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segunda-feira, junho 06, 2011

GOVERNO DILMA/PALOCCI [In:] É MENTIRA, TERTA ? (2)

Grata, Dilma reluta sobre Antonio Palocci

Dilma na hora da decisão


Autor(es): Vinicius Sassine, Baptista Chagas de Almeida e Diego Abreu
Correio Braziliense - 06/06/2011

A presidente fez contatos com Lula para saber se mantém o ministro na Casa Civil. A decisão, no entanto, não depende apenas do antecessor. Integrantes da base aliada lembram a gratidão pelo papel que Palocci desempenhou na campanha

Presidente passa o domingo fazendo consultas, inclusive ao ex-presidente Lula, sobre o que fazer com Palocci

A presidente Dilma Rousseff manteve contatos no fim de semana com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para decidir se demite ou mantém Antonio Palocci no cargo de ministro-chefe da Casa Civil. A decisão, porém, não será tomada apenas com base num aval de Lula, fiador de Palocci na composição do novo governo. Na interpretação de integrantes da base aliada, próximos às tomadas de decisão do governo, Dilma tem gratidão por Palocci em razão do papel desempenhado por ele na campanha eleitoral. O então deputado ganhou espaço e deixou de ser apenas uma indicação de Lula, como avaliam lideranças da base aliada. Por isso, o ex-presidente perderia peso na decisão da demissão ou da manutenção no cargo. Mesmo assim, Dilma decidiu consultar Lula antes de decidir o futuro da Casa Civil. "Existe a interferência de Lula, mas, na campanha eleitoral, Palocci ganhou força", diz um dos integrantes da base ouvidos pelo Correio.

O ministro da Casa Civil, até ganhar o cargo, foi um dos principais nomes do PT na montagem do governo, durante o período de transição. Antes de Dilma assumir, reunia-se diariamente com Palocci na Granja do Torto, residência oficial adotada pela presidente eleita antes da posse e nos primeiros dias de governo. O papel desempenhado na fase de transição credenciou Palocci para o ministério mais importante e de maior proximidade à presidente. "Lula está a favor dele, o indicou para a campanha eleitoral. Mas Palocci ganhou a confiança de Dilma", diz um deputado da base. Agora, a permanência do ministro do cargo, depois do agravamento da crise desencadeada pela revelação de que ele aumentou seu patrimônio em 20 vezes nos últimos quatro anos, passou a depender de uma análise conjunta de Dilma e Lula.

O ex-presidente estaria em Brasília ontem para conversar com Dilma, mas a assessoria dele informou que a viagem não ocorreu. Lula teria passado o dia em São Bernardo do Campo (SP), onde mora. Integrantes da base aliada também não souberam informar se Lula esteve em Brasília. Até o início da noite, o ex-presidente não apareceu no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Lula e Dilma mantiveram contato por telefone. A presidente não tomará a decisão sobre o futuro de Palocci sem consultar Lula. "Ele é a maior liderança política no país. Qualquer decisão precisará ser comunicada a ele", diz um integrante do governo.

Em meio ao acirramento da crise política, Dilma recebe hoje o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. É o primeiro encontro desde a posse. Lula esteve com Chávez na semana passada, numa viagem que incluiu Bahamas, Cuba e Venezuela. O ex-presidente voltou da viagem disposto a conversar pessoalmente com Dilma sobre o futuro de Palocci.

Um nome cotado pela presidente para a Casa Civil, caso decida pela demissão do atual ministro, é o da diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, amiga de Dilma. Também é cogitada a indicação da atual ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Se isso ocorrer, o Planejamento seria assumido por Paulo Bernardo e, para seu lugar no Ministério das Comunicações, seria indicado o atual secretário executivo da pasta, Cezar Alvarez.

Palocci passou o fim de semana recluso, com o telefone celular desligado. A última manifestação do ministro, depois da entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, foi a divulgação de uma nota, por meio de sua assessoria, para negar o teor de uma reportagem publicada pela revista Veja no último sábado. A reportagem aponta que o imóvel residencial alugado por Palocci em São Paulo foi colocado em nome de laranjas. "O ministro e sua família nunca tiveram contato com os proprietários", diz a nota.

Numa aprovação contestada pela base aliada, Palocci foi convocado para depor na Comissão de Agricultura da Câmara. O presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), decide amanhã se a convocação tem validade do ponto de vista do regimento da Câmara ou se será necessária uma nova votação na comissão. Para o líder do PT na Casa, deputado Paulo Teixeira (SP), a convocação deverá ser derrubada. Trinta deputados da própria comissão fizeram um recurso para que a votação fosse anulada. Deve ser feita uma nova votação.

Oposição pressiona

PSDB e DEM prometem se mobilizar no Congresso para pressionar o governo a demitir Antonio Palocci. Antes, o objetivo era o de manter a convocação do ministro para depor na Comissão de Agricultura. Agora, a oposição só fala em demissão. Para o líder da minoria, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), a crise deixou de ser problema de ordem pessoal, restrita ao ministro, para atingir a presidente. "Aguardamos algo de novo, como a demissão dele. Se isso não acontecer, insistiremos na convocação", afirma. Já o líder do DEM, ACM Neto (BA), diz que a avaliação desastrosa que fez da entrevista de Palocci se confirmou.

GOVERNO DILMA/PALOCCI [In:] É MENTIRA, TERTA ?

DILMA DECIDIRÁ FUTURO DE PALOCCI APÓS PARECER DO PROCURADOR-GERAL



DILMA DIZ A PALOCCI QUE SÓ SE DECIDIRÁ APÓS PARECER DO PROCURADOR-GERAL

Autor(es): Leonencio Nossa
O Estado de S. Paulo - 06/06/2011

Presidente teme ser acusada de injustiça caso demita ministro e, em seguida, Gurgel rejeite pedido de inquérito; se houver investigação, afastamento do chefe da Casa Civil será justificado sob argumento de que não se deve atrapalhar as apurações

Em conversa por telefone, a presidente Dilma Rousseff acertou ontem com Antonio Palocci, pivô da primeira crise política do seu governo, que aguardará o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) a respeito das suspeitas de tráfico de influência por parte do chefe da Casa Civil antes de divulgar qualquer decisão sobre o caso.

A espera pela manifestação do procurador-geral, Roberto Gurgel, o que pode ocorrer na próxima quarta-feira, tem dois motivos. Primeiro, Dilma avalia que, se afastar Palocci de imediato, corre o risco de ser cobrada por uma atitude "injusta", no caso de a procuradoria não instaurar inquérito. Na segunda hipótese, de Gurgel achar indícios e abrir investigação, o afastamento de Palocci seria facilitado, sob a alegação de que o governo não vai interferir nas apurações.

Há 22 dias, o ministro está sob ataques da oposição e de setores da base aliada por causa do rápido aumento de patrimônio, que levantou suspeitas de enriquecimento ilícito. De 2007 até o fim do ano passado, ele multiplicou seu patrimônio por 20, informação confirmada pelo ministro na entrevista que concedeu ao Jornal Nacional de sexta-feira, quando pela primeira vez deu explicações públicas sobre o caso.

No último dia 20, o procurador-geral pediu a Palocci esclarecimentos sobre o aumento do patrimônio pessoal. Números confirmados pelo ministro, na entrevista à TV, mostram que foi no final do ano passado que mais aumentou a renda de sua empresa de consultoria, a Projeto.

Justamente nesse período, Palocci comandava a equipe de transição de governo e, paralelamente, mantinha a empresa. Segundo ele, a Projeto já estava fechada quando assumiu a pasta da Casa Civil, em janeiro.

Ao informar que tinha pedido esclarecimentos a Palocci, Gurgel antecipou, porém, que não via como crime a prestação de serviços de consultoria. O procurador ponderou que o caso poderia ser questionado, isso sim, do ponto de vista ético.

A oposição encaminhou duas representações contra Palocci. A partir das respostas do ministro, Gurgel vai decidir sobre um eventual pedido de abertura de investigação.

No Planalto, parte da equipe de Dilma trabalha com a perspectiva de que Gurgel apresentará a sua decisão até quarta-feira.

Outra ala acha que não é possível prever um prazo - Gurgel pode adiar o anúncio de sua posição para as próximas semanas, o que esticaria a crise política vivida pelo governo.

Chávez. Auxiliares da presidente disseram que ela acertou com Palocci que os dois tentarão manter uma agenda normal nesta segunda-feira, quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, será recebido no Palácio do Planalto e no Itamaraty.

Dilma passou o fim de semana na residência oficial do Palácio da Alvorada, onde conversou com outros interlocutores por telefone. Já Palocci passou o domingo em São Paulo.

Neste fim de semana, Dilma e auxiliares diretos fizeram avaliações sobre a performance do ministro na entrevista ao JN. A presidente se sentiu incomodada ao ouvir o ministro dizer na entrevista que não podia divulgar a sua lista de clientes.

Neste fim de semana, houve mais desgaste político com a divulgação de que Palocci aluga um apartamento de 640 metros quadrados, em Moema, zona sul de São Paulo, de uma empresa que usaria laranjas e endereços falsos. Em nota, o ministro ressaltou que não tem responsabilidade sobre os atos do locador. O Estado esteve ontem no local, mas as informações eram de que ele não estava no apartamento. /

COLABOROU JULIA DUAILIBI

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

Sinopses anteriores:

06 de junho de 2011

O Globo


Manchete: Aliados cobram de Dilma a solução sobre Palocci

Após ser consultado pela presidente, Lula deve voltar a Brasília amanhã

Aliados do PMDB e do PT cobraram da presidente Dilma Rousseff um desfecho para a situação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, até quarta-feira, quando o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deve dar seu parecer sobre o caso. A avaliação dos interlocutores do Palácio do Planalto é que a situação de Palocci é insustentável, sob pena de aprofundar a crise e os problemas na relação com o Congresso. Dilma conversou ontem sobre o assunto, por telefone, com o ex-presidente Lula, que é esperado amanhã em Brasília. Uma das alternativas discutidas é a de que Palocci peça licença até o esclarecimento do caso. Deputados admitem que há um grande problema em mexer na composição do governo e criar novas dificuldades com a escolha mal feita do substituto. Dilma teria preferência por uma pessoa com perfil mais técnico, como Graça Foster, diretora da Petrobras, ou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Mas isso criaria um problema na articulação política. (Págs. 1 e 3)

Ministro diz que imóvel nos Jardins é para investimento

O ministro Palocci disse que comprou o apartamento de R$ 6,6 milhões nos Jardins, região nobre de São Paulo, como investimento. Por isso, o mantém fechado e continua pagando R$ 13.500 mensais de aluguel para morar no apartamento em Moema, que está registrado em nome de empresa de fachada. (Págs. 1 e 5)

Bombeiros de gabinete vão substituir presos

O novo comandante do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões, informou ontem que vai convocar cerca de 39 militares de setores administrativos para substituir os manifestantes que foram presos após invadirem o Quartel Central. O oficial disse que está aberto ao diálogo, mas não teve sucesso em sua primeira iniciativa. Ele disse ter convidado os bombeiros, que estão acampados nas escadarias da Alerj em protesto contra as prisões, para uma reunião em seu gabinete, mas ninguém apareceu. O movimento já afeta os postos da orla, onde ontem o efetivo era reduzido e os salva-vidas trabalhavam sem uniforme. (Págs. 1 e 11 a 13)

Foto legenda: Um PM de cavalaria observa os bombeiros que estão acampados nas escadarias da Alerj em protesto contra a prisão de 439 manifestantes

Projeção dá vitória a nacionalista no Peru

Após uma polarizada campanha, três pesquisas de boca de urna e três contagens rápidas indicaram que o nacionalista Ollanta Humala venceu o segundo turno das eleições presidenciais no Peru, derrotando a filha do ex-ditador Alberto Fujimori, Keiko. Os candidatos mantiveram cautela, à espera do resultado oficial, uma vez que a vitória de Humala teria sido por uma margem de apenas 3 pontos percentuais. (Págs. 1 e 24)

Em Portugal, a derrota socialista

Com um programa de liberalismo e austeridade, tendo à frente o economista Pedro Passos Coelho, os conservadores do Partido Social-Democrata venceram as eleições ontem e vão assumir o governo de Portugal, impondo dura derrota ao Partido Socialista, no poder há seis anos. A abstenção foi recorde. (Págs. 1 e 25)

Réu em 47 processos vira cônsul

Ex-secretário estadual de Defesa Civil, o coronel Paulo Gomes, que responde a 47 processos de improbidade administrativa, foi nomeado cônsul da Guiana no Rio. Outros servidores são mantidos em cargos públicos, apesar de acusações de fraude. (Págs. 1 e 10)

A nuvem da internet

Capaz de guardar quantidade quase infinita de informação (textos, dados, músicas, fotos, vídeos) com acesso via PC ou celular, a nuvem da internet tem potencial de mercado de US$ 1,4 trilhão por ano. O mundo on-line terá 15 bilhões de conexões em 2015. (Págs. 1 e 19)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Despachantes lucram com dado sigiloso do Detran

Empresas assediam motoristas sob risco de ter a carteira suspensa e cobram R$ 450 para baixar tempo de punição

Empresas que se dizem "parceiras" do Detran-SP usam informações sigilosas de motoristas para oferecer serviços àqueles que correm o risco de ter a habilitação suspensa por infrações, relata Ricardo Gallo.

Ao telefone, despachantes cobram R$ 450 dos condutores com a promessa de reduzir o tempo de punição e até evitar o curso de reciclagem, o que é irregular. Um deles diz receber a lista de um servidor do órgão.

Nomes dos motoristas não são divulgados pelo departamento de trânsito na notificação pelo “Diário Oficial". Recorrer por conta própria custa R$ 200.

O Detran diz desconhecer o esquema. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Aliados temem estender desgaste com Palocci

Numa operação que sujeita o Planalto a danos adicionais, deputados aliados terão de derrubar amanhã a convocação para que o ministro Antonio Palocci fale na Câmara. A oposição promete recorrer ao Supremo.

Deputados fazem pressão para que o governo evite esse novo desgaste, e os principais ministros acham difícil sustentar Palocci. A presidente ainda deve discutir com Lula o destino do seu ministro. (Págs. 1 e Poder A6)

Análise: Dilma depende mais do PMDB do que gostaria

O PMDB exibe uma coesão que não existia sob FHC nem Lula. Pressionada, Dilma desengaveta pedidos de nomeação do partido, diz Josias de Souza. (Págs. 1 e Poder A8)

Foto legenda: Morte na fronteira

Manifestantes sírios fogem de gás lacrimogêneo lançado por tropas de Israel; confrontos na divisa deixaram 22 mortos e 350 feridos (Págs. 1 e Mundo A12)

Investimento em imóveis lidera em rentabilidade

O investimento em imóveis foi o mais rentável em 2010, em São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Na capital paulista, o valor dos lançamentos disparou ate 71%. Na média, os preços saltaram 34,4%. (Págs. 1 e Folhainvest B1)

Pesquisa dá vitória a esquerdista em disputa no Peru

Pesquisas de boca de urna divulgadas no início da noite de ontem indicavam o esquerdista Ollanta Humala como vencedor da eleição presidencial do Peru, informa a enviada Patrícia Campos Mello. (Págs. 1 e Mundo A13)

Em Portugal, direita derrota Partido Socialista

O Partido Socialista português obteve sua pior votação em 20 anos. O ganhador foi o Partido Social Democrata, de direita. O próximo premiê será o economista Pedro Passos Coelho, relata o enviado Vaguinaldo Marinheiro. (Págs. 1 e Mundo A14)

Luiz Felipe Pondé

Em um jantar inteligente, pobre fica só na cozinha (Págs. 1 e Ilustrada E10)

Broto de feijão pode ser a causa das infecções (Págs. 1 e Mundo A15)


Editoriais

Leia "Plebiscito-equivocado", que critica a possível divisão do Pará, e "Vagas cortadas", sobre decisão do MEC de diminuir a oferta em faculdades ruins. (Págs. 1 e Opinião A4)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Dilma decidirá futuro de Palocci após parecer do procurador-geral

Posição de Roberto Gurgel sobre as suspeitas envolvendo o ministro deve sair na quarta-feira

Em conversa por telefone, a presidente Dilma Rousseff acertou ontem com Antonio Palocci que aguardará o posicionamento da Procuradoria-Geral da República a respeito das suspeitas que pairam sobre o chefe da Casa Civil antes de tomar uma decisão sobre o caso.

Existem duas razões para esperar pela manifestação do procurador-geral Roberto Gurgel – o que pode ocorrer na próxima quarta-feira. Primeiro, caso afaste Palocci de imediato, Dilma corre o risco de depois ser cobrada por uma atitude injusta, se a procuradoria não encontrar motivos para abertura de inquérito. Porém, se Gurgel apontar indícios de irregularidades, o afastamento de Palocci seria facilitado, para que não se atrapalhem as investigações. Há 22 dias, o ministro está sob ataques da oposição e de setores da base aliada por causa do rápido aumento de patrimônio. Nesse fim de semana, houve mais desgaste com a divulgação de que Palocci aluga um apartamento de 640 m², em bairro nobre de São Paulo, de uma empresa que usaria laranjas e endereços falsos. (Págs. 1 e Nacional A4)

Foto legenda: Categoria critica postura de Cabral

Colegas e familiares pedem a soltura dos 439 bombeiros detidos na ocupação do quartel no Rio. Pelo Código Militar, eles podem pegar até 10 anos de prisão. Mas juristas acham a pena improvável: "O processo não acabaria nem em 50 anos", diz o advogado José Carlos Tórtima. (Págs. 1 e Cidades C5)

Humala vence eleição no Peru, diz boca de urna

Segundo pesquisas de boca de urna, divulgadas ontem logo após a votação, o candidato nacionalista Ollanta Humala obteve 52,6% dos votos contra os 47,4% da conservadora Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Quase 20 milhões de peruanos escolheram o sucessor de Alan García, em mais de 100 mil locais de votação. (Págs. 1 e Internacional A10 e A11)

Opinião
Mario Vargas Llosa
Escritor peruano
"Nós nos livramos de uma ditadura que foi corrupta e sangrenta e que queria voltar ao poder"

Portugueses elegem um governo de centro-direita

Pedro Passos Coelho, líder do Partido Social Democrata (PSD), foi eleito com margem surpreendente: 38,6% dos votos válidos, superando em 10 pontos o atual premiê, José Sócrates, que renunciou a liderança do Partido Socialista (PS). (Págs. 1 e Internacional A12)

Obras em rodovias não saem do papel

Levantamento feito pelo Estado mostra que concessionárias de estradas federais só investiram 55% do valor definido em contrato para os três primeiros anos. Projetos que deveriam ser entregues em 2012 só ficarão prontos em 2015. Outros ainda nem têm previsão de início. (Págs. 1 e Economia B1, B3 e B4)

Brasil libera entrada de carros argentinos (Págs. 1 e Economia B11)


Broto é outro suspeito no surto de 'E. coli' (Págs. 1 e Planeta A17)


Denis Lerrer Rosenfield

Código ambiental internacional

A Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável, em 2012, será uma oportunidade para discutir sem encenações a "economia verde". (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas & Informações

O nefasto efeito Palocci

Só há uma maneira de colocar um ponto final na crise: a afastamento do ministro da Casa Civil. (Págs. 1 e A3)


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Correio Braziliense


Manchete: E vêm aí transtornos...

Pelo menos 180 mil passageiros serão prejudicados diariamente com a decisão da categoria de retirar 30% dos motoristas das ruas nos horários de pico (das 6h às 7h e das 16h às 18h). Resultados: ônibus superlotados, metrô sobrecarregado, atrasos no trabalho, trânsito ainda mais engarrafado. Os profissionais querem 16,69% de aumento salarial. Os donos das empresas só atenderão se o valor das passagens aumentar. Caso a reivindicação não seja atendida, no dia 13 a greve será geral.

Nos ônibus
As paralisações têm afetado 90 mil pessoas por turno — 180 mil ao dia. O intervalo das viagens aumentará. Os coletivos, que já transportam em média 100 passageiros cada, ficarão ainda mais cheios e apertados.

No metrô
Os moradores da região sul (a partir de Ceilândia), que usam o sistema, começaram a enfrentar vagões lotados e mais demora. A empresa aumentou o número de empregados e estendeu o horário de pico, em que são usados 24 trens, para até as 10h, como forma de dar vazão ao excedente.

Nas ruas
A PM avaliou ontem que a quantidade de veículos (850 mil/dia) aumentaria em 10%, piorando os engarrafamentos, e pediu mais paciência e atenção aos motoristas. A previsão é de que o transtorno seja maior nas entradas de Taguatinga e Sobradinho.

No comércio
Com as faltas e os atrasos, os varejistas devem faturar de 30% a 40% menos. (Págs. 1, 17 e 18)

Seis cidades do DF ficam sem energia

Moradores de Ceilândia, Guará, Samambaia, Park Way, Candangolândia e Taguatinga sofreram com a falta de luz durante toda a tarde de ontem. Comerciantes fecharam portas e reclamaram o prejuízo. O motivo do apagão, que começou ao meio-dia, foi uma pane em uma das linhas de transmissão que liga Furnas à estação Brasília Sul-Samambaia II. (Págs. 1 e 22)

Grata, Dilma reluta sobre Antonio Palocci

A presidente fez contatos com Lula para saber se mantém o ministro na Casa Civil. A decisão, no entanto, não depende apenas do antecessor. Integrantes da base aliada lembram a gratidão pelo papel que Palocci desempenhou na campanha. (Págs. 1 e 5)

20 palestinos morrem em manifestação (págs. 1 e 12)


Brasileiros dão calote de R$ 59 bi em bancos (págs. 1 e 8)


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Valor Econômico


Manchete: Investidores acham brechas para escapar do IOF maior

Os investidores externos têm encontrado formas para escapar do pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os recursos aplicados no mercado financeiro brasileiro. Desde outubro, o IOF é de 6% sobre o dinheiro que entra para renda fixa e de 2% para ações.

"O mercado sempre encontra soluções criativas para driblar impostos com tal velocidade que o fisco e os reguladores não conseguem acompanhar", diz Alexandre Tadeu Navarro, sócio da Navarro Advogados. "Dessa vez não tem sido diferente", comenta. "Depois do IOF, novas estruturas para investimento direto têm aparecido", confirma Andrea Bazzo Lauletta, sócia do Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados.

De acordo com Navarro, o investidor externo pode, por exemplo, abrir uma sociedade anônima. Essa empresa então investe em outra companhia que, por sua vez, aplica em outra companhia, que coloca o dinheiro em um fundo de investimento em cotas (FIC) de outros fundos. O FIC Multimercado vai então investir, finalmente, em Fundos de Investimento Financeiro (FIFs), os fundos de renda fixa, ou em fundos de ações. (Págs. 1 e C1)

Aeroportos vão competir nas regiões

A concessão de aeroportos dará às empresas concessionárias liberdade para fixar tarifas e, inclusive, para treinar e empregar seus próprios controladores de tráfego aéreo, atividade hoje subordinada à Aeronáutica. O ministro da recém-criada Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, disse ao Valor que será adotado o modelo americano, em que cada aeroporto tem uma autoridade máxima. Para estimular a competição entre aeroportos, segundo o ministro, a empresa que ganhar uma concessão numa região não poderá ter outra na mesma área. Quem administrar Guarulhos, por exemplo, não poderá cuidar de Viracopos. Ele revelou que estuda a concessão do Galeão e de Confins. (Págs. 1 e A14)

Foto legenda: Vitória em tempos difíceis

Pedro Passos Coelho, líder do conservador Partido Social Democrata (PSD), deverá chefiar o novo governo português após as eleições legislativas realizadas ontem. (Págs. 1 e A11)

Exploração de gás se aproxima de Abrolhos

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) concedeu pela primeira vez licença de operação para exploração de gás em região próxima ao santuário ecológico do arquipélago de Abrolhos, na costa da Bahia.

A licença de "perfuração exploratória" de gás, concedida à empresa Queiroz Galvão Exploração e Produção, até 2013, impõe condicionantes inéditas. Pela primeira vez, exigirá o uso de mecanismos para detecção noturna de eventuais vazamentos de petróleo no mar e a presença permanente de duas embarcações tipo navios-tanque equipados para conter e recolher possíveis derramamentos de óleo.

As operações no poço licenciado ocorrerão, segundo o Ibama, a 250 km das cinco ilhas integrantes do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, criado em 1983, considerado um santuário para a biodiversidade. Além de tartarugas-marinhas e atobás, a região é considerada um dos melhores lugares para avistar baleias jubarte e uma grande fauna marinha. Os recifes de coral de Abrolhos estão entre os mais exuberantes ecossistemas do mundo. A região possui a principal formação de corais do Atlântico Sul. (Págs. 1 e B7)

Futuro de Palocci na Casa Civil divide governo e PT

Depois de dar vagas explicações públicas sobre o aumento vertiginoso de seu patrimônio, que se multiplicou por 20 em quatro anos, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, conta com a divisão existente no governo e nos partidos da base aliada para se manter no cargo.

A presidente Dilma Rousseff teria gostado do fato de Palocci ter procurado distanciar as suspeitas que recaem sobre ele de uma crise de governo. Muitos líderes da base aliada, no entanto, não acham que Palocci foi eficiente, segundo apurou o Valor, porque seu problema desgastou e fragilizou o governo no Congresso.

Palocci deve pedir demissão espontaneamente apenas se o parecer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, lhe for contrário. (Págs. 1 e A10)

SIG inaugura fábrica e prevê duplicação

A fábrica de embalagens longa vida do grupo suíço SIG Combibloc será inaugurada hoje, em Campo Largo, no Paraná, e começa a operar com 100% da capacidade tomada, levando a empresa a planejar sua duplicação em até dois anos. É a primeira iniciativa na América do Sul, que agora ganha importância nos planos de internacionalização da companhia, segundo seu presidente, Rolf Stangl. Mesmo antes de ter produção própria na região, as vendas na América do Sul já cresciam mais aceleradamente do que a média mundial. Com capacidade de produção inicial de 1 bilhão de embalagens por ano, a unidade atenderá tanto o Brasil quanto a América do Sul, especialmente o Chile. (Págs. 1 e B8)

Participação nos resultados amplia peso na remuneração

As montadoras estão pagando Participação nos Lucros e Resultados (PLR) até 40% superior aos já elevados valores do passado. O teto pago em PLR em 2010 - R$ 10,8 mil concedidos pela Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (SP) - pode virar piso em 2011. Para os 3,2 mil metalúrgicos da Volvo, em Curitiba (PR), o benefício este ano foi igual a 7,5 salários (R$ 15 mil). Benefícios relevantes como esse, entretanto, se restringem a poucas categorias, como a dos metalúrgicos, uma das mais especializadas.

Quando foi criada, em 1994, a PLR era vista pelos sindicatos como "arma de cooptação" dos trabalhadores, que recebiam o bônus condicionado ao cumprimento de metas de produção. "Trata-se de uma política de salários muito interessante para as empresas", diz Christian Mattos, consultor sênior da Towers Watson. "Na indústria, principalmente, onde a folha de pagamentos costuma representar 8% dos custos totais de produção, uma PLR elevada não onera o caixa e amplia a produtividade".

A negociação de bônus é a causa da paralisação de um mês da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR), onde o sindicato reivindica o pagamento de R$ 12 mil de PLR a 3,1 mil metalúrgicos, mesmo valor acertado com a Renault. (Págs. 1 e A3)

Ganhos do Citi com a alta renda

A estratégia do Citibank de dar prioridade aos clientes de alta renda nas operações de varejo, retomada há dois anos, ganha mais chances de sucesso com o cenário atual de crescimento da economia e dos salários dos brasileiros. "O Brasil mudou muito desde 2006 e focar nesse nicho é possível porque o mercado cresceu", diz Paula Cardoso, principal responsável pela área no Citi. Ou seja, o banco aposta que é possível crescer e até adquirir certa escala mesmo com o foco restrito. Da base atual de 403 mil clientes, 67% têm renda mensal superior a R$ 4 mil. "O público de alta renda consome quatro vezes mais produtos bancários do que os clientes de baixa renda", lembra Paula. (Págs. 1 e C8)

Governador do Rio, Sergio Cabral, acusa bombeiros (Págs. 1 e A6)


Governo rejeita um novo pedido de salvaguarda contra a China (Págs. 1 e A2)


'Come-cotas' leva R$ 3,4 bi dos fundos em maio (Págs. 1 e D4)


Eleições no Peru

Pesquisas de boca-de-urna divulgadas ontem após o segundo turno da eleição presidencial no Peru indicavam a vitória do esquerdista Ollanta Humala sobre a direitista Keiko Fujimori. (Págs. 1 e A11)

Rússia impõe dilema ao Brasil

O Brasil terá que decidir entre o curto e o longo prazo na disputa com a Rússia sobre carnes. As negociações em Genebra deixam claro que, quanta mais concessões tentar obter para o acesso da Rússia na OMC, mais Moscou levantará problemas sanitários. (Págs. 1 e B12)

Voto a distância

O Projeto de Lei 13, originário da Medida Provisória 517, altera a Lei das SA que passa a admitir o voto a distância em assembléia de acionistas. Caberá à CVM regulamentar o texto e determinar a forma de votação, se por meio eletrônico ou pelo correio. (Págs. 1 e D1)

Meio ambiente

Não faz muito tempo, a palavra "negócio" era tabu entre as organizações ambientalistas. Hoje é vista como aliada para salvar o planeta, afirma o biológo Carlos Alberto Scaramuzza, superintendente de conservação do WWF-Brasil. (Págs. 1 e Caderno especial)

CVM aperta regulação a agentes

Instrução 497 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determina que os agentes autônomos têm de ser pessoa física e só podem estar vinculados a uma única corretora. (Págs. 1 e D2)

Herança no exterior

O Tribunal de Justiça de São Paulo declarou inconstitucional dispositivo da Lei nº 10.705 que prevê a cobrança do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) em inventários ou doações realizadas no exterior. (Págs. 1 e E1)

Trabalho aos domingos

Decisão do Tribunal Superior do Trabalho estabelece que o funcionamento de estabelecimentos comerciais aos domingos e feriados depende de previsão em acordo coletivo e na respectiva legislação municipal. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Renato Janine Ribeiro

Nunca antes na história deste país tivemos um vice-presidente poderoso como Michel Temer. (Págs. 1 e A6)

Ideias

C. E. Gonçalves e Fabio Kanczuk

Para derrubar a inflação, não há truques: é preciso que a política econômica reduza o crescimento. (Págs. 1 e A12)

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sábado, junho 04, 2011

EDITORIAL II [In:] CARTA AO CHICO. Disponível na rede (www).

...
CARTA ABERTA AO CHICO BUARQUE, DO SEU VIZINHO.

Chico,
Confesso que fiquei chocado ao vê-lo desfilar na passarela da Dilma, cantarolando como se estivesse a defender uma causa justa, honesta e patriótica.Logo você, Chico, que ganhou tanto dinheiro encantando a juventude da década de 1970 com parolas em prosa e verso sobre liberdade e moralidade. Percebo que aquilo que você chamava de ditadura foi, na verdade, o grande negócio da sua vida. Afinal, você estava à toa na vida. Você deveria agradecer aos militares por tudo o que te fizeram, porque poucos, muito poucos, ganharam tanto dinheiro vendendo ilusões em forma de música e poesia como você. Estou agora fazendo essa regressão, após vê-lo claudicante como A Mulher de Aníbal no palanque do Lula e da Dilma. Claro que deu para perceber o seu constrangimento, a sua voz trêmula e pusilânime, certamente sendo acusado pela sua consciência de que estava naquele momento avalizando, endossando todas as condutas deste governo trêfego e corrupto. Nunca, jamais imaginei, Chico, que você pudesse se prestar a isso algum dia. Mas é possível antever que apesar de todos vocês, amanhã há de ser outro dia. Quando chegar o momento, esse nosso sofrimento, vamos cobrar com juros. Juro ! Você, como avalista, vai acabar tendo que pagar dobrado cada lágrima rolada. Você vai se amargar, Chico, e esse dia há de vir antes do que você pensa. Não sei como você vai se explicar vendo o céu clarear, de repente, impunemente. Não sei como você vai abafar o nosso coro a cantar, na sua frente. Apesar de vocês, Chico, amanhã há de ser outro dia. Estamos sofrendo por ter que beber essa bebida amarga, dura de tragar. Temos pedido ao Pai que afaste de nós esse cálice, mas quando vemos você, logo você, brindando e festejando com todos eles, só nos resta ficar cantando coisas de amor e olhando essa banda passar. E pedir que passe logo, porque apesar de vocês amanhã há de ser outro dia.
Estamos todos cada qual no seu canto, e em cada canto há uma dor, por conta daquela cachaça de graça que a gente tem que engolir (lembra ?), ou
a fumaça e a desgraça que a gente tem que tossir. Só espero, Chico, que as músicas que você venha a compor em parceria com os seus amigos prosélitos de palanque não falem mais de amor, liberdade, moralidade e ética - essas coisas que você embutia disfarçadamente nas suas letras agora mortas de tristeza e dor. Será por isso que há ANOS não vemos uma música nova sua? Não fale mais disso - não ficará bem no seu figurino agora desnudo. Tente compor, iludir, dançar e se alegrar com todos eles. Ganhe lá o seu dinheiro, entre na roda e coloque tudo na sua cueca - ou onde preferir - mas não iluda mais os nossos jovens com suas músicas, resumidas hoje apenas na sua gloriosa “A Volta do Malandro”.
Assinado,

Seu Vizinho ao Lado...

...e mais umas centenas de milhares de ex-fãs desolados.
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Em tempo: Enquanto Chico levou vantagem na ditadura a irmã dele está levando vantagem nestes tempos de "ditadura" do PT. Vide o escândalo das diárias que ela teve de devolver...

EDITORIAL [In:] VALE A PENA POSTAR NOVAMENTE. OS EDUCADORES NÃO PODEM SE OMITIR.

14/05/2011

às 4:35

Livro didático faz a apologia do erro: exponho a essência da picaretagem teórica e da malvadeza dessa gente

Escrevi, posts abaixo, um primeiro texto sobre um livro de língua portuguesa chamado “Por Uma Vida Melhor”, que faz a apologia do erro, embora uma das autoras tente negar o óbvio. Demonstrarei a fraude intelectual e técnica em que se sustenta a tese daqui a pouco. Começo este texto pelo óbvio: o nome é péssimo. “Por Uma Vida Melhor” pode ser título de livro de medicina, de religião e de auto-ajuda, mas não de língua. Gabriel Chalita, que me lê com enorme prazer secreto, vai pensar: “Esse nome me pertence”, enquanto escreve seu 437º volume sobre filosofia criativa, depois de mandar mais uma carta fofa para o padre Fábio de Melo, aquele que canta e encanta.

Terá certamente uma vida melhor o aluno que dominar o instrumental da norma culta da língua, contra o qual o livro se posiciona abertamente. Assim, esse “instrumento didático” que conta com o endosso do MEC, se algum efeito tiver, será no sentido de piorar a vida do estudante; na melhor das hipóteses, contribui para mantê-lo na ignorância.

Onde está a fraude intelectual do negócio? Sim, é um negócio! Abaixo, segue reproduzida uma página do livro em que os autores defendem porque é perfeitamente aceitável dizer e, fica claro!, escrever:
“Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado“.
Leiam. Raramente vi uma vigarice intelectual em estado tão puro. Volto em seguida (se a leitura estiver difícil, clique na imagem que ela será ampliada).

livro-didatico2

O que vai acima é só uma conversa mole descrevendo por que, para usar a linguagem técnica, o “emissor” conseguiu transmitir uma “mensagem” eficiente. Ocorre que o fenômeno da comunicação e, por conseqüência, da cultura vai, e tem de ir, muito além da simples eficiência. Ora, comunicamo-nos o tempo todo por códigos que não são verbais. Um simples arquear de sobrancelhas diz muito mais, a depender do contexto - como bem sabem todos aqueles que têm filhos adolescentes - do que um discurso articulado em palavras. Nem por isso a escola vai se ocupar agora de decodificar esses sistemas pessoais de comunicação.

Uma coisa é explicar por que uma mensagem fora do padrão formal da língua funciona; outra, diferente, é atestar a sua validade como uma variante da língua. Não dá! Português não é inglês, por exemplo. Na nossa língua, os adjetivos têm flexão de gênero e número, e os verbos, de número. Quem dominar com mais eficiência esse instrumental terá vantagens competitivas vida afora. O que esses mestres estão fazendo, sob o pretexto de respeitar o universo do “educando”, como eles dizem, é contribuir para mantê-lo na ignorância.


Uma das autoras, Heloisa Ramos, concedeu uma entrevista ao iG e demonstrou que tem talento para humorista involuntária. Ela nega que o livro faça a apologia do erro e afirma: “Esse capítulo é mais de introdução do que de ensino. Para que ensinar o que todo mundo já sabe?” Boa pergunta, minha senhora! Pra que ensinar alguém a falar errado se todo mundo já sabe fazê-lo por conta própria, não é mesmo? Sem contar que o erro, convenham, não tem norma, certo? Cada um fica livre para cometê-lo à sua maneira.

Dona Heloísa tenta negar o que seu livro explicita. Acima, nas suas páginas, lê-se com clareza inequívoca: “É importante que o falante de português domine as duas variantes e escolha a que julgar adequada à sua situação de fala”.

Faço a pergunta de sempre de Didi Mocó? “Cuma???” Ao que Mussum emendaria: “Só no forévis do povo!!!” Bons tempos em que falar errado era norma entre os “Os Trapalhões”!

Huuummm… Diga aí, professora: quando é que o erro é mais adequado do que o acerto?

A mestra segue com seu talento para o humorismo na conversa com o iG:
“Não queremos ensinar errado, mas deixar claro que cada linguagem é adequada para uma situação. Por exemplo, na hora de estar com os colegas, o estudante fala como prefere, mas, quando vai fazer uma apresentação, ele precisa falar com mais formalidade. Só que esse domínio não se dá do dia para a noite, então a escola tem que ter currículo que ensine de forma gradual” .

Uau! Entendi a preocupação. Fico cá a imaginar os estudantes se martirizando, na conversa com os colegas, preocupados em empregar a norma culta, muitas vezes ensinada com o brilho que sabemos, tendo como instrumento didático um livro como “Por Uma Vida Melhor”… De resto, como diria a doutora, por que contestar o que ninguém afirmou? Quem é que disse que o domínio da norma culta vai se dar do dia pra noite?

Pra que escola?
Escola é lugar de formalização do conhecimento, segundo o padrão culto, sim, senhor! Como teria dito o próprio artista, para que se possa pintar como Picasso aos 70 anos, é preciso saber pintar como Rafael aos 5, entenderam? O leitor sabe que este escriba mesmo mescla a tal norma culta ao uso informal e sem gravata da língua. Para que se chegue a ter um estilo, uma escrita pessoal, é preciso que se tenha o domínio do instrumental técnico.

Ninguém precisa de professor, minha senhora, para se comunicar de modo eficiente com os seus pares. Fosse assim, os analfabetos morreriam à míngua; fosse assim, Brasil afora, a nação estaria esfaimando. Os professores existem justamente para lembrar que a norma culta existe, que ela é importante, que, à diferença de servir à discriminação, é uma corretora de diferenças e de desigualdades.

Nem Paulo Freire…
Lá vou eu mexer com uma das divindades brasileiras - como se divindades humanas me constrangessem… Nem Paulo Freire ousou tanto na estupidez militante. Ele foi o criador de um método de alfabetização de adultos que se pretendia revolucionário. A partir do chamado “universo do educando”, de uma palavra que remetesse a um objeto ou realidade que fizesse parte do seu cotidiano, iniciava-se a alfabetização, que corresponderia, na verdade, a um processo de conscientização política que conduziria à libertação. Libertação do quê? De muita coisa, mas basicamente da tirania do capital.

Tratava-se um “bobajol” formidável, mas se diga uma coisa ao menos em defesa de Paulo Freire: sempre defendeu o uso da norma culta. Naqueles bons tempos, as esquerdas ao menos acreditavam na alfabetização do povo - para fazer revolução, claro!, mas acreditavam.

O neoesquerdismo do miolo mole, na sua fase de apologia do pobrismo, desistiu dessa bobagem. Esses vigaristas intelectuais estão certos de que o povo desenvolveu valores que lhe são próprios, que o distinguem da chamada “cultura da elite”. E deve ser respeitado por isso. A chegada do Apedeuta ao poder, com a sua compulsão de fazer a apologia da ignorância, parece dar razão prática a essa estupidez. Até parece que a complexa equação econômica em que se meteu o petismo, tendo de conservar os fundamentos do governo anterior, foi comandada por prosélitos do analfabetismo. Não foi! Ao contrário! Quem cuidou da operação foram pessoas com sólida formação intelectual.

Dona Heloísa, uma deslumbrada com o “povo”, não sabe quão reacionária está sendo; não tem idéia do autoritarismo que está na base de sua teoria. Não quero usar o exemplo pessoal. Mas sei de gente que se livrou da pobreza extrema apenas porque conseguia dominar determinados códigos de uma cultura que não seria própria àquela faixa de renda.

Pessoas que desrespeitam os pobres fazem de sua pobreza uma cultura alternativa. Gente decente reconhece o valor intrínseco de certas conquistas - como o domínio da norma culta da língua - e luta para que o acesso a esse código seja um direito de todos.

Ouvido, o MEC defendeu a adoção da obra como um dos livros de referência. Alguém aí se surpreendeu? Para encerrar: tentamos saber por que a nossa escola é tão ruim. A vertente esquerdopata-sindical vai acusar a falta de recursos e os baixos salários dos professores. Não ganham bem, mas, dada a realidade brasileira, também não ganham tão pouco. Não importa! Dêem um salário milionário à categoria, e não sairemos do pântano enquanto valores como o que orientam a estupidez acima forem influentes. Um dos fatores que conduziram o ensino brasileiro ao desastre que aí está foi a substituição do conteúdo pelo proselitismo, trabalho conduzido pelas esquerdas “sindicalentas” da educação.

Texto publicado originalmente às 19h25 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo
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sexta-feira, junho 03, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] CONTAMINAÇÃO. BACTÉRIA E. COLI
















Homenagem aos chargistas brasileiros.
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GOVERNO DILMA/BASE ALIADA [In:] DEGOLA À VISTA e a prazo !

PMDB exibe Lula, não Dilma

PMDB exibe Lula, e não Dilma, em programa de TV


Autor(es): agência o globo: Cristiane Jungblut
O Globo - 03/06/2011

BRASÍLIA. Num momento em que o governo Dilma Rousseff enfrenta sua primeira grave crise política, devido às denúncias contra o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, o PMDB elegeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como estrela do seu programa eleitoral gratuito veiculado ontem no rádio e na televisão. A presidente Dilma Rousseff foi a grande ausência. Segundo integrantes da cúpula do partido, Lula aceitou prontamente o convite para gravar uma participação especial, enquanto Dilma recebeu convite, mas foi aconselhada por sua assessoria a não gravar.

A explicação é que haveria empecilhos jurídicos. Mas ficou a promessa de que Dilma apareceria no próximo programa do PMDB.

- O Lula não é mais presidente, e a intenção foi mostrar que ele teve o apoio do PMDB durante todo o tempo. A presidente Dilma, se gravasse, teria que gravar para todos os partidos - justificou o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).

Apesar de todos os problemas recentes do PT e do governo com o PMDB, Lula aparece no final do programa, agradecendo o apoio do partido nos seus oito anos de mandato. De forma rápida, diz que o governo Dilma tornará essa "aliança ainda mais forte".

- As minhas palavras nesse programa do PMDB são de agradecimento pelo apoio que o partido deu ao meu governo. Juntos, conquistamos muita coisa para o povo brasileiro. Estou convencido de que, com a presidente Dilma, e com o presidente Temer construiremos aliança mais sólida ainda - disse Lula.

Em seguida, o vice-presidente Michel Temer aparece afirmando que o governo Dilma consolidará as conquistas do governo Lula:

- (...) Tivemos uma eleição difícil, ganhamos juntos e vamos governar juntos. Hoje ,a presidente Dilma e eu temos a responsabilidade de governar para todos os brasileiros e assim o faremos. Dar sequência a um projeto que começou com o presidente Lula, teve nosso apoio e do qual hoje nos orgulhamos. Com a presidente Dilma vamos ampliar nossos projetos.

A apresentadora disse que o PMDB era muito criticado por querer cargos, respondendo que "o PMDB não pede cargos, divide trabalho".

Sem Dilma, o programa foi um desfile de ministros e caciques do partido. O primeiro a aparecer foi o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmando que no seu governo é que surgiram várias políticas sociais, como o seguro-desemprego. Em seguida, falaram Raupp; o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL); o prefeito do Rio, Eduardo Paes; o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN); e o senador Eunício Oliveira, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ); e quatro ministros.

O PMDB mostrou suas novas conquistas: Paulo Skaf e o deputado Gabriel Chalita (SP).


GOVERNO DILMA/PALOCCI [iN:] da série: P i l a T o s

JÁ SEM APOIO DO PT, PALOCCI PROMETE EXPLICAÇÃO PÚBLICA

PT LAVA AS MÃOS SOBRE PALOCCI


Autor(es): agência o globo: Maria Lima
O Globo - 03/06/2011

Mas Planalto intervém e impede nota dizendo que crise é do governo, não do partido


A Executiva Nacional do PT se reuniu ontem e não fez qualquer gesto de apoio ao ministro Antonio Palocci, da Casa Civil, sob suspeita diante da evolução patrimonial que teve quando deputado federal e coordenador da campanha presidencial de Dilma Rousseff. O apoio estava descartado desde a véspera, e, ontem de manhã, dirigentes chegaram a divulgar que uma resolução da Executiva indicaria que a crise envolvendo o chefe da Casa Civil é uma questão de governo, e não partidária. O Palácio do Planalto entrou em campo e impediu a divulgação dessa resolução. Mas a operação palaciana não evitou que três dos 12 membros da Executiva e um integrante do Diretório Nacional defendessem a saída imediata do ministro durante as reuniões de ontem.

No fim da tarde, depois de dois encontros com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, anunciou que a Executiva considerou melhor esperar que Palocci viesse a público dar explicações complementares, o que deve acontecer hoje, sobre o aumento substancial em seu patrimônio e suas atividades como consultor.

Ao longo da reunião de ontem da Executiva, quatro dirigentes petistas defenderam a saída imediata de Palocci da Casa Civil. Pediram sua demissão, durante a reunião, o secretário-geral, Elói Pietá; Renato Simões, secretário nacional de Movimentos Populares; Carlos Árabe, secretário nacional de Formação Política, e Walter Pomar, membro do Diretório Nacional que também participou da reunião.

- Eles argumentaram que, se o Palocci permanecesse no cargo, o tiroteio ia continuar e poderia respingar no PT e no governo Dilma - relatou um dos presentes.

Petistas creem em queda de Palocci

Durante o encontro da Executiva Nacional, nos bastidores, dirigentes petistas fizeram avaliações pessimistas sobre a permanência de Palocci no cargo, mesmo após sua fala de hoje. E reservadamente já falam em nomes que podem substituí-lo, entre eles a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Para a maioria dos petistas ouvidos, a queda de Palocci é uma questão de tempo e de como operá-la sem maiores traumas para o governo Dilma Rousseff.

O clima entre os petistas era de estranhamento com o volume de recursos que entraram para a empresa de Palocci, a Projeto Consultoria, num momento em que a campanha presidencial e os candidatos do partido enfrentavam dívidas vultosas - o faturamento da empresa teria sido de mais de R$20 milhões no ano passado. Mais estranho ainda, diziam os petistas reservadamente, é que ocorreu no momento em que Palocci era um dos arrecadadores de doações para o partido.

- O que mais assustou o partido foi a compra de um apartamento de R$6,6 milhões logo depois da eleição, quando os candidatos nos estados estavam se endividando para chegar ao fim da campanha - comentou um dos dirigentes.

No final da tarde, o clima ainda era de ceticismo, mesmo após as declarações do ministro Gilberto Carvalho de que Palocci irá se explicar. No comando do PT, poucos acreditam, de fato, que ele consiga se segurar no cargo com sua fala pública ou mesmo uma decisão favorável do Ministério Público.

- O Ministério Público nem deve instaurar inquérito, não vai entregar o Palocci. Isso lhe dá algum um fôlego, mas por quantos dias? - indagava outro integrante da Executiva.

- O problema do Palocci está resolvido. Ele está muito bem de vida! - ironizou outro.

A resolução que já estava pronta, e que o presidente Rui Falcão divulgaria ao final do encontro, diria que o caso Palocci não dizia respeito ao PT, mas ao governo.

- A resolução está pronta, mas eu fico com medo de parecer que nós estamos lavando as mãos. O que a imprensa vai dizer é que estamos negando apoio, e entregando o Palocci - justificou Falcão na última etapa da reunião, no meio da tarde. Mais tarde ele afirmaria: - Continuo sustentando que considero que o ministro Palocci agiu dentro da legalidade, com a lisura que lhe é peculiar desde sempre, e que sua honestidade não está em questão neste momento.

Falcão se encontrou com Carvalho na noite de quarta-feira e ontem pela manhã. O deputado Ricardo Berzoini (SP), ex-presidente do PT, também foi procurado por Carvalho.

- Vamos esperar informações complementares. Uma nota agora sem a totalidade das informações não ajudaria em nada - disse Berzoini.

Na Câmara, o presidente Marco Maia (PT-RS) disse que o fato de o ministro Palocci se explicar hoje, em entrevista ou em pronunciamento, não interferirá na sua decisão sobre a convocação do ministro:

- Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O que ele diz para imprensa não tem impacto no que pode dizer na Câmara e vice-versa. Mas que bom que ele fale! Quanto mais se tratar desse assunto de forma pública, melhor.

GOVERNO DILMA/BRASIL SEM MISÉRIA [In:] da série: "Os miseráveis" (2)

Brasil sem Miséria

Na crise, Dilma lança Brasil Sem Miséria


Autor(es): Tânia Monteiro e Leonencio Nossa
O Estado de S. Paulo - 03/06/2011

Plano se destina a melhorar a vida de 16,2 milhões de pessoas, mas não tem custo definido nem a fonte dos recursos para cumprir a meta


Em meio à crise envolvendo o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, a presidente Dilma Rousseff comandou ontem uma solenidade para lançar o plano Brasil Sem Miséria, destinado a melhorar a vida de 16,2 milhões de pessoas que vivem em casas em que a renda mensal é de até R$ 70 per capita. O governo, no entanto, não definiu o custo do projeto e a fonte dos recursos para cumprir a meta.

A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, informou que o governo estima investir anualmente R$ 20 bilhões no novo plano. Depois, assessores explicaram que desse total R$ 16 bilhões já são gastos com o Bolsa Família. O governo não detalhou de onde vai tirar o "dinheiro novo", isto é, os R$ 4 bilhões.

Nos primeiros dias de governo, Dilma afirmou que o plano de erradicação da miséria só seria apresentado quando estivesse totalmente pronto. Ontem, ministros e assessores demonstraram dificuldades para explicar as diversas ações prevista e causaram confusão com números e valores.

O Brasil Sem Miséria é um pacote de que junta intenções do governo, projetos que não saíram do papel no governo Lula e reafirmações de compromissos da presidente na área social. Por meio de um conjunto de medidas provisórias e decretos, o governo criará uma Bolsa Verde de R$ 300 por trimestre para cerca de 70 mil famílias que vivem em áreas de floresta, incluirá outras 800 mil famílias no Bolsa Família e tentará localizar 16,2 milhões de brasileiros que, segundo o IBGE, vivem em estado de extrema pobreza.

Refém. Em seu discurso, Dilma leu ressaltou que o combate à pobreza é uma "prioridade" de seu governo. Num pequeno palanque em que estava Palocci, centro das atenções na solenidade, a presidente afirmou que o maior problema hoje do governo é resolver o problema dos pobres. "Se somos capazes de dar atenção a problemas e crises, não podemos esquecer da crise mais permanente, do problema maior e mais angustiante que é termos a pobreza crônica instalada no País", afirmou. "Os desafios não me mobilizam, não me tornam refém. Foram eles que me fizeram avançar na vida."

A presidente também rechaçou o "fatalismo" segundo o qual a pobreza existe e existirá sempre. "Isso não é realismo, é cinismo. Estou certa de que devemos e podemos construir nosso caminho para uma sociedade sem miséria, e acredito que nenhum de nós pode fugir dessa luta."

E prometeu ação: "Nós não mais vamos esperar que os pobres corram atrás do Estado brasileiro. O Estado brasileiro deve correr atrás da miséria e dos pobres deste país."

Metas. O Bolsa Família atende hoje 12,9 milhões de famílias. Com o novo plano, a meta é chegar a 13,7 milhões até dezembro de 2013. Ao mesmo tempo, o governo pretende abrir cursos em parcerias com prefeituras e governos estaduais para qualificar trabalhadores e, assim, retirar gradualmente famílias do cadastro do Bolsa Família. O governo pretende ainda aumentar a oferta de crédito e assistência técnica a pequenos agricultores e posseiros que vivem em regiões isoladas e facilitar o acesso da população de baixa renda a serviços públicos de saúde e educação. Ficou acertada ainda a concessão de R$ 2.400 por família, pagos em quatro parcelas, ao longo de dois anos, para apoiar a produção e a comercialização excedente de alimentos. A ideia é atender até 100 mil famílias neste projeto. O pagamento será feito por meio do Bolsa Família.

Dilma informou que o governo vai lançar uma campanha de mobilização "sem apelos emocionais gratuitos e sem dramatizar a miséria", para buscar apoio da sociedade ao novo plano.

PRINCIPAIS PONTOS DO PROGRAMA

l. O governo pretende gastar cerca de R$ 20 bilhões por ano com o programa de erradicação da miséria até 2014. Desse total, R$ 16 bilhões já são gastos com os pagamentos do Bolsa Família

2. Incluir 800 mil famílias no Bolsa Família até 2014 e alterar os critérios de concessão do benefício, que vai atender até cinco crianças e adolescentes (de até 15 anos) por família

3. Conceder sementes e insumos, como adubos, para 253 mil famílias, além de pagar benefícios em dinheiro para a produção e a comercialização excedente de alimentos

4. Bolsa Verde de R$ 300 por trimestre para cerca de 70 mil famílias que vivem em extrema pobreza e que preservem florestas nacionais e vivam de modo sustentável

5.Lançar o programa Água para Todos, que prevê a construção de novas cisternas para o plantio e a criação de animais. A meta é atender 600 mil famílias rurais até 2013

6.Qualificar 1,7 milhão de pessoas de 18 a 65 anos nos centros urbanos e capacitar aproximadamente 60 mil catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis até 2014


GOVERNO DILMA/BRASIL SEM MISÉRIA [In:] da série: "Os miseráveis"

Brasil, da miséria à gorjeta ostensiva

Ação unificada no combate à pobreza


Autor(es): » Igor Silveira, Leandro Kleber e Alana Rizzo
Correio Braziliense - 03/06/2011

Promessa de campanha de Dilma Rousseff, o programa de erradicação da pobreza extrema foi lançado ontem para atingir 16,2 milhões de pessoas. Gente como Francinete, Maria e Luzineide, que moram em uma invasão na UnB e vivem com menos de R$ 70 por mês. Valor que não faz falta para o deputado Tiririca (PR-SP), dono de um salário de R$ 26 mil e que premia o barbeiro da Câmara com R$ 75.


GOVERNO


No lançamento do Brasil sem Miséria, Dilma ressalta a necessidade de integrar as esferas federal, estadual e municipal para encontrar os 16,2 milhões de brasileiros que vivem com até R$ 70 mensais. O programa também vai beneficiar famílias de agricultores

Cinco meses após subir a rampa do Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff iniciou ontem ações para cumprir a principal promessa da campanha eleitoral do ano passado: erradicar a extrema pobreza no país. O plano Brasil sem Miséria é uma megaoperação que reúne os principais programas sociais do governo, com iniciativas de transferência de renda, melhorias em infraestrutura e oferecimento de serviços básicos para famílias que vivem em condições precárias. O objetivo é ousado e prevê, em quatro anos, a ascensão social de 16,2 milhões de pessoas que ganham até R$ 70 por mês (veja arte ao lado).

Durante o evento realizado na manhã de ontem, Dilma enfatizou a necessidade de integrar os gestores federais, estaduais e municipais, além da participação da iniciativa privada para garantir a chegada dos benefícios nos locais mais ermos do Brasil. O Bolsa Família, por exemplo, que atendeu quase 13 milhões de pessoas durante os oito anos de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deverá integrar mais 800 mil famílias.

Dilma quer que os responsáveis pelo plano façam uma busca minuciosa nos estados para encontrar as famílias que vivem em condições de pobreza extrema e ainda não são contempladas. Outra medida será o aumento de filhos beneficiados por família. Atualmente, o governo paga a bolsa para até três crianças. Com o Brasil sem Miséria, esse número sobe para cinco. Isso, claro, aumenta a previsão de gastos com o Bolsa Família. No início do ano, o orçamento estava em R$ 14 bilhões. Agora, o valor ultrapassa R$ 15,3 bilhões.

“A pobreza levou mais de três séculos para entrar na pauta política e fazer parte dos debates nas nossas academias e universidades. Foram precisos mais de quatro séculos para que seu combate se convertesse, de fato, em uma política prioritária de governo. Nossos pobres foram acusados de tudo, inclusive da própria pobreza. Muitos diziam que se nós déssemos o Bolsa Família, eles se conformariam com a pobreza. Essa ideia é absurda”, afirmou Dilma para uma plateia repleta de autoridades da Esplanada dos Ministérios.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ressaltou a ordem de Dilma de ampliar e melhorar a oferta dos serviços públicos. O governo fará uma busca ativa para identificar, especialmente em áreas isoladas, os cidadãos que não têm meios de procurar a ajuda de órgãos públicos. “Não é mais o pobre correndo atrás da ajuda do Estado. É o Estado chegando aonde a pobreza está”, explicou a ministra.

Melhorias no campo
O plano Brasil sem Miséria também terá uma vertente direcionada para o campo. O projeto elaborado pelo governo prevê um aumento de 300% no total de beneficiados pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Agora, serão 225 mil agricultores familiares em situação de extrema pobreza que receberão a ajuda. Os programas sociais também vão oferecer técnicos para auxiliar na produção, apoio na comercialização excedente dos alimentos e subsídio de sementes e insumos. Na parte de infraestrutura, Dilma anunciou a construção de cisternas e a ampliação da rede de energia elétrica e tratamento de água.

Os agricultores que vivem em áreas de floresta e agirem dentro das normas de preservação ambiental serão agraciados, a cada três meses, com R$ 300. O valor, integrado ao Bolsa Família, foi batizado pelo governo de Bolsa Verde.

A expansão dos programas sociais do governo alcançarão, ainda, os catadores de produtos recicláveis. Eles terão acesso à capacitação no processo e receberão inventivos para melhorar a estrutura nas redes de comercialização do material recolhido.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

03 de junho de 2011

O Globo


Manchete: já sem apoio do PT, Palocci promete explicação pública

Dirigentes do partido pedem saída do ministro e articulam substituição

Reunida ontem, a Executiva Nacional do PT não deu qualquer declaração de apoio ao ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e decidiu esperar uma explicação pública dele sobre o aumento de seu patrimônio quando era deputado federal e coordenador da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Dirigentes chegaram a anunciar que o PT divulgaria resolução deixando claro que a crise que envolvia Palocci é uma questão do governo, e não do partido. Mas o Palácio do Planalto interveio, evitando o documento. A operação do Planalto não conseguiu impedir, porém, que quatro dirigentes do PT defendessem a saída imediata do ministro. O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, admitiu que a situação é delicada e eu Dilma pediu explicações ao ministro, o que pode ocorrer hoje. Reservadamente, petistas já falam em nomes para substituir Palocci. (Págs. 1, 3 e 4)

PMDB exibe Lula, não Dilma

Em meio à primeira grande crise política do governo Dilma Rousseff, o programa do PMDB na TV, exibido ontem à noite, teve o ex-presidente Lula como estrela. Segundo o partido, ele aceitou gravar uma participação, mas Dilma teria recusado o convite, alegando empecilhos jurídicos. (Págs. 1 e 9)

Mais um morto, de novo em Eldorado do Carajás

O agricultor Marcos Gomes da Silva foi executado a tiros numa emboscada, ontem, em Eldorado do Carajás, palco do massacre de 19 sem-terra no Sudeste do Pará, em 1996. Marcos é a quinta vítima da onda de assassinatos no campo. Apesar de a polícia descartar ligação com a questão agrária, a Pastoral da Terra diz que é cedo para conclusões. O governo decidiu usar as Forças Armadas nas áreas de conflito. (Págs. 1, 12 e 13)

Na Serra, parece que foi ontem

Pouco mudou na região afetada pela tragédia de janeiro

Cinco meses após a tragédia que deixou 916 mortos na Região Serrana, o tempo não passou. O Globo revisitou as regiões mais atingidas e encontrou os mesmos cenários de destruição, ainda com pedras, escombros e carros retorcidos, além de moradores vivendo em casas soterradas até a metade. Muitos dizem não ter recebido qualquer ajuda do poder pública. (Págs. 1, 17 e 18)

Belo Monte: técnicos deram alerta ao Ibama

Onze das 40 exigências do Ibama para conceder a licença de Belo Monte não foram cumpridas, alertaram técnicos do órgão. Anteontem, a direção do Ibama deu sinal verde à usina. (Págs. 1, 29 e 30)

‘NYT’ tem pela 1ª vez mulher no comando

Jil Abramson, de 57 anos, será a nova chefe do “Nyw York Times”, no lugar de Bill Keller, de 62 anos. Ela terá a missão de fazer o jornal avançar num mundo em que crescem a internet e as redes sociais. (Págs. 1 e 34)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Não sou refém, diz Dilma; Palocci promete respostas

‘Desafios não me imobilizam’, afirma presidente, em discurso em meio à crise

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, em meio à crise em torno do ministro da Casa Civil Antonio Palocci, que ela não vai ser
“refém” de dificuldades.

No lançamento do programa Brasil sem Miséria, que prevê R$ 20 bilhões anuais para beneficiar 16,2 milhões de pessoas até 2014, ela disse: “Os desafios não me imobilizam, os desafios não me tornam refém”.

Questionado se a situação de Palocci é “delicada”, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, respondeu: “Mas continua firme”.

Sob a ameaça de ser abandonado pelo PT e pressionado por Dilma e pelo ex-presidente Lula a dar satisfações sobre a evolução de seu patrimônio – revelada pela Folha -, Palocci se comprometeu a falar publicamente sobre as atividades da sua empresa de consultoria, a Projeto. (Págs. 1 e Poder)

Anatel abre mercado de TV a cabo a teles

O conselho diretor da Anatel aprovou a abertura do mercado de TV a cabo para operadoras de telefonia, eu poderão vender o serviço sem ter de passar por licitação. A nova regra vai ficar em consulta pública por 40 dias e poderá vigorar a partir de outubro.

Na mesma reunião, o órgão decidiu limitar a publicidade nos canais pagos a 15 minutos por hora, o mesmo tempo da TV aberta.

A Anatel também passará a monitorar o cumprimento dos níveis de conteúdo nacional nos canais de programação livre. (Págs. 1, A13 e Poder)

Na TV, PMDB exalta Lula e só cita a presidente

Em propaganda partidária transmitida ontem à noite em rede de rádio e TV, o PMDB exaltou o ex-presidente Lula e apenas citou a presidente Dilma Rousseff, sem mostrar sua imagem.

Lula agradeceu aos peemedebistas pelo apoio dado ao seu governo. (Págs. 1, A7 e Poder)

Bactéria que mata europeus é uma mutação ‘supertóxica’

A Organização Mundial da Saúde informou que o surto infeccioso que já matou 19 pessoas e fez quase 2.000 doentes na Europa está sendo provocado por variedade inédita e “supertóxica” da bactéria E.coli.

Foi detectada mutação de duas formas distintas da bactéria, com genes letais e resistentes a antibióticos. O Reino Unido confirmou sete infectados. (Págs. 1, A14 e Mundo)

Greve prejudica 2,4 milhões de pessoas em SP

Greve na CPTM deixou 2,4 milhões de pessoas sem condução ontem. A paralisação foi suspensa e, no metrô, também foi descartada.

Usuários na região do ABC continuam sem ônibus intermunicipais. Assembléia hoje vai decidir se a greve continua. (Págs. 1, C4 e Cotidiano)

Foto legenda: Sem a alternativa dos trens metropolitanos, multidão forma fila na estação Corinthians-Itaquera, na zona leste de SP (Págs. 1)

Foto legenda: ligação de CPTM e metrô em Pinheiros, vazia dada a greve. (Pág. 1)

Governo russo barra carnes de PR e MT

A Rússia vetou as carnes do PR, do RS e de MT, afetando grandes frigoríficos, como JBS e Brasil Foods. Em 2010, 15% dos embarques do setor foram para o país.

O governo avaliou o caso com “estranheza”. A Rússia apontou questões sanitárias para a decisão. (Págs. 1, B1 e Mercado)

Cotidiano: STF revê sentença definitiva em ação sobre paternidade (Págs. 1 e C7)


Editoriais

Leia “Aeroportos liberados”, sobre plano federal de privatização em Guarulhos Viracopos e Brasília, e “Males do Celular”, acerca de pesquisa da OMS. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Dilma pressiona e Palocci planeja dar explicações

Ministro estuda ir à TV se pronunciar sobre o crescimento de seu patrimônio; petistas lavam as mãos

Pressionado pela presidente Dilma Rousseff a dar explicações sobre o crescimento de seu patrimônio, e sem o apoio do PT, o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) tentará hoje contornar a crise com uma manifestação pública – a ideia era que ele falasse ao Jornal Nacional, da TV Globo. A situação é considerada grave tanto pelo Planalto como por petistas, e sua sobrevivência no cargo depende dos esclarecimentos. A Executiva Nacional do PT lavou as mãos em relação a Palocci. “Nós não entramos no mérito dessa questão”, afirmou o presidente do PT, Rui Falcão. “O assunto Palocci é do governo, não do PT”, afirmou o secretário de Comunicação do partido, deputado André Vargas (PR). O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) admitiu que a crise é delicada. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), deverá anular a votação da convocação do ministro. Os partidos de oposição se preparam para recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal. (Págs. 1 e Nacional A6 e A7)


Colunista
Dora Kramer
Origens da crise

Avaliação de aliados de peso: se Dilma não revisar seus métodos e se o PT não resolver suas disputas internas, o projeto de poder idealizado por Lula pode não ter vida longa. (Págs. 1 e Nacional A6)

Mais um agricultor é assassinado no Pará

O agricultor Marcos Gomes da Silva, 33 anos, foi morto a tiros, diante da mulher e de outras testemunhas, por dois homens encapuzados em Eldorado dos Carajás (PA). Silva teve a orelha decepada após o crime, da mesma forma que o líder extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva, morto há duas semanas com a mulher, Maria do Espírito Santo. A polícia informou que Gomes da Silva não era líder local e suspeita que o crime tenha sido cometido para dificultar a investigação do anterior. (Págs. 1 e Nacional A4)


Brasil sem Miséria

O governo lançou o plano para 16,2 milhões de pessoas que vivem na miséria. Ministros tiveram dificuldade para explicar vários pontos. (Págs. 1 e Nacional A8)


Prova da Fuvest será mais difícil e concorrida

O Conselho de Graduação da USP aprovou modificações que tornarão mais difícil o exame da Fuvest. Entre as mudanças, ficou decidido que a nota da primeira fase valerá na nota final, a nota mínima de corte subirá de 22 para 27 pontos e serão aprovados para a segunda fase de dois a três candidatos por vaga e não mais três, como hoje. (Págs. 1 e Vida A18)


Anatel abre mercado de TV a cabo para as teles. (Págs. 1 e Economia B14)


Câmara de SP pode abrir processo contra Netinho. (Págs. 1 e Cidades C4)


Fotolegenda: Greve de trens tumultua

Passageiros na estação Itaquera do Metrô, cujo movimento cresceu em razão da greve dos ferroviários da CPTM; a categoria decidiu suspender a paralisação, depois de afetar 100% da malha e 2,5 milhões de usuários. (Págs. 1 e Cidades C1)


Notas & Informações

Situação-Limite

Em todos os lados, as reservas de boa vontade com Antonio Palocci parecem esgotadas. (Págs. 1 e A3)


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Correio Braziliense


Manchete: Fim do incentivo fiscal ameaça economia do DF

O cancelamento do programa do GDF que financiava 70% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para empresas que se instalassem no Distrito Federal, decidido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal na última quarta-feira terá forte impacto no setor produtivo local. Mais de 4 mil empresários foram beneficiados, e o fim do incentivo pode provocar um êxodo para outros estados, como Goiás. Além disso, as empresas temem ter que ressarcir os cofres públicos pelo imposto não recolhido ao longo dos anos – o STF não definiu se a medida terá impacto retroativo. A decisão da Corte também deve fortalecer as mais de 600 ações judiciais em que o Ministério Público requer a devolução dos valores ao Fisco. (Págs. 1 e 27)

Fotolegenda: Brasil, da miséria à gorjeta ostensiva

Promessa de campanha de Dilma Rousseff, o programa de erradicação da pobreza extrema foi lançado ontem para atingir 16,2 milhões de pessoas. Gente como Francinete, Maria e Luzineide, que moram em uma invasão na UnB e vivem com menos de R$ 70 por mês. Valor que não faz falta para o deputado Tiririca (PR-SP), dono de um salário de R$ 26 mil e que premia o barbeiro da Câmara com R$ 75. (Págs. 1, 2, 3 e 20)


Fotolegenda: Revolta no ponto de ônibus

Não bastassem os ônibus velhos e a tarifa altíssima, quem depende do transporte coletivo no DF convive há uma semana com o caos provocado por paralisações relâmpago de motoristas e cobradores. No fim da tarde de ontem, revoltados com o locaute que deixou sem transporte moradores de Sobradinho e Planaltina, centenas de passageiros protestaram com barricadas que impediram o trânsito na Rodoviária e na Asa Norte. Em todo o país, uma onda de greves já preocupa o governo federal. (Págs. 1, 13 e 30)

Começa a faltar carro importado nas revendas (Págs. 1 e 15)


Mortes no campo: Depois da execução, o Exército

Governo decide colocar as Forças Armadas à disposição dos estados onde ocorrem conflitos agrários. Ontem, outro trabalhador foi assassinado. (Págs. 1 e 11)


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Valor Econômico


Manchete: Emprego reforça tendência de novos apertos nos juros

O desaquecimento da economia estampado nas estatísticas sobre a produção industrial de abril e a queda da inflação em maio não devem alterar a determinação do Banco Central de promover mais um aumento da taxa básica de juros na reunião do Copom de quarta-feira. Há unanimidade no mercado a respeito disso. Todos os 33 economistas consultados ontem pelo Valor já trabalham com Selic de 12,25% em junho, prevendo, portanto, aumento de 0,25 ponto percentual.

Em Brasília, os sinais vindos da autoridade monetária também indicam que o Copom não se deixará influenciar pelos dados sobre a queda da produção e da inflação. O Banco Central considera que precisa ainda dobrar as expectativas dos agentes econômicos em relação à inflação de 2012, prevista em 5,1%, acima dos 4,5% do centro da meta.(Págs. 1, A2 e C1)

Três fundos compram 47% da Unidas

Três fundos de investimento em participações em empresas, das gestoras Gávea, Vinci e Kinea, fecharam ontem a compra de 47% da locadora de veículos Unidas, que estava em dificuldades financeiras desde a crise de 2008. Cada um dos fundos aportará R$ 100 milhões, totalizando investimento de R$ 300 milhões em aumento de capital. O grupo português SAG manterá parcela majoritária na empresa. Os fundos querem fazer da Unidas uma consolidadora nesse mercado que ainda é muito pulverizado no país. A empresa ocupa a segunda posição, atrás da Localiza. (Págs. 1 e B4)

Embargo a carne é retaliação russa

O embargo da Rússia à carne produzida por 85 frigoríficos brasileiros em três Estados é uma resposta de Moscou ao corpo mole do governo brasileiro em defesa da entrada do parceiro na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Fontes do governo informam que autoridades russas, sobretudo o primeiro-ministro Vladimir Putin, já tinham "deixado clara" ao vice-presidente, Michel Temer, no encontro dos dois em maio, a disposição de retaliação de Moscou às dificuldades impostas pelo Brasil nas negociações para a OMC. A reação desmedida dos russos deve provocar uma ofensiva diplomática brasileira. A Rússia é o maior comprador de carne bovina e suína do país. (Págs. 1 e B12)

Greve torna incerto futuro da Volks no PR

Uma greve que já dura um mês torna incerto o futuro da fábrica da Volkswagen no Paraná. Das 16 unidades da indústria automobilística no país, ela foi é a única a ficar de fora dos vultosos programas de investimentos do setor. Os motivos para isso não foram revelados.

Poucas vezes a indústria automotiva mostrou-se incapaz de reverter um movimento grevista em épocas de mercado aquecido. A direção da montadora queixa-se de intransigência do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e região, em disputa sobre o valor da participação nos resultados. A fábrica enfrenta problemas desde 1999, quando foi inaugurada para abrigar a produção do Audi A3, depois interrompida, e do Golf, que usavam a mesma plataforma. Hoje, ela também produz a linha Fox. (Págs. 1 e B9)


Petra aposta no gás de Minas Gerais

Empresa novata surgida no rastro da busca por petróleo brasileiro em terra, a Petra Energia prepara para julho o início da exploração na bacia do rio São Francisco, em Minas Gerais, com a aposta firme de obter gás. Controlada pelo empresário pernambucano Roberto Viana, com participação de 9% do BTG Pactual, a Petra tem a concessão para explorar 24 blocos no Estado. Ela é dona da maior área de exploração em bacias terrestres do país e, em Minas, tem área maior que todas as concorrentes. O Estado também é o único local onde a empresa não abriu espaço para sócios. A Petra prevê investimentos de R$ 970 milhões até 2013. (Págs. 1 e B9)


Novas tecnologias e internet revolucionam o mundo da TV

Embalada pelo aumento do número de conexões em banda larga no país, a venda de televisores com acesso à internet deslanchou. Em 2009, quando os primeiros modelos chegaram, elas foram de apenas 5,8 mil aparelhos. Em 2010, somaram 403 mil unidades, ou 7,3% do mercado, segundo a consultoria GfK. Para 2011, a expectativa é de 1,6 milhão, estima Rafael Cintra, gerente sênior da área de TVs da Samsung. O preço caiu acentuadamente.

Assistir a um filme, ao episódio de uma série ou mesmo eventos ao vivo já não exige mais o ritual de sentar-se à frente da TV em horário predeterminado. Basta entrar em um site e baixar um aplicativo no smartphone ou tablet para ter acesso a programas a qualquer hora. (Págs. 1 e B3)

Altamira já vive explosão inflacionária

A explosão inflacionária na região de Altamira, como efeito colateral da construção da usina de Belo Monte, pode ser medida pela valorização dos imóveis. O aluguel de um apartamento próximo ao centro da cidade está já próximo ao de imóveis em Brasília, Rio ou São Paulo. Uma quitinete chega a custar até R$ 2,7 mil por mês.

O aumento de preços dificulta os planos do consórcio Norte Energia antes do início da obra. O projeto prevê a construção de 3 mil casas que seriam espalhadas para evitar a formação de vilas isoladas. A escalada imobiliária, porém, tem feito com que a empresa procure alternativas mais afastadas. (Págs. 1 e B1)

Aviação emergente

O Brasil e a Índia foram os mercados que registraram o maior crescimento de passageiros nos vôos domésticos em abril. A alta foi de 23,8% no Brasil e 25,6% na Índia, ante média mundial de 4,7%. (Págs. 1 e B4)


Resistência à compra on-line

Pesquisa divulgada pelo Ipea mostra que somente 19% dos internautas brasileiros usam a rede de computadores para comprar produtos e serviços. O hábito é maior entre as classes mais altas. (Págs. 1 e B4)

CSA tenta deixar poeira para trás

A CSA vai investir R$ 100 milhões em um novo sistema de despoeiramento para solucionar todas as pendências ambientais da siderúrgica fluminense até o primeiro trimestre de 2012, diz Hans Fischer, presidente da Thyssen-Krupp Steel Américas. (Págs. 1 e B8)

Cargill une-se à Usina S. João

Cargill e o Grupo USJ anunciaram a criação de uma joint venture no segmento de açúcar, etanol e bioeletricidade. O negócio, de valor não divulgado, inclui duas usinas da USJ em Goiás, uma delas em construção no município de Cachoeira Dourada. (Págs. 1 e B12)


Alento na bolsa

Após três meses de vendas superiores às compras, o investidor externo voltou com força à bolsa brasileira, deixando um saldo líquido de R$ 2,9 bilhões em maio, resultado mais alto desde setembro. (Págs. 1 e D1)

Brasileiro busca imóvel em Miami

Após se transformar em símbolo dos excessos da bolha imobiliária, o centro de Miami começa a renascer das cinzas com a ajuda de compradores latino-americanos, principalmente brasileiros. (Págs. 1 e D3)

Encontro de contas em precatórios

Começa a se tornar mais comum na Justiça o desconto de dívidas tributárias no pagamento de precatórios contra a União. Essa possibilidade, pouco utilizada até recentemente, está prevista desde 2009, na Emenda Constitucional nº 62. (Págs. 1 e E1)


Idéias

Maria Cristina Fernandes

A privatização dos aeroportos cumpre o papel de dissipar a ideia de que as convicções da presidente carecem de tutela. (Págs. 1 e A6)


Ideias

Armando Castelar Pinheiro

Para o bem e para o mal, desde a crise nossa política monetária é
parcialmente decidida em Washington. (Págs. 1 e A11)

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