PENSAR "GRANDE":

***************************************************
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************


“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

----

''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

=========
# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

***

terça-feira, outubro 07, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] O QUE O VENTO NÃO LEVOU...

>>



[Homenagem aos chargistas brasileiros].

>

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


07 de outubro de 2008
O Globo
Manchete: BC anuncia socorro a bancos em dia de pânico no mercado
Pela terceira vez, uma segunda-feira foi de pânico nos mercados mundiais. E apenas dois dias após o presidente Lula dizer que a crise chegaria ao Brasil "como uma marolinha", ela veio na forma de tempestade: o dólar disparou novamente e chegou a R$ 2,20 (a maior alta desde janeiro de 1999), a bolsa desabou e chegou a ter os negócios interrompidos duas vezes - o que não acontecia desde a crise russa, há 10 anos. A baixa, que chegou a 15,5%, foi reduzida para 5,43% com recuperação dos mercados e o anúncio de que o BC usaria reservas para financiar o comércio exterior. O Dow Jones caiu abaixo de 10 mil pontos, despencou 7,75%, mas fechou com baixa de 3,58%. A Bolsa de Paris caiu 9%, o maior tombo da História. À noite, o BC anunciou que socorreria bancos pequenos comprando suas carteiras de crédito. (págs. 1 e 33 a 44)
Empresas cancelam negóciosEm meio à crise mundial, grandes empresas mudaram suas rotas. A Sadia, que teve prejuízo de R$ 760 milhões com câmbio, chamou o ex-ministro Luiz Furlan de volta. A Votorantim (VCP) suspendeu a compra de R$ 2,71 bilhões em ações da concorrente Aracruz. No ramo da construção, a Cyrela desistiu da Agra. (págs. 1 e 44)
Gabeira ganha na Zona Sul, Zona Norte e Barra; Paes leva na Zona Oeste e subúrbios
O mapa da votação no Rio mostrou vitória de Fernando Gabeira (PV) na Zona Sul, no Centro e na Zona Norte, com desempenho surpreendente em bairros como Tijuca e Méier. Eduardo Paes (PMDB) venceu por ampla margem na Zona Oeste - com exceção da Barra e Recreio - e nos subúrbios. Marcelo Crivella (PRB) não venceu em nenhuma região. Ontem, Paes e Gabeira trataram de alianças. Paes garantiu o apoio do PSB e recebeu em casa o ministro Carlos Lupi (PDT) e líderes do PT, entre eles Benedita da Silva. O DEM oficializou apoio a Gabeira, que procurou líderes de partidos de esquerda. Ele deve receber apoio do PSOL, mas disse que não quer "sopa de letras". Gabeira nadou no Flamengo e anunciou que dormirá duas noites por semana na Zona Oeste.
Paes e Gabeira debatem quinta-feira no Globo (págs. 1 e 9)
São Paulo, cidade partida. Periferia é reduto de Marta. (págs. 1 e 15)
Pesquisas: guerra de números e acusações entre os institutos (págs. 1 e 18)
Aécio: "Ficou claro que não há nenhum Rei midas em Minas" (págs. 1 e 17)
Rosinha teve menos votos que candidato sub judice (págs. 1 e 14)
As listas dos vencedores nas capitais, no Estado do Rio e os vereadores eleitos da capital (págs. 1, 22 a 24)
------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: Crise se aprofunda na Europa e espalha pânico pelos mercados
O pânico tomou conta dos mercados com quedas espetaculares nas Bolsas, enquanto governos europeus corriam desorientados atrás de medidas para contê-lo. Paris recuou 9,04% e Londres, 7,85%. Nos EUA, o Dow Jones caiu 7,75% (quase 800 pontos), recuperou-se e fechou em baixa de 3,85%. A Bovespa chegou a cair 15,5% e teve o pregão suspenso duas vezes. Encerrou em queda de 5,43%. O epicentro do pânico foi a Europa, onde o socorro de 50 bilhões de euros do governo alemão à Hypo, gigante do crédito imobiliário, foi insuficiente para evitar a baixa de 35% nas ações da empresa. Mais de cinco países – Portugal, Suécia, Áustria, Islândia e Dinamarca – anunciaram garantia total dos depósitos, para tentar evitar uma corrida aos bancos. A Espanha informou que também vai aumentá-la. No Brasil, o dólar disparou e fechou cotado a R$2,198, alta de 7,43%. (págs. 1 e Dinheiro)
Coluna: Janio de Freitas: 1º turno desinfla a influência de Lula
Se confrontado com o poder eleitoral atribuído à sua aprovação, Lula sai do primeiro turno com revés que só por grande soma de êxitos, no segundo turno, poderia tornar desimportante. O efeito insuficiente dos seus empenhos trouxe um clareamento significativo: desinflou o bicho-papão eleitoral que condicionava as propecções políticas para a eleição de 2010. (págs. 1 e A7)
BC vai poder "comprar" carteira de banco pequenoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu e obteve apoio de aliados para medida provisória que autoriza o Banco Central a “comprar” carteiras de crédito de bancos menores, com dificuldade de obter dinheiro. As carteiras seriam aceitas como garantia de empréstimos. Segundo líderes governistas, Lula disse estar preocupado com o efeito da crise nos pequenos. O ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do BC, Henrique Meirelles, voltaram a dizer que a economia está “sólida” e anunciaram medidas pró-exportação. (págs. B1 e B8)
Artigo: Benjamin Steinbruch: Se o Brasil pisar no freio agora, efeito será pior
Já se levantaram as vozes de sempre para aconselhar o governo a reduzir o aumento da produção interna. É natural que se tente compensar a desaceleração com estímulos ao mercado interno. Se fizer o contrário e pisar no freio, o país maximizará o efeito da crise. (págs. 1 e B2)
Siglas da oposição são as que mais perdem cidades
PSDB, DEM e PPS, os três principais partidos de oposição ao governo Lula, foram os que mais perderam prefeituras no primeiro turno das eleições municipais. O DEM deixará o poder em 176 cidades; o PSDB, em 109; e o PPS, em 70. Já o PT garantiu 157 prefeituras a mais do que governa hoje. Além dele, PSB (95 prefeitos a mais) e PTB (35) foram os que mais ganharam cidades. Os partidos da base aliada conquistaram 4.036 municípios, um crescimento de 20% em relação a hoje. Pelo critério de número de votos nominais, o maior vencedor é o PMDB (18,4 milhões de votos). (págs. 1 e sp. 1)
Editoriais Leia "Um degrau abaixo" sobre crédito a exportadores e ações anticrise; e "2010 ainda está longe", acerca das eleições. (págs. 1 e A7)
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: BC ganha mais poder para socorrer bancos pequenos
O governo editará medida provisória que dará mais agilidade ao Banco Central para atuar na crise financeira, que ontem registrou um de seus piores momentos, com turbulência dos bancos europeus e temor de recessão mundial. A MP incluiria garantia do BC a empréstimos para exportadores e autorização para que o órgão possa comprar carteiras de créditos de bancos pequenos e médios. O dia de ontem nas bolsas foi classificado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) de "comportamento de manada". A Bovespa caiu 5,43% após suspender o pregão duas vezes por causa de recuos acima de 10%. O dólar subiu 7,63%, a maior alta porcentual desde 1999, e fechou em R$ 2,20 mesmo com a atuação do BC. No meio do dia, a equipe econômica anunciou medidas para ajudar exportadores, o que reduziu as perdas. No exterior, o pessimismo diminuiu com informações de que o Fed (banco central dos EUA) pode cortar juros e de que subiu para US$ 900 bilhões o volume de empréstimos que pode fazer a bancos. (págs. 1 e B1 a B9)
"Podemos ter uma bolha agrícola"
Para o Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, a fuga dos investidores derrubará preços das commodities agrícolas, tornando as dívidas contraídas no campo um problema para o Brasil. (págs. 1 e B8)
Análise - Uma certa hecatombe
Não há nada de especialmente errado com a economia brasileira. Mas é difícil evitar a inflação se o dólar continuar disparando. (págs. 1 e B2)
Na União Européia, falta estratégia comum
Sem uma estratégia comum, a União Européia vive uma proliferação de medidas unilaterais para salvar bancos e depósitos, relata o correspondente em Genebra, Jamil Chade. O máximo que a UE emitiu foi um comunicado em que os países prometem "trabalhar em coordenação". (págs. 1 e B7)
Equador adverte novamente a Petrobras
O Equador advertiu novamente a Petrobras de que revogará seu contrato de exploração de petróleo no país. O ministro de Minas e Petróleo, Galo Chiriboga, disse que, se a empresa não aceitar novo acordo "no menor tempo possível", o contrato do Bloco 18, na Amazônia, será extinto. Representantes da empresa reuniram-se ontem à tarde com Chiriboga, mas até o início da noite não havia informações sobre a reunião. (págs. 1 e A16)
Eleições 2008 - O resultado final nas capitais. (págs. 1 e A14)
DEM acerta apoio ao PSDB; Marta telefona para Alckmin
No primeiro passo da aliança com o PSDB para o segundo turno em São Paulo, o DEM apoiará candidatos tucanos onde o partido de Gilberto Kassab não estiver na disputa. Já Marta Suplicy (PT) ligou para Geraldo Alckmin, de olho em eventuais tucanos dissidentes. (págs. 1 e A4)
Eleições 2008 - Manhã seguinte
Gabeira em piscina no Rio e Kassab no escritório de casa em São Paulo: desempenhos surpreendentes no 1º turno. (pág. 1)
Os vereadores eleitos em SP (págs.1 e A7)
Todos os prefeitos do Estado de SP (págs. 1, A8 e A9)
Notas e Informações - A autonomia do eleitor
As surpresas do pleito em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Salvador compõem, em conjunto, um retrato alentador da autonomia do eleitorado na hora da decisão. Prova de que os candidatos, seus operadores e apoiadores podem muito, mas não podem tudo, em matéria de indução do voto. (págs. 1 e A3)
Artigo - Ouve-se o som da Goldfajn: É fundamental assegurar o funcionamento dos mercados do Brasil. (págs. 1 e A2)
Justiça susta contrato, e radar não pode multar em SP
A Justiça sustou a instalação dos 175 radares fixos de São Paulo. A liminar atende empresa que perdeu a licitação, e não pode haver multa enquanto o impasse seguir. O contrato de 26 radares móveis expirou e também não foi renovado. Já a operação de lombadas eletrônicas foi prorrogada. (págs. 1, C1 e C3)
------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Manchete: Crise chega ao país
A crise chegou à economia real do Brasil, especialmente às empresas exportadoras. Resultado: com a cotação da moeda americana em disparada (fechou em R$ 2,20), a Bovespa chegou a cair 15% e parou duas vezes, até encerrar o pregão em queda de 5,43%. O ministro Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciaram o uso de reservas para emprestar dólares aos bancos e garantir crédito aos exportadores. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. A2 a A5)
Plataforma vai reforçar a Petrobras
A P-51, primeira plataforma de petróleo construída no Brasil, será inaugurada hoje, em Angra dos Reis, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova unidade vai reforçar a produção da Petrobras com 20 mil barris de óleo por dia. (págs. 1 e A20)
Medo de recessão se espalha, e bolsas caemDe Nova York a Paris, Londres e Frankfurt, o pessimismo dominou os operadores de mercado, e as bolsas de valores tiveram mais um dia de perdas. As ações européias caíram, em média, 7,8%. Em Wall Street, 3,58%. O temor generalizado é que o pacote americano anticrise seja insuficiente para evitar que a turbulência financeira afete a economia real. Analistas prevêem recessão global. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. A2 a A5)
Câmara renovada e com mais problemas
O índice de renovação da Câmara Municipal foi alto, de 43%. Mas a mudança não trouxe melhoria no perfil: o plenário, com 51 vereadores, tem 21 legendas e o número de suspeitos de ligação com crimes subiu para oito, assim como os de perfil fisiológico e clientelista, agora 31. (págs. 1 e A7)
Gabeira admite o apoio de Cesar
Os candidatos a prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), que vão ao segundo turno, buscam novas alianças partidárias. Paes saiu na frente e anuncia hoje a adesão do PSB. Já Fernando Gabeira preferiu cautela, mas admite apoio de Cesar Maia (DEM) e Crivella (PRB). (págs. 1, Eleições e A6)
Bola e urna se separam no Rio
Se em Goiânia o atacante Túlio foi um fenômeno eleitoral, no Rio os candidatos ligados ao esporte não tiveram sucesso. Dos muitos que usaram o nome do Flamengo, apenas a ex-nadadora Patrícia Amorim foi eleita. Jairzinho teve só 704 votos. (págs. 1, Esportes e D3)
Máfia das quadras na mira da polícia
O esquema de cobrança pelo uso de quadras de futebol society no Parque do Flamengo, denunciado pelo JB no domingo, gerou um inquérito policial. Embora o delegado considere o problema administrativo, os ambulantes cobram R$ 40 pelo uso do espaço, que é gratuito. As ligas do esporte no Rio criticam a falta de fiscalização por parte da subprefeitura da Zona Sul e pedem mais transparência dos responsáveis. (págs. 1 e A17)
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: Governo lança pacote contra desespero
Passavam poucos minutos das 10h quando a Bolsa de São Paulo parou pela primeira vez. Àquela altura, o valor das empresas negociadas por lá derretia como manteiga. O índice que aglomera as principais companhias caía mais de 10%. Meia hora depois, os negócios foram retomados. Mas com o mesmo humor. O Ibovespa rolou ladeira abaixo, chegou a mais de 15% de perda e obrigou o pregão a nova parada. O sinal era claro: o mercado entrara em colapso. Estava a reboque das más notícias vindas da Europa. Lá, como nos EUA, grandes instituições financeiras surgem debilitadas. Os governos prometem tomar o lugar dos bancos centrais e garantir, eles mesmos, os depósitos da população. Tudo para evitar uma onda de saques e a conseqüente quebradeira. No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BC, Henrique Meirelles, convocaram entrevista coletiva e anunciaram o primeiro pacote do governo Lula (leia abaixo). Os ânimos serenaram. À noite, Meirelles chamou novamente a imprensa e anunciou a edição de uma MP, dando-lhe poderes para socorrer bancos brasileiros em dificuldades. - Banco Central ganha poderes para salvar pequenos bancos em apuros;- Reservas cambiais passam a garantir exportação e empréstimos externos;- BNDES libera R$ 5 bilhões para irrigar o mercado de crédito. (págs. 1, 14 a 20 e Tema do Dia)
PT estaciona na contagem total de votos
O partido do presidente Lula recebeu 16,1 milhões de votos, 45 mil a menos do que em 2004, e perdeu para o PMDB o título de campeão das urnas. Dirigentes justificam que legenda investiu na política de alianças. (págs. 1 e 2)
Nobel de Medicina elogia Brasil
Em entrevista ao Correio, Françoise Barré-Sinoussi aprova a política que assegura tratamento a pacientes com HIV. Ela, o compatriota Luc Montagnier e o alemão Haral zur Hausen dividiram o Nobel de Medicina. (págs. 1 e 26)
Taxa sindical obrigatória para servidor. (págs. 1 e 21)
Gerente de cassino joga com tráfico
Apontado pela polícia como responsável pela casa ilegal de jogo flagrada na Península dos Ministros, Wladimir Billota Duarte é acusado pelo MP de envolvimento com a quadrilha de Michele Tocci, o Barão do Ecstasy. (págs. 1 e 30)
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Governos tentam acalmar mercado
Bancos centrais de vários países adotaram medidas para tentar conter o agravamento da crise financeira, que depois de atingir a Europa castigou duramente os países emergentes ontem. As bolsas européias tiveram seus piores pregões em 20 anos. O Índice Dow Jones caiu abaixo dos 10 mil pontos. A Bovespa teve seus negócios interrompidos por duas vezes, para deter uma enxurrada de vendas que levaram seu índice a cair, primeiro 10% e, depois, 15%. No fim do dia, as perdas no mercado americano arrefeceram e a bolsa brasileira fechou com perda de 5,43%, a 42.100 pontos, menor pontuação desde 5 de março de 2007. O Fed agiu novamente para estancar a crise aguda de desconfiança, sem muito sucesso. Ele anunciou que começará a pagar juros sobre as reservas que os bancos deixam em depósito, uma forma de injetar dinheiro no sistema financeiro. Além disso, elevou os recursos de seu programa especial de leilões para US$ 900 bilhões, ante US$ 150 bilhões há 15 dias. Enquanto a possibilidade de um novo corte na taxa de juros nos próximos dias aumentava, autoridades americanas debatiam formas de ampliar os recursos no mercado de "commercial papers", fonte essencial de captação de curto prazo para bancos e empresas. No Brasil, o governo também ampliou sua ação para combater a escassez de linhas externas aos exportadores. Enquanto o BNDES vai oferecer o equivalente a R$ 5 bilhões em novos créditos pré-embarque (fase de produção), o Banco Central usará reservas cambiais para adquirir ativos de bancos brasileiros no exterior, com compromisso de recompra por parte dessas instituições. Assim, elas recuperariam liquidez em dólar para retomar a oferta de Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACC). À noite, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciou que o presidente Lula assinou medida provisória autorizando o BC a criar duas novas modalidades de linhas de redesconto - empréstimos do BC aos bancos. Uma delas terá como garantia crédito dos bancos em reais. A outra será em moeda estrangeira, com garantia também em divisa internacional. De acordo com Meirelles, essas linhas não são necessárias no momento e o BC não pretende fazer uso delas, ao menos por enquanto. (págs. 1 e C1 a C7)
Crise deve afetar linhão do Madeira
A crise de crédito internacional vai afetar o leilão das linhas de transmissão das hidrelétricas do Rio Madeira, previsto para 31 de outubro, e o próprio governo já admite informalmente que haverá impactos negativos. As empresas interessadas pressionam para que o leilão seja adiado e as condições, revistas. Não só o custo de boa parte dos equipamentos subiu drasticamente em função da valorização do dólar como os recursos para os empréstimos-ponte sumiram.Como se trata de uma obra estratégica para o governo, que precisa garantir a energia das usinas de Santo Antônio e Jirau a partir de 2012, a solução pode passar pelas estatais ligadas ao Sistema Eletrobrás. Foram elas que arremataram a maior parte dos lotes de linhas de transmissão de pequeno porte leiloadas na sexta-feira. A linha de transmissão do Madeira exigirá investimentos de R$ 7,2 bilhões. (págs. 1 e B1)
Idéias Raymundo Costa: Eleição teve o mérito de derrubar muito da infalibilidade de um presidente popular. (págs. 1 e A6)
Em meio à crise, deflação é a nova ameaça nos países ricos (págs. 1 e A16)
Freio nas commodities
Com a possibilidade cada vez mais concreta de uma desaceleração significativa na economia mundial, analistas acreditam que já não é mais tão improvável cogitar o retorno das cotações das principais commodities agrícolas às médias históricas anteriores a 2006. (págs. 1 e B12)
Indústria automobilística
As montadoras instaladas no Brasil produziram 298,3 mil veículos em setembro, alta de 18% na comparação com o mesmo mês em 2007. Em relação a agosto, houve queda de 4,3%. No acumulado do ano, a produção alcançou 2,620 milhões de unidades, alta de 19,9%. (págs. 1 e B7)
Câmbio afeta turismo externoA valorização do dólar, que já chega a 15,4% apenas neste mês, começa a afetar os negócios das agências de viagens. A procura por pacotes internacionais caiu e os prazos de financiamento também foram reduzidos. (págs. 1 e B4)
Contaminação mexicana
A economia do México, bastante dependente dos EUA - 80% das exportações vão para o mercado americano -, deverá ser a maior vítima da crise na América Latina. As quedas do petróleo e das remessas dos imigrantes agravam a situação. (págs. 1 e A17)
IdéiasDelfim Netto: Proposta que governo Bush tentou enfiar garganta abaixo do Congresso era indecente. (págs. 1 e A2)
Governo pune "cartéis populares"
Tradicionalmente voltado para o combate a infrações econômicas cometidas por grandes empresas, o Ministério da Justiça decidiu ampliar o seu campo de atuação contra os chamados "cartéis populares". O objetivo é desbaratar acordos de preços em setores sensíveis para a inflação, como transportes, combustíveis, construção civil e planos de saúde.A Secretaria de Direito Econômico ampliou o foco contra cartéis formados por pequenas empresas ou grupos e a maioria dos processos leva a uma condenação. Nos últimos meses, pequenos comerciantes e profissionais liberais apareceram na lista de investigados por cartel e muitos foram condenados por acordos de preços e infrações contra a concorrência. São donos de postos de gasolina, diretores de sindicatos, gerentes de planos de saúde e até taxistas. "O nosso objetivo é chegar na ponta", diz Ana Paula Martinez, diretora da SDE. (págs. 1 e A3)
PMDB ganha peso para 2010
Os dois parceiros mais disputados por PT e PSDB para composições na eleição presidencial de 2010 tiveram crescimento nas eleições municipais de domingo. Depois de perder espaço em quatro eleições seguidas, o PMDB voltou a crescer em número de prefeituras. Segundo números preliminares do TSE, o partido elegeu 1.194 prefeitos, 13,8% a mais do que há quatro anos. A principal expansão ocorreu na Bahia, reduto do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Já o PSB teve crescimento de 74,5%, grande parte em Pernambuco, graças à ação do governador Eduardo Campos. O PT lançou menos candidatos, mas obteve proporcionalmente o maior número de vitórias, crescendo 33%. O PSDB perdeu 91 prefeituras. Em São Paulo, o mapa eleitoral do município mostra que a candidata do PT, Marta Suplicy, perdeu mais votos para o prefeito Gilberto Kassab (DEM) nas regiões onde predominam eleitores das classes A e B. Entre os eleitores de menor poder aquisitivo e nas regiões mais carentes a ex-ministra conseguiu manter um eleitorado mais fiel, apesar dos investimentos em equipamentos sociais feitos pela prefeitura nos últimos anos, como as Assistências Médico Ambulatoriais (AMAs), os Centros Educacionais Unificados (CEUs) e as escolas de ensino infantil e médio. (págs. 1, A5 e A14)
Furlan volta ao comando da SadiaQuase seis anos depois de ter deixado a Sadia para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan reassume hoje a presidência do conselho da companhia com a missão de reorganizar sua administração. Ele tomará o lugar de Walter Fontana Filho, que deixou o cargo depois que a empresa teve de reconhecer perdas de R$ 760 milhões com derivativos de dólar. "Eu não podia recusar a convocação do Walter", disse Furlan ao Valor. Segundo o ex-ministro, a Sadia vive um "momento paradoxal": fundamentos muito bons e demanda forte, mas foi atingida por uma "imprudência". Em três operações, informou, a empresa já recolocou R$ 1,5 bilhão em seu caixa. As responsabilidades pelas operações que causaram as perdas estão sendo apuradas pela KPMG e os resultados preliminares mostram que houve transgressão de regras da companhia. (págs. 1 e B7)
------------------------------------------------------------------------------------
Gazeta Mercantil
Manchete: Circuit breaker
Uma outra segunda-feira de pânico. Com temor de uma recessão econômica global, as principais bolsas de valores do mundo foram arrastadas ladeira abaixo mais uma vez, marcando um dos piores desempenhos da história no mercado acionário. A Bovespa acionou o circuit breaker por duas vezes, o que não acontecia desde 1998, chegando à queda de 15%. O principal índice da bolsa brasileira encerrou aos 42.100 pontos, o menor patamar desde 5 de março de 2007. Segundo a Economatica, as empresas que compõem o Ibovespa perderam R$ 62,95 bilhões em valor de mercado num só dia. “Os investidores estão completamente pessimistas em relação ao desenvolvimento do mercado no curto prazo”, afirma Kelly Trentin, analista da SLW Corretora. A percepção é a de que os países, especialmente europeus, estão com menores margens de manobra. No embalo desta crença, bolsas de valores da Europa fecharam na maior baixa desde os atentados de 11 de setembro de 2001 e o temor de colapso financeiro levou líderes da União Européia a prometer que protegerão as economias dos correntistas e apoiarão o sistema financeiro regional. O receio foi desencadeado com o anúncio do governo alemão de um plano de socorro financeiro para evitar a concordata do banco Hypo Real State e a compra de divisões do Fortis na Bélgica e em Luxemburgo pelo banco francês BNP Paribas. Nos Estados Unidos, ainda sem efeitos reais do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões, o índice Dow Jones fechou em queda de 3,58%, abaixo do patamar de 10 mil pontos pela primeira vez em quatro anos, e o Nasdaq desvalorizou-se 4,34%. Os investidores desfizeram posições diante das preocupações geradas pela escalada da crise de crédito, que pode se alastrar pela economia global e afetar os lucros das empresas. (págs. 1 e B1 a B6)
Apenas Marta e Marinho terão a ajuda de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou sua participação apenas nos palanques dos petistas Marta Suplicy, em São Paulo, e Luiz Marinho, em São Bernardo do Campo (SP). Em reunião realizada na manhã de ontem com ministros e assessores no Palácio do Planalto, Lula decidiu, a princípio, evitar participar da batalha pelas prefeituras de Porto Alegre e do Rio de Janeiro, ambas com candidatos de partidos governistas. (págs. 1 e A8)
Dólar dispara 8%, para R$ 2,205
O dólar comercial disparou 8,09% e fechou a sessão de ontem cotado a R$ 2,205 na venda, maior patamar em mais de dois anos. Os sinais de recessão na economia mundial e a falta de liquidez no sistema financeiro impulsionaram a valorização da moeda norte-americana, que já acumula ganhos de 13,71% no mês e 22,88% no ano.O leilão de swap cambial do Banco Central (BC) teve pouco efeito no mercado e não conseguiu evitar a forte alta da moeda. A autoridade monetária ofertou US$ 1,47 bilhão em leilão de swap cambial tradicional, que equivaleram a 29.500 contratos vendidos, dos 41.600 ofertados. Foi o primeiro swap desse tipo desde maio de 2006. “O momento é ruim para as moedas do mundo todo”, afirma o economista da corretora Coinvalores, Paulo Nepomuceno. (págs. 1 e B2)
Investimentos
Fundos têm perda de R$ 30,5 bilhões. (págs. 1 e B5)
BC utilizará reservas contra crise
O Banco Central (BC) anunciou ontem que usará parte de suas reservas em dólares para recomprar títulos de bancos brasileiros. Como contrapartida, as instituições deverão utilizar os recursos injetados para financiar linhas de comércio exterior. Pelo mecanismo, o BC comprará títulos de bancos privados e ofertará dólares, recebendo títulos em garantia. No momento da recompra, a autoridade monetária devolve os títulos e recebe os dólares de volta. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BC, Henrique Meirelles, anunciaram ainda um aporte adicional de R$ 5 bilhões ao BNDES para ajudar o comércio exterior. Os recursos fazem parte dos R$ 15 bilhões determinados para capitalizar a instituição. Mais tarde, Meirelles informou que o BC comprará carteiras em dólares e de empréstimos dos bancos por meio do redesconto e a criação da Letra de Arrendamento Mercantil (LAM). (págs. 1, A4 e B3)
Mercado prevê expansão menor do PIB em 2009
Analistas do mercado financeiro elevaram as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008 para 5,20%, ante os 5,18% da semana anterior, e reduziram a estimativa para o próximo ano. Segundo relatório do Banco Central (BC), o mercado prevê expansão de 3,50% do PIB em 2009, abaixo dos 3,55% da semana passada. A projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o ano foi mantida em 6,14%. (págs. 1 e A6)
Férias na GM e Fiat acionam sinal de alerta
A queda nas exportações forçou a GM a conceder férias coletivas para 10 mil dos seus 24 mil funcionários, enquanto a Fiat, a pedido da área de recursos humanos, também concederá férias a 1,7 mil empregados. As duas decisões deixaram os analistas apreensivos, mas Jackson Schneider, presidente da Anfavea, garante que o mercado interno ainda não sente os efeitos da crise. Setembro foi o segundo melhor mês da história das montadoras. (págs. 1 e C4)
Petróleo Ministro crê em solução diplomática entre Petrobras e Equador. (págs. 1 e A13)
Opinião Maria Fernanda Teixeira: As últimas semanas têm sido de muita tensão para milhões de pessoas, preocupadas com a evolução da grande crise financeira. É importante olhar também para o lado não material e não se deixar dominar pelo estresse. (págs. 1 e A3)
Opinião Ana Maria Géia: Quanto mais o Brasil se abaixa, mais coloca à mostra suas intimidades a los hermanos latinos. Rafael Correa, do Equador, que o diga! (págs. 1 e A2)
Furlan quer levar a Sadia “de volta às suas origens”Depois de seis anos fora da Sadia S.A., o ex-ministro Luiz Fernando Furlan comunicou ontem que aceitou voltar à companhia. O escândalo financeiro com operações de hedge cambial que resultaram em perdas de R$ 760 milhões à companhia motivou a decisão. “A Sadia vai voltar às suas origens, de empresa do ramo industrial”, diz Furlan, referindo-se à alta exposição da empresa a operações de natureza especulativa. Ele ocupa a partir de hoje o cargo de presidente do conselho de administração, no lugar de Walter Fontana Filho, no cargo desde 2005. Também renunciou Eduardo Fontana d’Avila, vice-presidente do conselho. Furlan anunciou que a empresa está em forte contenção de gastos, mas afirmou não saber se alguns investimentos serão postergados. Ontem as ações da Sadia caíram 5,2%. No caso da Aracruz Celulose, que também informou perdas com operação de hedge, as ações tiveram queda de 15,46% ontem. Já a Votorantim Celulose e Papel (VCP) teve baixa de apenas 1%. A VCP adiou a conclusão da compra de participação da família Lorentzen na Aracruz marcada para ontem. (págs. 1, B14 e C8)
------------------------------------------------------------------------------------
http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
------------------

segunda-feira, outubro 06, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] PORCA MISÉRIA

>
>











[Homenagem aos chargistas brasileiros].


>

KEYNES: DEMANDA AGREGADA II

> [continuação...].
>
A teoria econômica de Lord Keynes e a ideologia triunfante do nosso tempo
Por Alceu Garcia. 19 de março de 2002

Keynes e Suas Circunstâncias
Filho de um renomado economista, educado em Eton e Cambridge, membro da melhor sociedade britânica, Keynes formou-se em um tempo em que a elite pensante inglesa questionava e negava os valores de seu meio social, inclinando-se vigorosamente para o socialismo. O triste espetáculo dessa elite decadente, niilista e descrente dos princípios morais até então vigentes evoca fenômenos similares ocorridos em outras épocas e contextos. A degeneração moral das aristocracias grega e romana relatadas, por exemplo, por Políbio, Tácito e Petrônio, a meu ver tem muitos traços em comum com o estado da intelligentsia inglesa no tempo de Keynes. Quando a classe dirigente de uma cultura perde a confiança em si mesma e em seu papel histórico, essa cultura está perdida. Parece-me que coisa do tipo aconteceu na Inglaterra a partir de meados do século 19.
Conduzida por uma elite vigorosa e confiante, a Grã-Bretanha inventou o liberalismo político no séc. 17 e, quebrando as cadeias que tolhiam a criatividade e iniciativa individual, criou as condições para o florescimento espontâneo da moderna economia de mercado. Liderou o mundo por muito tempo no plano comercial, tecnológico, industrial, financeiro, político e intelectual. Porém, a partir de certo momento esse dinamismo principiou a arrefecer. A trajetória intelectual de John Stuart Mill, o pensador mais eminente de sua época, revela os contornos desse processo. De um ponto de partida liberal, Mill gradualmente e sutilmente inclinou-se para posições simpáticas ao socialismo. Essa transmutação do liberalismo em socialismo, capturada no nascedouro com maestria pela pena profética de Herbert Spencer (The Man Versus the State), se completou com a Sociedade Fabiana (1883), nome inspirado no general Fabius Maximus, que salvou Roma evitando travar batalha em campo aberto com o grande comandante cartaginês Aníbal, recorrendo ao invés a métodos indiretos de guerra. A Sociedade Fabiana era um grupo formado por intelectuais ativistas do high society liderados pelos milionários Sidney e Beatrice Webb (Lord e Lady Passfield), adeptos de uma estratégia política gradualista, que se dedicava a doutrinar o estamento superior da sociedade britânica, apossar-se dos canais de difusão de idéias, do aparato estatal, da Igreja, das artes, dos sindicatos e tudo o mais que fosse útil à implementação de um governo socialista. O dramaturgo George Bernard Shaw, por exemplo, foi uma das estrelas do movimento fabiano, que mais tarde deu origem ao Labour Party.
A enorme influência do socialismo fabiano marcou profundamente a formação intelectual e moral de Keynes. Ele integrou uma sociedade secreta em Cambridge conhecida como Os Apóstolos e posteriormente a confraria de letrados ilustres denominada Grupo de Bloomsbury, ambas subprodutos do caldo cultural do fabianismo. Hedonismo, niilismo, elitismo, iconoclastia, bissexualismo, pedantismo, amoralismo e, claro, socialismo, eram os traços comuns aos integrantes desses grêmios. O filósofo G.E. Moore, um dos gurus máximos da tchurma, autor de um livro intitulado Principia Ethica, exerceu forte atração sobre Keynes. Para Moore não existiam princípios morais universais, reduzindo-se a ética aos prazeres estéticos pessoais. Não é possível compreender o caráter de Keynes, nem sua atuação política e sua produção científica, isolados do contexto ideológico em que ele atuou. E os traços chave da natureza do economista britânico eram: relativismo moral e desonestidade intelectual.
>
Keynes, o Polemista
Não é preciso estender-se muito a respeito da terrível ruptura que a Primeira Guerra Mundial significou para o mundo relativamente estável, aberto e progressista da Belle Epoque. O conflito abriu uma caixa de pândora e libertou demônios cujos males ainda se fazem sentir em nossos dias. Keynes, àquela altura um economista jovem e promissor, serviu no departamento do tesouro inglês durante a guerra. Após o conflito, ele foi designado para a delegação britânica encarregada de elaborar o Tratado de Versalhes. No curso das deliberações Keynes discordou da política de impor pesadas reparações à Alemanha vencida e rompeu publicamente com seus superiores, para a alegria de seus amigos fabianos. Publicou então o livro The Economic Consequences of the Peace (1920), que o transformou em celebridade mundial instantânea. Nesse panfleto, Keynes lamentava a sorte dos alemães e condenava o espírito de vingança e rapacidade dos vencedores. Ridicularizou os líderes aliados Lloyd George, Clemenceau e o Presidente Wilson, pintando-os, com riqueza de detalhes, como figuras patéticas e grosseiras. Insinuou que a culpa da guerra era tanto dos vencedores quanto dos vencidos e afirmou categoricamente que a Alemanha não teria condições de pagar as dívidas impostas e que a insistência em sua cobrança acarretaria a morte pela fome e doenças de milhões de crianças alemãs.
Essa avaliação dos fatos e as previsões de Keynes foram devidamente refutadas mais tarde por Ludwig von Mises (Omnipotent Government) e Étienne Mantoux (The Carthaginian Peace). A culpa inequívoca do governo alemão já está mais do que demonstrada pela pesquisa histórica, e foi aliás explicitamente confessada pelo chanceler do Kaiser Bethmann Hollweg em suas memórias. O montante das reparações não era tão grande em proporção ao produto nacional alemão, e a insistência no seu pagamento teria inviabilizado, ou pelo menos atrasado, o programa de rearmamento iniciado ainda em fins da República de Weimar e acelerado subsequentemente por Hitler. Mas nada poderia impedir que uma tão brilhante peça de argumentação erística, perfeitamente consonante com o zeitgeist, o espírito da época, fizesse enorme sucesso. O livro de Keynes foi habilmente aproveitado pela propaganda nacionalista alemã, inclusive a nazista, para fomentar a atmosfera de complacência internacional que facilitou a ascensão posterior de Hitler. Não é argumentar ad absurdum afirmar que Keynes forneceu vários dos tijolos para a construção dos muros dos futuros campos de concentração nazistas.
Tendo provado o gosto da fama literária e midiática, Keynes nunca mais abandonou as polêmicas públicas, tornando-se um intelectual opinativo e requisitado pela imprensa, tal como tantas figuras similares em nosso país. Vários de seus artigos dessa safra foram reunidos e publicados sob o título Essays in Persuasion (1932), onde o leitor atual pode se deliciar com o estilo florido e admirar a habilidade sofística do autor. Ele não perdia uma oportunidade de escandalizar, de soar herético. "Epater le bourgeois", como dizem os franceses.
Subjacente ao prestígio popular de Keynes estava a sua autoridade como economista. A economia na época já se tornara uma ciência altamente especializada e inacessível aos leigos graças ao crescente formalismo matemático e geométrico, bem como o desenvolvimento de um jargão próprio ininteligível. Longe iam os dias em que os não-especialistas cultos compreendiam com relativa facilidade os teoremas enunciados no bom e velho raciocínio dedutivo verbal por Adam Smith, David Ricardo e outros, e podiam acompanhar ativamente as polêmicas travadas pelos grandes nomes da área. Cabe aqui observar que o complexo verniz matemático utilizado pelos economistas modernos encobre proposições bastantes simples e perfeitamente passíveis de serem expressas em lógica discursiva. Trata-se de uma violação do princípio do método científico conhecido como navalha de Occam, segundo o qual, resumindo grosseiramente, não se deve complicar desnecessariamente o que pode ser enunciado de modo mais simples. A panóplia de curvas, equações e modelos matemáticos serve para dar aos economistas a ilusão de contarem com um instrumental metodológico altamente científico, copiado das ciências exatas, que confunde e atemoriza o não-especialista. Mas acima de tudo serve para ocultar o absurdo e a ilogicidade de suas proposições básicas, que, se expostas claramente, não enganariam nenhum crítico inteligente. Quem duvida, deveria experimentar ler os textos acadêmicos de gente como Simonsen, Sayad, Beluzzo, Kandir e Zélia Cardoso e, da pletora de equações e diagramas, extrair deles os postulados essenciais que fundamentam seus encadeamentos lógicos. Quem fizer isso vai compreender imediatamente o nexo de causalidade entre os paralogismo s obtidos e os desastres sociais por eles causados em nosso país. De todo modo, Keynes certamente foi um dos que mais contribuiu para turvar a ciência econômica com essa finalidade. Mas que espécie de economista era Keynes afinal?
----------------
http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0138.htm
--------------------

ELEIÇÕES: CUSTO BRASIL

>
TSE: eleições custaram R$ 523 mi aos cofres públicos
BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, informou que o custo da realização das eleições deste ano foi de R$ 523 milhões. Em 2004, o processo consumiu R$ 420 milhões em verbas públicas. O aumento no total de gastos, neste ano, se deve, segundo Britto, a fatores como o crescimento do número de eleitores, a produção de novas urnas eletrônicas e o financiamento da operação das forças federais para garantir a segurança do processo eleitoral no Rio de Janeiro. Britto mostrou-se satisfeito com o ritmo da apuração dos votos das eleições de primeiro turno. Ele destacou o fato de que os votos estariam totalmente apurados até as 22 horas na maioria das capitais. Britto explicou que, em São Paulo, onde se registrou uma demora maior que a esperada na conclusão da apuração, houve um problema técnico de processamento das informações recebidas que levou a um atraso na divulgação dos dados totalizados. "Houve necessidade de um freio de arrumação", disse Britto. "Isso nós vamos corrigir. Caso contrário, todo o setor de informática (do TSE) vai ter de se haver comigo", brincou.O presidente do TSE informou que no julgamento de casos de impugnação de candidaturas, a prioridade será dada aos casos em que as candidaturas passíveis de cassação tenham votação suficiente para ir ao segundo turno. Nos demais casos, segundo ele, "será seguida mecanicamente a legislação eleitoral." Britto informou ainda que será feito um esforço, inclusive por meio de plantões, para se examinar todos os casos antes da diplomação dos candidatos eleitos.
-=----------
Estadão. MARIANGELA GALLUCCI E FABIO GRANER - Agencia Estado.
---------------

BOVESPA: ''CAI O REI DE ESPADA..."

Bovespa desvaloriza 13,54% e dólar marca R$ 2,19; mercado vive pior dia da crise

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) continua a cair a uma taxa de dois dígitos, no que desponta como o pior dia dos mercados desde o início da crise dos créditos "subprimes", desde a segunda metade de 2007. Segundo analistas, os investidores temem o agravamento dessa crise no sistema financeiro europeu. E num pregão histórico, a Bolsa brasileira já interrompeu por duas vezes os negócios.
Pouco depois da abertura, a Bolsa despencou rapidamente e o mecanismo do "circuit breaker" foi acionado --às 10h19-- para evitar oscilações ainda bruscas. Após meia hora de interrupção --para acalmar os ânimos-- o mercado não melhorou. Em um pregão inundado por ordens de venda, o índice Ibovespa caiu rapidamente 15%, quando o "circuit breaker" foi acionado novamente --às 11h44-- interrompendo os negócios, desta vez, por uma hora.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, desvaloriza 13,54% e desce para os 38.490 pontos, praticamente anulando os ganhos dos últimos dois anos. O giro financeiro é de R$ 3,53 bilhões.
No epicentro da crise, a Bolsa de Nova York perde 7,27%. O índice de ações Dow Jones, de repercussão global, caiu abaixo do patamar histórico dos 10 mil pontos pela primeira vez em quatro anos.
O dólar comercial é negociado a R$ 2,195 para venda, em forte alta de 7,28%. A taxa de risco-país marca 404 pontos, número 13,5% mais alto que a pontuação anterior.
Após a taxa atingir R$ 2,15, o Banco Central anunciou um leilão de contratos de swap cambial no montante de US$ 1 bilhão. Esse leilão funciona como uma venda de dólares no mercado futuro, o que pode suavizar o ritmo de alta das cotações.
>
As Bolsas européias concluíram os negócios registrando fortes quedas, a exemplo de Londres (baixa de 7,85%), Paris (baixa de 9,03%) e Frankfurt (queda de 7,07%).
Há semanas, o mercado observava problemas no sistema financeiro europeu, mas neste final de semana, os investidores realmente ficaram nervosos com a notícia da situação quase falimentar do banco alemão Hypo Real Estate (HRE).
Para escapar da quebra, o HRE teve que ser salvo por uma operação conjunta entre o governo alemão e bancos privados. Especializado em hipotecas, o HRE também foi afetado em suas contas por carregar os problemáticos créditos imobiliários americanos que estão no centro da crise financeira que abala a economia mundial desde o ano passado.
A situação do HRE reforça a percepção de que as instituições financeiras européias seguem pelo mesmo caminho dos bancos americanos, que anunciaram rombos bilionários e, ou foram 'engolidos' por outros bancos, ou tiveram que ser socorridos pelo governo local.
---------------
Folha Online,
---------

ELEIÇÕES MUNICIPAIS: AINDA ''ARGUEIROS'' NA VISÃO...

>
6 de outubro de 2008

O Globo
Manchete: Rio derrota Cesar e Crivella: Paes e Gabeira vão a 2º turno
Com a participação de 82% do eleitorado, o Rio pôs fim à Era Cesar Maia na prefeitura, impondo a terceira derrota consecutiva ao senador Marcello Crivella (PRB) em sua pretensão de exercer um cargo executivo no estado. Com 31% a 25% dos votos válidos, respectivamente, Eduardo Paes (da coligação PMDB-PTB-PP-PSL) e Fernando Gabeira (PV-PSDB-PPS) conquistaram o direito de disputar o segundo turno das eleição para prefeito. Crivella teve 19%. Gabeira, candidato ciclista, que não atacou adversários e não tinha cartazes de campanha para não sujar a cidade, virou um fenômeno eleitoral. O DEM de Cesar Maia, massacrado ao obter só 4% para sua candidata Solange Amaral, deve anunciar hoje apoio a Gabeira. Paes vai procurar o apoio de Crivella, do PT e do PCdoB de Jandira Feghali, que conseguiu 9,7% dos votos. O peemedebista chega ao segundo turno com um discurso voltado para as áreas mais carentes, destacando a união entre município, estado e governo federal. O prefeito nomeará até amanhã uma equipe de transição. (págs. 1, 3 a 11)
Kassab surpreende e lidera apuração
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), surpreendeu e, apurados 81% das urnas, liderava a disputa com 34,37% dos votos válidos, à frente de Marta Suplicy (PT), que tinha 31,27%. Geraldo Alckmin (PSDB) estava com 23,04%. O desempenho de Kassab fortalece o governador tucano José Serra, que o apoiou nos bastidores e não fez campanha por Alckmin. Mesmo que Marta conseguisse assumir a liderança durante a madrugada, a disputa voto a voto em São Paulo acendeu o sinal de alerta do PT. Lula deve reforçar o apoio a Marta no segundo turno. (págs. 1, 16, 17 e 18)
Em BH, eleitor pune ‘salto alto’ de Aécio
Em Belo Horizonte, Leonardo Quintão (PMDB), um jovem deputado que entrou na disputa como azarão, chegou apenas dois pontos percentuais atrás do super-favorito Márcio Lacerda (PSB), apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT). Lacerda, que era cotado para vencer no primeiro turno até poucos dias antes da votação, teve 43%, contra 41% de Quintão. Aécio, que chegara a ironizar a falta de adversário, tentou minimizar o impacto do resultado, dizendo que a tese da convergência entre PT e PSDB avança. “Chegaremos na frente.” (págs. 1 e 20)
------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: Kassab chega na frente de Marta
Em ascensão na reta final, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), chegou à frente da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) no primeiro turno da disputa pela prefeitura. O segundo turno será no dia 26 de outubro. Com quase todas as urnas da cidade apuradas, a vantagem de Kassab sobre Marta era inferior a um ponto. A campanha do prefeito já articula um “arrastão partidário”, para ampliar alianças e tentar isolar a adversária. (págs. 1 e Eleições 2008)
Peemedebista surpreende candidato de Aécio em Minas
Leonardo Quintão, 33, foi ao segundo turno quase empatado com Márcio Lacerda; o governador apostava que Lacerda se elegeria ontem. (págs. 1, Esp. 5 e 12)
Gabeira ultrapassa Crivella e enfrenta Eduardo Paes no Rio
Deputado federal do PV ficou com 25,6% dos votos, contra 32% do peemedebista; Datafolha foi o primeiro a detectar a sua ascensão. (págs. 1 e Esp. 10)
Petista vai ao segundo turno com prefeito em Porto Alegre
Maria do Rosário teve 22,73% dos votos, contra 43,85% de José Fogaça (PMDB); Manuela D’Ávila (PCdoB) fica fora e deve apoiar Rosário. (págs. 1 e Esp. 13)
Contra crise bancária, Alemanha anuncia garantia a contas
A Alemanha anunciou que vai garantir todas as contas bancárias do país, em ação para evitar uma corrida aos bancos. Hoje, só depósitos de até € 20 mil (R$ 56 mil) por conta são garantidos. (págs. 1, A9 e A10)
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Kassab cresce no fim e vai com Marta ao 2º turno em São Paulo
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) vão disputar o segundo turno da eleição à Prefeitura de São Paulo, numa briga que opõe o governador tucano José Serra e o presidente Lula. A campanha já está traçada: as gestões serão comparadas. Marta disse que Kassab fez metade do que ela, mesmo tendo R$ 10 bilhões a mais. O prefeito rebateu: “ Nossa gestão teve melhores resultados”. Kassab disse que a costura de aliança com os tucanos para o segundo turno será conduzida principalmente por Serra, e afirmou que considera “natural” o apoio de Soninha (PPS). (págs. 1, H1 a H8)
Gabeira chega na frente de Crivella
Eduardo Paes (PMDB) disputará o segundo turno da eleição no Rio com Fernando Gabeira (PV), que superou Marcelo Crivella (PRB). Gabeira teve desempenho superior ao apontado pelas pesquisas. O PMDB do governador Sérgio Cabral esperava que Paes obtivesse uma vantagem maior e já prepara ajuste para o segundo turno: o presidente Lula será chamado a participar da campanha. (págs. 1 e H15)
Meirelles diz que BC deve usar reservas
O Banco Central está usando as reservas cambiais do País para neutralizar a restrição de crédito a exportadores, disse o presidente do BC, Henrique Meirelles. Ele lembrou que o governo já interferiu no câmbio e poderá voltar a fazê-lo, “desta e de outras formas, quando julgarmos necessário”. O presidente Lula convocou para hoje reunião com líderes da base governista para discutir a crise. (págs. 1, B1 e B3)
------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Manchete: Paes 32% Gabeira 25%
Eduardo Paes (PMDB), com 32% dos votos, e Fernando Gabeira (PV), com 25%, vão disputar a preferência do eleitor carioca no segundo turno. Gabeira confirmou a ascensão final e ultrapassou Marcelo Crivella (PRB), que começou a campanha em primeiro lugar nas pesquisas e obteve ontem 20%. Nesta edição especial, tudo o que ocorreu pelo Brasil. (págs. 1 e Eleições A2 a A24)
TRE critica sujeira de candidatos: 4,8 toneladas apreendidas
Com poucos incidentes durante o dia, o maior trabalho do TRE do Rio foi com o material de campanha irregular: 4,8 toneladas apreendidas, entre placas, panfletos e santinhos. Boca-de-urna disfarçada e liberação de bebida integraram a lista de problemas.Em todo o Brasil, mais de 200 candidatos acabaram presos por propaganda irregular. (págs. 1, Eleições A4, A10, A11, A15 e A19)
Favela ocupada por tropas viram zona franca eleitoral
Ocupadas pelas tropas do Exército, favelas do Rio enfrentaram um dia tenso. Na Cidade de Deus, militares feriram dois homens acusados de agredir soldados. Na Rocinha, na Vila Cruzeiro e nos complexos do Alemão e da Penha, o vale-tudo prevaleceu. Entre os flagrantes, boca-de-urna, cabos eleitorais exercendo a função de mesários e intimidação de fotógrafo do JB. (págs. 1 e Eleições A13)
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: PMDB ganha força nas urnas. Já o PT...
As eleições municipais confirmaram o PMDB como o partido de maior expressão nacional. Os candidatos peemedebistas estão no segundo turno em cinco das maiores capitais do país: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e São Paulo, com o vice de Gilberto Kassab (DEM). O PT, por sua vez, teve um desempenho muito aquém do prometido.A esperada “onda vermelha”, resultante dos excepcionais índices de aprovação do presidente Lula, não se confirmou. A situação mais emblemática está em São Paulo, onde Marta Suplicy desceu da liderança nas pesquisas para o segundo lugar na contagem de votos. Na capital mineira, outra surpresa: Márcio Lacerda, grande aposta do governador Aécio Neves, venceu o concorrente Leonardo Quintão por uma diferença de apenas 30 mil votos. Como informou o Correio ontem, o mapa político nacional ficou marcado pelo continuísmo. (págs. 1, Tema do dia, 2 a 20)
Novo Português
Após a aprovação do acordo ortográfico da língua portuguesa, alunos de escolas públicas vão receber livros didáticos com as novas regras de grafia já a partir do próximo ano. O alfabeto ganha as letras k, w e y e o trema deixa de existir. Saiba como ficará a nossa língua. (págs. 1, Gabarito, capa 6 e 7)
Socorro Alemão acalma bancos
Para evitar quebradeira geral, governo da Alemanha garante que depósitos bancários estão seguros. Banco HRE, com risco de falência, receberá aporte de 50 bilhões de euros. (págs. 1 e 23)
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Eleições sancionam continuidade
Todos os prefeitos de capital que se candidataram a um novo mandato foram reeleitos ou vão disputar o segundo turno no dia 26. É o mais eloqüente sinal da aposta na continuidade administrativa na esfera municipal dado pelo eleitorado desde a aprovação da emenda constitucional que instituiu a reeleição, em 1997.Nas cinco maiores capitais do país – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador – a decisão ficará para o segundo turno, o que ainda deixa indefinida a configuração das forças partidárias para 2010. (págs. 1, A5 a A16 e A20)
Governos europeus socorrem bancos
Governos na Europa tentavam desesperadamente salvar bancos do colapso, ontem, enquanto crescia o medo na população. As televisões mostraram alguns clientes na Bélgica visivelmente aliviados quando conseguiram sacar dinheiro de uma máquina eletrônica do banco Fortis. Já era perto de meia-noite na Bélgica quando o governo anunciou que o francês BNP Paribas adquiriu 75% do braço belga do Fortis pagando em ações US$ 11,4 bilhões. (págs. 1, C1 a C10)
Sob pressão, Anbid tenta regular IPOs
Sob pressão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Andib) deve adotar em 45 dias novas normas para controlar os conflitos de interesse na oferta de ações (IPOs). A presidente da CVM, Maria Helena Santana, disse à “ValorInveste”, que circula nesta edição, que a própria CVM baixará as normas se a auto-regulamentação não ocorrer. (págs. 1 e ValorInvest)
------------------------------------------------------------------------------------
Gazeta Mercantil
Manchete: TIM renova conselho e muda foco para cliente e rentabilidade
Com um invejável currículo e muita experiência nos mercados financeiros, o italiano Gabriele Galateri di Genola, que há quase um ano é o chairman da Telecom Itália, assumiu também a presidência do conselho de administração da TIM Brasil. Em sua primeira entrevista à imprensa brasileira revela muito entusiasmo com os novos desafios e destaca que o Brasil é prioridade absoluta nos investimentos externos. “O País representa 59% das operações internacionais da companhia. Depois da Itália, o Brasil é o mais importante mercado”, afirma o executivo que chefiará mais de R$ 7 bilhões de investimentos em modernização nos próximos três anos. (págs. 1 e C1)
Humor do mercado traz impacto para risco-Brasil
Os principais indicadores utilizados para medir a aversão ao risco dos ativos brasileiros apresentaram forte alta em setembro e início de outubro, com o agravamento da crise no mercado internacional, que praticamente anulou os efeitos da obtenção do grau de investimento pelo Brasil. O risco-Brasil medido pelo índice Embi+ do JPMorgan alcançou 348,97 pontos básicos. Já o prêmio de risco-Brasil medido pelo swap de crédito (CDS) de vencimento em cinco anos estava a 210,80 pontos básicos.Para o estrategista-chefe do banco West-LB, Roberto Padovani, a elevação do risco-Brasil, que tem se acentuado desde meados de junho, é reflexo de um aumento da aversão ao risco no mercado em geral, agravada pela retração da liquidez e incerteza sobre o mercado bancário.O mercado demonstrou, sexta-feira, que não acredita nos efeitos do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões, que, no entender de especialistas, chega tarde demais. (págs. 1 e B1)
Déficit de moradias pede ação política
Às vésperas do anúncio do Plano Nacional de Habitação, em desenvolvimento há dois anos, há expectativa sobre as soluções que serão apresentadas pelo governo para sanar o déficit de moradias. Dados do Centro de Informações da Gazeta Mercantil, com base no Pnad 2008, mostram que 3,6 milhões de famílias vivem em condições de coabitação, o que representa 58% do déficit. Empresários de vários estados afirmam: o problema da habitação é uma questão de vontade política. (págs. 1, C8, C9 e C10)
Institutos erram e Serra vence em São Paulo
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), com pouco mais de 90% dos votos apurados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), estava à frente na disputa pela capital paulista, com 33,8%. A favorita em todas as pesquisas — inclusive nas de boca-de-urna —, era a candidata do PT, Marta Suplicy, que registrava 32,42% dos votos. Resultados oficiais discrepantes das pesquisas aconteceram em vários municípios do País, o que, mais uma vez, questiona o trabalho dos institutos.(págs. 1, A8, A9, A10 e A11)
------------------------------------------------------------------------------------

http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir

-----------------------

sábado, outubro 04, 2008

EDITORIAL: KEYNES E A DEMANDA AGREGADA

>
... Cremos que o momento financeiro mundial é crucial para revermos este ensaio.


A teoria econômica de Lord Keynes e a ideologia triunfante do nosso tempo

[Por Alceu Garcia19 de março de 2002

Alceu Garcia não existe. É o pseudônimo de um cidadão que, cercado de esquerdistas por todos os lados, e já conhecendo o tratamento que eles dão a quem ouse contrariá-los no local de trabalho, tem bons motivos para desejar permanecer incógnito. Camuflado ou não, é um excelente escritor, e é com muita honra que apresento e agradeço sua contribuição notabilíssima ao debate que ando travando há tempos com os devotos de Lord Keynes. Outros textos de Alceu Garcia aparecerão nesta página nas próximas semanas. O. de C. (13 de março de 2002)].

Introdução

Dificilmente se passa uma semana sem que o economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) seja louvado por escritores e colunistas de nomeada, especialistas na matéria ou não, como o genial autor de uma revolução copernicana na economia e um grande benfeitor da humanidade. O cultuado escritor L.F. Veríssimo elogiou o "espírito público" de Keynes em sua coluna em O Globo, e lamentou que a visão egoísta e os interesses imperialistas dos americanos tenham prevalecido sobre os propósitos benevolentes do inglês no acordo de Bretton Woods. Uma ativista americana que participou do recente Fórum Social Mundial de Porto Alegre, entrevistada pelo JB, concitou a humanidade a adotar políticas keynesianas para redimir os bilhões de miseráveis do planeta. A última moda da esquerda festiva parisiense é uma estridente propaganda em prol da dita "taxa tobin" sobre movimentações financeiras internacionais, inspirada em estudo de James Tobin, economista americano da melhor estirpe keynesiana. O jornalista Cesar Benjamim, remanescente do marxismo-leninismo ortodoxo, escreveu em artigo na Caros Amigos que a Lei da Responsabilidade Fiscal, que limita as despesas públicas à arrecadação, é nociva, de vez que os gastos deficitários do estado possuem um efeito multiplicador que espalha a prosperidade e resulta em aumento na arrecadação futura, recobrando o equilíbrio orçamentário em outro nível. Isso não é nem Marx, nem Lenin; é macroeconomia keynesiana pura. Curiosamente, no número seguinte do mesmo periódico Benjamim proferiu um candente libelo contra... a macroeconomia!
No universo dos especialistas o prestígio do luminar de Cambridge é ainda maior. O ex-ministro do governo Sarney e banqueiro João Sayad, aquele mesmo responsável pelo fracassado Plano Cruzado e que hoje atormenta os paulistanos como secretário de finanças da prefeita Dona Marta, exalta Keynes frequentemente em suas lacrimosas colunas no JB, salientando que o inglês foi o primeiro a manifestar interesse pela questão do desemprego e em como salvar os trabalhadores das garras do capitalismo predatório Os economistas responsáveis pelo projeto econômico do PT, Guido Mantegna, Luiz Beluzzo, o próprio Sayad e outros, baseiam-se muito em Keynes e pouco em Marx, o contrário do que normalmente se esperaria de um partido de extrema-esquerda. Não menos keynesianos são os economistas do PSDB "autêntico", pontificando entre eles outro ex-ministro de Sarney e comandante de mais um desastrado "plano", Bresser Pereira. A revista República, hoje o veículo semi-oficial da candidatura Serra, não poupa elogios a Keynes e invectivas contra o superado neoliberalismo do americano Milton Friedman. O colunista do New York Times Paul Krugman, cujas diatribes ultra-keynesianas são reproduzidas em alguns jornais brasileiros, é acatado por seus congêneres tupiniquins, acadêmicos ou não (com a exceção de Gustavo Franco), como a máxima autoridade mundial em economia. Os juízos de Krugman produzem em nosso país um efeito categórico de Roma locuta, causa finita.
Os exemplos dessa profunda identificação entre o pensamento e a propaganda esquerdista com Keynes e suas idéias são inúmeros. O curioso, por outro lado, é que também certa direita reinvindica Keynes como um de seus patronos. Basta lembrar de Delfim Netto e Mario Henrique Simonsen, ministros do regime militar e adeptos das teorias keynesianas, os quais dirigiram a mais extensa invasão do domínio econômico pelo estado na história do nosso país e fizeram da economia brasileira uma das mais estatizadas do mundo. Liberais como o falecido J.G. Merquior também relacionam Keynes como um eminente prócer do liberalismo. Tudo isso é bastante perturbador e inconclusivo. Afinal, Keynes foi um socialista, conservador ou liberal? Talvez suas inovações científicas simplesmente sejam rigorosamente irrefutáveis e, portanto, ideologicamente neutras, não podendo responder por apropriações indevidas, por todas as correntes políticas, da verdade apoditicamente demonstrada. A proposta desse ensaio é tentar elucidar esse enigma, desvendando a verdadeira filosofia social do economista britânico e sua posição no quadro do pensamento econômico, ideológico e político contemporâneo.
(...)
--------------------
----------------------
[Reproduziremos em partes este ensaio durante a próxima semana...].

sexta-feira, outubro 03, 2008

''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

03 de outubro de 2008

O Globo
Manchete: Temor de novo veto a pacote nos EUA derruba as bolsas
Nem a aprovação do pacote anticrise pelo Senado americano ajudou a acalmar os mercados que tiveram ontem um dia de fortes perdas. A bolsa brasileira, mais uma vez, teve a maior queda: 7,34%, após ter oscilado até 9,41%. O dólar disparou 5,09% e fechou a R$ 2,023, maior cotação desde agosto de 2007. Em Nova York, o Dow Jones caiu 3,22% e o Nasdaq recuou 4,48%. Hoje, o pacote deve ir à votação na Câmara, com risco de ser rejeitado novamente. Há grupos de deputados contrários às emendas que elevaram o custo para US$ 850 bilhões. À noite, o BC brasileiro anunciou mudanças nas regras compulsórias dos bancos para dar mais liquidez ao mercado. (págs. 1, 29 a 35, Míriam Leitão, Merval Pereira e Editorial "Desconfiança")
Apoiado por Lula, Severino sobe
Com vídeo de apoio de Lula e a presença de ministro nos comícios, o ex-deputado Severino Cavalcante canta vitória em sua cidade natal. (págs. 1 e 13)
Graziano: Minc expôs sujeira sob o tapeteO ex-presidente do Incra Xico Graziano elogiou o ministro Carlos Minc por "levantar a sujeira sob o tapete", ao publicar lista que aponta assentamento de sem-terra como os maiores causadores de desmatamento na Amazônia. "A reforma agrária no Brasil, com este formato, é antiecológica." O Ibama admite fechar um acordo para perdoar a dívida milionária do Incra. (págs. 1 e 16)
Privatização em rodovias federais avança
Mais de 600 quilômetros das rodovias federais BR-116 e BR-324, na Bahia, serão privatizados em 1º de dezembro. O valor máximo de pedágio é de R$ 2,80 por trecho. Empresários temem que grupos estrangeiros fiquem de fora por causa da crise global. (págs. 1 e 36)
Graziano: Minc expôs sujeira sob o tapete
O ex-presidente do Incra Xico Graziano elogiou o ministro Carlos Minc por "levantar a sujeira sob o tapete", ao publicar lista que aponta assentamento de sem-terra como os maiores causadores de desmatamento na Amazônia. "A reforma agrária no Brasil, com este formato, é antiecológica." O Ibama admite fechar um acordo para perdoar a dívida milionária do Incra. (págs. 1 e 16)
COB: Nuzman é reeleito na surdina
O presidente Carlos Arthur Nuzman foi reeleito por aclamação no COB, em pleito contestado por algumas confederações, como a CBF, que não mandou representante. Nuzman ignorou o prazo mínimo de convocação previsto no estatuto do comitê. (págs. 1 e 42)
Chefe da Scotland Yard se demite
O comissário da Scotland Yard, Ian Blair, pediu demissão, pondo fim a uma gestão polêmica marcada pelo assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes. Atritos com o prefeito Boris Johnson e má gestão de verbas públicas teriam causado a saída. (págs. 1 e 39)
A conquista do Oeste
Os quase 40% dos votos cariocas que se concentram na Zona Oeste foram disputados ontem, palmo a palmo, pelos candidatos a prefeito que aparecem à frente nas pesquisas. Eduardo Paes (PMDB) fez campanha ao lado do pastor evangélico Manoel Ferreira e se empenhou em explicar suas propostas para as vans, rebatendo os ataques que tem sofrido de cooperativas do setor. Marcelo Crivella (PRB) insistiu em se apresentar como o candidato dos pobres contra aquele que apontou como o dos ricos (Paes). Fernando Gabeira (PV) conversou com eleitores no calçadão de Bangu e disse que não quer ser o candidato anti-Lula. Ele disse ter dúvida sobre qual candidato o presidente prefere. Jandira Feghali (PcdoB) concentrou suas críticas em Gabeira, mas se disse anti-Crivella. (págs. 1 e 3)
------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: Bolsa cai 7,3% e dólar passa de R$2
Um dia após o Senado americano aprovar um pacote financeiro de US$ 850 bilhões, os mercados voltaram a sofrer fortes perdas. A Bovespa fechou em queda de 7,34%, superior à dos demais mercados. no pior momento, a desvalorização chegou a 9,41% e quase o pregão foi interrompido - o que ocorreria se as perdas superasssem 10%. O dólar subiu 5,09%, para R$ 2,023. A divulgação de novos dados ruins da economia americana puxou o mau humor geral. Em Nova York, O Dow Jones recuou 3,22%. Os mercados emergentes também caíram fortemente. Mesmo que a Câmara aprove hoje o pacote, teme-se que a economia dos EUA não escape da recessão. A equipe econômica apresentou ao presidente Lula plano com vários cenários de medidas para combater os efeitos da crise. Lula quer garantir crescimento de 4% nos próximos anos. (págs. 1 e Dinheiro)
Foto: Moeda americana sobe 30% em 2 meses
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com a Organização das Cooperativas Brasileiras, no Planalto, pela manhã.
EditoriaisLeia "Cautelas fiscais", sobre prevenção contra a crise e "Concessões sem controle", acerca de autorizações de TV. (págs. 1 e A2)
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Dólar bate R$ 2,00 e bolsa cai com incertezas sobre pacote
Os mercados mundiais tiveram ontem novo dia de tensão e quedas fortes, apesar da aprovação pelo Senado dos EUA, no dia anterior, do pacote de US$ 700 bilhões para socorrer o sistema financeiro do país. Permanece o temor de recessão global e de que a crise bancária atinja também Europa e Japão. A Bovespa caiu 7,34% e o dólar foi a R% 2,021, superando os R$ 2 pela primeira vez desde agosto de 2007. A desvalorizaçao do real atingiu 18,5% no último mês. Em Nova York, a bolsa recuou 3,22%, diante da incerteza sobre o pacote de ajuda. O plano enfrenta forte resistência e sua votação na Câmara, prevista para hoje, pode nem acontecer, já que a presidente da Casa, a democrata Nancy Pelosi, disse que o texto só iria a plenário se houvesse votos suficientes para aprová-lo. Na Europa, os líderes devem se reunir amanhã para dar uma reposta à crise, mas a UE está dividida. No Brasil, o governo decidiu fazer economia de gastos e busca folga fiscal para 2009, quando se espera que o efeito da crise surja com mais força. (págs. 1, B1 a B11)
Bancos médios vão atrás de recursos
Com dificuldade para captar recursos, bancos médios brasileiros buscam financiamento pela emissão de papéis baseados em empréstimos a receber. Em setembro, os pedidos de emissão somaram R$ 1,4 bilhão. (págs. 1 e B7)
Terceirização pode ser limitada pelo governo
Anteprojeto enviado pelo Ministério do Trabalho ao Planalto propõe novas regras que dificultam a contratação de serviços terceirizados, informam Isabel Sobral e Rui Nogueira. Pelo texto, empresas privadas não poderiam manter por mais de cinco anos contratos do mesmo serviço terceirizado. Profissionais liberais também ficariam impedidos de registrar empresas exclusivamente para prestar serviços - as chamadas "empresas de um funcionário só". (págs. 1 e B14)
Brasil e Espanha fazem acordo Convênio dá assistência jurídica a barrados nos dois países. (págs. 1 e C1)
Fórum Estadão: Crise desafia país a fazer reformas Em caderno especial, analistas pedem novo debate sobre a Previdência. (pág. 1)
Os 20 anos da Constituição Os defeitos da Constituição não são poucos, mas ela tem servido como bom farol para a vida brasileira. A comemoração de seus 20 anos é também a celebração da estabilidade política. (págs. 1 e A3)
Artigo: Amizade histórica Celso Amorim e Serguei Lavrov: O laço Rússia-Brasil independe da conjuntura. (págs. 1 e A2)
Crianças da classe A são as que tomam menos vacinas Crianças da classe A tomam menos vacinas, revela estudo da Santa Casa de SP. O fenômeno é nacional, mas se acentua no Sudeste, onde só 68,9% das crianças mais ricas receberam as vacinas do calendário oficial. A meta é de 95%. (págs. 1 e A22)
Livrarias e editoras se expandem A abertura de loja da Livraria Cultura dedicada à Companhia das Letras reforçou segmento do mercado em expansão: o de editoras que mantêm livrarias com seu nome, como acontece na França. Com canal exclusivo de distribuição, elas testam quais títulos interessam mais. (págs. 1 e D5)
Marta e Kassab já reúnem munição para o 2º turno Os comitês de Marta Sulicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM) já reúnem munição para o segundo turno da eleição em São Paulo. A equipe de Kassab separou imagens de 2004 em que Marta, então prefeita, aparece batendo boca com uma eleitora que reclama de enchentes. Eles temem a exibição de cenas de Kassab chamando um autônomo de "vagabundo" durante vistoria a posto de saúde. (págs. 1 e A4)
------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Manchete: Nos EUA, mutirão a favor do pacote
Um mutirão de lobistas resolveu agir para aprovar a nova versão do pacote de socorro contra a crise que abala o mercado financeiro internacional. Aprovado pelo Senado americano na quarta-feira, o projeto, que destina US$ 700 bilhões para evitar o xeque-mate de instituições financeiras, já foi aumentado para US$ 850 bilhões e será votado hoje na Câmara. As linhas telefônicas ficaram sobrecarregadas, com chamadas tentando convencer os relutantes. Mas o mercado parece não se saciar facilmente. A Bovespa liderou a queda das bolsas: - 7,34%. (págs. 1 e Economia A18)
Horário eleitoral perdeu audiência
Terminou ontem o horário eleitoral gratuito do primeiro turno, no rádio e na TV, com baixos índices de audiência. Os números do Ibope em São Paulo – segundo a Rede Globo, semelhantes aos do Rio – apontam que a quantidade de aparelhos ligados caiu 17% nas transmissões da tarde. Nas noturnas, 12%. Cientistas políticos consideram os programas de Eduardo Paes e Fernando Gabeira como os melhores. (págs. 1, Tema do dia A2 e A3)
Chefe da Scotland Yard renuncia após caso Jean Charles
Pressionado por críticas à sua ineficiência e acusação de racismo na resolução do caso da morte do brasileiro Jean Charles, o chefe da Scotland Yard, Ian Blair, anunciou que vai deixar o cargo. No pronunciamento da renúncia, nem remorso nem pedido de desculpas. Blair avisou que sai “pelo interesse dos londrinos”. (págs. 1 e Internacional A22)
Radioterapia curta é mais eficaz
Estudo feito no Canadá, que acompanhou por 12 anos grupos de mulheres com câncer de mama em estágio inicial, recomenda uma nova técnica de radioterapia: o tratamento é mais eficaz se durar três semanas, em vez de cinco. (págs. 1 e A24)
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: Jogatina de grã-fino na Península dos MinistrosA QL 12 do Lago Sul, conhecida como Península dos Ministros, é um dos endereços mais nobres de Brasília. Tem como moradores o presidente da Câmara dos Deputados, o presidente de Senado, o ministro da Fazenda. Em uma operação concluída na madrugada de ontem, investigadores da 10ª Delegacia de Polícia desativaram um cassino que funcionava na casa 9 do Conjunto 20, vizinho às residências de poderosos da capital federal. Quarenta pessoas foram presas em flagrante, entre elas dois comerciantes jordanianos. Os policiais apreenderam mesas, fichas, baralhos, livros-caixas, recibos e comprovantes de movimentação financeira da casa. O material recolhido foi suficiente para encher dois caminhões. Uma primeira análise indica que as apostas no cassino do Lago Sul chegavam a R$ 3 mil. (págs. 1 e 25)
BC permite que bancões salvem banquinhos brasileirosNo fim da noite, o Banco Central anunciou mudanças nas regras dos depósitos compulsórios, para injetar R$ 23,5 bilhões no sistema financeiro. Grandes bancos ganharam autorização para adquirir carteiras de crédito dos menores, em apuros desde que a crise dos EUA interrompeu as linhas de financiamento internacionais. (págs. 1, 12 e Tema do Dia)
Incertezas levam dólar a mais de R$ 2A taxa de câmbio brasileira encerrou o dia cotada a R$ 2,02, alta de 5,3%. A bolsa de São Paulo caiu 7,3%. Tudo porque ninguém mais sabe como vai acabar a crise americana. (págs. 1, 12 e Tema do Dia)
Chefe da Scotland Yard, enfim, deixa cargoIan Blair, comissário da polícia londrina, sucumbiu à pressão pelos erros da operação na qual o brasileiro Jean Charles de Menezes acabou assassinado, há três anos. Ele deixará o cargo em 1º de dezembro. O último a tomar tal decisão foi James Monro, em 1890, por não conseguir prender Jack, o Estripador. (págs. 1 e 24)
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Receita alta explica onda de reeleição nas capitaisAs contas públicas explicam parte importante da força reeleitoral deste ano – os candidatos com apoio da prefeitura lideram as pesquisas de intenção de voto em 20 das 26 capitais estaduais. A receita corrente das prefeituras das capitais saltou de R$ 41 bilhões em 2004 para R$ 59,6 bilhões em 2007 (aumento de 46,8%). No conjunto dos municípios, os recursos disponíveis tiveram um aumento ainda maior, de 52,4%. Foi uma alta mais significativa do que aquela observada nas receitas da União (45,7%) e dos Estados (41,7%) no mesmo período.O Rio – capital que teve o menor aumento de receita (24,1%) – é a cidade em que a candidatura apoiada pela máquina municipal registra o pior resultado nas pesquisas. Sustentada pelo prefeito César Maia (DEM), a deputada Solange Amaral (DEM) disputa o quinto lugar com Chico Alencar (P-SOL) e Alessandro Molon (PT).O prefeito que provavelmente será campeão proporcional de votos no Brasil, Cícero Almeida (PP), de Maceió, assistiu a um aumento de 60,5% em sua receita. No entanto, a relação entre alta de receita e vitória na eleição não é automática. A receita da prefeitura de São Paulo subiu 55,8% no período, o que não foi suficiente para levar o prefeito Gilberto Kassab (DEM) à liderança, embora deva passar para o segundo turno com chances de vender Marta Suplicy (PT).Caso o resultado das pesquisas se confirme nas urnas, haverá um grande contraste em relação ao que ocorreu quatro anos atrás. Em 2004, em ambiente geral de crise econômica, a oposição venceu em 16 das 26 capitais estaduais e dez prefeitos foram reeleitos. Foi a primeira gestão regida do início ao fim pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabeleceu limites de endividamento e de gastos.A elevação das receitas dos municípios nos últimos anos foi resultado de uma combinação de fatores que vão desde mudanças na lei até o desempenho geral da economia. Mas a geração de recursos próprios, sobretudo nas capitais, teve lugar de destaque. Enquanto as transferências da União tiveram uma elevação de 38,6% e as dos Estados subiram 35,8%, a arrecadação tributária nas capitais aumentou 51,8% nos últimos três anos, principalmente em razão da mudança no Imposto sobre Serviços (ISS), o principal tributo das prefeituras. (págs. 1 e A18)
Dólar supera R$ 2 em mais um dia nervosoUma nova rodada de indicadores ruins sobre a economia americana e especulação levaram o dólar a ultrapassar a casa dos R$ 2 - fechou a R$ 2,023 - e subir 5,09% ontem. As bolsas de valores levaram mais tombos e a Bovespa chegou perto de interromper seu pregão diante de uma queda de 9,4%. O Ibovespa encerrou o dia com perda de 7,34%. A bolsa de Nova York caiu 3,22%, em mais um dia de queda generalizada das ações. A corrida ao fechamento de câmbio por parte dos exportadores para aproveitar a cotação favorável do dólar não tem sido suficiente para contrabalançar dois movimentos opostos. O primeiro, de restrição das linhas externas de financiamento para Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC). O segundo, de saída de divisas do país no câmbio financeiro. Desde o dia 5, com raras exceções, o fluxo cambial diário se manteve ligeiramente negativo. O Banco Central não se moveu no mercado de câmbio. Sua ausência equivaleu ao recado de que a alta do dólar não se sustentará, cessado o movimento especulativo. O BC não percebeu falta de liquidez nem de linhas externas. Operadores de câmbio consideram a notícia de que os dados relativos ao fluxo cambial passarão a ser divulgados semanalmente como um indício de que o BC pretende demonstrar que não está faltando liquidez no sistema. (págs. 1, C1 a C12 e D1)
Destaques: atividade industrialA produção da indústria brasileira diminuiu 1,3% em agosto em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Na comparação com agosto de 2007, o indicador mostra crescimento de 2%. No acumulado do ano, a alta chegou a 6% e 6,5% em 12 meses. (págs. 1 e A3)
Destaques: floresta em pé gera lucroA Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma, no Amazonas, recebeu aval da auditoria alemã Tüv Süd para negociar créditos de carbono pelo não-desmatamento da floresta. É a segunda operação do gênero no mundo e a primeira no Brasil. (págs. 1 e A4)
Destaques: exportações de carneA União Européia decidiu ontem restabelecer a habilitação do Mato Grosso do Sul e áreas do Mato Grosso e Minas Gerais para exportar carne bovina in natura a seus mercados. Atualmente, apenas 364 propriedades no país podem exportar para a UE. (págs. 1 e B11)
Destaques; Codesp quer elevar receitaProposta levada pela Codesp, administradora do porto de Santos, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários prevê a participação das companhias docas estatais nos resultados dos terminais privados. A mudança valeria para os novos arrendamentos. (págs. 1 e B8)
Projetos de governos da América do Sul agitam o mercado de satélites (págs. 1 e B2)
Destaques: demissões nos EUAAs empresas americanas anunciaram cortes de 95 mil postos de trabalho no mês passado, um número 7,2% maior do que as 88 mil demissões feitas em agosto. Até setembro, já foram suprimidas 763 mil vagas, quase o mesmo que em todo o ano passado. (págs. 1 e D2)
Brenco fecha venda de álcool anidro aos EUAA Brenco fechou na quarta-feira, no Texas, um acordo comercial para exportar 1 bilhão de litros de álcool anidro para a companhia petrolífera americana Lyondell. O Valor apurou que o contrato tem a duração de quatro anos e que os embarques começarão a ser realizados a partir do quarto trimestre de 2009, até 2013. Em valores atuais, a negociação envolve cerca de US$ 680 milhões. (págs. 1 e B11)
Pedro Afonso começa a plantar cana-de-açúcarAo contrário da maioria dos municípios de Tocantins, a festa anual de Pedro Afonso não celebra o gado, mas sim a soja. E é natural que seja assim, porque o grão domina a vida econômica da cidade e de toda a região. Mas isso vai mudar. A soja dará lugar à cana-de-açúcar. Com a chegada da Ferrovia Norte-Sul, que terá uma estação de transbordo a menos de 20 quilômetros da cidade, grandes grupos, como a Bunge, estão comprando terras para plantar cana.A estimativa da cooperativa agroindustrial de Pedro Afonso é que a área plantada com soja caia mais de 70% nos próximos três anos. "A soja vai migrar para regiões mais distantes. Aqui em Pedro Afonso, o que vai ter mesmo é cana", reconhece Vanderlei de Souza, gerente da Coapa. A cidade, que foi pioneira da soja no Estado, está vivendo uma mudança que se repete com mais ou menos intensidade em outras regiões que prosperaram com a produção de grãos e agora, com a grande demanda por biocombustíveis, se voltam para a cana. (págs. 1 e B12)
Emissões privadas de ações suprem IPOsCosan receberá um aporte do Gávea, fundo gestor de recursos do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, por meio de um aumento de capital privado de US$ 130 milhões. O controlador, Rubens Ometto, colocará outros US$ 50 milhões. É a quarta empresa a levantar recursos por meio de emissão privada de ações, atraindo fundos de participações ou de ações com foco no longo prazo. Com o mercado de capitais fechado a emissões públicas (IPOs), os negócios se voltam para operações que combinam a chegada de novos sócios com o aporte de mais recursos dos acionistas. "Para nós, o momento é espetacular", disse Luiz Fraga, sócio do Gávea, que captou US$ 1,2 bilhão, há dois meses, para abertura da terceira carteira. (págs. 1 e D3)
IdéiasNaércio Menezes Filho: em breve não haverá mais aumento da demanda por cursos superiores. (págs. 1 e A17)
IdéiasRobert Skidelsky: crescimento foi maior e mais estável na era keynesiana do que na era de Friedman. (págs. 1 e A17)
IdéiasMaria Cristina Fernandes: Marta não conseguiu reduzir rejeição. (págs. 1 e A6)
------------------------------------------------------------------------------------
Gazeta Mercantil
Manchete: Mercados se retraem à espera do pacoteDescrença. Este foi o sentimento que levou os mercados a nova queda ontem, um dia após a aprovação do pacote de socorro ao setor financeiro pelo Senado norte-americano. Não bastassem as inúmeras alterações na proposta original, que elevaram o total da ajuda para US$ 850 bilhões, a votação do pacote na Câmara dos Representantes, prevista para hoje, assim como sua real eficácia, é incerta. O Tesouro afirmou ontem que levará semanas para começar a desembolsar os recursos destinados a comprar os ativos podres dos bancos. Mesmo com medidas aprovadas e liquidez recuperada, especialistas acreditam que dificilmente os EUA evitarão uma recessão. “Não vamos colocar o projeto em votação sem ter os votos, mas estou otimista“, disse Nancy Pelosi, presidente da Câmara. Com tanta incerteza, o preço do petróleo recuou mais de 4%, a US$ 94 o barril, em Nova York. O dólar subiu frente a outras moedas. No Brasil, a moeda avançou 4,99%, cotada a R$ 2,021. O Ibovespa esteve perto de um novo circuit breaker, ao recuar 9,4%, mas fechou com queda de 7,34%. Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em queda de 3,2%. Nos EUA, o preço dos imóveis caiu tanto que uma casa chegou a ser leiloada por US$ 1,75 no site de leilões Ebay. (págs. 1 e B1)
Promessa de dinheiro novo não convence agricultoresA maioria dos produtores brasileiros ainda não conseguiu ter acesso aos R$ 45 bilhões prometidos pelo governo federal em julho para o custeio da safra 2008/09. O Banco do Brasil (BB), responsável por 63% do total destinado ao agronegócio, liberou até 30 de setembro R$ 4,155 bilhões. Mesmo com a limitação, o número é 70% maior do que em igual período de 2007.Para os representantes dos produtores, o adiantamento dos R$ 5 bilhões anunciados anteontem pelo governo não devem proporcionar o efeito esperado. “No ano passado sobraram R$ 2 bilhões do total e no anterior, R$ 5 bilhões. Isso prova que o produtor não tem sido atendido”, argumenta Carlos Sperotto, presidente da Comissão de Endividamento da CNA.A restrição atinge até quem paga as contas em dia. “Liquidei as dívidas para ter acesso ao crédito e agora estou sem capital de giro”, revela Anderson Taques Moreira Castro, produtor em Castro (PR). Independentemente da burocracia, os recursos são insuficientes, avalia Pedro Arantes, assessor econômico da Faeg.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou, ontem, tranqüilizar os agricultores, reafirmando que não faltará crédito para o custeio rural. (págs. 1 e B12)
Produção industrial recua em agostoO efeito calendário contribuiu para que a produção da indústria caísse 1,3% em agosto (que teve dois dias a menos que o mês anterior), mas já se torna visível que a economia brasileira começou a colher taxas mais moderadas de crescimento. O ritmo chinês de algumas categorias da indústria no segundo semestre do ano passado torna a base de comparação elevada demais para grandes saltos daqui para frente. As fábricas mantiveram em agosto o nível de produção nas alturas, mas mesmo assim o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou aumento de apenas 2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Como elevar o crescimento sobre um salto de 10,5%? Foi este o percentual de aumento da produção industrial em outubro do ano passado. O ritmo asiático foi empurrado pela produção de bens de capital, que cresceu 27,8% naquele mês, conforme lembra a pesquisadora do IBGE Isabella Nunes. Os bens duráveis no mesmo período cresceram 18,2%. “A base de agosto a dezembro está muito elevada e vai ser difícil crescer muito. Mas o ritmo da indústria continua crescendo e o patamar de produção é alto”, afirmou.O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, debitou a queda da produção em agosto à alta da Selic e à retração da demanda. (págs. 1 e A5)
Câmbio – Dólar ultrapassa a marca de R$ 2 (págs. 1 e B2)
Elétricas estão blindadas contra crise, diz estudoAgentes da cadeia produtiva do setor elétrico, que engloba as áreas de distribuição, transmissão e geração, afirmam que a atual crise financeira global não afetará os investimentos e a rentabilidade de empresas ligadas ao segmento. “Os agentes econômicos estão vendo o setor elétrico de forma muito positiva. É como se o segmento estivesse blindado à crise internacional”, diz o professor Nivalde José de Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que divulgou ontem um estudo sobre o setor. As razões para tanta confiança, afirma Castro, residem no fato de boa parte do endividamento das empresas energéticas ter sido feito com moeda local, além dos bons faturamentos obtidos nos últimos anos e das projeções de as receitas para o futuro estarem acima da inflação. “Eles têm a percepção de que a rentabilidade deverá se manter, pois as regras já estão definidas, avalia o professor. O otimismo ainda é revelado sobre projeções de investimentos, que serão maiores entre 2009 e 2012 do que têm sido nos últimos quatro anos, segunda a pesquisa. (págs. 1 e C3)
Orçamento da Marinha será de R$ 2,7 bilhões no próximo anoO orçamento da Marinha de Guerra do Brasil poderá alcançar R$ 2,7 bilhões em 2009. O anúncio abre perspectivas para a renovação de equipamentos da Força Naval. “Antes o orçamento destinava-se apenas ao custeio. Hoje já prevê investimentos”, diz o contra-almirante Antonio Carlos Frade Carneiro, coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha. O País tem 8.500 quilômetros de litoral para defender, além da exploração de petróleo do pré-sal, em pontos situados a até 300 quilômetros da costa. (págs. 1 e A6)
Crédito caro no comércio exteriorApesar de capitalizadas, as instituições financeiras preferem não emprestar, para manter liquidez e evitar riscos. Isso tem elevado consecutivamente a taxa de juros das linhas de comércio exterior (ACC). (págs. 1 e B3)
Fuga para a governançaOs departamentos de análise de várias corretoras endureceram os critérios de recomendação das ações. A palavra de ordem é priorizar empresas com práticas reconhecidas de governança corporativa. (págs. 1 e B4)
Satyam amplia receita no BrasilA Satyam, quarta maior empresa de tecnologia da Índia, planeja expandir para 5% a participação da receita oriunda da operação no Brasil em sua receita global, que até agora era de apenas 1%. (págs. 1 e C6)
OpiniãoMárcio Artur Laurelli Cypriano: No Brasil, os bancos e a equipe econômica tornaram-se referência em termos de rigor regulatório, vigilância, prudência e eficiência. (págs. 1 e A3)
MineraçãoAs exportações brasileiras de minério de ferro cresceram 28% em setembro (págs. 1 e C7)
Constituição Cidadã completa 20 anosNo dia 5 de outubro de 1988, o País conheceu a democracia através da promulgação da Constituição Federal. Em seu vigésimo aniversário, ela ainda divide a opinião de juristas. O símbolo máximo dos direitos individuais e fundamentais dos cidadãos completa duas décadas em meio a críticas sobre seu conteúdo e eficácia e com 3,7 milhões de normas editadas. (págs. 1 e Suplemento Especial)
O mestre reencontra seu primeiro amorNo início de 1941, do encontro entre o jovem Oscar Niemeyer e Juscelino Kubitschek, então governador de Minas Gerais, nascia o projeto de criar o mais belo bairro de Belo Horizonte, o Complexo da Pampulha, obra que projetou o nome do arquiteto. Hoje, aos 101 anos, Niemeyer volta a interferir na paisagem da cidade, a convite de outro governador, Aécio Neves, que encomendou ao mestre um Centro Administrativo. (págs. 1, D1 e D2)
------------------------------------------------------------------------------------
http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
------------------------