PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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valor ...ria...nine

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quarta-feira, julho 20, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''NESSA LONGA ESTRADA DA VIDA..." *
















Homenagem aos chargistas brasileiros;
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(*) Título de música sertaneja.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

20 de julho de 2011

O Globo


Manchete: A tragédia da corrupção - Dilma amplia faxina e varre mais seis nos Transportes

Demitidos são ligados ao PR, que cobra a saída de diretor do PT

Depois de afastar sete pessoas do Ministério dos Transportes por denúncias de corrupção, incluindo o ex-ministro Alfredo Nascimento, a presidente Dilma Rousseff demitiu mais seis ontem, todas ligadas ao PR. O partido reagiu cobrando também a demissão de um petista, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Hideraldo Caron. Um técnico dos Transportes explicou que as demissões de ontem - três servidores dos Transportes e outros três ligados ao Dnit - quebram a "espinha dorsal" de dois grupos que estavam à frente do órgão. Luiz Antonio Pagot, o diretor-geral afastado que será demitido do Dnit quando voltar de férias, se disse "constrangido e indignado' com a crise. A oposição tenta convocar o atual ministro, Paulo Sérgio Passos, para se explicar no Congresso ainda durante o recesso. (Págs. 1, 3, Merval Pereira e Editorial "Causas da letargia diante da corrupção")

Varejão e Fatureto encabeçam a lista

Entre os demitidos ontem no Dnit estão Luiz Cláudio Varejão, coordenador de Operações Rodoviárias e ligado ao diretor de Infraestrutura, Hideraldo Caron, e Mauro Sérgio Fatureto, coordenador-geral de Administração e próximo do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento. (Págs. 1 e 3)

Uma obra sem fim

Controlada pelo diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, o petista Hideraldo Caron, a obra de duplicação da BR-101, entre Palhoça (SC) e Osório (RS), acumula 23 contratos em seis anos, 268 termos aditivos e gastos de quase R$ 2 bilhões, com suspeitas de irregularidades. (Págs. 1 e 12)

Inidônea. E daí?

Apesar de o site do próprio Dnit ter recomendação expressa contra contratos e licitação com a empresa Eram (Estaleiro do Rio Amazonas), um órgão vinculado à autarquia fez oito aditivos em acordo com a firma, considerada inidônea e cujo sócio já foi condenado por crimes como lavagem de dinheiro. (Págs. 1 e 4)


Obras do PAC na Rocinha desaceleram

Mais de três anos depois, a construção de dois planos inclinados, de um mercado popular e de uma creche, além da reurbanização do Largo dos Boiadeiros, parou no meio do caminho. (Págs. 1 e 14)

Cem rios estão em situação ruim ou péssima no Brasil (Págs. 1 e 34)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Faxina derruba mais 6 nomeados dos Transportes

Cinco dos exonerados são ligados ao PR e um ao PT; diretor petista do Dnit também deve ser afastado nesta semana

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, demitiu mais seis servidores, dois deles do Dnit (que cuida de obras nas estradas).
Cinco afastados são ligados ao deputado Valdemar Costa Neto e ao ex-ministro Alfredo Nascimento, ambos do PR, que controla a pasta. (Págs. 1 e Poder A4 e A8 )

José Simão
Dilma tá demitindo tanto que o Dnit deveria mudar pra Dmit! Dmit todo mundo! (Págs. 1 e Ilustrada, E13)

Lula teme que estilo de Dilma a isole da base governista (Págs. 1 e Poder A8)

Desemprego cai para 6,2%, melhor junho em nove anos

A taxa de desemprego registrada pelo IBGE em junho foi de 6,2%, a menor para o mês em nove anos. A renda dos trabalhadores também aumentou - 3,8% no primeiro semestre.
Esses números mostram um mercado aquecido e indicam que o Banco Central deve aumentar os juros hoje para segurar o consumo.
A arrecadação de tributos federais no semestre foi de R$ 471,3 bilhões, alta de 12,68%. (Págs. 1 e Poder A10 e A11)

Esportes

Acordo é fechado e Itaquerão custará R$ 820 milhões. (Págs. 1 e D3)

Câmara aprova plano que deve ser vetado pela Casa Branca

Os deputados dos EUA aprovaram plano que prevê cortes severos em gastos sociais e limita as despesas do governo a menos de 20% do PIB. O projeto condiciona aos cortes o "sim" para elevar o teto da dívida do país.

A aprovação é um ato da maioria republicana para marcar posição. Obama deve vetar o plano. (Págs. 1 e Mundo A14)

Mark Weisbrot

Já passa da hora de o Brasil retirar as tropas do Haiti

Brasil não é império e não tem razão para ser parceiro dos EUA na brutal ocupação do Haiti. Já passa da hora de sair. (Págs. 1 e Mundo A16)

Boa notícia

No RS, quem passar trote em resgate tem de pagar custos. (Págs. 1 e Cotidiano C7)

Editorais

Leia "Muito além da notícia", sobre o escândalo no Reino Unido, e "Procuram-se médicos", acerca da falta de profissionais em alguns pontos do país. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: 'Faxina' nos Transportes derruba mais seis e continua

Chegam a 13 os demitidos em meio ao escândalo de corrupção, e outros devem cair; maioria é ligada ao PR

A “faxina" no Ministério dos Transportes continuou ontem. Foram demitidos quatro funcionários do ministério e dois do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Agora, já são 13 os funcionários afastados desde a revelação do esquema de corrupção dentro dos Transportes, no começo do mês. A maioria dos demitidos é vinculada ao secretário-geral do PR, Valdemar da Costa Neto, e ao ex-ministro Alfredo Nascimento, que foi afastado duas semanas atrás e assumiu a presidência do partido - o PR controla os Transportes no rateio do poder ministerial. A expectativa é que, entre hoje e sexta-feira, mais demissões sejam anunciadas, incluindo a do diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, o petista Hideraldo Luiz Caron, e mais assessores ligados ao PR. (Págs. 1 e Nacional A4)


'República de Mogi' se mexe

Amigos de Valdemar da Costa Neto oriundos de seu reduto eleitoral, Mogi das Cruzes, tentam preservar o poder do padrinho. (Págs. 1 e Nacional A8)

China dribla barreiras do Brasil por meio da Argentina

A China usa a Argentina para burlar as medidas do Brasil para proteger a indústria da invasão de produtos chineses, informa Iuri Dantas. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram que a exportação de algumas mercadorias da China pela Argentina disparou, e esses produtos estariam entrando no Brasil como se fossem argentinos. (Págs. 1 e Economia B1)

Nova proposta para dívida anima Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, deu apoio ao plano de um grupo de seis senadores republicanos e democratas para superar o impasse sobre a dívida pública. O projeto prevê a alta de US$ 1 trilhão na arrecadação e corte de US$ 3,7 trilhões nos próximos dez anos. "Não temos mais tempo para gestos simbólicos", disse Obama. (Págs. 1 e Economia B12)

UE discute três saídas para a crise grega

Dirigentes da União Europeia se reúnem amanhã para debater três saídas para a Grécia: recompra da dívida, com garantias, rolagem da dívida e taxação do setor financeiro. (Págs. 1 e Economia B8)

Multa em faixas de pedestre começa dia 8 (Págs. 1 e Cidades C1)


Rio deverá ter unidade do Hospital Albert Einstein (Págs. 1 e Vida A17)


Tutty Vasques

A presidente e o magnata

Quanto mais Dilma Rousseff e Rupert Murdoch cortam a própria carne, mais a crise volta como recidiva maligna em doente terminal. (Págs. 1 e Cidades C6)

Dora Kramer

O julgamento do PT

O PT teme as consequências eleitorais do julgamento do mensalão. Ao perdoar mensaleiros, o partido devia saber que cedo ou tarde pagaria o preço. (Págs. 1 e Nacional A3)

Notas & Informações

Um recado europeu ao Brasil

A diplomacia comercial brasileira enfrenta as consequências de uma série de opções erradas. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: O brasileiro virou bobo da corte

Nunca na história deste país os cidadãos pagaram tanto imposto. Em seis meses, saiu do bolso dos brasileiros uma média de R$ 2,6 bilhões por dia. São cinco meses de trabalho no ano destinados apenas ao pagamento de tributos. Em troca, porém, o país não retribui com educação, saúde e transportes de qualidade. Boa parte do dinheiro é engolido pela corrupção. Denúncias já levaram a presidente Dilma a demitir um ministro e 12 funcionários nos Transportes. O desperdício no serviço público, aponta o TCU, é outra fonte de perda de recursos. Levantamento em 71 órgãos federais mostra que, só na conta de luz, daria para economizar R$ 240 milhões por ano. A população também sofre com o descaso. Encarregada de proteger o consumidor, a ANS engaveta reclamações contra o abuso de operadoras de planos de saúde. No Distrito Federal, outro flagrante do desrespeito: brasilienses que pagaram até R$ 450 mil à Terracap por um lote no Jardim Botânico 3 veem o sonho de morar em um condomínio de luxo se transformar em pesadelo. Até hoje, no local, falta a infraestrutura prometida pelo Poder Público, e a área começa a virar território livre para aventureiros. (Págs. 1, 2 a 6, 9, 12 e 23)

Só a Justiça pode salvar Bandarra e Deborah

O Conselho Nacional do Ministério Público rejeita recurso contra a demissão dos dois promotores. Amanhã, eles tentam no TRF escapar das denúncias dos crimes de concussão, formação de quadrilha e violação do sigilo funcional. (Págs. 1 e 22)

Litro do leite já custa mais de R$ 2 no DF (Págs. 1 e 11)


Desemprego cai, salário está em alta (Págs. 1 e 10)


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Valor Econômico


Manchete: Dados mostram economia ainda em ritmo vigoroso

Mercado de trabalho aquecido, aumento da renda real, crédito em expansão e arrecadação de impostos em alta. Com base nesse cenário, de uma atividade econômica ainda pujante, o Comitê de Política Monetária decide, hoje, a alta dos juros.

A taxa de desemprego em junho, conforme dados do IBGE divulgados ontem, foi de 6,2%, menor que a de maio deste ano (6,4%) e a de junho de 2010 (7%). O número de ocupados teve uma queda, na margem, mas o rendimento real médio aumentou 4% sobre junho do ano passado. Em junho foram criadas 215,4 mil vagas, segundo melhor resultado para o mês da série histórica. No primeiro semestre foram 1,4 milhão de empregos, terceiro melhor número da série. O setor de serviços prossegue liderando a geração de empregos. Apesar de se identificar uma certa moderação na taxa de ocupação do IBGE, o ministro do Trabalho, Calos Luppi, disse que não há desaceleração e que a tendência é chegar a 3 milhões de novos empregos até o fim do ano. (Págs. 1, A3 e A4 e C1)

Uma crise parecida com a do Lehman

Se a crise da dívida soberana dos países da periferia da zona do euro chegar a suas economias mais fortes, o impacto para o Brasil pode ser igual ao experimentado após a quebra do banco de investimentos americano Lehman Brothers, em setembro de 2008. A conclusão é do Fundo Monetário Internacional, que terminou consultas com os governos dos países da zona do euro e, em seus relatórios, mensurou os efeitos globais de a atual crise atingir alguns dos grandes bancos europeus, como o belga Dexia, o alemão Deutsche Bank, o francês BNP Paribas ou o holandês ING.

No pior cenário, os bancos globais sofreriam contágio, com efeitos "bastante importantes para Hungria, Turquia, Reino Unido, Brasil e Rússia", aponta o relatório. "Seria um evento sistêmico que impactaria os sistemas financeiros bem além da Europa". No caso de contágio dos bancos das principais economias da união monetária, o Produto Interno Bruto europeu cairia 2,5 pontos percentuais, o PIB mundial, 1 ponto e o da América Latina, 0,5 ponto em 2011-2012. (Págs. 1 e C10)

Airbus teme chineses, não a Embraer

A China, e não o Brasil com a Embraer, será o terceiro grande competidor internacional no mercado de jatos nos próximos dez a vinte anos, atrás da europeia Airbus e da americana Boeing. Essa pelo menos é a avaliação da Airbus. A China começa a produzir - com pesados subsídios - seu primeiro jato de passageiros, na categoria com 120 a 180 assentos.

"O maior potencial está na China para se tornar o terceiro grande produtor de aviões", disse o vice-presidente de comunicação da Airbus, Rainer Ohler, a um grupo de jornalistas, na sede da companhia, em Toulouse. "A Embraer tem espaço, vemos seus bons aviões cada dia em todo lugar", disse. Para Ohler, os construtores aeronáuticos precisam de "suporte" dos governos, ou seja, de subsídios. Mas admite que é preciso um acordo global para limitar essa ajuda. (Págs. 1 e B8)

Chery traz novo modelo de negócio

O início da construção da fábrica da Chery, em Jacareí, indica um modelo de negócios oposto ao que tem prevalecido ao longo dos investimentos da indústria automobilística no Brasil. É um projeto sem sócios locais, totalmente financiado por recursos chineses e livre de amarras com o governo brasileiro. Esse perfil de negócios tem pelo menos uma vantagem: caso o projeto não dê certo, a empresa sai sem dever nada a ninguém.

No lançamento da pedra fundamental da fábrica, o presidente mundial da Chery, Yin Tongyue, explicou que o investimento de US$ 400 milhões será feito com dinheiro da própria empresa e do Banco de Desenvolvimento da China. (Págs. 1 e B8)

Ações resistentes sobem até 39%, enquanto Bolsa cai 14%

O Índice Bovespa cai 14,75% no ano, mas um grupo seleto de 16 ações se mantem em alta, com variações de 4,5% a 39,7%. Essas líderes em resistência têm duas características em comum. Primeiro, fazem parte dos setores conhecidos como "defensivos", como energia elétrica e telecomunicações, com resultados menos sujeitos às oscilações da economia, receitas atreladas à inflação e dividendos elevados. Segundo, passaram por evento societário que turbinou ganhos.

Os papéis da TIM são campeões de rentabilidade neste ano: 39,7% para as PN. A alta veio após a empresa anunciar, em maio, a migração para o Novo Mercado, o nível mais elevado de governança corporativa. Caso parecido é o da ação PN da Telesp, com alta de 20,3%. O papel refletiu a incorporação da Vivo pela Telesp em junho. O setor elétrico abriga cinco dos 16 "sobreviventes" do Ibovespa. O destaque é a ação PN da Eletropaulo, com alta de 31,2%. Também apresentam altas de dois dígitos Light ON (22,7%), Cemig PN (21,5%) e Cesp (19,2%). (Págs. 1 e D1)

US$ 1,5 bilhão em usina de plástico verde

Depois de cinco anos do primeiro anúncio, o grupo Dow Chemical anunciou uma joint-venture com a trading Mitsui para deslanchar o projeto de plástico verde a partir da cana-de-açúcar. Será construído um complexo industrial em Santa Vitória (MG) para a produção de polietileno a partir do etanol.

O projeto está avaliado em até US$ 1,5 bilhão, apurou o Valor. O complexo sediará uma usina com capacidade para produzir 240 milhões de litros de álcool destinados à indústria química. (Págs. 1 e B7)

O sucesso da Argentina pós-calote

Uma década após a Argentina declarar que estava quebrada, taxas de crescimento aceleradas desafiam o consenso de que não há benefícios no caso de um default - mas o sucesso do país também apresenta alguns alertas.

No momento em que a Grécia se aproxima do calote, quais as lições que pode tirar da Argentina? Representantes do governo apontam para o crescimento elevado e sustentado do país e dizem não só que há vida após o maior default soberano já registrado, como também pode haver festa. "O senso comum falhou", disse Marcó del Pont, presidente do Banco Central. Mesmo assim, o resultado final não é tão interessante como alguns sugerem. A recuperação é impressionante, mas o governo ainda não conseguiu limpar a mancha provocada pelo default na reputação da Argentina, nem convencer o mundo de que seu populismo heterodoxo é sustentável. (Págs. 1 e A12)

Brasil tenta aumentar suas vendas externas de carnes para o mercado asiático (Págs. 1 e B12)


Para agência, 25% da água usada no Brasil é de baixa qualidade (Págs. 1 e A2)


Eletrobrás vai mudar gestão de controladas, diz Carvalho Neto (Págs. 1 e B1)


Trabalhadores em aeroportos

O Palácio do Planalto decidiu abrir negociação com os sindicatos para evitar futuros conflitos entre trabalhadores e concessionários dos aeroportos que devem ser licitados até o fim do ano. (Págs. 1 e A3)

Transmissão digital na RBS

Com os R$ 300 milhões captados via debêntures não conversíveis em ações, na semana passada, o grupo de mídia RBS vai tocar projetos que incluem a implantação da transmissão digital em todas as 18 emissoras de televisão da empresa. (Págs. 1 e B2)

Riscos para produção de trigo

Inicialmente prevista como recorde, a produção de trigo no Mercosul pode ser menor por causa de geadas. Com isso, o Brasil tende a ser obrigado a comprar mais trigo fora da América do Sul. (Págs. 1 e B11)

Tesouro Direto avança

O primeiro semestre se mostrou bastante favorável para o Tesouro Direto. As vendas somaram R$1,818 bilhão – valor 82,16% maior que o de 2010. O número de investidores cadastrados também apresentou forte expansão no período. (Págs. 1 e D2)

Ideias

Marcello Averbug

BNDES deveria ser preservado como ofertante de crédito direcionado e poderoso instrumento de políticas públicas. (Págs. 1 e A10)

Ideias

Luís Eduardo Assis

Não há arranjo institucional que possa dar ao BC forças para, sozinho, se contrapor a uma política fiscal expansionista. (Págs. 1 e A11)

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terça-feira, julho 19, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ... NADA DE NOVO NO 'FRONT'

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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GOVERNO DILMA/MT/DNIT [In:] ''SE SEGURA, MALANDRO..." *

Ninguém escapa no DNIT

Suspeitas enraizadas


Autor(es): Vinicius Sassine, Tiago Pariz e Paulo de Tarso Lyra
Correio Braziliense - 19/07/2011

Os três diretores que sobreviveram à onda de demissões no órgão também são citados em processos do tcu. Dilma dispensa funcionário antes mesmo de ele tomar posse.

Crise nos Transportes

Mesmo com a demissão de sete pessoas da cúpula do ministério, do Dnit e da Valec, tarefa de preencher cargos é complicada porque principais diretores restantes são citados em irregularidades

A dificuldade da presidente Dilma Rousseff em promover as substituições no Ministério dos Transportes, Dnit e Valec — o que deve ocorrer ainda esta semana — é explicada pelo nível de corrosão que atingiu essas instituições. Depois da queda de sete pessoas em 14 dias de crise, os três diretores que ainda sobrevivem no Dnit (Hideraldo Caron, Geraldo Lourenço e Jony Marcos) não escapam à regra. Eles são citados em processos no Tribunal de Contas da União por superfaturamento de preços em aditivos para obras já consideradas irregulares, fraudes em editais de licitações e supostos conluios com funcionários de empreiteiras que têm contratos com a autarquia.

O Diário Oficial da União publicou ontem novas regras para substituição do diretor-geral do Dnit. Curiosamente, a resolução é assinada por José Henrique Sadock de Sá (exonerado na última sexta) e os três diretores restantes. Pela resolução, o Ministro dos Transportes tem autonomia para indicar um servidor de carreira para o cargo de diretor-geral em caso de vacância no cargo, desde que tenha “conduta ilibada e notório saber na área de transportes”.

Alvo preferencial pela sua militância petista, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Hideraldo Luiz Caron, ignorou um parecer da Procuradoria Federal Especializada do próprio órgão e assinou termos aditivos para uma obra com mais de 30 anos de existência. Um convênio entre o Dnit e o governo do Amapá para execução de obras na BR-156 foi assinado em 1976. Em dezembro, a obra, que jamais ficou pronta, sofreu o 20º aditivo. A procuradoria considerou “imoral” a prorrogação por mais de 30 anos de um convênio cujas obras teriam tempo certo para conclusão. “Falta controle da administração sobre os valores já repassados à convenente ao longo de 30 anos”.

Auditorias em outras obras coordenadas por Hideraldo apontam o mesmo problema. Dentre elas, estão um aditivo de 135% na duplicação da BR-153 em Minas Gerais (o permitido é 25%); superfaturamento na inclusão de novos serviços na adequação da BR-101 no Rio Grande do Sul; e prorrogação de um convênio de 1997 com o governo da Paraíba para obras na BR-230.

Na diretoria de Infraestrutura Ferroviária, cujo titular é Geraldo Lourenço de Souza Neto, o TCU detectou irregularidades no convênio firmado com o consórcio STE/Siscon. Contratado para assessorar a execução de obras ferroviárias, o convênio passou a servir como instrumento de contratação de funcionários terceirizados que atuam no órgão. A assessoria de imprensa do Dnit informou que o consórcio “presta serviços de consultoria de engenharia e não de fornecimento de mão de obra terceirizada”.

Sobrepreço
Já o diretor de Planejamento e Pesquisa do Dnit, Jony Marcos do Valle Lopes, aparece citado em dois processos do TCU. O primeiro, de 2007, aponta a superestimativa de valores de aluguel de máquinas num custo anual de R$ 3 milhões, um sobrepreço de R$ 2,1 milhões de acordo com o processo, já extinto, que determinava a suspensão do edital.

Outro processo aponta irregularidades nas obras das rodovias BR-364 e BR- 417, ambas no Acre. Entre 2004 e 2008, elas foram alvos de 22 processos do TCU e, a partir de 30 de setembro de 2008, transformaram-se em tomada de contas especiais. Entre as suspeitas, estão superfaturamento, suposto desvio de dinheiro público para abastecer campanhas e serviços que não foram realizados. As irregularidades remontam à 2002, época em que Lopes era chefe de serviço da Diretoria de Planejamento e Pesquisa.

Sobre essas irregularidades, o Dnit afirmou que, no caso do edital de 2007, “houve um equívoco por parte do TCU e o acórdão final liberou a licitação de novo edital. Com relação às obras do Acre, a assessoria informa que o diretor Jony Marcos sustenta que “não teve qualquer participação no processo e está citado equivocadamente, uma vez que o edital é de 1992 e ele entrou no órgão, por concurso, em 1994”.

Pagot fora
A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, deu indícios ontem de que Luiz Antonio Pagot não retornará mesmo ao cargo. “Tudo indica que não, até pelas reiteradas vezes que a presidente Dilma Rousseff tem se comportado dessa forma”, afirmou a ministra. “Operacionalmente, com alguém de férias, você não pode tomar essa medida.”


Dilma revê indicação
A presidente Dilma Rousseff retirou a indicação do contador Augusto César Carvalho Barbosa de Souza ao cargo de diretor de Administração e Finanças do Dnit. A área é responsável por todos os pagamentos do departamento. Dilma tinha enviado ao Senado a indicação em 13 de junho. Na última sexta, a presidente pediu ao Senado a retirada da tramitação do nome de Barbosa. A informação foi publicada no Diário Oficial da União de ontem. Atualmente, Barbosa é ouvidor do Dnit. A indicação para a diretoria havia sido feita pelo ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-AM).

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(*) Jorge Ben Jor.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS

19 de julho de 2011

O Globo


Manchete: Das verbas desviadas, 70% são de Saúde e Educação

Dinheiro para escolas e hospitais vai parar nas mãos de prefeitos

Setores que têm os maiores orçamentos da União e estão diretamente ligados aos cidadãos, Saúde e Educação são também os que mais sofrem com a corrupção no Brasil. Segundo o Departamento de Patrimônio e Probidade da Advocacia Geral da União (AGU), de 60% a 70% dos recursos públicos desviados no país são dessas duas áreas. É, por exemplo, dinheiro destinado a reformas de escolas e hospitais, compra de merenda escolar e de medicamentos, construção de quadras esportivas e procedimentos do SUS, mas que acaba indo para o ralo por causa da corrupção. Auditorias da Controladoria Geral da União (CGU) constataram, apenas entre 2007 e 2010, desvios de R$ 662,2 milhões nesses dois setores. E quase metade dos acusados de improbidade em todas as áreas da administração pública, segundo a AGU, é de prefeitos ou ex-prefeitos. Um dos problemas é a falta de fiscalização, mas também a pulverização dos recursos. (Págs. 1 e 3)

Em SP, nova obra suspeita do Dnit

O Dnit quer pagar R$ 16 milhões para recuperar uma obra concluída em 2006, em Barretos (SP), e que custou R$ 10 milhões. Para o TCU, o Dnit deveria recorrer ao termo de garantia, que obriga a construtora a fazer os reparos. Mas fez nova licitação, vencida por uma doadora do PR. (Págs. 1, 4 e editorial “Corrupção desvia dinheiro de impostos")

Empreiteira tem sócio balconista

Um balconista de farmácia em Teresópolis soube pelo GLOBO que seu nome aparece nas investigações da Controladoria Geral da União como sócio da empreiteira RW. A empresa tem contratados 64% dos R$ 7 milhões repassados pela União ao município, mediante o aumento de propinas de 10% para 50%, para obras de recuperação pós-tragédia. (Págs. 1 e 11)

TCU investigará as UPAs de lata

O Tribunal de Contas da União vai investigar os contratos de compra de contêineres e módulos metálicos usados pelo governo do estado e pela prefeitura para a instalação de Unidades de Pronto Atendimento e Clínicas da Família. Como mostrou o GLOBO, esses equipamentos custam mais caro do que obras de alvenaria. (Págs. 1 e 12)

Assalto 5 estrelas nas barbas da UPP

O assalto ao Hotel Santa Teresa, onde 15 hóspedes foram saqueados, acendeu o alerta no setor de hospedagem e turismo da cidade, prestes a receber eventos internacionais de grande porte. O caso foi noticiado na capa do site do jornal espanhol "El País", o hotel fica em área de UPP e a menos de 500 metros de uma delegacia. No hotel, que cobra diárias a partir de R$ 690, estavam funcionários da Nike e, supostamente, integrantes de comitivas dos Jogos Mundiais Militares. (Págs. 1 e 10)


Chile: protestos mudam oito ministérios

O presidente Sebastián Piñera, com o pior índice de aprovação de um chefe de Estado chileno em 40 anos, fez mudanças em oito ministérios, mas foi criticado por só remanejar os titulares. Abalado por protestos estudantis, o ministro da Educação comandará agora o Planejamento Social. (Págs. 1 e 25)

Entidade de planos de saúde orienta decisão de deputados (Págs. 1 e 22)


Saldo comercial de US$ 13 bi só às custas de matérias-primas (Págs. 1 e 17)


Oprimido e exilado

Sem ajuda de entidades brasileiras, a viúva de Augusto Boal decidiu mandar seu acervo para os EUA. (Págs. 1 e segundo caderno)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Acidentes com moto na Rebouças dobram em 4 anos

Avenida foi alvo de campanha educativa da prefeitura, mas casos saltaram de 62, em 2006, para 130, em 2010

O número de acidentes de motos com vítimas na avenida Rebouças, em São Paulo, subiu 110% em quatro anos, relata Menear Izidoro. Saltou de 62, em 2006, quando foi adotada a faixa preferencial de motociclistas, para 130, em 2010.

Nesse período, a expansão da frota foi de 65%. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Irmão de chefe do Dnit em MT tem contratos dos Transportes

A empreiteira do irmão do superintendente do Dnit em Mato Grosso fechou contratos de R$ 26 milhões com o órgão, braço do Ministério dos Transportes responsável por obras em rodovias, informa Rubens Valente.

Para o dono da empreiteira, o cargo do irmão só atrapalha. “Se fosse me locupletar com isso, eu deveria ter uns R$ 100 milhões de contrato", afirmou. (Págs. 1 e Poder A4)

Dona do Magazine Luiza é cotada para novo ministério (Págs. 1 e Poder A7)


Pré-natal no SUS não checa hipertensão, aponta estudo

A maioria das grávidas não controla a pressão arterial nos exames do pré-natal feitos no SUS do Rio de Janeiro, aponta estudo da Fiocruz com 1.974 gestantes. A hipertensão na gravidez é uma das principais causas de mortalidade materna.

O Ministério da Saúde reconhece problemas, mas rejeita generalizar as conclusões da pesquisa. (Págs. 1 e Saúde C10)

Presidente do Chile substitui 8 dos 22 ministros

Pressionado por protestos e mal avaliado pelos chilenos, o presidente Sebástian Piñera substituiu 8 de seus 22 ministros. A reforma atingiu a pasta de Educação - alvo dos atos iniciados há dois meses. (Págs. 1 e Mundo A10)


Interpol auxiliou governos na busca por opositores (Págs. 1 e Mundo A10)


Editoriais

Leia "Expectativa na China", que analisa a situação da economia global, e "Novos Carandirus", sobre a lotação dos presídios no Estado de São Paulo. (Págs. 1 e Opinião A2)

Após falhas, Eletropaulo leva multa de R$ 26 milhões

A Eletropaulo foi multada pela Arsesp (agência estadual que fiscaliza o setor) em R$ 26 milhões por causa dos problemas de fornecimento de energia no período entre 2009 e maio de 2010. É a maior autuação da hist6ria da companhia.
A empresa ainda pode recorrer da decisão e está analisando a multa "administrativamente" (Págs. 1 e Cotidiano C6)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Contrariando Carvalho, Dilma demitirá diretor do Dnit

Saída de Pagot é decidida apesar da pressão de ministros ligados a Lula, como o secretário-geral da Presidência

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi encarregada pela presidente Dilma Rousseff de anunciar que o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, atualmente em férias, não retornará mais ao cargo, em meio a escândalo de corrupção. O vice Michel Temer e ministros ligados ao ex-presidente Lula defendiam a permanência de Pagot. Numa reunião no Planalto, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) tentou introduzir na conversa a necessidade de manter Pagot. Dilma afirmou que, se fosse para traze-lo de volta, teria de reconduzir outros seis que ela tinha demitido e isso não vai acontecer. Dilma orientou ainda o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, a finalizar rapidamente a "limpeza" no setor. (Págs. 1 e Nacional A8)

Crise da dívida de Europa e EUA volta a derrubar bolsas

As principais bolsas do mundo voltaram a fechar em baixa, devido às preocupações com a crise da dívida na Europa e nos EUA. Houve queda de 3,06% em Milão, de 2,04% em Paris e de 1,55% em Londres e Frankfurt. A baixa teve relação com as análises sobre o teste de estresse realizado pela Autoridade Bancária Europeia, que reprovou oito bancos. (Págs. 1 e Economia B1)

Justiça barra negócio em nome da Copa

A Justiça mandou suspender um acordo que o governador Agnelo Queiroz (PT) quer fechar com construtoras do Distrito Federal. Ele pretende transformar área de 85 mil metros quadrados, em região tombada, numa quadra de hotéis e flats. Avaliado em R$ 700 milhões, o terreno foi oferecido ao mercado imobiliário para financiar as obras do estádio Mané Garrincha. (Págs. 1 e Esportes E4)

Governo faz plano para País ter mais médicos (Págs. 1 e Vida A14)


A cada 3 dias, 1 bebê é deixado para adoção (Págs. 1 e Cidades C1)


Em crise, presidente do Chile troca 8 ministros (Págs. 1 e Internacional A12)


Nova droga alarma médicos nos EUA (Págs. 1 e Vida A16)


Miguel Jorge

O futuro na educação

O Brasil só conseguirá manter e ampliar as conquistas dos últimos anos se fizer grandes investimentos em educação. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas & Informações

Incerteza nos EUA

Barack Obama e os líderes democratas tentam evitar o calote e um mergulho na recessão. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Governo nega aumento de R$ 40 bi a servidores

Sindicalistas apresentaram a fatura ao Ministério do Planejamento. No total, as reivindicações que esperam ver atendidas no ano que vem vão custar R$ 40 bilhões aos cofres públicos. Mas se depender da proposta do Orçamento da União de 2012 que o Planalto está prestes a concluir, os servidores federais não vão ver a cor desse dinheiro. Preocupado em cumprir a meta de ajuste fiscal, o Executivo fez cálculos preliminares e chegou ao seguinte resultado: mesmo sem qualquer aumento ao funcionalismo, já faltarão R$ 25 bilhões para fechar as contas em 2012. A razão é simples: o governo terá de arcar com um rombo de R$ 23 bilhões maior nos cofres da Previdência Social para bancar a correção de 14% do salário mínimo a partir de janeiro próximo. Por isso, já avisou aos sindicatos que, na melhor das hipóteses, atenderá apenas a algumas demandas pontuais. Reajuste linear, nem pensar. (Págs. 1 e 9)

Ninguém escapa no DNIT

Os três diretores que sobreviveram à onda de demissões no órgão também são citados em processos do TCU. Dilma dispensa funcionário antes mesmo de ele tomar posse. (Págs. 1 e 2 a 4)

Desconto de 5% para quem pagar o IPVA e o IPTU à vista (Págs. 1 e 31)


Estrangeiro tira dinheiro dos EUA

É sinal de que a crise começa afugentar investidores estrangeiros. Retirada líquida foi de US$ 67,5 bilhões em maio. (Págs. 1 e 13)

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Valor Econômico


Manchete: Indecisão na Europa amplia crise

A crise da dívida soberana na zona do euro agravou-se. Autoridades europeias correm contra o relógio para colocar de pé até quinta-feira um pacote de US$ 160 bilhões em ajuda adicional à Grécia que possa ser considerado resposta eficaz ao nervosismo dos mercados, que ontem voltaram a amargar grandes baixas. O ouro subiu pela primeira vez a US$ 1.600 a onça e as ações tiveram mais um dia de queda. Títulos alemães e o franco suíço estiveram entre os ativos mais procurados no dia. O Ibovespa voltou a recuar: caiu 1,08% e já perdeu 15,1% no ano.

Segundo o "Financial Times", os líderes europeus se mostram indecisos e divididos em relação ao formato do pacote grego. Itália e Espanha - que, juntas, somam 28% do PIB da zona do euro - assistem à escalada perigosa dos juros cobrados por seus títulos. Os papéis da Espanha subiram para 6,39% e os da Itália, para 5,9%, aproximando-se aos poucos da marca fatídica dos 7% que levaram aos pedidos de auxílio de Grécia, Irlanda e Portugal. A persistência do impasse entre democratas e republicanos sobre o aumento do teto da dívida nos EUA contribui para piorar as expectativas. (Págs. 1, A9, C2, C10, D2 e D4)

China investe em energia e agricultura

Do total de US$ 15 bilhões dos investimentos produtivos da China na América Latina em 2010, US$ 11 bilhões ficaram no Brasil. Agricultura e energia, no topo da lista do interesse chinês, continuarão a receber a maior parte dos recursos que o país destina aos latino-americanos, segundo o vice-ministro de Relações Exteriores da China, Zhang Kunsheng. A China está na lista das nações com menos de 0,2 hectare cultivável por habitante. O desafio de continuar alimentando a população preocupa o governo. Por isso, investir na produção dos alimentos em terras distantes já virou rotina. O representante do governo chinês diz que, graças aos seguidos investimentos em infraestrutura portuária e rodoviária, o país tem condições de lidar com a complexa logística que envolve o deslocamento de produtos elaborados no exterior. (Págs. 1 e A5)

Foto legenda: Santo dólar

O dólar barato e o pleno emprego deram grande impulso às vendas de pacotes de viagens de intercâmbio de estudantes, principalmente para EUA e Canadá. Em fevereiro, a Student Travel Bureau já havia vendido todo o volume planejado para a temporada, conta a CEO Santuza Bicalho. (Págs. 1 e B4)

Governo retoma plano para combater abate clandestino

O governo decidiu tirar do papel um sistema criado em 1996 (Suasa) para combater o abate clandestino de gado no país. O Ministério da Agricultura estima que metade da carne bovina consumida no Brasil tenha origem em abatedouros sem inspeção ou fiscalização de autoridades sanitárias. Pela decisão, arbitrada pela presidente Dilma Rousseff, a Agricultura fará convênios com Estados e municípios para tornar mais ampla e efetiva a fiscalização do comércio de carnes. Haverá uma "equivalência sanitária", o que permitirá a venda de produtos da agricultura familiar em todo o país, não importando onde sejam fabricados.

Os itens de exportação continuarão a seguir normas fixadas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). (Págs. 1 e B14)

Novo tributo compensará desoneração dos salários

A opção mais provável para a desoneração da folha de salários é a criação de nova contribuição previdenciária que incidirá sobre o faturamento das empresas, tal como já existe no setor da agroindústria com alíquota de 2,5%. A base dessa nova contribuição será semelhante à do Simples, o sistema de tributação das micro e pequenas empresas.

O novo tributo não terá a mesma base da Cofins ou do PIS, segundo o governo. O principal argumento é que ele incidirá sobre o faturamento das empresas que declaram pelo lucro real, enquanto a Cofins e o PIS incidem sobre o valor agregado. Só recaem sobre o faturamento, com alíquota menor, para as empresas que fazem a declaração pelo lucro presumido. (Págs. 1 e A2)

Sem acordo de livre comércio, Brasil pode perder preferências tarifárias na UE (Págs. 1 e A12)


Minha casa, Minha vida de novo

As contratações do programa Minha Casa, Minha Vida para a faixa de renda mais baixa - paralisadas desde o início do ano - devem ser retomadas nas próximas semanas, diz Inês Magalhães, secretária de Habitação do Ministério das Cidades. (Págs. 1 e A3)

Disputa em torno do algodão

Uma variação de preços nos últimos 12 meses, que chegou a 183% (forte alta seguida de queda), estaria levando indústrias têxteis a tentar renegociar contratos com produtores de algodão. (Págs. 1 e B14)

Efeitos do Cade na BR Foods

A diretoria da BRF Brasil Foods inicia visitas às suas unidades para comunicar as efeitos da decisão do Cade. Serão visitados Mato Grosso, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. (Págs. 1 e B14)

Recursos externos para BNDES

O BNDES pretende captar este ano US$ 3 bilhões no mercado externo, mesmo volume obtido ao longo de 2010. Este ano, entretanto, o objetivo do banco é buscar mais recursos junto às agências multilaterais. (Págs, 1 e C10)

Ideias

Antonio Delfim Netto

Há sinais preocupantes no horizonte vindos dos EUA, China, zona do euro e da mídia internacional em relação ao Brasil. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Simon Johnson

O setor privado desmoronaria e o desemprego rapidamente superaria os 20% com a inadimplência da dívida dos EUA. (Págs. 1 e A11)

Real dificulta a exportação de jogadores

A grande valorização do real em comparação ao euro e à libra está ajudando a reverter um dos perfis da exportação do país - a venda de jogadores de futebol para a Europa. O real apresenta uma valorizção de 35% em comparação ao euro e à libra desde 2008, o que está ajudando os clubes de futebol locais a competir com os ricos clubes europeus em guerras de lances pelos melhores jogadores do mundo. (Págs. 1 e B1)

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domingo, julho 10, 2011

A HORA DO "ÂNGELUS" [In:] ''NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS..." *

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Dado a veracidade das informações contidas nas explicações do vídeo que está anexado, resolvemos editar esta postagem, a medida que não temos quaisquer preconceito sobre crenças e Fé.

A propósito, a fnalidade das edições do Domingo é para isso mesmo: Reflexão!!!




http://youtu.be/KKbZogNHDjk





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Fonte: www.portaldacabala.com.br
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(*) João, 13: 2.
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segunda-feira, julho 04, 2011

AVISO !

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AOS LEITORES:


Por motivo de força maior ficarei ausente por duas semanas. Retornarei em 19 de julho de 2011.


Att.

Prof. Medeiros.


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sábado, julho 02, 2011

EDITORIAL [In:] O PODER DO SEXTO PODER

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Há tempos que eu não postava minhas ''reinações'' nesta coluna. Ontem, talvez, ''soprado'' pelos ventos do pequeno recesso acadêmico que se iniciou, resolví dar continuidade numa nota que havia iniciado...
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FLANELINHAS E MALABARES: O SEXTO PODER *


Sábado, junho de 2011.

Na tentativa de ''sair'' um pouco dos afazeres da profissão, os quais, não raro, me ocupam os sábados, domingos e feriados, algumas madrugadas a fora (e a dentro...) me deparei com ''cenas urbanas'' que já se tornaram parte do visual de Maringá.

No bom português lusitano, ''estarei a falar'' dos ditos flanelinhas e malabares...

... antes, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, ''estarei a desgustar'' um bom Merlot (espero) comprado no Mercadão...

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Sexta-feira, 1º de julho de 2011.

Voltei! após fechar o semestre letivo. Mas o ''baile'' continua.

Nos três últimos dias de chuvas, senão torrencial, mas diuturnamente em nossa Cidade (de Maringá) tenho observado que não ''tenho visto'' os nosso grandes artistas de ruas, politicamente correto (sic) denominados de malabares.

Daí indago (aos meus botões): -- Que bom ser AUTÔNOMO. Fazer o seu horário de trabalho. E, para chuva e frio o sinômino é ''cama'' e para o sol das 14 horas ... ''cerva''.

De fato, não tenho visto sequer aquele malabarista CRACKEADO, cujo ''diferencial'' nesse mundo neo-liberal capitalista selvagem, que se apresenta ''malabarando'' pedras, pelotas (Ops !) de papel, latas ''recicladas'' (que consciência ecológica!!!) e outros bagulhos (Ops 2 !!!).

Já ''nosotros'', comuns mortais, temos que cumprir as nossas 40, 44 ou 48 horas do regime autocrático Celetista, com todos os descontos na fonte e além dela (IPI, ICMS, ISS, IPTU, IPVA, "zonas azul, verde, (mal)ESTAR", flanelinhas e, por que não, malabares...).

E, isso, de segunda a sexta-feira, alguns, também aos sábados, com CHUVA, FRIO, SOL e/ou CALOR e ''sob'' o coMANDO da Hierarquia trabalhista.

Por outro lado, ou melhor do ''lado de dentro dos toldos'' alguns e poucos flanelinhas comandando o SEU ''pedaço'' da rua. "-- Chuva? Não!!! -- Eu prefiro CHUVISCO".**

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E, ainda sou obrigado a ouvir alguns ''utópicos jurássicos'' dizerem: "... é o Sistema". É que esses não perceberam (ou não querem) que a ''banda passou''. Fidel Castro (de Adidas), Chico Buarque e sua irmã (hoje, Ministra) perceberam há muito tempo e ''a tempos de ...".

Não é o Sistema. Tudo é uma questão de ''berço''; educação informal, familiar, ''no lar''. Dê o peixe, sim, mas, ensine a pescar.

Alô MEC !!! Mas, ENSINE com "esse'', OK ???

O ''saber'' pescar gera renda e recursos para comprar a própria ''traia'' (tralha). Todavia, com toda essa ''distribuição de renda'' as avessas, via BOLSAS E VALES-TUDO quem se preocuparia em saber sequer ''onde'' fica o rio. PORÉM, o ''de Janeiro'' todos sabem, pois, ''... em fevereiro (em fevereiro), tem carnaval (tem carnaval)..." (Jorge Ben Jor).

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E um viva ao BNDES !!!

ou "com AÇÚCAR e com afeto fiz teu doce predileto..." (Chico Buarque; o menestrel do PT).

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(*) Quarto poder: a imprensa ou a mídia. Quinto poder: a corrupção.

(**) CHUVISCO (cachaça com ''sodinha''). Atualmente, os ''street boys'' rebatizaram com o nome de "TUBÃO" (qualquer refrigerante com adição de cachaça).

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sexta-feira, julho 01, 2011

XÔ! ESTRESSE/HORA EXTRA [In:] ''PANIS ET CIRCENSES''

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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JOBIM/FHC [In:] OITO OU OITENTA (2)

01/07/2011 - 08h49

Jobim elogia FHC e diz que hoje tem de tolerar 'idiotas'

01/07/2011 - 08h49


VERA MAGALHÃES
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA
CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA

O ministro Nelson Jobim (Defesa) fez um discurso ontem na homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que foi interpretado como sinal de insatisfação com sua situação no governo Dilma Rousseff.

Começou dizendo que faria um "monólogo" dedicado a FHC --de quem foi ministro da Justiça e que o indicou para o Supremo Tribunal Federal--, e que deixaria "vazios" que o tucano iria "compreender perfeitamente".

Jobim elogiou o estilo conciliador do ex-presidente. "Nunca o presidente levantou a voz para ninguém. Nunca criou tensionamento entre aqueles que te assessoravam", disse. A referência foi interpretada como uma alusão ao estilo duro de Dilma com seus auxiliares.

"Se estou aqui, foi por tua causa", afirmou, sem mencionar Lula nem Dilma.

Alan Marques/Folhapress
FHC recebe homenagem em Brasília por seus 80 anos e recebe os cumprimentos do ministro Nelson Jobim
FHC recebe homenagem em Brasília por seus 80 anos e recebe os cumprimentos do ministro Nelson Jobim

Disse que, quando presidente, FHC construiu "um processo político de tolerância, compreensão e criação".

"E nós precisamos ter presente, Fernando, que os tempos mudaram." E citou Nelson Rodrigues: "Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento".

Esse encerramento da fala provocou perplexidade em governistas da plateia. "O que ele está querendo dizer?", indagou um petista.

Questionado sobre a fala, FHC disse que não viu nenhuma tentativa de fazer "comparações". Sobre os "idiotas", FHC sorriu e concordou: "É, aquilo foi forte".

Já o presidente do ITV (Instituto Teotonio Vilela), Tasso Jereissati, avaliou que o titular da Defesa "fez um discurso cheio de recados".

Aliados do ministro dizem que ele está, de fato, insatisfeito com Dilma. Recentemente se queixou a correligionários de que a presidente não o convoca para opinar sobre assuntos de política e direito, como Lula fazia.

Ele também ficou incomodado com o corte do orçamento de sua pasta. Assessores da Defesa negam que Jobim tenha manifestado a vontade de deixar o cargo.

ECUMÊNICO

Vários aliados de Dilma participaram da homenagem a FHC no Senado: o governador Eduardo Campos (PSB-PE), o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que fez um discurso elogiando o ex-presidente, e o ministro Garibaldi Alves (Previdência).

A mestre de cerimônias do evento foi a atriz Fernanda Montenegro. O vice-presidente Michel Temer recepcionou o tucano no gabinete do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

No discurso, FHC se disse "muito feliz" com a carta elogiosa que recebeu de Dilma por conta do aniversário de 80 anos e que viu no gesto a prova de que "não é preciso destruirmos um ao outro".

O discurso mais crítico ao PT foi feito por José Serra, que disse que, quando presidente, FHC jamais "passou a mão na cabeça de aloprado".

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VENEZUELA/CHÁVEZ [In:] NA TV, SEM HUMOR

01/07/2011 - 12h36

Chefe militar da Venezuela garante calma e lealdade a Chávez



DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS- FOLHA.


O chefe das Forças Armadas da Venezuela disse nesta sexta-feira não haver nenhuma ameaça à ordem constitucional no país depois que o presidente Hugo Chávez revelou ter sido submetido a uma cirurgia para tratar de um câncer, em uma notícia que abalou o sistema político que ele comanda desde 1999.

Buscando afastar qualquer rumor de instabilidade ou conflitos internos na Venezuela durante a ausência de Chávez, que está sendo tratado em Cuba, o general Henry Rangel Silva afirmou que o presidente estava se recuperando "satisfatoriamente" e voltaria "em breve" para casa.

"Temos visto nosso comandante mais magro do que de costume, mas ainda está de pé. A verdade é que ele está melhorando, está bem", disse Rangel à TV estatal, acrescentando que Chávez ainda está comandando o governo. "O país está calmo."

"Os membros da Força Armada têm essa convicção democrática que nos levou a manter essa condição de instituição fiadora da Constituição Nacional", enfatizou o chefe do Comando Estratégico Operacional (CEO) da FANB em declarações à televisão estatal.

Apesar de reconhecer que sempre haverá antichavistas subversivos nas fileiras militares, ele destacou que os organismos militares de inteligência "não detectaram" até agora que alguém tenha incitado ao motim, por isso não haveria "ameaça à ordem constitucional do país".

PRONUNCIAMENTO

O presidente Chávez, 56, geralmente animado, confirmou em um discurso austero na quinta-feira que foi submetido a uma cirurgia em Cuba para retirar um tumor cancerígeno e está recebendo mais tratamento.

Ele disse que precisava de tempo para se recuperar antes de retornar à Venezuela para liderar a revolução socialista a seu estilo.

No pronunciamento na TV, o presidente disse que foi diagnosticado com câncer durante exames médicos realizados em Cuba.

Chávez garantiu que se mantém "informado e à frente das ações do governo, em comunicação permanente com o vice-presidente Elías Jaua e toda a equipe de governo".

Assim, ele justificou a decisão de não entregar o governo a Jaua, como determina a Constituição, mas não revelou quando regressará à Venezuela.

INCERTEZA

Com a confirmação da doença, os venezuelanos se veem diante de um panorama político incerto em ano pré-eleitoral.

Aliados de Chávez também se encontram sem rumo devido à falta de um sucessor claro caso o presidente tenha que ficar afastado do poder devido à doença.

Desde a viagem de Chávez a Havana, a oposição já vinha cobrando informações claras sobre a saúde do presidente e a data de retorno à Venezuela.

Para analistas, a ausência prolongada do presidente -- que está há mais de 20 dias em Cuba-- pode colocar em risco a governabilidade do país, que dá sinais de fragilidade sem o líder venezuelano no comando.

Simpatizantes, contudo, prometeram continuar sua iniciativa esquerdista, que inclui a nacionalização de grandes partes da economia, um amplo desafio diplomático contra o domínio norte-americano na região, e a tomada de controle da indústria de petróleo que é uma fornecedora importante dos Estados Unidos.

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XÔ! ESTRESSE[In:] ''BEIJINHO, BEIJINHO; PÃO, PÃO"

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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O envolvimento do BNDES em um negócio duvidoso

Valor Econômico - 01/07/2011

A participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na mais recente tacada do empresário Abílio Diniz é injustificável. Depois de negar durante várias semanas, Abílio Diniz teve de revelar finalmente que estava negociando a fusão da rede de supermercados Pão de Açúcar com a filial brasileira do grupo francês Carrefour.

A megafusão só pode se concretizar com a participação financeira do BNDES, que prometeu entrar com € 2 bilhões no negócio por meio da BNDES Participações (BNDESPar), o seu braço de participações acionárias. Não haverá financiamento a juros subsidiados. Se o negócio for concretizado, o BNDES vai ter 18% da nova empresa e vai entrar no ramo de venda de frutas e verduras.

O governo, por meio do BNDES, pode e deve apoiar a capitalização das empresas, quando isso for justificável, o que não parece ser o caso da criação do Novo Pão de Açúcar (NPA).

Em primeiro lugar porque a operação irá capitalizar uma empresa estrangeira, o Carrefour, em dificuldades, é verdade, mas que tem capacidade de obter recursos no mercado internacional. A BNDESPar participa do capital de cerca de 150 empresas, totalizando R$ 90 bilhões, mas elas são eminentemente de capital nacional.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, defendeu a participação do BNDES no negócio atacando os bancos brasileiros. "Tudo seria resolvido se o setor financeiro privado do Brasil fizesse o papel dele, que é financiar o capital brasileiro. Como ele não faz isso, o BNDES tem de atuar", afirmou.

A crítica não se justifica porque está na operação o banco brasileiro BTG Pactual, que se juntou às discussões há pelo menos um mês e deverá entrar com cerca de R$ 700 milhões, que lhe garantirá 3,2% do capital do NPA, além de acenar com mais R$ 1,1 bilhão em crédito.

Outro motivo que põe em dúvida a operação é a reação contrária do Casino, o que significa uma incerteza jurídica. Sócio do Pão de Açúcar desde 1999, o grupo francês Casino aumentou sua participação em 2005, quando selou um acordo de acionistas que lhe garantiu a possibilidade de exercer uma opção de compra que lhe daria o controle do negócio brasileiro em 2012. Se Diniz for bem-sucedido, além de não obter o controle, seu sócio francês será diluído. O Casino não deve jogar a toalha facilmente e até já contratou o advogado criminalista José Carlos Dias para reforçar o batalhão de especialistas jurídicos que duelam no caso, desde que os franceses descobriram a "traição", há cerca de um mês, e entraram na Justiça com um pedido de arbitragem.

Os argumentos apresentados pelo BNDES para entrar no negócio não são sustentáveis. A operação não cria uma multinacional verde-amarela, como argumentam os formuladores da operação. O controlador de fato do novo negócio será o Carrefour francês, embora a proposta preveja que a administração das duas redes de supermercados no Brasil ficará a cargo de pessoas indicadas pelo Novo Pão de Açúcar, a empresa que terá como principais acionistas Casino, BNDES, Abilio Diniz e BTG Pactual. As regras contábeis internacionais IFRS, usadas na Europa e no Brasil, determinam que uma empresa só pode consolidar os números de uma aquisição se controlar, de fato, a empresa. Na prática, o Carrefour francês deverá controlar o Pão de Açúcar, que, por sua vez, terá o Carrefour Brasil como subsidiária integral.

Possivelmente o principal motivo para o BNDES não apoiar essa operação é a concentração de mercado que ela proporcionará, com impacto negativo sobre a cadeia de fornecedores e consumidores e sobre a competição, sempre necessária no combate à inflação.

Se o negócio se concretizar, o Pão de Açúcar vai dominar 32,2% das vendas do mercado brasileiro de varejo, com ampla distância em relação ao segundo colocado, o Walmart, que tem 11,1% do mercado. Os demais participantes ficariam com 56,7%. Ao defender a fusão, os envolvidos argumentam que, em outros países, a concentração também é grande. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Walmart tem 32% do mercado; na França, o Carrefour domina 26%. Nada recomenda, porém, que se reproduzam no Brasil os mesmos índices, que aliás serão muito maiores em alguns Estados. Quanto maior for a concorrência no varejo, melhor para um país cujo histórico de hiperinflação exige extremo cuidado com essa matéria.

FHC [In:] OITO ou OITENTA

FH recebe homenagem suprapartidária


Autor(es): agência o globo:
Adriana Vasconcelos,
Isabel Braga e
Gerson Camarotti
O Globo - 01/07/2011

Petista elogia o tucano, mas críticas de Serra a Dilma destoam na festa pelos 80 anos do ex-presidente


RASÍLIA. A festa preparada pelo PSDB para comemorar os 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu caciques de praticamente todos os partidos, ontem, no Congresso. Líderes petistas e um ministro do governo Dilma Rousseff prestigiaram o evento, que teve como mestre de cerimônias a atriz Fernanda Montenegro. Mas o que era para ser uma homenagem suprapartidária acabou tendo momentos de constrangimento pelo tom belicoso do ex-governador José Serra ao criticar o governo petista. E que contrastou com o agradecimento emocionado de FH à carta recheada de elogios enviada por Dilma:

- Confesso, fiquei muito feliz com a carta da presidente Dilma, porque senti neste gesto não um gesto político, no sentido comum, mas de dizer que somos brasileiros e temos que nos entender. E que não vale a pena um destruir o outro, porque isso não leva a nada. Por que não construir juntos? E construir juntos não é aderir, é o debate aberto.

Pouco antes, ao destacar a trajetória de FH e de classificá-lo como o "Fred Astaire" da política, Serra já havia deixado o homenageado e parte da plateia constrangidos ao criticar o que chamou de aparelhamento do Estado pelo PT.

- Ninguém tem condições de competir com o PT, com a força do aparelhamento do Estado. Fernando Henrique jamais, para exaltar a própria obra, desqualificou a obra do adversário. Jamais incentivou a intolerância e buscou dividir o pais. Sempre foi exemplo de decoro, de coragem, de delicadeza. Nunca condescendeu com o mal feito para privilegiar aliados, nem passou a mão na cabeça de aloprados - disparou Serra, que no fim da festa mostrou preocupação:

- Eu não estava mal humorado não, né?

Já o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), começou o discurso chamando FH de amigo e destacou que sua presença poderia surpreender a muitos por sua filiação partidária.

- Podemos ter divergências, às vezes de fundo, de conteúdo, mas mesmo nas divergência sejamos capazes de reconhecer a história e os valores defendidos pelos homens de bem deste país. Vossa Excelência é um homem de bem deste país, construiu sua história nesta perspectiva - disse Maia, finalizando: - Vossa Excelência tem muita responsabilidade de estarmos vivendo num país verdadeiramente democrático.

Ainda se recuperando de uma queda de cavalo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) gravou um vídeo em que destacou as qualidades de Fernando Henrique e pediu a ajuda dele para que o PSDB volte ao poder:

- Estamos resgatando a verdade. É hora de fazer a nova travessia do Brasil, onde ética e política sejam complementares.

Amigo e ex-ministro de FH , do governo Lula e atual ministro da Defesa de Dilma, Nelson Jobim enalteceu a capacidade de Fernando Henrique de ouvir, sem nunca levantar a voz e criar tensão entre os que o assessoravam. Além de demonstrar saudosismo em relação ao estilo do ex-presidente, o ministro deu a impressão de se queixar do temperamento forte e do tom rude com que, às vezes, a presidente Dilma se dirige a assessores.

- Talvez as características mais marcantes de você sejam a tolerância e o bom humor. Mesmo nas maiores dificuldades que passamos durante seu governo, nunca levantou a voz para ninguém, nunca disse nada que levasse qualquer um de seus assessores ao constrangimento. Só os inseguros são autoritários - disse Jobim.

FH foi recebido no gabinete do presidente do Senado José Sarney(PMDB-AP), onde o vice-presidente da República, Michel Temer, o aguardava. O ex-presidente esclareceu mais uma vez que havia assinado sem ler o projeto do sigilo eterno dos documentos oficiais.

Políticos que apoiaram FH também estiveram presentes, como o presidente do PTB, Roberto Jefferson, e o ex-governador Joaquim Roriz.

Outros petistas compareceram, como o deputado Arlindo Chinaglia (SP), o líder do partido na Câmara, Paulo Teixeira (SP), e os senadores Eduardo Suplicy (SP) e Delcídio Amaral (MS).

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FIDEL [In:] O ÚLTIMO MOICANO

Fidel, o porta-voz de Hugo Chávez

Autor(es): agência o globo:Janaína Figueiredo
O Globo - 01/07/2011

Ex-presidente cubano seria o responsável por demora no retorno à Venezuela


BUENOS AIRES. Desde que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi internado em Havana, há quase um mês, o ex-presidente cubano Fidel Castro assumiu um papel quase paternal em sua vida. Fidel apareceu ao lado do líder bolivariano em todas as imagens transmitidas pela TV cubana e, segundo analistas políticos e jornalistas venezuelanos, é quem mais insistiu em prolongar a permanência de Chávez na ilha.

- Fidel praticamente sequestrou Chávez e o obrigou a seguir à risca as recomendações dos médicos - disse Carlos Romero, professor da Universidade Central da Venezuela (UCV).

Segundo ele, "o que está acontecendo é terrível para a Venezuela".

- Em seu papel de pai ideológico de Chávez, o ex-presidente cubano está reforçando em nosso presidente a tendência socialista-marxista que em Cuba já naufragou - analisou Romero.

Fidel atende telefonemas, incluindo o de Lula

Em sua última coluna, o jornalista Nelson Bocaranda, um dos mais bem informados em seu país sobre a rotina de Chávez em Havana, informou que Fidel é quem mais cuida da saúde do presidente venezuelano neste momento. De acordo com Bocaranda, o ex-presidente cubano atendeu vários telefonemas de dirigentes latino-americanos que queriam saber notícias de Chávez, entre eles o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Uruguai, José "Pepe" Mujica.

Na conversa com Lula, nos primeiros dias desta semana, Fidel teria lhe informado sobre a decisão do governo da Venezuela de cancelar a III Cúpula da América Latina e o Caribe sobre Integração e Desenvolvimento, prevista para o próximo dia 5 de julho, antes do anúncio oficial realizado na última quarta-feira pela Chancelaria venezuelana. "Fidel é hoje o principal porta-voz de Chávez", apontou Bocaranda.

O jornalista venezuelano - que insiste em afirmar que o líder bolivariano está sendo tratado por um câncer de próstata - revelou "a frase mais repetida nos últimos dias por Fidel: "Depois de como você se comportou comigo quando estive gravemente doente, não posso fazer menos por você. Cuidarei de você com meus médicos até que você esteja perfeitamente bem e sua viagem à complicada rotina venezuelana não represente riscos para sua saúde"".

Nos últimos dias, Chávez recebeu a visita de alguns familiares, especialmente suas filhas. Mas a sensação que predomina entre os venezuelanos neste momento é de que sua principal companhia é o ex-presidente cubano.

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ABILIO DINIZ/PÃO DE AÇÚCAR/BNDES [iN:] "COM AÇÚCAR E COM AFETO..."

Diniz declara guerra ao Casino

Diniz está entre grandes importadores, mas não entre maiores exportadores


Autor(es): agência o globo:
Marta Beck,
Fabiana Ribeiro e
Henrique Gomes Batista
O Globo - 01/07/2011

BRIGA DE GIGANTES: Com Casino, redes nacionais, como Sendas, foram compradas

Números do Pão de Açúcar não confirmam a tese de desnacionalização


RIO e BRASÍLIA. O argumento de que o apoio do BNDES à fusão entre Carrefour e Pão de Açúcar seria uma forma de evitar uma desnacionalização da empresa brasileira e do setor supermercadista não convenceu especialistas. Até porque os números de importação e exportação da rede não corroboram a tese do empresário Abilio Diniz e do governo. Dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que, em 2009, o Grupo Pão de Açúcar importou US$150 milhões, valor que subiu para US$236 milhões em 2010 - alta de 57,3%. Já na lista dos 250 maiores exportadores - considerando que o último do grupo exportou US$100 milhões no ano passado - não há referência à empresa.

Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o argumento é infundado. Ele destaca que o Grupo Pão de Açúcar está entre os 250 maiores importadores do país, mas não faz parte da lista dos maiores exportadores.

- O Pão de Açúcar importa muito mais do que exporta. E a fusão tende a aumentar essa diferença. O Carrefour não vai aumentar as vendas da nova companhia. É muito mais provável que importe mais para atender à demanda do mercado brasileiro - disse Castro, acrescentando que outro elemento contra a fusão recai sobre o mercado de trabalho. - O BNDES deveria estar dando dinheiro a quem gera emprego e renda no Brasil.

"Uma invasão de produtos do Casino no Pão de Açúcar"

Nas lojas do Pão de Açúcar, o Casino é, sem dúvida, marca de destaque. Em algumas lojas, como a do Flamengo, biscoitos Casino - a R$9,90 - estão expostos logo na entrada. Na loja, havia quatro marcas de lata de milho, sendo uma delas a Casino, vendida, em promoção, por R$4,49. A barra de chocolate da rede francesa está, em oferta, por R$4,99 - mais barata do que uma similar da Lacta, por R$6,59. Já a embalagem com duas caixas de biscoito Palmiers do Casino era vendida por R$7,90. Apenas uma caixinha da argentina Hojalbre estava saindo por R$4,35. Destaques ainda nas geleias, massas de tomate, macarrão, molhos, azeites e vinagres. Já no site da empresa, o prestígio do Casino continua: a marca, numa lista de categorias do delivery, é a primeira, à frente das marcas próprias do Grupo e de seções como mercearia ou carnes.

Na avaliação de Sérgio Lazzarini, professor do Insper, a operação não garante totalmente que as redes de supermercado ficarão sob o controle nacional.

- Isso (o argumento da desnacionalização) é uma desculpa para viabilizar esta operação com dinheiro público. Isso quase não importa. A concentração é muito mais importante que a nacionalidade das redes. Os supermercados podem ser de outros países e contribuírem para a concorrência que beneficia consumidor e fornecedores - afirmou Lazzarini. - O desenho me parece algo como a fusão da Ambev com a Interbrew, onde os belgas não têm o controle total, onde há uma gestão brasileira.

José Ricardo Scaroni, da ESPM-Rio, alerta que, além de antiquada, o argumento de que a operação evita a desnacionalização é falso:

- O Pão de Açúcar está trocando de sócio francês. Mas o fato é que continuarão sócios, com metade do negócio.

Ele afirmou que, Abilio Diniz que agora defende o varejo nacional foi quem se associou com o Casino em 1999. A empresa, quando fez isso não estava mal, mas queria adquirir o conhecimento da rede francesa. Depois, comprou importantes redes 100% nacionais - como Sendas, Sé, ABC, Ponto Frio e Casas Bahia - que ficaram sob a participação do sócio francês.

O professor lembra ainda que os outros argumentos apresentados em favor da fusão também são fracos, como aumento de investimentos e empregos - quando a lógica da sinergia indica o contrário - e aumento da participação de produtos nacionais em lojas europeias.

- O que vemos, isso sim, foi uma invasão de produtos do Casino no Pão de Açúcar.

STF/HORÁRIO DE TRABALHO [In;] O INVERSO DA MAIS-VALIA


STF LIVRA JUÍZES DE DAR EXPEDIENTE INTEGRAL

TRIBUNAIS SEM HORA CERTA


Autor(es): agência o globo:Carolina Brígido
O Globo - 01/07/2011

Ministro do STF suspende decisão do CNJ que determinava funcionamento das 9h às 18h


Uma liminar do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu ontem a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinava horário de funcionamento unificado para todo o Judiciário. No fim de março, o conselho decidiu que os tribunais teriam de ficar abertos de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, no mínimo. Hoje, o horário de atendimento varia em cada unidade da Federação: parte funciona apenas de manhã, e parte, só à tarde. A nova regra entraria em vigor nesta segunda-feira, dia 4, mas Fux suspendeu a validade dela até que o STF examine melhor o assunto, em plenário. A data para esse julgamento ainda não foi marcada.

A decisão foi tomada a pedido da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que entrou com ação direta de inconstitucionalidade contra a determinação do CNJ. Na ação, a entidade alega que o CNJ não tem competência para determinar o horário de funcionamento do Judiciário, já que a Constituição garante autonomia administrativa aos tribunais. A associação também afirma que não há condições de aplicar a medida imediatamente, porque ela geraria custos adicionais aos tribunais.

Quando recebeu a ação, o ministro Luiz Fux pediu para os tribunais declararem se teriam dificuldades para alterar o horário de atendimento - seja por falta de dinheiro, seja por falta de pessoal. O ministro informou que já recebeu resposta de inúmeros tribunais, "e quase a unanimidade delas foi no sentido de que o ato emanado do CNJ é de inviável cumprimento".

TRE do Rio teria de abrir 106 cargos

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, por exemplo, alegou que, para adotar a medida, seria necessária a criação de 106 novos cargos. O TRE do Rio funciona, hoje, das 11h às 19h e tem 1.200 funcionários de carreira. O número de requisitados aumenta em período eleitoral. Além disso, o tribunal alegou que haveria aumento no consumo de energia elétrica e de água da ordem de R$236 mil.

O TRE do Rio Grande do Sul explicou que seria necessária a contratação de mais servidores, e que o cumprimento da medida provocaria custos extras de R$837 mil, "valor que não foi incluído na previsão orçamentária de 2011".

Outros tribunais foram menos específicos, mas deram resposta no mesmo sentido. O TRE do Piauí afirmou que haveria "transtornos para o cumprimento da resolução diante da escassez de recursos humanos". Para o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, o cumprimento da medida "provocaria a dispersão dos recursos humanos, já tão escassos, pois seria designada parte dos servidores para atuar em horários de menor demanda, o que desfalcaria as unidades nos momentos em que os serviços judiciários são mais requisitados".

O ofício do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte afirma que a mudança de horário "em nada contribuirá para o aumento da produtividade dos órgãos judiciários, ou mesmo trará qualquer forma de celeridade ao julgamento dos feitos".

- Pretendo ter a resposta de todos os tribunais, porque a questão é complexa sob o ângulo jurídico e fático - disse Fux.

No despacho, o ministro não comentou os argumentos da AMB. Apenas suspendeu a medida, para evitar eventuais perdas financeiras dos tribunais, até que o STF julgue o caso. "A implementação imediata do novo horário sem a deliberação do plenário do Supremo Tribunal Federal, que foi recentemente instado a sobre ele decidir, pode gerar transtornos incontornáveis e substancial aumento de despesa pública, caso o pronunciamento definitivo da Corte seja no sentido da procedência desta ação direta", escreveu.

Fux explicou que a resolução do CNJ não trata do expediente de servidores ou de juízes, apenas do horário do atendimento ao público. E deixou claro que há diferença entre os dois conceitos. "Com o propósito de que não haja dúvidas quanto ao que foi deferido, releva-se imperioso destacar que a presente liminar não autoriza juízes e servidores a trabalharem mais ou menos do que já trabalham", escreveu. "O que se impede, através da presente liminar, é a ampliação imediata do horário de atendimento".

A decisão do CNJ foi tomada diante de pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mato Grosso do Sul. Segundo o CNJ, a medida era necessária "considerando que há vários horários de expediente adotados pelos tribunais, inclusive em relação a alguns dias da semana, o que traz prejuízos ao jurisdicionado".

O presidente da AMB, Nelson Calandra, considerou a liminar de Fux uma importante conquista da Justiça brasileira. "Com esta decisão, prevalece a autonomia dos estados, pois cada tribunal vai respeitar o fuso horário e as peculiaridades da sua região. Essa é uma vitória não apenas da AMB, mas sobretudo da Justiça brasileira", afirmou, em nota.

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