A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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segunda-feira, junho 06, 2011
GOVERNO DILMA/PALOCCI [In:] É MENTIRA, TERTA ? (2)
Grata, Dilma reluta sobre Antonio Palocci
| Dilma na hora da decisão |
Autor(es): Vinicius Sassine, Baptista Chagas de Almeida e Diego Abreu |
| Correio Braziliense - 06/06/2011 |
A presidente fez contatos com Lula para saber se mantém o ministro na Casa Civil. A decisão, no entanto, não depende apenas do antecessor. Integrantes da base aliada lembram a gratidão pelo papel que Palocci desempenhou na campanha
Presidente passa o domingo fazendo consultas, inclusive ao ex-presidente Lula, sobre o que fazer com Palocci
A presidente Dilma Rousseff manteve contatos no fim de semana com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para decidir se demite ou mantém Antonio Palocci no cargo de ministro-chefe da Casa Civil. A decisão, porém, não será tomada apenas com base num aval de Lula, fiador de Palocci na composição do novo governo. Na interpretação de integrantes da base aliada, próximos às tomadas de decisão do governo, Dilma tem gratidão por Palocci em razão do papel desempenhado por ele na campanha eleitoral. O então deputado ganhou espaço e deixou de ser apenas uma indicação de Lula, como avaliam lideranças da base aliada. Por isso, o ex-presidente perderia peso na decisão da demissão ou da manutenção no cargo. Mesmo assim, Dilma decidiu consultar Lula antes de decidir o futuro da Casa Civil. "Existe a interferência de Lula, mas, na campanha eleitoral, Palocci ganhou força", diz um dos integrantes da base ouvidos pelo Correio. O ministro da Casa Civil, até ganhar o cargo, foi um dos principais nomes do PT na montagem do governo, durante o período de transição. Antes de Dilma assumir, reunia-se diariamente com Palocci na Granja do Torto, residência oficial adotada pela presidente eleita antes da posse e nos primeiros dias de governo. O papel desempenhado na fase de transição credenciou Palocci para o ministério mais importante e de maior proximidade à presidente. "Lula está a favor dele, o indicou para a campanha eleitoral. Mas Palocci ganhou a confiança de Dilma", diz um deputado da base. Agora, a permanência do ministro do cargo, depois do agravamento da crise desencadeada pela revelação de que ele aumentou seu patrimônio em 20 vezes nos últimos quatro anos, passou a depender de uma análise conjunta de Dilma e Lula. O ex-presidente estaria em Brasília ontem para conversar com Dilma, mas a assessoria dele informou que a viagem não ocorreu. Lula teria passado o dia em São Bernardo do Campo (SP), onde mora. Integrantes da base aliada também não souberam informar se Lula esteve em Brasília. Até o início da noite, o ex-presidente não apareceu no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Lula e Dilma mantiveram contato por telefone. A presidente não tomará a decisão sobre o futuro de Palocci sem consultar Lula. "Ele é a maior liderança política no país. Qualquer decisão precisará ser comunicada a ele", diz um integrante do governo. Em meio ao acirramento da crise política, Dilma recebe hoje o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. É o primeiro encontro desde a posse. Lula esteve com Chávez na semana passada, numa viagem que incluiu Bahamas, Cuba e Venezuela. O ex-presidente voltou da viagem disposto a conversar pessoalmente com Dilma sobre o futuro de Palocci. Um nome cotado pela presidente para a Casa Civil, caso decida pela demissão do atual ministro, é o da diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, amiga de Dilma. Também é cogitada a indicação da atual ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Se isso ocorrer, o Planejamento seria assumido por Paulo Bernardo e, para seu lugar no Ministério das Comunicações, seria indicado o atual secretário executivo da pasta, Cezar Alvarez. Palocci passou o fim de semana recluso, com o telefone celular desligado. A última manifestação do ministro, depois da entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, foi a divulgação de uma nota, por meio de sua assessoria, para negar o teor de uma reportagem publicada pela revista Veja no último sábado. A reportagem aponta que o imóvel residencial alugado por Palocci em São Paulo foi colocado em nome de laranjas. "O ministro e sua família nunca tiveram contato com os proprietários", diz a nota. Numa aprovação contestada pela base aliada, Palocci foi convocado para depor na Comissão de Agricultura da Câmara. O presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), decide amanhã se a convocação tem validade do ponto de vista do regimento da Câmara ou se será necessária uma nova votação na comissão. Para o líder do PT na Casa, deputado Paulo Teixeira (SP), a convocação deverá ser derrubada. Trinta deputados da própria comissão fizeram um recurso para que a votação fosse anulada. Deve ser feita uma nova votação. Oposição pressiona PSDB e DEM prometem se mobilizar no Congresso para pressionar o governo a demitir Antonio Palocci. Antes, o objetivo era o de manter a convocação do ministro para depor na Comissão de Agricultura. Agora, a oposição só fala em demissão. Para o líder da minoria, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), a crise deixou de ser problema de ordem pessoal, restrita ao ministro, para atingir a presidente. "Aguardamos algo de novo, como a demissão dele. Se isso não acontecer, insistiremos na convocação", afirma. Já o líder do DEM, ACM Neto (BA), diz que a avaliação desastrosa que fez da entrevista de Palocci se confirmou. |
GOVERNO DILMA/PALOCCI [In:] É MENTIRA, TERTA ?
DILMA DECIDIRÁ FUTURO DE PALOCCI APÓS PARECER DO PROCURADOR-GERAL
DILMA DIZ A PALOCCI QUE SÓ SE DECIDIRÁ APÓS PARECER DO PROCURADOR-GERAL |
Autor(es): Leonencio Nossa |
| O Estado de S. Paulo - 06/06/2011 |
Presidente teme ser acusada de injustiça caso demita ministro e, em seguida, Gurgel rejeite pedido de inquérito; se houver investigação, afastamento do chefe da Casa Civil será justificado sob argumento de que não se deve atrapalhar as apurações Em conversa por telefone, a presidente Dilma Rousseff acertou ontem com Antonio Palocci, pivô da primeira crise política do seu governo, que aguardará o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) a respeito das suspeitas de tráfico de influência por parte do chefe da Casa Civil antes de divulgar qualquer decisão sobre o caso. A espera pela manifestação do procurador-geral, Roberto Gurgel, o que pode ocorrer na próxima quarta-feira, tem dois motivos. Primeiro, Dilma avalia que, se afastar Palocci de imediato, corre o risco de ser cobrada por uma atitude "injusta", no caso de a procuradoria não instaurar inquérito. Na segunda hipótese, de Gurgel achar indícios e abrir investigação, o afastamento de Palocci seria facilitado, sob a alegação de que o governo não vai interferir nas apurações. Há 22 dias, o ministro está sob ataques da oposição e de setores da base aliada por causa do rápido aumento de patrimônio, que levantou suspeitas de enriquecimento ilícito. De 2007 até o fim do ano passado, ele multiplicou seu patrimônio por 20, informação confirmada pelo ministro na entrevista que concedeu ao Jornal Nacional de sexta-feira, quando pela primeira vez deu explicações públicas sobre o caso. No último dia 20, o procurador-geral pediu a Palocci esclarecimentos sobre o aumento do patrimônio pessoal. Números confirmados pelo ministro, na entrevista à TV, mostram que foi no final do ano passado que mais aumentou a renda de sua empresa de consultoria, a Projeto. Justamente nesse período, Palocci comandava a equipe de transição de governo e, paralelamente, mantinha a empresa. Segundo ele, a Projeto já estava fechada quando assumiu a pasta da Casa Civil, em janeiro. Ao informar que tinha pedido esclarecimentos a Palocci, Gurgel antecipou, porém, que não via como crime a prestação de serviços de consultoria. O procurador ponderou que o caso poderia ser questionado, isso sim, do ponto de vista ético. A oposição encaminhou duas representações contra Palocci. A partir das respostas do ministro, Gurgel vai decidir sobre um eventual pedido de abertura de investigação. No Planalto, parte da equipe de Dilma trabalha com a perspectiva de que Gurgel apresentará a sua decisão até quarta-feira. Outra ala acha que não é possível prever um prazo - Gurgel pode adiar o anúncio de sua posição para as próximas semanas, o que esticaria a crise política vivida pelo governo. Chávez. Auxiliares da presidente disseram que ela acertou com Palocci que os dois tentarão manter uma agenda normal nesta segunda-feira, quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, será recebido no Palácio do Planalto e no Itamaraty. Dilma passou o fim de semana na residência oficial do Palácio da Alvorada, onde conversou com outros interlocutores por telefone. Já Palocci passou o domingo em São Paulo. Neste fim de semana, Dilma e auxiliares diretos fizeram avaliações sobre a performance do ministro na entrevista ao JN. A presidente se sentiu incomodada ao ouvir o ministro dizer na entrevista que não podia divulgar a sua lista de clientes. Neste fim de semana, houve mais desgaste político com a divulgação de que Palocci aluga um apartamento de 640 metros quadrados, em Moema, zona sul de São Paulo, de uma empresa que usaria laranjas e endereços falsos. Em nota, o ministro ressaltou que não tem responsabilidade sobre os atos do locador. O Estado esteve ontem no local, mas as informações eram de que ele não estava no apartamento. / COLABOROU JULIA DUAILIBI |
sábado, junho 04, 2011
EDITORIAL II [In:] CARTA AO CHICO. Disponível na rede (www).
CARTA ABERTA AO CHICO BUARQUE, DO SEU VIZINHO.
Chico,Confesso que fiquei chocado ao vê-lo desfilar na passarela da Dilma, cantarolando como se estivesse a defender uma causa justa, honesta e patriótica.Logo você, Chico, que ganhou tanto dinheiro encantando a juventude da década de 1970 com parolas em prosa e verso sobre liberdade e moralidade. Percebo que aquilo que você chamava de ditadura foi, na verdade, o grande negócio da sua vida. Afinal, você estava à toa na vida. Você deveria agradecer aos militares por tudo o que te fizeram, porque poucos, muito poucos, ganharam tanto dinheiro vendendo ilusões em forma de música e poesia como você. Estou agora fazendo essa regressão, após vê-lo claudicante como A Mulher de Aníbal no palanque do Lula e da Dilma. Claro que deu para perceber o seu constrangimento, a sua voz trêmula e pusilânime, certamente sendo acusado pela sua consciência de que estava naquele momento avalizando, endossando todas as condutas deste governo trêfego e corrupto. Nunca, jamais imaginei, Chico, que você pudesse se prestar a isso algum dia. Mas é possível antever que apesar de todos vocês, amanhã há de ser outro dia. Quando chegar o momento, esse nosso sofrimento, vamos cobrar com juros. Juro ! Você, como avalista, vai acabar tendo que pagar dobrado cada lágrima rolada. Você vai se amargar, Chico, e esse dia há de vir antes do que você pensa. Não sei como você vai se explicar vendo o céu clarear, de repente, impunemente. Não sei como você vai abafar o nosso coro a cantar, na sua frente. Apesar de vocês, Chico, amanhã há de ser outro dia. Estamos sofrendo por ter que beber essa bebida amarga, dura de tragar. Temos pedido ao Pai que afaste de nós esse cálice, mas quando vemos você, logo você, brindando e festejando com todos eles, só nos resta ficar cantando coisas de amor e olhando essa banda passar. E pedir que passe logo, porque apesar de vocês amanhã há de ser outro dia.
Estamos todos cada qual no seu canto, e em cada canto há uma dor, por conta daquela cachaça de graça que a gente tem que engolir (lembra ?), ou a fumaça e a desgraça que a gente tem que tossir. Só espero, Chico, que as músicas que você venha a compor em parceria com os seus amigos prosélitos de palanque não falem mais de amor, liberdade, moralidade e ética - essas coisas que você embutia disfarçadamente nas suas letras agora mortas de tristeza e dor. Será por isso que há ANOS não vemos uma música nova sua? Não fale mais disso - não ficará bem no seu figurino agora desnudo. Tente compor, iludir, dançar e se alegrar com todos eles. Ganhe lá o seu dinheiro, entre na roda e coloque tudo na sua cueca - ou onde preferir - mas não iluda mais os nossos jovens com suas músicas, resumidas hoje apenas na sua gloriosa “A Volta do Malandro”.
Seu Vizinho ao Lado...
...e mais umas centenas de milhares de ex-fãs desolados.
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Em tempo: Enquanto Chico levou vantagem na ditadura a irmã dele está levando vantagem nestes tempos de "ditadura" do PT. Vide o escândalo das diárias que ela teve de devolver...
EDITORIAL [In:] VALE A PENA POSTAR NOVAMENTE. OS EDUCADORES NÃO PODEM SE OMITIR.
14/05/2011
às 4:35Livro didático faz a apologia do erro: exponho a essência da picaretagem teórica e da malvadeza dessa gente
Escrevi, posts abaixo, um primeiro texto sobre um livro de língua portuguesa chamado “Por Uma Vida Melhor”, que faz a apologia do erro, embora uma das autoras tente negar o óbvio. Demonstrarei a fraude intelectual e técnica em que se sustenta a tese daqui a pouco. Começo este texto pelo óbvio: o nome é péssimo. “Por Uma Vida Melhor” pode ser título de livro de medicina, de religião e de auto-ajuda, mas não de língua. Gabriel Chalita, que me lê com enorme prazer secreto, vai pensar: “Esse nome me pertence”, enquanto escreve seu 437º volume sobre filosofia criativa, depois de mandar mais uma carta fofa para o padre Fábio de Melo, aquele que canta e encanta.
Terá certamente uma vida melhor o aluno que dominar o instrumental da norma culta da língua, contra o qual o livro se posiciona abertamente. Assim, esse “instrumento didático” que conta com o endosso do MEC, se algum efeito tiver, será no sentido de piorar a vida do estudante; na melhor das hipóteses, contribui para mantê-lo na ignorância.
Onde está a fraude intelectual do negócio? Sim, é um negócio! Abaixo, segue reproduzida uma página do livro em que os autores defendem porque é perfeitamente aceitável dizer e, fica claro!, escrever:
“Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado“.
Leiam. Raramente vi uma vigarice intelectual em estado tão puro. Volto em seguida (se a leitura estiver difícil, clique na imagem que ela será ampliada).
O que vai acima é só uma conversa mole descrevendo por que, para usar a linguagem técnica, o “emissor” conseguiu transmitir uma “mensagem” eficiente. Ocorre que o fenômeno da comunicação e, por conseqüência, da cultura vai, e tem de ir, muito além da simples eficiência. Ora, comunicamo-nos o tempo todo por códigos que não são verbais. Um simples arquear de sobrancelhas diz muito mais, a depender do contexto - como bem sabem todos aqueles que têm filhos adolescentes - do que um discurso articulado em palavras. Nem por isso a escola vai se ocupar agora de decodificar esses sistemas pessoais de comunicação.
Uma coisa é explicar por que uma mensagem fora do padrão formal da língua funciona; outra, diferente, é atestar a sua validade como uma variante da língua. Não dá! Português não é inglês, por exemplo. Na nossa língua, os adjetivos têm flexão de gênero e número, e os verbos, de número. Quem dominar com mais eficiência esse instrumental terá vantagens competitivas vida afora. O que esses mestres estão fazendo, sob o pretexto de respeitar o universo do “educando”, como eles dizem, é contribuir para mantê-lo na ignorância.
Uma das autoras, Heloisa Ramos, concedeu uma entrevista ao iG e demonstrou que tem talento para humorista involuntária. Ela nega que o livro faça a apologia do erro e afirma: “Esse capítulo é mais de introdução do que de ensino. Para que ensinar o que todo mundo já sabe?” Boa pergunta, minha senhora! Pra que ensinar alguém a falar errado se todo mundo já sabe fazê-lo por conta própria, não é mesmo? Sem contar que o erro, convenham, não tem norma, certo? Cada um fica livre para cometê-lo à sua maneira.
Dona Heloísa tenta negar o que seu livro explicita. Acima, nas suas páginas, lê-se com clareza inequívoca: “É importante que o falante de português domine as duas variantes e escolha a que julgar adequada à sua situação de fala”.
Faço a pergunta de sempre de Didi Mocó? “Cuma???” Ao que Mussum emendaria: “Só no forévis do povo!!!” Bons tempos em que falar errado era norma entre os “Os Trapalhões”!
Huuummm… Diga aí, professora: quando é que o erro é mais adequado do que o acerto?
A mestra segue com seu talento para o humorismo na conversa com o iG:
“Não queremos ensinar errado, mas deixar claro que cada linguagem é adequada para uma situação. Por exemplo, na hora de estar com os colegas, o estudante fala como prefere, mas, quando vai fazer uma apresentação, ele precisa falar com mais formalidade. Só que esse domínio não se dá do dia para a noite, então a escola tem que ter currículo que ensine de forma gradual” .
Uau! Entendi a preocupação. Fico cá a imaginar os estudantes se martirizando, na conversa com os colegas, preocupados em empregar a norma culta, muitas vezes ensinada com o brilho que sabemos, tendo como instrumento didático um livro como “Por Uma Vida Melhor”… De resto, como diria a doutora, por que contestar o que ninguém afirmou? Quem é que disse que o domínio da norma culta vai se dar do dia pra noite?
Pra que escola?
Escola é lugar de formalização do conhecimento, segundo o padrão culto, sim, senhor! Como teria dito o próprio artista, para que se possa pintar como Picasso aos 70 anos, é preciso saber pintar como Rafael aos 5, entenderam? O leitor sabe que este escriba mesmo mescla a tal norma culta ao uso informal e sem gravata da língua. Para que se chegue a ter um estilo, uma escrita pessoal, é preciso que se tenha o domínio do instrumental técnico.
Ninguém precisa de professor, minha senhora, para se comunicar de modo eficiente com os seus pares. Fosse assim, os analfabetos morreriam à míngua; fosse assim, Brasil afora, a nação estaria esfaimando. Os professores existem justamente para lembrar que a norma culta existe, que ela é importante, que, à diferença de servir à discriminação, é uma corretora de diferenças e de desigualdades.
Nem Paulo Freire…
Lá vou eu mexer com uma das divindades brasileiras - como se divindades humanas me constrangessem… Nem Paulo Freire ousou tanto na estupidez militante. Ele foi o criador de um método de alfabetização de adultos que se pretendia revolucionário. A partir do chamado “universo do educando”, de uma palavra que remetesse a um objeto ou realidade que fizesse parte do seu cotidiano, iniciava-se a alfabetização, que corresponderia, na verdade, a um processo de conscientização política que conduziria à libertação. Libertação do quê? De muita coisa, mas basicamente da tirania do capital.
Tratava-se um “bobajol” formidável, mas se diga uma coisa ao menos em defesa de Paulo Freire: sempre defendeu o uso da norma culta. Naqueles bons tempos, as esquerdas ao menos acreditavam na alfabetização do povo - para fazer revolução, claro!, mas acreditavam.
O neoesquerdismo do miolo mole, na sua fase de apologia do pobrismo, desistiu dessa bobagem. Esses vigaristas intelectuais estão certos de que o povo desenvolveu valores que lhe são próprios, que o distinguem da chamada “cultura da elite”. E deve ser respeitado por isso. A chegada do Apedeuta ao poder, com a sua compulsão de fazer a apologia da ignorância, parece dar razão prática a essa estupidez. Até parece que a complexa equação econômica em que se meteu o petismo, tendo de conservar os fundamentos do governo anterior, foi comandada por prosélitos do analfabetismo. Não foi! Ao contrário! Quem cuidou da operação foram pessoas com sólida formação intelectual.
Dona Heloísa, uma deslumbrada com o “povo”, não sabe quão reacionária está sendo; não tem idéia do autoritarismo que está na base de sua teoria. Não quero usar o exemplo pessoal. Mas sei de gente que se livrou da pobreza extrema apenas porque conseguia dominar determinados códigos de uma cultura que não seria própria àquela faixa de renda.
Pessoas que desrespeitam os pobres fazem de sua pobreza uma cultura alternativa. Gente decente reconhece o valor intrínseco de certas conquistas - como o domínio da norma culta da língua - e luta para que o acesso a esse código seja um direito de todos.
Ouvido, o MEC defendeu a adoção da obra como um dos livros de referência. Alguém aí se surpreendeu? Para encerrar: tentamos saber por que a nossa escola é tão ruim. A vertente esquerdopata-sindical vai acusar a falta de recursos e os baixos salários dos professores. Não ganham bem, mas, dada a realidade brasileira, também não ganham tão pouco. Não importa! Dêem um salário milionário à categoria, e não sairemos do pântano enquanto valores como o que orientam a estupidez acima forem influentes. Um dos fatores que conduziram o ensino brasileiro ao desastre que aí está foi a substituição do conteúdo pelo proselitismo, trabalho conduzido pelas esquerdas “sindicalentas” da educação.
Texto publicado originalmente às 19h25 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo---
sexta-feira, junho 03, 2011
GOVERNO DILMA/BASE ALIADA [In:] DEGOLA À VISTA e a prazo !
PMDB exibe Lula, não Dilma
| PMDB exibe Lula, e não Dilma, em programa de TV |
Autor(es): agência o globo: Cristiane Jungblut |
| O Globo - 03/06/2011 |
BRASÍLIA. Num momento em que o governo Dilma Rousseff enfrenta sua primeira grave crise política, devido às denúncias contra o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, o PMDB elegeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como estrela do seu programa eleitoral gratuito veiculado ontem no rádio e na televisão. A presidente Dilma Rousseff foi a grande ausência. Segundo integrantes da cúpula do partido, Lula aceitou prontamente o convite para gravar uma participação especial, enquanto Dilma recebeu convite, mas foi aconselhada por sua assessoria a não gravar. A explicação é que haveria empecilhos jurídicos. Mas ficou a promessa de que Dilma apareceria no próximo programa do PMDB. - O Lula não é mais presidente, e a intenção foi mostrar que ele teve o apoio do PMDB durante todo o tempo. A presidente Dilma, se gravasse, teria que gravar para todos os partidos - justificou o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO). Apesar de todos os problemas recentes do PT e do governo com o PMDB, Lula aparece no final do programa, agradecendo o apoio do partido nos seus oito anos de mandato. De forma rápida, diz que o governo Dilma tornará essa "aliança ainda mais forte". - As minhas palavras nesse programa do PMDB são de agradecimento pelo apoio que o partido deu ao meu governo. Juntos, conquistamos muita coisa para o povo brasileiro. Estou convencido de que, com a presidente Dilma, e com o presidente Temer construiremos aliança mais sólida ainda - disse Lula. Em seguida, o vice-presidente Michel Temer aparece afirmando que o governo Dilma consolidará as conquistas do governo Lula: - (...) Tivemos uma eleição difícil, ganhamos juntos e vamos governar juntos. Hoje ,a presidente Dilma e eu temos a responsabilidade de governar para todos os brasileiros e assim o faremos. Dar sequência a um projeto que começou com o presidente Lula, teve nosso apoio e do qual hoje nos orgulhamos. Com a presidente Dilma vamos ampliar nossos projetos. A apresentadora disse que o PMDB era muito criticado por querer cargos, respondendo que "o PMDB não pede cargos, divide trabalho". Sem Dilma, o programa foi um desfile de ministros e caciques do partido. O primeiro a aparecer foi o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmando que no seu governo é que surgiram várias políticas sociais, como o seguro-desemprego. Em seguida, falaram Raupp; o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL); o prefeito do Rio, Eduardo Paes; o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN); e o senador Eunício Oliveira, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ); e quatro ministros. O PMDB mostrou suas novas conquistas: Paulo Skaf e o deputado Gabriel Chalita (SP). |
GOVERNO DILMA/PALOCCI [iN:] da série: P i l a T o s
JÁ SEM APOIO DO PT, PALOCCI PROMETE EXPLICAÇÃO PÚBLICA
| PT LAVA AS MÃOS SOBRE PALOCCI |
Autor(es): agência o globo: Maria Lima |
| O Globo - 03/06/2011 |
Mas Planalto intervém e impede nota dizendo que crise é do governo, não do partido
No fim da tarde, depois de dois encontros com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, anunciou que a Executiva considerou melhor esperar que Palocci viesse a público dar explicações complementares, o que deve acontecer hoje, sobre o aumento substancial em seu patrimônio e suas atividades como consultor. Ao longo da reunião de ontem da Executiva, quatro dirigentes petistas defenderam a saída imediata de Palocci da Casa Civil. Pediram sua demissão, durante a reunião, o secretário-geral, Elói Pietá; Renato Simões, secretário nacional de Movimentos Populares; Carlos Árabe, secretário nacional de Formação Política, e Walter Pomar, membro do Diretório Nacional que também participou da reunião. - Eles argumentaram que, se o Palocci permanecesse no cargo, o tiroteio ia continuar e poderia respingar no PT e no governo Dilma - relatou um dos presentes. Petistas creem em queda de Palocci Durante o encontro da Executiva Nacional, nos bastidores, dirigentes petistas fizeram avaliações pessimistas sobre a permanência de Palocci no cargo, mesmo após sua fala de hoje. E reservadamente já falam em nomes que podem substituí-lo, entre eles a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Para a maioria dos petistas ouvidos, a queda de Palocci é uma questão de tempo e de como operá-la sem maiores traumas para o governo Dilma Rousseff. O clima entre os petistas era de estranhamento com o volume de recursos que entraram para a empresa de Palocci, a Projeto Consultoria, num momento em que a campanha presidencial e os candidatos do partido enfrentavam dívidas vultosas - o faturamento da empresa teria sido de mais de R$20 milhões no ano passado. Mais estranho ainda, diziam os petistas reservadamente, é que ocorreu no momento em que Palocci era um dos arrecadadores de doações para o partido. - O que mais assustou o partido foi a compra de um apartamento de R$6,6 milhões logo depois da eleição, quando os candidatos nos estados estavam se endividando para chegar ao fim da campanha - comentou um dos dirigentes. No final da tarde, o clima ainda era de ceticismo, mesmo após as declarações do ministro Gilberto Carvalho de que Palocci irá se explicar. No comando do PT, poucos acreditam, de fato, que ele consiga se segurar no cargo com sua fala pública ou mesmo uma decisão favorável do Ministério Público. - O Ministério Público nem deve instaurar inquérito, não vai entregar o Palocci. Isso lhe dá algum um fôlego, mas por quantos dias? - indagava outro integrante da Executiva. - O problema do Palocci está resolvido. Ele está muito bem de vida! - ironizou outro. A resolução que já estava pronta, e que o presidente Rui Falcão divulgaria ao final do encontro, diria que o caso Palocci não dizia respeito ao PT, mas ao governo. - A resolução está pronta, mas eu fico com medo de parecer que nós estamos lavando as mãos. O que a imprensa vai dizer é que estamos negando apoio, e entregando o Palocci - justificou Falcão na última etapa da reunião, no meio da tarde. Mais tarde ele afirmaria: - Continuo sustentando que considero que o ministro Palocci agiu dentro da legalidade, com a lisura que lhe é peculiar desde sempre, e que sua honestidade não está em questão neste momento. Falcão se encontrou com Carvalho na noite de quarta-feira e ontem pela manhã. O deputado Ricardo Berzoini (SP), ex-presidente do PT, também foi procurado por Carvalho. - Vamos esperar informações complementares. Uma nota agora sem a totalidade das informações não ajudaria em nada - disse Berzoini. Na Câmara, o presidente Marco Maia (PT-RS) disse que o fato de o ministro Palocci se explicar hoje, em entrevista ou em pronunciamento, não interferirá na sua decisão sobre a convocação do ministro: - Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O que ele diz para imprensa não tem impacto no que pode dizer na Câmara e vice-versa. Mas que bom que ele fale! Quanto mais se tratar desse assunto de forma pública, melhor. |
GOVERNO DILMA/BRASIL SEM MISÉRIA [In:] da série: "Os miseráveis" (2)
Brasil sem Miséria
| Na crise, Dilma lança Brasil Sem Miséria |
Autor(es): Tânia Monteiro e Leonencio Nossa |
| O Estado de S. Paulo - 03/06/2011 |
Plano se destina a melhorar a vida de 16,2 milhões de pessoas, mas não tem custo definido nem a fonte dos recursos para cumprir a meta Em meio à crise envolvendo o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, a presidente Dilma Rousseff comandou ontem uma solenidade para lançar o plano Brasil Sem Miséria, destinado a melhorar a vida de 16,2 milhões de pessoas que vivem em casas em que a renda mensal é de até R$ 70 per capita. O governo, no entanto, não definiu o custo do projeto e a fonte dos recursos para cumprir a meta. A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, informou que o governo estima investir anualmente R$ 20 bilhões no novo plano. Depois, assessores explicaram que desse total R$ 16 bilhões já são gastos com o Bolsa Família. O governo não detalhou de onde vai tirar o "dinheiro novo", isto é, os R$ 4 bilhões. Nos primeiros dias de governo, Dilma afirmou que o plano de erradicação da miséria só seria apresentado quando estivesse totalmente pronto. Ontem, ministros e assessores demonstraram dificuldades para explicar as diversas ações prevista e causaram confusão com números e valores. O Brasil Sem Miséria é um pacote de que junta intenções do governo, projetos que não saíram do papel no governo Lula e reafirmações de compromissos da presidente na área social. Por meio de um conjunto de medidas provisórias e decretos, o governo criará uma Bolsa Verde de R$ 300 por trimestre para cerca de 70 mil famílias que vivem em áreas de floresta, incluirá outras 800 mil famílias no Bolsa Família e tentará localizar 16,2 milhões de brasileiros que, segundo o IBGE, vivem em estado de extrema pobreza. Refém. Em seu discurso, Dilma leu ressaltou que o combate à pobreza é uma "prioridade" de seu governo. Num pequeno palanque em que estava Palocci, centro das atenções na solenidade, a presidente afirmou que o maior problema hoje do governo é resolver o problema dos pobres. "Se somos capazes de dar atenção a problemas e crises, não podemos esquecer da crise mais permanente, do problema maior e mais angustiante que é termos a pobreza crônica instalada no País", afirmou. "Os desafios não me mobilizam, não me tornam refém. Foram eles que me fizeram avançar na vida." A presidente também rechaçou o "fatalismo" segundo o qual a pobreza existe e existirá sempre. "Isso não é realismo, é cinismo. Estou certa de que devemos e podemos construir nosso caminho para uma sociedade sem miséria, e acredito que nenhum de nós pode fugir dessa luta." E prometeu ação: "Nós não mais vamos esperar que os pobres corram atrás do Estado brasileiro. O Estado brasileiro deve correr atrás da miséria e dos pobres deste país." Metas. O Bolsa Família atende hoje 12,9 milhões de famílias. Com o novo plano, a meta é chegar a 13,7 milhões até dezembro de 2013. Ao mesmo tempo, o governo pretende abrir cursos em parcerias com prefeituras e governos estaduais para qualificar trabalhadores e, assim, retirar gradualmente famílias do cadastro do Bolsa Família. O governo pretende ainda aumentar a oferta de crédito e assistência técnica a pequenos agricultores e posseiros que vivem em regiões isoladas e facilitar o acesso da população de baixa renda a serviços públicos de saúde e educação. Ficou acertada ainda a concessão de R$ 2.400 por família, pagos em quatro parcelas, ao longo de dois anos, para apoiar a produção e a comercialização excedente de alimentos. A ideia é atender até 100 mil famílias neste projeto. O pagamento será feito por meio do Bolsa Família. Dilma informou que o governo vai lançar uma campanha de mobilização "sem apelos emocionais gratuitos e sem dramatizar a miséria", para buscar apoio da sociedade ao novo plano. PRINCIPAIS PONTOS DO PROGRAMA l. O governo pretende gastar cerca de R$ 20 bilhões por ano com o programa de erradicação da miséria até 2014. Desse total, R$ 16 bilhões já são gastos com os pagamentos do Bolsa Família 2. Incluir 800 mil famílias no Bolsa Família até 2014 e alterar os critérios de concessão do benefício, que vai atender até cinco crianças e adolescentes (de até 15 anos) por família 3. Conceder sementes e insumos, como adubos, para 253 mil famílias, além de pagar benefícios em dinheiro para a produção e a comercialização excedente de alimentos 4. Bolsa Verde de R$ 300 por trimestre para cerca de 70 mil famílias que vivem em extrema pobreza e que preservem florestas nacionais e vivam de modo sustentável 5.Lançar o programa Água para Todos, que prevê a construção de novas cisternas para o plantio e a criação de animais. A meta é atender 600 mil famílias rurais até 2013 6.Qualificar 1,7 milhão de pessoas de 18 a 65 anos nos centros urbanos e capacitar aproximadamente 60 mil catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis até 2014 |
GOVERNO DILMA/BRASIL SEM MISÉRIA [In:] da série: "Os miseráveis"
Brasil, da miséria à gorjeta ostensiva
| Ação unificada no combate à pobreza |
Autor(es): » Igor Silveira, Leandro Kleber e Alana Rizzo |
| Correio Braziliense - 03/06/2011 |
Promessa de campanha de Dilma Rousseff, o programa de erradicação da pobreza extrema foi lançado ontem para atingir 16,2 milhões de pessoas. Gente como Francinete, Maria e Luzineide, que moram em uma invasão na UnB e vivem com menos de R$ 70 por mês. Valor que não faz falta para o deputado Tiririca (PR-SP), dono de um salário de R$ 26 mil e que premia o barbeiro da Câmara com R$ 75.
GOVERNO No lançamento do Brasil sem Miséria, Dilma ressalta a necessidade de integrar as esferas federal, estadual e municipal para encontrar os 16,2 milhões de brasileiros que vivem com até R$ 70 mensais. O programa também vai beneficiar famílias de agricultores
Cinco meses após subir a rampa do Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff iniciou ontem ações para cumprir a principal promessa da campanha eleitoral do ano passado: erradicar a extrema pobreza no país. O plano Brasil sem Miséria é uma megaoperação que reúne os principais programas sociais do governo, com iniciativas de transferência de renda, melhorias em infraestrutura e oferecimento de serviços básicos para famílias que vivem em condições precárias. O objetivo é ousado e prevê, em quatro anos, a ascensão social de 16,2 milhões de pessoas que ganham até R$ 70 por mês (veja arte ao lado). |




