PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, outubro 09, 2008

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

09 de outubro de 2008

O Globo


Manchete: BCs fazem corte mundial de juros em ação inédita

Diante da ameaça de uma recessão global, bancos centrais em três continentes reduziram suas taxas de juros para estancar os efeitos da crise financeira mundial. O Banco Central Europeu, o Fed (dos EUA) e os bancos centrais do Canadá, Suíça, Suécia e Inglaterra, de forma coordenada, baixaram as taxas em 0,5 ponto. Na Ásia, China, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Kuwait também cortaram juros. Mesmo assim, as bolsas desabaram. Em Tóquio, queda de 9,38%, em Paris e Frankfurt, baixas de 6,39% e 5,88%, respectivamente. Em Nova York, o Dow caiu 2%. (págs. 1, 23, 24, 29 e 30)

Após 5 anos, BC vende dólar

Depois que a moeda encostou em R$ 2,48, o Banco Central, por três vezes, vendeu dólares no mercado à vista - que não acontecia desde 2003. O dólar fechou a R$ 2,28, em queda de 1,34%. O BC também liberou mais de R$ 23 bilhões de compulsórios para aliviar o sistema bancário. (págs. 1 e 25 a 28)

Como a disparada do dólar afeta a sua vida

A alta da moeda americana provocou aumento de até 25% no preço do trigo no atacado nos últimos 30 dias. Com isso, são esperados reajustes de 15% para pães e biscoitos e de 20% para massas.

Uma grande operadora de telefonia diz que a alta do dólar encarece os componentes importados e, com isso, prevê uma redução nos subsídios à venda de aparelhos.

Está diminuindo a procura por pacotes de viagens internacionais e programas de intercâmbio de jovens. Em alguns casos a queda é de 80%. (pág.1)

Paes e Picciani negociam apoio de Crivella; Gabeira faz crítica a aliada da Zona Oeste

O PMDB negocia com o PRB de Marcelo Crivella, candidato derrotado à prefeitura, o apoio a Eduardo Paes no segundo turno. A ofensiva é comandada pelo governador Sérgio Cabral, que ligou para o vice-presidente José Alencar, e pelo presidente da Assembléia, Jorge Picciani. Paes recebeu apoio do PT - mas sem o presidente Lula e o candidato derrotado do partido, Alessandro Molon. No PCdoB, a posição majoritária é apoiar Paes. Fernando Gabeira(PV) foi à Zona Oeste, onde teve fraco desempenho eleitoral. Numa conversa ouvida por repórteres, criticou a sua principal aliada, a vereadora Lucinha, mais votada do Rio. Ao telefone, disse: "Lucinha está com salto alto. É analfabeta política. Tem visão de suburbana e precária." (págs,1 e 3 a 5)

Paes e Gabeira fazem, hoje no Globo, debate aberto ao público (pág.1 e 9)


Você pagou com ingratidão

Em 1969, Vladimir Palmeira foi para o exílio no lendário Hércules 56, após ser trocado, com outros 14 guerrilheiros, pelo embaixador americano Charles Elbrick, seqüestrado em ação da qual participara Fernando Gabeira. Ontem, Palmeira deu apoio a Eduardo Paes, com entusiasmo: "Além de ser o melhor, ele tem história." (págs. 1 e 5)

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Folha de S. Paulo


Manchete: BCs cortam taxas de juros; Brasil aumenta crédito e vende dólar

Numa medida inédita. Seis dos principais bancos centrais do mundo cortaram suas taxas de juro em 0,5 ponto de forma coordenada, em nova tentativa de conter o pânico nos mercados. Tudo o que se conseguiu foi evitar o derretimento das Bolsas. Elas se recuperaram após a notícia, mas ainda assim as principais da Europa tiveram baixas acima de 5%. O governo doa EUA estuda assumir participação nos bancos para tentar reaver a confiança nos mercados, segundo “New York Times”. No Brasil, pela primeira vez em mais de cinco anos, o Banco Central injetou dólares das reservas internacionais no mercado para tentar conter a forte desvalorização. No Brasil, pela primeira vez em mais de cinco anos, o Banco Central injetou dólares das reservas internacionais no mercado para tentar conter a forte desvalorização do real. Foram feitos três leilões de vendas. Assim, o BC conseguiu que a moeda terminasse o dia em queda de l,34%, vendida a R$ 2,28. O governo também decidiu mudar novamente as regras do compulsório (dinheiro que os bancos têm de depositar no BC) para elevar o crédito, com alíquotas menores e descontos maiores. Com as mudanças das últimas três semanas, a expectativa do BC é injetar até R$ 59,9 bilhões no mercado. O presidente dos EUA, George W. Bush, ligou para seu colega brasileiro Lula e disse esperar que em duas semanas e meia sejam sentidos os efeitos de seu pacote de socorro. O ministro Guido Mantega (Fazenda) convocou reunião do G20 em Washington, no sábado, para discutir a crise. (Págs. 1 e Dinheiro).


Foto: Adversários cordiais

Possíveis oponentes em 2010, o governador de São Paulo, José Serra, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, conversam com o presidente Lula no Planalto sobre a obra do ferroanel; Serra disse não acreditar em apoio de alckmistas a Marta no 2º turno (Págs. 1 e A6)

Kassab abre 17 pontos de frente sobre Marta

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) venceria Marta Suplicy (PT) por 54% a 37% dos votos se o segundo turno da eleição paulistana fosse hoje, revela a primeira pesquisa Datafolha após o primeiro turno, A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. No primeiro turno, Kassab bateu Marta por 33,61% a 32,79% dos votos válidos. Entre os que afirmam ter votado em Geraldo Alckmin (PSDB), terceiro colocado com 22,48%, 74% pretendem votar em Kassab no segundo turno, e só 13% afirmam que preferirão Marta. PTB e PPS decidiram apoiar Kassab, que atingiu aprovação recorde (61%), similar à de Paulo Maluf em outubro de 1996 (58%). No Rio, há empate técnico entre Fernando Gabeira (PV), 43%, e Eduardo Paes (PMDB), 41%. O PT anunciou apoio a Paes. (Págs 1 e Brasil)

Reino Unido dá socorro de US$ 867 bi a bancos

O Reino Unido vai destinar US$ 867 bilhões, mais que os EUA e o equivalente a cerca de dois terços do PIB brasileiro, para socorrer os bancos. O governo prevê uma estatização parcial, adquirindo até US$ 86,7 bilhões em ações das maiores instituições financeiras. Serão garantidos até US$ 433,5 bilhões para empréstimos interbancários, O governo também disponibilizou US$ 346,8 bilhões para os bancos refinanciarem suas dívidas. Em troca do socorro, deve apertar a fiscalização do setor e limitar ganhos de executivos. (Págs. 1 e B5)

Após perdas de quase 90%, fundo fecha para resgate

A gestora GWI decidiu fechar para resgates e aplicações dois dos seus quatro fundos de investimento. O objetivo é evitar a saída desordenada de cotistas. Um dos fundos acumulou perdas de quase 90% no ano. Pela segunda vez nesta semana, o Tesouro Direto suspendeu e depois retomou a venda de títulos para investidores pessoas físicas no site da instituição. (Págs. 1, B7 e B9)

Vinicius Torres Freire: O público precisa saber quem fez besteira no câmbio

Os dinheiros das reservas cambiais (e outros) vão salvar que tipo de inépcia cambial? O emprego desse investimento público caro precisa de explicações – no mínimo prestação de contas posterior, publica e privada. Empresas e/ou bancos pedem água, fora do mercado, para reparar suas estripulias. Quando vamos saber quem fez besteiras? (Págs. 1 e B4)

Editorias

Leia “No Brasil também”, sobre operações de risco; e “Crise no debate”, acerca de campanha americana. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Países fazem ação anticrise; BC põe R$ 23 bi no mercado

Em ação inédita, dez dos mais poderosos bancos centrais do mundo reduziram ontem suas taxas básicas de juros, na tentativa de conter a crise. O Fed (EUA) e o BC Europeu, além dos BCs de Grã-Bretanha, Canadá, Suécia, Suíça e Emirados Árabes, uniram-se ao esforço, seguidos depois pelos de China, Hong Kong e Austrália. No Brasil, o BC anunciou flexibilização dos depósitos compulsórios, o que deve injetar R$ 23,2 bilhões no sistema financeiro - no total, cerca de R$ 60 bilhões já foram liberados em diversas medidas nas últimas semanas. Além disso, o órgão retomou leilões de venda direta de dólar. A opção, que tira dólares das reservas internacionais e repassa a bancos, não acontecia havia cinco anos. Com isso, a moeda americana, que chegou a R$ 2,45, teve a primeira queda após cinco dias, fechando em R$ 2,28. Mas as ações dos BCs não impediram que os mercados tivessem um dia volátil - a Bovespa caiu 3,85%, e Nova York recuou 2%. A pedido dos EUA, o ministro Guido Mantega (Fazenda), atual presidente do G-20 Financeiro, convocou para sábado um encontro do grupo - que reúne os 19 países mais ricos do mundo, além da UE - para discutir a crise. (págs. 1, B1, B3, B6 e B9)

Assessor de Lula reforça campanha de Marta

O braço direito do presidente Lula, Gilberto Carvalho, vai integrar a coordenação da campanha de Marta Suplicy (PT) à Prefeitura a partir da semana que vem. A decisão ocorre em meio ao clima de apreensão na cúpula do PT com o desempenho eleitoral da ex-prefeita. Dirigentes nacionais criticaram a "pasteurização" da candidatura no primeiro turno e agora defendem uma maior politização da campanha, além de buscar atrair a classe média. (págs. 1 e A4)

Planalto analisa risco de quebra

O risco de quebra de empresas exportadoras que tiveram perdas por terem especulado com câmbio foi discutido em reunião do presidente Lula com ministros. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse no encontro que os recursos liberados para o mercado não se destinam a salvar essas empresas, mas sim para garantir liquidez. (págs. 1 e B3)

Um apelo à ousadia

Para os economistas do FMI, o fim da crise não está à vista. Diante disso, o Fundo pede mais ousadia. É hora de abandonar intervenções picadinhas e trabalhar no atacado. (págs. 1 e A3)

Bisbilhotice e grampo

Eugênio Bucci: Punir jornalista que publica grampo é ameaça à liberdade de imprensa. (págs. 1 e A2)

Ordem unida

Celso Ming - A inédita ação coordenada de poderosos bancos centrais do mundo foi uma resposta política à crise. (págs. 1 e B2)

Rio supera São Paulo em número de assassinatos

O Rio superou São Paulo no total de assassinatos. Em 2007, houve 5.504 homicídios no Rio e 4.877 em São Paulo. Em termos proporcionais, o Estado mais violento foi o Espírito Santo, com 41,6 assassinatos por 100 mil habitantes. (págs. 1, C1, C3 e C4)

Obama se fixa como líder após debate, diz pesquisa

Pesquisa após o debate de anteontem diz que, para 54% dos eleitores, o democrata Barack Obama é um líder mais forte que o republicano John McCain. A 27 dias da eleição nos EUA, Obama abriu frente de 11 pontos percentuais. (págs. 1 e A14)

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Jornal do Brasil


Manchete: Mais R$ 23 bi na economia

O Banco Central anunciou mudanças nas regras dos depósitos compulsórios - parcela dos recursos dos clientes que os bancos precisam recolher. O mecanismo ajuda a controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia. Na prática, o BC injeta R$ 23,2 bilhões no mercado. Em Washington, o FMI reviu a previsão para o crescimento global de 2008 e 2009. O Brasil foi o único a ter a perspectiva ampliada. Segundo o Fundo, o país deve crescer 5,2% este ano e 3,5% em 2009. Ontem as bolsas continuaram em queda livre, mesmo com a redução de juros nos EUA, na Europa e Ásia, numa ação conjunta inédita de vários bancos centrais. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. A2 a A4)

Petrobras cobra US$ 230 milhões do governo do Equador

A Petrobras quer ser indenizada em US$ 230 milhões pelo governo do Equador, em razão da devolução de uma área de petróleo do país. O valor é para compensar investimentos já realizados na prospecção do petróleo. A empresa considera a devolução conveniente diante do quadro político complicado do Equador, que ratificou ontem a expulsão da Odebrecht. (pág. 1 e Economia, pág. A19)

Quadrilha de classe média alta fraudava até dados do TRE

A prisão de 13 pessoas, na maioria jovens de classe média alta e freqüentadores de boates da Zona Sul do Rio, desvendou a atuação de um esquema de clonagem de cartões de crédito e de dados do Tribunal Regional Eleitoral. O grupo aliciava vendedores de lojas para ter acesso às informações dos clientes. Carros, motos e vários equipamentos foram apreendidos. (pág. 1 e Cidade, pág. A18)

Começa a troca de acusações entre Paes e Gabeira

Aberta a temporada de bate-bocas entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV) na campanha eleitoral. O peemedebista - agora com apoio do PT - comparou o rival a Saturnino Braga, "o prefeito que faliu a cidade". Gabeira reagiu chamando o adversário de "pretensioso". Na Câmara, a renovação feminina foi baixa: de 13 vereadores, nove continuam. (pág. 1 e Eleições, págs. A7 e A10)

Site nos EUA é acionado em MG

O candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, apresentou queixa-crime contra o dono de um site, acusando-o de difamação. A página, que é objeto de dezenas de reclamações, ficava baseada em um provedor de Chicago, nos Estados Unidos. (pág. 1 e Eleições, pág. A12)

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Correio Braziliense


Manchete: Fora de controle, dólar ameaça o Brasil

Num dia tenso, em que a taxa de câmbio oscilou nervosamente e chegou a pular de R$ 2,31 para R$ 2,53 por dólar, o Banco Central foi obrigado a retomar um mecanismo abandonado desde 2003, por ser considerado de última instância: fez um leilão direto de divisas, para elevar a oferta da moeda estrangeira e, assim, baixar seu preço. Para tanto, queimou US$ 1,6 bi das reservas cambiais brasileiras. No fim do dia, o câmbio fechou a R$ 2,28, queda de 1,3% em relação à véspera - movimento que contou com a ajuda do cenário externo. Só neste mês, a arrancada do dólar já é de 20% e não há sinal de que vá parar. Com a crise dos EUA, os exportadores e bancos perderam as linhas de crédito externas. Parou de entrar dinheiro de fora e o que está por aqui sai aos poucos. Numa reunião de emergência, o presidente da República cobrou soluções, ainda que seja a quebra de “alguns especuladores”. (págs. 1, 18 a 24 e Tema do Dia)

Banco Central injeta mais R$ 23 bi no mercado. (págs. 1, 18 a 24 e Tema do Dia)


Juros caem pelo mundo, mas crise só piora. (págs. 1, 18 a 24 e Tema do Dia)


Concurso

TCU permite que Câmara conclua processo de seleção. (págs. 1 e 26)

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Valor Econômico


Manchete: BC derruba dólar em meio a nervosismo e especulação

Após cinco anos de ausência, o Banco Central voltou a fazer leilões de dólar no mercado à vista, derrubando uma cotação que já havia subido 7,31% em um dia sem muitos negócios. Em relação ao dia anterior, a moeda americana caiu 1,34%, para R$ 2,28. O BC ofereceu US$ 4 bilhões, mas vendeu apenas US$ 1,55 bilhão, valor que sairá de suas reservas.

Em meio ao nervosismo, o mercado de câmbio foi movido pela especulação e pela demanda de empresas que procuraram cobrir apostas em derivativos. O grupo Votorantim confirmou que desmontou suas posições de venda de opções de compra. Segundo o mercado, a empresa entrou comprando anteontem em volumes significativos. Em nota, o grupo controlado pela família Ermírio de Moraes diz ter realizado algumas operações de "opção de verificação em dólar" nos últimos meses, eliminadas completamente até ontem.

O total de posições vendidas em dólar das empresas clientes com os bancos no mercado de balcão da Cetip - especulativas e defensivas - chega a R$ 58 bilhões. Desse total, há R$ 10,74 bilhões que vencem em 30 dias, outros R$ 9 bilhões que vencem em um período de 31 a 60 dias, R$ 6,78 bilhões que vencem de 61 a 90 dias e R$ 12,72 bilhões em 91 a 180 dias. A maior parte - R$ 15,22 bilhões - vence de 180 a 360 dias.

O componente especulativo para a disparada do dólar pode ser observado nos números fornecidos pelo BC. O fluxo cambial continua positivo e sobrou moeda estrangeira no mercado mesmo nos dias em que o real se desvalorizou. Nos três primeiros dias úteis de outubro, quando a cotação do dólar pulou de R$ 1,9143 para R$ 2,0540, os ingressos de dólares no mercado de câmbio superaram as saídas em US$ 514 milhões.

A Previ, fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, enviou carta à Sadia pedindo a convocação de assembléia de acionistas para votar a abertura de um processo civil contra os administradores para ressarcimento da empresa e instalação de uma auditoria para detalhamento das operações que levaram à perda de R$ 760 milhões. (págs. 1, C1, C2 e D5)

Ação conjunta derruba as taxas de juros

Os bancos centrais ampliaram a coordenação de suas ações e a intervenção nos mercados. O Fed americano, o Banco Central Europeu, o BC do Reino Unido e os congêneres canadense, sueco e suíço reduziram ontem as taxas de juros em 0,5 ponto percentual. Já o Tesouro do Reino Unido anunciou plano de até US$ 435 bilhões para estatizar e sanear os sete maiores bancos do país. O dinheiro garantirá emissão de títulos das instituições e a recapitalização.

O aprofundamento da crise financeira provocará deterioração significativa da economia global nos próximos meses, empurrando EUA e parte da Europa para uma recessão, alertou o Fundo Monetário Internacional. Olivier Blachard, economista-chefe do FMI, disse que medidas contra a crise vencerão o "ceticismo do mercado". (págs. 1, C4, C9 e C14)

Mais R$ 23 bi são liberados ao mercado

O Banco Central decidiu liberar ontem mais R$ 23,2 bilhões aos bancos por meio da redução das exigências de recolhimento compulsório. O objetivo da medida é evitar que a crise de liquidez leve a uma desaceleração da expansão do crédito bancário maior do que a pretendida pelo aperto monetário em curso. As várias reduções dos compulsórios anunciadas até agora pelo BC podem, se totalmente utilizadas pelo sistema financeiro, injetar até R$ 60 bilhões na economia.

Nos últimos 30 dias, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) fez quatro operações de compra de carteiras de bancos médios, no valor total de R$ 700 milhões, envolvendo crédito consignado e financiamento de veículos. Para o diretor-executivo do FGC, Antonio Carlos Bueno de Camargo Silva, não houve nenhuma "operação de socorro ou salvadora". Foram operações normais de mercado, explicou. (págs. 1 e C3)

PT cresce menos nos "grotões"

O controle inédito de cinco governos estaduais não garantiu ao PT impulso nas pequenas cidades na eleição municipal. Nos "grotões" o crescimento do partido perdeu velocidade em número absoluto de prefeituras e em termos percentuais. Entre 2000 e 2004, a sigla havia crescido 170% em número de prefeitos em cidades com menos de dez mil eleitores. Agora, cresceu 23%.

Esse desempenho vai na contramão de aliados do governo, como PMDB e PSB, que avançaram nas pequenas cidades dos Estados que governam. Também mostra que o PT não monopolizou os ganhos políticos com a disseminação do programa Bolsa Família: em 2004, 75% dos beneficiários do programa estavam em 4% dos municípios. Agora, a mesma porcentagem dos atendidos está espalhada em 92% das cidades.

Dispondo de uma ampla rede de apoios, os governadores organizam as alianças nos pequenos municípios e impulsionam suas legendas. No Maranhão, por exemplo, o PDT elegeu em 2004 só nove prefeitos em cidades com até 50 mil eleitores. Depois da eleição do governador Jackson Lago, os prefeitos pedetistas passaram a 63. (págs. 1 e A12)

Produção de grãos

Apesar da alta dos insumos e da restrição do crédito, a Conab prevê que o país poderá colher uma nova safra recorde no ciclo 2008/09. A primeira estimativa, divulgada ontem, indica uma produção entre 142 milhões e 144,5 milhões colhidas na safra anterior. (págs. 1 e B12)

Inflação em queda

A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou pelo quarto mês consecutivo em setembro, para 0,26%. É a menor taxa mensal registrada em 2008. No ano, o índice acumula alta de 4,76% e de 6,25% em 12 meses. (págs. 1 e A2)

Concessões portuárias

Os portos de Manaus e Ilhéus serão os primeiros projetos licitados à iniciativa privada com o novo marco regulatório do setor. O decreto com as mudanças deverá ser publicado no fim do mês e os leilões estão previstos para o segundo semestre de 2009. (págs. 1 e A4)

Demissão na Gol

Sindicatos dos aeroviários e dos aeronautas pretendem recorrer à Justiça para tentar reverter demissões na Gol, que poderiam chegar a 3,5 mil pessoas em razão da integração com a Varig. A empresa confirmou o ajuste, mas não revelou números. (págs. 1 e B4)


Idéias - Janes Rocha

Possibilidade de desaquecimento da economia brasileira preocupa empresários e argentinos. (págs. 1 e A2)

Idéias - Maria Inês Nassif

O voto conservador recua no Nordeste, mas cresce no Estado de São Paulo e sua capital. (págs. 1 e A6)

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Gazeta Mercantil


Manchete: Em ritmo de espera, empresas mudam planos para driblar crise

A instabilidade financeira e cambial está levando diversos setores a reprogramar sua política de venda. Os importadores de veículos, por exemplo, estudam voltar a fixar preços em dólar, como faziam em épocas em que o Brasil convivia com freqüentes desvalorizações de sua moeda, antes da adoção do Plano Real, em 1994, e em 1999, quando o País sofreu um ataque especulativo e o governo estabeleceu o atual regime de câmbio flutuante.

As montadoras de caminhões, que até a semana passada tinham fila de espera para entregar seu produto, já registram adiamento de compras por parte de seus clientes, em decorrência de restrição de crédito e de alta nas taxas de financiamento cobradas pelos bancos. No pólo industrial de Manaus (AM), empresas programam férias coletivas de dez dias a seus empregados - paralisação motivada pela majoração do câmbio que dificulta a importação de peças, a formação de preços e o repasse dos custos ao preço.

No varejo, lojas que vendem produtos com componentes importados já estão sendo informadas que as próximas tabelas virão majoradas. “O varejo não sabe por quanto comprar e a indústria não sabe por quanto vender”, diz o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos, Lourival Kiçula. E segmentos da indústria têxtil que dependem muito de importações não estão fechando preço para vendas futuras, pois têm expectativa de que a cotação
do dólar baixará em curto prazo.

Na cena externa, para tentar minimizar os efeitos da crise, em uma ação coordenada pelo Fed, os principais bancos centrais do mundo reduziram as taxas de juros de seus países. Isso não evitou que as bolsas de valores fechassem no negativo. A Bolsa de Tóquio encerrou o pregão em queda recorde e a de Moscou suspendeu os negócios por dois dias. (págs. 1, B1, B3, C1 e C3)

Agronegócio

Não faltará crédito, garante Reinhold Stephanes. (págs. 1 e B14)

Banco Central volta a alterar as regras do compulsório

Na tentativa de atenuar a falta de liquidez no mercado, o Banco Central (BC) fez uma nova rodada de mudança nas regras do compulsório, apenas três semanas após a última alteração. Desta vez, libera R$ 23,2 bilhões para as instituições financeiras, esperando que essas sigam com suas linhas de crédito, apesar das dificuldades de captação que estão enfrentando no mercado externo.

A autoridade monetária mudou o valor fixo de dedução para o cálculo do recolhimento de R$ 300 milhões - que já havia sido elevado em setembro - para R$ 700 milhões.

Foi a quinta interferência do Banco Central num único dia. Foram realizados quatro leilões de dólar, o que fez com que a moeda americana fechasse o dia em R$ 2,28, com 1,43% de baixa.

Com o nervosismo dos mercados, o presidente Bush sugeriu a Lula uma reunião de emergência do G20, grupo dos países emergentes, o que foi marcado para o próximo sábado. Bush disse a Lula, ainda, que os efeitos do pacote de US$ 850 bilhões devem ocorrer em duas semanas e meia. (págs. 1, B1 e B2)

Petrobras devolve bloco, mas quer US$ 250 milhões

A Petrobras negocia com o governo do Equador indenização de US$ 250 milhões pela devolução do bloco petrolífero 31, situado na região amazônica equatoriana. O pagamento do reembolso e a devolução da área podem levar pelo menos quatro meses, afirmou à Gazeta Mercantil uma fonte da empresa. A companhia brasileira desistiu de explorar a área - com potencial para produzir até 30 mil barris diários - por estar localizada dentro de uma reserva indígena, onde poderia enfrentar problemas socioambientais.

Além do bloco 31, a Petrobras negocia sua permanência no campo 18, que já produz 32 mil barris/dia. O Equador ameaça expulsar a empresa do local caso ela não aceite se tornar prestadora de serviço. (págs. 1 e A11)

Brasil avança oito posições em competitividade

O Brasil recuperou oito posições no ranking geral do Relatório Global de Competitividade (GCR) do World Economic Forum (WEF) 2008/2009, mesmo sem promover reformas estruturais que acelerassem seu crescimento. Suportado por pequenos ganhos marginais nos diversos itens avaliados e pela combinação de mercado interno em expansão, setor produtivo sofisticado e sistema financeiro sólido, o País saiu do 72º para 64º entre os 134 países analisados.

Os EUA mantiveram a liderança no indicador e, segundo Irene Mia, economista-chefe do WEF, apesar da crise que atravessam, têm uma economia com sólida estrutura para superá-la.

Segundo o professor Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, “não há nenhum dos pilares avaliados em que o Brasil tenha dado um pequeno salto”. De acordo com Arruda, “essa soma de migalhas fez com que o País ganhasse oito posições”. O estudo avalia 12 pilares básicos de competitividade. Entre os Bric, a China subiu quatro posições. (págs. 1 e A12)

FMI alerta que expansão global será menor em 2009

Os prognósticos para a economia mundial são pouco animadores em meio à atual crise financeira, que continua derrubando os mercados, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Se medidas macro e financeiras corretas forem adotadas em tempo, poderemos atravessar essa tempestade e esperamos um início de recuperação ainda em 2009”, afirmou o conselheiro econômico e diretor de pesquisa do FMI, Oliver Blanchard. O FMI revisou para baixo a maioria das previsões do relatório Panorama Econômico Mundial, divulgado ontem em Washington, revelando a menor expectativa de expansão global desde 2002. (págs. 1 e A10)

IPCA registra elevação de 0,26%

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,26% em setembro e ficou 0,02 ponto percentual abaixo da variação de agosto. No ano, a inflação acumulada está em 4,76% e em 6,25% em 12 meses. (págs. 1 e A4)

Descolamento não “colou”

Embora muitos analistas tenham dito que o Brasil estava descolado da crise, o agravamento da situação acabou igualando o recuo da BM&FBovespa com o das demais bolsas mundiais. (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)

Bovespa

Bolsa perde 3,85% e cai para 38.593 pontos. (págs. 1 e B5)

Financeiras mantêm metas de crescimento

A demanda por crédito segue aquecida, apesar da crise, informam empresas financeiras, que mantêm suas previsões de crescimento para 2008. A associação dos bancos de montadoras prevê alta de 30% na carteira de crédito para veículos este ano, ante 2007. Em agosto, o estoque foi de R$ 135 bilhões. A Losango estima carteira 20% maior, para R$ 3,2 bilhões, e o Banco Mercedes-
Benz elevou as projeções e prevê saldo de R$ 4,4 bilhões, expansão de 22%. (págs. 1 e B4)

Opinião - Marcos Cintra

A proposta de reforma tributária do governo é simplificadora, o que é positivo, mas deixa a desejar sob o aspecto da universalização, do combate à sonegação e da carga de impostos. (págs. 1 e A3)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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quarta-feira, outubro 08, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] CHUMBO TROCADO...

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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GOVERNO LULA/BNDES: FUNDO SOBERANO (SOCORRISTA)

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O deputado Henrique Fontana (PT-RS), líder de Lula na Câmara, reuniu-se nesta terça (7) com representantes do PSDB, DEM e PPS.
Propôs à oposição um acordo param desencalhar o projeto do governo que cria o Fundo Soberano.
O governo deseja usar um pedaço do superávit que destinou ao Fundo Soberano para reforçar a carteira de crédito do BNDES à exportação.
Fontana age a pedido de Lula. Ele esmiuçou a idéia aos líderes José Aníbal (PSDB), José Carlos Aleluia (DEM) e Fernando Coruja (PPS).
Depois, sintetizou-a ao blog: “O governo aumentou a meta de superávit primário [de 3,8% para 4,3% do PIB], gerando uma poupança extra...”
“...Se aprovamos o Fundo Soberano, vamos poder, nesse momento de crise, usar parte dessa poupança para financiar as exportações brasileiras...”
“...Pega algo como R$ 7 bilhões do fundo e coloca na mão do BNDES. Que vai emprestar aos exportadores e remunerar o fundo.”
Na conversa com os oposicionistas, Fontana estava acompanhado do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.
Auxiliar do ministro Guido Mantega (Fazenda), Arno foi à Câmara com a missão de prover informações técnicas aos deputados. A oposição torceu o nariz.
Em vez de votar o Fundo Soberano, quer que o governo retire do projeto o selo de “urgência constitucional” que o acomoda no início da fila de votações.
A oposição alega que prefere dar prioridade à votação da medida provisória anticrise, editada por Lula na noite de segunda (6). Contém um lote de medidas que o tucano José Aníbal chama de “Proer envergonhado”.
“Estranhei o comportamento da oposição. Espero que seja só um arroubo inicial”, disse Fontana.

Junto com Arno Augustin, o líder de Lula volta a se reunir com Aníbal, Aleluia e Coruja nesta quarta (8). “A preocupação que o presidente nos passou foi clara:...”
“Precisamos fazer tudo o que está sob a nossa responsabilidade para ajudar. Não controlamos o Congesso americano...”
“...Também não sabemos o que a Europa vai fazer para contornar a crise que chegou lá. Então, temos que fazer aqui no Congresso tudo o que puder servir de auxílio para que a economia brasileira sofra menos com o impacto da crise global”.
Além do Fundo Soberano, o Planalto encomendou a Fontana a aprovação da reforma tributária, outra proposta empacada na Câmara.
Valendo-se de informações que recebera de Guido Mantega, Fontana argumenta: "O ministro diz que, com outro sistema tributário, podemos ter um acréscimo de 10% no desempenho da economia...”
“...Se o PIB vai crescer 5%, cresceria 5,5%. Se crescer 4%, passaria para 4,4% e assim por diante”.
A idéia de enxugar os gastos públicos, considerada óbvia e necessária pela oposição, parece não constar do arsenal anticrise do governo.
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PS.: Por falar em crise, as bolsas asiáticas, que abrem os negócios na hora em que o mercado brasileiro ainda dorme, emendaram na madrugada desta quarta (8) o terceiro dia consecutivo de quedas.
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Escrito por Josias de Souza - Folha Online.
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ELEIÇÕES 2008: MEMÓRIA CURTA (..."In Memorian")

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O eleitor brasileiro às vezes comporta-e como um Narciso às avessas. Investe contra a auto-imagem com fúria hedionda.Veja-se, por exemplo, o caso de São José dos Campos.

Cidade próspera. Ditante 91 quilômetros de São Paulo, a vitrine industrial do país.
Se há pedaços do Brasil que precisam ser feitos, São José dos Campos não é um deles. Os moradores da cidade já a fizeram.
Pois bem, os eleitores desse naco pujante do mapa brasileiro acomodaram na câmara de vereadores local a ex-deputada federal Angela Guadagnin (PT).
Sim, ela mesma, a bailarina da pizza. Ela já chefiara a prefeitura local na década de 90. Depois, elegera-se deputada federal por duas vezes.
Em 2006, Ângela Guadagnin tentara renovar o mandato de deputada. Mas o eleitor, com o bailado do plenário da Câmara ainda fresco na memória, dissera “não”.
Agora, uma São José dos Campos convertida em anti-Narciso substitui o “não” por um surpreendente “sim”.
Ao dar à “bailarina” do mensalão um mandato de vereadora, o eleitor como que escarra na própria imagem.
Houve muitas outras cusparadas país afora. Nada menos que 45 políticos de “ficha suja” foram eleitos ou passaram ao segundo turno da eleição municipal.

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Escrito por Josias de Souza
Folha Online, foto matéria.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

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08 de outubro de 2008
O Globo
Manchete: Dólar chega a R$ 2,31 e Lula recomenda manter consumo
O dólar fechou a R$ 2,31 ontem, com alta de 5,4%. Nem os leilões do Banco Central conseguiram segurar a cotação. A disparada da moeda americana está levando indústrias e comércio a rever seus planos para o Natal. A maioria das empresas de eletrodomésticos, como Semp Toshiba, suspendeu temporariamente as vendas. Fabricantes de brinquedos prevêem altas de 15% a 25% dos importados para o fim do ano. A Abras, associação de supermercados, também aposta na necessidade de renegociar contratos fechados para o Natal. Com a crise se agravando na Europa e nos EUA, a Bovespa caiu 4,66%. O presidente Lula, no entanto, pediu que a população não reduza o consumo: "Continuem fazendo as mesmas coisas que vocês faziam." (págs. 1, 25 a 31, Míriam Leitão, Elio Gaspari, Roberto DaMatta e editorial "Travessia")
Lula recebe Paes, sem direito a foto
Longe da imprensa e sem que o compromisso constasse de sua agenda, o candidato do PMDB à prefeitura, Eduardo Paes, encontrou-se ontem com o presidente Lula na base Aérea de Santa Cruz. Após o encontro, Paes foi reticente sobre o apoio de Lula. "Não estou pedindo ao presidente que venha para cá pedir voto. Disse a ele que estava procurando o partido dele", afirmou Paes, que hoje receberá o apoio do PT do Rio, que tem cargos no governo Sérgio Cabral. Quando era relator adjunto da CPI dos Correios, Paes chamou Lula de "chefe de quadrilha". Já Fernando Gabeira (PV) manteve a estratégia de obter apoios isolados e recebeu a adesão do prefeito eleito em Niterói, Jorge Roberto Silveira, uma das estrelas do PDT fluminense, que também deve fechar com Paes. Gabeira cobrou do TRE a punição dos autores de panfletos apócrifos contra ele e forneceu o endereço da gráfica. (págs. 1, 3, 4 e editorial "Sombra nas urnas")
Petrobras pode deixar Equador
O presidente Lula disse ontem que a Petrobras poderá encerrar suas operações no Equador, se não houver acordo entre a estatal brasileira e o governo de Rafael Correa sobre o modelo de exploração e produção de petróleo a ser adotado no país vizinho. (págs. 1 e 31)
FMI: US$ 12,3 tri estão sob risco
O pacote de US$ 700 bilhões não será suficiente. Quem diz é o FMI, lembrando que hoje há US$ 1,4 tri em créditos podres nos EUA e o risco é bem maior: pode chegar a US$ 12,3 tri, contando empréstimos a empresas e consumidores. (págs. 1 e 29)
BB e CEF também socorrerão bancos
Além do Banco Central, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal também foram convocados pelo governo para ajudar a socorrer instituições pequenas. Já foram às compras para arrematar carteiras de crédito duvidoso. (págs. 1 e 26)
Europa amplia garantias para depósitos bancáriosNuma reunião extraordinária em Luxemburgo, os países da União Européia decidiram subir para €50 mil o limite de garantia de depósitos bancários. O Reino Unido deve anunciar hoje um pacote de, no mínimo, 50 bilhões de libras. (págs. 1 e 30)
Partidos governistas avançam no Nordeste
O novo mapa do poder mostra que PT, PSB e PDT tiveram crescimento expressivo no Nordeste, região em que o DEM teve sua maior perda política: queda de 63% no número de prefeituras. O PSDB, porém, manteve a liderança no Sudeste e ganhou o comando de 381 cidades no domingo. (págs. 1 e 11)
Servidores vão pagar imposto sindical
Sem alarde, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, regulamentou, na semana passada, a cobrança de imposto sindical do funcionalismo público, informa Ilimar Franco no Panorama Político. Serão arrecadados R$ 450 milhões com o desconto de um dia de salário dos 7,4 milhões de servidores federais, estaduais e municipais (do Executivo, do Legislativo e do Judiciário). (págs. 1 e 2)
Incêndio terá taxa cobrada duas vezes
O Corpo de Bombeiros decidiu cobrar, ainda este ano, a taxa de incêndio de 2008, o que só deveria ocorrer no ano que vem. Com isso, os contribuintes fluminenses terão que pagar a taxa duas vezes este ano. O Ministério Público vai abrir inquérito civil público. (págs. 1 e 24)
Vistos para os EUA valerão por dez anos
O governo americano deve aumentar de cinco para dez anos o prazo de validade dos vistos para brasileiros, num esforço para aumentar o ingresso de turistas. Até a década de 90, eles valiam por dez anos. O prazo fora reduzido a pedido dos EUA. (págs. 1 e 12)
Neotucano
Com apoio oficial do PSDB e de José Serra, Gilberto Kassab brinca com máscara: "Hoje é o dia em que eu viro tucano". (págs.1 e 10)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Governos ampliam socorro, mas não seguram mercados
As autoridades dos EUA e da Europa tomaram novas medidas para tentar domar o pânico nos mercados financeiros, com distribuição de recursos e garantias, mas não animaram as Bolsas. A União Européia propôs elevar de 20 mil euros para 50 mil euros (de R$60 mil a R$150 mil) a garantia para depósitos bancários e decidiu ajudar instituições que estiverem em risco. O Banco Central Europeu duplicou para 50 bilhões de euros os recursos destinados a bancos. Já o Reino Unido divulgou um pacote de até US$ 87 bilhões para comprar ações de grandes bancos. Ben Bernanke, presidente do Fed, anunciou que vai emprestar dinheiro a empresas, sinalizou corte nos juros e disse que a crise tem “dimensões históricas”. “Se a intervenção estatal acontece só quando a maioria das instituições financeiras estão insolventes, os custos para restaurar o sistema são muito maiores”, disse. Apesar das medidas, o Dow Jones teve o segundo maior recuo do ano. O dólar subiu para R$2,311. (págs. 1 Dinheiro)
Índex / Dinheiro
Crédito nos EUA registra a maior queda desde 1943. (págs. 1 e B4)Medo faz a instabilidade se acentuar, diz Scheinkman. (págs. 1 e B10) Vinícius Torres Freire avalia estatização das finanças. (págs. 1 e B4) BC precisa mudar, afirma Paulo Rabello de Castro. (págs. 1 e B2)
Embaixada dos EUA promete agilizar vistos
A Embaixada dos EUA está fazendo um mutirão para reduzir o tempo de espera dos brasileiros para obtenção de visto. Mais funcionários tentam agilizar o processamento de pedidos. Segundo a embaixada, a demanda cresceu. O embaixador Clifford Sobel afirma que a meta é baixar o prazo médio para 30 dias. (págs. 1 e C5)
Editoriais Leia "Guerra financeira", sobre ação coordenada contra crise; e "Inércia municipal", acerca de vereadores eleitos. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: BC age, mas dólar dispara 5,09% e atinge R$ 2,31
Em novo dia de nervosismo internacional, o dólar subiu ontem 5,09% no Brasil, fechando a R$ 2,312, apesar da intervenção do Banco Central. Para analistas, empresas estão comprando dólares para reverter perdas com apostas na valorização do real, a exemplo do que aconteceu com a Sadia. A Fazenda teme que a alta do dólar, que atinge 48% desde agosto, pressione a inflação. Nos EUA, diante da provável queda da atividade econômica, o Fed indicou que poderá reduzir os juros, hoje em 2%, mas o aceno não evitou que a Bolsa de Nova York caísse 5,11%. A Bovespa, por sua vez, recuou 4,66%. Na Europa, a UE adotou um pacote anticrise, mas a criação de fundo de emergência fracassou. O FMI recomendou a capitalização de bancos em dificuldade, a liquidação dos inviáveis e a compra de títulos podres. (págs. 1, B1 a B10 e B14)
E a crise? - Lula na festa de batismo da plataforma P-51, em Angra dos Reis: "Não temos o direito de aceitar a socialização da desgraça" (pág.1)
Governo já gastou R$ 75,2 bi
O governo federal desembolsou até agora R$ 75,28 bilhões para conter a crise financeira. Esse é o valor das medidas tomadas de duas semanas para cá. O gasto poderá ser maior, pois há iniciativas cujo valor total não está estimado e outras ainda em estudo, a serem adotadas se necessário. (págs. 1 e B6)
Agricultura pede ajuda urgente
Com o início do plantio da safra coincidindo com a crise global, a agricultura precisa, "com urgência", de pelo menos R$ 10 bilhões para garantir a produção em 2009, diz o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Os recursos seriam rateados entre bancos privados e tradings do agronegócio. (págs. 1 e B6)
Sem dinheiroProdutores renegociam dívida, mas reclamam de falta de crédito. (pág.1)
Notas e informações: Ação contra a crise
Num ambiente de pânico, a boa notícia: o governo brasileiro decidiu reconhecer a seriedade da crise, sem meias palavras, e a urgência de ações para limitar o impacto na economia. (págs. 1 e A3)
Reeleitos tiveram mais verbas federais
Dos 15 prefeitos de capitais que conseguiram se reeleger no primeiro turno, 9 são da base aliada do Planalto e figuram no grupo dos que mais receberam verbas federais neste ano. O líder da lista é Iradilson Sampaio (PSB), cuja cidade, Boa Vista (RR), recebeu R$ 52,9 milhões, ou R$ 332,80 para cada um dos 159 mil eleitores. O governo federal diz que respeitou critérios técnicos e negou favorecimento partidário. (págs. 1 e A4)
'Fichas-sujas': metade se reelegeMetade dos vereadores "fichas-sujas" se reelegeu em 19 capitais, relata a ONG Transparência Brasil. Dos 75 políticos com pendências judiciais, 37 mantiveram seus mandatos. (págs. 1 e A9)
PSDB anuncia apoio e Serra aparece ao lado de Kassab
No mesmo dia em que o PSDB oficializou apoio à candidatura do DEM na capital, o governador tucano, José Serra, apareceu ao lado do prefeito Gilberto Kassab, escancarando a dobradinha, antes informal. A candidata Marta Suplicy (PT) alfinetou: "Kassab não tem imagem própria". (págs. 1, A6 e A8)
Anvisa suspende alimento da China
O veto à importação se deve à intoxicação de chineses pelo leite. (págs. 1 e A21)
Artigo: O caso dos aeroportos Josef Barat: É hora de saber o que se quer da aviação civil e como desenvolvê-la. (págs. 1 e B2)
Justiça reconduz promotor ao cargo Pela quarta vez, Thales Ferri Schoedl reconquista sua posição. (págs. 1 e C3)
A lei dos museus Polêmica emperra discussão sobre o Estatuto dos Museus. (págs.1 e Caderno 2)
Residente com bolsa pública atende mais para planosEstudo inédito em São Paulo constatou que, dos médicos que fizeram residência financiada pelo Estado, só 40% têm mais da metade dos pacientes usuários do SUS. As regras podem mudar para garantir maior aproveitamento desses médicos no setor público. (págs. 1 e A21)
EUA devem ampliar visto para 10 anos e reduzir fila Os EUA devem elevar, de 5 para 10 anos, a validade dos vistos de turismo e de negócios para brasileiros. A medida é parte do pacote destinado a acelerar a concessão de vistos americanos no Brasil, que inclui um "mutirão" dos consulados para reduzir o tempo do processo. (págs. 1 e C1)
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Jornal do Brasil
Manchete: Gabeira esconde Cesar da TV
O partido Democratas já enviou até seu representante ao comando da campanha de Fernando Gabeira (PV), o deputado federal Índio da Costa, mas verdes e tucanos preferem manter Cesar Maia afastado da propaganda eleitoral gratuita. O próprio prefeito admitiu ao JB que ficará de fora. Embora Gabeira afirme, publicamente, que o apoio não o prejudica, representantes das associações de moradores de Botafogo, Humaitá e Leme disseram-se decepcionados com a aliança. (pág. 1 e Eleições, pág. A6)
Petrobras pode deixar o Equador
A Petrobras sairá do Equador se não chegar a um acordo para manter suas operações de exploração de petróleo naquele país. A decisão foi anunciada pelo presidente Lula, ontem, em Angra dos Reis. (pág. 1 e Economia, pág. A20)
Candidatos azarões surpreendem e agora impõem medo
Fernando Gabeira (PV) no Rio, Walter Pinheiro (PT) em Salvador, Leonardo Quintão (PMDB) em Belo Horizonte e Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo: são quatro dos principais exemplos de candidatos considerados sem chances no início da campanha. Eles arrancaram nas últimas semanas e agora entraram no jogo. (págs. 1 e A12)
Favela no Fundão choca alunos e professores
Duas mil pessoas vivem há mais de 30 anos numa favela dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Fundão. Criada para operários da construção da Ponte Rio - Niterói, a Vila dos Funcionários tem 400 casas e faltam saneamento, água e luz. O contraste com a realidade universitária choca alunos e professores. (págs. 1 e A15)
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Correio Braziliense
Manchete: Como a crise afeta o brasiliense
Por causa da crise dos EUA, comprar no crediário está 3% ao ano mais caro no Distrito Federal. Além disso, os prazos de financiamento vêm sendo encurtados, o que vai aumentar o valor das parcelas e afastar os consumidores. No ramo automobilístico, novas tabelas com taxas maiores e períodos de pagamento menores chegam às agências e concessionárias toda semana. As financeiras reduziram o volume de empréstimos e estão sendo mais rigorosas na aprovação dos cadastros. Construtoras adiaram lançamento de obras. Por tudo isso, o crescimento de 2009 será bem menor que o previsto. (págs. 1 e 14 a 21)
Dólar dispara e chega a R$ 2,31
Nem medidas do governo seguram a alta da moeda e cotação sobe mais de 5% em um dia. (págs. 1 e 14 a 21)
Nações costuram pacote mundial
Estados Unidos, Japão e Europa definem injeção bilionária de dinheiro no mercado. (págs. 1 e 14 a 21)
PMDB amplia reinado nos grotões do país
Nos pequenos municípios com menos de 5 mil eleitores, espalhados pelo interior do Brasil, o PMDB reinou absoluto. Elegeu 409 de 1.940 prefeituras disputadas nessa faixa e, assim, garantiu 21,1% do bolo. Há quatro anos, a fatia peemedebista era de 20,8%. O PSDB ficou em segundo, seguido do PP e do DEM. (págs. 1 e 2)
Pechincha: cobertura de ex-reitor à venda
UnB fará leilão de 27 imóveis, entre eles o escandaloso apartamento usado pelo ex-reitor Timothy Mulholland na 310 Norte. Cobertura está avaliada em R$ 2 milhões. (págs. 1 e 31)
Segurança: Itapoã recebe primeiro postoGovernador Arruda e ministro Tarso Genro inauguram unidade policial na região carente de 85 mil habitantes, como parte de programa federal de segurança. (págs. 1 e 32)
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Valor Econômico
Manchete: Mercado avalia perdas com dólar em derivativos
As operações de alto risco no mercado de derivativos que deram prejuízo a algumas empresas estão reduzindo a liquidez no mercado interno ao sangrar também o caixa dos bancos que atuaram como contraparte e que têm de pagar ajustes diários na BM&FBovespa toda a vez que o dólar sobe. Ontem, a moeda atingiu R$ 2,3110, com alta de 5,14% - 48% acima de seu nível mínimo, no dia 1º de agosto. O Valor teve acesso a ofertas feitas pelos bancos a empresas exportadoras para um hedge (proteção) contra a queda do dólar “ultra turbinado”, à semelhança da transação realizada pela Aracruz. Nessa operação de alto risco, a empresa aposta duas vezes que o real vai se valorizar. Fica vendida em dólar futuro duas vezes. Primeiro, vende o dólar para o banco no mercado futuro - uma tradicional venda de dólar a termo, com cotação prefixada. Essa transação pode não representar exposição a risco cambial se for casada com uma receita em dólar que a empresa tiver a receber. No “target forward”, no entanto, a empresa vendia de novo o dólar para o banco no futuro, por meio de uma transação mais arriscada: a venda de uma opção de compra. Nela, o banco paga um valor à empresa para ter o direito de comprar o dólar a uma cotação pré-estabelecida no futuro. Os riscos foram assumidos porque as empresas não acreditavam que o dólar fosse subir tanto no curto prazo de forma a ultrapassar a cotação “target” e porque conseguiam ganhos maiores do que no dólar a termo, embora limitados. Até agora, o Banco Central optou por não atuar diretamente no mercado de câmbio à vista, mas pode mudar de tática a qualquer momento e intervir vendendo reservas para diminuir a desvalorização do real frente ao dólar. Até agora, a preocupação tem sido não "queimar" reservas. Mas isso pode mudar. "As pessoas não devem operar achando que o BC vai ficar fazendo sempre a mesma coisa, indefinidamente", advertiu uma fonte do governo. (págs. 1, C1 e A2)
Idéias - Rosângela Bittar
Lula transferiu votos a seus candidatos preferidos. (págs. 1 e A12)
Medidas inéditas e fé para recuperar a economiaAo participar ontem de uma conferência em Evian, na França, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, sentou-se encurvado e preocupado. Durante boa parte do tempo em que leu seu discurso, manteve as mãos em sinal de oração, com os olhos parados. Sua imagem é um símbolo do atual momento de perplexidade com o avanço da crise financeira mundial. "O sistema deve ser totalmente reformado", sugeriu Trichet. Pessimismo semelhante está estampado no relatório do FMI divulgado ontem, que prevê prejuízos de US$ 1,4 trilhão decorrentes da crise. Numa ação inédita desde a Grande Depressão dos anos 30, o Federal Reserve invocou poderes emergenciais e anunciou que vai emprestar dinheiro diretamente às empresas por meio da compra de "commercial papers", num total de US$ 1,6 trilhão. O presidente do Fed, Ben Bernanke, também deu forte indicação de que vai cortar os juros - um coquetel de medidas convencionais e não convencionais para uma economia cujos prognósticos se deterioram com rapidez. Os investidores, porém, ainda não foram convencidos de que esses remédios vão funcionar. A cotação das ações continuou em queda implacável e o índice Dow Jones baixou 5,11% na Bolsa de Nova York. "Tenham fé, que a economia vai se recuperar", disse o presidente George W. Bush, em Virgínia. (págs. 1 e C2 a C12)
Fundos perdem recursos
O agravamento da crise internacional acelerou os resgates nos fundos de investimento. Só na semana passada, entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, a captação foi negativa em R$ 8,7 bilhões, com destaque para as carteiras de renda fixa. (págs. 1 e D2)
Queda das commodities reduz o efeito do câmbio na inflação
O dólar subiu 16,4% em setembro, mas o impacto do câmbio na inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi menor do que o efeito da queda ou estabilização dos preços das commodities. Depois de cair 0,38% em agosto, o IGP-DI subiu 0,36% no mês passado, influenciado principalmente pela reversão da deflação dos preços no atacado, que passaram de uma queda de 0,8% para uma alta de 0,44%, em grande parte devido ao comportamento do complexo soja (grão, farelo e óleo). Outros produtos refletiram o recuo das commodities, como o milho, e dos itens da cadeia petroquímica que caíram junto com os preços do petróleo. Com a forte alta do dólar nos últimos dias, há possibilidade de o quadro mudar. O risco é que a redução nos preços dos produtos primários não seja suficiente para compensar o impacto da desvalorização do real. (págs. 1 e A3)
Governo prepara novo reforço ao crédito rural
O governo estuda a ampliação da parcela de recursos de aplicação obrigatória no setor rural de 25% para até 30% no caso dos depósitos à vista e de 65% para até 70% na poupança rural. Essa é uma das opções para injetar mais dinheiro no campo e atender a forte demanda por capital de giro na época do plantio. A medida cobriria uma demanda de até R$ 6 bilhões por crédito, estima o governo. O secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoniran Sanches, diz que o governo também estuda mudar as regras dos fundos constitucionais do Centro-Oeste (FCO), do Norte e do Nordeste, que tiveram arrecadação 14% superior à prevista até agosto, ou R$ 527 milhões adicionais. A idéia seria permitir ao banco das cooperativas (Sicredi) fazer operações com recursos desses fundos, hoje restritas ao Banco do Brasil. A arrecadação adicional também poderia financiar o comércio exterior nessas regiões, por meio de ACCs, estimulando as tradings a financiar a safra. (págs. 1 e B12)
Idéias - Martin Wolf
Governos deveriam garantir por certo tempo os passivos dos bancos e recapitalizá-los. (págs. 1 e A17)
Indústria naval
O Tesouro Nacional fará um aporte de R$ 10 bilhões no Fundo da Marinha Mercante (FMM) para garantir o financiamento à indústria naval. Até a semana passada, 138 projetos demandavam créditos de R$ 8 bilhões. (págs. 1 e B1)
Venda de manufaturados
O faturamento da indústria diminuiu 2,3% entre julho e agosto, já descontados efeitos sazonais. Em relação a agosto de 2007, o resultado foi 0,8% maior. No acumulado do ano, a expansão é de 8,2%, o melhor resultado da série histórica da CNI, iniciada em 2003. (págs. 1 e A3)
Crise derruba preço do frete marítimo em 75% entre Ásia e Europa. (págs. 1 e B6)
Alta do dólar acelera planos da HyundaiA rápida valorização do dólar frente ao real nas últimas semanas deve acelerar os planos da Hyundai Heavy Industries para instalar uma linha de montagem de automóveis no Brasil. O prazo acertado entre o distribuidor local e a fabricante coreana para decidir sobre a produção local era 2012, mas agora a expectativa é que a definição saia até o fim de 2009. A região de Sorocaba (SP) é a mais cotada para receber o projeto. Caso se concretize, a unidade será plataforma de exportação para toda a América Latina. O investimento previsto é de US$ 50 milhões. (págs. 1 e B9)
Dinheiro para a Linha 4
A concessionária ViaQuatro, responsável pela operação da Linha 4 (Amarela) do metrô de São Paulo, contratou ontem financiamento de US$ 368,7 milhões com o BID. Os recursos garantem o início da operação, previsto para fevereiro de 2010. (págs. 1 e B8)
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Gazeta Mercantil
Manchete: Empresas apostam no risco do dólar futuro
Os contratos de compra de dólar futuro na BM&F, feitos por empresas não-financeiras, dispararam como mais um reflexo do forte avanço da moeda. Entre os dias 29 de setembro e 6 deste mês, a posição líquida “comprada” em dólar pelas empresas - uma aposta na alta da moeda - subiu para US$ 1,933 bilhão, avanço de 68%. Por trás do movimento não está apenas a busca por proteção, mas também uma tentativa de reduzir prejuízos potenciais com operações mais arriscadas montadas com derivativos. Tentam evitar perdas como as da Sadia, que assumiu prejuízos de R$ 760 bilhões com derivativos. “Muitas empresas estão ‘vendidas’ no mercado de opções, o que pode levá-las a um prejuízo com o dólar alto”, diz Alexandre Ferreira, do banco WestLB. “Essas empresas estão com dificuldade em sair da posição ruim e buscam na compra de dólar futuro reduzir prejuízos.”A alta da cotação se manteve ontem com o dólar, apesar de o Banco Central ter realizado novo leilão cambial, de R$ 1,3 bilhão. Além do câmbio, os sinais da crise foram mantidos no mercado acionário. O Ibovespa caiu 4,66%, a 40.139 pontos, nível de 2006, acompanhando tendência das bolsas americanas, asiáticas e boa parte das européias. (págs. 1, B1 e B2)
Lula admite saída da Petrobras do Equador
O presidente Lula afirmou ontem que a Petrobras poderá sair do Equador caso a estatal não entre em acordo com o governo equatoriano. “Se tiver acordo, ótimo. Se não, a Petrobras vai procurar outro caminho”, disse Lula, que participou, em Angra dos Reis (RJ), do batismo da primeira plataforma totalmente construída no País. José Gabrielli, presidente da estatal, disse que a empresa não aceitará se tornar prestadora de serviço, exigência do presidente equatoriano, Rafael Correa. No mesmo evento, a ministra Dilma Rousseff anunciou recursos de R$ 10 bi para a indústria naval. (págs. 1, A12 e C9)
Deságio será alto no plano de salvamento
O pacote de socorro do governo norte-americano ao sistema financeiro do país indica um deságio de ao menos 50% no valor atual das carteiras inadimplentes de crédito subprime e de títulos lastreados nessas operações, avalia Luís Miguel Santacreu, da Austin Rating. A análise leva em conta o montante de ajuda de US$ 700 bilhões em relação ao US$ 1,4 trilhão em perdas com crédito e títulos desde o início da crise, estimados ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Entretanto, esse deságio poderá chegar a 60% do valor dos ativos, já que o governo dos Estados Unidos precisará separar uma fatia dos recursos para injetar capital nas instituições, como prevê o plano de salvamento. (págs. 1 e B3)
EUA já perderam US$ 1,4 trilhão
Os prejuízos dos Estados Unidos com a crise financeira atingiram, até agora, a cifra de US$ 1,4 trilhão. Os cálculos foram divulgados por Jaime Caruana, diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI). (págs. 1 e B3)
Boas chances nos países do Bric
Pesquisa da consultoria Korn Ferry, com 3 mil executivos do mundo inteiro, aponta Brasil, Rússia, Índia e China como os países com as melhores oportunidades de crescimento profissional. (págs. 1 e C11)
Indústrias vão atrás de crédito para o produtor
Indústrias processadoras e exportadoras de soja se juntam a produtores rurais para reivindicar mais crédito ao governo federal. O grupo, que se reúne nesta semana na Casa Civil e no Ministério da Fazenda, pede que o governo libere financiamento de R$ 2 bilhões às tradings para que estas repassem o recurso, via empréstimos, ao produtor rural. “A escassez de crédito pode comprometera produção de soja e, com isso, a indústria teme perder mercado no exterior. Seria difícil reverter a situação”, diz Sérgio Mendes, diretor da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). (págs. 1 e B16)
Opinião. David Brooks: Hoje, os líderes do mundo têm de imaginar como estabilizar as economias em meio aos voláteis fluxos globais de capital. Esse teste está ancorado na mudança global do poder econômico. (págs. 1 e A12)
Opinião. Ariverson Feltrin: Escaldado pelas sucessivas crises, o brasileiro torce para que a crise externa não contamine o País e, não sem motivo, maldiz e xinga os americanos pelo rombo que buscam repassar ao mundo. (págs. 1 e A2)
Inflação IGP-DI tem alta de 0,36% em setembro. (págs. 1 e A4)
TelecomunicaçõesTelefónica manterá investimento programado para a América Latina. (págs. 1 e C7)
CEF vai comprar carteira
A Caixa Econômica Federal (CEF) negocia a compra de carteiras de crédito. O vice-presidente da instituição, Márcio Percival, diz que mantém conversações com uma dúzia de bancos e pode investir até R$ 2,4 bilhões. (págs. 1 e B1)
Construtoras tentam se ajustar à nova realidade
Em razão dos problemas no mercado imobiliário, as grandes incorporadoras estão se ajustando à nova realidade. A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), controlada pelo grupo Camargo Corrêa, anunciou ontem que adquiriu a totalidade das ações da incorporadora HM, da qual já possuía 81% das ações. O negócio foi fechado por R$ 12,44 milhões mais um volume de 3,9 milhões de ações. “Com essa decisão, a companhia terá mais liberdade para atuar no segmento de baixa renda”, garante Paulo Mazzali, diretor de finanças e relações com investidores da CCDI.Já a Rossi Residencial irá promover um aumento de capital de R$ 150 milhões e a revisão de seu plano de lançamentos para este ano e para 2009. Os lançamentos programados para 2008 terão uma retração de cerca de 16% no valor potencial de vendas - de R$ 2,5 bilhões para R$ 2,15 bilhões - e os previstos para 2009 sofrerão redução em torno de 33% - de R$ 3 bilhões para R$ 2,25 bilhões. A incorporadora InPar também mexeu no seu planejamento. Reduziu seu programa de lançamentos para 2008, de R$ 2,5 bilhões para R$ 1,65 bilhão, retornando à meta anunciada quando fez seu IPO. (págs. 1 e C10)
CNJ aprova bloqueio de conta única
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, ontem, a resolução que cria o Sistema Nacional de Cadastramento de Contas Únicas do Bacen-Jud (Banco Central-Judiciário), destinado a bloqueios financeiros, em casos de penhoras. O objetivo da resolução é evitar transtornos para as empresas - em face da multiplicidade de penhoras em contas diversas, com o mesmo valor de execução -, autorizando-as a indicar uma única conta para eventuais penhoras on-line. De acordo com a resolução do CNJ, as empresas comprometem- se a manter dinheiro suficiente nas contas únicas indicadas, proporcional aos valores da execução. Caso contrário, outras contas poderão ser, automaticamente, incluídas na penhora on-line. A resolução do CNJ entra em vigor em 30 dias e as empresas devem cadastrar essas contas especiais nos tribunais superiores, por requerimento impresso ou formulário eletrônico via internet. O aperfeiçoamento do Bacen-Jud foi motivado por “pedido de providências” da Companhia Brasileira de Distribuição, do Grupo Pão de Açúcar. O advogado do grupo, Paulo Ciari, do escritório Azevedo Sette Advogados, disse que a resolução beneficiará, principalmente, as empresas de grande porte, mas alertou que é necessário “manter saldo suficiente na conta indicada, ainda que, para tanto, seja necessário criar uma linha de crédito junto às instituições financeiras”. (págs. 1 e A8)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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terça-feira, outubro 07, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] O QUE O VENTO NÃO LEVOU...

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].

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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


07 de outubro de 2008
O Globo
Manchete: BC anuncia socorro a bancos em dia de pânico no mercado
Pela terceira vez, uma segunda-feira foi de pânico nos mercados mundiais. E apenas dois dias após o presidente Lula dizer que a crise chegaria ao Brasil "como uma marolinha", ela veio na forma de tempestade: o dólar disparou novamente e chegou a R$ 2,20 (a maior alta desde janeiro de 1999), a bolsa desabou e chegou a ter os negócios interrompidos duas vezes - o que não acontecia desde a crise russa, há 10 anos. A baixa, que chegou a 15,5%, foi reduzida para 5,43% com recuperação dos mercados e o anúncio de que o BC usaria reservas para financiar o comércio exterior. O Dow Jones caiu abaixo de 10 mil pontos, despencou 7,75%, mas fechou com baixa de 3,58%. A Bolsa de Paris caiu 9%, o maior tombo da História. À noite, o BC anunciou que socorreria bancos pequenos comprando suas carteiras de crédito. (págs. 1 e 33 a 44)
Empresas cancelam negóciosEm meio à crise mundial, grandes empresas mudaram suas rotas. A Sadia, que teve prejuízo de R$ 760 milhões com câmbio, chamou o ex-ministro Luiz Furlan de volta. A Votorantim (VCP) suspendeu a compra de R$ 2,71 bilhões em ações da concorrente Aracruz. No ramo da construção, a Cyrela desistiu da Agra. (págs. 1 e 44)
Gabeira ganha na Zona Sul, Zona Norte e Barra; Paes leva na Zona Oeste e subúrbios
O mapa da votação no Rio mostrou vitória de Fernando Gabeira (PV) na Zona Sul, no Centro e na Zona Norte, com desempenho surpreendente em bairros como Tijuca e Méier. Eduardo Paes (PMDB) venceu por ampla margem na Zona Oeste - com exceção da Barra e Recreio - e nos subúrbios. Marcelo Crivella (PRB) não venceu em nenhuma região. Ontem, Paes e Gabeira trataram de alianças. Paes garantiu o apoio do PSB e recebeu em casa o ministro Carlos Lupi (PDT) e líderes do PT, entre eles Benedita da Silva. O DEM oficializou apoio a Gabeira, que procurou líderes de partidos de esquerda. Ele deve receber apoio do PSOL, mas disse que não quer "sopa de letras". Gabeira nadou no Flamengo e anunciou que dormirá duas noites por semana na Zona Oeste.
Paes e Gabeira debatem quinta-feira no Globo (págs. 1 e 9)
São Paulo, cidade partida. Periferia é reduto de Marta. (págs. 1 e 15)
Pesquisas: guerra de números e acusações entre os institutos (págs. 1 e 18)
Aécio: "Ficou claro que não há nenhum Rei midas em Minas" (págs. 1 e 17)
Rosinha teve menos votos que candidato sub judice (págs. 1 e 14)
As listas dos vencedores nas capitais, no Estado do Rio e os vereadores eleitos da capital (págs. 1, 22 a 24)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Crise se aprofunda na Europa e espalha pânico pelos mercados
O pânico tomou conta dos mercados com quedas espetaculares nas Bolsas, enquanto governos europeus corriam desorientados atrás de medidas para contê-lo. Paris recuou 9,04% e Londres, 7,85%. Nos EUA, o Dow Jones caiu 7,75% (quase 800 pontos), recuperou-se e fechou em baixa de 3,85%. A Bovespa chegou a cair 15,5% e teve o pregão suspenso duas vezes. Encerrou em queda de 5,43%. O epicentro do pânico foi a Europa, onde o socorro de 50 bilhões de euros do governo alemão à Hypo, gigante do crédito imobiliário, foi insuficiente para evitar a baixa de 35% nas ações da empresa. Mais de cinco países – Portugal, Suécia, Áustria, Islândia e Dinamarca – anunciaram garantia total dos depósitos, para tentar evitar uma corrida aos bancos. A Espanha informou que também vai aumentá-la. No Brasil, o dólar disparou e fechou cotado a R$2,198, alta de 7,43%. (págs. 1 e Dinheiro)
Coluna: Janio de Freitas: 1º turno desinfla a influência de Lula
Se confrontado com o poder eleitoral atribuído à sua aprovação, Lula sai do primeiro turno com revés que só por grande soma de êxitos, no segundo turno, poderia tornar desimportante. O efeito insuficiente dos seus empenhos trouxe um clareamento significativo: desinflou o bicho-papão eleitoral que condicionava as propecções políticas para a eleição de 2010. (págs. 1 e A7)
BC vai poder "comprar" carteira de banco pequenoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu e obteve apoio de aliados para medida provisória que autoriza o Banco Central a “comprar” carteiras de crédito de bancos menores, com dificuldade de obter dinheiro. As carteiras seriam aceitas como garantia de empréstimos. Segundo líderes governistas, Lula disse estar preocupado com o efeito da crise nos pequenos. O ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do BC, Henrique Meirelles, voltaram a dizer que a economia está “sólida” e anunciaram medidas pró-exportação. (págs. B1 e B8)
Artigo: Benjamin Steinbruch: Se o Brasil pisar no freio agora, efeito será pior
Já se levantaram as vozes de sempre para aconselhar o governo a reduzir o aumento da produção interna. É natural que se tente compensar a desaceleração com estímulos ao mercado interno. Se fizer o contrário e pisar no freio, o país maximizará o efeito da crise. (págs. 1 e B2)
Siglas da oposição são as que mais perdem cidades
PSDB, DEM e PPS, os três principais partidos de oposição ao governo Lula, foram os que mais perderam prefeituras no primeiro turno das eleições municipais. O DEM deixará o poder em 176 cidades; o PSDB, em 109; e o PPS, em 70. Já o PT garantiu 157 prefeituras a mais do que governa hoje. Além dele, PSB (95 prefeitos a mais) e PTB (35) foram os que mais ganharam cidades. Os partidos da base aliada conquistaram 4.036 municípios, um crescimento de 20% em relação a hoje. Pelo critério de número de votos nominais, o maior vencedor é o PMDB (18,4 milhões de votos). (págs. 1 e sp. 1)
Editoriais Leia "Um degrau abaixo" sobre crédito a exportadores e ações anticrise; e "2010 ainda está longe", acerca das eleições. (págs. 1 e A7)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: BC ganha mais poder para socorrer bancos pequenos
O governo editará medida provisória que dará mais agilidade ao Banco Central para atuar na crise financeira, que ontem registrou um de seus piores momentos, com turbulência dos bancos europeus e temor de recessão mundial. A MP incluiria garantia do BC a empréstimos para exportadores e autorização para que o órgão possa comprar carteiras de créditos de bancos pequenos e médios. O dia de ontem nas bolsas foi classificado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) de "comportamento de manada". A Bovespa caiu 5,43% após suspender o pregão duas vezes por causa de recuos acima de 10%. O dólar subiu 7,63%, a maior alta porcentual desde 1999, e fechou em R$ 2,20 mesmo com a atuação do BC. No meio do dia, a equipe econômica anunciou medidas para ajudar exportadores, o que reduziu as perdas. No exterior, o pessimismo diminuiu com informações de que o Fed (banco central dos EUA) pode cortar juros e de que subiu para US$ 900 bilhões o volume de empréstimos que pode fazer a bancos. (págs. 1 e B1 a B9)
"Podemos ter uma bolha agrícola"
Para o Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, a fuga dos investidores derrubará preços das commodities agrícolas, tornando as dívidas contraídas no campo um problema para o Brasil. (págs. 1 e B8)
Análise - Uma certa hecatombe
Não há nada de especialmente errado com a economia brasileira. Mas é difícil evitar a inflação se o dólar continuar disparando. (págs. 1 e B2)
Na União Européia, falta estratégia comum
Sem uma estratégia comum, a União Européia vive uma proliferação de medidas unilaterais para salvar bancos e depósitos, relata o correspondente em Genebra, Jamil Chade. O máximo que a UE emitiu foi um comunicado em que os países prometem "trabalhar em coordenação". (págs. 1 e B7)
Equador adverte novamente a Petrobras
O Equador advertiu novamente a Petrobras de que revogará seu contrato de exploração de petróleo no país. O ministro de Minas e Petróleo, Galo Chiriboga, disse que, se a empresa não aceitar novo acordo "no menor tempo possível", o contrato do Bloco 18, na Amazônia, será extinto. Representantes da empresa reuniram-se ontem à tarde com Chiriboga, mas até o início da noite não havia informações sobre a reunião. (págs. 1 e A16)
Eleições 2008 - O resultado final nas capitais. (págs. 1 e A14)
DEM acerta apoio ao PSDB; Marta telefona para Alckmin
No primeiro passo da aliança com o PSDB para o segundo turno em São Paulo, o DEM apoiará candidatos tucanos onde o partido de Gilberto Kassab não estiver na disputa. Já Marta Suplicy (PT) ligou para Geraldo Alckmin, de olho em eventuais tucanos dissidentes. (págs. 1 e A4)
Eleições 2008 - Manhã seguinte
Gabeira em piscina no Rio e Kassab no escritório de casa em São Paulo: desempenhos surpreendentes no 1º turno. (pág. 1)
Os vereadores eleitos em SP (págs.1 e A7)
Todos os prefeitos do Estado de SP (págs. 1, A8 e A9)
Notas e Informações - A autonomia do eleitor
As surpresas do pleito em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Salvador compõem, em conjunto, um retrato alentador da autonomia do eleitorado na hora da decisão. Prova de que os candidatos, seus operadores e apoiadores podem muito, mas não podem tudo, em matéria de indução do voto. (págs. 1 e A3)
Artigo - Ouve-se o som da Goldfajn: É fundamental assegurar o funcionamento dos mercados do Brasil. (págs. 1 e A2)
Justiça susta contrato, e radar não pode multar em SP
A Justiça sustou a instalação dos 175 radares fixos de São Paulo. A liminar atende empresa que perdeu a licitação, e não pode haver multa enquanto o impasse seguir. O contrato de 26 radares móveis expirou e também não foi renovado. Já a operação de lombadas eletrônicas foi prorrogada. (págs. 1, C1 e C3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Crise chega ao país
A crise chegou à economia real do Brasil, especialmente às empresas exportadoras. Resultado: com a cotação da moeda americana em disparada (fechou em R$ 2,20), a Bovespa chegou a cair 15% e parou duas vezes, até encerrar o pregão em queda de 5,43%. O ministro Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciaram o uso de reservas para emprestar dólares aos bancos e garantir crédito aos exportadores. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. A2 a A5)
Plataforma vai reforçar a Petrobras
A P-51, primeira plataforma de petróleo construída no Brasil, será inaugurada hoje, em Angra dos Reis, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova unidade vai reforçar a produção da Petrobras com 20 mil barris de óleo por dia. (págs. 1 e A20)
Medo de recessão se espalha, e bolsas caemDe Nova York a Paris, Londres e Frankfurt, o pessimismo dominou os operadores de mercado, e as bolsas de valores tiveram mais um dia de perdas. As ações européias caíram, em média, 7,8%. Em Wall Street, 3,58%. O temor generalizado é que o pacote americano anticrise seja insuficiente para evitar que a turbulência financeira afete a economia real. Analistas prevêem recessão global. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. A2 a A5)
Câmara renovada e com mais problemas
O índice de renovação da Câmara Municipal foi alto, de 43%. Mas a mudança não trouxe melhoria no perfil: o plenário, com 51 vereadores, tem 21 legendas e o número de suspeitos de ligação com crimes subiu para oito, assim como os de perfil fisiológico e clientelista, agora 31. (págs. 1 e A7)
Gabeira admite o apoio de Cesar
Os candidatos a prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), que vão ao segundo turno, buscam novas alianças partidárias. Paes saiu na frente e anuncia hoje a adesão do PSB. Já Fernando Gabeira preferiu cautela, mas admite apoio de Cesar Maia (DEM) e Crivella (PRB). (págs. 1, Eleições e A6)
Bola e urna se separam no Rio
Se em Goiânia o atacante Túlio foi um fenômeno eleitoral, no Rio os candidatos ligados ao esporte não tiveram sucesso. Dos muitos que usaram o nome do Flamengo, apenas a ex-nadadora Patrícia Amorim foi eleita. Jairzinho teve só 704 votos. (págs. 1, Esportes e D3)
Máfia das quadras na mira da polícia
O esquema de cobrança pelo uso de quadras de futebol society no Parque do Flamengo, denunciado pelo JB no domingo, gerou um inquérito policial. Embora o delegado considere o problema administrativo, os ambulantes cobram R$ 40 pelo uso do espaço, que é gratuito. As ligas do esporte no Rio criticam a falta de fiscalização por parte da subprefeitura da Zona Sul e pedem mais transparência dos responsáveis. (págs. 1 e A17)
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Correio Braziliense
Manchete: Governo lança pacote contra desespero
Passavam poucos minutos das 10h quando a Bolsa de São Paulo parou pela primeira vez. Àquela altura, o valor das empresas negociadas por lá derretia como manteiga. O índice que aglomera as principais companhias caía mais de 10%. Meia hora depois, os negócios foram retomados. Mas com o mesmo humor. O Ibovespa rolou ladeira abaixo, chegou a mais de 15% de perda e obrigou o pregão a nova parada. O sinal era claro: o mercado entrara em colapso. Estava a reboque das más notícias vindas da Europa. Lá, como nos EUA, grandes instituições financeiras surgem debilitadas. Os governos prometem tomar o lugar dos bancos centrais e garantir, eles mesmos, os depósitos da população. Tudo para evitar uma onda de saques e a conseqüente quebradeira. No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BC, Henrique Meirelles, convocaram entrevista coletiva e anunciaram o primeiro pacote do governo Lula (leia abaixo). Os ânimos serenaram. À noite, Meirelles chamou novamente a imprensa e anunciou a edição de uma MP, dando-lhe poderes para socorrer bancos brasileiros em dificuldades. - Banco Central ganha poderes para salvar pequenos bancos em apuros;- Reservas cambiais passam a garantir exportação e empréstimos externos;- BNDES libera R$ 5 bilhões para irrigar o mercado de crédito. (págs. 1, 14 a 20 e Tema do Dia)
PT estaciona na contagem total de votos
O partido do presidente Lula recebeu 16,1 milhões de votos, 45 mil a menos do que em 2004, e perdeu para o PMDB o título de campeão das urnas. Dirigentes justificam que legenda investiu na política de alianças. (págs. 1 e 2)
Nobel de Medicina elogia Brasil
Em entrevista ao Correio, Françoise Barré-Sinoussi aprova a política que assegura tratamento a pacientes com HIV. Ela, o compatriota Luc Montagnier e o alemão Haral zur Hausen dividiram o Nobel de Medicina. (págs. 1 e 26)
Taxa sindical obrigatória para servidor. (págs. 1 e 21)
Gerente de cassino joga com tráfico
Apontado pela polícia como responsável pela casa ilegal de jogo flagrada na Península dos Ministros, Wladimir Billota Duarte é acusado pelo MP de envolvimento com a quadrilha de Michele Tocci, o Barão do Ecstasy. (págs. 1 e 30)
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Valor Econômico
Manchete: Governos tentam acalmar mercado
Bancos centrais de vários países adotaram medidas para tentar conter o agravamento da crise financeira, que depois de atingir a Europa castigou duramente os países emergentes ontem. As bolsas européias tiveram seus piores pregões em 20 anos. O Índice Dow Jones caiu abaixo dos 10 mil pontos. A Bovespa teve seus negócios interrompidos por duas vezes, para deter uma enxurrada de vendas que levaram seu índice a cair, primeiro 10% e, depois, 15%. No fim do dia, as perdas no mercado americano arrefeceram e a bolsa brasileira fechou com perda de 5,43%, a 42.100 pontos, menor pontuação desde 5 de março de 2007. O Fed agiu novamente para estancar a crise aguda de desconfiança, sem muito sucesso. Ele anunciou que começará a pagar juros sobre as reservas que os bancos deixam em depósito, uma forma de injetar dinheiro no sistema financeiro. Além disso, elevou os recursos de seu programa especial de leilões para US$ 900 bilhões, ante US$ 150 bilhões há 15 dias. Enquanto a possibilidade de um novo corte na taxa de juros nos próximos dias aumentava, autoridades americanas debatiam formas de ampliar os recursos no mercado de "commercial papers", fonte essencial de captação de curto prazo para bancos e empresas. No Brasil, o governo também ampliou sua ação para combater a escassez de linhas externas aos exportadores. Enquanto o BNDES vai oferecer o equivalente a R$ 5 bilhões em novos créditos pré-embarque (fase de produção), o Banco Central usará reservas cambiais para adquirir ativos de bancos brasileiros no exterior, com compromisso de recompra por parte dessas instituições. Assim, elas recuperariam liquidez em dólar para retomar a oferta de Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACC). À noite, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciou que o presidente Lula assinou medida provisória autorizando o BC a criar duas novas modalidades de linhas de redesconto - empréstimos do BC aos bancos. Uma delas terá como garantia crédito dos bancos em reais. A outra será em moeda estrangeira, com garantia também em divisa internacional. De acordo com Meirelles, essas linhas não são necessárias no momento e o BC não pretende fazer uso delas, ao menos por enquanto. (págs. 1 e C1 a C7)
Crise deve afetar linhão do Madeira
A crise de crédito internacional vai afetar o leilão das linhas de transmissão das hidrelétricas do Rio Madeira, previsto para 31 de outubro, e o próprio governo já admite informalmente que haverá impactos negativos. As empresas interessadas pressionam para que o leilão seja adiado e as condições, revistas. Não só o custo de boa parte dos equipamentos subiu drasticamente em função da valorização do dólar como os recursos para os empréstimos-ponte sumiram.Como se trata de uma obra estratégica para o governo, que precisa garantir a energia das usinas de Santo Antônio e Jirau a partir de 2012, a solução pode passar pelas estatais ligadas ao Sistema Eletrobrás. Foram elas que arremataram a maior parte dos lotes de linhas de transmissão de pequeno porte leiloadas na sexta-feira. A linha de transmissão do Madeira exigirá investimentos de R$ 7,2 bilhões. (págs. 1 e B1)
Idéias Raymundo Costa: Eleição teve o mérito de derrubar muito da infalibilidade de um presidente popular. (págs. 1 e A6)
Em meio à crise, deflação é a nova ameaça nos países ricos (págs. 1 e A16)
Freio nas commodities
Com a possibilidade cada vez mais concreta de uma desaceleração significativa na economia mundial, analistas acreditam que já não é mais tão improvável cogitar o retorno das cotações das principais commodities agrícolas às médias históricas anteriores a 2006. (págs. 1 e B12)
Indústria automobilística
As montadoras instaladas no Brasil produziram 298,3 mil veículos em setembro, alta de 18% na comparação com o mesmo mês em 2007. Em relação a agosto, houve queda de 4,3%. No acumulado do ano, a produção alcançou 2,620 milhões de unidades, alta de 19,9%. (págs. 1 e B7)
Câmbio afeta turismo externoA valorização do dólar, que já chega a 15,4% apenas neste mês, começa a afetar os negócios das agências de viagens. A procura por pacotes internacionais caiu e os prazos de financiamento também foram reduzidos. (págs. 1 e B4)
Contaminação mexicana
A economia do México, bastante dependente dos EUA - 80% das exportações vão para o mercado americano -, deverá ser a maior vítima da crise na América Latina. As quedas do petróleo e das remessas dos imigrantes agravam a situação. (págs. 1 e A17)
IdéiasDelfim Netto: Proposta que governo Bush tentou enfiar garganta abaixo do Congresso era indecente. (págs. 1 e A2)
Governo pune "cartéis populares"
Tradicionalmente voltado para o combate a infrações econômicas cometidas por grandes empresas, o Ministério da Justiça decidiu ampliar o seu campo de atuação contra os chamados "cartéis populares". O objetivo é desbaratar acordos de preços em setores sensíveis para a inflação, como transportes, combustíveis, construção civil e planos de saúde.A Secretaria de Direito Econômico ampliou o foco contra cartéis formados por pequenas empresas ou grupos e a maioria dos processos leva a uma condenação. Nos últimos meses, pequenos comerciantes e profissionais liberais apareceram na lista de investigados por cartel e muitos foram condenados por acordos de preços e infrações contra a concorrência. São donos de postos de gasolina, diretores de sindicatos, gerentes de planos de saúde e até taxistas. "O nosso objetivo é chegar na ponta", diz Ana Paula Martinez, diretora da SDE. (págs. 1 e A3)
PMDB ganha peso para 2010
Os dois parceiros mais disputados por PT e PSDB para composições na eleição presidencial de 2010 tiveram crescimento nas eleições municipais de domingo. Depois de perder espaço em quatro eleições seguidas, o PMDB voltou a crescer em número de prefeituras. Segundo números preliminares do TSE, o partido elegeu 1.194 prefeitos, 13,8% a mais do que há quatro anos. A principal expansão ocorreu na Bahia, reduto do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Já o PSB teve crescimento de 74,5%, grande parte em Pernambuco, graças à ação do governador Eduardo Campos. O PT lançou menos candidatos, mas obteve proporcionalmente o maior número de vitórias, crescendo 33%. O PSDB perdeu 91 prefeituras. Em São Paulo, o mapa eleitoral do município mostra que a candidata do PT, Marta Suplicy, perdeu mais votos para o prefeito Gilberto Kassab (DEM) nas regiões onde predominam eleitores das classes A e B. Entre os eleitores de menor poder aquisitivo e nas regiões mais carentes a ex-ministra conseguiu manter um eleitorado mais fiel, apesar dos investimentos em equipamentos sociais feitos pela prefeitura nos últimos anos, como as Assistências Médico Ambulatoriais (AMAs), os Centros Educacionais Unificados (CEUs) e as escolas de ensino infantil e médio. (págs. 1, A5 e A14)
Furlan volta ao comando da SadiaQuase seis anos depois de ter deixado a Sadia para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan reassume hoje a presidência do conselho da companhia com a missão de reorganizar sua administração. Ele tomará o lugar de Walter Fontana Filho, que deixou o cargo depois que a empresa teve de reconhecer perdas de R$ 760 milhões com derivativos de dólar. "Eu não podia recusar a convocação do Walter", disse Furlan ao Valor. Segundo o ex-ministro, a Sadia vive um "momento paradoxal": fundamentos muito bons e demanda forte, mas foi atingida por uma "imprudência". Em três operações, informou, a empresa já recolocou R$ 1,5 bilhão em seu caixa. As responsabilidades pelas operações que causaram as perdas estão sendo apuradas pela KPMG e os resultados preliminares mostram que houve transgressão de regras da companhia. (págs. 1 e B7)
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Gazeta Mercantil
Manchete: Circuit breaker
Uma outra segunda-feira de pânico. Com temor de uma recessão econômica global, as principais bolsas de valores do mundo foram arrastadas ladeira abaixo mais uma vez, marcando um dos piores desempenhos da história no mercado acionário. A Bovespa acionou o circuit breaker por duas vezes, o que não acontecia desde 1998, chegando à queda de 15%. O principal índice da bolsa brasileira encerrou aos 42.100 pontos, o menor patamar desde 5 de março de 2007. Segundo a Economatica, as empresas que compõem o Ibovespa perderam R$ 62,95 bilhões em valor de mercado num só dia. “Os investidores estão completamente pessimistas em relação ao desenvolvimento do mercado no curto prazo”, afirma Kelly Trentin, analista da SLW Corretora. A percepção é a de que os países, especialmente europeus, estão com menores margens de manobra. No embalo desta crença, bolsas de valores da Europa fecharam na maior baixa desde os atentados de 11 de setembro de 2001 e o temor de colapso financeiro levou líderes da União Européia a prometer que protegerão as economias dos correntistas e apoiarão o sistema financeiro regional. O receio foi desencadeado com o anúncio do governo alemão de um plano de socorro financeiro para evitar a concordata do banco Hypo Real State e a compra de divisões do Fortis na Bélgica e em Luxemburgo pelo banco francês BNP Paribas. Nos Estados Unidos, ainda sem efeitos reais do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões, o índice Dow Jones fechou em queda de 3,58%, abaixo do patamar de 10 mil pontos pela primeira vez em quatro anos, e o Nasdaq desvalorizou-se 4,34%. Os investidores desfizeram posições diante das preocupações geradas pela escalada da crise de crédito, que pode se alastrar pela economia global e afetar os lucros das empresas. (págs. 1 e B1 a B6)
Apenas Marta e Marinho terão a ajuda de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou sua participação apenas nos palanques dos petistas Marta Suplicy, em São Paulo, e Luiz Marinho, em São Bernardo do Campo (SP). Em reunião realizada na manhã de ontem com ministros e assessores no Palácio do Planalto, Lula decidiu, a princípio, evitar participar da batalha pelas prefeituras de Porto Alegre e do Rio de Janeiro, ambas com candidatos de partidos governistas. (págs. 1 e A8)
Dólar dispara 8%, para R$ 2,205
O dólar comercial disparou 8,09% e fechou a sessão de ontem cotado a R$ 2,205 na venda, maior patamar em mais de dois anos. Os sinais de recessão na economia mundial e a falta de liquidez no sistema financeiro impulsionaram a valorização da moeda norte-americana, que já acumula ganhos de 13,71% no mês e 22,88% no ano.O leilão de swap cambial do Banco Central (BC) teve pouco efeito no mercado e não conseguiu evitar a forte alta da moeda. A autoridade monetária ofertou US$ 1,47 bilhão em leilão de swap cambial tradicional, que equivaleram a 29.500 contratos vendidos, dos 41.600 ofertados. Foi o primeiro swap desse tipo desde maio de 2006. “O momento é ruim para as moedas do mundo todo”, afirma o economista da corretora Coinvalores, Paulo Nepomuceno. (págs. 1 e B2)
Investimentos
Fundos têm perda de R$ 30,5 bilhões. (págs. 1 e B5)
BC utilizará reservas contra crise
O Banco Central (BC) anunciou ontem que usará parte de suas reservas em dólares para recomprar títulos de bancos brasileiros. Como contrapartida, as instituições deverão utilizar os recursos injetados para financiar linhas de comércio exterior. Pelo mecanismo, o BC comprará títulos de bancos privados e ofertará dólares, recebendo títulos em garantia. No momento da recompra, a autoridade monetária devolve os títulos e recebe os dólares de volta. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BC, Henrique Meirelles, anunciaram ainda um aporte adicional de R$ 5 bilhões ao BNDES para ajudar o comércio exterior. Os recursos fazem parte dos R$ 15 bilhões determinados para capitalizar a instituição. Mais tarde, Meirelles informou que o BC comprará carteiras em dólares e de empréstimos dos bancos por meio do redesconto e a criação da Letra de Arrendamento Mercantil (LAM). (págs. 1, A4 e B3)
Mercado prevê expansão menor do PIB em 2009
Analistas do mercado financeiro elevaram as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008 para 5,20%, ante os 5,18% da semana anterior, e reduziram a estimativa para o próximo ano. Segundo relatório do Banco Central (BC), o mercado prevê expansão de 3,50% do PIB em 2009, abaixo dos 3,55% da semana passada. A projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o ano foi mantida em 6,14%. (págs. 1 e A6)
Férias na GM e Fiat acionam sinal de alerta
A queda nas exportações forçou a GM a conceder férias coletivas para 10 mil dos seus 24 mil funcionários, enquanto a Fiat, a pedido da área de recursos humanos, também concederá férias a 1,7 mil empregados. As duas decisões deixaram os analistas apreensivos, mas Jackson Schneider, presidente da Anfavea, garante que o mercado interno ainda não sente os efeitos da crise. Setembro foi o segundo melhor mês da história das montadoras. (págs. 1 e C4)
Petróleo Ministro crê em solução diplomática entre Petrobras e Equador. (págs. 1 e A13)
Opinião Maria Fernanda Teixeira: As últimas semanas têm sido de muita tensão para milhões de pessoas, preocupadas com a evolução da grande crise financeira. É importante olhar também para o lado não material e não se deixar dominar pelo estresse. (págs. 1 e A3)
Opinião Ana Maria Géia: Quanto mais o Brasil se abaixa, mais coloca à mostra suas intimidades a los hermanos latinos. Rafael Correa, do Equador, que o diga! (págs. 1 e A2)
Furlan quer levar a Sadia “de volta às suas origens”Depois de seis anos fora da Sadia S.A., o ex-ministro Luiz Fernando Furlan comunicou ontem que aceitou voltar à companhia. O escândalo financeiro com operações de hedge cambial que resultaram em perdas de R$ 760 milhões à companhia motivou a decisão. “A Sadia vai voltar às suas origens, de empresa do ramo industrial”, diz Furlan, referindo-se à alta exposição da empresa a operações de natureza especulativa. Ele ocupa a partir de hoje o cargo de presidente do conselho de administração, no lugar de Walter Fontana Filho, no cargo desde 2005. Também renunciou Eduardo Fontana d’Avila, vice-presidente do conselho. Furlan anunciou que a empresa está em forte contenção de gastos, mas afirmou não saber se alguns investimentos serão postergados. Ontem as ações da Sadia caíram 5,2%. No caso da Aracruz Celulose, que também informou perdas com operação de hedge, as ações tiveram queda de 15,46% ontem. Já a Votorantim Celulose e Papel (VCP) teve baixa de apenas 1%. A VCP adiou a conclusão da compra de participação da família Lorentzen na Aracruz marcada para ontem. (págs. 1, B14 e C8)
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