PENSAR "GRANDE":

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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

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quarta-feira, junho 08, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ... SAMBA DE ORLY ou HOMENagem ao MALANDRO (*)

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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(*) SAMBA DE ORLY (ChicoBuarque, o poeta da Corte).

''... Pede perdão
Pela duração dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa...''
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HOMENAGEM AO MALANDRO

''...Eu fui fazer um samba em homenagem
à nata da malandragem, que conheço de outros carnavais.
Eu fui à Lapa e perdi a viagem,
que aquela tal malandragem não existe mais.
Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal".
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GOVERNO DILMA/CASA CIViL [In:] A CONSTRUÇÃO *

Como Gleisi ascendeu no PT e superou o marido

Autor(es): Cristiane Agostine, Vandson Lima, Cristian Klein e Marli Lima | De São Paulo e Curitiba


Valor Econômico - 08/06/2011

Governo: Adversários e correligionários citam sua aversão à truculência


Não é a primeira vez que a nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Helena Hoffmann, vai participar da mesma equipe de governo de seu marido, o titular da Pasta das Comunicações, Paulo Bernardo.

A coabitação aconteceu pela primeira vez em 1999, quando ambos foram convidados pelo então governador do Mato Grosso do Sul, José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT. Ela foi para a Pasta da Administração e o marido, para a Fazenda. "Gleisi é mais preparada que o marido e muito mais sagaz", diz Zeca. "Ela teve um papel extraordinário, de valorização e modernização do serviço público. Se articulava com o servidor, com universidades, com a sociedade civil. É um gol de placa da presidente".

Zeca conta que conheceu Bernardo no movimento sindical no Banco do Brasil e diz que Gleisi não entrou no seu secretariado por influência do marido, mas, sim, por indicação de representantes do PT em Brasília, onde trabalhava na assessoria da bancada do partido. "Ela criou uma política de cargos e salários, de assistência médica e social", lembra. Com a eleição de Lula, em 2002, Gleisi e Bernardo não participaram da segunda gestão de Zeca e foram para o governo federal.

A nova ministra conviveu diretamente com a presidente Dilma Rousseff na equipe de transição do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, e na definição de políticas para a Itaipu Binacional. Nessa época, Gleisi era diretora-executiva de Finanças da estatal e Dilma comandava o Ministério de Minas e Energia.

No PT, Gleisi foi uma das principais vozes críticas a Palocci, desde que foi deflagrada a crise envolvendo o ex-ministro. Com a divulgação da evolução patrimonial do ex-ministro, a petista reuniu em sua casa a bancada de seu partido e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sugeriu a saída de Palocci do governo.

A trajetória de Gleisi é marcada pela ascensão de assessora parlamentar à ministra da pasta mais importante do Planalto. Entre as características citadas por aliados e opositores, está sua aversão à truculência.

A nova ministra começou a militância no movimento estudantil, filiada ao PCdoB. Gleisi trabalhou como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná e foi assessora de Jorge Samek, atual diretor-geral da Itaipu Binacional, na Câmara Municipal de Curitiba, em 1988. Um ano depois, Gleisi ingressou no PT. Formada em Direito, com especialização em gestão e finanças, mudou-se para Brasília em 1993 e assessorou a bancada do partido na Câmara, na área econômica. Nessa época, entre os deputados federais estava Paulo Bernardo.

Gleisi passou por dois governos. Além da administração de Zeca do PT, em 1999, foi secretária de Gestão Pública em Londrina de Nedson Micheleti (PT), em Londrina, em 2001.

Depois de atuar como uma das coordenadoras da equipe de transição de Lula, em 2002, a petista foi nomeada diretora de Finanças de Itaipu, cargo em que ficou entre 2003 e 2006. Lula, quando deu posse à diretoria, citou em seu discurso que pela primeira vez uma mulher assumia o cargo de direção na usina.

"Estou comemorando", disse ontem Samek. Segundo ele, Gleisi conseguiu colocar as contas de Itaipu em ordem em poucos meses. Cobrou dívidas ao mesmo tempo em que atuou em obras sociais, como combate à prostituição na fronteira entre Brasil e Paraguai. Mas foi em políticas de igualdade de gênero que ela mais trabalhou nesse período.

A partir de 2003 a advogada, com experiência em administrações públicas, começou a mostrar que tinha interesse em disputar uma eleição. O nome de Gleisi sempre apareceu ligado ao de seu segundo e atual marido, o ministro Paulo Bernardo. Mas a petista surpreendeu já na primeira vez em que tentou as urnas. Nas eleições de 2006, candidatou-se ao Senado pelo PT e, com 45% dos votos, por pouco não venceu o experiente Álvaro Dias (PSDB), que conseguiu 50%. Depois, mesmo apoiada por Lula, foi derrotada na eleição de 2008 para a prefeitura da capital pelo tucano Beto Richa, atual governador do Paraná. Na época, presidia o PT estadual. Em 2010, disputou novamente o Senado e elegeu-se com 3,19 milhões de votos, a maior votação da disputa pelo cargo.

Gleisi sempre defendeu tanto Lula como Dilma e, na campanha passada, assumiu em seu Estado a função de falar da importância de eleger uma mulher para a Presidência. Foi a principal cabo eleitoral de Dilma no Paraná. "Ela fazia mais campanha para a presidente do que para ela", lembra André Passos, ex-presidente do diretório do PT de Curitiba.

Na campanha para o Senado em 2010, Gleisi arrecadou sozinha mais do que todos os seus adversários somados, de acordo com a prestação de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Logrou R$ 7,9 milhões de receita, acima dos R$ 3 milhões conseguidos pelo ex-governador Roberto Requião (PMDB), também eleito, e dos R$ 2,1 milhões de Gustavo Fruet, terceiro colocado.

As doações à petista foram feitas, essencialmente, pelo setor de engenharia e construção, responsável por R$ 3,2 milhões, 40,5% do total arrecadado. O maior doador foi a Construtora Camargo Corrêa, com R$ 1 milhão. A OAS, outra gigante do ramo, também foi generosa com a nova ministra, deixando-lhe R$ 780 mil. Outras onze empresas do ramo destinaram valores a Gleisi.

O PT também destinou grandes somas à campanha da senadora: o Diretório Nacional do partido doou R$ 1,9 milhão. O Comitê Financeiro Único, que arrecadou R$ 2,6 milhões, encaminhou R$ 883 mil só para a campanha de Gleisi. Assim como a senadora, o comitê teve boa parte do seu caixa abastecido por doações de construtoras, responsáveis por R$ 1,95 milhão (75% do total arrecadado). Dos R$ 883 mil que o comitê doou a Gleisi, R$ 584 mil foram repassados em data posterior à eleição. Uma doação de R$ 299 mil foi registrada em 04/08/2010. Outras 16 doações do comitê para Gleisi, em valores menores, foram efetuadas após o pleito.

No TSE, a petista declarou bens no valor de R$ 659.846,00. Gleisi diz ter um apartamento de R$ 245,5 mil e um carro de R$ 88 mil. O restante corresponde a aplicações financeiras e depósito em conta corrente.

No Senado, Gleisi foi a principal defensora da revisão do Tratado de Itaipu, que aumenta de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões o montante anual a ser repassado pelo Brasil ao Paraguai. No começo de seu mandato, apresentou um projeto para limitar o teto da remuneração dos servidores públicos.

Gleisi é curitibana, tem 45 anos, dois filhos e é "tuiteira", assim como seu marido. A nova ministra estudou em colégio católico e queria ser freira. Segundo ela, foram os padres que a incentivavam a participar da vida política. Seu nome é uma homenagem a Grace Kelly, princesa de Mônaco, embora tenha grafia diferente. Sua família é de origem alemã e catarinense.

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(*) Chico Buarque.
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GOVERNO DILMA/CASA CIVL [In:] OS BEM CASADOS

Nunca antes neste país

Entre marido e mulher, Dilma fica com os dois

O Globo - 08/06/2011

Senadora e casada com o ministro das Comunicações, que era cotado, escolha de Gleisi surpreende até aliados

BRASÍLIA. A decisão da presidente Dilma Rousseff de nomear a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e não seu marido, o ministro Paulo Bernardo (Comunicação), para a Casa Civil surpreendeu a base governista. Apesar dos elogios públicos, representantes de partidos aliados criticaram a escolha, afirmando que ela não tem experiência política e que essa decisão não acaba com os problemas na articulação política do governo. É o primeiro casal de ministros na História da República.

Embora esteja em seu primeiro mandato eletivo, Gleisi, de 45 anos, foi escolhida também por ser mulher, o que tem um simbolismo para a presidente Dilma. Ela vinha se mostrando uma parlamentar aplicada no Senado. Ganhou destaque com sua atuação em defesa do governo, angariando antipatias na oposição e provocando ciúmes entre governistas. Casada há 15 anos com o ministro das Comunicações, ela começou sua militância política na adolescência e trabalhou na assessoria econômica da liderança do PT na Câmara, quando conheceu o marido, na época deputado federal.

Formada em Direito e com especialização em Administração Financeira, Gleisi foi secretária estadual e diretora financeira de Itaipu. No Senado, atuava nas comissões de Assuntos Econômicos, Agricultura e Relações Exteriores. Foi designada relatora do PPA, o plano de ação de quatro anos do governo. Surpreendeu a base ao propor emendas na Comissão Mista de Orçamento para reduzir o valor e o número das emendas parlamentares.

Semana passada, Gleisi havia sido criticada pela bancada petista e por peemedebistas, que a acusaram de querer derrubar o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-PR), em sessão tumultuada na qual a oposição impediu a aprovação de duas medidas provisórias.

Mas a informação de que Gleisi recebeu como incumbência principal na Casa Civil cuidar da gestão dos programas de governo, e não da articulação política, aliviou petistas e peemedebistas.

- Para quem passou momentos de grande tensão como passamos, a escolha não poderia ter sido melhor. A senadora Gleisi é a cara certa para esse novo momento. É competente, tem capacidade de gestão e saberá impor uma pauta positiva para o governo - comemorou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

O presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RR), minimizou o confronto entre Gleisi e Jucá. Na ocasião, ela reclamou de forma ríspida por discordar de uma norma de procedimento adotada por Jucá.

- Isso foi uma coisa de momento. De maneira nenhuma o PMDB vetaria seu nome (para a Casa Civil) - disse Raupp.

O líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), ironizou a escolha:

- Se ela for utilizar o estilo esquentadinha que mantinha aqui no Senado, a articulação do governo pode piorar, porque no Congresso tudo se faz no diálogo, não adianta querer enfiar as coisas goela abaixo.

Apesar das restrições que muitos faziam nos bastidores, publicamente a bancada petista elogiou a escolha.

Gleisi nega haver
"maldição" na Casa Civil

Em rápida entrevista, Gleisi anunciou ontem que assume a Casa Civil para gerenciar os "programas e projetos de governo", devendo ficar distante da fragilizada articulação política no Congresso. Ao negar que exista uma "maldição" na Casa Civil --- no governo anterior, José Dirceu e Erenice Guerra também caíram alvejados por denúncias -, Gleisi afirmou que tem pela frente um grande responsabilidade:

--- Não é maldição. Temos um projeto extraordinário de transformação deste país. O desafio é muito grande. Vou trabalhar muito para que possa entregar a ela (Dilma) o produto que ela quer do meu trabalho. Aceitei o convite sabendo do tamanho da minha responsabilidade.

Primeira petista da bancada do partido no Senado a cobrar com vigor explicações convincentes de Antônio Palocci, Gleisi elogiou o seu antecessor e lamentou sua saída:

---- Quero aqui fazer uma deferência, uma menção especial ao ministro Palocci. Para nós, é um momento triste. Sabemos do relatório da procuradoria, que colocou de forma muito clara a situação do ministro, falando que não há nenhum problema. É uma pena perder o ministro Palocci nesse governo, pela qualidade que ele tem --- disse.

STF/POLÍCIA FEDERAL [In:] OPERAÇÃO DESMORALIZAÇÃO

STJ anula toda a Operação Satiagraha

STJ anula Operação Satiagraha
Correio Braziliense - 08/06/2011

Segundo decisão da Corte, prisão de Daniel Dantas ocorreu a partir de provas ilegais obtidas com presença indevida da Abin

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a Operação Satiagraha, deflagrada pela Polícia Federal em julho de 2008, atendendo a um pedido de habeas corpus do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity. A operação tinha resultado na condenação de Dantas a 10 anos de prisão, por corrupção. A decisão de ontem, por sua vez, anulou provas e a condenação do banqueiro. Os ministros da Quinta Turma entenderam, por maioria de 3 votos a 2, que a operação foi comprometida devido à participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Outros inquéritos e ações penais que tiveram como base a Operação Satiagraha poderão ser influenciados pela decisão do STJ, se forem alvo de recurso no Supremo Tribunal Federal.

Os argumentos da defesa de Dantas tinham sido negados pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, e o julgamento teve início no STJ em março deste ano. Até ontem, a votação na corte estava empatada quando, às 19h15, o presidente da turma, Jorge Mussi, decidiu em favor do banqueiro. Para Mussi, a participação da Abin só seria permitida com autorização da Justiça.

Freio
"Não é possível que esse arremedo de prova, colhido de forma impalpável, possa levar a uma condenação. Essa volúpia desenfreada pela produção de provas acaba por ferir de morte a Constituição. É preciso que se dê um basta, colocando freios nisso antes que seja tarde. Coitado do país em que seus filhos vierem a ser condenados com provas colhidas na ilegalidade", afirmou Mussi. Os ministros Gilson Dipp e Laurita Vaz defenderam a manutenção das provas. Para eles, os autos não sustentavam a participação da Abin nas investigações. Procuradas pela reportagem, a Abin e a Polícia Federal não comentaram a decisão.

A condenação de Daniel Dantas tinha sido decidida pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O banqueiro, por sua vez, abriu processo contra o desembargador, que foi acusado de desobedecer decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e negar informações sigilosas sobre a investigação. Ontem, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) arquivou o processo disciplinar contra o magistrado. Por unanimidade, os conselheiros do CNJ entenderam que o juiz desrespeitou o STF e mereceria pena de censura. No entanto, a lei não prevê esse tipo de punição para desembargadores — durante a operação da PF, Dantas foi preso e libertado por decisão liminar do então presidente do STF, ministro Gilmar Mendes. De Sanctis determinou novamente a prisão preventiva de Dantas, alegando novos fatos.

GOVERNO DILMA/BASE ALIADA [In:] A VOLTA DO BOÊMIO

PALOCCI CAI E ENFRAQUECE DILMA COM APENAS 5 MESES DE GOVERNO

TODO-PODEROSO EM 2 GOVERNOS, PALOCCI CAI PELA SEGUNDA VEZ


Autor(es): agência o globo:Chico de Gois e Luiza Damé
O Globo - 08/06/2011

Após 24 dias de crise, Dilma escolhe Gleisi para a Casa Civil e procura articulador político


Apenas cinco meses após a posse, e depois de 24 dias de desgaste na maior crise política do governo Dilma Rousseff, Antonio Palocci perdeu ontem o posto de topo-poderoso chefe da Casa Civil, criando duas situações inéditas: foi duas vezes desalojado do cargo de ministro sob suspeição e o mais breve ocupante do cargo no Palácio do Planalto. Para seu lugar, a presidente Dilma escolheu a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT-PR), também um fato inédito na República.

Depois de se recusar a dizer, em entrevista ao "Jornal Nacional" na sexta-feira, para quais clientes trabalhou como consultor no período em que era deputado, a saída de Palocci do governo já era dada como certa desde anteontem, quando ele ainda acreditava que poderia se segurar no cargo. Sua esperança foi alimentada pela decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar o pedido de investigação contra ele por supostos enriquecimento ilícito e tráfico de influência como consultor. Dilma, porém, já estava decidida a tirar Palocci e a convidar Gleisi.

Dilma decidiu que Palocci deveria sair depois de ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a lhe sugerir para aguentar mais um pouco. Mas Dilma avaliou que não era mais possível e que, ao optar pela demissão, daria sinais de que tinha independência - no fim de semana, pegou muito mal para o governo a informação de que Lula se encontraria com ela para discutir o caso Palocci.

Ela própria pediu para ele não ir a Brasília, mas manteve os contatos por telefone. Nesses contatos, o ex-presidente emitiu sinais contraditórios a Dilma. Num primeiro momento, achava que era melhor o então ministro pedir para sair. Depois, avaliava que seria melhor segurá-lo para não dar mais pontos para a oposição.

A decisão da demissão foi comunicada publicamente no fim da tarde de ontem, após uma última conversa de Palocci com Dilma no Planalto. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) foi um dos primeiros a serem informados oficialmente, mas ele já tinha conhecimento do desfecho. O presidente do PT, Rui Falcão, foi o primeiro a receber o telefonema de Palocci. Falcão também já sabia, desde a hora do almoço, que a substituição na Casa Civil seria anunciada ainda ontem, embora mantivesse o discurso público de que continuava apoiando a permanência de Palocci.

Em nota oficial, Dilma disse lamentar a perda "de tão importante colaborador". De modo formal, o texto distribuído pelo Planalto diz que a presidente "destacou a valiosa participação de Antonio Palocci em seu governo e agradece os inestimáveis serviços que prestou ao governo e ao país". A Casa Civil, com Gleisi, volta a ter o perfil técnico, com a responsabilidade de gestão pelos programas do governo.

A escolha de Gleisi para a Casa Civil não se deu só por questão de gênero, embora esse quesito tenha pesado. Dilma conhece Gleisi desde quando era ministra de Minas e Energia e a agora senadora era diretora financeira de Itaipu. Mais recentemente, ficou impressionada com a atuação da senadora na relatoria do projeto que triplicou o valor pago pelo Brasil pela energia excedente do Paraguai, no tratado de Itaipu, e também com sua condução na defesa do governo no Senado. Dilma tem apreço pessoal por sua futura colaboradora. Em 2008, uma das poucas agraciadas com a participação de Dilma em palanques foi Gleisi, que concorria à Prefeitura de Curitiba.

Quando começou a cogitar a saída de Palocci, Dilma já pensava em nomear uma mulher. Tanto que também estava cotada para o cargo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que conhece bem a Casa Civil, onde trabalhou com Dilma. Além disso, ao optar por uma paranaense, Dilma põe panos quentes, pelo menos por agora, na disputa no PT paulista.

Saída anunciada desde a primeira denúncia

Desde que, em 15 de maio, se noticiou que o patrimônio do ministro crescera vertiginosamente desde 2006, quando ele deixou o Ministério da Fazenda sob acusação de ter quebrado o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, a vida de Palocci tornou-se um punhado de interrogações.

Como tática - que depois se mostrou equivocada -, ele vinha tentando se explicar por notas, mas protelou ao máximo dar respostas públicas. Só o fez na semana passada, e por cobrança da própria Dilma e sugestão de Lula. Mas já era tarde demais.

Anteontem, o arquivamento do pedido de investigação pelo procurador-geral da República, que não viu indícios de tráfico de influência, deu alívio a Palocci. Mas, se do ponto de vista jurídico não havia o que se investigar, segundo o parecer de Gurgel, do ponto de vista político, o vulcão já soltava cinzas e ameaçava explodir.

Na noite de segunda-feira, o Palácio do Planalto avaliava que era preciso esperar o dia amanhecer para ver como acordaria o mundo político. E nem a base nem a oposição estavam satisfeitas com explicações técnico-jurídicas e queriam mais. Queriam a cabeça do ministro, que já chegou a ser um dos "Três Porquinhos", referência carinhosa de Dilma aos coordenadores de sua campanha vitoriosa: Palocci, José Eduardo Cardozo (ministro da Justiça) e José Eduardo Dutra (ex-presidente do PT).

Depois da decisão do procurador-geral, Palocci ainda conversou anteontem à noite com os líderes do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e concordou em ir ao Congresso, desde que a convocação fosse transformada em convite. Foi a última tentativa de Palocci de se segurar no cargo que estava lhe escapando das mãos.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

08 de junho de 2011

O Globo


Manchete: Palocci cai e enfraquece Dilma com apenas 5 meses de governo

Crise fortalece PMDB do vice Michel Temer; Palácio procura articulador político

Na maior crise do governo Dilma, Antonio Palocci foi demitido da Casa Civil repetindo a própria história: de homem mais poderoso do governo, tornou-se o pivô de um escândalo que culminou com sua saída, sob suspeição, do cargo. A segunda queda de Palocci, cinco anos após perder o Ministério da Fazenda no governo Lula, enfraqueceu a presidente Dilma, antes mesmo de completar um semestre no cargo. Palocci acreditava que poderia ficar depois que a Procuradoria Geral da República arquivou os pedidos de investigação por suspeita de enriquecimento ilícito e tráfico de influência. O ex-presidente Lula sugeriu que Dilma esperasse mais, porém ela decidiu demitir Palocci diante do desgaste político provocado pelo caso. Para o lugar dele, convidou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), pedindo que ela assuma o papel de gestora dos projetos do governo. Sem Palocci para negociar com o Congresso, resta a Dilma agora o problema da Articulação Política. O ministro Luiz Sérgio também deve sair. Na crise, o PMDB se fortaleceu. (Págs. 1, 3 a 16, Merval Pereira e editorial "Seria de alto custo a sobrevida de Palocci")


"A sobrevida de Palocci custou muito para o governo, principalmente em questão de credibilidade. E a participação de Lula nesse episódio passou a ideia de que o governo de Dilma não tem comando”
Rubens Figueiredo, do Centro de Pesquisas e Análises de Comunicação (Cepac)


"Palocci significava a garantia (do apoio) dos empresários, e isso faz o governo petista pensar dez vezes antes de tirar alguém como ele"
Roberto Romano, professor de Ética e Filosofia da Universidade de Campinas (Unicamp)


Nunca antes neste país

Com a escolha de Gleisi Hoffmann para a Casa Civil, o Brasil vive uma situação inédita na história republicana: pela primeira vez um casal ocupa cargos na Esplanada dos Ministérios. Gleisi é mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A indicação surpreendeu os governistas. (Págs. 1 e 10)

Bombeiros recusam mediação de comando

Na tentativa de debelar a crise no Corpo de Bombeiros, o novo comandante da corporação, coronel Sérgio Simões, visitou ontem os invasores do QG e propôs ser o mediador entre a categoria e o estado. Os presos - que rasparam a cabeça, deixando o número 439 na nuca, numa referência ao total de detidos - recusaram a oferta. (Págs. 1 e 17)

Foto legenda: Nuvem de cinzas sobre o Cone Sul

Em Bariloche, o avião coberto de cinzas é o retrato do caos aéreo provocado pela erupção de um vulcão chileno que fechou aeroportos em Argentina, Uruguai e Paraguai e cancelou voos no Brasil. (Págs. 1 e 32)

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Folha de S. Paulo


Crise derruba Palocci; Dilma põe senadora novata na Casa Civil

Demissão acontece três semanas após Folha revelar crescimento do patrimônio do petista

Presidente nomeia Gleisi Hoffmann (PT-PR) após pesquisas apontarem desgaste do governo

A presidente Dilma Rousseff demitiu Antonio Palocci, 50, após cinco meses e sete dias de governo. Gleisi Hoffmann (PT-PR), senadora que estava em seu primeiro mandato, é a nova ministra-chefe da Casa Civil.

Indicado pelo ex-presidente Lula para ser o principal operador político da gestão Dilma, Palocci teve a credibilidade corroída pelas reportagens da Folha que mostraram a multiplicação de seu patrimônio em quatro anos e o faturamento de R$ 20 milhões de sua consultoria somente em 2010, quando era deputado e comandou a campanha petista à Presidência.

O silêncio de Palocci, que demorou a dar explicações sobre seus negócios e se recusou a identificar seus clientes, alimentou a crise que paralisou o goveno por três semanas. Dilma decidiu demitir seu principal ministro depois de saber que pesquisas já apontavam o desgaste de sua gestão em decorrência da crise. (Págs, 1 e Poder)

Análise: Vera Magalhães

Falta de apoio do PT e risco de CPI foram cruciais. (Pág. 1 e Poder A6)

Demitido plajena agora emagrecer, viajar de férias e retomar empresa (Págs, 1 e Poder A8)

Presidente quer que escolhida seja 'Dilma da Dilma' no cargo

Ao convidar Gleisi Hoffmann, a presidente usou a expressão “Dilma da Dilma” para dizer que espera que ela se concentre na gerência do governo, informa Renata Lo Prete.

A presidente avaliou que não funcionou centralizar na Casa Civil a articulação política. (Pág. 1 , Painel, A4 e Poder, A7)

Vulcão cancela voos de empresas aéreas brasileiras

As cinzas do vulcão chileno que entrou em erupção no fim de semana chegram ao RS e podem avançar no Sul do país nos próximos dias. O tráfego aéreo com Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile foi prejudicado. TAM e Gol cancelaram ao menos 51 voos. (Pag. 1 e Cotidiano, C1)

Filhos e netos de Lula devolvem 4 superpassaportes

Dois filhos e dois netos do ex-presidente Lula devolveram neste mês passaportes diplomáticos que haviam recebido irregularmente, informa Matheus Leitão.

A Folha revelou o caso há cinco meses. Outros quatro parentes de Lula ainda têm superpassaportes. (Pág. 1 e Poder, A9)

Receita Federal libera consulta ao primeiro lote de restituição do IR (Pág. 1 e Poder A8)


Editoriais

Leia “Dilma após Palocci”, sobre o desfecho da crise no governo, e
“A conversão de Humala”, acerca do resultado da eleição presidencial no Peru. (Pág. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Escândalo derruba Palocci e senadora assume Casa Civil

O pivô da maior crise do governo Dilma será substituído por Gleisi Hoffmann (PT-PR) • Ministro diz que procurador comprovou sua 'retidão' • Ele estava disposto a se explicar ao Congresso e esperava o apoio da presidente, que não veio

Antonio Palocci, considerado o “primeiro-ministro" da presidente Dilma Rousseff, pediu demissão ontem da Casa Civil, em meio ao escândalo causado por suspeitas de enriquecimento ilícito, que já durava 23 dias e provocava a maior crise do atual governo. Ele será substituído pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que tomará posse hoje. Mesmo após o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ter arquivado as denúncias da oposição, Palocci não resistiu ao processo de desintegração de seu capital político diante do cerco de aliados. Em nota, o ex-ministro disse que a “robusta" manifestação de Gurgel confirmou sua “retidão", mas afirmou que se demitiu porque a crise "poderia prejudicar suas atribuições no governo". Palocci estava disposto a ir ao Congresso se explicar e esperava o apoio de Dilma após a decisão de Gurgel, mas isso não ocorreu. (Págs. 1 e Nacional A4 e A6 a A10)


Indicação de Gleisi é criticada no PMDB

O PMDB recebeu mal a indicação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para a Casa Civil. Peemedebistas consideraram “surreal” que a petista que esteve à frente do "fogo amigo" contra Palocci ocupe o lugar dele. (Págs. 1 e A8)


Análise
Dora Kramer
Procurar é preciso

O Planalto busca ligar a saída ao atestado de inocência dado pelo procurador. Mas a demissão não deveria eximir Palocci de se explicar. (Págs. 1 e Nacional A6)


A nova ministra
Uma aliada de primeira hora

Sucessora de Palocci, Gleisi Hoffman (PT-PR), de 45 anos, era líder informal do governo no Senado. Ela e o marido, o ministro Paulo Bernardo, são aliados de primeira hora do Planalto. (Págs. 1 e A8)


Combustível mais barato reduz inflação

A inflação medida pelo IPCA mostrou desaceleração em maio, para 0,47%, graças à queda nos preços dos combustíveis. Mas os alimentos voltaram a subir. Economistas projetam alta de 0,25 ponto porcentual no juro básico hoje. (Págs. 1 e Economia B1)

Foto legenda: Estragos do vulcão

Aeroporto de Bariloche, coberto por fuligem; cinzas de vulcão do Chile chegam ao Brasil e cancelam dezenas de voos. (Págs. 1 e Cidades C1)

UE repreende Alemanha sobre bactéria

A União Europeia afirmou que os alertas da Alemanha sobre a cepa da bactéria E. coli que matou ao menos 24 pessoas não tiveram base científica. Por isso, ordenou que o país, onde o surto surgiu há cerca de um mês, não faça novos alertas. (Págs. 1 e Vida A18)

Notas e Informações

Fuerza, presidente

A saída de Palocci é oportunidade para Dilma reconfigurar a arquitetura dos poderes que recebeu. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Palocci cai e Dilma põe senadora na Casa Civil

Presidente decide encerrar a crise que envolveu um dos principais colaboradores do governo e escolhe Gleisi Hoffmann (PT-PR) a fim de impor um caráter mais técnico à pasta. “Assumo para cuidar da gestão”, anunciou a nova ministra. Luiz Sérgio, da articulação política, está ameaçado no cargo.

No início da noite de ontem, Antonio Palocci anunciou a sua saída do governo de Dilma Rousseff. Segundo nota oficial, ele deixou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil por considerar que “a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo”. Palocci ainda tentou se manter no posto ao longo do dia, mas uma conversa com a presidente no Palácio do Planalto no fim da tarde selou o seu destino. Ao convidar a senadora petista Gleisi Hoffmann, mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e conhecida pela experiência em gestão pública, Dilma começa a desenhar o novo modelo de articulação política. A saída do ministro Luiz Sérgio, das Relações Institucionais, é dada como certa. (Pág. 1)

STJ anula toda a Operação Satiagraha (Págs. 1 e 5)


Cassação de Jaqueline é a tendência

Oito dos 15 membros do Conselho de Ética da Câmara sinalizam apoio ao relatório que pedirá hoje pena máxima à deputada Jaqueline Roriz, flagrada em vídeo recebendo dinheiro de Durval Barbosa. (Págs. 1, 21 e 22)

Sem diálogo, greve castiga passageiros

O movimento, que retira de circulação 30% da frota em horários de pico, continua, mas não há negociação entre empresas e rodoviários. (Págs. 1 e 26)

Servidores iniciam onda de greves (Págs. 1, 9 e 10)


UnB testa mudanças no vestibular (Págs. 1 e 28)


Vulcão fecha os céus do Mercosul

Erupção nos Andes lança cinzas no ar, prejudicando voos entre Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. (Págs. 1 e 17)

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Valor Econômico


Manchete: Dilma demite Palocci e nomeia Gleisi

Após 23 dias de crise, a presidente Dilma Rousseff demitiu ontem o ministro Antonio Palocci e nomeou a senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, para a chefia da Casa Civil. Palocci perdeu apoio da maioria do PT. Sua manutenção ameaçava envolver o governo em uma crise no Congresso, apesar da ampla maioria da base de apoio da presidente. Havia o risco de a oposição conseguir reunir o número necessário de assinaturas para instalar uma CPI a fim de investigar o enriquecimento do ex-ministro, cujo patrimônio foi multiplicado por 20 em quatro anos, segundo reportagem da "Folha de S. Paulo".

Os caciques do PMDB, partido do vice-presidente, Michel Temer, se reuniriam à noite para avaliar a nova configuração política do governo. Gleisi teve atritos com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), por conta de acordos feitos no governo anterior com a oposição. Ela acredita que a situação, sempre que necessária, tem de fazer valer a sua maioria. A nova ministra, por exemplo, acha que o governo deve votar logo o Código Florestal, como quer a presidente da República.

Temer disse a aliados que a nomeação de Gleisi Hoffmann tinha pelo menos um mérito: era uma escolha da presidente Dilma, e não uma imposição do PT de São Paulo. De fato, Gleisi tem relações antigas com a presidente. Dilma era do conselho de administração da Itaipu Binacional, enquanto Gleisi era diretora financeira. É certo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi decisivo na escolha - além de amigo de Gleisi, a senadora é mulher de seu ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, hoje nas Comunicações. (Págs. 1, A5 a A7)

Ele já não era o 'fiador de Dilma'

O mercado financeiro cultiva uma máxima: flanco aberto é atalho para o fracasso. Expoentes do sistema financeiro consultados pelo Valor nos últimos dias, que no ano passado creditavam a Palocci o título de 'fiador do governo Dilma', já achavam, antes da demissão do ministro, que sua permanência no cargo aumentaria as fragilidades do governo. Palocci atuava em questões intangíveis que demandam confiança irrestrita e fragilidade zero. Predicados que, inocente ou culpado, ele já não possuía depois da sangria a que foi submetido nas últimas semanas. (Págs. 1 e A7)


Direcional progride com a baixa renda

Construção popular sempre foi o negócio de Ricardo Valadares Gontijo, dono da Direcional Engenharia, única entre as construtoras listadas em bolsa que abraçou, de fato, o segmento de 0 a 3 salários mínimos, base do programa Minha Casa Minha Vida. Gontijo ganha bom dinheiro com isso. Os resultados da Direcional estão acima da média do mercado. Em 2010, teve margem líquida de 23%, ante 14% da média setorial. No primeiro trimestre, quando houve queda generalizada dos ganhos no setor, a margem líquida foi de 17%, frente aos 12% das abertas. Saiu de vendas de R$ 127 milhões em 2007 (antes de abrir o capital) para R$ 1 bilhão em 2010. Desde 2008, cresce a uma média de 50% ao ano.

A Direcional também foi a primeira empresa "forasteira" a se aventurar em Roraima, Pará e Amazonas. Só em Manaus tem 16 canteiros de obras. A empresa adotou a verticalização total das operações e, um grande diferencial, contrata praticamente 100% dos 13 mil trabalhadores que atuam nas obras.

Aos 60 anos, Gontijo continua ativo no dia a dia do negócio e se considera "iluminado". Há 23 anos, com hepatite B e cirrose, recebeu do médico a previsão de que teria apenas 60 dias de vida. Hoje é um dos transplantados de fígado mais longevos do mundo. (Págs. 1 e B1)

Bancos cortejam empresas menores

Com as medidas de aperto ao crédito, os bancos intensificaram a corte às micro, pequenas e médias empresas. Elas têm conseguido financiar seu capital de giro a prazos maiores e, em alguns casos, a um custo menor, apesar do atual ciclo de elevação da taxa básica de juros. Os retornos para os bancos são tão bons quanto nas linhas destinadas ao consumo.

Na média, os juros cobrados para capital de giro subiram só 0,5 ponto percentual de janeiro para cá, a 29,8% ao ano, em comparação ao 1,25 ponto percentual da Selic. O Bradesco, que até o fim de 2010 oferecia linhas de 12 a 24 meses, criou outras duas, com prazos de 36 meses e 48 meses e juros de 2,7% ao mês, em comparação aos 3,5% anteriores. O HSBC estendeu em abril a linha, que oscilava entre 7 e 12 meses, para 18 e 24 meses, premiando as empresas boas pagadoras com uma ou duas prestações gratuitas ao final do contrato. No Santander, tal bonificação pode chegar a três parcelas, em operações adimplentes com vencimento em 36 meses. O BB já tinha oferta de 24 meses e a demanda aumentou.

"O micro, pequeno e até médio empresário é muito carente de linhas longas. O ambiente de menor risco dá segurança para se aumentar os prazos", diz Octavio de Lazzari Junior, diretor do Bradesco. (Págs. 1, C1 e C2)

Total aposta em cana com maior valor agregado

Dono de um faturamento de € 159 bilhões no ano passado, o grupo francês Total tem planos definidos para sua área de processamento de cana-de-açúcar no Brasil. Diferentemente do que fazem seus concorrentes, como Petrobras, Shell e BP, voltadas ao etanol de primeira geração para abastecer veículos, a Total vai usar caldo da cana para fabricar produtos de maior valor agregado, como bioquerosene, biocombustível para aviação, biodiesel e biolubrificantes, disse ao Valor o presidente de gás e energia da empresa, Philippe Boisseau.

Suas metas são ambiciosas quanto à participação de mercado. Entre elas, está a de atingir em dez anos uma fatia de 5% a 10% no processamento de cana no país. A companhia não tem previsão exata de quanto deve investir no Brasil nos próximos anos. "Mas como uma referência, temos planos de aplicar € 5 bilhões em todas as áreas definidas por nós em bioenergia até 2020", afirmou Boisseau. Ele não descartou a possibilidade de comprar empresas no país, mas não quis comentar casos específicos. "Aquisição é uma opção, pois ainda não sabemos como produzir e processar cana-de-açúcar." (Págs. 1 e B16)

Brasil descarta acordo com UE sobre matérias-primas estratégicas (Págs. 1 e A3)


Petrobras adota tecnologias inéditas no Brasil, diz Sergio Donizete (Págs. 1 e B10)


Parcerias tecnológicas

Siemens-Chemtech, BG e EMC venceram a disputa promovida pela UFRJ para ocupar três terrenos no Parque Tecnológico da Coppe, na Ilha do Fundão. Juntas, vão investir até US$ 200 milhões em dois anos. (Págs. 1 e A4)

Chinesas nacionalizam produção

A estabilidade política e econômica do Brasil e o crescimento dos mercados de computadores e telefones levam fabricantes chineses de telecomunicações a instalar unidades produtivas no país. Depois de Foxconn e ZTE, o anúncio é da TCI, de celulares. (Págs. 1 e B3)

Conar de olho no discurso verde

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) divulgou ontem um conjunto de normas éticas para a publicidade com apelo ambiental. As peças deverão seguir os princípios da veracidade, exatidão, pertinência e relevância. (Págs. 1e B4)

Gestão ‘inativa’

Estudo da gestora americana BlackRock indica que gestores brasileiros de fundos de ações ativos, que buscam superar a variação do Índice Bovespa, apresentam em média ganhos apenas "modestamente" superiores a variação do referencial. (Págs. 1 e D2)

Ideias

Cristiano Romero

Há boas razões para acreditar que o investimento será o motor da economia nos próximos anos. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Carlos Lessa

O endividamento do setor público, empresas e famílias, no Brasil, não tem sido virtuoso neste novo milênio. (Págs. 1 e A11)

Carro chinês tira espaço dos argentinos no Brasil

Está mudando de forma acelerada a origem dos automóveis importados pelo Brasil. China e Coreia ganham espaço, substituindo em parte a entrada de carros vindos da Argentina. Os chineses fazem diferença no desembarque de carros menores e populares. Estreantes no mercado brasileiro, eles já avançaram para 9% do total importado nessas categorias de veículos. Em 2010, tinham 0,6%. No acumulado de março a maio, a fatia da China salta para 13,6%. (Págs. 1 e A3)

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terça-feira, junho 07, 2011

HORA EXTRA [In:] CAI O REI DE ESPADA...

07/06/2011 - 18h15

Palocci entrega carta a Dilma pedindo afastamento do cargo


O ministro Antonio Palocci (Casa Civil) entregou na tarde desta terça-feira carta à presidenta Dilma Rousseff solicitando o seu afastamento do governo, conforme anteciparam Vera Magalhães e Julio Wiziack.

"O ministro considera que a robusta manifestação do Procurador Geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta. Considera, entretanto, que a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento", diz nota do ministério.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi convidada para substituir Palocci na Casa Civil.

Ontem, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu arquivar todas as representações, que pediam abertura de inquérito contra Palocci, relacionadas ao fato de seu patrimônio ter aumentado pelo menos 20 vezes de 2006 para 2010, como revelou reportagem da Folha.

Ele entendeu que não existem indícios concretos da prática de crime nem justa causa para investigar o caso.

Em um documento de 37 páginas, Gurgel afirmou que a legislação penal "não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada".

Segundo o procurador, os partidos de oposição que propuseram as representações não apresentaram documentos que demonstrem a prática de crime.

Leia a íntegra da nota da Casa Civil sobre o afastamento de Palocci:

"O ministro Antonio Palocci entregou, nesta tarde, carta à presidenta Dilma Rousseff solicitando o seu afastamento do governo.

O ministro considera que a robusta manifestação do Procurador Geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta.

Considera, entretanto, que a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento."

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XÔ! ESTRESSE [In:] ... FOI SEM QUERER, QUERENDO

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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GOVERNO DILMA/PALOCCI [In:] É MENTIRA, HUGO ?

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'Fuerza, fuerza', diz Hugo Chávez ao cumprimentar Palocci

Presidente da Venezuela foi recebido por Dilma Rousseff no Planalto.
Chávez está de muleta por conta de problemas no joelho.

Débora Santos e Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cumprimenta o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e é observado pela presidente Dilma Rousseff (Foto: André Dusek / Agência Estado)
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez,
cumprimenta o ministro-chefe da Casa Civil,

Antonio Palocci, e é observado pela presidente
Dilma Rousseff (Foto: André Dusek / Agência
Estado)

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desejou "força" ao ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, ao cumprimentá-lo nesta segunda-feira (6) no Palácio do Planalto. Com uma muleta, Chávez foi recebido pela presidente Dilma Rousseff nesta manhã. O venezuelano gastou cerca de 10 minutos nos cumprimentos aos ministros brasileiros e fez questão de conversar brevemente com cada um deles.

"Fuerza, fuerza", disse Chávez ao estender a mão a Palocci, primeiro ministro na fila de cumprimentos. Palocci enfrenta uma crise política após a "Folha de S.Paulo" afirmar que ele teve o patrimônio aumentado em 20 vezes entre 2006 e 2010, quando era deputado federal.

Antes de cumprimentar os ministros brasileiros, Chávez contou uma história aos jornalistas presentes ao Salão Nobre do Palácio. "Em uma das minhas visitas ao Brasil, estava passeando na praia com o presidente Lula, quando várias pessoas começaram a nos cercar. Eu perguntei a eles: 'vocês são jornalistas?'. Eles responderam: 'sim, mas também somos gente'", relatou o presidente venezuelano após indagar se o grupo de pessoas que observava a chegada dele ao Planalto era formado por jornalistas.

Esta é a primeira visita de trabalho de Chávez ao Brasil no governo Dilma. O venezuelano esteve na posse da presidente, em 1º de janeiro, mas não houve reunião bilateral. A visita estava marcada anteriormente para 10 de maio. Por causa de uma lesão no joelho, Chávez desmarcou de última hora o encontro.

Na ocasião, a embaixada da Venezuela explicou que o governante teve um agravamento da lesão e foi aconselhado por uma junta médica a permanecer em repouso. A piora ocorreu durante o esforço físico de Chávez na entrega de unidades habitacionais no dia em que embarcaria para o Brasil.

Como ainda não está recuperado da lesão, o presidente venezuelano está usando muletas e não pôde subir a rampa do Palácio do Planalto, como é praxe em recepções a governantes estrangeiros. Ele entrou no palácio pela garagem e subiu de elevador para o segundo andar, onde fica o Salão Nobre.


De acordo com a assessoria da embaixada venezuelana, um assunto que terá destaque durante o encontro de Dilma e Chávez, é a cooperação dos dois países no setor energético e intergração fronteiriça. Brasil e Venezuela querem diversificar a matriz de energia e ampliar parcerias na prospecção e comercialização de petróleo. Chávez e Dilma também devem tratar de segurança na fronteira.


Homenagem aos chargistas brasileiros.
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INDÚSTRIA-GOVERNO DILMA {IN:} DESINDUSTRIZALIAÇÃO BRASILEIRA ?

De montadora, a indústria passa a importadora

O Estado de S. Paulo - 07/06/2011

O governo desistiu, ao que parece, de lutar contra a valorização da moeda nacional em relação ao dólar, que se desvaloriza, ao passo que os negócios no comércio exterior na sua grande maioria são realizados e faturados na moeda norte-americana. Isso explica que nossas importações tenham aumentado 28,2% nos primeiros meses do ano.

Não basta essas importações, que até recentemente se concentravam em matérias-primas e bens intermediários, terem tornado nossa indústria mera montadora de produtos de consumo duráveis, com destaque para a Zona Franca de Manaus. Agora, em razão de uma taxa cambial supervalorizada, as empresas brasileiras concluem que, para terem produtos a preço convidativo, devem simplesmente se transformar em importadoras de bens acabados, correndo o risco de agravar o processo de desindustrialização que começou alguns anos atrás com a importação de componentes.

Esse processo de substituição de produtos acabados por importados está caminhando lentamente, mas com firmeza. As matérias-primas e os bens intermediários, que representavam 46,8% das importações em 2009, caíram para 46%, no ano passado, e para 45,4%, nos cinco primeiros meses deste ano - e com a alta do preço das commodities o desembolso foi ainda maior. Neste ano, a participação dos bens de consumo duráveis, para o mesmo período, aumentou gradualmente, de 9,1% para 10,2% e 10,3%.

São dados em dólares. No entanto, se tomamos por base o volume das importações - disponível só até abril -, verificamos que o de bens duráveis, mas a um preço menor do que no passado, cresceu 38,9% no quadrimestre, enquanto o de bens intermediários, no mesmo período, subiu apenas 9,6%, segundo artigo de Raquel Landim no Estado de domingo. Há outros exemplos que ilustram muito bem a gravidade dessa evolução, em que produtos que não apresentavam dificuldades para ser produzidos no Brasil (como artigos eletrodomésticos) passaram a ser importados por serem mais baratos.

Isso obriga a buscar uma explicação para os fatores que lá fora reduzem o custo de produção. Sem dúvida, a valorização da taxa cambial tem grande responsabilidade no encarecimento externo dos produtos brasileiros. Não é, porém, a única, e talvez nem a mais importante causa: a carga fiscal, que contribui para elevar os preços dos bens aqui fabricados, também é responsável. Sem falar da falta de inovação.

RECEITA-GOVERNO DILMA [In:] CUSTOS DE TRANSAÇÃO

Fim do CPF em cartão

Correio Braziliense - 07/06/2011

O Cadastro Nacional de Pessoa Física (CPF) mudou. Agora, a Receita Federal não vai mais emitir o documento em cartão magnético azul. O documento será em papel e pode ser impresso em casa quantas vezes forem necessárias, sem custo nenhum para o emissor. Na prática, o novo documento será apenas um comprovante de inscrição no CPF, e a autenticidade do papel e do portador poderá ser comprovada também via internet.

Os documentos antigos não perdem a validade com as mudanças. Em caso de perda, o proprietário do CPF entra no site da Receita e emite a segunda via. Quem ainda não tem inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Física deve ir até uma agência do Banco do Brasil, aos Correios ou à Caixa Econômica Federal portando a carteira de identidade (veja quadro). As instituições vão emitir um certificado com um número que permitirá que a pessoa acesse o site da Receita Federal e retire o comprovante de inscrição.

PALOCCI/PT [In:] MERA COINCIDÊNCIA

Dono de apartamento alugado a Palocci é do PT

Dono de apartamento alugado a Palocci é do PT


Autor(es): agência o globo:Germano Oliveira
O Globo - 07/06/2011

SÃO PAULO. O advogado Gesmo Siqueira dos Santos, proprietário do apartamento alugado pelo ministro Antonio Palocci, é filiado ao PT de Mauá, no ABC paulista, há 23 anos, segundo informou ontem ao GLOBO o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Por e-mail, o TRE informou diz que "sua situação é regular no PT com data de filiação de 16 de abril de 1988".

- O ministro reafirma que não conhece Gesmo Siqueira dos Santos. Nunca esteve com ele, nunca o viu no PT ou em qualquer outro lugar. O ministro não pode ser responsável pelos atos de Gesmo - disse Thomaz Traumann, assessor especial de Palocci, ao ser informado sobre a filiação.

O presidente do PT de Mauá, Leandro Dias confirmou, por meio de sua assessoria, que Gesmo já foi filiado ao partido, mas informou que a inscrição foi cancelada. Leandro não informou a data do cancelamento. Mas, segundo o TRE, a filiação de Gesmo ao PT "é regular".

Leandro é filho do prefeito petista de Mauá, Oswaldo Dias. Ontem, a assessoria do prefeito e do presidente municipal do PT, que é a mesma, disse que a administração petista da cidade do ABC não tem qualquer envolvimento com Gesmo ou com seu sobrinho, Dayvini Costa Nunes.

Laranja teria trabalhado
na prefeitura de Mauá

Em entrevista à revista "Veja", Dayvini disse ser laranja no caso do aluguel do apartamento a Palocci. Afirmou que morava num casebre e que chegou a trabalhar na prefeitura de Mauá.

A assessoria do prefeito e do presidente do PT confirmou que Dayvini trabalhou na prefeitura - de 7 de julho de 2008, na administração de Leonel Damo, adversário do PT, até 5 de janeiro de 2009, quando foi exonerado da chefia de uma unidade de saúde. Dayvini, segundo a assessoria, foi demitido pelo prefeito Oswaldo Dias.

Gesmo disse ontem não se lembrar de ter se filiado ao PT.

- Não tenho nada com o PT. Sou apartidário. Nunca atuei no partido. Não me lembro de ter assinado a ficha de filiação - disse Gesmo, que responde a 35 processos por falsificação de documentos e adulteração de combustíveis em postos de gasolina de sua propriedade.

Gesmo só fala por celular. Todos os endereços fornecidos em documentos oficiais por ele são frios e suas empresas são de fachada. Até o endereço dado por ele à OAB, seção de São Paulo, é frio. Nesse endereço, em Moema, funciona uma clínica veterinária; o veterinário não conhece Gesmo.

O advogado disse que não pode aparecer para não sofrer ações e retaliações de seus credores, razão pela qual também passou seus bens para os filhos e sobrinhos. Disse que não conhece Palocci e que, ao firmar os contratos de aluguel do apartamento, o fazia por meio de motoboys, que levavam os contratos até os escritórios de Palocci e sua mulher Margarete, que os devolviam aos motoboys, após assinados.

GOVERNO DILMA/PALOCCI [In:] É MENTIRA, GURGEL

PROCURADOR-GERAL REJEITA DENÚNCIA CONTRA PALOCCI

GURGEL ARQUIVA DENÚNCIA


Autor(es): » Denise Rothenburg e Débora Álvares
Correio Braziliense - 07/06/2011

Roberto Gurgel arquiva o pedido para investigação dos negócios feitos pela empresa do ministro da Casa Civil. Mas ainda há dúvidas sobre a permanência dele no governo. Pela manhã, no Planalto, Antonio Palocci recebeu apoio de Hugo Chávez:"Fuerza,fuerza"

Procurador-geral da República considera que contratos firmados pela empresa de Antonio Palocci estão corretos, mas permanência do ministro no cargo ainda é uma incógnita

Com a decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar o pedido para investigar o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, cresce entre os aliados do ministro a perspectiva de que ele possa permanecer no governo, ainda que atravesse um período de turbulência nos próximos dias. Gurgel considerou que os contratos assinados entre Palocci e seus clientes estão corretos e não há o que apurar. A decisão, pela qual torcia o ministro, foi comemorada no Planalto. "Ele ganhou uma batalha, vamos ver se a guerra acabou e ele pode ficar", comentou um assessor da presidente Dilma. Os dois próximos dias serão decisivos.

Gurgel foi direto no fim do parecer: "Com a mesma firmeza com que sustentei oralmente, no plenário do Supremo Tribunal Federal, a acusação contra o representado (Palocci) na PET 3.898 (o caso do caseiro Francenildo), entendo que os elementos trazidos pelas representações dos eminentes parlamentares e mesmo pelas matérias jornalísticas são absolutamente insuficientes para um juízo de reprovação no campo penal".

O parecer do procurador diz em várias passagens que não há indício suficiente de tráfico de influência. "Não há igualmente indício idôneo da prática do crime de tráfico de influência, que, segundo os representantes, decorreria necessariamente do fato de clientes da empresa Projeto terem celebrado contratos com entidades que integram a administração indireta e fundos de pensão", informa o texto. Gurgel ressalta ainda que "os fatos, do modo como descritos nas representações, não se enquadram, sequer em tese, no crime de tráfico de influência."

Mas se Palocci ainda terá força para permanecer no governo é uma pergunta que ontem à noite ninguém conseguia responder. Isso quem vai dizer é a presidente Dilma Rousseff e o próprio ministro. Afinal, ninguém descarta que ele de viva-voz avalie que é melhor deixar o cargo. Ontem pela manhã, entretanto, não tinha essa ideia. "Estou todo esfolado. Cotovelos, joelhos, braços, pernas." Assim, Antonio Palocci, reagiu quando um amigo lhe perguntou sobre seu estado de espírito.

A frase dele, entretanto, não quer dizer que ele vá pedir demissão. À noite, em nota, Palocci comentou a decisão de Gurgel. "Prestei todos os esclarecimentos de forma pública. Espero que essa decisão recoloque o embate político nos termos da razão, do equilíbrio e da Justiça", destacou.

O ministro conversou longamente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo. Juntos, avaliaram que a situação requer cuidados, mas nem tudo está perdido. A presidente Dilma ainda não decidiu o que fazer. Vai depender do que vier pela frente. Ela considera que a crise não terminou e que as explicações dadas por Palocci na televisão deixaram a desejar, mas a decisão de Gurgel irá pesar. Ou seja, se a situação política se acalmar, Palocci fica. A oposição pretende ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar manter o tema em alta e buscar as assinaturas necessárias para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso.

Cenário
A sensação entre os aliados é a de que Palocci voltou a respirar sem aparelhos. Ontem, ele participou inclusive da reunião de coordenação com Dilma logo cedo — o encontro que avalia a semana anterior traça um cenário da conjuntura e analisa o que há de mais urgente e importante para tratar nos próximos dias.

A maior parte do dia foi ocupada pela visita do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Na cerimônia de ontem no Planalto, Chávez desejou "fuerza, fuerza" ao ministro da Casa Civil. No fim do discurso, o presidente venezuelano citou Palocci, ao agradecer à Dilma e propor um relacionamento mais próximo com o governo brasileiro.

Palocci evitou a imprensa a todo custo ao longo do dia. Ao chegar ao Palácio do Itamaraty, para o almoço em homenagem a Chávez, usou a entrada privativa, diferentemente de outros colegas de ministério. Ele tem feito tudo para demonstrar tranquilidade e trabalhar normalmente. Hoje, participará da reunião sobre a Conferência da Organização das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, a Rio 20, às 11h.

Colaborou Diego Abreu

Definição na Câmara
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), vai definir hoje se mantém ou não a convocação aprovada na última quarta-feira pela Comissão de Agricultura e Pecuária da Casa para que o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, preste depoimento sobre a multiplicação de seu patrimônio nos últimos quatro anos. A aprovação se deu durante um descuido dos deputados da base aliada, que não se manifestaram, para que a convocação fosse validada. Os governistas classificaram de golpe a atitude da oposição. Pressionado pelos dois lados, Maia avisou que assistirá ao vídeo da sessão antes de definir o caso.

Personagem da notícia
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel (foto), decidiu pelo arquivamento do pedido de investigação, protocolado pela oposição, para apurar a evolução patrimonial do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, às vésperas de concluir seu mandato de dois anos no cargo. A nomeação dele como procurador-geral da República vence em 22 de julho. A escolha do ocupante do principal cargo na estrutura do Ministério Público Federal é função exclusiva do Presidente da República. Em maio, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) realizou uma eleição para escolha de uma lista tríplice a ser enviada à presidente Dilma Rousseff. Gurgel foi o mais votado com 454 votos. Os nomes que completam a lista são Rodrigo Janot (347 votos) e Ela Wiecko (261 votos). A presidente da República não é obrigada a seguir as indicações, já que ela dispõe da prerrogativa de indicar qualquer procurador da República com mais de 35 anos para exercer o cargo maior do MPF.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

07 de junho de 2011

O Globo


Manchete: Procurador arquiva caso e Lula tenta manter Palocci

Gurgel não viu indícios de crime; Dilma está dividida sobre permanência do ministro

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, arquivou o pedido de investigação contra o ministro Antonio Palocci apresentado pelos partidos de oposição. Gurgel disse que não viu indícios dos crimes de enriquecimento ilícito nem tráfico de influência. Não descartou ter havido improbidade administrativa, mas afirmou que essa investigação não é de sua competência. Graças ao argumento de Gurgel – que está a um mês de renovar seu mandato por mais dois anos -, Palocci, cuja situação é muito delicada, pode ter conseguido uma sobrevida, como vinha sendo defendido pelo ex-presidente Lula. O grande desafio é buscar, inicialmente, apoio dentro do PT ao ministro. Ontem à noite, depois de conversar com Lula por telefone, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com o presidente do PT, Rui Falcão. A informação era que, apesar da pressão dos aliados, a presidente fora convencida a segurar Palocci. (Págs. 1, 3 a 14, Merval Pereira e Míriam Leitão)

Dono de apartamento alugado a Palocci é do PT

Dono do apartamento alugado ao ministro Antonio Palocci, o advogado Gesmo Siqueira dos Santos é filiado ao PT de Mauá, no ABC paulista, há 23 anos, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Palocci diz que não conhece o advogado, que, por sua vez, afirmou não se lembrar de ter se filiado ao PT. O PT de Mauá informou que Gesmo já foi filiado ao partido, mas que a inscrição foi cancelada. (Págs. 1 e 10)


Com ‘fuerza’, mas sem força

Em visita a Brasília, o venezuelano Hugo Chávez encontrou-se ontem com o ministro Antonio Palocci e, depois de um abraço, recomendou: “Fuerza, fuerza.” Mais cedo, a Força Sindical, central aliada do governo, pediu em nota a saída de Palocci. “O imediato afastamento do ministro só trará benefícios para o país, que vive um bom momento econômico, mas começa a sentir a paralisia política do governo”, diz a nota. (Págs. 1, 3 e 4)

Bombeiros colam fitas até na farda do Choque

Três dias após invadirem o QG da corporação, impedindo a saída de veículos de socorro, os bombeiros do Rio agora lutam pela libertação dos 439 colegas de farda presos. Ainda acampados nas escadarias da Alerj, eles passaram a distribuir fitas vermelhas em busca de apoio da população. Até policiais do Batalhão de Choque que os vigiavam foram vistos usando o adereço nas fardas. (Págs. 1, 17 e 18)


Voto da Alerj pode facilitar improbidade

Alvo de ações de improbidade movidas pelo MP, os deputados da Alerj estão para votar proposta que retira dos promotores a prerrogativa de processar parlamentares e autoridades públicas por crimes de colarinho branco, o que pode dificultar ainda mais o combate à corrupção. (Págs. 1 e 22)


Peru: Humala derruba a Bolsa e o sol

A vitória do nacionalista Ollanta Humala provocou um terremoto na economia mais dinâmica do continente: no dia seguinte à eleição, a Bolsa peruana teve a maior queda de sua História – 12,51% - e o sol, a moeda do país, caiu 1,24%. (Págs. 1, 31 e 32)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Procurador-geral poupa Palocci de investigação

Em nota, ministro afirma que decisão coloca ‘embate político nos termos da razão’; aliados ampliam pressão pela saída dele

O procurador-geral, Roberto Gurgel, arquivou os pedidos de investigação sobre o enriquecimento do ministro Antonio Palocci e as atividades da sua empresa, a Projeto.

Gurgel concluiu que não há indícios de que Palocci tenha cometido crimes.

No centro de uma crise desde que a Folha revelou seu aumento patrimonial, o ministro disse em nota esperar que a decisão – atacada pela oposição – coloque “o embate político nos termos da razão e do equilíbrio”.

Aliados do governo, incomodados com o desgaste do caso, criticaram Palocci.

Ligada ao PDT, a Força Sindical pediu sua saída imediata. O PC do B afirmou que o ministro não se explicou “satisfatoriamente”. A proposta de CPI teve adesão de Ana Amélia (PP). (Págs. 1 e Poder)

Dilma e ministro chegaram a acertar carta de demissão

A presidente Dilma e Antonio Palocci chegaram a combinar na manhã de ontem os termos de uma carta de demissão do ministro. Mas o arquivamento do pedido de inquérito pela Procuradoria-Geral da República levou Dilma a adiar a decisão para hoje. (Págs. 1 e A6)

Garçom do Planalto

Articulador político oficial do governo, mas longe do poder, o ministro Luiz Sérgio é apelidado de “garçom”, pois “só anota pedidos”. Se Palocci sair, ele deve deixar o cargo. (Págs. 1 e A8)

Fotolegenda: Fuerza, compañero
Diante da presidente Dilma e de ministros, Hugo Chávez cumprimenta Palocci, a quem recomendou ‘força’; o chefe da Casa Civil deixou almoço com o venezuelano sem falar com jornalistas. (Págs. 1 e A6)

Anvisa prepara alerta e proíbe o uso do termo ‘ração humana’

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária vai divulgar alerta de que substituir refeições pelas chamadas “rações humanas”, em geral compostas de cereais e fibras, traz riscos à saúde.

A nota também deve dizer que esses produtos não podem usar o nome de “ração humana” nem colocar no rótulo que têm propriedades medicinais. (Págs. 1 e C10)

Quanto dura o amor? Três anos, indicam pesquisas (Págs. 1, 4 a 7)


Novo serviço da Apple ‘legaliza’ música pirateada

A Apple apresentou o iCloud, serviço que armazena arquivos em rede e permitirá a usuários ouvir músicas em qualquer computador ou em aparelhos móveis como o iPad e o Iphone.

Músicas não compradas da Apple poderão ser trocadas via Itunes Match, por R$ 40 anuais. (Págs. 1 e B1)


Parada gay de São Paulo terá slogam bíblico

Com o slogan “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia” e uma carta contra o “conservadorismo e o fundamentalismo”, foi lançada ontem a 15ª Parada do Orgulho Gay de SP. O evento, no dia 26, acontece em meio a discussões do projeto de lei contra a homofobia no Congresso. (Págs. 1 e C3)

Foto legenda: Alta voltagem

Raios atmosféricos gerados por partículas da erupção do vulcão Puyehue (sul do Chile) iluminam o céu da região; a nuvem de cinzas atingiu sete províncias argentinas e pode chegar a Buenos Aires e ao RS. (Págs. 1 e A14)

Vitória de Ollanta Humala faz Bolsa cair 12,51% no Peru (Págs. 1 e A14)


Editoriais

Leia “O ICMS no Supremo”, sobre decisão relativa à guerra fiscal, e
“Virada na Europa”, acerca da situação política no continente depois da crise. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Procurador manda arquivar denúncias contra Palocci

Decisão é anunciada no dia em que aliados pediram a saída imediata do ministro e criticaram inação de Dilma

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, arquivou ontem representações da oposição que pediam investigações contra o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) por suspeita de enriquecimento ilícito. Gurgel concluiu que não havia indícios de que Palocci tenha cometido crime, nem como deputado nem como consultor. A decisão foi tomada no dia em que dois importantes aliados do governo cobraram mudanças na equipe da presidente Dilma Rousseff. O PC do B e a Força Sindical, maior central de trabalhadores do País, pediram a saída de Palocci e criticaram a imobilidade de Dilma diante da crise. O movimento é um indicativo de que, após o PT ter feito o mesmo, aliados do Planalto iniciaram um desembarque da defesa do ministro e querem usar a crise para enfraquecer Dilma. Palocci está usando sua relação com empresários da infraestrutura e representantes do setor financeiro para convencer a presidente a mantê-lo. (Págs. 1 e A4)


PC do B
Partido aliado do governo
"A crise exige solução que fortaleça a autoridade da presidente Dilma"


Foto legenda: ‘Fuerza, fuerza’

Chávez abraça Palocci no Planalto, momento em que o presidente da Venezuela desejou ‘força’ ao ministro. Dilma e Chávez fecharam acordo em que o BNDES emprestará US$ 637 milhões para a petrolífera venezuelana PDVSA construir um estaleiro. (Págs. 1 e A4)

Punição a Jaqueline

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), relator do processo contra Jaqueline Roriz (PMN-DF), vai pedir a cassação da deputada, que aparece em vídeo recebendo dinheiro. Para Sampaio, embora o vídeo seja de 2006, anterior à eleição de Jaqueline, a imagem do Congresso foi manchada. (Págs. 1, A8 e Nacional)

Novas usinas dependem do Congresso

Apostas do governo para ampliar a geração de energia no país, as hidrelétricas dos Rios Tapajós e Jamanxim, no Pará, enfrentarão processo mais complicado que o licenciamento de Belo Monte. As novas usinas deverão ocupar áreas de pelo menos três unidades de conservação ambiental na Amazônia. Para que essas reservas tenham seus limites alterados, será necessária aprovação do Congresso Nacional (Págs. 1, B1 e Economia)


Keiko promete fazer ‘oposição sólida’ no Peru

A pedido da OEA, a conservadora Keiko Fujimori reconheceu ontem a vitória do nacionalista Ollanta Humala no segundo turno da eleição presidencial peruana. Ela prometeu fazer uma “oposição sólida”. A Bolsa do país teve queda de 12,51%, a maior de sua história, por conta do triunfo de Humala. (Págs. 1, e A10)


Dora Kramer

Sem mais delongas

A presidente Dilma Rousseff vai perdendo a chance de chamar a si a decisão sobre o destino de Palocci e, com isso, prolonga a crise. (Págs. 1 e Nacional A6)


José Paulo Kupfer

Passado incerto

As reações do mercado, agora, parecem indicar a aceitação da nova estratégia do BC, de que evitar excessos é o melhor caminho. (Págs. 1 e Economia B8)

Notas & Informações

O STF e a guerra fiscal

A decisão do STF sobre as 14 ações pode ser uma boa notícia, mas pouco altera o panorama. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico


Manchete: UE tenta garantir oferta de matérias-primas do Brasil

A União Europeia (UE) começará pelo Brasil uma grande articulação internacional para garantir o abastecimento de matérias-primas estratégicas. A preocupação com a vulnerabilidade aumentou depois da alta dos preços e restrições às exportações impostas por diversos países.

O Valor apurou que o vice-presidente da Comissão Europeia e comissário de Indústria e Empreendedorismo, Antonio Tajani, tentará obter a assinatura de uma declaração de intenção bilateral sobre matérias-primas em sua visita ao Brasil, de sábado a segunda-feira.

A UE acredita que se conseguir vincular o Brasil, um dos grandes produtores mundiais de minérios, ao conceito de que nenhum país deve restringir exportações de matéria-prima, poderá em seguida "pressionar" a China e outros países fornecedores na direção de um entendimento internacional contra essas "distroções comerciais", que se daria no G-20, na Organização Mundial do Comércio e na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE). (Págs. 1 e A4)

Estímulos à tecnologia nacional

O governo vai usar seu poder de compra para dar vantagens a fornecedores nacionais que invistam em tecnologia. Essa será uma das principais armas da Política de Desenvolvimento Competitivo (PDC), a nova política industrial a ser divulgada em breve pelo governo. O setor público será autorizado a fazer encomendas sem licitação de bens tecnológicos a serem desenvolvidos por empresas no país, especialmente em áreas como fármacos, equipamentos de defesa e software.

A equipe econômica finalizou a regulamentação que dará preferência nas compras governamentais a empresas que desenvolvem tecnologia no Brasil mesmo a preços até 25% superiores aos dos concorrentes estrangeiros ou de tecnologia importada. O governo também vai rever a Lei de Informática, a chamada Lei do Bem, e a legislação sobre semicondutores para ampliar incentivos à fabricação de eletroeletrônicos no país. A tendência é retirar vantagens hoje concedidas à montagem de equipamentos eletrônicos, limitando-as gradualmente às empresas que cumpram requisitos mínimos de componentes nacionais. (Págs. 1 e A3)

Há vida além do Ibovespa

Na teoria, há uma regra aparentemente simples para ganhar dinheiro na bolsa de valores: saber comprar quando todo mundo está saindo de cena e vender quando há mais gente disposta a entrar em determinado papel. Atualmente, o mercado de ações parece oferecer condições para se pôr em prática essa máxima - mas, para isso, é necessário poder de análise, disciplina e, claro, saber suportar riscos.

Após perder quase 2% ontem, o Ibovespa acumula baixa de 9% no ano. A ValorInveste ouviu gestores de recursos, especialistas e investidores. Algumas estratégias mostram que não só é possível tomar decisões pouco, ou nada, influenciadas pelos índices de ações mas também aproveitar justamente este momento ruim do mercado. A revista circula hoje para assinantes do jornal e venda em bancas. (Págs. 1)

Aneel aponta irregularidade no uso do RGR

A fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontou uma série de irregularidades na administração da Reserva Global de Reversão (RGR), fundo de R$ 16 bilhões administrado pela Eletrobras. Relatório a que o Valor teve acesso mostra indícios de apropriação indevida pela estatal de pelo menos R$ 1,2 bilhão que deveriam ter sido repassados ao fundo. O texto indica ainda que as empresas do grupo foram beneficiadas por aditivos contratuais em empréstimos do fundo que permitiram prorrogação de pagamentos ou suspensão de juros e multas por atraso. A RGR é um encargo tarifário criado há 40 anos, pago por todos os consumidores em suas contas de energia.

Em nota oficial, a Eletrobras afirma que "não há inconsistência financeira ou contábil na utilização dos recursos do fundo RGR". (Págs. 1 e B11)

Foto legenda: Cobrança amigável

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, teve encontro ontem com a presidente Dilma Rousseff e pediu mais ivnestimentos brasileiros em seu país. Chávez foi lembrado de que a PDVSA, a estatal petrolífera da Venezuela, acumula dívida de US$ 1,4 bilhão com a Petrobras. (Págs. 1 e A4)

TAM transformará área de manutenção em S.A. aberta

A exemplo do que já foi feito com o programa de fidelidade, a TAM planeja no próximo ano separar e transformar em empresa independente o setor de manutenção. A presidente do conselho de administração da companhia, Maria Claudia Amaro, disse ao Valor que espera repetir o sucesso da operação de fevereiro do ano passado, quando o lançamento de ações da Multiplus, resultante do desdobramento da área de milhagens, levantou R$ 723 milhões. Enrique Cueto, presidente da chilena LAN, que está em processo de fusão com a TAM, afirmou que a conclusão do negócio deve ocorrer até março, por causa da decisão do Chile de investigar operação.

A União Europeia vai lançar um projeto-piloto de turismo com Brasil, Argentina e Chile, oferecendo tarifas reduzidas de passagens e hospedagem para atrair 50 mil viajantes suplementares durante a baixa temporada. Empresas como Air France, Alitalia, British Airways, Lufthansa e TAP integram o projeto. (Págs. 1, B8 e B9)


Susano compra controle de seis empresas de serviços ambientais, diz Moreira. (Págs. 1 e B1)


Avanço do gás natural

O uso de gás natural pode crescer mais de 50% até 2035 e superar o carvão como segundo combustível mais consumido no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). (Págs. 1 e A11)

Sita terá fábrica no Rio

De olho na ampliação e privatização dos aeroportos, a Sita, provedora de tecnologias para transporte aéreo, passará a fabricar totens de autoatendimento para check-in no Rio de Janeiro. (Págs. 1 e B2)


Telefônica aposta na banda larga

A Telefônica vai acelerar a implantação de uma rede de fibra óptica para oferecer banda larga em altíssima velocidade e vídeos em alta definição. O objetivo é que a fibra esteja disponível a 1 milhão de domicílios até o fim do ano, o dobro do número atual. (Págs. 1 e B3)

Atratividade do varejo

Relatório anual da consultoria A.T. Kearney aponta o Brasil como o mercado mais atrativo para a expansão dos negócios na área de varejo entre os países emergentes. Há dez anos, o país não figurava sequer entre os 30 primeiros. (Págs. 1 e B7)


Qatar AIrways de olho na TAP

A TAP já tem pelo menos um candidato oficial para participar de seu processo de privatização. A Qatar Airways formalizou interesse em assumir uma participação de até 49% na companhia aérea portuguesa. (Págs. 1 e B9)


Ferrous prepara investimentos

A mineradora Ferrous Resources está analisando três propostas para aquisição de 94 mil toneladas de aço para tubos, destinados ao mineroduto de 400 km entre o interior de Minas e o porto de Presidente Kennedy, no sul do Espírito Santo.(Págs. 1 e B11)

Biodiesel avança na Argentina

Na contramão de sua indústria petrolífera, que registra os piores resultados em duas décadas, a Argentina vive uma febre de investimentos na produção de biodiesel a partir da soja. O país é hoje o maior exportador mundial do produto. (Págs. 1 e B14)

Novos horizontes para seguradoras

Atrás pela expansão da agricultura e o crescimento da renda, seguradoras voltam-se às comunidades do interior do país para crescer. Na região Nordeste, o crescimento dos prêmios de janeiro a abril foi de 19% em relação a igual período de 2010. (Págs. 1 e C10)


Ideias

Delfim Netto

A crise pavorosa de 2008 mostrou que estabilidade monetária com inflação abaixo de 2% e câmbio flutuante não bastam. (Págs. 1 e A2)


Ideias

João Saboia

O atual ciclo de elevação dos juros deveria ser encerrado, ao mesmo tempo em que o BC deveria ser mais criativo. (Págs. 1 e A12)

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