PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, dezembro 08, 2011

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


08 de dezembro de 2011

O Globo


Manchete: Depois de acidente, Barcas S/A ganha aumento e até subsídio

Passagem subiria 57,14%, com governo estadual pagando parte da conta

Depois de anunciar, há um ano, que comprará - ou até alugará - novas embarcações para concessionária Barcas S/A, o governo do estado decidiu subsidiar um aumento de 57,14% no valor da tarifa, que subirá de R$ 2,80 para R$ 4,40, sendo que os passageiros pagarão R$ 3,10, ou 10,71% a mais. O Subsídio que ainda precisa ser aprovado na Alerj, onde o governo tem maioria, pode representar um gasto anual de mais de R$ 30 milhões para os cofres públicos. A empresa, alvo de críticas pela má qualidade do serviço prestado, com acidentes como o que feriu 65 pessoas há dez dias, ganhou a concessão por R$ 33 milhões, alega que opera no vermelho e já tem isenção de ICMS de R$ 3 milhões ao ano. O secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, disse que o aporte financeiro é temporário e independe da venda de Barcas S/A para o grupo CCR, que administra a Ponte Rio-Niterói. (Págs. 1 e 16)

Ditador sírio diz que não tem poder para matar

Numa rara entrevista, o ditador sírio, Bashar al-Assad, que já carrega o peso de quatro mil mortes, se eximiu da culpa sobre a repressão militar, alegando que não tem poder sobre as forças de segurança, embora seja o seu comandante: "Só líderes loucos matam seu próprio povo". Os EUA disseram que Assad "só pode ser louco ou estar desconectado da realidade". (Págs. 1 e 33)

Condenados, ex-presidentes de Israel e ex-governador de llinois vão para prisão (Págs.1 e 34)


Consultoria: empresa e Pimentel se contradizem

A P-21, empresa de consultoria do ministro Fernando Pimentel em 2009 e 2010, recebeu R$ 130 mil da ETA Bebidas do Nordeste. Ontem, porém, os donos da ETA na época afirmaram que nunca contrataram a P-21. Pimentel confirmou que prestou o serviço e que foi remunerado por ele. (Págs. 1 e 3 a 10)

Navio rachado põe em xeque modelo da Vale

A estratégia da Vale de comprar e alugar navios no exterior para atender os compradores de minério na Ásia está sendo posta em xeque com o acidente com o Vale Beijing, carregado de minério de ferro, no Maranhão. O objetivo era reduzir os custos do frete. (Págs. 1 e 25)

Investimento em aeroportos cai para Copa

Ao aprovar a privatização dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, o TCU reduziu em 25% a previsão de investimentos. Até a Copa, o volume de recursos cairá R$ 1,5 bilhão. O lance mínimo dobrou, para R$ 6,3 bilhões. (Págs. 1 e 30)

Delta compra fatia de 3% da Gol por US$ 100 milhões (Págs. 1 e 31)


A fuga, agora de dinheiro, do Alemão

Em dez meses, traficantes do Complexo do Alemão lavaram R$ 80 milhões, sendo R$ 60 milhões em um único dia, através de quatro empresas sediadas em Belo Horizonte. Moradores das favelas eram usado como "laranjas". (Págs. 1 e 21)

Programa Federal promete R$ 4 bi contra o crack (Págs. 1 e 15)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Senado rejeita criação de outro imposto da saúde

Texto aprovado define percntuais e critérios para gastos municipal, estadual da União e segue agora para sanção

O Senado aprovou projeto de lei que regulamenta os gastos obrigatórios de União, Estados e municípios com o sistema público de saúde. Foi derrubado o artigo que possibilitaria futura criação de um novo imposto para área, a CSS (Contribuição Social à Saúde).

Os senadores rejeitaram a regra que obrigava o governo a destinar 10% das receitas da União para área. Ficou valendo a norma atual - orçamento do ano anterior mais a variação do PIB
. (Págs. 1 e Poder A4)

Câmara fará 'pacotão de Natal' para os funcionários

A Cãmara dos Deputados prepara um "pacotão de Natal" que custará R$386 milhões por ano e inclui reajuste de salários dos funcionários e novos cargos.

O presidente da Casa disse que a legislação vincula reajustes dos servidores aos dos deputados, que tiveram aumento de 61,8% em 2010. (Págs. 1 e Poder A6)

Pivô de crise no Esporte é preso com R$159 mil

O PM João Dias Ferreira, que apontou suposto esquema de desvio no Esporte, foi pego com R$159 mil na sede do governo do DF, ocupado por Agnelo Queiroz (PT). Seu advogado diz que ele teria recebido o dinheiro para não revelar irregularidades no ministério. (Págs. 1 e Poder A7)

Empresa dos EUA compra 3% da Gol por US$100 mi

A americana Delta pagou US$100 milhões por 3% da Gol, que teve prejuízo de R$516 milhões no terceiro trimestre. O acordo integra programas de milhagens.

O presidente da Delta disse que o investimento é estratégico, pois o "Brasil será o quarto maior mercado doméstico até 2014". (Págs. 1 e Mercado B1)

Divergências levam temor e pessismo à cúpula da UE

Começa hoje reunião da Cúpula Europeia para tentar salvar o euro. Apesar do discurso afinado da alemã Angela Merkel e do francês Nicolas Sarkozy, cresce o pessimismo diante de divergências com outros líderes e temor de que ela nada resolva.

O Reino Unido diz que vai se opor a medidas que afetem sua economia. (Págs. 1 e Mundo A14)

Filho de Gaddafi tinha plano para morar no México

O governo do México desmantelou, em setembro, esquema montado para transferir Saadi Gaddafi, filho do ditador líbio Muammar Gaddafi, e sua família do Níger para uma praia mexicana.

Já haviam sido comprados imóveis e documentos falsos para ele. Quatro pessoas foram presas. (Págs. 1 e Mundo A20)

Claudia Antunes: Flagrante atípico é rotina na aplicação da lei antidrogas

A mulher de Nem foi presa num salão de beleza, sem mandado judicial. O delegado justificou dizendo que ela se beneficiava de presentes pagos com dinheiro da droga, embora não haja lei que puna cônjuges por usufruto de riqueza ilegal. Flagrante atípico é rotina aplicação da lei anti-drogas. (Págs. 1 e Opinião A2)

Herança genética influencia sono, revela pesquisa. (Págs. 1 e Saúde C10)


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O Estado de S. Paulo


Manchete: Dilma vai mudar gerência do PAC para aquecer economia

Presidente pretende passar a responsabilidade das obras de infraestrutura do Planejamento para Casa Civil

Insatisfeita com o ritmo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a presidente Dilma Rousseff pretende transferir do Ministério do Planejamento para a Casa Civil a gerência de áreas de infraestrutura - como rodovias e ferrovias. Dilma avalia que o PAC é fundamental para ajudar a aquecer a economia, que parou de crescer no terceiro trimestre. As mudanças no plano, considerado uma das vitrines do governo, dvem ocorrer no ano eleitoral. A ideia é reforçar o perfil técnico da Casa Civil - comandada por Gleisi Roffmann, pré-candidata do PT ao governo do Paraná - e desafogar o Planejamento, dirigido por Miriam Belchior. (Págs. 1 e Nacional A4)

Aeroportos custarão R$ 3,4 bi a mais em leilão

Mais do que dobrou o preço mínimo dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, que vão a leilão no início do ano que vem. Por determinação do Tribunal de contas da União, o preço mínimo total dos três aeroportos passou de R$2,9 bilhões para R$6,3 bilhões. O TCU reduziu em 25% os investimentos a serem feitos pelos futuros concessionários. (Págs. 1 e Economia B1)

Governo age e evita ida de Pimentel ao Congresso

O governo agiu e impediu a convocação do ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara para explicar suas atividades como consultor. O ministro é suspeito de tráfico de influência. Os contratos firmados pela Prefeitura de Belo Horizonte com duas empresas clientes da consultoria de Pimentel serão investigados pelo Ministério Público de Minas. (Págs. 1 e Nacional A6 e A8)

Sem a FAB, caça francês Rafale pode sair de linha

O governo francês admitiu que a Dessault considera a possibilidade de encerrar produção do jato Rafale, que foi considerado pelo Brasil favorito para vencer licitação para renovação da frota de caças da Força Aérea Brasileira (FAB). Mesmo após mais de uma década de investimentos, o fabricante não conseguiu compradores para o avião fora da França. (Págs. 1 e Nacional A10)

Plano de R$ 4 bi contra crack prevê internação involuntária

O governo lançou ontem um pacote de ações contra o crack e outras drogas, ao custo de R$4 bilhões até 2014. As principais medidas são internações involuntárias de usuários e a instalação de 308 consultórios de rua em cidades com mais de 100 mil habitantes. Para o ministro Alexandre Padilha (Saúde), o cenário do crack no País é de "epidemia". (Págs. 1 e Cidades C4 e C5)

Não vai para frente

O governo federal infelizmente não tem capacidade de gerenciar R$4 bilhões em todo o Brasil. Há um claro problema de gestão. O certo seria repassar essa verba para Estados e municípios. (Págs. 1 e C5)

Ditador sírio diz que não ataca opositores

Em entrevista para TV dos EUA, Bashar Assad negou ser responsável pela morte de milhares de opositores e disse que a maioria das vítimas é de partidários do regime. (Págs. 1 e Internacional A12)

Câmera fiscalizará as cracolândias

O governo pretende adotar um sistema de policiamento nas cracolândias com câmeras de monitoramento. A ideia é possibilitar a identificação de traficantes. (Págs. 1 e Cidades C4)

Delta compra 3% da Gol por R$ 100 milhões (Págs. 1 e Economia B15)


Chefe da máfia italiana é preso em bunker (Págs. 1 e Internacional A18)


José Serra: O mal essencial

Será mesmo que governabilidade e patrimonialismo exacerbado têm sempre de andar de mãos dadas? Trata-se de falso dilema. (Págs. 1 e Espaço aberto A2)

Notas & informações

Emergência na Europa

Haverá bons motivos para comemoração se a reunião de cúpula da UE garantir sobrevida ao euro. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Policial em fúria invade o Palácio do Buriti e é preso

Delator do escândalo que levou à queda de Orlando Silva do Minsitério do Esporte, João Dias tentou entrar à força no gabinete do secretário de Governo, Paulo Tadeu. Descontrolado, jogou um pacote com R$ 159 mil numa mesa, xingou servidores, empurrou e deu tapa em duas assessoras de Tadeu, e quebrou o dedo de um sargento. Contido pela segurança, e levado para a 5ª DP, o policial foi autuado por lesão corporal e injúria de cunho racial. Depois de mais de cinco horas de depoimento, deixou a delegacia sob fiança (E). "Ele bateu na gente", contou a subsecretária Paula Batista de Araújo. "É um louco que deveria estar preso". (Págs. 1 e 34)

Aumento da discórdia

Apesar dos alertas de Dilma sobre o risco de estouro nas contas públicas, Legislativo e Judiciário se acertam para dar reajuste a servidores. (Págs. 1 e 14)

Itália captura mafioso

Chefão da Camorra, uma das quatro organizações que controlam o crime na Itália, Michele Zagaria liderava o clã dos Casaleses e estava foragido havia 15 anos. Acusado de assassinato, extorsão e roubo à mão armada, ele figurava na lista dos fugitivos mais perigosos da Itália e foi surpreendido pela polícia em um bunker subterrâneo. (Págs. 1 e 27)

Protesto: Gorbachev pede nova eleição na Rússia

Líder que comandou a dissolução da União Soviética 20 anos atrás faz coro com milhares de russos indignados com fraudes e defende que eleições russas do último domingo sejam canceladas e reorganizadas. (Págs. 1 e 27)

Epidemia

Crack: mais promessas contra o pesadelo

Governo anuncia R$4 bilhões para o programa de combate à droga. Muitas propostas são antigas, mas há inovações, como a internação involuntária e o aumento do número de consultórios de rua. (Págs. 1 e 12)

Saúde: Emenda 29 é aprovada sem criação de tributo

Após intensas negociações, o Senado aprovou ontem regulamentação da proposta. Mas a vinculação de 10% das receitas da União e a intituição de uma contribuição para bancar o setor ficaram de fora. (Págs. 1 e 3)

Concursos: Vagas para Caixa e MPT

As seleções para o Ministério Público do Trabalho e para a CEF estão entre as mais esperadas para o início de 2012. (Págs. 1 e 15)

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Valor Econômico


Manchete: Pressão por gastos ameaça meta fiscal, alerta Mantega

O governo está "totalmente comprometido" com a meta "cheia" de superávit primário das contas públicas de 3,1% do PIB. "Esse superávit será rigorosamente cumprido nos próximos três anos", assegurou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ontem, ao Valor.

No entanto, o ministro está muito preocupado com as demandas por aumento dos gastos públicos que tramitam no Congresso. "Estamos vencendo a batalha fiscal com resultados explícitos. Isso não é conversa. Estamos entregando o que prometemos. Mas há risco de criação de novas despesas e essa é a nossa preocupação agora". Neste ano, até outubro, 92,7% da meta fiscal de R$127,9 bilhões já estava executada. (Págs. 1 e A3)

Ruralistas ainda querem mudar Código Florestal

O retorno do Código Florestal à Câmara dos Deputados, após a aprovação do texto do Senado com modificações, na noite de terça-feira, vai prolongar a disputa entre ruralistas e ambientalistas que marcou a tramitação do projeto desde seu início. Os ruralistas querem alterar pelo menos quatro artigos aprovados pelos senadores, enquanto os ambientalistas, em menor número, desistiram de atuar no Congresso e pretendem apresentar à presidente Dilma Rousseff suas sugestões de veto.

A bancada ruralista no Congresso também se mobiliza para outro embate com os ambientalistas. Trata-se da proposta de emenda constitucional (PEC) 215, que transfere do Executivo para o Legislativo a competência exclusiva para aprovar a demarcação de terras indígenas e ratificar as demarcações já homologadas. (Págs. 1 e A9)

Acordo com trabalhadores de aeroportos

Em uma reunião realizada às pressas na noite de terça-feira, o governo fechou um acordo com sindicalistas e abriu caminho para a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília à iniciativa privada. Os trabalhadores obtiveram uma série de garantias, como estabilidade no emprego até o fim de 2018, mas avisam: não abrem mão de tentar impedir o leilão dos três empreendimentos, inclusive na Justiça. o acerto tornou-se necessário para que o governo conseguisse dar andamento ao processo de concessão dos aeroportos. Os editais dos leilões foram analisados ontem pelo Tribunal de Contas da União e, caso o acordo não fosse assinado, o governo poderia ter de submeter novamente o texto ao TCU. (Págs. 1 e A4)


'É preciso rediscutir papel do FGC'

O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, propõe a rediscussão do papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ele lembra que o instrumento foi criado, como diz seu próprio nome, para garantir créditos, mas ao longo do tempo passou a apoiar bancos com dificuldades de liquidez, como ocorreu no caso do PanAmericano. "Esse papel se ampliou muito e a governança disso não está bem resolvida", disse Setubal ao Valor.

Por ser um ente privado, observa o banqueiro, "fica muito complicado" para o FGC assumir esse papel na sustentação de liquidez. "Precisaria de um apoio legal mais evidentes das autoridades. Isso não pode ser um papel do setor privado. Não tenho dúvidas de que o BC tem de ter um papel mais importante nisso tudo". (Págs. 1 e C10)

Delta Airlines compra 2,9% de ações da Gol

A Gol Linhas Aéreas ganhou R$100 milhões e um novo sócio, a americana Delta Airlines, que ficará com 2,9% do capital em ações preferenciais. A Delta ofereceu um prêmio de 47% pelos papéis. Os recursos serão utilizados para "fortalecer" o balanço da Gol, informaram executivos da companhia.

O prêmio pago pelas ações segundo a Delta, embute uma visão estratégica de parceria de longo prazo. A companhia, a segunda maior empresa aérea americana, terá uma cadeira no conselho de administração da Gol. Como parte da negociação, A Gol vai tranferir para Delta dois Boeing 767-300, o que vai lhe permitir uma conomia de US$ 50 milhões até 2014. (Págs. 1 e D3)

NY lança prédio com coberturas de quase US$ 100 milhões cada

No quadro atual de muita incerteza, o incorporador Gary Barnett escolheu um momento estranho para erguer o mais alto prédio de apartamentos de Manhattan, com um hotel cinco estrelas e coberturas que custarão quase US$ 100 milhões cada uma. O projeto, de US$1,4 bilhão, já tem 50 andares construídos. Quando finalizado, em 2013, o prédio de 90 andares terá 300 metros de altura, com vista para o Central Park. Barnett convenceu dois dos maiores fundos de investimento de Abu Dhabi a financiar a obra, enquanto sua empresa coloca menos de 10% do capital total. (Págs. 1 e B11)

OAS para obra de rodovia na Bolívia

A OAS suspendeu as obras de construção de uma rodovia na Bolívia financiada pelo BNDES. A decisão, ainda não anunciada oficialmente pela empresa, foi transmitida por meio de carta enviada anteontem pela empreiteira à Presidência da Bolívia. O motivo da suspensão é a falta de pagamentos. O governo boliviano e a OAS discutiam há semanas o atraso na quitação das obras já executadas. A empresa pedia US$ 190 milhões e os bolivianos se dispunham a pagar US$ 143 milhões. A obra, de 306 km, foi projetada para ligar os Departamentos de Beni e Cochabamba, mas não avançou em trecho de 177 km que cortaria um território indígena. (Págs. 1 e A13)

Separatistas rumam para a derrota no Pará

Com o apoio previsto de um terço do eleitorado, a campanha pela divisão do Estado do Pará esfriou. Integrantes do grupo favorável à criação dos Estados de Carajás e de Tapajós já falam em derrota no plebiscito que será realizado no domingo, em que deverão votar 4,8 milhões de eleitores.

Caso a criação de Carajás e Tapajós seja aprovada, os dois Estados nascerão sem poder controlar 70% de seus territórios. Essa extensão, com reservas indígenas, áreas de proteção ambiental e militares, ficará sob o comando da União. Com áreas reduzidas e a expansão da agropecuária, a tendência é que as novas unidades federativas registrem aumento da devastação das terras. (Págs. 1 e A10)

Vale negocia nova fórmula para preço do minério de ferro, diz Martins (Págs. 1 e B10)


Alemanha pressiona por disciplina fiscal com mudança em tratado (Págs. 1 e C2)


Taxação das emissões de navios ganha força em Durban (Págs. 1 e A13)


Negócios de segurança

A inglesa Smiths Detection, fabricante de equipamentos de segurança como máquinas de raio X para aeroportos e portos, detectores de metal e scanners de corpo inteiro, assume a operação direta de seus negócios no Brasil. (Págs. 1 e B3)

Petrobras cobra a Bertin

A Petrobras cobra a Bertin Energia em R$250 milhões pelo encerramento dos contratos de gás para usina termelétrica José de Alencar, no Ceará, que deveria ter entrado em operação em janeiro, mas sequer teve as obras iniciadas. (Págs. 1 e B9)

Exterran terá fábrica no Brasil

A americana Exterran passará a produzir módulos para plataformas de exploração de petróleo em Itajaí (SC). Atualmente, a produção é feita em Cingapura, responsável por abastecer todos os clientes mundiais da companhia. (Págs. 1 e B10)

Especial/Previdência

A preocupação com o futuro financeiro começa a ganhar importância entre os mais jovens. Carolina de Molla, da SulAmérica, destaca o rejuvenescimento na carteira de previdência da seguradora nos últimos seis anos, quando a idade média de contratação passou dos 41,5 anos para 34,5 anos hoje. (Pág. 1)

Diversificação salvadora

Estudo da asset do HSBC mostra que o retorno dos fundos multimercados, que tradicionalmente acompanhava de perto o desempenho do mercado acionário, agora tem uma correlação menor com o Ibovespa. (Págs. 1 e D1)

Especial/Relações do Trabalho

O mercado de trabalho no país se aproxima dos 11 milhões de empregados formais em atividades terceirizadas - e outros milhões, não recenseados, informais -, situação que pede uma regulamentação clara ao Congresso. "A terceirização não pode ser apenas uma manobra para reduzir custos", diz Artur Santos, da CUT. (Pág. 1)

Responsabilidade na terceirização

Enquanto o Congresso considera ampliar a possibilidade de terceirização de mão de obra, decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) aumentam a responsabilidade das companhias contratantes por danos causados a trabalhadores terceirizados. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Luiz F. Figueiredo e Rodrigo de Melo

Um crescimento de 2,9% a 3,6% ao ano seria suficiente para manter o desemprego bastante baixo para os padrões brasileiros. (Págs. 1 e A14)

Ideias

Raghuram Rajan

Cidadãos de toda a Europa pagarão durante anos pela arrumação de uma casa por cuja bagunça não foram responsáveis. (Págs. 1 A15)

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quarta-feira, dezembro 07, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ... NA PROVA DOS NOVE FALTAM DOIS...

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


07 de dezembro de 2011

O Globo


Manchete: PIB estagnado - Consumo de famílias cai e economia para de crescer

Bancos e consultorias reduzem estimativa de expansão brasileira este ano

A economia brasileira teve crescimento zero - ficou estagnada de julho a setembro em relação ao segundo trimestre. O desempenho pífio do Produto Interno Bruto (PIB) foi puxado pela queda na indústria e em serviços. Só a agropecuária se expandiu. Pela primeira vez desde o fim de 2008, no auge da crise global, o consumo das famílias recuou. Os gastos de governo e investimento encolheram. Para os analistas, o PIB fraco é resultado da alta de juros e das medidas de restrição ao consumo adotadas até o início deste ano, quando o governo tentava segurar a inflação na meta. Com a gravidade da crise, foi preciso mudar o enfoque e fazer o país pisar no acelerador com o pacote lançado semana passada. O Brasil cresceu menos que outros emergentes, como China, Índia, Rússia e África do Sul. Bancos e consultorias reduziram previsões e apostam que o PIB crescerá menos de 3% em 2011. (Págs. 1, 27 a 31, Míriam Leitão e editorial “Desaceleração da economia foi benigna")


A mandioca salvadora

Se teve um setor no PIB que não fez feio foi a agropecuária: cresceu 3,2% de julho a setembro em relação ao trimestre anterior. O empurrãozinho veio da mandioca: mesmo com redução na área plantada, a previsão do IBGE é que sua expansão será de 7,3% no ano. Trigo, cana e café encolheram. (Págs. 1 e 29)


Foto-legenda: Quase às vias de fato

O senador Fernando Collor tenta separar os colegas José Sarney e Demóstenes Torres, em discussão acalorada sobre as manobras do governo para aprovar a DRU e evitar a votação da emenda que eleva verbas para a Saúde. (Págs. 1 e 3)

Pimentão é o vilão dos agrotóxicos

O pimentão é o alimento mais contaminado por agrotóxicos, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O morango e o pepino também têm índices elevados de defensivos agrícolas. Entre 18 alimentos testados, a batata foi a única com zero de contaminação. (Págs. 1 e 17)


Carona em obras alheias

Em dois dias, os vereadores do Rio apresentaram 9.362 emendas ao orçamento, consumindo 2.312 páginas de seis suplementos extras do Diário Oficial da Câmara. Muitas, no entanto, referem-se a obras já em andamento, iluminação de áreas com postes recém-instalados e melhorias em condomínios fechados. (Págs. 1 e 18)


Foto-legenda: Gigante a caminho do conserto

Um dos maiores graneleiros do mundo, o Vale Beijing, que corria o risco de afundar com toneladas de minério, foi rebocado para a Baía de São Marcos (MA). (Págs. 1 e 32)


Ataque a xiitas mata 63 no Afeganistão

Dois violentos atentados contra xiitas mataram 63 pessoas e trouxeram de volta a violência sectária ao Afeganistão. Tanto os EUA quanto o Talibã condenaram. (Págs. 1 e 36)


Rússia põe na prisão 870 opositores e ativistas influentes (Págs. 1 e 35)


Ex-sócio de Pimentel continua na prefeitura

Otílio Prado, sócio do hoje ministro Fernando Pimentel na Consultoria P-21 em 2009 e 2010, era assessor do petista na prefeitura, onde continua até hoje, com Márcio Lacerda. Pimentel montou a empresa assim que deixou a prefeitura e se desligou antes de virar ministro. A QA Consulting, que pagou R$ 400 mil a Pimentel, tem como sócio o filho de Otílio. (Págs. 1, 10 e 11)


Elio Gaspari: Pimentel e sua Bolsa Consultoria

Se Dilma acha que pode manter Fernando Pimentel no Ministério do Desenvolvimento, deve chamar de volta Antonio Palocci, pedindo-lhe desculpas pelo mau jeito. (Págs. 1 e 6)


Ex-secretário, do PCdoB, volta com Aldo

O comunista Waldemar de Souza, que perdeu o cargo de secretário executivo do Esporte no escândalo que derrubou o ex-ministro Orlando Silva, foi nomeado assessor do novo ministro, Aldo Rebelo. (Págs. 1 e 14)


Roberto DaMatta

Estamos fartos de testemunhar picuinhas do poder, desculpas e blindagens partidárias que secam oceanos de dinheiro. (Págs. 1 e 7)

Uma nova ordem para a música?

Abertura da loja virtual do iTunes, da Apple, e possível aprovação da PEC da música - reduzindo de 32% para zero os impostos sobre a venda de CDs e downloads - podem ser a tábua de salvação da combalida indústria fonográfica brasileira. (Págs. 1 e Segundo Caderno)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Brasil para de crescer

Serviços, indústria e consumo encolhem; Dilma estuda conceder novos incentivos

A economia brasileira parou de crescer no terceiro trimestre e fez o governo reduzir a previsão de crescimento do PIB (soma dos bens e serviços do país) em 2011 de 3,8% para 3,2%. A estagnação foi recebida com alívio, pois temia-se uma retração.

Só a agropecuária teve ganho; serviços e indústria encolheram, e o consumo das famílias caiu 0,1%, primeira queda desde a crise de 2008. (Págs. 1 e Poder A4)

Análise: Vinícius Torres Freire

Crise da UE vai talhar mais o PIB. (Págs. 1 e A6)

Empresa que pagou Pimentel teve contrato na Prefeitura de BH

Uma empresa que pagou R$ 400 mil em 2009 à consultoria do ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento Industrial) manteve contrato com a Prefeitura de Belo Horizonte quando ele administrava a cidade.

Pimentel diz não haver irregularidade. A empresa, que tem como um dos donos filho do sócio do ministro, não se manifestou. (Págs. 1 e Poder A8)

Elio Gaspari

Se o ministro ficar, Palocci terá de ser chamado de volta. (Págs. 1 e Poder A8)

Código florestal pode beneficiar doadores do agronegócio

Grandes doadoras do agronegócio que terão multas ambientais suspensas com o novo Código Florestal doaram R$ 15 milhões a 50 congressistas que votam o projeto. As contribuições são de 2010, quando a reforma já estava em processo. Até o fechamento desta edição, o Senado havia aprovado o texto base, sem emendas, do código. (Págs. 1 e Poder A10)

Foto-legenda: Cerco russo

O oposicionista e ex-vice-premiê Boris Nemtsov é preso em Moscou em protesto contra o resultado da eleição parlamentar, que deu maioria a Putin; houve enfrentamento nos atos e 500 pessoas foram detidas. (Págs. 1 e Mundo A12)

Marta deixa os cultos fora da lei anti-homofobia

Relatora do projeto que criminaliza homofobia, Marta Suplicy (PT-SP) fez concessões para aprová-lo em comissão do Senado. A lei não se aplicará a ato "pacífico" baseado na "liberdade de crença e de religião", como os cultos. (Págs. 1 e Cotidiano C3)

Atentados em dia religioso matam ao menos 63 xiitas no Afeganistão (Págs. 1 e Mundo A14)


28% dos vegetais contêm agrotóxico errado ou demais

Das 2.488 amostras de vegetais analisadas pela Anvisa no país, em 2010, 28% apresentam resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis ou substancias não aprovadas para o produto.

O levantamento foi feito em todos os Estados, exceto em São Paulo, que não quis participar da avaliação.

A ingestão prolongada de alimentos com agrotóxicos pode causal câncer, problemas neurológicos e malformação fetal. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Governo vai criar cadastro nacional sobre violência

O governo federal vai implantar um sistema nacional de estatísticas criminais e obrigará os Estados a abastecer o banco de dados.

Quem se recusar ou informar de maneira incorreta terá bloqueado o repasse de verbas de segurança de cerca de R$ 1 bilhão ao ano. A medida deve ser assinada hoje por Dilma. (Págs. 1 e Cotidiano C7)

Comissão do Senado aprova Rosa Weber para o Supremo (Págs. 1 e Poder A9)


Editoriais

Leia "Crescimento zero", sobre o resultado do PIB e as perspectivas para a economia, e "Multas inúteis", acerca de punições por infrações ambientais. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: PIB estaciona e mercado prevê expansão inferior a 3% no ano

Contenção do crédito e crise externa afetam consumo e serviços; crescimento de 2012 também está ameaçado

O PIB brasileiro estacionou no terceiro trimestre, com crescimento zero em relação ao segundo. Em comparação com igual período de 2010, o crescimento foi de 2,1%, o pior resultado desde a queda de 1,5% no terceiro trimestre de 2009, em plena crise internacional. Como esperado, a indústria teve queda (0,9%), e a surpresa ficou por conta do recuo dos serviços (0,3%) e da desaceleração do consumo das famílias, que tem sido o suporte da economia brasileira. Com isso, para analistas, ficou bem difícil o PIB crescer 3% em 2011, porque o último trimestre deve repetir um desempenho fraco, abaixo de 0,5%. Alguns acham difícil chegar a 3% também em 2012. A alta dos juros e as medidas de contenção de crédito desde o final do ano passado aliaram-se ao impacto da crise internacional para provocar a parada da economia. “No momento, não há medidas que o governo pense em tomar, mas vamos seguir na f1exibilização do crédito", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. (Págs. 1 e Economia B1 e B3 a B8)

Análises

Rolf Kuntz

O desafio é o longo prazo. (Págs. 1 e Economia B8)

Claudio Frischtak

Um novo cenário em 2012. (Págs. 1 e Economia B3)

Brasil apresenta o pior resultado entre os Brics

A economia do País (alta de 2,1% no terceiro trimestre ante igual período de 2010), ficou abaixo de China (9,1%); Índia (6,9%), Rússia (4,8%) e África do Sul (3,1%). O desempenho brasileiro foi igual ao da Europa em crise. (Págs. 1 e Economia B6)

Foto-legenda: R$ 327.000.000

Esse foi o custo da nova sede do Tribunal Superior Eleitoral, que será inaugurada dia 15, em Brasília: o TSE diz que a obra, de Niemeyer, é necessária por causa do aumento da demanda. (Págs. 1 e Nacional A8)


Parecer da Lei da Copa limita meia entrada e libera álcool

Parecer do deputado Vicente Cândido (PT-SP) sobre a Lei Geral da Copa libera a venda de álcool em estádios não só no evento da Fifa, mas também em torneios nacionais. O texto limita a uma cota social o direito a meia entrada para estudantes, idosos, índios e beneficiários de programas de transferência de renda, como queria a Fifa. A votação será na semana que vem. (Págs. 1 e Esportes E1)


Kassab paga R$ 40 mi por obra ainda por fazer (Págs. 1 e Cidades C1)



Senado aprova ministra do STF após seis horas (Págs. 1 e Nacional A8)


Hillary diz que eleição na Rússia não foi justa (Págs. 1 e Internacional A12)


Dora Kramer

Antídoto à mesmice

As prévias, vistas como um sinal negativo de desorganização partidária, poderiam significar uma saída para o latifúndio improdutivo da oposição. (Págs. 1 e Nacional A6)


Roberto DaMatta

Ética e poder = papéis e atores

Não precisamos de pais e mães, exigimos um governo de autoridades responsáveis, conscientes dos seus papéis e enredos. (Págs. 1 e Caderno 2, D10)


Notas & Informações

A produção entravada

É preciso fazer mais pela indústria de transformação, abalada pela concorrência internacional. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Brasil cresce menos que Europa em crise

PIB do terceiro trimestre só não foi negativo por causa do agronegócio

Depois de mais de dois anos de crescimento contínuo, a economia brasileira parou. Do segundo para o terceiro trimestre, a taxa zero de crescimento do PIB, a soma das riquezas produzidas no país, foi menor que a da combalida União Europeia (0,2%), dos EUA (0,5%) e até do Japão (1,5%), destruído por um terremoto seguido de tsunami e de desastre nuclear. Além da crise global, especialistas atribuem o PIB zero ao arrocho no crédito e à forte elevação dos juros perpetrados pelo Banco Central para segurar a inflação. O Brasil só não deu marcha a ré porque o agronegócio, único setor a andar para a frente, avançou 3,2% em relação ao segundo trimestre. (Págs. 1, 9 a 12, Entrelinhas, 4 e Visão do Correio, 14)


Prêmio e protesto

Com os braços pintados contra a construção de Belo Monte, Ana Gabriela recebeu o Jovem Cientista de Dilma Rousseff. (Págs. 1 e 8)


Contratos suspeitos de R$ 44 milhões no INEP (Págs. 1 e 2)


Foto-legenda: Tempo quente no Senado

Apartados por Fernando Collor, os senadores Demóstenes Torres e José Sarney trocaram palavras ríspidas por conta da votação antecipada da DRU, prevista para amanhã. O líder do DEM acusou Sarney de agir "por motivo torpe". Indignado, o presidente do Senado desceu ao plenário. "O senhor me respeite", exigiu. Ao final, o democrata pediu desculpas. (Págs. 1 e 4)


Atentado: Terror mata 56 xiitas no Afeganistão

Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque suicida que provocou a morte de pelo menos 56 pessoas, entre elas várias crianças, e deixou quase 200 feridos em Cabul. Um homem-bomba detonou os explosivos durante uma procissão, próximo a um santuário muçulmano. (Págs. 1 e 16)

Multa pesada contra celular

Congresso Nacional discute punições maiores para quem faz ligações ou manda mensagens enquanto dirige. (Págs. 1 e 21)

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Valor Econômico


Manchete: Queda geral da demanda surpreende

As restrições à expansão doméstica e as expectativas negativas sobre a crise na Europa se disseminaram por toda a economia a ponto de paralisá-la no terceiro trimestre - o Produto Interno Bruto não cresceu nada em relação ao trimestre anterior.

Pela primeira vez desde o auge do impacto da crise financeira mundial, na virada de 2008 para 2009, houve retração em todos os componentes do consumo interno: famílias, governo e investimento. O consumo das famílias recuou 0,1%, os investimentos, 0,2% e os gastos do governo, 0,7%. A combinação desses números desfavoráveis torna bem mais difícil chegar a um crescimento de 3,5% em 2012 e improvável a possibilidade de uma expansão superior a 4%, como desejado pelo governo. (Págs. 1, A3, A4 e C2)

Mercado menospreza dados

O mercado de juros futuros deu pouca importância para a estagnação econômica mostrada pelos dados do PIB do terceiro trimestre. Os contratos de DI negociados na BM&F, que sinalizam a expectativa de bancos e corretoras para o comportamento da taxa de juros básica (a Selic), fecharam em leve queda, mas não o suficiente para recuperar o piso atingido na semana passada.

A partir das informações sobre o comportamento bastante fraco da atividade - que assustaram menos pelo número, já esperado, e mais pelo detalhamento dos dados, que mostraram queda no consumo e no investimento -, a percepção é de que a pressão sobre o Banco Central para que reduza ainda mais o juro será maior no próximo ano. O mercado chegou até a ensaiar esse movimento, mas as apostas não tiveram força para sustentar essa visão, ao menos por enquanto. (Págs. 1 e C2)


Investimento público é a saída

A presidente Dilma Rousseff não foi surpreendida pelos dados divulgados ontem pelo IBGE. Ela havia sido avisada pela área econômica, um mês atrás, de que o PIB encerrara o terceiro trimestre com expansão em torno de zero, mas com a ressalva de que uma reação, ainda que moderada, está prevista para o período entre outubro e dezembro.

A redução dos juros e o aumento do salário mínimo para R$ 625 em janeiro, além de uma recuperação do investimento público, fundamentam as previsões do governo sobre as perspectivas melhores para 2012. No Ministério da Fazenda trabalha-se para viabilizar, no próximo exercício, um crescimento de 4%, com viés de alta para até 5%. Fará toda a diferença, segundo os técnicos da Fazenda, a ampliação dos investimentos públicos, sacrificados neste ano em nome da meta de superávit primário de 3,1% do PIB. (Págs. 1 e A4)

Presídios bem-vindos no interior

Ter um presídio no município não é necessariamente um mau negócio. O Valor visitou quatro das nove cidades da região da Nova Alta Paulista, onde num raio de 90 quilômetros foram instaladas 11 unidades prisionais a partir de 1998. Pracinha, que tinha 1.431 habitantes antes do presídio, em 2000, ganhou mais de 1.400 novos moradores e alguns empregos de agente penitenciário com salário de R$ 2 mil, nada mal para a região. Uma pesquisa feita na Unicamp mostra que os presídios provocaram impacto demográfico, econômico e social na região. O movimento de visitas aos presos aumenta o faturamento de bares, restaurantes e hotéis. (Págs. 1 e A14)


Controle da Rede Energia está à venda

O acionista controlador do grupo Rede Energia, Jorge Queiroz, colocou à venda sua parte na empresa. Os interessados têm até o fim da semana para analisar a companhia e fazer suas propostas ao Banco Bradesco de Investimento (BBI), contratado para a operação. O Rede tem entre seus acionistas o Fundo de Investimento do FGTS, que fez um aporte de cerca de R$ 500 milhões há pouco mais de um ano, e o BNDESPar, que transformou parte da dívida da companhia em ações. Dono da concessão de distribuidoras de energia em sete Estados, o grupo tem prejuízos frequentes e endividamento elevado. O balanço do terceiro trimestre mostra vencimentos de curto prazo da ordem de R$ 2 bilhões, além de R$ 5 bilhões em obrigações de longo prazo. (Págs. 1 e D4)


Proteção ambiental trava projeto de irrigação em MG

Três anos depois que uma decisão presidencial determinou que um tipo de vegetação chamada Mata Seca (cujo nome científico é mata decidual e semidecidual) recebesse a mesma proteção da Mata Atlântica, o Projeto Jaíba de irrigação enfrenta dificuldades para se expandir por conta de um impasse ambiental.

Oásis irrigado com água do São Francisco no Semiárido do extremo norte mineiro para plantação especialmente de frutas, o projeto abriga amplos lotes de Mata Seca, agora convertidos em áreas de proteção ambiental. A nova legislação contribuiu para deixar uma infraestrutura cara de irrigação operando a meia carga. (Págs. 1 e B14)

Bancos do país buscam cliente europeu

Bancos brasileiros estão aproveitando a crise na Europa para ganhar clientes estrangeiros e aumentar o volume de recursos sob gestão. Depois de o Safra ter comprado o banco suíço Sarasin, o BTG Pactual planeja ampliar as operações na Europa e montou uma equipe em Londres para cuidar só da gestão de fortunas de europeus. Espera ganhar novos clientes com recursos financeiros a partir de US$ 20 milhões, principalmente da Espanha, Portugal e Leste Europeu, diz Rogério Pessoa, diretor do BTG Pactual. Com o rebaixamento do rating dos bancos europeus, Pessoa já vê uma migração de recursos de clientes "private" para instituições brasileiras. O Itaú Unibanco busca a ampliação da carteira de clientes latino-americanos. O banco tem US$ 16 bilhões sob gestão na América Latina. (Págs. 1 e D1)


Suspeita sobre Embraer veio da Argentina

A investigação aberta por autoridades americanas contra a Embraer, divulgada pela empresa em novembro, começou na Argentina há pouco mais de um ano. Em setembro de 2010, a companhia foi informada de que era investigada pelo suposto pagamento de suborno a funcionários públicos argentinos que atuaram na negociação de compra de 20 aviões comerciais pela estatal Aerolíneas Argentinas. A Embraer está sujeita à lei U.S. Foreign Corrupt Practices Act, dos EUA, por ter operações em três cidades americanas e ADRs na Bolsa de Nova York. Procurada, a empresa informou que a investigação corre sob sigilo e que não tem comentários adicionais a fazer. (Págs. 1 e B9)

Novo boom do petróleo nos EUA "rouba" água da agropecuária (Págs. 1 e B11)



Anvisa quer ampliar restrições à venda de cigarros, diz Barbano (Págs. 1 e B7)


Petroleiras sob vigilância

O Ministério Público Federal quer que os órgãos ambientais exerçam uma fiscalização mais efetiva sobre as companhias de petróleo. Para o MPF, Ibama e ANP são "reféns" das informações das próprias empresas. (Págs. 1 e A2)


Ferroanel de São Paulo

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pretende divulgar em janeiro o projeto do Ferroanel de São Paulo. A intenção é que a obra, prevista no PAC, esteja concluída até 2015. (Págs. 1 e A2)


Viagens mais caras

A América Latina, especialmente o Brasil, deverá ter os maiores reajustes de preços em passagens aéreas, diárias de hotéis e locação de carros no mundo em 2012, segundo a Carlson Wagonlit Travel (CWT), líder global em turismo corporativo. (Págs. 1, B1 e B4)

Telefônica "acaba" em abril de 2012

Presente no Brasil desde a privatização, a marca Telefônica vai sair de cena em abril de 2012, quando a companhia espanhola passará a adotar o nome e a identidade visual da Vivo em todos os seus serviços no país. (Págs. 1 e B3)

Ford aposta em carro mundial

A Ford anunciou ontem um aporte de RS 800 milhões no fábrica de São Bernardo do Campo (SP) na nova linha de montagem que irá produzir um carro de plataforma global. Os detalhes do projeto não foram revelados. (Págs. 1 e B8)


Fisco reduz declarações de empresas

Para facilitar a vida das empresas e da administração, a Receita Federal pretende eliminar, gradativamente, oito declarações fiscais obrigatórias às empresas, incluindo a do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. (Págs. 1 e E1)


Dano moral nas estradas

As más condições de conservação das rodovias federais têm tornado cada vez mais comum a condenação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ao pagamento de danos materiais e morais a vítimas de acidentes. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Cristiano Romero

A unificação das regras de aposentadoria é, além de uma medida econômica relevante, uma questão de justiça social. (Págs. 1 e A2)


Ideias

Martin Wolf

Se a Alemanha se recusa a reconhecer a natureza da crise, a zona do euro não tem a menor chance de remediá-la. (Págs. 1 e Al3)

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terça-feira, dezembro 06, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] BOLA 07, CAÇAPA !!!

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GOVERNO DILMA [In:] PRÁTICA DO MESMO ESPORTE

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Assessor alvo de denúncias é nomeado para novo cargo no Esporte

Waldemar Manoel Silva de Souza será assessor especial da pasta; o ex-secretário executivo teve o nome ligado ao escândalo de desvio de verbas do ministério, que terminou com a queda de Orlando Silva

06 de dezembro de 2011 | 12h 02

Lucia Ribeiro, da Agência Estado

BRASÍLIA - O ex-secretário executivo do Ministério do Esporte Waldemar Manoel Silva de Souza, exonerado desse cargo semana passada, agora será assessor especial da pasta. A nomeação na nova função está publicada no Diário Oficial da União (D.O.U) desta terça-feira, 6. Waldemar é suspeito de envolvimento em irregularidades no Esporte que levaram à demissão do ex-ministro Orlando Silva. A permanência de Waldemar no Esporte, apesar das suspeitas sobre ele, já havia sido garantida pelo novo ministro Aldo Rebelo em meados de novembro, quando anunciou novos nomes para assessorá-lo.


O nome de Waldemar surgiu no escândalo do esquema de desvio de verbas do Esporte por ter firmado contrato de R$ 6,2 milhões com um sindicato de cartolas do futebol para um projeto fantasma da Copa do Mundo. Além dele, o ministro decidiu manter Ana Prestes no Esporte. Mas ela deixou a chefia daAssessoria de Relações Internacionais, sendo substituída pelo embaixador de carreira Carlos Henrique Cardim. A neta do Luiz Carlos Prestes permanecerá na subchefia da assessoria.

Na semana passada, Aldo Rebelo suspendeu a nomeação de 25 indicados por Orlando Silva para cargos de confiança na pasta. Por intermédio de sua assessoria, o ministro Aldo Rebelo disse que a suspensão das nomeações foi natural porque houve troca no comando da pasta.

Também saiu na edição do Diário Oficial desta terça a nomeação de Afonso Barbosa para o cargo de secretário Nacional do Esporte,Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério do Esporte. Para assumir a função, Barbosa, que é vice-almirante reformado da Marinha, deixou a diretoria da Bunge.

As nomeações foram assinadas pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que também exonerou da Pasta José Lincoln Daemon do cargo de diretor de Gestão Interna da Secretaria Executiva do Esporte; Wadson Nathanael Ribeiro do cargo de secretário Nacional do Esporte,Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério do Esporte; e Danilo Moreira da Silva da função de assessor especial da Pasta.


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GOVERNO DILMA [In:] CÓDIGO FLORESTAL

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Código Florestal será votado hoje no plenário do Senado

Senadores ligados aos ambientalistas e aos produtores rurais tentarão modificar projeto

Greenpeace faz protesto contra o novo texto do Código Florestal, em frente ao Congresso Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Greenpeace faz protesto contra o novo texto do Código Florestal, em frente ao Congresso Antonio Cruz / Agência Brasil

BRASÍLIA - A polêmica em torno do novo Código Florestal chega nesta terça-feira à sua penúltima etapa, quando o projeto de lei com as mudanças na atual legislação ambiental deverá ser votado pelo plenário do Senado. Ao todo, a matéria tramitou durante dois anos e meio no Congresso, sendo dois anos na Câmara e seis meses no Senado. Se aprovado pelos senadores, o texto segue para o plenário da Câmara para que os deputados escolham entre o projeto aprovado em maio por eles ou o aprovado pelos senadores.

Nas etapas que passou, o código gerou embates entre ambientalistas e ruralistas, já que as regras estabelecem quais áreas devem ser preservadas dentro de cada um dos 5 milhões de imóveis rurais do país. O projeto aprovado por ampla maioria dos deputados, em maio, foi considerado pelo governo e por ambientalistas como um retrocesso. Isso porque retirava a proteção de alguns locais frágeis, como manguezais, e permitia a legalização de todas as atividades rurais localizadas dentro das Áreas de Preservação Permanente (APPs) - locais como beiras de rio e encostas - até julho de 2008.

No Senado, sob a relatoria de Luiz Henrique (PMDB-SC) e Jorge Viana (PT-AC), o texto sofreu diversas modificações. Entre elas, um artigo que criou faixas mínimas de recuperação obrigatória para todo produtor em beiras de rio, que variam de 15 metros para os rios mais estreitos até 100 metros para os rios mais largos. O código também foi dividido entre regras fixas e transitórias, estas últimas voltadas exclusivamente para o produtor que está em débito com a lei ambiental e agora poderá se regularizar. Outras possibilidades aprovadas pela Câmara foram mantidas, como a que libera os donos de terra de até quatro módulos fiscais (de 20 a 400 hectares) da obrigação de recuperar a reserva legal desmatada até julho de 2008. Reserva legal é o percentual da terra que não pode ser desmatado e varia de 20% a 80% dependendo da região.

Embora o relatório que está previsto para ser votado hoje tenha sido costurado entre a área ambiental do governo e ruralistas, tanto verdes quanto o setor produtivo demonstram insatisfação. Isso deve gerar uma série de tentativas de última hora de alterar o texto, por meio de emendas ao projeto. A bancada do Nordeste, por exemplo, deve apresentar uma emenda para retirar os apicuns - uma parte dos manguezais - do status de APP, para que atividades como a pesca do camarão possa ser exercida sem restrições. Por outro lado, senadores ligados aos ambientalistas devem tentar derrubar a possibilidade de o produtor manter o que produz em APP, desde que comprove que o desmatamento foi feito até julho de 2008 e cumpra os mínimos exigidos para recuperar parte do desmate.

Estudo do professor Gerd Sparoveck, da USP, dá conta de que as APPs somariam hoje 103 milhões de hectares, dos quais 44 milhões de hectares estariam desmatados. Apenas uma parte dessa área voltará a ser vegetação nativa, o que contraria os ambientalistas. Além disso, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que, com a liberação que será dada aos pequenos produtores de recuperarem suas reservas legais, outros 29,5 milhões de hectares desmatados ilegalmente deixarão de ser recuperados.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/codigo-florestal-sera-votado-hoje-no-plenario-do-senado-3390384#ixzz1flqiTxqA
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GOVERNO DILMA [In:] CORRUPÇÃO À VISTA e a PRAZO

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Pimentel recebeu R$ 400 mil de empresa do filho de seu sócio


Pagamento pela consultoria do ministro se deu em duas parcelas de R$ 200 mil

Thiago Herdy

Isabel Braga

Maria Lima


Braço direito e homem forte do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel (PT), faturou pelo menos R$ 2 milhões com sua empresa de consultoria em 2009 e 2010 Foto: Thiago Herdy / O Globo
Braço direito e homem forte do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel (PT), faturou pelo menos R$ 2 milhões com sua empresa de consultoria em 2009 e 2010
Thiago Herdy / O Globo


BELO HORIZONTE e BRASÍLIA -

Uma "empresa de informática pequeninha", nas palavras do próprio ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), pagou R$ 400 mil pelos serviços da P-21 Consultoria e Projetos Ltda, empresa mantida pelo petista entre sua saída do comando da prefeitura de Belo Horizonte, em 2009, e a chegada ao governo federal, em 2011. Firma especializada em "cabeamento estruturado para rede de computadores", a QA Consulting Ltda pertence a Alexandre Allan, de 36 anos, e Gustavo Prado, de 35, filho de Otílio Prado, sócio minoritário de Pimentel na P-21 Consultoria.

O pagamento pela consultoria de Pimentel se deu em duas parcelas de R$ 200 mil. A primeira foi paga em 19 de fevereiro de 2009, dois dias depois de a QA Consulting receber R$ 230 mil da construtora HAP Engenharia para prestar serviços de "infraestrutura para soluções de rede". A título de tributação, o serviço foi declarado como de engenharia civil mas, segundo o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), não há registro de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) referente ao serviço alegado pela empresa. A segunda parcela foi paga em maio de 2010.

Construtora acusada de desviar recursos

A HAP é velha conhecida de Fernando Pimentel: em maio deste ano, o ex-prefeito de Belo Horizonte tornou-se réu em ação civil pública ao lado do dono da empresa, Roberto Senna. A construtora é acusada de superfaturar obra da prefeitura de Belo Horizonte em R$ 9,1 milhões e de desviar recursos para a campanha de Pimentel em 2004, quando o petista disputou a reeleição para a prefeitura da capital mineira. Na época, Pimentel contratou sem licitação a Ação Social Arquidiocesana (ASA), da Arquidiocese de Belo Horizonte, para construir 1,5 mil casas. A entidade subcontratou a HAP, e o custo da obra passou de R$ 12,7 milhões para R$ 26,7 milhões. Segundo o Ministério Público, metade das casas não foi entregue. O processo corre na 4ª Vara da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte.

A QA Consulting é a terceira maior cliente da consultoria de Pimentel, que em dois anos faturou R$ 2 milhões. Conforme mostrou O GLOBO no domingo, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) pagou R$ 1 milhão por serviços ao ministro, e a construtora mineira Convap, outros R$ 514 mil, meses antes de abocanhar em consórcio R$ 95,3 milhões em contratos no governo do aliado de Pimentel, Márcio Lacerda (PSB). A QA pagou R$ 400 mil pela consultoria de Pimentel, apesar da sua peculiar situação financeira: de acordo com a Junta Comercial de Minas Gerais, está enquadrada como microempresa (faturamento anual de, no máximo, R$ 360 mil, de acordo com a nova legislação).

Procurado na segunda-feira de manhã na sede de sua empresa, o sócio Gustavo Prado não quis dizer se haviam contratado Pimentel. Também se recusou a dar qualquer detalhe a respeito dos serviços prestados pelo ministro à sua pequena empresa. Disse que se pronunciaria apenas por e-mail e pediu ao repórter que se retirasse. À tarde, enviou e-mail dizendo que Pimentel havia prestado serviços de "consultoria econômica" e que a empresa teria perfeita "capacidade econômico-financeira para custear a consultoria contratada". Mas não quis dizer qual foi o faturamento de sua empresa em 2009 e 2010, alegando se tratar de informação estratégica.

Sobre a contratação de seus serviços pela HAP, Prado disse não ter registrado ART no CREA-MG porque, em sua opinião, "o serviço não era de relevância e nem houve exigência do cliente".

- Os serviços foram corretamente declarados às autoridades fiscais, tendo sido realizado em mais de um estabelecimento da empresa - afirmou Prado.

Ao ser questionado sobre o enquadramento como microempresa, a QA Consulting atribuiu a situação a um erro do escritório de contabilidade que presta serviço para eles e informou que, na prática, já teria alterado o formato de pagamentos de impostos pela empresa.

O GLOBO também procurou na segunda-feira o empresário Gustavo Henrique Duarte, que foi sócio da QA Consulting entre a consultoria de Pimentel, em 2009, e o início deste ano, quando ele deixou a empresa.

- Eu não cuidava da parte administrativa, não posso falar nada sobre isso - disse, ao desligar o telefone e não mais atender as ligações do GLOBO durante a tarde de ontem.

O dono da HAP Engenharia, Roberto Senna, informou, por meio de sua assessoria, que as instalações de cabeamento da QA Consulting na sua construtora foram adequadamente executadas e negou ter usado a empresa do filho do sócio de Pimentel para transferir recursos ao ex-prefeito de Belo Horizonte, de quem sempre se declarou amigo publicamente. "Não existe nenhuma relação entre estes serviços e eventual contratação, pela QA Consulting, de serviços de terceiros, inclusive de eventual contratação de empresa de consultoria do ministro Fernando Pimentel", escreveu a assessoria de Senna na nota oficial.

Na ação civil pública em que Senna é réu ao lado de Pimentel, o Ministério Público questiona a proximidade dos dois, em especial a doação de R$ 235 mil à campanha de Pimentel pela reeleição em 2004. Laudos periciais solicitados pelo Ministério Público levaram o órgão a sustentar que o valor doado seria parte de uma parcela de R$ 1,2 milhão repassada pela prefeitura à ASA e, consequentemente à HAP, 11 dias antes do registro da doação. No processo, os advogados de Pimentel classificaram a acusação como "ilação do Ministério Público".

PSDB pretende convocar ministro

Os petistas saíram em defesa de Pimentel, e descartaram a possibilidade de o ministro vir a ser o próximo da lista a ser bombardeado pela oposição no Congresso. A oposição, porém, considerou insuficientes as explicações dadas por Pimentel. O PSDB entra hoje, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, com pedido de convocação do ministro


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/pimentel-recebeu-400-mil-de-empresa-do-filho-de-seu-socio-3388918#ixzz1flpOKpts
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ECONOMIA/BRASIL [In:] PIB-zinho

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Fim de linha

06 de dezembro de 2011 | 3h 08


JOSÉ PAULO KUPFER
O Estado de S.Paulo

Está prevista para hoje a divulgação, pelo IBGE, da evolução do PIB, no terceiro trimestre de 2011. Mas já se sabe faz algum tempo que será zero ou muito perto disso, em relação ao trimestre anterior - e um crescimento abaixo de 2,5% sobre o mesmo período de 2010. Quando o Banco Central, em fins de agosto, começou o atual ciclo de corte nos juros básicos, com o objetivo de aliviar os freios da economia, o trem já vinha reduzindo a marcha.

As primeiras informações oficiais definidas para o quarto trimestre - as referentes à produção industrial em outubro, que completou três meses de quedas consecutivas - não apontaram para recuperação, nos últimos três meses do ano. Nas estimativas dos departamentos de pesquisas econômicas dos bancos e das consultorias, o PIB do quarto trimestre mostrava uma expansão de 0,5% ante o terceiro. Mas, pelo andar da carruagem, depois do resultado da indústria em outubro e dos indícios colhidos em novembro, não seria surpresa se o crescimento, entre outubro e dezembro, se limitasse a 0,3% ou até menos.

Evidências de enfraquecimento da atividade econômica podem ser obtidas na própria ação do governo. Além do afrouxamento na política monetária, Brasília voltou a oferecer medidas de desoneração fiscal, dirigidas a setores específicos. As providências deixam transparecer onde a redução do ritmo econômico já é bem nítida - por exemplo, a produção de eletrodomésticos da linha branca. Mas o impacto das medidas sobre os números do crescimento tende a ser limitado. Todas as projeções apontam para um PIB de 3% em 2011 - talvez um pouco menos, muito dificilmente um pouco mais, mesmo com os estímulos recentes.

Parece claro que a atual ação do governo se inspira no êxito da política de estímulo ao consumo que evitou o aprofundamento da retração na esteira do colapso de 2008 e abriu espaços para a forte recuperação de 2010. A dúvida é se esse movimento terá agora o mesmo efeito positivo observado naquela circunstância. Dúvida ainda maior paira sobre a consistência e a durabilidade dessas ações pontuais.

Não há disponível, pelo menos por enquanto e a não ser nos exercícios de projeção do governo, estimativas de expansão do PIB em 2012 acima de 3,5%. Só essa perspectiva de crescimento limitado é suficiente para evidenciar que ações de momento, voltadas para enfrentar choques externos, tendem a no máximo manter o ritmo atual e evitar freadas mais bruscas. Escapar de uma etapa de crescimento apenas sofrível exigirá mais do que vem sendo feito.

Deveria começar por um esforço para fugir da tentação de atribuir todas as dificuldades à crise global. É claro que o quadro internacional adverso, por variados canais de contágio, dificulta as coisas e impõe constrangimentos à expansão econômica doméstica. Mas, antes disso, é provável que ele apenas antecipe impasses e potencialize contradições que nos dizem exclusivo respeito.

Faz sentido, então, indagar se a tendência futura da economia brasileira não é a de permanecer em zona de crescimento modesto menos pela contaminação da grave crise internacional do que pelo esgotamento de um ciclo autônomo de expansão. Esse ciclo seria caracterizado pela inclusão de massas de consumidores ao mercado, via transferências de renda, e teria batido no muro por não ter sido acompanhado, no tempo e no volume requerido, pela expansão do investimento. Atribuir os maus resultados macroeconômicos do terceiro trimestre - todos os componentes da demanda agregada recuaram no período - às atribulações da economia global, em resumo, pode ser um caminho seguro para continuar a rodar em falso.

São muitas e complexas, se o diagnóstico estiver correto, as implicações desse fato para a política econômica. Uma das mais imediatas delas é indicar que ao governo não caberia apenas ligar e desligar o botão de estímulos ao consumo, conforme as circunstâncias do momento. Teria de ser dada prioridade efetiva à expansão do investimento, com a toda trabalheira derivada da aplicação dessa decisão à vida real.

Trata-se de tarefa árdua, que não se limitaria ao já difícil afazer de arrumar as suas contas correntes para abrir espaços aos investimentos públicos - pré-requisito na indução do investimento privado. Além de azeitar os canais de financiamento, com linhas adequadas, a custo compatível e de acesso facilitado, exigiria recuperar a capacidade perdida de desenhar bem e gerir com eficiência os grandes projetos estruturantes de desenvolvimento - dos quais o projeto de transposição do rio São Francisco, caindo pelas tabelas, como mostrou reportagem do Estado, no domingo, é um exemplo de como não fazer.

GOVERNO DILMA [In:] MULHER, APENAS

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Mulheres de antenas

06 de dezembro de 2011 | 3h 08



DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo

Celebrada na condição de primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff até agora deixou passar seis oportunidades de atuar em consonância com a expectativa corrente em relação às mulheres, de maior rigor na vida pública.

Uma maneira de fazer isso seria mostrar genuína disposição de liderar um processo de mudança nos critérios de funcionamento do governo de coalizão.

Duas mulheres deram exemplos recentes nos quais Dilma ainda dispõe de tempo para se mirar: Eliana Calmon e Marília Muricy, baianas conectadas com a necessidade de não se deixar o Brasil, por mais sucessos que tenha na economia, perder-se nos desvãos da desqualificação moral.

Ambas demonstraram coragem e firmeza efetivas para sacudir nichos até então intocados.

Eliana, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, com suas diatribes sobre a conduta de magistrados, lança alguma luz sobre a caixa-preta do Judiciário. Faz a diferença.

Marília, autora do relatório que recomendou a saída de Lupi, deu sentido à Comissão de Ética Pública que desde a criação, no governo Fernando Henrique, nunca havia sido contundente na tarefa de zelar pela confiabilidade dos ocupantes de cargos no primeiro escalão federal.


''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


06 de dezembro de 2011

O Globo


Manchete: Crise europeia ameaça rebaixar até Alemanha

Agência alerta para aperto no crédito, dívidas e recessão no continente

Poucas horas após o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, terem anunciado que chegaram a um acordo para "salvar o euro", a agência de classificação de risco Standard & Poor's ignorou a decisão e ameaçou rebaixar 15 países do bloco, até A1emanha e França. A S&P, que em agosto rebaixara os EUA, pôs em perspectiva negativa, para possível rebaixamento, a classificação "AAA" das principais potências da região. A agência alegou que aumentou "o estresse sistêmico na zona do euro", devido à contração do crédito, ao elevado endividamento e ao risco de recessão em 2012. Merkel e Sarkozy defenderam um novo tratado para a União Europeia até março, com punições aos países que não cumprirem o equilíbrio das contas públicas. A mudança no tratado poderá incluir os 27 países do bloco ou só os 17 integrantes da área do euro, com os demais aderindo voluntariamente. Também haverá reuniões mensais dos chefes de Estado e de governo durante a crise. Na Itália, o premier Mario Monti defendeu o pacote de € 30 bilhões, chamado "Salve a Itália". Ele alertou que, se nada for feito, o país pode sofrer colapso semelhante ao da Grécia, ameaçando a existência do euro. (Págs. 1 e 25 a 27)

UOP tenta pôr ordem em Ipanema

No primeiro dia de ação da quarta Unidade de Ordem Pública (UOP) da cidade, em Ipanema, a presença maciça dos guardas não intimidou os motoristas, que continuaram a estacionar em fila dupla e em locais proibidos. Os agentes da Guarda Municipal rebocaram 35 veículos e multaram 78. (Págs. 1 e 23)

Vereadores dão as costas aos eleitores. Exceto os seus. (Págs. 1 e 16)

Enquanto isso, na Terra...

Só 12 chefes de Estado e governo foram à Conferência do Clima em Durban, África do Sul. E entre eles não há qualquer líder dos maiores emissores do mundo. A falta de compromisso climático ocorre num momento em que as emissões de C02 chegam a um nível recorde. (Págs. 1 e 35)


Pimentel tem outro contrato suspeito

A QA Consulting, que contratou consultoria do então ex-prefeito e hoje ministro Fernando Pimentel, pagou-lhe R$ 400 mil. Dois dias antes de quitar a primeira parcela, a QA recebeu R$ 230 mil da HAP, empreiteira que fechou contratos de R$ 225 milhões com a prefeitura de BH na gestão de Pimentel. (Págs. 1, 3, 4 e editorial "Sobrevida de Lupi foi ônus para Dilma")

Dengue: risco de epidemia em 48 cidades

Pelo menos 48 cidades tem risco de epidemia de dengue no verão. Segundo o Ministério da Saúde, outras 236 cidades, incluindo o Rio e mais 31 municípios fluminenses, estão em situação de alerta. (Págs. 1 e 10)


Penguin alça voo no Brasil

O grupo editorial britânico Penguin anunciou ontem a compra de 45% da editora brasileira Companhia das Letras, em um negócio estimado em R$ 50 milhões. A sociedade tem como objetivo desenvolver os mercados de livros educacionais e digitais. (Págs. 1 e Segundo Caderno)


Rússia: fraude ampla, acusam observadores

A votação parlamentar na Rússia - vencida por pouco pelo governo - teve falhas em todo o processo, acusaram fiscais internacionais. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu investigação. (Págs. 1 e 32)

Razão Social

Moradores de Marajó, às vésperas do plebiscito do Pará, reivindicam criação de território federal. (Pág. 1)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Governo vai acabar com entrega de IR de empresa

Outras sete declarações serão gradualmente extintas pela Receita Federal

O governo decidiu acabar com a entrega da declaração do Imposto de Renda das empresas até 2014. Outros sete documentos hoje exigidos serão gradualmente extintos pela Receita, que também vai adotar medidas para simplificar o PIS/Cofins.

O objetivo é racionalizar o sistema tributário, uma promessa de governo de Dilma. (Págs. 1 e Mercado B3)

A malha fina reteve 570 mil declarações do IR de pessoa física neste ano, abaixo das 700 mil de 2010. (Págs. 1 e B3)

Agência ameaça reduzir nota de 15 dos 17 países da zona do euro

A Standard & Poor's pôs a nota da dívida de 15 dos 17 países do euro em "perspectiva negativa", o que indica 50% de chance de rebaixamento. Chipre já estava nessa condição e a Grécia não tem grau de investimento.

França e Alemanha, que podem perder a nota "AAA", fecharam pacote que propõe punição automática aos países da eurozona cujo déficit público ultrapasse 3% do PIB. (Págs. 1 e Mundo A14 e A15)

Foto-legenda: Ângela Merkel (Alemanha) e presidente Nicolas Sarkosy no palácio do governo francês.

Clóvis Rossi

Pacote 'Merkozy' pode amainar a crise europeia

O plano franco-alemão pode desta vez ao menos amainar a crise europeia, pois oferece o sangue que o mercado cobra e tem uma pitada de sentido comum. (Págs. 1 e Mundo A19)

Foto-legenda: Nova ameaça

Navio fretado pela Vale que teve rachadura num dos tanques durante carregamento de minério de ferro no terminal de São Luis (MA) e pode afundar; Capitania dos Portos diz não ter informação de vazamentos. (Págs. 1 e Mercado B6)

Festival no Irã homenageia o maior santo xiita

O Irã parou para homenagear Hussein Ibn Ali, neto do profeta Maomé e nome mais importante do xiismo. Sua morte, em 680, foi um dos fatores do racha entre sunitas e xiitas. (Págs. 1 e Mundo A20)

CNJ inicia devassa na folha salarial do TJ paulista

A corregedoria do Conselho Nacional de Justiça iniciou uma devassa no Tribunal de Justiça de SP para investigar a suspeita de remuneração ilegal a desembargadores, relata Flávio Ferreira. A ação gerou indignação no TJ, que diz colaborar com a apuração. (Págs. 1 e Poder A4)
(...)


Tucanos atacam PT e poupam Kassab na sabatina Folha/UOL (Págs. 1 e Poder A5)


Boa notícia: Desmatamento na Amazônia é o menor desde 1988

O governo anunciou que a taxa de desmatamento na Amazônia neste ano é a menor desde 1988, quando a medição começou - queda de 11% em relação a 2010.

O desmate tem crescido nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, mas o Pará ainda devasta mais. (Págs. 1 e Ciência C11)

Ciência: Nasa descobre um planeta mais parecido com a Terra e que pode conter água (Págs. 1 e C11)


CVM apura possível informação privilegiada no PanAmericano (Págs. 1 e Mercado B5)


Epidemia de dengue ameaça 4,7 milhões em 48 cidades (Págs. 1 e Cotidiano C5)


Penguin compra 45% da Companhia das Letras; negócio é estimado em R$ 50 mi (Págs. 1 e B8)


Editoriais

Leia "Menos ministérios", sobre a reforma ministerial do governo, e
"Faculdades ruins", acerca do corte de vagas em instituições mal avaliadas. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Agência ameaça rebaixar zona do euro

S&P fala em rever notas de crédito inclusive de países AAA; com isso, Alemanha e França apressam acordo para refundar a UE

A agência de classificação de risco Standard & Poor's alertou que pode rebaixar as notas de todos os 17 países da zona do euro. Isso inclui o rating AAA de Alemanha, Holanda, Áustria, Finlândia, Luxemburgo e França. Na maioria dos casos, essa medida é prenúncio de rebaixamento que ocorre três meses depois. A ameaça obrigou Paris e Berlim a apressar a criação de um novo tratado europeu, para exigir maior disciplina orçamentária e punir quem acumular dívidas - o déficit máximo que um país poderá atingir é de 3% do PIB. Os alemães tiveram de aceitar modificações em sua proposta para garantir o apoio, mas o esboço da nova União Europeia terá a marca alemã. A meta é aprová-la até sexta-feira, quando os líderes do bloco se reúnem. Alemanha e França ameaçam manter a proposta mesmo sem apoio de todos os países. Nesse caso, seria implementado com um grupo menor de integrantes. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)

No Brasil, juro em queda

Em meio a sinais de enfraquecimento da economia brasileira, pesquisa do Banco Central no mercado prevê queda da inflação e previsão de que a taxa básica de juros no final de 2012 caia para 9,75%. É a primeira vez desde setembro de 2009 que prevalece a expectativa de juro abaixo de 10%. (Págs. 1 e Economia B5)

Amazônia tem menor desmate desde 1988

Inpe aponta corte de 6.280 Km² em um ano

A taxa anual de desmatamento da Amazônia atingiu sua menor taxa desde o início do monitoramento sistemático na área, em 1988, com o abate de floresta equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais registraram o corte de 6.280 quilômetros quadrados entre agosto de 2010 e julho deste ano. A taxa ainda passará por revisão. A margem de erro é de 10%. O Pará foi o Estado que mais desmatou no período, com 2.870 km² de florestas degradadas. Em Rondônia, a área destruída foi de 869 km², o dobro do período anterior. (Págs. 1 e Vida A14)

Izabella Teixeira
Ministra do Meio Ambiente

“É uma taxa histórica e representativa, sinalizando que continuamos com a nossa determinação de reduzir o desmatamento" .

Foto-legenda: Protesto contra Putin: 300 presos

Cerca de 10 mil pessoas saíram às ruas de Moscou para protestar contra o premiê Vladimir Putin e o partido Rússia Unida, acusado de fraude nas eleições parlamentares; 300 ativistas foram presos no maior protesto da oposição em anos. (Págs. 1 e Internacional A10)


Para negociar cargo, PDT "exila" Lupi

O PDT forçou o ex-ministro Carlos Lupi (Trabalho) a continuar fora da presidência do partido para não atrapalhar as negociações com o governo sobre cargos. A presidente Dilma Rousseff não quer manter o PDT à frente do Trabalho. (Págs. 1 e Nacional A4)


Companhia das Letras se une à Penguin

A britânica Pearson, o maior grupo editorial do mundo, adquiriu 45% da Companhia das Letras. O valor não foi divulgado. "O Brasil é uma enorme oportunidade de negócios", disse John Makison, da Penguin, que liderou a negociação. (Págs. 1 e Economia B16)


Quase 570 mil pessoas caem na malha fina do IR (Págs. 1 e Economia B13)



Tragédia da Air France: vítima é enterrada no Rio (Págs. 1 e Cidades C1)


José Paulo Kupfer

Fim de linha

O crescimento modesto do País pode se dar menos pela crise externa e mais por causa do esgotamento de um ciclo autônomo de expansão. (Págs. 1 e Economia B6)


Luiza Nagib Eluf

Além da escolaridade

A correlação de forças entre os gêneros continua desigual e as mulheres permanecem sofrendo discriminações nos espaços público e privado. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)


Notas & Informações

Caiu de podre

A presidente Dilma não ganhou nada deixando que o caso Lupi se arrastasse por semanas a fio. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Pesadelo europeu

Alemanha, Franca, Holanda... Quinze nações da zona do euro podem ser rebaixadas por agência de classificação de risco. Chanceler alemã e presidente francês propõem reforma em tratado comum para combater a crise. (Págs. 1 e 9)


Celular ao volante, um hábito mortal

Muita gente nem imagina a perigo que corre. E o risco ao qual expõe a vida até do próprio filho e de outras pessoas. Mas é o que acontece todas as vezes que alguém fala ao telefone enquanto dirige. Quem faz uma simples chamada, aponta estudo, fica quase seis vezes mais exposto a acidentes. E se o motorista optar por uma mensagem de texto, então, esse risco aumenta 23 vezes. Em Brasília, apesar de não haver uma fiscalização rígida desse tipo de infração, a situação é grave: a cada 10 minutos, o Detran multa alguém por usar o celular ao volante. Se uma pessoa a 60km/h tirar os olhos da via por apenas dois segundos, ela dirige às cegas por 34 metros. Parece pouco, mas é tempo de sobra para provocar uma tragédia que pode ser evitada. (Págs. 1, 21 e 22)


Dengue voa sobre o DF

Cresce o número de focos do mosquito Aedes aegypli em Brasília. A cidade corre o risco de ter um surto da doença. (Págs. 1 e 7)


HRAN acaba com pediatria

Médicos questionam o fechamento da unidade, em 2012. As crianças serão atendidas em outros hospitais da rede. (Págs. 1 e 24)


Lupi não é o último

A presidente Dilma pode demitir mais oito ministros na reforma de janeiro. PDT luta para manter a pasta do Trabalho. (Págs. 1, 2 e 3)


O lixo de guerra que virou roupa

Lençóis com sangue vindos dos EUA para o Recife seriam não apenas de hospitais americanos, mas também de unidades de saúde no Iraque e no Afeganistão. (Págs. 1 e 8)

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Valor Econômico


Manchete: Investimento de estatais fica longe do planejado

As 73 empresas estatais federais chegam ao fim do ano sem cumprir o cronograma de investimentos recorde de R$ 108 bilhões traçado para 2011. Os atrasos são generalizados e abrangem grandes obras da Petrobras, hidrelétricas e linhas de transmissão tocadas pelas 15 empresas do grupo Eletrobras, aeroportos e os portos públicos mais movimentados do país. De janeiro a outubro, o gasto das estatais com os projetos de expansão somaram R$ 62,2 bilhões, 57,6% do total. O balanço indica que elas não têm como cumprir o programado nos dois meses restantes do ano.

A Petrobras apresenta o menor nível de execução dos últimos três anos. O baixo dinamismo impedirá a companhia de utilizar a cifra recorde de R$ 91,3 bilhões em projetos de investimentos programados para o ano. Do total, foram utilizados R$ 55,8 bilhões até outubro, ou 61%. Em igual período de 2010 e 2009, a execução foi de 74% e 73%, respectivamente. (Págs. 1 e A5)

Rodízio acirra disputa entre auditorias

O rodízio obrigatório de auditoria das companhias abertas será retomado no ano que vem. Mas a disputa entre as empresas por novos clientes já está acirrada. Entre as 200 maiores companhias abertas por valor de mercado, estão em jogo cerca de R$ 180 milhões em honorários anuais, conforme levantamento do Valor. Cerca de 20 empresas já anunciaram a troca de auditor. Outras dezenas encerraram o processo de seleção sem tornar pública sua escolha. A Petrobras não confirma, mas o Valor apurou que a PricewaterhouseCoopers vai assumir o lugar da KPMG. O lance vencedor ficou em cerca de R$ 60 milhões por três anos, ou 30% do que Deloitte e Ernst & Young pediram para prestar o serviço. (Págs. 1 e D1)


Petrobras abre frentes com captação em libras

Mesmo com os mercados arredios, a Petrobras concluiu ontem uma rodada de captações de 700 milhões de libras, ou US$ 1,1 bilhão, a primeira de uma companhia brasileira no mercado inglês nos últimos dez anos e a maior de uma empresa de mercado emergente na moeda inglesa. Na semana passada, em euros, a Petrobras obteve US$ 2,5 bilhões.

Apesar do preço ainda estar mais alto que no passado, a empresa fez o que os bancos de investimento chamam de “operação estratégica". Como a companhia tem um plano de investimentos e de financiamento de longo prazo, é interessante buscar novos mercados e diversificar fontes de recursos. A decisão foi abrir frentes na Europa, tanto em euros quanto em libras, diz Leandro Miranda, diretor de renda-fixa do Bradesco BBI. (Págs. 1 e C1)

Foto-legenda: As executivas do ano

O "Valor" publica hoje, em parceria com a empresa de seleção de executivos Egon Zehnder, a segunda edição da revista "Valor Liderança - Executivas", com as 15 melhores gestoras do país. Elas foram escolhidas por um júri com representantes da academia, de consultorias e do setor empresarial. As eleitas são: Patrícia Moraes (JP Morgan), Marise Barroso (Mexichem), Tania Cosentino (Schneider Electric), Regina Nunes (S&P), Camille Faria (Multiner), Ana Zambelli (Schlumberger) e Graça Foster (Petrobras); Celina Antunes (Cushman & Wakefield), Luiza Trajano (Magazine Luiza), Andrea Bertone (Duke Energy), Sonia Hess (Dudalina), Janete Vaz Ribeiro e Sandra Costa (Laboratório Sabin), Maria Cristina Fiúza (Dovac) e Suzan Rivetti (Johnson & Johnson). (Pág. 1)

Grifes nacionais produzem no Peru

Seguindo a trilha de marcas internacionais como Armani, Polo Ralph Loren, Tommy Hilfiger e Calvin Klein, as grifes brasileiras estão produzindo roupas de algodão no Peru, com maquinário de última geração e mão de obra treinada. Entre elas a TNG, VR Menswear, Ellus e Richards.

Mão de obra mais barata, carga tributária e juros menores tornam o produto peruano mais competitivo. Além disso, o país fechou acordo com a Mercosul que permite exportações para a bloco sem pagar taxa de importação. Segundo Tito Bessa Júnior, presidente da grife TNG, a escolha do Peru, onde produz suas peças de malharia, se deu também pela qualidade do algodão, "que é o melhor do mundo". A crise na Europa e EUA reduziu a demanda às confecções peruanas, que se voltaram para a Brasil. (Págs. 1 e B1)

Estaleiro para atender a Bacia de Campos

O Canal das Flechas, entre os municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, no norte fluminense, pode se transformar em dois anos em um dos princípios polos de serviços logísticos para as atividades na Bacia de Campos, principal produtora de petróleo do país. O impulso vai ser dado pela BR Offshore, holding de investimentos para o setor de óleo e gás. A empresa está estruturando projeto, com desembolsos previstos de R$ 450 milhões, para instalar no local estaleiro de reparos de embarcações offshore, uma base de apoio operacional para esses navios e um condomínio industrial de serviços e logística. A BR Offshore foi criada em 2010 por sócios da Aggrego, consultoria de finanças corporativas fundada pelo ex-ministro da Indústria e Comércio Alcides Tapias. (Págs. 1 e B7)

Ministério da Justiça investiga ações de laboratórios contra genéricos (Págs. 1 e B8)



Cadastro positivo na aduana

A Receita e a Camex preparam um pacote de medidas para simplificar os procedimentos de comércio exterior no país. Entre as mudanças está a criação de um "cadastro positivo" de empresas no desembaraço aduaneiro. (Págs. 1 e A4)


Barcelona busca saídas na crise

Em meio à crise europeia, Barcelona, na Espanha, prepara um corte de 70% nos investimentos em 2012 e busca apoio de investidores privados. "Pior que cortar gastos é enganar o eleitor com uma política fiscal insustentável", diz o prefeito Xavier Trias. (Págs. 1 e A14)


Penguin entra na Cia. das Letras

A editora Penguin, do grupo britânico Pearson, comprou 45% da Companhia das Letras. Em meados do ano passado, a empresa chegou ao mercado brasileiro com a aquisição dos sistemas de ensino (apostilas) da COC, Pueri Domus e Dom Bosco. (Págs. 1 e B4)


Suzano contrata Veolia

A Veolia Water Brasil fechou contrato com a Suzano para projetar e construir duas estações de tratamento de água na fábrica de papel e celulose da companhia, em Imperatriz (MA). (Págs. 1 e B7)

Escassez de cobre puxa preços

Projeções da CRU International, consultoria global do setor de mineração, indicam que a partir de 2017/2018 a demanda mundial de cobre vai superar de vez a oferta do metal e a situação de escassez deve se prolongar ao menos por duas décadas. (Págs. 1 e B9)


Recuperação ambiental

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Vale desenvolvem em conjunto um projeto para recuperação de áreas degradadas pela mineração. (Págs. 1 e B10)


INB produz menos urânio

Devido a entraves ambientais e trabalhistas, pelo segundo ano consecutivo a produção de urânio da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caitité (BA), que abastece as usinas de Angra dos Reis, ficará abaixo do previsto. (Págs. 1 e B10)


Minoritário prepara saída da LDC-SEV

Acionistas minoritários da LDC-SEV, braço sucroalcooleiro da francesa Louis Dreyfus Commodities, buscam auxílio de consultorias financeiras para montar o projeto de saída do negócio em 2012. (Págs. 1 e B14)


Polêmica na reforma do CPC

Previsão de penhora de parte dos salários e de bem de família para o pagamento de dívidas e a retirada do efeito suspensivo às decisões de primeira instância devem agitar o debate do projeto do novo Código de Processo Civil na Câmara. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Delfim Netto

A admissão de que só austeridade fiscal não é solução para a crise na Europa pode levar a um avanço na direção de encontrá-la. (Págs. 1 e A2)


Ideias

Luiz Gonzaga Belluzzo

A hipótese dos mercados eficientes, pérola da ideologia neoliberal, estrebucha, alvejada pela própria fuzilaria. (Págs. 1 e A13)

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