PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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terça-feira, julho 17, 2012

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


17 de julho de 2012
O Globo

Manchete: Boletim do BC já aponta PIB abaixo de 2% este ano
Analistas apostam em queda de consumo e renda. FMI também reduziu projeção

Pela primeira vez, os analistas do mercado já preveem que a economia brasileira vai crescer menos do que 2% este ano. O Boletim Focus, pesquisa feita pelo Banco Central junto a esses especialistas, mostra que a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 recuou de 2,01% para 1,9%. Foi a décima semana seguida de redução as estimativas. O cenário aponta desemprego em alta, renda em baixa e queda do consumo. Também ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção para as economias no mundo e estimou que o Brasil deve crescer 2,5%. Antes, apostava em 3,1%. Para 2013, o FMI subiu a previsão de 4,1% para 4,6%. (Págs. 1 e 17)
Rio é a terceira cidade do país com maior alta de calote (Págs. 1 e 18)

Cachoeira pagava contas de secretários
Gravações da PF sugerem que Carlinhos Cachoeira usava o ex-diretor da Delta Cláudio Abreu para pagar contas de secretários do governo de Goiás. “Você tá com o secretariado todo dia, todo dia você traz conta pra mim, levo pro Cláudio, e não consegue emplacar ninguém”, reclama Cachoeira com Wladmir Garcez, seu braço político. (Págs. 1 e 3)
ONU: crime organizado movimenta US$ 870 bi
Um estudo da ONU indica que o crime organizado internacional já movimenta US$ 870 bilhões por ano. Os ramos mais rentáveis são o tráfico de drogas e pessoas, e a pirataria. (Págs. 1 e 25)
Míriam Leitão
Construtora de Belo Monte ganha novo empréstimo-ponte do BNDES, agora de R$ l,8 bi. (Págs. 1 e 18)
Chevron deve ter sinal verde para voltar a operar
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deve autorizar em breve a petrolífera americana Chevron a voltar a produzir petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, onde houve vazamento em novembro de 2011. A empresa está sendo multada por órgãos reguladores. (Págs. 1 e 22)
Violência já leva sírios a fugirem de Damasco
Antes imune ao conflito na Síria, Damasco é palco de confrontos cada vez mais violentos. Vídeos mostram famílias inteiras fugindo da capital. Na contramão de outros países, que fecharam as embaixadas, o Brasil enviará 12 agentes para reforçar a segurança de sua missão. (Págs. 1 e 24)
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Folha de S. Paulo

Manchete: EUA liberam pílula para a prevenção contra vírus da Aids
Droga, que já era usada para diminuir a carga viral em portadores do HIV, reduziu em 70% as novas infecções

O governo americano aprovou, pela primeira vez, que um medicamento seja usado com o objetivo de impedir a infecção de humanos pelo HIV, vírus da Aids.

Testes mostraram que, além de controlar infecções já existentes, o Truvada diminui, em média, em 70% o risco de alguém adquirir o vírus. A pílula já vem sendo usada para reduzir a carga viral de portadores do HIV. (Págs. 1 e Saúde C11)
Governo promete verba para aprovar ajuda à industria
Para garantir a aprovação de medidas de incentivo à indústria do Plano Brasil Maior, o Planalto ampliou de R$ 2,5 milhões para R$ 3 milhões a cota individual em emendas dos 87 deputados oposicionistas. A proposta havia sido rejeitada na semana passada. (Págs. 1 e Poder A5)
FMI e analistas cortam previsão do PIB brasileiro
Sinais de que a economia brasileira continua fraca levaram o FMI e os maiores bancos do país a rever para baixo as projeções para o crescimento deste ano. O Fundo reduziu a previsão de 3,1% para 2,5%. Levantamento do BC mostra que analistas já preveem 1,9%.

O desempenho abaixo do esperado dos emergentes, principalmente China, Índia e Brasil, levou o FMI a cortar o avanço da economia global em 0,1 ponto percentual, para 3,5% neste ano. (Págs. 1 e Poder A4)
Clóvis Rossi
Novo relatório do FMI mostra que o mundo carece de liderança e ideias. (Págs. 1 e Mundo A12)
@Guerra na Síria
Fotos e vídeos, geralmente captados com celulares pelos opositores à ditadura de Bashar Assad, têm sido transmitidos ao mundo via internet. O governo sírio impõe restrições ao trabalho da imprensa e também divulga suas próprias imagens.

Pela primeira vez desde o início da revolta contra o governo de Assad, há 16 meses, combates intensos têm ocorrido no centro da capital, Damasco. Para a ONU, mais de 10 mil já morreram na guerra. (Págs. 1 e Mundo A10)
Divergência sobre tecnologia emperra fábrica da Foxconn
Um ano e três meses depois do anúncio do investimento da Foxconn no Brasil, as negociações estão emperradas. O governo Dilma exige que a empresa use a sua tecnologia de última geração na futura fábrica brasileira de telas de cristal líquido. A Foxconn resiste. (Págs. 1 e Mercado B1)
Governo de SP diz que estuda como cobrará pedágio
Após reportagem da Folha mostrar que a instalação de chips em rodovias levará à cobrança de pedágio em trechos urbanos do Estado, o governo paulista disse que ainda faz estudos. Para Alckmin, o sistema é mais justo, mas alguns “pagarão um pouquinho”. (Págs. 1 e Cotidiano C5)
Faltam regras para definir lei federal contra o fumo
Em vigor há sete meses, a lei antifumo nacional ainda não foi detalhada pelo governo e preocupa entidades da saúde, que temem pressões do lobby tabagista.

Em vários pontos de venda em Brasília, São Paulo e Rio, há placas, com propaganda de cigarro. (Págs. 1 e Cotidiano C1) 
Desconfie do ânimo eleitoral com as bicicletas
É preciso ver com ceticismo o entusiasmo dos candidatos com as bicicletas quando a prática dos governos é incentivar o uso de carro — seja com benefícios fiscais, seja pela precariedade do transporte público. (Págs. 1 e Opinião A2)
Chevron deve voltar a operar em breve no país, diz agência (Págs. 1 e Mercado B4)

Editoriais
Leia “Fora dos trilhos”, sobre indícios de corrupção na ferrovia Norte-Sul, e “México em alta”, a respeito do desempenho da economia daquele país. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Aumento de despesas do governo dobra no semestre
Salário mínimo impacta aposentadoria e pensões e puxa os gastos; valor total equivale a um PAC

As despesas federais praticamente dobraram no primeiro semestre em relação a 2011, mas os investimentos foram responsáveis por apenas 5% deste crescimento. As despesas correntes respondem pelo restante. Em termos nominais, o aumento é de R$ 40,6 bilhões, um pouco menos do que o total de recursos reservados para o PAC. O levantamento foi feito pelo economista Mansueto Almeida, para quem o crescimento das despesas é puxado pelas aposentadorias e pensões, em razão do reajuste de 14,1% do salário mínimo. O aumento das despesas de custeio ocorre por “causas bem intencionadas” e não por roubo, diz. O gasto com passagens aéreas diminuiu. Outro fator de aumento destas despesas são as subvenções econômicas e recursos do Minha Casa, Minha Vida. O governo, no entanto, desde o início do ano, considera investimento as despesas do programa habitacional. (Págs. 1 e Economia B1)
R$ 40,6 bilhões
foi o aumento de gastos do governo federal no primeiro semestre de 2011.
Greve na Transnordestina
Os 600 operários que estavam construindo a ferrovia Transnordestina no trecho do Piauí anunciaram greve. Eles alegam que a Construtora Odebrecht está descumprindo acordo sobre gratificações e melhores condições de trabalho. (Págs. 1 e Economia B3)
PSDB analisa relatório da PF e reavalia caso Perillo
A cúpula do PSDB começou a reavaliar a situação do governador de Goiás, Marconi Perillo, acusado em relatório da Polícia Federal, entregue ao Superior Tribunal de Justiça, de firmar um compromisso com a Delta Construções por meio de Carlinhos Cachoeira quando assumiu o governo em 2011. Tucanos admitem que a situação de Perillo é complicada. Ontem, porém, o presidente do partido, Sérgio Guerra, saiu em defesa do governador. (Págs. 1 e Nacional A4)
FMI reduz projeções de crescimento
Novo relatório do FMI indica que a economia brasileira vai crescer modestos 2,5% este ano. Em abril, a entidade havia projetado um crescimento de 3,1%. Os novos cálculos do FMI tiveram como base quedas nas demandas internas e nas exportações. A revisão do Fundo também fez recuar em 0,1 ponto porcentual o crescimento em conjunto das economias emergentes e prevê que a atividade desse grupo terá uma expansão de 5,6% este ano. A economia chinesa vai crescer 8% em 2012, isto é, 0,2 ponto porcentual a menos do que o previsto em abril. (Págs. 1 e Economia B4)
Aumenta revolta na Espanha
Manifestações por todo o país pedem a saída do primeiro-ministro Mariano Rajoy, que anunciou um corte de € 65 bilhões até 2014. Medidas de austeridade ampliaram o desemprego a 24%. (Págs. 1 e Economia B7)
Exército sírio e rebeldes ampliam luta em Damasco
Pelo segundo dia, a capital síria, Damasco, foi palco ontem de intensos combates entre rebeldes e as forças do regime Assad. Desde o início do conflito na Síria, há 16 meses, Damasco havia registrado poucos casos de violência, mas no domingo o Exército Sírio Livre (ESL) conseguiu se infiltrar na capital. Não foram divulgados números de mortos. O ESL disse que tomou o controle de dois bairros e o Exército tenta reconquistá-los. (Págs. 1 e Internacional A10)

Al-Watan
Jornal Pró-Assad
‘Terroristas tentam lançar a grande batalha. Vocês nunca terão Damasco’
Analfabetismo atinge um terço de universitários
Um terço dos estudantes do ensino superior brasileiro não atende a requisitos básicos de alfabetização. Estudo sobre analfabetismo funcional, feito com base em pesquisa com 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos, divulgado ontem pelo Instituto Paulo Montenegro, mostra que só 62% dos universitários dominam leitura e escrita. (Págs. 1 e Vida A14)
Acusados pela tragédia da TAM não foram ouvidos (Págs. 1 e Cidades C3)

Dora Kramer
Prova material

Cassação de Demóstenes Torres atesta infiltração do crime na política e obriga a continuidade da CPI. (Págs. 1 e Nacional A5)
Tutty Vasques
Mera jesuscidência!

Rosane Collor desmoralizou a denúncia ao acusar o ex-marido de, por exemplo, lhe pagar “só” R$ 18 mil mensais de pensão alimentícia. (Págs. 1 e Cidades C4)
Notas & Informações
Os alertas do FMI

Mais importante do que as previsões para o crescimento global é a mensagem aos políticos. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: Câmara vai mostrar tudo sobre salários
O acesso aos contracheques via internet será liberado no dia 31 deste mês. Além dos vencimentos dos deputados, qualquer cidadão poderá saber quanto do dinheiro que os brasileiros pagam de impostos é destinado à remuneração dos mais de 10 mil secretários parlamentares, dos 2,9 mil servidores do quadro e dos 1,4 mil comissionados. Os dados estarão detalhados por renda bruta e eventual (como horas extras), benefícios fixos e gratificações, auxílios (como vale-alimentação) e descontos obrigatórios, que incluem o abate-teto, a contribuição para a Previdência Social e o Imposto de Renda. Não serão publicados descontos particulares ou pessoais dos servidores, como pagamento de pensão alimentícia. O Senado informou que seguirá o modelo anunciado pela Câmara. (Págs. 1 e 3)
A crise europeia e o Pibinho do Brasil
Enquanto espanhóis saem às ruas e chamam de "assalto" o corte de benefícios pelo governo de Rajoy, no Brasil analistas de mercado refazem as contas e reduzem de 2,01% para 1,9% a previsão de crescimento do país. No dia a dia, brasileiros começam a sentir no bolso os efeitos da crise global: medo de calote leva concessionárias a exigir entrada de 60% no financiamento de veículos. (Págs. 1 e 10 a 12)
Imigração: Golpistas da adoção presos em Londres
Dois empresários brasileiros acusados de intermediar falsas adoções, por meio das quais brasileiros adultos conseguiam cidadania europeia, são condenados pela Justiça e estão presos na capital britânica. (Págs. 1 e 8)
Troca-troca: Bancada do PEN já é a 2ª maior do DF
Ninguém sabe ao certo nem como chamar os integrantes do Partido Ecológico Nacional (PEN), mas a sigla já nasce com a segunda maior bancada da Câmara Legislativa, ao lado do PSD, com cinco distritais: quatro titulares e um suplente. (Págs. 1 e 27)
PIS começa a ser pago pela Caixa na próxima terça (Págs. 1 e 12)

Procon proíbe a venda de celular em Porto Alegre (Págs. 1 e 13)

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Valor Econômico

Manchete: BC retoma tom otimista e vê avanços no curto prazo
O Banco Central está hoje menos preocupado com a possibilidade de algum evento dramático no cenário internacional. Retomou o tom otimista e demonstra confiança em que o conjunto de estímulos monetários, fiscais e pontuais que o governo adotou nos últimos meses vai levar a economia brasileira a um crescimento anualizado de 4% no quarto trimestre - ou pouco mais de 1% em comparação com o terceiro -, com inflação no centro da meta de 4,5% e inadimplência em queda. Com juros básicos mais baixos, desvalorização da taxa de câmbio e um pacote de incentivos ao investimento que será anunciado pela presidente Dilma em agosto, estariam dadas as condições para o país crescer 4% em 2013.

No pacote, além de redução de impostos federais sobre o consumo de energia - o objetivo do governo é diminuir em cerca de 10% o custo do insumo para grandes consumidores -, pode ser anunciada também uma desoneração mais horizontal, que beneficie todo o setor produtivo, com a unificação do PIS/Cofins e diminuição de alíquota na margem. Some-se a essas iniciativas o conjunto de concessões ao setor privado para portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. Com isso, o governo acredita que estará dando um "choque" de competitividade importante na economia. (Págs. 1 e A2)
Exportação de milho deve bater recorde
A estiagem que castiga o Meio-Oeste e deve derrubar a produção de milho dos EUA teve reflexos imediatos na comercialização do grão no Brasil. As exportações foram retomadas e devem bater recorde (14 milhões de toneladas). Além disso, desde quarta-feira, quando o Departamento de Agricultura dos EUA cortou suas projeções para a colheita americana, os preços da commodity subiram mais de 12% no mercado brasileiro. Em julho, a alta acumulada é de 19,4%.

As tradings redirecionaram suas aquisições para o Brasil, que colhe a maior safra de sua história - 34,5 milhões de toneladas. Em duas semanas, 21 carregamentos, num total de 1,26 milhão de toneladas, foram acertados. (Págs. 1 e B12)
Wi-Fi de voz é solução para celular
Um aparelho pequeno, do tamanho de um roteador, pode ser a solução temporária para os problemas de falta de sinal dos celulares. Chamado de femtocell, o dispositivo capta o sinal das antenas de telefonia e o redireciona para a infraestrutura de cabo ou fibra óptica, como se fosse um sistema Wi-Fi que serve tanto para transmissão de dados quanto de voz.

Ao fazer isso, o femtocell, que começou a ser usado no exterior há dois anos, ajuda a desafogar as redes móveis e dá fôlego às teles em seu trabalho para ampliar a infraestrutura. (Págs. 1 e B2)
Fotolegenda: Accor vai às compras
A aquisição das marcas Caesar Park e Caesar Business na América do Sul reforça a liderança da rede Accor de hotéis no Brasil, diz Roland de Bonadona, diretor-geral para a AL. (Págs. 1 e B4)
Donos do BMG mudam perfil do seu grupo
A família mineira Pentagna Guimarães, dona do banco BMG, que se associou na semana passada ao Itaú, está revendo seus negócios. A intenção é fortalecer atividades não financeiras, principalmente em energia e na agricultura. Novas apostas envolvem desde parques de energia eólica até uma fazenda em Moçambique. Atualmente, vêm do setor financeiro 80% das receitas da família, cujas atividades empresariais em Minas remontam ao fim do século 19. Nessa redefinição, os Pentagna Guimarães estão se desfazendo de algumas empresas não financeiras. Hoje, a Brasfrigo, fábrica de vegetais em conserva, sopas e molho de tomate, dona das marcas Jurema e Tomatino, encerra suas atividades. Eles já haviam se desfeito de duas empresas, a Etatec e a Electrometer. (Págs. 1 e B6)
Dilma busca base aliada menor e mais fiel
O governo Dilma planeja recompor as forças na base aliada da Câmara dos Deputados após as eleições municipais. Isso passa por fortalecimento do PMDB, reequilíbrio de força dos grupos internos do PT, inclusão oficial do PSD e enfraquecimento ou até exclusão de PR, PSC e PTB. O objetivo é trabalhar com uma base menor e mais fiel, já que desde o início do atual governo aumentou o desalinhamento de boa parte das bancadas em relação à orientação do Planalto.
Segundo dados do Cebrap, partidos como PR, PSC e PTB passaram a apoiar menos o governo na Câmara. Ao mesmo tempo, partidos da oposição votaram menos contra o governo, embora com taxas de apoio globais baixas. (Págs. 1 e A6)
China ainda tem salários em alta e falta de mão de obra
Apesar do declínio acentuado da atividade econômica, os salários ainda estão aumentando na China. Muitas empresas têm dificuldade para preencher suas vagas, evidência de uma escassez estrutural de mão de obra que pode ajudar a China a ajustar-se ao crescimento mais lento sem causar instabilidade política ou estimular o apetite do consumidor por produtos estrangeiros.

Com o aperto na oferta de mão de obra, os salários das famílias urbanas aumentaram 13% no primeiro semestre ante um ano atrás. A média do salário mensal de trabalhadores migrantes subiu 14,9%, de acordo com dados do Órgão Nacional de Estatística da China. Uma pesquisa do Ministério do Trabalho, em 91 cidades, mostrou que no primeiro trimestre a demanda por trabalhadores excedeu a oferta num nível recorde. (Págs. 1 e A8)
OMC aponta um recrudescimento do protecionismo (Págs. 1 e A9)

Com recuo mais forte dos emergentes, FMI reduz previsão de crescimento global (Págs. 1 e A9)

Chevron voltará a produzir petróleo em Frade, diz Magda, da ANP (Págs. 1 e B8)

Cortes especiais de frango
A queda no preço do frango diminuiu as margens de lucro dos supermercados, que apostam em cortes especiais — como os sem pele e desossados, chamados de “cortes light” — para assegurar a rentabilidade da produção. (Págs. 1 e B5)
Deloitte investe no país
As seguidas reduções na previsão de crescimento do Brasil em 2012 não foram suficientes para abalar o ânimo da Deloitte com o país. Dos US$ 750 milhões a serem investidos nos próximos três anos, US$ 85 milhões serão destinados ao Brasil, informa Juarez Araújo. (Págs. 1 e B5)
Autopeças para americanos
Com as barreiras na Argentina e a crise europeia, as compras dos americanos estão ajudando as exportações da indústria de autopeças. Até junho, os embarques aos EUA subiram 5%. (Págs. 1 e B7)
Maple Trade versus JBS
A canadense Maple Trade Finance planeja processar a JBS, acusada de ter adquirido os ativos de uma empresa insolvente (Xinguleder Couro) sem a aprovação dos credores, num caso que coloca à prova a legislação falimentar brasileira. (Págs. 1 e B11)
Fazendas de cafés especiais
É expressiva a expansão do número de fazendas que produzem cafés especiais no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Cafés Especiais, hoje são mais de 35 mil unidades. (Págs. 1 e B11)
Debêntures para capital de giro
Com a queda dos juros e do custo das emissões, mais empresas passaram a utilizar parte dos recursos captados com a oferta de debêntures para financiar o capital de giro. A parcela das emissões destinada a esse fim aumentou para 30%. (Págs. 1 e C1)
Ganho menor nas seguradoras
O Credit Suisse rebaixou a estimativa de ganhos por ação das seguradoras Porto Seguro e SulAmérica ao incorporar um cenário de taxas de juros mais baixas e ambiente operacional ainda desafiador. (Págs. 1 e C2)
Fundos DI perdem da poupança
De opção confortável para investidores conservadores, os fundos DI passaram a alternativa complexa. Entre os fundos DI hoje oferecidos no varejo, 47% perdem em rendimento para a caderneta de poupança ou empatam com ela. (Págs. 1 e D3)
Ideias
Delfim Netto

Baixar a taxa de juros real no Brasil ao nível internacional é fundamental para acelerar o desenvolvimento econômico. (Págs. 1 e A2)

Wolfgang Münchau

A posição apresentada pelos eurocéticos tem sido bem mais coerente que a dos que defendem a união monetária. (Págs. 1 e A11)
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segunda-feira, julho 16, 2012

''DINDA, DIM-DIM, PLIM-PLIM'' **

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(**) "Casa das prima". Título de música (João Marcio e Fabiano).
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... COMENDO PELAS BEIRADAS



Lula e Paes multados

Autor(es): Juliana Braga
Correio Braziliense - 16/07/2012
 

O ex-presidente e o prefeito do Rio são punidos em R$ 5 mil, cada um, por campanha antecipada. Eles afirmam que declarações foram tiradas de contexto
O prefeito do Rio de Janeiro e candidato à reeleição Eduardo Paes (PMDB) e o ex-presidente Lula da Silva foram multados em R$ 5 mil, cada um, por campanha eleitoral antecipada. Lula pediu votos para Paes durante a inauguração de um corredor exclusivo para ônibus no bairro de Santa Cruz. O prefeito recebeu ainda outra multa, de R$ 10 mil, por colocar faixas em agradecimento a ele mesmo por obras realizadas.
A declaração foi feita no último dia 6 de junho, período em que Paes era ainda pré-candidato. "Em 2008, eu era presidente da República, o Sérgio Cabral chegou com um cidadão que eu pouco conhecia pedindo para apoiá-lo. Eu confesso, por não conhecer, tinha dúvida, mas fui convencido pelo Sérgio Cabral que eu deveria apostar na figura. Hoje posso dizer para vocês que valeu a pena pedir votos para o Eduardo Paes. Farei isso outra vez agora em 2012, com muito mais convicção", disse Lula.
O processo foi aberto a pedido do PSDB, que questionou o discurso e a participação de Lula na inauguração. A juíza da 192ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro, Ana Paula Pontes Cardoso, entendeu que Lula pede abertamente votos a Paes, no período em que ainda não é permitido pela legislação eleitoral. "Suas declarações representam inequívoca propaganda eleitoral veiculada antes do prazo permitido pela legislação", sustentou a juíza em seu parecer. "Não só foi noticiada a candidatura do primeiro, como foi declarada a intenção de voto do segundo, sendo expressa a propaganda realizada", completa.
Na defesa apresentada por Paes, ele alega que as declarações foram tiradas de contexto e que as provas resumem-se a uma matéria jornalística, "elaborada com base em ilações e interpretações subjetivas". Lula afirma ter aceito o convite porque as obras contaram com apoio do governo federal e também sustenta que as declarações foram tiradas de contexto. Ainda cabe recurso à decisão.
O segundo processo refere-se à publicação de faixas agradecendo Eduardo Paes por obras realizadas por ele nos bairros de Inhoaiba e Campo Grande. O prefeito alegou não saber da veiculação das faixas.
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''... VIVA O NOVO REI''



Kassab retira nome de militar de viaduto

Autor(es): Caio do Valle
O Estado de S. Paulo - 16/07/2012

O tributo a Tavares de Souza foi feito em 1981, destacando a "efetiva participação do general no movimento revolucionário de 1964"

SÃO PAULO - Julho de 1981. O prefeito Reynaldo de Barros publica um decreto batizando uma ponte sobre o Rio Tietê em homenagem a um figurão da ditadura militar. Passam-se 31 anos e 11 administrações municipais, intercaladas por uma troca de regime de governo. Julho de 2012. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) promulga uma lei que tira da ponte o nome dado pelo antecessor. Com a canetada, divulgada no sábado, faz o general Milton Tavares de Souza perder mais um logradouro que recebia o seu nome: o viaduto entre a Penha, na zona leste, e a Vila Maria, na norte.

A estrutura, agora, se chama Domingos Franciulli Netto, em memória de um ministro do Superior Tribunal de Justiça morto em 2005. No ano passado, Kassab orientou a base aliada a aprovar o projeto na Câmara Municipal. Ele vinha sendo pressionado por antigos presos políticos e pelo PCdoB a realizar a mudança, proposta pelo ex-prefeito e hoje candidato ao cargo José Serra (PSDB).
O engenheiro Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog (1937-1975), encontrado enforcado nos porões da ditadura, é contra a alteração. "Não devemos apagar os nomes ruins, dos que foram vilões. Essas pessoas tiveram um papel, por pior que tenham sido. E devemos conhecê-lo, até para que não volte a acontecer." Ele defende também que opositores daquele regime virem logradouros, como o jornalista Perseu Abramo (1929-1996).
"Extremas dúvidas"
Não é uma ação sem importância nomear um endereço. Por isso, só figuras de projeção histórica e social devem inspirar homenagens. É o que diz a historiadora Maria Aparecida de Aquino, professora da Universidade de São Paulo (USP). "Esse general é uma figura sobre a qual pairam extremas dúvidas. Na época, quando a ditadura perdia força, parte da sociedade questionava se o viaduto devia receber o nome, pela relevância e os aspectos da sua contribuição."
Crítico feroz do comunismo, perseguidor de guerrilheiros no Araguaia e suposto mentor de sessões de tortura, "Miltinho", como era chamado, esteve no rol dos mais linha-dura dos anos de chumbo. Nascido em Niterói (RJ), estudou no Colégio Militar. Cinco anos após o golpe de 1964, virou general. Ao morrer de ataque cardíaco em junho de 1981, aos 64 anos, comandava o 2.º Exército.
Tavares de Souza também foi homenageado como nome de rodovia. Porém, em 2010, a SP-332, na região de Campinas, deixou de ser assim denominada, passando a se chamar Professor Zeferino Vaz. Mas nem tudo está perdido para o militar. Uma praça na Vila Maria ainda conserva o seu nome. Só resta saber até quando.

VERDE OLIVA



O bom exemplo do Exército

O Estado de S. Paulo - 16/07/2012
 

No momento em que notícias sobre superfaturamento e atraso em obras públicas se tornam corriqueiras, é animador saber que algumas dessas obras estão sendo entregues antes do prazo previsto e a custos inferiores aos originalmente orçados. Não se trata de milagre. É apenas o resultado do trabalho competente e sério realizado por uma instituição cuja missão precípua não é tocar canteiros de obras, mas que nos últimos anos tem assumido maiores responsabilidades na elaboração e execução de projetos de infraestrutura em todo o País: o Exército.
O Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército, como mostra o jornal Valor (12/7), está tocando 34 obras em vários Estados, 25 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e elabora, a pedido da Infraero, projetos de engenharia destinados a acelerar a expansão dos aeroportos de Porto Alegre, Vitória e Goiânia. Nessa área, o Exército já trabalha na administração dos serviços de terraplenagem da ampliação do aeroporto de Guarulhos e na construção da pista do aeroporto de Amarante, no Rio Grande do Norte.
É principalmente o desempenho do Exército nas obras do aeroporto de Cumbica que tem animado a Infraero a ampliar a parceria com os militares numa área que se tem transformado numa das maiores dores de cabeça do governo no que diz respeito ao cumprimento dos prazos das obras da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. A terraplenagem do Terminal 3 de Cumbica, cuja previsão inicial de entrega era para dezembro de 2013, será concluída em setembro próximo, com antecipação de 15 meses. Além disso, o custo original da obra, orçado em R$ 417 milhões, deverá ser reduzido - e não é apenas porque a União paga os soldos militares - em cerca de R$ 130 milhões, o que equivale a 25%. É exatamente o contrário do que tem sido noticiado a respeito da verdadeira lambança que a principal empreiteira do PAC, a Delta, tem promovido nas obras bilionárias sob sua responsabilidade em todo o País.
É claro que tocar obras públicas não é a missão precípua das Forças Armadas, que existem para zelar pela defesa nacional. E o Exército, cuja "intervenção" no mercado é malvista pelas empreiteiras de obras públicas, sabe muito bem que essa não é sua verdadeira vocação. O general Joaquim Maia Brandão, chefe do Departamento de Engenharia e Construção, garante, segundo o Valor, que não há planos de ampliar a estrutura da unidade sob seu comando, apesar do aumento da demanda ocorrido nos últimos anos, inclusive no que diz respeito ao planejamento e construção de novas estradas e manutenção das existentes, responsabilidade do mal afamado Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Nessa área o Exército tem 19 contratos firmados. E cumpre outros tantos nos setores portuário e de navegação fluvial.
O Exército está hoje envolvido em 34 projetos de construção, no valor de R$ 3 bilhões em obras, dos quais R$ 2,4 bilhões são do PAC. Intervenção indevida no mercado? Desvio de funções? O general Brandão responde: "O que temos é uma missão para cumprir, que é a preparação de nossas tropas para a guerra. Se não temos guerra, temos a obrigação de manter nosso contingente em atividades que, se necessário, (a tropa) irá desempenhar em situação de emergência". Não é, portanto, a lógica do mercado, mas a necessidade de manter seu contingente ativo e preparado que motiva o Departamento de Engenharia e Construção.
A situação de emergência a que se refere o general seria, obviamente, um eventual conflito militar. Mas não resta dúvida de que o DEC está atendendo também a uma importante e extremamente lamentável emergência ao cumprir com competência, seriedade e economia de recursos públicos uma tarefa fundamental para o desenvolvimento do País que a iniciativa privada tem sido frequentemente incapaz de executar com a mesma eficiência e probidade, devido à crescente promiscuidade entre negócios públicos e privados. É de imaginar que seja difícil trabalhar com orçamentos enxutos quando a regra do jogo é pagar propinas que satisfaçam a crescente voracidade de homens públicos tão desonestos quanto quem lhes molha a mão.
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PNE - PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO



Plano Nacional de Educação: ficção ou realidade?

Autor(es): Isaac Roitman
Correio Braziliense - 16/07/2012
 

Essa pergunta só poderá ser respondida em 2020. O PNE 2011-2020 já começará atrasado. Está em tramitação no Congresso Nacional desde dezembro de 2010 e deverá ser aprovado no segundo semestre de 2012. O primeiro PNE (2001-2010), que estabeleceu 295 metas, pode ser considerado um fracasso. Segundo o professor Carlos Roberto Jamil Cury, um dos principais motivos para que boa parte das metas não fosse cumprida foi a falta de previsão orçamentária no próprio PNE para sustentar as ações previstas.
O excesso de metas e a ausência de mecanismos de acompanhamento e avaliação permanente contribuíram para os poucos avanços da educação brasileira na primeira década do século 21. O plano atual, ao contrário do primeiro, tem 20 metas, que cobrem todos os níveis de ensino, desde o ensino infantil até a pós-graduação, o que certamente facilitará o acompanhamento e avaliação de sua implementação.
As 10 diretrizes apontam para um avanço na educação brasileira: 1. Erradicação do analfabetismo; 2. Universilização do atendimento escolar; 3. Superação das desigualdades educacionais; 4. Melhoria da qualidade de ensino; 5. Formação para o trabalho; 6. Promoção da sustentabilidade socioambiental; 7. Promoção humanística, científica e tecnológica do país; 8. Estabelecimento de meta de aplicação de recursos em educação como proporção do Produto Interno Bruto (PIB); 9. Valorização dos profissionais da educação; e 10. Difusão dos princípios da equidade, do respeito à diversidade e gestão democrática da educação.
Nas discussões da comissão especial da Câmara, a meta 20, referente ao financiamento, foi a mais polêmica. A proposta encaminhada pelo Ministério da Educação previa a ampliação progressiva do investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do PIB do país. Graças à pressão da sociedade civil, feita pelo movimento PNE pra valer, capitaneada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o patamar aprovado subiu para 10%.
Esse aporte de recursos, se bem aplicado, será fundamental para uma inflexão da educação rumo à conquista da qualidade da educação para todos os brasileiros. O PL nº 8.035/2010 será agora analisado pelo Senado Federal. A sociedade espera que não haja retrocessos e que o PNE seja aprimorado, apontando para um desenvolvimento social e econômico benéfico a todos os brasileiros.
As discussões no Senado poderão transformar o PNE em um prelúdio de uma verdadeira revolução na educação brasileira, pregada repetidamente pelo senador Cristovam Buarque. Um dos princípios dessa revolução será proporcinar um ensino básico %u2014 infantil, fundamental e médio %u2014 de qualidade em todas as escolas brasileiras de nosso país continental.
O principal investimento deverá ser feito na formação de professores para o ensino básico e a valorização tão sonhada desses profissionais da educação, sem a qual não podemos vislumbrar um futuro virtuoso para o Brasil. Todas as escolas do país deverão ter condições adequadas para o acolhimento de estudantes e professores, proporcionando um ambiente apropriado para a educação.
Os conteúdos e processos pedagógicos devem ser revistos, adaptando-se à realidade do século 21. A simetria do ensino, pesquisa e extensão deverá ser conquistada, valorizando-se de forma semelhante esses três pilares do ensino superior. Os cursos de pós-graduação deverão preparar recursos humanos nas várias áreas de conhecimento de acordo com o planejamento de médio e longo prazo do país.
Temos a rara oportunidade de realizar os sonhos dos Pioneiros da Educação Nova e de educadores do porte de Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e Paulo Freire. Temos a chance de recuperar uma dívida histórica de proporcionar uma educação de qualidade para todos e que certamente será o instrumento mais importante para a conquista verdadeira da justiça social no Brasil.
Oxalá possamos celebrar em 2020 a conquista das metas do PNE (2011-2020) e o documento cuja análise está em seu capítulo final, não seja mais um, como muitos, que serviram para alimentar a nossa desesperança. Oxalá possamos testemunhar a tão sonhada revolução na educação brasileira que certamente, como costumava dizer Anísio Teixeira, consolidará a nossa democracia.

... TEMPO DE COLHER (A Colheita é obrigatória)



Servidores começam a acampar na Esplanada

Grevistas tentam mostrar a sua força
Correio Braziliense - 16/07/2012
 

Grevistas de 26 categorias do funcionalismo público ocupam a partir de hoje a área dos ministérios para pressionar o governo a conceder reajustes salariais.

Para pressionar o governo por reajustes e pela reversão do corte de ponto, 5 mil servidores acampam na Esplanada a partir de hoje. Líderes sindicais, que representam 26 categorias, prometem grande ato na quarta-feira.
De braços cruzados desde 18 de junho, servidores públicos de 26 categorias iniciam hoje o movimento de ocupação da Esplanada dos Ministérios, num ato que tenta provar ao governo que o corte do ponto ordenado pelo Palácio do Planalto não enfraqueceu a greve geral por reajustes salariais.
Cerca de 5 mil trabalhadores deverão começar a chegar a Brasília nesta segunda-feira, em caravanas de ônibus e vans. Alguns trabalhadores virão em voos bancados pelos sindicatos, que oferecerão também a alimentação dos grevistas.
Como ponto de apoio, a organização pretende montar um grande acampamento que será armado no gramado da Esplanada, mas a expectativa é que os grevistas só fiquem no local durante o dia. Para passar a noite, serão oferecidas acomodações nos sindicatos e em residências, conforme informou a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).
O momento mais importante da manifestação será uma caminhada na quarta-feira, que tem previsão de início para as 9h. Os grevistas pretendem cruzar o Eixo Monumental, no percurso que sai da Catedral, passa pelo Congresso Nacional e retorna ao Ministério do Planejamento, do outro lado da via. Para controlar o trânsito, que deve ficar bastante prejudicado durante o ato, a Polícia Militar deslocará um efetivo do Batalhão de Trânsito.
A expectativa da Condsef é de que a mobilização sensibilize o governo para o pleito dos servidores. Do outro lado do balcão, porém, o Ministério do Planejamento já sinalizou que não pretende conceder o aumento linear de 22% pedido (Veja arte) pelos grevistas em razão do impacto no orçamento, que chegaria a R$ 92,2 bilhões.
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse ao Correio que o governo está tranquilo com o grande ato dos servidores. "A manifestação é um direito de todos. A Esplanada foi feita para isso. Mas eles precisam entender que não temos condições de dar reajuste a todos. Esse valor de R$ 92 bilhões é incompatível com um quadro de crise. Eles representam 50% da folha de salários dos trabalhadores federais e mais que o dobro que pretendemos gastar com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", ressaltou.
Outras manifestações devem acontecer ao longo dos cinco dias de ação esta semana, mas ainda não há uma agenda específica para o movimento. "Atos e mobilizações devem ser decididos na hora, no calor do momento", explicou o diretor da Condsef, Sérgio Ronaldo.
Mobilização cara
Para engrossar a mobilização que começa hoje, os sindicatos terão de colocar a mão no bolso. Os gastos estão na casa do milhão. Entre os 5 mil servidores esperados durante os cinco dias de acampamento, grande parte deve ser de Brasília. Dos demais estados, chegarão grandes caravanas de Goiás e Minas Gerais, segundo informou a Condsef. A diretoria da confederação não soube informar, porém, exatamente quantos ônibus virão e de quanto será o gasto total da ação. Considerando que cada servidor custe em torno de R$ 50 por dia, entre alimentação e deslocamento, a conta da mobilização deve ultrapassar o R$ 1 milhão. Questionado sobre o custo, o diretor da Condsef afirmou que esse montante é inviável aos cofres do movimento.
Só de Goiás, cerca de 140 pessoas virão das cidades de Goiânia, Luziânia e Formosa em dois ônibus e duas vans. Segundo estimativas do presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado de Goiás (Sintsep/GO), Ademar Rodrigues, o gasto com transporte, estadia e alimentação deve ficar entre R$ 40 mil e R$ 45 mil.
Já os 50 servidores de Minas Gerais virão de avião da capital mineira a Brasília. A estimativa do Sindicato dos Trabalhadores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal no Estado de Minas Gerais (Sindsep/MG) é de que o desembolso total seja de R$ 50 mil. "Será um gasto alto, mas precisamos ficar unidos nessa luta. A opção pelo avião como meio de transporte foi a mais barata, já que o aluguel de um único ônibus, com o combustível, fica por volta de R$ 5 mil", justificou o diretor do sindicato, Arnaldo José Cruz Júnior. Outros 50 manifestantes devem vir em um ônibus de São Paulo.
Novas adesõesTermina hoje o prazo dado pelas agências reguladoras para que o governo apresente uma proposta de restruturação salarial dos servidores dessas entidades, além da criação da carreira de regulação. Caso não atenda às reivindicações, a categoria já avisou que também cruzará os braços. Servidores de unidades de 10 agências reguladoras de todo o país e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) já avisaram que entrarão em greve caso não sejam atendidos. Nesse caso, só devem funcionar os serviços de urgência, definidos pelo presidente do Sindicato das Agências Reguladoras (Sinagencias), João Maria Medeiros, como "casos que envolvam transfusão de sangue, liberação de órgãos humanos para transplantes e equipamentos de UTI".
O movimento também deve ganhar a adesão dos trabalhadores petroleiros, que exigem da Petrobras uma nova proposta de participação nos lucros da empresa. A estatal já avisou que irá se reunir com os grevistas amanhã, numa tentativa de reverter a ameaça da categoria de parar as atividades no próximo dia 20. Há algumas semanas eles organizam pequenas mobilizações, como o atraso no horário de entrada do expediente. Conforme explicou a Federação Única dos Petroleiros (FUP), uma mudança na proposta da participação nos lucros e resultados (PLR) na reunião de amanhã pode mudar o rumo da greve por tempo indeterminado.

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''


SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


16 de julho de 2012
O Globo

Manchete: Eleições 2012 - Milícias ainda controlam redutos eleitorais no Rio
TRE cria força-tarefa, com polícias e Exército, para combater quadrilhas na campanha

Investigações da Secretaria de Segurança do Rio já identificaram a atuação de milicianos para se beneficiarem dos seus domínios territoriais na recém-iniciada campanha eleitoral. As ações vão de cobrança de pedágio aos que querem fazer campanha nessas áreas à proibição do ingresso de determinados candidatos. As denúncias sobre a atuação desses grupos criminosos, principalmente na Zona Oeste e na Baixada Fluminense, já começam a chegar ao Tribunal Regional Eleitoral. Para combater a ação das milícias em currais eleitorais, o presidente do TRE-RJ, Luiz Zveiter, criou uma força-tarefa, composta por representantes da Secretaria de Segurança, da Polícia Federal, do Comando Militar do Leste e da Polícia Rodoviária Federal. A primeira reunião do grupo acontece amanhã e, em pauta, estarão as ameaças relatadas por candidatos a prefeito e a vereador. (Págs. 1 e 3)
UE caçará sonegadores, que devem € 2 trilhões
Depois de aumentar impostos e cortar gastos e salários, a Europa, em crise, sai à caça de fraudadores e de fortunas escondidas do Fisco. A Comissão Europeia estima que € 2 trilhões escapam todos os anos dos cofres dos governos, por meio de evasão de impostos. A comissão, braço executivo da União Europeia, vai apresentar até o fim deste ano um plano de ação com medidas para combater a sonegação fiscal. (Págs. 1 e 15)
TCU: indício de sobrepreço em Jogos Militares
O Tribunal de Contas da União (TCU) detectou indícios de superfaturamento de R$ 2,6 milhões num contrato da organização dos Jogos Mundiais Militares para aluguel de mobiliário destinado às três vilas olímpicas. O evento, que ficou sob responsabilidade do Ministério da Defesa, foi realizado no Rio, de 16 a 24 de julho do ano passado. O TCU convocará os responsáveis para apresentarem defesa ou devolverem o que foi pago a mais. (Págs. 1 e 9)
Iaserj é desativado em meio a protestos
Policiais do Batalhão de Choque garantem transferência de pacientes do hospital

Em meio a protestos de funcionários, o estado começou a transferir, no fim da noite de sábado, 43 dos 54 pacientes internados no Hospital Central do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj), no Centro. O prédio que abrigou o Iaserj será demolido para permitir a construção do novo centro de pesquisas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que fica ao lado. A operação de transferência dos pacientes, que envolveu até policiais do Batalhão de Choque, estendeu-se até a manhã de ontem. (Págs. 1 e 10)
Conflito sírio é declarado guerra civil
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha declarou ontem que o conflito na Síria é uma guerra civil, no mesmo dia em que pelo menos 50 pessoas foram mortas em todo o país e uma dura ofensiva de tropas do governo combateu rebeldes em Damasco. O presidente Bashar al-Assad chamou os observadores das Nações Unidas de “levianos” e negou as acusações de massacre em al-Taremseh, onde mais de 200 teriam morrido na última quinta. (Págs 1 e 21)
Criminoso nazista achado em Budapeste
Considerado o criminoso nazista mais procurado do mundo, Laszlo Csatary, de 97 anos, foi localizado na Hungria, segundo o Centro Simon Wiesenthal, em Israel. Ele é acusado de cumplicidade na morte de 15.700 judeus na Segunda Guerra Mundial.

A extrema-direita francesa anunciou que vai processar Madonna. Em show em Paris, a cantora sobrepôs a imagem de Marine Le Pen à de uma suástica. (Págs. 1 e 22)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Pedágio será cobrado em qualquer distância em SP
Sistema com chip em rodovias estaduais forçará usuário a pagar até em trecho urbano

A cobrança eletrônica de pedágio que deve ser implantada nas rodovias estaduais privatizadas até 2014 levará motoristas a pagar para circular até nas regiões em que estradas são usadas como vias urbanas, informa José Benedito da Silva.
Entre os trechos tarifados estão, por exemplo, aqueles que ligam São Paulo ao aeroporto de Cumbica (rodovia Ayrton Senna) e a São Bernardo (Anchieta). No novo sistema, pórticos nas estradas farão a cobrança ao ler chips instalados nos carros. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Premiê chinês corta tributos para atrair investimentos
A China vai reduzir em até 50% os impostos sobre lucros de empresas estrangeiras, para incentivar o investimento direto no país. O premiê Wen Jiabao afirmou que a recuperação da segunda maior economia do mundo ainda não é estável.

As declarações vieram após o crescimento da economia apresentar, no último trimestre, o pior resultado em três anos. (Págs. 1 e Mundo A10)
Conflito piora e Cruz Vermelha decreta guerra civil na Síria
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha declarou ontem estado de guerra civil na Síria. A definição coloca civis e não envolvidos no conflito sob proteção de leis internacionais. A decisão da Cruz Vermelha é um marco nos 17 meses da revolta síria, em que protestos pacíficos deram lugar a crescente conflito armado. A ONU estima que mais de 10 mil pessoas já morreram no país. (Págs. 1 e Mundo A11)
CPI vai indiciar governador de Goiás, diz relator
O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), disse a membros da comissão que vai indiciar o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), no relatório que deverá entregar no fim de agosto. O documento apontará relações entre o governador e o consórcio Cachoeira-Delta. (Págs. 1 e Painel A4)
Contrato cifrado de convênio faz Justiça ressarcir despesa integral (Págs. 1 e Cotidiano C4)

Entrevista da 2ª: Kátia Abreu
Senadora ameaça deixar o PSD e já elogia Dilma

Protagonista da primeira crise do PSD, a senadora Kátia Abreu (TO) acusa o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de autoritarismo na intervenção em Belo Horizonte para que o partido apoie o PT. “Se esse centralismo não for superado, sinto dificuldade em ficar.”
Cortejada pelo PMDB de Michel Temer, a senadora elogia Dilma Rousseff. “Ela tem se mostrado isenta e com práticas de estadista”, diz. “A oposição precisa ser feita naquilo que for correto se opor, e não de forma sistemática, como uma empresa de demolição.” (Págs. 1 e A14)
Editoriais
Leia “Indústria x estagnação”, sobre a necessidade de reduzir a carga tributária, e “Obstáculos aéreos”, acerca de pouso no aeroporto de Congonhas. (Págs. 1 e Opinião A2)
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O Estado de S. Paulo

Manchete: Governo quer reduzir área de floresta conservada
A presidente Dilma pode tirar 1/3 da Flona do Jamanxim para resolver disputa de terras no Pará

A presidente Dilma Rousseff estuda tirar um pedaço da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim de até três vezes o tamanho da cidade de São Paulo para resolver a disputa de terras na região. Criada em 2006, a área de 1,3 milhões de hectares é a maior de um conjunto de unidades de conservação no sul do Pará que ajudaria a conter o avanço das motoserras na Amazônia. Ambientalistas veem na proposta o início do desmanche das unidades de conservação, cujo ritmo de criação despencou desde o início do governo Dilma. A Flona do Jamanxim abriga pastagens degradadas, além da produção de café, milho e arroz, onde, por lei, a única atividade econômica deveria ser o uso sustentável de produtos da floresta. (Págs. 1 e Vida A16)

1,3 milhão de hectares, é a área total da reserva Floresta Nacional de Jamanxim, no Sul do Pará, criada em fevereiro de 2006.
Não foi desta vez
Falta de quórum adia votação do pioneiro Marco Civil da Internet. (Págs. 1 e Link)
Cartão de crédito lidera calote dos brasileiros
No mês passado, 31% dos inadimplentes indicaram o cartão de crédito como o principal responsável por seis problemas financeiros, revela pesquisa de srviço de proteção ao crédito. O número é crescente. Em março, o índice era de 29% e, há seis meses, de 23%. As lojas não estão preocupadas porque a inadimplência está com os bancos e administradoras, segundo Emílio Alfieri, da Associação Comercial. Flávia Araujo se complicou com sua festa de casamento. "Peguei o marido, mas fui parar na lista de devedores". (Págs. 1 e Economia B1 e B3)

Bancos médios

O BC estuda medidas para destravar crédito de bancos pequenos e médios. (Págs. 1 e Economia B6)
PSB é o partido que mais cresce em número de candidaturas
O PSB foi o partido que mais cresceu em número de candidatos a prefeito desde as últimas eleições municipais, segundo o EstadãoDados. Este ano, vai disputar uma em cada cinco prefeituras do País, 14% a mais que em 2008. No total , são 1.044 candidatos do partido socialista. O PT também cresceu. São 8% a mais do que em 2008, ultrapassando o PSDB em números absolutos. Mesmo com queda de 16%, o PMDB mantém o maior número de candidatos. O pior desempenho é do DEM, que perdeu 42% das candidaturas. O PSD estreia com mais de mil candidaturas. (Págs 1 e Nacional 4)
Roger Agnelli volta à cena, dono de sua própria holding
Mais informal, mas não menos ambicioso, Agnelli fala de sua vida e dos negócios, desde a saída da Vale, há um ano. Conta os planos para investir em mineração, portos e em combustível para aviões. (Págs. 1 e Negócios)
Rebeldes atacam Damasco após dias de violência
Rebeldes sírios atacaram Damasco, reduto leal ao ditador Bashar Assad, e intensificaram os conflitos. O fim de semana deixou 140 mortos pelo país. (Págs. 1 e Internacional A10)
Carlos A. Sardenberg
Não é adivinhação

Tem arte, mas tem muita ciência - e muita matemática - na elaboração das análises econômicas. E, sim, há boas e más análises, mais ou menos competentes. (Págs. 1 e Economia B2)
Marco Antônio Rocha
O futuro das crianças à espera

Com o devido respeito, sra.presidente, se o PIB não cresce, ou decresce, fica difícil para a Nação fazer mais por suas crianças, adolescentes, adultos e idosos. (Págs. 1 e Economia B2)
Notas & Informações
O bom exemplo do Exército

O trabalho competente e sério realizado por uma instituição cuja missão não é tocar canteiros de obras. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense

Manchete: R$ 1 trilhão só para pagar aposentados
A lei que vai fechar o ralo do pagamento das aposentadorias aos servidores públicos deve começar a valer no fim do ano, mas os efeitos serão demorados. Enquanto isso, o governo calcula que o volume de gastos com os benefícios chegará à casa dos 13 dígitos em 30 anos. (Págs. 1 e 8)
Servidores começam a acampar na Esplanada
Grevistas de 26 categorias do funcionalismo público ocupam a partir de hoje a área dos ministérios para pressionar o governo a conceder reajustes salariais. (Págs. 1 e 7)
Crise: China dá sinal de alerta
O anúncio pessimista do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, de que a recuperação econômica de seu país “não é estável” deve causar forte impacto na economia brasileira. (Págs. 1 e 9)
Governador busca parceiros no Oriente (Págs. 1 e 18)

Ditadura: “Estou atônita”, diz jornalista
Correspondente do New York Times nos anos de chumbo, Marvine Howe disse ao Correio que não fazia ideia de que o regime militar brasileiro a considerava inimiga do Estado. (Págs. 1 e 4)
Intensos combates nas ruas de Damasco
Depois de 16 meses de conflito entre rebeldes armados e tropas do governo, os enfrentamentos avançaram sobre a capital da Síria, até então considerada segura. Observadores relatam os mais violentos choques desde o início da revolta. (Págs. 1 e 13)

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Valor Econômico

Manchete: Senadores procuram reabrir ‘Refis da Crise’
A desaceleração da economia abriu a oportunidade para que parlamentares pegassem carona na Medida Provisória nº 574 e tentem reabrir o “Refis da Crise”, um programa de parcelamento de dívidas de impostos federais. Desta vez, o prazo de pagamento, de 30 anos, é ainda mais atrativo: chega ao dobro do previsto pelo Refis original de 2009. Se o passado serve de norte, é grande a chance de aprovação de mais um programa desse tipo pelo Congresso — é isso que tem ocorrido rigorosamente a cada três anos.

O “Refis da Crise” teve a adesão de 561.915 contribuintes, com 387.550 pessoas jurídicas e 174.365 pessoas físicas. Como se tornou praxe, a maioria dos interessados deixou de pagar os débitos e hoje um pouco mais de 200 mil permanecem no programa. A Receita prepara uma nova rodada de exclusão. (Págs. 1 e A5)
Retração faz Braskem adiar novos projetos
A contração econômica global atingiu em cheio o setor petroquímico e afetou os planos de expansão da Braskem. Três empreendimentos, com investimentos de R$ 1 bilhão, deverão ser adiados, na expectativa de um cenário melhor em 2013. Nessa situação estão dois projetos de resinas verdes: a construção da primeira fábrica de polipropileno à base de etanol e uma unidade de polietileno com a mesma matéria- prima renovável. Além delas, a companhia estudava erguer uma planta de polipropileno convencional (à base de nafta) na Bahia. A prioridade agora será o aumento da capacidade das unidades em operação e a modernização do parque petroquímico, diz Carlos Fadigas, presidente da Braskem. (Págs. 1 e B7)
Captações externas caem 27% até junho
As captações externas brasileiras atingiram US$ 30,6 bilhões no segundo semestre, uma queda de 27% sobre igual período de 2011. A maior parte delas foi realizada no primeiro trimestre e só US$ 6,5 bilhões no segundo. O problema não foi apenas de falta de oportunidades. As empresas estão cautelosas e sem grande necessidade de recursos, já que não estão investindo.

O segundo semestre pode ser melhor. A Pimco, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, estima a emissão de US$ 150 bilhões em papéis de países emergentes. Do total latino-americano, espera-se que 50% venham para o Brasil. (Págs. 1 e C1)
Fotolegenda: A caminho do mar
Com pedidos de R$ 536 milhões, o estaleiro STX Promar contrata em setembro 500 do total de 1,5 mil empregados para a produção de 8 navios gaseiros, diz Waldemiro Arantes Filho. (Págs. 1 e B8)
Piora o clima para empresas brasileiras na Bolívia
No momento em que as relações entre Brasil e Bolívia estão estremecidas por conta do asilo concedido por Brasília ao senador boliviano de oposição Roger Pinto, empresas brasileiras relatam dificuldades para fazer negócios no país vizinho e se dizem vítimas de perseguição. “As empresas que têm interesses na Bolívia estão em situação muito frágil”, disse ao Valor uma fonte do governo brasileiro, que apontou ao menos três companhias que já vinham tendo problemas para fazer negócios no país e cuja situação piorou nos últimos dias: a Máquinas D’Andrea, acusada de superfaturamento na venda de equipamentos para uma fábrica de papel, e as construtoras OAS e Petra, que tiveram contratos anulados para a construção de rodovias.

Na quarta-feira, Waldec Nogueira, diretor da Petra, viveu uma situação kafkiana. Ele fugiu do país após ter conhecimento de que poderia ser preso, mesmo sem saber do que estava sendo acusado. “Eu comecei a receber telefonemas estranhos, de pessoas do governo querendo saber onde eu estaria nos próximos dias e o que iria fazer”, contou. (Págs. 1 e A8)
Banco estrangeiro reduz provisão
Donos de aproximadamente 17% dos ativos de crédito do sistema financeiro no Brasil, os bancos privados de controle estrangeiro nunca operaram com diferença tão estreita entre inadimplência e volume de provisões para risco de calote. No fim de maio, a folga estava em apenas 10%. Nos bancos privados nacionais, a margem era bem maior — as provisões superavam em 41% o volume das operações com pagamentos em atraso há mais de 90 dias. A melhor situação era a dos bancos públicos, com folga em torno de 107%.

Os bancos estrangeiros já trabalharam com folga bem maior. Em dezembro de 2008, por exemplo, a diferença era de cerca de 51%. Alvir Hoffmann, ex-diretor de fiscalização do Banco Central, acha que a explicação mais plausível é a crise mundial. Bancos estrangeiros passaram a fazer menos provisões não obrigatórias para enviar mais lucros a suas matrizes. (Págs. 1 e C11)
Investidor brasileiro é desconfiado
Os brasileiros desconfiam de conselhos e são muito conservadores quando se trata de investimentos. É o que mostra pesquisa sobre hábitos financeiros feita pela consultoria Nielsen com 28 mil internautas em 56 países. Depois de décadas com as mais altas taxas de juros do mundo, os brasileiros ficaram “viciados” em retorno alto e baixo risco. Na hora de tomar decisões sobre finanças e investimentos, 42% dos entrevistados disseram confiar apenas em si mesmos. Há ainda os que dizem não refletir muito. Tomam decisões por impulso, sem muito conhecimento. São 7% no Brasil, o maior índice da América Latina. (Págs. 1 e D1)
Transgênico leva Monsanto e DuPont a disputa bilionária
Monsanto e DuPont, as duas maiores companhias de sementes do mundo, travam em um tribunal de St. Louis, no Missouri, disputa bilionária em torno da franquia mais bem-sucedida desde o início dos transgênicos na agricultura, a soja Roundup Ready (RR). O gene está presente em 95% da soja dos Estados Unidos e em quase 90% das plantações no Brasil.

O processo está carregado de pesadas acusações de lado a lado. A Monsanto, que desenvolveu a tecnologia, acusa a rival de infringir a patente que protege a soja RR e pede uma indenização estimada em mais de US$ 1 bilhão. A DuPont questiona a validade da patente e acusa a concorrente de enganar o Escritório de Patentes e Marcas dos EUA durante o processo de registro. (Págs. 1 e B12)
Toffoli diz sentir-se ‘isento’ para julgar o mensalão
A relação com o PT determinou a rápida ascensão de José Antonio Dias Toffoli ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas pode agora tirá-lo de um dos julgamentos mais importantes da história da Corte, o processo do mensalão.

Ex-advogado da campanha que levou Lula à Presidência, Toffoli sente-se “absolutamente isento para julgar”. “Vai ser minha decisão, minha consciência”, diz. Ele chegou ao STF sem tese de pós-graduação ou uma grande obra acadêmica e com duas reprovações em concursos para juiz de primeira instância. Tem se mostrado um ministro mais apegado à letra da lei, sem se afastar da jurisprudência do Tribunal. É o chamado juiz legalista, relativamente previsível, segundo advogados que atuam na Corte. (Págs. 1 e A12)
Impasse ronda reunião entre Brasil e Estados Unidos sobre a disputa do algodão (Págs. 1 e A2)

Meta da ALL é ter fluxo de caixa positivo, diz Pelleissone (Págs. 1 e B1)

Metas para os aeroportos
Os aeroportos que vão atender a demanda da Copa e que permanecem sob gestão da Infraero passarão a ter metas de eficiência, com prazos menores para check-in, controle de imigração e entrega de bagagens. (Págs. 1 e A3)
Cervejas especiais avançam no RS
Mais conhecido como principal produtor de vinhos do país, o Rio Grande do Sul assiste a uma multiplicação de microcervejarias. Principal entrave à atividade é a carga tributária. (Págs. 1 e B5)
Noma entra na RodoLinea
A fabricante de carrocerias Noma terá participação, ainda não definida, na RodoLinea, que também produz implementos rodoviários. Com o acordo, a empresa aumenta sua participação no segmento de carretas para o transporte de cana. (Págs. 1 e B7)
Mineração mais automatizada
O avanço da automação na mineração brasileira — em 2000,5% das lavras eram automatizadas e, hoje, 25% — impulsiona os negócios da Devex, líder do segmento, que deve crescer 42% neste ano. (Págs. 1 e B8)
Tecnologia na xícara
O Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, responsável pelo maior programa de pesquisas sobre o grão no mundo, desenvolve tecnologias que em breve estarão à disposição do produtor. “Variedade tolerante à seca deve estar no mercado em cinco anos”, diz Gabriel Bartholo. (Págs. 1 e B11)
Contêineres no transporia de grãos
O desequilíbrio no fluxo comercial entre Brasil e China abriu espaço para que cargas agrícolas brasileiras, normalmente exportadas a granel, sejam embarcadas em contêineres, em geral usados no transporte de mercadorias de maior valor agregado. (Págs. 1 e B12)
Escândalos abalam a 'City'
Sucessão de escândalos no setor bancário e recente episódio de manipulação da taxa Libor abalam reputação do mercado londrino, que corre o risco de perder seu status de principal centro financeiro do mundo. (Págs. 1 e C12)
Conectados ao trabalho
Pesquisa da consultoria Emerson Network Power com 800 profissionais de TI em 11 países, inclusive no Brasil, mostra que o tempo médio à disposição da empresa chega a 119 horas por semana, quase o triplo da jornada normal de trabalho. (Págs. 1 e D3)
Justiça impede uso da marca Tupi
Tribunal de Justiça de São Paulo confirma sentença que impede um grupo paulista de telecomunicações de usar a marca Tupi. A decisão favorece a Rádio Tupi, do Rio, dona do nome desde 1950. (Págs. 1 e E1)
Ideias
Sergio Leo

Questionar o Legislativo e a Suprema Corte paraguaia é um passo novo para a diplomacia brasileira. (Págs. 1 e A2)

Luiz Carlos Mendonça de Barros

Quando o pesadelo que vivemos hoje passar, os analistas e os investidores vão acordar para um mundo diferente. (Págs. 1 e A11)
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sábado, julho 14, 2012

EDITORIAL [In:] ''O DIA VAI PASSANDO, A TARDE VEM/ E PELA NOITE EU ESPERO..." **

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Atualizado: 14/07/2012 03:06 | Por RUBENS SANTOS , ESPECIAL PARA O ESTADO / GOIÂNIA, estadao.com.br

Demóstenes terá de explicar a MP 'fatos da Monte Carlo'

A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Goiás (MPE) instaurou processo disciplinar contra o ex-senador Demóstenes...

A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Goiás (MPE) instaurou processo disciplinar contra o ex-senador Demóstenes Torres. De acordo com nota publicada ontem no site do órgão, será investigada uma "eventual infringência de dever funcional" do procurador, que teve o mandato de senador cassado pelo Congresso na quarta-feira.

O Ministério Público goiano quer que Demóstenes explique "fatos trazidos a lume pela chamada Operação Monte Carlo". Requerimento para ter acesso a documentos do Senado e da Procuradoria-Geral da República já foi enviado para Brasília. Ainda segundo a nota oficial do órgão, o procedimento tem caráter sigiloso e visa à "coleta criteriosa de elementos seguros para delimitar o objeto da apuração".

Após ser cassado pelo plenário do Senado, Demóstenes reassumiu anteontem suas funções de procurador de Justiça no MP - o ex-senador estava licenciado desde 1999, quando deixou o Ministério Público para ocupar o cargo de secretário de Segurança Pública e Justiça de Goiás.

Licença. Mas Demóstenes Torres ainda não apareceu para trabalhar na sua antiga sala, no terceiro andar. Ele pediu licença de cinco dias, para fazer a mudança de Brasília. 

Demóstenes também vai usar esse período para estudar um possível recurso no Supremo Tribunal Federal e tentar reaver seu mandato no Senado.

No Ministério Público - com 300 funcionários, entre promotores e procuradores -, há três linhas de avaliação sobre o futuro do senador cassado: destituição do cargo; manutenção de seus direitos; ou uma advertência, sem perda da função de procurador de Justiça.

O Estado solicitou à assessoria de imprensa do MP informações oficiais sobre outros benefícios a que Demóstenes terá direito, mas não obteve resposta.

O senador cassado é membro do Ministério Público desde 11 de maio de 1987 e, apesar de ter perdido o mandato no Senado, ainda não há impedimento legal para que assuma o cargo na 27.ª Procuradoria de Justiça. De acordo com o Portal da Transparência do MP-GO, sem os benefícios específicos aos quais cada procurador tem direito, o salário do cargo é de R$ 24.117,62 - inicialmente, o MP havia informado que os vencimentos somariam R$ 22 mil.
Considerado até março por colegas de Senado como um dos principais quadros do Congresso e cogitado até para uma eventual candidatura à Presidência da República nas eleições de 2014, Demóstenes foi cassado por causa de suas relações com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele é o segundo senador cassado na história do País por quebra de decoro parlamentar - o primeiro foi Luiz Estevão.
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(*) ROTINA. Roberto Carlos.

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