A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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quinta-feira, fevereiro 07, 2013
"¿POR QUÉ NO TE CALLAS?" *
PSB desautoriza Lula a envolver partido na sucessão de 2014
Autor(es): Maria Lima |
| O Globo - 07/02/2013 |
Eduardo Campos diz que hora é de obras e não de montar palanque
BRASÍLIA Do projeto político do PSB para 2014, cuida o PSB. O aviso foi dado ontem por interlocutores do governador pernambucano e presidente do PSB, Eduardo Campos. Enquanto o ex-presidente Lula, como articulador do PT, traça todo tipo de cenário com o intuito de tirá-lo da disputa com a presidente Dilma Rousseff, inclusive acenando com o escanteio de Michel Temer e do PMDB na chapa para acomodá-lo como vice em 2014, o governador madrugou ontem em Brasília para se reunir com a cúpula do partido e traçar sua própria estratégia e um plano de trabalho político para 2013.
Como Lula, que pretende retomar suas caravanas pelo país em maio, e Dilma, que já está na estrada, Eduardo Campos percorrerá estados brasileiros a partir de abril, para participar de seminários e debates com setores diversos da sociedade sobre o que pode ser o embrião de um programa de governo. Nas reuniões internas do partido, estes encontros já foram batizados de "Diálogos do Desenvolvimento". E os objetivos começam a ser traçados: além do novo federalismo, propor políticas de industrialização e geração de empregos que possam tirar mais rapidamente os pobres da dependência dos programas assistenciais, marca do governo petista.
Eduardo Campos não admite que esteja numa espécie de pré-campanha. Todo esforço, diz, é para consolidar o crescimento do partido. Mas nas reuniões de ontem com o comando do PSB ficou claro o desconforto dele e de outros dirigentes com o que classificam, reservadamente, como uma tentativa de Lula de atropelar e tumultuar o jogo.
O governador chegou a Brasília às 3h30m da madrugada e teve um café da manhã com colegas da Executiva. Nas conversas políticas, Eduardo Campos mostrou estranheza com as articulações de Lula sem que o ex-presidente tenha falado com ele. À tarde, após sair de uma audiência no Ministério do Planejamento, disse ao GLOBO:
- Não discuti 2014 com ninguém. Tudo que o Brasil não precisa agora é ficar montando palanque e chapa. Podemos ter em 2014 um ano melhor que 2013, mas primeiro precisamos ganhar 2013. O que precisamos montar agora é canteiro de obras, gerar empregos.
À provocação de que petistas tentam empurrar sua entrada na corrida presidencial para 2018, Eduardo Campos joga a cabeça para trás e responde com um sorriso silencioso de quem quer dizer: não posso esperar tanto tempo. Diplomático e cuidadoso, não diz que sim nem que não. Seus colegas de partido, no entanto, estão autorizados a falar.
- Respeitamos o presidente Lula e não temos como controlar o que ele fala. Mas nosso compromisso é o de fortalecer nosso partido. E o nosso propósito, claro, é fortalecer nosso principal líder: Eduardo Campos - afirmou Carlos Siqueira, integrante da Executiva Nacional do PSB, após a reunião com o governador.
A avaliação feita entre os integrantes da Executiva é que o PSB capitalizou politicamente as eleições para os presidentes do Congresso, saindo em vantagem em relação ao PT e ao PSDB, que se aliaram para eleger Renan Calheiros (PMDB-AL) presidente do Senado, e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara. O PSB bancou a candidatura de Júlio Delgado (PSB-MG) na Câmara, contra o favorito Henrique Alves - apoiado por 20 partidos governistas e de oposição -, que obteve surpreendentes 165 votos.
- A votação de Júlio Delgado só não foi melhor porque não ganhou - comentou Eduardo Campos, rindo muito.
Ele disse que não falaria sobre a participação do PSDB no processo, mas ressaltou que o PSB teve uma posição muito clara em defesa da renovação e do fim da velha maneira de fazer política:
- Na Câmara, disputamos com um candidato jovem, que representava a renovação. Tivemos uma votação muito bonita, que surpreendeu muita gente. Lá, expressamos uma posição muito clara em defesa da renovação do jeito de fazer política. Não foi possível vencer. Mas se plantaram ali ideias para o futuro.
Alfinetando o pré-candidato tucano em 2014, Aécio Neves (PSDB-MG) - que no Senado defendeu o voto em Pedro Taques (PDT-MT), mas não fez discurso no dia da eleição -, Campos lembrou que os quatro senadores do PSB subscreveram um documento público defendendo a renovação e foram à tribuna contra Renan Calheiros.
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(*) ¿Por qué no te callas? (espanhol para "Por que não te calas?") foi uma frase dita pelo rei Juan Carlos de Espanha ao presidentevenezuelano Hugo Chávez durante a XVII Conferência Ibero-Americana, realizada na cidade de Santiago do Chile, no final de 2007. "Link'' do vídeo via ''youtube'' abaixo.
--- http://youtu.be/wCcfYwGxocs http://youtu.be/VAmz8MNZdlk -------------------------- |
"FREUD" EXPLICA !
Gurgel manda MPF em Minas apurar denúncia de Valério contra Lula
Autor(es): Carolina Brígido |
| O Globo - 07/02/2013 |
Operador do mensalão disse que ex-presidente se beneficiou de esquema
BRASÍLIA
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ontem ao Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF) trechos do depoimento de Marcos Valério que acusam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de envolvimento com o mensalão. Gurgel quer que o caso seja investigado junto com outros processos sobre o assunto que tramitam na Justiça de Minas Gerais. Caberá aos procuradores no estado avaliar se há suspeita contra Lula que justifique transformá-lo em alvo de inquérito ou processo judicial.
- Nós constatamos que lá (em Minas) já existe um procedimento decorrente de um desmembramento determinado pelo ministro Joaquim Barbosa que trata de assunto relacionado ao mensalão, mas não foi compreendido na ação penal 470. Provavelmente será juntado a um procedimento relacionado ao esquema do mensalão - afirmou o procurador-geral depois da cerimônia de posse de Sérgio Kukina como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na semana passada, Gurgel informara que o documento a ser enviado à primeira instância tinha "três ou quatro páginas". O caso não foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) porque Lula não tem direito a foro especial, por não ocupar mais o cargo público.
Valério prestou depoimento em setembro do ano passado à Procuradoria Geral da República (PGR). Como o julgamento do processo do mensalão já estava em curso, não foi possível inserir o novo fato à investigação.
No depoimento, divulgado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", Valério cita dois pagamentos que ele teria feito a Freud Godoy, então assessor da Presidência da República. A CPI dos Correios comprovou o depósito de R$ 98,5 mil de Marcos Valério para a empresa Caso, de propriedade de Godoy. A CPI também detectou um pagamento feito pela SMP&B, uma das agências de publicidade de Valério, à empresa de Godoy.
Valério também teria dito em depoimento que Lula autorizou a operação na qual o PT se beneficiou de empréstimos concedidos pelos bancos Rural e BMG às empresas do lobista. Para o Supremo, os empréstimos serviram de mecanismo fraudulento para permitir o funcionamento do esquema criminoso.
O operador do mensalão teria procurado a PGR após ser condenado pelo STF a 40 anos, dois meses e dez dias de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no processo do mensalão. Em troca do novo depoimento e de mais informações sobre o esquema, Valério queria obter proteção e redução da pena. Ele ainda pode conseguir a condição de protegido, mas não obteve a redução da pena.
Por meio da assessoria, o Instituto Lula informou que não se pronunciaria sobre o assunto.
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SIMBÁ, O MARUJO (Título de filme)*.
PT quer controle do Conselho de Ética
Autor(es): Por Caio Junqueira | De Brasília |
| Valor Econômico - 07/02/2013 |
O PT já se articula para controlar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, órgão que deverá analisar os processos contra os deputados condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão.
Os petistas conversaram sobre o assunto com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), responsável pela nomeação da presidência do órgão. Ele sinalizou que nenhuma decisão será tomada sem o aval do PT da Câmara.
Os petistas ainda não sabem o que é melhor: colocar no comando do Conselho um integrante de sua bancada ou um aliado de confiança. Se prosperar a tese de o PT assumir, a tendência é de que o escolhido seja o deputado Sibá Machado (AC).
Ele é considerado dentro da bancada como de extrema confiança para cumprir a missão de coordenar os processos de cassação dos condenados pelo STF, José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MS) e Valdemar Costa Neto (PR-SP).
Em 2003, quando Sibá assumiu a vaga de suplente da então senadora petista Marina Silva, ele viria a cumprir função semelhante a que se prepara para ele agora dois anos depois, ao participar da CPI dos Correios, que investigou o mensalão. Ao Valor, Sibá confirma a sondagem: "Se for do interesse partidário, eu assumo a função."
Integrantes do PT, porém, temem uma reação negativa em uma aberta articulação para colocar um dos seus quadros nos comandos dos trabalhos. O que abriria espaço para um aliado de confiança, que poderia ser dos outros dois partidos envolvidos, PP e PR.
O problema é que o deputado Ricardo Izar (PSD-SP) está em campanha para assumir o Conselho de Ética, com a promessa de rigor na condução dos trabalhos. "É um órgão importante que infelizmente não tem atuado da forma como se espera", disse Izar.
Os petistas não querem que ele assuma. Alegam, por um lado, que ele é filho de Ricardo Izar, deputado já falecido que coordenou os trabalhos do conselho durante o mensalão, com extremo rigor. Além disso, Izar tem defendido, para arrepio dos petistas, que não haja mais necessidade de relatório preliminar antes de o processo tramitar na Casa. Assim, o julgamento seria mais rápido. Seria votado diretamente no órgão e depois no plenário.
Já a Comissão de Finanças e Tributação, também muito importante na Casa, deve ser mantida com o PMDB de Minas Gerais. O mais cotado para assumir o posto é o deputado João Magalhães (MG), mas Leonardo Quintão e Mauro Lopes também podem se apresentar na disputa. O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), disse que a indicação do nome cabe à bancada de Minas. "Vai ser do PMDB de Minas porque é a maior bancada e porque me apoiou."
Ele afirmou que nem mesmo o fato de o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ter feito acordo para entregar a comissão ao deputado Guilherme Campos (PSD-SP), será empecilho para que o PMDB-MG assuma seu comando. "Quem fez o acordo foi o Henrique, não fui eu." Cunha também anunciou a distribuição de funções na bancada. O deputado Manoel Júnior (PB) cuidará das relações com o governo; Júnior Coimbra (TO) das comissões permanentes; Danilo Forte (CE) das comissões mistas; Eliseu Padilha (RS) do plenário; e Giroto (MS) do Orçamento.
O ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e os deputados federais José Genoino e João Paulo Cunha foram as estrelas ontem da festa de comemoração dos 60 anos de militância do ex-deputado Ricardo Zarattini, na Casa de Portugal ontem em São Paulo. Dirceu, Delúbio, Genoino e João Paulo discursaram e foram aclamados por uma plateia de deputados, prefeitos, secretários municipais, dirigente petistas e militantes.
Os condenados no mensalão distribuíram beijos e abraços, posaram para fotos, seguraram a bandeira do PT. Dirceu chegou a arriscar passinhos de dança, enquanto uma banda tocava ao vivo. A festa foi regada a cerveja, refrigerantes e salgadinhos. Ao discursar, com a voz enrolada, Delúbio disse que "a experiência do mensalão" ajudará o PT a superar dificuldades e afirmou que o partido é alvo de uma "luta de classes". (Colaborou Cristiane Agostine, de São Paulo).
--- (*) Os Trapalhões [Didi, Dedé, Muçum (Mussum) e Zacarias]. --- |
QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Até ontem, para atender ao PT, que o ajudou a se eleger, Henrique Eduardo Alves dizia que caberia à Câmara decidir sobre o mandato dos condenados pelo Supremo. O discurso mudou após reunião com Joaquim Barbosa
Após se reunir com o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, o novo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mudou de tom e afirmou que não vai se insurgir contra a decisão do tribunal sobre a cassação dos mandatos dos parlamentares condenados pelo mensalão. “Não há hipótese de não se cumprir a decisão do Supremo. Não há confronto”, disse Alves. Até ontem, ele afirmava que a palavra final caberia à Câmara. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao Ministério Público Federal em Minas as denúncias de Marcos Valério contra Lula. (Págs. 1 e 3)
O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), afirmou ontem que a possibilidade de a Casa não cumprir determinação do STF sobre a perda de mandato dos quatro deputados condenados no mensalão é “zero”. “Não há a menor possibilidade. Não há hipótese de não cumprir a decisão do Supremo”, disse o peemedebista. “Nós só vamos fazer aquilo que o nosso regimento determina que façamos: finalizar o processo. Não há confronto.” O tom conciliatório foi adotado durante visita ao presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. Em sua posse, na terça-feira, Alves havia defendido que a palavra final ficasse com os parlamentares. Os deputados condenados pelo STF são João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP), José Genoino (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT). Agora, a estratégia da nova Mesa Diretora da Câmara é apostar na demora do Supremo em enviar os pedidos de cassação. (Págs. 1 e Nacional, A4)
Para analistas e representantes do setor, indústrias, agricultores e governo precisariam investir R$ 10 bilhões para zerar o déficit atual e até R$ 29 bilhões para acompanhar o crescimento da produção na próxima década. (Págs. 1 e B16)
Deu certo. Pouco mais de seis anos se passaram e Neymar é hoje o melhor e o mais bem pago jogador do país. Segundo estimativas do mercado, ganha cerca de R$ 3 milhões por mês, sendo 8% como jogador e 92% com sua imagem. (Págs. 1 e B5)
Para analistas, a saída de Mangoni evidencia a confusão no comando da filial brasileira. A empresa tem perdido rapidamente receita com telefonia fixa, na qual começou a apostar no fim de 2009, com a compra da Intelig. E a receita líquida com serviços cresce em ritmo cada vez menor: só 1,1% no último trimestre do ano passado, em relação a igual período de 2011, mesmo com aumento de 10% na base de usuários, para 70,3 milhões. Com o recuo na telefonia fixa, a Telecom Italia decidiu voltar a centrar o foco na telefonia móvel e na banda larga de alta velocidade. No Brasil, começou a reunir as redes da TIM Celular, Intelig e TIM Fiber em um só negócio. (Págs. 1 e B3)
Além de ter feito os estudos de sete novos lotes de rodovias federais que serão transferidos à livre iniciativa, a EBP foi autorizada a preparar a modelagem para a concessão dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG). A Secretaria de Portos também já obteve autorização do Planalto, segundo apurou o Valor, para entregar à EBP a responsabilidade pelos estudos das concessões no setor e dos arrendamentos de 95 terminais. (Págs. 1 e A3)
Em Salvador, a agência responsável pela captação para o Carnaval arrecadou R$ 17,7 milhões neste ano, 6% mais que no ano passado. Acredita, no entanto, que o modelo atual de captação está próximo do esgotamento. (Págs. 1 e B4)
Segundo o projeto de lei que muda a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhado ontem ao Congresso, o desconto adicional no superávit primário será por conta das desonerações tributárias já feitas e a fazer ainda neste ano. Como a LDO já permite ao governo reduzir a meta fiscal em até R$ 45,2 bilhões com os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), se o projeto for aprovado o desconto subirá para R$ 65,2 bilhões. (Págs. 1 e A4)
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
''NÃO SE PODE SERVIR A DEUS E A MAMON'' *
(...) A LEMBRAR: ''O ÚLTIMO QUE SAIR APAGUE A LUZ'' *
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Eu não aceito!
- A ética não é a lei. A lei está escrita no bronze ou no papel, mas a ética está inscrita na consciência ou no coração.
Eu não posso aceitar um conluio de engravatados que vivem como barões as custas do meu árduo trabalho.
Entrementes, a “esquerda” tenta desmoralizar a Justiça porque não aceita limites nem admite abdicar de sua onipotência.
'AQUELLOS OJOS VERDES'
Quem sabe faz a hora
Dora Kramer - Dora Kramer |
| Autor(es): Dora Kramer |
| O Estado de S. Paulo - 06/02/2013 |
Para quem esperava de 300 a 400 votos, como dizia às vésperas da eleição a cúpula do PMDB, os 271 votos que fizeram de Henrique Eduardo Alves presidente da Câmara mostraram a existência de um espaço de discordância. Inútil na dinâmica interna, pois não retira a legitimidade da escolha, o resultado aquém da expectativa põe um tijolo, na construção da estratégia do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para se diferenciar junto ao público externo. Sem alardes nem confrontos, conseguiu atrair 165 votos para o deputado Julio Delgado, candidato do PSB. Sem eles, o candidato oficial do PMDB poderia até ter ultrapassado a previsão mais otimista. Campos não assumiu o patrocínio da candidatura de Delgado. Nem precisava. Deixou que "passasse" na Câmara como iniciativa da bancada do partido, que obviamente teria recuado a um simples sinal dele, e no Senado atuou de forma explícita na orientação dos quatro votos do PSB contra Renan Galheiros. Não alterou o resultado, não comprou briga com ninguém, andou com equilíbrio na corda bamba de quem é da base governista e, para todos os efeitos, um soldado do projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Candidato a vice na chapa? Só se mudar de ideia e desmentir o que vem dizendo: "Não tenho temperamento para vice". Por intermédio do candidato do PSB Campos pôde se fazer representar na tribuna no discurso de condenação "às práticas que envergonham o Parlamento" e que são condenadas pelo público pagante. Isso lhe rende votos para uma eleição futura? Serve como credencial automática para 2014? Dá a visibilidade de que necessita para além das fronteiras de Pernambuco? Tem repercussão forte o bastante fora do mundo político? Afasta Campos do governo? Nada disso ocorre necessariamente nem de imediato, mas o conjunto de atitudes vai compondo uma atmosfera de alternativa e preparando um terreno que, mais à frente, pode ou não ser usado como arena eleitoral. Eduardo Campos nesse episódio fez exatamente o contrário do que fazem os tucanos em sua trajetória paulatina de desconstrução de imagem. Tinham uma posição mais confortável que o pernambucano, pois, sendo de oposição, não estariam presos a compromissos com o governo. Trocaram a chance de fazer um gesto de afirmação partidária pelo pragmatismo em seu sentido mais deletério, associando-se à tese de que a mão suja faz parte da atividade política. Na Câmara o PSDB aderiu ao pacto bilateral entre PT e PMDB para não ficar sem assento na Mesa Diretora e no Senado o partido foi ambíguo: orientou voto em Pedro Taques, deu votos a Calheiros. Seu pretendente à Presidência da República, Aécio Neves, omitiu-se durante a votação em que até pemedebistas apontaram a anomalia contida naquela eleição. Entre inúmeras, perderam mais uma. Confinado. Circular por aí normalmente já se sabia que o senador Renan Calheiros não poderia. Vários colegas dele por muito menos o fazem com receio de ouvir desaforo. Tampouco pareceu que a restrição de movimentos fosse um problema para Calheiros. Protestos também não o abalam. Interessava-lhe apenas voltar à cadeira mais poderosa do Senado e desfrutar de suas prerrogativas. O que não se sabia é que Calheiros não pode circular nem pelas cercanias do Congresso. Pelo visto, não é exagero supor que fique difícil para ele vencer os poucos metros que separam o gabinete da presidência do plenário sem se arriscar a deparar com algum grupo de visitantes disposto a repetir os adjetivos a ele dirigidos por manifestantes ao pé da rampa do Congresso que preside: "Ladrão", "safado", "sem vergonha". Ouviu, sorriu e foi em frente com a leveza dos que não têm nome nem reputação a zelar. |
QUEM LÊ TANTA NOTICIA?
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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A presidente da Petrobras, Graça Foster, fez ontem uma previsão pessimista para os próximos meses: “O ano de 2013 vai ser muito mais difícil”, afirmou. Ela falou um dia depois de a companhia divulgar queda de 36% no lucro e de 2,35% na produção em 2012. Ainda ontem, as ações da empresa caíram 8,29% e a Petrobras encerrou o pregão com o menor valor de mercado desde a megacapitalização de 2010: R$ 224,830 bilhões. Em pouco mais de um mês, a perda chegou a R$ 30 bilhões. De acordo com Graça Foster, um dos motivos para a queda do lucro é a defasagem entre os preços da gasolina. e do diesel importados e os de revenda interna. Como a produção é insuficiente, a empresa tem de comprar combustíveis no exterior. Os recentes reajustes,de 6,6% da gasolina e de 5,4% do diesel, segundo ela, propiciarão “melhoria de caixa”, mas “não o suficiente para dar o conforto da paridade” de preços. O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que não é oportuno falar em novo aumento, mas admite que a tendência é acompanhar de perto as cotações internacionais. (Págs. 1 e B1 economia)
Depois de um período de “diferenças” entre Washington e Brasília no governo Lula, a relação bilateral será “elevada a um novo status” com Dilma Rousseff e o novo secretário de Estado americano, John Kerry, disse Thomas Shannon ao repórter Roberto Simon. (Págs. 1 e A8 internacional)
A Petrobras paga um preço devastador pela sujeição aos interesses político-partidários do Planalto. (Págs. 1 e A3)
Hoje, a estatal praticamente não tem milho e feijão em seus armazéns e conta com apenas 756 mil toneladas de arroz, suficientes para um mês de consumo. O governo iniciou uma ofensiva para coordenar as expectativas do mercado. Na segunda- feira, no Paraná, a presidente Dilma Rousseff afirmou que não faltará financiamento para a agricultura neste ano. “Se gastarem o dinheiro, terá mais. O que gastarem, nós cobrimos”.
Ontem, a presidente disse que o governo estuda desonerar integralmente a cesta básica dos tributos federais. Isso deverá ocorrer ainda neste semestre e teria impacto direto de 0,3 ponto percentual no IPCA, podendo chegar a 0,44 ponto com os efeitos indiretos, segundo cálculos da consultoria LCA.
Na avaliação da Presidência da República, o Ministério da Agricultura não agiu no momento adequado para a aquisição de estoques. Agora, no curto prazo, não há condições de reforçá-los. Por isso, a Conab decidiu que vai aumentar o preço mínimo do feijão e da farinha de mandioca para incentivar o plantio. O feijão carioca, variedade mais consumida no país, subiu 31,53% em 2012 e o feijão preto, 44,2%. (Págs. 1 e A3 e B20)
Com o novo modelo, a rentabilidade sobe de 10% para 15%, em média, nos principais projetos. O período de concessão aumenta de 25 para 30 anos e o prazo dos financiamentos de 20 para 25 anos, com 3 a 5 anos de carência nos empréstimos feitos por instituições financeiras oficiais. Várias outras alterações foram feitas com objetivo de aumentar a rentabilidade dos projetos e atrair investidores. “Nós caprichamos", disse Mantega, que agora vai participar de “road shows” em Nova York e Londres.
Empresários ouvidos pelo Valor disseram que as mudanças tomam os projetos mais atrativos, mas ainda há receios quanto a alguns pontos, em especial a exigência de duplicar todas as rodovias sob concessão. Segundo eles, essa exigência cria riscos, porque as obras dependem de licença ambiental. De forma geral, os empresários elogiaram as alterações. “Foram muito positivas”, disse o presidente da Ecorodovias, Marcelino Rafart de Seras. (Págs. 1 e Caderno especial)
O fato de Steinbnich ter retirado do desenho da operação a mina Casa de Pedra, um donativos mais valiosos de seu portfólio, que poderia entrar como atrativo na negociação, não agradou o BNDES. A CSN propõe criar uma empresa separada, com seus ativos na área siderúrgica, que se fundiria com a Steel Américas (dona da CSA no Brasil e da Calvert Steel nos EUA). Dessa forma, surgiria uma nova companhia, exclusivamente dedicada a negócios com aço, na qual o BNDESPar seria sócio relevante.
No BNDES, existem dúvidas quanto a assumir participação societária em uma empresa siderúrgica, setor com rentabilidade em baixa diante do excesso de oferta de produtos em todo o mundo.
Steinbruch gostaria que o BNDES entrasse com ura valor significativo, da ordem de R$ 4bilhões, para viabilizar a compra dos ativos do grupo alemão. O empresária estaria disposto a desembolsar pelos dois ativos cerca de R$ 8 bilhões, com a ajuda do BNDES. O apoio do banco é fundamental para evitar que o negócio comprometa o perfil financeiro da CSN. (Págs. 1 e B1)
Redução da tarifa de energia e desoneração da folha podem ter contribuído para frear investimento das empresas. (Págs. 1 e A2)
Martin Wotf
O risco é o Japão continuar tratando problemas estruturais como passíveis de serem geridos com ajustes monetário e fiscal. (Págs. 1 e A13)
Graça Foster diz que produção vai cair de novo 2% este ano com paradas para manutenção nas plataformas. Para melhorar o caixa da empresa, pressionada pelo aumento das importações, executiva anuncia venda de ativos.
Um dia após a Petrobras anunciar seu menor lucro em oito anos, a presidente da empresa, Graça Foster, surpreendeu os analistas ao dizer que 2013 será "mais difícil que 2012',' quando seu ganho encolheu 36%. Graça disse que a produção de petróleo deve cair mais 2%, e divulgou mudança na distribuição de dividendos aos investidores, para economizar R$ 3,5 bi. O mercado reagiu mal, e as ações despencaram 8,28%. A executiva pediu novos reajustes de combustíveis. Mas, para o ministro Mantega, não é o momento. (Págs. 1 e 25 e Míriam Leitão e editorial “Petrobras sofre consequências da ingerência política")
A prefeitura do Rio criará um selo de qualidade para avaliar a segurança das boates da cidade. Morreu ontem a 2389 vítima da tragédia em Santa Maria (RS). (Págs. 1 e 11)
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