunda-feira, outubro 06, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] PORCA MISÉRIA

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].


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KEYNES: DEMANDA AGREGADA II

> [continuação...].
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A teoria econômica de Lord Keynes e a ideologia triunfante do nosso tempo
Por Alceu Garcia. 19 de março de 2002

Keynes e Suas Circunstâncias
Filho de um renomado economista, educado em Eton e Cambridge, membro da melhor sociedade britânica, Keynes formou-se em um tempo em que a elite pensante inglesa questionava e negava os valores de seu meio social, inclinando-se vigorosamente para o socialismo. O triste espetáculo dessa elite decadente, niilista e descrente dos princípios morais até então vigentes evoca fenômenos similares ocorridos em outras épocas e contextos. A degeneração moral das aristocracias grega e romana relatadas, por exemplo, por Políbio, Tácito e Petrônio, a meu ver tem muitos traços em comum com o estado da intelligentsia inglesa no tempo de Keynes. Quando a classe dirigente de uma cultura perde a confiança em si mesma e em seu papel histórico, essa cultura está perdida. Parece-me que coisa do tipo aconteceu na Inglaterra a partir de meados do século 19.
Conduzida por uma elite vigorosa e confiante, a Grã-Bretanha inventou o liberalismo político no séc. 17 e, quebrando as cadeias que tolhiam a criatividade e iniciativa individual, criou as condições para o florescimento espontâneo da moderna economia de mercado. Liderou o mundo por muito tempo no plano comercial, tecnológico, industrial, financeiro, político e intelectual. Porém, a partir de certo momento esse dinamismo principiou a arrefecer. A trajetória intelectual de John Stuart Mill, o pensador mais eminente de sua época, revela os contornos desse processo. De um ponto de partida liberal, Mill gradualmente e sutilmente inclinou-se para posições simpáticas ao socialismo. Essa transmutação do liberalismo em socialismo, capturada no nascedouro com maestria pela pena profética de Herbert Spencer (The Man Versus the State), se completou com a Sociedade Fabiana (1883), nome inspirado no general Fabius Maximus, que salvou Roma evitando travar batalha em campo aberto com o grande comandante cartaginês Aníbal, recorrendo ao invés a métodos indiretos de guerra. A Sociedade Fabiana era um grupo formado por intelectuais ativistas do high society liderados pelos milionários Sidney e Beatrice Webb (Lord e Lady Passfield), adeptos de uma estratégia política gradualista, que se dedicava a doutrinar o estamento superior da sociedade britânica, apossar-se dos canais de difusão de idéias, do aparato estatal, da Igreja, das artes, dos sindicatos e tudo o mais que fosse útil à implementação de um governo socialista. O dramaturgo George Bernard Shaw, por exemplo, foi uma das estrelas do movimento fabiano, que mais tarde deu origem ao Labour Party.
A enorme influência do socialismo fabiano marcou profundamente a formação intelectual e moral de Keynes. Ele integrou uma sociedade secreta em Cambridge conhecida como Os Apóstolos e posteriormente a confraria de letrados ilustres denominada Grupo de Bloomsbury, ambas subprodutos do caldo cultural do fabianismo. Hedonismo, niilismo, elitismo, iconoclastia, bissexualismo, pedantismo, amoralismo e, claro, socialismo, eram os traços comuns aos integrantes desses grêmios. O filósofo G.E. Moore, um dos gurus máximos da tchurma, autor de um livro intitulado Principia Ethica, exerceu forte atração sobre Keynes. Para Moore não existiam princípios morais universais, reduzindo-se a ética aos prazeres estéticos pessoais. Não é possível compreender o caráter de Keynes, nem sua atuação política e sua produção científica, isolados do contexto ideológico em que ele atuou. E os traços chave da natureza do economista britânico eram: relativismo moral e desonestidade intelectual.
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Keynes, o Polemista
Não é preciso estender-se muito a respeito da terrível ruptura que a Primeira Guerra Mundial significou para o mundo relativamente estável, aberto e progressista da Belle Epoque. O conflito abriu uma caixa de pândora e libertou demônios cujos males ainda se fazem sentir em nossos dias. Keynes, àquela altura um economista jovem e promissor, serviu no departamento do tesouro inglês durante a guerra. Após o conflito, ele foi designado para a delegação britânica encarregada de elaborar o Tratado de Versalhes. No curso das deliberações Keynes discordou da política de impor pesadas reparações à Alemanha vencida e rompeu publicamente com seus superiores, para a alegria de seus amigos fabianos. Publicou então o livro The Economic Consequences of the Peace (1920), que o transformou em celebridade mundial instantânea. Nesse panfleto, Keynes lamentava a sorte dos alemães e condenava o espírito de vingança e rapacidade dos vencedores. Ridicularizou os líderes aliados Lloyd George, Clemenceau e o Presidente Wilson, pintando-os, com riqueza de detalhes, como figuras patéticas e grosseiras. Insinuou que a culpa da guerra era tanto dos vencedores quanto dos vencidos e afirmou categoricamente que a Alemanha não teria condições de pagar as dívidas impostas e que a insistência em sua cobrança acarretaria a morte pela fome e doenças de milhões de crianças alemãs.
Essa avaliação dos fatos e as previsões de Keynes foram devidamente refutadas mais tarde por Ludwig von Mises (Omnipotent Government) e Étienne Mantoux (The Carthaginian Peace). A culpa inequívoca do governo alemão já está mais do que demonstrada pela pesquisa histórica, e foi aliás explicitamente confessada pelo chanceler do Kaiser Bethmann Hollweg em suas memórias. O montante das reparações não era tão grande em proporção ao produto nacional alemão, e a insistência no seu pagamento teria inviabilizado, ou pelo menos atrasado, o programa de rearmamento iniciado ainda em fins da República de Weimar e acelerado subsequentemente por Hitler. Mas nada poderia impedir que uma tão brilhante peça de argumentação erística, perfeitamente consonante com o zeitgeist, o espírito da época, fizesse enorme sucesso. O livro de Keynes foi habilmente aproveitado pela propaganda nacionalista alemã, inclusive a nazista, para fomentar a atmosfera de complacência internacional que facilitou a ascensão posterior de Hitler. Não é argumentar ad absurdum afirmar que Keynes forneceu vários dos tijolos para a construção dos muros dos futuros campos de concentração nazistas.
Tendo provado o gosto da fama literária e midiática, Keynes nunca mais abandonou as polêmicas públicas, tornando-se um intelectual opinativo e requisitado pela imprensa, tal como tantas figuras similares em nosso país. Vários de seus artigos dessa safra foram reunidos e publicados sob o título Essays in Persuasion (1932), onde o leitor atual pode se deliciar com o estilo florido e admirar a habilidade sofística do autor. Ele não perdia uma oportunidade de escandalizar, de soar herético. "Epater le bourgeois", como dizem os franceses.
Subjacente ao prestígio popular de Keynes estava a sua autoridade como economista. A economia na época já se tornara uma ciência altamente especializada e inacessível aos leigos graças ao crescente formalismo matemático e geométrico, bem como o desenvolvimento de um jargão próprio ininteligível. Longe iam os dias em que os não-especialistas cultos compreendiam com relativa facilidade os teoremas enunciados no bom e velho raciocínio dedutivo verbal por Adam Smith, David Ricardo e outros, e podiam acompanhar ativamente as polêmicas travadas pelos grandes nomes da área. Cabe aqui observar que o complexo verniz matemático utilizado pelos economistas modernos encobre proposições bastantes simples e perfeitamente passíveis de serem expressas em lógica discursiva. Trata-se de uma violação do princípio do método científico conhecido como navalha de Occam, segundo o qual, resumindo grosseiramente, não se deve complicar desnecessariamente o que pode ser enunciado de modo mais simples. A panóplia de curvas, equações e modelos matemáticos serve para dar aos economistas a ilusão de contarem com um instrumental metodológico altamente científico, copiado das ciências exatas, que confunde e atemoriza o não-especialista. Mas acima de tudo serve para ocultar o absurdo e a ilogicidade de suas proposições básicas, que, se expostas claramente, não enganariam nenhum crítico inteligente. Quem duvida, deveria experimentar ler os textos acadêmicos de gente como Simonsen, Sayad, Beluzzo, Kandir e Zélia Cardoso e, da pletora de equações e diagramas, extrair deles os postulados essenciais que fundamentam seus encadeamentos lógicos. Quem fizer isso vai compreender imediatamente o nexo de causalidade entre os paralogismo s obtidos e os desastres sociais por eles causados em nosso país. De todo modo, Keynes certamente foi um dos que mais contribuiu para turvar a ciência econômica com essa finalidade. Mas que espécie de economista era Keynes afinal?
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http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0138.htm
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ELEIÇÕES: CUSTO BRASIL

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TSE: eleições custaram R$ 523 mi aos cofres públicos
BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, informou que o custo da realização das eleições deste ano foi de R$ 523 milhões. Em 2004, o processo consumiu R$ 420 milhões em verbas públicas. O aumento no total de gastos, neste ano, se deve, segundo Britto, a fatores como o crescimento do número de eleitores, a produção de novas urnas eletrônicas e o financiamento da operação das forças federais para garantir a segurança do processo eleitoral no Rio de Janeiro. Britto mostrou-se satisfeito com o ritmo da apuração dos votos das eleições de primeiro turno. Ele destacou o fato de que os votos estariam totalmente apurados até as 22 horas na maioria das capitais. Britto explicou que, em São Paulo, onde se registrou uma demora maior que a esperada na conclusão da apuração, houve um problema técnico de processamento das informações recebidas que levou a um atraso na divulgação dos dados totalizados. "Houve necessidade de um freio de arrumação", disse Britto. "Isso nós vamos corrigir. Caso contrário, todo o setor de informática (do TSE) vai ter de se haver comigo", brincou.O presidente do TSE informou que no julgamento de casos de impugnação de candidaturas, a prioridade será dada aos casos em que as candidaturas passíveis de cassação tenham votação suficiente para ir ao segundo turno. Nos demais casos, segundo ele, "será seguida mecanicamente a legislação eleitoral." Britto informou ainda que será feito um esforço, inclusive por meio de plantões, para se examinar todos os casos antes da diplomação dos candidatos eleitos.
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Estadão. MARIANGELA GALLUCCI E FABIO GRANER - Agencia Estado.
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BOVESPA: ''CAI O REI DE ESPADA..."

Bovespa desvaloriza 13,54% e dólar marca R$ 2,19; mercado vive pior dia da crise

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) continua a cair a uma taxa de dois dígitos, no que desponta como o pior dia dos mercados desde o início da crise dos créditos "subprimes", desde a segunda metade de 2007. Segundo analistas, os investidores temem o agravamento dessa crise no sistema financeiro europeu. E num pregão histórico, a Bolsa brasileira já interrompeu por duas vezes os negócios.
Pouco depois da abertura, a Bolsa despencou rapidamente e o mecanismo do "circuit breaker" foi acionado --às 10h19-- para evitar oscilações ainda bruscas. Após meia hora de interrupção --para acalmar os ânimos-- o mercado não melhorou. Em um pregão inundado por ordens de venda, o índice Ibovespa caiu rapidamente 15%, quando o "circuit breaker" foi acionado novamente --às 11h44-- interrompendo os negócios, desta vez, por uma hora.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, desvaloriza 13,54% e desce para os 38.490 pontos, praticamente anulando os ganhos dos últimos dois anos. O giro financeiro é de R$ 3,53 bilhões.
No epicentro da crise, a Bolsa de Nova York perde 7,27%. O índice de ações Dow Jones, de repercussão global, caiu abaixo do patamar histórico dos 10 mil pontos pela primeira vez em quatro anos.
O dólar comercial é negociado a R$ 2,195 para venda, em forte alta de 7,28%. A taxa de risco-país marca 404 pontos, número 13,5% mais alto que a pontuação anterior.
Após a taxa atingir R$ 2,15, o Banco Central anunciou um leilão de contratos de swap cambial no montante de US$ 1 bilhão. Esse leilão funciona como uma venda de dólares no mercado futuro, o que pode suavizar o ritmo de alta das cotações.
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As Bolsas européias concluíram os negócios registrando fortes quedas, a exemplo de Londres (baixa de 7,85%), Paris (baixa de 9,03%) e Frankfurt (queda de 7,07%).
Há semanas, o mercado observava problemas no sistema financeiro europeu, mas neste final de semana, os investidores realmente ficaram nervosos com a notícia da situação quase falimentar do banco alemão Hypo Real Estate (HRE).
Para escapar da quebra, o HRE teve que ser salvo por uma operação conjunta entre o governo alemão e bancos privados. Especializado em hipotecas, o HRE também foi afetado em suas contas por carregar os problemáticos créditos imobiliários americanos que estão no centro da crise financeira que abala a economia mundial desde o ano passado.
A situação do HRE reforça a percepção de que as instituições financeiras européias seguem pelo mesmo caminho dos bancos americanos, que anunciaram rombos bilionários e, ou foram 'engolidos' por outros bancos, ou tiveram que ser socorridos pelo governo local.
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Folha Online,
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ELEIÇÕES MUNICIPAIS: AINDA ''ARGUEIROS'' NA VISÃO...

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6 de outubro de 2008

O Globo
Manchete: Rio derrota Cesar e Crivella: Paes e Gabeira vão a 2º turno
Com a participação de 82% do eleitorado, o Rio pôs fim à Era Cesar Maia na prefeitura, impondo a terceira derrota consecutiva ao senador Marcello Crivella (PRB) em sua pretensão de exercer um cargo executivo no estado. Com 31% a 25% dos votos válidos, respectivamente, Eduardo Paes (da coligação PMDB-PTB-PP-PSL) e Fernando Gabeira (PV-PSDB-PPS) conquistaram o direito de disputar o segundo turno das eleição para prefeito. Crivella teve 19%. Gabeira, candidato ciclista, que não atacou adversários e não tinha cartazes de campanha para não sujar a cidade, virou um fenômeno eleitoral. O DEM de Cesar Maia, massacrado ao obter só 4% para sua candidata Solange Amaral, deve anunciar hoje apoio a Gabeira. Paes vai procurar o apoio de Crivella, do PT e do PCdoB de Jandira Feghali, que conseguiu 9,7% dos votos. O peemedebista chega ao segundo turno com um discurso voltado para as áreas mais carentes, destacando a união entre município, estado e governo federal. O prefeito nomeará até amanhã uma equipe de transição. (págs. 1, 3 a 11)
Kassab surpreende e lidera apuração
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), surpreendeu e, apurados 81% das urnas, liderava a disputa com 34,37% dos votos válidos, à frente de Marta Suplicy (PT), que tinha 31,27%. Geraldo Alckmin (PSDB) estava com 23,04%. O desempenho de Kassab fortalece o governador tucano José Serra, que o apoiou nos bastidores e não fez campanha por Alckmin. Mesmo que Marta conseguisse assumir a liderança durante a madrugada, a disputa voto a voto em São Paulo acendeu o sinal de alerta do PT. Lula deve reforçar o apoio a Marta no segundo turno. (págs. 1, 16, 17 e 18)
Em BH, eleitor pune ‘salto alto’ de Aécio
Em Belo Horizonte, Leonardo Quintão (PMDB), um jovem deputado que entrou na disputa como azarão, chegou apenas dois pontos percentuais atrás do super-favorito Márcio Lacerda (PSB), apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT). Lacerda, que era cotado para vencer no primeiro turno até poucos dias antes da votação, teve 43%, contra 41% de Quintão. Aécio, que chegara a ironizar a falta de adversário, tentou minimizar o impacto do resultado, dizendo que a tese da convergência entre PT e PSDB avança. “Chegaremos na frente.” (págs. 1 e 20)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Kassab chega na frente de Marta
Em ascensão na reta final, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), chegou à frente da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) no primeiro turno da disputa pela prefeitura. O segundo turno será no dia 26 de outubro. Com quase todas as urnas da cidade apuradas, a vantagem de Kassab sobre Marta era inferior a um ponto. A campanha do prefeito já articula um “arrastão partidário”, para ampliar alianças e tentar isolar a adversária. (págs. 1 e Eleições 2008)
Peemedebista surpreende candidato de Aécio em Minas
Leonardo Quintão, 33, foi ao segundo turno quase empatado com Márcio Lacerda; o governador apostava que Lacerda se elegeria ontem. (págs. 1, Esp. 5 e 12)
Gabeira ultrapassa Crivella e enfrenta Eduardo Paes no Rio
Deputado federal do PV ficou com 25,6% dos votos, contra 32% do peemedebista; Datafolha foi o primeiro a detectar a sua ascensão. (págs. 1 e Esp. 10)
Petista vai ao segundo turno com prefeito em Porto Alegre
Maria do Rosário teve 22,73% dos votos, contra 43,85% de José Fogaça (PMDB); Manuela D’Ávila (PCdoB) fica fora e deve apoiar Rosário. (págs. 1 e Esp. 13)
Contra crise bancária, Alemanha anuncia garantia a contas
A Alemanha anunciou que vai garantir todas as contas bancárias do país, em ação para evitar uma corrida aos bancos. Hoje, só depósitos de até € 20 mil (R$ 56 mil) por conta são garantidos. (págs. 1, A9 e A10)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Kassab cresce no fim e vai com Marta ao 2º turno em São Paulo
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) vão disputar o segundo turno da eleição à Prefeitura de São Paulo, numa briga que opõe o governador tucano José Serra e o presidente Lula. A campanha já está traçada: as gestões serão comparadas. Marta disse que Kassab fez metade do que ela, mesmo tendo R$ 10 bilhões a mais. O prefeito rebateu: “ Nossa gestão teve melhores resultados”. Kassab disse que a costura de aliança com os tucanos para o segundo turno será conduzida principalmente por Serra, e afirmou que considera “natural” o apoio de Soninha (PPS). (págs. 1, H1 a H8)
Gabeira chega na frente de Crivella
Eduardo Paes (PMDB) disputará o segundo turno da eleição no Rio com Fernando Gabeira (PV), que superou Marcelo Crivella (PRB). Gabeira teve desempenho superior ao apontado pelas pesquisas. O PMDB do governador Sérgio Cabral esperava que Paes obtivesse uma vantagem maior e já prepara ajuste para o segundo turno: o presidente Lula será chamado a participar da campanha. (págs. 1 e H15)
Meirelles diz que BC deve usar reservas
O Banco Central está usando as reservas cambiais do País para neutralizar a restrição de crédito a exportadores, disse o presidente do BC, Henrique Meirelles. Ele lembrou que o governo já interferiu no câmbio e poderá voltar a fazê-lo, “desta e de outras formas, quando julgarmos necessário”. O presidente Lula convocou para hoje reunião com líderes da base governista para discutir a crise. (págs. 1, B1 e B3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Paes 32% Gabeira 25%
Eduardo Paes (PMDB), com 32% dos votos, e Fernando Gabeira (PV), com 25%, vão disputar a preferência do eleitor carioca no segundo turno. Gabeira confirmou a ascensão final e ultrapassou Marcelo Crivella (PRB), que começou a campanha em primeiro lugar nas pesquisas e obteve ontem 20%. Nesta edição especial, tudo o que ocorreu pelo Brasil. (págs. 1 e Eleições A2 a A24)
TRE critica sujeira de candidatos: 4,8 toneladas apreendidas
Com poucos incidentes durante o dia, o maior trabalho do TRE do Rio foi com o material de campanha irregular: 4,8 toneladas apreendidas, entre placas, panfletos e santinhos. Boca-de-urna disfarçada e liberação de bebida integraram a lista de problemas.Em todo o Brasil, mais de 200 candidatos acabaram presos por propaganda irregular. (págs. 1, Eleições A4, A10, A11, A15 e A19)
Favela ocupada por tropas viram zona franca eleitoral
Ocupadas pelas tropas do Exército, favelas do Rio enfrentaram um dia tenso. Na Cidade de Deus, militares feriram dois homens acusados de agredir soldados. Na Rocinha, na Vila Cruzeiro e nos complexos do Alemão e da Penha, o vale-tudo prevaleceu. Entre os flagrantes, boca-de-urna, cabos eleitorais exercendo a função de mesários e intimidação de fotógrafo do JB. (págs. 1 e Eleições A13)
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Correio Braziliense
Manchete: PMDB ganha força nas urnas. Já o PT...
As eleições municipais confirmaram o PMDB como o partido de maior expressão nacional. Os candidatos peemedebistas estão no segundo turno em cinco das maiores capitais do país: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e São Paulo, com o vice de Gilberto Kassab (DEM). O PT, por sua vez, teve um desempenho muito aquém do prometido.A esperada “onda vermelha”, resultante dos excepcionais índices de aprovação do presidente Lula, não se confirmou. A situação mais emblemática está em São Paulo, onde Marta Suplicy desceu da liderança nas pesquisas para o segundo lugar na contagem de votos. Na capital mineira, outra surpresa: Márcio Lacerda, grande aposta do governador Aécio Neves, venceu o concorrente Leonardo Quintão por uma diferença de apenas 30 mil votos. Como informou o Correio ontem, o mapa político nacional ficou marcado pelo continuísmo. (págs. 1, Tema do dia, 2 a 20)
Novo Português
Após a aprovação do acordo ortográfico da língua portuguesa, alunos de escolas públicas vão receber livros didáticos com as novas regras de grafia já a partir do próximo ano. O alfabeto ganha as letras k, w e y e o trema deixa de existir. Saiba como ficará a nossa língua. (págs. 1, Gabarito, capa 6 e 7)
Socorro Alemão acalma bancos
Para evitar quebradeira geral, governo da Alemanha garante que depósitos bancários estão seguros. Banco HRE, com risco de falência, receberá aporte de 50 bilhões de euros. (págs. 1 e 23)
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Valor Econômico
Manchete: Eleições sancionam continuidade
Todos os prefeitos de capital que se candidataram a um novo mandato foram reeleitos ou vão disputar o segundo turno no dia 26. É o mais eloqüente sinal da aposta na continuidade administrativa na esfera municipal dado pelo eleitorado desde a aprovação da emenda constitucional que instituiu a reeleição, em 1997.Nas cinco maiores capitais do país – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador – a decisão ficará para o segundo turno, o que ainda deixa indefinida a configuração das forças partidárias para 2010. (págs. 1, A5 a A16 e A20)
Governos europeus socorrem bancos
Governos na Europa tentavam desesperadamente salvar bancos do colapso, ontem, enquanto crescia o medo na população. As televisões mostraram alguns clientes na Bélgica visivelmente aliviados quando conseguiram sacar dinheiro de uma máquina eletrônica do banco Fortis. Já era perto de meia-noite na Bélgica quando o governo anunciou que o francês BNP Paribas adquiriu 75% do braço belga do Fortis pagando em ações US$ 11,4 bilhões. (págs. 1, C1 a C10)
Sob pressão, Anbid tenta regular IPOs
Sob pressão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Andib) deve adotar em 45 dias novas normas para controlar os conflitos de interesse na oferta de ações (IPOs). A presidente da CVM, Maria Helena Santana, disse à “ValorInveste”, que circula nesta edição, que a própria CVM baixará as normas se a auto-regulamentação não ocorrer. (págs. 1 e ValorInvest)
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Gazeta Mercantil
Manchete: TIM renova conselho e muda foco para cliente e rentabilidade
Com um invejável currículo e muita experiência nos mercados financeiros, o italiano Gabriele Galateri di Genola, que há quase um ano é o chairman da Telecom Itália, assumiu também a presidência do conselho de administração da TIM Brasil. Em sua primeira entrevista à imprensa brasileira revela muito entusiasmo com os novos desafios e destaca que o Brasil é prioridade absoluta nos investimentos externos. “O País representa 59% das operações internacionais da companhia. Depois da Itália, o Brasil é o mais importante mercado”, afirma o executivo que chefiará mais de R$ 7 bilhões de investimentos em modernização nos próximos três anos. (págs. 1 e C1)
Humor do mercado traz impacto para risco-Brasil
Os principais indicadores utilizados para medir a aversão ao risco dos ativos brasileiros apresentaram forte alta em setembro e início de outubro, com o agravamento da crise no mercado internacional, que praticamente anulou os efeitos da obtenção do grau de investimento pelo Brasil. O risco-Brasil medido pelo índice Embi+ do JPMorgan alcançou 348,97 pontos básicos. Já o prêmio de risco-Brasil medido pelo swap de crédito (CDS) de vencimento em cinco anos estava a 210,80 pontos básicos.Para o estrategista-chefe do banco West-LB, Roberto Padovani, a elevação do risco-Brasil, que tem se acentuado desde meados de junho, é reflexo de um aumento da aversão ao risco no mercado em geral, agravada pela retração da liquidez e incerteza sobre o mercado bancário.O mercado demonstrou, sexta-feira, que não acredita nos efeitos do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões, que, no entender de especialistas, chega tarde demais. (págs. 1 e B1)
Déficit de moradias pede ação política
Às vésperas do anúncio do Plano Nacional de Habitação, em desenvolvimento há dois anos, há expectativa sobre as soluções que serão apresentadas pelo governo para sanar o déficit de moradias. Dados do Centro de Informações da Gazeta Mercantil, com base no Pnad 2008, mostram que 3,6 milhões de famílias vivem em condições de coabitação, o que representa 58% do déficit. Empresários de vários estados afirmam: o problema da habitação é uma questão de vontade política. (págs. 1, C8, C9 e C10)
Institutos erram e Serra vence em São Paulo
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), com pouco mais de 90% dos votos apurados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), estava à frente na disputa pela capital paulista, com 33,8%. A favorita em todas as pesquisas — inclusive nas de boca-de-urna —, era a candidata do PT, Marta Suplicy, que registrava 32,42% dos votos. Resultados oficiais discrepantes das pesquisas aconteceram em vários municípios do País, o que, mais uma vez, questiona o trabalho dos institutos.(págs. 1, A8, A9, A10 e A11)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir

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sábado, outubro 04, 2008

EDITORIAL: KEYNES E A DEMANDA AGREGADA

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... Cremos que o momento financeiro mundial é crucial para revermos este ensaio.


A teoria econômica de Lord Keynes e a ideologia triunfante do nosso tempo

[Por Alceu Garcia19 de março de 2002

Alceu Garcia não existe. É o pseudônimo de um cidadão que, cercado de esquerdistas por todos os lados, e já conhecendo o tratamento que eles dão a quem ouse contrariá-los no local de trabalho, tem bons motivos para desejar permanecer incógnito. Camuflado ou não, é um excelente escritor, e é com muita honra que apresento e agradeço sua contribuição notabilíssima ao debate que ando travando há tempos com os devotos de Lord Keynes. Outros textos de Alceu Garcia aparecerão nesta página nas próximas semanas. O. de C. (13 de março de 2002)].

Introdução

Dificilmente se passa uma semana sem que o economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) seja louvado por escritores e colunistas de nomeada, especialistas na matéria ou não, como o genial autor de uma revolução copernicana na economia e um grande benfeitor da humanidade. O cultuado escritor L.F. Veríssimo elogiou o "espírito público" de Keynes em sua coluna em O Globo, e lamentou que a visão egoísta e os interesses imperialistas dos americanos tenham prevalecido sobre os propósitos benevolentes do inglês no acordo de Bretton Woods. Uma ativista americana que participou do recente Fórum Social Mundial de Porto Alegre, entrevistada pelo JB, concitou a humanidade a adotar políticas keynesianas para redimir os bilhões de miseráveis do planeta. A última moda da esquerda festiva parisiense é uma estridente propaganda em prol da dita "taxa tobin" sobre movimentações financeiras internacionais, inspirada em estudo de James Tobin, economista americano da melhor estirpe keynesiana. O jornalista Cesar Benjamim, remanescente do marxismo-leninismo ortodoxo, escreveu em artigo na Caros Amigos que a Lei da Responsabilidade Fiscal, que limita as despesas públicas à arrecadação, é nociva, de vez que os gastos deficitários do estado possuem um efeito multiplicador que espalha a prosperidade e resulta em aumento na arrecadação futura, recobrando o equilíbrio orçamentário em outro nível. Isso não é nem Marx, nem Lenin; é macroeconomia keynesiana pura. Curiosamente, no número seguinte do mesmo periódico Benjamim proferiu um candente libelo contra... a macroeconomia!
No universo dos especialistas o prestígio do luminar de Cambridge é ainda maior. O ex-ministro do governo Sarney e banqueiro João Sayad, aquele mesmo responsável pelo fracassado Plano Cruzado e que hoje atormenta os paulistanos como secretário de finanças da prefeita Dona Marta, exalta Keynes frequentemente em suas lacrimosas colunas no JB, salientando que o inglês foi o primeiro a manifestar interesse pela questão do desemprego e em como salvar os trabalhadores das garras do capitalismo predatório Os economistas responsáveis pelo projeto econômico do PT, Guido Mantegna, Luiz Beluzzo, o próprio Sayad e outros, baseiam-se muito em Keynes e pouco em Marx, o contrário do que normalmente se esperaria de um partido de extrema-esquerda. Não menos keynesianos são os economistas do PSDB "autêntico", pontificando entre eles outro ex-ministro de Sarney e comandante de mais um desastrado "plano", Bresser Pereira. A revista República, hoje o veículo semi-oficial da candidatura Serra, não poupa elogios a Keynes e invectivas contra o superado neoliberalismo do americano Milton Friedman. O colunista do New York Times Paul Krugman, cujas diatribes ultra-keynesianas são reproduzidas em alguns jornais brasileiros, é acatado por seus congêneres tupiniquins, acadêmicos ou não (com a exceção de Gustavo Franco), como a máxima autoridade mundial em economia. Os juízos de Krugman produzem em nosso país um efeito categórico de Roma locuta, causa finita.
Os exemplos dessa profunda identificação entre o pensamento e a propaganda esquerdista com Keynes e suas idéias são inúmeros. O curioso, por outro lado, é que também certa direita reinvindica Keynes como um de seus patronos. Basta lembrar de Delfim Netto e Mario Henrique Simonsen, ministros do regime militar e adeptos das teorias keynesianas, os quais dirigiram a mais extensa invasão do domínio econômico pelo estado na história do nosso país e fizeram da economia brasileira uma das mais estatizadas do mundo. Liberais como o falecido J.G. Merquior também relacionam Keynes como um eminente prócer do liberalismo. Tudo isso é bastante perturbador e inconclusivo. Afinal, Keynes foi um socialista, conservador ou liberal? Talvez suas inovações científicas simplesmente sejam rigorosamente irrefutáveis e, portanto, ideologicamente neutras, não podendo responder por apropriações indevidas, por todas as correntes políticas, da verdade apoditicamente demonstrada. A proposta desse ensaio é tentar elucidar esse enigma, desvendando a verdadeira filosofia social do economista britânico e sua posição no quadro do pensamento econômico, ideológico e político contemporâneo.
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[Reproduziremos em partes este ensaio durante a próxima semana...].