A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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terça-feira, outubro 25, 2011
DILEMA DOS PRISIONEIROS [In:] TEORIA = PRÁTICA (ou não teorizamos !!!)
O preço dos alimentos e o 'dilema do prisioneiro'
| Autor(es): Louise Lucas e Alan Rappeport | Financial Times, de Londres e Nova York |
| Valor Econômico - 25/10/2011 |
O declínio de 5,3% no preço dos alimentos - de acordo com índice da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) - em relação ao pico verificado em fevereiro é uma faca de dois gumes paras as empresas de processamento de alimentos e bebidas às voltas com a inflação de insumos. A queda é vista por muitos, incluindo a FAO, como um abalo temporário. Além disso, a indústria alimentícia compra commodities em contratos de longo prazo e costuma fazer operações de hedge para proteger-se de sua exposição às variações - de forma que o impacto dos preços mais baixos pode levar seis meses ou mais para chegar aos lucros em seus balanços. A mudança de direção tem pouco impacto em comparação à pressão que a indústria processadora enfrenta no outro lado de suas operações: consumidores com menos dinheiro disponível. Portanto, o que pareceria ser uma pausa para descanso provavelmente será aproveitado pelas redes varejistas para tentar atrair compradores, segundo analistas. "As commodities agrícolas claramente retrocederam um pouco e geralmente isso é boa notícia para a indústria", afirma Jamie Isenwater, analista do Deutsche Bank. "No entanto, isso de fato exige uma decisão difícil e, de certa forma, poderíamos argumentar que sair de uma alta nas commodities é mais difícil de administrar do que seguir atravessando uma", acrescenta. A decisão se resume a aproveitar os ganhos, dando fôlego a suas pressionadas margens de lucros, ou repassá-los aos consumidores para ampliar as vendas em volume. Para os grandes grupos alimentícios europeus, como Nestlé, Unilever e Danone, a primeira opção seria a preferível, de acordo com analistas. A escolha, entretanto, não é exclusiva deles: redes varejistas e outras companhias alimentícias complicam ainda mais a equação. O analista Alan Erskine, do UBS, chama a situação de " dilema do prisioneiro". "Quando você tem um ambiente "macro" como o que temos hoje e promiscuidade [ou indiferença] dos consumidores em relação aos preços, então sempre haverá alguém que cederá saindo das fileiras." Andrew Lazar, analista do Barclays Capital, especializado em consumo, acrescenta que os "varejistas estão sempre pressionando os processadores" de alimentos. As empresas alimentícias deveriam aprender com os erros cometidos em 2009, quando reduziram os preços depois do declínio das commodities para tentar impulsionar os volumes, afirma Lazar. Como os consumidores dos Estados Unidos continuavam fragilizados, os descontos não geraram crescimento no volume de vendas e levaram à queda nos lucros. Erskine concorda. A indústria de alimentos não conseguiu manter as margens em 2009 "e muitos dos que tentaram aprenderam rapidamente a lição". Outro problema com a deflação, acrescenta, é seu caráter de novidade: com exceção de 2009-2010, o setor não tem muita experiência em lidar com a situação. "Quando há qualquer pressão inflacionária, eles têm manuais de sobra [...], mas para a deflação não há tantos." O declínio no índice da FAO é resultado do recuo na cotação de grãos, açúcar e óleos vegetais, em meio aos receios de queda na demanda e desaceleração da economia mundial, algo exacerbado pelo fato de que os preços estavam perto de patamares recorde. De qualquer forma, os operadores continuam acreditando que o preço de alimentos, como milho, carne bovina ou arroz, poderia atingir novos recordes, por falta de oferta. Apesar do recente recuo, o índice de preços de alimentos da FAO continua 16% acima de onde estava há 12 meses. Historicamente, as empresas de produtos embalados geraram cerca de 50% do valor para os acionistas quando elevaram os preços em tempos de alta das matérias-primas e, depois, os mantiveram durante quedas subsequentes, afirma o consultor Richard Benson-Armer, da McKinsey. Muitos conglomerados ligados ao setor de alimentos, ao repassar apenas aumentos modestos nos preços que cobram, absorveram a alta de custos quando as commodities subiram e deveriam recuperar isso quando os custos recuam, acrescenta. Concretizar isso, contudo, nem sempre é fácil, especialmente com os supermercados envolvidos em guerras de preço e os consumidores em situação de instabilidade financeira. Além disso, preços baixos nem sempre equivalem a grandes vendas. Como observa Erskine, a elasticidade é uma mão de duas vias. "As pessoas sempre compram a mesma quantidade de papel higiênico, não importa o preço", afirma. (Colaborou Jack Farchy) |
GOVERNO DILMA [In:] AQUI SIM: CONVERSA ENTRE CACIQUES !
Após nove anos, FHC volta ao Alvorada para jantar com Dilma
ANA FLOR
DE BRASÍLIA
Dilma receberá para um jantar em Brasília o grupo conhecido como The Elders (os anciãos, em português), que reúne líderes mundiais em torno de uma agenda humanitária e de promoção da paz.
Além de FHC, estão confirmados no jantar o arcebispo sul-africano Desmond Tutu, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter; Martti Ahtisaari, ex-presidente da Finlândia; Gro Brundtland, ex-primeira-ministra da Noruega; e Mary Robinson, a primeira mulher a assumir a presidência da Irlanda e ex-alta comissária da ONU para Direitos Humanos.
O grupo foi criado em 2007 pelo ex-presidente sul-africano Nelson Mandela _que não virá ao Brasil por motivos de saúde.
| Yasuyoshi Chiba - 18.ago.2011/France Presse | ||
| Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso conversa com a presidente Dilma Rousseff durante evento em SP |
Em fevereiro, durante a comemoração dos 90 anos da Folha, FHC pediu a Dilma que os recebesse em audiência. À época, a presidente confirmou o desejo de encontrar os líderes. Eles estão reunidos no Rio para um encontro aberto hoje e que termina na quinta-feira.
Entre as pautas do encontro está a paz no Oriente Médio. Eles apoiam a criação imediata do Estado Palestino, mesmo pleito feito por Dilma em setembro em seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Outros dois temas dos líderes no Rio são o fim dos casamentos infantis forçados, que acontecem principalmente na África e mundo islâmico, e a crise social e alimentar na Coreia do Norte.
Um quarto tema a ser discutido é o das mudanças climáticas. A pauta é uma das principais da política externa de Dilma atualmente, que tem convidado presidentes e lideranças para participar em 2012 da Rio+20, evento com o qual pretende deixar sua marca na área.
Será a primeira vez que o ex-presidente Fernando Henrique voltará ao Palácio daAlvorada, residência oficial da Presidência da República, desde o final de seu governo (1994-2002).
Depois de uma relação difícil com Lula, seu sucessor, FHC tem mantido relações cordiais com Dilma. Ele chegou a irritar seu partido, o PSDB, com declarações elogiosas, feitas em seu blog, à ação da presidente no combate à corrupção.
Já Dilma desagradou o PT ao fazer elogios em carta a Fernando Henrique, por ocasião do aniversário de 80 anos do ex-presidente.
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DILMA ROUSSEFF vs. LULA [In:] ''ÍNDIO QUER APITO...''
Conversa entre caciques
| Lula e Dilma ainda discutem futuro de Orlando |
Autor(es): CHRISTIANE SAMARCO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo |
| O Estado de S. Paulo - 25/10/2011 |
A convite de Dilma, Lula participou ontem da inauguração da Ponte do Rio Negro: em conversa reservada durante a viagem até Manaus, o ex-presidente disse à sucessora não estar mais convicto da inocência do ministro Orlando Silva
Preocupado com crise no Esporte, ex-presidente muda discurso e agora critica o PC do B: "Não me falam a verdade"
Depois de comandar uma campanha de bastidor pela permanência de Orlando Silva à frente do Ministério do Esporte e de pedir ao PC do B que resistisse às pressões para abandonar o posto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou o discurso, passou a criticar o partido e o ministro e admitiu que o desfecho da crise "está em aberto". Em conversa com um correligionário ontem, Lula confessou que está preocupado e desabafou: "Não tenho mais convicção de nada. Esses caras não me falam a verdade". Também foi este o tom do encontro reservado com sua sucessora Dilma Rousseff. A convite da presidente, ele a acompanhou na viagem de Brasília a Manaus para a inauguração da Ponte do Rio Negro ontem. Segundo um dos interlocutores do ex-presidente, o tema da conversa foi a situação de Orlando. Diante de mais uma notícia de fraude em programa do ministério, conforme notícias publicadas ontem pelo Estado, Lula reclamou dos dirigentes do PC do B que não lhe contam a história por inteiro. A mais de um interlocutor, ele admitiu ter sido surpreendido pelas denúncias e pela sequência de suspeitas levantadas. E não escondeu o incômodo causado pela situação. Nessas conversas, Lula deixou claro que está "muito preocupado", e que não tem convicção formada sobre as denúncias, "nem para o bem, nem para o mal". Sua única certeza é a de que ele não vem recebendo as informações por completo. "Só me contam o que interessa. O que não interessa, eu fico sabendo pelos jornais", queixou-se. Durante as 2 horas e 40 minutos de voo até a capital amazonense, Lula e Dilma fecharam-se na área reservada do avião presidencial para tratar da crise que envolve o ministério do Esporte. A comitiva da presidente, que incluiu o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RO), e o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, mal viu Dilma e Lula a bordo. Tensão. Diferentemente do habitual, a presidente dedicou todo o seu tempo e sua atenção a Lula, e não conversou com nenhum dos ministros convidados a acompanhá-la. Mesmo depois de o avião aterrissar, a comitiva que a aguardava no aeroporto, incluindo o governador Omar Aziz (PSD), ainda teve que esperar cerca de 20 minutos, até que o encontro reservado terminasse. Integrantes da comitiva presidencial que acompanharam Lula e Dilma na inauguração da ponte Rio Negro dizem que ambos procuraram disfarçar o clima tenso da conversa. Mas os que conhecem bem o ex-presidente dizem que encontraram um Lula bem mais sério do que o normal, e abatido por conta dos problemas no Esporte. Ele confessou não saber mais o que é real e o que é jogo político na crise com o PC do B. Deixou a impressão de que fatos novos contra o ministro na imprensa acabam tornando sua situação insustentável. Lula avalia que o problema vai muito além da denúncia de corrupção no governo e que a crise é política. O que difere esta crise das anteriores que envolveram denúncia de corrupção no governo é precisamente o PC do B. Afinal, os demais partidos, como o PMDB de Wagner Rossi, e o PR de Alfredo Nascimento, têm divisões internas, enquanto os comunistas integram um partido monolítico. Além disso, Lula não tem o PC do B na conta de uma legenda aliada, mas de um parceiro de projeto de poder, o que dificulta ainda mais o descarte de um ministro da sigla. |
segunda-feira, outubro 24, 2011
GOVERNO DILMA [In:] ''LAVANDO, LAVANDO, ... CHEIRINHO DE ... LAVANDO, LAVANDO..." *
DILMA APRESSA LEI MAIS DURA CONTRA LAVAGEM DE DINHEIRO
| DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO LEVAM DILMA A ACELERAR LEI DE LAVAGEM DE DINHEIRO |
Autor(es): Por Caio Junqueira | De Brasília |
| Valor Econômico - 24/10/2011 |
A presidente Dilma Rousseff decidiu acelerar a tramitação da nova lei contra a lavagem de dinheiro para dar uma resposta à onda de denúncias de corrupção que desde junho a levou a demitir cinco ministros de Estado e que agora ameaça derrubar mais um, Orlando Silva, do Esporte. O texto foi finalizado na semana passada e a expectativa é de que seja apreciado no plenário da Câmara dos Deputados amanhã A presidente Dilma Rousseff decidiu acelerar a tramitação da nova lei de lavagem de dinheiro com o objetivo de dar uma resposta legislativa à onda de denúncias de corrupção que desde junho a levou a demitir cinco ministros de Estado e agora ameça derrubar mais um, Orlando Silva, dos Esportes. O texto foi finalizado na semana passada. Participaram da redação final a Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, integrantes da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Enccla) e a Frente Parlamentar de Combate à Corrupção. A expectativa é de que seja apreciado pelo plenário da Câmara dos Deputados amanhã. Em suma, o documento amplia o rol de empresas que deverão informar aos órgãos de fiscalização e reguladores um cadastro e informações periódicas sobre seus clientes, bem como qualquer movimentação financeira suspeita ou superior a R$ 100 mil em espécie. Um dos principais alvos do projeto são as consultorias, prestadas por pessoas físicas e jurídicas, em diversas áreas, como compra e venda de imóveis, estabelecimentos comerciais ou industriais ou participações societárias de qualquer natureza; gestão de fundos, valores mobiliários ou outros ativos; abertura ou gestão de contas bancárias, de poupança, investimento ou de valores mobiliários; criação, exploração ou gestão de sociedades de qualquer natureza, fundações, fundos fiduciários ou estruturas análogas; financeiras, societárias ou imobiliárias. Se já estivesse em vigor, por exemplo, a empresa de consultoria do ex-ministro da Casa Civil de Dilma Antonio Palocci, derrubado do cargo após atividades empresariais suspeitas, entraria neste rol. Ele seria obrigado a manter e atualizar seu cadastro de clientes junto aos órgãos de controle, algo que, durante a crise política que o derrubou negou-se a apresentar. Mas o que mais chama a atenção na lista são as empresas que atuam com a "alienação ou aquisição de direitos sobre contratos relacionados a atividades desportivas ou artísticas profissionais", o que envolve diretamente os principais eventos que estão por vir no país: a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Não à toa, na semana passada uma fonte ligada ao Palácio do Planalto disse: "Essa é para o [presidente da Confederação Brasileira de Futebol] Ricardo Teixeira". O dirigente da CBF é desafeto de Dilma. Neste mês, a Polícia Federal reabriu um inquérito para investigar eventual evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Em nota, ele declarou que são denúncias antigas e já esclarecidas. Um processo contra ele sobre o mesmo tema também tramitou na Justiça Federal do Rio, mas foi arquivado por falta de provas. Sua filha, Joana Havelange, é presidente do comitê organizador local (COL), órgão responsável pela organização da Copa de 2014, também teria, por este artigo, de se submeter ao controle do governo. Estima-se que o orçamento do COL é de R$ 200 milhões. Em outras áreas, estarão submetidas a esse controle do fluxo financeiro as juntas comerciais e os registros públicos; pessoas físicas ou jurídicas que atuem na promoção, intermediação, comercialização, agenciamento ou negociação de direitos de transferência de atletas, artistas ou feiras, exposições ou eventos similares; empresas de transporte e guarda de valores; pessoas físicas ou jurídicas que comercializem bens de alto valor de origem rural ou intermedeiem a sua comercialização; e todas as filiais estrangeiras dessas empresas e das que já estavam sujeita a controle pela atual lei de lavagem de direito, aprovada em 1998. Todas elas terão de comunicar ao Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), quando houver suspeição, as transações suas e dos clientes. Quem não fizer isso poderá ter que pagar uma multa que pode chegar a R$ 20 milhões. Na lei atual ela não passa de R$ 20 mil. Também foram incluídos outros critérios para o valor dessa multa, como o dobro do valor da operação ou o dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido realização da operação. Dilma espera capitalizar politicamente a proposta, que tramita no Congresso desde 2003. O autor, com um texto diverso do atual, foi o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-CE). O formato final, porém, foi se dando à medida em que a Enccla entrou nas negociações. O órgão reúne-se desde 2003 para discutir e definir as medidas a serem adotadas para o combate à lavagem de dinheiro. No primeiro encontro, havia 28 instituições de diversas áreas, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Hoje são mais de 60 instituições que se reúnem todo ano e definem uma agenda para o ano seguinte. Desde o início de sua atuação, a aprovação no Congresso da modernização da lei de lavagem de dinheiro é considerada uma das principais prioridades dos órgãos. Mas sempre faltou vontade e iniciativa para levá-la adiante. O projeto foi apresentado no início do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nunca colocou as amplas maiorias congressuais que obteve no primeiro e, principalmente, no segundo mandato, para encampá-lo. Isso a despeito de os relatórios do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), o órgão informal que a cada dois anos avalia como os países têm ou não avançados nas legislações de combate ao crime organizado. Sem empenho do governo, o projeto tramitou no Congresso a lentos passos e foi alvo de diversas manobras regimentais por parte de deputados e senadores. No Senado, ele tramitou entre 2003 e 2008. Chegou à Câmara dos Deputados e foi aprovado nas comissões em 2010. Naquele mesmo ano, dois eventos reforçaram a necessidade de sua apreciação no Legislativo. Em visita ao Brasil, o Gafi constatou mais uma vez a necessidade de que fosse aprovado. Além disso, a reunião da Enccla trocou as grandes listas com metas para o ano seguinte a cada órgão que o integra pela divulgação de uma única prioridade: a aprovação do projeto. Em decorrência disso, a iminência de sua aprovação na Câmara é muito mais resultado de um movimento organizado de fora do meio político para dentro. Coube a Dilma captar isso, avaliar o momento político e apoiá-lo. |
(*) Anedotinha de salão. Que bom seria se fosse apenas ''piadinha'' de salão!!!
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COMO ESTAMPADO NA MÍDIA: PCdoBolso !
DILMA MANDA ORLANDO TIRAR APADRINHADOS
FIM DO APARELHO COMUNISTA |
Autor(es): » Alana Rizzo » Denise Rothenburg » Josie Jeronimo |
| Correio Braziliense - 24/10/2011 |
A presidente determinou ao ministro o desmonte da máquina eleitoral que o PcdoB mantém no Esporte. O partido abriga no comando da pasta ao menos 20 integrantes da cúpula comunista. A maioria não é concursada.
Presidente Dilma determina mudanças em cargos e diretorias ocupadas por integrantes do PCdoB A presidente Dilma Rousseff condicionou a permanência do ministro Orlando Silva à frente do Esporte ao desmonte da máquina eleitoral que o PCdoB mantém na pasta. Dilma exigiu, ainda, a substituição de nomes que estariam fazendo "negócios" na estrutura do ministério por gestores especializados. Para sanar os problemas do ministério sem afetar os compromissos do Brasil com a organização da Copa do Mundo de 2014, Orlando recebeu da presidente a missão de "trocar o pneu com o carro andando", contaram aliados de Dilma ao Correio. Na conversa com o ministro, a presidente disse que não daria peso às acusações feitas pelo policial João Dias Ferreira, pois entendeu que o representante da ONG Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak) estaria "perseguindo" Orlando. Dilma, no entanto, foi dura em relação à administração da pasta. Disse que existe no ministério um "descontrole" em relação aos convênios e mandou apertar a fiscalização e fechar a torneira da exploração política dos programas que rendem dividendos eleitorais para o PCdoB. A presidente quer evitar o mal-estar com o partido, mas avisou que está desconfiada da entourage selecionada por Orlando para postos-chaves no ministério. Radiografia da tropa nomeada para compor o ministério, feita pelo Correio, reforça a preocupação da presidente com o loteamento partidário que tomou conta do Esporte. Além do ministro, o partido conseguiu abrigar pelo menos outros 20 integrantes da cúpula comunista na estrutura de comando do ministério. Esses funcionários ocupam postos nos 192 cargos de direção e assessoramento do ministério e também acumulam funções nos diretórios estaduais do partido. Formam, segundo o soldado João Dias — que acusou Orlando de receber propina na garagem do ministério — a "comissão de arrecadação". Apenas14 servidores de carreira da pasta estão em postos de chefia, sendo nenhum DAS 5 ou DAS 6. O domínio de indicados políticos no Esporte contraria decreto assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005, determinando que 75% dos DAS 1, 2 e 3 têm que ser ocupados por servidores de carreira e 50% dos cargos de nível 4 por funcionários efetivos. Como a regra se refere a toda a Esplanada dos Ministérios, algumas pastam que têm mais funcionários de carreira equilibram o perfil político-partidário de outras. Eleições O critério político-partidário pesou na escolha de alguns dos principais cargos do ministério. O secretário executivo da pasta, Waldemar Manoel Silva de Souza, é do PCdoB do Rio de Janeiro. Do Rio, veio também Ricardo Garcia Campelli, que é diretor do Departamento de Incentivo ao Fomento do Esporte. Ele já foi secretário de Desenvolvimento em Nova Iguaçu e ex-presidente da UNE. Até o fechamento desta edição, o ministério do Esporte não havia respondido os questionamentos do Correio. entre amigos 192 14 |
segunda-feira, outubro 17, 2011
EMBRAPA [In:] ''TO BE OR NOT TO BE?". Eis o Sindicalismo...
Autor(es): Por Tarso Veloso | De Brasília
Valor Econômico - 17/10/2011
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está em uma queda de braço com o sindicato que representa os trabalhadores da estatal, o Sinpaf. O impasse começou após a divulgação de um estudo independente feito por funcionários da Embrapa que sugere transformar a empresa pública em autarquia especial. O sindicato apoia a mudança, que daria mais benefícios aos trabalhadores, mas a Embrapa é contra por entender que prejudicaria suas atividades, principalmente a cooperação internacional.
O sindicato, assim que descobriu o projeto, transformou-o em agenda prioritária nas suas demandas. Os principais argumentos para apoiar a mudança são a possibilidade de obtenção de orçamento próprio para o desenvolvimento de pesquisa agropecuária e a reestruturação de carreiras dos funcionários.
"A mudança de regime só tem benefícios para a Embrapa. Além da economia de recursos da ordem de R$ 5,65 bilhões para o erário, vai levar a Embrapa para mais perto do governo federal", diz o presidente do sindicato, Vicente Almeida. O sindicato defende que as discussões deveriam contar com a participação dos trabalhadores.
Na terça-feira, houve um encontro no Ministério da Agricultura entre o presidente do Sinpaf e o secretário-executivo do Ministério, José Carlos Vaz. A reunião durou quase duas horas e Almeida deu ênfase ao acordo coletivo e ao plano de cargos dos empregados. "Ele pareceu interessado em tudo, sobretudo pela proposta de ter alguém de fora da Embrapa na Assessoria Jurídica e em fortalecer o papel fiscalizador do Conselho de Administração", diz Almeida. O sindicato fará um seminário com representantes dos trabalhadores e de juristas, em 7 de novembro, para discutir as mudanças, segundo com o presidente do Sinpaf.
A discussão sobre a mudança de regime começou em 2008 e não foi para a frente, segundo a diretora-executiva de Administração e Finanças da Embrapa, Vania Beatriz. "Aquela época, encomendamos um estudo com essa hipótese para descobrir como a Embrapa poderia ganhar mais eficiência e agilidade. A maioria dos atrasos eram recorrentes da lei de licitações. Por fim, chegamos à conclusão que mudar a personalidade jurídica não daria mais agilidade", diz Vania.
Outra implicação na mudança do regime seria o afastamento do Ministério da Agricultura, algo vetado por Vania. "A Embrapa é uma empresa da agricultura e está no local certo. Quando você olha o que fazemos e o que temos que fazer, sem olhar interesses, vê-se que o melhor é continuar no mesmo rumo". Os pedidos para a mudança de regime vêm dos funcionários, diz Vania. "Os empregados querem que vire autarquia e não temos nenhum pedido para mudar a personalidade jurídica. Qualquer reestruturação teria que vir do executivo", afirma.
MINISTÉRIO DO ESPORTE [In:] COPA & COZINHA
Denúncias colocam em risco cargo do ministro do Esporte
| Denúncia de propina põe em risco a permanência de ministro do Esporte |
| O Estado de S. Paulo - 17/10/2011 |
KARLA MENDES, EDUARDO BRESCIANI / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo A denúncia de que teria recebido dinheiro de propina na garagem do Ministério do Esporte aumentou a situação de fragilidade do titular da pasta, Orlando Silva (PC do B). Já envolvido em denúncias anteriores de desvios no Programa Segundo Tempo, carro-chefe da pasta, Orlando era visto como alvo da reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff pretende fazer em janeiro de 2012. Agora, poderá deixar a função antes deste prazo caso venham à tona novas acusações ou não consiga demonstrar inocência nos esclarecimento que prestará ao Congresso nesta semana. O policial militar João Dias Ferreira, ex-militante do PC do B, reiterou ontem a denúncia feita à revista Veja e proferiu novos ataques ao ministro. Em seu blog pessoal, Ferreira chamou o ministro de "bandido" e disse que apresentará às autoridades provas do esquema de corrupção no programa Segundo Tempo. "Bandido é você e sua quadrilha que faz e refaz qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência", disse, retrucando Orlando Silva, que usou o mesmo termo contra ele para desqualificar a denúncia. O militar comanda a Associação João Dias de Kung Fu e é presidente da Federação Brasiliense da modalidade. As duas entidades firmaram convênios com o Ministério do Esporte. Segundo Dias, o esquema existe desde a gestão de Agnelo Queiroz, atual governador do Distrito Federal, quando Orlando respondia pela secretária executiva do ministério. Em entrevista ao Estado ontem, o ministro rebateu novamente as acusações e desafiou João Dias a apresentar documentos que o incriminem. "Este farsante não tem e não terá nenhuma prova porque está mentindo". Orlando não quis comentar os ataques publicados na internet pelo policial. "Não vou me rebaixar a uma pessoa deste nível. O diálogo com este marginal só pode ser feito no Judiciário." Dilma. O Planalto evita fazer julgamentos antecipados sobre a situação de Orlando Silva, mas acompanha os desdobramentos da denúncia. O Estado apurou que causou profundo incômodo à presidente Dilma Rousseff o fato de a denúncia ter sido feita por um ex-correligionário do ministro e beneficiário direto de convênios com o governo. O ministro afirmou estar confortável para permanecer no cargo, mas ressaltou que a decisão cabe à presidente. Destacou que, devido à realização de grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, a pasta que ocupa passou a ter mais importância, tornando-se, assim, alvo de disputas na Esplanada. "Sei que tem um jogo político e que o ministério onde atuo aumentou a cobiça." Ele reiterou sua disposição de ir ao Congresso prestar esclarecimentos. O líder do PC do B na Câmara, Osmar Júnior (PI), vai apresentar hoje um requerimento. A audiência, que deve ser conjunta nas comissões de Fiscalização Financeira e Controle e Turismo e Desporto deve acontecer ainda nesta semana. Mira. Outro integrante da cúpula do ministério foi envolvido no caso por João Dias ontem. Em seu blog, o policial afirmou que, por ordem de Orlando Silva, o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento do ministério, Ricardo Leyser, teria tentado localizá-lo na sexta-feira. "O que ele queria comigo? Fazer mais um daqueles acordos não cumpridos?", provocou Dias. Leyser negou qualquer tentativa de contato, pessoal ou por telefone. "Como, se estou em Guadalajara desde quarta-feira? Estou acompanhando os jogos Pan- Americanos. Pode verificar se tem alguma ligação dos nossos celulares aqui, não vai ter, se tem ligação no hotel, não vai ter", afirmou o secretário ao Estado. "Como eu o procurei? Por teletransporte?", ironizou. O secretário questionou ainda a acusação feita pelo policial de que o ministro teria recebido propina na garagem do ministério. "Não parece uma coisa razoavelmente plausível de acontecer, nem no Ministério do Esporte, nem outro ministério. A garagem tem gente, tem movimento, tem segurança, tem câmera. Se um ministro ou secretário executivo desce, todo mundo conhece, não tem a menor possibilidade de acontecer isso", disse. Desempenho. Na visão de aliados, a situação do ministro depende muito do seu desempenho perante os parlamentares. "Temos que aguardar a audiência, mas ele fez bem em se oferecer para ir à Câmara, mostra que ele está disposto a esclarecer", disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). "Ele tomou uma posição firme, deu uma resposta positiva, pediu à Polícia Federal para investigar e vai ao Congresso nesta semana. Acho que é uma postura positiva porque ele não se escondeu." O presidente do PC do B, Renato Rabelo, atribui os ataques de João Dias a uma "tentativa intimidatória contra o partido". Afirmou que o partido não interfere na rotina da pasta, mas ressaltou a confiança em Orlando Silva. O presidente do diretório do partido no DF, Augusto Madeira, disse que João Dias não é militante, apesar de ter se candidato a deputado distrital em 2006. ============ N.B.: A partir deste poster (ou de hoje) estamos incluindo um novo ''tag''... AH! ou BAHH!!! EU NÃO ACREDITO!!! Uma maneira não-sutil de dizer: "Cego é aquele que não quer ver". (É Bíblico...). ---- |
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
| JORNAIS |
| O Estado de S. Paulo MP da desoneração vai aumentar impostoConforme o jornal O Estado de S. Paulo, a medida provisória que desonera a folha de pagamento de quatro setores industriais também aumenta a cobrança de impostos de empresas e investidores. O pacote tributário, que foi incluído às escondidas no texto do MP pela Receita Federal com a benção do Palácio do Planalto, contempla artigos prevendo desde um maior controle sobre a transferência de ações até a cobrança inédita de mais um tributo sobre a divisão de lucros entre sócios de uma companhia. |
| Folha de S. Paulo Dilma cobra explicação de ministro do Esporte | O Globo Greve nos bancos deve acabar hoje e agências reabrem amanhã |
| TELEJORNAIS |
| Globo - Jornal Nacional Orlando Silva é acusado de montar esquema de corrupção em ministérioSegundo a TV Globo, um militante do PCdoB acusa o ministro Orlando Silva de montar um esquema de corrupção no Ministério do Esporte. A denúncia foi publicada na edição deste fim de semana da revista Veja. Orlando Silva diz que é vítima de calúnia. Teriam sido desviados R$ 40 milhões em oito anos, dinheiro que deveria ter sido usado para a compra de material escolar e comida para crianças carentes. |
| Band - Jornal da Band Maioria dos brasileiros desaprova transporte público | SBT - SBT Brasil Ministro da Agricultura passa bem depois de cirurgia |
| RÁDIOS |
| CBN Copa: MJ vai reforçar segurança de aeroportosA rádio CBN informou que se a Lei Geral da Copa for aprovada como está, vai permitir que qualquer estrangeiro com passaporte em dia entre no país em 2014 sem a exigência de visto. A medida preocupa o Ministério da Justiça(MJ) e a Polícia Federal(PF), que pretendem reforçar a segurança nos aeroportos. |
| BandNews Mantega diz que Europa prepara medidas para crise | Jovem Pan Japão questiona Brasil na OMC sobre IPI |
quarta-feira, outubro 12, 2011
12 DE OUTUBRO. DIAS DAS CRIANÇAS. DIA DA MÃE DE DEUS
REINAÇÕES...
Terça-feira (11/10/2011) ao voltar para casa Caetanizando, a "dirigir contra o vento, sem lenço e com documento” e também ao lembrar de o Stranger (uma figura de linguagem no ateliê de cerâmica) escrevi tal qual em Erasmo Carlos: "estas mal traçadas linhas’’, dentro do espírito de Millôr: "livre pensar é só pensar”:
...
(Comecei assim...)
Ele, o stranger, ao ser contratado para abrir uma valeta, obedientemente, a iniciou. Porém, ao ter escavado alguns metros se viu diante de um tronco enterrado que o impedia em dar continuidade a escavação.
Indignado (ele) perguntou ao (seu) contratante. O que eu faço?
...
Tal qual em Drummond: no seu "caminho tinha uma pedra; tinha uma pedra’’ no seu caminho.
E ele, o stranger, parecia indagar: "... O QUE EU FAÇO COM ESSA PEDRA ?’’
Ora ! (respondo...)
Ladrilhe a rua, como se fosse tua, tal qual na cantarola (rock-and-roll, lullaby) "com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes’’ para o teu amor, para o teu amor passar (...);
Construa uma ponte com arcos e querubins (Eros) para voares ao encontro do teu amor;
Faça uma escada sólida para a solidez de tua carreira (profissional) e não correria(s);
Use-a como uma pedra mó para triturar o trigo do teu pão de cada dia (o teu "pão de ló");
Construa um cais; um porto seguro para ancorar os teus navios em noites de mares bravios;
Erija um castelo que proteja os teus, porém, sem calabouços ou masmorras (não, em pirineus),
Ou,
Um muro de arrimo para não soterrar e sufocar os teus desejos... (tão primo),
Mas, pelo visto, tu queres mesmo é escavar e construir um túmulo (Tú, mulo!),
By the way,
"Vá lamber sabão atrás do fogão’’, como diriam as crianças do meu tempo, cujo fogão, não por coincidência, era feito de pedra, para cozer o "pão nosso de cada dia”.
Pronto. Escrevi!
1h4min. do dia 12.
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“Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo é futurista
É lunático...
Eu vivo sempre
No mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântico...
Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
Pro infinito...
Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente
Venha que será um barato...
Pegar carona
Nessa cauda de comêta
Ver a Via Láctea
Estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde
Numa nebulosa
Voltar prá casa
Nosso lindo balão azul...(3x)
Nosso lindo balão azul
Oh! Oh! Oh! Oh!...(2x)
Nosso lindo balão azul
Uh! Uh! Uh! Uh!...”
...





