PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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sexta-feira, dezembro 30, 2011

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


30 de dezembro de 2011

O Globo


Manchete: Governo suspende plano para reduzir homicídios

Crack, fronteiras e presídios são prioridade, mas Brasil tem a 6ª taxa mundial de assassinatos

O governo federal suspendeu, por tempo indeterminado, a elaboração de um plano nacional para reduzir homicídios. O Brasil registra hoje o maior número absoluto de assassinatos em todo o mundo - quase 50 mil por ano, 137 por dia - é a sexta maior taxa, na comparação com a população. As linhas gerais do plano, apresentadas ao Conselho Nacional de Segurança (Conasp), previam que o governo federal auxiliasse os estados no combate ao crime. Mas o plano foi discretamente engavetado, o que surpreendeu e irritou membros do Conasp. O ministro da Justiça, Jose Eduardo Cardozo, nega que o Planalto tenha desistido do tema, mas diz que o projeto esbarrou na falta de dados confiáveis sobre crimes nos estados. E que o Planalto definiu três prioridades na segurança: combate ao crack, modernização do sistema penitenciário e monitoramento de fronteiras, sobre os quais o governo federal tem responsabilidade constitucional. (Págs. 1 e 3)

Bovespa cai 18% no ano e dólar sobe 12%

Com a crise global, a Bovespa caiu 18,1% no ano, o terceiro pior desempenho desde 1995. Os fundos FGTS-Vale e Petrobras foram as piores aplicações, perdendo mais de 20%. O dólar subiu 12,18%, e os fundos cambiais lideraram as aplicações, seguidos por fundos de renda fixa. (Págs. 1 e 29)

Os brasileiros já desembolsaram R$ 1,5 trilhão em impostos no ano. (Págs. 1 e 32)

Anvisa cancela registro de silicone francês

A Agência de Vigilância Sanitária cancelou o registro da prótese de mama francesa PIP, por vazamento de silicone. Cerca de 25 mil brasileiras usam esse implante e devem ir ao médico. Dez mil próteses serão retiradas do mercado. (Págs. 1 e 15)


Alerj, TCE e MP mantém o Banco Itaú

A Alerj, o MP e o TCE prorrogaram sem licitação, por mais quatro anos, o contrato com o Banco Itaú para operar as folhas de pagamento de seus funcionários, estimadas em R$ 1,5 bilhão por ano. (Págs. 1 e 26)


GDA: Merkel é personalidade mundial do ano

A chanceler alemã, Angela Merkel, é a personalidade de 2011 eleita pelo Grupo de Diários América, do qual O GLOBO faz parte. Na América Latina, Dilma Rousseff e Ollanta Humala ficaram em 1º lugar. (Págs. 1, 4 e 34)

As frases marcantes de 2011

'Presidente Dilma, desculpa se fui agressivo. Te amo'

Carlos Lupi, ministro do Trabalho, dias antes de sair

'Nada sobrevive só com segurança'

José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio, cobrando investimentos sociais nas favelas pacificadas

'O Barcelona deu uma lição de como se joga futebol'

NEYMAR, atacante da Santos, após a derrota por 4 a 0 para o Barcelona. (Págs. 1, 16 e 17)

Senado recua de ajuda de R$ 27 mil a Jader

Jader Barbalho (PMDB-PA) não vai mais receber a ajuda de custo de cerca de R$ 27 mil paga aos senadores no início e no fim de cada ano legislativo. A repercussão negativa do pagamento a um parlamentar que tomou posse a três dias do fim do ano, e depois de se livrar da Lei da Ficha Limpa, que cassara seu mandato, levou o Senado a recuar. Jader terá direito a R$ 3 mil pelos breves dias de mandato. (Págs. 1 e 13)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Em 2011, ouro e dólar foram os mais rentáveis

Metal mostrou que resiste bem às crises e se valorizou 15,85%; Bolsa, com queda de 18,11%, foi a pior opção

Em ano de crise internacional, o ouro mostrou que se beneficia das turbulências e, pelo segundo ano, teve a maior rentabilidade no país. Opção pouco acessível ao pequeno investidor, o metal se valorizou 15,85% em 2011. No ano passado, a valorização foi de 32,26%.

Na vice-liderança das aplicações vem o dólar, que fechou o ano em R$ 1,869, com valorização de 12,18%. (Págs. 1 e Mercado B1)

Educação no Estado do Rio e "vexatória", afirma Cabral

o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), afirma que a situação da educação no Estado é "vexatória". "Meu compromisso é estar entre os cinco do Ideb em 2014", diz em entrevista a Eleonora de Lucena e Paula Cesarino Costa.

Em relação à política nacional, ele dá nota dez ao primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff.

Cabral também defende as privatizações feitas durante o governo FHC. Fizeram "muito bem ao Brasil", afirma. (Págs. 1 e Poder A7)

Kassab ainda não concluiu suas principais promessas

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), chega a seu último ano de mandato sem concluir a maioria das principais promessas feitas durante a eleição.

Na educação, a fila por creches cresceu em 117 mil crianças em quatro anos. Três hospitais e 50 ambulatórios odontológicos ainda não foram entregues. (Págs. 1 e Cotidiano C8)


Gasto de brasileiro em NY é o dobro da média dos turistas

Brasileiros em visita a Nova York gastam, por dia, o dobro do que desembolsam outros turistas. Em 2010, o gasto foi de US$ 415, contra um valor médio US$ 206 de outras nacionalidades. Os brasileiros são os que mais gastam na cidade. (Págs. 1 e Mercado B4)


Senado recua e desiste de ajuda de custo para Jader (Págs. 1 e Poder A6)


Governo egípcio invade 17 ONGs pró-democracia (Págs. 1 e Mundo A10)


Mônica Bergamo

Sargento gay consegue reverter acusação de que é desertor. (Págs. 1 e Ilustrada E2)


Editoriais

Leia "Infância perdida", sobre persistência do trabalho infantil no país, e "Exército e policia", acerca de missão militar em favelas do Rio de Janeiro. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Consumidor deve pagar mais pela água do São Francisco

Logística de distribuição pode tornar o custo do metro cúbico até seis vezes maior do que a média do País

Com o aumento do custo e dificuldades pura concluir as obras da transposição do Rio São Francisco, o governo já estuda como cobrar do consumidor do semiárido nordestino o alto preço da água, informa Marta Salomon. As águas desviadas terão de ser bombeadas a até 300 menos de altura, o que consumirá muita energia elétrica. Estimativas apontam custo de R$ 0,13 por metro cúbico, seis vezes o valor médio do País, só para bombeamento no eixo leste, que vai de Floresta (PE) à divisa com a Paraíba. A União se comprometeu a bancar o custo total da transposição, mas não definiu como financiar a operação, com a manutenção de canais e consumo de energia. (Págs. 1 e Nacional A4)

Oposição quer ouvir ministro- Congresso pretende investigar 'vergonhoso' aumento de 40% no custo da transposição. (Págs. 1 e Nacional A4)

Estrangeiros se retraem e Bolsa fecha o ano com queda de 18,1%

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou 2011 com queda de 18,1%, o terceiro pior resultado desde 1995, ano do Plano Real. "A grande maioria dos investidores e de estrangeiros. Se há crise lá fora, sacam investimentos e derrubam a cotação", diz Rafael Paschoareili, professor da USP e da Fipecafi. As melhores opções de investimento deste ano foram ouro (alta de 15,8%) e dólar (12,3%). (Págs. 1 e Economia B1)


Anvisa veta prótese de silicone feita na França

Uma semana após a França ter recomendado a remoção das próteses mamárias PIP, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou ontem o cancelamento do registro e o recolhimento do produto no Brasil. A decisão foi tomada com a comprovação de que o silicone não poderia ser utilizado em saúde e dos registros de rompimento dos implantes. (Págs. 1 e Vida A12)


Aéreas fazem liquidação de bilhetes no ano-novo (Págs. 1 e Economia B10)


Cientistas fazem robô controlar braço humano

Em um experimento inédito, pesquisadores brasileiros e franceses fizeram um robô comandar, por meio de estímulos elétricos, o braço de um voluntário que, de olhos vendados, acertou uma bola num cesto. No futuro, a estudo poderá ajudar pessoas com paralisia ou doenças neurodegenerativas. (Págs. 1 e Vida A11)

Nelson Motta

Quem pode julgar o juiz?

O corporativismo do Judiciário no Brasil desequilibra um dos pilares que sustentam o Estado democrático de direito. (Págs. 1 e Nacional A7)


Florentino Cardoso

Meu trabalho tem valor

A exploração do trabalho médico impacta a qualidade. Médicos têm de acumular empregos, com jornadas de 70 ou mais horas semanais. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)


Notas & Informações

Confusão na defesa comercial

Proposta de novo regime fiscal parece atraente, mas é saída perigosa e tecnicamente ruim. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: 456 mortes

Placar da guerra no trânsito exige de Brasília um basta. Desde 1997, há mais de 400 mortos por ano nas pistas da capital. Em 2012, o desafio é mudar essa trágica realidade. O Correio vai cobrar medidas para vencer o flagelo. (Págs. 1, 17 e 18)

Entrevista: A aposta de Agnelo

O governador do Distrito Federal diz, em entrevista ao Correio, que considera 2012 o ano decisivo para romper definitivamente com a ineficiência da máquina pública, o provincianismo e as disputas políticas criminosas. Agnelo Queiroz pretende fundamentar as ações do governo em um tripé que resulte em ações sociais, criação de emprego e incentivo ao desenvolvimento. (Págs. 1, 10 e 21)

“Não podemos permitir que práticas atrasadas prejudiquem a cidade neste momento. Hoje o Brasil está recebendo 5% dos investimentos do mundo. Se não estivermos unidos, quem vai aproveitar são os estados brasileiros. Precisamos dar esse grande salto e valorizar nossas virtudes" (Pág. 1)


Sem mordomia: Jader perde verba de R$ 26,7 mil do Senado

Mesmo com sua posse antecipada de fevereiro para a última quarta-feira, Jader Barbalho (PMDB-PA) não receberá a ajuda de custo. Segundo a Casa, ele perdeu o benefício porque o ano legislativo terminou em 23 de dezembro. (Págs. 1 e 3)


Cadastro de grávidas vira polêmica

Feministas dizem que a bolsa de R$ 50 para o transporte de gestantes é uma foma de “compra-las e vigiá-las” para que não façam aborto. Ministro da Saúde rebateu as acusações no Twitter. (Págs. 1 e 6)



Aluguel: Índice que reajusta os contratos desacelera e fecha o ano em 5,10% (Págs. 1 e 7)


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quinta-feira, dezembro 29, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''THE DAY AFTER...! ''

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MALTHUS [In:] RENDA E CONSUMO (... de-me renda e eu demoverei minha fome) *

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Malthus versão século 21

Autor(es): Mario Cesar Flores*
O Estado de S. Paulo - 29/12/2011

*almirante de esquadra (reformado) -

O Estado de S.Paulo


O fantasma da tese de Malthus - a dissonância entre o aumento da população e o da produção de alimentos - foi exorcizado pela produtividade moderna, ou pode sê-lo onde a fome persiste, se complementada pela capacidade institucional, interna e internacional (OMC, FAO).

Há bolsões de fome trágica, a exemplo do Sudão, mas a desnutrição ainda manifesta mundo afora resulta mais da falta de renda para adquirir o alimento que da produção insuficiente.

Em contrapartida, preocupa a nova versão do fantasma malthusiano: a distância entre, de um lado, demandas essenciais à vida digna de 7 bilhões de seres humanos e crescendo (193 milhões no Brasil), como são emprego e renda, educação, atendimento à saúde, energia, transporte, habitação, água potável, saneamento, seguridade social, e por aí vai, a que se somam as demandas do modelo consumista e lascivo (o uso do carro...), e, do outro, a capacidade do Estado, da sociedade e da natureza (ameaça ambiental, exaustão de recursos naturais) de satisfazê-las. O tema é global, mas vamos desenvolvê-lo referenciado ao Brasil.

Até os anos 1970 o aumento populacional do Brasil era apoiado na ideia, avalizada pela doutrina da segurança nacional da época, que associava progresso e segurança de país extenso à população grande (difícil explicar Canadá e Austrália...) e via a população grande como mercado naturalmente também grande. Essa ideia vem sendo revista e já é consensual que população grande, pobre e mal preparada compromete o progresso em tranquilidade, o meio ambiente, a segurança e a qualidade da democracia. Não acompanhado pelo desenvolvimento com dimensão social, diferente do mero crescimento econômico, o aumento da população é socialmente aviltante, culturalmente mediocrizante e ambientalmente predatório. Haja vista a favelização desordenada, que cria preconceitos prejudiciais à solidariedade social, degrada o meio ambiente e induz a convivência conformada com o delito.

Nossa população aumentou de 30 milhões em 1920 (o Canadá hoje) para 193 milhões em 2011. Nesse período nosso PIB cresceu a ponto de ser o sexto do mundo. A produção agropecuária acompanhou e ajudou a propulsar o crescimento econômico e demográfico (menos fome, mais saúde), mas a satisfação do imenso rol das demais demandas essenciais do povo, ou nele inculcadas pela sedução da modernidade, não ocorreu em ritmo similar - descompasso transparente no nosso modesto ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), no mundo. Muitas dezenas de milhões de brasileiros vivem hoje prejudicados pela educação medíocre, pelo caótico atendimento à saúde e pelo apoio social e infraestrutural precário, na ilusão da ascensão social via consumo em ene prestações. Ou sobrevivem na informalidade, no subemprego e assistencialismo, que envilecem a dignidade cidadã. Atraídos pelo fascínio do consumismo, mas não compelidos pela fome, muitos milhares praticam o delito como meio de vida.

É bem verdade que o poder público não foi competente na busca da compatibilização da evolução econômica com a social. De qualquer forma, teria sido difícil construir infraestrutura de apoio, instituições de ensino e de saúde e moradias decentes, organizar um modelo socioeconômico com empregos dignos e uma seguridade social eficiente e correta, para quase cinco Argentinas atuais em 90 anos, uma Argentina a cada 22 anos! O ritmo de crescimento da população vem caindo há 40 anos e se aproxima do (ou já é) razoável - o que exigirá (já exige na Europa) a revisão da previdência, que responda ao problema "envelhecimento das gerações da época prolífera versus inserção ativa de menos jovens". Mas se aproxima do razoável com distorções interativas que complicam a redução do déficit: a base da pirâmide social o reduz mais lentamente que os estratos superiores e o Sul e o Sudeste relativamente ricos, mais rapidamente que as regiões onde a dívida social é maior. Quadro similar ao do mundo, como mostra a diferença entre a natalidade europeia e a africana.

A versão século 21 do fantasma malthusiano está longe de resolvida. Sua solução implica o complexo e demorado atendimento das demandas essenciais esboçadas acima e a revisão do imaginário que, a despeito das limitações, inclusive da natureza, pretende a população idilicamente motorizada e equipada com a miríade de utensílios de última geração, travestidos de necessários - iPads, notebooks, smartphones, videogames, TVs de alta definição, celulares, micro-ondas... -, turistando pelo ar ou em cruzeiros marítimos.

Imaginário crescente na metade inferior da pirâmide social, cuja tradição conformista vem sendo aluída pela pressão da lógica do modelo em que a oferta cria a necessidade e a pretensão aos padrões dos estratos superiores. Estes, egoisticamente insensíveis ao fato de que a solução depende também do comedimento em seus padrões hedonistas instigadores de inquietante frustração de bilhões - da classe média (ou "oficialmente" assim interpretada no Brasil...) insatisfeita aos despossuídos.

A continuar o cenário atual de distanciamento (em algumas regiões, aumentando) entre a realidade e o desejado (o de fato justo e o incutido na aspiração popular), no correr deste século a ordem global será tumultuada pela intranquilidade social e política. Tendência já sintomática, por exemplo, na inversão da migração: ao tempo da ameaça original de Malthus, de europeus pobres para os espaços da esperança. Sob a pressão da versão século 21 da ameaça, a migração inversa, de asiáticos (decrescente com o desenvolvimento regional), africanos e latino-americanos para o suposto nirvana europeu e norte-americano, que, além de estar vivendo uma sucessão de crises, já é refratário à imigração, vista como carga social, competidora no mercado de trabalho e fonte de violência e delito.

Em suma, um desafio neomalthusiano para estadistas, no mundo e no Brasil.

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(*) Parafraseando Arquimedes: "Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio que eu moverei o mundo".
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JUSTIÇA [In:] A QUEM INTERESSA ?

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A crise da Justiça

O Estado de S. Paulo - 29/12/2011

Em sua primeira entrevista como presidente eleito do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o desembargador Ivo Sartori mostrou por que a Corte é considerada a mais refratária a qualquer tipo de fiscalização, por parte da Corregedoria Nacional de Justiça. Além de acusar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de desrespeitar as garantias de magistrados, em suas inspeções e sindicâncias, ele acusou o órgão responsável pelo controle externo do Judiciário de agir como no tempo da ditadura."Se existe uma Constituição, vamos respeitá-la. Sem isso, vai se voltar aos tempos da ditadura", disse Sartori.

Defensores do CNJ responderam lembrando que o órgão foi criado por uma Emenda Constitucional aprovada pelo Congresso, e acrescentando que as investigações realizadas pelo CNJ nas Justiças estaduais são transparentes, que os juízes acusados de irregularidades e desvios éticos têm tido direito de defesa e que quem não está cumprindo a Constituição, no âmbito da magistratura, são os dirigentes dos Tribunais de Justiça, como mostra o fato de, apesar das normas baixadas pelo CNJ, eles terem continuado a contratar parentes para cargos de confiança e a indicar filhos, compadres e colegas aposentados para dirigir rentáveis cartórios extrajudiciais.

Na réplica às declarações do presidente do TJSP, destacou-se o ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça e um dos responsáveis pela reforma da legislação processual civil. Dipp chefiou a Corregedoria Nacional de Justiça, entre 2008 e 2010, e foi quem autorizou a abertura de investigações na Justiça paulista, quando surgiram denúncias de irregularidades na folha de pagamento da Corte. No domingo, o ex-presidente do CNJ ministro Gilmar Mendes já havia dito que eram "heterodoxas e atípicas" as liminares concedidas pelos ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski no último dia de trabalho antes do recesso do Judiciário, determinando a suspensão do poder do CNJ de investigar juízes e de quebrar seus sigilos bancário e fiscal - o que a corregedora Eliana Calmon nega que tenha feito.

As críticas de Dipp a Sartori foram no mesmo tom. Para o ex-corregedor nacional de Justiça, ao comparar o CNJ a uma ditadura, o presidente do TJSP mostrou que não dispõe de argumentos sólidos para criticar o controle externo da magistratura. "Quando o CNJ preconiza que os tribunais devem colocar nos sites da internet as licitações, as folhas de pagamento, a verificação da entrega obrigatória das declarações de bens e Imposto de Renda - que é obrigação do presidente da República ao mais humilde barnabé -, quando verifica (que há) inúmeras irregularidades nos cartórios extrajudiciais, passados de pai para filho, isso é ditadura ou norma democrática?", questionou Dipp.

No desdobramento da crise do Judiciário, que é a maior de todas desde a redemocratização do País, o ministro Marco Aurélio tentou refutar as críticas a ele dirigidas por Gilmar Mendes, alegando que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Ministério da Fazenda, não poderia ter repassado para o CNJ os dados fiscais de 216 mil juízes e servidores. Os auditores da Corregedoria Nacional de Justiça retrucaram que o Coaf se limitou a identificar as movimentações financeiras atípicas de magistrados, agindo dentro das regras que coíbem os crimes de lavagem de dinheiro e que atingem todos os cidadãos brasileiros, sem exceção.

Um fato novo, na crise, é a entrada em cena de juízes mais jovens. Alguns estão começando a questionar publicamente o empenho das entidades da magistratura em defender corregedorias judiciais desmoralizadas. No início da crise, a Associação Juízes para a Democracia divulgou nota, criticando "a longa e nefasta tradição de impunidade dos agentes políticos do Estado, dentre os quais estão metidos a rol desembargadores estaduais e federais". A iniciativa teve pouco destaque na imprensa, mas estimulou juízes de primeira instância a exigir que suas entidades de classe passassem a defender o interesse público e não os interesses corporativos de desembargadores e ministros. Os juízes mais jovens têm consciência de que a imagem da magistratura não é boa perante a opinião pública e que a ofensiva para reduzir o CNJ a pó colocou o Judiciário de costas para o País.

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RIO SÃO FRANCISCO [In:] ''SALVE-NOS, PADIM PADI´CIÇO''

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CUSTO EXPLODE E OBRA DO S. FRANCISCO TERÁ LICITAÇÃO DE R$ 1,2 BI

GOVERNO FARÁ LICITAÇÃO DE R$ 1,2 BI PARA SALVAR TRANSPOSIÇÃO E EVITAR PARALISIA
Autor(es): MARTA SALOMON

O Estado de S. Paulo - 29/12/2011

Ministro diz que vai refazer contratos da transposição do rio porque consórcios precisariam receber até 60% a mais; gasto com projeto chega a R$ 6,9 bilhões

O governo Dilma Rousseff lançará duas novas licitações no valor total de R$ 1,2 bilhão para terminar trechos da transposição do Rio São Francisco já entregues a consórcios privados, informa a repórter Marta Salomon. Iniciado em 2007, o projeto já consumiu R$ 2,8 bilhões, mas tem trechos parados e outros que precisarão ser refeitos. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, calcula que o custo inicial da obra saltou de R$ 5 bilhões para R$ 6,9 bilhões. As novas licitações foram a forma encontrada por Bezerra para driblar um problema: os consórcios não conseguiriam terminar o trabalho mesmo que o valor aumentasse 25%, limite legal para aditivos em contratos. "Vimos que teríamos de fazer aditivos de até 60%", disse o ministro, que admitiu erros no projeto, como a número insuficiente de sondagens de solo.



Para tentar terminar as obras da transposição do Rio São Francisco em mais quatro anos, o governo Dilma Rousseff recorrerá a uma nova licitação bilionária de obras já entregues à iniciativa privada. O custo estimado do negócio é de R$ 1,2 bilhão, informou ao Estado o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, responsável pela obra mais cara do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) bancada com dinheiro dos impostos.

A obra começou em 2007 como um dos grandes projetos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A transposição desviará parte das águas do São Francisco por meio de mais de 600 quilômetros de canais de concreto para quatro Estados: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Depois de R$ 2,8 bilhões gastos, a transposição registra atualmente obras paralisadas, em ritmo lento e até trechos onde os canais terão de ser refeitos, como é o caso de 214 metros em que as placas de concreto se soltaram por entupimento num bueiro de drenagem. As falhas foram testemunhadas por reportagem do Estado, no mês passado.

O custo inicial da transposição, estimado em R$ 5 bilhões, já saltou para R$ 6,9 bilhões, calcula Fernando Bezerra, incluindo a nova licitação. "Só vamos ter certeza do valor quando concluirmos o processo licitatório e fecharmos os contratos", avalia o ministro. Ele espera lançar as novas licitações até março.

Relicitar parte dos trechos entregues a grupos de empreiteiras foi a forma que a equipe de Bezerra encontrou para concluir as obras e evitar que a transposição do São Francisco se transforme em um elefante branco.

Os oito consórcios privados, responsáveis por 12 lotes da obra, não conseguiriam terminar o trabalho para a qual foram contratados mesmo que o valor pago fosse aumentado em 25%, limite legal autorizado para aditivos contratuais. O ministro optou, então, por eliminar parte das tarefas previstas originalmente em contratos. Os consórcios receberão apenas pelo serviço feito. "Todos toparam", conta Fernando Bezerra. "Houve uma negociação e uma negociação que não foi fácil", destaca.

Desde que assumiu o cargo, no início do ano, Fernando Bezerra tenta renegociar os contratos. "Numa primeira avaliação, vimos que teríamos de fazer aditivos de até 60%", disse o ministro. "Não diria que foi erro de projeto, mas o projeto básico não estava detalhado e foi incapaz de identificar as situações de campo. O número de sondagens foi insuficiente para garantir o tipo de solo que seria encontrado", alegou.

Fernando Bezerra tenta negociar com o Tribunal de Contas da União (TCU) um reajuste maior do que o limite legal, de 25%, para a manutenção do consórcio responsável pelo lote número 14, que envolve a construção de túneis. "Seria uma exceção, porque os túneis são máquinas caras, a mobilização de novo maquinário não seria vantajosa. Seria importante ir com o aditivo acima dos 25%", argumenta.

Os outros sete consórcios já teriam sido chamados a renegociar o que o ministro chama de "aditivos supressivos". Eles fazem menos do que o planejado, recebem menos do que o previsto e passam o serviço adiante.

Bezerra defende a licitação de dois saldos remanescentes de obras, um no eixo Norte e outro no eixo Leste. "O ideal seria termos dois pacotes de obras complementares", avalia.

No eixo Leste, que Lula gostaria de inaugurar ainda durante seu mandato no Planalto, ainda faltam 30% das obras. A nova previsão é inaugurar no final do mandato da presidente Dilma Rousseff. Já o eixo Norte tem menos de metade das obras concluídas, e a inauguração ficaria para dezembro de 2015.

Fernando Bezerra insiste em que as obras não ficarão paradas à espera da nova licitação. Entre maio e novembro de 2012, a obra ganhará ritmo mais acelerado, imagina, com a conclusão de obras nos lotes tocados pela iniciativa privada e a chegada dos novos empreiteiros. Insiste também que trechos mal feitos serão reconstruídos sem custo extra para o governo. "Apesar de todas as dificuldades, foi ano positivo para a transposição."

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COPA DO MUNDO 2014 [In:] ''COPA'', SALA E COZINHA & PÃO COM MANTEIGA. O ÓPIO DO POVO !

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Obras da Copa terão R$ 4 bi do FGTS

Copa: R$4 bilhões do FGTS serão investidos em obras de transporte


Autor(es): agência o globo:Geralda Doca
O Globo - 29/12/2011

Valor é quase todo o recurso do Fundo para infraestrutura de grandes centros


BRASÍLIA. O governo reservou R$4 bilhões do orçamento do FGTS em 2012 às obras de transporte de massa nas cidades que vão sediar a Copa de 2014. O valor consome quase todos os recursos que o Fundo destinou à infraestrutura nos grandes centros em todo o país, no total de R$5 bilhões. Equivale a um terço dos R$12,112 bilhões de investimento previsto nos 49 projetos que constam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC da Mobilidade Urbana) e visam ao evento esportivo.

São BRTs (sigla em inglês para ônibus articulados que andam em faixa exclusiva e param em estações fixas), veículos leves sobre trilho (VLTs), corredores especiais de ônibus etc. Todas as obras estão listadas na Matriz de Responsabilidades do governo federal.

O valor que foi carimbado para essas obras constam de uma circular da Caixa Econômica Federal publicada ontem no Diário Oficial da União e que faz a divisão dos recursos do orçamento do FGTS para 2012, aprovado pelo seu Conselho Curador em novembro deste ano.

Segundo fontes, apesar da boa intenção, a medida prejudica projetos em outras cidades (melhoria de ponto de ônibus, urbanização, calçamento de ruas, por exemplo), além de comprometer a execução do orçamento do FGTS. A preocupação é com a qualidade dos projetos, que, se for baixa, impede a contratação e a execução dos recursos. Segundo interlocutores, nos últimos três anos, a Caixa contratou apenas R$9,6 bilhões em obras de mobilidade urbana.

Ao sancionar a Lei 12.546, que trata de benefícios tributários ao setor produtivo, a presidente Dilma Rousseff vetou o uso dos recursos do Fundo de Infraestrutura (FI) do FGTS - criado no lançamento do PAC, em 2007, com recursos do patrimônio líquido do Fundo, que é desvinculado da conta dos trabalhadores - nesse tipo de projeto, além de outras iniciativas para a Copa, como hotéis e empreendimentos comerciais em geral. A presidente alegou que as obras relacionados à Copa já dispõem de linhas de crédito específicas.

BRT do Rio já está sendo financiado pelo BNDES

Os projetos de transporte de massa que vão receber os novos recursos do FGTS serão selecionados pelo Ministério das Cidades. O BRT do Rio (o Transcarioca) - um dos 49 empreendimentos listados para o evento - ficará de fora porque está sendo financiado pelo BNDES. Os 48 restantes são financiados pela Caixa, que responde por eventuais riscos ao Fundo.

A mesma circular detalha o orçamento do Fundo para o próximo ano, que prevê a aplicação de R$36 bilhões em habitação popular, incluindo o Minha Casa, Minha Vida. A meta é construir 600 mil unidades para famílias com renda de até R$3.100, e 200 mil para a faixa de até R$5 mil.

Para o Minha Casa, foram garantidos R$3 bilhões para subsídios (descontos nos financiamentos). Haverá oferta de R$1 bilhão para trabalhadores com contas no FGTS e que quiserem fazer financiamento habitacional, com taxas mais reduzidas.

Para saneamento básico, foram reservados R$4,8 bilhões em operações com agentes públicos e mais R$200 milhões, com o setor privado. O FGTS vai investir R$2,5 bilhões em papéis imobiliários no ano que vem.

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SENADO [In:] BARBADOS E IMPÚBERES (de pequenino que se torce o pepino...)

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Jader Barbalho se envolveu em sucessivos escândalos

Peemedebista que renunciou em 2001 volta ao Senado depois de dez anos

Jader Barbalho (PMDB-PA) assumiu mandato de senador nesta quarta-feira Foto: Ailton de Freitas / O Globo

Jader Barbalho (PMDB-PA) assumiu mandato de senador nesta quarta-feira Ailton de Freitas / O Globo




BRASÍLIA - O paraense Jader Barbalho já foi do paraíso ao inferno no cenário político brasileiro: um dos homens mais poderosos da República, ministro duas vezes no governo José Sarney, envolveu-se em cabeludos escândalos de corrupção nos cargos públicos que ocupou, presidiu o Senado, foi algemado e preso. Acusado de desviar recursos da Sudam e do Banpará, protagonizou casos rumorosos como o do projeto do ranário fantasma da mulher com recursos públicos. Em certo momento alçou o posto de vilão número um do país. Passados dez anos como coadjuvante na política nacional, voltou nesta quarta-feira ao paraíso, no mesmo cenário do qual saiu pela porta dos fundos para não ser cassado em 2001.

Logo depois de tomar posse, Barbalho retornou pela primeira vez ao gabinete da liderança do PMDB no Senado para dar uma entrevista coletiva. Pouco antes da entrada dos jornalistas, fez um desabafo sobre sua trajetória política, numa referência aos episódios dos últimos 10 anos:

— Volto ao Senado mais de 10 anos depois. Renunciei em 5 de outubro de 2001.

Jader fazia referência ao feroz embate político com o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) na disputa pela presidência do Senado. O confronto gerou uma guerra de dossiês, trazendo a público diversas denúncias que envolviam os dois principais políticos da base do governo Fernando Henrique Cardoso no Congresso.

Num dos embates mais duros no plenário, transmitido ao vivo pela TV Senado, ACM, então presidente do Senado, levou a pior. ACM presidia a sessão e Jader fazia discurso o atacando. Tentou interromper o discurso e Jader reagiu:

— Não concedi aparte a Vossa Excelência. Fique calado! Ouça calado. Fique caladinho aí! — bradou Jader.

Pego de surpresa, ACM só rebateu momentos depois lendo uma manchete do jornal "O Estado de S.Paulo", que dizia: Pará agora só tem ladrão, louco e traidor.

— E Vossa Excelência era o ladrão ! — disse ACM.

As denúncias contra Jader continuaram mesmo depois que ele assumiu a presidência do Senado em 2001. Com isso, ele foi obrigado a renunciar para escapar de um processo de cassação do mandato.

Já sem mandato, em fevereiro de 2002, Jader foi preso pela Polícia Federal, em Belém, pelo envolvimento no escândalo da Sudam.


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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


29 de dezembro de 2011

O Globo


Manchete: Ensino público tem déficit de 300 mil professores

Escolas municipais e estaduais do país correm o risco de ficar sem aulas

O ano que vem começará sob uma velha ameaça nas escolas públicas do país: alunos sem aula por falta de professores. Estimativa da Câmara de Educação do Conselho Nacional de Educação aponta um déficit de 300 mil docentes, especialmente das disciplinas de Química, Física e Matemática. A carência equivale a 15% do total aproximado de 2 milhões de professores nas redes estaduais e municipais. Uma das principais causas do déficit é a baixa remuneração, que afugenta os profissionais do mercado: o piso nacional do magistério é de R$ 1.187 por 40 horas. No Distrito Federal, o salário chega a
R$3.472, mas outros profissionais com formação similar ganham 28% a mais. No Rio, a Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino avalia que pelo menos um professor pede exoneração por dia. Para tentar driblar o caos, estados e prefeituras recorrem à contratação de temporários e apelam para a acúmulo de disciplinas por professor. (Págs. 1 e 3)

Crise faz Bovespa perder R$ 213 bi

Com a crise global, o valor de mercado das empresas da Bovespa encolheu R$ 213 bilhões este ano, diz a consultoria Economatica. As perdas, lideradas por Petrobras e Vale, superam o valor da mineradora, de R$ 206 bilhões. Ontem, o temor de que os bancos europeus estejam evitando conceder empréstimos derrubou as bolsas: em SP, a queda foi de 2,54%. O dólar subiu a R$ 1,874. (Págs. 1 e 19)


Governo já cumpriu 99% da meta fiscal

A economia do setor público para pagar juros da dívida somou R$ 126.8 bilhões até novembro, ou 99% da meta do ano. Os gastos com juros bateram recorde: R$ 216 bilhões. (Págs. 1 e 21)

Obras da Copa terão R$ 4 bi do FGTS

Para obras de transportes nas cidades-sede da Copa, o governo destinará R$ 4 bilhões do FGTS em 2012. O valor é quase toda a verba para infraestrutura de grandes centros. (Págs. 1 e 20)


Em sete anos, CNJ condenou 49 magistrados

Em meio à polêmica sobre a restrição de seus poderes, o Conselho Nacional de Justiça chega a sete anos tendo punido 49 magistrados. Desses processos, 38 começaram no CNJ. (Págs. 1 e 4)


Ciência

Clínica Mayo inicia o maior projeto de medicina personalizada do mundo com testes genéticos. (Págs. 1 e 30)


Foto legenda: A volta de Jader

Barrado pela Ficha Limpa, Jader Barbalho reassumiu ontem o Senado graças a decisão que revogou efeitos da lei para a eleição de 2010: ele receberá R$ 30 mil por quatro dias de trabalho em dezembro. Na posse, seu filho Daniel fez caretas. (Págs. 1 e 5)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Tráfego para o interior de SP sobe mais que para o litoral

De janeiro a novembro, movimento na Castello subiu 18,3% em relação a 2009

O fluxo de carros que saem da capital paulista pelas principais rotas para o interior - sistema Anhanguera-Bandeirantes e rodovia Castello Branco - tem crescido bem mais do que no sistema Anchieta-Imigrantes, principal acesso ao litoral de SP.

Dados dos pedágios mostram que, de janeiro a novembro, a alta em relação a 2009 foi de 15% na Anhanguera-Bandeirantes e de 18,3% na Castello. Para o litoral, o fluxo cresceu 5,4%. (Págs. 1 e Cotidiano C1)


Foto legenda: Brincadeira

Daniel, 9, filho de Jader Barbalho (PMDB-PA), faz careta perto do pai, em entrevista após posse do senador, que renunciou há dez anos; graças ao adiantamento da cerimônia, peemedebista receberá ao menos R$ 30 mil extras. (Págs. 1 e Poder A6)


Inflação e câmbio levarão o Brasil a ser a 6ª economia

O Brasil vai se tornar a sexta maior economia mundial por três motivos, em ordem de importância: inflação, alta da produção e valorização do real, informa Vinícius Mota. Não fossem a inflação mais alta e os ganhos do real diante do dólar, o Brasil iria demorar mais tempo para ultrapassar a economia britânica, (Págs. 1 e Poder A7)



Para presidente da Alpargatas, tarifa incita contrabando

A adoção de barreiras tarifárias para proteger a indústria brasileira dos importados estimula o contrabando, afirma o presidente da Alpargatas, Márcio Utsch.

De acordo com o empresário, enquanto a 'indústria internacional investe e se moderniza, "a nacional não está preparada para viver sem proteção". (Págs. 1 e Mercado B1)

PanAmericano compra empresa de crédito imobiliário

Sob gestão do BTG PactuaI, o PanAmericano comprou a Brazilian Finance & Real Estate, maior financeira independente de crédito imobiliário, por R$ 940 milhões. Para bancar a compra e reforçar o caixa, receberá R$ 1,8 bilhão da BTG, CEF e demais sócios. (Págs. 1 e Mercado B5)


Juízes tiveram benefício pelos anos de advocacia

O TJ-SP concedeu a 22 desembargadores licenças-prêmio referentes a períodos em que eles atuavam como advogados e ainda não eram servidores públicos, informa Flávio Ferreira.

As concessões foram anuladas pelo próprio tribunal após ação do CNJ na corte. (Págs. 1 e Poder A4)

CNJ em questão: Atuação de órgão é antirrepublicana, diz desembargador

Para o desembargador e presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Henrique Nelson Calandra, ampliar os poderes de investigação do Conselho Nacional de Justiça vai na contramão da história republicana. "O CNJ precisa agir de acordo com a lei." (Págs. 1 e Poder A8)


CNJ em questão: Ex-corregedor nega que sigilos tenham sido quebrados

Gilson Dipp, ex-corregedor nacional de Justiça, diz que não houve quebra de sigilos de magistrados e que decidiu, em 2009, pedir dados fiscais de magistrados porque as informações que eram fornecidas pelos tribunais nas inspeções eram insuficientes. (Págs. 1 e Poder A8)


Clóvis Rossi

Câncer de Cristina pode afetar a governabilidade

É natural que, vencedora do câncer, Cristina Kirchner ganhe pontos com o público. Assustadora, porém, é a hipótese de que surjam problemas que afetem a capacidade de governar da presidente da Argentina. (Págs. 1 e Mundo A11)


Editoriais

Leia "Mercado distorcido", sobre fim do subsídio norte-americano ao etanol, e "Ciência sem segredo", acerca de riscos da divulgação científica (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Custo explode e obra do S. Francisco terá licitação de R$ 1,2 bi

Ministro diz que vai refazer contratos da transposição do rio porque consórcios precisariam receber até 60% a mais; gasto com projeto chega a R$ 6,9 bilhões

O governo Dilma Rousseff lançará duas novas licitações no valor total de R$ 1,2 bilhão para terminar trechos da transposição do Rio São Francisco já entregues a consórcios privados, informa a repórter Marta Salomon. Iniciado em 2007, o projeto já consumiu R$ 2,8 bilhões, mas tem trechos parados e outros que precisarão ser refeitos. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, calcula que o custo inicial da obra saltou de R$ 5 bilhões para R$ 6,9 bilhões. As novas licitações foram a forma encontrada por Bezerra para driblar um problema: os consórcios não conseguiriam terminar o trabalho mesmo que o valor aumentasse 25%, limite legal para aditivos em contratos. “Vimos que teríamos de fazer aditivos de até 60%", disse o ministro, que admitiu erros no projeto, como a número insuficiente de sondagens de solo. (Págs. 1 e Nacional A4)

Fernando Bezerra
Ministro da Integração Nacional

"Só vamos ter certeza do valor quando concluirmos o processo licitatório e fecharmos as contratos" (Pág. 1)

R$ 2,8 bilhões
é quanto já foi gasto nas obras de transposição do São Francisco (Pág. 1)

"Com a mesma força de sempre"

Na primeira aparição pública após anúncio de que tem câncer, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, mostrou-se sorridente e provocou adversários. (Págs. 1 e Internacional A7)

Setor público atinge em novembro 99% da meta do ano

O setor público conseguiu economizar, de janeiro a novembro, o equivalente a 99,1% da meta fiscal de 2011, graças a uma arrecadação recorde de impostos somada ao corte de investimentos. União, Estados, municípios e estatais pouparam R$ 126,7 bilhões para o pagamento de juros da dívida. Só o governo federal foi responsável por 71,4% desse valor. (Págs. 1 e Economia B1)


Foto legenda: Ficha-suja de volta

Daniel, filho de Jader Barbalho, faz careta para fotógrafos: Sarney e Renan Calheiros não foram à solenidade que marcou volta ao Congresso do senador, garantida por recurso contra Lei da Ficha Limpa. (Págs. 1 e Nacional A5)


Plano contra obesidade prevê academia popular

O governo finalizou um plano interministerial para controle e redução da obesidade nos próximos dez anos. O programa, que deve ser lançado ainda em janeiro, terá foco em três eixos: aumentar a disponibilidade e a oferta de alimentos frescos, levar informações sobre educação nutricional por meio de campanhas e incentivar a construção de ciclovias e academias populares. (Págs. 1 e Vida A12)


Estradas têm pontos cegos de comunicação

Além da lentidão, o motorista deve estar preparado para encontrar pontos cegos de comunicação em 400 km de estradas paulistas percorridos pela reportagem. Em vários trechos, nem celulares nem cabines de emergência funcionam. (Págs. 1 e Cidades C1)

Panamericano compra grupo Brazilian Finance (Págs. 1 e Economia B11)


SP registra recorde de emissão de passaportes (Págs. 1 e Cidades C3)


Celso Ming

Subversão alfandegária

O ministro Guido Mantega anunciou na terça-feira novo brutal casuísmo protecionista, desta vez em favor do setor têxtil. É um grave precedente. (Págs. 1 e Economia B2)


Eugênio Bucci

Três cenas de ano-novo

Entre o culto do corpo impossível e a celebração do capital caridoso, a gente corre em falso atrás de luzinhas coloridas. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)


Notas & Informações

A crise da Justiça

Entram em cena os juízes mais jovens, que sabem que a imagem da magistratura não é boa. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: O retrato de um Brasil que anda para trás

Em 2001, Jader Barbalho (PMDB-PA) renunciou para escapar da cassação. Em 2010, tentou voltar e foi barrado pela Lei da Ficha Limpa. Recorreu, então, ao Supremo e ontem assumiu um novo mandato de senador. De cara, mesmo sem trabalhar um único dia, vai embolsar R$ 57 mil. E já mandou recados para Dilma sobre a insaciável gula do PMDB por cargos, A posse de Jader é emblemática. Simboliza políticos como Collor, Roriz, Luiz Estevão. Gente que parecia banida da vida pública, mas que insiste em retornar à cena política. (Págs. 1, 2, 3 e Visão do Correio, 18)


Contas públicas: Governo tem superávit, mas 2012 preocupa

A União economizou R$ 126,7 bilhões para pagar os juros da dívida interna, alcançando a meta da equipe econômica. Especia1istas, no entanto, apostam que os gastos devem aumentar a partir de janeiro. O ano eleitoral, o aumento do salário mínimo e as isenções fiscais podem comprometer as receitas. (Págs. 1 e 12)


Céu azul: Aeroviários aceitam 6,5% de reajuste e desistem da greve (Págs. 1 e 14)


Transição em pleno funeral

O novo ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, caminha ao lado do caixão do pai, Kim Jong-il. O sucessor foi acompanhado pela velha guarda comunista. (Págs. 1 e 21)


Argentina em paz por Cristina

Oposição e imprensa evitarão atritos com Cristina Kirchner durante o tratamento de um câncer na tireoide a que ela se submeterá. A presidente ficará 20 dias afastada do cargo após a cirurgia. (Págs. 1 e 20)


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Valor Econômico


Manchete: Competitividade inibe a reação da indústria

Desde 2000, a indústria cresceu acima do Produto Interno Bruto (PIB) em apenas quatro anos. Nos demais, seu resultado foi inferior à média da economia brasileira. Em 2012, o setor poderá ensaiar uma recuperação e crescer na mesma toada esperada para o PIB, entre 3% e 3,5%. Essa possibilidade, contudo, anima pouco os economistas que acompanham o setor. A indústria brasileira, dizem, passa por uma crise mais profunda, e o pífio resultado de 2011 - uma alta próxima a 0,5% no ano em relação a 2010 - não foi reflexo apenas das medidas adotadas para desaquecer a demanda interna.
Para a maioria dos analistas, a indústria, no máximo, vai acompanhar o PIB no próximo ano. Para o Banco Central, a ajuda dos segmentos de extrativa mineral e construção civil fará o setor como um todo crescer 3,7% em 2012, um pouco acima dos 3,5% projetados para o PIB. (Págs. 1 e A4)

PanAmericano eleva capital em R$ 1,8 bi

O PanAmericano anunciou ontem que fará um aumento de capital de R$ 1,8 bilhão. Cerca de R$ 1,4 bilhão virá dos dois principais acionistas do banco, BTG Pactual e Caixa Econômica Federal, e o restante, dos sócios minoritários. Desse total, R$ 940,3 milhões serão usados para a compra da Brazilian Finance & Real Estate (BFRE), companhia de investimentos imobiliários que tem como sócios o grupo Ourinvest, o megainvestidor americano Sam Zell e o fundo TPG Axon. O restante do dinheiro será injetado diretamente no PanAmericano, o que elevará em muito o seu índice de Basileia. (Págs. 1 e C1)


Foto legenda: O interino

A cirurgia da presidente Cristina Kirchner por causa de câncer na tiroide coloca em foco o vice-presidente, Amado Boudou, guitarrista amador que foi ministro da Fazenda e que vai gerir o país por ao menos três semanas em janeiro. Ontem, os dois participaram de cerimônia na Casa Rosada. (Págs. 1 e A8)


Comgás dobra investimentos em Santos

A Comgás irá mais que dobrar seus investimentos em infraestrutura de rede na Baixada Santista a partir de 2012. A concessionária de gás natural canalizado investirá R$ 91 milhões entre 2012 e 2018, montante 117% superior ao realizado de 2008, quando inaugurou sua base em Santos, até este ano. A partir de janeiro, a Comgás deflagra um plano para assentar 555 quilômetros de rede de distribuição de gás. A primeira etapa vai abranger bairros de Santos mais afastados da orla marítima, informa Wagner Longo, gerente regional da Comgás na Baixada Santista.
A empresa busca novas oportunidades na região - o porto de Santos é uma delas. Hoje, o porto é abastecido em 85% pela energia de Itatinga, uma usina hidrelétrica própria, localizada no município de Bertioga. O restante é comprado no mercado. "Nós estamos atuando em outra parte, tentando trazer alguns projetos para levar novas aplicações, gerar energia através do gás natural. Pela expansão que o porto vai ter, sem geração de energia adicional vai ficar difícil", diz Longo. (Págs. 1 e B8)

Redes sociais tentam acessar o lucro

As redes sociais tornaram-se o principal destino de visitação dos internautas em todo o mundo. Um levantamento recente feito pela consultoria ComScore em 43 países revelou que 1,2 bilhão de pessoas - 85% dos internautas no mundo - acessam mídias sociais como Facebook, YouTube, LinkedIn e Twitter.

Essa enorme audiência global ainda não se converteu em lucros. Quatro empresas relacionadas às redes sociais estrearam na bolsa americana este ano - LinkedIn, Groupon, Zynga e Pandora. Metade das ações acumula perdas. (Págs. 1 e A2)

Julgamentos de pendências tributárias ficaram para 2012

Os temas tributários de maior peso para as finanças de empresas e da União não foram julgados este ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ficou, portanto, para o ano que vem casos como a aguardada decisão sobre a forma com que as instituições financeiras devem recolher a Cofins. Uma definição do Supremo é esperada desde 2009 por bancos, corretoras e seguradoras, em causas estimadas em dezenas de bilhões. Os bancos discutem, especificamente, se a Cofins incide sobre as receitas geradas a partir da intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros. Esse entendimento é defendido pela Fazenda Nacional, mas os bancos entendem que a contribuição recai apenas sobre os valores das tarifas cobradas de seus clientes.
Outra questão a ser definida em 2012 é exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins. O tema é debatido no Supremo desde 2006. Na prática, excluir o imposto estadual do cálculo da Cofins - que incide sobre a receita bruta das empresas - significa recolher menos contribuição. Se a União perdesse a disputa, por exemplo, teria que devolver aos contribuintes cerca de R$ 84,4 bilhões pelo período de 2003 a 2008, conforme cálculo da Receita Federal presente na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2011. Já do STJ aguarda-se a definição do conceito de insumo, para saber que tipos de operações podem gerar créditos para o PIS e a Cofins. (Págs. 1 e E1)

Dubai traz inquietação aos bancos

Além da crise da zona do euro, os mercados financeiros poderão sofrer turbulências em 2012 com outro país muito endividado - Dubai, emirado no golfo Pérsico antes visto como um dos mais ricos do mundo. Bancos estrangeiros se mostram de novo inquietos com os riscos de companhias vinculadas ao governo, como Dubai Holding Commercial Operations Group, Jebel Ali Free Zone e DIFC Investments, não poderem rolar suas dívidas no ano que vem.
Segundo o Instituto Internacional de Finanças (IIF), que representa os maiores bancos do mundo, o governo do emirado e suas empresas precisam pagar US$ 13,4 bilhões de títulos de dívida que vencem em 2012, em um cenário de crise global e aperto de crédito. O emirado acumulou dívida pública de US$ 110 bilhões, equivalente a 100% do PIB do país. Os bancos locais estão sob risco, depois de terem emprestado US$ 25 bilhões a empresas estatais, o que equivale a 9% de seus financiamentos. Dubai chegou à beira do calote e agitou os mercados globais em 2009. (Págs. 1 e C10)

Indústria têxtil prepara novas ações para tentar barrar os importados (Págs. 1 e A2)


A China foi o principal centro de ofertas de ações em 2011 (Págs. 1 e D9)


Gasto público ajuda economia

Os gastos não financeiros do governo federal e de Estados e municípios vão acelerar ao mesmo tempo em 2012, devendo estimular a recuperação econômica. É o oposto do que ocorreu em 2011. (Págs. 1 e A3)


Beleza e higiene

As vendas de itens de higiene e beleza da indústria para o varejo devem fechar o ano com o maior crescimento em volume dos últimos cinco anos, entre 7,3% e 7,4%. Já o avanço em valor deve ser o menor do período. (Págs. 1 e B3)


O rumo das commodities

Apesar de encerrarem dezembro nos atais baixos patamares de 2011, as cotações internacionais das commodities agrícolas alcançaram médias anuais nominais sem precedentes, garantidas sobretudo pela evolução do mercado até julho. (Págs. 1 e B12)


Parceria do Bradesco e Claro

O Bradesco e a Claro criaram uma empresa de processamento de pagamento móveis. A companhia vai fazer a captura, transmissão, processamento de dados e liquidação de transações financeiras por meio do celular. (Págs. 1 e C10)


Normas da CVM para fundos

A CVM fez novas exigências de transparência para as aplicações. A partir do início de 2012 as demonstrações financeiras dos fundos terão de incluir um item nas notas explicativas sobre as transações efetuadas com partes relacionadas. (Págs. 1 e D2)

Ideias

Ingo Plögger e Carlos Waak

O Brasil deveria adotar uma "meta de câmbio", que implica o atrelamento do real ao dólar americano. (Págs. 1 e A10)


Ideias

Bráulio Borges e Lorreine Messias

Seria muito recomendável que o governo anunciasse um "plano de voo" para a política fiscal e parafiscal em 2012-2014. (Págs. 1 e A11)

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quarta-feira, dezembro 28, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] O RISO DO RATO (IV)

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EDUCAÇÃO[In:] ''TABLETS'' QUANDO NÃO SABEMOS A ''TABUADA'' ? NÃO SERIA MELHOR ''ÁBACOS" ?

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Elio Gaspari

A pedagogia da marquetagem


A compra de 300 mil tabuletas (equipamento também conhecido como tablet) para estudantes da rede de ensino público nacional poderá ser a última encrenca da gestão do ministro Fernando Haddad, ou a primeira de Aloizio Mercadante.

O repórter Luciano Máximo informa que falta pouco para que o governo federal ponha na rua o edital de licitação para essa encomenda. Governos que pagam mal aos professores, que não têm programas sérios de capacitação dos mestres, onde escolas estão caindo aos pedaços, descobriram que a compra de equipamentos eletrônicos é um bálsamo da pedagogia da marquetagem. Cria-se a impressão de que se chegou ao futuro sem sair do passado.

O governo de Pernambuco licitou a compra de 170 mil tabuletas, num investimento global de R$ 17 milhões. A Prefeitura do Rio anunciou em outubro que tem um projeto para distribuir outras 25 mil. A de São Paulo contratou o aluguel de 10 mil ao preço de R$ 139 milhões. Felizmente, o negócio foi abatido em voo.

A rede pública de Nova Iorque, com 1,1 milhão de estudantes, investiu apenas US$ 1,3 milhão, numa experiência que colocou 2 mil iPads nas mãos de professores e de alunos de algumas escolas. Já a cidade mineira de Itabira (12 mil jovens na rede pública) comprou 3 mil laptops, num investimento de US$ 573 mil.

Na Índia, onde se fabricam tabuletas simples por US$ 35, existe um projeto piloto, para 100 mil alunos, num universo de 300 milhões de estudantes. Se tudo der certo, algum dia distribuirão 10 milhões de unidades. Na Coreia, o governo planeja colocar tabuletas nas mãos de todas as crianças do ensino fundamental. Lá, a garotada tem jornadas de estudo de 12 horas diárias. O projeto de Pindorama parece mais com o do Cazaquistão do companheiro Borat, onde se prevê a compra de 83 mil tabuletas até 2020.

Encomendas milionárias de computadores ou tabuletas para a rede pública são apenas compras milionárias, com tudo o que isso significa. Se a doutora Dilma quiser, pode pedir as avaliações técnicas que porventura existam do programa federal. Um Computador por Aluno. Com quatro anos de existência, o UCA tem muitos padrinhos e fornecedores (150 mil máquinas entregues e 450 mil encomendadas por estados e municípios). Nele, algumas coisas deram certo. Outras deram errado, ora por falta de treinamento dos professores, ora pela compra de equipamentos condenados à obsolescência.

Uma boa ideia não precisa desembocar em contratos megalomaníacos que terminam em escândalos. Se um cidadão que cuida do seu orçamento não sabe qual tabuleta deve comprar, o governo, que cuida da Bolsa da Viúva, deve ter a humildade de reconhecer que não se deve encomendar 300 mil tabuletas, atendendo a fabricantes que não conseguem produzir máquinas baratas como as indianas ou versáteis como as americanas, japonesas e coreanas.

Se esses equipamentos só desembarcarem em cidades e escolas onde houver banda larga e professores devidamente capacitados, tudo bem. Se o que se busca é propaganda, basta comprar 20 tabuletas, chamar a equipe de marqueteiros que faz filmes para as campanhas eleitorais e rodar o vídeo. Consegue-se o efeito e economiza-se uma montanha de dinheiro.
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http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=89&Caderno=0&Editoria=110&Noticia=375411
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SENADO ROMANO.

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Jader assume e fica com o bolso cheio

Posse antecipada vale R$ 57 mil
Autor(es): KARLA CORREIA
Correio Braziliense - 28/12/2011

Como assume o cargo de senador hoje e não em fevereiro, após o término do recesso legislativo, Jader Barbalho vai receber a bolada relativa a uma ajuda de custo e aos salários de dezembro e janeiro. Supremo rejeitou pedido para adiar a solenidade


Ao apressar a posse de Jader Barbalho (PMDB-PA), a Mesa Diretora do Senado dará ao futuro parlamentar um pouco mais do que o mandato barrado pela Lei da Ficha Limpa e recuperado no Supremo Tribunal Federal (STF). Com a solenidade marcada para hoje, em pleno período de recesso parlamentar, Jader deve embolsar uma ajuda de custo de R$ 26.723,13, além de R$ 3,3 mil relativos ao salário dos quatro dias em que trabalhará em dezembro. Somando esse montante ao salário de R$ 26.723,13 de janeiro — mês em que praticamente não há atividade no Congresso —, o senador deverá embolsar R$ 57.009,26, somente pelo fato de a posse não ser realizada em fevereiro, quando se inicia o novo ano legislativo.

Jader Barbalho regressa ao Senado depois de quase 11 meses do início da Legislatura. Segundo candidato a senador mais votado no Pará nas eleições de 2010, ele teve a candidatura rejeitada com base na Lei da Ficha Limpa. Jader renunciou em 2001 ao seu mandato anterior de senador para escapar de processo de cassação por conta do escândalo de desvio de recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará). O peemedebista, no entanto, acabou liberado para assumir a vaga no Senado pelo Supremo com o voto de desempate do presidente do STF, ministro Cezar Peluso, que usou pela primeira vez na Corte a prerrogativa de votar duas vezes para desempatar uma decisão.

Para possibilitar o retorno antecipado de Jader ao Congresso, a Mesa Diretora do Senado abre uma exceção no período de recesso e se reúne para definir a saída da senadora Marinor Brito (PSOL-PA), que ocupa a vaga que será repassada ao peemedebista. A pressa do Senado em empossar o parlamentar é o foco da argumentação preparada pela defesa da senadora na tentativa de impedir a perda do mandato de Marinor. "Há, aqui, um procedimento claramente excepcional beneficiando o senhor Jader Barbalho", diz o advogado do PSol, André Maimoni.

De acordo com o advogado, o processo que deve destituir Marinor Brito do mandato de senadora precisaria necessariamente passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa (CCJ), antes de seguir para a Mesa Diretora. "Não sabemos qual será o procedimento adotado para o caso, a defesa da senadora foi muito prejudicada", reclama Maimoni. "Na prática, ela está perdendo o mandato em um rito sumário, o direito ao contraditório foi bastante afetado."

Os advogados da senadora ainda tentaram uma última cartada no Supremo para protelar a posse de Jader ao entrar com mandado de segurança pedindo o cancelamento da reunião da Mesa Diretora. Na ação, a defesa de Marinor argumentou que a reunião da Mesa fere a Constituição e o regimento interno do Senado ao ocorrer em meio ao recesso parlamentar, sem que a Casa tenha sido convocada extraordinariamente. Nesse entendimento, o Congresso funciona durante esse período apenas por meio de uma comissão representativa, constituída por deputados e senadores. A Mesa Diretora estaria vedada de funcionar dessa forma, e não poderia substituir a comissão formada para atuar apenas em casos considerados urgentes.

A defesa de Marinor Brito (E) recorreu ao STF para tentar barrar a posse de Jader, mas o ministro Ayres Britto negou o pedido. No gabinete (acima), o nome dela ainda continua, mas funcionários limpam as gavetas

"Abriu-se uma exceção sem precedentes", afirma o advogado do PSol. "A posse de senador, não estando vaga a cadeira e de modo regular havendo o exercício do mandato, é medida sem nenhuma urgência", diz a ação apresentada ao STF. O vice-presidente do Supremo, ministro Carlos Ayres Britto, negou o pedido na noite de ontem. Uma decisão liminar favorável a Marinor impediria a reunião da Mesa Diretora e, em consequência, adiaria a posse de Jader Barbalho.

"A qualquer tempo"
A Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado argumenta que senadores têm o direito de tomar posse de seus mandatos "a qualquer tempo". "Embora o Congresso esteja de recesso constitucional desde o dia 23, que se estende a 1º de fevereiro, a Mesa do Senado pode reunir-se, a qualquer tempo, para deliberar sobre assuntos de sua competência", diz o comunicado da secretaria. Ainda de acordo com o órgão, ao menos 19 senadores tomaram posse de seus cargos durante o período de recesso parlamentar desde 2003.

Mesmo com a ofensiva no Judiciário, o clima ontem no gabinete ocupado por Marinor Brito era de despedida. Funcionários de carreira lotados no gabinete nº 49 da ala Tancredo Neves do Senado se movimentavam para conseguir colocações em outros espaços da Casa. A maior parte das mesas e armários já tinha sido esvaziada. "A orientação é fazer uma saída discreta, sem espetáculo de caixas e carrinhos deixando as salas", disse o chefe de gabinete de Marinor, Fernando Leite. "Ela quer ser correta, ter uma saída ficha limpa", afirmou.

Os benefícios
Confira o que Jader Barbalho passará a receber do Senado ao tomar posse no cargo

Salário
R$ 26.723,13

Auxílio moradia
R$ 3,8 mil,
caso não ocupe imóvel funcional

Plano de saúde

Não há limite para despesas médicas dos senadores em exercício de mandato. O atendimento beneficia o parlamentar, cônjuge e dependentes com até 21 anos, ou até 24, caso sejam universitários. O limite anual para despesas odontológicas e psicoterápicas é de R$ 25.998,96.

Verba indenizatória
R$ 15 mil

Passagens aéreas

Cinco passagens aéreas mensais de ida e volta para a capital do estado de origem

Cotas

Gráfica
R$ 8,5 mil

Telefone

R$ 500 mensais para o telefone fixo. No caso de líder partidário e integrantes da mesa, o valor é de R$ 1 mil. As despesas com o uso de telefone residencial podem ser ressarcidas com base nos mesmos valores. Não há limites para gastos com telefone celular.

Combustível

25 litros de gasolina ou 36 litros de álcool por dia, de segunda a sexta-feira, durante a permanência em Brasília. Cada senador tem direito ao uso de um veículo oficial, em Brasília.


''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


28 de dezembro de 2011

O Globo


Manchete: Novo mínimo vai injetar R$ 41 bi na economia

Analistas dizem que país crescerá mais em 2012 com inflação menor

Com a entrada em vigor do novo salário mínimo de R$ 622, em janeiro, a economia brasileira receberá R$ 47 bilhões, segundo informou o Dieese. O aumento de 14,13% no piso salarial beneficiará 47,6 milhões de pessoas, movimentando principalmente os setores de alimentos e bens de consumo como calçados e vestuário. Para economistas, consultorias e bancos, apesar dos riscos da crise financeira internacional, o próximo ano deve ser de crescimento maior e inflação menor que em 2011 no Brasil. Eles estimam que a expansão ficará em, no mínimo, 3,1%, podendo chegar a 4,2%. A inflação deve recuar para 5,5% no ano que vem, porém ainda longe do centro da meta do governo, fixada em 4,5%. (Págs. 1, 17 e 18)


Campanha tira das ruas 37 mil armas

A novidade foi o número elevado de armamento de grande porte, como fuzis e metralhadoras

O Ministério da Justiça anunciou o recolhimento de 36.834 armas e 150.965 munições nos sete meses da Campanha de Desarmamento de 2011. Entre elas, 7.640 de grande porte, como escopetas, fuzis e metralhadoras. O Rio foi o estado com o maior número de armas pesadas entregues. O governo pagou R$ 3,5 milhões de indenização pelo arsenal. A campanha prossegue em 2012. Na campanha anterior, entre 2008 e 2009, foram recolhidas 32 mil armas. (Págs. 1 e 3)


Exército apura morte de jovem na Vila Cruzeiro

O Comando Militar do Leste abriu inquérito e afastou os oito militares envolvidos na morte de um jovem de 14 anos na Favela Vila Cruzeiro, anteontem à noite. As armas dos militares foram recolhidas para perícia. Segundo o Exército, houve confronto. Parentes da vítima negam que ele estivesse armado. (Págs. 1 e 12)


Tocando o barco

STF decidirá sobre CNJ, diz Britto

O presidente interino do STF, Ayres Britto, disse que aguardará a decisão do plenário da casa sobre o poder de investigação do Conselho Nacional de Justiça. E citou um samba "de Paulinho da Viola – “faça como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro, leva o barco devagar" - para dizer que, nas turbulências, é preciso ter calma. (Págs. 1 e 5)



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Folha de S. Paulo


Manchete: Faculdades cobram R$ 500 milhões de bolsa do governo

Instituições particulares discutem reduzir número de alunos atendidos se não houver repasse de atrasados

Universidades particulares que aderiram ao programa de financiamento estudantil do governo federal (Fies) podem reduzir o número de alunos atendidos, caso não recebam repasses atrasados de R$ 500 milhões referentes a matrículas nos últimos dois anos.

Segundo a Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares), o problema começou em 2010, quando o programa foi ampliado e a administração da verba migrou da Caixa para o MEC. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Brasil será a 5ª economia em quatro anos, diz Guido Mantega

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que em quatro anos o Brasil poderá desbancar a França e se tornar a quinta maior economia do mundo. "2015 está bom, mas acho que pode ser um pouco antes", disse em entrevista, em São Paulo.

FMI e consultorias apontam que já neste ano o Brasil pode tirar o sexto lugar do Reino Unido. (Págs. 1 e Poder A6)

Vinicius Torres Freire
Bastam décimos de variação para país perder posta

Vai ser engraçado se, em fevereiro, quando for divulgado o resultado do PIB, a gente descobrir que o Brasil não se tornou a "sexta maior potência do mundo", à frente do Reino Unido.

Basta uma variação de décimos de PIB e de centavos na taxa de câmbio do real e da libra pelo dólar para reverter o bafafá sobre o gigante que se levantou do berro esplêndido. (Págs. 1 e Mercado B4)


Argentina anuncia que Cristina tem câncer na tireoide

O governo argentino informou que a presidente Cristina Kirchner, 58, tem câncer na tireoide. A doença, que não teve metástase, foi descoberta no dia 22. Ela será operada em 4 de janeiro e ficará de licença por 20 dias. No período, o país será governado pelo vice, Amado Boudou. (Págs. 1 e Mundo A10)


Dados mostram que 1 milhão de crianças do país trabalham

Dados do IBGE revelam que mais de 1 milhão de crianças de 10 a 14 anos trabalhavam no Brasil em 2010, número equivalente a 6% dessa faixa etária.

Na região Norte, o índice é pior, chega a 10%.

As atividades domésticas ou em propriedades agrícolas e familiares, de difícil fiscalização, são as que mais persistem no país. (Págs. 1 e Poder A4)

Elio Gaspari: Planalto e Estados querem 300 mil tablets com alunos

O Brasil quer comprar 300 mil tablets para alunos públicos. Nova York, com 1,1 milhão de estudantes, deu 2.000 iPads para alguns professores e alunos. (Págs. 1 e Poder A8)

Justiça obriga Fifa a revelar dossiê sobre corrupção

A Justiça suíça obrigou o presidente da Fifa, Joseph Blatter, a revelar o conteúdo de dossiê que mostraria que Ricardo Teixeira e João Havelange devolveram propina para encerrar sob sigilo uma investigação criminal em 2010. Para a CBF, a decisão é "indiferente". (Págs. 1 e Esporte D2)


Editoriais

Leia "Meio do caminho", sobre o Brasil se tornar a sexta economia do mundo, e "Problema para o PC do B", acerca da morte do ditador norte-coreano. (Págs. 1 e Opinião A2)

Ciência: Pesquisadores brasileiros fazem retrato 3D de tempestade (Págs. 1 e C13)


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O Estado de S. Paulo


Manchete: Mantega anuncia proteção ao setor têxtil contra China

Mudança tributária visa a inviabilizar subfaturamento de mercadorias importadas, sobretudo chinesas

O governo prepara medidas para proteger a indústria contra práticas desleais na importação de produtos têxteis e de confecção vindos sobretudo da China. Será feita uma mudança tributária para cobrar valor fixo sobre as importações, o que inviabilizaria o subfaturamento das mercadorias. "Eu já vi terno importado com valor de US$ 3 e até US$ 1,5. Isso não paga nem o botão", disse Guido Mantega (Fazenda). O ministro afirmou que o governo fará petição à Organização Mundial do Comércio para que essa proteção se torne salvaguarda provisória para o setor têxtil, que eventualmente pode durar 10 anos, como já ocorre com o segmento de brinquedos. Ele disse ainda que o governo vai continuar a proteger determinados setores produtivos ameaçados pela concorrência externa desleal. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)

Comércio internacional cai

Retração de 1,1% em setembro e em outubro foi a primeira desde 2009 e afetou as exportações de países emergentes. (Págs. 1 e Economia B3)

Dilma amplia entrada no Minha Casa em ano eleitoral

De olho no calendário eleitoral e em parcerias com prefeitos, o governo de Dilma Rousseff baixou portaria que facilita a inclusão de candidatos no Minha Casa Minha Vida. Além disso, criou cotas para idosos e deficiente na segunda fase do programa. Serão 110 mil unidades habitacionais em municípios com até 50 mil habitantes, que representam quase 90% do total do País. (Págs. 1 e Nacional A4)

Ministro do STJ vê "falta de argumento" na crítica ao CNJ

O ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp disse que comparar a ação do Conselho Nacional de Justiça a “ditadura”, como fez Ivan Sartori, que presidirá o Tribunal de Justiça paulista, é "argumento de quem não tem argumento". Sobre juízes que omitem renda, Dipp afirmou que transparência é obrigação "do presidente da República ao mais humilde barnabé". (Págs. 1 e Nacional A5)

Educação: Crianças reprovadas

Dados extraídos de censo do MEC mostram que o Brasil tem 151 cidades que reprovam 20% ou mais dos alunos da rede pública no 1º ano do ensino fundamental. Há municípios nos quais metade das crianças - que nessa fase da escolaridade têm cerca de 6 anos- repete. A maior parte dessas cidades se localiza no Nordeste. Para especialistas, a situação é alarmante. O MEC é contra a reprovação. (Págs. 1 e Vida A11)


Campanha para entrega de armas é renovada

O Ministério da Justiça e o Banco do Brasil assinaram ontem um termo de renovação da Campanha de Desarmamento, que será estendida pelo menos por todo o ano de 2012. O governo vai manter o anonimato na entrega e ampliar os postos de coleta. Neste ano, foram recolhidas 36.834 armas. As indenizações chegaram a R$ 3,5 milhões. (Págs. 1 e Cidades C3)

Rolf Kuntz

Um país quase sério

O sexto lugar entre as maiores economias é uma boa conquista para o Brasil, mas falta executar uma pauta enorme. (Págs. 1 e Economia B4)


Notas & Informações

O Brasil na corrida global

Serão necessários investimentos para o País conservar posição razoável na corrida internacional. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Fim da viagem

Acidente mata dois e fere oito na BR-020

Na pista, a faixa contínua indica com clareza que é proibido ultrapassar naquele trecho do Km 71, da BR-020, onde aconteceu a colisão, próximo a Vila Boa, em Goiás. Ainda não se sabe a causa do acidente. Mas, segundo relatos de agentes da Polícia Rodoviária Federal, um Fiat Siena com placa do DF cortava uma carreta, por volta das 8h30, quando bateu de frente com uma Parati, de Aparecida de Goiás, que seguia em direção à Bahia. Um Renault Logan, também do DF, não conseguiu frear e bateu na traseira da Parati, que capotou com o impacto da pancada. Paramédicos e bombeiros trabalharam três horas para retirar as vítimas das ferragens. Uma mulher morreu na hora. Dois feridos em estado grave foram trazidos de helicóptero para Brasília, a 160km do local da tragédia. Levado ao Hospital de Base, um deles não resistiu. (Págs. 1 e 21)


PIB: Dilma prevê crescimento acelerado

O Palácio do Planalto acredita que já superou os problemas herdados do governo Lula e vai investir forte em infraestrutura para garantir a alta de 6% do Produto Interno Bruto no segundo semestre do ano que vem. Otimista, o ministro da Fazenda diz que o país terá a quinta economia do mundo em 2015. (Págs. 1, 8 e Visão do Correio, 12)


Senado: Jader assume e fica com o bolso cheio

O fim de ano foi generoso com Jader Barbalho. Barrado pela Ficha Limpa, o político paraense recuperou no STF o seu mandato de senador e toma posse no cargo hoje com direito a ajuda de custo de R$ 26.723.13, parte dos salários de dezembro e os vencimentos integrais de janeiro, num total de R$ 57 mil. (Págs. 1 e 2)


Concurso: Senado mudará edital

Organizadora da seleção, a FGV vai corrigir o conteúdo das provas para o cargo de consultor. A publicação trouxe falhas, como a cobrança de leis revogadas. "Um simples erro na correção das provas pode ser decisivo", teme Larissa Cortes, candidata a uma vaga. (Págs. 1 e 11)


Mega agita a cidade

A corrida às lotéricas para fazer uma fezinha é grande. O último sorteio do ano pode pagar R$ 200 milhões. Brasília está entre as cidades mais sortudas. (Págs. 1 e 28)

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Valor Econômico


Manchete: Receita dos Estados sente o golpe da desaceleração

A desaceleração da economia atingiu a arrecadação de ICMS nos Estados e pode frustrar as estimativas de crescimento de 10% a 15% no recolhimento de tributos em 2012. No primeiro trimestre, a alta real nas receitas com ICMS em todo o país foi de 6,7% em relação ao mesmo período de 2010. No terceiro trimestre, o aumento caiu para 3,4%, segundo dados organizados pela Secretaria da Fazenda paulista, corrigidos pelo IPCA.

Apesar da variação ainda positiva no ano em termos reais, há receio dos efeitos da crise sobre as receitas estaduais - e sobre o potencial de gastos - no próximo ano. Nos orçamentos enviados (e aprovados, na maioria dos casos) aos respectivos legislativos, os governos regionais previram aumentos de arrecadação de 10% a 15% em 2012 em relação a 2011, o que repetiria resultados uma ou duas vezes superiores aos do Produto Interno Bruto (PIB), como está acontecendo este ano. As projeções, contudo, foram feitas entre julho e agosto, quando a desaceleração da economia não era tão evidente. A nova "cara" das economias brasileira e mundial torna muito mais difícil que as previsões se tornem realidade. (Págs. 1 e A3)

Baixa oferta de etanol deve se repetir

O cenário de oferta estrita de etanol que marcou 2011 deve se repetir no próximo ano, na avaliação das empresas sucroalcooleiras. A oferta do produto não deve se elevar de forma expressiva pois a previsão do setor é de que apenas uma ou duas usinas serão inauguradas em 2012, número muito distante das 30 unidades que começaram a operar durante a safra 2008/09. A manutenção dos preços em patamares elevados - a cotação do etanol hidratado ficou 33% acima da verificada entre maio e dezembro de 2010 - não foi suficiente para estimular investimentos na ampliação da produção, como afirma, por exemplo, o vice-presidente da Raízen, Pedro Mizutani. "Esses preços remuneram quem já está no setor, mas não novos projetos". (Págs 1 e B10)


Mantega quer controversa proteção para têxteis

O anúncio de aumento de tarifas de importação para produtos têxteis, feito ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, mais uma vez sem aprovação formal dos demais ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), consolida duas preocupantes tendências na atual guinada protecionista do governo. É a Fazenda, e não o Desenvolvimento ou o Itamaraty, quem vem ditando cartas sozinho na política industrial e de comércio. E as decisões de proteção à indústria nacional passaram a desprezar os compromissos internacionais do país.

Se concretizada, a decisão de aplicar sobre produtos têxteis tarifas específicas, expressas em reais, e não mais "ad valorem", em percentuais sobre o valor da mercadoria, jogará no lixo o compromisso brasileiro de praticar com os sócios do Mercosul uma tarifa externa comum (a TEC é fixada em percentuais ad valorem, hoje entre 18% a 26% para têxteis). Tarifas "ad rem" são uma excrescência nas listas de tarifas máximas acertadas na OMC, até porque é muito difícil fiscalizar sua execução. O anúncio ampliou inquietações dentro do governo de que outros setores pressionem para que o Brasil transforme todo seu regime tarifário junto à OMC. (Págs. 1 e A4)


Maior venda de carros nas áreas agrícolas

Os bons resultados da safra agrícola ajudam a explicar o aumento acima da média nacional das vendas de automóveis na região Sul do país. No Rio Grande do Sul, houve um avanço de 9,6% - o dobro do desempenho no país como um todo. Nos outros dois Estados da região, Santa Catarina e Paraná, o crescimento foi de 7,35% e 8%, respectivamente, segundo levantamento da consultoria Oikonomia. Outras regiões onde há predomínio do agronegócio também viram a demanda por carros subir mais acentuadamente. No Mato Grosso, maior produtor de soja do país, as vendas cresceram 11,7%. (Págs. 1 e B7)


Apesar do rodízio, empresas preferem o mesmo auditor

O rodízio de auditorias, tornado obrigatório pela Comissão de Valores Mobiliários para as empresas de capital aberto, pode não ter o efeito esperado pela autarquia de evitar que um período prolongado de relacionamento entre auditores e companhias auditadas comprometa a independência das análises. Neste segundo momento de grande rodada de auditorias, que se inicia em 2012, a maioria das empresas deve optar por voltar ao auditor com o qual mantinha relacionamento antes da primeira rodada de troca, em 2004, como mostra levantamento preliminar feito pelo Valor.

De um total de 24 grandes empresas (ou grupos) que já anunciaram o novo auditor, 12 delas retornaram ao antigo prestador de serviço de auditoria. Esse número equivale, portanto, a metade do universo. Mas se for considerado que seis das 24 empresas não eram companhias abertas em 2004 (e não participaram do primeiro rodízio), se chega à conclusão de que 12 empresas, de um total de 18, voltaram para o antigo auditor, ou dois terços da amostra. (Págs. 1, D1 e D3)

Fundo para servidores no RS

O governo do Rio Grande do Sul planeja a criação de um fundo de aposentadoria complementar para os futuros servidores que quiserem receber benefícios superiores ao teto de R$ 3.691,74 do Regime Geral de Previdência Social (INSS). (Págs. 1 e A2)


Salários no Nordeste

Salvador e Recife apresentam grandes diferenças na evolução do salário dos trabalhadores. O IBGE mostra crescimento de 33% na remuneração média em Salvador de 2002 e 2011 e de 11% no Recife. (Págs. 1 e A2)


Reforma agrária

O governo prepara uma ofensiva para driblar a má avaliação das ações para a agricultura familiar e a lentidão do processo de reforma agrária. Está pronto projeto para a ampliação das benefícios da Lei da Agricultura Familiar. (Págs. 1 e A5)


Mais renda para petróleo

A renda gerada pela exportação de petróleo atingiu pela primeira vez em 2011 mais de US$ 1 trilhão para os produtores da Opep, quando o preço médio bateu novo recorde no ano. (Págs. 1 e A9)

Cosméticos com ouro

Depois de se interessar pela utilização de nanopartículas de ouro na medicina, Luiz Ladeira, professor do departamento de física da Universidade Federal de Minas Gerais, desenvolveu um creme para pele a base de ouro e descobriu um nicho de mercado. (Págs. 1 e B5)


MPX começa a gerar energia

A MPX, empresa de energia do empresário Eike Batista, vai sair de sua fase pré-operacional e chegar a um faturamento de R$ 1 bilhão com o início da geração de 1.100 MW de energia. (Págs. 1 e B7)


Títulos brasileiros em alta

O processo de queda dos juros aumentou a procura e derrubou as taxas nas emissões de títulos de renda fixa no mercado brasileiro. O movimento beneficiou principalmente as empresas com boa classificação de risco. (Págs. 1 e C1)


Cruzeiro do Sul e Prosper

Com a aquisição do banco Prosper (com prejuízo acumulado de R$ 190 milhões), o Cruzeiro do Sul poderá tirar proveito de cerca de R$ 75 milhões em créditos tributários. O Cruzeiro do Sul comprou 88,7% do Prosper por R$ 55 milhões. (Págs. 1 e C6)


Ideias

Cristiano Romero

Crescer 3,5% em 2012 não será nenhuma tragédia. Nesse ritmo, a economia manterá baixa a taxa de desemprego. (Págs. 1 e A2)

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