PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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terça-feira, abril 21, 2009

BRASÍLIA & JK [In:] "E POR FALAR EM SAUDADE..."

BRASÍLIA, ANO 50


Imprensa, cúmplices e culpados

Alberto Dines


Começa na terça-feira (21) o ano do cinqüentenário da criação de Brasília, que se completará em 21 de Abril de 2010. Temos, portanto, um ano para rever o processo que culminou com a transferência da capital para o Planalto Central.

Brasília significava muita coisa para o presidente Juscelino Kubitschek, e o significado maior foi a sua transformação em marco do processo de desenvolvimento. Motivo estratégico menos ostensivo era livrar a nova capital das pressões populares em cima do Congresso e do Executivo.

O Rio era uma cidade aberta, convite aos comícios e pressões populares. Agora, com os escândalos em série produzidos no Congresso, temos condições de perceber como Brasília ficou longe do escrutínio dos jornais e da opinião pública.

Antes de 1960, uma manchete produzida por um jornal impresso na Rua do Lavradio (ou ali perto, na Avenida Gomes Freire) levava multidões ao Palácio do Catete ou à Câmara Federal, onde os deputados logo a transformavam em crise nacional. Há dois meses acompanhamos diariamente as estarrecedoras denúncias sobre os abusos cometidos pelos parlamentares com o dinheiro público e nada acontece. Pior ainda é saber que as irregularidades e ilícitos são antigos e que a imprensa sempre conviveu com eles.

Olhos de ver

Brasília é uma Ilha da Fantasia e da prosperidade, onde todos são amigos, inclusive aqueles que deveriam ser inimigos ou pelo menos adversários, como seria o caso da imprensa e seus fiscalizados.

Nesta temporada de denúncias que envolvem o Congresso não há inocentes, todos são culpados ou cúmplices: os que sabiam e calaram e os que não sabiam porque não queriam enxergar.

Brasília começou como um pujante projeto de progresso; hoje, num dos ângulos da Praça dos Três Poderes, está a filial do retrocesso.

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http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=533IMQ009

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segunda-feira, abril 20, 2009

XÔ! ESTRESSE [In:] "E LA NAVE VA" *

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(*) F. Fellini.

EUA/AL/OBAMA [In:] ''I WANT YOU!!!"

AMÉRICA LATINA RECEBE BEM 'DOUTRINA OBAMA'
"DOUTRINA OBAMA" INICIA NOVA ERA NAS RELAÇÕES COM AMÉRICA LATINA


Autor(es): Patrícia Campos Mello
O Estado de S. Paulo - 20/04/2009


Estratégia de diálogo aberto até com líderes antiamericanos conquista países que viam EUA com suspeita

A estreia da "Doutrina Obama" na América Latina foi festejada como "uma nova era" no relacionamento entre os EUA e o resto do hemisfério. O presidente americano, Barack Obama, deixou a Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago elogiado por quase todos os líderes da esquerda, que viam com muitas reservas seu predecessor, George W. Bush. O novo líder americano comemorou o resultado de sua estratégia de se aproximar de países adversários. "Nos últimos dias, vimos sinais positivos na natureza das relações entre os EUA, Cuba e Venezuela", disse. Segundo ele, a neutralização das tensões na região fortalece os EUA. "Fica muito mais fácil para países amigos colaborarem conosco porque seus vizinhos e populações nos veem como uma força do bem ou, pelo menos, não como uma força do mal."

Nos EUA, porém, a aproximação de Obama e Chávez causou ruídos. Ontem o senador republicano John Ensign descreveu como "irresponsável" o presidente ser visto sorrindo ao lado de "um dos líderes mais antiamericanos do mundo". Em resposta, Obama reconheceu discordar de Chávez sobre política econômica e externa e sobre a inflamada retórica antiamericana do venezuelano, mas defendeu a nova "relação mais construtiva" com Caracas. "Venezuela é um país cujo orçamento de Defesa é provavelmente ínfimo se comparado ao dos EUA... é improvável que apertar a mão ou ter uma conversa educada com Chávez seja uma ameaça aos interesses estratégicos dos EUA", disse.

Obama defendeu sua doutrina de conversar com nações adversárias, lançada durante a campanha, quando o então candidato declarou que se aproximaria de Irã, Síria, Cuba e Venezuela. "Não concordo com todos os líderes em todas as questões, mas demonstramos aqui que é possível avançar quando há disposição de esquecer discussões antigas e velhas ideologias que têm distorcido o debate neste hemisfério."

A mensagem ecoou. No sábado, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que Obama era "inteligente" e o abordou afirmando "quero ser seu amigo". Manuel Rosales, presidente de Honduras, país-membro da Alternativa Bolivariana para as Américas, afirmou: "A chegada de Obama significa uma nova era no relacionamento entre os EUA e a América Latina."

Alguns, porém, continuaram reticentes. Em reunião da Unasul, o presidente boliviano, Evo Morales, afirmou esperar que Obama "repudiasse" uma suposta tentativa de golpe que teria sofrido com apoio americano. Obama respondeu enfaticamente ao apelo: "Condeno qualquer tentativa de derrubar governos eleitos democrativamente. Essa não é uma política de nosso governo."

O líder americano também admitiu que apertos de mão e sorrisos para foto não serão suficientes . "O teste para todos nós não são simplesmente as palavras, mas os atos." Na Europa, por exemplo, Obama foi recebido como estrela, mas saiu de mãos vazias, sem conseguir um aumento significativo de tropas da Otan para o Afeganistão. "Na Europa, a política deles dificulta que líderes apoiem o envio de mais soldados. Isso não mudará por eu ser popular lá ou porque os líderes acham que eu tenho respeito por eles."

Obama também salientou que pretende mudar a política americana para a América Latina. "Se nossa única interação com esses países for de combate a drogas ou militar, nós não vamos aumentar nossa influência na região", disse. "Reconhecemos que ações militares são apenas um tipo de poder, e nós precisamos usar o poder diplomático e de ajuda ao desenvolvimento para que as pessoas vejam melhoras concretas em suas vidas em consequência da política externa americana."

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

20 de abril de 2009

O Globo

Manchete: Presidente do BC critica ‘otimismo exagerado’

Meirelles afirma que crise global não foi resolvida e pode levar a novas decepções

Ao fim de uma semana na qual o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, adotaram um tom otimista para a crise financeira, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que não se deve ceder ao que chamou de “otimismo exagerado”, diante dos sinais de recuperação de alguns setores da economia. Para o presidente do BC, não se pode confundir sinais de melhora com a superação do problema. Ao participar de um fórum que reuniu na Bahia empresários, governadores e parlamentares, Meirelles chegou a alertar: "Vamos devagar. Otimismo exagerado pode levar a novas decepções”. Um sinal de cautela é a queda da arrecadação de tributos federais, na qual o Rio teve um dos piores resultados no primeiro trimestre. (págs. 1, 12 e 13)

Servidor terceirizado é maioria no Senado

'Trem da alegria' é fruto de contratos que consomem R$ 129 milhões do orçamento

O número de funcionários terceirizados do Senado já é mais do que o dobro do quadro de carreira da Casa. São 3.516 empregados de empresas, cujos contratos somam R$ 129 milhões e estão sob revisão. Uma comissão já detectou que, contrariando normas do TCU, em alguns casos o Senado paga até quatro vezes o valor do salário de um servidor à empresa. A auditoria de apenas três contratos também revelou superfaturamento de 30%. (págs. 1 e 3)

Câmara: viajou um, viajou geral

Apesar dos maiores beneficiados terem sido os líderes partidários – do governo e da oposição -, estrelas como o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e o presidente do DEM, Rodrigo Maia, também levaram familiares para fazer turismo no exterior às custas da Câmara. Até o delegado Protógenes Queiroz entrou na lista dos agraciados com bilhetes aéreos pagos pela Casa: ganhou passagem do PSOL. (págs. 1 e 3)

Cúpula marca aproximação com os EUA

A Cúpula das Américas terminou ontem sem qualquer acordo concreto: nem mesmo uma declaração comum foi alcançada. Um avanço, porém, foi a aproximação dos EUA de Barack Obama com os países
latino-americanos. (págs. 1 e 17)

Cuba: Obama cobra democracia

Barack Obama disse que o fim das restrições a Cuba depende de reformas democráticas em Havana. De acordo com ele, a volta da ilha a organismos multilaterais será um processo lento. (págs. 1 e 17)

Foto legenda: ‘El pasodoble’

Lula e Cristina Kirchner na Cúpula das Américas: ele disse não imaginar Brasil e Argentina separados. (págs. 1 e 12)

Charge Chico: Entreouvido entre o cara e o amigo: the end.

- E, para encerrar, o Por Qué no te Callas Social Club vai cantar para vocês... “Amigos para siempre!”

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Folha de S. Paulo

Manchete: Lula gasta com pessoal o que poupa com juros

A economia de R$ 40 bi feita desde 2006 equivale ao aumento da folha

O governo utilizou quase toda a economia feita com a queda dos juros desde 2006 para contratar pessoal e elevar o salário do funcionalismo, revela estudo do economista Alexandre Marinis, da consultoria Mosaico.

De abril de 2006 a fevereiro de 2009, os gastos anuais com juros caíram R$ 40 bilhões, mesmo valor que foi acrescido ao dispêndio com pessoal. Os gastos de custeio subiram R$ 26,7 bilhões.

Já os investimentos aumentaram R$14,7 bilhões.

Desde seu início, em 2003, a gestão Lula quase dobrou a folha salarial - de R$ 70 bilhões para R$ 137 bilhões. A diferença, de R$ 67 bilhões, equivale a mais de seis vezes o custo do Bolsa Família.

O governo diz que o custo é compatível com o aumento da arrecadação. Segundo Marinis, o problema é que as receitas tributárias não são permanentes. (págs. 1 e B1)

Em 2 anos, TCU eleva em 45% despesas com viagens aéreas

O TCU (Tribunal de Contas da União), órgão responsável por fiscalizar o uso do dinheiro público, aumentou em 45,2% os gastos com passagens aéreas para seus nove ministros entre 2007 e o ano passado. O valor chegou a R$ 720,3 mil em 2008.

Os valores não incluem as cotas individuais que os ministros têm direito a gastar por ano, de R$ 43,2 mil.

O TCU diz que a despesa cresceu porque "quadruplicou o número de atribuições" do órgão. (págs. 1 e A4)

Cúpula acaba sem medidas concretas nem nota conjunta

Apesar do clima de otimismo e distensão reinante, a Cúpula das Américas terminou sem medidas concretas e com a declaração final do encontro assinada apenas por Trinidad e Tobago, relata Fabiano Maisonnave.

A assinatura única do anfitrião foi uma forma de salvar o documento, rejeitado pelos países "bolivarianos", liderados pela Venezuela.

Para o presidente dos EUA, Barack Obama, a reunião foi positiva, informa Sérgio Dávila. (págs. 1 e A8)

Mandela vai a comício final de favorito na África do Sul

Para a surpresa de 40 mil pessoas, Nelson Mandela, 90, surgiu para abençoar a candidatura de Jacob Zuma a presidente da África do Sul. Foi o último comício antes da eleição de quarta.

O ato reproduziu mensagem gravada de Mandela em apoio ao CNA. Zuma, candidato da legenda, foi acusado de venda ilegal de armas e estupro. Livrou-se das acusações na Justiça. (págs. 1 e A9)

Foto legenda: Mandela entre sua ex-mulher Winnie e o candidato Jacob Zuma

Entrevista da 2ª: Estilo errático de Bento 16 gera crise na igreja, diz vaticanista

O vaticanista italiano Marco Politi diz que o papa Bento 16, há quatro anos no cargo, faz um pontificado errático e solitário. "O paradoxo é que [Joseph] Ratzinger, como teólogo e pensador, é muito claro. Mas, como governante, dá passos falsos e depois é sempre obrigado a pedir desculpas, a se justificar e se explicar", afirma.

Para Politi, tal estilo causou uma "crise subterrânea" na Igreja Católica. (págs. 1 e A12)

Foto legenda: Campo armado

Militantes do MST fecham a PA-150, em ato contra o confronto com seguranças de fazenda de Daniel Dantas, que deixou 9 feridos; sem acordo entre as partes, ameaçam novas ações (págs. 1 e A6)

Fóruns de SP têm 240 mil armas em local vulnerável

Um arsenal de 240 mil armas está estocado de forma precária em 678 fóruns da Justiça do Estado de São Paulo, que contam com somente 350 vigilantes para a segurança dos prédios, informam Rogério Pagnan e André Caramante.

A situação é tão grave que o Ilanud, órgão da ONU de prevenção à criminalidade, evita divulgar dados sobre as condições de armazenamento de armas apreendidas pela polícia para não estimular ataques. (págs. 1 e C1)

Folhateen: Menores em Guantánamo

Relatos de Jovens detentos mostram o horror na prisão norte-americana (págs. 1, 6 a 8)

Ciência: Estudo diz que mata atlântica é maior, mas muito fragmentada (págs. 1 e A11)

Saúde: Fazer exercícios reduz quedas de idosos mais que adaptar a casa (págs. 1 e C7)

Editoriais

Leia "A escolha do Planalto", sobre gastos de custeio e juros; e "Campanha pavimentada", acerca de MP para estradas. (págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: América Latina recebe bem "Doutrina Obama"

Mas senador dos EUA critica presidente por aproximação com venezuelano

O presidente americano, Barack Obama, deixou ontem a Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, elogiado por todos os líderes da esquerda, e a estreia da "Doutrina Obama" na América Latina foi festejada como “uma nova era" no relacionamento entre os Estados Unidos e o restante do hemisfério. O próprio líder americano comemorou o resultado de sua estratégia de se aproximar de países adversários. "Nos últimos dias, vimos sinais positivos na natureza das relações entre os EUA, Cuba e Venezuela", disse. Segundo ele, a neutralização das tensões na região fortalece os EUA. A 5ª Cúpula das Américas terminou ontem de forma inusitada: o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning, recebeu a atribuição de assinar a declaração final de compromissos em nome dos chefes de Estado. (págs. 1, A11 e A12)

Frase
"Foi irresponsabilidade do presidente ser visto rindo ao lado de Hugo Chávez"
John Ensign
Senador republicano

Ritmo do PAC não reflete discurso de Lula

Gasto foi de apenas 28% em 2 anos

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) gastou apenas 28% do orçamento desde que foi criado, há dois anos. E, para cumprir o cronograma de inauguração de obras até 2010, ano de eleições presidenciais, os ministérios terão de gastar em um ano mais de R$ 37 bilhões, o dobro do que foi executado em 2007 e 2008, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O desempenho não reflete o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a ampliação do investimento público para enfrentar a crise mundial. (págs. 1 e B1)

Metade dos ministros vai sair para se candidatar

Pelo menos 17 dos 35 ministros devem deixar o cargo em abril de 2010, para disputar eleições. A lista é encabeçada pela chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que vai concorrer à sucessão de Lula. Para conter a briga entre PT e PMDB, o presidente já avisou que a maioria será substituída pelos secretários executivos. (págs. 1 e A4)

Doenças infecciosas matam 44 mil em um ano

Cerca de 44 mil pacientes internados em todo o País morreram em 2008 em decorrência de doenças infecciosas e parasitárias, como hepatite e infecção generalizada (septicemia). Segundo o SUS, elas foram a terceira causa de óbito nos hospitais, atrás de doenças respiratórias e do coração. (págs. 1 e Al3)

Abril vermelho: Tropa de elite tenta desarmar sem-terra

PM do PA deslocou 40 homens para área de confronto. Reféns são soltos. (págs. 1 e A9)

Notas & Informações: Avança a PEC do calote

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 12/2006, também conhecida como PEC do calote, foi aprovada no Senado e já chegou à Câmara, onde foi encaminhada à CCJ. (págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Sangria nos cofres públicos do MT

Deputado é acusado de desviar até R$ 120 milhões da Assembleia

Corre em segredo no Superior Tribunal de Justiça um dos mais rumorosos casos de corrupção envolvendo autoridades estaduais em processos de desvio de dinheiro público. O presidente da Assembléia Legislativa do Mato Grosso, José Geraldo Riva, e o conselheiro do Tribunal de Contas Humberto Melo Bosaipo são acusados de se aproveitarem de funções que permitem o controle total do orçamento para roubarem R$ 120 milhões. Eles respondem a 119 processos, mas se declaram inocentes. (págs. 1 e Tema do Dia A2 e A3)

Miguel Rossetto assumirá a Petrobras

O próximo presidente da Petrobras será Miguel Rossetto. Ele assume o posto a partir de 1° de maio. O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário é um socialista histórico e defensor de carteirinha da agricultura familiar. A sustentabilidade é a palavra de ordem de Lula. (págs. 1 e Hildegard Angel B5)

Presidente do BC pede realismo

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil vai sair melhor desta crise porque não está tomando medidas que enfraquecem o país. Mas advertiu aos mais otimistas: expectativas muito elevadas podem levar a decepções. (págs. 1 e Economia A17)

Vida cibernética após a morte

Senhas, logins, fotos, documentos pessoais e mensagens daqueles que morreram não ficam mais no purgatório cibernético. O site Legacy Locker é uma espécie de testamento na web: distribui bens on-line a parentes e amigos dos falecidos. (págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A24)

Dom Orani se torna arcebispo
Com a presença de várias autoridades dos governos municipal, estadual e federal e outras 20 mil pessoas, dom Orani João Tempesta tomou posse ontem do cargo de arcebispo do Rio. "Não trago solução para a violência, mas abertura para o diálogo", disse. (págs. 1 e Cidade A15)

Aflição a mais para passageiras

Passageiras relatam casos de abuso sexual nos trens lotados da SuperVia e pedem segurança. Elas afirmam que ter um vagão exclusivo para mulheres nos horários de maior movimento não é suficiente. Também é pouca a quantidade de fiscais, criticam. (págs. 1 e Cidade A11)

Sociedade aberta: Roberto Boclin

Vice-presidente da ABE
Qualificação de mão-de-obra deve ser prioridade. (págs. 1 e A16)

Sociedade aberta: Durval de Noronha Goyos

Advogado
Democracia na África do Sul é importante para o Brasil. (págs. 1 e A22)

Sociedade aberta: Dalmo Dallari

Jurista
Não á justificativa para nosso Legislativo bicameral. (págs. 1 e A9)

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Correio Braziliense

Manchete: O IPI caiu. Os preços ainda não

A queda da tributação sobre os eletrodomésticos teve início na sexta-feira, mas quem foi às compras no sábado e domingo em busca de produtos mais baratos voltou para casa com as mãos vazias, como Daniel Gaio. Nos dois dias, o Correio visitou seis lojas. Em nenhuma delas os descontos estavam especificados claramente. (págs. 1 e 11)

Faltam juízes

Despreparo de candidatos faz com que 60% das vagas não sejam preenchidas (págs. 1 e 10)

Guerra de versões sobre gastos

Governo rebate oposição e diz que o investimento em áreas prioritárias foi maior que o usado em propaganda (págs. 1 e 7)

Rei posto... Nova dança de cadeiras no topo da PF

Depois de substituir os 27 superintendentes regionais do antigo comando da corporação, o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa transforma pelo menos três atuais diretores em adidos policiais no exterior. As alterações privilegiam aliados e afastam nomes que marcaram a polêmica gestão de Paulo Lacerda. (págs. 1 e Tema do Dia, 2)

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Valor Econômico

Manchete: Mercado à vista pode ditar preço do minério de ferro

O desarranjo na economia provocado pela crise internacional pode transformar profundamente o mercado mundial de minério de ferro. Isso porque as vendas físicas à vista ("spot"), que eram apenas marginais há cerca de três anos, vêm ganhando cada vez mais importância, em substituição ao sistema padrão ("benchmark"), adotado desde os anos 60, no qual os preços são definidos em negociações diretas e sigilosas entre o restrito grupo das principais mineradoras - Vale do Rio Doce, BHP Billiton e Rio Tinto -e as grandes siderúrgicas internacionais.

Os principais agentes dessa mudança são os fabricantes chineses de aço, responsáveis por 80% do mercado transoceânico de minério de ferro, que reivindicam uma redução significativa dos preços. (págs. 1, B1 e B6)

Bancos dos EUA cortam crédito, apesar da ajuda

A concessão de crédito dos maiores bancos dos EUA caiu mais acentuadamente do que se imaginava, apesar dos esforços do governo em injetar bilhões de dólares no setor financeiro. A oferta de novos empréstimos ou refinanciamentos caiu 23% nos bancos que mais receberam dinheiro público em fevereiro em relação a outubro, quando o Tesouro lançou seu programa de socorro. Excluindo os refinanciamentos de hipotecas, o crédito ao consumidor caiu cerca de um terço desde outubro. O empréstimo a empresas caiu cerca de 40% no período. Dos 19 maiores beneficiários do programa de auxilio, 16 concederam menos empréstimos em fevereiro do que quando receberam os recursos do governo. (págs. 1 e C8)

Câmbio volta a sua média histórica

A crise financeira recolocou a taxa de câmbio na sua média histórica, mostram dados do Banco Central que comparam a moeda nacional com as de 15 países que absorvem a maior parte das exportações brasileiras. Esta é uma das explicações para a inflação ter ficado estável apesar da forte desvalorização cambial a partir de setembro, depois da quebra do Lehman Brothers. O real entrou em trajetória de alta em abril, com ganho acumulado de 6% no mês. Ainda é cedo para dizer se essa valorização vai reduzir a inflação, já que não se sabe em que nível o dólar vai ficar. "Alguns 'hedge funds' estão apostando em uma taxa de câmbio de R$ 2,00", diz uma fonte do BC. "Mas há quem aposte que a cotação vai a R$ 2,40". (págs. 1 e C3)

Foto legenda: Porta para o etanol

O crescente mercado de energia gera demanda para o porto holandês de Roterdã com capacidade para receber 3 bilhões de litros de biocombustível. O presidente do porto, Hans Smits, busca atrair clientes no país: quer fazer de Roterdã a porta de entrada do etanol brasileiro na Europa. (págs. 1 e B10)

Agricultura argentina encolhe

A Argentina deve ter a pior colheita de grãos em dez anos, com queda de 30% na produção da safra 2008/09. Com isso, o país, que já perdia espaço na carne, vai diminuir também sua fatia no mercado internacional de grãos. As principais razões dessa tendência são a queda dos investimentos no setor e as restrições autoimpostas às exportações, fatores que ocorrem desde 2007. Além disso, o país enfrentou a pior seca em 50 anos.

A queda na produção de grãos aumenta a diferença da Argentina em relação ao Brasil, segundo o Instituto de Estudos da Realidade Argentina e latino-americana. Há dez anos, Brasil e Argentina tinham participações de 3,7% e 3,3% na produção mundial. Em 2008/09, a Argentina deverá representar 2,9%, enquanto o Brasil, cujos problemas climáticos foram concentrados no Sul e Mato Grosso do Sul, deverá ficar com 5,5%. (págs. 1 e B10)

Corte do preço da gasolina esbarra nas perdas de ICMS

O temor de criar problemas para as finanças dos Estados ê o que retarda a redução dos preços dos combustíveis para o consumidor, disse ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele comentou o assunto pouco antes de deixar Trinidad e Tobago, onde participou da Cúpula das Américas, com 34 dos 35 chefes de Estado da região - Cuba não participa do encontro. "Na crise econômica, tem os Estados já em situação difícil", comentou Lula. "Se baixar o preço do combustível sem pactuar com os Estados vamos reduzir a carga de ICMS e eles vão ficar em situação muito mais difícil".

Sem acordo sequer para um documento final a ser assinado, a Cúpula das Américas chegou ao fim ontem com um resultado comemorado com alívio por todos: a distensão nas relações entre os EUA e os países mais críticos da política americana. Ao falar à imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ter grandes diferenças com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, mas que "relações mais construtivas com a Venezuela" não ameaçam os interesses estratégicos dos EUA. (págs. 1, A2 e A7)

Febraban rejeita obrigação de ressarcir expurgos da inflação

A Federação Brasileira dos Bancos enviou vários estudos ao Supremo Tribunal Federal para sustentar que as instituições financeiras não lucraram com os planos econômicos dos anos 80 e 90. Os estudos refutam a tese de que elas deveriam ser condenadas a ressarcir contas de poupança e do FGTS em valores que podem chegar a R$ 180 bilhões. "Os bancos não receberam nada a mais no período", diz o presidente da entidade, Fábio Barbosa.

Segundo ele, assim como o governo reduziu os índices de correção da poupança, os financiamentos imobiliários também tiveram índices reduzidos, cortando os ganhos dos bancos. Além disso, as instituições eram obrigadas a cumprir as leis de cada plano. "Os bancos não podiam escolher qual índice aplicar". (págs. 1 e C1)

Negociação direta derruba custo do linhão do Madeira

Os consórcios que vão construir a linha de transmissão das hidrelétricas do rio Madeira negociam diretamente com fornecedores de alumínio para tentar se beneficiar da forte queda nos preços dos produtos. Juntos, os dois consórcios, liderados por Eletronorte e Cteep, vão precisar de 140 mil toneladas do metal para erguer, cada um, mais de 2.000 km de linhas, que irão de Porto Velho a Araraquara (SP). Levando-se em conta o preço do alumínio na data do leilão, em novembro, e os prêmios de risco de hedge, a economia pode chegar a US$ 40 milhões. (págs. 1 e B7)

Brasil propõe ao governo russo a troca de carne suína por trigo (págs. 1 e A6)

Minc diz que meta de redução do desmatamento será estendida ao Cerrado e Mata Atlântica (págs. 1 e A2)

Subsídio à celulose americana

A Associação Brasileira de Celulose e Papel cobra do governo brasileiro medidas para impedir que seus concorrentes americanos continuem se beneficiando de um artifício para obter incentivos fiscais pelo uso de suposto combustível alternativo. (págs. 1 e B6)

Entrave em Baixo Iguaçu

A hidrelétrica de Baixo Iguaçu, arrematada em leilão pela Neoenergia no ano passado, está novamente ameaçada. O Instituto Chico Mendes, responsável pelo parque das cataratas, retirou seu aval ao licenciamento. O governo argentino também é contra a obra. (págs. 1 e B7)

Cana abandonada

Pela segunda safra consecutiva, as usinas do Centro-Sul do país deixarão cana "em pé" nos canaviais. A expectativa para a safra 2009/10, que começou a ser colhida no inicio do mês, ê que 30 milhões de toneladas sejam abandonadas no campo. (págs. 1 e B10)

Corte menor na Selic

O mercado mudou o consenso para a próxima reunião do Copom, no dia 29. Sinais de arrefecimento da crise externa, de recuperação da atividade doméstica e a demora do governo em mudar as regras da poupança indicariam corte de 1 ponto percentual. (págs. 1 e C2)

Sobe-e-desce da bolsa

Desde a mínima alcançada pelo Ibovespa, em 2 de março, até a máxima de 16 de abril, os ganhos chegaram a 27%. O motor desse rali foi o capital estrangeiro, que nesse intervalo alocou, líquidos, R$ 4 bilhões em ações brasileiras. Já perto dos 46 mil pontos, analistas prevêem mais volatilidade com a divulgação de balanços. (págs. 1 e D2)

Ideias

Affonso C. Pastore e Maria C. Pinotti: o PIB encolherá em 2009. (págs. 1 e A9)

Ideias

Sergio Leo: uma nova política externa dos EUA para a América Latina (págs. 1 e A2)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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domingo, abril 19, 2009

A HORA DO "ÂNGELUS" (A PAZ ESTEJA CONVOSCO *)

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COMO VENCER A VIOLÊNCIA?
Quando Deus é retirado de cena, o homem ocupa o lugar d'Ele


Neste ano, a Campanha da Fraternidade enfoca o problema da violência, suas causas e os meios para superá-la. O documento da Conferência Nacional dos Bispos da Brasil (CNBB) traz subsídios para essa reflexão: promover a cultura da paz, ampliar ações educativas, melhorar o sistema penal e judiciário, denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, economia e gestões públicas, cuidar de quem sai das prisões, entre outros.

A Igreja ensina as razões profundas da violência; acima de tudo está num coração sem Deus, sem amor ao irmão, que não é visto como “imagem e semelhança de Deus”. E quando Deus é retirado de cena, o homem ocupa o lugar d'Ele e a dignidade humana já não é mais respeitada. O “não” dito a Deus acaba se transformando em um “não” dito ao homem, por isso vemos hoje a pior de todas as violências, o aborto e a eutanásia, o sacrifício da vida humana; além dos assaltos, sequestros, roubos, corrupções de toda ordem, pedofilia, estupros, incestos, violência nos lares contra as crianças, etc.

Não basta encher as nossas ruas de policiais armados e bem equipados para acabar com a violência – embora isso seja necessário para lhe dar combate imediato –, é preciso mais. É preciso a “educação para a paz”. Essa educação exige que se ensine às crianças e aos jovens, nos lares e nas escolas, a dignidade de todo e qualquer ser humano. A moral cristã tem como base essa dignidade. Tudo aquilo que a Igreja condena como imoral é porque fere a dignidade da pessoa. A base da violência está na falta da vivência moral e na relativização do que seja o bem; o mal tem gerado muitas formas de violência.

Um fator de importância máxima na questão da violência é a família, pois ela é a “escola de todas as virtudes”, e é nela que a criança deve aprender com os pais e os irmãos a respeitar e a ser respeitada. Mas como vai a família? Infelizmente mal; a imoralidade tem destruído a família e seus valores cristãos. Muitas estão destruídas e muitos filhos sem a presença imprescindível dos pais para educá-las. Milhares de adolescentes e jovens ficam grávidas sem ao menos terem um lar para receber seus filhos. Como disse o saudoso Papa João Paulo II, no Brasil há milhares de crianças “órfãs de pais vivos”. Que futuro terão essas crianças? Muitas delas acabarão na rua e no mundo do crime e da violência. Sabemos que quase a totalidade dos nossos presos são jovens.

E por que tantos jovens acabam no mundo do crime? Porque lhes faltam um pai e uma mãe que lhes ensinem o caminho da honradez, da virtude, da escola e do trabalho. O trabalho é a sentinela da virtude.

Hoje quase não faltam escolas para as crianças, nem mesmo catequese nas paróquias, mas faltam os pais que as conduzam à escola e à igreja. Portanto, sem a reestruturação da família, segundo o coração de Deus, na qual não existam o divórcio, a traição, o incesto, as brigas, o vício, o estupro, a pedofilia, etc., não se poderá acabar com a violência na sociedade.

Sem Jesus, sem o Evangelho, sem a vivência moral ensinada pela Igreja de Cristo, não haverá paz verdadeira e duradoura. Sem isso será inócuo lutar pela paz. Diz o salmista que “se não é Deus quem guarda a cidade, em vão vigiam os seus sentinelas” (Sl 126, 1).

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Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor Felipe

http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11421
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(*) João 20, 19-31.
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sábado, abril 18, 2009

EDITORIAL: "TUDO PELO SOCIAL"

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Caderneta de poupança vai mudar, diz Lula
Governo vai mexer na poupança


Correio Braziliense - 17/04/2009

Presidente Lula afirma que o cálculo do rendimento da caderneta será modificado. Entre as propostas em estudo, estão a limitação de depósitos em R$ 5 mil e a tributação de valores acima de R$ 100 mil

Ricardo Stuckert/PR
Luiz Inácio Lula da Silva, em solenidade no Buriti, disse que as mudanças serão discutidas com carinho para não prejudicar poupadores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o cálculo do rendimento da poupança precisa e vai mudar, mas ponderou que o assunto será discutido “com carinho” para que os poupadores que têm seu dinheiro aplicado na modalidade não saiam prejudicados. “Vou ter uma conversa com o ministro Guido (da Fazenda) e vamos discutir sobre isso com carinho. Precisamos proteger os poupadores, mas não podemos permitir que pessoas que tenham muito dinheiro apliquem tudo na poupança”, disse o presidente durante solenidade de apresentação dos novos oficiais generais, no Palácio do Buriti.

O presidente disse, ainda, que a poupança existe para salvaguardar os interesses da maioria da população que não tem muito dinheiro. “Para que eles não tenham prejuízo, vamos fazer isso (mudança) com muito cuidado porque queremos preservar o que temos de mais sagrado, que são os poupadores”, completou.

O governo estuda mudanças na poupança porque, com a queda dos juros, hoje em 11,25% ao ano, a rentabilidade tende a ficar muito maior que a dos fundos. Com a queda nas taxas de juro, o presidente defendeu que haja equilíbrio, “porque senão não é mais poupança, passa a ser investimento”. O governo quer mexer na poupança para evitar a migração do dinheiro hoje depositado nos fundos de investimentos. No início deste mês, em Londres, durante o encontro do G-20, grupo dos países mais ricos e emergentes, Lula acenou com a possibilidade de mudança.

Por enquanto, a poupança ainda não lidera o ranking de investimentos no país, mas isso pode mudar nos próximos meses com a queda na taxa básica de juros. Em março, a liderança foi da Bovespa (7,18%), seguida pelo fundos DI e de Renda Fixa, com retornos de 0,87% e 0,91%, respectivamente. Logo após, a caderneta de poupança permitiu um retorno de 0,64%.

Limitações
Na expectativa de novas tesouradas na taxa básica de juros (Selic) — em níveis que podem variar entre 2 e 2,5 pontos porcentuais até junho —, a equipe econômica estuda agora a possibilidade de limitar as aplicações na mais popular aplicação do país até o patamar de R$ 5 mil. Segundo levantamento da equipe econômica, 92% dos depósitos da poupança não ultrapassam a faixa de R$ 5 mil.

Outra proposta em estudo é a da tributação dos rendimentos da poupança para grandes aplicadores. Assim, diluiria a Taxa Referencial (TR) para reduzir os ganhos da caderneta. O limite estudado para iniciar a tributação é de R$ 100 mil, mas o valor sofre oposição dentro do próprio governo e poderá ser elevado. A mudança deve sair por meio de medida provisória nos próximos dias.

O governo, no entanto, teme que ela seja barrada no Congresso, como aconteceu com a CPMF. Se for confirmada, será a primeira intervenção na caderneta desde o confisco da poupança promovido pelo Plano Collor, em março de 1990.

Frigoríficos beneficiados

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta quinta-feira criar uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para dar capital de giro ao setor de frigoríficos, que está sendo fortemente prejudicado pela crise financeira mundial. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os recursos, que devem sair do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), serão destinados aos produtores de aves, carne bovina e suína. Ele explicou que o custo será de 11,25% ao ano. “A linha será liberada amanhã (hoje) e vai beneficiar esses setores que estão precisando de capital de giro”, disse Guido Mantega.

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Governo injeta R$ 12,6 bi na agroindústria

Gazeta Mercantil - 17/04/2009

A pressão que incide sobre a agroindústria foi aliviada, em parte, pelo pacote oficial de R$ 12,6 bilhões oficializado ontem em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN). O recurso oferecido pela União será disponibilizado via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e instituições financeiras por ele credenciadas, e deve ser injetado no agronegócio principalmente através de Linhas Especiais de Crédito (Lec’s) para incrementar o capital de giro das empresas.

A injeção de recursos para o setor rural inclui ainda um sistema de financiamento para a estocagem de álcool e auxílio adicional para as empresas integradoras da suinocultura e avicultura por meio da Linha Especial de Crédito (LEC). O mais forte mecanismo é uma linha de crédito de R$ 10 bilhões com recursos do BNDES para financiamento de capital de giro a agroindústrias, indústrias de máquinas e equipamentos agrícolas e cooperativas agropecuárias, que oferece prazo de dois anos para o pagamento, incluindo um ano de carência, com taxa de juros de 11,25% ao ano.

Otávio Cançado, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) considerou importante a destinação dos recursos para capital de giro. Ele explica que, além do efeito financeiro da medida, também é importante ressaltar o efeito psicológico do capital para normalizar os negócios nas empresas exportadoras. "Com esse dinheiro no caixa, as indústrias podem fechar contratos com mais segurança. Podem voltar a correr riscos. Isso vai ajudar o setor a retomar exportações de forma mais tranquila e rápida", afirma Cançado.

O diretor da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, disse que esse montante de R$ 10 bilhões deve suprir uma lacuna de crédito criada a partir da retração das tradings no financiamento agrícola. A origem dos recursos destinados a essa nova modalidade de empréstimo é o repasse de R$ 100 bilhões que o Tesouro Nacional fez ao BNDES. A data limite para contratação desse tipo de empréstimo é 31 de dezembro deste ano.

Segundo Bitencourt, não há teto por empresas para a concessão desses empréstimos. "Tentamos fazer a linha menos burocratizada possível", disse. A taxa de juros real é de 12,75% ao ano, considerando os spreads do BNDES e da instituição financeira repassadora do crédito, mas o governo vai conceder equalização de 1,5 ponto percentual, fazendo com que a taxa para o tomador seja efetivamente de 11,25%.

Grandes empresas, inclusive as que estão em recuperação judicial, seriam potenciais tomadores desse crédito, avaliou Bittencourt. Contudo, o diretor titular do Departamento de Agronegócios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deagro/Fiesp), Benedito Ferreira, pondera que para esse recurso chegar à indústria em crise seria necessário ignorar certas restrições ao endividamento. "Se não apenas aquelas que ainda não afundaram poderão ser socorridas".

De acordo com avaliação de Bittencourt, a referente linha prepara a agropecuária para o plantio do período 2009/10 e mantém aquecidos os demais segmentos do setor, uma vez que as medidas de apoio à comercialização da safra atual já foram executadas. "As indústrias financiam os produtores antecipando recursos para custeio ou para a aquisição de insumos", ressaltou o executivo do Ministério da Fazenda. Bittencourt explicou que o BNDES já operava com uma linha semelhante, mas com juros mais elevados, entre 17% e 18% ao ano.

Para auxiliar o setor sucroalcooleiro, o CMN aprovou o programa de financiamento para estocagem de álcool etílico com garantia de desconto, que vai receber R$ 1,31 bilhão. Esse mecanismo vai financiar a estocagem de até 2,8 bilhões de litros de álcool até o período de entressafra do ano que vem. O álcool estocado é oferecido em garantia. O agente financeiro também é o BNDES e a taxa de juros os mesmos 11,25% ao ano, atual patamar da taxa Selic. A contratação nas regiões Centro-Sul e Norte ocorre entre abril e novembro deste ano, com pagamentos que vão exigir a liberação de estoques de álcool entre janeiro e abril de 2010. No Nordeste, a contratação será entre outubro deste ano e fevereiro de 2010.

O deputado Homero Pereira (PR/MT), membro da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, avalia que a medida pode garantir "a fatia do mercado externo já conquistada, principalmente pela indústria de carne". Mas o parlamentar também ressalta a necessidade de uma análise de risco menos criteriosa por parte dos bancos para que o recurso não fique represado.




sexta-feira, abril 17, 2009

XÔ! ESTRESSE [In:] VERBAS e VERBOrragia...

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[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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CONGRESSO NACIONAL [In:] "TODO DIA É DIA, TODA HORA É HORA...

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Medidas oficializam "farra" das viagens no Congresso
Congresso oficializa ''farra'' das passagens


Autor(es): Denise Madueño,
Eugênia Lopes e
Luciana Nunes Leal
O Estado de S. Paulo - 17/04/2009
Em meio a denúncias de uso irregular de passagens aéreas por parlamentares, a cúpula do Congresso baixou ontem normas que oficializam a utilização de bilhetes aéreos por qualquer pessoa indicada por senadores e deputados. Concebidas como ofensiva moralizadora, as medidas abrem brecha para a continuidade de viagens a passeio e não proíbem a emissão de passagens para o exterior. As novas regras sacramentam, ainda, a prática de "poupar" - possibilidade de o parlamentar acumular créditos para usar em viagens para onde e quando quiser. Na prática, legalizou-se a farra do uso das passagens.

No Senado, o ato da Mesa Diretora permite aos parlamentares distribuir os bilhetes aéreos para seus cônjuges, dependentes ou pessoas por eles indicadas. Além disso, o uso da verba para fretar jatinhos passa a ser oficialmente permitido.

Na Câmara, onde as regras serão sistematizadas pela Mesa, além do deputado, do cônjuge e dos dependentes, a cota poderá ser usada em atividade parlamentar, o que inclui viagens de assessores e terceiros.

"Está havendo desvio, mas não é uma coisa generalizada", afirmou o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI). O ato da Comissão Diretora manteve a cota de cinco passagens de ida e volta da capital do Estado para Brasília. Foram extintas, porém, as passagens com escala no Rio. Com isso, o gasto com o benefício deve cair 25%, calcula o Senado.

CRITÉRIO

"O critério de dar passagem depende de cada um. Quem cometer irregularidades que assuma", disse Heráclito. "Pode dar passagem para namorada?", perguntaram os jornalistas, em referência ao deputado Fábio Farias (PMN-RN), que deu sete passagens para a apresentadora de TV Adriane Galisteu. "Se for bonita pode, se não for, não pode", disse Heráclito.

Para reduzir o efeito negativo, a Câmara anunciou simultaneamente corte de 20% nos valores a que cada parlamentar tem direito. "Mas continua a critério do deputado o que pode ser entendido por atividade parlamentar", afirmou o terceiro-secretário, Odair Cunha (PT-MG), encarregado das cotas. A reunião não enfrentou a principal questão, segundo membro da Mesa da Câmara, que é definir se a cota deve ser auxílio ou verba para uso no exercício do mandato. Foi mantida a possibilidade de "poupar" créditos. Para Cunha, os créditos não usados deveriam ser devolvidos. Isso evitaria que os ministros da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, da Agricultura, Reinhold Stephanes, e de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, deputados licenciados, continuassem dispondo do excedente de suas cotas para viajar.

"Essa foi a resposta imediata. Mais para frente, vamos disciplinar de forma mais global", disse o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

LULA: ''NO CHANGES ! "

Lula, o cara, vira personagem em episódio do desenho animado South Park
Lula na telinha dos americanos


Autor(es): Tiago Faria
Correio Braziliense - 17/04/2009

Presidente é personagem da ácida série South Park. No episódio, chefes de Estado tentam burlar polícia espacial


Reprodução
Lula e outros presidentes burlam a polícia intergalática para dividir dinheiro espacial
Lula versus alienígenas. Assim, no clima fantasioso e cômico de um filme B, o presidente estreou no programa de tevê norte-americano South Park. O desenho animado, que satiriza o american way of life, não poupou líderes mundiais como o francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel para narrar a história de uma conspiração planetária criada com o objetivo de embolsar dinheiro espacial roubado. Lula não foi excluído da piada. No episódio Pinewood derby, transmitido quarta-feira nos Estados Unidos, o brasileiro aparece em poucas cenas. Não fala em português nem dialoga com os protagonistas. Mas é tempo suficiente para, via telefone, se aliar aos representantes de algumas das nações mais poderosas do mundo e participar da mutreta internacional.

Criado em 1997 por Trey Parker e Matt Stone, o seriado é conhecido pelo tom de acidez politicamente incorreta, que já respingou em personalidades como George W. Bush, Michael Jackson e Paris Hilton. Imprópria para menores, a animação acompanha o cotidiano de quatro crianças de uma cidade montanhosa do Colorado, fictícia. A comunidade interiorana, cravada na neve, sofre de maus hábitos e conservadorismo crônico. As tiradas cruéis de episódios sobre racismo e homofobia provocaram polêmica nos anos 1990.

Não é a primeira vez que o Brasil vira alvo de paródia. Exibido em 1992, o episódio Blame it on Lisa, dos Simpsons, provocou incômodo com uma representação exótica do país. Em Pinewood derby, o sarcasmo ganha alcance global. Na trama, escrita por Trey Parker, o pai do menino Stan usa um truque ilegal para que o filho vença uma competição de carrinhos de controle remoto: furta uma invenção tecnológica do governo para turbinar o brinquedo. Envenenado, o carro alcança a velocidade de um jato e é lançado no espaço. Pouco depois, um ladrão extraterrestre, acusado de ter embolsado uma montanha de notas de dinheiro espacial, desembarca na Terra. Destruído por Stan, o monstro deixa a fortuna à mercê dos terráqueos.

Em telefonemas para presidentes (entre eles, Lula), o pai do garoto acerta um golpe para que o dinheiro seja dividido entre as nações, sem que a polícia intergalática saiba disso. Antes, o grupo decide eliminar do mapa a Finlândia, único país que contraria o acordo. Em uma das últimas cenas, Lula surge no canto inferior esquerdo da tela, ao lado de dois assessores, à frente da bandeira do Brasil. Junto com os outros líderes, ele insiste que a mentira deva ser mantida. “Sem mudanças”, ordena. No desfecho, o extraterrestre bandido revela-se uma farsa armada pela polícia espacial para testar a ética dos governantes da Terra. O planeta fracassa no teste e, como punição, acaba isolado do resto do universo.

O filme
As primeiras imagens do filme Lula, o filho do Brasil baseado no livro homônimo de Denise Paraná foram divulgadas ontem. As cenas mostram desde o nascimento de Luiz Inácio Lula da Silva, no sertão nordestino, até sua participação no sindicato dos metalúrgicos. O filme conta a trajetória do presidente até a morte de sua mãe, Dona Lindu, em 1980. Previsto para estrear em janeiro de 2010, o longa foi filmado nos últimos 2 meses e teve um investimento de R$12 milhões

LULLA/CADERNETA DE POUPANÇA: JÁ VIMOS ESTE FILME...

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LULA CONFIRMA QUE POUPANÇA MUDARÁ, MAS NÃO DIZ COMO
LULA CONFIRMA QUE POUPANÇA TERÁ RENDIMENTO REDUZIDO


Autor(es): SIMONE IGLESIAS e LEANDRA PERES
Folha de S. Paulo - 17/04/2009

Roberto Jayme/Reuters
O presidente Lula, que confirmou mudanças na poupança

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ontem que o governo irá mudar o cálculo do rendimento da caderneta de poupança e reduzir os juros pagos aos poupadores.
"Daqui a pouco as grandes multinacionais vão querer colocar o dinheiro na poupança. Vamos discutir tudo com muita cautela. Primeiro, precisamos proteger o pequeno poupador. Segundo, nós não podemos permitir que pessoas que têm muito dinheiro utilizem o dinheiro para aplicar na poupança", disse o presidente.
A Folha apurou que há duas alternativas prováveis para reduzir o rendimento da caderneta. Uma delas é criar faixas diferenciadas de rendimento, dependendo dos valores depositados. A outra é passar a cobrar IR (Imposto de Renda) dos grandes poupadores. A decisão deve ser tomada em aproximadamente dois meses.
A mudança é necessária por causa da queda nos juros, que deve continuar nos próximos meses. Se a taxa fixada pelo Banco Central, hoje em 11,25%, cair abaixo de 9% ao ano, os técnicos estimam que a poupança renderá mais que os fundos de investimento.
Isso ocorre porque o rendimento da caderneta é fixado em lei -6% ao ano mais a variação da TR (Taxa Referencial)- e é isenta de impostos. Já as aplicações feitas em fundos de investimento seguem de perto a taxa de juros de mercado, mas são tributadas. Entre os desequilíbrios que essa diferença pode causar, estão a dificuldade de o governo refinanciar sua dívida e possível redução no dinheiro disponível para empréstimos pelos bancos.

Juros mais baixos
Uma medida provisória pode ser editada para criar diferentes percentuais de rendimento para os poupadores. Os grandes depositantes receberiam juros mais baixos, enquanto os menores teriam um rendimento mais elevado, mas ainda abaixo de 6% ao ano.
O problema é que, se os juros continuarem caindo, os novos percentuais também acabarão sendo elevados num cenário de taxas baixas. Também não há consenso no governo sobre o que seriam os valores de pequenos e grandes poupadores. A cobrança do IR seguiria esse mesmo raciocínio, com isenção para os depósitos de baixo valor e tributação aos mais altos.
Do ponto de vista técnico, a alternativa seria substituir os juros fixos por um percentual do que é cobrado no mercado financeiro. A dificuldade nesse caso é que, como o dinheiro da poupança é usado para financiar a compra de imóveis, uma elevação nos juros pode tornar as prestações impagáveis para os mutuários.
Diante dos problemas ganha força uma medida paliativa: a aplicação continuaria rendendo juros de 6%, mas a TR, que também compõe a correção total, seria reduzida ainda mais. Com isso, o governo poderia ganhar de seis meses a um ano antes de propor alteração definitiva no cálculo do rendimento da caderneta de poupança.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

17 de abril de 2009

O Globo

Manchete: Arrecadação do governo já é a menor em seis anos
Apesar disso, Fazenda anuncia ajuda à agricultura e prepara socorro a estados

A crise econômica mundial derrubou a arrecadação de impostos do governo, no primeiro trimestre, para o menor nível desde 2003. Até março, o recolhimento de tributos somou R$ 159,8 bilhões, uma queda real (descontada a inflação) de 6,6% em relação a 2008. Apesar disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem que o Conselho Monetário Nacional aprovou um pacote emergencial de R$ 12,6 bilhões para o agronegócio. O governo também prepara novas medidas para ajudar os estados: a antecipação de parcelas do Fundeb e uma linha de financiamento junto a bancos oficiais que pode chegar a R$ 4 bilhões. (págs. 1, 8 e 19)

"O cara" vira desenho nos EUA

Em episódio de 'South Park', Lula é um dos personagens

O presidente Lula - chamado de "o cara" pelo presidente dos EUA, Barack Obama - virou personagem de um dos programas de maior audiência da TV americana: o desenho animado "South Park". No episódio que foi ao ar anteontem, Lula é um dos líderes mundiais que tentam enganar a polícia intergaláctica para ficar com uma fortuna de outros planetas trazida à Terra. (págs. 1 e 8)

Desvio de passagens com verba oficial

O Ministério Público investiga a participação de deputados na venda clandestina de passagens emitidas com verba oficial. A Câmara e o Senado reduziram a cota de passagens - que seguem liberadas a cônjuges e assessores. (págs. 1, 3 e 4)

Lula cobra mais atenção de Obama

O presidente Lula pediu a Barack Obama um compromisso maior dos EUA com a América Latina. Cuba será um dos temas da Cúpula das Américas, que Hugo Chavez tenta esvaziar. Raúl Castro descartou a volta de seu país à OEA. (págs. 1 e 25)

"Preço de gasolina é político"

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que a estatal não pode ter apenas critérios empresariais para os seus preços e que a política conta na hora de fixar os valores da gasolina. O presidente Lula, por sua vez, confirmou que o governo estuda baixar o preço dos combustíveis. "A decisão nunca é política só, nem só econômica. É sempre as duas coisas", disse Gabrielli. (págs. 1 e 20)

A língua solta de Sarkozy

Em conversa que vazou, criando embaraço diplomático, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, chamou Barack Obama de inexperiente, e Zapatero, de pouco inteligente, mas elogiou Silvio Berlusconi: "Numa democracia o importante é ser reeleito". (págs. 1 e 27)

PAC é insuficiente, afirma fundação

Além de estar atrasado, o PAC não atende às necessidades de investimentos em infraestrutura do país, diz estudo da Fundação Dom Cabral. (págs. 1 e 24)

China cresce 6%, pior nível desde 92

A economia chinesa avançou 6,1% nos três primeiros meses do ano, o pior resultado desde 92. As estimativas eram melhores: 6,3%. (págs. 1 e 22)

United cobra dois bilhetes de obesos

A United Airlines decidiu, desde ontem, cobrar mais dos obesos. Eles são obrigados a comprar dois bilhetes ou passagem na classe executiva, se a empresa não encontrar dois assentos desocupados. (págs. 1 e 23)

Ponto extra de TV a cabo será gratuito (págs. 1 e 23)


Charge Chico: Impacto Republicano

- Avanço nos transportes: chegamos às supervias de fato!

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Folha de S. Paulo


Manchete: Lula confirma que poupança mudará, mas não diz como

Governo estuda implantar faixas diferenciadas de rendimento ou cobrar IR dos grandes poupadores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o governo mudará o cálculo da poupança, o que poderá reduzir os rendimentos dos poupadores, mas não disse como. "Daqui a pouco, as grandes multinacionais vão querer colocar o dinheiro na poupança. Vamos discutir tudo com muita cautela. Precisamos proteger o pequeno poupador", afirmou.

O governo estuda a mudança em razão da queda nos juros. Se a taxa fixada pelo Banco Central cair para menos de 9% ao ano, a poupança pode render mais que os fundos de investimentos. (págs. 1 e B1)

Congresso regula passagens e oficializa viagens de parentes

Câmara e Senado divulgaram medidas para regular o uso das passagens aéreas a que os congressistas têm direito. Haverá cortes, mas a doação de bilhetes a parentes foi institucionalizada. O Senado liberou o uso da cota individual para fretar aviões.

Dois ex-presidentes da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP) e Inocêncio Oliveira (PR-PE), e quatro membros da Mesa pagaram viagens de parentes ao exterior com verba oficial. Todos disseram não ver problema. João Paulo não falou. (págs. 1 e A4)

Cassado, governador do MA diz que não sai

O TSE confirmou a cassação do mandato do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e do vice, Luiz Porto (PPS), por abuso de poder econômico e político na campanha. Lago afirmou que não entregará o cargo.

Os cassados têm de sair imediatamente, mas podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal, desde que o presidente do TSE autorize. A segunda colocada na eleição, Roseana Sarney (PMDB), assume o governo. (págs. 1 e A7)

USP muda vestibular; 1ª fase será só eliminatória

A USP aprovou modificações em seu vestibular válidas para o exame de 2010. A primeira fase, que será realizada no final deste ano, passará a valer só como seleção para a segunda, sem contar pontos no resultado final.

Além disso, a segunda etapa terá questões de todas as disciplinas, não apenas as voltadas para o curso escolhido pelo candidato, e suas provas serão aplicadas em três dias - anteriormente, eram até quatro. (págs. 1 e C1)

EUA esperam que Cuba acene com distensão, afirma Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que cumpriu sua promessa de campanha ao anunciar o fim de restrições a Cuba e, agora, espera sinais de distensão do regime dos irmãos Castro, relata Sérgio Dávila.

Obama irá à Cúpula das Américas, que começa hoje em Trinidad e Tobago. Segundo Raúl Castro, os cubanos estão abertos a discutir "tudo" com os EUA. (págs. 1 e A9)

Brasil: Ministro da Cultura diz que vai rever nova Lei Rouanet (págs. 1 e A8)


Dinheiro: Cobrança de ponto extra de TV a cabo é proibida (págs. 1 e B8)


HC pediu para não receber pacientes graves em feriado

Ofício dirigido aos bombeiros e ao Samu na Páscoa pelo médico controlador de vagas do pronto-socorro do Hospital das Clínicas de SP pedia que se evitasse o envio para lá de doentes graves, relata Cláudia Collucci. O autor do ofício foi afastado para ser mais bem treinado, segundo a direção do HC. Para o hospital, a situação era "governável". (págs. 1 e C6)

Pedágio na Ayrton Senna deve ficar 52% mais barato

Os gastos dos motoristas com os pedágios do sistema Ayrton Senna-Carvalho Pinto deverão cair a menos da metade a partir da semana que vem, segundo o governo do Estado. A soma das tarifas no trajeto de ida e volta pelas rodovias, entre São Paulo e Taubaté, vai baixar de R$ 27 para R$13.

A mudança se deve à concessão das duas estradas à iniciativa privada, que ficará responsável por administrá-la durante 30 anos. (págs. 1 e C9)

Índex/Cúpula

Presidente dos EUA vai se reunir com a 'OEA do B' (págs. 1 e A10)

Por Cuba, Chávez faz ameaça de vetar declaração final (págs. 1 e A10)

Editoriais

Leia "Cúpula das Américas", sobre Barack Obama e Cuba; e "O nó do ensino paulista", acerca de troca de secretário. (págs. 1 e A2)

José Simão

Voo para artistas e familiares dos congressistas é o Programa Pilhagem! (págs. 1 e E13)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Congresso oficializa 'farra das passagens'

Verba sofre corte de 20%, mas deputado não precisa prestar contas

Em meio à série de suspeitas de irregularidades cometidas por deputados e senadores, a cúpula do Congresso baixou ontem normas que oficializam a utilização de passagens aéreas por qualquer pessoa indicada pelos parlamentares. Embora mostradas como moralizadoras, as medidas favorecem a continuidade das viagens a Passeio, no País ou no exterior. As novas regras permitem ao parlamentar, ainda, acumular créditos para usar em viagens para onde e quando quiser. No Senado, o ato da Mesa permite que os senadores distribuam as passagens aéreas para seus cônjuges, dependentes como filhos, ou pessoas por eles indicadas. Na Câmara, os privilégios são semelhantes e incluem viagens de assessores. Para reduzir o efeito negativo da oficialização da farra com os bilhetes, a Câmara anunciou corte de 20% nos valores a que cada parlamentar tem direito. (págs. 1 e A4)

Obama cobra abertura em Cuba após aliviar restrições

Chávez ameaça não firmar texto da Cúpula das Américas

Na véspera da Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse esperar contrapartidas de Havana, depois que Washington eliminou algumas restrições a Cuba. Para Obama, os cubanos devem ter "os mesmos direitos que o restante das Américas", relata a enviada especial Denise Chrispim Marin. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaça não firmar o comunicado do encontro porque um dos artigos elogia o papel da Organização dos Estados Americanos (OEA). Segundo Chávez, o documento final "está deslocado no tempo e no espaço, como se o tempo não tivesse passado". Ele afirmou que quer se reunir com Obama para que possam "dizer nossas verdades”. (págs. 1, A12 e A13)

EUA falam em parceria

O presidente Barack Obama disse que "os tempos mudaram" e que os EUA vão se relacionar com os países latino-americanos como parceiros, sem ditar normas. (págs. 1 e A13)

Foto legenda: Segurança – Policiais perto de hotel e navio que receberão os participantes da Cúpula das Américas

Fuvest muda e exige formação mais geral

Já neste ano, a fase dissertativa da prova terá todas as matérias do ensino médio

A USP aprovou mudanças no vestibular da Fuvest que já valem para este ano. A primeira fase segue com 90 questões, mas deixará de contar pontos para a nota final. A segunda fase, dissertativa, terá agora três dias e cobrará todas as disciplinas do ensino médio - até 2008, apenas português e redação eram obrigatórias para todos os cursos. O objetivo é exigir uma formação mais geral do candidato. (págs. 1 e A17)

Queda de arrecadação trimestral é de R$ 11,3 bi

A arrecadação da Receita no primeiro trimestre do ano caiu R$ 1l,33 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado. Desse total, R$ 3,1 bilhões resultam de desonerações feitas pelo governo contra a crise. A Receita calcula em R$ 6,5 bilhões o impacto, no trimestre, da redução de impostos adotada desde 2008 e do mau desempenho da indústria. (págs. 1 e B1)

Varejo dribla crise e vendas têm alta em fevereiro

As vendas do varejo em fevereiro subiram 1,5% ante janeiro e 3,8% em relação a fevereiro de 2008. O índice foi puxado pelo consumo de alimentos. No primeiro bimestre, o varejo expandiu-se 4,9% e, em 12 meses, 8%. Para o IBGE, o desempenho reflete a continuidade do aumento da massa salarial - a alta foi de 6,2% em fevereiro ante o mesmo mês de 2008. (págs. 1 e B4)

Dantas acusa Protógenes de alterar grampos

O banqueiro Daniel Dantas afirmou, em depoimento à CPI dos Grampos, que o delegado Protógenes Queiroz enxertou diálogos obtidos de maneira ilegal em arquivos de conversas telefônicas gravadas com autorização da Justiça. (págs. 1 e A10)

Especialistas debatem pontos polêmicos do Pacto Republicano. (págs. 1 e A8)

Ambiente: Satélite vai vigiar cerrado e Pantanal

Todos os biomas do Brasil passarão a ser monitorados. (págs. 1 e A18)

Sustentabilidade: Consumidor verde já tem até games

Em busca do clientte, empresas adotam novas práticas. (págs. 1 e Caderno especial)

Notas & Informações: Contas públicas mais frouxas

Se o governo federal pouco investe, não é por falta de dinheiro, mas porque os projetos não deslancham. (págs. 1 e A3)

Dora Kramer: Ao vencedor, os abacaxis

Agora que a administração do futuro já não lhe pertence, o presidente Lula contrata uma enormidade de passivos a serem resolvidos pelo sucessor. (págs. 1 e A6)

Bruno José Daniel Fº: Até quando Celso Daniel ficará insepulto?

Ontem, Celso Daniel, meu irmão e prefeito de Santo André, teria completado 58 anos. Há algo de estranho que impede o julgamento dos responsáveis por seu sequestro, tortura e assassinato, há mais de sete anos. (págs. 1 e A2)

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Jornal do Brasil


Manchete: SuperVia tem 300 vigilantes ilegais

Funcionários não passam por um treinamento adequado para a função

A greve dos ferroviários acabou ontem, mas as agressões cometidas por funcionários da SuperVia aos passageiros revelaram outro problema. O Sindicato Municipal dos Vigilantes denuncia que a concessionária mantém em serviço, como terceirizados, 300 seguranças irregulares, que recebem R$ 200 abaixo do piso da categoria. A troca de vigilantes por funcionários não habilitados é feita desde 2001 sob nomenclaturas que não constam do Código Brasileiro de Ocupações, como "assistente de porteiro", "fiscal de acesso", "apoio ao cliente" e "agente de controle". (págs. 1 e Cidade A12)

Fórum pede mais crédito contra a crise global

A declaração final da versão latino-americana do Fórum Econômico Mundial, no Rio, alerta contra o protecionismo e sugere medidas para enfrentar a crise. O texto será apresentado a chefes de Estado e de governo na Cúpula das Américas. Entre as sugestões, mais crédito e ampliação de programas como o Bolsa Família. (págs. 1 e Economia A16 e A17)

Obama diz que Brasil é potência

Antes de iniciar pelo México sua primeira visita à América Latina, o presidente dos EUA, Barack Obama, elogiou o Brasil. Em entrevista à CNN Español disse que o país "é uma potência econômica". Também enalteceu o colega brasileiro: "Minha relação com Lula é a de dois líderes que têm grandes países, que estão tentando resolver os problemas e criar oportunidades para nossos povos. Devemos ser parceiros". (págs. 1 e A21)

Foto legenda: Pelo bem global - Depois de tantos elogios de Obama, a fama de Lula lhe rendeu uma participação especial no desenho animado 'South Park', exibido na quarta-feira nos EUA. No episódio, o brasileiro é um dos líderes mundiais chamados a lidar com a chegada de um ET ladrão à Terra

TIM incorpora Intelig

A TIM incorporou a Intelig, operadora de telefonia fixa local, longa distância nacional e internacional e transmissão de dados. O negócio foi fechado ontem com a incorporação por parte da TIM da Holdco Participações, controlada pela JVCO. Assinado pela TIM Participações e por Docas Investimentos, um fato relevante foi enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informando o acordo de incorporação entre a TIM Participações, sua acionista controladora TlM Brasil e JVCO Participações, com a interveniência da Docas Investimentos, para o controle indireto da Intelig Telecomunicaçõcs Ltda. A fusão será consumada com a aprovação da Anatel. (págs. 1 e Economia A19)

Placas de trânsito serão de PET

As atuais placas de orientação e regulamentação do trânsito no Rio, feitas de alumínio fundido, estão sendo substituídas pelas de politereftalato de etileno, mais conhecido como PET. O material - de pouco valor - inibe o furto. (págs. 1 e Tema do Dia A2 e A3)

Cai a cobrança do ponto extra

A Agência Nacional de Telecomunicações decidiu proibir a cobrança de ponto extra nas TVs por assinatura. A Anatel informará a Justiça da decisão a fim de derrubar uma liminar obtida pelas operadoras de TV que ainda autoriza a cobrança. (págs. 1 e Economia A19)

QI é proporcional à educação

Um novo livro relança o debate: o QI está relacionado não à genética, mas à boa educação. Prova disso é que os QIs das crianças caem ou ficam estagnados no verão, quando estão de férias. (págs. 1, Vida, Saúde & Ciência A23)

Sociedade aberta

Raul Velloso
Economista

Os riscos da redução do superávit primário. (págs. 1 e A18)

Sociedade aberta

Peter DeShazo e Sidney Weintraub
Analistas políticos

As oportunidades para os EUA na AL. (págs. 1 e A21)

Sociedade aberta

Otavio Leite
Deputado federal (PSDB-RJ)

O dever dos clubes se a Lei Piva for modificada. (págs. 1 e D8)

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Correio Braziliense


Manchete: Farra das viagens segue sem escalas no congresso

Ainda sob o clamor da revelação de que um deputado usou verba pública para pagar bilhetes aéreos usados por sua namorada famosa e outros artistas de TV, Senado e Câmara decidem anunciar medidas moralizadoras. Mas, em meio a elas, os congressistas se brindaram com uma brecha fundamental: cônjuges e filhos de Suas Excelências continuam liberados para usar a cota de passagens paga pelas duas Casas. Não há qualquer impedimento quanto ao destino, nem ao período do deslocamento. Podem ser férias na Disney, por exemplo. “A família é sagrada, é preciso deixar a família fazer qualquer viagem”, diz o segundo-secretário, Inocêncio Oliveira (PR-PE), responsável por providenciar passaportes para os colegas e suas famílias. (págs. 1, Tema do Dia, 3)

Lula, o cara, vira personagem em episódio do desenho animado South Park (págs. 1 e 7)


Caderneta de poupança vai mudar, diz Lula (págs. 1 e 14)




Marinha abre 113 vagas com salário de até R$ 8,1 mil (págs. 1 e 17)


TSE cassa Jackson Lago

Maranhense vai entregar governo a Roseana Sarney. (págs. 1 e 6)

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Valor Econômico


Petrobras vai ter papel ativo na política industrial

Nenhuma outra pessoa no Brasil e poucas no mundo em crise têm nas mãos um orçamento de investimentos tão grande quanto o do geólogo Guilherme Estrella, diretor de exploração e produção da Petrobras. Até 2013, a estatal vai investir US$ 92 bilhões. E Estrella tem uma missão especial no direcionamento desses gastos: incentivar a participação de empresas nacionais no negócio do petróleo e atrair novos fornecedores estrangeiros para o país. Com o volume enorme de produção garantido nos campos da área de Tupi, na Bacia de Santos, as encomendas vão ganhar escala. E o conteúdo nacional, hoje de 65%, terá de aumentar, disse Estrella ao Valor. "O pré-sal veio dar escala para substituirmos importações".

A Petrobras será responsável por uma parte importante da política industrial, que vai promover a entrada do empresário brasileiro no segmento. A intenção é estabelecer um índice de nacionalização crescente, caminhando para o que Estrella chama de "parcerias estratégicas" com os fornecedores de equipamentos. "Vamos combinar que se encomendarmos 200 turbinas, a vigésima primeira seja produzida 50% no Brasil e assim por diante, até que a duocentésima seja nacional", explicou o geólogo, em um exemplo hipotético. (págs. 1 e A16)

Retomada da produção a caminho

Desde o início da crise, a demanda interna caiu em um ritmo muito inferior ao da produção industrial. Em fevereiro, as vendas do comércio voltaram ao nível de setembro, com pequena alta de 0,8% na comparação entre os dois meses, na série com ajuste sazonal, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma comparação, a indústria operou a um ritmo 13,5% menor. Esse descompasso confirma que o setor industrial foi muito mais afetado pela queda das exportações do que pela retração do mercado interno.

De acordo com os economistas, os números do varejo, o fim do processo de ajuste dos estoques, as desonerações tributárias e a forte queda das importações abrem espaço para uma retomada da indústria no segundo trimestre - ainda que as previsões apontem para uma retração da atividade industrial em torno de 4% neste ano. Para o comércio, nos próximos meses as previsões são de acomodação ou pequena queda. (págs. 1 e A3)

Cúpula destaca a cooperação energética

Assunto controverso entre os países americanos e do Caribe, a cooperação regional na área de energia será definitivamente instalada na agenda dos governos do continente na Cúpula das Américas, que começa hoje em Trinidad e Tobago. O tema causou polêmica durante as negociações do documento final do encontro.

Países como a Bolívia insistiam em vincular os biocombustíveis às ameaças contra o abastecimento de alimentos nos países mais pobres. As referências insinuando riscos à "segurança alimentar" foram eliminadas por insistência dos diplomatas brasileiros. (págs. 1 e A11)

Ministro do Brasil não vai ao G-8 agrícola

O Brasil entra prejudicado no embate entre países exportadores e importadores (protecionitas) no primeiro G-8 agrícola da história, com a ausência de seu ministro de Agricultura, Reinhold Stephanes, na discussão de estratégias para reforçar a produção e evitar futuras crises alimentares. O G-8, grupo dos países ricos, convidou para sua reunião agrícola, de sábado a segunda-feira, na Itália, os ministros do G-5 (Brasil, China, Índia, África do Sul e México), além de Argentina, Austrália e Egito, para começar a redesenhar políticas mundiais para o setor.

A ausência de Stephanes limita o papel do Brasil na negociação. A assessoria do ministro informou que a pré-agenda não exigia a participação efetiva do Ministério. O embaixador José Marcondes (FAO) representará o país. (págs. 1 e A12)

Setor de refeições coletivas da literatura em processo de consolidação

O movimento de consolidação ganha força entre as empresas de refeições coletivas. Ontem, a Gran Sapore, uma das maiores do setor no país, assumiu O controle da gaúcha BQ Benefícios, administradora de vales-refeição e alimentação com 3 mil clientes, principalmente na Região Sul. Na próxima semana, a Nutrin vai anunciar a aquisição de uma concorrente de menor porte, de Minas Gerais, e dentro de duas semanas, a líder de mercado, GRSA, deve divulgar a compra de uma empresa de refeições da Região Sudeste, com faturamento anual de R$ 60 milhões.

Os negócios fazem parte de um movimento de aquisições já esperado. No ano passado, GRSA e Nutrin antecipavam que adquirir concorrentes faria parte de suas estratégias de expansão. Com cerca de 900 empresas em operação no país, segundo a associação do setor, mais de 80% do faturamento, de R$ 9,5 bilhões, está nas mãos de cem companhias. (págs. 1 e B4)

O reencontro da literatura no século XXI

A grande novidade da ficção brasileira na primeira década do século XXI é a reafirmação da força da invenção. Os autores abdicaram do desejo de se tornar fotógrafos, roteiristas, documentaristas e voltaram a ser o que devem ser: escritores. Três lançamentos recentes - "Leite Derramado", de Chico Buarque, "O Filho da Mãe", de Bernardo Carvalho, e "A Cidade Ilhada", de Milton Hatoum - reiteram essa tendência para a autonomia e a liberdade interior que, afinal, definem a literatura. Não, nossos escritores não agem como autistas. Aprenderam, contudo, que nenhuma ficção esgota a realidade ou a fisga. Apenas se aproxima dela. (págs. 1 e Eu&Fim de Semana)

São Paulo adota penhora on-line para imóveis

O Tribunal de Justiça de São Paulo vai fechar ainda mais o cerco contra os devedores em processos cíveis e será o primeiro do Brasil a implementar a penhora on-line de imóveis. A medida entra em vigor no dia 1º de junho e será de utilização optativa pelos juízes de primeira instância. Isso deve causar uma nova revolução nas ações de cobrança, já que será o maior tribunal de Justiça do país que passará a localizar e bloquear imóveis para a venda, em um sistema interligado com os cartórios de registros pela internet. O principal objetivo da medida é trazer mais agilidade e eficácia às execuções, segundo o juiz-auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado, José Antonio de Paula Santos Neto. (págs.1 e E1)

BNDES abre linha de R$10 bi para financiar a agroindústria (págs. 1 e B12)



Com 4,6% do mercado de motos no país, a Dafra aposta em lançamentos para crescer, diz Franco (págs. 1 e B1)


Crise imobiliária

O ritmo de construção de casas nos EUA teve queda de 10,8% em março, para uma taxa anualizada de 510 mil unidades, após uma alta de 17,2% em fevereiro que surpreendeu os analistas. O resultado de março foi o segundo pior da série histórica, superado apenas pelo de janeiro. (págs. 1 e Al3)


Carros mantêm o ritmo

A venda de automóveis continua aquecida, em ritmo pouco inferior ao do mês passado, quando terminaria o incentivo fiscal com a redução do IPI. A média diária de negócios na primeira quinzena de abril foi de 11,3 mil unidades, ante 12,5 mil em março. (págs. 1 e B1)

Carrefour cresce na AL

Brasil e Argentina foram os únicos mercados onde as vendas do Carrefour cresceram no primeiro trimestre. Em reais, a receita cresceu 11,7% no Brasil, enquanto na Europa e na Ásia as quedas foram de 5% e 6,7%, respectivamente. (págs. 1 e B4)

Vale freia projetos de níquel

A Vale do Rio Doce anunciou ontem um adiamento no início da produção de níquel no projeto Onça Puma, no Pará, por no mínimo um ano. A companhia também vai paralisar a produção do metal pela ValeInco, no Canadá. (págs. 1 e B8)

Parceria antiaids

A Glaxo SmithKline e a Pfizer, dois dos maiores laboratórios farmacêuticos do mundo, vão unir suas operações de pesquisa e desenvolvimento de remédios contra a Aids. Juntas, terão 19% do mercado nesse segmento. (págs. 1 e B9)

Carne de frango

As exportações de frango somaram 307 mil toneladas em março, alta de 16,5% sobre fevereiro e'queda de 2% frente a março de 2008. Com preços menores no mercado externo, a receita alcançou US$ 422 milhões o que representou moa queda de 24% em relação ao mesmo mês do ano passado. (págs. 1 e B11)

Ideias

Arthur Barrionuevo e Pedro Dutra: estímulo oficial à concentração fere ordem econômica constitucional. (págs. 1 e A14)

Ideias

Maria C. Fernandes: Serra não está de braços cruzados esperando o mundo acabar para virar presidente. (págs. 1 e A10)
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